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	<title>Mercado Ético</title>
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	<description>Sua plataforma global para a sustentabilidade</description>
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		<title>Regata ecológica da Marinha recolhe 220 quilos de lixo na Baía de Guanabara</title>
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		<pubDate>Thu, 23 May 2013 20:20:46 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Henrique Andrade Camargo</dc:creator>
				<category><![CDATA[meio ambiente]]></category>
		<category><![CDATA[Notí­cias]]></category>
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		<description><![CDATA[Ação teve o objetivo é levar conhecimento ecológico tanto aos alunos como à população local]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><span style="font-size: x-small;"><strong>Vladimir Platonow, da Agência Brasil</strong></span></p>
<p>Bonecas, bolsas, sapatos, brinquedos, garrafas de plástico, pedaços de madeira, isopor e até partes de um computador estão entre os 220 quilos de lixo recolhidos das águas da Baía de Guanabara, na tarde de ontem (22), em apenas duas horas, durante uma regata ecológica. Participaram do evento 250 pessoas, distribuídas em 20 embarcações, incluindo alunos da Escola Naval e de cinco universidades.</p>
<p>Para o comandante da Escola Naval, contra-almirante Antônio Carlos Soares Guerreiro, o principal objetivo é levar conhecimento ecológico tanto aos alunos como à população que vive no entorno da Baía de Guanabara.</p>
<p>“Esta regata nasceu com o propósito de conscientizar os alunos para a preservação do meio ambiente e, logo em seguida, integramos os jovens das universidades. Estamos na décima quarta edição e observamos que a quantidade de lixo vem aumentando com o passar dos anos. O grande propósito é educar as pessoas que vivem próximo às margens de rios e riachos para que não joguem lixo neste espelho d´água, principalmente quando se aproximam os Jogos Olímpicos de 2016, que terão importantes regatas aqui, na baía.”</p>
<p>Entidades de defesa do meio ambiente também participaram da regata, com objetivo de denunciar os crimes ecológicos, como o biólogo Rodrigo Gaião, coordenador da organização Guardiões do Mar. “A maior fonte de poluição é o esgoto doméstico, que afeta principalmente a área mais ao fundo da baía [parte mais interna], que de tão assoreada já é possível caminhar com água pelas canelas. Apesar disso, ainda podemos identificar animais silvestres, como boto, jacaré, lontra e capivara. Peixes maiores, como o robalo e o melro, já são difíceis de serem encontrados. A garoupa ainda subsiste, principalmente junto às pedras.”</p>
<p>Entre os projetos desenvolvidos pela Guardiões do Mar, está o Uçá, que busca preservar o caranguejo que dá nome ao projeto. O uçá já foi abundante na Baía de Guanabara, mas hoje só é encontrado em poucas áreas preservadas, como a Área de Proteção Ambiental de Guapi-Mirim. A baía recebe 35 rios. Eles banham 16 municípios localizados no entorno da Baía de Guanabara, onde vivem 11 milhões de pessoas.</p>
<p><span style="font-size: x-small;"><strong>(Agência Brasil)</strong></span></p>
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		<item>
		<title>Muhammad Yunus lança centro de negócios sociais na ESPM</title>
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		<pubDate>Thu, 23 May 2013 19:58:37 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Henrique Andrade Camargo</dc:creator>
				<category><![CDATA[Agenda]]></category>
		<category><![CDATA[Mercado Ético recomenda]]></category>
		<category><![CDATA[Notí­cias]]></category>
		<category><![CDATA[ESPM]]></category>
		<category><![CDATA[Muhammad Yunus]]></category>
		<category><![CDATA[negócios sociais]]></category>
		<category><![CDATA[Negócios sustentáveis]]></category>

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		<description><![CDATA[Evento será no dia 27, às 10h, na ESPM; inscrições limitadas]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><span style="font-size: x-small;"><strong>Mercado Ético</strong></span></p>
<p>Na próxima segunda-feira (27), o Nobel da Paz Muhammad Yunus, conhecido como o banqueiro dos pobres, estará em São Paulo para o lançamento do <em>Yunus ESPM Social Business Centre. </em>A iniciativa está sendo tocada em parceria com a ESPM (Escola Superior de Propaganda e Marketing) para estimular a produção de conhecimento científico sobre o tema.</p>
<p>“O Yunus ESPM Social Business Centre chega ao Brasil para colocar a mão na massa. Vamos atuar em três frentes: a acadêmica, para oferecer cursos; a incubadora, para ajudar a gestar ideias; e o fomento à pesquisa de professores e alunos”, diz Rogério Oliveira, diretor do Yunus Social Business Brasil. O centro ficará em São Paulo, na Vila Mariana, mas já há a perspectiva de expansão em 2014 para o Rio de Janeiro e Porto Alegre, onde a ESPM mantém unidades.</p>
<p>Os interessados em participar do evento de lançamento dessa iniciativa devem se inscrever na página <span style="text-decoration: underline; color: #0000ff;"><strong><a href="http://servicospoa2.espm.br/controle_palestras/confirmacao.aspx?ide=895">http://servicospoa2.espm.br/controle_palestras/confirmacao.aspx?ide=895</a></strong></span>.</p>
<p><span style="text-decoration: underline;"><strong>Serviço</strong></span></p>
<p><strong>Lançamento <em>Yunus ESPM Social Business Centre</em></strong></p>
<p><strong>Quando: </strong>segunda-feira, 27 de maio, às 9h</p>
<p><strong>Onde: </strong>Campus Prof. Francisco Gracioso &#8211; Rua Dr. Álvaro Alvim, 123 Vila Mariana &#8211; Auditório Philip Kotler</p>
<p><strong>Inscrições</strong>: <strong><a href="http://servicospoa2.espm.br/controle_palestras/confirmacao.aspx?ide=895">http://servicospoa2.espm.br/controle_palestras/confirmacao.aspx?ide=895</a></strong></p>
<p><span style="font-size: x-small;"><strong>(Mercado Ético)</strong></span></p>
<p>&nbsp;</p>
<p><span style="font-size: x-small;"><strong>(Mercado Ético)</strong></span></p>
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		<title>Pesquisa revela: Bolsa Família teve impacto na queda da mortalidade infantil</title>
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		<pubDate>Thu, 23 May 2013 18:58:24 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Henrique Andrade Camargo</dc:creator>
				<category><![CDATA[Notí­cias]]></category>
		<category><![CDATA[Sociedade]]></category>
		<category><![CDATA[Bolsa Família]]></category>
		<category><![CDATA[Brasil]]></category>
		<category><![CDATA[mortalidade infantil]]></category>

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		<description><![CDATA[Dados apontam que a condicionalidade do Bolsa Família de determinar que as crianças estejam com o cartão de vacinação em dia foi um ponto importante]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><span style="font-size: x-small;"><strong>Yara Aquino, da Agência Brasil</strong></span></p>
<p>Uma pesquisa feita para avaliar os impactos do Programa Bolsa Família nas taxas de mortalidade infantil mostra redução de 17% na mortalidade de crianças menores de 5 anos, entre 2004 e 2009. A pesquisa foi feita com dados de cerca de 50% dos municípios brasileiros e revela que o programa contribuiu, principalmente, para a redução dos óbitos em decorrência da desnutrição. A pesquisa registra que o Programa Saúde da Família também contribuiu para a queda dos números.</p>
<p>Os dados apontam que a condicionalidade do Bolsa Família de determinar que as crianças estejam com o cartão de vacinação em dia foi um ponto importante, já que aumentou a cobertura de imunização contra doenças como sarampo e pólio. O aumento da renda das famílias beneficiadas, que ampliaram o acesso a alimentos e bens relacionados à saúde, também é citado. Esses fatores foram destacados pela ministra do Desenvolvimento Social e Combate à Fome, Tereza Campello.</p>
<p>“O Bolsa Família melhorou a alimentação das mães. Os estudos mostram que as família se dedicam a comprar comida com esses recursos e isso já é um elemento de alteração do padrão de vida da criança. Ter acompanhamento pré-natal também contribui muito porque a criança já é cuidada antes mesmo de nascer”, disse.</p>
<p>A pesquisa aponta que o Programa Saúde da Família, que oferece atenção básica à saúde, teve papel na redução da mortalidade causada por doenças como diarreia e infecções respiratórias. A redução no número de grávidas que davam à luz sem receber atendimento pré-natal também foi registrada pela pesquisa.</p>
<p>“Os dois programas se complementam para evitar o adoecimento das crianças na primeira infância. É importante observar como uma pequena quantia de dinheiro pode ter tamanho benefício em relação à mortalidade infantil”, avaliou Maurício Barreto, mestre em saúde comunitária e titular em epidemiologia do Instituto de Saúde Coletiva da Universidade Federal da Bahia (UFBA).</p>
<p>A pesquisa foi conduzida pelo mestre em saúde comunitária da UFBA, Davide Rasella, com a participação de pesquisadores da instituição. Os resultados foram publicados pela revista The Lancet, periódico científico da área de saúde, com sede no Reino Unido.</p>
<p><span style="font-size: x-small;"><strong>(Agência Brasil)</strong></span></p>
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		<title>Maior desafio de indígenas é a posse plena da terra</title>
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		<pubDate>Thu, 23 May 2013 18:53:28 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Henrique Andrade Camargo</dc:creator>
				<category><![CDATA[Notí­cias]]></category>
		<category><![CDATA[Sociedade]]></category>
		<category><![CDATA[FUNAI]]></category>
		<category><![CDATA[indígenas]]></category>
		<category><![CDATA[índios]]></category>
		<category><![CDATA[terras indígenas]]></category>

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		<description><![CDATA[Declaração é do representante da entidade no Fórum Permanente sobre Questões Indígenas, que ocorre na sede da ONU, em Nova York.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><span style="font-size: x-small;"><strong>Edgard Júnior, da Rádio ONU</strong></span></p>
<p>O indigenista da Funai, André Albuquerque, afirmou que o principal desafio dos indígenas brasileiros é a posse plena da terra.</p>
<p>Albuquerque, que trabalha na assessoria internacional da agência brasileira, participa do Fórum Permanente das Nações Unidas sobre Questões Indígenas, que está sendo realizado em Nova York.</p>
<p><strong>Importância</strong></p>
<p>Durante o encontro, que se encerra no próximo dia 3, ele conversou com a Rádio ONU sobre a importância do evento e falou sobre as terras indígenas.</p>
<p>“Eu acho que o desafio principal é a posse plena da terra, porque a demarcação da terra não garante que eles deixem de enfrentar problemas. As terras podem sofrer invasões por parte de fazendeiros, de madeireiros e de garimpeiros. Então o principal desafio é a posse plena da terra.”</p>
<p>Os participantes do Fórum vão debater direitos indígenas, como também educação, saúde e cultura.<br />
Segundo a ONU, existem mais de 370 milhões de indígenas vivendo em 90 países. Pelo menos 67 milhões são jovens.</p>
<p><strong>Sociedade</strong></p>
<p>Albuquerque falou ainda das necessidades das comunidades indígenas, mas deixou claro que a sociedade precisa reconhecer o papel do grupo.</p>
<p>“É a sociedade perceber que os povos indígenas têm uma grande contribuição a dar para a sociedade de uma forma geral, porque eles são, por natureza, grandes preservadores ambientais. Eles são detentores de conhecimentos tradicionais milenares muito úteis para a ciência e para a medicina do século 21. Eles são detentores de conhecimentos que são insubstituíveis.”</p>
<p><strong>Violência</strong></p>
<p>Num evento paralelo, mulheres indígenas vão discutir a questão da violência e como combatê-la.</p>
<p>Os 2,3 mil participantes do Fórum estão iniciando também os preparativos para a Primeira Conferência Mundial sobre os Povos Indígenas, marcada para setembro de 2014.</p>
<p><span style="font-size: x-small;"><strong>(Rádio ONU)</strong></span></p>
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		</item>
		<item>
		<title>Comissão Europeia aprova empréstimos para ações climáticas em países de fora do bloco</title>
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		<pubDate>Thu, 23 May 2013 18:26:48 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Henrique Andrade Camargo</dc:creator>
				<category><![CDATA[meio ambiente]]></category>
		<category><![CDATA[Notí­cias]]></category>
		<category><![CDATA[aquecimento global]]></category>
		<category><![CDATA[mudanças climáticas]]></category>

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		<description><![CDATA[O objetivo da proposta é, sobretudo, financiar estratégias de combate ao aquecimento global e apoiar países parceiros do bloco entre 2014 e 2020.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><span style="font-size: x-small;"><strong>Jéssica Lipinski, do Instituto CarbonoBrasil</strong></span></p>
<p>A Comissão Europeia (CE) adotou nesta quinta-feira (23) uma proposta para permitir que o Banco Europeu de Investimento (BEI) faça empréstimos para projetos de investimento fora da União Europeia. O objetivo da proposta é, sobretudo, financiar estratégias de combate às mudanças climáticas e apoiar países parceiros do bloco entre 2014 e 2020.</p>
<p>A proposta visa três objetivos principais: o desenvolvimento do setor privado local, incluindo o apoio a empresas de pequeno e médio porte; o desenvolvimento de infraestruturas sociais, ambientais e econômicas; e a mitigação e adaptação às mudanças climáticas. A comissão propõe que os empréstimos sejam focados em operações de financiamento com alto valor agregado.</p>
<p>Até €28 bilhões poderiam ser emprestados para operações de financiamento fora do bloco, embora €3 bilhões desse valor sejam opcionais, e ficariam disponíveis provavelmente após uma avaliação em médio prazo. A iniciativa também prevê a inclusão do Mianmar à lista de países elegíveis a receber empréstimos do BEI sob garantia orçamental da UE.</p>
<p>“Essa proposta consiste em garantir que o BEI seja completamente capaz de apoiar as metas internacionais da UE durante os próximos sete anos. Em particular, queremos que o BEI tenha um papel importante na luta global contra as mudanças climáticas e no apoio ao desenvolvimento econômico dos países que visam se unir à UE e de nossos vizinhos do sul e do leste”, colocou Olli Rehn, vice-presidente da CE para Assuntos Econômicos e Monetários.</p>
<p>A proposta deve ser agora analisada pelo Parlamento e Conselho Europeus através de processos legislativos ordinários.</p>
<p><span style="font-size: x-small;"><strong>(Instituto CarbonoBrasil)</strong></span></p>
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		<title>ONU marca o Dia Internacional da Biodiversidade alertando sobre água</title>
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		<pubDate>Thu, 23 May 2013 18:22:01 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Henrique Andrade Camargo</dc:creator>
				<category><![CDATA[meio ambiente]]></category>
		<category><![CDATA[Notí­cias]]></category>
		<category><![CDATA[Água]]></category>
		<category><![CDATA[ONU]]></category>
		<category><![CDATA[recursos hídricos]]></category>

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		<description><![CDATA[Tema desta ano é: Água e Biodiversidade; apenas uma pequena quantidade do recurso no planeta está disponível como água potável; se padrões atuais forem mantidos, a demanda futura não será atendida]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><strong><span style="font-size: x-small;">Mônica Villela Grayley, da Rádio ONU</span></strong></p>
<p>As Nações Unidas comemoram, neste 22 de maio, o Dia Internacional da Biodiversidade, lançando um alerta sobre a situação da demanda futura pela água.</p>
<p>Em mensagem, o Secretário-Geral lembrou do tema deste ano: Água e Biodiversidade ao dizer que apesar da abundância do recurso, o planeta Terra conta apenas com uma pequena quantidade de água fresca</p>
<p>Muitos Países</p>
<p>Em várias partes do mundo, a demanda por água ultrapassa o fornecimento, e a qualidade do recurso ainda é um problema em muitos países.</p>
<p>Ban lembrou que a biodiversidade e o ecossistema são fundamentais no alcance de uma visão de um mundo com água para todos. Ele citou ainda o papel das florestas que ajudam a regular a erosão do solo e proteger a qualidade e o fornecimento de água.</p>
<p><strong>Quantidade e Qualidade</strong></p>
<p>Para promover mais proteção, a Convenção sobre Diversidade Biológica emitiu um plano estratégico que vai até 2020 sobre o tema.</p>
<p>O Secretário-Geral da ONU lembrou os compromissos firmados durante a Rio + 20, no Rio de Janeiro, sobre a necessidade de se manter a quantidade e a qualidade da água em programas de governo.</p>
<p>Ele pediu aos países que ainda não ratificaram o Protocolo de Nagoia de acesso a recursos genéticos que o façam.</p>
<p>O tema do Dia Internacional da Biodiversidade foi escolhido para marcar o Ano Internacional de Cooperação da Água, comemorado durante todo 2013.</p>
<p><span style="font-size: x-small;"><strong>(Rádio ONU)</strong></span></p>
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		<item>
		<title>Governo e ONGs criam iniciativas para o Código Florestal</title>
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		<pubDate>Thu, 23 May 2013 17:58:23 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Henrique Andrade Camargo</dc:creator>
				<category><![CDATA[meio ambiente]]></category>
		<category><![CDATA[Notí­cias]]></category>
		<category><![CDATA[Amazônia]]></category>
		<category><![CDATA[Ministério do Meio Ambiente]]></category>

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		<description><![CDATA[MMA estabelece grupo de trabalho para implementar a nova legislação, enquanto entidades da sociedade civil lançam observatório para acompanhar o processo]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><span style="font-size: x-small;"><strong>MMA/IPAM</strong></span></p>
<p>A ministra do Meio Ambiente, Izabella Teixeira, publicou uma portaria nesta semana criando o Grupo de Trabalho (GT) de Acompanhamento da Implementação do Código Florestal, com “o objetivo de acompanhar a elaboração dos regulamentos decorrentes da Lei nº 12.651, de 25 de maio de 2012”.</p>
<p>De acordo com a portaria, o GT pode atuar consultivamente sobre as ações de regulamentação e avaliar sugestões para o Código.</p>
<p>O grupo será coordenado pelo Ministério de Meio Ambiente, e contará com a participação de representantes de vários setores do governo, como do Ministério do Desenvolvimento Agrário e do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento, e de diversas entidades da sociedade civil, como a Confederação Nacional da Agricultura, a Via Campesina e os Amigos da Terra.</p>
<p>Apesar da iniciativa do governo, as entidades civis perceberam a necessidade de criar sua própria ferramenta para acompanhar a nova legislação e por isso criaram o Observatório do Código Florestal.</p>
<p>A notícia abaixo é de autoria de André Lima, do Instituto de Pesquisas Ambientais da Amazônia (IPAM):</p>
<p><strong>Observatório do Código Florestal é criado para monitorar implementação da lei</strong></p>
<p>Após uma longa disputa política, o Novo Código Florestal (Lei Federal nº 12.651/2012) entrou em vigor em 25 de maio de 2012 e em seu primeiro ano de vigência muito pouco foi feito.</p>
<p>Nenhum dos 27 estados aprovou ainda seu Programa de Regularização Ambiental (PRA), cerca de 4,5 milhões de propriedades rurais precisam entrar no Cadastro Ambiental Rural (CAR) e o artigo 41, que prevê incentivos econômicos para as propriedades rurais que não desmataram ilegalmente, ainda não foi regulamentado.</p>
<p>Na terça-feira, 21 de maio, O IPAM juntamente com várias organizações da sociedade civil lançaram o Observatório do Código Florestal, com o objetivo de monitorar a regulamentação e a implementação da nova lei florestal e avaliar com transparência, objetividade e consultas locais o desempenho dos estados em cumprir a lei.</p>
<p>O lançamento foi feito durante o seminário promovido pela Comissão de Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável, com o apoio da Comissão Mista de Mudanças Climáticas e da Frente Parlamentar Ambientalista, para marcar o primeiro aniversário da lei e fazer um balanço de avanços, retrocessos e entraves.</p>
<p>Durante o seminário, o Presidente do IBAMA apresentou os trabalhos que vêm sendo desenvolvidos para viabilizar o Sistema Nacional de Cadastramento Ambiental Rural (SiCAR), ligado ao SINIMA (Sistema Nacional de Informações sobre Meio Ambiente). Segundo Volney Zanardi, 20 estados já assinaram termos de cooperação técnica com o Ministério de Meio Ambiente para adesão ao SiCAR e  somente 5 estados desenvolverão sistemas próprios. Estes terão que  se integrar ao novo sistema, a ser  lançado em breve pelo governo federal. Os outros estados irão usar a plataforma do Governo Federal.</p>
<p>Representantes dos produtores rurais presentes no seminário (Leonardo Papp da Organização das Cooperativas Brasileiras (OCB) e Rodrigo Justus, da Confederação Nacional de Agricultura e Pecuária (CNA) apresentaram preocupações com relação à precariedade da base cartográfica necessária para garantir a efetividade do Cadastro Ambiental Rural. E também quanto ao despreparo material e de recursos humanos dos órgãos ambientais estaduais em todo país diante do desafio de cadastrar cerca de 4,5 milhões de propriedades rurais em menos de dois anos. Isso significa que o sistema terá que assimilar, em média, quase cinco propriedades por minuto, sem interrupção -feriados e finais de semana incluídos. A meta é realmente gigantesca.</p>
<p>O consenso durante o seminário é que este cadastro precisa ter qualidade e efetividade, pois não adianta avançar e correr com o cadastramento, se ele não cumprir sua finalidade de garantir segurança jurídica aos produtores rurais e aos gestores públicos e ambientais. A tese foi defendida logo no primeiro painel, pelo ministro do Superior Tribunal de Justiça, Herman Vasconcellos Benjamin. O entendimento foi unânime <span style="text-decoration: underline; color: #0000ff;"><strong><a href="http://www.ipam.org.br/noticias/Observatorio-do-Codigo-Florestal-e-criado-para-monitorar-implementacao-da-nova-lei/2715/destaque" target="_blank">entre todos os panelistas</a></strong></span>.</p>
<p>Os principais gargalos e desafios apresentados e debatidos para a boa implementação da Lei durante o seminário foram:</p>
<p>1 – Qualidade, efetividade técnica e jurídica e transparência e controle social do Cadastramento Ambiental Rural &#8211; CAR;</p>
<p>2 – Problemas técnicos com o CAR, por exemplo, base cartográfica inexistente ou imprecisa, principalmente fora da Amazônia, que permitirá sobreposição de polígonos de imóveis, deslocamento de imagens, malha hidrográfica imprecisa e consequentemente ineficácia do instrumento para controle e monitoramento de desmatamento e da recuperação florestal, principalmente das áreas de preservação permanente;</p>
<p>3 – (des)Articulação inter-institucional entre as três esferas de governo (federal, estaduais e municipais);</p>
<p>4 – Falta de participação social no desenho dos programas de regularização ambiental (PRA) e ausência de espaços públicos oficiais e participativos para o acompanhamento da sua implementação;</p>
<p>5 – Desaparelhamento dos órgãos de meio ambiente para processar em tempo real a demanda;</p>
<p>6 – Descompasso entre políticas agrícolas (Crédito, programa de aquisição de alimentos, seguro agrícola, extensão rural, incentivos tributários) e a política ambiental (CAR, PRA);</p>
<p>7 – Ausência de incentivos econômicos reais para os produtores rurais que cumpriram a lei, que conservam, usam de forma sustentável ou recuperam suas florestas;</p>
<p>8 – Falta de transparência na elaboração e implementação dos Programas de Regularização Ambiental nos Estados (PRA);</p>
<p>9 – Ausência de indicadores oficiais de monitoramento e avaliação da implementação da nova Lei;</p>
<p>10 – Interpretações equivocadas da nova Lei pelos estados e municípios; e</p>
<p>11 – Regulamentações excessivamente burocráticas e de difícil compreensão pelos produtores rurais.</p>
<p>Participam da criação do Observatório o Instituto de Pesquisas Ambientais da Amazônia (IPAM), o WWF-Brasil, SOS Mata Atlântica, Instituto Centro de Vida (ICV), o Instituto Socioambiental (ISA), juntamente com TNC e a Conservação Internacional. Mas ele estará aberto a adesões de outras organizações da sociedade, inclusive de produtores rurais uma vez que ele deve operar como uma plataforma de diálogo e troca de análises que deve respeitar as divergências e a diversidade de opiniões.</p>
<p><strong>Consultas Públicas</strong></p>
<p>Além de produzir e avaliar indicadores sobre a implementação do CAR e dos PRAs, o Observatório vai realizar consultas públicas nos estados para identificar juntamente com produtores rurais, sociedade organizada e governos locais os gargalos e entraves à regulamentação e ao bom cumprimento do novo Código Florestal.</p>
<p>De acordo com André Lima “é fundamental garantirmos que os incentivos econômicos prometidos aconteçam de fato e que os Programas de Regularização Ambiental identifiquem não apenas as áreas de consolidação das atividades agropecuárias, mas também as áreas e bacias hidrográficas críticas onde a recuperação das matas ciliares e áreas de preservação permanente deverão acontecer com prioridade.” Para Lima, “se a sociedade não garantir esse mínimo que a lei exige, em quatro ou cinco anos, teremos que enfrentar novas pressões do setor agropecuária por mais flexibilização na lei.</p>
<p>Ainda durante o evento de lançamento foi divulgada e entregue aos representantes do Ministério de Meio Ambiente presentes ao encontro (Volney Zanardi, presidente do IBAMA e Roberto Brandão Cavalcanti Secretário de Biodiversidade e Florestas) uma <span style="text-decoration: underline; color: #0000ff;"><strong><a href="http://www.ipam.org.br/ipam/observatorio-protocolo" target="_blank">carta aberta à Ministra de Meio Ambiente</a></strong></span> cobrando mais transparência na condução desse tema pelo ministério e a criação de um Comitê Nacional (participativo e aberto à sociedade) para monitoramento e avaliação permanente e pública da implementação da nova Lei (Link com a Carta).</p>
<p>Participaram do Seminário os Deputados Federais Alfredo Sirkys (RJ), Celso Maldaner (SC), Sarney Filho (PV/MA), Ricardo Tripoli (PSDB/SP), Márcio Macedo (PT/SE), Valdir Colatto (PMDB/PR), Janete Capiberibe (PSB-AP), Fernando Ferro(PT/PE), Penna (PV-SP), Arnaldo Jordy (PPS/PA).</p>
<p>No mesmo dia, no Correio Braziliense, jornal do Distrito Federal, foi publicado o artigo “Um ano do código florestal; tudo dito, nada feito” de André Lima, advogado e assessor de políticas públicas e Paulo Moutinho biólogo e Diretor Executivo do IPAM a respeito do <span style="text-decoration: underline; color: #0000ff;"><strong><a href="http://www.ipam.org.br/ipam/artigo-correio-braziliense-21-05---codigo-florestal" target="_blank">tema</a></strong></span>.</p>
<p>Para ver as apresentações e assistir aos vídeos com a íntegra dos painéis <span style="text-decoration: underline; color: #0000ff;"><strong><a href="http://www2.camara.leg.br/atividade-legislativa/webcamara/videoArquivo?codSessao=44257" target="_blank">clique aqui</a></strong></span>.</p>
<p><strong>Abaixo seguem informações a respeito do Observatório do Novo Código Florestal</strong></p>
<p><strong>Observatório do novo Código Florestal</strong></p>
<p>Objetivo geral: Criado por sete instituições da sociedade civil (Instituto de Pesquisa Ambiental da Amazônia (IPAM), WWF-Brasil, SOS Mata Atlântica, Instituto Centro de Vida (ICV), The Nature Conservancy (TNC), Conservação Internacional (CI) e Instituto Sociambiental (ISA), o Observatório será aberto à adesão de outras instituições e tem como objetivos monitorar a implementação da nova Lei Florestal (Lei Federal 12651/12) em todo o país, sobretudo o desempenho dos Programas de Regularização Ambiental (PRAs) e de seu principal instrumento, o Cadastro Ambiental Rural (CAR).</p>
<p>O Observatório deve gerar dados, informações e análises que promovam a transparência e qualifiquem os debates na sociedade sobre a implementação do novo Código Florestal, no sentido de mitigar seus aspectos negativos e garantir a efetividade dos instrumentos econômicos e de governança.</p>
<p><strong>Objetivos específicos:</strong></p>
<p>a) Avaliar continuamente, com base em dados coletados, indicadores pré-estabelecidos, debates e reuniões técnicas promovidos periodicamente, o desempenho dos governos estaduais na implementação da nova lei florestal;</p>
<p>b) Promover discussões sobre os dados e avaliações com diversos setores da sociedade e do Estado (governos estaduais e federal);</p>
<p>c) Divulgar os dados e avaliações à sociedade em geral, e a qualquer interessado, subsidiando o trabalho das organizações integrantes;</p>
<p><strong>Atividades a serem desenvolvidas:</strong></p>
<p>Carta já encaminhada à ministra do Meio Ambiente cobrando o cumprimento da promessa de criação de um Comitê Nacional de Acompanhamento e Avaliação do novo Código, aberto e participativo, para monitoramento do processo de implementação da nova lei; inclusão da nova instância no decreto de regulamentação que será publicado nos próximos dias;</p>
<p>Seminário aida no 1º semestre de 2013 para analisar decreto do PRA e análise sobre a regulamentação do CAR;</p>
<p>Elaboração de uma matriz de indicadores que possam avaliar quantitativa e qualitativamente a implementação do CAR e do PRA nos estados;</p>
<p>Proposta de realização de audiências públicas no Congresso Nacional para os estados apresentarem suas ações de implementação da nova lei;</p>
<p>Proposta de criação de comissões especiais de acompanhamento da implementação da nova lei nos Conselhos Estaduais de Meio Ambiente;</p>
<p>Criação de plataforma colaborativa na internet, para o recebimento e troca de informações sobre a Lei;</p>
<p>Criação de grupos de trabalho nas frentes parlamentares ambientalistas nas assembléias legislativas estaduais para acompanhamento da Lei;</p>
<p><strong>Princípios constituintes do Observatório:</strong></p>
<p>a) Transparência das informações: todas as informações coletadas serão sistematizadas e disponibilizadas ao público em geral, sem restrições.</p>
<p>b) Liberdade de atuação: as organizações integrantes do observatório terão total liberdade de posicionamento e atuação, em nome próprio, com garantia de que suas posições serão externadas nos espaços de ação do Observatório.</p>
<p>c) Objetividade nos posicionamentos: o Observatório será um espaço de coleta, sistematização e disponibilização da informação, mas não deverá assumir posições políticas, muito embora possa e deva convocar discussões para discutir os dados produzidos e fazer análises estratégicas. Ele deve ser um espaço para abrigar organizações com perfis diversos, com espaço para manifestações plurais.</p>
<p>d) Articulação e consulta aos atores locais: em todas as avaliações deverão ser consultados atores relevantes locais e será garantida nos meios de divulgação dos trabalhos e avaliações do Observatório a integridade das opiniões divergentes, seja de governos, de atores sociais, seja dos setores privados consultados.</p>
<p><span style="font-size: x-small;"><strong>(MMA/IPAM)</strong></span></p>
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		<title>Agenda da sustentabilidade: o dilema das empresas para reduzir e neutralizar as emissões de carbono</title>
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		<pubDate>Thu, 23 May 2013 17:03:01 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Henrique Andrade Camargo</dc:creator>
				<category><![CDATA[Negócios sustentáveis]]></category>
		<category><![CDATA[Notí­cias]]></category>
		<category><![CDATA[Salas Temáticas]]></category>
		<category><![CDATA[energia]]></category>
		<category><![CDATA[meio ambiente]]></category>
		<category><![CDATA[Silneiton Favero]]></category>
		<category><![CDATA[Sustentabilidade]]></category>

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		<description><![CDATA["A verdade é que as circunstâncias atuais nos convidam a buscar maior racionalidade no aproveitamento dos serviços prestados pelos ecossistemas. Nesse quadro, o setor privado é o agente da mudança de patamar na relação de utilização dos recursos naturais"]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><span style="font-size: x-small;"><strong>Silneiton Favero*</strong></span></p>
<p>A agenda da sustentabilidade é ampla e seu cumprimento, desafiador. Temos demandas múltiplas por recursos naturais variados e, a um só tempo, ameaças importantes aos ecossistemas que os tornam disponíveis. É uma equação que ainda não fecha se considerarmos uma perspectiva temporal mais alongada &#8211; que caracteriza o desenvolvimento sustentável.</p>
<p>As indústrias e o setor produtivo são responsáveis pela transformação desses recursos em bens e serviços, em produtos e <em>commodities</em> sumamente importantes para o atendimento das diversas demandas das pessoas, o que garante o funcionamento das sociedades.</p>
<p>De fato, as emissões de gases de efeito estufa (GEE) se referem a processos que visam a atender essas necessidades. E isso exige, para começar, mais energia, mais água e mais alimentos. As empresas que nos oferecem bens, serviços e <em>commodities</em> têm responsabilidades pelo uso responsável dos recursos que suportam seus processos e, afinal, viabilizam seus negócios. É nesse sentido que políticas corporativas de sustentabilidade começam a marcar o cenário empresarial.</p>
<p>A mensuração das emissões de GEE já é rotina em muitas empresas que resolveram ser pró-ativas na implementação da agenda da sustentabilidade. Algumas delas realmente a utilizam como ferramenta de gestão interna para melhorar processos e produtos, reduzindo a intensidade carbônica e logrando eficiência operacional e financeira. Mas é evidente que as mudanças embutem custos marginais que podem ser importantes ou mesmo impeditivos.</p>
<p>Ademais, a disposição de reduzir a intensidade carbônica pode mostrar-se economicamente inviável diante das opções tecnológicas disponíveis ou dos condicionantes de mercado. E pode implicar perda de competitividade da empresa no setor em que atua se as demais não se sentirem, ou forem, igualmente compelidas a promovê-las. Entretanto, a gestão das emissões pode combinar a redução possível de parte das emissões com a neutralização de seu complemento, justamente aquele que embute os custos marginais de redução mais elevados. Existem tecnologias e ferramentas para isso. É, portanto, uma questão de decisão.</p>
<p>Frequentemente se compensam emissões com o plantio de árvores, haja vista a capacidade das plantas em crescimento de estocar carbono. É uma ação válida, sobretudo se aliada a projetos de reflorestamento e de recuperação da vegetação ciliar em áreas de manancial. Todavia, além de ser metodologicamente complexo garantir que determinada quantidade de carbono será absorvida (ou sequestrada) em uma dada área florestal, a ação se sujeita a riscos permanentes de que o carbono sequestrado simplesmente retorne à atmosfera, por exemplo, pela ação de pragas e em virtude de incêndios florestais criminosos ou devidos a intempéries climáticas.</p>
<p>A neutralização pela via da alocação de créditos de carbono, gerados em projetos energéticos verificados e certificados é custo-efetiva e definitiva na ótica da neutralização. Essa ação realmente se constitui em solução na medida em que as reduções já ocorreram e não podem mais ser revertidas, sendo uma contribuição real e mensurável ao combate às mudanças climáticas globais. Compreende-se, todavia, que o tipo de solução a ser adotado pela empresa é também uma função de quão madura está sobre a agenda da sustentabilidade em relação ao seu modelo de negócio. Ou seja: em como os resultados ambientais do negócio se articulam com a sua política de sustentabilidade.</p>
<p>A verdade é que as circunstâncias atuais nos convidam a buscar maior racionalidade no aproveitamento dos serviços prestados pelos ecossistemas. Nesse quadro, o setor privado é o agente da mudança de patamar na relação de utilização dos recursos naturais. De seu turno, a gestão de emissões de GEE, mediante a redução e a neutralização, é um item tangível e viável dessa agenda &#8211; e que se opera na empresa.</p>
<p><strong>* Silneiton Favero é consultor sênior em Sustentabilidade da <span style="text-decoration: underline; color: #0000ff;"><a href="http://www.greendomus.com.br" target="_blank">Green Domus Desenvolvimento Sustentável </a></span></strong></p>
<p><span style="color: #000000; font-size: x-small;"><strong>(Consumidor Moderno Consciente)</strong></span></p>
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		<title>O consumo que nos faz feliz: uma reflexão sobre ética e complexidade</title>
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		<pubDate>Thu, 23 May 2013 15:21:18 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Henrique Andrade Camargo</dc:creator>
				<category><![CDATA[Comunicação Responsável]]></category>
		<category><![CDATA[Notí­cias]]></category>
		<category><![CDATA[Salas Temáticas]]></category>
		<category><![CDATA[bem-estar]]></category>
		<category><![CDATA[comunicação responsável]]></category>
		<category><![CDATA[Negócios sustentáveis]]></category>
		<category><![CDATA[saúde]]></category>
		<category><![CDATA[Sustentabilidade]]></category>

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		<description><![CDATA[Segundo recente pesquisa divulgada pelo AKATU 2012 a maioria dos entrevistados afirma que a felicidade estaria atrelada à saúde e à boa alimentação. Mas, parece que algumas marcas ainda não perceberam isso]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><span style="font-size: x-small;"><strong>Vivian Blaso*</strong></span></p>
<p>Segundo recente pesquisa divulgada pelo AKATU 2012 a maioria dos entrevistados afirma que a felicidade estaria atrelada à saúde e à boa alimentação. Mas, parece que algumas marcas ainda não perceberam isso, pois vemos que, para eles, a felicidade não tem nada a ver com a saúde e nem com a boa alimentação.</p>
<p>A Kibon, por exemplo, por meio do Facebook, apresenta a sua “Receita para felicidade” ou pede para os internautas compartilhar a Felicidade, acredita os consumidores mais felizes são queles que compartilham mais porque consomem mais de seus produtos. Ao seu lado, numa releitura do valor calórico dos refrigerantes, a felicidade da Coca Cola está embutida numa lata ou garrafa, como mostra a campanha “Abra a Felicidade”, que traz a promessa do consumo da felicidade por meio do consumo do refrigerante.</p>
<p>Nestes dois casos – poderiam ser outras marcas e outros produtos quaisquer, mas escolhi estas por estarem no auge das visibilidade de suas campanhas publicitárias – não estamos falando exatamente de alimentos ligados à saúde e à boa alimentação, como indicaram os consumidores brasileiros na pesquisa Akatu, que trariam felicidade</p>
<p>Pelo contrário, a leitura das campanhas publicitárias nos mostra que o que interessa é consumir tais produtos para sermos felizes. E aqui é que está o grande paradoxo da sociedade contemporânea que deseja a saúde o bem estar, mas que é incentivada a comprar produtos que não são benéficos a saúde e qualidade de vida, principalmente na atual epidemia de obesidade pela qual o mundo passa.</p>
<p>AS ORIGENS DO CONSUMISMO</p>
<p>Foi a partir da década de 90 que o consumismo passou a ser o alvo dos documentos elaborados pela Organização das Nações Unidas (ONU) como uma das raízes da crise ambiental em que vivemos.</p>
<p>Zigumum Bauman define o “consumismo” como um tipo de arranjo social resultante da reciclagem de vontades, desejos e anseios humanos rotineiros, que impulsiona e coordena a estratificação social, definindo grupos e políticas de vida individuais, e assim, o consumismo é a principal força propulsora e operativa da sociedade, um atributo. Dessa maneira, o autor já apontava a sociedade consumidora como a aquela que desvaloriza a durabilidade, igualando “velho” a “defasado”, impróprio para continuar sendo utilizado e destinado à lata de lixo.</p>
<p>Ao discutir o bem estar, a pesquisa do AKATU, aponta uma questão em jogo na sociedade de consumidores seria: como desacoplar a relação de consumo a felicidade uma vez que a felicidade vem sendo trazida como tema do discurso publicitário?</p>
<p>É este o discurso que vem sendo alvo dos documentos da ONU sob o chapéu “Rumo a Sociedade de Bem Estar”. A aposta estaria sendo colocada na sustentabilidade como promessa da melhoria da qualidade de vida das pessoas no planeta.</p>
<p>Mas quando se introduz a sustentabilidade, surge uma contradição entre o que é necessário e o que se coloca em prática, tanto do ponto de vista das empresas como do ponto de vista do consumo.</p>
<p>No fundo sabemos que tais produtos, como o refrigerante ou sorvete, além de não resolverem a questão da felicidade, são altamente processados e, no geral, não são considerados benéficos à saúde. A própria natureza dos produtos já estaria em completo descompasso com a proposta de felicidade se os consumíssemos na frequência e velocidade que necessitaríamos para mantermo-nos felizes.</p>
<p>CLASSE C</p>
<p>Para complicar ainda mais o debate, um outro ponto relevante a ser colocado em discussão a partir da pesquisa do AKATU3 seria a preferência da Classe C ao optar pelo caminho do consumo – de todos os tipos de pordutos e serviços – em detrimento ao caminho sustentável, pois há uma crescente massificação do consumo no Brasil.</p>
<p>Isso traz consequências imediatas ao comprometimento das melhorias das condições de vida das pessoas nas cidades uma vez que o resultado direto do consumo é o aumento na produção de resíduos; na intensidade do consumo energético e, consequentemente, uma significativa majoração nas emissões dos gases causadores do efeito estufa. Isso tudo, sem contar nos impactos diretos à saúde das pessoas ao consumirem mais alimentos processados como, no caso, sorvetes ou refrigerantes, em excesso.</p>
<p>O filósofo francês Serge Latouche, aponta que será preciso combater o “desenvolvimento sustentável”, ele acredita no “futuro sustentável da vida” e para isso será necessário reavaliar, reconceituar, reestruturar, realocar, redistribuir, reduzir, reutilizar e reciclar.</p>
<p>Para ele, a via mestra para tal feito seria a felicidade e consequentemente o decrescimento, porque, se somos felizes, seremos menos suscetíveis à propaganda e à compulsividade do desejo. Essas opções implicam uma mudança de atitudes com relação à natureza, buscando a condição necessária para evitar um destino de obsolescência programada da humanidade.</p>
<p>Portanto, devemos nos perguntar: Se estamos condicionados em uma sociedade de consumo, como reinventar processos, inovar arriscando os métodos tradicionais de produção, para nos aventurarmos em novos métodos que sugerem produções mais limpas?</p>
<p>É aí que surge a inovação: será que para ser feliz precisamos cultuar a cultura do “ter”, justamente a cultura que nos coloca no centro de tudo?</p>
<p>No fundo, estas indagações trazem reflexões sobre os valores, a ética, a responsabilidade social, ambiental e comportamental. É um resgate da moral. Entretanto, será necessário se permitir sair da fôrma, para inovar e criar novos mecanismos de sobrevivência, sem necessariamente precisar do “ter” para ser feliz.</p>
<p>E, ao falar em Ética, exige-se uma reflexão, ou religação, como diz Edgar Morin, entre o indivíduo, a espécie e a sociedade. E, para que essa religação ocorra, é necessário o autoconhecimento.</p>
<p>A dominação dos objetos materiais, o controle das energias e a manipulação dos seres vivos foram importantes para o avanço da humanidade, mas se tornou míope para captar as realidades humanas, convertendo-se numa ameaça para o futuro humano. Por isso, se faz necessário “Hominescer”, como aponta Michel Serres6, que aposta na inventividade do homem para poder construir uma nova humanidade capaz de religar cultura, ciência e filosofia.</p>
<p>Na perspectiva da complexidade apontada por Serres e Morin, podemos considerar a dificuldade de encontrar mecanismos capazes de unir o que está separado, separar o que está junto, uma vez que esse processo também vem ocorrendo nas escaladas de produção e consumo, que são tratados de maneira separadas, e, para religá-las, será necessário reconectar o individuo, a espécie e a sociedade, não separando a ciência da técnica, e nem a natureza da cultura. Será necessário, sobretudo reestabelecer a Ética. E isto se faz por meio de diálogo entre todos sem fazer caças as bruxas já que o processo e mudança requer a complexidade em si.</p>
<p><span style="color: #000000;"><strong>* Profa. Vivian A. Blaso S. S. Cesar é Doutoranda e Mestre em Ciências Sociais, Especialista em Marketing e Sustentabilidade, Presidente da Organização do #Ciis2013. Ela estará no painel Comunicação, Cultura e Tecnologias que ocorrerá no segundo dia do Congresso (30/8). Veja a programa completa aqui <span style="text-decoration: underline; color: #0000ff;"><a href="http://www.ciis.com.br" target="_blank">www.ciis.com.br</a></span>.</strong></span></p>
<p><span style="color: #000000; font-size: x-small;"><strong>(Consumidor Moderno Consciente)</strong></span></p>
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		<title>Programa de capacitação em população, cidades e políticas sociais abre inscrições</title>
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		<pubDate>Thu, 23 May 2013 14:02:26 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Henrique Andrade Camargo</dc:creator>
				<category><![CDATA[Agenda]]></category>
		<category><![CDATA[Mercado Ético recomenda]]></category>
		<category><![CDATA[cidades]]></category>
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		<category><![CDATA[Sociedade]]></category>
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		<category><![CDATA[urbanização]]></category>

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		<description><![CDATA[Programa se destina a profissionais envolvidos nas áreas temáticas acerca da urbanização, migração, desenvolvimento urbano e regional, oriundos de instituições do governo federal, estadual ou municipal, organismos não governamentais e/ou movimentos sociais.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><span style="font-size: x-small;"><strong>Agência FAPESP</strong></span></p>
<p>O Núcleo de Estudos de População (Nepo) da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp) recebe, até 30 de maio, inscrições para o 4º Programa de Capacitação: População, Cidades e Políticas Sociais.</p>
<p>De acordo com o Nepo, o programa se destina a profissionais envolvidos nas áreas temáticas acerca da urbanização, migração, desenvolvimento urbano e regional, oriundos de instituições do governo federal, estadual ou municipal, organismos não governamentais e/ou movimentos sociais.</p>
<p>Serão priorizados gestores públicos que trabalhem com a relação entre população, cidades, metrópoles, pobreza e políticas de transferência de renda.</p>
<p>O 4º Programa de Capacitação: População, Cidades e Políticas Sociais conta com o apoio do Projeto Temático FAPESP “<span style="text-decoration: underline; color: #0000ff;"><strong><a href="http://www.bv.fapesp.br/pt/auxilios/6601/observatorio-migracoes-sao-paulo-fases" target="_blank">Observatório das Migrações em São Paulo: Fases e Faces do Processo Migratório do Estado de São Paulo</a></strong></span>”.</p>
<p>Mais informações: ivonete@nepo.unicamp.br e (19) 3521-5913.</p>
<p><span style="font-size: x-small;"><strong>(Agência FAPESP)</strong></span></p>
]]></content:encoded>
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		</item>
		<item>
		<title>Especialista defende manejo de fogo no Cerrado</title>
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		<pubDate>Thu, 23 May 2013 13:30:15 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Henrique Andrade Camargo</dc:creator>
				<category><![CDATA[meio ambiente]]></category>
		<category><![CDATA[Notí­cias]]></category>
		<category><![CDATA[incêndios florestais]]></category>
		<category><![CDATA[queimadas]]></category>
		<category><![CDATA[Vânia Regina Pivello]]></category>

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		<description><![CDATA[Queimadas controladas diminuem o risco de incêndios acidentais e podem ajudar a proteger a biodiversidade desse bioma, afirma Vânia Regina Pivello, da USP]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><span style="font-size: x-small;"><strong>Karina Toledo, da Agência FAPESP</strong></span></p>
<p>Grandes incêndios são frequentes no Cerrado – principalmente nos meses de inverno, quando os ventos fortes, a falta de chuva, a baixa umidade do ar e a massa vegetal seca favorecem a propagação das chamas. Pode parecer contraditório, mas muitos especialistas defendem que a melhor forma de prevenir o problema e proteger a biodiversidade desse bioma tão ameaçado é, justamente, o uso controlado do fogo.</p>
<p>“Queimadas controladas não só diminuem o risco de incêndios acidentais como trazem benefícios para a vegetação. Dois terços das espécies do Cerrado, que constituem o estrato herbáceo, são adaptados a queimadas frequentes e muitas delas podem desaparecer se o fogo for totalmente evitado”, alertou Vânia Regina Pivello, professora do Instituto de Biociências da Universidade de São Paulo (IB-USP), durante o quarto evento do Ciclo de Conferências 2013 do BIOTA Educação, organizado pelo Programa BIOTA-FAPESP no dia 16 de maio.</p>
<p>No solo ácido e pobre em nutrientes do Cerrado, explicou Pivello, a vegetação tende a acumular nas folhas grande quantidade de lignina, substância estrutural de difícil decomposição. O fogo tem o papel de acelerar o processo de reciclagem dos nutrientes, permitindo que sejam reaproveitados mais rapidamente pelas espécies rasteiras. Além disso, o choque térmico provocado pelo fogo quebra a dormência vegetativa das sementes, causando fissuras que favorecem a penetração da água e estimulam a germinação.</p>
<p>Graças a alguns milhões de anos de evolução sob a influência do fogo, afirmou a professora, a vegetação do Cerrado, especialmente a herbácea, apresenta rápido poder de recuperação após um incêndio. Rebrota em curto período, atraindo diversos herbívoros em busca de forragem nova. Mesmo as árvores – para as quais o fogo geralmente não traz benefícios – desenvolveram defesas adaptativas, como as grossas cortiças que recobrem o tronco e funcionam como isolante térmico.</p>
<p>“Há regiões do Cerrado onde predominam as espécies herbáceas, especialmente os capins. Há outras em que a maior parte da vegetação é arbórea. Há ainda lugares em que existe um equilíbrio entre essas duas formações. É preciso preservar todas essas fisionomias. Mas, como o fogo tende a favorecer o estrato herbáceo e a prejudicar muitas das árvores, a frequência ideal de queimadas varia de acordo com cada situação específica”, explicou Pivello.</p>
<p>Além de manter a biodiversidade, o manejo de fogo tem o objetivo de diminuir a quantidade de matéria orgânica acumulada, que funciona como combustível no caso de incêndios provocados por raios ou práticas agropecuárias.</p>
<p>Segundo a professora, a queimada pode ser feita em uma época menos seca, como abril ou maio, e durante a noite, quando a umidade do ar é maior. “Se a gente não se antecipar ao fogo acidental, grandes incêndios vão acontecer a cada três ou quatro anos na maior parte das reservas que visam a proteger o Cerrado. Inevitavelmente, o Cerrado vai queimar, e vai ser num momento em que ninguém está controlando”, afirmou.</p>
<p>Como exemplo, Pivello cita o grande incêndio que atingiu 90% do Parque Nacional das Emas (GO) em 2010. Em casos como esse, afirmou, a fauna é a grande prejudicada, pois fica sem refúgios.</p>
<p>O manejo de fogo, no entanto, foi durante muito tempo proibido no Brasil. Uma lei de 1989 autorizou a prática, mas, segundo Pivello, ainda hoje é difícil obter licença dos órgãos ambientais. Além da falta de conhecimento sobre a importância do fogo para o Cerrado, a professora aponta como motivo a falta de estrutura para fazer o manejo de forma adequada.</p>
<p>“Há sempre o risco de o fogo sair do controle e atingir a fazenda vizinha, o que seria um grande problema. Por isso é preciso ter uma brigada de incêndio bem treinada e equipada. Mas as unidades de conservação, tanto federais como estaduais, têm grande carência de recursos humanos e materiais”, afirmou.</p>
<p>A professora também ressalta a necessidade de estudos que permitam elaborar um plano de manejo adequado para cada região do Cerrado. “Isso depende de experimentação. Temos aproveitado as queimadas acidentais para tirar conclusões, mas o ideal seria ter projetos para testar programas de queimadas controladas. Caso contrário, nunca vamos ter certeza de que tipo de manejo é mais adequado a cada local”, disse.</p>
<p><strong>Tesouro perdido</strong></p>
<p>A falta de manejo de fogo adequado não é, no entanto, a única ameaça à biodiversidade do Cerrado, que originalmente cobria 22% do território brasileiro. Graças principalmente ao cultivo de soja, mas também à pecuária, à extração de madeira para produção de carvão para siderurgia, à industrialização e à urbanização, mais de 55% do bioma já foi desmatado ou descaracterizado.</p>
<p>“O Cerrado é um dos 25 ecossistemas do planeta com alto risco de extinção”, ressaltou Vanderlan Bolzani, professora titular do Instituto de Química da Universidade Estadual Paulista (Unesp), ao apresentar a palestra “Beleza &amp; Inspiração do Universo Micromolecular da biodiversidade do Cerrado”, que integrou a programação do quarto evento do Ciclo de Conferências 2013.</p>
<p>“Essa área desperta grande interesse do agronegócio. A produção de oleaginosas vem crescendo exponencialmente no Cerrado e isso é um problema, pois estamos tirando toda a vegetação que pode nos trazer valor. O país poderia ganhar divisas econômicas com a descoberta de produtos naturais com propriedades farmacológicas de interesse”, avaliou Bolzani.</p>
<p>Durante sua apresentação, a professora da Unesp deu exemplo de medicamentos produzidos por empresas nacionais e internacionais com base na investigação científica das plantas do Cerrado. Também apresentou o trabalho desenvolvido na NuBBE Database, uma base de dados sobre produtos naturais isolados a partir da biodiversidade do Brasil que já reúne informações sobre 640 compostos de origem natural estudados nos últimos 15 anos.</p>
<p>A iniciativa, desenvolvida no âmbito do Programa BIOTA-FAPESP, nasceu da cooperação entre o Núcleo de Bioensaios, Biossíntese e Ecofisiologia de Produtos Naturais (NuBBE), da Universidade Estadual Paulista (Unesp), e o Laboratório de Química Medicinal e Computacional (LQMC), do Instituto de Física de São Carlos, da Universidade de São Paulo (USP).</p>
<p><strong>Próximas edições</strong></p>
<p>Organizado pelo Programa BIOTA-FAPESP, o Ciclo de Conferências 2013 BIOTA Educação tem o objetivo de contribuir para o aperfeiçoamento do ensino de ciência. A quinta etapa será no dia 20 de junho, quando o tema será “Bioma Caatinga”. Seguem-se conferências sobre os biomas Mata Atlântica (22 de agosto), Amazônia (19 de setembro), Ambientes Marinhos e Costeiros (24 de outubro) e Biodiversidade em Ambientes Antrópicos – Urbanos e Rurais (21 de novembro).</p>
<p><span style="font-size: x-small;"><strong>(Agência FAPESP)</strong></span></p>
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		<title>A redescoberta de uma floresta</title>
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		<pubDate>Thu, 23 May 2013 13:11:28 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Henrique Andrade Camargo</dc:creator>
				<category><![CDATA[meio ambiente]]></category>
		<category><![CDATA[Notí­cias]]></category>
		<category><![CDATA[cantareira]]></category>
		<category><![CDATA[Rodoanel]]></category>
		<category><![CDATA[São Paulo]]></category>

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		<description><![CDATA[Construção de rodoanel motiva expedições científicas à serra da Cantareira]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><span style="font-size: x-small;"><strong>Carlos Fioravanti, da Revista Pesquisa FAPESP</strong></span></p>
<p>No início de fevereiro, em uma das expedições semanais dos pesquisadores do Instituto de Botânica às áreas a serem cortadas pelo trecho norte do rodoanel – a estrada de 180 quilômetros (km) de extensão em fase final de construção em torno da Grande São Paulo –, a botânica Cíntia Kameyama reconhece e colhe espécies de plantas provavelmente raras do cerrado que crescem em um campo ao lado de um sítio a seis quilômetros do aeroporto de Guarulhos.</p>
<p>“A estrada vai passar aqui e esta área de mata vai desaparecer”, ela comenta, enquanto separa as plantas colhidas. “O último túnel do rodoanel começa ali”, diz o botânico Paulo Ortiz, apontando para um morro coberto de árvores, entre as quais se destacam as flores coloridas das quaresmeiras.</p>
<p>Logo depois Regina Shirasuna volta de uma caminhada a um aglomerado de árvores carregando uma pá e vários sacos que escondem apenas a raiz das plantas que ela colheu: “Vou replantar ainda hoje”. Em seis meses de trabalho, as equipes de resgate tinham recolhido cerca de 200 plantas e as levado para serem cultivadas no instituto. Das 20 áreas visitadas, algumas eram usadas para desova de cadáveres ou encontros de grupos religiosos, que se reuniam em clareiras da mata para cantar alto e, quando os pesquisadores passavam, cumprimentavam com um “paz, irmão!”.</p>
<p>O trabalho de campo se intensificou em abril, quando outros grupos de botânicos começaram a resgatar bromélias e outras plantas raras penduradas nas árvores das matas a serem suprimidas nas bordas da serra da Cantareira, a maior floresta urbana do país, com 30 km de extensão, em boa parte já ocupada por bairros populares e condomínios luxuosos, na zona norte de São Paulo e em municípios vizinhos.</p>
<p>Ao mesmo tempo, biólogos e veterinários entraram na mata para cortar a vegetação mais baixa e fazer muito barulho para resgatar filhotes e espantar para o alto da serra os que pudessem fugir. Eles trabalhavam com pressa: logo chegariam os tratores para remover a vegetação nativa das áreas que serão tomadas pelas pistas do trecho norte do rodoanel, que terá 44 km de extensão, boa parte em Guarulhos. Em três anos, quando estiver pronto, esse trecho completará o anel viário que deve desviar os caminhões que chegam de outras regiões do país e hoje têm de passar pelas avenidas marginais, dificultando o trânsito dos moradores da Grande São Paulo.</p>
<p>Em consequência das exigências ambientais, impensáveis até há poucas décadas, quando as rodovias se impunham sem questionamentos sobre as florestas do país, provavelmente nunca antes uma estrada foi construída com tantos cuidados – até os engenheiros tiveram de abdicar da autonomia e trabalhar com pesquisadores dos institutos de Botânica e Florestal.</p>
<p>Para complicar, a estrada teria de passar por bairros densamente povoados de São Paulo e Guarulhos e próxima ao Parque Estadual da Cantareira, uma área de preservação de remanescentes de mata atlântica. Com 80 km², o parque abrange quatro municípios – São Paulo, Mairiporã, Caieiras e Guarulhos – e abriga 25% da área original e pelo menos 60% da cobertura vegetal da serra, além de proteger as nascentes que fornecem água para os moradores da metrópole desde o final do século 19.</p>
<p>Desde que começou a ser planejado, há 10 anos, o traçado do trecho norte passou por transformações radicais para reduzir os impactos ambientais – uma das propostas era passar ao norte da serra da Cantareira, não ao sul, como no trajeto aprovado.</p>
<p>Leia a reportagem completa em: <span style="text-decoration: underline; color: #0000ff;"><strong><a href="http://revistapesquisa.fapesp.br/2013/05/14/a-redescoberta-de-uma-floresta" target="_blank">http://revistapesquisa.fapesp.br/2013/05/14/a-redescoberta-de-uma-floresta</a></strong></span></p>
<p><span style="color: #000000; font-size: x-small;"><strong>(Agência FAPESP)</strong></span></p>
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		<title>O relativo sucesso econômico e o grande fracasso ambiental do capitalismo</title>
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		<pubDate>Wed, 22 May 2013 17:29:04 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Henrique Andrade Camargo</dc:creator>
				<category><![CDATA[Economia]]></category>
		<category><![CDATA[meio ambiente]]></category>
		<category><![CDATA[Notí­cias]]></category>
		<category><![CDATA[capitalismo]]></category>
		<category><![CDATA[desenvolvimento sustentável]]></category>
		<category><![CDATA[esgotamento ambiental]]></category>
		<category><![CDATA[impactos ambientais]]></category>
		<category><![CDATA[José Eustáquio Diniz Alves]]></category>

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		<description><![CDATA["O capitalismo é o sistema econômico que mais desenvolveu as forças produtivas da humanidade e mais estimulou o crescimento da economia e da população. Mas, ao mesmo tempo, se transformou no sistema com maior impacto negativo no meio ambiente e com maiores efeitos destrutivos sobre o capital natural do Planeta"]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><span style="font-size: x-small;"><strong>José Eustáquio Diniz Alves*</strong></span></p>
<p><a href="http://mercadoetico.terra.com.br/website/wp-content/uploads/2013/05/poluição_250.jpg"><img class="alignleft size-full wp-image-73163" src="http://mercadoetico.terra.com.br/website/wp-content/uploads/2013/05/poluição_250.jpg" alt="" width="250" height="168" /></a>O capitalismo é o sistema econômico que mais desenvolveu as forças produtivas da humanidade e mais estimulou o crescimento da economia e da população. Mas, ao mesmo tempo, se transformou no sistema com maior impacto negativo no meio ambiente e com maiores efeitos destrutivos sobre o capital natural do Planeta.</p>
<p>Karl Marx e Friedrich Engels compreenderam claramente as novidades econômicas trazidas pelo capitalismo. No manifesto comunista, de 1848, demonstraram que “A burguesia desempenhou na história um papel eminentemente revolucionário” (…) “Foi a primeira a provar o que pode realizar a atividade humana: criou maravilhas maiores que as pirâmides do Egito, os aquedutos romanos, as catedrais góticas; conduziu expedições que empanaram mesmo as antigas invasões e as Cruzadas. A burguesia só pode existir com a condição de revolucionar incessantemente os instrumentos de produção, por conseguinte, as relações de produção e, como isso, todas as relações sociais. A conservação inalterada do antigo modo de produção constituía, pelo contrário, a primeira condição de existência de todas as classes industriais anteriores. Essa revolução contínua da produção, esse abalo constante de todo o sistema social, essa agitação permanente e essa falta de segurança distinguem a época burguesa de todas as precedentes. Dissolvem-se todas as relações sociais antigas e cristalizadas, com seu cortejo de concepções e de ideias secularmente veneradas; as relações que as substituem tornam-se antiquadas antes de se ossificar. Tudo que era sólido e estável se esfuma, tudo o que era sagrado é profanado, e os homens são obrigados finalmente a encarar com serenidade suas condições de existência e suas relações recíprocas”.</p>
<p>Entre o ano 1 da Era Cristã e o ano de 1800 a população mundial passou de cerca de 225 milhões de habitantes para 1 bilhão de habitantes, um crescimento de 4,4 vezes. No mesmo período a economia mundial cresceu 5,8 vezes, segundo dados de Angus Maddison. Em 1800 anos, o crescimento da renda per capita foi de apenas 1,3 vezes ou 30%. Ou seja, a renda per capita estava praticamente estagnada e, no ano de 1800, a esperança de vida média ao nascer da população mundial estava abaixo de 30 anos. Naquele tempo, a mortalidade ceifava precocemente a vida da maioria das crianças e jovens.</p>
<p>Todavia, com o início da Revolução Industrial e Energética, liderada pelas forças do sistema capitalista – tendo como base de sustentação a propriedade privada, as livres forças do mercado e o apoio do Estado – houve um impressionante crescimento da população e da economia. A população mundial passou de 1 bilhão de habitantes em 1800 para 7 bilhões em 2011, um crescimento de 7 vezes. No mesmo período a economia internacional cresceu 90 vezes (segundo Angus Maddison). Isto quer dizer que houve um espetacular crescimento da renda per capita dos habitantes do mundo. Ou seja, em 211 anos a renda per capita cresceu 13 vezes, enquanto nos 1800 anos anteriores tinha crescido apenas 1,3 vezes.</p>
<p>Acompanhando o crescimento da renda, houve um grande aumento da esperança de vida ao nascer dos habitantes da Terra, que passou de menos de 30 anos em 1800 para quase 70 anos em 2011. Também houve um grande crescimento do consumo. Ao contrário do que previu Karl Marx, não houve um empobrecimento absoluto da maioria dos trabalhadores do globo. Como dizia Lenin, houve um crescimento da “aristocracia operária” nos países ocidentais. Depois da Segunda Guerra Mundial setores crescentes do proletariado avançaram na mobilidade social também nos países da periferia do sistema. Segundo o Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (Pnud) houve redução da pobreza no mundo nos últimos 40 anos e a classe média global (pessoas com renda per capita acima de US$ 10,00 ao dia) será maioria da população mundial até 2025, pela primeira vez na história.</p>
<p>Isto representa um grande crescimento do consumo e uma grande exploração dos recursos naturais que sustentam a produção de bens e serviços, tais como: moradias, banheiro, água encanada, saneamento, produtos de limpeza e higiene, luz elétrica, geladeira, TV, DVD, CD, TV-HD, fogão, máquina de lavar roupa, móveis, microonda, moto, bicicleta, carro, relógio, roupa, comida industrializada, telefone, celular, TV a cabo, internet, educação, saúde, lazer, viagens, etc. Atualmente existem mais de um bilhão de veículos automotores no mundo, número superior a toda a população do globo antes da Revolução Industrial. O número de celulares está caminhando para se igualar ao número de habitantes da Terra.</p>
<p>Depois da queda do Muro de Berlim e do fim da União Soviética, o capitalismo se tornou uma força onipresente no mundo. Até países comunistas aderiram à onda consumista do capitalismo e assumiram a linha de frente da produção em massa e passaram a sustentar a dinâmica da economia internacional. Recentemente, o marxista Slavoj Žižek, em entrevista à Carta Maior, disse de forma irônica: “Só a China pode salvar o capitalismo”.</p>
<p>Mas parece que não existe força visível capaz de salvar o meio ambiente da destruição capitalista. A degradação ambiental tem crescido de forma exponencial. O progresso da humanidade aconteceu às custas da regressão do capital natural. A China é mais um exemplo de como o sucesso econômico leva ao regresso ambiental. As agressões à natureza tomaram uma dimensão crítica, profunda e global.</p>
<p>As áreas de florestas estão diminuindo para atender a demanda de madeira e a demanda de espaço para a agricultura e a pecuária. Especies invasoras substituem a vegetação original. O mal uso do solo provoca erosão, salinização e desertificação. A poluição dos rios diminui a disponibilidade de água doce e provoca a mortandade de peixes. Lagos, como o mar da Aral estão diminuindo ou secando para atender aos interesses da irrigação. A contaminação química e os agrotóxicos matam indiscriminadamente a vida terrestre e aquática. Aquíferos fósseis estão desaparecendo e os aquíferos renováveis não estão conseguindo manter os níveis de reposição dos estoques. A vida nos oceanos está ameaça pelo processo de acidificação. Os mangues e corais estão sendo destruídos a uma taxa alarmante. Aumentam as taxas de perda da biodiversidade (medida da diversidade de organismos vivos presentes em diferentes ecossistemas), com o aumento da degradação dos ecossistemas e a extinção da vida selvagem. O aumento das emissões de gases de efeito estufa estão provocando o aquecimento global, tendo como consequência o derretimento das geleiras e das camadas de gelo, provocando escassez de água potável e o aumento do nível dos oceanos. As áreas produtivas da Terra diminuem, enquanto crescem os aterros para receber o crescente volume de lixo e resíduos sólidos.</p>
<p>O relatório da UNEP da ONU “Global Environment Outlook-5: Environment for the future we want” (GEO-5) fornece um quadro dramático da degradação ambiental no mundo. Se a situação atual já está ruim, ela deve piorar devido ao crescimento populacional, à urbanização descontrolada, aos crescentes volumes de consumo e lixo. Das 90 metas ambientais mais importantes, apenas quatro estão fazendo progressos significativos. Entre as metas que apresentaram melhoras, estão aquelas para evitar a destruição do ozônio e proporcionar o acesso a abastecimento de água limpa. Mas o documento relatou pouco ou nenhum progresso em 24 metas, tais como mudança climática, esgotamento dos recursos pesqueiros e a expansão da desertificação.</p>
<p>Tudo isso indica que o capitalismo e a defesa do meio ambiente funcionam por meio de lógicas diferentes e contraditórias. A lei máxima do capitalismo é a competição ou concorrência. As palavras-chave são explorar, dominar, padronizar, maximizar, crescer, produzir, utilizar, consumir, avançar, desenvolver, etc. Já a lei máxima da preservação da natureza é cooperar e as palavras-chave são: proteger, conservar, minimizar os danos, recuperar, vivificar, reintegrar, diversificar, respeitar, manter fora do ciclo econômico, etc.</p>
<p>O capital busca maximizar os lucros investindo em maquinarias, em inovações tecnológicas, em lançamento de novos produtos, em design, em conquista de novos mercados, etc. Os grandes capitalistas são aqueles que produzem a baixo preço e em grande quantidade. O ganho por unidade é pequeno, mas a receita total é grande (o partido comunista chinês aprendeu bem esta lição de Adam Smith sobre os ganhos de eficiência da divisão social do trabalho).</p>
<p>Os trabalhadores – organizados em sindicados, associações e partidos – buscam maximizar seus salários, manter os direitos adquiridos e conquistar novos direitos e maior influência nas decisões nacionais. Desta forma, a lógica dos trabalhadores é atuar no sentido de elevar o seu padrão de vida, aumentando a sua participação no conjunto das riquezas geradas pelo capitalismo.</p>
<p>O lógica do Estado é aumentar suas receitas (geralmente impostos e taxas), expandir suas atividades e promover a grandeza e a segurança nacional. Algumas teorias dizem que o Estado é “o comitê executivo da classe dominante”. Outras teorias dizem que o Estado é o mediador de conflitos entre o capital e trabalho e entre estes dois e o meio ambiente. Há ainda aquelas teorias que dizem que o papel do Estado é mais institucional no sentido de cuidar das fronteiras, evitar danos ao patrimônio nacional, realizar políticas públicas para o desenvolvimento econômico e humano, garantir a estabilidade política e jurídica e defender os interesses nacionais (dos cidadãos e empresas) em qualquer parte do mundo.</p>
<p>O fato é que os capitalistas (industriais, comerciais, agrários, financeiros, etc), os trabalhadores do campo e da cidade e a burocracia estatal – a despeito das divergências localizadas – tendem a se unir quando o assunto é crescimento econômico e a grandeza da Nação. Os chamados “projetos nacionais” são um conjunto de ações que unem os interesses deste conjunto de forças para garantir uma expansão do consumo e um aumento do padrão de vida da população nacional.</p>
<p>Nestes projetos, o meio ambiente é partido e repartido e se torna apenas um meio para se atingir os fins dos agentes econômicos. É claro que os mais inteligentes buscam conciliar o desenvolvimento econômico com a sustentabilidade ambiental. Ou seja, buscam garantir que a exploração e a dominação do meio ambiente continue a acontecer no longo prazo e não seja um entrave ao projeto de grandeza nacional e de conquistas econômicas do capital, do trabalho e do Estado. O desenvolvimento sustentável é a palavra de ordem daqueles que querem um capitalismo esverdeado, ou seja, com colorido ou maquiagem “verde”.</p>
<p>Porém a lógica que prevalece no mundo é aquela que desconsidera que o crescimento populacional e econômico infinito é impraticável em um Planeta finito. A soma das ambições nacionais é muito maior do que o conjunto das reservas naturais do Planeta. Desta forma, os projetos nacionais estão entrando em choque com as condições ambientais em praticamente todos os países do globo. As disputas entre as classes, as nações, as religiões e as culturas já provocaram enormes danos ao meio ambiente, nestes últimos 200 anos. Nas atuais condições de produção, para manter o bem-estar da população mundial (ou da maior parte dela), quem sai perdendo é o meio ambiente. As atividades antrópicas do capitalismo já ultrapassaram a capacidade de regeneração da Terra.</p>
<p>Enquanto o capitalismo cultua o enriquecimento, o meio ambiente, no geral, empobrece. As tentativas de conciliar a lógica do crescimento econômico com a lógica da cooperação ambiental são bem vindas. Mas crescem as evidências de que, no conjunto, estas duas lógicas são inconciliáveis e estão entrando em rota final de colisão.</p>
<p>Ao invés das leis garantindo prioritariamente os direitos de propriedade, o pagamento do lucro e dos juros do capital financeiro é preciso criar uma legislação contra o ecocídio e contra os danos e a destruição em massa dos ecossistemas. Para alcançar o verdadeiro desenvolvimento sustentável é preciso garantir de forma explícita que o direito à vida não é privilégio da espécie humana. Assim, é preciso tornar o ecocídio um crime contra a natureza e um crime contra as gerações futuras.</p>
<p>A humanidade já avançou na abolição da escravatura, no fim do apartheid e na condenação do genocídio. Falta mudar a lógica de dominação da natureza. O ecossistema deve estar no centro das preocupações e da legislação internacional, no sentido de proteger a vida e a biodiversidade. A natureza tem valor intrínseco e não um valor instrumental como sugere a racionalidade capitalista. É preciso criar impostos progressivos para que os mais ricos paguem proporcionalmente mais pelos danos ambientais do capitalismo. Todavia, hoje em dia, mais importante do que a luta de classe pela apropriação do excedente é a luta em defesa do meio ambiente, pela sobrevivência das espécies e pela erradicação do ecocídio.</p>
<p>Referências:</p>
<p>Karl Marx e Friedrich Engels. Manifesto comunista, 1848.</p>
<p><a href="http://www.ebooksbrasil.org/eLibris/manifestocomunista.html" target="_blank"></a><span style="text-decoration: underline; color: #0000ff;"><strong><a href="http://www.ebooksbrasil.org/eLibris/manifestocomunista.html" target="_blank">http://www.ebooksbrasil.org/eLibris/manifestocomunista.html</a></strong></span></p>
<p>Angus Maddison, Historical Statistics of the World Economy</p>
<p><a href="http://www.ggdc.net/maddison/oriindex.htm" target="_blank"></a><span style="text-decoration: underline; color: #0000ff;"><strong><a href="http://www.ggdc.net/maddison/oriindex.htm" target="_blank">http://www.ggdc.net/maddison/oriindex.htm</a></strong></span></p>
<p>Relatório de Desenvolvimento Humano 2013, PNUD, março de 2013</p>
<p><a href="http://www.pnud.org.br/arquivos/rdh-2013.pdf" target="_blank"></a><span style="text-decoration: underline; color: #0000ff;"><strong><a href="http://www.pnud.org.br/arquivos/rdh-2013.pdf" target="_blank">http://www.pnud.org.br/arquivos/rdh-2013.pdf</a></strong></span></p>
<p>FMI. World Economic Outlook</p>
<p><a href="http://www.imf.org/external/datamapper/index.php" target="_blank"></a><span style="text-decoration: underline; color: #0000ff;"><strong><a href="http://www.imf.org/external/datamapper/index.php" target="_blank">http://www.imf.org/external/datamapper/index.php</a></strong></span></p>
<p>UN/ESA. World Population Prospects: The 2010 Revision,</p>
<p><a href="http://esa.un.org/unpd/wpp/unpp/panel_population.htm" target="_blank"></a><span style="text-decoration: underline; color: #0000ff;"><strong><a href="http://esa.un.org/unpd/wpp/unpp/panel_population.htm" target="_blank">http://esa.un.org/unpd/wpp/unpp/panel_population.htm</a></strong></span></p>
<p>UNEP/ONU. Global Environment Outlook-5: Environment for the future we want” (GEO-5).</p>
<p><a href="http://www.unep.org/geo/pdfs/geo5/GEO5_FrontMatter.pdf" target="_blank"></a><span style="text-decoration: underline; color: #0000ff;"><strong><a href="http://www.unep.org/geo/pdfs/geo5/GEO5_FrontMatter.pdf" target="_blank">http://www.unep.org/geo/pdfs/geo5/GEO5_FrontMatter.pdf</a></strong></span></p>
<p><strong>*José Eustáquio Diniz Alves, Colunista do Portal EcoDebate, é Doutor em demografia e professor titular do mestrado em Estudos Populacionais e Pesquisas Sociais da Escola Nacional de Ciências Estatísticas – ENCE/IBGE; Apresenta seus pontos de vista em caráter pessoal. E-mail: jed_alves@yahoo.com.br</strong></p>
<p><span style="font-size: x-small;"><strong>(EcoDebate)</strong></span></p>
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		</item>
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		<title>Food Revolution Day</title>
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		<pubDate>Wed, 22 May 2013 17:24:55 +0000</pubDate>
		<dc:creator>julio.oliveira</dc:creator>
				<category><![CDATA[Blog do Julio]]></category>
		<category><![CDATA[alimentação]]></category>
		<category><![CDATA[alimentação saudável]]></category>
		<category><![CDATA[food revolution day]]></category>
		<category><![CDATA[segurança alimentar]]></category>

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		<description><![CDATA[Salve Galera! Como anda o cardápio na casa de vocês? Aqui em casa Dona Helena não dá mole, sempre pega no nosso pé para comermos frutas, legumes, sucos naturais, alimentos ricos em fibras e sais minerais [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: center;"><img class="aligncenter" src="http://www.conexaosocial.org.br/blogdojulio/wp-content/uploads/2013/05/post2105.jpg" alt="" width="464" height="254" /></p>
<p>Salve Galera! Como anda o cardápio na casa de vocês? Aqui em casa Dona Helena não dá mole, sempre pega no nosso pé para comermos frutas, legumes, sucos naturais, alimentos ricos em fibras e sais minerais. A comida rica em nutrientes é uma delícia! Além disso, um cardápio mais saudável é mais barato. Só para dar um exemplo, com o dinheiro que você gasta para comprar um suco de caixinha, dá para comprar um montão de laranjas. É muito mais gostoso, saudável e o bolso agradece!</p>
<p>Na sexta passada, 17, rolou no mundo todo uma mobilização para uma alimentação mais saudável chamada Food Revolution Day, quem quiser saber mais clique aqui.</p>
<p>Para participar desse movimento é fácil. Avaliem com suas famílias quais mudanças vocês podem fazer no cardápio para trazer mais saúde e economia. Um bom caminho para começar é diminuindo os produtos industrializados.</p>
<p>Bom apetite para todos!</p>
<p><span style="font-size: x-small;"><strong>(Blog do Julio/Mercado Ético)</strong></span></p>
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		<title>Peru adia exploração de petróleo na Amazônia para consultar povos indígenas</title>
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		<pubDate>Wed, 22 May 2013 17:20:53 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Henrique Andrade Camargo</dc:creator>
				<category><![CDATA[energia]]></category>
		<category><![CDATA[Notí­cias]]></category>
		<category><![CDATA[Sociedade]]></category>
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		<category><![CDATA[petróleo]]></category>
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		<category><![CDATA[povos tradicionais]]></category>

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		<description><![CDATA[A Perupetro S.A., estatal do setor de petróleo e gás, anunciou que leiloará nove blocos na costa do Pacífico, mas que adiará o leilão de outros blocos na floresta amazônica no mínimo até o final do ano.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><span style="font-size: x-small;"><strong>Jeremy Hance, do Mongabay</strong></span></p>
<p>O Peru adiou o leilão de 27 blocos para a exploração de petróleo na Amazônia visando conduzir consultas, obrigatórias por lei, com povos indígenas da região, reportou o jornal <em>The Guardian</em>. A Perupetro S.A., estatal do setor de petróleo e gás, anunciou que leiloará nove blocos na costa do Pacífico, mas que adiará o leilão de outros blocos na floresta amazônica no mínimo até o final do ano.</p>
<p>A consulta é exigida por uma lei aprovada em 2011, que garante novos direitos aos povos indígenas, incluindo o consentimento prévio, livre e informado. Segundo a lei, tais grupos precisam ser consultados antes da efetivação de qualquer projeto de mineração, exploração madeireira ou de gás e petróleo. Entretanto, a lei não significa que tais grupos têm o poder de vetar os projetos sobre suas terras tradicionais.</p>
<p>Luis Ortiga Cuneo, presidente da Perupetro, disse a David Hill do Guardian: “Estamos identificando as comunidades que precisamos conversar. Ainda não discutimos com elas, mas começaremos no mês que vem. Podemos estar prontos até o final do ano, mas isso será difícil.”</p>
<p>O governo peruano e os povos indígenas têm uma longa historia de tensão e conflito sobre o petróleo e outros projetos industriais em suas terras. Em 2009, 23 policiais e pelo menos dez ativistas indígenas foram mortos em protestos violentos. Mais tarde, povos indígenas alegaram que os corpos dos ativistas foram jogados no rio para esconder a quantidade de mortos.</p>
<p>O incidente, em conjunto com o aumento das tensões ao longo da Amazônia, pressionou o governo peruano para solidificar os direitos indígenas. A nova lei foi implementada pelo presidente Ollanta Humala poucos meses após assumir o cargo em julho de 2011, substituindo Alan Garcia, que era visto como opositor das questões indígenas.</p>
<p><em>* Traduzido por Fernanda B. Muller, Instituto CarbonoBrasil</em></p>
<p>Leia o texto original no Mongabay (em inglês)</p>
<p><span style="font-size: x-small;"><strong>(CarbonoBrasil)</strong></span></p>
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		<title>Perigo no ar</title>
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		<pubDate>Wed, 22 May 2013 15:01:28 +0000</pubDate>
		<dc:creator>reinaldo.canto</dc:creator>
				<category><![CDATA[Reinaldo Canto]]></category>
		<category><![CDATA[Água]]></category>
		<category><![CDATA[carbono]]></category>
		<category><![CDATA[CO2]]></category>
		<category><![CDATA[Iniciativa Verde]]></category>
		<category><![CDATA[meio ambiente]]></category>
		<category><![CDATA[Sustentabilidade]]></category>

