O blog REPAGINANDO é produzido por pai e filha, apresentando questionamentos e propondo reflexões sobre o modelo civilizatório e seus fundamentos, em particular o modelo econômico vigente. Homero Luís Santos é professor e consultor do UniEthos, professor associado da Fundação Dom Cabral, membro-fundador da Comissão de Estudos de Sustentabilidade para as Empresas do Instituto Brasileiro de Governança Corporativa – IBGC e Conselheiro Efetivo do Conselho Regional de Administração – CRA-SP. Maria Fernanda Cardoso Santos é doutoranda em Filosofia pela Universidade de Granada, Espanha, mestranda em Filosofia pela Universidade Federal do Rio Grande do Norte e graduada em Psicologia pela Pontifícia Universidade Católica de São Paulo. Ambos se alternarão na postagem do blog e, periodicamente, desenvolverão diálogos em que se buscará confrontar e aprofundar abordagens e pontos de vista.
Tiveram as oito integrantes do grupo de estudos “Conversas na Praia”, que Homero e Fernanda afetivamente cognominaram de “meninas da Praia”, um belo e extenso tempo, aplicado em conversações e elaborações [...]
Havia já passado já um bom tempo desde o retorno de Fernanda de sua viagem à África do Sul para a conferência em Pretória, de onde, conforme programara, partiu para Angola e o Quênia, saltando dali para o Egito[...]
Os autores de A Caveira de Hamlet revelam seus propósitos e expectativas.
Entre Solo e Ser, deve haver uma atitude de comunhão, de identidade da nossa natureza com a Natureza como um todo; o Ser retribui em serviço a acolhida e o apoio que recebe da Sociedade, numa relação de reciprocidade; e à Sociedade cabe exercer a curadoria do Solo, do bem comum, dos recursos que sustentam a vida e viabilizam os confortos do dia a dia.
"Então... Você acha, Homero, que seja possível sabermos quem somos nós os humanos neste planeta, apenas contemplando números abstratos como estes? [...]"
Homem e natureza. Duas realidades, dois mundos, uma disputa?
O crescimento como fenômeno é uma pulsão enraizada em nossa psiquê como um processo de origem e natureza biológica que se transformou num must, num meme, ou seja, passou de pulsão a compulsão, instituindo-se numa categoria mental viral que se auto-reproduz como idéia e traço coletivo de cultura
Nem economia nem ecologia: as questões que envolvem o futuro da civilização, que se passou a chamar de sustentabilidade, somente se equacionam adequadamente com a abordagem transdisciplinar
O consumo é o anestésico que nos dá a sensação de perenidade transitória, que mitiga a sensação apavorante de que o deus Morte nos ronda o tempo todo
"E não só o consumo serve para depreender quais são os valores dominantes da sociedade, mas- e aqui quero introduzir novo ingrediente - também a luta subterrânea de valores o faz."