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Mais de 4 mil tipos de violações aos direitos humanos
Karol Assunção, da Adital
Mais de quatro mil hondurenhos já tiveram seus direitos violados pela ditadura. Isso é o que afirma o Segundo Relatório do Comitê de Familiares de Detidos Desaparecidos em Honduras (Cofadeh), divulgado na quinta-feira última (22/10). A situação no paÃs permanece sem solução entre as duas partes. Entretanto, terminou na sexta-feira (23/10) o prazo dado por Manuel Zelaya para que seja restituÃdo ao poder.
As violações aos direitos humanos estão aumentando cada vez mais. De acordo com o relatório da Cofadeh, até o último dia 15 de outubro, 4.234 pessoas tiveram seus direitos desrespeitados. Execuções, atentados, ameaças, detenções ilegais e perseguições a lÃderes sociais e defensores dos direitos humanos são apenas alguns atos recorrentes no paÃs após o dia 28 de junho.
“A partir de 29 de junho, Cofadeh começou a registrar violações aos direitos humanos relacionadas diretamente à s manifestações pacÃficas da população, violência que foi tomando diferentes tipos, formas e padrões.
Passou da violência generalizada e de violência setorizada à violência seletiva dirigida a jornalistas e dirigentes da resistência, sem esquecer a intimidação judicial como ferramenta empregada para desmobilizar os opositores, uma média superior aos 114 acusados por delitos polÃticos tem-se registrado entre julho e outubro”, destaca o relatório.
Até agora, o Comitê já registrou 21 assassinatos e 108 ameaças de morte. A cifra aumenta ainda mais em relação às pessoas lesionadas e afetadas por golpes: 453, no total. Além disso, mais de três mil foram detidas ilegalmente e 26 jornalistas foram agredidos.
O documento aponta ainda que a repressão não só aumentou nos últimos meses, como também avançou para outros locais. “A repressão não só mudou de modalidade nos últimos meses, também de cenários, transportou-se aos bairros e colônias das diferentes cidades, municÃpios e aldeias onde se realizam manifestações contra o golpe e procedido a identificar e a executar cruzadas de castigo e perseguição contra os membros da resistência”, revela.
(Adital)