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		<description><![CDATA[O importante é não ficar parado e agir. Enquanto a água não ferver sempre teremos a chance de pular da panela e apagar o fogo]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><a href="http://mercadoetico.terra.com.br/website/wp-content/uploads/2013/05/co2_atenção_250.jpg"><img class="alignleft size-full wp-image-73166" src="http://mercadoetico.terra.com.br/website/wp-content/uploads/2013/05/co2_atenção_250.jpg" alt="" width="250" height="168" /></a>Para a maioria da população deve ter passado despercebida a informação de que a nossa atmosfera atingiu uma concentração recorde e inédita de 400 ppms (400 partes por milhão) nos níveis de CO2,o famoso dióxido de carbono. Muita gente pode ter pensado: “então, tá…”</p>
<p>Por não alterar a nossa realidade cotidiana – afinal, não altera o trânsito da cidade, não provoca aumento imediato no preço dos alimentos ou qualquer mudança nos índices de violência. Isso tudo é verdade, mas o que seria uma não notícia é, na realidade, uma das mais importantes novidades dos últimos tempos. Esse nível de concentração de CO2 significa que, segundo as previsões de mais de 2.500 cientistas de todo o mundo, reunidos pela ONU no Painel Intergovernamental de Mudanças Climáticas (IPCC em inglês), nosso planeta acaba de ultrapassar uma linha imaginária perigosa e está caminhando para um alarmante e desconhecido aquecimento.</p>
<p>Se tudo se confirmar, com esse aumento de temperatura, teremos menos terra para plantar alimentos; as águas dos oceanos irão invadir cidades; muitas espécies vão morrer por falta de capacidade para se adaptar a esses novos índices de calor e até mesmo é possível pensar num crescimento da violência, por que não?</p>
<p>Os especialistas do IPCC vão mais longe e classificam essa ultrapassagem dos 400 ppms como um patamar que coloca em risco a própria civilização conforme nós a conhecemos.</p>
<p>Temos reagido a esses fatos ligados às mudanças do clima, tais como a crescente ocorrência dos fenômenos climáticos extremos, quase que com total descrença.  Coisas irrelevantes dignas de ambientalistas radicais e desocupados.</p>
<p>O comportamento preponderante assemelha-se ao do sapo na panela. Ao pular numa panela com água fervente, o sapo salta fora dela imediatamente. Ao contrário, quando a água da panela está fria com o sapo dentro e vai aquecendo lentamente, o sapo poderá morrer, pois vai tentando se adaptar até ser consumido pelo calor.</p>
<p>Em relação às ações que deveriam ser tomadas pela humanidade em geral, principalmente nos fóruns internacionais sobre mudanças climáticas, realizados anualmente, o que se vê é um interminável “jogo de empurra”, postergando as urgentes medidas capazes de reverter o quadro, indefinidamente. Digno do comportamento de um sapo feliz e saltitante dentro de uma panela com água prestes a atingir o fatal grau de fervura.</p>
<p>Nessas horas deveríamos nos perguntar e, claro, principalmente as nossas autoridades, o que deveríamos fazer para tentar de alguma forma mudar essa realidade. O desenvolvimento não sustentável que muitas vezes produz o supérfluo destruindo o essencial é um dos grandes responsáveis por esse estado de coisas.</p>
<p>Não será mais possível manter essa lógica de desenvolvimento, uma visão distorcida baseada no acúmulo de bens materiais e na consequente emissão de gases de efeito estufa em proporções inéditas e perigosas.</p>
<p>Mas de nada adiantam reações pouco produtivas, negligentes por um lado ou alarmistas de outro. Melhor é começar um processo de mudanças de comportamento e de valores. Consumir de maneira consciente e apenas o necessário, usar menos o carro que queima combustíveis fósseis, alguns dos principais responsáveis pela emissão de gases que contribuem para o aquecimento global e reduzir o uso de energia e água evitando desperdícios, entre outras ações sustentáveis. Claro que mais importante ainda é pressionar nossas autoridades governamentais e empresariais a adotar atitudes sustentáveis e investir decididamente em atividades ligadas a economia de baixo carbono.</p>
<p>No caso das empresas, além de buscarem reduzir os impactos causados por suas atividades, elas também podem compensar algumas das emissões dos gases de efeito estufa, por meio do plantio de árvores que absorvem carbono durante o seu crescimento.</p>
<p>Uma dica é consultar o trabalho realizado por diversas organizações e empresas que realizam esse trabalho. Uma delas é a ONG Iniciativa Verde que faz restauro florestal com espécimes da Mata Atlântica prioritariamente em áreas de mananciais.  (<span style="text-decoration: underline; color: #0000ff;"><strong><a href="http://www.iniciativaverde.org.br" target="_blank">www.iniciativaverde.org.br</a></strong></span>).</p>
<p>O importante é não ficar parado e agir. Enquanto a água não ferver sempre teremos a chance de pular da panela e apagar o fogo.</p>
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		<title>Código Florestal completa um ano com poucos avanços</title>
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		<pubDate>Wed, 22 May 2013 14:55:46 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Henrique Andrade Camargo</dc:creator>
				<category><![CDATA[meio ambiente]]></category>
		<category><![CDATA[Notí­cias]]></category>
		<category><![CDATA[Código Florestal]]></category>
		<category><![CDATA[WWF]]></category>

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		<description><![CDATA[O país tem 5,4 milhões de propriedades rurais de todos os tamanhos e, segundo cálculos do Ministério da Agricultura, mais de 4 milhões delas têm alguma pendência ambiental.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><span style="font-size: x-small;"><strong>Aldem Bourscheit, do WWF Brasil</strong></span></p>
<p><a href="http://mercadoetico.terra.com.br/website/wp-content/uploads/2013/05/codigo_florestal_250.jpg"><img class="alignleft size-full wp-image-73169" src="http://mercadoetico.terra.com.br/website/wp-content/uploads/2013/05/codigo_florestal_250.jpg" alt="" width="250" height="168" /></a>Um ano após entrar em vigor, o novo Código Florestal ainda não recebeu a necessária atenção do Governo e do Congresso. Mecanismos de incentivo econômico à conservação e à restauração florestal não decolaram, ferramentas que determinarão as áreas a serem preservadas e recuperadas em cada estado e bioma não foram definidas e um de seus principais instrumentos, o Cadastro Ambiental Rural (CAR), precisa ser implantado urgentemente para a regularização ambiental de propriedades.</p>
<p>O país tem 5,4 milhões de propriedades rurais de todos os tamanhos e, segundo cálculos do Ministério da Agricultura, mais de 4 milhões delas têm alguma pendência ambiental. Como a lei fixa uma prazo inicial para cadastramento de 2 anos, pelo menos 12 mil registros deverão ser feitos diariamente.</p>
<p>“Um sistema de CAR* operando de forma transparente, pública e em bases confiáveis permitirá aos brasileiros acompanhar a aplicação do Código Florestal em campo, conhecer seus reflexos em nascentes e rios intermitentes no Nordeste e Centro-Oeste, por exemplo, bem como na economia e na gestão territorial do país”, ressaltou Jean Timmers, superintendente de Políticas Públicas do WWF-Brasil, durante seminário na Câmara dos Deputados promovido pela Frente Parlamentar Ambientalista.</p>
<p>Segundo o presidente do Ibama, Volney Zanardi, o Governo Federal deve cumprir o prazo estipulado na lei do Código Florestal e publicar nos próximos dias decretos e instruções normativas com as bases mínimas do CAR e dos Programas de Regularização Ambiental** que devem ser instituídos pelos estados e Distrito Federal para proprietários e posseiros rurais.</p>
<p>Vinte e quatro dos 27 estados já têm acordos assinados para adesão ao futuro sistema federal de cadastramento de imóveis rurais. “Testes de cadastramento e integração entre sistemas estaduais e federal de cadastramento estão acontecendo com os governos de Goiás, Rio de Janeiro, Bahia e Rondônia. Vinte estados usarão o sistema federal de cadastramento”, assegurou Zanardi. “A análise e validação dos dados dependerá também de municípios e estados”, ressaltou.</p>
<p>De olho no Código – Para garantir que compromissos sejam cumpridos e evitar novos retrocessos legais, sete entidades civis deram hoje o ponta pé inicial para a construção de um observatório do Código Florestal. Aberto a todos os setores interessados no tema, a plataforma acompanhará a implantação da lei gerando dados, informações e análises.</p>
<p>“Assim teremos transparência e debates qualificados na sociedade, que novamente terá protagonismo para mitigar aspectos negativos e barrar mais retrocessos legislativos. O que está ruim não pode ficar ainda pior e é preciso potencializar pontos positivos do projeto, como o que prega a restauração florestal”, explicou Timmers, do WWF-Brasil.</p>
<p>Instituto de Pesquisa Ambiental da Amazônia (Ipam), SOS Mata Atlântica, Instituto Centro de Vida (ICV), The Nature Conservancy Brasil (TNC), Conservação Internacional (CI), Instituto Socioambiental e WWF-Brasil são as primeiras entidades mobilizadas em torno do observatório.</p>
<p>________________________________________________</p>
<p><em>* É criado o Cadastro Ambiental Rural – CAR, no âmbito do Sistema Nacional de Informação sobre Meio Ambiente – SINIMA, registro público eletrônico de âmbito nacional, obrigatório para todos os imóveis rurais, com a finalidade de integrar as informações ambientais das propriedades e posses rurais, compondo base de dados para controle, monitoramento, planejamento ambiental e econômico e combate ao desmatamento. Art. 29 do novo Código Florestal (Lei 12.651 / 2012)</em></p>
<p><em>** Serão instituídos, no âmbito da União, dos Estados e do Distrito Federal, Programas de Regularização Ambiental – PRAs, que compreenderão o conjunto de ações ou iniciativas a serem desenvolvidas por proprietários e posseiros rurais com o objetivo de adequar e promover a regularização ambiental com vistas ao cumprimento do disposto no Capítulo XIII da Lei no 12.651, de 2012. Artigo 9º do Decreto 7.830 / 2012</em></p>
<p><span style="font-size: x-small;"><strong>(WWF Brasil)</strong></span></p>
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		<title>Especuladores dominam a demanda no mercado de carbono europeu</title>
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		<pubDate>Wed, 22 May 2013 14:31:27 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Henrique Andrade Camargo</dc:creator>
				<category><![CDATA[Economia]]></category>
		<category><![CDATA[Notí­cias]]></category>
		<category><![CDATA[especulação financeira]]></category>
		<category><![CDATA[Europa]]></category>
		<category><![CDATA[mercado de carbono]]></category>
		<category><![CDATA[União Européia]]></category>

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		<description><![CDATA[Para especialista, isso mostra a retomada de uma certa confiança no mercado europeu de carbono por parte da comunidade de investidores]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><span style="font-size: x-small;"><strong>Fernanda B. Müller, do Instituto CarbonoBrasil</strong></span></p>
<p>A Comissão Europeia publicou na sexta-feira (17) relatórios que cobrem os leilões de carbono dos 24 países incluídos na plataforma comum do esquema europeu de comércio de emissões (EU ETS) mais a Alemanha – que tem a sua estrutura própria para as transações – entre novembro de 2012 e fevereiro de 2013.</p>
<p>Esse período marca o início dos leilões ampliados das permissões de emissão (EUAs) da terceira fase do EU ETS (2013-2020). Os documentos mostram que o valor das EUAs nos leilões esteve alinhado com os preços no mercado secundário, extremamente abatidos por decisões políticas e pela oferta excedente.</p>
<p>As transações realizadas nestes leilões foram majoritariamente dominadas por instituições de crédito e empresas de investimentos, aponta o documento.</p>
<p>Os “especuladores”, como coloca a <em>Reuters Point Carbon</em>, foram os principais compradores nos pregões, absorvendo mais de dois terços das 138 milhões de permissões de emissão vendidas, apontaram os analistas.</p>
<p>Especialistas da OMFinancial também comentaram que não é surpresa que os especuladores estejam entrando nos leilões, comprando unidades “baratas” e vendendo nos mercados a termo e futuros para os emissores.</p>
<p>“Sendo um mercado politicamente criado, capaz de mudar de direção instantaneamente com uma canetada, há uma oportunidade real de ganhar muito dinheiro, especialmente se ocorrer o adiamento [dos leilões] e 900 milhões de toneladas forem retiradas. Uma regra do mercado é ‘esperar o que você menos espera’”, comentou Nigel Brunel.</p>
<p>“Isso mostra a retomada de uma certa confiança no mercado europeu de carbono por parte da comunidade de investidores”, completou Daniel Crawford da OMFinancial.</p>
<p><span style="font-size: x-small;"><strong>(Instituto CarbonoBrasil)</strong></span></p>
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		<title>Caminhões e ônibus com emissão excessiva de poluentes serão multados</title>
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		<pubDate>Wed, 22 May 2013 14:23:47 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Henrique Andrade Camargo</dc:creator>
				<category><![CDATA[meio ambiente]]></category>
		<category><![CDATA[Notí­cias]]></category>
		<category><![CDATA[poluição]]></category>
		<category><![CDATA[qualidade do ar]]></category>
		<category><![CDATA[trânsito]]></category>

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		<description><![CDATA[Contran inicia fiscalização dos veículos a partir de junho. Infração grave para poluidores é prevista pelo Código de Trânsito Brasileiro]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><span style="font-size: x-small;"><strong>Aerton Guimarães, da Agência CNT de Notícias</strong></span></p>
<p>A partir de junho, os caminhões e ônibus que poluem demais serão multados no Brasil. É o que prevê uma resolução do Conselho Nacional de Trânsito (Contran), que regulamenta uma determinação do Código de Trânsito Brasileiro. A infração será considerada grave (R$ 127,69 e 5 pontos na carteira) quando a emissão de determinados poluentes ultrapassar os limites previstos pelo Conselho Nacional do Meio Ambiente (Conama).</p>
<p>A medida afeta diretamente o bolso de milhares de transportadores em todo o país. Para se ter uma ideia, de acordo com dados da Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT), 870 mil veículos da frota de caminhões do país pertencem a profissionais autônomos, contando com idade média de 16,4 anos. Só em São Paulo, segundo o Departamento de Trânsito (Detran-SP), mais de 186 mil caminhões em circulação têm mais de 30 anos de idade.</p>
<p>Para o gerente de Qualidade do Ar do Ministério do Meio Ambiente, Rudolf Noronha, caminhão antigo não é sinônimo de poluição excessiva. “A gente não exige que um caminhão velho emita o mesmo que um caminhão novo, cada índice depende do ano de fabricação do veículo. Não precisa fazer uma restauração completa do caminhão, os níveis que o Conama exige são facilmente atingidos se forem feitas manutenções periódicas regulares”, explicou à Agência CNT de Notícias.</p>
<p>A fiscalização, segundo o superintendente da Polícia Rodoviária Federal (PRF) no Rio Grande do Sul, inspetor Jerry Adriane Dias Rodrigues, poderá ser feita por qualquer órgão de trânsito, como os Detrans e a própria PRF. Para ele, que também é conselheiro do Contran, representando o Ministério da Justiça, a fiscalização ficará mais eficiente.</p>
<p>“Precisávamos de algo mais efetivo para ter condições de fazer uma fiscalização mais segura. Com o opacímetro, [aparelho que mede a emissão de gases], teremos essa maior eficiência. Inclusive vamos utilizar aparelhos portáteis, muito práticos e que precisam ser homologados pelo Inmetro. Estamos adotando os procedimentos para fazer esse trabalho da melhor forma, agora, acho que a sociedade tem que fazer a parte dele também, e não esperar só a punição para começar a mudar o comportamento”, completa o inspetor Dias. Segundo ele, as aferições poderão ser feitas em blitze comuns.</p>
<p><strong>Qualidade do ar</strong></p>
<p>O objetivo da medida é reduzir os índices de poluição, tão prejudicial à saúde. “A questão da qualidade do ar nas grandes cidades é muito grave, temos que atacar de todos os lados. Essa resolução é extremamente importante, porque tira a sensação de que quem não mora na cidade em que existe inspeção veicular, não precisa cuidar do veículo”, ressalta Noronha. Ele lembra ainda que, atualmente, apenas os estados de São Paulo e Rio de Janeiro contam com programas de inspeção veicular e de manutenção periódica. Os demais estados ainda estão analisando como implantar os procedimentos.</p>
<p><strong>Despoluir</strong></p>
<p>A Confederação Nacional do Transporte (CNT) tem trabalhado na redução da emissão de poluentes pelo setor há muitos anos. E desde 2007, o Programa Ambiental do Transporte – Despoluir – realiza uma séria de aferições em todo o território nacional visando a redução da poluição veicular. De acordo com a CNT, veículos bem regulados, além de emitir menos poluentes, consomem menos combustíveis e, consequentemente, exigem menos gastos com manutenção.</p>
<p>“O Despoluir se consolida com uma série de projetos e ações importantes com a finalidade de melhorar o desempenho ambiental no setor transportador, mudando mentalidades, quebrando paradigmas e multiplicando o conhecimento”, afirma o presidente da CNT e do Sest Senat, senador Clésio Andrade.</p>
<p>A implantação gera despoluir210513.jpgeconomia, devido ao menor consumo de combustível, mas, principalmente, consciência ambiental. “Implantamos o programa [Despoluir] em 2008, em Minas Gerais, e, desde então, percebemos uma mudança de visão dos empresários, uma maior conscientização. Várias empresas buscam se adequar em questões que não são legalmente exigidas, mas elas querem melhorar. Fazemos duas aferições por ano nos veículos que participam do programa, a aprovação das frotas é quase maciça. Infelizmente não temos muito alcance sobre os caminhoneiros autônomos”, diz o coordenador do Despoluir da Federação das Empresas de Transportes de Carga do Estado de Minas Gerais (Fetcemg), Elton Zandomênico Gomes.</p>
<p>“Acredito que, para quem já participa do Despoluir, não há com que se assustar com essa regra do Contran, pois as transportadoras sabem que os veículos atendem às exigências”, reforça Elton.</p>
<p>O presidente da Associação Brasileiras dos Caminhoneiros (Abcam), Claudinei Pelegrini, também defende a necessidade da fiscalização sobre a emissão de poluentes. “O principal afetado vai ser o autônomo, mas em contrapartida, queremos ver esses programas que estimulam a renovação de frota funcionando de verdade. O que existe hoje são programas que beneficiam apenas a pequena e média empresa, pois com a carga de documentos que os bancos exigem, fica impossível de você atender”, esclarece.</p>
<p>Em entrevista à Agência CNT de Notícias, ele elogiou o programa Renova SP, implantado recentemente como programa piloto em Santos. “O grande problema de um programa como esse é que, provavelmente, os governos estaduais e federal não terão caixa para trocar os caminhões antigos, frota que pode chegar até 500 mil veículos. Não é que nós queremos poluir, mas é o caminhão [antigo] que nós temos condição de comprar hoje para fazer transporte. Se houver uma linha de crédito específica, realmente voltada para o autônomo, será possível renovar a frota, tirando os veículos de idade avançada de circulação e, com isso, parar de poluir e prejudicar o meio ambiente”, garante Pelegrini. ​</p>
<p><span style="font-size: x-small;"><strong>(Agência CNT de Notícias)</strong></span></p>
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		<item>
		<title>China assumirá metas obrigatórias para emissões em 2016</title>
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		<pubDate>Wed, 22 May 2013 14:18:51 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Henrique Andrade Camargo</dc:creator>
				<category><![CDATA[meio ambiente]]></category>
		<category><![CDATA[Notí­cias]]></category>
		<category><![CDATA[China]]></category>
		<category><![CDATA[emissão de gases do efeito estufa]]></category>

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		<description><![CDATA[País responsável por quase 25% da liberação de gases do efeito estufa mundial revela detalhes de seu futuro mercado de carbono, uma decisão que deve influenciar as negociações climáticas internacionais]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><span style="font-size: x-small;"><strong>Fabiano Ávila, do Instituto CarbonoBrasil</strong></span></p>
<p>A Comissão Nacional de Reforma e Desenvolvimento da China (NDRC) divulgou nesta quarta-feira (22) a proposta para o seu mercado de carbono, que deve, já a partir de 2016, estabelecer um limite de emissões de gases do efeito estufa (GEEs) para boa parte das indústrias do país. A iniciativa ainda precisa ser aprovada pelo gabinete do governo, mas conta com o apoio do presidente Xi Jinping.</p>
<p>O anúncio colocou uma enorme pressão sobre os Estados Unidos, que não poderá mais argumentar nas negociações climáticas internacionais que não adota metas porque isso daria à China uma grande vantagem econômica. O gigante asiático ainda costuma ser visto como um país emergente e fica de fora, por exemplo, das obrigações do Protocolo de Quioto.</p>
<p>“Essa é uma notícia muito excitante. Uma decisão tão importante deverá encorajar todas as nações, em particular os outros grandes emissores, como os Estados Unidos, a adotar ações climáticas mais fortes. Também melhora bastante as chances de que um ambicioso acordo climático internacional seja conseguido na conferência do clima das Nações Unidas em 2015”, afirmou Nicholas Stern, ex-diretor de economia do Banco Mundial, ao jornal britânico The Independent.</p>
<p>A comissária climática da União Europeia, Connie Hedegaard, foi um pouco mais cautelosa. &#8220;Ainda precisamos ver se as metas serão ambiciosas o suficiente, mas o fato de que a China está começando a lidar com o assunto [emissões] é importante&#8221;, escreveu em seu Twitter.</p>
<p>Segundo os detalhes da proposta, o primeiro mercado de carbono regional chinês entrará em vigor formalmente já no próximo dia 18 de junho em Shenzhen, cobrindo 635 indústrias, o equivalente a 38% das emissões da província.</p>
<p>A China atualmente possui sete projetos pilotos, que são voluntários, e que devem cobrir cerca de 700 milhões de toneladas de CO2 em 2014.</p>
<p>A intenção é que a partir de 2015 cada uma dessas iniciativas se torne compulsória e que comecem a se unir para formar um grande mercado de carbono nacional. Em março, Wang Shu, diretor interino da NDRC, já havia afirmado que a ferramenta entraria em vigor no mais tardar em 2016.</p>
<p>A confirmação hoje dessa notícia faz parte do cumprimento da promessa feita pelo novo presidente chinês, Xi Jinping, que assumiu o cargo neste ano, de que trabalharia para resolver os problemas ambientais e climáticos do país.</p>
<p>O governo já havia anunciado que investirá 100 bilhões de Yuan (R$ 30 bilhões) nos próximos três anos para lidar com a poluição de Pequim. O objetivo é melhorar a eliminação do esgoto, o tratamento de resíduos e a qualidade do ar, assim como reprimir as construções ilegais.</p>
<p>A qualidade do ar na capital chinesa, uma cidade de cerca de 20 milhões de pessoas, tem ficado majoritariamente acima de níveis “muito insalubres” e “perigosos” desde o começo deste ano.</p>
<p>A China já possui a meta de cortar a intensidade de carbono em 17% durante o período 2011-2015, o que significa uma média anual de cerca de 3,5%. Para 2020, o objetivo é reduzir entre 40% e 45% com relação ao nível de 2005. Intensidade é a quantidade de dióxido de carbono (CO2) emitida por unidade de produto interno bruto (PIB).</p>
<p>No ano passado, o governo apresentou um relatório sobre as medidas que já foram adotadas para reduzir suas emissões e para promover a adaptação às mudanças climáticas.</p>
<p>Segundo o documento, entre 2006 e 2010 a intensidade de carbono caiu 19,1%, o que seria o equivalente a cortar a emissão de 1,46 bilhão de toneladas de CO2. Assim, o governo afirma que alcançou o objetivo proposto pelo seu 11º Plano Quinquenal (2006-2010).</p>
<p>A guinada por uma China mais limpa também tem rendido bons lucros para as empresas locais. O país se transformou no líder mundial no setor industrial de tecnologia e energia limpa em termos absolutos, passando a União Europeia. Em 2012, as companhias chinesas de baixo carbono movimentaram mais de R$ 150 bilhões.</p>
<p>Porém, o país ainda possui números ambientais catastróficos.</p>
<p>O consumo de carvão na China cresceu mais 9% em 2011, segundo os dados mais recentes da Administração de Informações sobre Energia dos Estados Unidos, o décimo segundo ano consecutivo de aumento, atingindo a marca de 3,8 bilhões de toneladas ou 47% de toda a quantidade utilizada no planeta.</p>
<p>Em relação a 2010, o país aumentou seu consumo de carvão em 325 milhões de toneladas, o que representa 87% dos 374 milhões de toneladas do crescimento mundial. Desde 2000, a demanda global subiu 2,9 bilhões de toneladas, sendo que a China respondeu por 82% disso, ou 2,3 bilhões de toneladas.</p>
<p>O apetite chinês por carvão se explica pelo aumento de 200% na geração elétrica no país desde 2000. Na média, o consumo do combustível fóssil subiu 9% ao ano na última década, mais do que o dobro no resto do mundo, 4%.</p>
<p>Com isso, não espanta a imensa quantidade de emissões de gases do efeito estufa chinesas. Em 2012, foram 9,7 bilhões de toneladas de GEEs liberados para a atmosfera, quase 25% do total mundial. Isso significa que cada chinês foi responsável pela liberação de 7,2 toneladas de gases, o que os colocou, pela primeira vez, dentro da margem das emissões per capita dos países industrializados (seis a 19 toneladas).</p>
<p><span style="font-size: x-small;"><strong>(Instituto CarbonoBrasil)</strong></span></p>
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		<title>Projeto sobre salário mínimo leva alunos a entender valor do dinheiro</title>
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		<pubDate>Wed, 22 May 2013 13:28:09 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Henrique Andrade Camargo</dc:creator>
				<category><![CDATA[Educação e sustentabilidade]]></category>
		<category><![CDATA[Notí­cias]]></category>
		<category><![CDATA[Salas Temáticas]]></category>
		<category><![CDATA[consumo consciente]]></category>
		<category><![CDATA[educação financeira]]></category>
		<category><![CDATA[salário mínimo]]></category>

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		<description><![CDATA["Quando a gente faz o link do que eles gostariam de comprar com o que é possível adquirir com o salário mínimo, eles acabam refletindo", conta a coordenadora do projeto, Carolina Riego Lavorete]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><span style="font-size: x-small;"><strong>Camila Maciel, da Agência Brasil</strong></span></p>
<p>&#8220;Quanto vale o salário mínimo?&#8221;. A pergunta foi feita aos alunos do 5º ano do Colégio Arquidiocesano de São Paulo e a resposta veio logo em seguida: R$ 678. &#8220;O governo diz que uma pessoa tem que receber pelo menos isso para se sustentar&#8221;, disse Rodrigo Giorjão, 11 anos. O que Rodrigo ainda não sabia é o que esse dinheiro poderia comprar. &#8220;Não é muito. Deve ficar apertado. Tem que decidir bem o que fazer&#8221;, avaliou.</p>
<p>Priorizar. O nome pode ter soado estranho no começo, mas a classe de Rodrigo aprendeu bem o que ela significa quando o desafio é definir como a renda deve ser aplicada. &#8220;Comida não pode faltar. Fizemos uma pesquisa para saber quanto custa a cesta básica&#8221;, destacou. As lições de educação financeira mostraram aos alunos que é preciso colocar na ponta do lápis cada despesa para não deixar faltar o essencial. &#8220;Comida, transporte, roupa&#8230; E tem também as contas e os impostos&#8221;, enumerou.</p>
<p>A partir de exemplos práticos, a turma do 5º ano exercitou contas de matemática, aprendeu a ler rótulos de produtos, calculou medidas e, sobretudo, entendeu que o valor do dinheiro pode ser relativo. &#8220;A gente viu o quanto é difícil viver com um salário mínimo, mas, mesmo assim, muita gente vive com ele, poupando cada centavo&#8221;, relatou Helena Figueiredo, também de 11 anos. Ao olhar as vitrines do shopping, Helena agora sabe o que seria possível comprar com o valor descrito na etiqueta. &#8220;Eu já vi um casaco que custava um salário mínimo!&#8221;, disse, admirada.</p>
<p>A coordenadora do projeto, Carolina Riego Lavorete, que é professora de matemática, explicou que, além de abordar os conteúdos das disciplinas, a temática permite trabalhar valores éticos e humanos. &#8220;Quando a gente faz o link do que eles gostariam de comprar com o que é possível adquirir com o salário mínimo, eles acabam refletindo. A gente fala sobre o poder da mídia de influenciar os nossos desejos de consumo e eles começam a pensar: será que eu preciso disso? Refletir sobre isso desde cedo, é muito importante&#8221;, avaliou.</p>
<p>O consumo consciente foi um dos aprendizados adquiridos por Rodrigo. &#8220;Acho que devemos comprar açúcar orgânico e outros produtos também. Eles são mais saudáveis, não têm aditivo químico e não prejudicam o meio ambiente&#8221;, destacou. Para garantir a compra adequada dos produtos, ele garantiu que passará a acompanhar o pai nas idas ao supermercado. &#8220;Às vezes meu pai pensa que eu sou meio exagerado nessa questão de ecologia. Quero convencê-lo de que isso é o melhor&#8221;, declarou.</p>
<p><span style="font-size: x-small;"><strong>(Agência Brasil)</strong></span></p>
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		<title>Brasil dá mais um passo rumo à elaboração de um Plano de Redução de Poluentes</title>
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		<pubDate>Wed, 22 May 2013 13:14:56 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Henrique Andrade Camargo</dc:creator>
				<category><![CDATA[meio ambiente]]></category>
		<category><![CDATA[Brasil]]></category>
		<category><![CDATA[poluição]]></category>

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		<description><![CDATA[Levantamento revela volume das emissões de dioxinas e furanos no país, os estados que mais concentram emissões e as atividades que mais respondem pela liberação das duas substâncias.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><span style="font-size: x-small;"><strong>Carolina Gonçalves, da Agência Brasil</strong></span></p>
<p>Em setembro de 2014, o governo deve apresentar um Plano Nacional de Redução de Emissões de Poluentes Orgânicos Persistentes, que será construído a partir de inventários sobre a situação de substâncias presentes no país, como o que foi lançado nesta terça-feira (21) em Brasília sobre as emissões de dioxinas e furanos. O levantamento revela quanto é emitido no país, os estados que mais concentram emissões e as atividades que mais respondem pela liberação das duas substâncias.</p>
<p>O documento, que foi elaborado nos últimos dois anos, a partir de dados repassados pelos setores responsáveis por atividades emissoras de dioxinas e furanos, mostra que atividades como a incineração de resíduos e a produção de metais ferrosos estão entre as principais emissoras.</p>
<p>Como permanecem muito tempo na natureza, essas substâncias podem ser absorvidas por animais em toda a cadeia alimentar e alcançar os seres humanos.</p>
<p>No corpo humano, as substâncias podem provocar doenças nervosas, imunológicas, reprodutivas e câncer. As dioxinas e os furanos, diferentemente de outros poluentes já proibídos no país, não são produzidos intencionalmente para serem utilizados como produto final. “São substâncias produzidas como consequência de outros processos, mas que têm um dos mais altos graus de toxicidade, ou seja, pequenas quantidades dessas substâncias são capazes de produzir grandes estragos”, explicou Letícia Carvalho, diretora de Qualidade Ambiental do Ministério do Meio Ambiente (MMA).</p>
<p>O Inventário Nacional de Fontes e Estimativas de Emissões de Dioxinas e Furanos será usado como base pelos especialistas e autoridades do governo, que devem se debruçar sobre as regras e acordos para controlar a liberação dessas substâncias por vários setores. “Melhores técnicas e melhores práticas são os melhores caminhos preconizado pela Convenção de Estocolmo para dar conta das dioxinas e dos furanos, mas não será uma regulação proibitiva”, acrescentou Letícia Carvalho.</p>
<p>Mesmo não compondo o ranking dos maiores desafios do país e na lista dos 21 poluentes orgânicos persistentes (POPs) proibidos pela Convenção de Estocolmo, ratificada por vários países em 2004, as dioxinas e os furanos estão classificados entre as substâncias mais perigosas, capazes de provocar doenças e ameaçar sistemas silvestres. A convenção não prevê o banimento, mas recomenda o controle dessas substâncias.</p>
<p>As emissões dessas substâncias também ocorrem, por exemplo, a partir das atividades de setores como o de transporte e geração de energia e de queimas feitas a céu aberto e despejo incorreto de resíduos. “Ao inventariar essas fontes vai ser possível definir estratégias e a gente pode discutir com base do que existe no país”, disse a ministra do Meio Ambiente, Izabella Teixeira.</p>
<p>De acordo com a ministra, com a exposição das fontes e da situação do país que está entre os 14 menos poluentes do mundo entre os emissores de dioxinas e dos furanos, será possível definir a estratégia para cumprir as determinações de Estocolmo. “Todos os países signatários terão de fazer o inventários e começamos o processo aqui. O caminho está desenhado, a estratégia está definida e os recursos estão alocados. Esse é o primeiro inventário, com toda a identificação de fontes e os outros inventários de outros POPs estão sendo concluídos”, garantiu Izabella Teixeira.</p>
<p>No país, a região sudeste foi apontada como uma das maiores emissoras, impulsionada pela atividade industrial em estados como Rio de Janeiro, São Paulo e Minas Gerais. O Pará também foi destacado no relatório em função da extração de minério de ferro. No Distrito Federal, unidade da Federação que também ocupa o topo da lista, foram observados o uso de incineradores para eliminação de resíduos as queimas a céu aberto.</p>
<p><span style="font-size: x-small;"><strong>(Agência Brasil)</strong></span></p>
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		<title>Tortura era praticada na ditadura militar antes da luta armada, diz Comissão da Verdade</title>
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		<pubDate>Wed, 22 May 2013 13:06:23 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Henrique Andrade Camargo</dc:creator>
				<category><![CDATA[Notí­cias]]></category>
		<category><![CDATA[Sociedade]]></category>
		<category><![CDATA[Brasil]]></category>
		<category><![CDATA[Comissão da Verdade]]></category>
		<category><![CDATA[direitos humanos]]></category>
		<category><![CDATA[ditadura militar]]></category>
		<category><![CDATA[luta armada]]></category>
		<category><![CDATA[tortura]]></category>

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		<description><![CDATA[Durante o balanço de um ano de atividades, os integrantes da comissão da verdade desmentiram a versão de que a prática tenha sido efetivada em resposta à luta armada contra a ditadura, iniciada em 1969.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><span style="font-size: x-small;"><strong>Luciano Nascimento, da Agência Brasil</strong></span></p>
<p>A Comissão Nacional da Verdade informou que a tortura passou a ser prática sistemática da ditadura militar logo após o golpe, em 1964. Durante o balanço de um ano de atividades, os integrantes da comissão desmentiram a versão de que a prática tenha sido efetivada em resposta à luta armada contra a ditadura, iniciada em 1969.</p>
<p>“A prática da tortura no Brasil como técnica de interrogatório nos quartéis é anterior ao período da luta armada, ela começa a ser praticada em 1964”, disse a historiadora Heloísa Starling, assessora da comissão. &#8220;O que é importante notar é que ao contrário do que supunha boa parte da nossa bibliografia, o que nós temos é a tortura sendo introduzida como padrão de interrogação nos quartéis em 64 e explodindo a partir de 69,&#8221; argumentou.</p>
<p>O balanço divulgado pela comissão considera que o uso da violência política permitiu ao regime construir um Estado sem limites repressivos. “Fez da tortura força motriz da repressão no Brasil. E levou a uma política sistemática de assassinatos, desaparecimentos e sequestros.”</p>
<p>A comissão revelou ainda que a Marinha ocultou informações sobre mortes na ditadura, quando foi questionada em 1993 pelo governo Itamar Franco.</p>
<p>De acordo com levantamentos da Comissão da Verdade, cerca de 50 mil pessoas foram presas só no ano de 1964, em operações nos estados da Guanabara (atual Rio de Janeiro), de Minas Gerais, de Pernambuco, do Rio Grande do Sul e de São Paulo. A comissão identificou prisões em massa em navios-presídios.</p>
<p>A comissão também relatou ter identificado 36 centros de tortura em sete estados, inclusive em duas universidades &#8211; na Universidade Federal do Recife e na Universidade Federal Rural do Rio de Janeiro. “Nós identificamos que as pessoas foram presas dentro dos campus da universidade e as práticas de violência ocorreram dentro do campus”, disse Heloísa Starling.</p>
<p>A historiadora disse que a comissão está no caminho de desmontar a tese de que a tortura foi praticada sem o consentimento do alto escalão militar. Ela apresentou um organograma de 1970, ano de criação do Centro de Operações de Defesa Interna (Codi), que mostra que as informações sobre o que ocorria no órgão eram de conhecimento do alto escalão do Exército, da Marinha e da Aeronáutica.</p>
<p>Toda a bibliografia, segundo a assessora, mostra que a estrutura de comando vai até o segundo nível, onde está o Centro de Informações da Aeronáutica (Cisa), Centro de Informações do Exército (CIE) e o Centro de Informações da Marinha. “É muito pouco provável que o general Médici [presidente Emílio Garrastazu Médici] não recebesse informações do seu ministro mais importante, que era o ministro do Exército, Orlando Geisel”, disse.</p>
<p><span style="font-size: x-small;"><strong>(Agência Brasil)</strong></span></p>
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		<title>ONU define rascunho dos 10 Objetivos de Desenvolvimento Sustentável</title>
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		<pubDate>Tue, 21 May 2013 21:12:40 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Henrique Andrade Camargo</dc:creator>
				<category><![CDATA[Notí­cias]]></category>
		<category><![CDATA[Sociedade]]></category>
		<category><![CDATA[desenvolvimento sustentável]]></category>
		<category><![CDATA[Objetivos do Desenvolvimento Sustentável]]></category>
		<category><![CDATA[ONU]]></category>
		<category><![CDATA[Rio+20]]></category>

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		<description><![CDATA[Proposta ficará aberta para consulta pública até amanhã, 22 de maio.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><span style="font-size: x-small;"><strong>Jornal da Saúde</strong></span></p>
<p><a href="http://mercadoetico.terra.com.br/website/wp-content/uploads/2013/05/desenvolvimento_sustentavel.jpg"><img class="alignleft size-full wp-image-73115" src="http://mercadoetico.terra.com.br/website/wp-content/uploads/2013/05/desenvolvimento_sustentavel.jpg" alt="" width="350" height="290" /></a>Especialistas da Organização das Nações Unidas (ONU) apresentaram um documento que define os dez Objetivos de Desenvolvimento Sustentável. O texto ainda é um rascunho de metas que devem ser alcançadas a partir de 2015.</p>
<p>A proposta foi desenhada por um grupo internacional de especialistas de diversas áreas e ficará aberta para consulta pública até o dia 22 no site <span style="text-decoration: underline; color: #0000ff;"><strong><a href="http://www.unsdsn.org/resources/draft-report-public-consultation" target="_blank">www.unsdsn.org/resources/draft-report-public-consultation</a></strong></span>.</p>
<p>As sugestões poderão ser incorporadas em um texto que será analisado pela Assembleia Geral da ONU, em setembro deste ano.</p>
<p>A definição dessas metas era esperada como resultado da conferência do Rio no ano passado. O documento parte das diretrizes do texto da Rio+20 e, assim como ele, traz objetivos bem genéricos.</p>
<p>Os objetivos devem entrar em vigor a partir de 2015 porque é quando termina o prazo para serem atingidos os objetivos do desenvolvimento do milênio, estabelecidos pela ONU.</p>
<p>Os Objetivos do Desenvolvimento Sustentáveis sugeridos pelos especialistas:</p>
<p>1 – Fim da pobreza extrema e da fome – Erradicar a pobreza e dar poder aos cidadãos para que sejam produtivos; reduzir a desigualdade, aumentar a renda e a nutrição de pessoas mais pobres; reduzir a pressão ambiental que, em parte, é impulsionada pela pobreza;</p>
<p>2 – Alcançar o desenvolvimento global – Auxiliar todos os países no desenvolvimento econômico; oferecer oportunidades de crescimento e investimento às nações pobres e fortalecer a inclusão social; promover a sustentabilidade ambiental, aliada ao “direito de se desenvolver” dos países;</p>
<p>3 – Garantir um aprendizado eficaz às crianças e jovens – Criar oportunidades de trabalho e subsistência a pessoas de todas as idades; elevar o ensino sobre o desenvolvimento sustentável, para criar uma geração de líderes inovadores e que pensem nas causas ambientais;</p>
<p>4 – Alcançar a igualdade de gêneros, inclusão social e direitos humanos – Mobilizar e dar poder a todos os membros da sociedade para que ocorra o desenvolvimento econômico; incluir as populações que vivem em florestas e que, devido à exclusão delas na sociedade, acabam causando danos ambientais;</p>
<p>5 – Alcançar o bem-estar e garantir a saúde em todas as idades – São pré-requisitos para alcançar a erradicação da pobreza e o desenvolvimento econômico; são temas centrais para promover a igualdade social e de gêneros; são garantidos por meio de ações políticas que combatem a poluição do ar, da água e agentes resultantes do desenvolvimento sustentável;</p>
<p>6 – Melhorar os sistemas agrícolas e aumentar a prosperidade rural – Elevar o uso de técnicas agrícolas para reduzir a pobreza e o combate à fome, além de promover o crescimento econômico; melhorar a vida dos pequenos agricultores; reduzir a pressão de sistemas agrícolas em ecossistemas, reduzir as emissões de gases-estufa e as altas taxas dos ciclos de nitrogênio e fósforo provenientes da agricultura;</p>
<p>7 – Capacitar as cidades, tornando-as inclusivas, produtivas e resistentes – Acelerar o uso de tecnologias nas cidades, produzindo empregos e reduzindo a pobreza; aumentar a inclusão social nas áreas urbanas com a redução de moradores de favelas e criação de empregos decentes; equipar as cidades para manter o ar e a água limpos, usar de forma eficiente o solo, e aumentar a prevenção contra desastres naturais;</p>
<p>8 – Controlar a mudança climática e garantir energia limpa a todos – Aumentar investimentos a curto prazo e procurar oportunidades de “crescimento econômico verde” – incluindo a implantação de matrizes energéticas renováveis; evitar danos às populações que ainda vivem na pobreza;</p>
<p>9 – Serviços ambientais, biodiversidade e gerenciamento dos recursos naturais – Valorar serviços ambientais, aliando a proteção do meio ambiente e a manutenção do crescimento econômico; evitar o colapso ambiental, que pode afetar a vida dos mais pobres;</p>
<p>10 – 1Transformar a governança para o desenvolvimento sustentável – Adequar o poder público e a iniciativa privada ao desenvolvimento sustentável; adequar o desenvolvimento financeiro para erradicar a pobreza extrema; transformar políticas públicas para beneficiar o clima e a questão ambiental.</p>
<p>(Conass)</p>
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		<title>Empresas de tecnologias limpas do Reino Unido preparam visita ao Brasil</title>
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		<pubDate>Tue, 21 May 2013 21:08:38 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Henrique Andrade Camargo</dc:creator>
				<category><![CDATA[Negócios sustentáveis]]></category>
		<category><![CDATA[Notí­cias]]></category>
		<category><![CDATA[Salas Temáticas]]></category>
		<category><![CDATA[bioenergia]]></category>
		<category><![CDATA[energias renováveis]]></category>
		<category><![CDATA[negócios sustentávedis]]></category>
		<category><![CDATA[tecnologia verde]]></category>

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		<description><![CDATA[Objetivo é estabelecer parcerias com empresas que atuam em setores em crescimento no país, como gerenciamento de recursos hídricos, bioenergia, energias renováveis, edificações verdes e planejamento urbano sustentável]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><span style="font-size: x-small;"><strong>Fabiano Ávila, do Instituto CarbonoBrasil</strong></span></p>
<p>A iniciativa britânica <em>Clean and Cool Missions</em>, que já promoveu viagens de intercâmbio de negócios para os Estados Unidos e a Índia, anunciou que em outubro pretende trazer até 20 companhias de tecnologias de baixo carbono para o Brasil em busca de parcerias.</p>
<p><a href="http://mercadoetico.terra.com.br/website/wp-content/uploads/2013/05/tecnologia_verde_520.jpg"><img class="aligncenter size-full wp-image-73120" src="http://mercadoetico.terra.com.br/website/wp-content/uploads/2013/05/tecnologia_verde_520.jpg" alt="" width="520" height="335" /></a></p>
<p>“Focaremos em empresas que atuam em setores em crescimento no Brasil, como gerenciamento de recursos hídricos, bioenergia, energias renováveis, edificações verdes e planejamento urbano sustentável”, afirmou Guy Pattison, da Long Run Venture, que está organizando a viagem em conjunto com o Departamento de Comércio e Investimento do Reino Unido.</p>
<p>O Brasil é identificado no portal da iniciativa como um país que tem apresentado um crescimento econômico contínuo e com mudanças sociais, regulatórias e de negócios que estão abrindo novos caminhos e estimulando o desenvolvimento sustentável.</p>
<p>A visita inicialmente está planejada para acontecer entre 30 de outubro até sete de novembro, com passagens por São Paulo e Rio de Janeiro. Também está prevista a participação na Feira Internacional de Meio Ambiente e Sustentabilidade, que será realizada na capital paulista a partir de cinco de novembro.</p>
<p>Empresário brasileiros que desejem participar ou até sediar reuniões com os britânicos podem escrever para missions@thelongrunventure.com.</p>
<p><span style="font-size: x-small;"><strong>(Instituto CarbonoBrasil)</strong></span></p>
]]></content:encoded>
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		<item>
		<title>Manaus sedia reunião de autores de suplemento do IPCC sobre o clima</title>
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		<pubDate>Tue, 21 May 2013 21:00:54 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Henrique Andrade Camargo</dc:creator>
				<category><![CDATA[meio ambiente]]></category>
		<category><![CDATA[Notí­cias]]></category>
		<category><![CDATA[IPCC]]></category>
		<category><![CDATA[mudanças climáticas]]></category>

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		<description><![CDATA[MCTI Desta segunda-feira (20) até sexta (24), é realizada em Manaus a 4ª reunião de autores do Suplemento ao Manual para Inventários Nacionais de Gases de Efeito Estufa (GEE) do Painel Intergovernamental sobre Mudança do Clima (IPCC). O documento trata de métodos para estimar emissões e remoções de GEE resultantes de ações humanas em áreas [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><span style="font-size: x-small;"><strong>MCTI</strong></span></p>
<p>Desta segunda-feira (20) até sexta (24), é realizada em Manaus a 4ª reunião de autores do Suplemento ao Manual para Inventários Nacionais de Gases de Efeito Estufa (GEE) do Painel Intergovernamental sobre Mudança do Clima (IPCC). O documento trata de métodos para estimar emissões e remoções de GEE resultantes de ações humanas em áreas alagadas.</p>
<p>A reunião é coordenada pela Força Tarefa em Inventários Nacionais de Gases de Efeito Estufa do IPCC, copresidida desde 2002 pela brasileira Thelma Krug, pesquisadora do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe/MCTI).</p>
<p>O evento, no Instituto Nacional de Pesquisas da Amazônia (Inpa/MCTI), fecha o último ciclo de reuniões. Participam mais de 70 autores de diversas nacionalidades para tratar dos comentários recebidos dos governos membros e especialistas da segunda versão, que já incluiu uma revisão anterior só de especialistas.</p>
<p>“É nesta reunião que os autores consideram cada um dos comentários recebidos. A presença de dois revisores editores – um de país desenvolvido e outro de país em desenvolvimento – em cada capítulo assegura que todos os comentários são tratados de forma neutra, e o conteúdo, equilibrado”, explica Thelma Krug.</p>
<p>Às 14h de hoje, o evento será aberto para convidados, e às 15h haverá coletiva para a imprensa. Às 18h, uma cerimônia apresentará o trabalho do IPCC ao público. Todas as atividades acontecerão no Auditório da Ciência, no bairro de Petrópolis.</p>
<p><strong>Suplemento</strong></p>
<p>O último manual metodológico do IPCC foi finalizado em 2006. O suplemento preenche fontes de emissão não consideradas anteriormente devido à falta de conhecimento científico à época da elaboração. Dentre essas, áreas alagadas em solos minerais; manguezais; e áreas alagadas para tratamento de águas residuais.</p>
<p>Painel de governos criado em 1988 para prover o mundo com uma visão científica do estado do conhecimento em mudança do clima e seus potenciais impactos ambientais e socioeconômicos, o IPCC é um corpo científico que opera sob os auspícios das Nações Unidas.</p>
<p>Faz revisões e levantamentos das informações mais atualizadas sobre mudança do clima, envolvendo centenas de pesquisadores de todos os continentes, os quais contribuem de forma voluntária ao trabalho do painel, aberto a todos os países membros das Nações Unidas.</p>
<p>A força-tarefa desenvolve manuais metodológicos para estimar emissões líquidas de gases de efeito estufa em vários setores – energia, processos industriais, agricultura, uso da terra, mudança do uso da terra e florestas e tratamento de resíduos. Os países signatários da Convenção-Quadro das Nações Unidas sobre Mudança do Clima periodicamente relatam suas emissões em todos esses setores, seguindo as orientações metodológicas do IPCC.</p>
<p><a href="http://www.inpa.gov.br/noticias/noticia_sgno2.php?codigo=2773" target="_blank"></a><span style="text-decoration: underline; color: #0000ff;"><strong><a href="http://www.inpa.gov.br/noticias/noticia_sgno2.php?codigo=2773" target="_blank">Leia mais</a></strong></span></p>
<p><span style="font-size: x-small;"><strong>(MCTI)</strong></span></p>
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		<title>LDCs se reúnem em junho para discutir acordo climático de 2015</title>
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		<pubDate>Tue, 21 May 2013 20:48:51 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Henrique Andrade Camargo</dc:creator>
				<category><![CDATA[meio ambiente]]></category>
		<category><![CDATA[Notí­cias]]></category>
		<category><![CDATA[aquecimento global]]></category>
		<category><![CDATA[negociações climáticas]]></category>
		<category><![CDATA[países pobres]]></category>

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		<description><![CDATA[Grupo liderado pelo Nepal deve discutir aspectos legais do tratado e também questões relacionadas à redução dos níveis das emissões até 2020.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><span style="font-size: x-small;"><strong>Jéssica Lipinski, do Instituto CarbonoBrasil</strong></span></p>
<p>O grupo dos 49 Países Menos Desenvolvidos (LDC) deve se encontrar entre os dias três e 14 de junho em Bonn, na Alemanha, para debater sobre o pacto climático internacional a ser firmado em 2015 para entrar em vigor a partir de 2020.</p>
<p>O grupo, que será liderado pelo Nepal, deve discutir sobre alguns aspectos legais do tratado de 2015 e também sobre questões relacionadas à redução dos níveis das emissões até 2020.</p>
<p>Segundo Prakash Mathema, presidente do LDC e secretário adjunto do Ministério de Meio Ambiente, Ciência e Tecnologia do Nepal, os países querem fazer com que as nações desenvolvidas, que mais contribuem para o aumento das temperaturas, assumam sua responsabilidade no apoio aos LDCs e à Aliança dos Pequenos Estados Insulares (AOSIS), bem como a outros países que estão enfrentando os efeitos das mudanças climáticas.</p>
<p>Em março, Mathema afirmou que os LDCs têm uma posição única nas negociações, pois estão entre as nações mais vulneráveis e menos responsáveis pelas mudanças climáticas, e ainda assim o grupo já começou a colocar em vigor algumas das políticas climáticas mais ambiciosas. “Devemos, portanto, usar nossa posição para mudar o foco internacional e a percepção das mudanças climáticas”, disse.</p>
<p>Na época, os LDCs e a AOSIS, que juntos representam 82 países e mais de 920 milhões de pessoas, declararam que perderam a paciência com a lentidão das negociações e que pretendem assumir uma postura mais assertiva. Eles também pediram que as próximas reuniões deixassem de simplesmente discutir soluções e buscassem implementá-las.</p>
<p>Para o encontro de junho, o Órgão Subsidiário para Implementação (SBI) e o Órgão Subsidiário de Assessoramento Científico e Tecnológico (SBSTA) devem debater várias questões sobre a implementação e aspectos técnicos das consequências das mudanças climáticas.</p>
<p>Já o Grupo de Trabalho Ad Hoc sobre a Plataforma de Durban para Ação Aprimorada (ADP) deve desenvolver um protocolo ou instrumento legal climático a ser aplicável a todos os países. O trabalho do ADP deve ficar pronto no máximo até 2015, para que o tratado seja implementado a partir de 2020.</p>
<p><span style="font-size: x-small;"><strong>(Instituto CarbonoBrasil)</strong></span></p>
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		<title>Diálogo abre caminho para reduzir danos socioambientais em Barcarena</title>
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		<pubDate>Tue, 21 May 2013 17:53:37 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Henrique Andrade Camargo</dc:creator>
				<category><![CDATA[meio ambiente]]></category>
		<category><![CDATA[Notí­cias]]></category>
		<category><![CDATA[Amazônia]]></category>
		<category><![CDATA[Barbacena]]></category>
		<category><![CDATA[impactos socioambientais]]></category>
		<category><![CDATA[Pará]]></category>
		<category><![CDATA[Sociedade]]></category>

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		<description><![CDATA[Construção do Fórum de Diálogo Intersetorial tem objetivo de encaminhar soluções para os graves problemas socioambientais do município.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<div class="img aligncenter" style="width:450px;">
	<img src="http://envolverde.com.br/portal/wp-content/uploads/2013/05/f3.jpg" alt="" width="450" height="254" />
	<div>Maria José Gontijo (Diretora executiva do IEB), Arne Dale (AIN), Cesar Vasconcelos (Hydro), Lindalva Melo (Associação das Mulheres do Campo e da Cidade, AMCC – Barcarena). Acervo IEB 18: Foto: Cesar Vasconcelos, representante da Hydro.</div>
</div>
<p><span style="font-size: x-small;"><strong>Savio de Tarso, especial para a Envolverde</strong></span></p>
<p><strong style="font-size: 13px; line-height: 19px;">Barcarena, Pará –</strong><span style="font-size: 13px; line-height: 19px;"> Pense na Amazônia: 53% do território brasileiro e a maior floresta tropical contínua do planeta. Agora imagine nesse cenário de rios e biodiversidade o município brasileiro que tem o maior polo industrial de beneficiamento de bauxita do mundo, e que exporta todos os anos cerca de US$ 2,9 bilhões. Imagine grandes navios que carregam minério, grãos e gado – entre outros produtos exportados para 30 países – no Porto de Vila do Conde, o maior do Pará, nessa mesma cidade. Tente calcular o quanto vai aumentar o impacto social e ambiental na região quando esse porto for ampliado para escoar a produção dos Estados (Goiás, Tocantins, Mato Grosso e Pará) beneficiados pela extensão de 2.255 quilômetros da Ferrovia Norte-Sul, além da prevista melhoria da malha rodoviária na região. Agora examine esses dados: a renda anual per capita, de R$ 36 mil, equivale a quase o dobro da brasileira (R$ 19 mil em 2010), mas sete em cada dez habitantes da cidade não têm saneamento básico nem acesso à água tratada para o consumo humano. Além disso, poluição e acidentes ambientais de origem industrial são frequentes na região. Esta é a realidade do município de Barcarena, terceira maior economia do Estado do Pará.</span></p>
<p>É nesse cenário que se desenvolve uma iniciativa exemplar para toda a Amazônia: o Fortalecimento da Sociedade Civil de Barcarena, que abriga dois projetos implementados pelo IEB – Instituto Internacional de Educação do Brasil. Um marco desse processo foi alcançado dia 18 de abril, na solenidade de assinatura do Termo de Adesão que estabelece o compromisso de construção de um Fórum de Diálogo Intersetorial com o objetivo de encaminhar soluções para os graves problemas socioambientais do município. O documento, que estabelece o início da fase pré-fórum, foi assinado por representantes de 33 organizações da sociedade civil local e das empresas Albras, Alunorte e CAP, todas ligadas à multinacional norueguesa Hydro, que também aderiu formalmente. Uma boa surpresa foi a adesão de vereadores da cidade. Compareceram também representantes de secretarias municipais.</p>
<p><strong>Maura Moraes (Coordenadora de Projetos do IEB)</strong></p>
<p><span style="font-size: 13px; line-height: 19px;"><div class="img alignright" style="width:300px;">
	<img src="http://envolverde.com.br/portal/wp-content/uploads/2013/05/f5-300x166.jpg" alt="" width="300" height="166" />
	<div>Maura Moraes (Coordenadora de Projetos do IEB)</div>
</div>“É a culminância de um processo de trabalho do IEB no município”, comemora Maura Moraes, coordenadora dos projetos desenvolvidos pelo Instituto em Barcarena. Esse trabalho começou em 2008, com a preparação e posterior realização de cursos, estudos e oficinas de capacitação para preparar lideranças das organizações locais para atuar em rede, coletivamente, com o propósito de influenciar a implantação de políticas públicas de desenvolvimento sustentável. “A ideia era ter a capacitação, mas o outro passo era a constituição de um espaço público de diálogo”, explica Maura. “O IEB trabalha construindo espaços públicos de discussão, porque entende que é preciso agrupar os diferentes setores da sociedade para um diálogo”. Dessa forma a iniciativa pretende romper com a lógica em que o Estado faz acordos com as empresas, e as organizações da sociedade civil vão isoladamente negociar para obter ganhos pontuais. Maura acredita que a construção de soluções coletivas e negociadas mediante o diálogo é mais efetiva no longo prazo.</span></p>
<p>Foi esse perfil de atuação, com foco educativo, que levou o Centro de Apoio Operacional do Meio Ambiente, do Ministério Público do Estado do Pará, a convidar o IEB para executar o Projeto de Desenvolvimento da Capacidade Social de Barcarena, previsto no Termo de Ajustamento de Conduta (TAC) celebrado com a empresa Imerys Rio Capim Caulim, protagonista de um acidente ambiental na região. O TAC é uma forma de compensação, com força jurídica, que as empresas devem cumprir quando responsabilizadas por acidentes socioambientais de graves consequências.</p>
<p>Responsável pelo processo de estabelecimento do TAC, o promotor Raimundo Moraes disse que não imaginava uma participação “tão diversificada, que fosse ter um amadurecimento tão rápido”. Na opinião dele, o diálogo para instituir o fórum demonstra que “é possível estabelecer a autonomia da sociedade para construir um espaço público, com um pressuposto muito forte da democracia, da liberdade, do foco no interesse público, com a consolidação de uma democracia institucional diferente”.</p>
<p><strong>Um acidente muda o percurso</strong></p>
<p>Em 2007, transbordou a bacia de rejeitos de caulim da Imerys. O vazamento contaminou os igarapés Curuperê e Dendê, chegando ao Rio Pará. Cerca de 500 famílias foram retiradas das proximidades pela Defesa Civil local. Houve mortandade de peixes e camarão. “Naquele momento, também o impacto visual foi muito forte, porque a água ficou totalmente branca. O impacto químico era o mesmo que já vinha ocorrendo”, lembra o biólogo Marcelo de Oliveira Lima, pesquisador do Laboratório de Análises Toxicológicas do Instituto Evandro Chagas (IEC). Um ano antes, já havia sido detectada a contaminação desses cursos d’água por efluentes da Imerys. O relatório do IEC sobre os efeitos do transbordamento foi tomado como base para o Ministério Público estadual definir as compensações do TAC assinado em 2008.</p>
<p>Além das reparações usuais, como a adequação das instalações industriais, prover o Corpo de Bombeiros com equipamentos para enfrentar essas emergências, multas, etc., o TAC determinou que a empresa assumisse duas importantes iniciativas de caráter mais abrangente. Uma delas obrigou a Imerys a custear as ações do Programa de Monitoramento e Controle em Saúde e Meio Ambiente, executado pelo IEC nos arredores das áreas portuárias e industriais dos municípios de Barcarena e Abaetetuba (este último foi incluído porque é vizinho, e alguns dos incidentes registrados desde 2001 ocorreram na fronteira). A outra determinou que a empresa fornecesse os recursos para capacitação de pessoas das organizações da sociedade civil local – centros comunitários, associações de moradores, sindicatos, cooperativas –, a fim de mudar o padrão das relações com o Poder Público e as empresas, que oscilava entre o conflito aberto e o clientelismo. A ideia de incluir essa compensação inusitada partiu do então promotor de Justiça de Barcarena, Raimundo Moraes, que já percebia a fragilidade dos cidadãos nesse tipo de relação.</p>
<p>“No início foi feito um esforço muito grande, em função do TAC, para priorizar as organizações que estavam no entorno dessa área afetada pelo acidente”, conta a coordenadora dos projetos do IEB. “Mas rapidamente se evoluiu para outra compreensão: o acidente provocou isso, mas o problema é de todo o município de Barcarena, está além do acidente. Um evento dessa proporção não afeta só quem está ali diretamente.”</p>
<p>O foco se voltou para a questão social, a partir do acidente, em decorrência da constatação de que não existe infraestrutura urbana no município. Ronielson Benjamin dos Santos, representante da Associação dos Moradores do Porto da Balsa, relata uma parte dos problemas que a população enfrenta: “A gente não tem transporte coletivo urbano, só o alternativo, que é feito por vans em condições precárias; água encanada só têm as pessoas que fazem ligações clandestinas no entorno da Vila dos Cabanos, construída para os funcionários da Albras/Alunorte; é péssimo o estado das escolas, que precisam de reforma; e na zona rural as construções são de madeira, sobre palafitas, com todas as ameaças que isso representa para a saúde das crianças”.</p>
<p>Barcarena sofre os impactos socioambientais negativos acumulados ao longo de 30 anos, desde a drástica intervenção do Estado no território do município, ainda na ditadura militar, para implantar o polo industrial Albras/Alunorte. Foram desapropriados 40 mil hectares de terras, incluindo florestas, o que inviabilizou atividades extrativistas que eram a base de sustento de milhares de famílias. Outra consequência foi o fluxo migratório sem nenhum planejamento para prover infraestrutura básica para uma população que aumentou de 23 mil para cerca de cem mil pessoas desde então. “Hoje temos um crescimento do número de associações nas áreas urbanas, exatamente em razão desse processo de expansão desordenada da periferia, de muitas ocupações no entorno das empresas”, conta Maura, ao explicar por que “uma das lutas mais importantes é essa da regularização fundiária”.</p>
<p><strong><span style="font-size: 13px; line-height: 19px;">Clareza para o diálogo</span></strong></p>
<div class="img alignleft" style="width:300px;">
	<img src="http://envolverde.com.br/portal/wp-content/uploads/2013/05/n77-300x226.jpg" alt="" width="300" height="226" />
	<div>Grupo da Oficina que discutiu as diretrizes do Espaço do Público em Barcarena. Fevereiro de 2012.</div>
</div>A atuação do IEB procurou contribuir para uma mudança da cultura política na relação dessas comunidades com o poder público e as empresas, que tem duas maneiras bem distintas. “Existem aqueles que têm uma visão assistencialista e clientelista. Pensam assim: as empresas estão aqui, têm dinheiro, eu vou lá levar minha conta pessoal, da minha associação, da minha comunidade: a gente precisa de uma escola, a gente precisa que construa uma caixa d’água. Outro segmento faz o enfrentamento no conflito: vai lá, faz ocupação, faz greve, mobiliza os trabalhadores, fecha a rua que dá acesso à empresa”, diz Maura. “No processo, não se nega o conflito, o enfrentamento, porque algumas vezes vai ser necessário. E tem esse passivo, a que as lideranças fazem referência, sobre o que aconteceu, da desapropriação, do desrespeito com as pessoas, com a cultura, com tudo o que tinha lá. Não temos a pretensão de dizer que isso não cabe. É o processo deles, uma luta legítima.”</p>
<p>O que o IEB procura apresentar é uma terceira perspectiva, de atribuir responsabilidades a partir de outras referências. “Qual é o papel do Estado numa cidade como Barcarena, que tem uma atividade econômica que pode trazer benefícios para o município mas não traz? Como é que isso pode ser aproveitado pelo poder público em benefício de todos?”, questiona Maura. “Os impostos que as empresas pagam, os recursos que o município já recebe… Como é que a gente pode cobrar isso numa discussão com esses diferentes segmentos? Hoje tem um conjunto de organizações que começa a ver essa possibilidade, de maneira mais clara.”</p>
<p><span style="font-size: 13px; line-height: 19px;"><div class="img alignright" style="width:300px;">
	<img src="http://envolverde.com.br/portal/wp-content/uploads/2013/05/f1-300x197.jpg" alt="" width="300" height="197" />
	<div>Lideranças da sociedade civil de Barcarena indicam temas prioritários para serem debatidos no Fórum de diálogo com empresas e estado. A oficina foi realizada no dia 01 de fevereiro de 2013.</div>
</div>Definir com clareza o papel de cada setor e cada entidade no debate dessas questões é condição para a construção de um Fórum de Diálogo Intersetorial como foi proposto no Termo de Adesão. “É fundamental identificar claramente o papel de cada um. Se houver o cumprimento apropriado das responsabilidades de cada parte, os avanços já vão acontecer nisso”, afirma Cesar Vasconcelos, representante da Hydro, companhia de origem norueguesa que há dois anos controla o complexo Albras/Alunorte. “Em espaços semelhantes, muitas vezes não existe um entendimento claro de qual é o papel da empresa, qual é o papel da sociedade e qual é o papel do poder público.”</span></p>
<p><span style="font-size: 13px; line-height: 19px;"><div class="img alignleft" style="width:300px;">
	<img src="http://envolverde.com.br/portal/wp-content/uploads/2013/05/f2-300x168.jpg" alt="" width="300" height="168" />
	<div>Reunião na sede da empresa Alunorte, em Barcarena, para discutir o documento de adesão ao Pré-Fórum. Durante o encontro participaram quatro diretores do grupo Hydro e sete lideranças de organizações do Comitê de Acompanhamento dos projetos de Fortalecimento Institucional em Barcarena.</div>
</div>A integração da Hydro ao processo de criação do Fórum ganhou força a partir de setembro, quando a ONG Ajuda da Igreja Norueguesa (AIN) – veja box – apoiou a articulação da visita de uma comitiva de representantes das comunidades, do Ministério Público e do IEB para mostrar a real situação de Barcarena à alta direção da empresa em Oslo. “Geralmente esses diálogos sobre responsabilidade social ficam nos níveis de gerência local, dentro da estrutura corporativa; dificilmente chegam às instâncias de tomada de decisão das empresas”, justifica Fernando Matias, um dos representantes da AIN que acompanharam a comitiva. Estabelecida em 2011 pelo governo da Noruega para estreitar a relação entre os dois países, a Estratégia Brasil exige que as empresas de origem norueguesa sigam aqui os mesmos padrões de responsabilidade socioambiental existentes lá. “Nossa presença aqui é importante para a Hydro”, complementa outro representante da AIN, Arne Dale, ao indicar que a situação de Barcarena extrapolou os limites do município.</span></p>
<p><strong>Resistência</strong></p>
<p>A preparação das organizações sociais para participar com eficiência desse novo capítulo ganhou mais recursos a partir de 2010, quando a União Europeia aprovou o Projeto de Fortalecimento Institucional de Barcarena, que complementa o projeto de capacitação previsto no TAC firmado três anos antes entre o Ministério Público e a Imerys. Um exemplo da necessidade de se superar a fragilidade institucional surgiu na própria capacitação, que incluía um estudo detalhado do orçamento municipal. “A Prefeitura não queria dar acesso, então foi preciso que o MP entrasse e exigisse a informação”, lembra Maura. “Só aí o material veio, e a gente trabalhou em cima das peças reais. Para identificar como é, como se definem as prioridades, os consultores mostraram onde existem problemas, o que é destinado para a saúde, educação, etc.”</p>
<p>Quebrar esse tipo de resistência é um dos desafios na estruturação do espaço de diálogo. Maria Lindalva dos Santos, representante da Associação das Mulheres do Campo e da Cidade de Barcarena, comemorava a instalação do pré-fórum, com a ressalva de que será necessário “trabalhar muito, constantemente, para que nós possamos chegar a um município que tenha políticas públicas voltadas ao atendimento das necessidades da população”.</p>
<p><span style="font-size: 13px; line-height: 19px;"><div class="img alignright" style="width:300px;">
	<img src="http://envolverde.com.br/portal/wp-content/uploads/2013/05/f4-300x167.jpg" alt="" width="300" height="167" />
	<div>Cesar Vasconcelos, representante da Hydro.</div>
</div>Do ponto de vista da Hydro, maior companhia da cidade, existe a expectativa de uma atuação responsável e bem estruturada do poder público. Um fator que alimenta essa esperança é a recém-eleita administração municipal, que tem a possibilidade de mudar a trajetória do município aderindo ao Fórum nesta fase de articulação. Mencionando uma conclusão de recente pesquisa realizada pela entidade global das indústrias de mineração (ICMM – sigla em inglês do Conselho Internacional de Mineração e Metais), Vasconcelos afirma que “os investimentos sociais das empresas têm maior condição de sustentabilidade, de serem efetivos no que se propõem, quando o poder público corresponde devidamente ao seu papel”.</span></p>
<p>A presença do poder público no diálogo é, de fato, indispensável. Maura explica que a acomodação de interesses divergentes é natural na estruturação do fórum, mas tem limites que são essenciais: “Por exemplo, se não tiver o poder público, não vai acontecer. Não tem sentido discutir o município se o poder público não vem para essa discussão, se não temos clareza sobre o papel fundamental que ele tem. Se não tiver o Estado, não temos o fórum. As empresas também estão cientes disso”.</p>
<p><strong>Boa notícia</strong></p>
<p>É grande a expectativa quanto à participação institucional do Ministério Público (MP) estadual. “O MP tem papel fundamental nessa concertação”, define Maura. O promotor Raimundo Moraes diz que recentes mudanças na coordenação do Centro de Apoio Operacional do Meio Ambiente confirmam “a expectativa de que o Ministério Público vai acompanhar de perto o processo, de forma bem mais próxima do que vinha ocorrendo nos tempos recentes”.</p>
<p><span style="font-size: 13px; line-height: 19px;"><div class="img alignleft" style="width:300px;">
	<img src="http://envolverde.com.br/portal/wp-content/uploads/2013/05/f6-300x167.jpg" alt="" width="300" height="167" />
	<div>Arne Dale (Representante da ONG Ajuda da Igreja Norueguêsa - AIN)</div>
</div>Essa boa notícia é um indicativo de que produzem resultados consistentes os projetos de fortalecimento da sociedade civil implementados pelo IEB, ao preparar as comunidades locais para protagonizar um novo enredo rumo ao desenvolvimento sustentável de Barcarena. Convidada a compartilhar com a plateia sua experiência na construção do Fórum Amazônia Sustentável, Adriana Ramos, do Instituto Socioambiental, propôs, na solenidade de assinatura do Termo de Adesão, uma reflexão definitiva sobre o momento de consolidação do Fórum de Diálogo Intersetorial: “É fundamental que o fórum parta não só do respeito mútuo, mas também do reconhecimento de que a solução dos problemas concretos de Barcarena passa pela interação entre todos os grupos sociais da região. Todos têm de fazer parte, todos devem ter voz, todos devem ter direitos iguais”. Assim seja.</span></p>
<p><span style="font-size: x-small;"><strong>(Envolverde)</strong></span></p>
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		</item>
		<item>
		<title>Brasil não tem regulamentação sobre insetos produzidos para a alimentação</title>
		<link>http://mercadoetico.terra.com.br/arquivo/brasil-nao-tem-regulamentacao-sobre-insetos-produzidos-para-a-alimentacao/</link>
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		<pubDate>Tue, 21 May 2013 15:08:28 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Henrique Andrade Camargo</dc:creator>
				<category><![CDATA[Notí­cias]]></category>
		<category><![CDATA[Sociedade]]></category>
		<category><![CDATA[alimentação saudável]]></category>
		<category><![CDATA[insetos]]></category>
		<category><![CDATA[nutrição]]></category>
		<category><![CDATA[segurança alimentar]]></category>

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		<description><![CDATA[ONU recomenda que se coma mais insetos, mas hábito ainda é visto com suspeita entre brasileiros, apesar de que em algumas regiões ele já se faz presente]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><span style="font-size: x-small;"><strong>CicloVivo</strong></span></p>
<p>O incentivo às dietas que incluam o consumo de insetos tem proporcionado novas discussões entre os brasileiros. A recomendação foi feita na última semana pela Organização das Nações Unidas e ainda gera dúvidas sobre sua popularização em meio aos hábitos tradicionais do Brasil.</p>
<p>Conforme reportagem publicada no G1, ainda não existe regulamentação ou menção sobre o consumo de insetos no Guia Alimentar para a População Brasileira e a Secretaria de Segurança Alimentar e Nutricional, do Ministério do Desenvolvimento Social e Combate à Fome, acredita que esse não seja um hábito recorrente à cultura local.</p>
<p>Mesmo assim, existem regiões do Brasil em que alguns insetos se fazem presente em pratos tradicionais. Este é o caso do consumo da formiga popularmente conhecida como Tanajura, que é bastante apreciada em Minas Gerais e no Nordeste, usada como um dos ingredientes de uma farofa. A larva do besouro Pachymerus nucleorum, também é consumida por moradores da zona rural.</p>
<p>A justificativa da Organização das Nações Unidas para a Agricultura e Alimentação (FAO) é o fato de que os insetos podem ser altamente nutritivos, devido à imensa quantidade de proteína que possuem. Isso os coloca como solução barata e eficiente para reduzir os níveis mundiais de desnutrição.</p>
<p>Os insetos já estão presentes nos pratos de países da África, Ásia e, até mesmo, na América Latina. No Brasil, existe apenas uma empresa que produz insetos para o consumo, no entanto, ele atualmente é destinado apenas aos animais. A Nutrinsecta já solicitou uma licença para o tipo de produção ao Ministério da Agricultura, mas nunca recebeu resposta. Agora o presidente do grupo, Luiz Gonçalves, espera expandir a produção também para o consumo humano.</p>
<p>Os insetos destinados ao consumo devem ser produzidos especificamente para este fim. Portanto, não é indicado que as pessoas consumam insetos encontrados em qualquer local, mesmo que eles estejam entre as opções usadas para a alimentação. Em declaração ao G1, o especialista Eraldo Costa Neto, explica que ainda é necessário haver muito estudo para a definição de quais espécies são indicadas ou não para serem incluídos na alimentação.</p>
<p><span style="font-size: x-small;"><strong>(CicloVivo)</strong></span></p>
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		<title>Países asiáticos podem entrar em guerra por água</title>
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		<pubDate>Tue, 21 May 2013 14:38:56 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Henrique Andrade Camargo</dc:creator>
				<category><![CDATA[meio ambiente]]></category>
		<category><![CDATA[Notí­cias]]></category>
		<category><![CDATA[Sociedade]]></category>
		<category><![CDATA[Água]]></category>
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		<category><![CDATA[recursos hídricos]]></category>
		<category><![CDATA[violência]]></category>

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		<description><![CDATA[A dificuldade no acesso à água e as medidas e mudanças aplicadas em alguns países geraram desconforto em seus vizinhos.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><a href="http://ciclovivo.com.br/noticia/paises-asiaticos-podem-entrar-em-guerra-por-agua" target="_blank"></a><span style="font-size: x-small;"><strong><a href="http://ciclovivo.com.br/noticia/paises-asiaticos-podem-entrar-em-guerra-por-agua" target="_blank">CicloVivo</a></strong></span></p>
<p>Os países asiáticos estão preocupados com as consequências sociais e econômicas que a escassez de água pode gerar. Em reunião entre autoridades da região Ásia-Pacífico foi feito um alerta sobre possíveis guerras por água.</p>
<p>Há anos é cogitada a possibilidade de no futuro a disputa por água potável acontecer. Na região central e sudoeste do continente asiático essa previsão está perto de se tornar realidade. A dificuldade no acesso à água e as medidas e mudanças aplicadas em alguns países geraram desconforto em seus vizinhos.</p>
<p>Esta é a situação que ocorre com a proposta de construção de uma represa no Rio Mekong, que passa por áreas pertencentes à China, Tailândia, Laos, Camboja e Vietnã. A obra tem sido bastante polêmica e o Vietnã e o Camboja não estão muito dispostos a aceitar facilmente a mudança, devido aos impactos que ela poderia causar na indústria agrícola e pesqueira.</p>
<p>Muitos fatores têm contribuído para que o acesso à água de qualidade se torne cada vez mais difícil. Além da ação direta humana, com a urbanização, industrialização e agricultura, também existe a contribuição das mudanças climáticas, para dificultar ainda mais a situação das comunidades locais.</p>
<p>O alerta sobre uma possível guerra por recursos foi feito pela primeira-ministra tailandesa, Yingluck Shinawatra, durante a reunião Água Ásia-Pacífico. Na ocasião outras autoridades presentes também defenderam a criação de um grupo de trabalho para a prevenção de desastres naturais, com o objetivo de agregar conhecimento técnico e elevar a segurança hídrica.</p>
<p><em>* Com informações da AFP.</em></p>
<p><span style="font-size: x-small;"><strong>(CicloVivo)</strong></span></p>
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		<title>Sinais de autoimplosão: outros lados insustentáveis do mundo dos negócios</title>
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		<pubDate>Tue, 21 May 2013 13:56:48 +0000</pubDate>
		<dc:creator>silvia.marcuzzo</dc:creator>
				<category><![CDATA[Silvia Marcuzzo]]></category>
		<category><![CDATA[Christina Carvalho Pinto]]></category>
		<category><![CDATA[comunicação]]></category>
		<category><![CDATA[Fred Gelli]]></category>
		<category><![CDATA[marcas sustentáveis]]></category>
		<category><![CDATA[marcas verdes]]></category>
		<category><![CDATA[Negócios sustentáveis]]></category>
		<category><![CDATA[publicidade]]></category>
		<category><![CDATA[SB Rio]]></category>

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		<description><![CDATA[Fredi Gelli, da Tátil, prova os óculos de madeira exibidos no Sustainable Brands 2013. / Foto: Silvia Marcuzzo Setenta e cinco por cento das 500 companhias mais valorizadas do mundo em 2020 ainda nem foram criadas. Vale lembrar que hoje 51% das 100 maiores economias do mundo estão nas mãos de empresas. Para se manterem [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<div class="img alignleft size-full wp-image-73054" style="width:240px;">
	<a href="http://mercadoetico.terra.com.br/website/wp-content/uploads/2013/05/fred_gelli_300.jpg"><img src="http://mercadoetico.terra.com.br/website/wp-content/uploads/2013/05/fred_gelli_300.jpg" alt="" width="240" height="289" /></a>
	<div>Fredi Gelli, da Tátil, prova os óculos de madeira exibidos no Sustainable Brands 2013. / Foto: Silvia Marcuzzo</div>
</div>Setenta e cinco por cento das 500 companhias mais valorizadas do mundo em 2020 ainda nem foram criadas. Vale lembrar que hoje 51% das 100 maiores economias do mundo estão nas mãos de empresas. Para se manterem nessa encruzilhada produtiva, onde a própria espécie <em>homo sapiens</em> está criticamente ameaçada, as corporações precisarão se reinventar. “Deverão gerar lucro para um ecossistema do qual dependem enquanto organismo,” profetizou o <em>design </em>Fredi Gelli, da Tátil, no <em>Sustainable Brands 2013</em>, ocorrido nos dias 8 e 9 de maio no Rio.</p>
<p>Ele citou dados que estão no livro “Capitalismo na Encruzilhada: as inúmeras oportunidades de negócios na solução dos problemas mais difíceis do mundo”, de Stuart Hart. A obra propõe que sejam conciliadas as ações para preservação do planeta e a geração de riqueza. Hart defende o protagonismo das empresas na transformação dos desafios em bases sustentáveis de crescimento dos negócios e na geração de qualidade de vida para a sociedade.</p>
<p>O atual cenário de mudanças gera incertezas, oportunidades e cenários impensáveis pouco tempo atrás. A Kodak que o diga. Quem iria imaginar há 20 anos que não fosse mais preciso comprar filmes para poder fotografar?</p>
<p>Diante desse contexto, Gelli defende a construção de marcas vivas. O caminho seria a incorporação de vários aspectos da sustentabilidade no DNA das empresas. Isso abriria possibilidades para novos negócios, acredita Gelli. Dessa forma, ele explica: o símbolo da marca viraria significado; as orientações dadas à comunicação permeariam toda a corporação; a identidade de marca seria a comunidade de marca; e as metas passariam de curto para longo prazo. Gelli avalia que dessa maneira seria mais fácil atrair e reter talentos e ainda manter a competitividade.</p>
<p style="text-align: center;"><div class="img aligncenter size-full wp-image-73055" style="width:520px;">
	<a href="http://mercadoetico.terra.com.br/website/wp-content/uploads/2013/05/oculos_ecologicos_sbrio_520.jpg"><img src="http://mercadoetico.terra.com.br/website/wp-content/uploads/2013/05/oculos_ecologicos_sbrio_520.jpg" alt="" width="520" height="347" /></a>
	<div>Óculos exibidos no SB Rio são feitos de resíduos de madeira. / Foto: Silvia Marcuzzo</div>
</div>
<p><strong>Pressão por todos os lados</strong></p>
<p>Pois se hoje são evidentes os sinais de esgotamento de recursos naturais e o estado de degradação ambiental do planeta, há muito o que refletir e mudar para sobreviver. Tanto quanto organização, quanto como ser humano. O crescimento econômico a qualquer preço também já mostra que do jeito que está, nem seus principais algozes vão conseguir ficar em pé.</p>
<div class="img alignright size-full wp-image-73058" style="width:307px;">
	<img src="http://mercadoetico.terra.com.br/website/wp-content/uploads/2013/05/christina1.jpg" alt="" width="307" height="230" />
	<div>Christina Carvalho Pinto em apresentação memorável no SB Rio 2013. / Foto: Mercado Ético</div>
</div>
<p>A pressão pelo desempenho e o cumprimento de metas (muitas vezes inalcançáveis) está trazendo problemas justamente por quem fomenta e impulsiona os mecanismos desse circuito: os executivos. Em sua palestra no SB, a publicitária Cristina Carvalho Pinto citou dados alarmantes que revelam o quanto esses profissionais sofrem dentro da roda viva do mundo dos negócios. Uma pesquisa apontou que 87% dos executivos se sentem infelizes e que os outros 13% não declaram sua insatisfação com os rumos da vida porque precisavam manter as aparências. O resultado foi possível porque eles deram a opinião a portas fechadas em um consultório.</p>
<p>Cristina sabe do que fala. Ela frequenta o <em>jet set</em> e conhece bem esse circuito. Para suportar pressões, mostrar bom desempenho e manter o <em>status quo</em>, muitos dirigentes usam drogas. Ela afirmou que são profissionais desse universo que consomem 80% das drogas que circulam no País. Segundo a proprietária da <span style="text-decoration: underline; color: #0000ff;"><strong><a href="http://www.fulljazz.com.br" target="_blank">FullJazz</a></strong></span>, os líderes e CEOs precisam atender as expectativas de acionistas e isso gera uma série de situações insustentáveis, como demissões através de vídeo.</p>
<p>O ambiente de trabalho com clima hostil e a busca pelo cumprimento de metas inatingíveis provoca o “<em>distress</em>”, um estado que vai além do <em>stress</em>. Ele surge quando o organismo não consegue se adaptar a uma nova situação e responde de forma desmesurada a provocação desse estímulo. Nesse contexto, o indivíduo fica incapaz de pensar, de se concentrar e quando tudo volta como era antes, o corpo não sabe mais como voltar ao estado normal.</p>
<p>Ela diz que é comum hoje os profissionais sofrerem por traumas provocados pelo trabalho. “O sistema vigente está em processo de autoimplosão”, opina ela, salientando que o clima de ameaça e cinismo oportuniza uma crescente deslealdade. Diante disso, Cristina acredita que a sociedade vive uma falsa realidade. “A sociedade está esquizofrênica”, mantendo aparências e agindo diferentemente do que sente. Ela assegura que a todo momento há evidências do “descolamento do ser humano de sua inteireza”.</p>
<p style="text-align: center;"><div class="img aligncenter size-full wp-image-73059" style="width:520px;">
	<a href="http://mercadoetico.terra.com.br/website/wp-content/uploads/2013/05/artesanato_sbrio_520.jpg"><img src="http://mercadoetico.terra.com.br/website/wp-content/uploads/2013/05/artesanato_sbrio_520.jpg" alt="" width="520" height="347" /></a>
	<div>Exposição da Matéria Brasil no SB, empresa que dispõe de uma materioteca, uma biblioteca de produtos com materiais mais sustentáveis do que os convencionais. / Foto: Silvia Marcuzzo</div>
</div>
<p>Os distintos setores da comunicação, por exemplo, representam muito bem o quanto são o espelho das disfunções corporativas e sociais.  O reflexo pode ser constatado no tipo de notícia que ganha as capas de revistas semanais; no uso da sedução das propagandas que escracham o “eu quero você” e até na voz meiga e sensível de anúncios de banco, acrescentou a publicitária.</p>
<p>A primeira presidente mulher de uma grande agência de propaganda no Brasil anos atrás responsabiliza as marcas por se chegar a esse ponto. “A mídia obedece os anunciantes, que tem gigantesca responsabilidade por esse momento crucial”. E vai além: “gente ansiosa e estressada consome mais”.</p>
<p>Ela entende que “a mídia pode e deve educar e entreter”, com o uso de imagens e mensagens de protagonismo, das pessoas consigo próprias e com o universo, por exemplo. A chave seria fomentar a consciência criativa e inovar frente aos desafios do século XXI. “Inovar para criar novos horizontes, novos modelos mentais, onde entre os clientes está o planeta, Gaia”. Para Cristina, se a ética é a escolha para o bem de todos, a prática da sustentabilidade é simplesmente uma consequência dessa ética.</p>
<p><span style="font-size: x-small;"><strong>(Mercado Ético)</strong></span></p>
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		<title>Redes abertas de conhecimento para a nova agenda de desenvolvimento global</title>
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		<pubDate>Tue, 21 May 2013 13:15:22 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Henrique Andrade Camargo</dc:creator>
				<category><![CDATA[Notí­cias]]></category>
		<category><![CDATA[Sociedade]]></category>
		<category><![CDATA[desenvolvimento]]></category>
		<category><![CDATA[educação]]></category>
		<category><![CDATA[internet]]></category>
		<category><![CDATA[mídias sociais]]></category>
		<category><![CDATA[ODM]]></category>
		<category><![CDATA[Olav Kjorven]]></category>
		<category><![CDATA[ONU]]></category>

