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Lobbies de grandes emissores prejudicam esforços climáticos
CarbonoBrasil/Carbon Positive
As ações dos governos para regular as emissões de dióxido de carbono e os esforços para garantir um novo acordo climático internacional estão sendo prejudicados com sucesso por diversos lobistas de empresas grandes emissoras de gases do efeito estufa, segundo um estudo do Consórcio internacional de jornalistas investigativos.
O estudo examinou ações de lobby e contribuições para campanhas nos Estados Unidos, União Européia, Japão, China, Índia, Austrália, Brasil e Canadá.
Nos Estados Unidos o estudo descobriu que existem mais de 2,8 mil lobistas climáticos, equivalente a cinco para cada membro do Congresso, tendo aumentado cinco vezes nos últimos seis anos. As empresas de carvão e energia são as principais culpadas, baseando as suas críticas em perdas de emprego, apagões e rebaixamento dos padrões de vida.
Enquanto isso, os lobistas do outro lado, como empresas de energias renováveis, ONGs e interessados no mercado de carbono estão sendo esmagados pelos maiores números e mais bem financiados lobistas dos grandes emissores. Estes últimos também estão muito presentes nas negociações internacionais da ONU, segurando principalmente o progresso em relação às metas de emissão de gases do efeito estufa.
Nos países em desenvolvimento a pressão é similar, principalmente na China bloqueando o desenvolvimento das energias renováveis e no Brasil impedindo a redução do desmatamento na Amazônia.
O consórcio de jornalistas demonstrou também que a abordagem dos lobistas evoluiu com o fato que a regulação das emissões é inevitável, passando a focar não mais na pura oposição, mas no enfraquecimento das medidas.
(CarbonoBrasil/Carbon Positive)
