19/06/2012 19:37:42
Sucena Shkrada Resk, do Mercado Ético
Uma em cada cinco pessoas no planeta – ou 1,4 bilhão de habitantes – não têm acesso à eletricidade e, com isso, a questão da desigualdade de acesso à energia fica mais evidente, evidenciando o fato como um dos principais fatores ligados à pobreza extrema. Esse é o contexto do projeto lançado pelo secretário-geral da Organização das Nações Unidas, Ban ki-Moon, em 2011, que ganha destaque a partir de hoje em uma proposta de Agenda de Ações, que deverá envolver governos, empresas, investidores, indústrias, instituições e academias, durante a Conferência das Nações Unidas sobre Desenvolvimento Sustentável (Rio+20). A programação é reforçada institucionalmente por ser 2012, o Ano Internacional da Energia para Todos.
A iniciativa prevê, até 2030, a garantia de acesso universal a serviços modernos de energia; dobrar a taxa global em eficiência energética, além da parcela de energia renovável global. Até o momento 50 países estão inscritos nos últimos meses para participar do programa, segundo anúncio feito pela ONU. E ontem saiu uma série de recomendações da Fundação da ONU, que trabalha com cerca de 350 organizações de serviços de energia, que podem ser consultadas no site http://sustainableenergyforall.org .
As áreas consideradas prioritárias para ações são: de soluções para distribuição de eletricidade; infraestrutura de eficiência energética, como também nos processos de agricultura e industriais; construções e ampliações; de promoção de larga escala de energia renovável e transportes.
Diálogos sobre Desenvolvimento Sustentável
O tema energia também teve projeção durante o encontro sobre Energias Renováveis, no dia 18, no encontro Diálogos sobre Desenvolvimento Sustentável, promovido pelo governo brasileiro, no Riocentro. O debate contou com a presença de dez especialistas e plateia formada por cerca de 2 mil pessoas da sociedade civil. Como resultado, ficaram estabelecidas três propostas para serem encaminhadas para os chefes de Estado, que se reúnem a partir de amanhã no Rio de Janeiro. Uma delas é justamente o incremento a investimentos e vontade política para garantir acesso universal igualitário e barato a serviços de energia sustentável até 2030.
As outras duas são as seguintes:
- Estabelecer metas ambiciosas para avançar o uso de energias renováveis (público);
- Tomar medidas concretas para eliminar subsídios a combustíveis fósseis (via plataforma www.riodialogues.org).
Essas recomendações se somarão a mais 27 que contemplam outras áreas, como água, cidades sustentáveis e oceanos.
(Mercado Ético)