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		<description><![CDATA[A ONU está usando as mídias digitais e tecnologia de telefonia móvel para permitir que as pessoas de todo o mundo participem na definição da próxima geração de metas de combate à pobreza.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><span style="font-size: x-small;"><strong>Olav Kjorven*</strong></span></p>
<p>Pela primeira vez na história, a ONU está envolvendo centenas de milhares de pessoas ao redor do mundo na formação de uma importante agenda global: a próxima geração de metas de combate à pobreza</p>
<p>Estamos desbravando novos caminhos não apenas com a realização de conferências simultâneas em quase 100 países, mas também por usar mídias digitais e tecnologias de telefonia móvel para incluir o maior número de pessoas possível no debate sobre as futuras metas globais. Estas se construirão sobre os Objetivos de Desenvolvimento do Milênio (ODM), que ajudaram a reduzir pela metade a proporção de pessoas que vivem em extrema pobreza no decorrer da última década.</p>
<p>As plataformas web nesta conversa global, o site World We Want 2015 – onde as pessoas desenvolvem colaborativamente ideias políticas sobre questões como a desigualdade – e a pesquisa My World &#8211; onde as pessoas votam em seis das 16 prioridades de desenvolvimento –  estão construindo comunidades ativas, dirigidas pelos usuários, que desenvolvem coletivamente soluções para os desafios globais críticos, através do chamado crowdsource, que, entre outras definições, pode ser entendido como redes abertas de troca de conhecimento.</p>
<p>Como o mundo agora tem mais telefones celulares do que banheiros, também estamos usando tanto o serviço de SMS quanto o de resposta de voz interativa (IVR) para envolver o público. Por exemplo, em Uganda, em parceria com U-report (um sistema gratuito de informação cidadã baseado em SMS), capturamos as opiniões de mais de 17 mil jovens em uma pesquisa sobre as prioridades de desenvolvimento em suas comunidades. Na Índia e em Ruanda, criamos sistemas de reconhecimento de voz do idioma local para as pessoas participarem com as suas opiniões.</p>
<p>Para maximizar o caráter inclusivo do processo, estamos nos certificando de que as pessoas que não têm acesso à internet e telefone celular também possam participar. Para isso, realizamos oficinas nas regiões da Amazônia, no Equador e no Peru, para as aldeias que não têm acesso às redes de comunicação.</p>
<p>Até o momento, quase meio milhão de pessoas participaram da conversa global em andamento, com três questões fundamentais despontando.</p>
<p>Em primeiro lugar, temos de acelerar o progresso para alcançar os ODM até o final de 2015. Em segundo lugar, as metas futuras precisam visar desafios como sustentabilidade, governança, segurança contra a violência e emprego. Finalmente, as pessoas querem participar, tanto na definição de agenda quanto do monitoramento do progresso rumo aos futuros objetivos de desenvolvimento.</p>
<p>A riqueza de dados da conversa global está alimentando o processo de formação da futura agenda de desenvolvimento que será posta em prática após a data-limite dos ODM, em 2015.</p>
<p>Os resultados preliminares estão disponíveis no relatório Global Conversation Begins, que apresentei recentemente para os Estados membros da ONU e para o painel de alto nível sobre a agenda de desenvolvimento pós-2015.</p>
<p>Durante a Assembléia-Geral da ONU em setembro de 2013, o relatório final da conversa será entregue ao Secretário Geral da ONU, Ban-Ki-moon, e aos líderes mundiais, que negociarão em definitivo a futura agenda de desenvolvimento e seus objetivos.</p>
<p>Esta é uma nova dimensão na forma de fazer política global: pessoas de todo o mundo estão expressando suas preocupações sobre o presente e os seus desejos para o futuro. Estamos tornando esse conhecimento – em em tempo real e para o mundo real –  disponível para os negociadores e tomadores de decisão. O que teria sido impensável poucos anos atrás é agora possível graças a novas tecnologias.</p>
<p>Convido você a fazer parte deste projeto histórico e ajudar os Estados-Membros da ONU a incluir suas prioridades nas futuras metas de desenvolvimento global, votando em <span style="text-decoration: underline; color: #0000ff;"><strong><a href="http://www.myworld2015.org/?lang=pr" target="_blank">My World 2015</a></strong></span>.</p>
<p><strong>* Olav Kjorven é subsecretário-geral assistente e diretor do Escritório para Políticas de Desenvolvimento do Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD) (<em>publicado originalmente em <span style="text-decoration: underline; color: #0000ff;"><a href="http://www.guardian.co.uk/media-network/media-network-blog/2013/may/07/united-nations-crowdsource-global-development" target="_blank">blog do jornal britânico The Guardian</a></span></em><span style="color: #0000ff;">).</span></strong></p>
<p><span style="font-size: x-small;"><strong>(PNUD)</strong></span></p>
]]></content:encoded>
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		<title>Negócios sociais crescem e se estruturam no Brasil</title>
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		<pubDate>Tue, 21 May 2013 12:58:32 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Henrique Andrade Camargo</dc:creator>
				<category><![CDATA[Negócios sustentáveis]]></category>
		<category><![CDATA[Notí­cias]]></category>
		<category><![CDATA[Salas Temáticas]]></category>
		<category><![CDATA[educação]]></category>
		<category><![CDATA[empreendedores]]></category>
		<category><![CDATA[negócios sociais]]></category>

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		<description><![CDATA[Nesse ambiente efervescente, educação aparece como uma das áreas que mais têm atraído atenções.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><span style="font-size: x-small;"><strong>Patrícia Gomes, da Porvir</strong></span></p>
<p>Até bem pouco tempo, ninguém sabia direito o que eram negócios sociais. Uns achavam que era caridade, outros desconfiavam que não pudessem competir de igual para igual com empresas que não tinham a preocupação de causar impacto social. Hoje, no entanto, o setor já dá mostras de que está cada dia mais estruturado, com mais empreendedores interessados, mais aceleradoras cuidando de ajudá-los, governos mais atentos ao movimento e, claro, mais recursos financeiros disponíveis. E nesse ambiente efervescente, educação aparece como uma das áreas que mais têm atraído atenções.</p>
<p>“Há quatro anos, o Brasil tinha um fundo de investimento voltado para negócios sociais. Hoje já são uns dez”, exemplifica Maure Pessanha, diretora executiva da Artemísia, primeira aceleradora especializada em negócios sociais do país – em tempo: aceleradoras são organizações que se dedicam a capacitar empreendedores e os ajuda a desenvolver seus negócios de maneira sustentável. “Nesse universo que ganha força, um dos setores mais pulsantes é a educação. A área tem atraído mais empreendedores e com um olhar mais inovador”, afirma ela.</p>
<p><span style="font-size: 13px; line-height: 19px;">Mas antes de apresentar outras forças que vêm dando estrutura ao setor, é bom recapitular. Negócios sociais são um novo um tipo de empresa no Brasil, que usam a lógica do capitalismo para atacar um problema social que o Estado, sozinho, não consegue resolver. É o tal setor 2,5; não é o segundo setor, representado pela iniciativa privada, nem o terceiro, que reúne as organizações sem fins lucrativos. É algo que fica ali, bem no meio. “Os negócios sociais reúnem esses dois mundos. Existe uma geração que não se contenta mais em só ganhar dinheiro. Tenho visto esse movimento crescer no mundo, inclusive na América Latina”, disse Peter Holbrook, diretor executivo da Social Enterprise UK, uma rede que agrega mais de 15 mil empresas inglesas com esse perfil – o Reino Unido é um das regiões do mundo onde os negócios sociais estão mais bem desenvolvidos; lá, a estimativa do governo é que o setor movimente R$ 74 bilhões por ano.</span></p>
<p>No Brasil, não é possível dizer nem sequer o número exato de empresas que compõem o setor, mas alguns indícios mostram que ele vem ficando mais forte. Segundo Pessanha, a estimativa é que haja R$ 250 milhões disponíveis para investimento de impacto no país, somando os valores que os fundos estão dispostos a desembolsar. Internacionalmente, o banco JP Morgan, que abriu uma divisão apenas para tratar do que chama de “finanças sociais”, fez uma pesquisa com 99 investidores para fazer uma estimativa parecida. O resultado que encontrou foi que, em 2013, os fundos podem injetar até US$ 9 bilhões, ou R$ 18,1 bilhões, em iniciativas de impacto, 12,5% mais que no ano passado. Nessa mesma pesquisa, o banco perguntou aos investidores quais eram as áreas em que planejavam colocar recursos. Dos que tinham intenção em investir em mercados em desenvolvimento, como o Brasil, 47% citaram educação como uma área possível, ficando atrás apenas de alimentação e agricultura (63%), serviços financeiros e microfinanças (59%) e saúde (51%).</p>
<p>Para Marcella de Barros Coelho, da Endeavor, organização pioneira no estímulo ao empreendedorismo no Brasil, parte do aumento no interesse em negócios sociais pode se explicar pelo crescimento econômico das classes de poder aquisitivo mais baixo. “São 140 milhões de pessoas na base da pirâmide com um poder de compra enorme”, diz ela. Com mais gente consumindo e demandando serviços a que antes não tinham acesso, os negócios tendem a ter mais apelo. Assim, a Endeavor tem visto crescer o número de startups interessadas em investimento com impacto social. A demanda é tão grande que a ONG lançou, em parceria com o BID (Banco Interamericano de Desenvolvimento), o projeto Visão de Sucesso, voltado a apoiar iniciativas de impacto que visem a base da pirâmide.</p>
<p>Na tentativa de começar a quantificar o setor, em 2011, entidades envolvidas com negócios sociais fizeram um mapeamento que localizou 140 empresas desse tipo. Para se ter uma base de comparação, atualmente uma pesquisa em andamento está analisando o perfil de 120 startups só de educação. No programa Start‐Up Brasil, lançado pelo governo federal para estimular o empreendedorismo no país, uma das nove aceleradoras selecionadas para participar, a Pipa, só trabalha com negócios sociais. Além disso, a academia brasileira ganha uma presença de peso a partir da semana que vem com o lançamento do Yunus ESPM Social Business Centre, sobre o qual o Porvir já falou.</p>
<p><strong>Saiba mais</strong></p>
<p>Quem tiver ficado curioso e quiser saber mais sobre o tema pode participar na próxima sexta-feira, 24, às 19h30, do Impacto Brasil. O evento, organizado pela Pipa, acontece simultaneamente em São Paulo, Rio e Porto Alegre. Uma palestra apresentará as oportunidades de negócios em investimento de impacto e outra apresentará os recursos disponíveis para os interessados em entrar nesse mundo. O ingresso custa R$ 15 e as inscrições são feitas pelo site do evento.</p>
<p><span style="font-size: x-small;"><strong>(Porvir)</strong></span></p>
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		</item>
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		<title>Perto do nosso limite de emissões</title>
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		<pubDate>Tue, 21 May 2013 12:41:30 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Henrique Andrade Camargo</dc:creator>
				<category><![CDATA[meio ambiente]]></category>
		<category><![CDATA[Notí­cias]]></category>
		<category><![CDATA[aquecimento global]]></category>
		<category><![CDATA[CO2]]></category>
		<category><![CDATA[emissão de carbono]]></category>
		<category><![CDATA[emissão de gases do efeito estufa]]></category>
		<category><![CDATA[mudanças climáticas]]></category>
		<category><![CDATA[pré-sal]]></category>

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		<description><![CDATA[Capacidade atmosférica de conter o CO2 em quantidades seguras para o clima está se esgotando]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><span style="font-size: x-small;"><strong>Vitae Civilis</strong></span></p>
<p style="text-align: center;"><span style="font-size: x-small;"><strong><img class="aligncenter" src="http://www.vitaecivilis.org.br/images/stories/Imagens/Artigos/grafico.jpg" alt="" width="406" height="302" /><br />
</strong></span></p>
<p>Este gráfico do Centro de Análise de Informações sobre Dióxido de Carbono, da Wikimedia Commons, mostra as emissões globais de gás carbônico dos combustíveis fósseis em milhões de toneladas até o ano de 2007.  Como é possível ver, estamos em rota ascendente em direção ao esgotamento da capacidade atmosférica de conter CO2 em quantidades seguras para o clima – e, por conseqüência, para os seres que habitam nosso planeta, incluindo os humanos.</p>
<p>Segundo Fatih Birol, economista-chefe da Agência Internacional de Energia, esse limite é de, no máximo, mais um trilhão de toneladas de CO 2. Como as reservas mundiais conhecidas de petróleo e gás contêm cerca de um trilhão de toneladas de CO 2., tal limite significa que Arábia Saudita, Brasil e a Exxon teriam que deixar parte de suas reservas no chão.</p>
<p>É por esse espaço que países desenvolvidos e em desenvolvimento brigam atualmente nas negociações climáticas: manter o princípio das responsabilidades históricas sinaliza que mais espaço seja concedido às nações menos desenvolvidas para que elas equacionem os grandes problemas sociais que ainda enfrentam. Daí o esforço hercúleo que países como Estados Unidos tem feito para que este princípio seja diluído nas negociações, pois querem preservar este espaço para as suas próprias economias</p>
<p>Para quem aposta quase todas as fichas nas reservas do Pré-Sal para turbinar o crescimento do Brasil, essa constatação certamente deve parecer inviável – o que dá a exata medida de como o desenvolvimento de nosso pais avança na contramão da sustentabilidade.</p>
<p><span style="font-size: x-small;"><strong>(Vitae Civilis)</strong></span></p>
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		<title>Vegetação é restaurada com semeadura direta e adubação verde</title>
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		<pubDate>Tue, 21 May 2013 12:19:30 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Henrique Andrade Camargo</dc:creator>
				<category><![CDATA[meio ambiente]]></category>
		<category><![CDATA[Notí­cias]]></category>
		<category><![CDATA[plantio direto]]></category>
		<category><![CDATA[recuperação ambiental]]></category>

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		<description><![CDATA[Técnica complementa plantio de mudas visando diminuição dos custos de implantação e manutenção de projetos]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><span style="font-size: x-small;"><strong><span style="line-height: 19px;">Caio Albuquerque, da Esalq </span></strong></span></p>
<p>Na Escola Superior de Agricultura Luiz de Queiroz (Esalq) da USP, em Piracicaba, pesquisa utiliza semeadura direta de espécies arbustivas e adubação verde como estratégia de sombreamento para restauração de áreas degradadas. Desenvolvido no programa de Pós-graduação em Recursos Florestais pela engenheira florestal colombiana Diana Carolina Vásquez Castro, o estudo avaliou possibilidades de redução de custos da restauração, que são elevados quando o método adotado é o de plantio total de mudas.</p>
<p><span style="font-size: 13px; line-height: 19px;">“Este projeto procurou testar o uso da técnica de semeadura direta indicada como uma técnica complementar ao plantio de mudas visando à diminuição dos custos de implantação e manutenção de projetos”, afirma Diana. O estudo foi feito em duas áreas de Preservação Permanente (APPs), localizadas na Usina São Manoel, em São Manoel, e na Usina São João, em Araras, ambas no interior de São Paulo.</span></p>
<p>“A proposta foi criar um ambiente sombreado com espécies de recobrimento no curto prazo e com duração longa, para inibir o crescimento de espécies competidoras, principalmente gramíneas africanas e potencializar o desenvolvimento de espécies de diversidade, que são introduzidas no interior desse ambiente sombreado pela recobridoras”, diz a agrônoma.  Segundo Diana, de início fora feita a semeadura direta das espécies de adubação verde, como o fedegoso e o feijão guandu, visando o rápido recobrimento inicial das APPs degradadas.</p>
<p><strong><span style="font-size: 13px; line-height: 19px;">Adubação verde</span></strong></p>
<p><strong></strong>Como estratégia de minimizar a presença de plantas daninhas na entrelinha, um dos tratamentos foi testar o uso da semeadura direta de uma espécie de adubação verde e de longevidade longa, que é a leucena, conta. ”Essa espécie, apesar da grande contribuição para a restauração dos processos de recuperação do solo, é fortemente invasora e por isso seu desenvolvimento foi controlado para que ela não chegasse a florescer até seu total sombreamento, que resultava na sua eliminação”.</p>
<p><span style="font-size: 13px; line-height: 19px;">De acordo com a pesquisa, foram obtidos no campo, dados de diâmetro, altura, cobertura de copa, cobertura de gramínea, mortalidade, área basal e densidade final. Os resultados mostraram que não houve diferença estatística entre o plantio de restauração convencional e o uso de semeadura direta para recobrimento. No entanto, foi verificado que, com o uso de semeadura direta, os custos de operações de plantio semi-mecanizado e de replantio são reduzidos pela metade.</span></p>
<p>“O método consorciado semeadura direta em covas de espécies de recobrimento e de adubação verde com o plantio de mudas de espécies de diversidade mostrou-se uma alternativa economicamente mais vantajosa, na medida que não aumentou o número necessário de manutenções, reduziu o número de mudas de espécies de diversidade, além de baixar os custos das operações de plantio e replantio”.</p>
<p><span style="font-size: 13px; line-height: 19px;">O processo de restauração florestal de áreas degradadas enfrenta obstáculos referentes à sustentabilidade temporal das áreas restauradas, do uso adequado de espécies nativas regionais e principalmente de custos elevados desses projetos de restauração. A pesquisa de Diana, realizada no Laboratório de Ecologia e Restauração Florestal (LERF) da Esalq, integra o projeto “Restauração Ecológica de Florestas Ciliares, de Florestas de Produção e de Fragmentos Florestais Degradados (em APP e RL), com Elevada Diversidade, com Base na Ecologia de Restauração de Ecossistemas de Referência”. O objetivo é desenvolver e testar metodologias para superar essas dificuldades. Financiado pelo Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq), o projeto tem supervisão de Ricardo Ribeiro Rodrigues, coordenador do LERF, e agrega mais 30 pesquisadores.</span></p>
<p><strong>Mais informações:</strong> (19) 3447-8613 / 3429-4109 / 3429-4485, na Assessoria de Comunicação da Esalq</p>
<p><span style="font-size: x-small;"><strong>(Agência USP)</strong></span></p>
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		<title>Casal deixa São Paulo e viaja de bicicleta pelo mundo</title>
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		<pubDate>Mon, 20 May 2013 21:03:38 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Henrique Andrade Camargo</dc:creator>
				<category><![CDATA[Notí­cias]]></category>
		<category><![CDATA[Salas Temáticas]]></category>
		<category><![CDATA[Você Sustentável]]></category>
		<category><![CDATA[bicicleta]]></category>
		<category><![CDATA[ciclismo]]></category>
		<category><![CDATA[cicloativismo]]></category>
		<category><![CDATA[turismo sustentável]]></category>

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		<description><![CDATA[Depois de 14 meses na estrada, Karla e André Cerri já percorreram quase um terço do planejado ]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><span style="font-size: x-small;"><strong>Thaís Teisen, do CicloVivo</strong></span></p>
<p><a href="http://mercadoetico.terra.com.br/website/wp-content/uploads/2013/05/bicicleta_casal_aventura2_520.jpg"><img class="aligncenter size-full wp-image-72722" src="http://mercadoetico.terra.com.br/website/wp-content/uploads/2013/05/bicicleta_casal_aventura2_520.jpg" alt="" width="520" height="520" /></a></p>
<p>A viagem de bicicleta do arquiteto Argus Caruso rendeu o livro “Caminhos” e também foi a inspiração para que o casal brasileiro Karla e André Cerri decidisse pedalar pelo mundo. Há pouco mais de um ano os dois deixaram emprego e família em São Paulo e embarcaram rumo ao sonho de conhecer o mundo em uma bike.</p>
<p>O projeto foi muito bem pensado e o fotógrafo e a nutricionista precisaram se planejar muito bem para que a viagem desse certo. São muitos os detalhes que devem ser considerados antes de uma aventura como essas e a preocupação vai desde o preparo físico e a distância da família e amigos, até os altos custos financeiros deste investimento.</p>
<p>O marido foi o primeiro a ser contagiado pela vontade de viajar utilizando a bicicleta como principal meio de transporte. Cerri explica que após ler o livro, ficou muito interessado pelo tema e começou a pesquisar a respeito. Assim, ele descobriu que isso não era algo tão incomum, havia pessoas viajando dessa forma em todo o mundo.</p>
<p>A ideia foi tomando uma forma cada vez mais concreta. “Deixei-a crescer e amadurecer antes de perguntar à Karla. Ensaiava como falar, anotava prós e contras, fazia contas. Foram semanas com algo entalado na garganta e cada vez que ela chegava em casa era uma tortura”, explicou ele. Para sua surpresa, no dia em que resolveu compartilhar a ideia com a esposa, ela “topou na hora” e os dois passaram a planejar o roteiro e outros detalhes juntos, quatro meses antes de se casarem. Essa seria a lua-de-mel.</p>
<p>Com a aprovação, outros detalhes precisavam ser pensados. Dinheiro é essencial para uma viagem tão extensa como essa, mesmo que a bicicleta seja o modal mais barato do mundo. Portanto, os dois economizaram e trabalharam duro por muito tempo. Eles também alugaram o apartamento e moraram um período com a família e amigos, venderam o carro e até mesmo alguns equipamentos fotográficos que Cerri usava para trabalhar.</p>
<p><a href="http://mercadoetico.terra.com.br/website/wp-content/uploads/2013/05/bike_casal_aventura_520.jpg"><img class="aligncenter size-full wp-image-72723" src="http://mercadoetico.terra.com.br/website/wp-content/uploads/2013/05/bike_casal_aventura_520.jpg" alt="" width="520" height="378" /></a></p>
<p>Para garantir que o tempo no Brasil e a preparação acontecessem da melhor maneira possível, eles acordaram em aproveitar ao máximo o tempo que ainda teriam em território nacional. Sendo assim, além de ocuparem parte do dia reforçando o preparo físico, os dois passaram todos os dias na companhia de amigos e da família. “Pais, irmãos e irmãs, tias, tios, vizinhos, amigos e principalmente nossas sobrinhas, preenchíamos cada minuto do dia com a presença de alguém”, explica o fotógrafo. Apenas cinco meses antes de embarcar na aventura é que o casal contou todos os planos às pessoas próximas.</p>
<p>Eles nunca haviam viajado de bicicleta na vida e ao falar sobre isso, Cerri usa o bom humor: “A maior viagem que tivemos foi a de imaginar uma volta ao mundo em bikes”. Ele também explica que o fato de nunca terem sido ciclistas acaba surpreendendo as pessoas que passam por eles no caminho.</p>
<p>O ponto de partida foi a Holanda, que simbolizou o início de um grande projeto que levaria, em média, quatro anos para ser finalizado. Hoje, 14 meses após as primeiras pedaladas pela Europa, o casal já rodou onze mil quilômetros, passando por lugares como: Marrocos, Grécia, Costa de Santiago da Compostela, Barcelona, Paris, Albânia, Montenegro, Croácia, Eslovênia, entre outros. O roteiro inclui planejamento para pedaladas em todos os continentes, finalizando a viagem no Brasil.</p>
<p>A rotina é prazerosa e reserva, além de boas paisagens, o contato com muitas pessoas e diferentes culturas. “No caminho encontramos famílias, entramos em suas casas, partimos, visitamos amigos, somos recebidos por gente que sempre nos pede para ficar mais. Partimos mais uma vez”, explica Cerri. Ele também conta que muitos gestos de pessoas bondosas acabam os deixando emocionados pelo cuidado e boa vontade.</p>
<p>Mesmo assim, as dificuldades não são poucas. O clima, o relevo, a falta de dinheiro e outros fatores importantes acabam atrasando a viagem e desgastando o casal. “Diariamente sentimos o peso das bikes. Sentimos dores. Muitos dias são prazerosos, mas outros bem comuns, quase uma rotina. Sentimos o choque cultural. O clima é complicado. Outra dificuldade é estar no mesmo lugar e fazer quase tudo junto e ao mesmo tempo durante 24 horas. Muitas vezes sentimos que precisamos do nosso próprio espaço e tempo”, desabafa o marido.</p>
<p>Manter as contas em dia é um desafio, mas o maior deles é lidar com a saudade. “Saudade de tomar café com os amigos, beber uma cerveja, os almoços de domingo, os passeios com os sobrinhos, as brincadeiras e risadas divididas, a ligação de um amigo. Temos saudade de tudo e todos e o que mais queremos é fazer um registro bonito de nossos momentos”, conta o fotógrafo, que aproveita para filmar e fotografar todos os detalhes da expedição. O casal já percorreu quase um terço do planejado, mas ainda são muitos os desafios que eles têm pela frente, também serão muitas histórias, pessoas e lembranças que devem ser eternizadas pelas lentes atentas da dupla.</p>
<p>É possível acompanhar alguns detalhes da expedição através da página da dupla no Facebook. Clique aqui.</p>
<p>Veja o vídeo de apresentação da viagem:</p>
<p><iframe src="http://player.vimeo.com/video/58988640?title=0&amp;byline=0&amp;portrait=0" width="400" height="300" frameborder="0" webkitAllowFullScreen mozallowfullscreen allowFullScreen></iframe></p>
<p><span style="font-size: x-small;"><strong>(CicloVivo)</strong></span></p>
]]></content:encoded>
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		<title>Embalagens biodegradáveis feitas de cogumelo crescem sozinhas</title>
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		<pubDate>Mon, 20 May 2013 20:30:11 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Henrique Andrade Camargo</dc:creator>
				<category><![CDATA[meio ambiente]]></category>
		<category><![CDATA[Notí­cias]]></category>
		<category><![CDATA[cogumelos]]></category>
		<category><![CDATA[embalagens]]></category>
		<category><![CDATA[inovação]]></category>

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		<description><![CDATA[Chamada de Mycobond, a espuma pode servir mais tarde como adubo orgânico]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><span style="font-size: x-small;"><strong>EcoD</strong></span></p>
<p><a href="http://mercadoetico.terra.com.br/website/wp-content/uploads/2013/05/embalagem_cogumelos_biodegradavel_450.jpg"><img class="aligncenter size-full wp-image-72716" src="http://mercadoetico.terra.com.br/website/wp-content/uploads/2013/05/embalagem_cogumelos_biodegradavel_450.jpg" alt="" width="450" height="275" /></a></p>
<p>Alunos do Instituto Politécnico Rensselaer, por meio da empresa Ecovative Design, em Nova York, juntaram cogumelos e resíduos agrícolas e obtiveram embalagens 100% natural que crescem sozinhas. Chamada de Mycobond, a espuma pode servir mais tarde como adubo orgânico e até ser ingerida.</p>
<p>Segundo a empresa, o processo de fabricação requer uma quantidade de energia oito vezes inferior às das embalagens de espuma convencionais, além disso, as quantidades de CO2 emitidos são dez vezes menores.</p>
<p>Feitas do cogumelo mycelium, as embalagens crescem em cerca de uma semana à temperatura ambiente, em local escuro e em uma estrutura plástica que determina o formato da embalagem. Quando a peça está pronta ela é aquecida para evitar que o cogumelo cresça ainda mais.</p>
<p>Com apoio da <em>National Science Foundation</em>, a equipe desenvolveu um novo método para esterilizar o material agrícola inicial, uma etapa necessária na eliminação de esporos que possam competir com os dos cogumelos. Atualmente, a esterilização é feita com vapores, mas óleos de produtos como a canela e o orégão podem vir a substituí-los.</p>
<p>Se os avanços no processo de esterilização se revelaram bem sucedidos, a empresa afirmou que a energia necessária no fabrico das embalagens poderá ser 40% inferior à necessária para produzir as de polímeros convencionais.</p>
<p>As embalagens ecológicas podem ser encomendadas no site da empresa, que também desenvolve produtos como isolamento térmico para habitações.</p>
<p><span style="font-size: x-small;"><strong>(EcoD)</strong></span></p>
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		<title>ISP: A palavra do Gife</title>
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		<pubDate>Mon, 20 May 2013 19:56:23 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Henrique Andrade Camargo</dc:creator>
				<category><![CDATA[Negócios sustentáveis]]></category>
		<category><![CDATA[Notí­cias]]></category>
		<category><![CDATA[Salas Temáticas]]></category>
		<category><![CDATA[Andre Degenszajn]]></category>
		<category><![CDATA[Investimento Social Privado]]></category>

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		<description><![CDATA["Toda empresa, ao associar a sua marca a ações sociais, ganha em imagem e reputação"]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><span style="font-size: x-small;"><strong>Magali Cabral, da Página 22</strong></span></p>
<p><a href="http://mercadoetico.terra.com.br/website/wp-content/uploads/2013/05/Andre_Degenszajn_250.jpg"><img class="alignleft size-full wp-image-72726" src="http://mercadoetico.terra.com.br/website/wp-content/uploads/2013/05/Andre_Degenszajn_250.jpg" alt="" width="250" height="167" /></a>Para aprofundar o debate sobre o Investimento Social Privado (ISP), <span style="text-decoration: underline; color: #0000ff;"><strong><a href="http://www.pagina22.com.br/index.php/category/revista/73/" target="_blank">tema da edição número 73 de PÁGINA22</a></strong></span> – sobretudo em relação aos questionamentos levantados na reportagem “<span style="text-decoration: underline; color: #0000ff;"><strong><a href="http://www.pagina22.com.br/index.php/2013/04/terceiro-ato/" target="_blank">Terceiro ato</a></strong></span>”, sobre a forma como as empresas operam o ISP no País –, procuramos o secretário-geral do Grupo de Institutos, Fundações e Empresas (Gife), Andre Degenszajn, que nos concedeu a seguinte entrevista.</p>
<p><span style="font-size: 13px; line-height: 19px;"><strong>Página 22 &#8211; </strong><em>Como o Gife qualifica o debate sobre um eventual conflito entre interesses público e privado, particularmente quanto à utilização, em alguns casos, de incentivos e isenções fiscais oferecidos pelo governo?</em></span></p>
<p><strong>Andre Degenszajn &#8211; </strong>O tema das isenções, incentivos e imunidades é muito sensível. Há um senso comum de  que existe uma apropriação indevida do recurso público por um interesse privado. É um preconceito que omite a própria lógica do incentivo e bloqueia o olhar sobre os projetos que estão sendo feitos e seus resultados.</p>
<p>As isenções partem de um reconhecimento de que existe um potencial no ente privado de fazer avançar certas áreas que o governo decidiu priorizar. A preocupação deveria ser muito mais em avaliar o impacto que esses incentivos têm conseguido do que questionar uma legitimidade logo de saída. Os incentivos fiscais têm potencial para fomentar ainda mais recursos para agendas de interesse social. A posição do Gife é de que é legítimo utilizar incentivos nessas ações.</p>
<p><strong>P22 &#8211; </strong><em>E quanto ao alinhamento das ações sociais ao tema do negócio da empresa?</em></p>
<p><strong>AD &#8211; </strong>O Gife tem institutos independentes e familiares que não estão envolvidos nessa dicotomia. Assumindo que esse recorte é empresarial, durante certo tempo existiu uma visão de que os investimentos sociais deveriam ser absolutamente dissociados da empresa. Mas o alinhamento mostrou um potencial de impacto muito maior no resultado das ações sociais.</p>
<p><strong>P22 &#8211; </strong><em>Se a empresa é beneficiada, por que não fazer a ação social diretamente? Criar uma personalidade jurídica diferenciada, com outros tipos de encargos tributários, não pode gerar um problema de governança?</em></p>
<p><strong>AD &#8211; </strong>Temos muitas empresas que investem diretamente. Mas nos institutos esses ganhos não são evidentes, a não ser em áreas com incentivos específicos, como na cultura [Lei Rouanet]. Se pegarmos todo o volume de recursos investidos pela rede Gife, só 15% são feitos em regime de incentivo fiscal. A maior parte dos investimentos é para a área de educação, que não conta com incentivos. Ou seja, não existe uma situação que se paute pela busca de incentivos, ou, se existir, é periférica. Se fosse assim, todos investiriam em cultura, com incentivos que podem chegar a 70%. A lógica do ISP não está colada na existência dos incentivos.</p>
<p><strong>P22 &#8211; </strong><em>O ISP também beneficia a reputação e a imagem da empresa. </em></p>
<p><strong>AD &#8211; </strong>Toda empresa, ao associar a sua marca a ações sociais, tem um ganho de imagem  e reputação. Mas há quem defenda a  não criação de institutos para evitar uma percepção pública de que tudo que é bom está no instituto e tudo que é ruim está na empresa. Nesse caso, seria melhor que o  ISP fosse feito diretamente pela empresa, para que os impactos do negócio não se dissociassem da ação social. Acreditamos que muitas companhias recuem da decisão de montar um instituto para gerar essa maior sinergia entre o investimento social e os seus interesses.</p>
<p><strong>P22 &#8211; </strong><em>Existe uma preferência das empresas  por temas de consenso, como educação, esportes. O Gife pode influenciar nessa escolha de modelo de ação social, de modo que algumas áreas, como direitos humanos e reforma agrária etc., não fiquem descobertas de atenção? </em></p>
<p><strong>AD &#8211; </strong>Em 2010, o Gife publicou uma visão de  seus 10 anos postulando que deveríamos caminhar para um setor mais relevante e legítimo e, dentro desse eixo, era preciso um setor não tão concentrado no investimento empresarial, mas também com investidores independentes, familiares e comunitários.</p>
<p>Essa diversidade está associada a uma capacidade de maior abrangência de temas. O investimento empresarial não vai se vincular  a certos temas pela natureza do investimento. É pouco provável que uma organização trabalhe com temas controversos, como a legalização do aborto, embora absolutamente legítimos. É uma rota de potencial conflito, mas pode haver exceção. O último Censo Gife mostrou que a área que mais cresceu foi a  de defesa de direitos. De alguma forma essas agendas estão entrando mais no campo de investimento social. Mas não é papel do Gife orientar modelos de investimentos. Cuidamos para que o ISP seja coerente, sustentável a longo prazo e estrategicamente planejado.</p>
<p><em>Mais sobre o assunto na publicação </em><span style="text-decoration: underline; color: #0000ff;"><strong><a href="http://www.pagina22.com.br/index.php/2013/05/investimento-social-privado-a-palavra-do-gife/goo.gl/XTuzW" target="_blank">O Papel dos Institutos e Fundações na Atuação Socialmente Responsável da Empresa</a></strong></span></p>
<p><span style="font-size: x-small;"><strong>(Página 22)</strong></span></p>
]]></content:encoded>
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		</item>
		<item>
		<title>Por que comer mais insetos pode ser bom para você e para o planeta?</title>
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		<pubDate>Mon, 20 May 2013 19:26:36 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Henrique Andrade Camargo</dc:creator>
				<category><![CDATA[Notí­cias]]></category>
		<category><![CDATA[Salas Temáticas]]></category>
		<category><![CDATA[Você Sustentável]]></category>
		<category><![CDATA[alimentação]]></category>
		<category><![CDATA[FAO]]></category>
		<category><![CDATA[insetos]]></category>
		<category><![CDATA[segurança alimentar]]></category>

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		<description><![CDATA[Enquanto uma vaca precisa de 8 kg  de alimento  para produzir 1 kg de carne, os grilos precisam de apenas 1,7 kg]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><span style="font-size: x-small;"><strong><span style="line-height: 19px;"> Opinião e Notícia</span></strong></span></p>
<p><span style="font-size: 13px; line-height: 19px;"><a href="http://mercadoetico.terra.com.br/website/wp-content/uploads/2013/05/insetos_comestiveis_250.jpg"><img class="alignleft size-full wp-image-72730" src="http://mercadoetico.terra.com.br/website/wp-content/uploads/2013/05/insetos_comestiveis_250.jpg" alt="" width="250" height="168" /></a>O que comemos é ditado tanto pela cultura quanto por opção ou necessidade. Caso se pergunte a um ocidental qual a comida mais nojenta que ele já comeu, há grandes chances de que um grilo crocante ou uma larva borrachenta. Ainda assim, 2 bilhões de pessoas (cerca de 30% da população mundial) ingerem insetos como parte de sua dieta tradicional, afirma a Organização das Nações Unidas para Agricultura e Alimentação (FAO, na sigla em inglês).</span></p>
<p>Em um novo relatório, a FAO enaltece os benefícios de se comer mais insetos. A carne tem sido a principal fonte de proteínas em países ricos há muitos anos e o consumo está aumentos em países de renda média como China e Brasil, onde o consumo de carne é um sinal de riqueza. Mas o consumo de animais impõe um custo alto ao mundo. Quanto maior a fera, maior a quantidade de alimento, terra e água necessárias para produzir o produto comestível final, o que resulta em mais emissões de gases do efeito estufa. Uma vaca precisa de 8 quilos de alimento para produzir um quilo de carne, mas apenas 40% da vaca pode ser consumida. Os grilos precisam de apenas 1,7 kg de alimento para produzir 1 kg de carne, e 80% de seu corpo é considerado comestível.</p>
<p>Os insetos também têm altos teores de proteínas, minerais e micronutrientes. Trata-se de uma boa notícia para os americanos com paladares aventurosos que estão esperando a próxima invasão das cigarras.</p>
<p><em>* Texto traduzido e adaptado da Economist por Eduardo Sá<br />
</em><br />
<span style="font-size: x-small;"><strong>(Opinião e Notícia)</strong></span></p>
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		<title>Laranja Mecânica, a liberdade assistida da imaginação</title>
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		<pubDate>Mon, 20 May 2013 19:09:59 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Henrique Andrade Camargo</dc:creator>
				<category><![CDATA[Notí­cias]]></category>
		<category><![CDATA[Sociedade]]></category>
		<category><![CDATA[cinema]]></category>
		<category><![CDATA[Cultura]]></category>
		<category><![CDATA[Flávio Ricardo Vassoler]]></category>
		<category><![CDATA[laranja mecânica]]></category>
		<category><![CDATA[stanley kubrick]]></category>
		<category><![CDATA[violência]]></category>

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		<description><![CDATA["A tensão desse filme de Stanley Kubrick se estabelece quando nos damos conta que ele questiona de maneira crítica (e algo cínica) a erradicação da criminalidade aliada à impossibilidade de agir com liberdade"]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><span style="font-size: x-small;"><strong>Flávio Ricardo Vassoler*</strong></span></p>
<p><a href="http://mercadoetico.terra.com.br/website/wp-content/uploads/2013/05/laranja_mecanica_250.jpg"><img class="alignleft size-full wp-image-72733" src="http://mercadoetico.terra.com.br/website/wp-content/uploads/2013/05/laranja_mecanica_250.jpg" alt="" width="250" height="168" /></a>O clássico ‘Laranja Mecânica’ (1971), dirigido por Stanley Kubrick, desvela desde o princípio um cenário escatológico. Em um bar alucinógeno, em meio ao qual simulacros de mulheres nuas fazem as vezes de mesas, o protagonista Alex – interpretado magistralmente por Malcolm McDowell – e seus três comparsas tomam leite mesclado a uma série de drogas sintéticas como preparação para a descarga de ultraviolência.</p>
<p>Londres fica premida entre as duas superpotências que regem o mundo durante a Guerra Fria. Não à toa, então, o inglês articulado pelas personagens recebe o aporte de palavras oriundas do russo. “Moloko” (leite), “devotchka” (garota), “glaz” (olho), “govorit’” (falar), “noje” (faca). A língua híbrida modula a atmosfera fílmica, como se a contraditória democracia dos Estados Unidos, democracia que faz os vietnamitas votar à base de napalm e bombas incendiárias, e a ditadura soviética, que convence os tchecos e húngaros sobre as vantagens do socialismo com tanques e AK-47, estivessem (oni)presentes entre os escombros da outrora capital da Revolução Industrial.</p>
<p>Alex e sua gangue entorpecida logo colidem com uma gangue rival – inusitadamente, a trupe de Alex impede que os escroques de Billy Boy estuprem uma moça no palco de um velho teatro abandonado. Quiçá uma metáfora metalinguística de Kubrick para a posição dos espectadores de ‘Laranja Mecânica’: assistimos à cena em que Alex e seus comparsas assistem ao prenúncio de estupro sobre um palco teatral. Kubrick nos torna cúmplices da profunda ruptura ética a que sua obra dá vazão. Billy Boy só não estupra a jovem porque o ímpeto de ejacular a ultraviolência contra os rivais é maior do que a vontade sexual estrita. (O filme apreende a contiguidade subterrânea entre a libido e a violência; “não matarás” e “não cometerás adultério”, historicamente, são tabus violados de forma muitas vezes concomitante durante as guerras; que nos digam os soldados que tomam seus butins de saques, assassínios e estupros com a aquiescência de seus generais cúmplices.) Mas a madrugada de pilhagens havia começado com os uivos de um mendigo bêbado e senil que, antes de ser espancado a mando de Alex, traz uma síntese para nossas cicatrizes éticas:</p>
<p>− Homens na Lua e homens girando ao redor da Terra! Ora, e ninguém mais presta atenção na lei e na ordem aqui embaixo!</p>
<p>Os astronautas americanos e os cosmonautas soviéticos representam a ponta de lança das corridas aeroespacial e armamentista. Ainda assim, Kubrick faz com que um mendigo articule os sentidos e os ressentimentos da utopia enquanto seu corpo é vergado por pauladas e chutes de coturno.</p>
<p>− Qual o problema de vocês? – pergunta o senhor Deltoid, o agente pós-correcional que precisa responder aos superiores burocráticos sempre que o sistema de reabilitação coercitiva não consegue devolver um ex-detento à linha de produção do cotidiano. Devolvamos a palavra ao emparedado senhor Deltoid:</p>
<p>− Já estudamos o problema há mais de um século, mas não fizemos progressos. Você tem um bom lar, Alex, seus pais são carinhosos. Seu cérebro não é ruim. É algum demônio que se apossa de você?</p>
<p>O bom lar de Alex apresenta aos espectadores uma mãe permissiva e proletária que toma comprimidos para poder ser explorada com mais eficiência na fábrica. O pai trêmulo sequer pensa em ditar a Alex o que fazer. Alex, o líder, não tem um cérebro ruim. Eis algumas leituras sublimares que a narrativa de Stanley Kubrick nos sugere como possíveis raízes para a crise. Quanto a um suposto “demônio” que se apodera de Alex, os reacionários (e) resignados dos mais diversos matizes fazem coro com relação à origem dos problemas sociais:</p>
<p>− Trata-se da natureza humana. Somos inequívoca e irremediavelmente maus.</p>
<p>O burguês ressoa seu mantra sempre que envia ao departamento de recursos humanos o relatório mensal que lista a nova leva de funcionários desempregados. Em seguida, uma partida de golfe e uma dose de 12 anos driblam os vestígios de sua consciência. Afinal, “trata-se de leis impessoais. Se eu não demitir, meu concorrente me ultrapassará; se minha empresa naufragar, não serão apenas 500 funcionários e suas respectivas famílias que passarão a ver o mundo pelo olho da rua”. Alex, o líder algo cerebral, entende a lógica burguesa. No entanto, quando o proletário quer agir segundo os mesmos princípios hedonistas, o cálculo utilitário e concorrencial não o favorece. Trabalhar (para os outros) é preciso. Sendo assim, é possível maximizar as satisfações pessoais através de atalhos. Pela interpretação de Alex, o Sermão da Montanha se converte em Sermão da Estepe:</p>
<p>− Vocês querem um carro? É só colher das árvores. Vocês querem uma gostosa? É só pegar.</p>
<p>Logo a vontade de poder de Alex colide com a polícia. De nada adiantam os estudos e as admoestações do senhor Deltoid. Alex acaba cometendo um assassinato e recebe um novo nome no presídio onde é encalacrado: 655321. (Nosso nome é mais prolixo na interminável sequência de números do CPF, a identidade que viabiliza nossa liberdade condicional.)</p>
<p>Em seu novo condomínio gradeado, o ardiloso 655321 logo se aproxima do padre que, por meio do Evangelho segundo Talião, tenta inculcar o medo do inferno nos detentos para fazer com que os lobos vistam peles de cordeiro. Mas o Partido, em sua sanha de atender às demandas dos eleitores para se perpetuar no poder, já tem o devido respaldo estatístico para concluir que os métodos religiosos e prisionais não mais conseguem extirpar a criminalidade. [Os esquadrões de extermínio seguem a rota da periferia (paulistana), mas ainda assim não impedem as metástases do crime.] É preciso lançar mão da revolucionária “Técnica Ludovico”, por meio da qual a ciência asfixia o ímpeto da transgressão quando o delinquente pretende executá-la. Alex se torna a primeira cobaia da técnica que utiliza uma exposição maciça de filmes de violência associada à administração de remédios. Tudo isso para estrangular a imaginação e o livre arbítrio.</p>
<p>Alex 655321: É engraçado como as cores do mundo real só parecem realmente reais quando você as vê numa tela.</p>
<p>A ficção se apodera autoritariamente da realidade e a converte no espetáculo da realidade ficcional. Assim, as frustrações de uma sociedade estruturada sobre a escassez da abundância desigual, a competitividade e o isolamento em meio à massa podem ser canalizadas para a arte rebaixada a entretenimento. A transformação ficcional pressupõe a manutenção da realidade tal como ela circunda a sala de cinema. A tensão se estabelece quando nos damos conta de que o belo filme de Kubrick desenvolvido no coração de Hollywood questiona de maneira crítica (e algo cínica) a erradicação da criminalidade aliada à impossibilidade de agir com liberdade. A “Técnica Ludovico” causa uma náusea profunda e, no limite, um ímpeto suicida naquele que pretende cometer um crime. Assim, Caim deixará de matar seu irmão Abel não pelo fato de não querer fazer o mal, mas por não mais poder agir livremente. Mas eis que o padre irrompe e retoma as vestes da inquisição para colocar o primeiro ministro contra a parede:</p>
<p>− A bondade vem de dentro, ela deve ser fruto de escolhas. Mas, ora, o rapaz na verdade não tem escolha! Ele deixa de ser um malfeitor, mas também deixa de ser uma criatura capaz de escolhas morais.</p>
<p>Eis que o primeiro ministro, após pedir a bênção, esboça uma réplica às críticas sacras:</p>
<p>− Padre, isso são sutilezas. Não estamos preocupados com as éticas elevadas, mas apenas com a diminuição da criminalidade e com a solução para a superlotação de nossas prisões. (Palmas entusiasmadas da plateia de correligionários.) Alex 655321 será o seu verdadeiro cristão pronto a oferecer a outra face, pronto a ser crucificado em lugar de crucificar, profundamente enojado pela ideia de matar até mesmo uma mosca! Redenção, alegria ante os anjos de Deus&#8230; E o importante é que a técnica funciona!</p>
<p>O importante é que a realidade funcione, isto é, que se (re)produza através e a despeito de nós mesmos. Os princípios da “Técnica Ludovico” permanecem atualíssimos, se pensarmos que, em nosso cotidiano de liberdade assistida, já não é preciso haver camisas-de-força. A Guerra Fria se foi, já não há antíteses efetivas para o capitalismo de massas. As trombetas dos apologistas ressoam o fim da história. Assim, a imaginação é arregimentada e emoldurada desde o nascimento do olhar. Laranja Mecânica nos faz refletir sobre a introjeção das grades do presídio, sobre o princípio autoritário que aposenta o carrasco para dar lugar à violência etérea e espetacular da indústria cinematográfica – e publicitária. Quando houver um desvio chamado Stanley Kubrick a narrar e a questionar os limites impostos à criatividade, Hollywood logo lhe dará um Oscar e, em meio ao mar de mediocridade que dialoga com a (de)formação do público consumidor, os produtores e investidores converterão a aguda crítica social do filme em ficção sem efetivo enraizamento na realidade.</p>
<p>− Mera imaginação! – sentencia o inventor da “Técnica Ludovico”. Qualquer semelhança com a realidade é mera reincidência.</p>
<p><strong>*Flávio Ricardo Vassoler é escritor e professor universitário. Mestre e doutorando em Teoria Literária e Literatura Comparada pela FFLCH-USP, é autor de O Evangelho segundo Talião (Editora nVersos) e organizador de Dostoiévski e Bergman: o niilismo da modernidade (Editora Intermeios). Periodicamente, atualiza o Subsolo das Memórias, <span style="text-decoration: underline; color: #0000ff;"><a href="http://www.subsolodasmemorias.blogspot.com" target="_blank">www.subsolodasmemorias.blogspot.com</a></span>, página em que posta fragmentos de seus textos literários e fotonarrativas de suas viagens pelo mundo.</strong></p>
<p><span style="font-size: x-small;"><strong>(Carta Maior)</strong></span></p>
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		<title>Em defesa da Caatinga</title>
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		<pubDate>Mon, 20 May 2013 16:53:07 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Henrique Andrade Camargo</dc:creator>
				<category><![CDATA[meio ambiente]]></category>
		<category><![CDATA[Notí­cias]]></category>
		<category><![CDATA[Caatinga]]></category>
		<category><![CDATA[Ministério do Meio Ambiente]]></category>

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		<description><![CDATA[MMA financiará projetos para preservar o único bioma exclusivamente brasileiro]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><span style="font-size: x-small;"><strong><span style="line-height: 19px;">MMA</span></strong></span></p>
<p><span style="font-size: 13px; line-height: 19px;"><a href="http://mercadoetico.terra.com.br/website/wp-content/uploads/2013/05/caatinga_250.jpg"><img class="alignleft size-full wp-image-72736" src="http://mercadoetico.terra.com.br/website/wp-content/uploads/2013/05/caatinga_250.jpg" alt="" width="250" height="168" /></a>O Fundo Nacional de Desenvolvimento Florestal (FNDF), do Serviço Florestal Brasileiro (SFB), e o Fundo Clima, do Ministério do Meio Ambiente (MMA), lançaram em parceria nesta sexta-feira (17/05), duas chamadas de projetos que visam fortalecer o uso sustentável da Caatinga. Com isso, pretende-se contribuir para a manutenção do bioma, o único exclusivamente brasileiro e que conta com cerca de 53% de sua cobertura original.</span></p>
<p>A primeira chamada é voltada a associações e cooperativas de assentamentos da reforma agrária e do Programa Nacional do Crédito Fundiário e vai apoiar a realização do manejo florestal sustentável, instrumento que permite obter lenha, carvão, frutos, estacas e forragem mantendo a vegetação e a biodiversidade.</p>
<p>Os projetos selecionados receberão assistência para a elaboração e implementação do plano de manejo – documento que planeja e organiza a extração sustentável e deve ser aprovado no órgão ambiental – e também para a formulação do plano de negócios e acesso a crédito. Podem participar pequenos produtores rurais do Ceará e do Piauí.</p>
<p>&#8220;A Caatinga é a melhor aliada do produtor rural do semiárido. O fomento ao seu uso econômico sustentável é chave para melhorar a renda desse produtor, garantir sua permanência na terra, abastecer o mercado com produtos legais e inibir o avanço da desertificação&#8221;, afirma a diretora de Fomento e Inclusão do SFB, Claudia Azevedo-Ramos.</p>
<p><strong>Extensionistas</strong></p>
<p>Na segunda chamada, o foco são as instituições públicas ou privadas sem fins lucrativos que realizam assistência técnica e extensão rural (Ater). Será oferecida capacitação em manejo florestal comunitário, abrangendo temas como organização social, técnicas de manejo e licenciamento. Os candidatos devem atuar na Caatinga da região Nordeste.</p>
<p>“O aumento da demanda pelo manejo florestal na Caatinga requer agentes de Ater qualificados para atuar no tema, o que nos levou a lançar esta chamada”, diz o coordenador do Centro Nacional de Apoio ao Manejo Florestal (Cenaflor/SFB), Mauricio Marcon.</p>
<p>Os interessados têm até o dia 16 de junho para encaminharem seus projetos por meio de um formulário eletrônico disponível no site do SFB. Essas propostas serão avaliadas e classificadas pelo SFB, que após concluir essa etapa, fará licitação pública para contratar instituições especializadas em cada tema, que executarão os serviços àqueles que tiveram seus projetos selecionados.</p>
<p>Atualmente, o apoio do FNDF na Caatinga envolve mais de 1.000 famílias em assentamentos para o manejo florestal comunitário em cerca de 10 mil hectares. Estudos realizados com comunidades beneficiadas mostraram que o manejo chega a gerar R$ 8.400 de renda no ano por família, com a manutenção da vegetação, proporcionando aumento de renda e conservação de mais de 50% da cobertura florestal dos assentamentos.</p>
<p>Acesse as chamadas públicas aqui. Interessados podem obter informações pelos telefones (61) 2028-7240/7235, fax (61) 2028-7237 e e-mail fndf@florestal.gov.br.</p>
<p><span style="font-size: x-small;"><strong>(MMA)</strong></span></p>
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		<title>Bolsa de Valores Socioambientais lista cinco novos projetos a partir de hoje</title>
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		<pubDate>Mon, 20 May 2013 16:49:36 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Henrique Andrade Camargo</dc:creator>
				<category><![CDATA[Negócios sustentáveis]]></category>
		<category><![CDATA[Notí­cias]]></category>
		<category><![CDATA[Salas Temáticas]]></category>
		<category><![CDATA[BM&FBOVESPA]]></category>
		<category><![CDATA[bolsa de valores socioambiental]]></category>

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		<description><![CDATA[Ao todo, somam-se 13 projetos de organizações brasileiras disponíveis para investimentos a partir de R$ 20,00]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><span style="font-size: x-small;"><strong>BVSA</strong></span></p>
<p><span style="font-size: x-small;"><strong></strong></span><span style="font-size: 13px; line-height: 19px;">A Bolsa de Valores Socioambientais (BVSA) &#8212; plataforma virtual de doação na qual pessoas físicas e jurídicas contribuem com projetos sociais e ambientais que necessitam de recursos financeiros &#8211; apresenta hoje em seu portal <span style="text-decoration: underline; color: #0000ff;"><strong><a href="http://www.bvsa.com.br" target="_blank">www.bvsa.com.br</a></strong></span> cinco novos projetos de organizações brasileiras com orçamentos que variam entre R$ 30 mil e R$ 100 mil e que foram rigorosamente selecionados de acordo com os Oito Objetivos de Desenvolvimento do Milênio, da ONU (<span style="text-decoration: underline; color: #0000ff;"><strong><a href="http://www.bvsa.org.br/objetivos-do-milenio" target="_blank">www.bvsa.org.br/objetivos-do-milenio</a></strong></span>). São eles:</span></p>
<p style="padding-left: 30px;">·         Projeto mudando a história, da Organização Santa Fé – São Paulo/Capital;<br />
·         Beija flor &#8211; prevenção e diminuição da dor em prematuros, da Organização Hospital São Francisco de Assis &#8211; em Jacareí/SP;<br />
·         Projeto Desenvolvimento Comunitário e Produção Ecossustentável – PRODEC, da Organização  Associação Comunitária de Milagres – ACOM &#8211; Milagres/CE;<br />
·         Carbono Neutro &#8211; Recuperando Áreas de Proteção Permanente com Sistemas Agroflorestais, da Organização ASPRAVI &#8211; Associação dos Produtores Agroextrativistas do Vale do Índio &#8211; Humaitá/AM;<br />
·         Vale Sonhar &#8211; prevenção de gravidez na adolescência, da Organização Instituto Kaplan – Aracaju / SE;</p>
<p>Para se tornar um investidor socioambiental, basta se cadastrar no portal, escolher os projetos para os quais quer contribuir &#8211; de acordo com o tema, público beneficiário ou região &#8211; e montar sua carteira de doações. Podem ser doados valores a partir de R$ 20,00, via cartão de crédito ou boleto bancário. Pessoa Jurídica conta com benefício fiscal, o valor das doações são dedutíveis, como despesa operacional, até o limite de 2% do lucro operacional da empresa (limitada às pessoas jurídicas tributadas pelo regime de lucro real). Desde sua criação, a BVSA já arrecadou mais de 12,7 milhões, destinados a 107 projetos de todo o Brasil.</p>
<p>Com a listagem dos novos projetos, a BVSA disponibiliza 13 projetos de organizações de todo o País, que passam a ter acesso a recursos financeiros de forma segura e transparente: todos os valores captados são repassados integralmente pelo Instituto BM&amp;FBOVESPA às organizações, sem qualquer cobrança de taxa ou dedução; as organizações, de sua parte, publicam periodicamente relatórios de prestação de contas no portal, como uma empresa de capital aberto.</p>
<p>A BVSA é uma iniciativa pioneira da BM&amp;FBOVESPA e suas corretoras lançada em 2003 que conta com o apoio da Unesco, o reconhecimento da ONU como estudo de caso e inspirou outras Bolsas, como a de Johanesburgo (África do Sul) e Lisboa (Portugal), que desenvolvem projetos similares.</p>
<p><span style="font-size: x-small;"><strong>(BVSA)</strong></span></p>
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		<title>Novo estudo aponta para taxas menores de aquecimento global em curto prazo</title>
		<link>http://mercadoetico.terra.com.br/arquivo/novo-estudo-aponta-para-taxas-menores-de-aquecimento-global-em-curto-prazo/</link>
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		<pubDate>Mon, 20 May 2013 16:42:31 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Henrique Andrade Camargo</dc:creator>
				<category><![CDATA[meio ambiente]]></category>
		<category><![CDATA[Notí­cias]]></category>
		<category><![CDATA[aquecimento global]]></category>
		<category><![CDATA[ciência climática]]></category>
		<category><![CDATA[mudanças climáticas]]></category>

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		<description><![CDATA[Segundo os cientistas, nas próximas décadas as temperaturas médias globais devem aumentar cerca de 20% mais lentamente do que o esperado anteriormente]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><span style="font-size: x-small;"><strong><span style="line-height: 19px;">Jéssica Lipinski, do Instituto CarbonoBrasil</span></strong></span></p>
<p>O aumento das temperaturas devido às mudanças climáticas está ocorrendo, mas a taxas menores do que o estimado anteriormente, sugere uma nova pesquisa publicada neste domingo (19) no periódico<em> Nature Geoscience</em>.</p>
<p>A análise indica que, devido a uma redução no aquecimento atmosférico ocorrida na última década, os índices de aumento das temperaturas em curto prazo devem ser menores do que era previsto anteriormente, ficando entre 0,9 e 2,0 graus Celsius. As estimativas anteriores, como as do Painel Intergovernamental de Mudanças Climáticas (IPCC) de 2007, apontavam para taxas entre 1,0 e 3,0 graus Celsius.</p>
<p>“Observações recentes sugerem que a taxa esperada de aquecimento em resposta ao aumento dos níveis de gases do efeito estufa, ou ‘Resposta Climática Transitória’, provavelmente deve ficar dentro do intervalo dos atuais modelos climáticos, mas não no final desse intervalo”, colocou Alexander Otto, do Instituto de Mudança Ambiental da Universidade de Oxford.</p>
<p>“As [estimativas] mais quentes dos modelos em médio prazo estão na verdade parecendo menos prováveis ou inconsistentes com os dados da última década”, continuou Otto.</p>
<p>Segundo os cientistas, nas próximas décadas as temperaturas médias globais devem aumentar cerca de 20% mais lentamente do que o esperado anteriormente. Entretanto, em longo prazo, o aquecimento médio da Terra deve permanecer praticamente o mesmo, ou seja, entre os 2,0 e 4,5 graus Celsius projetados pelo IPCC.</p>
<p>“Com as atuais tendências de emissões, isso levaria a temperaturas muito altas no final do século XXI. O eventual aquecimento em longo prazo após a estabilização permanece incerto, mas para a maioria das decisões políticas, a resposta transitória para os próximos 50-100 anos é o que importa”, explicou Otto.</p>
<p>“Novos dados ajudando a excluir cenários mais extremos para taxas de aquecimento em curto prazo são notícias bem-vindas, mas mesmo se a resposta estiver na extremidade baixa do atual intervalo de incerteza, ainda estamos observando um aquecimento bem acima da meta de dois graus que os países firmaram se as atuais tendências de emissões continuarem”, acrescentou Reto Knutti, do Instituto Federal de Tecnologia de Zurique.</p>
<p>De acordo com os pesquisadores, essa diferença entre as estimativas em curto e longo prazo acontece pelo fato de que o aquecimento ocorrido na última década tem sido em sua maioria absorvido e armazenado pelos oceanos.</p>
<p>“Os oceanos estão sequestrando calor mais rapidamente do que o esperado ao longo da última década”, observou Steven Sherwood, professor da Universidade de Nova Gales do Sul, que não participou da pesquisa, à Reuters.</p>
<p>“Assumindo que esse comportamento continuará, [os cientistas] calculam que o clima aquecerá 20% mais lentamente do que o estimado previamente, embora em longo prazo possa ser tão ruim quanto [se esperava], já que eventualmente o oceano pode parar de absorver calor”, acrescentou.</p>
<p>Sherwood salientou que os dados apresentados pelo novo estudo devem ser vistos com cautela, já que ainda há muitas incertezas a respeito do comportamento dos oceanos em relação às mudanças climáticas.</p>
<p>Ainda assim, Otto concluiu que as novas conclusões não devem ser um motivo para que as pessoas deixem de se preocupar com o aquecimento global. “Esperávamos que uma década mudasse um pouco, mas a tendência geral é independente dela, e as pessoas devem ficar exatamente tão preocupadas como antes a respeito do que as mudanças climáticas estão fazendo”, concluiu ele à BBC.</p>
<p>Citação: <span style="text-decoration: underline; color: #0000ff;"><strong><a href="http://www.nature.com/ngeo/journal/vaop/ncurrent/full/ngeo1836.html" target="_blank">Energy budget constraints on climate response</a></strong></span> &#8211; doi:10.1038/ngeo1836</p>
<p><span style="font-size: x-small;"><strong>(Instituto CarbonoBrasil)</strong></span></p>
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		<title>IMAZON registra desmatamento de 140km2 em abril</title>
		<link>http://mercadoetico.terra.com.br/arquivo/imazon-registra-desmatamento-de-140km2-em-abril/</link>
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		<pubDate>Mon, 20 May 2013 16:07:22 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Henrique Andrade Camargo</dc:creator>
				<category><![CDATA[meio ambiente]]></category>
		<category><![CDATA[Notí­cias]]></category>
		<category><![CDATA[Amazônia]]></category>
		<category><![CDATA[Amazônia Legal]]></category>
		<category><![CDATA[desmatamento]]></category>
		<category><![CDATA[Imazon]]></category>

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		<description><![CDATA[Mesmo com o monitoramento prejudicado por nuvens, o Instituto do Homem e Meio Ambiente da Amazônia apontou um aumento no ritmo do desmatamento de 84% em relação a abril de 2012]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><span style="font-size: x-small;"><strong>IMAZON</strong></span></p>
<p>Em abril de 2013, metade (55%) da área florestal da Amazônia Legal estava coberta por nuvens, o que comprometeu a detecção do desmatamento e da degradação florestal através das imagens MODIS (Moderate Resolution Imaging Spectrometer) utilizadas pelo SAD (Sistema de Monitoramento do Desmatamento) principalmente nos estados de Roraima, Amapá e Pará que apresentaram 90%, 77% e 75% de cobertura de nuvens respectivamente. Nessas condições foram detectados 140 quilômetros quadrados de desmatamento na Amazônia Legal. Isso representou um aumento de 84% em relação a abril de 2012 quando o desmatamento somou 76 quilômetros quadrados e a cobertura de nuvens foi de 74%.</p>
<p>O desmatamento acumulado no período de agosto de 2012 a abril de 2013 totalizou 1.570 quilômetros quadrados. Houve aumento de 88% em relação ao período anterior (agosto de 2011 a abril de 2012) quando o desmatamento somou 836 quilômetros quadrados.</p>
<p>Em abril de 2013, a maioria (73%) do  desmatamento ocorreu no Mato Grosso, seguido por Rondônia (19%), Amazonas (6%), Pará (1%) e Roraima (1%).</p>
<p>As florestas degradadas na Amazônia Legal somaram 83 quilômetros quadrados em abril de 2013. Em relação a abril de 2012, quando a degradação florestal somou 40 quilômetros quadrados, houve um aumento de 107%.</p>
<p>A degradação florestal acumulada no período (agosto 2012 a abril 2013) atingiu 1.219 quilômetros quadrados. Em relação ao período anterior (agosto de 2011 a abril de 2012), quando a degradação somou 1.589 quilômetros quadrados, houve redução de 23%.</p>
<p>Em abril de 2013, o desmatamento detectado pelo SAD comprometeu 2,5 milhões de toneladas de CO² equivalente.  No acumulado do período (agosto 2012 a abril de 2013) as emissões de CO² equivalentes comprometidas com o desmatamento totalizaram 88 milhões de toneladas, o que representa um aumento de 55% em relação ao período anterior (agosto de 2011 a abril de 2012).</p>
<p><a href="http://www.imazon.org.br/publicacoes/transparencia-florestal/transparencia-florestal-amazonia-legal/boletim-do-desmatamento-sad-abril-de-2013/at_download/file" target="_blank"> </a><span style="text-decoration: underline; color: #0000ff;"><strong><a href="http://www.imazon.org.br/publicacoes/transparencia-florestal/transparencia-florestal-amazonia-legal/boletim-do-desmatamento-sad-abril-de-2013/at_download/file" target="_blank">Veja o relatório do IMAZON</a></strong></span></p>
<p><span style="font-size: x-small;"><strong>(IMAZON)</strong></span></p>
]]></content:encoded>
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		<title>Observatório do Código Florestal acompanhará implementação da nova lei</title>
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		<pubDate>Mon, 20 May 2013 15:59:00 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Henrique Andrade Camargo</dc:creator>
				<category><![CDATA[meio ambiente]]></category>
		<category><![CDATA[Notí­cias]]></category>
		<category><![CDATA[Código Florestal]]></category>
		<category><![CDATA[preservação ambienal]]></category>

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		<description><![CDATA[Após uma longa disputa política, o Novo Código Florestal entrou em vigor em 25 de maio de 2012 e em seu primeiro ano de vigência muito pouco foi feito: nenhum dos 27 Estados aprovou ainda seu Programa de Regularização Ambiental ]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><span style="font-size: x-small;"><strong>SOS Mata Atlântica</strong></span></p>
<p>Após uma longa disputa política, o Novo Código Florestal (Lei Federal nº 12.651/2012) entrou em vigor em 25 de maio de 2012 e em seu primeiro ano de vigência muito pouco foi feito: nenhum dos 27 Estados aprovou ainda seu Programa de Regularização Ambiental (PRA), cerca de 4,5 milhões de propriedades rurais precisam entrar no Cadastro Ambiental Rural (CAR) e o artigo 41, que prevê incentivos econômicos para as propriedades rurais que não desmataram ilegalmente, ainda não foi regulamentado.</p>
<p>Nesta terça-feira, 21 de maio, às 14h, organizações socioambientais se unem para lançar o Observatório do Código Florestal, com o objetivo de monitorar a regulamentação e a implementação da nova lei florestal e avaliar com transparência, objetividade e consultas locais o desempenho dos Estados em cumprir a lei. O lançamento acontece  durante o segundo painel do seminário “Um Ano de Vigência do Novo Código Florestal”, na Câmara dos Deputados, em Brasília (Anexo II – Plenário nº 12). Promovido pela Comissão Mista de Mudanças Climáticas e pela Frente Parlamentar Ambientalista, o seminário  tem como objetivo marcar o primeiro aniversário da lei e fazer um balanço de avanços, retrocessos e entraves. A programação acontece das 9h às 18h.</p>
<p>Participam da criação do Observatório o Instituto de Pesquisas Ambientais da Amazônia (IPAM), o WWF-Brasil, a Fundação SOS Mata Atlântica, Instituto Centro de Vida (ICV), o Instituto Socioambiental (ISA), juntamente com The Nature Conservancy (TNC) e a Conservação Internacional. Mas ele estará aberto a adesões de outras organizações da sociedade.</p>
<p>Cada organização tem liberdade de posicionamento e atuação. O Observatório vai coletar, sistematizar e analisar informações, mas não assumirá posições políticas. Para apresentar seu posicionamento, durante o seminário, às 15h15, representantes de diversas organizações participarão do painel “Diferentes visões sobre a implementação da nova Lei”.</p>
<p>Entre os presentes, Suelma Rosa, representante nacional da TNC, falará sobre os desafios para o monitoramento do novo Código Florestal. “Nós desenvolvemos diversas estratégias e incentivos reais para que o Código Florestal seja cumprido de fato. Um exemplo, e que pode colaborar para o acompanhamento da sociedade, é a tecnologia que utilizamos para desenvolver o software utilizado no mecanismo do Cadastro Ambiental Rural (CAR)”, afirma.</p>
<p>Além de produzir indicadores sobre a implementação do CAR e dos PRAs, o Observatório vai realizar consultas públicas nos estados para identificar juntamente com produtores rurais e governos locais os gargalos e entraves à regulamentação e cumprimento do novo Código Florestal.</p>
<p>“Além de participar do Observatório, estamos lançando diversos grupos de trabalho que acompanharão a implementação e cumprimento do Código Florestal nos estados da Mata Atlântica. Até o fim do ano serão 17. A exemplo do que fizemos com a Lei da Mata Atlântica, queremos levar essas discussões para os Estados, evitando que as decisões e debates aconteçam apenas em Brasília”, afirma Mario Mantovani, diretor de Políticas Públicas da SOS Mata Atlântica, que participará da mesa de abertura do evento, às 9h, e do lançamento do Observatório do Código Florestal, às 14h.</p>
<p><strong>SERVIÇO</strong><br />
Seminário Um Ano de Vigência do Novo Código Florestal<br />
21 de maio, terça- feira – das 9h às 18h<br />
Lançamento do Observatório do Código Florestal<br />
Às 14h<br />
Local: Câmara dos Deputados – Anexo II – Plenário nº 12, Brasília-DF</p>
<p><span style="font-size: x-small;"><strong>(SOS Mata Atlântica)</strong></span></p>
]]></content:encoded>
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		<title>Proposta pretende incentivar a conservação e regularização ambientais na agricultura familiar</title>
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		<pubDate>Mon, 20 May 2013 15:55:00 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Henrique Andrade Camargo</dc:creator>
				<category><![CDATA[meio ambiente]]></category>
		<category><![CDATA[Notí­cias]]></category>
		<category><![CDATA[agricultura familiar]]></category>
		<category><![CDATA[Código Florestal]]></category>
		<category><![CDATA[conservação ambiental]]></category>
		<category><![CDATA[ISA]]></category>

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		<description><![CDATA[Segundo a ideia, os agricultores que não tiverem “áreas rurais consolidadas” em seus imóveis poderão vender seus produtos ao Programa de Aquisição de Alimentos por um preço até 20% superior ao recebido pelos demais agricultores.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><span style="font-size: x-small;"><strong>ISA</strong></span></p>
<p><span style="font-size: 13px; line-height: 19px;">Uma proposta elaborada pelo ISA, a partir de conversas com gestores públicos de diversos ministérios, pretende estimular a conservação ambiental nos imóveis da agricultura familiar.</span></p>
<p>Segundo a ideia, os agricultores que não tiverem “áreas rurais consolidadas” em seus imóveis poderão vender seus produtos ao PAA (Programa de Aquisição de Alimentos) por um preço até 20% superior ao recebido pelos demais agricultores. Aqueles que decidirem restaurar essas áreas receberão um prêmio de 5% enquanto estiverem fazendo isso. Esses produtores rurais também teriam um teto de vendas ao governo maior do que os demais (leia o documento).</p>
<p><span style="font-size: 13px; line-height: 19px;">“Seria uma forma concreta de remunerar os agricultores pelos serviços ambientais prestados à sociedade e de reparar uma situação de injustiça criada com a nova lei florestal”, afirma Raul Silva Telles do Valle, coordenador de Política e Direito Socioambiental do ISA e um dos autores da proposta.</span></p>
<p>O PAA permite ao Poder Público comprar, diretamente e sem licitação, alimentos produzidos por agricultores familiares para abastecer creches, asilos e hospitais. Em 2012, ele desembolsou R$ 838 milhões para 185 mil produtores em todo País.</p>
<p><span style="font-size: 13px; line-height: 19px;">Para sair do papel, a proposta precisa ser aprovada pelo grupo gestor do PAA, que reúne representantes de vários ministérios. Ela deve ser analisada pelo colegiado nos próximos meses, mas já recebeu o apoio do Consea (Conselho Nacional de Segurança Alimentar e Nutricional), onde surgiu a ideia de criar o PAA, há 10 anos.</span></p>
<p>A ideia já foi apresentada aos integrantes do grupo gestor, à Contag (Confederação Nacional dos Trabalhadores na Agricultura) e à FETRAF (Federação Nacional dos Trabalhadores e Trabalhadoras da Agricultura Familiar) e recebeu contribuições do MPA (Movimento de Pequenos Agricultores).</p>
<p><span style="font-size: 13px; line-height: 19px;">A “área rural consolidada” é um eufemismo criado pela Lei Federal 12.651/12, que revogou o antigo Código Florestal há um ano, para denominar pastagens e plantações situadas em áreas de preservação permanente (APPs) e de reserva legal (RL), que deveriam ser protegidas (saiba mais). Pelas novas regras, um produtor que protegeu integralmente suas matas ciliares em APPs e outro que protegeu apenas pequena parte delas estarão igualmente regulares.</span></p>
<p>A anistia promovida pela nova lei florestal reduziu em torno de 29 milhões de hectares as áreas a serem reflorestadas nas propriedades rurais em todo o país, segundo estudo patrocinado recentemente pela SAE (Secretaria de Assuntos Estratégicos) do governo federal (veja o documento). Toda essa área, antes protegida, será agora considerada como ocupação agropecuária “consolidada”.</p>
<p><strong><span style="font-size: 13px; line-height: 19px;">Políticas articuladas</span></strong></p>
<p><span style="font-size: 13px; line-height: 19px;">“Há um descompasso histórico entre a política agrícola e a ambiental no país, que precisa acabar. Enquanto uma sempre pregou a necessidade de aumentar a produção a qualquer custo, a outra tentava impor limites. Na cabeça do agricultor, esses eram sinais contraditórios, e os resultados nefastos estão aí. A proposta é uma tentativa de dar coerência mútua a essas políticas, para que elas se reforcem, ao invés de se anularem”, enfatiza Valle.</span></p>
<p>“O conjunto das políticas públicas que atendem a agricultura familiar poderia priorizar as famílias que estão adequadas ou se readequando ao Código Florestal. Essa articulação das políticas poderia consolidar a agenda ambiental”, destaca Valter Israel da Silva, da secretaria nacional do MPA. Ele vê com o otimismo a possibilidade de que incentivos à conservação sejam ampliados a outras políticas voltadas à agricultura familiar.</p>
<p><span style="font-size: 13px; line-height: 19px;">Silva considera que o novo incentivo pode alcançar um número razoável de produtores, mas que outras iniciativas são necessárias para dar escala à conservação na agricultura familiar, como o pagamento por serviços socioambientais.</span></p>
<p>Para ele, um dos grandes desafios para viabilizar a proposta do ISA é fazer as informações sobre as mudanças na lei e sobre a própria política chegarem até os agricultores para que eles busquem acessá-la.</p>
<p><span style="font-size: 13px; line-height: 19px;">“A proposta é muito interessante porque vai de fato premiar quem consegue fazer conservação aliada à produção de alimentos”, diz Natal Magnanti, integrante da Rede Ecovida de Agroecologia e presidente do Consea de Santa Catarina.</span></p>
<p>Ele aponta que um dos problemas que precisa ser resolvido para colocar a ideia em prática é a dificuldade de agricultores de comunidades carentes, quilombolas e indígenas em obter a DAP (declaração de aptidão), que permite acessar políticas como o PAA. Muitos deles não têm a terra regularizada ou dependem de instituições como a Funai (Fundação Nacional do Índio) para conseguir o documento, segundo Magnanti.</p>
<p><span style="font-size: 13px; line-height: 19px;">Para Raul do Valle, outro dos desafios para tirar a proposta do ISA do papel será a comprovação da situação ambiental dos agricultores. A nova lei florestal prevê o CAR (Cadastro Ambiental Rural) em todo o país, que permitiria a qualquer um saber quais agricultores estão ou não protegendo integralmente suas APPs, por exemplo. &#8220;A proposta do ISA apoia-se na existência do CAR para diferenciar positivamente os que mais preservam, mas tudo depende de como será efetivamente implantado esse cadastro, da fidedignidade e transparência de seus dados”, pondera Valle.</span></p>
<p>No Brasil, a agricultura familiar responde por 70% dos empregos no campo e 40% da produção agrícola. Mais de 60% dos alimentos que abastecem a mesa dos brasileiros vêm das pequenas propriedades. Há mais de 4,3 milhões de imóveis de agricultura familiar no País, o que representa 84% do total, mas eles ocupam só 24,3% (ou 80 milhões de hectares) da área dos estabelecimentos agropecuários.</p>
<p><strong><span style="font-size: 13px; line-height: 19px;">Oficina</span></strong></p>
<p>Nesta semana, o ISA e o ISPN (Instituto Sociedade População e Natureza) promovem, em Brasília, uma oficina para debater a proposta para o PAA e outras, ainda preliminares, sobre a inclusão de incentivos à conservação nas demais políticas destinadas à agricultura familiar, como a Política de Garantia de Preços Mínimos (PGPM) e o Programa Nacional de Fortalecimento da Agricultura Familiar (Pronaf).</p>
<p><span style="font-size: 13px; line-height: 19px;">Cerca de 60 pessoas participam do evento, entre representantes do governo federal, prefeituras, organizações da sociedade civil, movimentos sociais e produtores rurais.</span></p>
<p>A oficina é apoiada pela Agência dos Estados Unidos para o Desenvolvimento Internacional (USAID, na sigla em inglês), no âmbito do consórcio &#8220;Preparando o Brasil para o REDD&#8221;, liderado pela The Nature Conservancy (TNC) e integrado pelo ISA, Instituto Centro de Vida (ICV), Fundo Brasileiro para a Biodiversidade (Funbio) e Environmental Defense Fund (EDF).</p>
<p><strong><span style="font-size: x-small;">(ISA)</span></strong></p>
]]></content:encoded>
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		<title>Autoritarismo oculto atrás de megaeventos esportivos no Brasil</title>
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		<pubDate>Mon, 20 May 2013 15:50:16 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Henrique Andrade Camargo</dc:creator>
				<category><![CDATA[Notí­cias]]></category>
		<category><![CDATA[Sociedade]]></category>
		<category><![CDATA[Brsail]]></category>
		<category><![CDATA[Copa do Mundo 2014]]></category>
		<category><![CDATA[direitos humanos]]></category>
		<category><![CDATA[Olimpíadas 2016]]></category>

