21/06/2012 20:44:35
Sucena Shkrada Resk, do Mercado Ético
Quem chegou hoje (21) ao pavilhão do Riocentro, deparou-se no lado externo, próximo ao estacionamento, com algumas obras de arte que chamaram a atenção pela sensibilidade da mensagem que transmitiam. Eram figuras de pessoas que se representam homens e mulheres. Elas não estavam nos fóruns de discussões políticas da Conferência das Nações Unidas sobre Desenvolvimento Sustentável (Rio+20), mas podiam ser qualquer um dos bilhões de seres humanos que se encontram em vulnerabilidade pelo planeta.
A iniciativa do artista dinamarquês Jens Galschiot integra o projeto “Liberdade de Poluir”, realizado em parceria com a Eco-net e o FairGreenSolutions. “Retrato os refugiados do clima, que são vítimas do modelo desenfreado de consumo e da poluição que aceleramos”, disse ele ao Mercado Ético. Segundo o artista, a figura de uma mulher grávida “presa” a uma cruz simboliza crianças e mulheres africanas que sofrem diferentes tipos de violência, tanto de cunho sexual como de falta de acesso à educação. Ao mesmo tempo, uma réplica da Estátua da Liberdade que segura a mensagem “Freedom to pollute” (liberdade para poluir) expõe a controvérsia que existe no atual modelo de desenvolvimento dos países.
Para reforçar a mensagem, o escultor distribui um folheto onde escreve seus argumentos, que começam com ”Vejo… 1,4 bilhões de pessoas vivendo em pobreza extrema… um mundo estruturado pelos interesses de lucro das empresas privadas… líderes sem vontade de adotar as medidas necessárias – tudo em nome dos direitos e da liberdade”. No mínimo, leva a todos a refletir.
Com caráter itinerante, amanhã (22), as obras seguem para o Parque do Flamengo, local onde está sendo realizada a Cúpula dos Povos.
(Mercado Ético)