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“O Brasil não tem motivos para apostar em energia cara e não-segura”
Mostrando claramente sua posição contrária à produção de energia nuclear, Marina Silva disse na segunda-feira (21/9) que o PaÃs deve apostar em matrizes energéticas limpas, como a eólica, a solar e a hidráulica. Sua opinião foi mostrada durante o programa Roda Viva, da TV Cultura.
Segundo ela, a energia produzida por usinas hidrelétricas é limpa, desde que a licença ambiental das barragens tenha sido feita de forma correta. “As pessoas pensam que o processo de licenciamento é subjetivo e polÃtico, mas não é. Se não fossem as condicionantes feitas pelo Ibama ao dar a licença da hidrelétrica do rio Madeira (RO), o lago a ser feito seria muito maior e poderia ser assoreado em 10 anos”, disse.
Questionada sobre o pré-sal, a senadora afirmou: “o petróleo é uma fonte de energia da qual infelizmente o mundo ainda não conseguiu se livrar”, mas que pode ser utilizado como vetor para uma economia mais sustentável. “É uma fonte de energia que precisa ser utilizada para ser substituÃda. Tem que ser utilizada muito mais para produzir conhecimento, para nos fazer transitar desse modelo baseado em combustÃvel fóssil”, afirmou.
Criacionismo e aborto
Marina também esclareceu sua posição com relação ao criacionismo - teoria que defende a criação do mundo por Deus. A senadora disse que foi mal compreendida após ter sido questionada sobre o fato de escolas adventistas incluÃrem no currÃculo o estudo da teoria. Ela destacou que, ao falar especificamente dessas instituições, declarou que os jovens poderiam fazer a escolha que julgassem mais sensata. “Eu nunca defendi o criacionismo. A ciência e a tecnologia são fundamentais”, explicou.
Com relação ao aborto, Marina disse que ainda é muito cedo para fazer qualquer afirmação. “Eu não posso simplificar que sou contra ou a favor do aborto. Quero dizer que é necessário o diálogo. O que precisamos é aprofundar esse debate. Deve haver, sim, um plebiscito”, opinou.
Partidos
Sem se declarar candidata à presidência pelo PV, a senadora elogiou os avanços nas áreas econômica e social dos governos do PSDB e do PT, respectivamente.
Em relação à s polÃticas sociais, a senadora disse acreditar na continuidade de programas de transferência de renda, mas com mudanças. “Não apenas a inclusão, mas a evolução, para que as pessoas não dependam para sempre do Bolsa FamÃlia. Tem que haver um processo de libertação das pessoas de qualquer tipo de dependência em relação ao Estado”, afirmou.
(Amazonia.org.br)