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		<description><![CDATA[Cerca de 30 mil famílias tiveram que abandonar suas casas no país, forçadas pelo Estado, revelou o Comitê Popular da Copa e das Olimpíadas]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><span style="font-size: x-small;"><strong><span style="line-height: 19px;">Fabíola Ortiz, da IPS</span></strong></span></p>
<p><span style="font-size: 13px; line-height: 19px;">Os preparativos para receber vários megaeventos esportivos no Brasil ocultam a intervenção autoritária dos poderes públicos e a violação dos direitos humanos, em favor de grandes projetos urbanísticos e de remodelação de estádios, segundo denúncia de um estudo. Cerca de 30 mil famílias tiveram que abandonar suas casas no país, forçadas pelo Estado, revelou o Comitê Popular da Copa e das Olimpíadas, que reúne cerca de 50 organizações, entre movimentos sociais, investigativos, organizações não governamentais e sindicatos.</span></p>
<p>O informe Megaeventos e Violação de Direitos Humanos no Rio de Janeiro, elaborado pelo Comitê, destaca que apenas nesta cidade, que receberá os Jogos Olímpicos de 2016, já foram desalojadas de suas casas três mil famílias, e outras 7.800 estão ameaçadas. O despejo forçado de milhares de pessoas e a privatização de espaços públicos são alguns dos aspectos obscuros dos projetos desportivos em que o Brasil está imerso, critica o documento, apresentado nesta cidade no dia 15.</p>
<p>O Brasil também será sede do Mundial da Fifa, que acontecerá em 12 cidades no ano que vem, e, de 15 a 30 de junho, receberá a Copa das Confederações, com as presenças dos campeões de cada continente. “Era o que mais temíamos que acontecesse. Os benefícios e o legado social tão apregoados escondem, na verdade, um legado oculto: uma sociedade elitista, segregada e desigual. É triste observar isso”, opinou o sociólogo e planejador urbano Orlando Alves dos Santos Júnior, um dos coordenadores do estudo.</p>
<p>Para este pesquisador do Observatório das Metrópoles e do Instituto de Pesquisa e Planejamento Urbano e Regional, da Universidade Federal do Rio de Janeiro, os multimilionários investimentos que são feitos sob o manto da Copa do Mundo e das Olimpíadas ultrapassam o campo esportivo e envolvem um grande projeto de reforma urbanística. Os impactos da intervenção urbana têm grandes dimensões e implicam diversos processos de exclusão social, como os despejos, revela o informe.</p>
<p>“Demonstramos que há processo de relocalização dos pobres fora das áreas onde acontecem os investimentos, concentradas no centro e em zonas do sul e norte do Rio de Janeiro. São polos onde os bens de raiz tiveram uma grande valorização”, disse Orlando. Para ele, essa valorização tem por base o deslocamento da população pobre para a periferia. “Tudo isso acompanhado por uma total falta de informação para as famílias desalojadas, bem como a coação, o uso da violência e a violação dos direitos humanos. É muito grave o que está ocorrendo na cidade”, ressaltou.</p>
<p>O geógrafo norte-americano Christopher Gaffney, estudioso das políticas públicas de esportes e de segurança em grandes acontecimentos, disse à IPS que os despejos e a privatização de espaços públicos representam uma grande falha da democracia do Brasil. “Essa política é um grande retrocesso. Representa mudança de valores, que elimina o papel do governo como garantidor de serviços essenciais para os cidadãos, como moradia e cultura. Os despejos forçados são uma evidente violação do direito à moradia. A especulação imobiliária está desenfreada no Rio”, pontuou.</p>
<p>Christopher, que também integra o Comitê Popular e é pesquisador do Observatório das Metrópoles, afirmou que não existe um “critério coerente e aplicável” no processo de despejo de milhares de famílias e que a população afetada denuncia falta de diálogo, de transparência e de informação. “A incerteza de não ter onde viver gera pânico constante, assim como o uso de métodos de terror para expulsar as pessoas de suas comunidades a qualquer preço”, acrescentou.</p>
<p>“Há casos em que as famílias foram informadas que deveriam abandonar suas casas sem terem tempo de retirar seus pertences. Em outros, a negociação para deixarem as casas aconteceu ao lado de retroescavadeiras, prontas para a demolição. Toda uma pressão psicológica”, contou Christopher. Poucas famílias receberam uma casa digna, afirmou. As autoridades compensam a expropriação com indenização insuficiente para a compra de uma nova casa digna, ou colocam as famílias em planos de moradia, com exigências que muitas não podem cumprir, como o chefe da família ter emprego formal e conta em banco.</p>
<p>Segundo o informe, o verdadeiro legado para o Rio de Janeiro será “uma cidade mais desigual, com a exclusão de milhares de famílias e a destruição de comunidades inteiras, bem como a apropriação da maior parte dos benefícios por uns poucos atores econômicos e sociais”. Uma das principais críticas se faz à privatização de espaços públicos de custo multimilionário. Nesta cidade são reformadas instalações esportivas, como o lendário estádio do Maracanã, infraestruturas e mobilidade, enquanto multiplicam-se os projetos de remodelação urbana.</p>
<p>O investimento total previsto na cidade aumentou 95% sobre o orçamento inicial, passando de US$ 1,1 bilhão para US$ 2,1 bilhões. Dessa quantia, a construção e renovação de estádios representam quase 25%. O Maracanã, onde acontecerá a final da Copa 2014 e a abertura dos Jogos Olímpicos, está envolto pela polêmica entrega em concessão do novo complexo a um consórcio privado pelo prazo de 35 anos. O custo da obra foi de US$ 600 milhões, contra os US$ 370 milhões previstos inicialmente.</p>
<p>A entrega do estádio, pela primeira vez, a mãos privadas levou a Procuradoria a iniciar uma investigação sobre os investimentos feitos pelo Estado para os megaencontros esportivos. Para Christopher, as instalações esportivas passarão de espaços de cultura a centros de consumo. “Os estádios são palco de manifestação da cultural local expressa no futebol. Será praticamente um assassinato cultural que neles seja substituída a tradição da popular e fiel torcida pela figura do cliente, do consumidor de classe mais alta”, afirmou.</p>
<p>Além disso, a iniciativa privada também vai demolir um importante parque aquático, uma escola pública, um ginásio de atletismo e uma prisão para construir dois prédios de estacionamento para dois mil veículos, um heliporto, um centro comercial e um museu do futebol. “A partir desta realidade vemos as vulnerabilidades da democracia brasileira, inclusive do Brasil que trata de construir instituições mais fortes. A Copa do Mundo e os Jogos Olímpicos aceleram processos antidemocráticos”, enfatizou Christopher.</p>
<p>O sociólogo Orlando destacou que a sociedade recebeu passivamente a multimilionária renovação, e recordou que a construção do complexo do Maracanã “representa a destruição de estruturas multiuso que abrigavam a prática de outros esportes. Será apenas um espaço para mostrar e um centro comercial. Os atletas de outras modalidades ficarão sem local para treinar. Além disso, os ingressos serão muito caros”. O Comitê Popular pretende apresentar seu estudo às autoridades públicas, à Fifa, ao Comitê Olímpico Internacional e a organizações internacionais, como o Relator Especial sobre Direito Humano à Moradia da Organização das Nações Unidas (ONU).</p>
<p>(Envolverde/IPS)</p>
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		<item>
		<title>A educação financeira e o consumo sustentável</title>
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		<pubDate>Mon, 20 May 2013 15:40:24 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Henrique Andrade Camargo</dc:creator>
				<category><![CDATA[Educação e sustentabilidade]]></category>
		<category><![CDATA[Notí­cias]]></category>
		<category><![CDATA[Salas Temáticas]]></category>
		<category><![CDATA[consumo consciente]]></category>
		<category><![CDATA[educação financeira]]></category>
		<category><![CDATA[meio ambiente]]></category>
		<category><![CDATA[Sustentabilidade]]></category>
		<category><![CDATA[Tomás Carmona]]></category>

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		<description><![CDATA["Estabelecer interdependência entre a necessidade da diminuição de consumo e a sustentabilidade significa falar de educação financeira e uso consciente do dinheiro interligando todo o processo de consumir"]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><span style="font-size: x-small;"><strong><span style="line-height: 19px;">Tomás Carmona*</span></strong></span></p>
<p><a href="http://mercadoetico.terra.com.br/website/wp-content/uploads/2013/05/educação_financeira_infantil_250.jpg"><img class="alignleft size-full wp-image-72739" src="http://mercadoetico.terra.com.br/website/wp-content/uploads/2013/05/educação_financeira_infantil_250.jpg" alt="" width="250" height="168" /></a>A educação financeira, mais especificamente aquela voltada a crianças e adolescentes, pode dotar esse público, futuros consumidores e influenciadores em seus círculos de convivência, de um nível de consciência que dificilmente se perderá ao longo de suas vidas, estabelecendo padrões de comportamento e consumo futuros muito mais sustentáveis.</p>
<p>A discussão sobre o nível de consumo que a sociedade pratica nos dias de hoje e em que medida este consumo é ou não é sustentável, aparece em estudos científicos que afirmam já estarmos em um nível aproximadamente 30% acima do que o planeta consegue regenerar.</p>
<p>Pois bem, preconizamos a educação financeira dos mais jovens baseada na questão histórica do uso do dinheiro e do consumo; no entendimento claro entre desejo e necessidade, no querer versus precisar; e na exemplaridade dos pais. Tudo isso leva à compreensão da interdependência que há entre a necessidade de maior consciência para o consumo e a sustentabilidade.</p>
<p>A questão histórica do uso do dinheiro explica a “ética do consumo”, surgida na segunda metade do século XIX nos Estados Unidos e, em suma, se caracteriza pela ostentação de hábitos de consumo extravagantes como forma de avaliação social positiva, status e prestígio.</p>
<p>No terreno de desejos versus necessidades, a subjetividade da análise é uma constante, pois existem inúmeros estudos, principalmente no campo da psicologia, tentando identificar quais são os fatores que criam, aumentam ou diminuem os nossos desejos. Obviamente que somos influenciados pelas interações com o ambiente que nos cerca. O desejo, por exemplo, de sermos considerados importantes, pode muitas vezes nos motivar a viver acima de nossa capacidade financeira, fomentando um consumo pessoal e familiar direcionado para a aceitação pela sociedade por meio do exibicionismo.</p>
<p>Por isso um jovem financeiramente bem educado saberá discernir e calcular, quando ingressar no mercado de consumo, o quanto do orçamento pode ser destinado a satisfazer necessidades e o quanto pode ser direcionado para satisfazer desejos, de forma equilibrada. Trabalhar com as crianças os conceitos de querer e precisar é crucial, pois somente assim elas aprenderão a distinguir o consumo para a satisfação de uma necessidade do consumo para a satisfação de um desejo.</p>
<p>Crianças procuram se espelhar em seus pais como exemplos, e serão um reflexo dos hábitos que presenciam durante a sua formação. E os hábitos de consumo não são exceção.</p>
<p>Os momentos de convívio e lazer familiar, nos dias de hoje e principalmente nas famílias residentes em centros urbanos, são cada vez mais escassos, e frequentemente ocorrem mais intensamente nos finais de semana – já que os pais trabalham fora de casa durante a semana –, e em situações e ambientes que estimulam o consumo: lanche ou almoço no shopping; as compras; a locação de um DVD; o cinema. Trata-se de uma prematura exposição ao consumo que leva muitas crianças a confundir e vincular, desde muito novas, o prazer da convivência com os pais ao prazer do consumo.</p>
<p>Na educação financeira infantil, o processo abarca quatro grandes áreas: como ganhar, como poupar, como gastar e como doar. Mais especificamente no que toca ao “como gastar”, estamos falando de fazer escolhas. “Ensinar os filhos a discernir as consequências de seguir essa ou aquela opção torna-os responsáveis pelo destino que constroem”, escreveu Cássia D’Aquino, renomada autora de publicações sobre educação financeira.</p>
<p>A exemplaridade e o poder de influência dos pais na formação do caráter das novas gerações impõe a todos uma responsabilidade ainda não percebida pela maioria. Vencer o desafio da sustentabilidade pelo caminho da educação financeira de crianças e adolescentes leva tempo e exige repetição e muito empenho. Mas é um caminho mais poderoso que qualquer mídia, escola, publicidade ou campanha.</p>
<p>Estabelecer interdependência entre a necessidade da diminuição de consumo e a sustentabilidade significa falar de educação financeira e uso consciente do dinheiro interligando todo o processo de consumir, pois o dinheiro “atravessa” o ato de consumo.</p>
<p><strong>* Tomás Carmona é gerente corporativo de sustentabilidade da Serasa Experian</strong></p>
<p><span style="font-size: x-small;"><strong>(Consumidor Moderno Consciente)</strong></span></p>
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		<title>Um novo paradigma do marketing: a oferta consciente</title>
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		<pubDate>Mon, 20 May 2013 15:26:48 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Henrique Andrade Camargo</dc:creator>
				<category><![CDATA[Comunicação Responsável]]></category>
		<category><![CDATA[Notí­cias]]></category>
		<category><![CDATA[Salas Temáticas]]></category>
		<category><![CDATA[comunicação consciente]]></category>
		<category><![CDATA[criatividade]]></category>
		<category><![CDATA[Eduardo Ramos-Schubert]]></category>
		<category><![CDATA[publicidade]]></category>
		<category><![CDATA[Sustentabilidade]]></category>

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		<description><![CDATA["O desafio é complexo e encoraja a capacidade criativa das empresas. Estimula a criação de produtos, canais de distribuição, mensagens publicitárias e a requalificações dos vendedores e atendentes"]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><span style="font-size: x-small;"><strong><span style="line-height: 19px;">Eduardo Ramos-Schubert*</span></strong></span></p>
<p><a href="http://mercadoetico.terra.com.br/website/wp-content/uploads/2013/05/megafone_verde.jpg"><img class="alignleft size-full wp-image-72743" src="http://mercadoetico.terra.com.br/website/wp-content/uploads/2013/05/megafone_verde.jpg" alt="" width="300" height="200" /></a>Recentemente, a Coca-Cola lançou uma campanha nos Estados Unidos com o tema da obesidade, afirmando sua preocupação com a doença que cresce vertiginosamente no país. Como contribuição para atenuar este problema, a empresa apresenta as mudanças feitas nos últimos anos em seu portfólio de produtos para incluir bebidas de baixa caloria, naturais ou complementadas por nutrientes importantes. Podemos também nos lembrar do McDonald´s, que incluiu em seu cardápio produtos saudáveis, como saladas e frutas, e porções menores para o público infantil. Os céticos poderiam dizer que essa medida já vem tarde e que estas empresas não dão ponto sem nó. Sem dúvida, essas iniciativas no setor alimentício são conquistas da sociedade: devem-se a pressões de órgãos reguladores, organizações da sociedade civil, organizações médicas e de consumidores.</p>
<p>Mas a atitude dessas empresas sinaliza uma mudança de paradigma. Há um movimento interessante e irreversível na forma como elas se dispuseram a abrir em suas estratégias canais de diálogo com as questões do nosso tempo. Ao assumirem o risco do debate, da crítica permanente, seus posicionamentos se alteram significativamente. Elas aceitaram assumir uma cota de responsabilidade pelo impacto de seus produtos na sociedade. Deixam em suas campanhas a clara intenção de que suas ações sejam mais positivas, tornando-se parceiras do consumidor e das organizações da sociedade no enfrentamento de questões sociais. Acima de tudo, a resposta é uma mudança na sua oferta.</p>
<p>Nos últimos anos, cerca de 40 milhões de consumidores, conforme dados do IBGE entraram para a classe média, com demandas legítimas de bem-estar. Neste cenário, os impactos sociais crescem na mesma proporção. A questão da obesidade, por exemplo, ganhou relevância por passar a afetar parte significativa da população. Qual o papel de quem oferece o produto neste contexto? Novamente, vemos que a resposta está na oferta.</p>
<p>Já há algum tempo e com grande mérito, vem-se discutindo na sociedade a produção e o consumo sustentáveis. Em geral, o foco da discussão sobre consumo concentra-se no âmbito exclusivo das escolhas individuais. Nesta lógica, pessoas podem, por exemplo, escolher se querem ou não se alimentar bem. Nos últimos anos, no Brasil, organizações governamentais e não governamentais (destaco aqui o trabalho do Instituto Akatu) promoveram grandes avanços na conscientização do consumidor, partindo do princípio de que consumidores conscientes podem fazer escolhas responsáveis e induzir empresas a mudar comportamento no que se refere à responsabilidade social e à sustentabilidade. O mérito desse trabalho foi ter criado uma consciência no Brasil sobre estes temas e colocado na agenda social a necessidade de revisão da ação empresarial.</p>
<p>Desse modo, fica para a empresa a responsabilidade sobre a produção. Ampliam-se as exigências legais e a fiscalização para que elas adotem práticas socialmente justas e ambientalmente corretas. Estimula-se, ainda que timidamente, a inovação em produtos e embalagens para que tenham menor impacto ambiental.</p>
<p>Mas falta um fator nesta equação: a própria oferta.</p>
<p>Em termos práticos, a oferta é o meio pelo qual as empresas chegam ao mercado e convidam o consumidor a experimentar certo produto ou serviço. Para que tenhamos uma oferta consciente, ela deve corresponder a um produto ou serviço acessível e desejável pelos consumidores. Para isso, precisa que sua produção, política de preços e distribuição sejam eficientes e bem dimensionadas.</p>
<p>A oferta deve se organizar de uma forma adequada à demanda do consumidor, evitando excessos e desperdícios. Neste caso, valem os seguintes questionamentos: o produto veio na quantidade adequada ao seu tipo de consumo?, ele oferece alternativas de compartilhamento e reutilização?, está em embalagem que equaciona o impacto do descarte e a proteção necessária para ampliar sua durabilidade?, existem alternativas para que seus resíduos sejam coletados e descartados corretamente?</p>
<p>Também é fundamental refletirmos sobre como produtos e serviços são apresentados aos consumidores. A sedução é tão importante quanto a clareza e a verdade. Só assim o consumidor pode fazer uma escolha consciente. Por essa razão, é um bom caminho pensar como dispor o produto no ponto de venda, avaliar sua propaganda e se as informações contidas no rótulo, nas embalagens e na etiqueta levam em conta a transparência necessária para informar adequadamente os consumidores. E não podemos nos esquecer da forma como o atendimento ao cliente é realizado, sobretudo no comportamento de vendedores e atendentes.</p>
<p>Prosperar ignorando crises sociais e ambientais é um jogo bastante perigoso. Empresas podem extrair da sociedade suas riquezas, aproveitando-se dos recursos disponíveis, sejam eles humanos ou naturais. E os lucros estão garantidos no curto prazo. Mas essas crises fazem parte dos negócios e um dia as empresas serão cobradas por terem ignorado este cenário. Já no médio prazo e no longo, se não mudarem sua abordagem, tenderão a distanciar-se dos interesses e das demandas de seus consumidores. Na maioria das vezes, passarão a ser consideradas vilãs e responsabilizadas por efeitos das crises. Em vez do lucro fácil, o resultado será a perda de fidelidade dos clientes. Michael Porter, o destacado autor e professor da Universidade de Harvard, tem enfatizado o conceito de valor compartilhado. Na visão deste autor, as empresas devem buscar em suas estratégias de negócios a melhor forma de contribuir para a sociedade, tornando-se agentes indispensáveis para seu melhor funcionamento. E os desafios que se impõem para os gestores passam por saber discernir o que é valor para o conjunto da sociedade e o que não é. Para tanto, é necessário refinar a habilidade de interpretação das tendências sociais e não só as de mercado.</p>
<p>A realidade já nos mostra que é possível mudar e criar valor para a sociedade, considerando os desafios atuais. A Zazcar, por exemplo, oferece serviços de locação de veículos por hora de utilização em vários pontos de São Paulo. Ou seja, quando se precisa realmente do carro, ele está disponível, a um preço razoável, e não é necessário possuí-lo. O mesmo vale para as bicicletas oferecidas pelo Itaú e pela Porto Seguro. Estas empresas nada mais fizeram do que propor soluções para crises de mobilidade num grande centro urbano como São Paulo. Fazem seus negócios e compartilham valor com a sociedade. As soluções existem, basta pensar. E isso vale para qualquer setor. O simples questionamento já é um avanço. Quer ver? Será que queremos lavar roupas ou ter máquinas de lavar? Será que queremos ler livros ou empilhá-los em estantes e prateleiras? A oferta consciente está fundamentada nas necessidades reais dos consumidores e nos efeitos que produtos e serviços possam causar na sociedade e no meio ambiente.</p>
<p>O desafio é complexo e encoraja a capacidade criativa das empresas. Estimula a criação de produtos, canais de distribuição, mensagens publicitárias e a requalificações dos vendedores e atendentes. Exige razoável dose de inovação, ao redesenhar modelos de negócios que incorporem novas variáveis e garantam a sobrevivência da empresa. E o resultado é o desejo de todos nós: uma sociedade mais sustentável e equilibrada.</p>
<p><strong>* Eduardo Ramos-Schubert é empreendedor, sócio fundador da SAX, empresa de inovação em experiências de consumo</strong></p>
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		<title>Começa o Fórum Permanente da ONU sobre Questões Indígenas</title>
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		<pubDate>Mon, 20 May 2013 13:34:01 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Henrique Andrade Camargo</dc:creator>
				<category><![CDATA[Notí­cias]]></category>
		<category><![CDATA[Sociedade]]></category>
		<category><![CDATA[indígenas]]></category>
		<category><![CDATA[índios]]></category>
		<category><![CDATA[ONU]]></category>

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		<description><![CDATA[12ª sessão vai até o dia 31 de maio, com a participação de comunidades de todo o mundo; mais de 370 milhões de indígenas vivem em 90 países.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><span style="font-size: x-small;"><strong><span style="line-height: 19px;">Leda Letra, da Rádio ONU</span></strong></span></p>
<p><a href="http://mercadoetico.terra.com.br/website/wp-content/uploads/2013/05/indio_onu_250.jpg"><img class="alignleft size-full wp-image-72746" src="http://mercadoetico.terra.com.br/website/wp-content/uploads/2013/05/indio_onu_250.jpg" alt="" width="250" height="168" /></a>A sede das Nações Unidas, em Nova York, recebe a partir desta segunda-feira o Fórum Permanente sobre Questões Indígenas. A 12ª sessão da conferência irá reunir, até 31 de maio, comunidades indígenas de todo o mundo, discutindo direitos, educação, saúde e cultura.</p>
<p>Segundo a ONU, existem mais de 370 milhões de povos indígenas vivendo em 90 países. Nesta segunda e na terça-feira, o relator especial da organização sobre os Direitos dos Povos Indígenas terá reuniões individuais com representantes dos povos e organizações.</p>
<p><strong>Mulheres</strong></p>
<p>James Anaya irá ouvir as preocupações das comunidades indígenas, em especial relatos sobre violações dos direitos humanos. No primeiro dia da conferência, haverá ainda uma discussão sobre a situação dos indígenas na África.<br />
Em um evento paralelo, mulheres indígenas vão compartilhar testemunhos e ações de combate à violência. Em outro debate, será discutida uma estratégia global de habitação sobre indígenas e áreas urbanas.</p>
<p>Comunidades da África, América Latina e Ásia vão partilhar experiências sobre arrecadação de fundos. Serão discutidos também detalhes da Conferência Mundial sobre os Povos Indígenas, que irá ocorrer em 2014.</p>
<p><span style="font-size: x-small;"><strong>(Radio ONU)</strong></span></p>
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		<title>A um ano da Copa, ganhos e perdas nas cidades-sede</title>
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		<pubDate>Fri, 17 May 2013 21:40:08 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Henrique Andrade Camargo</dc:creator>
				<category><![CDATA[Notí­cias]]></category>
		<category><![CDATA[Sociedade]]></category>
		<category><![CDATA[Brasil]]></category>
		<category><![CDATA[Copa do Mundo 2014]]></category>
		<category><![CDATA[Raquel Rolnik]]></category>

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		<description><![CDATA["Comitês populares vêm acompanhando os preparativos em todo o país e realizando manifestações para reivindicar que o processo de preparação não se constitua em um verdadeiro vale tudo"]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><span style="font-size: x-small;"><strong><span style="line-height: 19px;">Raquel Rolnik*</span></strong></span></p>
<p><a href="http://mercadoetico.terra.com.br/website/wp-content/uploads/2013/05/copa_mascote_250.jpg"><img class="alignleft size-full wp-image-72668" src="http://mercadoetico.terra.com.br/website/wp-content/uploads/2013/05/copa_mascote_250.jpg" alt="" width="250" height="168" /></a>Faltando pouco mais de um ano para a realização da Copa do Mundo no Brasil, o Comitê Popular da Copa do Rio de Janeiro divulgou hoje mais um dossiê com um balanço dos preparativos para os jogos, avaliando os impactos sociais na vida da população e denunciando violações de direitos. Desde 2010, quando foram criados, os comitês populares vêm acompanhando os preparativos em todo o país e realizando manifestações nas cidades-sede dos jogos para reivindicar que o processo de preparação da copa não se constitua em um verdadeiro “estado de exceção” em que vale tudo! De lá para cá, vemos que essas mobilizações resultaram, em vários casos, em mudanças de procedimentos.</p>
<p>No Rio de Janeiro, que certamente é a cidade onde este processo ocorre há mais tempo e de maneira mais intensa, em 2011 a prefeitura publicou um decreto estabelecendo novas diretrizes para remoções de moradores, reassentamentos e indenizações. Nesse decreto houve um reajuste das indenizações, cujo valor máximo passou de R$ 40 mil para R$ 77 mil. Uma conquista, sem dúvida. Mas muito tímida diante da situação que a cidade vive hoje. Um trabalho de final de curso do estudante Lucas Faulhaber, da Escola de Arquitetura e Urbanismo da UFF, ao mapear para onde foram os reassentados removidos das comunidades da zona sul, revela a perversidade desta situação.</p>
<p><span style="font-size: 13px; line-height: 19px;">Um exemplo de resistência é a Vila Autódromo, que desde a preparação dos jogos Pan-Americanos de 2007 resiste à remoção. Agora, cerca de 500 famílias, que moram no local há mais de 40 anos, estão ameaçadas de remoção, embora não estejam em área que vá receber qualquer empreendimento olímpico ou de mobilidade ligado à realização dos jogos. Em agosto do ano passado, os moradores entregaram à prefeitura uma proposta de urbanização que demonstra não haver incompatibilidade entre o projeto olímpico, a existência da comunidade e a preservação ambiental da Barra da Tijuca, onde está localizada, mas até hoje o diálogo não avançou. Conhecido como plano popular da Vila Autódromo, o projeto foi desenvolvido numa parceria entre a Associação de Moradores da comunidade e professores e alunos da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) e da Universidade Federal Fluminense (UFF).</span></p>
<p>Um caso semelhante está acontecendo em São Paulo. A comunidade da Vila da Paz, em Itaquera, na zona leste, apresentou em março para a prefeitura o Plano Popular Alternativo para a Vila da Paz. A comunidade está ameaçada de remoção por conta de intervenções urbanísticas como o Parque Linear do Rio Verde e de obras viárias no entorno do estádio do Itaquerão. Desenvolvido pelo Coletivo Comunidades Unidas de Itaquera, Instituto Polis e Peabiru-TCA, o plano alternativo propõe mudanças nas intervenções a fim de garantir a permanência dos moradores em condições adequadas. No momento, prefeitura e comunidade vêm se reunindo para tratar do assunto. Esperamos ver avanços.</p>
<p>Em Fortaleza, por sua vez, o número de remoções previstas já foi reduzido de 2.500 para 1.700. Na comunidade Aldaci Barbosa, próxima à rodoviária interestadual, depois de muitas mobilizações, o governo concordou em mudar o local onde seria construída a estação do Veículo Leve sobre Trilhos (VLT), que antes afetaria a comunidade, evitando um grande número de remoções. Também na comunidade Lauro Vieira Chaves, que fica perto do aeroporto Pinto Martins, muitas remoções foram evitadas. Os moradores apresentaram um plano alternativo para a passagem do VLT e, depois de muitas reuniões com os órgãos responsáveis, conseguiram modificar o projeto, reduzindo as remoções de 300 para 22. Entretanto, novas remoções em outras áreas estão sendo anunciadas, embora esta informação não esteja disponível em Fortaleza, nem em outras cidades-sede.</p>
<p>Quando uma das questões mais graves da preparação das cidades para os megaeventos é justamente a falta de informação e transparência, é importante também destacar a iniciativa do governo do Ceará de publicar uma cartilha sobre o projeto de implementação do VLT, esclarecendo a população sobre o processo de desapropriação. Por outro lado, faltou garantir espaços de participação na concepção do projeto e também na discussão e aprovação da Lei que estabeleceu as regras para a remoção e indenização das pessoas afetadas.</p>
<p>Também em Natal, 400 imóveis seriam removidos por conta de obras viárias relacionadas à preparação para a Copa do Mundo. Em fevereiro a prefeitura decidiu mudar o projeto e evitar parte das desapropriações. Outra cidade onde podemos perceber que houve avanços é Curitiba. Em dezembro de 2011, por exemplo, depois de várias mobilizações, foram suspensas as obras da trincheira, uma passagem subterrânea na comunidade São Cristóvão, em São José dos Pinhais (região metropolitana), cujo trajeto acarretaria a remoção de diversas famílias. Além disso, no final de 2012, foi retirado da matriz de responsabilidades da Copa o projeto do Corredor Metropolitano, obra viária que passaria por oito municípios, afetando mais de mil famílias em seu trajeto original, segundo cálculos da UFPR.</p>
<p>Enfim, precisamos reconhecer e comemorar estes avanços, que demonstram que a organização e mobilização são relevantes para fazer ouvir os que raramente têm acesso aos processos decisórios sobre os grandes projetos das cidades. Mas muitas violações ainda estão em curso – não apenas relacionadas à moradia – e por isso o acompanhamento permanente, a indignação e publicização das violações é fundamental.</p>
<p><strong>* Raquel Rolnik é urbanista, professora da Faculdade de Arquitetura e Urbanismo da Universidade de São Paulo e relatora especial da Organização das Nações Unidas para o direito à moradia adequada.</strong></p>
<p><strong><span style="font-size: x-small;"><strong>(Artigo publicado originalmente no <a href="http://raquelrolnik.wordpress.com/" target="_blank">blog da autora</a>)</strong></span><br />
</strong></p>
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		<title>James Hansen alerta para os riscos climáticos de explorar o petróleo das areias betuminosas e o gás de xisto</title>
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		<pubDate>Fri, 17 May 2013 21:11:26 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Henrique Andrade Camargo</dc:creator>
				<category><![CDATA[meio ambiente]]></category>
		<category><![CDATA[Notí­cias]]></category>
		<category><![CDATA[aquecimento global]]></category>
		<category><![CDATA[combustíveis fósseis]]></category>
		<category><![CDATA[energia suja]]></category>
		<category><![CDATA[James Hansen]]></category>

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		<description><![CDATA[Para ativista, reservas convencionais de combustíveis fósseis já possuem uma quantidade tão grande de carbono armazenado que não é seguro utilizá-las sem que as temperaturas médias do planeta subam mais de 2ºC.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><span style="font-size: x-small;"><strong><span style="line-height: 19px;">Fabiano Ávila, do Instituto CarbonoBrasil</span></strong></span></p>
<p><span style="font-size: 13px; line-height: 19px;"><a href="http://mercadoetico.terra.com.br/website/wp-content/uploads/2013/05/areias_betuminosas_250.jpg"><img class="alignleft size-full wp-image-72662" src="http://mercadoetico.terra.com.br/website/wp-content/uploads/2013/05/areias_betuminosas_250.jpg" alt="" width="250" height="168" /></a>Os Estados Unidos estão atravessando um boom no uso do gás natural de xisto, tecnologia que já começa a ser promovida também no Brasil apesar de suas consequências incertas para os lençóis freáticos e para o aquecimento global. Além disso, a discussão mais acalorada nos EUA atualmente é a construção do oleoduto Keystone XL, que se estenderá por milhares de quilômetros para escoar a produção de petróleo das areias betuminosas canadenses.</span></p>
<p>Em uma palestra no Reino Unido, James Hansen, um dos mais renomados climatologistas norte-americanos e que acaba de deixar a NASA para se dedicar ao ativismo climático, afirmou que se o oleoduto for construído e a exploração do petróleo das areias betuminosas e do gás de xisto continuarem crescendo na América do Norte, podemos dar adeus às chances de evitar as piores consequências das mudanças climáticas.</p>
<p>“As reservas convencionais de combustíveis fósseis já possuem uma quantidade tão grande de carbono armazenado que não é seguro utilizá-las sem que as temperaturas médias subam mais de 2ºC. Se somarmos a isso as novas reservas alternativas que estão sendo exploradas, o problema climático não terá solução”, afirmou Hansen.</p>
<p>Para o pesquisador, não existem dúvidas de que o aquecimento do planeta é resultado das emissões de gases do efeito estufa resultantes das atividades humanas.</p>
<p>“A mensagem da ciência não podia ser mais clara: não podemos investir para buscar mais combustíveis fósseis. Essas novas reservas alternativas são ainda mais intensivas em carbono do que as convencionais”, disse.</p>
<p>As declarações do pesquisador ganham peso depois dos resultados apresentados nesta quinta-feira (16) por um levantamento que analisou quase 12 mil artigos científicos entre 1991 e 2011 e concluiu que 97,1% dos estudos apontam as ações humanas como a principal causa do aquecimento global.</p>
<p>Hansen defende que uma taxa sobre as emissões é melhor do que os mercados de carbono para lidar com a crise climática.</p>
<p>“Eu sou da opinião de que é necessário colocar um preço sobre o carbono, porque a comunidade empresarial e os consumidores precisam entender que o custo está crescendo continuamente. Em um sistema de limite e comércio de emissões [cap-and-trade], o preço flutua conforme uma série de fatores […] Não queremos um mercado flutuante. Queremos que todos entendam que explorar os combustíveis fósseis ficará cada vez mais caro e que, por isso, precisam planejar suas decisões”, afirmou Hansen ao portal EurActiv em uma excelente entrevista que pode ser lida aqui.</p>
<p><span style="font-size: x-small;"><strong>(Instituto CarbonoBrasil)</strong></span></p>
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		</item>
		<item>
		<title>Dia Mundial da Reciclagem: Gargalos impedem avanço e deixam empresas com capacidade ociosa</title>
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		<pubDate>Fri, 17 May 2013 20:31:24 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Henrique Andrade Camargo</dc:creator>
				<category><![CDATA[meio ambiente]]></category>
		<category><![CDATA[Notí­cias]]></category>
		<category><![CDATA[Brasil]]></category>
		<category><![CDATA[lixões]]></category>
		<category><![CDATA[reciclagem]]></category>
		<category><![CDATA[resíduos sólidos]]></category>

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		<description><![CDATA[Apenas 14% das cidades brasileiras têm coleta seletiva]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><span style="font-size: x-small;"><strong><span style="line-height: 19px;">Agência Brasil</span></strong></span></p>
<p style="text-align: center;"><a href="http://mercadoetico.terra.com.br/website/wp-content/uploads/2013/05/reciclagem_400qua.jpg"><img class="size-full wp-image-72657 aligncenter" src="http://mercadoetico.terra.com.br/website/wp-content/uploads/2013/05/reciclagem_400qua.jpg" alt="" width="400" height="336" /></a></p>
<p style="text-align: left;">A coleta seletiva ainda enfrenta gargalos para se tornar abrangente no país, como determina a Política Nacional de Resíduos Sólidos (PNRS), que entrará em vigor na segunda metade de 2014. A avaliação foi feita por André Vilhena, diretor do Compromisso Empresarial pela Reciclagem (Cempre), fórum que reúne 38 grandes empresas nacionais e multinacionais desde a Conferência das Nações Unidas sobre Meio Ambiente e Desenvolvimento, a Rio-92.</p>
<p>Vilhena destaca que um dos entraves para o avanço da coleta seletiva no Brasil é a falta de qualificação dos gestores locais responsáveis por elaborar os planos municipais de resíduos sólidos: &#8220;O envolvimento das prefeituras é o ponto de partida. Temos hoje poucos municípios fazendo a coleta seletiva e, principalmente, fazendo a coleta seletiva de forma abrangente. Para mudar isso, os gestores públicos necessitam de treinamento para que possam efetivamente implantar os programas em seus municípios&#8221;.</p>
<p>A falta de capacitação é mais grave no interior, mas também está longe do ideal nas grandes cidades: &#8220;Vamos pegar os exemplos das maiores cidades do Brasil: os programas tanto de São Paulo quanto do Rio de Janeiro são muito pouco abrangentes, precisam passar por uma reformulação e ampliação significativas. Sem dúvida alguma, no curto espaço de tempo, precisamos melhorar muito os programas de coleta seletiva nas cidades brasileiras, especialmente nas maiores&#8221;, observa Vilhena.</p>
<p><span style="font-size: 13px; line-height: 19px;">Com programas de coleta seletiva pouco organizados, a indústria recicladora padece de pouca oferta de matéria-prima e, segundo estimativas do Cempre, funciona, em média, com capacidade ociosa entre 20% e 30%. Levantamento feito pelo Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea) em 2010 já mostrava que o Brasil deixava de movimentar R$ 8 bilhões anualmente por não aproveitar o potencial do setor. De acordo com o Cempre, apenas 14% das cidades brasileiras têm coleta seletiva, sendo 86% delas no Sudeste.</span></p>
<p><strong>Impostos e informalidade</strong></p>
<p>Outro entrave para a reciclagem no Brasil, segundo Vilhena, é o peso tributário sobre o setor, que se beneficiaria de mudanças na cobrança de impostos: &#8220;De cara, deveria ser dispensado o recolhimento do ICMS [Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços] na venda de sucatas e materiais recicláveis, além de produtos com 100% de material reciclado. Poderia ser feita, a partir disso, uma redução gradativa do imposto conforme o percentual de material reciclado na composição&#8221;, defende ele, que acredita haver bitributação no caso do Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI): &#8220;em alguns setores, o produto já teve a cobrança do IPI [Imposto sobre Produtos Industrializados]. quando foi descartado, e tem o desconto de novo durante a reciclagem&#8221;.</p>
<p>Edson Freitas, da organização não governamental EccoVida, concorda com as duas análises: &#8220;muita gente prefere a informalidade por causa dos impostos. Pago uns 30% de imposto sobre minhas garrafas e ainda tenho que pagar para destinar o lixo não aproveitável. Um dos projetos que desenvolvo, de produção de telhas a partir de PET [politereftalato de etileno, utilizado na fabricação de embalagens e outros produtos], eu trouxe de Manaus, porque lá não era viável por falta de plástico selecionado&#8221;.</p>
<p>Em seu galpão, o presidente da ONG conta que processa mil toneladas de material reciclado por mês, mas a falta de oferta o impede de vender o dobro disso de matéria-prima para fábricas como a Companhia de Bebidas das Américas (Ambev), que usa suas PETs na produção de garrafas 100% recicladas, que corresponderam a 28% da produção em 2012 e devem chegar a 40% em 2013.</p>
<p style="padding-left: 30px;"><span style="font-size: x-small;"><em>No ano passado, a companhia reutilizou 60 milhões de PETs na produção, número que deve saltar para 130 milhões neste ano, com a autorização da Anvisa para o uso de material reciclável em mais três fábricas da empresa, somando seis homologadas. A produção de PET a partir de material reciclável economiza 70% de energia e reduz em 70% a emissão de gás carbônico na atmosfera. Além das PETs, a Ambev também produz, em sua fábrica de vidro, sete em cada dez garrafas desse material inteiramente com cacos reciclados, sendo 88% deles provenientes da própria cervejaria e 12% de cooperativas.</em></span></p>
<p style="padding-left: 30px;"><span style="font-size: x-small;"><em><strong><span style="line-height: 19px;">Sociedade envolvida</span></strong></em></span></p>
<p style="padding-left: 30px;"><span style="font-size: x-small;"><em>O problema da falta de material de que Freitas se queixa, no entanto, não é causado só pela escassez de planos municipais. Para Vilhena, é preciso maior envolvimento da população: &#8220;Temos que melhorar o engajamento do cidadão brasileiro nos programas de coleta seletiva, que ainda estão aquém do desejado&#8221;.</em></span></p>
<p style="padding-left: 30px;"><span style="font-size: x-small;"><em>Edson Freitas destaca que é preciso uma mudança de pensamento em relação aos materiais recicláveis: &#8220;nem chamo de lixo uma PET ou uma embalagem de papelão, porque não são lixo. Têm o mesmo valor que tinham quando o produto estava armazenado dentro delas. É só limpar que continua a ser material com valor comercial e utilidade&#8221;.</em></span></p>
<p><span style="font-size: x-small;"><strong>(Agência Brasil)</strong></span></p>
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		<title>Saiba como transformar camisetas infantis em gorros personalizados</title>
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		<pubDate>Fri, 17 May 2013 20:24:52 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Henrique Andrade Camargo</dc:creator>
				<category><![CDATA[Moda & Beleza]]></category>
		<category><![CDATA[Notí­cias]]></category>
		<category><![CDATA[Salas Temáticas]]></category>
		<category><![CDATA[artesanato]]></category>
		<category><![CDATA[meio ambiente]]></category>
		<category><![CDATA[moda sustentável]]></category>
		<category><![CDATA[reaproveitamento]]></category>

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		<description><![CDATA[Trabalho é simples e rápido, exigindo apenas noções básicas de costura]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><span style="font-size: x-small;"><strong>CicloVivo</strong></span></p>
<p><a href="http://mercadoetico.terra.com.br/website/wp-content/uploads/2013/05/moda_gorrinhos_520.jpg"><img class="aligncenter size-full wp-image-72651" src="http://mercadoetico.terra.com.br/website/wp-content/uploads/2013/05/moda_gorrinhos_520.jpg" alt="" width="520" height="346" /></a></p>
<p>As crianças crescem muito rápido, consequentemente as roupinhas deixam de servir e, em alguns casos, ficam esquecidas no armário. A primeira opção é doá-las a alguém que precise. Porém, elas também podem ser transformadas em outras peças. A dica do blog “<span style="text-decoration: underline; color: #0000ff;"><strong><a href="http://thewinthropchronicles.blogspot.com.br/2012/01/up-cycling-t-shirt-baby-hats.html" target="_blank">The Winthrop Chronicles</a></strong></span>” é transformar as camisetas que ficaram pequenas em gorros.</p>
<p>O trabalho é bastante simples de ser feito, será necessário apenas ter noções básicas de costura. Para começar é necessário identificar as camisetas que realmente não podem ser usadas, ou porque ficaram pequenas ou porque estão manchadas ou rasgadas.</p>
<p>Os gorros podem ser feitos em dois formatos: retos ou arredondados. Para a primeira opção será usada a barra inferior da camisa, para uma touca arredondada use a gola. Antes de cortar, o gorro deve ser desenhado na camisa, deixando uma ponta comprida no topo. O ideal é fazer o desenho na parte interna, da mesma forma como ele deve ser costurado.</p>
<p>Após costurar, o gorro pode ser finalizado com um nó na ponta. Esse é o grande diferencial desta toquinha, que ganha um charme especial com este simples cuidado. <span style="text-decoration: underline; color: #0000ff;"><strong><a href="http://thewinthropchronicles.blogspot.com.br/2012/01/up-cycling-t-shirt-baby-hats.html" target="_blank">Clique aqui para ver o passo a passo completo</a></strong></span>.</p>
<p>No modelo sugerido pelo blog “<strong><span style="text-decoration: underline; color: #0000ff;"><a href="http://justdawnelle.blogspot.com.br/2012/08/double-knot-littlies-hat.html" target="_blank">Just Dawnelle</a></span></strong>”, o gorro pode ter duas “alças” superiores. Assim, são dados dois nós e a touca ganha uma nova opção de personalização e estilo. <span style="text-decoration: underline; color: #0000ff;"><strong><a href="http://justdawnelle.blogspot.com.br/2012/08/double-knot-littlies-hat.html" target="_blank">Clique aqui para ver o passo a passo</a></strong></span>.</p>
<p>Em ambos os casos é possível finalizar o artesanato com o anexo de flores ou outros enfeites infantis.</p>
<p><span style="font-size: x-small;"><strong>(CicloVivo)</strong></span></p>
]]></content:encoded>
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		<title>Casal brasileiro dá volta ao mundo a bordo de uma Kombi sustentável</title>
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		<pubDate>Fri, 17 May 2013 20:15:50 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Henrique Andrade Camargo</dc:creator>
				<category><![CDATA[Notí­cias]]></category>
		<category><![CDATA[Salas Temáticas]]></category>
		<category><![CDATA[Você Sustentável]]></category>
		<category><![CDATA[Cultura]]></category>
		<category><![CDATA[educação]]></category>
		<category><![CDATA[fotografia]]></category>
		<category><![CDATA[Sociedade]]></category>
		<category><![CDATA[Sustentabilidade]]></category>

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		<description><![CDATA[Projeto é a versão internacional da expedição “Histórias de Alice”, que, ao longo de dois anos, produziu uma série de estudos importantes em 400 cidades e realizou 50 workshops de foto.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><span style="font-size: x-small;"><strong><a href="http://ciclovivo.com.br/noticia/casal-brasileiro-da-volta-ao-mundo-a-bordo-de-uma-kombi-sustentavel" target="_blank">CicloVivo</a></strong></span></p>
<p style="text-align: left;"><img class="aligncenter" src="http://ciclovivo.com.br/public/img/noticias/voudekombi.png" alt="" width="383" height="208" /></p>
<p style="text-align: left;">A bordo de uma Kombi, o casal de fotógrafos Inês Calixto e Franco Hoff passou dois anos viajando pelas estradas do Brasil, a fim de fotografar e compilar dados sobre ecologia e cultura. A expedição inspirou o projeto “Vou de Kombi”, que pretende percorrer países dos cinco continentes para relatar experiências de trocas de cultura, produzindo fotografias e estudos socioambientais.</p>
<p>O projeto Vou de Kombi é a versão internacional da expedição “Histórias de Alice”, que, ao longo de dois anos, produziu uma série de estudos importantes em 400 cidades e realizou 50 workshops de foto. “Mais de quinhentas crianças foram beneficiadas pelas oficinas gratuitas de fotografias doadas pelo projeto”, afirma Inês. Além disso, o casal organizou pequenas exposições fotográficas nas comunidades visitadas.</p>
<p>A Kombi que será usada na expedição internacional servirá de moradia para o casal e foi modificada para reduzir os impactos causados pelo veículo no meio ambiente. O homemove conta com o selo “Carbon Free” para compensar as emissões de gases de efeito estufa, e o sistema de iluminação é composto por LED. A eletricidade usada pelo casal vem dos painéis solares instalados no teto do veículo.</p>
<p>O projeto Vou de Kombi depende da captação de 15 mil reais em recursos no <span style="text-decoration: underline; color: #0000ff;"><strong><a href="http://catarse.me/pt/voudekombi" target="_blank">Catarse</a></strong></span>, plataforma virtual de financiamento coletivo. Mesmo assim, o casal já está com a viagem marcada: em três de junho a expedição tem início, com saída do sul do país e primeiro destino internacional o Uruguai. De lá, o casal pretende dar a volta ao mundo – percorrendo as Américas, a Europa, a África, a Ásia e a Oceania. A expedição vai atravessar os continentes pelo mar, e deverá retornar ao Brasil em 2018.</p>
<p><span style="font-size: x-small;"><strong>(CicloVivo)</strong></span></p>
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		<title>Food Revolution Day</title>
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		<pubDate>Fri, 17 May 2013 18:51:51 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Henrique Andrade Camargo</dc:creator>
				<category><![CDATA[Notí­cias]]></category>
		<category><![CDATA[Salas Temáticas]]></category>
		<category><![CDATA[Você Sustentável]]></category>
		<category><![CDATA[alimentação saudável]]></category>
		<category><![CDATA[Jamie Oliver]]></category>
		<category><![CDATA[segurança alimentar]]></category>

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		<description><![CDATA[Mobilização mundial convida a refletir sobre hábitos alimentares e valorizar comida saudável e educação alimentar]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><span style="font-size: x-small;"><strong>Instituto Akatu</strong></span></p>
<p><a href="http://mercadoetico.terra.com.br/website/wp-content/uploads/2013/05/food_revolution_day_250.jpg"><img class="alignleft size-full wp-image-72641" src="http://mercadoetico.terra.com.br/website/wp-content/uploads/2013/05/food_revolution_day_250.jpg" alt="" width="250" height="168" /></a>Um dia de reflexão e mobilização mundial em prol da comida saudável, da educação alimentar e do desenvolvimento de habilidades para cozinhar. Essa é a proposta do <em>Food Revolution Day</em>, programado para esta sexta-feira, 17 de maio. A iniciativa, liderada pela Fundação Jamie Oliver, tem por diretriz o slogan “Cozinhe, Compartilhe e Vivencie” e propõe a realização de atividades em casas, escolas, locais de trabalho e comunidades de todo o mundo em defesa da boa alimentação e do hábito de cozinhar.</p>
<p>O Instituto Akatu apoia a ideia e fará um piquenique sustentável para marcar a data (veja aqui dicas para fazer também o seu próprio piquenique). Já o Alana está convidando para realizar uma exibição pública do documentário “Muito Além do Peso?”, da cineasta Estela Renner, que trata sobre a obesidade infantil no Brasil.</p>
<p>Para participar, você também pode promover atividades relacionadas ao tema – o <span style="text-decoration: underline; color: #0000ff;"><strong><a href="http://foodrevolutionday.com/" target="_blank">site, perfis</a></strong></span> e comunidades do<em> Food Revolution Day</em> por todo o mundo trazem uma série de sugestões e orientações, além de abrir espaço para divulgar a programação de atividades. Ou então você pode simplesmente participar dos eventos.</p>
<p><strong><span style="text-decoration: underline; color: #0000ff;"><a href="http://foodrevolutionday.com/" target="_blank">Clique aqui </a></span></strong>para acessar o mapa das atividades e conferir o que vai acontecer na sua região.</p>
<p><span style="font-size: x-small;"><strong>(Instituto Akatu)</strong></span></p>
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		<title>Tendência macabra: Ativistas Verdes estão enfrentando perigos mortais</title>
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		<pubDate>Fri, 17 May 2013 18:11:41 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Henrique Andrade Camargo</dc:creator>
				<category><![CDATA[meio ambiente]]></category>
		<category><![CDATA[Notí­cias]]></category>
		<category><![CDATA[ambientalistas]]></category>
		<category><![CDATA[Fred Pearce]]></category>

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		<description><![CDATA[2012 pode ter sido o ano mais violento para quem defende o meio ambiente. ]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><span style="font-size: x-small;"><strong><span style="line-height: 19px;">Fred Pearce*</span></strong></span></p>
<p><a href="http://mercadoetico.terra.com.br/website/wp-content/uploads/2013/05/velas_verdes_250.jpg"><img class="alignleft size-full wp-image-72636" src="http://mercadoetico.terra.com.br/website/wp-content/uploads/2013/05/velas_verdes_250.jpg" alt="" width="250" height="166" /></a>Onde está Sombath Somphone? A cada dia que passa, o destino de um dos mais conhecidos ativistas ambientais do Sudeste Asiático, que foi arrancado das ruas de Laos em dezembro, torna-se mais preocupante. Seu caso foi levantado pelo Departamento de Estado e por inúmeras ONGs ao redor do mundo. Mas as autoridades do Laos não ofereceram qualquer pista sobre o que aconteceu depois que Sombath foi parado em uma barreira policial em uma tarde de sábado em Vientiane, capital do país, quando ele voltava para casa. Parece cada vez mais como um seqüestro promovido pelo Estado &#8211; ou até algo pior, se as recentes evidências de assassinatos de ativistas ambientais patrocinados pelo Estado em outros países forem levadas em conta.</p>
<p>Colocar a vida em risco não é o que a maioria dos ambientalistas têm em mente quando assumem a causa da proteção da natureza e das pessoas que dela dependem para sua sobrevivência. Mas desde o Laos, passando pelas Filipinas e pelo Brasil, cresce a lista de ambientalistas que pagaram com suas vidas pelo ativismo. É um pedágio sombrio, que foi especialmente alto no ano passado.</p>
<p>Um dos casos mais terríveis ocorreu em 2012 no Rio de Janeiro no último dia da Cúpula da Terra Rio +20. Na tarde de 22 de junho, os delegados de todo o mundo &#8211; inclusive eu &#8211; estavam se preparando para ir para o aeroporto, enquanto Almir Nogueira de Amorim e seu amigo João Luiz Telles Penetra partiam para uma viagem de pesca Baía de Guanabara.  Além de pescadores, os dois homens  eram líderes da AHOMAR, a organização local de marinheiros, que eles ajudaram a estabelecer três anos antes para combater a construção, através da baía, de gasodutos de uma nova refinaria da Petrobras . Os gasodutos, segundo eles, poderia causar poluição e as obras de engenharia iriam destruir a pesca.</p>
<p>A questão que eles estavam levantando &#8211; proteger os meios de vida de pessoas que dependem de recursos naturais &#8211; estava no centro da agenda da conferência do Rio de Janeiro para o desenvolvimento sustentável. Mas alguém no Rio viu isso como uma ameaça. Dois dias depois, os corpos dos dois homens foram encontrados. Um deles na praia, as mãos e os pés atados com cordas; o outro foi encontrado no mar, estrangulado e amarrado ao barco, que tinha vários buracos no casco. Esse não foi um evento isolado. Nos três anos desde AHOMAR foi criada, dois outros ativistas foram assassinados. Até o momento ninguém foi condenado por qualquer um dos crimes. A refinaria deverá abrir no próximo ano.</p>
<p>Um mês antes de os dois pescadores brasileiros serem assassinados, um funcionário público do outro lado do mundo, que estava em campanha contra uma hidrelétrica projetada na ilha de Mindanao, no sul das Filipinas, morreu baleado. Margarito Cabal estava voltando para casa depois de visitar Kibawe, uma das 21 aldeias que devem ser inundadas pela hdrelétrica de Pulangi V, um projeto de 300 megawatts.  Quem atacou Cabal fugiu e permanece desconhecido. Nenhuma acusação seguiu adiante, mas a atenção voltou-se para as forças de segurança do governo. Segundo a Organização Mundial Contra a Tortura, uma rede internacional com sede na Suíça, que assumiu o caso, por várias semanas soldados filipinos vinham realizando operações militares em torno de Kibawe e atacaram grupos de camponeses que se opõem à barragem. Se os soldados não foram responsáveis pelo assassinato, eles certamente ajudaram a criar uma atmosfera na qual os ambientalistas eram vistos como um alvo para a violência.</p>
<p>Cabal é o décimo terceiro ambientalista morto nas Filipinas nos últimos dois anos. Sete meses antes, um missionário católico foi assassinado depois de se opor à mineração local e a projetos hidrelétricos. &#8220;A situação está ficando pior&#8221;, diz Edwin Gariguez, o chefe local da Caritas.</p>
<div class="img alignright size-full wp-image-72637" style="width:250px;">
	<a href="http://mercadoetico.terra.com.br/website/wp-content/uploads/2013/05/Chutt_Wutty_250.jpg"><img src="http://mercadoetico.terra.com.br/website/wp-content/uploads/2013/05/Chutt_Wutty_250.jpg" alt="" width="250" height="168" /></a>
	<div>Chut Wutty, um ex-soldado e ex-ativista cambojano da Global Witness</div>
</div>A situação está piorando em outras nações também. ONGs como a Human Rights Watch concordam que 2012 foi um ano crítico  para os direitos humanos também no Camboja, com ativistas contra a extração ilegal de madeira e terra sendo alvejados por pessoal de segurança do Estado e por bandidos que trabalham para empresas de exploração de recursos naturais do país. Um desses militantes era Chut Wutty, um ex-soldado e ex-ativista cambojano da Global Witness, ONG britânica que destaca as ligações entre a exploração ambiental e abusos dos direitos humanos. Quando a Global Witness foi expulsa do país há alguns anos, Wutty formou o Grupo de Proteção de Recursos Naturais para ajudar moradores cambojanos enfrentar madeireiros ilegais. Mas em abril passado, Wutty foi morto a tiros, aparentemente por um grupo de policiais militares que ele encontrou ao levar jornalistas locais para ver a ação de madeireiros ilegais no oeste do país. De acordo com um relatório do governo, o assaltante responsável pelo assassinato também foi morto no local, supostamente por um guarda florestal. Um tribunal provincial recentemente abandonou a investigação, liberando o guarda florestal. Uma das jornalistas, que fugiu para a floresta quando o tiroteio começou, diz não acreditar na versão oficial do que aconteceu, e grupos de direitos humanos também consideram-na implausível.</p>
<p>A criminalidade está no coração de grande parte da destruição das florestas no mundo. Um recente relatório do Programa de Meio Ambiente das Nações Unidas concluiu que até 90 por cento da indústria madeireira do mundo age, de uma forma ou de outra, fora da lei. Em tais circunstâncias, a violência contra aqueles que tentam proteger as florestas pode se tornar endêmica.</p>
<p>Foi assim que, em novembro passado, chegou ao ápice uma vendetta extraordinária contra uma família mexicana que tentava proteger as florestas do montanhoso sul do México das empresas madeireiras e barões da droga que querem limpar a área para o cultivo de maconha e papoula. Juventina Villa Mojica, líder da Organização Ambientalista Campesino de Petatlan, estava dirigindo fora da estrada numa encosta com seu filho, em busca de um lugar onde eles poderiam obter um sinal de telefone celular, quando homens armados os emboscaram. Nos dias anteriores, ela estava tentando organizar a evacuação de 45 famílias de sua aldeia perto de Coyuca de Catalão, no estado de Guerrero, que estava sob o cerco dos barões da droga. Por essa razão, ela tinha uma escolta policial. Mas a escolta desapareceu misteriosamente minutos antes de ela e seu filho morrerem sob uma saraivada de balas. No ano anterior, o marido de Villa e dois de seus outros filhos foram mortos em circunstâncias semelhantes. De acordo com um ativista de direitos humanos local, Manuel Olivares, mais de 20 membros das famílias dos Vilas foram mortos porque se recusaram a desistir das florestas. Apesar das promessas do governo, até agora ninguém foi preso.</p>
<p>Esses assassinatos acontecem em todo o mundo, normalmente em regiões remotas, onde é difícil estabelecer a verdade. Ela pode aparecer por acaso, quase aleatoriamente. Mas para Andy White, coordenador da ONG RIghts and Resources Initiative, que ajuda a grupos de cidadãos em luta pelo controle de seus recursos naturais, há um padrão emergente. &#8220;Como os conflitos sobre controle da terra,  florestas e minerais crescem, os ativistas que querem conter as indústrias extrativistas ficam sob pressão crescente. Às vezes, eles pagam com suas próprias vidas. &#8221;</p>
<p>A Global Witness, que mantém um registro sobre os assassinatos de ativistas sociais e ambientais, diz que a tendência é horrivelmente ascendente. Ela estima que o número de mortos entre ativistas dobrou na última década para mais de duas por semana. Brasil, Colômbia, Peru e Filipinas são os lugares mais perigosos para os ativistas, segundo a organização, que observa que, em algumas partes da África, nunca muitas mortes alcançam a atenção internacional.</p>
<p>Sombath Somphone está destinado a se juntar a eles? Este cidadão de 60 anos teve uma carreira brilhante no trabalho de desenvolvimento, incluindo consultoria para a UNESCO. Dezesseis anos atrás, ele fundou o Participatory Development Training Center (PADETC), que usa a educação para incentivar os agricultores, pescadores e outros, em particular das mulheres rurais, para participar no governo e na gestão dos recursos naturais. Sua abordagem era explicitamente budista seus 50 projetos de longo prazo incluem tudo, desde a criação de peixes à reciclagem de resíduos domésticos. O PADETC teve o reconhecimento do governo e apoio e financiamento de instituições prestígio, como a Oxfam, a União Europeia, e a Fundação McKnight, uma fundação familiar com sede em Minneapolis. Em 2005, Sombath foi citado para o Prêmio Ramon Magsaysay para ativistas sociais, muitas vezes apelidado de prêmio Nobel asiático.</p>
<p>Sombath parece um inimigo improvável de qualquer governo sensato. Ele é , no final das contas, um conciliador e pacificador, um líder comunitário mais que um ativista. No entanto, em 15 de dezembro, o jipe foi parado pela polícia nos arredores de Vientiane para o que parecia ser uma checagem de trânsito de rotina. Enquanto ele falava com os policiais, alguém apareceu em uma motocicleta e levou seu veículo embora. Momentos depois, um caminhão chegou, de onde saíram duas pessoas que o colocaram no veículo antes de ir embora. Tudo isso foi filmado por câmeras de segurança. Ele não foi visto desde então.</p>
<p>Autoridades estaduais dizem que o seqüestro não tinha nada a ver com eles, e eles não sabem nada sobre o destino de Sombath. Mas as pessoas que viram as imagens de TV dizem que é difícil entender por que a polícia não interviu &#8211; a menos que eles tivessem ordens para tanto. Elas acreditam que as autoridades devem estar envolvidas e que a razão para a súbita antipatia oficial com o gentil líder comunitário budista está em uma reunião de alto perfil que ele co-presidiu dois meses antes. O evento foi chamado Fórum dos Povos da Ásia-Europa. Isso aconteceu pouco antes do Laos ser palco de uma cimeira de chefes de Estado da Europa e Ásia. O evento foi aprovado pelo governo do Laos e reuniu cidadãos rurais para discutir seus problemas. Uma sessão era sobre grilagem de terras e alguns delegados discutiram a perda de suas terras para plantadores de borracha do Vietnã e em outros países vizinhos. Nesse ponto, as autoridades de segurança do Laos começaram a gravar o processo e depois teriam intimidado moradores e visitado suas aldeias. Vários organizadores do evento se queixaram ao governo sobre a intimidação e as ameaças e isso trouxe o assunto à atenção das agências doadoras da ONU e estrangeiras. Esses organizadores incluíram Sombath e Anne-Sophie Gindroz, o diretor local da ONG suíça Helvetas, especializada no desenvolvimento agrícola. Gindroz me disse que acreditava que a intenção do governo era usar o fórum para &#8220;identificar, monitorar e documentar tudo o que foi dito, escrito e feito&#8221; pelos indivíduos e organizações presentes. A reação irritada dos organizadores do evento evidentemente constrangiu o governo em um momento em que o mundo estava assistindo. A resposta oficial foi para escalar a disputa. Em 7 de dezembro, Gindroz se foi, acusado de conduzir uma &#8220;campanha anti-governo&#8221;, recebendo 48 horas para deixar o país. Então oito dias depois, Sombath desapareceu.</p>
<p>Desde então, outros ativistas fugiram do Laos, temendo por sua segurança. Os agricultores e moradores que participaram do fórum &#8220;estão sendo investigados até hoje&#8221;, diz Gindroz. Enquanto isso, o Departamento de Estado dos EUA pediram ao governo do Laos que localize Sombath. Esse apelo pode funcionar. Gindroz diz que o governo do Laos está longe de ser monolítico. Os linhas-duras vêem qualquer pessoas que defenda seus direitos como uma ameaça, mas existem elementos progressistas também. Se Sombath ainda está vivo, então a pressão internacional é vital para assegurar a sua libertação. Agora, ela diz: &#8220;Eu não tenho idéia de seu paradeiro e se ele é seguro ou não. Eu só tenho sérias preocupações e esperanças fortes. &#8221;</p>
<p><strong>* Fred Pearce é autor freelancer e jornalista baseado no Reino Unido. Ele atua como consultor ambiental para a revista <em>New Scientist</em>, e é autor de vários livros,  incluindo <em>When The Rivers Run Dry</em> e <em>With Speed and Violence</em>.</strong></p>
<p><strong>Publicado originalmente em Yale Environment 360 -</strong> <span style="text-decoration: underline; color: #0000ff;"><strong><a href="http://e360.yale.edu/feature/grisly_trend_green_activists_are_facing_deadly_dangers/2620/" target="_blank">http://e360.yale.edu/feature/grisly_trend_green_activists_are_facing_deadly_dangers/2620/</a></strong></span></p>
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		<title>Transformar lixo em riqueza depende primeiro do fabricante</title>
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		<pubDate>Fri, 17 May 2013 17:08:19 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Henrique Andrade Camargo</dc:creator>
				<category><![CDATA[meio ambiente]]></category>
		<category><![CDATA[Notí­cias]]></category>
		<category><![CDATA[Sociedade]]></category>
		<category><![CDATA[cidades sustentáveis]]></category>
		<category><![CDATA[resíduos sólidos]]></category>
		<category><![CDATA[Ricardo Abramovay]]></category>

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		<description><![CDATA["O principal instrumento que permitiu aos países desenvolvidos ampliar de maneira significativa a reciclagem de resíduos sólidos, desde o início do milênio, é a responsabilidade ampliada do produtor"]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><span style="font-size: x-small;"><strong><span style="line-height: 19px;">Ricardo Abramovay*</span></strong></span></p>
<p>O principal instrumento que permitiu aos países desenvolvidos ampliar de maneira significativa a reciclagem de resíduos sólidos, desde o início do milênio, é a responsabilidade ampliada do produtor (<em>Extended Producer Responsibility</em>, na expressão em inglês). Relatório recém-publicado pela agência ambiental europeia mostra que a quantidade de lixo incinerada ou mandada para aterros reduziu e que a reciclagem, no continente, passou de 23% a 35% dos resíduos, entre 2001 e 2010, um aumento muito considerável.</p>
<p>Mais que isso: a Alemanha vem conseguindo descasar a produção de riqueza da geração de lixo. Relatório do Bifa Environmental Institute mostra que, entre 2000 e 2008 (portanto, antes da crise), o PIB, em termos reais, cresceu quase dez por cento, e o volume de lixo caiu nada menos que 15%. A intensidade em lixo da vida econômica, medida decisiva para avaliar a qualidade da relação que uma sociedade mantém com seus recursos ecossistêmicos, declina mais de 22%.</p>
<p>Maior riqueza e menos lixo: como isso é possível?</p>
<p>A responsabilidade ampliada do produtor ajuda a responder essa pergunta. O conceito, que hoje se encontra no âmago das políticas europeias e é adotado também em vários Estados norte-americanos, foi usado pela primeira vez em 1990 pelo pesquisador Thomas Lindhqvist num relatório para o Ministério do Meio Ambiente da Suécia. Vale a pena citar sua própria definição: &#8220;A responsabilidade ampliada do produtor é uma estratégia de proteção ambiental para alcançar o objetivo de reduzir o impacto ambiental de um produto tornando seu fabricante responsável pelo conjunto do ciclo de vida do produto e, especialmente, por sua coleta, sua reciclagem e sua disposição final&#8221;.</p>
<p>É claro que, para que isso ocorra, o consumidor tem que fazer uma separação correta, os comerciantes devem possuir dispositivos onde alguns resíduos serão colocados, e o governo precisa organizar a coleta nos domicílios. Mas é ilusão imaginar que o avanço europeu recente na redução do lixo e na elevação da taxa de reciclagem seja apenas devido ao nível educacional da população e à eficiência das prefeituras.</p>
<p>O fundamental, e que em última análise responde pelos bons resultados europeus, é a responsabilidade do fabricante pelo conjunto do ciclo de vida do produto. No caso francês, por exemplo, já existem 19 cadeias produtivas em que vigora um ecoimposto que contribui para financiar os sistemas municipais de coleta e reciclagem. Quem produz o detrito paga antecipadamente (e cobra de seu consumidor, é claro) por dar-lhe a destinação correta. Acaba de ser aprovada uma lei segundo a qual quem compra uma cadeira paga 0,20 euros por sua reciclagem futura e 4 euros para que um colchão não acabe na rua ou num rio. É uma prática contrária à que marcou o crescimento econômico do século 20.</p>
<p>Na prática corrente até aqui, a vida econômica se organiza de maneira linear, a partir do procedimento &#8220;pega-produz-consome-joga&#8221;. Os produtos vão do berço à sepultura e, para fazer novos produtos, recorre-se novamente a matérias-primas virgens, que alimentam processos produtivos, cujos resultados são consumidos e, em seguida, jogados fora. O problema é que não existe esse &#8220;fora&#8221;.</p>
<p>A escassez e o encarecimento das matérias-primas, as possibilidades cada vez mais limitadas de encontrar espaços para aterros e os custos exorbitantes da incineração abrem caminho a que os agentes econômicos passem a tratar como fonte de riqueza os materiais até então destinados ao lixo. Relatório recente da Fundação Macarthur fala em economia circular, em oposição à economia linear do &#8220;pega-produz-consome-joga&#8221;: a economia circular é aquela em que parte crescente dos resíduos é usada como insumo na fabricação de novos produtos.</p>
<p>Numa economia circular, a própria concepção do produto, seu design, já incorpora e amplia as possibilidades de recuperação e reutilização dos materiais nele contidos. Isso revoluciona, por exemplo, a maneira como são fabricados bens eletrônicos, cujas ligas devem prever recuperação e manuseio fácil, sem o que o destino de materiais, muitas vezes raros e preciosos, acabará sendo o lixo e, pior, o lixo tóxico, já que a separação dos componentes é muito difícil. Existindo responsabilidade ampliada do produtor, o fabricante exigirá de seus engenheiros um produto que, contrariamente ao que ocorre hoje, facilite o trabalho da reciclagem e, preferencialmente, o reuso da maior parte daquilo que o integra.</p>
<p>O trabalho da Fundação Macarthur mostra que, na Grã-Bretanha, a substituição de garrafas descartáveis de cerveja pela velha prática do depósito de vasilhame permitiria, por exemplo, a redução de 20% do custo total do produto. Onze Estados norte-americanos já adotaram leis que obrigam a volta dessa prática. O consumo de cerveja &#8220;one-way&#8221;, por exemplo, pode ser mais confortável, mas, se o seu custo real estiver incorporado ao produto, caberá ao consumidor saber se deseja, de fato, pagar por ele.</p>
<p>São exemplos importantes e que oferecem lições valiosas, neste momento em que, no Brasil, se estabelecem os acordos setoriais que vão dar vida para a nossa Política Nacional de Resíduos Sólidos. Acabar com os lixões, melhorar a situação dos catadores e ampliar seu papel no interior da política são objetivos decisivos. Mas a capacidade de a PNRS diminuir a produção de lixo e ampliar a reciclagem depende, antes de tudo, de mecanismos que estimulem os fabricantes a usar menos materiais, menos energia e propiciar à sociedade maiores oportunidades de transformar lixo em riqueza. É fundamental então que fique claramente esclarecida sua responsabilidade pelos resíduos ligados aos produtos que colocam no mercado.</p>
<p><strong>* Ricardo abramovay, professor titular da FEA e do IRI/USP, pesquisador do CNPq e da Fapesp, é autor de &#8220;Muito Além da Economia Verde&#8221;, ed. Planeta Sustentável.</strong></p>
<p>twitter: @abramovay</p>
<p>e-mail: abramov@usp.br</p>
<p>Artigo originalmente publicado em: <span style="text-decoration: underline; color: #0000ff;"><strong><a href="http://www1.folha.uol.com.br/empreendedorsocial/colunas/2013/05/1278057-transformar-lixo-em-riqueza-depende-primeiro-do-fabricante.shtml" target="_blank">http://www1.folha.uol.com.br/empreendedorsocial/colunas/2013/05/1278057-transformar-lixo-em-riqueza-depende-primeiro-do-fabricante.shtml</a></strong></span></p>
<p><span style="color: #000000; font-size: x-small;"><strong>(Programa Cidades Sustentáveis)</strong></span></p>
]]></content:encoded>
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		<title>João Pessoa e a polêmica sobre novo espaço turístico</title>
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		<pubDate>Fri, 17 May 2013 16:52:37 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Henrique Andrade Camargo</dc:creator>
				<category><![CDATA[Notí­cias]]></category>
		<category><![CDATA[Sociedade]]></category>
		<category><![CDATA[Brasil]]></category>
		<category><![CDATA[João Pessoa]]></category>
		<category><![CDATA[Paraíba]]></category>
		<category><![CDATA[ribeirinhos]]></category>

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		<description><![CDATA[Para tocar obras de revitalização de patrimônio histórico, prefeitura quer remover comunidade ribeirinha do rio Sanhauá ]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><span style="font-size: x-small;"><strong>Comunidade Porto do Capim</strong></span></p>
<p>João Pessoa, capital da Paraíba, é linda e está em franca expansão. O desenvolvimento turístico receberá grandes investimentos através do PAC. Entre os projetos,  foi aprovada a revitalização do Porto do Capim, no Varadouro, onde a terceira cidade mais antiga do país nasceu. Ali mesmo, à beira do Rio Sanhauá vive a <span style="text-decoration: underline; color: #0000ff;"><strong><a href="https://www.facebook.com/PortoDoCapim" target="_blank">comunidade Porto do Capim</a></strong></span>, também parte do Patrimônio Histórico.</p>
<p><span style="font-size: 13px; line-height: 19px;">A polêmica foi instaurada porque a prefeitura quer retirar a comunidade ribeirinha. Organizados como movimento social, o moradores reclamam que o projeto foi aprovado sem diálogo. Em paralelo, uma equipe de jovens profissionais das áreas de História, Geografia, Arquitetura, Sociologia da Universidade Federal da Paraíba – UFPB, também não gostou do projeto da prefeitura e realizou por conta própria uma proposta alternativa que estivesse mais orientada ao viés de “cidade sustentável”.</span></p>
<p>A comunidade Porto do Capim aprovou e apresentou para a Prefeitura. No entanto, mesmo tendo sido desenvolvido nos parâmetros corretos, sobretudo pelo IPHAN, não é considerado oficial.</p>
<p><span style="font-size: 13px; line-height: 19px;">Veja as principais diferenças entre Projeto da Prefeitura X Projeto da Comunidade Porto do Capim.</span></p>
<p style="text-align: center;"><span style="font-size: 13px; line-height: 19px;"><div class="img aligncenter" style="width:432px;">
	<img src="http://babeldasartes.com.br/blog/wp-content/uploads/2013/05/porto-capim-projeto-prefeitura-540x520.jpg" alt="" width="432" height="416" />
	<div>Projeto Porto do Capim aprovado prevê retirada da comunidade e colocação de concreto em toda a área.</div>
</div></span></p>
<p style="text-align: center;"><span style="font-size: 13px; line-height: 19px;"><div class="img aligncenter" style="width:410px;">
	<img src="http://babeldasartes.com.br/blog/wp-content/uploads/2013/05/porto-do-capim-projeto-prefeitura1.jpg" alt="" width="410" height="208" />
	<div>No projeto aprovado, toda a área da comunidade será transformada em espaço para show e eventos aleém de ancoradouro para barcos e lanchas.</div>
</div><br />
</span></p>
<p><strong style="font-size: 13px; line-height: 19px;"><span style="font-size: 13px; line-height: 19px;">Projeto elaborado pela Prefeitura</span></strong></p>
<p>1) Todas as casas serão retiradas. A área onde está a comunidade será concretada e passará a ser um local para grandes eventos e shows, com quiosques, restaurantes e passeios náuticos.<br />
2) Há total destruição do mangue para garantir os espaços de lazer.<br />
3) A comunidade será transferida e dividida em duas para viverem em locais separados, distantes do rio e em apartamentos de 40m². Nesses dois terrenos haverá alguns quiosques para os moradores que já têm algum comércio na comunidade.<br />
3) Os restaurantes e quiosques do projeto da Prefeitura serão ocupados por empresários de fora da comunidade.</p>
<div class="img aligncenter" style="width:540px;">
	<img src="http://babeldasartes.com.br/blog/wp-content/uploads/2013/05/porto-do-capim-mapa-540x298.jpg" alt="" width="540" height="298" />
	<div>A área vermelha é onde está a comunidade Porto do Capim. No projeto aprovado pela Prefeitura, a comunidade é retirada e enviada (dividida em duas) para o bairro do Roger. No lugar de casas, apartamentos de 40 metros quadrados.</div>
</div>
<p>A área vermelha é onde está a comunidade Porto do Capim. No projeto aprovado pela Prefeitura, a comunidade é retirada e enviada (dividida em duas) para o bairro do Roger. No lugar de casas, apartamentos de 40 metros quadrados.</p>
<p><span style="font-size: 13px; line-height: 19px;">Projeto apresentado pelo grupo da UFPB – este é o projeto que a comunidade quer mas não é considerado oficial</span></p>
<p>1) O projeto contempla os moradores, revitalizando a área, restruturando as casas e criando espaços de socialização e ambientes turísticos com pequenas praças.<br />
2) O dinheiro que seria investido para concretar a área de lazer, seria investido na melhoria das casas e na infraestrutura do espaço, com saneamento básico, calçamento adequado à área ribeirinha e de patrimônio histórico.<br />
3) Espaço para o fortalecimento da pesca artesanal (característica histórica da comunidade), construção de equipamentos sociais (centro comunitário, posto de saúde, posto policial, etc)<br />
4) Preservação da área de mangue e apenas haveria remoção de casas que estão em situação de risco.<br />
5) O projeto garante o ancoradouro para barcos e lanchas e espaço para o lazer, mas reforça o turismo comunitário, que respeita as características do lugar e preserva o meio ambiente. “Não é predatório e nem visa apenas o lucro. Um turismo voltado a melhorar a vida da comunidade”, explica a comunidade Porto do Capim que tem página no Facebook.</p>
<p style="text-align: center;"><div class="img aligncenter" style="width:378px;">
	<img src="http://babeldasartes.com.br/blog/wp-content/uploads/2013/05/porto-do-capim-mangue-540x281.jpg" alt="" width="378" height="197" />
	<div>Projeto que a comunidade quer contemplaria os moradores. Foi desenvolvido dentro dos parâmetros de cidade sustentável por uma equipe de jovens profissionais da área de História, Geografia, Arquitetura, Sociologia.</div>
</div>
<p style="text-align: center;"><div class="img aligncenter" style="width:389px;">
	<img src="http://babeldasartes.com.br/blog/wp-content/uploads/2013/05/centro-historico-varadouro-540x351.jpeg" alt="" width="389" height="253" />
	<div>Varadouro e o Rio Sanhauá. É ali, às margens do rio que vive a comunidade Porto do Capim. Foto reproduzida do site www.circularpb.com</div>
</div>
<p><strong style="font-size: x-small; line-height: 19px;">(Comunidade Porto do Capim)</strong></p>
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		<title>Educação no Trânsito</title>
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		<pubDate>Fri, 17 May 2013 15:09:42 +0000</pubDate>
		<dc:creator>julio.oliveira</dc:creator>
				<category><![CDATA[Blog do Julio]]></category>
		<category><![CDATA[mobilidade urbana]]></category>
		<category><![CDATA[pateta]]></category>
		<category><![CDATA[Sociedade]]></category>
		<category><![CDATA[trânsito]]></category>
		<category><![CDATA[violência]]></category>

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		<description><![CDATA[Seu Cidão foi lá no fundo do baú e lembrou de um desenho do Pateta que diz muito sobre a violência no trânsito e a grande importância do transporte individual [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Salve Galera! O último post “<a href="http://mercadoetico.terra.com.br/blogs/blog-do-julio/"><strong>Eu não sou o Trânsito</strong></a>” repercutiu legal. Bom saber que a galera está revendo sua conduta no trânsito e fazendo uso de bicicletas e caminhadas. O transporte coletivo é que precisa melhorar. Se tivéssemos mais ônibus, mais horários e mais conforto tenho certeza que mais pessoas deixariam o carro na garagem. Vamos continuar reivindicando que um dia conseguiremos melhorar o transporte coletivo.</p>
<p>Bom, para colocar mais lenha nessa fogueira, aí vai um vídeo  que meu pai indicou. É, Seu Cidão foi lá no fundo do baú e lembrou de um desenho do Pateta que diz muito sobre a violência no trânsito e a grande importância do transporte individual. No filme ele faz dois personagens. Um sujeito tranquilo e educado fora do carro, mas quando assume o volante se transforma num cara impaciente e violento. Confiram o vídeo e vejam se não tem muitos Patetas rodando pelas ruas da cidade! Com mais educação e respeito podemos melhorar muito o trânsito na cidade. Respeito é bom e todo mundo gosta!</p>
<p><iframe width="580" height="435" src="http://www.youtube.com/embed/RMZ3bsrtJZ0" frameborder="0" allowfullscreen></iframe></p>
<p><span style="font-size: x-small;"><strong>(Blog do Julio/ Mercado Ético)</strong></span></p>
]]></content:encoded>
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		<title>Protótipo de turbina eólica promete ser divisor de águas na geração de energia</title>
		<link>http://mercadoetico.terra.com.br/arquivo/prototipo-de-turbina-eolica-promete-ser-divisor-de-aguas-na-geracao-de-energia/</link>
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		<pubDate>Fri, 17 May 2013 14:43:20 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Henrique Andrade Camargo</dc:creator>
				<category><![CDATA[energia]]></category>
		<category><![CDATA[Notí­cias]]></category>
		<category><![CDATA[energia eólica]]></category>
		<category><![CDATA[energia renovável]]></category>
		<category><![CDATA[Inovação Tecnológica]]></category>
		<category><![CDATA[Invelox]]></category>
		<category><![CDATA[turbina eólica]]></category>

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		<description><![CDATA[Novidade pode produzir até 600% mais energia do que as turbinas tradicionais]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><span style="font-size: x-small;"><strong>Forest Comunicação</strong></span></p>
<p><span style="font-size: x-small;"><strong><a href="http://mercadoetico.terra.com.br/website/wp-content/uploads/2013/05/turbina_eolica_vertical_520.jpg"><img class="aligncenter size-full wp-image-72619" src="http://mercadoetico.terra.com.br/website/wp-content/uploads/2013/05/turbina_eolica_vertical_520.jpg" alt="" width="520" height="428" /></a><br />
</strong></span></p>
<p>A empresa norte-americana de energia eólica SheerWind acaba de lançar o INVELOX – uma turbina eólica em formato de túnel que pode produzir até 600% mais energia do que as turbinas tradicionais. A empresa afirmou, após vários testes de campo, que sua nova turbina INVELOX “supera significativamente a turbina tradicional” e poderia reduzir os custos de instalação para menos de US $ 750 por KW.</p>
<p><span style="font-size: 13px; line-height: 19px;">O sistema de energia INVELOX funciona através da captura brisas do nível do solo que são canalizada através de uma passagem que vai se afinando e acelera naturalmente o fluxo do vento. Ao contrário de outras turbinas, também minimiza o impacto ambiental e animal, e não necessita de subsídios do governo para ser rentável. Tudo isso faz da INVELOX uma solução de energia renovável potencialmente aplicável e que pode ser facilmente integrada nas operações de energia comercial.</span></p>
<p><span style="font-size: 13px; line-height: 19px;"><img class="aligncenter" src="http://www.forestcom.com.br/blog/wp-content/uploads/2013/05/SheerWind-CEO-537x358.jpg" alt="" width="537" height="358" /><br />
</span></p>
<p>A SheerWind afirma que a turbina INVELOX pode operar em velocidades de vento tão baixas quanto 1 milha por hora (1,6 km por hora), e que gerou a capacidade recorde de produção de energia de 72%. Em nota, o Dr. Daryoush Allaei, CEO da SheerWind disse: “Esta emocionante superioridade na performance sobre as turbinas eólicas tradicionais e a competitividade com gás natural e energia hidrelétrica está atraindo grande interesse de empresas de tamanho moderado; entidades governamentais, especialistas da indústria, e outros “.</p>
<p><span style="font-size: 13px; line-height: 19px;">“Nossa capacidade de operar eficientemente e eficazmente em áreas não consideradas viáveis com a energia eólica tradicional e com o baixo custo de 10 dólares por MWH faz da SheerWind um verdadeiro divisor de águas na geração de energia elétrica”.</span></p>
<p><span style="font-size: 13px; line-height: 19px;"><br />
</span><br />
<iframe width="640" height="360" src="http://www.youtube.com/embed/m7xGGt-8EnE?feature=player_embedded" frameborder="0" allowfullscreen></iframe><br />
<strong><span style="font-size: x-small;">(Forest Comunicação)</span></strong></p>
]]></content:encoded>
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		</item>
		<item>
		<title>Perdas econômicas por catástrofes naturais foram de US$ 2,5 tri desde 2000</title>
		<link>http://mercadoetico.terra.com.br/arquivo/perdas-economicas-por-catastrofes-naturais-foram-de-us-25-tri-desde-2000/</link>
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		<pubDate>Fri, 17 May 2013 14:24:58 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Henrique Andrade Camargo</dc:creator>
				<category><![CDATA[Economia]]></category>
		<category><![CDATA[Notí­cias]]></category>
		<category><![CDATA[aquecimento global]]></category>
		<category><![CDATA[eventos climáticos extremos]]></category>
		<category><![CDATA[mudanças climáticas]]></category>
		<category><![CDATA[prejuizo]]></category>

