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São Paulo inaugura quatro bancos comunitários
Bruno Bocchini, da Agência Brasil
Os primeiros quatro bancos comunitários de São Paulo foram inaugurados neste final de semana (6 e 7/6) na cidade. No paÃs, já existem 40 instituições desse tipo, concentradas principalmente na Região Nordeste.
Os quatro bancos comunitários - instalados na periferia das zonas norte, sul, leste e oeste da cidade - seguem o modelo do banco comunitário Palmas, criado pela Associação de Moradores do Conjunto Palmeira, em Fortaleza, considerado o primeiro banco comunitário do paÃs.
“O banco comunitário é de propriedade da comunidade, que também é gestora. Ele executa qualquer serviço que qualquer banco faz, como conta corrente, pagamento de água, luz. A tarefa do banco é levar à comunidade uma gama de serviços bancários, mas com uma perspectiva maior de estimular que as pessoas produzam e consumam no próprio local”, explica diretor do Instituto Palmas, Joaquim de Melo, que participa da implementação dos bancos em São Paulo.
Duas linhas de crédito são oferecidas pelos bancos comunitários: uma em reais e outra em moeda própria. De acordo com Melo, é essa moeda própria, especÃfica da região de cada banco, que que faz com que a comunidade consuma em sua própria área, e gere riqueza. “Não existe bairro pobre, o que existe são bairros que perdem suas poupanças internas e empobrecem, porque tudo que compram vem de fora. Com moeda própria, as pessoas consomem no próprio local, e formam uma rede de produtores e consumidores”, explica.
A ideia de instalação dos bancos comunitários em São Paulo partiu de movimentos sociais que desenvolvem projetos de moradia na periferia de São Paulo, entre os quais o Movimento de Moradia Sem Terra da Zona Norte, o movimento Paulo Freire, o movimento Vista Linda e União dos Movimentos de Moradia Independentes da Zona Sul. Eles tiveram o apoio da Incubadora Tecnológica de Cooperativas Populares da Universidade de São Paulo (USP), do Laboratório de Extensão da Escola de Artes, Ciências e Humanidades (Each/USP), da Secretaria Nacional de Economia Solidária (Ministério do Trabalho e Emprego), e do Instituto Palmas.
“Crédito e finanças é uma coisa vital na vida das pessoas. Se você não tem uma poupança, você está exposto a qualquer coisa, doença, acidente. Portanto se conseguirmos dominar coletivamente nosso dinheiro efetivamente teremos alcançado uma revolução sem sacrifÃcios maiores”, destaca o secretário nacional de Economia Solidária, Paul Singer.
(Agência Brasil)
