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ONG adverte que produção prejudica paÃses pobres
A produção de biocombustÃveis em escala industrial agrava problemas sociais e ambientais nos paÃses pobres, inclusive o Brasil, advertiu a ONG britânica Christian Aid em um relatório divulgado nesta segunda-feira.
A notÃcia é do EcoDebate, 18/8.
O relatório cita especificamente a falta de direitos trabalhistas dos trabalhadores, como em algumas plantações no Brasil - principal exportador e segundo produtor de biocombustÃveis no mundo. Além disso, aponta ainda os deslocamentos forçados de agricultores na Colômbia e ao aumento dos preços dos alimentos, especialmente na América Central.
“Se está usando grandes somas de dinheiro dos contribuintes americanos e europeus para apoiar indústrias que agravam a fome, promovem graves violações dos direitos humanos além da destruição ambiental, e que não cumprem os benefÃcios prometidos”, diz Eliot Whittington, autor do estudo “Growing Pains” (”Sofrimento Crescente”).
Além disso, a ONG observa que alguns combustÃveis, ao invés de combater as alterações climáticas, provocam mais emissões de gases de efeito estufa que os combustÃveis fósseis, devido à devastação causada pela necessidade de adquirir terras aráveis.
Segundo a Christian Aid, o problema não são os biocombustÃveis, mas as polÃticas que favorecem sua produção em grande escala para abastecer a crescente demanda dos paÃses desenvolvidos para o transporte.
A organização lamenta que os paÃses desenvolvidos, como os Estados Unidos, já tenham gasto bilhões de dólares em subsÃdios à produção de biocombustÃveis, quando haveria maneiras mais baratas e mais eficazes de se reduzir as emissões de dióxido de carbono provenientes do transporte.
A Christian Aid acredita, no entanto, que os biocombustÃveis têm potencial para ajudar as 2,4 bilhões de pessoas que atualmente não têm garantido o combustÃvel necessário para se alimentar e para o aquecimento.
Mas a organização acredita que é necessária a adoção de novas polÃticas para que os menos favorecidos tenham acesso a energia limpa.
“Os polÃticos devem rever urgentemente suas opiniões sobre os biocombustÃveis para garantir que apenas as culturas e os combustÃveis que assegurem a integração social e ambiental recebam apoio do governo”, disse Whittington.
(IHU On line)