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		<description><![CDATA[Relatório pede que governos e empresas trabalhem juntos para incorporar a gestão de risco de desastres em suas estratégias de investimento]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><span style="font-size: x-small;"><strong><span style="line-height: 19px;">Jéssica Lipinski, do Instituto CarbonoBrasil</span></strong></span></p>
<p>Nesta quarta-feira (15), as Nações Unidas (ONU) apresentaram um relatório afirmando que, desde 2000, desastres naturais foram responsáveis por perdas econômicas da ordem de US$ 2,5 trilhões, o que representa 50% a mais do que era estimado.</p>
<p>O documento, intitulado <span style="text-decoration: underline; color: #0000ff;"><strong><a href="http://reliefweb.int/sites/reliefweb.int/files/resources/GAR13_Pocket_EN.pdf" target="_blank">Creating Shared Value: the Business Case for Disaster Risk Reduction</a></strong></span> (Criando Valor Compartilhado: o Caso de Negócio para a Redução do Risco de Desastres), alerta que essas perdas econômicas de catástrofes estão fora de controle, e pede que governos e empresas trabalhem juntos para incorporar a gestão de risco de desastres em suas estratégias de investimento para evitar ainda mais perdas.</p>
<p>“Os governos têm a responsabilidade pela redução do risco de desastres. Mas o nível de risco também está relacionado ao investimento do setor privado, que é responsável por 70 a 85% do investimento mundial em novas construções, indústrias e infraestruturas essenciais”, colocou Ban Ki-moon, secretário-geral da ONU, no lançamento do relatório.</p>
<p>O documento explica que a transformação da economia mundial nos últimos 40 anos levou a rápidos aumentos no risco de desastres em vários países, que buscavam negócios de baixos custos e alta produtividade em localidades propensas a desastres, sem considerar as consequências disso para as cadeias de suprimentos, o que levou a mais vulnerabilidades nessas cadeias.</p>
<p>“Em um mundo de contínuo crescimento populacional, rápida urbanização, mudanças climáticas e uma abordagem de investimentos que continuamente desconsidera o risco de desastres, esse maior potencial para perdas futuras é de grande preocupação”, observou Margareta Wahlström, representante especial do secretário-geral da ONU para Redução de Risco de Desastres.</p>
<p>“Por muito tempo, os mercados colocaram mais valor em retornos em curto prazo do que em sustentabilidade e resiliência. Finalmente estamos começando a entender que reduzir a exposição a riscos de desastres não é um custo, mas uma oportunidade de tornar esse investimento mais atrativo em longo prazo”, acrescentou Ban.</p>
<p>Um exemplo disso é a Toyota, que, devido a um terremoto no Japão, gerou menos peças de carros, impossibilitando a produção de 150 mil veículos nos Estados Unidos e causando a redução de 70% de sua produção na Índia e de 50% na China. Isso fez com que a empresa perdesse US$ 1,2 bilhão em receitas.</p>
<p>Já a Orion, que detém e opera uma das maiores redes de distribuição de eletricidade na Nova Zelândia, investiu US$ 6 milhões em proteção sísmica, o que fez com que a empresa economizasse US$ 65 milhões quando ocorreram terremotos em 2010 e 2011. Outro caso é o de pescadores no México, que economizaram cerca de US$ 35 mil cada durante o furacão Wilma em 2005 devido a investimentos preventivos.</p>
<p>O relatório aponta também que são os países em desenvolvimento, particularmente as pequenas nações insulares, e as empresas de pequeno e médio porte, os que apresentam mais chances de sofrerem grandes perdas com essas catástrofes. O grande problema é que são justamente esses países e companhias que apresentam mais dificuldades em reduzir suas vulnerabilidades.</p>
<p>Para se ter uma ideia, das 1,3 mil firmas de pequeno e médio porte de seis cidades propensas a catástrofes avaliadas pelo relatório, cerca de 75% sofreram interrupções nos negócios relacionadas aos serviços públicos de energia, telecomunicações e água interrompidos ou destruídos. No entanto, apenas uma pequena minoria delas, 14,2% no caso de empresas com menos de 100 empregados, tinham uma estratégia para gestão de crise.</p>
<p>O documento sugere ainda que os modelos de negócios em desenvolvimento urbano, negócios agrícolas e turismo costeiro, três setores importantes de investimento, são os que mais apresentam risco de desastres.</p>
<p>“O começo de uma mudança nas atitudes no setor privado precisa se transformar agora em uma abordagem mais sistemática da gestão de risco de desastres em parceria com o setor público para tornar o mundo um lugar mais seguro”, comentou Wahlström.</p>
<p>Na próxima, as Nações Unidas realizarão o evento bienal <span style="text-decoration: underline; color: #0000ff;"><strong><a href="http://www.unisdr.org/we/coordinate/global-platform" target="_blank">Plataforma Global para Redução do Risco de Desastres em Genebra</a></strong></span>, na Suíça, com o objetivo de trazer o assunto para a discussão perante a comunidade internacional.</p>
<p><span style="font-size: x-small;"><strong>(Instituto CarbonoBrasil)</strong></span></p>
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		<title>Leilão organizado por Leonardo DiCaprio arrecada R$ 72 mi para meio ambiente</title>
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		<pubDate>Thu, 16 May 2013 18:52:55 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Henrique Andrade Camargo</dc:creator>
				<category><![CDATA[Notí­cias]]></category>
		<category><![CDATA[Salas Temáticas]]></category>
		<category><![CDATA[Você Sustentável]]></category>
		<category><![CDATA[Leonardo DiCaprio]]></category>
		<category><![CDATA[Sustentabilidade]]></category>

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		<description><![CDATA[Segundo o ator, quantia será destinada a projetos inovadores de conservação da terra e dos oceanos. ]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><span style="font-size: x-small;"><strong>EcoD</strong></span></p>
<p><a href="http://mercadoetico.terra.com.br/website/wp-content/uploads/2013/05/leonardo_dicaprio_250.jpg"><img class="alignleft size-full wp-image-72586" src="http://mercadoetico.terra.com.br/website/wp-content/uploads/2013/05/leonardo_dicaprio_250.jpg" alt="" width="250" height="168" /></a>&#8220;Por favor, façam ofertas como se o destino do planeta dependesse de nós&#8221;, apelou o ator norte-americano Leonardo DiCaprio durante leilão em prol do meio ambiente e de espécies em risco de extinção. O evento foi realizado na segunda-feira, 13 de maio, na sede da Casa Christie&#8217;s de Nova York, e arrecadou US$ 38 milhões &#8211; cerca de R$ 72 milhões.</p>
<p>O leilão, que apresentou obras de arte contemporânea, arrematou US$ 33,3 milhões na venda de 33 peças &#8211; um recorde para um evento como este, destinado à defesa do meio ambiente. Este valor vai para a Fundação Leonardo DiCaprio.</p>
<p>Cerca de US$ 5 milhões foram doados por uma pessoa não identificada e US$ 500 mil vieram de contribuições de outros participantes. Os valores serão destinados a proteção dos tigres.</p>
<p>Segundo DiCaprio, o valor arrecadado vai diretamente para apoiar projetos inovadores de conservação da terra e dos oceanos. &#8220;Estamos enfrentando um momento crítico de uma crise ambiental sem precedentes na história do homem&#8221;, destacou o ator à France Presse.</p>
<p>Um retrato do ator, feito em 2013 pela americana Elizabeth Peyton, foi leiloado por US$ 1,05 milhão. Os organizadores afirmaram que o valor está muito acima da estimativa, que varia entre US$ 400 mil e US$ 600 mil.]</p>
<p>E você, qual é a sua opinião sobre iniciativas como esta?</p>
<p><span style="font-size: x-small;"><strong>(EcoD)</strong></span></p>
]]></content:encoded>
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		<title>Líder de desmatamento no mundo, Brasil pode ampliar plantio no Cerrado</title>
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		<pubDate>Thu, 16 May 2013 18:48:43 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Henrique Andrade Camargo</dc:creator>
				<category><![CDATA[meio ambiente]]></category>
		<category><![CDATA[Notí­cias]]></category>
		<category><![CDATA[Brasil]]></category>
		<category><![CDATA[degradação ambiental]]></category>
		<category><![CDATA[desmatamento]]></category>

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		<description><![CDATA[Falta de gestão sustentável dos recursos naturais, poluição e a expansão urbana são algumas das ações que contribuem para esta degradação da área coberta por florestas, aponta o relatório da FAO]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><span style="font-size: x-small;"><strong>EcoD</strong></span></p>
<p><a href="http://mercadoetico.terra.com.br/website/wp-content/uploads/2013/05/cerrado_250.jpg"><img class="alignleft size-full wp-image-72592" src="http://mercadoetico.terra.com.br/website/wp-content/uploads/2013/05/cerrado_250.jpg" alt="" width="250" height="168" /></a>Esta semana o relatório da <em>Global Forest Resources Assessments</em>, indicador da Organização das Nações Unidas para Alimentação e Agricultura (FAO), mostrou que Brasil é o país no mundo com maior devastação de área verde. Foram desmatados 55,3 milhões de hectares entre 1999 e 2010. Em meio a este contexto, foi aprovado o desmatamento de 20% das áreas privadas de Cerrado para o plantio de cana-de-açúcar.</p>
<p>Em matéria do Terra, o Ministério do Meio Ambiente divulgou que há apenas 7% da Mata Atlântica original. Já o Cerrado, segundo maior bioma do País, perdeu 49,1% de seu tamanho original somente em 2010. Agora um projeto de lei, aprovado pela Comissão de Meio Ambiente do Senado, na terça-feira, 14 de maio, autoriza o plantio de cana-de-açúcar em áreas alteradas de Cerrado e da Amazônia Legal. O relator do projeto é o senador de Rondônia Acir Gurgacz (PDT) e prevê a autorização de plantio em 20% da área. O projeto segue para ser votado na Câmara dos Deputados.</p>
<p><strong>Fator em comum</strong></p>
<p>Extração ilegal de madeira é ponto em comum entre os cinco países com maior índice de desmatamento. No Brasil, o bioma mais afetado foi a Mata Atlântica, que hoje, de acordo com o Ministério do Meio Ambiente, resiste em apenas 7% de seu território original. A perda da biodiversidade e alterações no clima mundial estão entre os principais impactos por esse processo devastador, conforme diz a organização ambientalista WWF Brasil. A devastação da Amazônia, por exemplo, foi demonstrada pelo Google, que disponibilizou imagens entre 1984 e 2012.</p>
<p>Falta de gestão sustentável dos recursos naturais, poluição e a expansão urbana são algumas das ações que contribuem para esta degradação da área coberta por florestas, aponta o relatório da FAO. O ranking é sucedido pela Indonésia, Nigéria, Tanzânia e Mianmar, respectivamente.</p>
<p>Falta de gestão sustentável dos recursos naturais, poluição e a expansão urbana são algumas das ações que contribuem para esta degradação das florestas, apontam o relatório da FAO.<br />
A Indonésia perdeu 24,2 milhões de hectares devido a demanda global por celulose e óleo de palma, além da extração de madeira ilegal &#8211; que responde a cerca de 80% da produção madeireira no país. Enquanto a terceira colocada, a Nigéria, também em consequência da exploração ilegal de madeira, agricultura de subsistência e extração de lenha, perdeu 8,1 milhões de hectares de área verde por ano.</p>
<p>Tanzânia, a quarta colocada, possui predominante extração de madeira ilegal e perdeu 8,06 milhões de hectares de área verde. Ainda, principalmente pela questão da extração de madeira, Mianmar aparece com um total de 7,4 milhões de hectares perdidos nos últimos 11 anos, ficando no 5º lugar de uma fila com rumos ainda desconhecidos.</p>
<p><span style="font-size: x-small;"><strong>(EcoD)</strong></span></p>
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		<title>Expectativa de vida cresce, mas vivemos mais tempo doentes</title>
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		<pubDate>Thu, 16 May 2013 18:44:21 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Henrique Andrade Camargo</dc:creator>
				<category><![CDATA[Notí­cias]]></category>
		<category><![CDATA[Sociedade]]></category>
		<category><![CDATA[saúde]]></category>
		<category><![CDATA[velhice]]></category>

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		<description><![CDATA[Estudo avalia a importância das medidas de prevenção das doenças crônicas na contribuição para a chamada compressão da morbidade.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><span style="font-size: x-small;"><strong><span style="line-height: 19px;">Fernando Pivettim, da Agência USP</span></strong></span></p>
<p><a href="http://mercadoetico.terra.com.br/website/wp-content/uploads/2013/05/idoso_maos_250.jpg"><img class="alignleft size-full wp-image-72596" src="http://mercadoetico.terra.com.br/website/wp-content/uploads/2013/05/idoso_maos_250.jpg" alt="" width="250" height="168" /></a>Apesar do aumento da expectativa de vida da população brasileira, um estudo desenvolvido pela Faculdade de Saúde Pública (FSP) da USP aponta que os idosos estão vivendo com menor qualidade de vida, já que convivem mais tempo com doenças crônicas típicas da faixa de idade. De acordo com a pesquisa, exames e tratamentos preventivos ajudam a evitar esse processo.</p>
<p>Segundo o médico geriatra Alessandro Campolina, parte desse aumento de tempo de enfermidade se deve à falta de políticas de prevenção eficientes e voltadas para a população mais velha. Ele é o autor da pesquisa que buscou avaliar a ocorrência de um processo chamado de compressão da morbidade. Esse conceito, surgido na década de 1980, lançava a hipótese de que, com o envelhecimento das populações, os anos ganhos pelas pessoas com a melhoria dos serviços de atendimento seriam anos vividos em bom estado de saúde.</p>
<p><strong>O estudo</strong></p>
<p>Segundo o estudo-base da pesquisa, até a década de 1970 e 1980, se tinha a ideia central de que o aumento de expectativa de vida da população seria uma espécie de fracasso em termos de saúde. “Os estudiosos pensavam que, embora conseguissem fazer as pessoas viverem mais tempo, elas viviam em uma <span style="font-size: 13px; line-height: 19px;">situação de saúde pior”, explica Campolina.</span></p>
<p>A partir da década de 1980, as pesquisas passaram a contrariar as hipóteses anteriores, afirmando que a população vivia mais e em um quadro de saúde bom. A nova teoria também levantava o ponto de que a população humana apresenta um limite máximo, ainda não estabelecido com precisão, de tempo de vida. À medida que a melhoria das condições de vida vai se estabelecendo, a população tende a se aproximar cada vez mais desse limite.</p>
<p>Da mesma forma que a expectativa de vida ia sendo trazida para o limite máximo de vida da pessoa, o limiar de aparecimento de doenças crônicas, comuns na população idosa, também vai sendo empurrado.</p>
<p>“Num primeiro momento, o tempo limite máximo de aparecimento das doenças crônicas não mudaria com o aumento da expectativa de vida. Posteriormente, observou-se que o início de aparecimento das doenças também é postergado, mantendo, e talvez diminuindo, o tempo de vida da pessoa portando a doença”. A diminuição desse intervalo entre o aparecimento das doenças e a morte, a ciência dá o nome de compressão da morbidade.</p>
<p><strong>Análises em domicílio</strong></p>
<p>O projeto teve como objeto de avaliação participantes do Projeto Saúde, Bem-Estar e Envelhecimento (SABE), desenvolvido pela FSP, que acompanha idosos da cidade de São Paulo desde o ano 2000 em diversos aspectos, tais como saúde e qualidade de vida. “No estudo, nos atentamos para aspectos sociodemográficos, condições de saúde, capacidades e desempenho de atividades de vida diária pela população idosa”, ressalta Campolina.</p>
<p>A coleta dos dados era realizada por uma equipe especializada, que colhia as informações nos domicílios e traziam os dados para análise. “O interessante, do ponto de vista temporal, era comparar a população de 2000 e de 2010 para saber se houve compressão da morbidade, e os estudos mais recentes estão nos dando uma resposta negativa para essa pergunta”, completa o pesquisador.</p>
<p><strong>Prevenção e resultados</strong></p>
<p>O estudo buscou levantar a importância das medidas de prevenção das doenças crônicas na contribuição para a chamada compressão da morbidade. A conclusão é de que algumas das principais doenças crônicas que acometem a população idosa, entre elas a hipertensão arterial sistêmica, doença articular, doença cardíaca, diabetes mellitus tipo 2, doença mental, doença pulmonar crônica e doença cerebrovascular, uma vez prevenidas, contribuem de maneira significativa para a melhoria da qualidade de vida e para a longevidade dos idosos.</p>
<p>Campolina ressalta que esses métodos preventivos não são frequentemente incentivados na população mais velha, e que isso é uma visão equivocada. “A medicina ainda acredita que prevenção é sinônimo de pacientes jovens. Mas a prevenção de doenças é uma estrategia afirmativa, mesmo nos idosos, para prolongar o tempo de vida e ganhar qualidade de vida, e o estudo comprovou isso”, afirma.</p>
<p><span style="font-size: x-small;"><strong>(Agência USP)</strong></span></p>
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		<title>OMS diz que qualidade da saúde melhorou nos países pobres, mas está longe do desejado</title>
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		<pubDate>Thu, 16 May 2013 18:38:00 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Henrique Andrade Camargo</dc:creator>
				<category><![CDATA[Notí­cias]]></category>
		<category><![CDATA[Sociedade]]></category>
		<category><![CDATA[ODM]]></category>
		<category><![CDATA[ONU]]></category>
		<category><![CDATA[países em desenvolvimento]]></category>
		<category><![CDATA[países pobres]]></category>
		<category><![CDATA[saúde]]></category>

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		<description><![CDATA[Os progressos em relação à mortalidade infantil, nutrição e prevenção de doenças trouxeram resultados sobre outros índices globais, como o aumento da expectativa de vida entre a população mundial]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><span style="font-size: x-small;"><strong><span style="line-height: 19px;">Carolina Sarres, da Agência Brasil</span></strong></span></p>
<p><span style="font-size: 13px; line-height: 19px;">Os progressos feitos nos países em desenvolvimento e de menor desenvolvimento relativo para melhorar a qualidade da saúde de suas populações têm sido “dramáticos”, informou ontem (15) a Organização Mundial da Saúde (OMS), no anuário <em>World Heath Statistics 2013</em>.</span></p>
<p>De acordo com o relatório, os avanços estão relacionados à tentativa de cumprimento dos Objetivos de Desenvolvimento do Milênio (ODM) da Organização das Nações Unidas (ONU), estabelecidos em 2000. Em abril, a ONU iniciou uma contagem regressiva para os mil últimos dias antes do término da campanha, em 2015.</p>
<p>“Intensos esforços para atingir os ODM têm melhorado claramente a saúde das pessoas em todo o mundo”, disse, em nota, a diretora-geral da OMS, Margaret Chan. Para a OMS, as metas do milênio têm sido determinantes para a saúde, especialmente no sentido de reduzir a diferença entre os países mais e menos favorecidos.</p>
<p>Entre as áreas em que a organização constatou resultados positivos estão a redução de mortes materna e infantil, a melhoria da nutrição e a redução de mortes causadas pelo vírus HIV, pela tuberculose e pela malária – áreas alvo dos objetivos do milênio. Ainda assim, a organização informou que os avanços são insuficientes para atingir as metas globais até 2015.</p>
<p>Os progressos em relação à mortalidade infantil, nutrição e prevenção de doenças, segundo a OMS, trouxeram resultados sobre outros índices globais, como o aumento da expectativa de vida entre a população mundial: 70 anos, seis a mais do que em 1990.</p>
<p>Há uma diferença entre homens (expectativa de 68 anos) e mulheres (72 anos). A Europa é a região com a expectativa de vida mais alta, 76 anos, em média. A mais baixa é a da África, 56 anos, em média. No Brasil, a taxa é 76 anos.</p>
<p>Outro índice que indica o progresso da saúde é a queda da taxa de mortalidade infantil – a probabilidade de morte no primeiro ano de vida a cada mil nascimentos. Em 2011, ano base no anuário, a taxa foi 37%. Em 2000, era 51%; dez anos antes, 61%.</p>
<p>A taxa de obesidade entre pessoas com mais de 20 anos, o uso de tabaco entre adolescentes e adultos, o consumo de álcool entre adultos, o uso de preservativos por pessoas dos 15 aos 49 anos e o conhecimento da população jovem sobre HIV e aids também foram fatores considerados pela OMS.</p>
<p>Em relação aos índices verificados pela OMS no Brasil, eles são superiores à média mundial em todos os quesitos analisados como fatores de risco à saúde. O acesso da população brasileira à água potável é 97%, sete pontos percentuais a mais do que em 2000. No mundo, hoje, o acesso é 89%.</p>
<p>A taxa de mortalidade de crianças com menos de 5 anos é 16% no Brasil. Na América Latina e no Caribe, os piores índices são os do Haiti (70%), da Bolívia (51%) e da Guiana (36%). Os países da região que registram os melhores índices são Cuba (6%), Chile (9%) e Uruguai (10%).</p>
<p>No que tange às condições sanitárias, a taxa de uso no Brasil é 81%, mais do que os 75% em 2000. No mundo, o uso da rede sanitária atinge 64% da população. Em relação às crianças até os 6 meses alimentadas exclusivamente por leite materno a taxa é 40% dos bebês – em 2010, era 9%, no Brasil. No mundo, o índice é 38%.</p>
<p>Outro ponto destacado pela OMS é o acesso a medicamentos por meio do setor público. Nos países de baixa e média renda, a escassez de medicamentos faz com que a população tenha de recorrer ao setor privado, onde os preços podem ser até 16 vezes maiores.</p>
<p>De acordo com os critérios do Banco Mundial, seguidos pela OMS, países de baixa renda são os que a população tem renda per capita inferior a US$ 1.025 (pouco mais de R$ 2 mil, por ano). Os de renda média, entre U$ 1.026 e U$ 4.035 (entre R$ 2 mil e 8 mil, aproximadamente, por ano).</p>
<p>Publicado anualmente pela OMS, o anuário contém dados de 194 países. Há indicadores sobre de mortalidade, doença e saúde – incluindo expectativa de vida, doenças e mortes por doença, serviços de saúde e tratamentos, investimentos na área e fatores de risco e comportamentos que afetam a saúde.</p>
<p><span style="font-size: x-small;"><strong>(Agência Brasil)</strong></span></p>
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		<title>Ginástica por dinheiro novo</title>
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		<pubDate>Thu, 16 May 2013 18:25:39 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Henrique Andrade Camargo</dc:creator>
				<category><![CDATA[meio ambiente]]></category>
		<category><![CDATA[Notí­cias]]></category>
		<category><![CDATA[aquecimento global]]></category>
		<category><![CDATA[financiamento climático]]></category>
		<category><![CDATA[mudanças climáticas]]></category>

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		<description><![CDATA[Somente o alcance de recursos financeiros adicionais demonstraria avanço real nas iniciativas de adaptação para além do que já se caracterizou como uma rotina de políticas públicas nacionais]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><span style="font-size: x-small;"><strong><span style="line-height: 19px;">Magali Cabral, da Página 22</span></strong></span></p>
<p><span style="font-size: 13px; line-height: 19px;"><a href="http://mercadoetico.terra.com.br/website/wp-content/uploads/2013/05/dinheiro_verde_250.jpg"><img class="alignleft size-full wp-image-72569" src="http://mercadoetico.terra.com.br/website/wp-content/uploads/2013/05/dinheiro_verde_250.jpg" alt="" width="250" height="168" /></a>É plausível afirmar que os investimentos em projetos de adaptação à mudança climática são ínfimos, dada a magnitude dos impactos que alguns eventos extremos, como furacões e elevação do nível dos oceanos, podem vir a provocar na economia. Entretanto, não mente quem diz que os recursos financeiros para conter os efeitos perversos do aquecimento global já estão por toda parte, ainda que não carreguem a etiqueta da adaptação. Em meio a essa aparente contradição que ainda permeia o tema do financiamento para a adaptação no Brasil – possível reflexo das incertezas típicas das novas agendas –, uma coisa é certa: se prevalecer a inação, o custo será alto e virá com juros.</span></p>
<p>Uma questão meramente conceitual ajuda a alimentar a contradição nessa seara das finanças para adaptação. Existe, inclusive, uma série de políticas públicas históricas contribuindo para projetos dessa natureza. É o caso do combate aos efeitos da seca no Nordeste, das medidas de prevenção de tragédias em regiões serranas e costeiras, do combate às enchentes em rios que cortam grandes cidades. Há também iniciativas como o Programa Nacional de Fortalecimento da Agricultura Familiar, (Pronaf) e o Fundo Clima – que financia a juros reduzidos projetos de mitigação e adaptação à mudança climática –, ambos operados pelo Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES).</p>
<p>Visto por esse ângulo, o País estaria atuante, uma vez que aloca investimentos que concorrem fortemente para a adaptação. No entanto, há também um entendimento de que a adaptação, stricto sensu, requer medidas profundas e estruturais, capazes de aumentar e fortalecer a resiliência de ecossistemas e das populações mais vulneráveis. Nesse caso, somente o aporte de recursos financeiros adicionais – dinheiro novo – demonstraria avanço real nas iniciativas de adaptação para além do que já se caracterizou como uma rotina de políticas públicas nacionais.</p>
<p>Para o coordenador do Programa de Mudanças Climáticas e Energia do WWF, Carlos Rittl, o Brasil ainda não acordou plenamente para a necessidade de investimentos em adaptação, apesar dos sustos provocados pela sequência de eventos extremos ao longo da última década – desde o “Catarina”, em 2004, o primeiro furacão registrado no Atlântico Sul, até as duas últimas secas na Região Amazônica [1]. Para Rittl, o Brasil ainda atua de maneira emergencial, “apagando incêndios”, e deixando de lado o aumento da resiliência. Os principais planos de desenvolvimento no País ainda seriam baseados em modelos tradicionais, que não incorporam a variável de mudança climática, seja do ponto de vista de redução de emissões, seja de adaptação.</p>
<p style="padding-left: 30px;"><strong>[1] Primeira seca foi em 2005; a outra, a mais severa dos últimos 100 anos, em 2010</strong></p>
<p><a href="http://mercadoetico.terra.com.br/website/wp-content/uploads/2013/05/dinheiro_verde_B_250.jpg"><img class="alignright size-full wp-image-72570" src="http://mercadoetico.terra.com.br/website/wp-content/uploads/2013/05/dinheiro_verde_B_250.jpg" alt="" width="250" height="168" /></a>“Por enquanto, ainda não fizemos o básico, que é identificar nossas vulnerabilidades ambientais, sociais e econômicas no campo da mudança climática”, critica o dirigente da WWF. Rittl reconhece, no entanto, que o governo deu um passo importante, levando à sociedade civil os primeiros debates sobre a importância da adaptação. “Só isso já deverá ampliar a percepção de que apenas medidas de mitigação não serão suficientes para conter o ritmo e o alcance de impactos climáticos”, conclui.</p>
<p><strong>VISÃO SISTÊMICA</strong></p>
<p>De fato, a mitigação tem sido a tônica da preocupação sobre como lidar com a mudança do clima. Fábio Scarano, vice-presidente da Divisão Américas da Conservação Internacional (CI), explica que a adaptação ganhou mais e vidência na agenda climática global a partir de um estudo liderado pela pesquisadora americana Susan Solomon, publicado em 2009 na revista Proceedings of the National Academy of Sciences. O trabalho demonstrou que, se toda a emissão de CO2 decorrente de causas antrópicas cessasse, ainda assim o aquecimento global decorrente do acúmulo do gás na atmosfera prosseguiria pelos próximos 100 anos. O estudo marca uma mudança de paradigma: “Infelizmente, ultrapassamos o ponto em que mitigar seria suficiente para solucionar problemas climáticos futuros”, diz o ambientalista.</p>
<p>Fábio Scarano é também um dos autores do Painel Intergovernamental sobre Mudança do Clima (IPCC, na sigla em inglês) e tem centrado no seu capítulo a adaptação baseada em ecossistemas. Esse conceito propõe o uso de serviços ambientais e de valores do próprio ecossistema de modo a aumentar a resistência à mudança climática e também a tornar populações humanas mais resilientes a esses efeitos. Em sua opinião, o reduzido interesse ou mesmo o desconhecimento do setor de negócios sobre o tema da adaptação devem-se a uma associação intuitiva do termo ao alto custo dos investimentos em infraestrutura para lidar com impactos incertos quanto ao momento de suas ocorrências. Um exemplo disso seria a construção de diques para conter a elevação do nível do mar, como já se dá na Holanda.</p>
<p><a href="http://mercadoetico.terra.com.br/website/wp-content/uploads/2013/05/fundo_climatico_250.jpg"><img class="alignleft size-full wp-image-72571" src="http://mercadoetico.terra.com.br/website/wp-content/uploads/2013/05/fundo_climatico_250.jpg" alt="" width="250" height="168" /></a>A perspectiva da adaptação baseada em ecossistemas é que a “infraestrutura ecológica” – florestas, água, alimentos – é essencial para o bem-estar das pessoas. Assim, adaptação seria sinônimo de desenvolvimento sustentável, em que bem-estar humano e conservação da natureza são interligados e dão-se simultaneamente.</p>
<p>A ciência já demonstrou, por exemplo, que os manguezais funcionam similarmente a um dique: ambos impedem o avanço dos oceanos sobre a costa. Sem contar que os mangues fornecem abrigo e alimento à fauna marinha, sendo assim base para a economia da pesca. “O tamanho dessa economia somado aos custos da construção de um dique dão uma ideia do componente econômico do valor de um manguezal”, explica Scarano.</p>
<p>Em parte, essa lógica propõe que, se uma comunidade consegue tirar sustento de um ecossistema sem destruí-lo, talvez mereça ser remunerada pelo serviço ambiental que o meio conservado presta à sociedade. Resumindo, conservar o capital natural e em paralelo gerar melhorias na qualidade de vida é investir em adaptação.</p>
<p><strong>MODELO REATIVO</strong></p>
<p>Enquanto nos países desenvolvidos muitas empresas já começaram a modelar um perfil mais proativo perante os impactos a que estão sujeitas, na América Latina esse movimento está incipiente. Com exceção do setor agrícola – um dos mais antenados quanto aos impactos do clima –, “a maioria das empresas da região encontra-se em estágio inicial de avaliação de risco e ainda não foram capazes de quantificar os impactos setoriais”. A avaliação é do coordenador associado do pro- grama de adaptação da Convenção-Quadro das Nações Unidas sobre Mudança do Clima (UNFCCC, na sigla em inglês), Emerson Resende, que, no entanto, ressalva: “Em termos gerais, as empresas nos países desenvolvidos também estão atrasadas quanto ao entendimento da magnitude dos impactos, ao desenvolvimento de estratégias para reduzir riscos, ao aumento da resiliência e à busca de oportunidades de negócios” (ver “Empresas em ação”).</p>
<p>Ele coloca os setores de transporte, energia e turismo entre os mais vulneráveis aos desafios da mudança climática na América Latina . “Esses setores estão sujeitos a longas interrupções de seus negócios, em razão das variações drásticas do regime de chuvas, das enchentes e de períodos prolongados de estiagem.”</p>
<p><a href="http://mercadoetico.terra.com.br/website/wp-content/uploads/2013/05/sustentabilidade_250.jpg"><img class="alignright size-full wp-image-72572" src="http://mercadoetico.terra.com.br/website/wp-content/uploads/2013/05/sustentabilidade_250.jpg" alt="" width="250" height="168" /></a>Para enfrentar os desafios climáticos, a UNFCCC recomenda às empresas que sigam um esquema estratégico de adaptação, a começar por uma profunda avaliação dos riscos financeiros existentes entre o negócio e os possíveis efeitos da mudança climática. Sugere ainda que desenvolvam e instaurem planos de ação para administrar esses riscos e procurem identificar novas oportunidades no mercado.</p>
<p>Também é importante compartilhar e discutir suas estratégias com investidores, analistas e outros públicos de interesse para o plano (stakeholders). E o mais fundamental: para o sucesso das estratégias corporativas, as empresas devem considerar resultados financeiros de longo prazo. “Os líderes empresariais precisam superar a tendência a negócios com retorno de curto prazo”, aconselha Resende.</p>
<p>Uma nova ferramenta elaborada pelo Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID) e pela Bloomberg New Energy Finance, consultoria internacional na área de energia renovável e mercado de carbono, confirma a tese de que os países latino-americanos estão perdendo a corrida do enfrentamento da mudança do clima. O “climascópio”  mediu a capacidade de 26 países da América Latina e do Caribe de atrair investimentos em economia verde e o resultado é pouco animador. A região conseguiu aportar no ano passado menos de 5% dos investimentos mundiais no setor, estimados em US$ 280 bilhões. Embora no topo da lista do “climascópio”, o Brasil obteve pontuação apenas mediana: 2,6 em uma classificação de zero a 5. Grosso modo, o desempenho sinaliza ao País um longo caminho a trilhar em adaptação.</p>
<p>Gustavo Pimentel, diretor da Sitawi, organização que atua com financiamento de projetos sociais, visualiza duas opções para fomentar negócios em adaptação. Ele afirma que tradicionais financiadores, como bancos e fundos de pensão, preferem apresentar projetos rentáveis aos seus clientes e dificilmente serão proativos. Ou seja, não é boa receita esperar que eles próprios estruturem modelos de negócios em conformidade com projetos de adaptação. “A não ser que haja incentivos de políticas públicas”, adianta.</p>
<p>A outra possibilidade vislumbrada por Pimentel é tentar atrair grandes empresas privadas a partir da lógica filantrópica do Investimento Social Privado. De qualquer modo, os investimentos seriam irrisórios, dada a capacidade limitada do setor privado no papel de doador. “Se o poder público criasse um mecanismo de renúncia fiscal que atendesse aos projetos de adaptação, talvez houvesse alguma possibilidade nesse nicho”, arrisca Pimentel.</p>
<p>Mas há uma chance de que 2013 seja o ano da virada da agenda da adaptação no Brasil. A previsão é de Paula Bennati, gerente-executiva de meio ambiente e sustentabilidade da Confederação Nacional da Indústria (CNI). Embora afirme que a indústria brasileira ainda esteja engatinhando nesse quesito, ela crê que o fato de o IPCC começar a publicar o seu 5o relatório [2] será importante para o debate sobre adaptação, pois o documento virá com grande contribuição de pesquisadores e cientistas brasileiros ao tema. Outro evento relevante, previsto para setembro, também com dados sobre o estágio brasileiro em adaptação, será o lançamento da publicação do Primeiro Relatório de Avaliação Nacional (RAN1), do Painel Brasileiro de Mudanças Climáticas (PBMC).</p>
<p style="padding-left: 30px;"><span style="font-size: x-small;"><strong>[2] A previsão é de que os dados mais esperados, do Grupo de Trabalho 2, do IPCC, cujo tema é “Impactos, adaptação e vulnerabilidade”, somente sejam publicados em março de 2014.</strong></span></p>
<p><strong>O RISCO DA INAÇÃO</strong></p>
<p><a href="http://mercadoetico.terra.com.br/website/wp-content/uploads/2013/05/mudançasclimaticas_vertical.jpg"><img class="alignleft size-full wp-image-72573" src="http://mercadoetico.terra.com.br/website/wp-content/uploads/2013/05/mudançasclimaticas_vertical.jpg" alt="" width="250" height="704" /></a>O Brasil possui alguns bons exemplos para adaptação, entre eles o Fundo Amazônia e o Fundo Clima, mas que têm enfrentado problemas. O primeiro, conforme artigo publicado no portal do jornal britânico The Guardian em abril, é considerado um modelo interessante para países que buscam arranjos institucionais de modo a receber recursos das nações patrocinadoras de causas ambientais.</p>
<p>Chamou atenção o fato de doadores como Noruega e Alemanha repassarem recursos diretamente para o Ministério do Meio Ambiente (MMA) para financiar projetos do Fundo Amazônia, sem a necessidade de atravessar a burocracia de grandes instituições internacionais, como o Banco Mundial. Mas tem havido atrasos na aprovação de projetos no Brasil. Com isso, de um compromisso total de R$ 1,29 bilhão, apenas 11,4% foram aplicados, informa o jornal O Estado de S. Paulo.</p>
<p>Enquanto isso, o Fundo Clima acaba de sofrer uma debacle com a aprovação pelo Congresso Nacional em março da nova lei dos royalties do petróleo. Sua principal fonte de recursos provém da participação especial do petróleo. Na opinião de Paula Bennatti, parece remota a possibilidade de o Fundo Clima recuperá-la.</p>
<p>Segundo a gerente da CNI, a Petrobras cogita fazer contribuições ao programa, mas isso ainda não foi ratificado. Para se ter ideia do peso que o dinheiro dos royalties tinha para o Fundo Clima, dos quase R$ 29 milhões previstos para 2013, R$ 20,9 milhões serão provenientes da participação especial do petróleo. “Já é possível prever que o orçamento do fundo será muito menor em 2014”, alerta. O Conselho Empresarial Brasileiro para o Desenvolvimento Sustentável (Cebds) traz notícias mais esperançosas, não só sobre o futuro do Fundo Clima, mas também a respeito de possíveis adequações de financiamentos bancários para obras de adaptação.</p>
<p>O coordenador técnico da Câmara Temática de Energia e Mudança do Clima da entidade, Fernando Malta, informa sobre uma agenda de conversações com o setor bancário no sentido de que se reduzam as taxas de juro e a burocracia do acesso aos financiamentos para obras de adaptação à mudança climática. “Algumas obras de adaptação, por exemplo, podem inicialmente obrigar a empresa a interromper suas operações, o que significa que, além de arcar com o custo das obras e de novos equipamentos, ela também terá de prever o prejuízo de paralisar suas atividades por alguns dias”, observa Malta. Nesse caso, o investimento pode até pagar-se a longo prazo, mas o desembolso da empresa a curto prazo será maior e daí a necessidade de carência mais dilatada.</p>
<p>Segundo Malta, uma pauta sobre as formas de revitalizar o Fundo Clima poderá entrar nessa agenda de conversação, da qual também participa o Instituto Ethos. Um bom argumento para que os agentes de políticas públicas e o setor privado compartilhem essa busca por mecanismos econômico-financeiros para enfrentar os desafios da adaptação à mudança climática pode ser encontrado no estudo Economia da Mudança do Clima no Brasil: Custos e Oportunidades [3].</p>
<p style="padding-left: 30px;"><strong>[3] O trabalho foi editado e coordenado pelo economista ambiental do Banco Mundial Sergio Margulis e pela economista da Coppe/UFRJ Carolina Dubeux e contou com a participação de dezenas de pesquisadores</strong></p>
<p>A partir de uma perspectiva macroeconômica, os pesquisadores fizeram simulações do comportamento futuro da economia brasileira, no período entre 2010 e 2050, e concluíram que, conforme o cenário usado como referência, as perdas provocadas pelo impacto da mudança climática poderão variar entre R$ 719 bilhões e R$ 3,6 trilhões, a valor presente, com uma taxa de desconto de 1% ao ano.</p>
<p>“Isso equivale a jogar fora pelo menos um ano inteiro de crescimento econômico nos próximos 40 anos”, revela o estudo. Do ponto de vista social, o custo da inação será o aprofundamento das desigualdades de renda da população, principalmente nas regiões Norte e Nordeste do País, que serão as mais afetadas, em razão de sua maior vulnerabilidade.</p>
<p><em>* Colaboraram Clarice Couto e Lydia Minhoto</em></p>
<p><span style="font-size: x-small;"><strong>(Página 22)</strong></span></p>
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		<title>Por que a mídia dá tanta trela para os céticos do clima?</title>
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		<pubDate>Thu, 16 May 2013 17:27:57 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Henrique Andrade Camargo</dc:creator>
				<category><![CDATA[meio ambiente]]></category>
		<category><![CDATA[Notí­cias]]></category>
		<category><![CDATA[Amália Safatle]]></category>
		<category><![CDATA[céticos do clima]]></category>
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		<description><![CDATA[Amalia Safatle* Independência energética. Preservação das florestas tropicais. Sustentabilidade. Empregos verdes. Cidades habitáveis. Fontes renováveis. Água e ar puros. Crianças saudáveis. Etc. É longa a lista exposta ao público por um conferencista da Cúpula Mundial do Clima. Mas eis que na plateia um cético, com fisionomia irritada, pergunta à colega sentada a seu lado: “E [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><span style="font-size: x-small;"><strong>Amalia Safatle*</strong></span><br />
Independência energética. Preservação das florestas tropicais. Sustentabilidade. Empregos verdes. Cidades habitáveis. Fontes renováveis. Água e ar puros. Crianças saudáveis. Etc. É longa a lista exposta ao público por um conferencista da Cúpula Mundial do Clima. Mas eis que na plateia um cético, com fisionomia irritada, pergunta à colega sentada a seu lado: “E se tudo isso [a mudança climática] não passar de uma brincadeira e criamos um mundo melhor por nada?”</p>
<p><img class="aligncenter" src="http://www.pagina22.com.br/wp-content/uploads/2013/05/ultima1-406x267.jpg" alt="" width="406" height="267" /></p>
<p>A descrição acima é de um <span style="text-decoration: underline; color: #0000ff;"><strong><a href="http://www.pagina22.com.br/index.php/2013/05/ultima-sem-arrependimentos/" target="_blank">cartum desenhado por Joel Pett</a></strong></span>, que ilustra o jornal americano Lexington Herald-Leader. A alfinetada retrata bem o momento em que a turma dos descrentes da mudança climática procura ganhar espaço.</p>
<p>Embora a concentração de dióxido de carbono na atmosfera tenha batido na semana passada uma marca de nada menos que 4 milhões de anos atrás – 400 partes por milhão – um feito que pertencia à época chamada de Plioceno, do período Terciário da era Cenozoica, acredite: há quem ainda duvide do aquecimento global.</p>
<p>E também tem a turma que, mesmo reconhecendo o aquecimento, não acredita que a ação antrópica desde a Revolução Industrial, período a partir do qual a humanidade passou a queimar combustíveis fósseis como nunca na história da civilização, tenha alguma participação nesse quadro. Não acha que a mão do homem seja capaz de potencializar outros possíveis fenômenos naturais causadores do aquecimento. Outra linha argumenta que a tese do aquecimento é uma conspiração ideológica ou de motivação mercadológica e política. Ou mera questão de ego acadêmico.</p>
<p>Os céticos são críticos ferozes do Painel Intergovernamental sobre Mudança Climática (IPCC, na sigla em inglês) um grupo formado por 2 mil cientistas do mundo todo. Muitos dos céticos ganham espaço na mídia chamando a atenção por suas vozes dissonantes e taxando de alarmistas e catastrofistas as previsões do IPCC. Previsões estas que eles buscam desqualificar tecnicamente, mostrando erros.</p>
<p>De fato, a ciência do clima está em construção, assim como tantas outras. Como um novíssimo capítulo da ciência, é normal que haja incertezas, erros, descobertas, conflitos, discordâncias. Isso faz parte do processo de desenvolvimento do conhecimento científico.</p>
<p>Mas daí a chamar o aquecimento global e suas perigosas consequências de “farsa” há uma distância enorme. Recentemente, estudos mostraram que existe uma diminuição no ritmo do aquecimento em relação ao aumento das emissões de dióxido de carbono. Na última década, houve uma variação menor que a prevista pelos modelos climáticos. Pronto: era tudo o que os céticos queriam.</p>
<p>Mas até mesmo a conservadora revista inglesa <em>The Economist</em> deu um show de jornalismo <span style="text-decoration: underline; color: #0000ff;"><strong><a href="http://goo.gl/32rq5" target="_blank">expondo o fato, analisando-o</a></strong></span> de forma equilibrada, ouvindo várias linhas de investigação científica e concluindo que esse não seria motivo para se descuidar do combate ao aquecimento global. Até porque variabilidades em períodos curtos (como décadas) são normais e podem não indicar uma tendência de longo prazo.</p>
<p>Além disso, pontos ainda obscuros como a medição da temperatura oceânica em diferentes níveis de profundidade, e variáveis como a influência dos aerossóis e até mesmo da cobertura de nuvens tornam ainda mais complexas as investigações e a modelagem climática como um todo.</p>
<p>Diante de dúvidas, o que é melhor fazer? Em uma curva, em que o motorista tem poucos elementos para saber o que está a sua frente, deve-se acelerar para ultrapassar ou dirigir com mais cuidado?</p>
<p>Incertezas e gaps de conhecimento são mais motivos para agir com precaução e aprofundar estudos, em vez de desqualificá-los. É o que explica reportagem “Sensibilidade Climática“, publicada em maio na revista Página22.</p>
<p>Quando trafega na contramão do bom senso é que o jornalismo se torna capaz de produzir coisas como a reportagem da revista Veja de 8 maio. Derrapagem pura. Claro que se entende a obediência da matéria à linha editorial da publicação, voltada a enlevar o consumismo de uma classe média individualista. E no entender da revista, essa história de aquecimento global faz o consumidor se sentir culpado. Mas nada justifica o desserviço público de colocar o jornalismo entre ferragens.</p>
<p>A matéria de tom vingativo, que logo se vê pelo título irônico “<span style="text-decoration: underline; color: #0000ff;"><strong><a href="http://www.pagina22.com.br/index.php/2013/05/sensibilidade-climatica" target="_blank">O Apocalipse terá de esperar</a></strong></span>“, apressa-se em conclusões duvidosas, apoia-se apenas nas fontes que servem para justificar suas teses e dá a impressão de querer tirar algo por muito tempo entalado na garganta.</p>
<p>Quase histriônica, chega ao descontrole de associar a responsabilidade humana na questão do aquecimento global com “pecado ecológico” e citar o homem de Cro-Magnon para inferir que defensores da sustentabilidade querem voltar ao tempo das cavernas – ignorando, assim, toda a inovação embutida em uma economia de baixo carbono, busca de eficiência, aumento de produtividade, tecnologias avançadas, fronteiras de conhecimento, empregos verdes, novos mercados etc. Questões desafiadoras em um cenário de limites físicos, de preocupação com o coletivo, de crescente responsabilidade socioambiental e de necessidade de adaptação a mudanças bruscas e profundas durante um minúsculo trecho da linha do tempo planetária.</p>
<p>A Veja, ao também abrir espaço para quem acredita que o aquecimento global trará benefícios à humanidade. Sem ouvir representantes da comunidade científica que é majoritariamente preocupada com os efeitos da mudança climática praticamente faz um insulto às vítimas de eventos climáticos extremos, só para citar uma das conseqüências do desequilíbrio do clima.</p>
<p>Por essas e outras, dá para ter uma dimensão de quão inconveniente pode ser a verdade climática e como certas porções da sociedade brasileira fazem de tudo para manter a cabeça em um orifício sob a terra – qualquer coisa para não abrir mão de sua zona de conforto e seguir em um mundo particular, alheio e ilusório.</p>
<p>Que o debate científico seja mais inteligente e a imprensa, um prestador de bons serviços.</p>
<p>* <strong>Amalia Safatle é j<span style="font-size: 13px; line-height: 19px;">ornalista, fundadora e editora da revista Página22, especializada em sustentabilidade.</span></strong></p>
<p><em>Texto originalmente publicado no <span style="text-decoration: underline; color: #0000ff;"><strong><a href="http://terramagazine.terra.com.br/blogdaamaliasafatle/blog" target="_blank">Terra Magazine</a></strong></span></em></p>
<p><span style="color: #000000; font-size: x-small;"><strong>(Página 22)</strong></span></p>
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		<title>Secretário aponta possibilidade de matriz 80% renovável</title>
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		<pubDate>Thu, 16 May 2013 16:57:18 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Henrique Andrade Camargo</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Rodrigo PdGuerra, do MCTI O Ministério de Minas e Energia (MME) iniciou nesta quarta-feira (15) uma série de debates para elaborar o Plano Nacional de Energia 2050, que deve traçar os rumos da matriz energética brasileira para as próximas décadas. O secretário de Políticas e Programas de Pesquisa e Desenvolvimento do Ministério da Ciência, Tecnologia [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><span style="font-size: x-small;"><strong><span style="line-height: 19px;">Rodrigo PdGuerra, do MCTI</span></strong></span></p>
<p>O Ministério de Minas e Energia (MME) iniciou nesta quarta-feira (15) uma série de debates para elaborar o Plano Nacional de Energia 2050, que deve traçar os rumos da matriz energética brasileira para as próximas décadas. O secretário de Políticas e Programas de Pesquisa e Desenvolvimento do Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI), Carlos Nobre, participou do primeiro encontro, sobre possíveis impactos das mudanças climáticas no setor e cenários de médio e longo prazo para economia nacional.</p>
<p>Para Nobre, o país pode aumentar consideravelmente a participação de fontes renováveis em sua matriz. “Sou otimista que nós podemos, em 2050, imaginar um Brasil com 80% de energia renovável”, projetou. O índice atual é de 45,3%.</p>
<p>O secretário ressaltou o trabalho da Rede Brasileira de Pesquisas sobre Mudanças Climáticas Globais (Rede Clima), criada pelo MCTI em 2007. “Duas sub-redes em especial são relevantes para esse esforço – uma delas trata de energias renováveis e outra sobre economia”, explicou Nobre. “A de economia desenvolveu um modelo para prever como mudanças climáticas afetam agricultura e energia e a outra tem vários estudos de impactos na matriz.”</p>
<p>Membro do Painel Intergovernamental sobre Mudanças Climáticas (IPCC, na sigla em inglês), o secretário do MCTI apresentou cenários previstos pelo último e pelo próximo relatório da entidade da Organização das Nações Unidas (ONU). “Um documento especial publicado em 2011 concluía que era tecnologicamente factível imaginar em 2050 um mundo com 80% de energia renovável, mas, se olharmos o quadro atual, não há muita razão para acreditar que o planeta alcance esse patamar, em função das novas descobertas e das novas tecnologias para explorar as energias fósseis”, comentou.</p>
<p><strong>Protagonismo</strong></p>
<p>Nobre recordou a posição do Brasil como único país em desenvolvimento a estabelecer compromissos voluntários de redução e estabilização das emissões de gases de efeito estufa, no contexto da Convenção-Quadro das Nações Unidas sobre a Mudança do Clima. “Isso foi um gesto politicamente significativo do ex-presidente Lula na reunião climática de Copenhague, em 2009”, disse. “A presidenta Dilma Rousseff claramente nos deu uma direção de que o Brasil tem que ser protagonista da sustentabilidade no mundo.”</p>
<p>Na opinião do secretário, o PNE 2050 pode se inspirar em projeto de intercâmbio de modalidades de energia do norte europeu. “O sistema tenta resolver o problema da intermitência das fontes renováveis, ao interligar geração eólica do Mar do Norte, instalações offshore continental e da Grã-Bretanha, já prevendo o grande potencial das energias da maré e das ondas, e o sistema hidráulico da Noruega”, disse Nobre. “Não é impossível imaginar soluções em que nós possamos realmente explorar ao máximo o nosso potencial de energia renovável.”</p>
<p>Os debates sobre o PNE também tiveram palestras do diretor de Macroeconomia do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea), Marco Antônio Cavalcanti, e do assessor da presidência do Banco Nacional do Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) David Kupfer. Representaram o MME o secretário de Planejamento e Desenvolvimento Energético, Altino Ventura, e o coordenador-geral de Economia da Energia, Gilberto Hollauer.</p>
<p><span style="font-size: x-small;"><strong>(MCTI)</strong></span></p>
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		<title>Mudanças climáticas são causadas pelo homem</title>
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		<pubDate>Thu, 16 May 2013 16:19:26 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Henrique Andrade Camargo</dc:creator>
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		<category><![CDATA[aquecimento global]]></category>
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		<description><![CDATA[Afirmação é feita por 97,1% dos estudos]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><strong>Um levantamento com quase 12 mil artigos científicos aponta que o consenso sobre a responsabilidade das atividades humanas no aquecimento global é muito maior do que se pensa</strong><em></p>
<p><span style="font-size: x-small;"><strong><span style="line-height: 19px;">Fabiano Ávila, do Instituto CarbonoBrasil</span></strong></span></p>
<p><span style="font-size: 13px; line-height: 19px;"><a href="http://mercadoetico.terra.com.br/website/wp-content/uploads/2013/05/aquecimento_global_humano_300qua.jpg"><img class="alignleft size-full wp-image-72556" src="http://mercadoetico.terra.com.br/website/wp-content/uploads/2013/05/aquecimento_global_humano_300qua.jpg" alt="" width="300" height="304" /></a>Quando se acompanha as discussões sobre as mudanças climáticas pela imprensa, a percepção que se tem é que existe um grande racha na comunidade científica sobre o aquecimento global e a influência do homem no clima. A maior revista semanal brasileira, a Veja, trouxe inclusive uma reportagem na semana passada afirmando que é tudo uma fraude. Mas quem acompanha as negociações internacionais e o fluxo de estudos científicos tem uma visão bem diferente, pois a impressão clara é que existe um consenso sobre a realidade do aumento das temperaturas e suas causas.</span></p>
<p>Foi justamente essa impressão que foi confirmada nesta quinta-feira (16) pelo artigo <span style="text-decoration: underline; color: #0000ff;"><strong><a href="http://iopscience.iop.org/1748-9326/8/2/024024/article" target="_blank">Quantifying the consensus on anthropogenic global warming in the scientific literature</a></strong></span> (algo como, Quantificando o consenso sobre o aquecimento global antropogênico na literatura científica), publicado no periódico Environmental Research Letters.</p>
<p>Seus autores, liderados por John Cook da Universidade de Queensland, na Austrália, e fundador do portal <span style="text-decoration: underline; color: #0000ff;"><strong><a href="http://www.skepticalscience.com/" target="_blank">Skeptical Science</a></strong></span>, analisaram 11.994 artigos científicos publicados entre 1991 e 2011, e descobriram que dos quatro mil que abordam as causas das mudanças climáticas, 97,1% apontam as atividades humanas como as grandes responsáveis pelo aumento das temperaturas.</p>
<p>“Nossas conclusões mostram que existe um forte consenso científico sobre o que está causando o aquecimento global, apesar de a percepção pública ser diferente. É assustador que dada a quantidade de evidências, ainda quase metade da sociedade acredite que existe uma divisão entre os cientistas”, afirmou Cook.</p>
<p>Não é a primeira vez que uma pesquisa busca saber a posição dos climatologistas sobre o aquecimento global. Em 2009, Peter Doran e Maggie Zimmerman apontaram que <span style="text-decoration: underline; color: #0000ff;"><strong><a href="http://tigger.uic.edu/~pdoran/012009_Doran_final.pdf" target="_blank">97,4% dos 77 principais climatologistas</a></strong></span> do planeta concordavam que o aquecimento global é resultado das ações antropogênicas.</p>
<p>O novo levantamento é bem mais abrangente, envolvendo no total 29 mil pesquisadores que escreveram sobre mudanças climáticas no período de 20 anos avaliado. De todos os quase doze mil artigos, apenas 83 eram contrários à responsabilidade das atividades humanas.</p>
<p>Cook deixa claro ainda que o “racha” pode ser ainda menor, porque foi adotado um método bastante cuidadoso para avaliar os artigos.</p>
<p>“Fomos conservadores na nossa análise. Por exemplo, se um estudo simplesmente considerava que o aquecimento global irá continuar, poderíamos tê-lo classificado na categoria de apoio implícito, já que não há razão para esperar que o aquecimento continue indefinidamente se não for causado pelo homem. Entretanto, a menos que no sumário estivesse clara a causa do aumento das temperaturas, nós classificamos o artigo como ‘sem posição’”, explicou Cook no Skeptical Science.</p>
<p>Para conseguir analisar todos os artigos, a equipe contou com um grupo de voluntários de diversos países, como Estados Unidos, Nova Zelândia, Alemanha, Finlândia e Itália.</p>
<p>Também foram ouvidos muitos dos autores das pesquisas avaliadas. Mais de 8.500 e-mails foram enviados para os cientistas pedindo para que classificassem seus trabalhos conforme os critérios do levantamento, 1.200 deles foram respondidos.</p>
<p>Segundo Cook é importante dar o máximo de transparência e acesso aos resultados alcançados. “Escolhemos submeter nosso artigo à Environmental Research Letters porque é um periódico respeitado e de grande aceitação.Também fizemos isso para deixar os dados disponíveis para qualquer um.”</p>
<p>Para os autores, é necessário que esse tipo de levantamento ganhe o maior destaque possível, pois realmente existe uma grande diferença entre a posição real da comunidade científica e a percepção da sociedade.</p>
<p>“Um dos grandes fatores para esse distanciamento é a imprensa (..) Na busca por manter as reportagens ‘equilibradas’, os jornalistas dão 50% do espaço para pesquisadores céticos, o que provoca a sensação de que a comunidade científica é de fato rachada.”</p>
<p>Cook espera ajudar a mobilizar a opinião pública para pressionar os governos a agir. Para ele, não deveria existir mais perda de tempo discutindo se o aquecimento global é real, a ciência já avançou além dessa dúvida.</p>
<p>“Possivelmente a coisa mais importante para ser comunicada sobre as mudanças climáticas no momento é que existe um consenso de 97% entre os especialistas de que a humanidade está causando o aquecimento global. Vamos divulgar isso e dar fim às dúvidas sobre o consenso científico.”</p>
<p>Para divulgar os seus resultados, o <em>Skeptical Science</em> criou o Projeto Consenso, que pode ser acompanhado pelo Twiiter @ConsensusProj e pelo <span style="text-decoration: underline; color: #0000ff;"><strong><a href="https://www.facebook.com/TheConsensusProject" target="_blank">https://www.facebook.com/TheConsensusProject</a></strong></span>.</p>
<p><span style="font-size: x-small;"><strong>(Instituto CarbonoBrasil)</strong></span></p>
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		<title>Conanda e SDH lançam campanha contra exploração sexual de crianças e adolescentes</title>
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		<pubDate>Thu, 16 May 2013 16:10:02 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Henrique Andrade Camargo</dc:creator>
				<category><![CDATA[Notí­cias]]></category>
		<category><![CDATA[Sociedade]]></category>
		<category><![CDATA[direitos humanos]]></category>
		<category><![CDATA[exploração sexual]]></category>

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		<description><![CDATA[Paula Laboissière, da Agência Brasil O Comitê Nacional de Enfrentamento à Violência Sexual Contra Crianças e Adolescentes e a Secretaria de Direitos Humanos da Presidência da República (SDH-PR) lançaram hoje (15) a campanha &#8220;Faça bonito, proteja nossas crianças&#8221;. O objetivo é mobilizar a população para o enfrentamento da violência sexual contra crianças e adolescentes. O [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><span style="font-size: x-small;"><strong>Paula Laboissière, da Agência Brasil</strong></span></p>
<p><a href="http://mercadoetico.terra.com.br/website/wp-content/uploads/2013/05/exploracao_sexual_infantil_250.jpg"><img class="alignleft size-full wp-image-72602" src="http://mercadoetico.terra.com.br/website/wp-content/uploads/2013/05/exploracao_sexual_infantil_250.jpg" alt="" width="250" height="165" /></a>O Comitê Nacional de Enfrentamento à Violência Sexual Contra Crianças e Adolescentes e a Secretaria de Direitos Humanos da Presidência da República (SDH-PR) lançaram hoje (15) a campanha &#8220;Faça bonito, proteja nossas crianças&#8221;. O objetivo é mobilizar a população para o enfrentamento da violência sexual contra crianças e adolescentes.</p>
<p>O evento ocorre na mesma semana do Dia Nacional de Combate ao Abuso e à Exploração Sexual de Crianças e Adolescentes, lembrado no próximo sábado (18). A estimativa é que mais de 3 mil municípios em todo o país participem de mobilizações em torno da data, que incluem palestras, workshops e caminhadas.</p>
<p>Durante o lançamento da campanha, a ministra da Secretaria de Direitos Humanos, Maria do Rosário, disse que governo e sociedade civil assumiram uma causa comum que, ao longo do tempo, se transformou “em uma causa de vida”. Para ela, a população brasileira se mostra cada vez mais consciente em relação à exploração sexual de crianças e adolescentes.</p>
<p>A presidenta do Conanda, Maria Izabel da Silva, defendeu que as políticas públicas não sejam baseadas apenas no encarceramento do agressor, mas abriguem também ações preventivas por meio da educação e da sensibilização da sociedade, além de garantir atendimento integral às vítimas e às famílias.</p>
<p><span style="font-size: x-small;"><strong>(Agência Brasil)</strong></span></p>
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		<title>Obras da Copa e das Olimpíadas já causaram a remoção de 3 mil famílias no Rio</title>
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		<pubDate>Thu, 16 May 2013 16:06:44 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Henrique Andrade Camargo</dc:creator>
				<category><![CDATA[Notí­cias]]></category>
		<category><![CDATA[Sociedade]]></category>
		<category><![CDATA[Copa do Mundo]]></category>
		<category><![CDATA[direitos humanos]]></category>
		<category><![CDATA[Olimpíadas 2016]]></category>
		<category><![CDATA[Rio de Janeiro]]></category>

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		<description><![CDATA[Conforme o 2º Dossiê Megaeventos e Violações de Direitos Humanos no Rio de Janeiro outras 7 mil estão ameaçadas]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><span style="font-size: x-small;"><strong>Akemi Nitahara, da Agência Brasil</strong></span></p>
<p>As obras de infraestrutura e construção de equipamentos esportivos para a Copa do Mundo de 2014 e as Olimpíadas de 2016 já causaram a remoção de 3 mil famílias na cidade e mais 7 mil estão ameaçadas. O dado consta do 2º Dossiê Megaeventos e Violações de Direitos Humanos no Rio de Janeiro, divulgado nesta quarta-feira (15) pelo Comitê Popular da Copa e Olimpíadas.</p>
<p>De acordo com Orlando Santos Junior, professor do Instituto de Pesquisa e Planejamento Urbano e Regional da Universidade Federal do Rio de Janeiro (Ippur-UFRJ), representante do comitê, a tendência de remoção verificada na primeira edição do dossiê, lançado em abril do ano passado, tende a aumentar.</p>
<p>“Pelo número de famílias ameaçadas e, ainda, pela ausência de informações sobre as grandes intervenções em curso. Por exemplo, não se tem informação sobre o traçado dos BRTs [corredor exclusivo para o tráfego rápido de ônibus], que estão sendo construídos na cidade. Então, esse número tende a crescer. É um aspecto que chama a atenção”, disse.</p>
<p>O professor destacou, ainda, a falta de transparência nos projetos, já que os sites disponíveis hoje não trazem informações “fundamentais para que haja o controle social”, como o traçado das obras e as empresas contratadas. “Então o que o comitê está propondo não é nada além do que um conjunto de medidas que objetivam, efetivamente, assegurar os direitos humanos, assegurar os direitos da população, enfim, assegurar a democracia e a participação de todos nas decisões relativas à Copa e às Olimpíadas”.</p>
<p>As famílias removidas reclamam que foram levadas para locais distantes e sem estrutura. Outras denunciam que as indenizações pagas ficaram muito abaixo do valor de mercado do imóvel onde moravam. É o caso da família de Ravel, jogador de vôlei de praia, removida da casa onde morava na comunidade Largo do Tanque, na zona oeste.</p>
<p>A mãe de Ravel, Rosilene Gonçalves da Silva, disse que a indenização paga foi muito abaixo do esperado e a família foi para um local mais perigoso. “Foi muito difícil para a gente, desgastante demais. Eles queriam dar R$ 18 mil para a gente sair de lá, sem ter como comprar outra moradia. Atualmente, a gente está na Estrada da Covanca. Não está como a gente gostaria que estivesse, ficou mais difícil para todo mundo, tem que chegar cedo, não pode chegar tarde, porque lá é próximo a uma área de risco, tem tiroteio”, declarou.</p>
<p>A Secretaria Municipal de Habitação (SMH) informou, por meio de nota, que “a prefeitura vem conduzindo os processos de reassentamento da maneira mais democrática, respeitando os direitos de cada família”, seguindo o Decreto 34.522 de 2011, que estabelece “regras claras, baseadas nos direitos humanos e na busca da moradia digna”.</p>
<p><span style="font-size: x-small;"><strong>(Agência Brasil)</strong></span></p>
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		<title>Concurso alemão premia jovens que pesquisam soluções sustentáveis</title>
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		<pubDate>Thu, 16 May 2013 15:00:27 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Henrique Andrade Camargo</dc:creator>
				<category><![CDATA[Juventude e novas lideranças]]></category>
		<category><![CDATA[Notí­cias]]></category>
		<category><![CDATA[Salas Temáticas]]></category>
		<category><![CDATA[Alemanha]]></category>
		<category><![CDATA[desenvolvimento sustentável]]></category>
		<category><![CDATA[Green Talents]]></category>
		<category><![CDATA[juventude]]></category>
		<category><![CDATA[meio ambiente]]></category>

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		<description><![CDATA[Vencedores serão convidados para fórum científico de duas semanas na Alemanha e para uma estadia de pesquisa de até três meses em um instituto ou empresa de sua escolha; inscrições vão até 9 de junho]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><span style="font-size: x-small;"><strong>Agência FAPESP</strong></span></p>
<p>A quinta edição do concurso <em>Green Talents – International Forum for High Potentials in Sustainable Development</em>, promovido pelo Ministério da Educação e Pesquisa da Alemanha (BMBF), está com inscrições abertas até 9 de junho.</p>
<p>O concurso premiará 25 jovens cientistas de todo o mundo que busquem soluções para questões relacionadas à pesquisa de sustentabilidade. Os ganhadores terão oportunidade de conhecer e trocar opiniões com os principais especialistas da atualidade nesse campo na Alemanha.</p>
<p>Na edição de 2012, apenas um brasileiro ficou entre os vencedores: o químico Antônio Otávio de Toledo Patrocínio, então com 29 anos, professor de Química Inorgânica na Universidade Federal de Uberlândia (UFU), de Minas Gerais, com uma pesquisa sobre abordagens moleculares para a conversão de energia solar.</p>
<p>Os vencedores do concurso serão convidados para um fórum científico ao longo de duas semanas na Alemanha no segundo semestre de 2013, quando conhecerão alguns dos principais centros de desenvolvimento sustentável daquele país e poderão trocar ideias com colegas e cientistas seniores. De acordo com a organização, os jovens também poderão discutir seus trabalhos em reuniões individuais com especialistas de sua escolha.</p>
<p>No ano seguinte ao fórum – ou seja, em 2014 –, os vencedores serão convidados a retornar à Alemanha para uma estadia de pesquisa adicional de três meses em um instituto ou empresa de sua escolha.</p>
<p>No júri deste ano estão, entre outros, a professora Beate Jessel, presidente da Agência Federal da Alemanha para a Conservação da Natureza, e Marlehn Thieme, diretora do Deutsche Bank e presidente do Conselho Alemão para o Desenvolvimento Sustentável (RNE).</p>
<p>Mais informações: <span style="text-decoration: underline; color: #0000ff;"><strong><a href="http://www.greentalents.de/8.php" target="_blank">www.greentalents.de/8.php</a></strong></span></p>
<p><span style="font-size: x-small;"><strong>(Agência FAPESP)</strong></span></p>
]]></content:encoded>
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		<title>Permitir cana na Amazônia é retrocesso político e ambiental</title>
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		<pubDate>Thu, 16 May 2013 14:23:27 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Henrique Andrade Camargo</dc:creator>
				<category><![CDATA[meio ambiente]]></category>
		<category><![CDATA[Notí­cias]]></category>
		<category><![CDATA[agricultura]]></category>
		<category><![CDATA[Amazônia]]></category>
		<category><![CDATA[Cana-de-açucar]]></category>
		<category><![CDATA[meio ambinete]]></category>

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		<description><![CDATA[WWF-Brasil recomenda que esta lei não seja referendada pela Câmara dos Deputados, pois avalia que a mesma não trará benefícios reais para a região ou para o setor.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><span style="font-size: x-small;"><strong>WWF-Brasil</strong></span></p>
<p>A aprovação do Projeto de Lei 626/2011 pelo Senado, alterando o Zoneamento Agroecológico (ZAE) da cana-de-açúcar e autorizando seu plantio em áreas alteradas e nos biomas Cerrado e Campos Gerais na Amazônia Legal, é um retrocesso nas políticas de ordenamento territorial e produtiva brasileiras.</p>
<p>Por isso, o WWF-Brasil recomenda que esta lei não seja referendada pela Câmara dos Deputados, pois avalia que a mesma não trará benefícios reais para a região ou para o setor. Pelo contrário, poderá se configurar em uma política sem impacto econômico positivo para a transformação regional e com grande potencial para geração de mais impactos ambientais.</p>
<p>É necessária uma maior reflexão sobre as reais soluções para o desenvolvimento econômico sustentável da Amazônia, bem como uma política consistente para os biocombustíveis no Brasil.</p>
<p>O zoneamento original da cana-de-açúcar representou um avanço significativo quando restringiu áreas da Amazônia Legal, do Pantanal e da Bacia do Alto Paraguai para a expansão da cultura canavieira. Também foi positivo orientar sua expansão sobre regiões com melhores condições produtivas, reduzindo a pressão sobre ecossistemas conservados, por exemplo.</p>
<p>O argumento de que o zoneamento reduz a possibilidade de desenvolvimento regional é completamente equivocado. Existem alternativas econômicas e produtivas muito mais adequadas e adaptadas à Amazônia e outros biomas e suas realidades socioeconômicas. A produtividade e a eficiência produtiva da cana-de-açúcar na Amazônia não são compatíveis com a realidade do Centro-Sul e com áreas já apontadas para a expansão no zoneamento original. Tais áreas são com certeza suficientes para atender à demanda atual e às estimativas de crescimento do setor.</p>
<p>O ZAE original da cana-de-açúcar identificou 64,7 milhões de hectares aptos à produção de cana, sendo que destes, 19,3 milhões de hectares são áreas de alto potencial produtivo. A produção atual ocupa aproximadamente 9 milhões de hectares.</p>
<p>No Plano Nacional de Energia para 2030 está prevista a produção anual de 1,14 bilhões de toneladas de cana, demandando uma área de 13,9 milhões de hectares. Neste contexto, a principal justificativa para um aumento de produção de bicombustíveis é inapropriada, considerando que o ZAE de 2009 informa que o país teria uma área de 50,8 milhões hectares aptos à produção e sem considerar a área da Amazônia Legal.</p>
<p>Mesmo que projeto de lei foque em áreas abertas, de Cerrado e de Campos Gerais da Amazônia Legal, a pressão sobre o os ecossistemas naturais aumentará indiretamente pelo deslocamento de outras atividades produtivas e diretamente pela dificuldade do cumprimento das legislações vigentes. Ainda mais em um cenário de Código Florestal enfraquecido associado à baixa governança na Região Amazônica.</p>
<p>Melhorar e incentivar a produção de biocombustíveis no país é possível e deveria ser atrelado a uma política real de incentivo econômico, contrária à política atual de incentivo ao consumo de gasolina através da desoneração dos impostos e redução da competitividade do etanol.</p>
<p><span style="font-size: x-small;"><strong>(WWF Brasil)</strong></span></p>
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		<item>
		<title>Conferência sobre florestas discute metas do milênio pós-2015</title>
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		<pubDate>Thu, 16 May 2013 13:05:55 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Henrique Andrade Camargo</dc:creator>
				<category><![CDATA[meio ambiente]]></category>
		<category><![CDATA[Notí­cias]]></category>
		<category><![CDATA[Sociedade]]></category>
		<category><![CDATA[agroflorestas]]></category>
		<category><![CDATA[Eduardo Mansur]]></category>
		<category><![CDATA[FAO]]></category>
		<category><![CDATA[ONU]]></category>
		<category><![CDATA[segurança alimentar]]></category>

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		<description><![CDATA[FAO disse que 870 milhões de pessoas no mundo passam fome diariamente; países tentam encontrar meios para que os sistemas agroflorestais possam contribuir para a nutrição e a segurança alimentar.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><span style="font-size: x-small;"><strong>Edgard Júnior, da Rádio ONU</strong></span></p>
<p><a href="http://mercadoetico.terra.com.br/website/wp-content/uploads/2013/05/floresta_250.jpg"><img class="alignleft size-full wp-image-72605" src="http://mercadoetico.terra.com.br/website/wp-content/uploads/2013/05/floresta_250.jpg" alt="" width="250" height="168" /></a>Os países reunidos na Conferência Internacional sobre Florestas para Nutrição e Segurança Alimentar, em Roma, debatem as Metas do Milênio pós 2015.</p>
<p><span style="font-size: 13px; line-height: 19px;">O diretor da Divisão de Manejo e Conservação de Florestas da Organização das Nações Unidas para Agricultura e Alimentação, Eduardo Mansur, falou sobre o assunto em entrevista à Rádio ONU, da capital italiana.</span></p>
<p><strong>Agenda pós 2015</strong></p>
<p><span style="font-size: 13px; line-height: 19px;">Mansur citou o trabalho da FAO no diálogo pós 2015.</span></p>
<p>&#8220;A agenda pós 2015 se baseia nos resultados dos objetivos do milênio. Um dos objetivos é, justamente, o ambiente sustentável, onde se enquadra o uso sustentável dos recursos naturais. Nós (FAO) estamos contribuindo com outras agências da ONU no tema de manejo sustentável das florestas e no manejo de áreas de montanha.&#8221;</p>
<p><span style="font-size: 13px; line-height: 19px;">No caso da preservação das montanhas, Mansur explicou que isso é muito importante por vários aspectos, incluindo a proteção dos recursos hídricos.</span></p>
<p><strong>Fome</strong></p>
<p>Segundo a FAO, 870 milhões de pessoas no mundo passam fome diariamente. Com a previsão de um aumento da população mundial para mais de 9 bilhões de pessoas até 2050, a produção agrícola global deve expandir 60% até lá para suprir a demanda de alimentos.<br />
A Conferência tem o objetivo de discutir especificamente como as florestas podem contribuir com a nutrição e a segurança alimentar.</p>
<p><span style="font-size: 13px; line-height: 19px;">Os países que participam do encontro querem explorar novas políticas que aumentem o papel das florestas, árvores e sistemas agroflorestais nesse sentido.</span></p>
<p><strong>Água Potável</strong></p>
<p><strong></strong>As matas cobrem aproximadamente um terço do planeta e servem de fonte de alimento e renda para 2 bilhões de pessoas.<br />
As florestas também são fonte de 75% da água potável produzida no mundo, sem falar que elas ajudam a regular o impacto das tempestades e enchentes e consomem parte do gás carbônico despejado na atmosfera.</p>
<p><span style="font-size: x-small;"><strong>(Rádio ONU)</strong></span></p>
]]></content:encoded>
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		</item>
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		<title>Setor privado vai investir &#8220;trilhões de dólares&#8221; na prevenção de desastres</title>
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		<pubDate>Thu, 16 May 2013 11:47:41 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Henrique Andrade Camargo</dc:creator>
				<category><![CDATA[Economia]]></category>
		<category><![CDATA[Notí­cias]]></category>
		<category><![CDATA[desastres naturais]]></category>
		<category><![CDATA[eventos climáticos extremos]]></category>
		<category><![CDATA[impactos socioambientais]]></category>
		<category><![CDATA[meio ambiente]]></category>
		<category><![CDATA[mudanças climáticas]]></category>

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		<description><![CDATA[Anúncio foi feito pelo Secretário-Geral da ONU durante o lançamento do Relatório Avaliação Global sobre Redução do Risco de Desastres, nesta quarta-feira; desastres naturais causaram perdas diretas de US$ 2,5 trilhões.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><span style="font-size: x-small;"><strong><span style="line-height: 19px;">Mônica Villela Grayley, da Rádio ONU</span></strong></span></p>
<p>O Secretário-Geral das Nações Unidas informou que o setor privado irá cooperar com uma quantia equivalente a &#8220;vários trilhões de dólares&#8221; para ajudar a prevenir os desastres em regiões consideradas de risco em todo o mundo.<br />
Segundo a ONU, os prejuízos diretos causados por desastres são de cerca de US$ 2,5 trilhões, cerca de R$ 5 trilhões.</p>
<p><strong>Parceria</strong></p>
<p>O anúncio foi feito, nesta quarta-feira, em Nova York, pelo Secretário-Geral, Ban Ki-moon, durante o lançamento do Relatório Avaliação Global sobre Redução do Risco de Desastres.</p>
<p>O documento analisou a situação de 56 países. A quantia perdida com terremotos e ciclones, por exemplo, foi de US$ 189 bilhões, somente no ano passado.</p>
<p><strong>Seguradoras e Bancos</strong></p>
<p>Já os prejuízos causados por cheias, terremotos e secas foram subestimados em pelo menos 50%. Ban também pediu uma parceria mais forte com o setor privado incluindo os bancos de investimentos e seguradoras para reduzir os riscos.</p>
<p>Segundo a ONU, as perdas econômicas causadas pelos acidentes naturais estão saindo de controle. Ban Ki-moon pediu a líderes mundiais que incorporem o gerenciamento do risco de desastres em suas estratégias de investimentos.</p>
<p>Segundo ele, os governos são responsáveis por reduzir o risco de acidentes naturais, mas o nível do risco estaria ligado na forma e no local do investimento pelo setor privado, que concentra até 85% dos investimentos em novos prédios, indústrias e na infraestrutura de cidades em todo o mundo.</p>
<p><strong>Interrupções</strong></p>
<p>O relatório foi compilado pelo Escritório da ONU de Redução de Riscos de Desastres, Unisdr na sigla em inglês.</p>
<p>Os entrevistados para a pesquisa disseram que dos 1,3 mil negócios de médio e pequeno portes em seis áreas propensas a acidentes naturais no continente americano, cerca de 75% dos pesquisados tinham sofrido interrupções nos negócios por causa de linhas elétricas, comunicações ou serviços de água danificados.</p>
<p><span style="font-size: 13px; line-height: 19px;">Mas deste total, somente 14% das empresas com menos de 100 empregados tinham um plano para gerenciamento de crises.</span></p>
<p>Na próxima semana, especialistas do setor e membros das Nações Unidas irão debater o tema num encontro em Genebra.</p>
<p><span style="font-size: x-small;"><strong>(Rádio ONU)</strong></span></p>
]]></content:encoded>
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		</item>
		<item>
		<title>Lei Áurea, 125 anos: a “reinvenção” do trabalho escravo no Brasil</title>
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		<pubDate>Wed, 15 May 2013 20:29:52 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Henrique Andrade Camargo</dc:creator>
				<category><![CDATA[Ética e trabalho]]></category>
		<category><![CDATA[Notí­cias]]></category>
		<category><![CDATA[Salas Temáticas]]></category>
		<category><![CDATA[Brasil]]></category>
		<category><![CDATA[Lei Áurea]]></category>
		<category><![CDATA[Leonardo Sakamato]]></category>
		<category><![CDATA[trabalho escravo]]></category>

