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11/07/2012 14:06:41

Pernambuco anuncia usina de combustível feito com algas

CicloVivo

O Brasil terá no próximo ano sua primeira indústria de combustível feito com algas marinhas. A tecnologia será construída no Estado do Pernambuco e conta com o investimento de R$ 19 milhões.

A Usina inédita no país vai produzir e comercializar biodiesel e bioetanol de algas, desta forma auxiliará a redução das emissões de CO2. O projeto é uma parceria entre o grupo brasileiro JB, que produz etanol no Nordeste, e a empresa See Algae Technology (SAT), da Áustria.

A fazenda vertical de algas geneticamente modificadas crescerá com a ajuda do sol. Ela será construída na cidade de Vitória de Santo Antão, a 53 km de Recife, capital do Pernambuco.

Apesar das pesquisas sobre este tipo de combustível em laboratórios dos Estados Unidos e até mesmo no Brasil, a empresa SAT afirma que esta é a primeira vez que ele será fabricado e comercializado. Até então o produto só era desenvolvido para fins científicos.

O biocombustível será fabricado com a ajuda do carbono proveniente da produção de etanol. A partir de um hectare de algas plantadas a unidade poderá produzir 1,2 milhão de litros de biodiesel ou 2,2, milhões de litros de etanol, anualmente.

“É uma reciclagem (do CO2 emitido) e transformação em combustível. Um hectare de algas consome cinco mil toneladas de dióxido de carbono ao ano. O CO2, que é o vilão do clima, passa a ser matéria-prima valorizada”, explicou Rafael Bianchini, diretor da SAT no Brasil.

Serão instalados módulos fechados com até cinco metros de altura para criar as algas. Estes módulos vão receber a luz do sol por meio de fibra óptica. Para isso, serão colocadas placas solares no teto da usina.

O diretor-presidente do grupo JB, Carlos Beltrão, afirma que o projeto começará a funcionar a partir de 2014, de acordo com a previsão da empresa. O próximo passo então será instalar outra unidade em Linhares, no Espírito Santo. “Hoje nossa missão é tentar trabalhar e chegar ao carbono zero. Nós produzimos CO2 suficiente para multiplicar esse investimento em dez vezes”, disse Beltrão ao G1.

O biocombustível de algas ainda precisa passar pelo crivo da Agência Nacional do Petróleo (ANP). Mesmo assim, o processamento de algas marinhas geneticamente modificadas servirá para outros fins, como a produção de bioquímicos usados na indústria alimentícia e de cosméticos.

O produto pode resultar inclusive na produção do ômega 3, encontrado em óleos vegetais ou em peixes. Sendo assim, mais um benefício desta usina seria contribuir com a redução da pesca, uma vez que a indústria teria uma alternativa mais sustentável e dependeria menos do peixe.

* Com informações do G1.

(CicloVivo)

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