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16/08/2011 14:02:58

Sociólogo defende ensino da literatura de cordel nas escolas de ensino fundamental e médio

Marli Moreira, da Agência Brasil

A literatura de cordel tem um papel fundamental na história do Brasil, mas esse gênero ainda é muito desconhecido, lamenta o professor de sociologia Fernando Antônio Duarte dos Santos, o Nando Poeta. Ele coordenará, no próximo dia 27, o 1º Fórum de Cordel em São Paulo, que reunirá acadêmicos, pesquisadores e poetas para debater a importância do ensino dessa arte nas escolas de ensino médio e fundamental.

Nascido no Rio Grande do Norte, Nando Poeta leciona há quatro anos em uma escola estadual da zona sul da capital paulista. Ele é um dos defensores dessa difusão cultural. “O cordel ainda é muito excluído da academia, com algumas exceções, a exemplo da USP [Universidade de São Paulo], que tem uma cadeira para o estudo.” Segundo o professor, mesmo no Nordeste, os espaços ainda são muito fechados.

Para Nando Poeta, o fato de a literatura de cordel estar muito direcionada às temáticas sociais torna ainda mais importante a ampliação de espaços para o ensino desse gênero.

De acordo com o professor, uma das obras de cordel mais requisitadas é a de autoria de José Pacheco: A Chegada de Lampião no Inferno. Um dos trechos diz: “Um cabra de Lampião/Por nome Pilão Deitado/ Que morreu numa trincheira/Em certo tempo passado/Agora pelo sertão/Anda correndo visão/Fazendo mal-assombrado.”

No cinema, o cordel também foi adotado em trabalhos como O Homem Que Virou Suco, filme brasileiro de 1981, dirigido por João Batista de Andrade, e Deus e o Diabo na Terra do Sol (1964), de Glauber Rocha.

(Agência Brasil)

COMENTÁRIOS

Carlos N. Flexa 16/08/2011 às 22:37

São diversas as circunstâcias quem nos dão atributos para discutir a problemática da Didática educativa brasileira.
Tanto podemos indagar a edução escolar que deva trabalhar a didática disciplinar segundo as aptidões de cada sujeito. Pois cada ser é, além de único, autônomo, e tem as suas opções. As particularidades disciplinares não são perdidas quando se trabalha a objetividade, aliás, contra fatos, não há argumentos. Tanto podemos discutir o viés da Educação que ainda não tivemos em nossas escolas. Um exemplo são as peculiaridades de cada região do Brasil que, sequer, temos pensado, disutido e as feito em sala de aula.
Os nossos antepassados indígenas e seus legados quem nos trouxeram até aqui são pouco citados e até mesmo respeitado por aqui. Quando não damos maior atenção para o estrangeirismo, com todo respeito, mas devemos primeiro arrumar a casa. (As pesquisas genéticas demosntram que nós, brasileiros, herdamos mais genes indígenas do que dos negros africanos).
São múltiplas as disciplinas das quais podemos abstrair da nossa cultura e relidade, exemplos:
CULINÁRIA: o cozido de cada região, a história da mandioca (macacheira, pau-farinha etc). A mudança da nomenclatura por “Tecnologia Alimentar”;
LITERATURA E POESIA (Cordel, acima citado):
Os grandes oradores e escritores brasileiros como Machado de Assis, Ruy Barbosa, Carlos Drummond. Clássicos e modernos.
MÚSICA: Heitor Villa Lobos, Viníicus de Morais;
ARQUITETURA: Niemeyer…

Enfim, temos muito e mais o que discutir, embora o respeito do espaço para a reflexão alheia.
Não podemos permitir que a Educação continue mutilada e isso começa quando, em casa e à rua, deixamos as nossas responsabilidades e reflexões pelo que empobrece o nosso espírito. A educação não apenas alivia, mas eleva-nos ao conhecimento, a plena comunicação do Espírito com a verdade e, “o sono da razão produz monstros”, Goya.
A mudança, revolucionária até, depende de nós. Basta querer, já é um passo.

Este Fórum pode ser apenas o primeiro. Outros, certamente virão e, quiçá, sejam apenas para o contínuo da Educação humana, democrática e de sucesso no Brasil que, aqui, teve a sua audácia de encarar o problema. A Utopia é isso, ela está no Horizonte serve, então, para caminhar, o nosso caminho para a Justiça.

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