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		<description><![CDATA["A cada ano, milhares de trabalhadores pobres são recrutados para trabalhar em fazendas, carvoarias, canteiros de obras e oficinas de costura e, posteriormente, submetidos a condições degradantes de serviço ou impedidos de romper a relação com o empregador"]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><span style="font-size: x-small;"><strong>Leonardo Sakamoto*</strong></span></p>
<p><a href="http://mercadoetico.terra.com.br/website/wp-content/uploads/2013/05/trabalho_escravo_250.jpg"><img class="alignleft size-full wp-image-72513" src="http://mercadoetico.terra.com.br/website/wp-content/uploads/2013/05/trabalho_escravo_250.jpg" alt="" width="250" height="167" /></a>A cada ano, milhares de trabalhadores pobres são recrutados para trabalhar em fazendas, carvoarias, canteiros de obras e oficinas de costura e, posteriormente, submetidos a condições degradantes de serviço ou impedidos de romper a relação com o empregador. Não raro, permanecem sem poder se desligar do empregador até que terminem a tarefa para a qual foram aliciados, sob ameaças que vão de torturas psicológicas a espancamentos e assassinatos. No Brasil, essa forma de exploração é chamada de trabalho análogo ao de escravo, escravidão contemporânea ou nova escravidão, prevista como crime no Código Penal (artigo 149), com pena de dois a oito anos de reclusão.</p>
<p>Sua natureza econômica difere da escravidão da Antiguidade clássica e daquela que aqui existia durante a Colônia e o Império, mas o tratamento desumano, a restrição à liberdade e o processo de “coisificação” são similares. O número de trabalhadores envolvidos é relativamente pequeno se comparado com a população economicamente ativa, porém não desprezível: de 1995 – quando o sistema de combate ao trabalho escravo contemporâneo foi criado pelo governo federal – até hoje, mais de 44 mil pessoas foram resgatadas dessa situação, de acordo com dados do Ministério do Trabalho e Emprego.</p>
<p>A produção capitalista necessita de espaços não capitalistas para se desenvolver. Em função de sua natureza, não admite limitações na aquisição de matéria-prima e na criação de mercados. Vale lembrar que ao longo de séculos, países e corporações têm ido à guerra por esse motivo. Em um curto espaço de tempo, de acordo com uma sinalização de demanda no Extremo Oriente, empreendimentos agropecuários no interior da Amazônia são capazes de se expandir sobre áreas, na maioria das vezes, ocupadas por populações que vivem sob outro modo de produção. Em questão de anos, surgem grandes fazendas de gado, lavouras de soja, algodão e cana-de-açúcar, além de carvoarias, produzindo matéria-prima e gêneros alimentícios, onde antes viviam populações indígenas, camponeses, comunidades quilombolas ou ribeirinhas.</p>
<p>Nessa expansão, podem coexistir tecnologia de ponta e formas ilegais de trabalho. O que parece contraditório na verdade expressa um processo fundamental para o desenvolvimento desses empreendimentos, acelerando sua capitalização e garantindo a capacidade de concorrência.</p>
<p style="text-align: center;"><div class="img aligncenter" style="width:480px;">
	<img src="http://envolverde.com.br/portal/wp-content/uploads/2013/05/libertado.jpg" alt="" width="480" height="360" />
	<div>Libertado da escravidão perdeu o dedo no serviço. Essa era a água que era obrigado a beber. Foto Leonardo Sakamoto</div>
</div>
<p>A utilização de trabalho escravo contemporâneo não é resquício de modos de produção arcaicos que sobreviveram provisoriamente à introdução do capitalismo, mas sim um instrumento utilizado pelo próprio capital para facilitar a acumulação em seu processo de expansão. A superexploração do trabalho, da qual a escravidão é sua forma mais cruel, é deliberadamente utilizada em determinadas regiões e circunstâncias como parte integrante e instrumento do capital. Sem ela, empreendimentos mais atrasados em áreas de expansão não teriam a mesma capacidade de concorrer na economia globalizada.</p>
<p>Há condições sociais que facilitam a disponibilização de mão de obra para essa pilhagem constante da força de trabalho. Em verdade, elas são consequências da existência do velho e bom exército de reserva de mão de obra, que resulta da progressiva redução da participação relativa do trabalho na composição do capital, mas também do processo de grilagem e expulsão de posseiros e de outras populações tradicionais de suas terras na região de fronteira agrícola amazônica – frequente durante o regime militar nas décadas de 1970 e 1980 e que se mantém ainda hoje – que serve tanto para aumentar o contingente de mão de obra para o campo e as cidades, quanto para ampliar os territórios dos empresários.</p>
<p>Isso, estruturalmente, gera um excedente alijado de meios de produção e emprego, diminuindo o valor de mercado a ser pago por um serviço. Os trabalhadores são impelidos a aceitar a oferta de serviço do “gato”, mesmo não recebendo garantias de que as promessas dadas no momento do recrutamento serão cumpridas. Baseado nesse contexto de fragilidade social, o empreendedor pode utilizar a mão de obra necessária pagando o montante que desejar. Que pode ser praticamente nada no caso do trabalho análogo ao escravo.</p>
<p>As propriedades rurais mais atrasadas do ponto de vista tecnológico tendem a compensar essa diferença por meio de uma constante redução da participação do “trabalho” no seu custo total. Simulam, dessa forma, uma composição orgânica do capital de um empreendimento mais moderno, em que a diminuição da participação do custo do trabalho se dá através do desenvolvimento tecnológico. Traduzindo para o português: há fazendeiros que retiram o couro do trabalhador para poder concorrer no mercado. Outros se aproveitam dessa alternativa não para gerar competitividade, mas para capitalizar-se durante um período de tempo (e depois trocar trabalhadores por colheitadeiras) ou aumentar sua margem de lucro.</p>
<p style="text-align: center;"><div class="img aligncenter" style="width:480px;">
	<img src="http://envolverde.com.br/portal/wp-content/uploads/2013/05/mata.jpg" alt="" width="480" height="360" />
	<div>Floresta substituída por pasto através de mão de obra escrava no Pará. Foto Leonardo Sakamoto</div>
</div>
<p>Esse processo de acumulação baseado em formas antigas de produção opera no momento de expansão do sistema, em que este consome formas exteriores para crescer. Depois, essas formas são introduzidas no próprio modo de produção, que continua seu avanço. Essa inserção não é automática, mas sim um processo que varia em tempo e intensidade, de acordo com o tipo de empreendimento e seu grau de modernização. Tal processo ocorre em três situações:</p>
<p>a) Há atividades que, por motivos técnicos – seja porque não é possível sua mecanização, seja porque a utilização de mão de obra demanda menor investimento inicial, continuam excessivamente dependentes de trabalho manual.</p>
<p>Um dos casos registrados de escravidão contemporânea está no desmatamento e limpeza de antigas áreas abandonadas para a introdução de empreendimentos agropecuários ou extrativistas. A força de trabalho é utilizada para derrubada de mata nativa, construção de cercas, plantação de pastos, produção de carvão vegetal, e catação de raízes para possibilitar o cultivo da soja e do algodão. Dessa forma, esses empreendimentos são capazes de gerar recursos já no momento de sua abertura.<br />
Um exemplo são os pecuaristas proprietários de terras na região de influência do polo siderúrgico de Carajás, no Pará, que produziam carvão vegetal a partir do desmatamento (na maior parte das vezes, ilegal), realizado para implantação ou ampliação de pastagem. O carvão era vendido a usinas siderúrgicas do Maranhão e do Pará para a produção de ferro-gusa, matéria-prima do aço, exportado principalmente para os Estados Unidos. E a área ficava limpa para a plantação de pastos. Os recursos obtidos na venda do carvão eram usados para construir infraestrutura ou comprar gado. Nessas duas etapas – de carvoejamento e de introdução da pecuária – foram, não raro, realizadas por trabalho análogo ao escravo. Há um gasto mínimo com a manutenção da mão de obra, superexplorada, enquanto a economia gerada pode viabilizar a concorrência ou aumentar o capital constante. Nesse caso, o ganho com a produção tem sido repassado a algumas usinas que aceitam a mercadoria mesmo com irregularidades.</p>
<p>b) Outra situação de escravidão contemporânea é encontrada em empreendimentos já implantados, mas que estão expandindo sua área, como as propriedades rurais em funcionamento que crescem em superfície cultivável a partir da derrubada de mata nativa, da limpeza de antigas áreas abandonadas, de mudanças de ramo de atividade econômica, entre outros contextos. Nesse caso, o trabalho escravo contemporâneo cumpre a função de motor de expansão em empreendimentos consolidados.</p>
<p>Empregadores utilizam tecnologia de ponta em uma área da produção, enquanto depreciam a mão de obra em outra. O grupo móvel de fiscalização do governo federal, responsável pela libertação de pessoas, encontrou 54 trabalhadores em condição análoga à de escravo na fazenda Peruano, em Eldorado dos Carajás, sudeste do Pará, em dezembro de 2001. Eles trabalhavam em atividades de ampliação da infraestrutura e do pasto nessa fazenda que produz gado e é considerada modelo no desenvolvimento de matrizes reprodutoras, inseminação artificial e comercialização de embriões. O proprietário era um dos maiores criadores da raça nelore do estado. Esse não é o único caso: há diversos exemplos de fazendas de soja e algodão que utilizam tecnologia de ponta na produção de grãos e fibras, enquanto a preparação de solo e a ampliação de área são feitas de forma arcaica, com baixo investimento.</p>
<p>Em uma operação de fiscalização de Sinop, no Estado de Mato Grosso, foram libertados 22 trabalhadores que estavam em situação de escravidão na produção de arroz e soja. A ação foi motivada por denúncias de maus-tratos e cerceamento da liberdade. Algumas pessoas não eram pagas há meses, recebendo apenas comida e alojamento – pequenas barracas de lona nas quais se amontoavam, em redes, famílias inteiras. A água que utilizavam era imprópria e servia ao mesmo tempo para consumo, banho e lavagem de roupa. Inicialmente, 40 pessoas haviam sido contratadas para a empreitada, mas como não suportaram as duras condições impostas, muitos fugiram antes de a fiscalização chegar. O proprietário tentou convencer os peões a voltarem para a Entre Rios durante a operação de fiscalização, afirmando que precisava dessa mão de obra para o serviço. Porém, apesar das alternativas de contratação oferecidas por ele, os trabalhadores se negaram a retornar – estavam com medo do comportamento violento e das constantes ameaças de espancamento do gerente da fazenda. Segundo os auditores do Ministério do Trabalho e Emprego, os empregados também eram constantemente ameaçados pelos dois “gatos” da fazenda que, assim como o gerente, andavam armados. De acordo com Valderez Monte, auditora fiscal e coordenadora da operação, os trabalhadores sempre ouviam o gerente dizer que “maranhense tem que apanhar mesmo de facão”.</p>
<p>Dois modos de produção atuam de forma complementar e simultânea. O modo arcaico serve ao moderno para garantir uma expansão de terras e benfeitorias, sem que seja necessário capitalizar grandes montantes de mais-valia provenientes da parte moderna, garantindo que esta mantenha sua competitividade no mercado enquanto cresce.</p>
<p>c) O mesmo vale para empreendimentos cujo processo de modernização é muito lento ou estagnou-se. Podem ser incluídos o plantio e a colheita de lavouras como café, cana-de-açúcar, pimenta-do-reino, frutas, arroz, tomate ou atividades de extração vegetal.</p>
<p>Assim, encontra-se trabalho escravo contemporâneo não apenas em atividades em área de expansão agropecuária, mas também em empreendimentos cuja modernização foi incompleta, em comparação com o restante do setor. Em outras palavras, o desenvolvimento capitalista de uma propriedade rural pode ter se estagnado e, sem aumento da produtividade do trabalho, ela deprecia o capital variável para continuar operando de forma viável.</p>
<div class="img aligncenter" style="width:600px;">
	<img src="http://envolverde.com.br/portal/wp-content/uploads/2013/05/oficina.jpg" alt="" width="600" height="434" />
	<div>Oficina de costura flagrada com mão de obra escrava em São Paulo. Foto Bianca Pyl</div>
</div>
<p>Nas regiões de fronteira agrícola encontra-se a maior incidência de trabalho escravo, mas esse tipo de exploração não está restrito à Amazônia ou ao Cerrado. Não é de se estranhar que empreendimentos com modernização incompleta utilizem mão de obra análoga à de escravo, como nas lavouras de cana-de-açúcar em Campos dos Goitacazes, Estado do Rio de Janeiro, ou em oficinas de costura e canteiros de obra no Estado de São Paulo.</p>
<p>Esses dois momentos, o moderno e o arcaico, se chocam ou se completam devido à sua proximidade física. Durante uma ação de fiscalização em uma fazenda do Mato Grosso, os auditores fiscais do trabalho presenciaram aviões pulverizando o campo com agrotóxicos enquanto os catadores de raízes ainda estavam na área, deixando-os cobertos de veneno.</p>
<p>Em empreendimentos pecuaristas, os vaqueiros recebem do proprietário da fazenda e do gerente ou preposto tratamento melhor que os peões, muitas vezes com contratos de trabalho. Isso deve-se ao fato de os vaqueiros serem profissionais especializados e depositários de confiança por parte do proprietário. Em diversas ocasiões, o grupo móvel de fiscalização encontrou vaqueiros atuando na vigilância dos trabalhadores recrutados para o trato do pasto, evitando que fugissem antes do fim do serviço.</p>
<p>A utilização de formas extremas de exploração da força de trabalho, em que os custos com a manutenção da mão de obra são insuficientes para a reprodução social ou biológica do indivíduo, é restrita a uma parcela pequena da população economicamente ativa. A incidência de trabalho análogo ao escravo tem sido pequena comparada ao universo de trabalhadores rurais. Com isso, ele não é capaz, diretamente, de reduzir os preços de produtos em nível nacional e internacional, mas sim os custos individuais de capitalistas, quando estes vendem commodities, ou seja, mercadorias com padrão e preço comuns.</p>
<p>Porém, por ser um instrumento de redução individual de custos, contribui com a viabilização da implantação de novos empreendimentos e, portanto, facilita a expansão agropecuária sobre áreas não inseridas no modo de produção. Maior número de áreas de produção significa aumento da oferta de mercadorias.</p>
<p>A acumulação primitiva, adotada como instrumento de capitalização, foi usada em larga escala na Amazônia para a implantação de fazendas durante o período da ditadura militar. E não foi devido a uma suposta ausência estatal que essa forma de exploração teve condições de se desenvolver; pelo contrário, é a ação direta de setores cúmplices ou coniventes do Estado que permite e incentiva esse laissez-faire no campo. Historicamente, esses empreendimentos têm conseguido recursos por intermédio dos governos federal, estadual e municipal, garantindo um nível de capital constante que permite sua atuação no mercado. As placas que mostram o financiamento da Superintendência do Desenvolvimento da Amazônia (Sudam), do Banco do Nordeste do Brasil (BNB) e do Banco da Amazônia (Basa), expostas nas porteiras das fazendas, provam que o Estado se faz presente na fronteira agrícola para o capital, através de incentivos fiscais, isenção de impostos, taxas e subsídios, e de infraestrutura para os produtores rurais, e que há uma política pública apoiando aquelas práticas. Hoje, há uma política federal de negar empréstimos a quem foi flagrado com trabalho escravo, mas ainda é muito pouco considerando o que é oferecido a quem traz o “progresso” à região.</p>
<p>Escravos contemporâneos e trabalhadores assalariados, elementos antigos e novos, convivem dentro do capitalismo de forma complementar e para o bem desse sistema.</p>
<p>A distribuição de terra não é a panacéia para o problema da exploração do trabalho no país, mas representa, por exemplo, uma importante mudança nessa estrutura e no modelo de expansão no campo brasileiro. A reforma agrária, ou seja, a socialização, pelo menos parcial, dos meios de produção no campo significaria um pesado golpe em um capital que, direta ou indiretamente, se aproveita do exército reserva de mão de obra disponível para superexplorá-la.</p>
<p>Erradicar o trabalho escravo contemporâneo requer uma mudança estrutural. Dado a falta de perspectivas de alteração do panorama visível, é necessário adotar uma postura pragmática. Há a possibilidade de atenuar o problema, diminuindo a incidência de trabalho escravo e mesmo de formas não contratuais de trabalho, por meio de alterações no modo de produção e na sua forma de expansão. Não se trata, aqui, de fazer uma revolução, mas garantir com que alguns dos nossos empresários que não gostam de regras sejam obrigados a segui-las, como assim fazem em outros lugares do mundo. Ou seja, para ter sucesso, tais políticas de combate ao trabalho escravo devem atingir de forma inequívoca a base econômica dessa estrutura.</p>
<p>No dia 13 de maio de 1888, com a Lei Áurea, o Estado deixou de reconhecer o direito de propriedade de uma pessoa sobre outra. Contudo, isso não significou que todas as relações passariam a ser guiadas por regras de compra e venda da força de trabalho mediante assalariamento, com remuneração suficiente para a manutenção do trabalhador e de sua família. O fim da escravidão não representou a melhoria na qualidade de vida de muitos trabalhadores, rurais e urbanos, uma vez que o desenvolvimento de um número considerável de empreendimentos continuou a se alimentar de formas de exploração semelhantes ao período da escravidão como forma de garantir uma margem de lucro maior ao empreendimento, dar-lhe competitividade para a concorrência no mercado ou possibilitar a presença de mão de obra em número suficiente.</p>
<p>Que entoemos, então, repetidas vezes o mesmo mantra: “onde há lucro com a exploração da dignidade, que sejam impostos severos prejuízos”. Para evitar que, em datas redondas como hoje, olhemos para trás com a falsa sensação de missão cumprida.</p>
<p><strong>* Leonardo Sakamoto é jornalista e doutor em Ciência Política.</strong></p>
<p><span style="font-size: x-small;"><strong>(Blog do Sakamoto)</strong></span></p>
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		<title>Art´Escama lança nova coleção neste sábado na Ilha da Pintada</title>
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		<pubDate>Wed, 15 May 2013 20:07:32 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Henrique Andrade Camargo</dc:creator>
				<category><![CDATA[Moda & Beleza]]></category>
		<category><![CDATA[Notí­cias]]></category>
		<category><![CDATA[Salas Temáticas]]></category>
		<category><![CDATA[artesanato]]></category>
		<category><![CDATA[beleza]]></category>
		<category><![CDATA[moda]]></category>
		<category><![CDATA[Porto Alegre]]></category>

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		<description><![CDATA[Modelos da comunidade irão desfilar peças que utilizam couro e escama de peixe]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><span style="font-size: x-small;"><strong>Art&#8217;Escama</strong></span></p>
<p><a href="http://mercadoetico.terra.com.br/website/wp-content/uploads/2013/05/Moda_artescama_520.jpg"><img class="aligncenter size-full wp-image-72506" src="http://mercadoetico.terra.com.br/website/wp-content/uploads/2013/05/Moda_artescama_520.jpg" alt="" width="520" height="347" /></a></p>
<p>&nbsp;</p>
<p>A Associação Art´Escama apresenta sua nova coleção em desfile neste sábado, 18 de maio, às 16h, no CTG Madrugada Campeira (Rua Salomão Pires Abrahão, 160), em Porto Alegre. As peças são idealizadas pelo grupo de mulheres moradoras da Ilha da Pintada, com a consultoria da <em>designer</em> Ritha Braga. Utilizam escamas de peixes do Delta do Jacuí e outros materiais, como cristais e couro de peixe do próprio Delta.</p>
<p>As peças serão usadas por manequins da comunidade da ilha. A programação será encerrada com uma noiva vestido modelo assinado por Ritha e Salete Lopes. O corpo utiliza couro de peixe e a saia contém bordados de flores de escamas.  A matéria-prima – extraída, lavada e tratada pelas mulheres &#8211; será aplicada nesse tipo de vestimenta, o que demonstra a versatilidade de seu uso.  A tonalidade natural dá um toque artesanal e exclusivo à peça.</p>
<p>A iniciativa quer ir além da simples promoção das peças, chamando a atenção para as potencialidades do bairro Arquipélago, que dispõe de rica sociobiodiversidade e um ambiente genuíno para os turistas. A atmosfera do desfile fará alusão a Porto Alegre. A intenção é apresentar para representantes de órgãos públicos, do comércio e do turismo o quanto a proposta pode ser expandida, a fim de mostrar outros ângulos e subprodutos da capital gaúcha.</p>
<p>A Art´Escama pretende criar peças artesanais para serem vendidas aos turistas que vierem para a Copa do Mundo no ano que vem. Já as novidades do desfile poderão ser adquiridas no evento e na loja da associação: o Armazém Ilha de Ideias, que também dispõe de produtos de outras técnicas artesanais.</p>
<p><strong>Serviço:</strong><br />
<strong>Desfile Nova Coleção Art´Escama</strong><br />
<strong>Quando:</strong> Sábado, às 16h (com previsão de início às 17h)<br />
<strong>Onde:</strong> CTG Madrugada Campeira, Rua Salomão Pires Abrahão, 160, Ilha da Pintada (estrada principal de acesso ao bairro, ao atravessar a pequena ponte antiga, logo à frente, na rotatória pegar à esquerda, fica no final da rua, sem saída). O acesso também pode ser por dos barcos de turismo com saída do Gasômetro até a Ilha da Pintada.<br />
Ingressos no local a R$ 10,00 por pessoa (com direito a participar do<em> happy hour</em>)</p>
<p><strong><span style="font-size: x-small;">(Art&#8217;Escama)</span></strong></p>
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		<title>Responsabilidade face ao futuro da espécie humana</title>
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		<pubDate>Wed, 15 May 2013 19:56:37 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Leonardo Boff</dc:creator>
				<category><![CDATA[Colunistas]]></category>
		<category><![CDATA[Leonardo Boff]]></category>
		<category><![CDATA[meio ambiente]]></category>
		<category><![CDATA[terra]]></category>

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		<description><![CDATA["Temos que realmente nos responsabilizar pelo futuro por temor e muito mais por amor à nossa própria vida"]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><a href="http://mercadoetico.terra.com.br/website/wp-content/uploads/2013/05/terra_250.jpg"><img class="alignleft size-full wp-image-72516" src="http://mercadoetico.terra.com.br/website/wp-content/uploads/2013/05/terra_250.jpg" alt="" width="250" height="168" /></a>Numa votação unânime de 22 de abril de 2009 a ONU acolheu a ideia, durante muito tempo proposta pelas nações indígenas e sempre relegada, de que a Terra é Mãe. Por isso a ela se deve o mesmo respeito, a mesma veneração e o mesmo cuidado que devotamos às nossas mães. A partir de agora, todo dia 22 de abril não será apenas o dia da Terra; mas, o dia da Mãe Terra.</p>
<p>Esse reconhecimento comporta consequências importantes. A mais imediata delas é que a Terra viva é titular de direitos. Mas não só ela, mas também todos os seres orgânicos e inorgânicos que a compõem; são, cada um a seu modo, também portadores de direitos. Vale dizer, cada ser possui valor intrínseco, como enfatiza a Carta da Terra, independentemente do uso ou não que fizermos dele. Ele tem direito de existir e de continuar a existir nesse planeta e de não ser maltratado nem eliminado.</p>
<p>Essa aceitação do conceito da Mãe Terra vem ao encontro daquilo que já nos anos 20 do século passado o geoquímico russo Wladimir Vernadsky (1983-1945), criador do conceito de biosfera (o nome foi cunhado do geólogo austríaco Eduard Suess (1831-1914)) chamava de ecologia global no sentido de ecologia do globo terrestre como um todo. Conhecemos a ecologia ambiental, a político-social e a mental. Faltava uma ecologia global da Terra tomada como uma complexa unidade total. Na esteira do geoquímico russo, recentemente James Lovelock, com dados empíricos novos, apresentou a hipótese Gaia, hoje já aceita como teoria científica: a Terra efetivamente comparece como um superorganismo vivo que se autorregula, tese apoiada pela teoria dos sistemas, da cibernética e pelos biólogos chilenos Maturana e Varela.</p>
<p>Vernadsky entendia a biosfera como aquela camada finíssima que cerca a Terra, uma espécie de sutil tecido indivisível que capta as irradiações do cosmos e da própria Terra e as transforma em energia terrestre altamente ativa. A vida se realiza aqui.</p>
<p>Nesse todo se encontra a multiplicidade dos seres em simbiose entre si, sempre interdependentes de forma que todos se autoajudam para existir, persistir e coevoluir. A espécie humana é parte deste todo terrestre, aquela porção que pensa, ama, intervém e constrói civilizações.</p>
<p>A espécie humana possui uma singularidade no conjunto dos seres: cabe-lhe a responsabilidade ética de cuidar, manter a condições que garantam a sustentabilidade do todo.</p>
<p>Como descrevemos no artigo anterior vivemos gravíssimo risco de destruir a espécie humana e todo o projeto planetário. Fundamos, como afirmam alguns cientistas, o antropoceno: uma nova era geológica com altíssimo poder de destruição, fruto dos últimos séculos que significaram um desarranjo perverso do equilíbrio do sistema-Terra. Como enfrentar esta nova situação nunca ocorrida antes de forma globalizada?</p>
<p>Temos pessoalmente trabalhado os paradigmas da sustentabilidade e do cuidado como relação amigável e cooperativa para com a natureza. Queremos agora, brevemente, apresentar um complemento necessário: a ética da responsabilidade do filósofo alemão Hans Jonas (1903-1993) com o seu conhecido Princípio Responsabilidade, seguido pelo Princípio Vida.</p>
<p>Jonas parte da triste verificação de que o projeto da tecnociência tornou a natureza extremamente vulnerável a ponto de não ser impossível o desaparecimento a espécie humana. Dai emerge a responsabilidade humana, formulada nesse imperativo: aja de tal maneira que os efeitos de tuas ações não destruam a possibilidade futura da vida.</p>
<p>Jonas trabalha ainda com outra categoria que deve ser bem entendida para não provocar uma paralisação: o temor e o medo (Furcht). O medo aqui possui um significado pedestre, um medo que nos leva instintivamente a preservar a vida e toda a espécie. Há efetivamente o temor que se deslanche um processo irrefreável de destruição em massa, com os meios diante dos quais não tínhamos temor em construir e que agora, temos fundado temor de que nos podem realmente destruir a todos. Daí nasce a responsabilidade face às novas tecnociências, como a biotecnologia e a nanotecnologia, cuja capacidade de destruição é inconcebível. Temos que realmente nos responsabilizar pelo futuro da espécie humana por temor e muito mais por amor à nossa própria vida.</p>
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		<title>“Eu vi a África além dos preconceitos”</title>
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		<pubDate>Wed, 15 May 2013 19:20:06 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Ladislau Dowbor</dc:creator>
				<category><![CDATA[Colunistas]]></category>
		<category><![CDATA[Economia]]></category>
		<category><![CDATA[Notí­cias]]></category>
		<category><![CDATA[África]]></category>
		<category><![CDATA[internacional]]></category>
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		<category><![CDATA[países emergentes]]></category>

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		<description><![CDATA[Economista brasileiro relata reunião em que continente articulou ampliação das mudanças que vive – ainda que Ocidente não enxergue…]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><span style="font-size: x-small;"><strong><span style="line-height: 19px;">Ladislau Dowbor*</span></strong></span></p>
<p><span style="font-size: 13px; line-height: 19px;"><a href="http://mercadoetico.terra.com.br/website/wp-content/uploads/2013/05/africa_b_300quad.jpg"><img class="alignleft size-full wp-image-72497" src="http://mercadoetico.terra.com.br/website/wp-content/uploads/2013/05/africa_b_300quad.jpg" alt="" width="300" height="300" /></a>A África continua a ser apresentada como o continente da violência e da miséria. A realidade é que ambas as avaliações são corretas, mas enganadoras. Primeiro, porque francamente não é um privilégio africano, as tensões estão se avolumando por toda a parte, e a miséria acumulada em outros continentes é imensa, sem falar da nova miséria nos Estados Unidos e na Europa. Segundo, porque ao lado da pesada herança, há um movimento pujante de transformações. Há inclusive, movimento recente, estudos científicos sobre por quê o jornalismo a respeito do continente insiste sempre na visão simplificada de pobreza e desgoverno, como se o prisma impossibilitasse uma compreensão das mudanças.</span></p>
<p>A revista <em>Economist</em> (2/3/2013) lançou um relatório especial interessante, <em>Emerging Africa</em>, referindo-se não mais a um continente desesperado, mas esperançoso (<em>A Hopeful Continent</em>). A economia está crescendo a um ritmo de quase 6% ao ano, os investimentos diretos externos subiram de 15 bilhões de dólares em 2002 para 46 bilhões em 2012. O comércio com a China saltou de 11 bilhões para 166 bilhões de dólares em uma década. Com a crise financeira mundial, muitos capitais estão fugindo da especulação ou do baixíssimo rendimento dos títulos públicos, e buscando novas oportunidades. Um continente que cresce rapidamente e pode rentabilizar investimentos atrai mais do que o marasmo dos países ricos.</p>
<p>Em termos institucionais, praticamente todos os países da região estão dotados de mecanismos democráticos, frágeis como em toda parte, mas progredindo. A base de impostos é ainda muito pequena, mas aumentando, o que permite a expansão de serviços públicos. A corrupção nos grandes contratos continua forte, mas estamos aprendendo a ver as coisas melhor, com os dados de James Henry, amplamente divulgados pelo <em>Economist</em> (16/2/2013). No mundo, são 20 trilhões de dólares em paraísos fiscais – dinheiro de drogas, evasão fiscal, tráfego de armas, corrupção – cerca de um terço do PIB mundial. As três principais praças de dinheiro ilegal são Delaware e Miami, nos Estados Unidos, e Londres. Os 28 principais bancos mundiais, os “sistemicamente significativos”, estão respondendo a processos por fraude, lavagem de dinheiro e outros crimes, e são basicamente europeus e norte-americanos. Barclays, HSBC, UBS, Goldman &amp; Sachs… O Brasil, aliás, contribui com 520 bilhões de dólares em dinheiro ilegal no exterior, 25% do PIB brasileiro, coisa que deveria deixar o STF sonhando um pouco mais alto. Não é privilégio da África, e obviamente os montantes não se comparam.</p>
<p>Confirma as novas esperanças a reunião anual conjunta da Comissão Econômica da África e da União Africana, em Abidjan, capital da Costa do Marfim, nos dias 26 e 27 de março de 2013. Presentes 54 países africanos, 40 ministros de economia, 15 presidentes de bancos centrais. Só africanos. Uma reunião sem palestras, apenas intervenções curtas de tomada de posição. Na pauta, uma visão geral que podemos chamar de África para os africanos, Africa First, uma tomada de consciência do valor que representam os seus recursos naturais, que vão do petróleo até as suas imensas reservas em solo e água, e da necessidade de repensar o conjunto dos relacionamentos para dentro e para fora do continente.</p>
<p>A ordem não é mais o “ajuste estrutural”, como foi ditado pelo FMI e países dominantes, e sim a “transformação estrutural.” Numa era de sede planetária por recursos naturais, a África se vê com muita capacidade financeira. Inicialmente utilizados para um consumo de luxo por elites, gradualmente estão sendo deslocados para lançar os fundamentos de uma nova capacidade econômica. Infraestruturas, banda larga generalizada, educação, e produção local. Em particular, está sendo discutida uma industrialização centrada no aproveitamento dos próprios recursos naturais que geraram estas capacidades financeiras. Ligar a agro-exportação ou a extração mineral a exigências de investimentos locais a jusante e a montante, dinamizando fornecedores locais e agregando valor aos produtos transformados.</p>
<p>Criou-se uma articulação entre três instituições de primeira importância, a Comissão Econômica para a África (UNECA), a União Africana (UA) e o Banco Africano de Desenvolvimento (BAD). Junta-se assim a capacidade de informação e análise, a base política e a capacidade financeira. Ou seja, criou-se, incorporando iniciativas anteriores como a NEPAD, um instrumento de orientação pan-africana das iniciativas de cada país. Isto é vital para um continente onde as infraestruturas e circuitos comerciais nasceram fragmentados e centrífugos, cada país dispondo por exemplo de uma ferrovia ligando a região de exploração de recursos com o porto de exportação, mas com quase nenhuma articulação interna. Isto é familiar para o Brasil, onde praticamente todas as capitais são portuárias, e onde nos falta ainda uma ligação decente transcontinental, no momento em que a bacia econômica do mundo está se deslocando para o Pacífico. Aliás a América Latina também pode ser vista, neste sentido, como um subcontinente oco, com um miolo relativamente vazio.</p>
<p>Foram aprovados nove eixos que deverão orientar o desenvolvimento econômico e social nesta década: apoio técnico à política macro-econômica; integração regional das infraestruturas e trocas comerciais; tecnologias para a apropriação dos recursos naturais africanos de maneira sustentável (African Mining Vision entre outros); aprimoramento e gestão em rede dos sistemas estatísticos para monitorar a formulação de políticas; desenvolvimento das capacidades institucionais; desenvolvimento de subprogramas de promoção e inclusão da mulher nas atividades econômicas e sociais; organização de subprogramas integrados para as cinco regiões que compõem o continente (Central, Norte, Sul, Leste, Oeste); investimento na capacidade de planejamento e administração nos países membros; políticas de desenvolvimento social, com particular atenção para as políticas de emprego e voltadas à juventude.</p>
<p>As propostas culminaram na aprovação oficial na reunião de Abidjan, mas haviam sido amplamente negociadas com todos os países da região. Segundo o documento aprovado, “o consenso nas visões que emergem é que tornou-se imperativo para a África usar o crescimento atual como plataforma para uma ampla transformação estrutural. Para fazê-lo, deverá empoderar-se para contar a sua própria história, e a sua política de desenvolvimento deverá colocar Africa First. Isto também significa uma contínua e estreita colaboração entre as três instituições pan-africanas, ADB, AU e ECA, para assegurar coerência e sinergia na implementação do programa.”</p>
<p>Interessante notar que havia na reunião apenas alguns convidados não africanos, dos quais dois brasileiros: Glauco Arbix, presidente da FINEP, particularmente interessante para as políticas de inovação que os africanos querem dinamizar, e eu que escrevo estas linhas, como convidado especial, pelo interesse dos ministros em ouvirem como o Brasil articula políticas econômicas e sociais. Francamente, como trabalhei sete anos em diversos países da África, tentando ampliar capacidades estatísticas e de planejamento, já tinha visto muitas reuniões “decisivas” e pouco transformadoras. Na minha compreensão e conhecimento, aqui realmente estamos assistindo a algo novo. Sobretudo porque, além de discursos e compromissos, geraram-se instituições de gestão das resoluções, não criando novas burocracias, mas articulando as três instituições que no contexto africano demonstraram a sua capacidade.</p>
<p>Presa na herança estrutural terrível do passado, peão de interesses mundiais contraditórios na guerra fria, manobrada e fragmentada por interesses neocoloniais, apropriada e corrompida por corporações transnacionais, a África não tem caminho fácil nem rápido pela frente. Mas a nova consciência do seu peso, da sua importância e dos seus direitos, no momento em que as economias dominantes estão enredadas com as suas próprias desgraças, abre sim muita esperança. É a ideia de uma África emergente.</p>
<p><strong>* Ladislau Dowbor é economista e professor titular no Departamento de Pós-Graduação da Pontifícia Universidade Católica de São Paulo (PUC-SP).</strong></p>
<p><span style="font-size: x-small;"><strong>(Outras Palavras)</strong></span></p>
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		<title>A ONU recomenda: coma insetos</title>
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		<pubDate>Wed, 15 May 2013 19:02:32 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Henrique Andrade Camargo</dc:creator>
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		<category><![CDATA[Sociedade]]></category>
		<category><![CDATA[alimentação]]></category>
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		<category><![CDATA[saúde]]></category>

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		<description><![CDATA[A FAO lançou uma campanha para estimular a criação industrial de insetos com fins alimentares, dado seu alto teor nutricional, onipresença e baixo custo.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><span style="font-size: x-small;"><strong>Regina Scharf, da Página 22</strong></span></p>
<p><span style="font-size: 13px; line-height: 19px;"><a href="http://mercadoetico.terra.com.br/website/wp-content/uploads/2013/05/gafanhoto_250.jpg"><img class="size-full wp-image-72490 alignleft" src="http://mercadoetico.terra.com.br/website/wp-content/uploads/2013/05/gafanhoto_250.jpg" alt="" width="250" height="168" /></a>A Organização das Nações Unidas para a Agricultura e a  Alimentação (FAO) lançou ontem uma campanha para estimular a criação industrial de insetos com fins alimentares, dado seu alto teor nutricional, onipresença e baixo custo. O assunto está sendo motivo de chacota nas redes sociais, mas vamos dar uma olhada sóbria nos dados apresentados pela ONU.</span></p>
<p>Cerca de 1.900 insetos já integram a dieta tradicional de um terço da população mundial. Pense na farofa de içá, feita com o abdômen da formiga tanajura, prato caipira típico do interior de São Paulo. Ou nos besouros vendidos vivos, voando dentro de sacos de plástico, em mercados mexicanos. Gabril Tchango, ministro de Florestas do Gabão, lembrou durante o evento, na sede da FAO, em Roma, que os insetos são responsáveis por 10% da proteína animal consumida naquele país da costa oeste da África.</p>
<p>Estudo recém-concluído pela FAO, em parceria com a Universidade de Wageningen, nos Países Baixos, um dos maiores centros de pesquisa do assunto, indica que os insetos mais requisitados para fins alimentares são os besouros (31%), seguidos por lagartas (18%), abelhas, vespas e formigas (14%) e gafanhotos ou grilos (13%). Uma versão em inglês do documento, “Edible insects, Future prospects for food and feed security“, que mapeia o grande potencial de mercado da entomofagia, pode ser baixada no site da organização.</p>
<p>As possibilidades são, de fato, quase  ilimitadas. Segundo a FAO, os insetos representam mais da metade do milhão de espécies já descritas no planeta. Um das poucas classes de animais que podem se beneficiar num cenário de aquecimento global, eles se reproduzem rapidamente, são ricos em proteínas, gordura e minerais e podem ser consumidos inteiros ou convertidos em complemento alimentar em pó. As várias espécies de grilos têm entre 8 e 20 miligramas de ferro por 100 gramas de peso seco, mais do que os 6 miligramas encontrados num peso equivalente de carne bovina. E criar insetos é bem mais barato. A produção de um quilo de besouros ou gafanhotos demanda dois quilos de restos de alimentos e outros resíduos orgânicos, enquanto o quilo de carne bovina requer 8 kg de ração. Eles também consomem menos água e produzem um volume menor de gases-estufa que a pecuária tradicional. Como têm sangue frio, eles não precisam do alimento para manter estável a temperatura do corpo.</p>
<p>Mas as barreiras à adoção de um cardápio à base de almôndegas de gafanhoto e confeitos de ovas de mosca não são meramente culturais. A Europa, por exemplo, proibe a comercialização de produtos alimentares à base de insetos. O diário francês Libération contou recentemente como um visitante de Burkina Faso teve apreendidos 94 quilos de cochonilha – segundo ele para consumo pessoal – ao chegar ao aeroporto em Londres. Essas dificuldades são discutidas por Arnold van Huis, uma das maiores autoridades no assunto e um dos autores do estudo publicado pela FAO, numa conferência TED, que você pode ver no vídeo ao lado, em inglês.</p>
<p>O que você acha dessa iniciativa? É uma boa estratégia para valorizar uma fonte de nutrientes negligenciada, que pode inclusive favorecer a manutenção de florestas? Ou seria uma medida desesperada de uma organização que não faz a menor ideia de como alimentar um planeta cada vez mais populoso?</p>
<p><span style="font-size: x-small;"><strong>(Blog De Lá Pra Cá/ Página 22)</strong></span></p>
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		<title>O mundo em 2030</title>
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		<pubDate>Wed, 15 May 2013 19:00:03 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Henrique Andrade Camargo</dc:creator>
				<category><![CDATA[Notí­cias]]></category>
		<category><![CDATA[Sociedade]]></category>
		<category><![CDATA[CIA]]></category>
		<category><![CDATA[Estados Unidos]]></category>
		<category><![CDATA[Ignacio Ramonet]]></category>

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		<description><![CDATA["Principal constatação do documento quadrianual elaborado pela CIA é o declínio do Ocidente"]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><span style="font-size: x-small;"><strong>Ignacio Ramonet*</strong></span></p>
<p><span style="font-size: 13px; line-height: 19px;">De quatro em quatro anos, no início de cada novo mandato presidencial nos Estados Unidos, o National Intelligence Council (NIC), o departamento de análise e antecipação geopolítica e econômica da Central Intelligence Agency (CIA) publica um relatório que se converte automaticamente numa referência para todas as chancelarias do mundo.</span></p>
<p>Ainda que obviamente se trate de uma visão muito parcial (a de Washington), elaborada por uma agência, a CIA, cuja principal missão é defender os interesses dos Estados Unidos, o relatório estratégico do NIC apresenta uma indiscutível utilidade porque resulta de uma posição conjunta – revista por todas as agências de segurança dos Estados Unidos – de estudos elaborados por peritos independentes de várias universidades e de muitos outros países (Europa, China, Índia, África, América Latina, mundo árabe-muçulmano etc.).</p>
<p>O documento confidencial que o presidente Barack Obama encontrou na sua mesa de trabalho na Casa Branca no passado dia 21 de janeiro, ao tomar posse do seu segundo mandato, foi publicado com o título: Global Trends 2030 &#8211; Alternative Worlds (Tendências mundiais 2030: novos mundos possíveis). Que nos diz?</p>
<p>A principal constatação é: o declínio do Ocidente. Pela primeira vez desde o século XV, os países ocidentais estão a perder poder face à subida das novas potências emergentes. Começa a fase final de um ciclo de cinco séculos de dominação ocidental do mundo. Ainda que os Estados Unidos continuem a ser uma das principais potências planetárias, perderão a sua hegemonia econômica a favor da China. E já não exercerá a sua “hegemonia militar solitária” como o faz desde o fim da Guerra Fria (1989). Caminhamos para um mundo multipolar no qual novos atores (China, Índia, Brasil, Rússia, África do Sul) têm como vocação constituir sólidos polos continentais e disputar a supremacia internacional a Washington e aos seus aliados históricos (Japão, Alemanha, Reino Unido, França).</p>
<p>Para ter uma ideia da importância e da rapidez da decadência ocidental que se avizinha, basta assinalar estes dados: a parte dos países ocidentais na economia mundial vai passar dos atuais 56% para cerca de 25% em 2030&#8230; Ou seja, em menos de vinte anos, o Ocidente perderá mais de metade da sua preponderância econômica&#8230; Uma das principais consequências disto é que os Estados Unidos e os seus aliados já não terão provavelmente os meios financeiros para assumir o papel de polícias do mundo&#8230; De tal modo que esta mudança estrutural (somada à profunda crise econômico-financeira atual) poderá conseguir o que nem a União Soviética nem a Al Qaeda conseguiram: debilitar durante muito tempo o Ocidente.</p>
<p>Segundo este relatório, a crise na Europa durará pelo menos um decênio, isto é, até 2023&#8230; E, sempre segundo este documento da CIA, não é seguro que a União Europeia consiga manter a sua coesão. Enquanto isso, se confirma a emergência da China como a segunda economia mundial e com vocação para se converter na primeira. Ao mesmo tempo, os demais países do grupo chamado BRICS (Brasil, Rússia, Índia e África do Sul) instalam-se em segunda linha competindo diretamente com os antigos impérios dominantes do grupo JAFRU (Japão, Alemanha, França, Reino Unido).</p>
<p>Em terceira linha, aparecem agora uma série de potências intermédias, com demografias em alta e fortes taxas de crescimento econômico, chamadas a se converter também em polos hegemônicos regionais e com tendência a se transformar num grupo de influência mundial, o CINETV (Colômbia, Indonésia, Nigéria, Etiópia, Turquia, Vietnã).</p>
<p>Mas de hoje a 2030, no Novo Sistema Internacional, algumas das maiores coletividades do mundo já não serão países, mas comunidades congregadas e vinculadas entre si pela internet e pelas redes sociais. Por exemplo, ‘Facebooklândia’: mais de um bilhão de usuários&#8230; Ou ‘Twitterlândia’, mais de 800 milhões&#8230; Cuja influência, na “guerra dos tronos” da geopolítica mundial, poderá revelar-se decisiva. As estruturas de poder esmaecer-se-ão graças ao acesso universal à rede e ao uso de novas ferramentas digitais.</p>
<p>A este respeito, o relatório da CIA anuncia o aparecimento de tensões entre os cidadãos e alguns governos numa dinâmica que vários sociólogos qualificam de ‘pós-políticas’ ou ‘pós-democráticas’&#8230; Por um lado, a generalização do acesso à rede e a universalização do uso das novas tecnologias permitirão à cidadania atingir altas quotas de liberdade e desafiar os seus representantes políticos (como durante as primaveras árabes ou na crise dos “indignados”). Mas, ao mesmo tempo, segundo os autores do relatório, estas mesmas ferramentas eletrônicas proporcionarão aos governos “uma capacidade sem precedentes para vigiar os seus cidadãos”.</p>
<p>“A tecnologia – acrescentam os analistas de Global Trends 2030 – continuará a ser o grande nivelador, e os futuros magnatas da internet, como poderá ser o caso do Google e do Facebook, possuem montanhas de bases de dados, e manejam em tempo real muito mais informação que qualquer governo”. Por isso, a CIA recomenda à administração dos Estados Unidos que faça frente a essa ameaça eventual das grandes corporações da internet ativando o Special Collection Service, um serviço de espionagem ultra-secreto – administrado conjuntamente pela NSA (National Security Service) e o SCE (Service Cryptologic Elements) das Forças Armadas – especializado na captação clandestina de informações de origem eletromagnética. O perigo de que um grupo de empresas privadas controle toda essa massa de dados reside, principalmente, em que poderia condicionar o comportamento em grande escala da população mundial e inclusive das entidades governamentais. Também se teme que o terrorismo jihadista seja substituído por um ciberterrorismo ainda mais surpreendente.</p>
<p>A CIA toma tão a sério este novo tipo de ameaças que, eventualmente, o declínio dos Estados Unidos não terá sido provocado por uma causa externa, mas por uma crise interna: o colapso econômico ocorrido a partir de 2008. O relatório insiste em que a geopolítica de hoje deve interessar-se por novos fenômenos que não possuem forçosamente um carácter militar. Pois, ainda que as ameaças militares não tenham desaparecido (veja-se as intimidações armadas contra a Síria ou a recente atitude da Coreia do Norte e o seu anúncio de um possível uso de armas nucleares), os perigos principais que ocorrem hoje nas nossas sociedades são de ordem não militar: mudança climática, conflitos econômicos, crime organizado, guerras eletrônicas, esgotamento dos recursos naturais&#8230;</p>
<p>Sobre este último aspeto, o relatório indica que um dos recursos que mais aceleradamente se está a esgotar é a água doce. Em 2030, cerca de 60% da população mundial terá problemas de abastecimento de água, dando lugar ao aparecimento de “conflitos hídricos”&#8230; Quanto ao fim dos hidrocarbonetos, a CIA mostra-se, pelo contrário, bem mais otimista que os ecologistas. Graças às novas técnicas de fraturação hidráulica, a exploração do petróleo e do gás de xisto está a atingir níveis excecionais. Os Estados Unidos já são autossuficientes em gás, e em 2030 sê-lo-ão em petróleo, o que embaratece os seus custos de produção manufatureira e exorta à relocalização das suas indústrias. Mas se os Estados Unidos – principal importador atual de hidrocarbonetos– deixar de importar petróleo, é de prever que os preços caiam significativamente. Quais serão então as consequências para os atuais países exportadores?</p>
<p>No mundo para que vamos, cerca de 60% das pessoas viverão, pela primeira vez na história da humanidade, nas cidades. E, como consequência da redução acelerada da pobreza, as classes médias serão dominantes e triplicar-se-ão, passando de 1.000 para 3.000 milhões de pessoas. Isto, que em si é uma revolução colossal, acarretará como sequela, entre outros efeitos, uma mudança geral nos hábitos culinários e, em particular, um aumento do consumo de carne à escala planetária. O que agravará a crise ambiental. Porque multiplicar-se-á a criação de gado, de porcos e de aves; e isso supõe um aumento do gasto de água (para produzir alimentos), de pastos, de adubos e de energia, com repercussões negativas em termos do efeito de estufa e do aquecimento global&#8230;</p>
<p>O informe da CIA anuncia também que, em 2030, os habitantes do planeta serão 8.400 milhões, mas o aumento demográfico cessará em todos os continentes menos em África, com o consequente envelhecimento geral da população mundial. Pelo contrário, o vínculo entre o ser humano e as tecnologias de prótese acelerará a criação de novas gerações de robôs e o aparecimento de super-homens” capazes de proezas físicas e intelectuais inéditas.</p>
<p>O futuro é poucas vezes previsível. Não é por isso que há que deixar de o imaginar em termos de prospetiva, preparando-nos para atuar perante diversas circunstâncias possíveis, das quais uma só se produzirá. Ainda que já tenhamos advertido que a CIA tem o seu próprio ponto de vista subjetivo sobre a marcha do mundo, condicionado pelo prisma da defesa dos interesses norte-americanos, o seu relatório tetranual não deixa de constituir uma ferramenta extremamente útil. A sua leitura ajuda-nos a tomar consciência das rápidas evoluções em curso e a refletir sobre a possibilidade de cada um de nós para intervir e para fixar o rumo. Para construir um futuro mais justo.</p>
<p><strong>*Ignacio Ramonet é jornalista e sociólogo galego.</strong></p>
<p><strong></strong><em>Artigo publicado em Le Monde Diplomatiqueem espanhol e disponível em monde-diplomatique.es. Tradução de Carlos Santos para esquerda.net</em></p>
<p><span style="font-size: x-small;"><strong>(Carta Maior)</strong></span></p>
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		<title>Instituto Ethos lança Carta de Compromisso pela Gestão Sustentável de Resíduos Sólidos</title>
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		<pubDate>Wed, 15 May 2013 18:49:51 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Henrique Andrade Camargo</dc:creator>
				<category><![CDATA[Negócios sustentáveis]]></category>
		<category><![CDATA[Notí­cias]]></category>
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		<category><![CDATA[lixo]]></category>
		<category><![CDATA[Política Nacional de Resíduos Sólidos]]></category>
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		<description><![CDATA[Documento busca a adesão voluntária de companhias em todos os setores para agilizar a implementação da PNRS entre os governos e o âmbito corporativo]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><span style="font-size: x-small;"><strong>Flávia Albuquerque, da Agência Brasil</strong></span></p>
<p>Pelo menos 62 empresas já aderiram à Carta de Compromisso pela Gestão Sustentável de Resíduos Sólidos, lançada ontem (14) pelo Instituto Ethos, na capital paulista. O documento busca a adesão voluntária de companhias em todos os setores para agilizar a implementação da Política Nacional de Resíduos Sólidos (PNRS) entre os governos e o âmbito corporativo. Entre os compromissos das empresas estão a destinação ambientalmente correta dos resíduos gerados em suas atividades, a promoção de coleta seletiva em projetos patrocinados pela empresa e o estímulo a pesquisas sobre o ciclo de vida dos produtos.</p>
<p>O gerente executivo de Políticas Públicas do Instituto Ethos, Caio Magri, explicou que para os governos a Carta pede a revisão fiscal e tributária para auxiliar na ampliação do mercado da reciclagem e da logística reversa; a criação de mecanismos eficientes para fiscalização e autuação, visando a garantia dos acordos setoriais, e o investimento para abertura de mais aterros sanitários em todo o país. “O objetivo é que essas novas políticas públicas, aqui sinalizadas, possam ser um vetor de indução de mudanças para as empresas e o mercado, contribuindo de forma decisiva para a PNRS”.</p>
<p>Magri reforçou que é preciso colocar a PNRS como um marco regulatório para todos os estados, harmonizando as políticas públicas, já que em alguns pontos há políticas locais contraditórias ou incompletas do ponto de vista da PNRS. “Precisamos de um marco regulatório que seja igual para todos e a referência e o mais avançado que nós temos é a PNRS. Há municípios, por exemplo, que têm leis de tratamento de resíduos que não incluem os catadores. Isso é um equívoco. A lei tem que ser mudada. Os estados e municípios têm que mudar a lei”.</p>
<p>O representante do Ministério do Meio Ambiente, Nei Maranhão, falou que o Brasil é assimétrico em muitos aspectos e com avanço diferenciado para a evolução das prática das políticas públicas estabelecidas pelo governo federal. “Eu acho que nossa lei de resíduos sólidos é muito inovadora porque propõe gestão compartilhada, obrigando que haja envolvimento entre consumidores, fabricantes e a cadeia de distribuição, assim como o poder público”.</p>
<p>O presidente do Instituto Ethos, Jorge Abrahão, destacou que a entidade tem tentando contribuir com a criação de espaços que propiciem o avanço das agendas e reconhecendo a importância da integração com a sociedade civil. “Somente com a combinação de esforços das empresas, aprendendo com a sociedade civil e dialogando fortemente com o governo, é que o país conseguirá vencer os desafios que existem”.</p>
<p><span style="font-size: x-small;"><strong>(Agência Brasil)</strong></span></p>
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		<title>Mercado de carbono sul-coreano será o mais ambicioso do planeta, afirma análise</title>
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		<pubDate>Wed, 15 May 2013 18:44:38 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Henrique Andrade Camargo</dc:creator>
				<category><![CDATA[Economia]]></category>
		<category><![CDATA[Notí­cias]]></category>
		<category><![CDATA[Coréia do Sul]]></category>
		<category><![CDATA[Mecanismo de Desenvolvimento Limpo (MDL)]]></category>
		<category><![CDATA[mercado de carbono]]></category>

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		<description><![CDATA[Preço da tonelada do gás pode chegar a US$ 90, muito acima dos US$ 3,89 de outros mercados]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><span style="font-size: x-small;"><strong>Fabiano Ávila, do Instituto CarbonoBrasil</strong></span></p>
<p><a href="http://mercadoetico.terra.com.br/website/wp-content/uploads/2013/05/carbono_taxa_250.jpg"><img class="alignleft size-full wp-image-72519" src="http://mercadoetico.terra.com.br/website/wp-content/uploads/2013/05/carbono_taxa_250.jpg" alt="" width="250" height="168" /></a>As consultorias <em>Bloomberg New Energy Finance</em> e <em>Ernst &amp; Young </em>divulgaram na semana passada uma análise sobre o futuro mercado de carbono da Coreia do Sul, que deverá entrar em vigor em 18 meses, e afirmaram que o preço da tonelada de carbono poderá chegar a US$ 90.</p>
<p>Trata-se de um valor muito acima dos praticados em outros mercados, como o europeu, onde o carbono segue sendo negociado na faixa dos US$ 3,89 (€ 3), e o californiano, US$ 14.</p>
<p>O preço se justificaria porque as metas de redução das emissões de gases do efeito são realmente ambiciosas, prometendo um corte de 19% até 2020 com relação ao nível de 2010.</p>
<p>Outro fator que elevaria o custo do carbono é a severa restrição ao uso de créditos estrangeiros, como os gerados pelo Mecanismo de Desenvolvimento Limpo (MDL). Cada empresa sul-coreana poderá compensar no máximo 28% de suas emissões com esses créditos.</p>
<p>“Antecipamos que o esquema de comércio de emissões da Coreia do Sul cobrirá cerca de 70% de todas as emissões do país, criando a demanda para o abatimento de mais de 200 milhões de toneladas até 2020 – praticamente o dobro dos mercados australiano e europeu”, afirma a análise.</p>
<p>As consultorias alertam que se não for criado o <em>cap-and-trade</em>, as emissões industriais do país podem subir quase 40% e as do setor elétrico, 20% até 2020.</p>
<p>O governo sul-coreano ainda está negociando com os setores empresariais os detalhes do novo esquema, mas no começo de maio o diretor interino do Ministério de Meio Ambiente, Lee Hyung Sup, afirmou que “a preparação está em curso e dentro do prazo. O cap-and-trade começará em uma versão de testes em 2014 e estará em vigor em 2015.”</p>
<p>Leia a análise South Korea&#8217;s Emissions Trading Scheme</p>
<p><span style="font-size: x-small;"><strong>(Instituto CarbonoBrasil)</strong></span></p>
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		<title>Economia verde pode ser a resposta para a crise</title>
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		<pubDate>Wed, 15 May 2013 18:37:24 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Henrique Andrade Camargo</dc:creator>
				<category><![CDATA[Economia]]></category>
		<category><![CDATA[Notí­cias]]></category>
		<category><![CDATA[economia verde]]></category>
		<category><![CDATA[meio ambiente]]></category>
		<category><![CDATA[PNUMA]]></category>

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		<description><![CDATA[As novas oportunidades de negócios relacionadas com as tecnologias de baixo carbono ajudarão a estimular o desenvolvimento sustentável do planeta, aponta relatório do Programa de Meio Ambiente das Nações Unidas]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><span style="font-size: x-small;"><strong>Fabiano Ávila, do Instituto CarbonoBrasil</strong></span></p>
<p><span style="font-size: 13px; line-height: 19px;"><a href="http://mercadoetico.terra.com.br/website/wp-content/uploads/2013/05/economia_verde_250.jpg"><img class="alignleft size-full wp-image-72522" src="http://mercadoetico.terra.com.br/website/wp-content/uploads/2013/05/economia_verde_250.jpg" alt="" width="250" height="168" /></a>Já há algum tempo o setor privado vem percebendo que falar em ‘economia verde’ não é apenas uma questão de ser amigável ao meio ambiente, mas uma nova maneira de fazer negócios que gera muitas oportunidades e ganhos.</span></p>
<p>Um novo relatório do Programa de Meio Ambiente das Nações Unidas (PNUMA), constata essa tendência, apontando que produtos e serviços sustentáveis podem estimular o crescimento econômico mundial e tirar milhões da pobreza.</p>
<p>Intitulado Economia e Comércio Verde: Tendência, Desafio e Oportunidade, o documento afirma, por exemplo, que o mercado global de baixo carbono e tecnologias de eficiência energética triplicará até 2020, chegando US$ 2,2 trilhões.</p>
<p>“Realizar a transição para a economia verde pode facilitar novas oportunidades comerciais, as quais podem ajudar a fazer o comércio mundial mais sustentável”, afirmou Achim Steiner, sub-secretário-geral e diretor executivo do PNUMA.</p>
<p>O relatório destaca que as grandes nações em desenvolvimento, incluindo o Brasil, têm tudo para serem as maiores beneficiadas por essa transição, pois são países com abundantes reservas de recursos renováveis e ambientais.</p>
<p>“O comércio de produtos e serviços ambientais é claramente uma área na qual muitos países em desenvolvimento apresentam uma vantagem competitiva. Com as políticas certas e com regimes de preços atuando, essas nações estariam muito bem posicionadas para ajudar a incentivar a transição global para uma economia mais sustentável”, explicou Steiner.</p>
<p><strong>Seis Setores</strong></p>
<p>O PNUMA analisou seis setores – agricultura, pesca, florestas, manufatura, energia renovável e turismo – considerados fundamentais para o avanço de um modelo econômico mais sustentável.</p>
<p>De acordo com o relatório, a agricultura está sob constante ameaça por causa da perda da biodiversidade e dos serviços ambientais, das mudanças climáticas e da escassez dos resíduos hídricos. Continuar com o modelo atual servirá apenas para agravar esses perigos.</p>
<p>“Por outro lado, métodos de produção mais sustentáveis melhorarão a produtividade e garantirão o futuro da atividade. Além disso, permitirão que mais agricultores tenham acesso às redes internacionais de mercadorias certificadas”, afirma o documento.</p>
<p>O mercado global de alimentos orgânicos e bebidas, por exemplo, deve crescer para US$ 105 bilhões até 2015, sendo que estava estimado em US$ 62,9 bilhões em 2011.</p>
<p>Sobre a pesca, o PNUMA alerta que as dez mais importantes espécies do setor estão sendo comercializadas em níveis muito além do que seria sustentável para manter as populações constantes.</p>
<p>“Apesar de a redução da pesca ser uma necessidade, o crescimento do comércio de produtos certificados pode melhorar os ganhos do setor ao agregar valor e aumentar a produtividade.”</p>
<p>Ainda sobre a pesca, o relatório aponta as oportunidades de aquicultura, um mercado que deve chegar a US$ 1,25 bilhão até 2015.</p>
<p>A cobertura florestal mundial está caindo e as pressões sobre as reservas devem continuar crescendo, aponta o PNUMA. Nesse sentido, uma transição para a economia verde forçaria a adoção de melhores práticas de exploração e exigiria certificados e padrões de qualidade.</p>
<p>Atualmente, a venda de produtos florestais certificados já movimenta mais de US$ 20 bilhões ao ano, um valor que cresceria exponencialmente se mais países obrigassem seus mercados internos a comprar apenas madeira com origem comprovada.</p>
<p>O documento também destaca que ferramentas como o Mecanismo de Desenvolvimento Limpo (MDL) e a redução de emissões por desmatamento e degradação, conservação, manejo florestal sustentável, manutenção e aumento dos estoques de carbono florestal (REDD+) oferecem uma grande oportunidade de crescimento sustentável para os países em desenvolvimento.</p>
<p>Sobre a manufatura, o PNUMA afirma que o setor responde por 35% do uso de energia e por mais de 20% das emissões de gases do efeito estufa mundiais, além, é claro, dos impactos da poluição. Felizmente, segundo o relatório, cada vez mais empresas estão se dando conta de que adotar práticas ambientais abre portas para novos mercados e consumidores.</p>
<p>“Entre 1999 e 2009 houve um aumento de 1500% na procura pelo ISO 14001, que certifica o gerenciamento ambiental [...] Também está sendo registrado o crescimento da adoção de estratégias de eficiência, que visam lidar com os custos da energia e matéria-prima.”</p>
<p>Como um exemplo dessas estratégias, o relatório destaca o conceito da “economia circular”, que foi adotado no plano quinquenal chinês de 2006 a 2010. Segundo essa noção, todas as empresas do país devem colocar ênfase máxima no uso eficiente dos recursos e no reaproveitamento de materiais originários de outros processos industriais.</p>
<p>Com isso, o governo chinês teria impulsionado o setor de remanufatura, ou seja, as empresas que trabalham com a reutilização de produtos usados. Os números oficiais apontam que esse setor passará a movimentar mais de US$ 6,5 bilhões em 2015, um salto gigantesco dos US$ 320 milhões registrados em 2011.</p>
<p>Sobre as energias renováveis, o PNUMA afirma que elas têm um papel fundamental para ajudar a atender a crescente demanda global, que deve aumentar em mais de 30% até 2035.</p>
<p>“A fatia das renováveis já está perto dos 20%. Com a capacidade continuando a crescer e os preços a cair, é provável que essa participação aumente rapidamente. O maior uso de fontes limpas traz benefícios econômicos, climáticos, ambientais e de saúde pública.”</p>
<p>O relatório mostra que em 2010 mais de 3,5 milhões de pessoas já estavam trabalhando direta ou indiretamente no setor de energias renováveis e que as estimativas para 2030 são de que 12 milhões estejam empregadas na área de biocombustíveis, 2,1 milhões, na eólica, e 6,3 milhões, na solar.</p>
<p>A queda dos preços desse tipo de tecnologia também é marcante, com o custo da geração solar caindo mais de 30% entre 2011 e 2012.</p>
<p>Para o turismo, o PNUMA destaca que a área que mais cresce é justamente o ecoturismo.</p>
<p>“Muitas nações em desenvolvimento podem tirar grande proveito de suas qualidades ambientais para impulsionar a indústria do turismo [...] Proteger a natureza nessas regiões é uma clara oportunidade de crescimento econômico que não deveria ser desperdiçada.”</p>
<p>De acordo com o relatório, áreas de reserva na Costa Rica, por exemplo, recebem mais de um milhão de visitantes por ano, movimentando cerca de US$ 5 milhões. No entanto, é o México que mais está tirando vantagem de suas belezas naturais, sendo que as zonas protegidas do país recebem 14 milhões de turistas anualmente, gerando mais de 25 mil empregos.</p>
<p><strong>Desafios</strong></p>
<p>Apesar de reconhecer que a transição para a economia verde está se acelerando, o PNUMA lista uma série de questões que ainda precisam ser melhoradas e incentivadas.</p>
<p>São necessários mais investimentos em infraestrutura, assistência técnica e programas de educação para facilitar a expansão das energias renováveis, por exemplo. Também para esse objetivo, seria fundamental acabar com os subsídios que são destinados anualmente para a exploração das fontes fósseis.</p>
<p>Também é preciso criar legislações nacionais que incentivem a adoção de padrões e certificações. Assim como a União Europeia baniu o comércio de madeira ilegal, outros países devem fazer o mesmo. Isso vale também para setores como a pesca e a agricultura.</p>
<p>A cooperação internacional precisa ser estimulada, a criação de redes de comércio responsável ajuda mais empresas a optarem por práticas sustentáveis. Agências como a organização mundial do comércio e entidades privadas devem promover debates sobre como melhorar o acesso das indústrias de nações em desenvolvimento que adotem modelos de baixo carbono aos crescentes mercados de consumidores conscientes nos países ricos.</p>
<p>“Estou seguro de que governantes e empresários podem encontrar inspiração nesse relatório para promover novas oportunidades que estão surgindo da transição para a economia verde”, escreveu Steiner no relatório.</p>
<p><span style="font-size: x-small;"><strong>(Instituto CarbonoBrasil)</strong></span></p>
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		<title>Eventos climáticos forçaram a migração de 32 milhões em 2012</title>
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		<pubDate>Wed, 15 May 2013 18:29:38 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Henrique Andrade Camargo</dc:creator>
				<category><![CDATA[meio ambiente]]></category>
		<category><![CDATA[Notí­cias]]></category>
		<category><![CDATA[aquecimento global]]></category>
		<category><![CDATA[eventos climáticos extremos]]></category>
		<category><![CDATA[impactos socioambientais]]></category>
		<category><![CDATA[migrantes climáticas]]></category>
		<category><![CDATA[mudanças climáticas]]></category>

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		<description><![CDATA[Número é quase o dobro do que o de 2011, quando a marca de migrantes atingiu 16,4 milhões de pessoas]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><span style="font-size: x-small;"><strong>Jéssica Lipinski, do Instituto CarbonoBrasil</strong></span></p>
<p><a href="http://mercadoetico.terra.com.br/website/wp-content/uploads/2013/05/flagelados_climaticos_250vert.jpg"><img class="alignleft size-full wp-image-72526" src="http://mercadoetico.terra.com.br/website/wp-content/uploads/2013/05/flagelados_climaticos_250vert.jpg" alt="" width="300" height="426" /></a>Mudar de casa ou de cidade pode representar muitas boas oportunidades em nossa vida quando essa mudança é desejada e planejada cuidadosamente, mas para as milhões de pessoas que são obrigadas a abandonar seus lares e municípios por conta de eventos climáticos, essa mudança é geralmente acompanhada pela falta de perspectivas futuras. E, segundo um novo relatório do Centro de Monitoramento de Deslocamentos Internos (IDMC), com o aumento na frequência de eventos climáticos extremos, o risco de deslocamentos só tende a aumentar.</p>
<p>O documento sugere que, no último ano, cerca de 32,4 milhões de pessoas em todo o mundo foram forçadas a deixarem suas casas e cidades devido a desastres naturais como enchentes, tempestades e terremotos, 98% relacionados ao clima. Do total de deslocamentos, 98% ocorreram em países em desenvolvimento da África e da Ásia.</p>
<p>“Trinta e dois milhões de pessoas&#8230; esse é o custo das mudanças climáticas. O impacto das mudanças climáticas não é pequeno. É isso que esses números dizem”, colocou Gordon McBean, diretor de pesquisa do Centro para Meio Ambiente e Sustentabilidade da Universidade Western Ontario, no Canadá, ao jornal Toronto Star.</p>
<p>Segundo o estudo, o número é quase o dobro do que o de 2011, quando a marca de migrantes atingiu 16,4 milhões de pessoas. Ao todo, nos últimos cinco anos (2008 a 2012), quase 144 milhões de pessoas tiveram que ser deslocadas devido a desastres naturais, algo que corresponde a mais de 70% da população brasileira.</p>
<p>O relatório indica que o país onde ocorreram mais deslocamentos em 2012 foi a Índia, que, devido a dois períodos de monções, atingiram 8,9 milhões de pessoas. Em segundo lugar ficou a Nigéria, onde enchentes forçaram seis milhões de pessoas a saírem de suas casas.</p>
<p>Em seguida aparecem China, Filipinas e Paquistão. Na contagem feita nos últimos cinco anos, os países permanecem os mesmos, só trocando a ordem: China, Índia, Paquistão, Filipinas e Nigéria. No ano passado, ocorreu o deslocamento de 35 mil pessoas no Brasil, e na classificação dos últimos cinco anos o país aparece em 15º, com quase 1,5 milhão de deslocamentos.</p>
<p>E embora mais pessoas estejam sobrevivendo aos desastres climáticos, mais estão sendo deslocadas, afirma o relatório. Isso porque além do aumento da frequência dos eventos climáticos extremos devido ao aquecimento global, o maior aumento da população está ocorrendo justamente em países onde esses deslocamentos costumam acontecer com mais frequência.</p>
<p>“A população mundial não está apenas aumentando, mas está cada vez mais atravessando o caminho do clima”, explicou Warren Mabbee, diretor do Instituto para Energia e Política Ambiental da Universidade Queen, no Canadá, ao Toronto Star.</p>
<p>O documento sugere que é papel dos governos se prevenirem e se prepararem para os deslocamentos necessários, através da quantificação do risco de desastres e do desenvolvimento de migrações voluntárias e planejadas, que sejam o menos prejudiciais possíveis.</p>
<p>Mabbee acrescenta que é preciso procurar novas formas para solucionar o problema, em vez de depender tanto das Nações Unidas para isso. “Precisamos explorar outras formas de prestar ajuda. Talvez ajudar com programas de conhecimento, para que sejamos mais fortes e resilientes. É um problema mundial”, observou o diretor.</p>
<p>Nesta segunda-feira, o economista britânico Nicholas Stern, ex-diretor de economia do Banco Mundial e autor do conhecido Relatório Stern, sobre as consequências do aquecimento global, alertou que a probabilidade é cada vez maior de que muitas pessoas tenham que migrar das suas terras natais em um futuro próximo como consequência do aumento das temperaturas.</p>
<p>“Bilhões de pessoas serão forçadas a deixar suas casas, pois seus cultivos e animais terão perecido. Porém, o problema virá quando tentarem migrar para novas terras. Isso os levará a conflitos armados com pess</p>
<p><span style="font-size: x-small;"><strong>(Instituto CarbonoBrasil)</strong></span></p>
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		<title>Sem-terra e Movimento LGBT fazem marcha contra a homofobia e pela reforma agrária</title>
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		<pubDate>Wed, 15 May 2013 18:05:27 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Henrique Andrade Camargo</dc:creator>
				<category><![CDATA[Notí­cias]]></category>
		<category><![CDATA[Sociedade]]></category>
		<category><![CDATA[homofobial]]></category>
		<category><![CDATA[homossexualidade]]></category>
		<category><![CDATA[LGBT]]></category>
		<category><![CDATA[Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST)]]></category>

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		<description><![CDATA[Carolina Gonçalves, da Agência Brasil Com cruzes nas mãos e ao som de baterias e gritos de ocupação, os manifestantes do Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST) chegaram em frente ao Supremo Tribunal Federal (STF), ao lado de integrantes do Movimento LGBT &#8211; Lésbicas, Gays, Bissexuais, Travestis, Transexuais e Transgêneros. Desde as 9h, os [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><span style="font-size: x-small;"><strong>Carolina Gonçalves, da Agência Brasil</strong></span></p>
<p><a href="http://mercadoetico.terra.com.br/website/wp-content/uploads/2013/05/lgbt_parada_bsb_520.jpg"><img class="aligncenter size-full wp-image-72472" src="http://mercadoetico.terra.com.br/website/wp-content/uploads/2013/05/lgbt_parada_bsb_520.jpg" alt="" width="520" height="317" /></a></p>
<p>Com cruzes nas mãos e ao som de baterias e gritos de ocupação, os manifestantes do Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST) chegaram em frente ao Supremo Tribunal Federal (STF), ao lado de integrantes do Movimento LGBT &#8211; Lésbicas, Gays, Bissexuais, Travestis, Transexuais e Transgêneros. Desde as 9h, os dois grupos, que reúnem representantes de mais de dez estados (o Pará, Minas Gerais, São Paulo, o Paraná e o Rio de Janeiro, entre outros) ocuparam três faixas da Esplanada dos Ministérios, na 4ª Marcha Nacional contra a Homofobia que seguiu até o Congresso Nacional.</p>
<p>Em alguns momentos, a manifestação ocupou todas as seis faixas da via, fazendo com que o trânsito ficasse totalmente parado por alguns minutos. Em frente ao STF, os sem-terra simularam o assassinato de trabalhadores do campo.</p>
<p>O fim da criminalização é a principal reivindicação do movimento, que também defende a reforma agrária. Francisco Moura, o Tito, do MST do Pará e da Frente de Marcha do MST nacional, disse que &#8220;a principal bandeira é sobre o massacre em Felisburgo (MG). Queremos o julgamento imediato desse e de todos os crimes&#8221;.</p>
<p>Segundo Evaldo Amorim, secretário da Associação Nacional LGBT, a manifestação foi organizada há algumas semanas, mobilizando o MST, o Movimento da Maconha e o das Mulheres. &#8220;Aqui, o foco do LGBT está na garantia dos direitos do movimento e na defesa do Estado laico. Estamos aproveitando para criticar os fundamentalistas como Feliciano e exigimos a saída dele da Comissão de Direitos Humanos&#8221;. Para Amorim, as decisões no país hoje estão pautadas por grupos religiosos.</p>
<p>A expectativa é que a manifestação prossiga até o início da tarde, quando as delegações retornam aos seus estados. A travesti Scarlet, que volta para Rui Barbosa (BA), lembrou que seu estado tem alto índice de discriminação, principalmente contra as travestis. &#8220;A cada 36 horas, um homossexual é morto na Bahia, falta a aprovação de uma lei que mude isso. As travestis são as que mais morrem, porque ficam mais expostas&#8221;.</p>
<p>Para Everton Christian Paiva, presidente da Associação Paranaense da Parada da Diversidade, que trouxe 20 pessoas para a marcha, a lei não vai acabar com a discriminação, mas pode inibir os atos de violência contra os homossexuais. &#8220;A pessoa vai pensar dez vezes antes. Já tivemos muitos avanços, até quatro anos atrás tínhamos pouco espaço. Hoje, ainda queremos a lei do casamento igualitário e o direito ao nome social das travestis&#8221;.</p>
<p>Os movimentos que participam da manifestação estimam a presença de 3 mil pessoas. A Polícia Militar acredita que os manifestantes não passem de 4 mil.</p>
<p><span style="font-size: x-small;"><strong>(Agência Brasil)</strong></span></p>
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		<title>Unicef aponta descompasso entre ensino e realidade de adolescentes</title>
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		<pubDate>Wed, 15 May 2013 17:40:51 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Henrique Andrade Camargo</dc:creator>
				<category><![CDATA[Educação e sustentabilidade]]></category>
		<category><![CDATA[Notí­cias]]></category>
		<category><![CDATA[Salas Temáticas]]></category>
		<category><![CDATA[Brasil]]></category>
		<category><![CDATA[educação]]></category>
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		<category><![CDATA[Sociedade]]></category>

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		<description><![CDATA[De acordo com especialista, há uma desvinculação da escola com o projeto de vida do estudante]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><span style="font-size: x-small;"><strong>Mariana Tokarnia, da Agência Brasil</strong></span></p>
<p>A coordenadora do Programa de Educação do Fundo das Nações Unidas para a Infância (Unicef) no Brasil, Maria de Salete Silva, avalia que há, no país, um descompasso entre o que é ensinado nas escolas e a realidade dos adolescentes. Para ela, isso explica o elevado índice de evasão escolar entre jovens.</p>
<p>“Por que você mata aula?”, perguntou a coordenadora a um adolescente que não queria frequentar a escola. O jovem respondeu: “Eu não mato aula, a escola que me mata”. “Que menino de 16 anos vai querer estudar em uma turma com menino de 12? O que temos que fazer é garantir que ele percorra esse fluxo aprendendo”, defendeu Salete.</p>
<p>De acordo com ela, há uma “desvinculação da escola com o projeto de vida do estudante”. “Não se trata propriamente de desinteresse, mas a vida coloca questões que não estão envolvidas com a escola”. Segundo Salete, para enfrentar esse desafio, as instituições de ensino devem trabalhar para a “construção da história de vida” e não apenas mandar estudantes para a universidade ou o mercado de trabalho.</p>
<p>Divulgada no 14º Fórum de Dirigentes Municipais de Educação da União Nacional dos Dirigentes Municipais de Educação (Undime), a publicação Fora da Escola Não Pode! – O Desafio da Exclusão Escolar indica que, entre os adolescentes que abandonam os estudos, a fase mais crítica ocorre a partir dos 15 anos de idade.</p>
<p>Segundo dados da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (Pnad) de 2011, com 6 anos, 95,4% das crianças brasileiras frequentavam a escola. Com 12 anos, a proporção de meninos e meninas que concluíram os anos iniciais do ensino fundamental no Brasil era 76,2%. A porcentagem diminui com o aumento da idade: 62,7% dos adolescentes com 16 anos concluíram o ensino fundamental. Entre os jovens de 19 anos, apenas 48,7% terminaram o ensino médio.</p>
<p>O Censo 2010 mostra que o percentual de jovens de 18 a 24 anos que não concluíram o ensino médio e que não estudavam chegava a 36,5%. Mais da metade (52,9%) abandonaram os estudos sem completar o ensino fundamental.</p>
<p>Outra questão levantada no estudo é a formação dos professores. Na educação infantil, 43,1% dos docentes não têm curso superior. Nos anos iniciais do ensino fundamental, o percentual é 31,8% e, nos anos finais, 15,8%. No ensino médio, o índice cai para 5,9%. “A qualificação dos professores é uma grande barreira para garantir a oferta de uma educação de qualidade aos estudantes brasileiros”, diz a publicação.</p>
<p>Entre grupos específicos, o estudo aponta que as crianças e os adolescentes mais atingidos pela exclusão escolar são aqueles que moram em áreas rurais, os negros, os índios, os pobres, os que estão sob risco de violência e exploração e os com deficiência. Isso indica, de acordo com a publicação, que “as desigualdades ainda existentes na sociedade brasileira impactam diretamente o sistema educacional do país”.</p>
<p>“É preciso desafiar os dirigentes a trabalharem junto com as políticas públicas, tem muitas que podem ajudar. Tem que formar professor e escola”, diz Salete.</p>
<p>O 14º Fórum Nacional dos Dirigentes Municipais de Educação da Undime vai até sexta-feira (17), na Costa do Sauípe (BA). O encontro é o primeiro depois das eleições municipais de 2012. Ao todo foram feitas mais de mil inscrições de secretários de Educação, técnicos e educadores de todo o país.</p>
<p>*A repórter viajou a convite da Undime</p>
<p>(Agência Brasil)</p>
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		<item>
		<title>Novas aves da Amazônia</title>
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		<pubDate>Wed, 15 May 2013 15:03:46 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Henrique Andrade Camargo</dc:creator>
				<category><![CDATA[meio ambiente]]></category>
		<category><![CDATA[Notí­cias]]></category>
		<category><![CDATA[Amazônia]]></category>
		<category><![CDATA[biodiversidade]]></category>
		<category><![CDATA[Brasil]]></category>
		<category><![CDATA[ornitologia]]></category>

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		<description><![CDATA[Desde a segunda metade do século XIX a ornitologia brasileira não dava uma contribuição tão significativa para ampliar o conhecimento sobre a biodiversidade: 15 novas espécies]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><span style="font-size: x-small;"><strong><span style="line-height: 19px;">Marcos Pivetta, da </span><span style="line-height: 19px;">Revista Pesquisa FAPESP </span></strong></span></p>
<p><span style="font-size: 13px; line-height: 19px;"><a href="http://mercadoetico.terra.com.br/website/wp-content/uploads/2013/05/ave_amazonica_zig_koch_250.jpg"><img class="alignleft size-full wp-image-72461" src="http://mercadoetico.terra.com.br/website/wp-content/uploads/2013/05/ave_amazonica_zig_koch_250.jpg" alt="" width="250" height="168" /></a>Desde a segunda metade do século XIX a ornitologia brasileira não dava uma contribuição tão significativa para ampliar o conhecimento sobre a biodiversidade: 15 novas espécies de aves da Amazônia nacional serão formalmente descritas pela primeira vez numa série de artigos científicos previstos para serem publicados em julho num volume especial do <em>Handbook of the birds of the world</em>, da espanhola<em> Lynx Edicions</em>. Esse tomo fecha uma coleção de 17 livros que, por seu caráter enciclopédico e didático, é adotada como fonte de consulta por ornitólogos profissionais e amadores.</span></p>
<p>Os autores das descrições pertencem a três instituições nacionais de pesquisa – Museu de Zoologia da Universidade de São Paulo (MZ-USP), Instituto Nacional de Pesquisas da Amazônia (Inpa), de Manaus, e Museu Paraense Emílio Goeldi (MPEG), de Belém – e ao Museu de Ciência Natural da Universidade Estadual da Louisiania (LSUMNS), Estados Unidos.</p>
<p>Os ornitólogos não apresentavam ao mundo, de uma só vez, numa única obra, um conjunto tão numeroso de novas aves brasileiras desde 1871, quando saiu o livro Zur Ornithologie Brasiliens. Nessa obra, escrita pelo austríaco August von Pelzeln (1825-1891), foram divulgadas 40 espécies de aves coletadas pelo naturalista Johann Natterer (1787-1843), também austríaco, em suas viagens pela Amazônia brasileira.</p>
<p>Onze das novas espécies são endêmicas do Brasil e quatro podem ser encontradas também no Peru e na Bolívia. Oito ocorrem somente a oeste do rio Madeira, na parte ocidental da Amazônia; cinco habitam exclusivamente terras situadas entre esse curso d’água e o rio Tapajós, no centro da região Norte; e duas vivem apenas a leste do Tapajós, no Pará, na porção mais oriental da floresta tropical.</p>
<p>No volume especial do Handbook, os autores descrevem a morfologia (formas e estruturas), a genética e a vocalização (canto e sons) das novas espécies. Por meio de mapas específicos para cada espécie, mostram ainda seus locais de ocorrência. No entanto, até que o livro seja oficialmente publicado, o nome científico e alguns detalhes sobre a anatomia e o modo de vida das novas espécies não podem ser divulgados.</p>
<p>Dessas aves até agora desconhecidas e sem registro na literatura científica, a maior e mais espetacular é uma espécie de gralha, do gênero Cyanocorax, com cerca de 35 centímetros de comprimento, que vive apenas na beira de campinas naturais situadas em meio à floresta existente entre os rios Madeira e Purus, no Amazonas.</p>
<p>“Essa gralha está ameaçada de extinção”, diz Mario Cohn-Haft, curador da seção de ornitologia do Inpa, principal descobridor do cancão-da-campina, nome popular cunhado para a ave. “Seu hábitat está em perigo e podemos perder a espécie antes de ter tido tempo de estudá-la a fundo.”</p>
<p>Sua principal região de ocorrência é um complexo de campinas, distante 150 quilômetros ao sul de Manaus, numa área próxima à rodovia BR-319, que liga a capital amazonense a Porto Velho. A estrada está sendo reformada e os pesquisadores temem que o acesso facilitado ao local coloque em risco o hábitat da espécie.</p>
<p>“A nova gralha também ocorre numa zona de campos naturais no sul do Amazonas, próximo a Porto Velho, onde há muitos colonos do Sul do país, que a confundem com a gralha-azul [um dos símbolos do Paraná]”, diz Cohn-Haft.</p>
<p>Leia a reportagem completa em: <span style="text-decoration: underline; color: #0000ff;"><strong><a href="http://revistapesquisa.fapesp.br/2013/04/12/desafios-partilhados" target="_blank">http://revistapesquisa.fapesp.br/2013/04/12/desafios-partilhados</a></strong></span></p>
<p><span style="font-size: x-small;"><strong>(Agência FAPESP)</strong></span></p>
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		<title>Viva a Mata 2013: confira a programação</title>
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		<pubDate>Wed, 15 May 2013 14:53:58 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Henrique Andrade Camargo</dc:creator>
				<category><![CDATA[meio ambiente]]></category>
		<category><![CDATA[Notí­cias]]></category>
		<category><![CDATA[educação ambiental]]></category>
		<category><![CDATA[Mata Atlãntica]]></category>
		<category><![CDATA[preservação ambiental]]></category>
		<category><![CDATA[sos mata atlantica]]></category>
		<category><![CDATA[viva a mata]]></category>

