Sobre Henrique Alexandre

Sou um mix de tudo. Um pouco místico e apaixonado, mas realista acima de tudo. Acredito nas soluções mais práticas e objetivas, em enfrentar os problemas quando eles aparecem. Sim, acredito em milagres quando eles acontecem no nosso interior – quando nos transformam e nos elevam espiritualmente. Não lamento qualquer tipo de sofrimento pois acredito que isso faz parte do nosso constante aprendizado da e na vida. Como dizia Gonzaguinha:- “...viver e não ter a vergonha de ser feliz.. ...cantar e cantar a beleza de ser um eterno aprendiz...” Hoje quero aprender de tudo um pouco, mesmo que em repeteco. Para mim vale a troca de sentimentos bons com pessoas boas. Vale a construção dos relacionamentos, tijolo a tijolo - para que evoluam com bases sólidas e firmes alicerces.

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10/08/2012 às 17:27 (2 comentários)

Uma volta difícil

Puxa, neste momento me dou conta de que já faz praticamente três meses que estou aqui na “Casa AVAPE” e que estamos em agosto de 2012 !

Foi uma transição muito difícil, mas agora, depois de certos ajustes e alguns esclarecimentos, creio que minha situação esteja mais confortável e as coisas começam a caminhar melhor.

O fato é que clínica e psicologicamente fiquei bastante debilitado e tive que ser internado varias vezes no Hospital 9 de Julho por conta da ‘bendita’ bactéria de nome esquisito que nem ouso escrever aqui (rsrs), mas que tem me acompanhado já há algum tempo e convive comigo numa simbiose meio maluca, mas que é responsável pelas repetidas infecções urinárias que me deixam com as pernas inchadas e a mobilidade comprometida…. ufa!

Pelo que me recorde, tenho diagnosticada desde 2005 uma insuficiência renal. Tem mais – tenho bexiga neurogênica, o que significa dizer que ela não elimina toda a urina. Sempre ficam cerca de 200ml, que se tornam um campo ótimo para a colonização da tal bactéria provocadora da infecção urinaria. E se isso não for tratado, pode comprometer os rins chegando perto da necessidade de hemodiálise.

Estou ainda tendo resultados relativamente bons da função renal, que tem dado conta de filtrar meu sangue. Para que isso continue dando certo, os médicos nefrologistas e urologistas que tem me acompanhado optaram por fazer em mim uma cisptosomia, que nada mais é do que colocar na bexiga uma sonda para mantê-la sempre vazia e livre de bactérias.

Assim, devidamente sondado e com controle da diurese, estou com uma ‘bolsa coletora de urina’ – um sistema fechado que deverá ser trocado de 3 em 3 semanas no hospital.

Ufa! Mais uma fase que tenho que enfrentar! Vou assim percebendo que agora as restrições à minha mobilidade terão que merecer devida atenção.

As coisas estão acontecendo e se transformando e eu ainda não estou sabendo como gerenciar a minha vida e como as coisas irão se acomodar – situações novas com pessoas diametralmente diferentes daquelas que sempre convivi.

Pergunto-me quais as perspectivas daqui pra frente. O que eu gostaria que acontecesse na minha vida? Um amor? Um trabalho prazeroso? Um ambiente de harmonia?

Ah! Agora me vem a cabeça aquele bolero:- “ninguém me ama… …ninguém me quer… …ninguém me chama de meu amor….” e por ai vai…

Brincadeiras a parte o fato é: como eu vou viver daqui pra frente e em quais circunstâncias?

Certo, concordo, pode até ser que esteja enfrentando (por assim dizer) a ‘crise da meia idade’, quando a gente dá um stop e se pergunta o que fizemos até este momento da vida e o que queremos daqui pra frente?

Eu até tenho uma ‘bola de cristal’ que comprei no Embu na época da novela ‘Caminho das Indias’, mas ela ainda nada me revelou.

O que percebo é que no momento geral as pessoas estão falando muito e pouco fazendo de concreto. Isso em todos os níveis – está faltando executar ou por em execução o que se fala.

Tenho visto para onde quer que olhe que os recursos diminuem e as exigências se multiplicam. Um simples exemplo: se eu for comparar o atendimento do ‘Hospital 9 de Julho’ na minha última internação deste ano e uma outra acontecida em setembro do ano passado, antes logo que entrava pelo OS depois de apenas umas 4 horas já estava no quarto internado. Nesta ultima internação em que fui por causa da sonda entupida fiquei no OS até as 9hs do dia seguinte aguardando quarto, pois o hospital estava lotado!!!!

Por mais que se queira aumentar a estrutura, esta não acompanha a demanda! E isso, pessoal, está acontecendo em todos lugares (do mundo).

Mas voltando ao meu mundo, depois de divagar por aí a fora, percebo que estou não ‘fechado pra balanço’, mas sim ‘aberto para balanço’ do que será prioritário na minha vida!

No momento, a minha prioridade das prioridades é mesmo ter um cachorro!

Vocês todos que me acompanham saberão o motivo.

Uma outra prioridade é voltar a escrever nesse meu espaço depois desses meses da acomodação.

Força & Fé (Permaneçam em Paz!)

Henriq.A.

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Comentários

MARIA DI LORENZO - 17/08/2012 às 17:14

SEJA BEM VINDO!!!!!!!!!

Christina - 12/08/2012 às 16:01

Brother querido, Seu novo post me faz admirá-lo ainda mais! Força e Fé, sem dúvida, são os grande motores de uma Vida Feliz. A Força vem da Fé, do Amor, da Certeza de que tudo segue um caminho que muitas vezes não compreendemos, mas que nunca foge à lógica de nosso momento no Cosmos. Nesse balanço, celebre suas incríveis conquistas! A saúde te desafia, mas vc luta por ela e hoje está incomparavelmente melhor do que há poucos anos atrás. O Amor, o Trabalho, o Cachorro... virão sim, se vc buscar de verdade. E eu sei que vc vai. Agora é fazer valer suas novas prioridades... porque as antigas vc já conquistou!!! Parabéns, amado amigo, e conte eternamente com essa sua fã, Chris.

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