24/07/2012 16:28:39
EcoD
“A mais leve e invisível”. É assim que Stella McCartney, estilista inglesa famosa por criar peças ambientalmente corretas define Stella, nova linha de lingerie que conta com a sua assinatura, lançada na segunda semana de julho. Materiais bem finos se destacam, incluindo a espuma usada nos bojos dos sutiãs.
A linha Stella, que chega ao mercado em agosto, é composta por cinco tipos de sutiãs em cores como azul fluor, rosa e preto, e ainda com estampa imitando pele de cobra. Materiais usados em sua marca principal também são destaque, a exemplo da seda, das rendas e malhas. O algodão usado é orgânico e os metais, reciclados.
“Uma lingerie de qualidade é fundamental. Sentir-se apertada por causa da lingerie não é comigo. É preciso ter qualidade. E tem que vestir bem, ser funcional e ter durabilidade”, destacou a ‘ecoestilista’ em entrevista à imprensa internacional.
E se engana quem pensa que será preciso pagar uma fortuna para usufruir da linha Stella. É que a novidade também será a mais acessível para o bolso em comparação com as demais coleções assinadas por McCartney. Os preços partem de US$ 26 (R$ 52) para as calcinhas e US$ 55 (R$ 110) para os sutiãs. Sob sua etiqueta principal, Stella McCartney cria calcinhas que custam em média US$ 60 (R$ 120) e sutiãs, a partir de US$ 70 (R$ 140).
Preocupação com o meio ambiente
A relação de Stella McCartney com a sustentabilidade é a principal característica da estilista, uma vez que o universo da moda costuma ser bastante criticado por utilizar, muitas vezes, peles de animais em algumas das coleções. É por isso que a profissional inglesa é figurinha carimbada aqui no EcoD.
Filha do ex-Beattle Paul McCartney, a estilista apresentou coleções luxuosas sem o uso de couro de vaca e peles de animais, criou uma linha exclusiva para a Adidas produzida com tecidos de PET reciclado e algodão orgânico, e desenvolveu uma linha de lingerie feita somente com a fibra natural. E mesmo com as suas lojas abastecidas por energia eólica e utilizando sacolas de papel reciclado ou feitas de milho biodegradável para entregas, o novo símbolo do movimento eco fashion assume não ser totalmente sustentável e defende que “alguma coisa é melhor do que nada”. “Nós temos que pensar e agir responsavelmente”, defendeu Stella.
(EcoD)