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		<description><![CDATA[Evento terá o tema “Direitos e Deveres Ambientais” e será realizado entre os dias 24 e 26 de maio, das 9h às 18h, na Marquise do Parque Ibirapuera]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><span style="font-size: x-small;"><strong>SOS Mata Atlântica</strong></span></p>
<p><span style="font-size: 13px; line-height: 19px;">Você já sabe que a nona edição do Viva a Mata – Encontro Nacional pela Mata Atlântica terá o tema “Direitos e Deveres Ambientais”. E que evento acontecerá de 24 a 26 de maio de 2013, das 9h às 18h, na Marquise do Parque Ibirapuera, com atividades também no auditório do MAM (Museu de Arte Moderna), em São Paulo (SP). Agora é hora de conferir a programação completa do evento, que acaba de ser divulgada pela Fundação SOS Mata Atlântica.</span></p>
<p>A cenografia do evento é assinada pela empresa Candotti, que utilizará placas e cilindros de papelão para a construção dos pavilhões, prezando o reaproveitamento de materiais. O patrocínio é do Bradesco e o apoio é da Rede Globo, Rádios Eldorado e Estadão e Secretaria do Verde e do Meio Ambiente de São Paulo. Desta vez, o evento ocorre às vésperas do dia 27 de maio, quando se comemora o Dia Nacional da Mata Atlântica.</p>
<p>O evento terá pavilhões temáticos – florestas, mar, urbano, água, mudanças climáticas e propriedades sustentáveis – que reunirão atividades interativas sobre cada tema, além da exposições de ONGs que lutam pela sustentabilidade, empresas parceiras e patrocinadores. Os dois caminhões da exposição itinerante “A Mata Atlântica é Aqui” também integrarão as atividades e promoverão diversas atrações jogos e palestras: um deles ficará na Marquise do Ibirapuera e o outro, próximo ao restaurante Green, no Parque.</p>
<p>Confira a programação completa:<br />
<span style="text-decoration: underline;"><strong>Auditório – Museu de Arte Moderna</strong></span><br />
<strong>24/05 – Sexta-feira</strong></p>
<p>10h – Lançamento: Campanha pelo cumprimento do código florestal – Cumpra-se</p>
<p>12h – Lançamento: GT do Código Florestal da Assembleia Legislativa de São Paulo</p>
<p>14h – Debate: Água e Código Florestal</p>
<p>16h – Debate: Aplicação do Código Florestal</p>
<p><strong>25/05 – Sábado</strong></p>
<p>10h – Seminário: 25 anos da Constituição Federal e a Proteção dos Ecossistemas Costeiros e Marinhos</p>
<p>14h – Mesa-redonda: Consumo Consciente de Pescado</p>
<p><span style="text-decoration: underline;"><strong>Palco</strong></span><br />
<strong>24/05 – Sexta-feira</strong></p>
<p>09h – Abertura do Viva a Mata 2013</p>
<p>10h – Aula aberta de Yoga</p>
<p>11h – Música: Grupo Embatucadores</p>
<p>12h – Fantoche: Salvando a Mata Atlântica</p>
<p>13h – Oficina e música: Cantando e Brincando com os Pássaros da Mata Atlântica</p>
<p>14h – Contação de história: A lenda do Curucutú</p>
<p>15h – Vivências com a Natureza para a Proteção da Mata Atlântica</p>
<p>16h – Música: Cantos da Mata</p>
<p><strong>25/05 – Sábado</strong></p>
<p>10h – Aula aberta de ginga</p>
<p>11h – Fantoche: Salvando a Mata Atlântica</p>
<p>12h – Contação de história: Biodiversidade e o Som dos Bichos</p>
<p>14h – Teatro: Os Saltimbancos Voluntários</p>
<p>15h – Fantoche: Salvando a Mata Atlântica</p>
<p>16h – Musica: Muriqui</p>
<p><strong>26/05 – Domingo</strong></p>
<p>10h – Aula aberta de alongamento</p>
<p>11h30 – Mobilização pelo Código Florestal: Campanha Cumpra-se</p>
<p>13h – Teatro: O rio que sumiu</p>
<p>14h – Vivências com a Natureza para a Proteção da Mata Atlântica</p>
<p>15h – Contação de história: A Flauta do Amor</p>
<p>16h – Teatro musical: Semeando Em Canto</p>
<p><span style="text-decoration: underline;"><strong>Sala Exposição Itinerante</strong></span><br />
<strong>24/05 – Sexta-feira</strong></p>
<p>13h – Palestra: Vivências de Educação Socioambiental na APA Delta do Parnaíba</p>
<p>16h – Palestra: Programa Amigos do Mar</p>
<p><strong>25/05 – Sábado</strong></p>
<p>10h – Palestra: A Pegada Ecológica em São Paulo</p>
<p>11h – Palestra: Caminhos para uma Economia de Baixo Carbono</p>
<p>13h – Palestra: Novas Metodologias de Restauração de Mata Ciliares e de Reserva Legal</p>
<p>16h30 – Palestra: Tubarões no Limite</p>
<p><strong>26/05 – Domingo</strong></p>
<p>14h – Palestra: Vida Costeira e Marinha</p>
<p>16h – Roda de Conversa: Mini Documentário – Pimp My Carroça</p>
<p><span style="font-size: x-small;"><strong>(SOS Mata Atlântica)</strong></span></p>
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		<title>O poder da transformação real</title>
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		<pubDate>Wed, 15 May 2013 12:51:30 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Henrique Andrade Camargo</dc:creator>
				<category><![CDATA[Negócios sustentáveis]]></category>
		<category><![CDATA[Notí­cias]]></category>
		<category><![CDATA[Salas Temáticas]]></category>
		<category><![CDATA[Álvaro Almeida]]></category>
		<category><![CDATA[SB Rio]]></category>
		<category><![CDATA[Sustainable Brands]]></category>

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		<description><![CDATA["Antes país do futuro, o Brasil respira o espírito do nosso tempo. E vive uma transformação liderada por empresas e sociedade civil, que pautará os governantes, não o contrário"]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><span style="font-size: x-small;"><strong>Álvaro Almeida*</strong></span></p>
<p><a href="http://mercadoetico.terra.com.br/website/wp-content/uploads/2013/05/SBRIO_2503.jpg"><img class="alignleft size-full wp-image-72529" src="http://mercadoetico.terra.com.br/website/wp-content/uploads/2013/05/SBRIO_2503.jpg" alt="" width="250" height="168" /></a>O <em>Sustainable Brands Rio</em> chegou, chegando. Conseguimos transmitir pela primeira vez, aos líderes de sustentabilidade no Brasil, o espírito dessa rede que alcança cerca de 500 mil pessoas no mundo e reúne os profissionais dedicados a transformar o jeito de se fazer negócios. Ficou claro que esta não é uma comunidade para chororô e lamúrias. É um espaço para o debate construtivo de ideias, para a criação de conexões colaborativas, para aprender com a experiência concreta do concorrente, para captar tendências.</p>
<p>Tudo isso pôde ser experimentado no Rio nos dias 8 e 9 de maio. Descobrimos que os brasileiros são os consumidores mais sensíveis ao tema da sustentabilidade, segundo pesquisa das consultorias GlobeScan e SustainAbility. Também pudera, as diferenças sociais e os recursos naturais estão muito próximos de nós. Entendemos também pela incrível verve de Sílvio Meira, cientista-chefe do Porto Digital, que a performance contínua de uma organização no âmbito das pessoas, do planeta e da prosperidade é o que permite a construção da reputação em redes sociais (por meio de conexões, relacionamentos, interações, significados e conhecimento) e, consequentemente, da marca. Assim, só há marcas sustentáveis em empresas sustentáveis e isso é o que está movendo as mais de 150 empresas que compareceram à conferência.</p>
<p>Toda essa necessária evolução dos processos produtivos e dos modelos de negócios pedem inovação, o que, no final do dia, viabiliza as oportunidades da Nova Economia. E é curioso ver como as soluções podem estar ao nosso redor, na natureza, como Fred Gelli, designer e especialista em biomimética, definiu: &#8220;O maior e mais rico departamento de P&amp;D que conhecemos é a natureza&#8221;. Foi onde a TerpenOil buscou a base para a produção de soluções de limpeza 100% orgânicas, desenvolvidas em parceria com a Universidade Federal do Ceará. Essa é uma tendência clara dos novos tempos: empreender de forma colaborativa para o desenvolvimento de um negócio lucrativo, a partir de uma tecnologia inovadora que não agride a saúde das pessoas, nem o meio ambiente.</p>
<p>Inovações com a mesma pegada das que ganharam corpo na Natura há quase 10 anos, com o sucesso da linha Ekos, que transformou os ativos da biodiversidade brasileira na principal plataforma tecnológica da companhia e promoveu uma onda de transformação em todo o negócio. Ao ponto da empresa agora desenvolver e lançar um produto (apresentado em primeira mão no SB Rio) totalmente concebido para disseminar o conceito do consumo consciente nas consultoras e consumidoras.</p>
<p>Tão importante quanto buscar novas tecnologias, como mostraram gigantes do tamanho de GE e BMW, é engajar e formar arranjos que permitam o ganha-ganha. Natura, Walmart e HP nos deram exemplos de como desenvolver soluções de forma conjunta com os mais diferentes parceiros. A HP, por exemplo, apoiou o lançamento no SB Rio de uma nova empresa, a Sinctronics, que transformou a reciclagem de todos os aparelhos eletroeletrônicos em seu próprio negócio. Com isso, vai permitir que a HP e outras companhias possam ampliar a quantidade de materiais reciclados em seus novos produtos. É como disse Pedro Luiz Fernandes, CEO da Novozymes: &#8220;Não existe lixo. Lixo é o resíduo que nós maltratamos&#8221;. Constatamos que a Economia Circular emerge no Brasil.</p>
<p>No SB Rio, entendemos também que o empreendedorismo é um pilar da sustentabilidade, afinal, permite transformar o futuro. Foi o que fez Bento Koike, fundador da Tecsis, que nos últimos doze anos tornou a energia eólica possível no Brasil e no mundo. Ela é a segunda maior produtora global de pás eólicas e contribuiu ativamente para a viabilização econômica dessa fonte alternativa de energia. Realidade que possibilitou à Brasil Kirin anunciar no evento o investimento em um parque que irá suprir 1/3 da energia necessária para todas as fábricas de bebidas da companhia no Brasil. Ficou claro que o Brasil está pronto para depender menos do petróleo.</p>
<p>Antes país do futuro, o Brasil respira o espírito do nosso tempo. E vive uma transformação liderada por empresas e sociedade civil, que pautará os governantes, não o contrário. O que o nosso jovem quer das empresas e das marcas? &#8220;Propósito&#8230; e transparência&#8221;, respondeu Carla Mayumi, da Box1824, agência que analisa as tendências dos jovens de 18 a 24 anos. Há um grupo de jovens-ponte que irão hackear nossa sociedade, quebrar os códigos que não fazem mais sentido. Esses jovens estabelecem conexões, impulsionados pelo mundo em rede, e têm uma visão de coletivo. Por isso, o Coletivo, negócio social da Coca-Cola, faz tanto sentido em nossas comunidades de baixa renda e começa a inspirar outros países. Não por acaso, a força do painel de experiências do Sustainable Brands Rio 2013 esteve no conjunto dos conteúdos e apresentações. Nesse ano de estreia, o que brilhou foi o poder da proposta: apresentar casos concretos de empresas e organizações que estão transformando a forma de se fazer negócios e construindo as marcas do futuro. Feito. Que venha o SB Rio 2014.</p>
<p><strong>* Álvaro Almeida é organizador SB Rio e diretor de Planejamento da Report Sustentabilidade</strong></p>
<p><span style="font-size: x-small;"><strong>(Report Sustentabilidade)</strong></span></p>
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		<title>Qualidade e sustentabilidade</title>
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		<pubDate>Wed, 15 May 2013 12:21:53 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Henrique Andrade Camargo</dc:creator>
				<category><![CDATA[Notí­cias]]></category>
		<category><![CDATA[Você Sustentável]]></category>
		<category><![CDATA[consumo consciente]]></category>
		<category><![CDATA[newton figueiredo]]></category>
		<category><![CDATA[Sustentabilidade]]></category>

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		<description><![CDATA["A escolha do consumidor sempre será do que é melhor para ele e para sua família, seguindo critérios de comparação, benefícios e preço"]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><span style="font-size: x-small;"><strong>Newton Figueiredo*</strong></span></p>
<p>Recente pesquisa sobre respeito ao consumidor (10ª edição da Pesquisa exclusiva Shopper Experience para a revista Consumidor Moderno) identificou os pontos que consumidores consideram como relevantes ao escolher o local ou o meio para suas compras. A qualidade é o critério mais essencial seja nos produtos e serviços (33%) ou no atendimento (21%). O comprometimento com causas socioambientais pontuou apenas 3%.</p>
<p>O que isso significa? Será que o consumidor não se preocupa com essas questões? Muito pelo contrário, ao buscar mais qualidade, temos menos desperdício, mais durabilidade e economia, questões fundamentais quando estamos falando do tema sustentabilidade. Sustentabilidade permeia todas as fases do negócio e não apenas ações isoladas, vistas muitas vezes como obrigação pela empresa, ou então, como apelo de marketing pelo cliente.</p>
<p>A escolha do consumidor sempre será do que é melhor para ele e para sua família, seguindo critérios de comparação, benefícios e preço.</p>
<p>O entendimento das empresas é que precisa ser ampliado. Ao desenvolver um produto ou serviço, deve-se pensar primeiramente, em torná-lo desejado, isto é, que as pessoas queiram ter (exemplos não faltam destes produtos), depois deve-se  pensar na qualidade, na salubridade (durante a produção, uso e aplicação), sem esquecer os aspectos sociais e ambientais da empresa e da responsabilidade em sua comunicação.</p>
<p>Só assim, o discurso sairá do papel, transformando-se em prática, para ser assimilado e admirado.</p>
<p>Mas, acompanhamos que a ordem das coisas não é essa. Para parecerem sustentáveis, as empresas voltam-se ao primitivismo, oferecendo opções, seja de produtos ou serviços, rústicas, desprovidas de beleza, isto é, nada desejáveis. Esquecem-se da eficiência e da qualidade, quando também decidem adotar o discurso verde, “pelo planeta”, criando selos “ecológicos” para seus produtos, sem critérios, apenas pensando que esse será o item decisivo para a escolha do consumidor, que como vimos, quer qualidade.</p>
<p>As empresas precisam aprender com os consumidores que ser sustentável não é só ater-se ao aspecto ambiental, é pensar nos aspectos sociais e econômicos, oferecendo o que o consumidor espera ter, com lucro, ética e responsabilidade socioambiental.</p>
<p><strong>* Newton Figueiredo é fundador e presidente do Grupo SustentaX, especializado em sustentabilidade empresarial, de empreendimentos e produtos.</strong></p>
<p><span style="font-size: x-small;"><strong>(Consumidor Moderno Sustentável)</strong></span></p>
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		<item>
		<title>Países lusófonos analisam plano de ação para combater tráfico humano</title>
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		<pubDate>Wed, 15 May 2013 12:09:48 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Henrique Andrade Camargo</dc:creator>
				<category><![CDATA[Notí­cias]]></category>
		<category><![CDATA[Sociedade]]></category>
		<category><![CDATA[Brasil]]></category>
		<category><![CDATA[direitos humanos]]></category>
		<category><![CDATA[Portugal]]></category>
		<category><![CDATA[tráfico de pessoas]]></category>

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		<description><![CDATA[Brasil e países de língua portuguesa vão discutir formas de combater o crime em reunião, na sede da organização em Lisboa, no fim do mês; objetivo é criar um plano de ação para as nações do bloco.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><span style="font-size: x-small;"><strong>Edgard Júnior, da Rádio ONU</strong></span></p>
<p>A Comunidade dos Países de Língua Portuguesa, Cplp, vai se reunir no fim deste mês, em Lisboa, capital de Portugal, para discutir formas de combate ao tráfico humano.</p>
<p>O Brasil e os demais integrantes do bloco lusófono vão discutir a aprovação de um plano de ação contra esse tipo de crime, a ser colocado em prática pelos países do grupo.</p>
<p><strong>Proposta</strong></p>
<p>O secretário nacional de Justiça do Brasil, Paulo Abrão Júnior, está em Nova York, participando de um encontro de alto nível nas Nações Unidas sobre o tráfico de pessoas.</p>
<p>Em entrevista à Rádio ONU, Abrão Júnior contou que se a proposta for aprovada, os países da Cplp poderão trocar informações, promover intercâmbio policial e de processamento de dados. E falou sobre a contribuição brasileira ao debate.</p>
<p>&#8220;A grande mensagem do Brasil está expressa na Campanha Coração Azul, nessa sua última edição. O lema é: Liberdade Não se Compra; Dignidade Não se Vende. A partir desses princípios e desses valores orientadores é que nós vamos dialogar com o resto do mundo. Nos países de língua portuguesa, nas últimas duas reuniões dos países da Comunidade, nós tivemos oportunidade de discutir ações concretas para engendrar um plano de ação dos países de língua portuguesa contra o tráfico de pessoas.&#8221;</p>
<p><strong>Campanhas</strong></p>
<p>Paulo Abrão Júnior afirmou que os membros do bloco poderão criar campanhas conjuntas e processos de capacitação do sistema de justiça e de polícia entre eles.</p>
<p>O secretário nacional de Justiça falou ainda sobre algumas das ações que os jovens podem realizar na internet e na participação em redes sociais para aumentar a conscientização no combate ao crime.</p>
<p><strong>Vítimas</strong></p>
<p>Paulo Abrão Júnior lembrou que eles podem partilhar informações sobre proteção às vítimas, como evitar que as pessoas sejam aliciadas por organizações criminosas e, principalmente, como denunciar os que praticam o tráfico de pessoas.</p>
<p>No Brasil, a maioria das vítimas de tráfico humano são meninas e mulheres na faixa de 14 a 29 anos.</p>
<p><span style="font-size: x-small;"><strong>(Rádio ONU)</strong></span></p>
]]></content:encoded>
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		</item>
		<item>
		<title>Abastecimento de energia advindos de Projetos Hidroelétricos depende da conservação de Florestas Tropicais</title>
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		<pubDate>Tue, 14 May 2013 20:49:23 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Henrique Andrade Camargo</dc:creator>
				<category><![CDATA[energia]]></category>
		<category><![CDATA[Notí­cias]]></category>
		<category><![CDATA[Amazônia]]></category>
		<category><![CDATA[belo monte]]></category>
		<category><![CDATA[desflorestamento]]></category>
		<category><![CDATA[desmatamento]]></category>

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		<description><![CDATA[Pesquisa mostra que, se o desmatamento continuar aumentando na Amazônia, as projeções de energia para uma das maiores usinas hidrelétricas do mundo - a Belo Monte, no Brasil - diminuirão em um terço.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><span style="font-size: x-small;"><strong>IPAM</strong></span></p>
<p><a href="http://mercadoetico.terra.com.br/website/wp-content/uploads/2013/05/amazonia_b_250.jpg"><img class="alignleft size-full wp-image-72430" src="http://mercadoetico.terra.com.br/website/wp-content/uploads/2013/05/amazonia_b_250.jpg" alt="" width="250" height="168" /></a>Uma pesquisa publicada na revista <em>Proceedings of the National Academy of Sciences</em>, mostra que a conservação das florestas da Bacia do Rio Amazonas aumentarão a quantidade de eletricidade gerada por projetos hidrelétricos na região. O estudo é o primeiro a quantificar o impacto da cobertura florestal regional sobre a produção de energia elétrica. Seus resultados revelam que as florestas tropicais são mais cruciais do que se imaginava no processo de formação de chuvas que impulsionam os fluxos fluviais, e que por fim produzem energia em áreas tropicais. A pesquisa mostra que, se o desmatamento continuar aumentando na Amazônia, as projeções de energia para uma das maiores usinas hidrelétricas do mundo &#8211; a Belo Monte, no Brasil &#8211; diminuirão em um terço.</p>
<p>&#8220;Nosso estudo mostra que os grandes avanços alcançados pelo Brasil no sentido de reduzir o desmatamento da Amazônia estão de fato ajudando a garantir o abastecimento de energia no país&#8221;, diz Claudia Stickler, a autora principal do estudo, e cientista do Instituto de Pesquisa Ambiental da Amazônia – Programa Internacional (IPAM-IP). &#8220;Mas esses esforços devem continuar lado a lado com a conservação no âmbito regional.&#8221;</p>
<p>A potencial perda de capacidade de produção devido ao desmatamento regional pode vir a dificultar os esforços brasileiros para suprir a lacuna pendente de energia elétrica no país. Mais especificamente, o estudo mostra que se o desmatamento não for controlado na Amazônia, a energia fornecida pela hidrelétrica de Belo Monte no Brasil – projetada para ser a terceira maior hidrelétrica do mundo – será reduzida em 30% abaixo das estimativas atuais do setor, um total equivalente ao consumo de energia de quatro milhões de brasileiros.</p>
<p>&#8220;Estes resultados são extremamente importantes para o planejamento energético a longo prazo&#8221;, explica um dos autores do estudo, o climatologista Marcos Costa da Universidade Federal de Viçosa no Brasil. &#8220;Estamos investindo bilhões de dólares em usinas hidrelétricas em todo o mundo. Quanto mais florestas em pé, mais água teremos nos rios, e mais energia elétrica poderemos gerar a partir desses projetos.&#8221;</p>
<p>Combinando suas especialidades em hidrologia, ecologia, ciência do uso da terra, climatologia e economia, os pesquisadores modelaram a produção de energia em diferentes níveis de desmatamento na Bacia do Rio Amazonas. Os cenários com mais florestas também produziram mais energia. Com os níveis atuais de desmatamento na região, os resultados mostram que a precipitação é cerca de 6 a 7% abaixo do que seria caso houvesse uma cobertura florestal total. E com a perda de 40% de florestas tropicais antecipada por alguns até 2050, a precipitação seria entre 11 e 15% mais baixa, resultando assim em 35 a 40% menos energia.</p>
<p><strong>Expansão hidrelétrica em florestas tropicais mundiais</strong></p>
<p>&#8220;Temos agora fortes evidências de que a capacidade brasileira de gerar eletricidade depende da conservação das florestas&#8221;, diz o co-autor Daniel Nepstad, Diretor Executivo do IPAM-IP &#8220;Esses resultados não são importantes apenas para o Brasil – a cobertura florestal pode afetar a produção de energia em áreas tropicais úmidas em toda a Amazônia, assim como na África e Sudeste da Ásia &#8221;</p>
<p>Áreas com florestas tropicais tendem a ter grandes quantidades de chuva, tornando-as locais privilegiados para projetos hidrelétricos que se aproveitam dos altos fluxos fluviais para gerar eletricidade. O Banco Mundial estima que a energia hidrelétrica não explorada nestas áreas é quase quatro vezes maior do que a capacidade já estabelecida na Europa e América do Norte &#8211; e grande parte deste potencial se encontra no coração das florestas tropicais.</p>
<p>&#8220;O Brasil, Peru, Colômbia, Congo, Vietnã e Malásia estão se voltando para a ‘energia verde’ produzida por hidrelétricas para atender as demandas de suas economias em crescimento&#8221;, diz Nepstad.</p>
<p>Embora não sejam livres de controvérsias, as hidrelétricas em geral produzem menos gases de efeito estufa do que muitas outras fontes de energia. Devido a alta tecnologia e capacidade de armazenamento, elas também são consideradas mais confiáveis e viáveis do que projetos de energia solar e energia eólica em grande escala. Somente no Brasil estão previstas mais de 45 novas usinas, e a previsão é que a usina de Belo Monte forneça 40% do crescimento na produção de eletricidade brasileira até 2019.</p>
<p>Integrando os efeitos de cobertura florestal em estimativas de energia e planejamento do uso da terra</p>
<p>O novo estudo destaca a necessidade de que os planejadores de energia hidrelétrica levem em consideração a cobertura florestal regional ao calcular o potencial de fornecimento de energia do projeto.</p>
<p>&#8220;O problema é que os projetistas de usinas normalmente ignoram os efeitos do desmatamento futuro. Ou, quando isso é levado em consideração, eles presumem que o desmatamento vai aumentar a quantidade de água que flui para as represas &#8220;, explica Stickler. &#8220;Quando nós incorporamos os efeitos do desmatamento no âmbito regional, nossos resultados mostraram exatamente o contrário.”</p>
<p>Os cientistas pedem que os responsáveis pelo planejamento de projetos de energia considerem estes resultados – e o impacto das mudanças na cobertura florestal – ao analisarem a viabilidade de projetos hidrelétricos. Eles também pedem que os tomadores de decisões políticas prestem atenção aos custos de energia associados aos esforços de desenvolvimento como a derrubada de florestas para construção de novas estradas e fazendas. E em contrapartida, que sejam considerados os benefícios energéticos gerados através de programas de apoio a agricultores e pecuaristas a fim de se reduzir o desmatamento.</p>
<p>“Nos últimos anos, o Brasil progrediu muito na luta contra o desmatamento, alcançando a diminuição das taxas de desflorestamento em 24% comparadas a média histórica&#8221;, diz Nepstad. &#8220;Mas estes números estão começando a subir de novo, e isso deveria gerar a preocupação de todos. Acabar com o desmatamento deve ser visto também como uma questão nacional de segurança energética&#8221;.</p>
<p>&#8220;Nós mostramos que as políticas que maximizam a conservação também maximizam a geração de energia. Isso não é algo apenas conceitual, temos números que comprovam isto”, acrescenta Costa. &#8220;Esta descoberta me dá esperança. O desenvolvimento sustentável não é apenas possível, mas alcançável. &#8221;</p>
<p><strong>Referência completa</strong></p>
<p>Claudia M. Stickler, Michael T. Coe, Marcos H. Costa, Daniel C. Nepstad, David G. McGrath, Livia C.P. Dias, Hermann O. Rodrigues, and Britaldo S. Soares-Filho. 2013. Dependence of hydropower energy on forests in the Amazon Basin at local and regional scales. Proceedings of the National Academy of Sciences USA. [acesso livre]</p>
<p><span style="font-size: x-small;"><strong>(IPAM)</strong></span></p>
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		<title>Fundo Solar promete estimular microgeração fotovoltaica</title>
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		<pubDate>Tue, 14 May 2013 20:41:22 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Henrique Andrade Camargo</dc:creator>
				<category><![CDATA[energia]]></category>
		<category><![CDATA[Notí­cias]]></category>
		<category><![CDATA[Alemanha]]></category>
		<category><![CDATA[Brasil]]></category>
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		<description><![CDATA[Parceria com a Alemanha disponibilizará recursos para a instalação de pequenos sistemas solares, uma iniciativa que pretende diminuir os obstáculos para a popularização desse tipo de energia no Brasil]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><span style="font-size: x-small;"><strong>Fabiano Ávila, do Instituto CarbonoBrasil</strong></span></p>
<p><a href="http://mercadoetico.terra.com.br/website/wp-content/uploads/2013/05/energia_solar_b_250.jpg"><img class="alignleft size-full wp-image-72433" src="http://mercadoetico.terra.com.br/website/wp-content/uploads/2013/05/energia_solar_b_250.jpg" alt="" width="250" height="168" /></a>A Agência Nacional de Energia Elétrica (ANEEL) aprovou, em 2012, regras destinadas a reduzir as barreiras para instalação de geração distribuída de pequeno porte, que incluem a microgeração, com até 100 KW de potência, e a minigeração, de 100 KW a 1 MW. Porém, os custos e a falta de conhecimento sobre o novo sistema ainda são barreiras para quem deseja possuir em sua residência ou empresa algum tipo de geração de energia renovável.</p>
<p>Nesta segunda-feira (13), foi apresentada uma ferramenta que pode ser considerada mais um passo para facilitar a popularização da microgeração, nesse caso fotovoltaica, no Brasil.</p>
<p>O Fundo Solar, resultado da parceria entre o Instituto para o Desenvolvimento de Energias Alternativas para a América (IDEAL) e o Grüner Strom Label (Selo de Eletricidade Verde da Alemanha &#8211; GSL), tem como objetivo fornecer recursos para quem instale sistemas fotovoltaicos de até 5kW, o suficiente para atender a demanda de pequenas empresas.</p>
<p>“O potencial solar brasileiro é muito melhor do que o alemão, ainda assim a energia fotovoltaica ainda não se consolidou por aqui. Somos uma instituição criada para ajudar na mitigação das mudanças climáticas através da redução das emissões do setor de energia, assim é do nosso interesse estimular fontes renováveis onde quer que seja”, afirmou Antje Fehr, gerente de projetos e clientes do GSL.</p>
<p>Os recursos do fundo, nesse primeiro momento de R$ 65 mil, são provenientes da ASEW, uma associação de empresas públicas que atuam na área de eficiência energética e energias renováveis, e que oferecem produtos com o selo GSL.</p>
<p>“Temos que esperar os resultados iniciais, mas a ideia é sempre recapitalizar o fundo com mais recursos. Os custos altos e a falta de conhecimento são barreiras para a microgeração no Brasil, queremos melhorar essa situação”, explicou o coordenador do fundo, Peter Krenz, da Agência de Cooperação da Alemanha (GIZ).</p>
<p>Inicialmente, qualquer proprietário de uma edificação no Brasil poderá contar com o Fundo Solar, sendo que a ajuda financeira irá variar conforme a localização, o custo do projeto e a tarifa elétrica.</p>
<p>Entre os critérios para a elegibilidade estão a necessidade de o sistema fotovoltaico estar conectado à rede e participar no sistema de compensação de energia elétrica, e o uso de mão de obra de empresas capazes de provar a sua experiência ou qualificação.</p>
<p>“Estamos contentes com essa parceria e esperamos obter bons resultados. Na Alemanha, há 15 anos, dizia-se que era impossível termos uma matriz com mais de 5% de renovável, hoje são 20%. O Brasil pode, ainda com mais facilidade, tornar sua matriz mais limpa do que já é”, declarou Fehr.</p>
<p>O Fundo Solar faz parte do Ano da Alemanha no Brasil, que tem como lema “Quando ideias se encontram”. A intenção é que novas iniciativas econômicas, científicas e sociais sejam realizadas com o apoio dos dois países.</p>
<p><strong>BNDES</strong></p>
<p>O Fundo Solar foi apresentado durante o seminário Energia+Limpa, realizado na Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC). Entre os palestrantes que abordaram justamente a questão do financiamento de projetos esteve Cláudia Noel, gerente do departamento de energias renováveis do BNDES.</p>
<p>“Possuímos os recursos do Fundo Clima para ajudar novos empreendimentos em energia limpa. O problema é que só podemos auxiliar empresas, não trabalhamos com pessoas físicas. É uma limitação que estamos estudando como ultrapassar”, disse Cláudia.</p>
<p>Outro problema apontado por ela é a falta de fornecedores brasileiros.</p>
<p>“Temos apenas um fornecedor no setor solar cadastrado e somente aprovamos projetos que utilizem seus serviços. Estamos abertos a incluir mais, é claro, mas até agora nenhuma empresa da área nos procurou”, disse.</p>
<p>“Vale lembrar que o BNDES visa sempre a geração de empregos, então não aceitamos financiar projetos que importem seus equipamentos. É preciso popularizar a manufatura nacional para que possamos ajudar mais empresas interessadas na geração limpa de energia”, concluiu Cláudia.</p>
<p>Saiba mais sobre o <span style="text-decoration: underline; color: #0000ff;"><strong><a href="http://www.bndes.gov.br/SiteBNDES/bndes/bndes_pt/Areas_de_Atuacao/Meio_Ambiente/fundo_clima.html" target="_blank">Fundo Clima no BNDES</a></strong></span></p>
<p><a href="http://www.americadosol.org/fundosolar/" target="_blank"></a><span style="text-decoration: underline; color: #0000ff;"><strong><a href="http://www.americadosol.org/fundosolar/" target="_blank">Veja mais informações sobre o Fundo Solar</a></strong></span></p>
<p>Conheça também o<span style="text-decoration: underline; color: #0000ff;"><strong><a href="http://www.americadosol.org/simulador/" target="_blank"> Simulador Solar</a></strong></span> e o Guia de Microgeradores Fotovoltaicos – <span style="text-decoration: underline; color: #0000ff;"><strong><a href="http://www.americadosol.org/guiaFV/" target="_blank">Como faço para ter eletricidade solar na minha casa?</a></strong></span></p>
<p><span style="font-size: x-small;"><strong>(Instituto CarbonoBrasil)</strong></span></p>
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		<title>Você é o trânsito</title>
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		<pubDate>Tue, 14 May 2013 18:29:18 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Henrique Andrade Camargo</dc:creator>
				<category><![CDATA[Blog do Julio]]></category>
		<category><![CDATA[automóveis]]></category>
		<category><![CDATA[mobilidade urbana]]></category>
		<category><![CDATA[Sociedade]]></category>

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		<description><![CDATA[Nas médias e grandes cidades se perde muito tempo com os deslocamentos, é muito carro para pouco espaço. Pô, e o pior é que rola o maior estresse com esse negócio de ficar preso no engarrafamento [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><iframe width="580" height="326" src="http://www.youtube.com/embed/hgQNC6wydEs" frameborder="0" allowfullscreen></iframe></p>
<p>Salve moçada!  Na semana passada compartilharam no meu facebook um vídeo super bacana que fala sobre os problemas do trânsito. Nas médias e grandes cidades se perde muito tempo com os deslocamentos, é muito carro para pouco espaço. Pô, e o pior é que rola o maior estresse com esse negócio de ficar preso no engarrafamento. É buzina que não acaba mais. Mas não adianta nada buzinar, não resolveremos essa lentidão no grito kkk</p>
<p>Por outro lado, ações como optar pela bicicleta, pelo transporte coletivo ou ainda ir a pé podem ajudar muito a melhorar o trânsito. Além disso ainda faz bem para a saúde, para o bom humor, para o bolso e para o meio ambiente, pois exercitamos o corpo e reduzimos o consumo de combustível. Eu Não Sou o Trânsito é um vídeo que demonstra que pequenas atitudes com essas fazem muito a diferença. Vejam que legal!</p>
<p>Xô preguiça! Vamos gastar mais sola de sapato, andar de buzão e pedalar.</p>
<p>(Blog do Julio/ Mercado Ético)</p>
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		<title>O biopoder e os mercados financeiros</title>
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		<pubDate>Tue, 14 May 2013 18:24:46 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Henrique Andrade Camargo</dc:creator>
				<category><![CDATA[Economia]]></category>
		<category><![CDATA[Notí­cias]]></category>
		<category><![CDATA[Andrea Fumagalli]]></category>
		<category><![CDATA[crise financeira]]></category>

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		<description><![CDATA[Na visão do economista italiano, estamos diante de uma instabilidade generalizada, estrutural e existencial, que vai além da condição de trabalho para abranger toda a vida: a instabilidade da vida. Confira a entrevista]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><span style="font-size: x-small;"><strong><span style="line-height: 19px;">Graziela Wolfart, do IHU On-Line</span></strong></span></p>
<p>“A crise financeira decorre da incapacidade de estabelecer uma governança financeira estável, apesar de, ao mesmo tempo, ter confirmado a primazia das finanças sobre a política”, constata o doutor em Economia Política Andrea Fumagalli.</p>
<p>Na visão do economista italiano Andrea Fumagalli, estamos diante de uma instabilidade generalizada, estrutural e existencial, que vai além da condição de trabalho para abranger toda a vida: a instabilidade da vida. Para ele, o impacto da crise financeira acelerou este processo. “O trabalho estável tornou-se cada vez mais instável e muitas vezes os trabalhadores ficaram desempregados. Nos países onde esse processo foi silenciado pela existência de amortizadores sociais universais, houve um estreitamento das políticas de acesso. Nos países onde os amortizadores sociais são muito parciais e não existe renda mínima, houve um aumento alarmante da pobreza”. Na entrevista que concedeu por e-mail à IHU On-Line, dando continuidade aos debates levantados na edição número 416 da revista (A organização do mundo do trabalho e a modelagem de novas subjetividades, Fumagalli defende que “o impacto das novas tecnologias criou novas formas de hierarquia e controle, especialmente entre o conhecimento tácito e codificado. Através da individualização posterior da relação de emprego e a disseminação do trabalho por tempo determinado, o sistema das grandes empresas aumentou o grau de expropriação social da cooperação social, que é a base das economias de aprendizado e de rede”.</p>
<p>Doutor em Economia Política, Andrea Fumagalli (foto) é professor no Departamento de Economia Política e Método Quantitativo da Faculdade de Economia e Comércio da Università di Pavia, Itália. Dentre seus vários livros publicados, citamos: Il lavoro. Nuovo e vecchio sfruttamento (Milão: Punto Rosso, 2006) e Crisi dell’economia globale. Mercati finanziari, lotte sociali e nuovi scenari politici (Verona: Ombre corte, 2009).</p>
<p>Confira a entrevista.</p>
<p><strong>IHU On-Line –</strong><em> Como definir o mundo do trabalho diante da crise na Europa? O que mudou em relação a ele depois da crise nessa região?</em></p>
<p><strong>Andrea Fumagalli</strong> – No contexto europeu, antes da crise econômica, o mercado de trabalho se caracterizava por uma crescente desregulamentação que havia favorecido um aumento no emprego por tempo determinado.</p>
<p>Na Alemanha, as reformas do ministro social-democrata Hartz favoreceram o surgimento de um mercado de trabalho dual, com um efeito de substituição do emprego estável pelo emprego por tempo determinado.</p>
<p>Na Itália, várias intervenções legislativas (a última foi a reforma Fornero, de 2012) institucionalizaram o contrato por tempo determinado como regra geral.</p>
<p>Na Espanha, a recente “reforma laboral” aumentou a flexibilidade dos contratos por tempo determinado.</p>
<p>Estes são apenas alguns exemplos.</p>
<p>De fato, o trabalho por tempo determinado tornou-se a condição de trabalho dominante. Estamos diante de uma instabilidade generalizada, estrutural e existencial (que vai além da condição de trabalho para abranger toda a vida: a instabilidade da vida). O impacto da crise acelerou este processo. O trabalho estável tornou-se cada vez mais instável e muitas vezes os trabalhadores ficaram desempregados. Nos países onde esse processo foi silenciado pela existência de amortizadores sociais universais, houve um estreitamento das políticas de acesso. Nos países onde os amortizadores sociais são muito parciais e não existe renda mínima, houve um aumento alarmante da pobreza.</p>
<p><strong>IHU On-Line –</strong><em> Que reformas devem ser pensadas no mercado de trabalho europeu a partir da crise?</em></p>
<p><strong>Andrea Fumagalli –</strong> Foi na década de 1980 (após a derrota das lutas operárias e sociais dos anos 1970, que contribuiu para o processo de modernização da Itália e da Europa) e, especialmente, a partir dos anos 1990 o momento em que se coloca à prova uma nova governança econômica, a qual irá se manifestar concretamente nas décadas por vir: uma política econômica que podemos definir em “dois tempos”.</p>
<p>Um primeiro tempo que visa melhorar a competitividade do sistema econômico no processo de globalização como a única condição para o crescimento que, em um segundo tempo, deveria ter – nas melhores intenções reformistas – gerado os recursos para melhorar a distribuição social da renda e, portanto, o nível de demanda. As medidas para criar competitividade no contexto da cultura econômica dominante concerniam duas diretrizes: o desmantelamento do estado social e sua financeirização privada (primeiro para os pensionistas, e depois gradualmente afetando a educação e hoje a saúde) e a flexibilização do mercado de trabalho, a fim de reduzir os custos de produção e aumentar os lucros necessárias para incentivar eventuais investimentos.</p>
<p>Na Itália, os resultados foram decepcionantes: longe de incentivar a modernização do sistema de produção, esta política tem gerado insegurança, estagnação econômica, erosão gradual da renda do trabalho, especialmente após os acordos de 1992-1993 e, em seguida, o declínio da produtividade.</p>
<p>O segundo tempo nunca começou e sabemos que, sic rebus stantibus, nunca terá início. O resultado foi uma redistribuição massiva de rendimentos do trabalho para a renda e lucro, com aumento da desigualdade social e um empobrecimento progressivo dos mais pobres. A crise de hoje não começou em 2008; começou, isto sim, no início dos anos 1990.</p>
<p><strong>IHU On-Line –</strong><em> Quais os principais impactos que a revolução tecnológica provoca no mundo do trabalho? O que muda em relação aos valores dos empregados e empregadores?</em></p>
<p><strong>Andrea Fumagalli –</strong> A partir dos anos 1990 em diante, de fato houve uma revolução copernicana nos processos de valorização capitalista, que viu a produção imaterial-cognitiva ganhar cada vez mais relevância em detrimento da material-industrial.</p>
<p>Hoje, os setores com maior valor agregado são os do setor terciário avançado e as fontes de produtividade que, cada vez mais, residem na exploração das economias de aprendizado e de rede, exatamente aquelas que exigem continuidade do emprego, garantia de renda e investimento em tecnologia: em outras palavras, uma flexibilidade de trabalho que pode ser produtiva somente se houver segurança econômica (continuidade da renda) e livre acesso aos bens comuns imateriais (conhecimento, mobilidade, sociabilidade).</p>
<p>O desenvolvimento do ICT favoreceu o surgimento de uma divisão do trabalho, a cognitiva, alinhada a esta e, às vezes, foi substituída na divisão técnica do trabalho, relembrando Smith. Com base nisso, o impacto das novas tecnologias criou novas formas de hierarquia e controle, especialmente entre o conhecimento tácito e codificado. Através da individualização posterior da relação de emprego e a disseminação do trabalho por tempo determinado, o sistema das grandes empresas aumentou o grau de expropriação social da cooperação social, que é a base das economias de aprendizado e de rede.</p>
<p>A importância dos direitos de propriedade intelectual consolidou esta tendência, apesar de criar novas contradições: em particular, entre a necessidade de uma difusão livre do saber para melhor explorar as economias de aprendizado e de rede, cercando o saber como fonte de lucro e renda.</p>
<p><strong>IHU On-Line –</strong><em> Em que medida a crise financeira deixa evidente a relação existente entre a categoria econômica e a categoria política? Como isso afeta o mundo do trabalho?</em></p>
<p><strong>Andrea Fumagalli –</strong> A crise financeira decorre da incapacidade de estabelecer uma governança financeira estável, apesar de, ao mesmo tempo, ter confirmado a primazia das finanças sobre a política. Graças à emergência de cumprir os diktat impostos pela especulação financeira e mediados pelas autoridades monetárias (Banco Central, FMI), tendo um papel cada vez mais subordinado à lógica financeira (exceto a autonomia apregoada pelos bancos centrais!), foram impostas, especialmente na Europa, as políticas de austeridade que têm afetado fortemente o mundo do trabalho e a distribuição de renda. Os planos de estabilidade nacional na Europa, não por acaso em todos os países envolvidos (Portugal, Irlanda, Espanha, Grécia, Itália) – com base no orçamento equilibrado e privatização dos sistemas de bem-estar público –, são caracterizados por duas medidas comuns a todos: reforma do sistema de aposentadorias, a fim de aumentar a idade de aposentadoria (para permitir uma economia para os cofres do Estado e incentivar as pensões complementares privadas, geridas por instituições financeiras) e a reforma do mercado de trabalho, com o objetivo de torná-lo ainda mais flexível e por tempo determinado.</p>
<p><strong>IHU On-Line –</strong><em> De que maneira o estímulo ao lucro e à riqueza como marca do capitalismo impactam nas transformações recentes no mundo do trabalho?</em></p>
<p><strong>Andrea Fumagalli –</strong> No paradigma atual do biocapitalismo cognitivo, a riqueza se apresenta sobe a forma de renda, derivada de três fatores: a renda financeira, a renda territorial (gentrification) e a renda da propriedade intelectual. Estamos testemunhando a transformação da renda do lucro, quando este dá origem tanto à expropriação da cooperação social (general intellect) quanto à exploração do território. Este lucro não é simplesmente definido pela diferença entre receitas e custos, mas cada vez mais a partir da cotação financeira do capital social da empresa. São os mercados financeiros, na transição da stakeholder society à shareholder society, que definem o nível dos lucros. Ao mesmo tempo, a financeirização e a privatização dos benefícios da previdência social, da saúde e da educação provocam o aumento da participação da renda do trabalho para que sejam canalizadas de modo forçado nos mercados financeiros (fundos de pensão, seguros, etc.). São os mercados financeiros, a partir desta passagem da stakeholder society à shareholder que aumentam a dependência da renda do trabalho e a possibilidade de lucrar capital gains.</p>
<p><strong>IHU On-Line –</strong><em> Em que medida os mercados financeiros e o capitalismo cognitivo passam a ser uma forma de biopoder?</em></p>
<p><strong>Andrea Fumagalli –</strong> Isso depende do fato de que os mercados financeiros são, hoje, o coração pulsante do capitalismo cognitivo. Eles financiam a atividade de acumulação: a liquidez atraída para os mercados financeiros premia a reestruturação da produção que visa aproveitar o conhecimento e o controle de espaços externos à empresa. Em segundo lugar, na presença de mais-valias, os mercados financeiros desempenham no sistema econômico o mesmo papel que no contexto de Ford, que tinha o multiplicador de Keynes (ativado pelo deficit spending).</p>
<p>No entanto, ao contrário do multiplicador clássico de Keynes, isso leva a uma redistribuição de renda distorcida. Para que este multiplicador seja operante (&gt; 1) é necessário que a base financeira (ou seja, a extensão dos mercados financeiros) esteja constantemente em aumento e que as mais-valias amadurecidas tenham uma média superior à perda do salário médio (que, de 1975 em diante foi de cerca de 20%).</p>
<p>Por outro lado, a polarização da renda aumenta o risco de insolvência das dívidas que são a base do crescimento da mesma base financeira, diminuindo o salário médio. Aqui, então, temos a primeira contradição, cujos efeitos estão agora sob os nossos olhos.</p>
<p>Em terceiro lugar, os mercados financeiros, canalizando de forma forçada parte crescente das rendas do trabalho (liquidação e previdência, além de renda por meio do Estado social que se refletem nas instituições de tutela da saúde pública e educação), substituindo o Estado como seguradora social. Desse ponto de vista, eles representam a privatização da esfera reprodutiva da vida. É a partir dessas considerações que os mercados financeiros exercem o biopoder.</p>
<p><strong>IHU On-Line –</strong><em> Quais as consequências de um mundo do trabalho fragmentado, dividido e marcado pelo individualismo?</em></p>
<p><strong>Andrea Fumagalli –</strong> Se usássemos uma expressão sintética, poderíamos dizer que o trabalho, na sua forma material, é caracterizado hoje pelas diferenças de atributos. O conceito de desempenho no trabalho é baseado na unicidade de cada fonte de trabalho, não pode ser equiparada a uma forma tipológica, contratual, qualitativa ou dominante. Não se pode falar da diferença no singular, ou seja, de relação binária (homem/mulher, manual/intelectual, operário/empregado, etc.), mas sim de uma pluralidade de diferenças, ou de muitas: uma aglomeração aparentemente caótica de tipos de trabalho, unificada pelo desenvolvimento da relação de trabalho. São as diferenças que constituem a força-trabalho cognitiva da atual fase capitalista. E é a exploração dessas diferenças, e a sua declinação material, que determina as novas formas de relação capital/trabalho.</p>
<p>A partir deste ponto de vista as categorias tradicionais usadas para descrever o mercado de trabalho não são as mais adequadas. Adicione a isso a tendência de generalização da condição de trabalho por tempo determinado, conceitos como “trabalho”, “desemprego”, “população inativa” que perdem o seu significado e tomam outras formas. Quem hoje pode ser definido como inativo? Talvez aquele que está tão desanimado que não consegue procurar um emprego, apesar de ter necessidade, talvez dentro de uma estrutura de bem-estar baseados na família?</p>
<p><strong>O desempregado</strong></p>
<p>O que significa estar desempregado hoje? Talvez, procurando uma agência de empregos ou uma multinacional do tipo Manpower, e perguntar se existe alguma colocação e, em caso negativo, voltar para casa ou para o bar? Somente isto não basta (especialmente em tempos de grave recessão econômica). Estar desempregado, hoje, em um contexto de individualização das relações de trabalho e de prevalência de contratação individual, significa, acima de tudo, passar o tempo se preparando, enviar currículos, buscar contatos, etc.</p>
<p>O desempregado de hoje não é nada ocioso, especialmente se ele não dispõe de nenhum seguro, fato cada vez mais comum. Como resultado, hoje o desempregado desempenha uma atividade de trabalho, além de ser consumidor e um sujeito ativo no ciclo da valorização do lazer e do entretenimento. A diferença entre um empregado e um desempregado é que o primeiro é diretamente produtivo e é – de alguma forma – remunerado, enquanto o segundo é indiretamente produtivo sem ser remunerado.</p>
<p>No biocapitalismo cognitivo, o trabalho digital e relacional se alastrou mais e mais, até definir os principais modos de desempenho no trabalho. É menos importante a separação entre o homem e a máquina que regula, organiza e regulamenta o trabalho manual. No exato momento em que o cérebro e a vida se tornam parte do trabalho, incluindo a distinção entre tempo de vida e tempo de trabalho que perde o sentido e o individualismo contratual, como base da instabilidade jurídica do trabalho, isso transborda para a subjetividade dos mesmos indivíduos, afeta os seus comportamentos e se transforma em instabilidade existencial.</p>
<p>No biocapitalismo cognitivo, a insegurança no emprego é, em primeiro lugar, subjetiva, ou seja, existencial, quer dizer, generalizada. É uma condição subjetiva, uma vez que entra diretamente na percepção do indivíduo de forma diferenciada, dependendo das expectativas, do imaginário e do grau de conhecimento (cultura) possuídos. É uma condição existencial, pois é onipresente e está presente em todas as atividades dos indivíduos, não somente no âmbito estritamente profissional, e por que, após o desmantelamento gradual do welfare, a incerteza que gera não encontra nenhuma forma segura, distante do comportamento destes mesmos indivíduos. Finalmente, é condição generalizada, porque mesmo quem está em uma situação de trabalho estável e garantida está plenamente consciente de que tal situação poderia acabar a qualquer momento, como resultado de uma reestruturação ou transferência. A massa de trabalho é dessa forma direta ou psicologicamente instável.</p>
<p><strong>IHU On-Line – </strong><em>O senhor ainda defende a proposta de uma renda básica incondicionada como instrumento de recomposição social, considerando a crise no mundo do trabalho?</em></p>
<p><strong>Andrea Fumagalli –</strong> Absolutamente, especialmente em tempos de crise. A prevalência atual de economias de escala dinâmicas (aprendizagem e relacionamento) como fonte de produtividade e riqueza nos leva a crer que é prioritário pensar em um novo sistema de seguro social (neo-welfare ou commonfare) como um ponto de partida para reorganizar em um sentido progressista o mercado de trabalho.</p>
<p>Para fazer isso, devemos derrubar completamente a lógica dos dois tempos da atual política econômica.</p>
<p>O primeiro tempo deve consistir em medidas destinadas a garantir não só a estabilidade, mas também a estabilidade da renda do trabalho e segurança social, a fim de melhorar a capacidade de produção, aumentar a demanda, promover os processos de aprendizagem e rede para aumentar a produtividade, criando condições mais favoráveis para os investimentos (não precisa ser economista para entender que os investimentos são uma função da expectativa, mais sobre a demanda futura do que sobre o atual nível de lucros ou rendimentos auferidos). Com isso em mente, precisamos mais de secur-flexibility que de flex-security. Desse ponto de vista, hoje se torna cada vez mais indispensável a declinação da luta contra a insegurança na instabilidade, através do pedido de uma renda básica incondicional como um instrumento, primus inter pares, para pôr a nu as contradições da acumulação econômica.</p>
<p><strong>Renda básica</strong></p>
<p>No biocapitalismo cognitivo a renda básica é equivalente ao que representava a demanda por salários mais altos na era do capitalismo industrial de Ford. Mas, ao contrário do aumento dos salários, a introdução da renda básica teria um impacto limitado sobre os custos das empresas, uma vez que seria concedida pelas autoridades públicas locais, nacionais ou supranacionais. Em outras palavras, o financiamento da renda vai depender da existência da estrutura fiscal em vigor.</p>
<p>No biocapitalismo cognitivo, um novo pacto social poderia se basear na introdução de uma renda básica. É uma proposta aparentemente reformista, mas potencialmente subversiva, uma vez que reduz a ameaça da necessidade, levaria a processos de libertação do trabalho, estimulando alternativas na organização da produção.</p>
<p>Em outras palavras, a introdução de uma renda de base poderia ser uma ferramenta valiosa para conter e reduzir a armadilha do trabalho por tempo determinado.</p>
<p>No entanto, existe um risco de que a introdução de uma renda de base possa levar a uma redução dos salários. Por esta razão, tal medida deve ser acompanhada da introdução, na Itália, de uma lei que estabeleça o salário mínimo, ou que determine que uma hora de trabalho não possa valer menos do que um x valor, independentemente do trabalho realizado.</p>
<p>Além disso, devemos considerar que a garantia de renda diminui a ameaça individual, a dependência, o desamparo de trabalhadores e trabalhadoras em relação às empresas.</p>
<p>Exigir uma renda mínima é a premissa para que os trabalhadores temporários, os desempregados e trabalhadores com baixos salários possam desenvolver conflitos no local de trabalho. Hoje, a ameaça da demissão ou a não renovação do contrato, sem qualquer tipo de proteção, é muito forte. A renda, combinada com garantias contratuais dignas e um salário mínimo, tornaria todos menos suscetíveis às ameaças e, portanto, mais fortes. Permitiria a melhoria das suas condições de trabalho e das obrigações contratuais.</p>
<p><span style="font-size: x-small;"><strong>(IHU On-Line)</strong></span></p>
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		<title>O automóvel depois do carrocentrismo</title>
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		<pubDate>Tue, 14 May 2013 18:19:48 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Henrique Andrade Camargo</dc:creator>
				<category><![CDATA[Notí­cias]]></category>
		<category><![CDATA[Sociedade]]></category>
		<category><![CDATA[automável]]></category>
		<category><![CDATA[cidades]]></category>
		<category><![CDATA[mobilidade urbana]]></category>
		<category><![CDATA[Ricardo Abramovay]]></category>

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		<description><![CDATA["Abandonando as formas arcaicas de fazer negócios, a indústria automobilística depara-se com o extraordinário potencial de transformação para colocar seus produtos a serviço da vida social"]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><span style="font-size: x-small;"><strong>Ricardo Abramovay*</strong></span></p>
<p><span style="font-size: 13px; line-height: 19px;"><a href="http://mercadoetico.terra.com.br/website/wp-content/uploads/2013/05/transito_nó_250.jpg"><img class="alignleft size-full wp-image-72436" src="http://mercadoetico.terra.com.br/website/wp-content/uploads/2013/05/transito_nó_250.jpg" alt="" width="250" height="168" /></a>É possível recuperar o papel revolucionário que teve o automóvel individual no desenho das cidades, na mobilidade das pessoas e na própria cultura das sociedades contemporâneas? Que os carros particulares tenham perdido este papel já é hoje lugar-comum: ineficientes sob o ângulo energético, vetores do estrangulamento na circulação, responsáveis por desenhos urbanos desumanizados, é cada vez menos óbvia a associação entre esses veículos e a liberdade à qual estiveram ligados até meados do século XX.</span></p>
<p>Optar por essa forma de deslocamento, hoje, envolve um risco crescente de ver-se preso a uma caixa fechada que favorece a emergência do que cada um de nós tem de pior e que Nilton Bonder chama de autoviolência. Além disso, os custos sociais (evidentemente, não pagos) do automóvel individual são exorbitantes: a Technische Universitat, de Dresden, estima-os em nada menos que 373 bilhões de euros anuais, só na União Europeia.</p>
<p>Será possível então que o automóvel, síntese de algumas das mais importantes inovações do século XX, volte a ter um papel fundamental na emergência de cidades sustentáveis e deixe de ser o emblema da paralisia e do desperdício material e energético a que hoje se vincula?</p>
<p>A KPMG e a Roland Berger, duas das mais importantes consultorias globais, mobilizaram suas equipes para ouvir dirigentes da indústria automobilística no mundo todo a respeito desse tema. O resultado é fascinante e mostra uma indústria com um extraordinário potencial de transformação para colocar  seus produtos a serviço da vida social que,  ao mesmo tempo, está diante de obstáculos cruciais, que a fazem persistir em formas arcaicas de fazer negócios.</p>
<p>A primeira transformação que já está  em curso foi batizada pela KPMG de “carro conectado”. As mídias digitais serão decisivas não só no funcionamento da própria máquina, mas, sobretudo, na sua ligação com as cidades, pela possibilidade de indicar onde  há congestionamentos e quais os melhores horários e trajetos para evitá-los. Na segurança dos veículos e no monitoramento dos próprios motoristas, as tecnologias da informação vão desempenhar papel cada vez mais importante. A eficiência dos motores a combustão interna pode aumentar muito em razão do uso dessas tecnologias. Novos materiais (como fibras de carbono) tornarão os carros mais leves e mais econômicos.</p>
<p>Mas há uma segunda dimensão revolucionária do carro conectado: ela já permite que a economia da partilha ocupe lugar central no uso do automóvel. O estudo da KPMG prevê que em 2026 a partilha será, por exemplo, a opção preferida de um quarto dos brasileiros que usam transporte individual, por meio de sistemas de aluguel baseados em dispositivos móveis, como os que hoje já começam a existir em várias cidades do mundo.</p>
<p>A terceira transformação, mostra a Roland Berger, é que o próprio modelo de negócio das grandes montadoras globais está ultrapassado. Companhias não automobilísticas talvez estejam mais aptas a levar adiante projetos inovadores neste setor. Empresas automobilísticas são mais rígidas e hierarquizadas e mudam com maior dificuldade que as de tecnologia da informação. O atual modelo do negócio automobilístico continua norteado pela oferta: o traço fundamental deste push model consiste em investir cada vez mais em novas fábricas, na expectativa de vender mais e mais carros.</p>
<p>O problema é que, segundo os  dois estudos, o horizonte de ampliação permanente na produção e venda de automóveis individuais choca-se contra um mercado em estado de saturação. Segundo a Roland Berger, o mundo tem capacidade para produzir 90 milhões de veículos e a demanda é de apenas 69 milhões. Os dados da KPMG são basicamente os mesmos. Ao mesmo tempo, os dois estudos revelam que, no mundo todo, o carro deixa de ser a grande aspiração de consumo das jovens gerações. E, no entanto, os investimentos para  ampliar a oferta, sobretudo nos países em desenvolvimento, não cessam de expandir.</p>
<p>Não se trata de preconizar uma sociedade sem carros. Trata-se, sim, de constatar  que os avanços recentes na conectividade e na eficiência material e energética dos automóveis só ganharão sentido se estiverem a serviço de cidades organizadas em função das pessoas. E, para isso, a indústria precisa aprender a oferecer serviços de mobilidade, e não cada vez mais carros.</p>
<p><strong>* Ricardo Abramovay é professor titular da FEA e do IRI-USP, pesquisador do CNPq e da Fapesp, e autor deMuito Além da Economia Verde, lançado na Rio+20 pela Editora Planeta Sustentável.</strong></p>
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		<title>Relatório do Pnuma destaca práticas sustentáveis de empresas brasileiras</title>
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		<pubDate>Tue, 14 May 2013 17:30:30 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Henrique Andrade Camargo</dc:creator>
				<category><![CDATA[Negócios sustentáveis]]></category>
		<category><![CDATA[Notí­cias]]></category>
		<category><![CDATA[Salas Temáticas]]></category>
		<category><![CDATA[economia verde]]></category>
		<category><![CDATA[meio ambiente]]></category>
		<category><![CDATA[PNUMA]]></category>

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		<description><![CDATA[Documento destaca iniciativas sustentáveis na indústria e comércio brasileiros]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><span style="font-size: x-small;"><strong><span style="line-height: 19px;">EcoD</span></strong></span></p>
<p><span style="font-size: 13px; line-height: 19px;">Abordar as oportunidades que as políticas de economia verde geram para o comércio sustentável e os incentivos que o comércio internacional podem criar para promover uma economia mais ambientalmente correta. Esse é o principal objetivo do relatório <span style="text-decoration: underline; color: #0000ff;"><strong><a href="http://www.unep.org/newscentre/Default.aspx?DocumentID=2716&amp;ArticleID=9494&amp;l=en" target="_blank">Economia Verde e Comércio — Tendências, Desafios e Oportunidades</a></strong></span>, lançado na primeira semana de maio pelo Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente (Pnuma).</span></p>
<p>O documento, que destaca iniciativas sustentáveis na indústria e comércio brasileiros, também analisa seis setores econômicos: agricultura, pesca, florestas, indústria, energia renovável e turismo.</p>
<p>O estudo ressalta a empresa brasileira de cosméticos Natura, que adotou o uso sustentável da biodiversidade como referência para inovação. O relatório lembra que a companhia desenvolveu alternativas vegetais para as matérias-primas petroquímicas, que permitiram reduzir o uso de carbono e criar uma nova linha de produtos baseados no uso sustentável da biodiversidade.</p>
<p><strong>Madeira legal</strong></p>
<p>Em 2010, relata o estudo, a empresa madeireira Rondobel, que atua no estado do Pará, se tornou a primeira companhia da América Latina a atender os princípios da organização não governamental (ONG) Rainforest Alliance, em prol da Verificação da Origem Legal (VLO), que examina se a fonte da <span style="text-decoration: underline; color: #0000ff;"><strong><a href="http://www.ecodesenvolvimento.org/dicas-e-guias/dicas/2012/janeiro/compre-madeira-de-origem-legal?tema=responsabilidade-ambiental" target="_blank">madeira é legal</a></strong></span>.</p>
<p>Em 2011, as economias em desenvolvimento representaram 35% do investimento mundial em energia limpa, sendo que os investimentos no Brasil, China e Índia, responderam por quase 60 bilhões de dólares.<br />
Em dezembro de 2011 a empresa foi auditada pela ONG Instituto de Manejo e Certificação Florestal e Agrícola (Imaflora) com base nos princípios da ONG Conselho de Manejo Florestal (FSC). Em junho de 2012, a companhia recebeu um certificado da FSC por suas atividades na floresta e na serraria.</p>
<p>Segundo o relatório, o certificado e o comprometimento da Rondobel com a sustentabilidade e a excelência ambiental abriram novos mercados para a companhia, pois, além das vendas domésticas, a empresa agora comercializa produtos para os Estados Unidos, Europa e Panamá.</p>
<p><strong>Sustentabilidade na Amazônia</strong></p>
<p>O documento também cita o programa Bolsa Amazônia, atualmente em operação na Bolívia, Brasil, Colômbia, Equador e Venezuela. A iniciativa busca a comercialização sustentável de produtos amazônicos, envolvendo comunidades rurais e as capacitando com informação.</p>
<p>De acordo com o estudo, os países em desenvolvimento com abundantes recursos renováveis estão em boa posição para capitalizar as oportunidades oferecidas por produtos “verdes” e podem assim aumentar sua participação no mercado internacional de bens e serviços sustentáveis.</p>
<p>Em 2011, as economias em desenvolvimento representaram 35% do investimento mundial em energia limpa, sendo que os investimentos no Brasil, China e Índia, responderam por quase 60 bilhões de dólares, ou 90% dos investimentos dos países em desenvolvimento.</p>
<p><a href="http://www.unep.org/greeneconomy/Portals/88/GETReport/pdf/FullReport.pdf" target="_blank"></a><span style="text-decoration: underline; color: #0000ff;"><strong><a href="http://www.unep.org/greeneconomy/Portals/88/GETReport/pdf/FullReport.pdf" target="_blank">Para ler o relatório em inglês, clique aqui.</a></strong></span></p>
<p><span style="font-size: x-small;"><strong>(EcoD)</strong></span></p>
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		<title>Percepção errada de moda sustentável prejudica setor</title>
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		<pubDate>Tue, 14 May 2013 17:22:44 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Henrique Andrade Camargo</dc:creator>
				<category><![CDATA[Moda & Beleza]]></category>
		<category><![CDATA[Notí­cias]]></category>
		<category><![CDATA[Salas Temáticas]]></category>
		<category><![CDATA[consumo consciente]]></category>
		<category><![CDATA[Lynda Grose]]></category>
		<category><![CDATA[moda]]></category>
		<category><![CDATA[moda sustentável]]></category>

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		<description><![CDATA[Para Lynda Grose, uma das maiores especialistas no assunto do mundo, setor ainda é confundido com moda hippie]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><span style="font-size: x-small;"><strong>EcoD</strong></span></p>
<p>Quando o assunto é moda sustentável, tem quem afirme que é &#8220;coisa de <em>hippie</em>&#8220;, ou até mesmo uma opção cara e nada <em>fashion</em>. Segundo a estilista inglesa Lynda Grose, especialista no tema há mais de duas décadas, essa é a principal razão pela qual o conceito de sustentabilidade ainda não é tão forte no mundo da alta costura, já que muitas empresas evitam ter seus produtos associados à “moda <em>hippie</em>”.</p>
<p>Em entrevista a revista Época, Grose afirmou que mais desafiador que mudar a postura dessas empresas é fazer a população repensar seus hábitos de consumo. “Não adianta utilizar materiais orgânicos nas roupas, se os consumidores as jogam fora quando não precisam mais da peça”, observou.</p>
<p><span style="font-size: 13px; line-height: 19px;">Por meio de algumas dicas a estilista mostrou como o consumidor pode contribuir. “Existem outras questões que o consumidor pode ajudar a resolver, como o uso de água e energia para a lavagem das roupas. Em países quentes como o Brasil, é impossível pensar em não lavar as roupas logo após o uso, mas podemos diminuir o uso do ferro de passar com tecidos que não amassem. Também podemos tingir roupas manchadas, em vez de descartá-las. Existem diferentes formas de ser sustentável”, exemplificou.</span></p>
<p>Grose foi uma das profissionais da área responsáveis pela criação da primeira coleção de roupas ecologicamente corretas em uma grande marca nos Estados Unidos. Ela apontou o desperdício dos materiais pela indústria e o alto consumo da população, como os principais desafios da moda atual.</p>
<p>As marcas que produzem em alta escala precisam repensar sua forma de produção, pontuou Grose, que atualmente faz consultoria para um novo projeto da Levi’s, voltado para a utilização de algodão orgânico.</p>
<p><span style="font-size: x-small;"><strong>(EcoD)</strong></span></p>
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		</item>
		<item>
		<title>Greenpeace lança portal para monitorar ocorrências na exploração do pré-sal</title>
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		<pubDate>Tue, 14 May 2013 17:13:08 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Henrique Andrade Camargo</dc:creator>
				<category><![CDATA[energia]]></category>
		<category><![CDATA[Notí­cias]]></category>
		<category><![CDATA[energia suja]]></category>
		<category><![CDATA[greenpeace]]></category>
		<category><![CDATA[petróleo]]></category>
		<category><![CDATA[pré-sal]]></category>

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		<description><![CDATA[A organização mapeou 102 plataformas da região do pré-sal, divididas em dois grupos: as que têm mais de 30 anos de existência, e as que ainda não atingiram essa marca, e reuniu dados como estado atual, proprietário, operador e idade de cada uma, além do histórico de acidentes]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><span style="font-size: x-small;"><strong>EcoD</strong></span></p>
<p>Em janeiro de 2013, o relatório <em>Point of no Return</em> (Caminho sem Volta), lançado pelo <span style="text-decoration: underline; color: #0000ff;"><strong><a href="http://www.greenpeace.com/" target="_blank">Greenpeace Internacional</a></strong></span>, apontou que o projeto brasileiro de exploração do pré-sal, óleo descoberto nas camadas profundas do oceano, é a nona iniciativa mais suja do planeta. Para deixar a população informada sobre o assunto, a mesma ONG desenvolveu o portal Lataria, cujo foco é o monitoramento das ocorrências na exploração da substância e o estado atual das plataformas.</p>
<p>A organização mapeou 102 plataformas da região do pré-sal, divididas em dois grupos: as que têm mais de 30 anos de existência, e as que ainda não atingiram essa marca, e reuniu dados como estado atual, proprietário, operador e idade de cada uma, além do histórico de acidentes. É possível encontrar informações sobre os poços também.</p>
<p>As plataformas mais antigas representam maior probabilidade de vazamentos. Dos 102 acidentes registrados no Brasil desde o ano 2000 na exploração petrolífera <em>offshore</em> (estrutura fixa ou flutuante, instalada em solo marinho), 62% aconteceram nas plataformas mais velhas. O objetivo da iniciativa é divulgar informações como esta e romper com a &#8220;falta de transparência da indústria do petróleo&#8221;, afirma o portal.</p>
<p>O site, que foi lançado no dia 13 de maio pelo Greenpeace Brasil, disponibiliza ao internauta <span style="text-decoration: underline; color: #0000ff;"><strong><a href="http://www.greenpeace.com.br/lataria/receba-atualizacoes/" target="_blank">documentos para download</a></strong></span> sobre as informações das plataformas.</p>
<p><a href="http://www.greenpeace.org.br/lataria" target="_blank"> </a><span style="text-decoration: underline; color: #0000ff;"><strong><a href="http://www.greenpeace.org.br/lataria" target="_blank">- Conheça o portal Lataria -</a></strong></span></p>
<p><span style="color: #000000; font-size: x-small;"><strong>(EcoD)</strong></span></p>
]]></content:encoded>
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		</item>
		<item>
		<title>Beber água reciclada do esgoto pode ser realidade em Londres</title>
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		<pubDate>Tue, 14 May 2013 14:08:06 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Henrique Andrade Camargo</dc:creator>
				<category><![CDATA[meio ambiente]]></category>
		<category><![CDATA[Notí­cias]]></category>
		<category><![CDATA[Água]]></category>
		<category><![CDATA[Londres]]></category>
		<category><![CDATA[recursos hídricos]]></category>

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		<description><![CDATA[De acordo com a Thames Water, em 25 anos a necessidade de água potável na cidade deve aumentar cerca de 80%]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><span style="font-size: x-small;"><strong>EcoD</strong></span></p>
<p>Já imaginou tomar água do esgoto? Parece nojento, mas depois de passar pelo sistema de depuração adequado não apenas é possível, como já é uma realidade em algumas partes do mundo, como Cingapura e Estados Unidos. A próxima a adotar a ideia será Londres. A empresa<em> Thames Water</em>, que fornece água potável para a capital inglesa, acaba de lançar uma nova estratégia de longo prazo para reciclar o esgoto e fornecer água potável para toda a população, segundo o <em>The Guardian</em>.</p>
<p><span style="font-size: 13px; line-height: 19px;">O esgoto pode ser reciclado a partir de dois processos. Um deles é conhecido como osmose inversa. O líquido é forçado contra membranas muito finas que filtram o sal e outras substâncias, mas deixam as moléculas de água passar. Além disso, o material também sofre um processo de desinfecção com radiação ultravioleta para garantir a pureza da água reciclada. Ambos processos são caros, mas os especialistas afirmam que pode sair mais em conta do que importar água, uma realidade futura caso a água potável fique escassa.</span></p>
<p>Reutilizar águas residuais não é uma novidade quando se trata da utilização desta para irrigação, por exemplo. Mas quando se fala na utilização desse recurso para o consumo humano, os pesquisadores afirmam que ainda existe uma rejeição psicológica do consumidor, o que reduz a propagação desse processo.</p>
<p>Em Londres, não foi diferente. Como previsto, o plano não agradou a todos, no entanto, o processo foi a estratégia vista pela a empresa como uma solução para a crescente demanda de abastecimento humano. De acordo com a <em>Thames Water</em>, em 25 anos a necessidade de água potável deve aumentar cerca de 80%, o que preocupa a empresa.</p>
<p>Além da reciclagem de águas residuais, a <em>Thames Water</em> também planeja passar a próxima década consertando canos com vazamentos e incentivando as pessoas a obter os seus 160 litros diários. Tudo no intuito de evitar o máximo de desperdício e garantir a existência da água potável para as gerações futuras.</p>
<p><span style="font-size: x-small;"><strong>(EcoD)</strong></span></p>
]]></content:encoded>
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		</item>
		<item>
		<title>Rede social compartilha sobras de comida através da internet</title>
		<link>http://mercadoetico.terra.com.br/arquivo/rede-social-compartilha-sobras-de-comida-atraves-da-internet/</link>
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		<pubDate>Tue, 14 May 2013 14:05:03 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Henrique Andrade Camargo</dc:creator>
				<category><![CDATA[Negócios sustentáveis]]></category>
		<category><![CDATA[Notí­cias]]></category>
		<category><![CDATA[Salas Temáticas]]></category>
		<category><![CDATA[alimentação]]></category>
		<category><![CDATA[comida]]></category>
		<category><![CDATA[fome]]></category>
		<category><![CDATA[shareyourmeal]]></category>

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		<description><![CDATA[A plataforma foi criada para combater o desperdício de alimentos e propiciar a interação entre pessoas desconhecidas.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><a href="http://ciclovivo.com.br/noticia/rede-social-compartilha-sobras-de-comida-atraves-da-internet" target="_blank"></a><span style="font-size: x-small;"><strong><a href="http://ciclovivo.com.br/noticia/rede-social-compartilha-sobras-de-comida-atraves-da-internet" target="_blank">CicloVivo</a></strong></span></p>
<p>A plataforma virtual <span style="text-decoration: underline; color: #0000ff;"><strong><a href="http://www.shareyourmeal.net/" target="_blank">Shareyourmeal</a></strong></span> foi criada na Holanda para reduzir o desperdício de alimentos nas residências. O serviço na web permite que as pessoas comprem e vendam as sobras de refeições em boas condições a preços acessíveis, compartilhando a comida que seria jogada no lixo.</p>
<p>O sistema foi criado no ano passado, por um casal de Amsterdã, e já está presente em várias partes do mundo, inclusive em cidades brasileiras. A rede social conta com mais de 45 mil usuários, entre cozinheiros e compradores de comidas, que já compartilharam mais de 73 mil pratos.</p>
<p>A plataforma possui uma ferramenta de busca de refeições e alimentos, em que os usuários podem procurar os pratos disponíveis no sistema, informando os nomes e os ingredientes usados nas receitas, além da quantidade que será comprada.</p>
<p>Do outro lado do computador, os cozinheiros também precisam fornecer dados, incluindo os preços e os prazos de validade. Se o usuário encontrar os alimentos que procura, deve entrar em contato com o vendedor e buscar as refeições em um horário e local combinado. Caso os clientes cancelem a compra, as sobras de alimentos são oferecidas a outra pessoa que participa da rede.</p>
<p>De acordo com Marieke Hart, fundadora do Shareyourmeal, o serviço gratuito surgiu quando ela e seu marido sentiram um forte cheiro de comida na casa do vizinho. Segundo o casal, as refeições são um dos mais importantes meios com que as pessoas se conectam. Com informações do Catraca Livre.</p>
<p>(CicloVivo)</p>
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		<title>Operação Concutare põe em discussão o licenciamento ambiental</title>
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		<pubDate>Tue, 14 May 2013 13:30:07 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Henrique Andrade Camargo</dc:creator>
				<category><![CDATA[meio ambiente]]></category>
		<category><![CDATA[Notí­cias]]></category>
		<category><![CDATA[política]]></category>
		<category><![CDATA[Rio Grande do Sul]]></category>

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		<description><![CDATA[“Divulgou-se recentemente que, nos últimos 10 anos, 13 secretários de meio ambiente ocuparam a pasta no Rio Grande do Sul. Já vínhamos denunciando que estes cargos estavam sendo utilizados como prêmio consolação para políticos que não obtinham êxito nas eleições do estado, e eram neófitos em meio ambiente”]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><span style="font-size: x-small;"><strong>IHU On-Line</strong></span></p>
<p><span style="font-size: 13px; line-height: 19px;">“Divulgou-se recentemente que, nos últimos 10 anos, 13 secretários de meio ambiente ocuparam a pasta no Rio Grande do Sul. Já vínhamos denunciando que estes cargos estavam sendo utilizados como prêmio consolação para políticos que não obtinham êxito nas eleições do estado, e eram neófitos em meio ambiente”, aponta o biólogo.</span></p>
<p>Confira a entrevista.</p>
<p><span style="font-size: 13px; line-height: 19px;">“Crime de responsabilidade na gestão pública deveria ser averiguado em todos os níveis e punido exemplarmente. Fala-se em outras situações, em crimes de responsabilidade fiscal, mas os de responsabilidade socioambiental não receberam a jurisprudência devida”. A ponderação é de Paulo Brack, ao criticar a liminar da Justiça Federal que mandou soltar todos os presos envolvidos na Operação Concutare, da Polícia Federal, acusados de fraudes, corrupção e tráfico de influência em esquemas de licenciamento ambiental na Secretaria Estadual de Meio Ambiente do e na Secretaria Municipal de Meio Ambiente de Porto Alegre. “Foi um banho de água fria a decisão da juíza, que não acatou o pedido dos delegados que coordenam os trabalhos. Eles justificaram a manutenção da prisão para que não houvesse interferência nas investigações. Lamentavelmente, este tipo de malfeitor possui um conjunto de advogados bem pagos e preparados para esquivar seus clientes nestas horas. O mais triste é que se cria uma sensação de impunidade, bem típica do Brasil”, assinala na entrevista a seguir, concedida por e-mail. Para Brack, empresários e os governos “subjugam a área ambiental”, por isso os licenciamentos são vistos como “‘balcões de licenciamento’, incrementando-se uma estrutura meramente burocrática de ‘carimbo e assinatura’ para um processo que é muitas vezes complexo”.</span></p>
<p>O biólogo também critica a nomeação do novo secretário da Secretaria Estadual de Meio Ambiente – SEMA, Neio Lúcio Fraga Pereira, anunciado na manhã de ontem (13-05-2013) pelo governador Tarso Genro. “Pegou-nos em parte com surpresa. Inicialmente, o governador havia informado que daria tempo maior para esta nomeação acontecer, o que não ocorreu. Infelizmente, o aspecto político-partidário predominou de novo”.</p>
<p>Paulo Brack (foto abaixo) é mestre em Botânica pela Universidade Federal do Rio Grande do Sul e doutor em Ecologia e Recursos Naturais pela Universidade Federal de São Carlos. Desde 2006 faz parte da Comissão Técnica Nacional de Biossegurança – CTNBio e representa o Instituto Gaúcho de Estudos Ambientais – InGá, no Conselho Estadual do Meio Ambiente do RS – Consema/RS.</p>
<p>Confira a entrevista.</p>
<p><strong>IHU On-Line –</strong><em> O que é a Operação Concutare? Quando e por que a Polícia Federal a iniciou?</em></p>
<p><span style="font-size: 13px; line-height: 19px;"><strong>Paulo Brack</strong> – A Operação Concutare, da Polícia Federal – PF, que foi deflagrada no último dia 29 de abril, reuniu cerca de 150 policiais federais para desbaratar um esquema de delitos ambientais que vinha sendo investigado há cerca de 10 meses. Trata-se de crimes que envolvem fraudes, corrupção e tráfico de influência em esquemas de licenciamento ambiental na Secretaria Estadual de Meio Ambiente e na Secretaria Municipal de Meio Ambiente de Porto Alegre. Começou com 24 indiciados por delitos como crimes contra a administração pública e lavagem de dinheiro, entre outras acusações, resultando na prisão temporária de 18 pessoas, entre elas, os respectivos secretários de Meio Ambiente. É previsto o indiciamento de mais de 50 pessoas na PF. Denúncias crescentes de técnicos dos órgãos ambientais teriam ajudado a dar as pistas para desbaratar esta rede de contravenções.</span></p>
<p><strong>IHU On-Line –</strong><em> Quais são os órgãos estaduais e municipais envolvidos na Operação Concutare?</em></p>
<p><strong>Paulo Brack</strong> – Até agora, pelo fato de que o conteúdo desta operação está sob sigilo, o que se sabe é muito pouco. Mas na Secretaria do Meio Ambiente – SEMA ficaram evidentes alguns casos de corrupção na Fundação Estadual de Proteção Ambiental Luis Roessler – Fepam, corrupção já admitida por um dos técnicos que teria recebido propinas do setor da mineração. Sabe-se também de outros funcionários, um deles já indiciado no ano passado pelo Ministério Público Estadual, por participar de esquema de facilitação de licenças em megaempreendimentos de veraneio no Litoral Norte. Outros municípios estariam com irregularidades apontadas. Em Porto Alegre, dezenas de empreendimentos urbanísticos também apresentam irregularidades e, no mínimo, o crime de responsabilidade é evidente, sobre áreas naturais, principalmente na Zona Sul. Chegou-se a levantar a possibilidade de mais de 40 empreendimentos com irregularidades, incluindo os do Litoral.</p>
<p><strong>IHU On-Line –</strong><em> Quais são as principais irregularidades envolvendo a concessão de licenças no Rio Grande do Sul?</em></p>
<p><strong>Paulo Brack</strong> – O grupo seria formado por servidores públicos, consultores ambientais e empresários. Os investigados atuam na obtenção e na expedição de concessões ilegais de licenças ambientais e autorizações minerais junto aos órgãos de controle ambiental.</p>
<p>Sobre estes fatos já havia alguns indícios de irregularidades, por exemplo, quando denunciamos ao Ministério Público Estadual e Federal, por meio do InGá, a ONG da qual faço parte. Trata-se de alguns condomínios que destruíram florestas, banhados, arroios e dunas no Litoral, principalmente nos municípios de Capão da Canoa e Xangrilá, acelerando irreversivelmente a transformação da paisagem de áreas que estão nos mapas ambientais dos governos federal e estadual como prioritárias para a conservação.</p>
<p>No caso da mineração, a alguns quilômetros de Caçapava do Sul (BR 392), verificava-se a degradação da paisagem de morros e vales devido à mineração de calcário, onde enormes nuvens brancas se espalhavam pelos céus, comprometendo a saúde dos moradores e trabalhadores do setor. Parece que se confirmou o descontrole de uma atividade que deveria ser acompanhada de perto.  As questões ligadas à extração irregular de areia do rio Jacuí já haviam sido também levantadas.</p>
<p><strong>IHU On-Line –</strong><em> O que esta operação demonstra sobre a agenda ambiental na gestão pública?</em></p>
<p><strong>Paulo Brack</strong> – O que aconteceu é uma vergonha para nós gaúchos e para a maioria dos técnicos destes órgãos, que são pessoas honestas e empenhadas em seu trabalho. Mas a realidade não é só do município ou do estado. A agenda ambiental, no Brasil e neste mundo globalizado e “competitivo”, vem sendo ou abandonada ou estrangulada deliberadamente, apesar dos gestores – alguns, inclusive, presos nesta operação.</p>
<p>Divulgou-se recentemente que, nos últimos 10 anos, 13 secretários de Meio Ambiente ocuparam a pasta no estado. Já vínhamos denunciado que estes cargos estavam sendo utilizados como prêmio consolação para políticos que não obtinham êxito nas eleições do estado, e eram neófitos em meio ambiente. Mas com o jogo das cotas partidárias, logo obtinham sua nomeação. Isso ocorreu em nível estadual e em Porto Alegre. E é comum no Brasil.</p>
<p>O que se vê é o uso partidário e a indicação massiva dos chamados cargos em comissão sem o devido requisito técnico, não raro também nos segundo e terceiro escalões. Se adicionarmos os ingredientes da corrupção agora evidenciada e do enfraquecimento paulatino dos órgãos de meio ambiente, em termos de infraestrutura, pessoal, salário e trabalho dignos, sem falar nas pressões econômicas, o resultado é um enorme desastre.</p>
<p>A população pouco sabe, pois a grande mídia esconde, protegendo os corruptores que a financiam. Mas alguém vai ter que pagar por estes danos à natureza, ao serviço público e aos bens que pertencem a todos. Crime de responsabilidade na gestão pública deveria ser averiguado em todos os níveis e punido exemplarmente. Fala-se em outras situações, em crimes de responsabilidade fiscal, mas os de responsabilidade socioambiental não receberam a jurisprudência devida. E quanto ao direito à informação, continuamos sem ele.</p>
<p><strong>IHU On-Line –</strong><em> Após dez meses de investigação da Polícia Federal, que culminou na prisão de 18 pessoas, incluindo os secretários do Meio Ambiente do Estado e de Porto Alegre, a Justiça Federal decidiu soltar os presos da Operação Concutare. Quais os limites da Justiça brasileira diante dos danos ambientais? Como o senhor vê essa decisão?</em></p>
<p><strong>Paulo Brack</strong> – Foi um banho de água fria a decisão da juíza que não acatou o pedido dos delegados que coordenam os trabalhos. Eles justificaram a manutenção da prisão para que não houvesse interferência nas investigações. Lamentavelmente, este tipo de malfeitor possui um conjunto de advogados bem pagos e preparados para esquivar seus clientes nestas horas.</p>
<p>O mais triste é que se cria uma sensação de impunidade, bem típica do Brasil. Se não ocorrer outras decisões mais fortes, e com a ajuda do silêncio ou desvio dos fatos mais importantes por parte da grande mídia aqui do Sul, que colocou a culpa na “demora nas licenças”, a transgressão ambiental tende a se reorganizar e os danos serão mantidos sem a devida responsabilização. Tomara que eu esteja errado.</p>
<p><strong>IHU On-Line –</strong><em> As discussões em torno da Operação Concutare apontam para a necessidade de investigar os casos de corrupção e julgar os envolvidos. Contudo, como repor os danos ambientais causados por causa desses casos de corrupção e concessão de licenças indevidas?</em></p>
<p><strong>Paulo Brack</strong> – O licenciamento ambiental no Brasil está sob suspeição há muito tempo. Grandes empresas e governos subjugam a área ambiental, utilizando-se até de assédio moral. Ademais, jogou-se um peso muito grande e desproporcional no licenciamento, com os tais “balcões de licenciamento”, incrementando-se uma estrutura meramente burocrática de “carimbo e assinatura” para um processo que é muitas vezes complexo.</p>
<p>Os ambientes que são alvo de licenciamento têm histórias evolutivas de milhares ou milhões de anos, e o processo atual acaba ficando desconectado de outros itens como existência de áreas prioritárias para a conservação, espécies ameaçadas, gestão de áreas protegidas, monitoramento e gestão ambiental como um todo. O próprio governo promove esta pressa antiprecaução, por exemplo, com o Programa Minha Casa Minha Vida, que dá prazos exíguos, de um mês, para análise das licenças. É praticamente a falência da gestão ambiental em detrimento de um licenciamento supostamente ágil, que favorece os setores que têm mais peso político e econômico. Para resolver isso e punir os responsáveis pela transgressão ou corrupção, só com uma intervenção mais forte e duradoura, por parte de órgãos externos, destacando aqui o MPF e MPE, como sugere a carta dos ambientalistas da Apedema e Mogdema, do dia 30-04-2013.</p>
<p><strong>IHU On-Line –</strong><em> Como alterar essa lógica de corrupção dentro dos órgãos ambientais?</em></p>
<p><strong>Paulo Brack</strong> – Primeiro, o esquema de delitos deve ser desbaratado em seu todo. Em segundo lugar, as auditorias externas públicas deveriam ser realizadas com frequência e a população deveria exigir e cobrar, apelando até para o Ministério Público, para que os governantes encarem com a prioridade devida o órgão ambiental, cumprindo metas construídas com a sociedade. As licenças necessitam de mais transparência e detalhamento de informações nas páginas eletrônicas dos órgãos respectivos. Hoje isso é muito precário ou inexistente.</p>
<p>O fortalecimento dos órgãos também é importante e a indicação de pessoas teria que considerar como condição que estes tivessem formação e trajetória ilibada na área. Mas é bom ter em conta que o sistema econômico vigente é transgressor por natureza. A “liberdade de investimentos” e o “crescimento econômico” encobrem os interesses daqueles que são insaciáveis em sua ganância de acumulação infinita em seus negócios, jogando por terra os cuidados ambientais necessários.</p>
<p><strong>IHU On-Line –</strong><em> O governo gaúcho nomeou o médico Neio Lúcio Fraga Pereira, filiado ao PCdoB, como novo secretário estadual do Meio Ambiente. O que essa nomeação significa, considerando que ele não pertence à área ambiental?</em></p>
<p><strong>Paulo Brack</strong> – A nomeação do novo secretário da SEMA, anunciada pelo governador neste dia 13 de maio, pegou-nos em parte com surpresa. Inicialmente, o governador havia informado que daria tempo maior para esta nomeação acontecer, o que não ocorreu. Infelizmente, o aspecto político-partidário predominou de novo. Ademais, as primeiras declarações dadas pelo indicado a secretário – mais um neófito na área  ambiental – foram desastrosas. Criticou a ação da Polícia Federal e elogiou supostos projetos ambientais dos antecessores que, na prática, não existem na SEMA. Por outro lado, reconhecemos a possível indicação de Nilvo Silva para a Fepam correspondendo a um perfil técnico e experiência na área. Entretanto, esperamos também que o Departamento de Florestas e Áreas Protegidas – Defap, o órgão central  da SEMA, que cuida da biodiversidade, possa ter alguém preparado para a  área, e não um outro estranho que perdeu as eleições, rompendo assim com o velho aparelhamento partidário de cargos, como vem acontecendo nas Secretarias de Meio Ambiente.</p>
<p><span style="font-size: x-small;"><strong>(IHU On-Line)</strong></span></p>
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		<title>Jovens do mundo resolvem problemas de comunidade</title>
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		<pubDate>Tue, 14 May 2013 13:21:44 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Henrique Andrade Camargo</dc:creator>
				<category><![CDATA[Juventude e novas lideranças]]></category>
		<category><![CDATA[Notí­cias]]></category>
		<category><![CDATA[Salas Temáticas]]></category>

