22/06/2012 21:20:17
Sucena Shkrada Resk, do Mercado Ético
Antes de se bater o martelo para o final da Conferência das Nações Unidas sobre Desenvolvimento Sustentável (Rio+20), o secretário-geral do encontro, o chinês Sha Zukang, foi enfático em sua declaração à imprensa, ao cobrar “implementação” das diretrizes estabelecidas no documento final.
Segundo ele, o trabalho começa agora e os governos não podem fazer o tudo sozinhos. “Precisamos das ações conjuntas da sociedade civil e do setor privado…É preciso se manter as promessas em um esforço sustentado”. E recobrou – “ Na Conferência das Partes das Nações Unidas sobre Mudança do Clima, em Copenhague (COP 10), em 2009, eles honraram? Ninguém forçou ninguém e por que não estão honrando os compromissos? ”. Segundo ele, a responsabilidade difere compromisso de boa intenção; tendo em vista, que o primeiro exige data de entrega e relatório do que foi atingido.
Em um segundo momento, declarou que nas negociações internacionais, é importante que haja entendimento básico de fazer a diferença. “Precisamos de ações de iniciativas sérias. A Rio+20 adotou um desfecho e precisamos de algumas horas para adotá-las na plenária (decisões dos chefes de Estado e representantes dos governos). Segundo ele, tudo é resultado compartilhado com consultas realizadas com os nove Major Groups da sociedade civil, que incluem indústrias e empresas, para chegar ao texto final.
E num tom de desabafo, falou – “Ninguém está feliz com o resultado. Nesse trabalho o que se almeja é que todos tenham decisões iguais (consenso). Se estão iguais felizes ou infelizes, não podemos culpar os Estados ou a ONU por isso”.
Sha Zukang informou que em poucos dias deve sair da ONU, após uma experiência de 43 anos, como diplomata de carreira na organização.
(Mercado Ético)