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		<description><![CDATA[Vinícius Bopprê, do Porvir Reunir um grande número de jovens em uma comunidade, exercitar os olhos para que eles identifiquem só as coisas boas que cada um dos moradores pode oferecer para, em poucos dias, construir algo que seja um sonho comum, como um parque, uma praça ou uma ponte. Mas nem tudo fica só [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><span style="font-size: x-small;"><strong>Vinícius Bopprê, do Porvir</strong></span></p>
<p><span style="font-size: 13px; line-height: 19px;">Reunir um grande número de jovens em uma comunidade, exercitar os olhos para que eles identifiquem só as coisas boas que cada um dos moradores pode oferecer para, em poucos dias, construir algo que seja um sonho comum, como um parque, uma praça ou uma ponte. Mas nem tudo fica só no concreto. O objetivo da parceria entre a <span style="text-decoration: underline; color: #0000ff;"><strong><a href="http://www.aiesec.org.br/" target="_blank">Aiesec</a></strong></span> – plataforma internacional que visa o desenvolvimento pessoal e profissional de jovens do mundo inteiro por meio de programas de liderança – e o <span style="text-decoration: underline; color: #0000ff;"><strong><a href="http://institutoelos.org/" target="_blank">Instituto Elos</a></strong></span> é fazer com que as comunidades reconheçam seu potencial e que esses jovens aprendam na prática a resolver problemas em conjunto.</span></p>
<p>“Nosso objetivo não é fazer doação, dar nada para ninguém. É construir esse senso de que a comunidade é capaz de realizar seus próprios sonhos”, explica Paulo Farine, membro do Instituto Elos. Para isso, os dois institutos se uniram com a ideia de fazer com que esses membros da Aiesec, realizem e se apropriem do Oasis – espécie de jogo criado pelo Instituto Elos, cuja metodologia é engajar pessoas para a construção colaborativa nas comunidades.</p>
<p style="text-align: center;"><img class="aligncenter" src="http://porvir.org/wp-content/uploads/2013/05/Jovens-AIESEC-Elos-Oasis-601x275.jpg" alt="" width="421" height="193" /></p>
<p><span style="font-size: 13px; line-height: 19px;">Para Farine, uma das maiores conquistas não está propriamente nas construções, mas sim no aprendizado construído durante esses dias e, principalmente, no fato de a comunidade tomar posse daquilo que construiu. “Ela sente que é dela, que não foi ninguém que fez. A identidade de todos está ali, eles desenharam e colocaram as próprias personalidades no projeto. Por isso, eles vão ter mais cuidado e vão ajudar na manutenção.”</span></p>
<p><iframe src="http://player.vimeo.com/video/63140124?color=c9ff23" width="400" height="300" frameborder="0" webkitAllowFullScreen mozallowfullscreen allowFullScreen></iframe></p>
<p>Para acontecer, a iniciativa tem até o dia 15 deste mês para <span style="text-decoration: underline;"><strong><a href="http://catarse.me/pt/oasis" target="_blank">arrecadar fundos no Catarse</a></strong></span>.  O dinheiro não vai ser usado para a construção de nada, mas sim para trazer 20 jovens da Aiesec para São Paulo, onde vão participar de um curso intensivo de capacitação para a realização jogo. Nesse curso, eles vão vivenciar o aprendizado em uma comunidade local, onde realizarão desde o primeiro contato até a construção final. Vencida essa etapa, eles vão voltar para suas cidades para recepcionar seu novo time de 10 jovens estrangeiros com a mesma missão: capacitá-los para que eles sejam líderes e repliquem o programa em seus países.</p>
<p>E como a meta dessa turma é botar a mão na massa, todos os grupos (de brasileiros e estrangeiros) vão passar pelas sete etapas práticas do Oasis, que são</p>
<p>1 – Etapa do olhar – Os participantes vão observar todos os potenciais da comunidade e suas belezas para identificar como cada um desses aspectos pode fazer a diferença.<br />
2 – Etapa do afeto &#8211;  Depois da observação, chega a hora de se aproximar das pessoas responsáveis pela criação daquilo que foi observado para criar um vínculo de amizade e confiança.<br />
3 – Etapa do sonho – Ouvir pessoas de todas as idades para entender qual o sonho que eles têm em comum.<br />
4 – Etapa do cuidado – Cuidar do sonho, entender quais são as estratégias para realizá-lo naquele momento (a vontade de fazer “já” é fundamental).<br />
5 – Etapa do milagre – Hora de botar a mão na massa e construir, o mais rápido possível, aquilo que foi planejado.<br />
6 – Etapa da celebração – Depois de tudo concluído, é hora de fazer festa e comemorar a realização (sempre de forma colaborativa, cada um oferece aquilo que tem).<br />
7 – Etapa da reevolução – Como a roda não pode parar, é hora de discutir e entender quais os próximos projetos que precisam ser executados.</p>
<p>Além de levar aos moradores essa percepção da capacidade que têm de realizar as coisas, independentemente de parcerias ou do poder público, a comunidade cria uma noção de empreendedorismo que muda suas posturas. “Eles não vão mais procurar parceiros pedindo ajuda, eles vão oferecer a oportunidade de outras pessoas se juntarem nesse novo empreendimento. A comunidade passa a ter a real noção do poder que tem”, diz Farine.</p>
<p><span style="font-size: x-small;"><strong>(Porvir)</strong></span></p>
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		<title>Projetos socioambientais ganham portal de financiamento coletivo</title>
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		<pubDate>Tue, 14 May 2013 12:06:39 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Henrique Andrade Camargo</dc:creator>
				<category><![CDATA[Notí­cias]]></category>
		<category><![CDATA[Sociedade]]></category>
		<category><![CDATA[Causa Coletiva]]></category>
		<category><![CDATA[crowdfunding]]></category>
		<category><![CDATA[financiamento coletivo]]></category>
		<category><![CDATA[projetos ambientais]]></category>
		<category><![CDATA[projetos sociais]]></category>

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		<description><![CDATA[Ferramenta tem o objetivo de divulgar e viabilizar iniciativas desse tipo]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><span style="font-size: x-small;"><strong>Mercado Ético*</strong></span></p>
<p><a href="http://mercadoetico.terra.com.br/website/wp-content/uploads/2013/05/causa_coletiva_250.png"><img class="alignleft size-full wp-image-72439" src="http://mercadoetico.terra.com.br/website/wp-content/uploads/2013/05/causa_coletiva_250.png" alt="" width="250" height="168" /></a>Como bem afirma Ricardo Abramovay, professor titular da FEA e do IRI-USP, “aumentar a eficiência e reduzir a desigualdade no uso dos recursos: esses são os objetivos estratégicos de uma nova economia que tenha a ética no centro da tomada de decisões e que se apoie em um metabolismo social capaz de garantir a reprodução saudável das sociedades humanas”.</p>
<p>Foi baseado nessa premissa que Fernando Beltrame, consultor em sustentabilidade, idealizou um portal de financiamento coletivo focado exclusivamente em projetos socioambientais. Trata-se do Causa Coletiva (<span style="text-decoration: underline; color: #0000ff;"><strong><a href="http://www.causacoletiva.com" target="_blank">www.causacoletiva.com</a></strong></span>), que será lançado hoje (14), às 19h, em um evento realizado no CEU (Centro de Educação Unificado) da favela Paraisópolis, na zona sul de São Paulo.</p>
<p>Beltrame diz que há uma grande oferta e, ao mesmo tempo, necessidade de se viabilizar projetos de cunho socioambientais no Brasil. Nesse sentido, o portal oferece um ambiente onde eles sejam divulgados e, ao mesmo tempo, possam captar recursos para viabilizar sua implementação. “Porém a relação entre o portal-projeto-financiador não será apenas transacional. O Causa Coletiva possibilitará a conexão entre esses atores, de modo que os projetos sejam fontes de inspiração para outros, que gerem conteúdo relevante de fácil acesso e entendimento, além de estimular uma participação ativa”, explica ele.</p>
<p><em>* Com informações do Causa Coletiva</em></p>
<p><span style="font-size: x-small;"><strong>(Mercado Ético)</strong></span></p>
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		<title>Somos todos netos de Keynes</title>
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		<pubDate>Mon, 13 May 2013 19:48:28 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Henrique Andrade Camargo</dc:creator>
				<category><![CDATA[Ética e trabalho]]></category>
		<category><![CDATA[Notí­cias]]></category>
		<category><![CDATA[Salas Temáticas]]></category>
		<category><![CDATA[ecologia]]></category>
		<category><![CDATA[Economia]]></category>
		<category><![CDATA[Flavia Pardini]]></category>
		<category><![CDATA[humanidade]]></category>
		<category><![CDATA[impactos socioambientais]]></category>
		<category><![CDATA[John Maynard Keynes]]></category>
		<category><![CDATA[meio ambiente]]></category>
		<category><![CDATA[trabalho]]></category>

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		<description><![CDATA["Por que faz sentido, tanto do ponto de vista ecológico quanto do econômico, trabalhar menos?"]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><span style="font-size: x-small;"><strong>Flavia Pardini*</strong></span></p>
<div class="img aligncenter size-full wp-image-72374" style="width:465px;">
	<a href="http://mercadoetico.terra.com.br/website/wp-content/uploads/2013/05/keynnes_465.jpg"><img src="http://mercadoetico.terra.com.br/website/wp-content/uploads/2013/05/keynnes_465.jpg" alt="" width="465" height="332" /></a>
	<div>Em um ensaio sobre “as oportunidades econômicas para nossos netos”, escrito em 1930, o economista John Maynard Keynes previu que em 100 anos a humanidade teria solucionado “o problema econômico”.</div>
</div>
<p>Entre as medidas para mitigar a mudança climática – todas de implementação complicada –, uma poderia resultar não só em benefícios ambientais, mas em uma revolução econômica, isso sem falar em um salto na qualidade de vida.</p>
<p>Em uma época em que todos estão, sempre, atarefados, soa até herético: trabalhar menos.</p>
<p>Se decidíssemos coletivamente cortar a quantidade de horas trabalhadas em cerca de 0,5% ao ano até o fim deste século, seria possível neutralizar até a metade dos efeitos da mudança climática – em termos de aquecimento – que ainda não estão determinados por emissões passadas.</p>
<p>O cálculo, publicado recentemente pelo economista David Rosnick, do <em>think tank</em> americano<span style="text-decoration: underline; color: #0000ff;"><strong><a href="http://goo.gl/cUW9U" target="_blank"> Center for Economic and Policy Research</a></strong></span>, é mais um resultado em uma série de estudos recentes que ilustram a associação entre horas trabalhadas e emissões de gases de efeito estufa (GEE).</p>
<p>Em um deles, realizado em 2010, <strong><span style="text-decoration: underline;"><span style="color: #0000ff;">p</span></span></strong><span style="text-decoration: underline; color: #0000ff;"><strong><a href="http://goo.gl/MVd1X" target="_blank">esquisadores analisaram</a></strong></span> dados sobre trabalho, tempo de lazer e consumo  de energia em residências suecas. Concluíram que uma redução de 1% no número de horas trabalhadas pelas famílias suecas resulta em uma queda média de 0,8% no uso de energia – e consequentemente nas emissões de GEE. Ao trabalhar menos, os suecos recebem menos renda e, portanto, consomem menos.</p>
<p>Embora os benefícios ambientais pareçam claros, diminuir a jornada de trabalho teria impactos econômicos tão profundos que pouco se ouve falar no assunto.</p>
<p><strong>O PROBLEMA ECONÔMICO</strong></p>
<p>Em um ensaio sobre “as oportunidades econômicas para nossos netos”, escrito em 1930, o economista<span style="text-decoration: underline; color: #0000ff;"><strong><a href="http://goo.gl/0bfnU" target="_blank"> John Maynard Keynes</a></strong></span> previu que em 100 anos a humanidade teria solucionado “o problema econômico”.</p>
<p>“Pela primeira vez desde sua criação, o homem enfrentará seu problema real e permanente – como usar sua liberdade das preocupações econômicas, como ocupar o lazer, que a ciência e a taxa de juros composta terão conquistado para ele, para viver bem, com sabedoria e de forma agradável”.</p>
<p>A meros 17 anos da data prevista por Keynes, ao contrário, encontramo-nos em uma “<span style="text-decoration: underline; color: #0000ff;"><strong><a href="http://goo.gl/7Dz4P" target="_blank">armadilha da produtividade</a></strong></span>”, na descrição dos economistas britânicos <span style="text-decoration: underline; color: #0000ff;"><strong><a href="http://www.pagina22.com.br/index.php/2011/12/amadurecendo-economias/" target="_blank">Peter Victor</a></strong></span> e <span style="text-decoration: underline; color: #0000ff;"><strong><a href="http://www.pagina22.com.br/index.php/2012/07/prospero-mundo-novo/">Tim Jackson</a></strong></span>.</p>
<p>A produtividade do trabalho, uma das medidas mais fundamentais de sucesso econômico, é definida pela relação entre a produção, dimensionada pelo PIB, e o tempo dedicado pelos trabalhadores para que tal produção seja realizada.</p>
<p>Mais produtividade significa mais produção com menos horas trabalhadas. A busca pelo lucro, a inovação, o desenvolvimento tecnológico e o acesso a recursos materiais baratos são alguns fatores por trás do aumento contínuo  da produtividade. O fato de que cada trabalhador é capaz de produzir mais a cada ano significa que menos trabalhadores são necessários no ano seguinte para produzir a mesma quantidade.</p>
<p>Enquanto a economia cresce – ou seja, produzimos mais –, não há problema. Mas, quando não há crescimento, o resultado é desemprego – vide as economias europeias em crise. Não é à toa que o mantra dos políticos para eleger-se – e manter o status quo – é mais crescimento e empregos.</p>
<p>Reduzir a jornada de trabalho é uma das medidas sugeridas por Victor e Jackson para sairmos da armadilha da produtividade. Se cada um trabalhar menos, haverá trabalho para mais gente. A outra é investir no que eles chamam de “economia cinderela”.</p>
<p>São atividades em que a produtividade do trabalho é baixa, assim como o potencial para que ela cresça. As sementes para tal economia, dizem os autores, existem em alguns empreendimentos sociais: projetos  de energia comunitários, mercados de agricultores, cooperativas de alimentos, oficinas de reparos, jardinagem, treinamento, centros comunitários de saúde e exercício físico, entre outros.</p>
<p>Ao adotar tais medidas e desarmar a armadilha da produtividade, estaríamos também revolucionando o modelo econômico de crescimento contínuo.</p>
<p>Desacelerar os motores da produtividade é a necessidade atual mais premente, diz o antropólogo e ativista americano <span style="text-decoration: underline; color: #0000ff;"><strong><a href="http://goo.gl/aOM3I" target="_blank">David Graeber</a></strong></span>. “Nossa reação instintiva a todas as crises é assumir que a solução é que todos trabalhem mais, mas claro que essa reação é justamente o problema.”</p>
<p>Os nós que nos atam – dívidas insustentáveis nas esferas nacional, corporativa e pessoal e a aguda crise ecológica – são, em última análise, a mesma coisa, argumenta Graeber. “O que é a dívida, no fim das contas, senão a promessa de produtividade futura?”</p>
<p>O aumento do endividamento significa que, coletivamente, prometemos uns aos outros produzir cada vez mais bens e serviços no futuro, alimentando as crises que podem afetar drasticamente a humanidade.</p>
<p>Não é suficiente atacar a questão do trabalho sem agir em outras frentes para redesenhar o sistema econômico claramente. Mas, se trabalhar menos é parte da solução, nós, indivíduos, só teríamos a ganhar.</p>
<p>Finalmente, como previu Keynes, poderíamos nos dedicar ao problema humano.</p>
<p><strong>*Flavia Pardini é jornalista e fundadora da Página 22</strong></p>
<p>(Página 22)</p>
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		<title>Rio de Janeiro receberá reunião da Clinton Global Iniciative em dezembro</title>
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		<pubDate>Mon, 13 May 2013 19:44:29 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Henrique Andrade Camargo</dc:creator>
				<category><![CDATA[meio ambiente]]></category>
		<category><![CDATA[Notí­cias]]></category>
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		<description><![CDATA[Entidade do ex-presidente dos EUA cria e discute soluções inovadoras para os principais problemas mundiais.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><span style="font-size: x-small;"><strong>Jéssica Lipinski, do Instituto CarbonoBrasil</strong></span></p>
<p>Em dezembro deste ano, o ex-presidente dos Estados Unidos Bill Clinton pretende realizar o primeiro encontro da<em> Clinton Global Iniciative</em> (CGI) América Latina no Rio de Janeiro. A CGI é uma ação da Fundação Clinton que cria e discute soluções inovadoras para os principais problemas mundiais.</p>
<p>A reunião, que deve acontecer entre 8 e 10 de dezembro, reunirá líderes regionais e globais de diversos setores da sociedade para destacar casos de sucesso e criar oportunidades para o desenvolvimento de contatos e a criação de alianças para combater os desafios socioambientais  da América Latina. Nos dois dias de painéis de discussão e sessões de trabalho interativas, os participantes irão focar-se no desenvolvimento de soluções eficazes.</p>
<p>O anúncio da vinda do evento para o Rio de Janeiro foi feito nesta segunda-feira (6) em Nova York, onde o prefeito da cidade, Eduardo Paes, se encontrou com Clinton e a ex-secretária de Estado dos EUA, Hillary Clinton.</p>
<p>“É o momento certo para destacar as soluções mais eficazes para as empresas pertencentes a mulheres, as populações vulneráveis, e a infraestrutura na América Latina, além de trabalhar para replicar os resultados positivos nas comunidades de Porto Príncipe ao Peru. Estou ansioso para o encontro de dezembro no Rio de Janeiro e para um novo capítulo importante para CGI”, colocou o ex-presidente norte-americano.</p>
<p>Como acontece em todas as edições do evento, devem ser estabelecidas metas e planos específicos e mensuráveis para enfrentar os desafios da região. Desde 2005, os membros da CGI assumem compromissos que vão do aumento na geração de energias renováveis ao desenvolvimento da força de trabalho para a saúde global.</p>
<p>“Em 2050, a América Latina será o continente mais urbanizado do mundo, segundo a Organização das Nações Unidas. Não temos tempo a perder e o Rio de Janeiro representa a essência desse desafio global. Receber a CGI é uma oportunidade real para governo, empresas e líderes da sociedade civil trabalharem juntos na busca por soluções”, concluiu Paes.</p>
<p><span style="font-size: x-small;"><strong>(Instituto CarbonoBrasil)</strong></span></p>
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		<title>2ª Mostra Ecofalante de Cinema Ambiental</title>
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		<pubDate>Mon, 13 May 2013 19:40:04 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Henrique Andrade Camargo</dc:creator>
				<category><![CDATA[Agenda]]></category>
		<category><![CDATA[Mercado Ético recomenda]]></category>
		<category><![CDATA[cinema ambiental]]></category>
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		<category><![CDATA[meio ambiente]]></category>

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		<description><![CDATA[Evento tem entrada franca e ocorre em São Paulo entre os dias 23 e 30 de maio.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><span style="font-size: x-small;"><strong>Agência FAPESP</strong></span></p>
<p>O meio ambiente e a relação entre o homem e a natureza são os temas centrais dos filmes a serem exibidos na 2ª Mostra Ecofalante de Cinema Ambiental, que ocorre em São Paulo entre os dias 23 e 30 de maio.</p>
<p>Com entrada franca, filmes dirigidos por Akira Kurosawa, Werner Herzog e Joris Ivens, entre outros, serão exibidos em seis salas da capital (Reserva Cultural, Cine Livraria Cultura, Cinemateca Brasileira, Centro Cultural São Paulo, Galeria Olido e Cinusp Maria Antônia).</p>
<p>O festival é organizado pela organização sem fins lucrativos Ecofalante e tem apoio do governo do Estado de São Paulo. A retrospectiva histórica inclui filmes como Dersu Uzala, de Kurosawa, e Fata Morgana, de Herzog.</p>
<p>Também há uma mostra contemporânea de filmes e uma mostra infantil. A programação ainda inclui debates com diretores, críticos, pesquisadores e especialistas da área ambiental, entre outras atividades.</p>
<p><span style="font-size: x-small;"><strong>(Agência FAPESP)</strong></span></p>
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		<title>Pesquisadores apontam que Ártico sem gelo é uma possibilidade e que modelos subestimam a capacidade de aquecimento do CO2</title>
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		<pubDate>Mon, 13 May 2013 19:32:27 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Henrique Andrade Camargo</dc:creator>
				<category><![CDATA[meio ambiente]]></category>
		<category><![CDATA[Notí­cias]]></category>
		<category><![CDATA[aquecimento global]]></category>
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		<category><![CDATA[mudanças climáticas]]></category>

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		<description><![CDATA[Segundo estudo, as temperaturas na região já alcançaram no passado até 16°C no verão, cerca de 8°C mais quente do que o normal]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><span style="font-size: x-small;"><strong>Fabiano Ávila, do Instituto CarbonoBrasil</strong></span></p>
<p><a href="http://mercadoetico.terra.com.br/website/wp-content/uploads/2013/05/artico_degelo_250.jpg"><img class="alignleft size-full wp-image-72377" src="http://mercadoetico.terra.com.br/website/wp-content/uploads/2013/05/artico_degelo_250.jpg" alt="" width="250" height="168" /></a>Um estudo internacional publicado nesta semana na revista<em> Science </em>analisou os mais longos núcleos de gelo já coletados no Ártico e revelou que entre 2,2 milhões e 3,6 milhões de anos atrás a região era muito mais aquecida do que agora, apresentando inclusive uma grande cobertura florestal.</p>
<p>“Uma das nossas maiores descobertas foi a de que o Ártico era bastante quente entre o Plioceno e Pleistoceno Inferior, quando se sugere que as concentrações de dióxido de carbono na atmosfera não eram muito mais elevadas do que as atuais. Isso pode demonstrar o que nos espera no futuro próximo. Em outras palavras, a resposta do sistema terrestre às pequenas mudanças no dióxido de carbono é maior do que o apontado pelos modelos climáticos”, explicam os autores.</p>
<p>A concentração de CO2 está prestes a ultrapassar a marca das 400 partes por milhão, uma marca semelhante ao que está registrado nos núcleos de gelo da época em que o Ártico era totalmente diferente.</p>
<p>Liderados por Julie Brigham-Grette, da Universidade de Massachusetts Amherst, os pesquisadores analisaram núcleos de gelo coletados no Lago El&#8217;gygytgyn, o mais antigo lago profundo no Ártico.</p>
<p>Existente há 3,6 milhões de anos, o chamado “Lago E” foi formado quando um meteorito, provavelmente com um quilômetro de diâmetro, atingiu a Terra. Desde então, ele vem armazenando camadas de sedimentos. Os núcleos de gelo retirados desse local são cerca de 25 vezes mais longos do que os encontrados na Groenlândia, representando que abrangem um período de tempo muito maior.</p>
<p>“Registros geológicos do Ártico contêm importantes pistas sobre tempos passados, e o que estamos apresentando é o maior arquivo contínuo de informações sobre mudanças climáticas que já ocorreram na região. É como ler um livro de detetive, estamos indo de volta no tempo para reconstruir como o Ártico evoluiu. Estão faltando apenas algumas páginas aqui e ali”, explica Brigham-Grette.</p>
<p>Os pesquisadores encontraram pólen fossilizado no gelo, incluindo de espécies como o abeto de Douglas, uma conífera comum da América do Norte. Isso permitiu a conclusão de que esse tipo de vegetação já esteve presente ao redor do lago, onde hoje predomina o permafrost.</p>
<p>Segundo o estudo, as temperaturas na região já alcançaram no passado até 16°C no verão, cerca de 8°C mais quente do que as atuais, e os índices de precipitação eram três vezes maiores.</p>
<p>Citação: <span style="text-decoration: underline; color: #0000ff;"><strong><a href="http://www.sciencemag.org/content/early/2013/05/08/science.1233137.abstract?sid=ab364a14-4716-4722-b957-97836378a5af" target="_blank">Pliocene Warmth, Polar Amplification, and Stepped Pleistocene Cooling Recorded in NE Arctic Russia</a></strong></span> &#8211; DOI: 10.1126/science.1233137</p>
<p><span style="font-size: x-small;"><strong>(Instituto CarbonoBrasil)</strong></span></p>
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		<title>Com 400 ppm de CO2 na atmosfera, Stern adverte sobre migrações forçadas de bilhões de pessoas</title>
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		<pubDate>Mon, 13 May 2013 19:18:18 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Henrique Andrade Camargo</dc:creator>
				<category><![CDATA[meio ambiente]]></category>
		<category><![CDATA[Notí­cias]]></category>
		<category><![CDATA[aquecimento global]]></category>
		<category><![CDATA[Christiana Figueres]]></category>
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		<category><![CDATA[mudanças climáticas]]></category>
		<category><![CDATA[Nicholas Stern]]></category>

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		<description><![CDATA[Muitos cientistas argumentam que a concentração de CO2 na atmosfera precisa ser mantida no máximo em 350 ppm para que se evite mudanças climáticas desastrosas para o planeta.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><span style="font-size: x-small;"><strong>Fernanda B. Müller, do Instituto CarbonoBrasil</strong></span></p>
<p><a href="http://mercadoetico.terra.com.br/website/wp-content/uploads/2013/05/CO2_520.jpg"><img class="aligncenter size-full wp-image-72381" src="http://mercadoetico.terra.com.br/website/wp-content/uploads/2013/05/CO2_520.jpg" alt="" width="520" height="332" /></a></p>
<p>Com a divulgação de que os níveis de dióxido de carbono (CO2) na atmosfera atingiram mais um marco perigoso, especialistas internacionais expressaram a sua preocupação com o rumo das ações para lidar com as mudanças climáticas.</p>
<p>Na quinta-feira (9), cientistas do <em>Scripps Institution of Oceanography</em>, da Universidade de San Diego, que está monitorando a estação de Mauna Loa, no Havaí, declararam que a concentração de CO2 na atmosfera chegou a 400,03 partes por milhão (ppm) – antes da era industrial, a concentração de CO2 era de apenas 280ppm.</p>
<p>Também na semana que passou, um estudo internacional publicado na revista Science alertou que da última vez em que os níveis de dióxido de carbono atingiram o patamar de 400 ppm, entre 3,6 e 2,2 milhões de anos atrás, a temperatura da terra era 8ºC mais alta e o nível dos oceanos, 40 metros maior.</p>
<p>O economista britânico Nicholas Stern, ex-diretor de economia do Banco Mundial e autor do conhecido Relatório Stern, sobre as consequências do aquecimento global, alertou que a probabilidade é cada vez maior de que muitas pessoas tenham que migrar das suas terras natais em um futuro próximo como consequência do aumento das temperaturas.</p>
<p>“Bilhões de pessoas serão forçadas a deixar suas casas, pois seus cultivos e animais terão perecido. Porém, o problema virá quando tentarem migrar para novas terras. Isso os levará a conflitos armados com pessoas que já vivem nestes locais”, lamentou Stern segundo o jornal The Guardian.</p>
<p>Nesta segunda-feira (13), as Nações Unidas também fizeram um alerta à comunidade internacional.</p>
<p>Em comunicado, a chefe da Convenção da ONU sobre Mudança Climática, Christiana Figueres, disse que &#8220;é hora de o mundo acordar e entender o que isso significa para a segurança humana, o bem estar e o desenvolvimento econômico.&#8221;</p>
<p>Para Figueres, é preciso intensificar a resposta à mudança climática por todas as partes da sociedade.</p>
<p>Muitos cientistas argumentam que a concentração de CO2 na atmosfera precisa ser mantida no máximo em 350 ppm para que se evite mudanças climáticas desastrosas para o planeta. Apesar de o montante de 400 ppm parecer apenas mais alguns números em relação às últimas medições, é um marco importante no cenário climático mundial.</p>
<p>“É importante principalmente como um marco que determina o avanço contínuo do aumento do CO2 na atmosfera”, explica James Butler, do Laboratório de Pesquisas sobre o Sistema Terrestre da NOAA.</p>
<p>O coordenador do movimento 350.org, Bill McKibben, aproveitou o anúncio para provocar os negociadores internacionais.</p>
<p>“Estamos em um território novo para os seres humanos – fazem milhões de anos desde que houve essa quantidade de carbono na atmosfera. Agora a única questão é se o aumento implacável no carbono pode será alcançado por um aumento implacável no ativismo necessário para detê-lo”.</p>
<p><span style="font-size: x-small;"><strong>(Instituto CarbonoBrasil)</strong></span></p>
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		</item>
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		<title>Mudanças climáticas reduzirão habitats de espécies pela metade até 2080, diz estudo</title>
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		<pubDate>Mon, 13 May 2013 19:15:07 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Henrique Andrade Camargo</dc:creator>
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		<category><![CDATA[mudanças climáticas]]></category>

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		<description><![CDATA[De acordo com os resultados, plantas, anfíbios e répteis serão os mais afetados]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><span style="font-size: x-small;"><strong>Jéssica Lipinski, do Instituto CarbonoBrasil</strong></span></p>
<p>Não é novidade que as consequências das mudanças climáticas causam diversos prejuízos a vários ecossistemas, mas uma nova pesquisa publicada neste domingo (12) no periódico Nature Climate Change revelou o quanto poderão ser danificados. Segundo o estudo, se nada for feito para combater as mudanças climáticas, mais da metade das plantas e um terço dos animais poderão perder grande parte de seus habitats até 2080.</p>
<p style="text-align: center;"><div class="img aligncenter" style="width:517px;">
	<img src="http://www.institutocarbonobrasil.org.br/arquivos_web/geral/lagartocostarica1.jpg" alt="" width="517" height="362" />
	<div>Foto: Fabricio Basilio</div>
</div>
<p>A análise sugere que sem a mitigação, “grandes diminuições podem ser esperadas, mesmo entre espécies comuns e disseminadas, atingindo uma redução global substancial nos serviços de biodiversidade e ecossistêmicos até o final desse século”.</p>
<p>Para chegar a essa conclusão, os cientistas envolvidos no estudo avaliaram os efeitos do aquecimento global nos habitats de 48.786 espécies de animais e plantas.</p>
<p>Os números indicam que cerca de 57% das plantas e 34% dos animais provavelmente perderão 50% ou mais de suas zonas climáticas, ou seja, os locais em que as condições climáticas são propícias para sua existência. A pesquisa diz também que apenas 4% dos animais, e nenhuma planta, se beneficiariam do aumento das temperaturas, com o ganho de habitats.</p>
<p>De acordo com os resultados, plantas, anfíbios e répteis serão os mais afetados pelo aquecimento global, já que sua capacidade de adaptação é mais lenta do que a dos outros animais e do que as transformações ocorridas em decorrência das mudanças climáticas.</p>
<p>As áreas mais afetadas serão principalmente no Hemisfério Sul. “Sem mitigação, o clima se tornará particularmente inadequado para plantas e animais na África subsaariana, América Central, Amazônia e Austrália”, afirmaram os autores.</p>
<p style="text-align: center;"><div class="img aligncenter" style="width:518px;">
	<img src="http://www.institutocarbonobrasil.org.br/arquivos_web/geral/cobra.jpg" alt="" width="518" height="345" />
	<div>Foto: Fabricio Basilio</div>
</div>
<p>A análise aponta que, consequentemente, os seres humanos também sofrerão com os efeitos dessa perda de habitats, já que dependem de muitas espécies de plantas e animais para se alimentar, desenvolver medicamentos etc.</p>
<p>“Também haverá consequências para o homem porque há espécies que são importantes para a purificação da água e do ar, para limitar as inundações e para o ciclo de alimentação”, colocou Rachel Warren, umas das principais autoras, em um comunicado sobre o estudo.</p>
<p>Os pesquisadores acreditam que os resultados finais podem até ser “conservadores demais”, pois o estudo considerou apenas a perda dos habitats em si, sem levar em conta outros fatores que poderiam até aumentar a redução dos ecossistemas, como pestes ou doenças.</p>
<p>Embora algumas análises anteriores sugiram que alguns animais, como morcegos, lebres ou gambás, possam ser mais adaptáveis a novos climas do que o estimado, outras espécies, como rãs e sapos, mostram sofrer muito mais, aparentemente por causa de doenças micológicas agravadas pelos impactos das mudanças climáticas.</p>
<p>No entanto, há cientistas não envolvidos no estudo que acreditam que é impossível chegar a estimativas sobre o efeito do aquecimento global em plantas e animais. “É muito difícil conseguir o equilíbrio entre alarmes falsos e examinar os fatos. Simplesmente não sabemos se essas avaliações estão corretas”, explicou Carsten Dormann, professor do Centro Helmholtz para Pesquisa Ambiental, na Alemanha, à Reuters.</p>
<p>Apesar da controvérsia, o estudo argumenta que há formas de diminuir essa perda de habitats, principalmente com a mitigação das emissões de dióxido de carbono, que contribuem para o aumento das temperaturas.</p>
<p>Se iniciativas forem tomadas para reduzir as emissões, as perdas de habitat podem ser diminuídas em 60% – caso as emissões caíssem a partir de 2016 – ou em 40% – se as emissões fossem reduzidas a partir de 2030.</p>
<p>“A terrível perda de biodiversidade prevista para este século mostra que o caos climático transformará fundamentalmente nosso planeta. Precisamos cortar emissões agora, antes que nossos ecossistemas sofram danos catastróficos”, declarou Shave Wolf, do Centro para Diversidade Biológica, em um comunicado sobre a pesquisa.</p>
<p><span style="font-size: x-small;"><strong>(Instituto CarbonoBrasil)</strong></span></p>
]]></content:encoded>
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		<item>
		<title>Brasil ainda tem poucos incentivos fiscais verdes</title>
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		<pubDate>Mon, 13 May 2013 19:01:16 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Henrique Andrade Camargo</dc:creator>
				<category><![CDATA[Economia]]></category>
		<category><![CDATA[Notí­cias]]></category>
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		<category><![CDATA[impostos verdes]]></category>
		<category><![CDATA[meio ambiente]]></category>
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		<category><![CDATA[RSE]]></category>

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		<description><![CDATA[Estudo sugere que país precisa desenvolver mais estratégias para usar taxas como um mecanismo para estimular políticas e comportamentos corporativos sustentáveis.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><span style="font-size: x-small;"><strong>Jéssica Lipinski, do Instituto CarbonoBrasil</strong></span></p>
<p>País aparece em uma das últimas posições na classificação geral do Índice de Imposto Verde, indicando que precisa desenvolver mais estratégias para utilizar impostos como uma ferramenta para incentivar uma economia sustentável</p>
<p>O Brasil é um país reconhecido internacionalmente pelo seu potencial hídrico, de matérias-primas e para gerar energia a partir de fontes renováveis, como solar e eólica. Com tudo isso, era de se esperar que nossa nação fosse uma das líderes no que se refere a investimentos fiscais em sustentabilidade, mas, segundo um novo relatório da KPMG, não é isso o que acontece.</p>
<p>De acordo com o Índice de Imposto Verde, publicado pela empresa de consultoria no final de abril, o Brasil aparece na 18ª posição na classificação geral dos 21 países que apresentam algum tipo de incentivo fiscal verde, o que sugere que nossa nação precisa desenvolver mais estratégias para usar taxas como um mecanismo para estimular políticas e comportamentos corporativos sustentáveis.</p>
<p>O levantamento da KPMG analisa como os governos estão utilizando seus sistemas fiscais para lidar com alguns dos atuais desafios socioambientais do planeta. Além do ranking geral, o índice avalia os países segundo seus incentivos em segurança, escassez de água, energia, poluição, mudanças climáticas e inovação verde, por exemplo.</p>
<p>O índice identificou mais de 200 incentivos e penalidades fiscais individuais de relevância, sendo que pelo menos 30 deles foram introduzidos nos países estudados a partir de janeiro de 2011, refletindo o ritmo acelerado dos investimentos verdes no panorama mundial.</p>
<p>A classificação está limitada aos instrumentos que fazem parte dos códigos tributários federais, embora destaque exemplos dignos de menção de penalidades e incentivos fiscais no âmbito estadual ou municipal.</p>
<p>Nos quesitos estudados, o Brasil aparece em posições irregulares, ora se destacando, ora nem sendo incluído na classificação. Em se tratando de inovações verdes, por exemplo, o país ocupa o terceiro lugar, ficando atrás apenas da Coreia do Sul e do Canadá.</p>
<p>Já nas seções de veículos verdes, eficiência de recursos materiais e manejo de resíduos, e controle de poluição e proteção de ecossistemas, nossa nação fica entre as últimas posições. E na classificação de penalidades fiscais, eficiência energética, carbono e mudanças climáticas, energias e combustíveis renováveis, construções verdes, e eficiência hídrica, o Brasil não é nem citado.</p>
<p><strong>Os donos da bola</strong></p>
<p>O documento aponta que os Estados Unidos lideram a classificação, principalmente por causa de seu programa de incentivos fiscais federais para eficiência energética, energia renovável e edificações verdes. Entretanto, considerando apenas as sanções fiscais, o país cai para o 14º lugar, o que indica que a política fiscal dos EUA é muito mais baseada nos incentivos do que nas penalidades.</p>
<p>Na verdade, em se tratando de sanções, a maior economia do mundo só fica atrás de seu vizinho Canadá e de algumas nações emergentes, como Brasil, Índia, México e Rússia. Até mesmo a China e a África do Sul, também emergentes, são consideradas mais ativas do que os dois norte-americanos na imposição de penalidades fiscais verdes.</p>
<p>O Japão também se destacou no cenário geral, ficando em segundo lugar na classificação geral. No entanto, ao contrário dos Estados Unidos, o país ocupa uma posição mais alta em sanções fiscais do que em incentivos. A nação também lidera o ranking de medidas fiscais para promover a utilização e fabricação de veículos verdes.</p>
<p>O Reino Unido aparece na terceira posição, e possui uma abordagem equilibrada entre incentivos e penalidades. As pontuações do Reino Unido que se destacaram mais estão na área de emissões de carbono e mudanças climáticas.</p>
<p>A França ocupa o quarto lugar na classificação global, e, assim como o Japão, apresenta a característica de basear sua política federal muito mais em sanções fiscais verdes do que em incentivos. O país se destacou no setor de eficiências de recursos materiais e manejo de resíduos.</p>
<p>A Coreia do Sul ficou com a quinta posição, e também possui um sistema de impostos verdes voltados mais para incentivos do que para penalidades. No quesito inovação verde, o país lidera o ranking, o que sugere que investe fortemente em pesquisa e desenvolvimento nesse setor.</p>
<p><span style="font-size: x-small;"><strong>(Instituto CarbonoBrasil)</strong></span></p>
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		<title>Consulta pública sobre plano de mudanças climáticas começa em julho</title>
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		<pubDate>Mon, 13 May 2013 18:45:48 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Henrique Andrade Camargo</dc:creator>
				<category><![CDATA[meio ambiente]]></category>
		<category><![CDATA[Notí­cias]]></category>
		<category><![CDATA[aquecimento global]]></category>
		<category><![CDATA[meio ambinete]]></category>
		<category><![CDATA[mudanças climáticas]]></category>

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		<description><![CDATA[Em dois meses, os brasileiros vão poder apresentar sugestões para que os diversos setores da economia do país, como a indústria e o setor de transportes, reduzam as emissões de gases de efeito estufa. ]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><span style="font-size: x-small;"><strong>Carolina Gonçalves, da Agência Brasil</strong></span></p>
<p>Em dois meses, os brasileiros vão poder apresentar sugestões para que os diversos setores da economia do país, como a indústria e o setor de transportes, reduzam as emissões de gases de efeito estufa. A primeira versão revisada do Plano Nacional sobre Mudança do Clima, que deve incluir essas metas, deve ser colocada em consulta pública na internet e em encontros regionais a partir de julho.</p>
<p>“A nova versão vai trazer um grande avanço em relação ao que já está proposto no plano anterior”, garantiu Karen Cope, diretora de Licenciamento e Avaliação Ambiental da Secretaria de Mudanças Climáticas e Qualidade Ambiental, ligada ao Ministério do Meio Ambiente. Segundo ela, os planos setoriais já começaram a ser implantados.</p>
<p>Se conseguir consolidar todas as contribuições apresentadas pela população, o governo deve apresentar a versão final do plano até o fim do ano. O documento deveria ter sido concluído no ano passado.</p>
<p>O prazo para revisão estava previsto na versão original do plano, elaborado em 2008. No final de 2010, com a criação da Política Nacional sobre Mudança do Clima, o governo decidiu que o Plano Nacional sobre Mudanças Climáticas deveria incorporar os Planos Setoriais de Mitigação e Adaptação às Mudanças Climáticas. Pelo mesmo decreto que instituiu a política, o prazo para que os planos setoriais fossem apresentados era 15 de dezembro de 2011. Mas, as metas de alguns setores, como os de saúde e mineração, ainda não foram divulgadas.</p>
<p>Esta semana, representantes do Observatório do Clima e do Fórum Brasileiro de ONGs e Movimentos Sociais para o Meio Ambiente e Desenvolvimento cobraram a apresentação de planos de quatro setores. Apesar do apelo do governo pelas contribuições do grupo, as 700 organizações que formam a rede se recusam a participar do processo sem um rascunho desses textos.</p>
<p>O argumento é que não poderiam comentar o conteúdo sem ter acesso a mais informações. As organizações entregaram uma carta à ministra-chefe da Casa Civil, Gleisi Hoffmann, pedindo o texto final dos documentos que preveem metas da indústria, dos transportes, da saúde e da mineração.</p>
<p>Carlos Rittl, coordenador do Programa de Mudanças Climáticas e Energia do WWF-Brasil, que integra as duas organizações, reconhece que o Brasil avançou com o plano de 2008, mesmo que a política de mudanças climáticas só tenha sido instituída depois. Mas, segundo ele, a desarmonia nas datas dos dois documentos acabou fazendo com que não houvesse estratégia.</p>
<p>“Não é plano de ação que nos leva a um processo de desenvolvimento de baixo carbono, e não trouxe inovação. O plano não tem metas, apenas alguns objetivos específicos”, disse, destacando a redução de perda de floresta que tem avançado, conforme mostram levantamentos de satélites e operações de fiscalização e combate ao crime ambiental. Os movimentos sociais cobram documento com metas e ações precisas e claras.</p>
<p><span style="font-size: x-small;"><strong>(Agência Brasil)</strong></span></p>
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		<title>Dia da Abolição: país ainda  tem desafios, dizem negros</title>
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		<pubDate>Mon, 13 May 2013 17:05:38 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Henrique Andrade Camargo</dc:creator>
				<category><![CDATA[Notí­cias]]></category>
		<category><![CDATA[Sociedade]]></category>
		<category><![CDATA[abolição da escravatura]]></category>
		<category><![CDATA[africanos]]></category>
		<category><![CDATA[afro-brasileiros]]></category>
		<category><![CDATA[escravidão]]></category>
		<category><![CDATA[escravos]]></category>
		<category><![CDATA[negros]]></category>

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		<description><![CDATA[O presidente da Fundação Cultural Palmares, Hilton Cobra, defende as políticas de ações afirmativas instituídas pelo governo e critica a falta de espaços para projetos culturais que tratem da temática afro-brasileira.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><span style="font-size: x-small;"><strong>Heloisa Cristaldo, da Agência Brasil</strong></span></p>
<p><a href="http://mercadoetico.terra.com.br/website/wp-content/uploads/2013/05/escravidao_250.jpg"><img class="alignleft size-full wp-image-72344" src="http://mercadoetico.terra.com.br/website/wp-content/uploads/2013/05/escravidao_250.jpg" alt="" width="250" height="168" /></a>A estudante de ciências políticas do 8º semestre da Universidade de Brasília (UnB) Vanessa Machado entrou na instituição pelo sistema de cotas raciais, mesmo com nota suficiente para ser aprovada sem o sistema. Vanessa está na contramão das estatísticas, estudou em escola particular e seus pais são formados, mas ainda assim engrossa a voz do movimento negro ao não comemorar o dia de assinatura da abolição da escravatura, em 13 de maio, há 125 anos.</p>
<p>“O 13 de Maio é um marco histórico legal, representa mais do que a assinatura da princesa Isabel. Representa o grito sufocado dos negros. Mas ainda há muitos desafios, estamos longe do ideal. Pobreza tem cor e não é por acaso”, analisa a estudante.</p>
<p>O pensamento é compartilhado por frei David, presidente da Educafro, uma organização não governamental que tem a missão de promover a inclusão da população negra e pobre nas universidades públicas e particulares. Segundo ele, cerca de 40 mil estudantes passaram pelos cursinhos de pré-vestibular da rede e já concluíram o ensino superior. Além de também defender o sistema de cotas raciais, ele questiona a comemoração da data.</p>
<p>“Nenhuma sociedade do mundo deixou uma etnia quase 400 anos escravizada e resolveu [o assunto] apenas com a assinatura de um papel chamado de Lei Áurea. A desigualdade é o fruto da perversidade dos sucessivos partidos políticos que nada ou muito pouco fizeram para compensar o povo negro nestes quatro séculos de escravidão e exclusão. Daí a necessidade de políticas públicas de ação afirmativa [cotas] para negros nas universidades”, avalia.</p>
<p>O presidente da Fundação Cultural Palmares, Hilton Cobra, também defende as políticas de ações afirmativas instituídas pelo governo e critica a falta de espaços para projetos culturais que tratem da temática afro-brasileira.</p>
<p>“Arte e cultura negra ainda não são inseridas no sistema. Há muita dificuldade na captação de recursos para esses projetos. Um dia não precisaremos mais de cotas, mas elas são necessárias atualmente e representam uma vitória, uma abertura de espaços”, diz Hilton Cobra.</p>
<p>A data de assinatura da lei marca atualmente o Dia Nacional de Denúncia contra o Racismo. No país, é considerada crime de racismo a conduta discriminatória dirigida a um determinado grupo ou coletividade. A pena é imprescritível e inafiançável. O Código Penal prevê também o crime de injúria racial, que consiste em ofender a honra de alguém com a utilização de elementos referentes à raça, cor, etnia, religião ou origem.</p>
<p>“Ser negro no Brasil é sofrer preconceito diariamente. É preciso ter esse debate, falar sobre o racismo. Quando não se fala, a questão se torna invisível. Essa linha que divide o que denigre a imagem de alguém e o que não denigre é muito tênue”, diz Vanessa.</p>
<p>Para atender à população que enfrenta a situação no seu cotidiano, a Secretaria de Políticas de Promoção da Igualdade Racial criou a ouvidoria, que recebe desde 2011 denúncias contras atos de racismos e discriminação racial em todo país. Segundo informações, a pasta recebeu até hoje 710 denúncias. O canal de atendimento ao cidadão é por meio do telefone (61) 2025-7001 ou do e-mail seppir.ouvidoria@seppir.gov.br.</p>
<p><span style="font-size: x-small;"><strong>(Agência Brasil)</strong></span></p>
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		<title>E o Brasil continua a defender o amianto</title>
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		<pubDate>Mon, 13 May 2013 15:30:11 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Henrique Andrade Camargo</dc:creator>
				<category><![CDATA[meio ambiente]]></category>
		<category><![CDATA[Notí­cias]]></category>
		<category><![CDATA[amianto]]></category>
		<category><![CDATA[Washington Novaes]]></category>

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		<description><![CDATA["É constrangedor. Contrariando parecer do Ministério do Meio Ambiente, o Brasil há poucos dias absteve-se de votar em Genebra uma resolução no âmbito da Convenção de Roterdã que obrigaria qualquer país exportador de qualquer produto baseado em qualquer variedade de amianto a informar previamente o importador sobre o conteúdo dessa carga perigosa"]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><span style="font-size: x-small;"><strong>Washington Novaes*</strong></span></p>
<p>É constrangedor. Contrariando parecer do Ministério do Meio Ambiente, o Brasil há poucos dias absteve-se de votar em Genebra uma resolução no âmbito da Convenção de Roterdã que obrigaria qualquer país exportador de qualquer produto baseado em qualquer variedade de amianto a informar previamente o importador sobre o conteúdo dessa carga perigosa. Não se tratava de proibição de exportar, apenas de informação prévia.</p>
<p>Os Ministérios brasileiros do Desenvolvimento e de Minas e Energia tomaram posição contra a resolução sob o argumento de que poderia prejudicar as exportações brasileiras da variedade crisotila, que não seria problemática, embora centenas de pareceres científicos no mundo todo digam que é tão prejudicial quanto o amianto. Por isso 66 países já baniram o uso de qualquer variedade – incluídos Alemanha, Austrália, Áustria, Bélgica, Dinamarca, Espanha, Holanda, Japão, Itália, Hungria, Grã-Bretanha e Estados Unidos; na América do Sul, Argentina, Chile e Uruguai estão entre os países que proibiram a importação. A União Europeia condena o uso. Recentemente, na Itália, dois proprietários de uma grande empresa produtora de artefatos de amianto foram condenados a 16 anos de prisão pelos danos à saúde dos trabalhadores.</p>
<p>Os ministérios que se posicionaram contra a adesão do Brasil alegam prejuízos econômicos à produção e à geração de empregos – o Brasil é o terceiro maior produtor mundial, com 306,3 mil toneladas anuais no último balanço (a Rússia é o maior), e o segundo na exportação (134,1 mil toneladas de fibras, no valor de US$ 79,9 milhões, e 49,9 mil toneladas de manufaturados, no valor de US$ 145,3 milhões). Toda a produção nacional para consumo no mercado interno está hoje concentrada na mina de Cana Brava, em Minaçu (GO), que tem vida útil prevista para quase mais 30 anos.</p>
<p>A indústria de construção civil interna consome a maior parte da produção que aqui fica, em telhas onduladas, chapas de revestimento, tubos e caixas d’água. Na indústria automobilística, o consumo está concentrado em produtos de fricção (freios, embreagens). Mas há consumo também em produtos têxteis, filtros, papel e papelão, isolantes térmicos. E o setor que produz fibras alternativas à crisotila assegura que pode atender a todo o consumo dos produtos problemáticos.</p>
<p>É, no mínimo, curiosa a posição brasileira contrária à informação prévia na exportação, pois desde 1984 a variedade nacional de amianto vem sendo questionada pelo Conselho Nacional do Meio Ambiente (Conama), que na Resolução 348 incluiu os resíduos de amianto na classe dos perigosos e passou a exigir uma advertência impressa aos consumidores, em todos os produtos, quanto ao risco do consumo. Só que a legislação “não pegou”. Dois anos depois, uma portaria do Ministério do Trabalho relacionou os perigos dos materiais a que os trabalhadores nessa área estavam expostos. A Convenção da Organização Internacional do Trabalho (OIT) sobre os mesmos riscos (n.º 162), assim como sobre a prevenção e proteção dos trabalhadores no setor, é de 1986. No Senado brasileiro há muito tempo tramita um projeto do senador Eduardo Suplicy que propõe o banimento do produto.</p>
<p>Não é só. Vários Estados brasileiros já aprovaram legislação que proíbe o uso do amianto e a exportação, entre eles São Paulo, Rio de Janeiro, Rio Grande do Sul, Pernambuco e Mato Grosso. A execução da lei, entretanto, está suspensa, à espera do julgamento de recursos dos produtores no Supremo Tribunal Federal. A alegação é de “inconstitucionalidade” dessas leis estaduais.</p>
<p>É problemático, já que a Organização Mundial de Saúde calcula que a cada ano morrem 100 mil pessoas que foram expostas aos produtos extraídos – que ela considera cancerígenos – ou seus derivados. E serão 10 milhões de pessoas até 2030, vítimas de cânceres do sistema respiratório e de membranas que recobrem os pulmões, o peritônio e o pericárdio. As mortes também podem estar associadas ao câncer de laringe e ao câncer do ovário.</p>
<p>Tudo isso tem levado os críticos do amianto/crisotila a propor o fim da extração, do transporte, da industrialização, da comercialização e da utilização do produto, em todas as suas formas, em todo o País – até porque “não há limite de tolerância seguro para a exposição e o manuseio”.</p>
<p>Já o argumento central dos defensores do amianto/crisotila está nos prejuízos que advirão para o município e a região de Minaçu, onde está a extração. Ali quase tudo depende dessa atividade – o emprego, o transporte, a comercialização, a hospedagem, etc. Em mais de três décadas de discussões e questionamentos, entretanto, nada foi feito para lá criar novas atividades substitutivas.</p>
<p>Um parecer da Unicamp, de agosto de 2010, observa que o prejuízo econômico “pode ser minimizado por meio de algumas medidas de política industrial (…) e de fomento à pesquisa de novos produtos e materiais alternativos, além dos atualmente disponíveis”. Acrescenta que “haverá quem defenda a continuidade das exportações, sob o argumento econômico de que desta forma o País continuará a contar com preciosas divisas (…). Mas o que é imperioso é colocar em evidência o fato de que o Brasil exporta amianto para outros países periféricos e com isso coloca em risco a vida de milhões de trabalhadores”. E lembra o veto da União Europeia ao amianto desde 2005.</p>
<p>A conclusão final é contundente: “Triste sina a desses países condenados a ficar à mercê de interesses econômicos mais espúrios. Mais triste ainda é o país que permite a exploração desses miseráveis, que possibilita que interesses econômicos se beneficiem da ignorância de populações de países carentes”. Observa ainda que se beneficiarão os países que desenvolvem tecnologias mais adequadas.</p>
<p>Não está no parecer, mas pode ser lembrado que a indústria produtora em Minaçu é uma das maiores financiadoras de campanhas eleitorais no País.</p>
<p><strong>* Washington Novaes é jornalista.</strong></p>
<p><em>** Publicado originalmente no site O Estado de S. Paulo.</em></p>
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		<title>Campanha &#8220;Segunda sem Carne&#8221; e livro &#8220;Merenda Vegetariana&#8221; propõem uma vida mais saudável</title>
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		<pubDate>Mon, 13 May 2013 13:33:23 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Henrique Andrade Camargo</dc:creator>
				<category><![CDATA[Educação e sustentabilidade]]></category>
		<category><![CDATA[Notí­cias]]></category>
		<category><![CDATA[Salas Temáticas]]></category>
		<category><![CDATA[meio ambiente]]></category>
		<category><![CDATA[Raquel Ribeiro]]></category>
		<category><![CDATA[segunda sem carne]]></category>
		<category><![CDATA[vegetarianismo]]></category>

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		<description><![CDATA[Editora acredita que mudança de hábito vem com o transmitir de informação com sabedoria, mostrando que o hábito de comer carne traz vários impactos negativos para a saúde da pessoa, para os animais e para o meio ambiente.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><span style="font-size: x-small;"><strong>Tatiana Félix, da Adital</strong></span></p>
<p><a href="http://mercadoetico.terra.com.br/website/wp-content/uploads/2013/05/segunda_sem_carne_300qua.jpg"><img class="alignleft size-full wp-image-72336" src="http://mercadoetico.terra.com.br/website/wp-content/uploads/2013/05/segunda_sem_carne_300qua.jpg" alt="" width="300" height="300" /></a>Fazendo parte da campanha Segunda Sem Carne (SSC), em execução desde 2009, o livro Merenda Vegetariana, produzido pela Sociedade Vegetariana Brasileira (SVB), traz mais de 100 receitas saudáveis com base em legumes e vegetais, incentivando as pessoas a descobrirem novos sabores. Apesar de o lançamento presencial ocorrer apenas em junho, em São Paulo (SP), durante a Virada Sustentável, a obra já está disponível pela web. Para saber mais sobre a campanha e as dicas que o livro traz para uma alimentação mais saudável, a ADITAL conversou com a jornalista Raquel Ribeiro, editora da obra e coordenadora do departamento de publicações da SVB. Confira:</p>
<p><strong>Adital –</strong><em> Além das receitas vegetarianas, quais outras formas de conscientização sobre os malefícios do consumo de carne e benefícios dos vegetais o livro &#8220;Merenda Vegetariana” traz?</em></p>
<p><strong>Raquel Ribeiro</strong> &#8211; Em todos os textos de apoio procuramos valorizar os vegetais; desde o cuidado no preparo (sugerindo, por exemplo, cozinhar al dente e usar temperos sem medo) até as informações sobre os alimentos. Ressaltamos a importância do consumo de folhas verdes para garantir ferro e cálcio; assim como lembramos que a dupla arroz-com-feijão proporciona nossa dose diária de proteínas. Buscamos dar um enfoque positivo ao livro, evitando falar em &#8220;malefícios da carne” – apesar de seu consumo de fato aumentar o risco de doenças cardiovasculares, obesidade, diabetes e outras doenças. Preferimos chamar a atenção para o consumo excessivo de um quarteto perigoso: sal, açúcar, gordura e farinha branca, pois no uso destes as merendeiras costumam &#8220;pesar a mão”. Mesmo entre os vegetais usados nas receitas, mostramos que há diferenças em termos nutricionais. No capítulo &#8220;para abrir o apetite” dissemos que, por exemplo, que a batata não é tão nutritiva como o inhame ou a mandioca. E muitas vezes pode ser substituída por esses alimentos.</p>
<p><strong>Adital -</strong><em> O livro &#8220;Merenda Vegetariana” vai servir de subsídio para expandir a campanha Segunda Sem Carne (SSC). De que forma isso vai acontecer?</em></p>
<p><strong>Raquel Ribeiro &#8211; </strong>As cidades ou municípios que adotam a campanha SSC determinam – em princípio – que, toda segunda-feira, as refeições oferecidas pelo serviço público não devem conter ingredientes de origem animal. Se você simplesmente tira a carne do cardápio, a pessoa fica com a sensação de que vai comer menos e que essa proteína vai fazer falta. Em termos proteicos isso é um mito, pois a dieta do brasileiro contém bem mais proteína do que o organismo absorve – e esse excesso acaba virando em gordura. Para não dar a impressão de que a campanha tira algo do prato, enfatizamos o slogan &#8220;descubra novos sabores”. Ou seja, em vez da carne, pode ser servido um nugget de inhame, uma tapioca recheada de couve-flor, um estrogonofe de legumes ou um bolinho de lentilha. É ai que entra o livro de receitas. Toda secretaria ou instituição que tiver interesse em adotar a campanha e quiser servir refeições vegetarianas pode adquirir o livro.</p>
<p><strong>Adital &#8211; </strong><em>O foco é somente as escolas?</em></p>
<p><strong>Raquel Ribeiro -</strong> O principal foco, sim, já que a linguagem visual e as atividades são destinadas a esse público, mas nada impede que creches, universidades, hospitais, casas de detenção e qualquer outra instituição usem as receitas &#8212; ou simplesmente pais que querem ensinar hábitos alimentares saudáveis a seus filhos. Vale lembrar que os 102 pratos levam ingredientes simples, baratos e fáceis de encontrar.</p>
<p><strong>Adital – </strong><em>O hábito de comer carnes vermelhas e brancas e derivados animais está profundamente enraizado na população brasileira, que é muito ampla e diversa. Como mudar esse hábito?</em></p>
<p><strong>Raquel Ribeiro -</strong> Hábitos vão mudando com a evolução da sociedade. Antes, o brasileiro pouco usava cinto de segurança: a adoção da multa, somada a campanhas educativas mostrando que o uso do cinto evita mortes, levaram, aos poucos, as pessoas a usá-lo. Hoje qualquer criança entra no carro e, instintivamente, coloca o cinto. Acho que, passando a informação com sabedoria, mostramos que o hábito de comer carne traz vários impactos negativos para a saúde da pessoa, para os animais e para o meio ambiente. Em termos práticos, a campanha tem sido eficaz: tem gente que se sente mais leve após um dia sem carne – e se dá conta que isso foi bom; tem gente que, após conhecer a campanha, passa a contabilizar a &#8220;pegada da carne”; ou seja, o impacto ambiental da sua produção e comercialização; e tem gente que, ao se informar sobre o sofrimento que a indústria da carne (e do leite) provoca aos animais, passa a ver o bife com outros olhos. Enfim, penso que a campanha é mais um passo no longo processo de conscientização da humanidade.</p>
<p><strong>Adital -</strong><em> A adoção de uma alimentação vegetariana requer a aquisição de alimentos diferentes ou de difícil acesso e preços elevados?</em></p>
<p><strong>Raquel Ribeiro -</strong> Em principio, não, já que o maior gasto do vegetariano costuma ser na feira. Nossa dieta inclui maior quantidade de legumes, frutas e cereais (como, aliás, preconiza o Guia Alimentar do Ministério da Saúde), que são os mesmos ingredientes que o não-vegetariano compra. Como não gastamos com a compra de carne, leite e queijos, podemos nos dar ao luxo de consumir castanhas, cogumelos, palmito, alcachofra&#8230; Agora, alguns ingredientes, como o tofu e os leites vegetais são, de fato, mais difíceis de encontrar. Por isso explicamos no livro como prepará-los em casa.</p>
<p><strong>Adital –</strong><em> O lançamento do livro será na Virada Sustentável, em junho, em São Paulo. Como as pessoas poderão adquiri-lo e a partir de quando estará disponível para venda?</em></p>
<p><strong>Raquel Ribeiro &#8211; </strong>Vamos aproveitar o gancho da Virada, mas o lançamento na web já foi feito. E as encomendas podem ser feitas pelo e-mail loja@svb.org,br.</p>
<p><strong>Adital –</strong> <em>Há quanto tempo existe a campanha Segunda Sem Carne e onde ela tem sido mais difundida?</em></p>
<p><strong>Raquel Ribeiro -</strong> Em 2009, a Segunda Sem Carne foi lançada no Brasil pela Sociedade Vegetariana Brasileira, em parceria com a Secretaria do Verde e Meio Ambiente de São Paulo. Sampa foi a segunda cidade no mundo a apoiar uma campanha do tipo Um Dia Sem Carne. Desde então, outras cidades e estados aderiram, como Niterói (RJ), Curitiba (PR), Osasco (SP) e Rio de Janeiro (RJ), além do estado de São Paulo e do Distrito Federal.Em Porto Alegre, Florianópolis, Belo Horizonte, Mogi das Cruzes e outras, a negociação está em andamento.</p>
<p><strong>Adital -</strong><em> Como avaliam o desenvolvimento e os avanços da campanha?</em></p>
<p><strong>Raquel Ribeiro -</strong> Campanhas do tipo &#8220;Um Dia sem Carne” têm sua origem nos Estados Unidos, onde o movimento vegetarianismo é forte; mas a ideia somente conquistou a mídia internacional quando Ghent, cidade belga, criou a campanha Quinta sem Carne, em maio de 2009. Desde então, as escolas públicas servem almoços vegetarianos e trabalhadores municipais têm um mapa dos restaurantes vegetarianos da cidade. Dicas de receitas também foram enviadas aos mais de 1500 restaurantes da cidade e a prefeitura promove aulas de culinária ao público em geral. Esse exemplo belga nos inspira – e nos anima! – a divulgar a campanha e conquistar adeptos em todas as esferas. Estamos muito otimistas!</p>
<p><span style="font-size: x-small;"><strong>(Adital)</strong></span></p>
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		<title>75% dos quilombolas vivem na extrema pobreza</title>
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		<pubDate>Mon, 13 May 2013 13:23:50 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Henrique Andrade Camargo</dc:creator>
				<category><![CDATA[Notí­cias]]></category>
		<category><![CDATA[Sociedade]]></category>
		<category><![CDATA[Brasil]]></category>
		<category><![CDATA[desigualdade social]]></category>
		<category><![CDATA[pobreza]]></category>
		<category><![CDATA[quilombolas]]></category>
		<category><![CDATA[racismo]]></category>

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		<description><![CDATA[Além disso, apenas 207 de 2.197 comunidades reconhecidas detêm a posse da terra, o que dificulta o acesso a políticas públicas de incentivo à agricultura familiar]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><span style="font-size: x-small;"><strong>Sarah Fernandes, da Rede Brasil Atual</strong></span></p>
<p>Relatório divulgado pelo governo federal reforça a visão de que faltam muitos passos para consolidar os direitos básicos das comunidades quilombolas. Das 80 mil famílias quilombolas do Cadastro Único, a base de dados para programas sociais, 74,73% ainda viviam em situação de extrema pobreza em janeiro desde ano, segundo o estudo do programa Brasil Quilombola, lançado na segunda-feira (6) pela Secretaria de Políticas de Promoção da Igualdade Racial (Seppir). Entre cadastrados ou não, eles somam 1,17 milhões de pessoas e 214 mil famílias.</p>
<p>Um dos principais motivos para a manutenção dos quilombolas na pobreza é a dificuldade de acesso a programas de incentivo à agricultura familiar, devido à falta do título da terra, que garante a posse das famílias. Segundo o relatório, das 2.197 comunidades reconhecidas oficialmente, apenas 207 são tituladas. Apesar das dificuldades, 82,2% viviam da agricultura familiar no começo deste ano.</p>
<p>&#8220;O perfil dos quilombolas é de agricultores, extrativistas ou pescadores artesanais, mas eles têm uma limitação de acesso à terra e não conseguem ser inscritos na Declaração de Aptidão do Programa Nacional de Fortalecimento da Agricultura Familiar (Pronaf), que dá acesso a políticas públicas”, explica a coordenadora de Políticas para Comunidades Tradicionais da Seppir, Barbara Oliveira.</p>
<p>A estratégia para reverter o quadro será, segundo a coordenadora, transferir a responsabilidade de incluir os quilombolas na Declaração de Aptidão do Pronaf para o Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (Incra) até o final desse ano. O órgão também deverá ajudar a acelerar a titulação das terras, feitas em geral pelo próprio órgão ou por governos municipais e estaduais. &#8220;A partir daí eles receberão assistência técnica rural e sua produção será certificada com o selo Quilombolas do Brasil, que agrega valor ao produto”, conta Barbara. &#8220;O objetivo é fortalecer a produção”.</p>
<p><strong>Serviços</strong></p>
<p>Os quilombolas têm menos acesso aos serviços básicos, como saneamento e energia elétrica, que o restante da população, segundo o relatório: 48,7% deles vivem em casas com piso de terra batida, 55,21% não têm água encanada, 33,06% não têm banheiro e 15,07% possui esgoto a céu aberto. Ao todo, 79,29% têm energia elétrica.</p>
<p>Um dos dados que mais chama a atenção, de acordo com Barbara, é a o alto índice de analfabetos: 24,81% deles não sabem ler. A taxa de analfabetismo no país é de 9,1%, segundo a Pesquisa Nacional por Amostras de Domicílio (PNAD). &#8220;Apesar de termos conquistado uma série de programas para educação quilombola, que garantem orçamento, capacitação de professores, material didático e equipamentos, há ainda um desafio muito grande para oferecer Educação de Jovens e Adultos e para ultrapassar a educação além do ensino fundamental, garantindo inclusive acesso ao ensino médio e à universidade”, afirma.</p>
<p><span style="font-size: x-small;"><strong>(Adital)</strong></span></p>
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		<title>São Paulo já pode parar pra ver artistas de rua</title>
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		<pubDate>Mon, 13 May 2013 12:25:20 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Henrique Andrade Camargo</dc:creator>
				<category><![CDATA[Notí­cias]]></category>
		<category><![CDATA[Sociedade]]></category>
		<category><![CDATA[artista de rua]]></category>
		<category><![CDATA[Cultura]]></category>
		<category><![CDATA[Lazer]]></category>
		<category><![CDATA[Raquel Rolnik]]></category>
		<category><![CDATA[São Paulo]]></category>

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		<description><![CDATA[PL regulamenta atividade nas ruas da cidade]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><span style="font-size: x-small;"><strong>Raquel Rolnik*</strong></span></p>
<p style="text-align: center;"><a href="http://mercadoetico.terra.com.br/website/wp-content/uploads/2013/05/artista_rua_520.jpg"><img class="size-full wp-image-72322 aligncenter" src="http://mercadoetico.terra.com.br/website/wp-content/uploads/2013/05/artista_rua_520.jpg" alt="" width="520" height="345" /></a></p>
<p>“A apresentação dos artistas de rua [...] é prática milenar que enche de alegria, sons e imagens a cidade. O município se aquece e se embeleza com a prática artística”. Este é um trecho do projeto de lei que regulamenta a atividade dos artistas de rua na cidade de São Paulo, aprovado na última terça-feira (7) na câmara municipal.</p>
<p>De acordo com o projeto, artistas poderão se apresentar em ruas, parques, praças e semáforos, até as 22h, sem necessidade de licença. As apresentações não podem obstruir a circulação de pessoas e veículos e devem ser gratuitas, sendo permitido “passar o chapéu” e comercializar produtos relacionados com a atividade (camisetas, CDs, DVDs, artesanato, livros etc). O patrocínio de empresas privadas fica proibido.</p>
<p>Esta é uma iniciativa muito bem-vinda porque valoriza o espaço público e o reconhece como lugar de expressão individual e coletiva. Além disso, a aprovação deste projeto – que ainda precisa ser sancionado pelo prefeito Fernando Haddad – é mais que oportuna. Acontece num momento de intensificação da apropriação do espaço público como nunca se viu antes na história da cidade de São Paulo.</p>
<p>A cidade que não para, e que já reprimiu com força policial seus artistas de rua, agora se abre para esta prática.</p>
<p><strong>* Raquel Rolnik é urbanista, professora da Faculdade de Arquitetura e Urbanismo da Universidade de São Paulo e relatora especial da Organização das Nações Unidas para o direito à moradia adequada</strong>.</p>
<p><span style="font-size: x-small;"><strong>(Artigo publicado originalmente no <a href="http://raquelrolnik.wordpress.com/" target="_blank">blog da autora</a>)</strong></span></p>
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		<title>Antes de se falar em sustentabilidade é preciso ser sustentável</title>
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		<pubDate>Fri, 10 May 2013 21:11:17 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Henrique Andrade Camargo</dc:creator>
				<category><![CDATA[Comunicação Responsável]]></category>
		<category><![CDATA[Negócios sustentáveis]]></category>
		<category><![CDATA[Notí­cias]]></category>
		<category><![CDATA[Salas Temáticas]]></category>
		<category><![CDATA[Christina Carvalho Pinto]]></category>
		<category><![CDATA[marcas sustentáveis]]></category>
		<category><![CDATA[SB Rio]]></category>
		<category><![CDATA[Sustainable Brands]]></category>

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		<description><![CDATA[Em uma das apresentações mais marcantes do "Sustainable Brands", Christina Carvalho Pinto defende a comunicação responsável ]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><span style="font-size: x-small;"><strong>Mercado Ético</strong></span></p>
<div class="img alignleft size-full wp-image-72311" style="width:250px;">
	<a href="http://mercadoetico.terra.com.br/website/wp-content/uploads/2013/05/christina_250.jpg"><img src="http://mercadoetico.terra.com.br/website/wp-content/uploads/2013/05/christina_250.jpg" alt="" width="250" height="168" /></a>
	<div>Christina Carvalho Pinto</div>
</div>Existe marca sustentável sem empresa sustentável?</p>
<p>Com essa pergunta, <span style="text-decoration: underline; color: #0000ff;"><strong><a href="http://mercadoetico.terra.com.br/institucional/" target="_blank">Christina Carvalho Pinto</a></strong></span>, presidente do <span style="text-decoration: underline; color: #0000ff;"><strong><a href="http://www.fulljazz.com.br" target="_blank">Grupo FullJazz</a></strong></span> e do <span style="text-decoration: underline; color: #0000ff;"><strong><a href="http://www.mercadoetico.com.br" target="_blank">Mercado Ético</a></strong></span>, deu início a uma das apresentações mais marcantes do Sustainable Brands 2013, evento realizado nos dias 8 e 9, no Rio de Janeiro. Ela participou da sessão temática Como avaliar Marcas Sustentáveis. “Acreditamos (profissionais de comunicação) em mostrar marcas em encantamento com o meio ambiente. Mas a verdade é que a comunicação deve ser o fim de um processo muito maior”, afirma ela que é grande defensora de uma publicidade mais consciente. “Comunicação é a pele. É preciso saber o que há por baixo dela. Será que temos o direito de esconder as entranhas de um ser doente?”, provoca.</p>
<p>Para Christina, é preciso sempre se perguntar o que há nos produtos. Mas é importante que esse processo, enfatiza ela, seja feito sem julgamentos. “Temos que ajudar o organismo a se tornar mais saudável, para só então trabalharmos sua divulgação”, defende. “Hoje, no mundo da propaganda, embora se fale muito em fidelização, sabemos que o que importa mesmo é a sedução do consumidor. Isso não garante continuidade. É somente o domínio do ego. A marca quer você. E você é um objeto”, explica.</p>
<p>Christina também aponta as péssimas qualidades nos relacionamentos entre empresas e seus funcionário. Segundo a presidente da FullJazz, hoje o mundo corporativo vive um momento de esquizofrenia. Há uma ambiguidade entre o que as pessoas querem e acreditam e no que fazem devido às pressões do mercado por resultados financeiros.</p>
<p>O que ela disse é simples e direto: é preciso ter responsabilidade ao vender uma ideia. Se determinado produto ou serviço não é saudável, contamina o ambiente durante seu ciclo de vida, compromete os recursos naturais ou incentiva um estilo de vida que não se alinha a um equilíbrio socioambiental, então ele não deve ser vendido como algo sustentável. Quando essa regrinha não é seguida, o que ocorre é o <em>greenwashing </em>ou a maquiagem verde, processo em que, por meios propagandísticos, atribui-se qualidades a produtos e serviços que eles de fato não têm.</p>
<p>Porém, Christina acredita no poder da mídia para reconstruir e resgatar valores, autoestima e a criatividade. “Sustentabilidade é um sentimento que vem de uma profunda apreciação pela vida. As marcas sustentáveis devem contribuir para o retorno à inteireza do ser humano, de sua ligação com a mãe Gaia”, conclui ela.</p>
<p><span style="font-size: x-small;"><strong>(Mercado Ético)</strong></span></p>
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		<title>Concentração de CO2 na atmosfera ultrapassou a marca dos 400ppm na quinta-feira</title>
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		<pubDate>Fri, 10 May 2013 20:04:00 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Henrique Andrade Camargo</dc:creator>
				<category><![CDATA[meio ambiente]]></category>
		<category><![CDATA[Notí­cias]]></category>
		<category><![CDATA[aquecimento global]]></category>
		<category><![CDATA[emissão de gases do efeito estufa]]></category>
		<category><![CDATA[mudanças climáticas]]></category>

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		<description><![CDATA[Especialista diz que a ultrapassagem dessa marca é uma lembrança significante do quão rápido está sendo o aumento da concentração de gases do efeito estufa na atmosfera]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><span style="font-size: x-small;"><strong>Fabiano Ávila, do Instituto CarbonoBrasil</strong></span></p>
<p><a href="http://mercadoetico.terra.com.br/website/wp-content/uploads/2013/05/carbono_emissão_B_250.jpg"><img class="alignleft size-full wp-image-72294" src="http://mercadoetico.terra.com.br/website/wp-content/uploads/2013/05/carbono_emissão_B_250.jpg" alt="" width="250" height="168" /></a>De acordo com as medições do <em>Scripps Institution of Oceanography</em>, da Universidade de San Diego, que está monitorando a estação de Mauna Loa, no Havaí, a concentração de dióxido de carbono (CO2) na atmosfera chegou a 400,03 partes por milhão (ppm) nesta quinta-feira (9).</p>
<p>“É muito simbólico. Este é um ponto em que devemos parar e pensar sobre onde estamos e o que estamos fazendo. É uma marca que nos alerta sobre o que já vinha se construindo na nossa frente há algum tempo”, afirmou Ralph Keeling, responsável pela estação de Mauna Loa, ao jornal britânico The Guardian.</p>
<p>“A ultrapassagem dessa marca é uma lembrança significante do quão rápido – e do quão extenso – está sendo o aumento da concentração de gases do efeito estufa na atmosfera. No começo da industrialização, a concentração de CO2 era de apenas 280ppm. Esperamos que essa marca ajude a trazer uma maior conscientização sobre a realidade científica das mudanças climáticas”, declarou Rajendra Pachauri, presidente do Painel Intergovernamental sobre Mudanças Climáticas (IPCC).</p>
<p>Pesquisadores acreditam que a última vez que a concentração de CO2 esteve acima da marca dos 400ppm foi entre 3,2 milhões e cinco milhões de anos atrás, quando o planeta era muito mais quente do que hoje.</p>
<p>Segundo o IPCC, seria preciso manter a concentração em 350ppm para que as temperaturas globais não subam além de 2oC, o limite de segurança para evitar as piores consequências das mudanças climáticas.</p>
<p><span style="font-size: x-small;"><strong>(Instituto CarbnoBrasil)</strong></span></p>
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		<title>Manifestantes deixam Belo Monte, mas mantém mobilização em Altamira</title>
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		<pubDate>Fri, 10 May 2013 19:59:56 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Henrique Andrade Camargo</dc:creator>
				<category><![CDATA[meio ambiente]]></category>
		<category><![CDATA[Notí­cias]]></category>
		<category><![CDATA[Sociedade]]></category>
		<category><![CDATA[belo monte]]></category>
		<category><![CDATA[impactos socioambientais]]></category>
		<category><![CDATA[indígenas]]></category>
		<category><![CDATA[terras indígenas]]></category>

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		<description><![CDATA[Eles cobram a presença do ministro da Secretaria-Geral da Presidência da República, Gilberto Carvalho, na região para negociar seus direitos no processo de consulta a povos tradicionais relativos aos empreendimentos hidrelétricos.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><span style="font-size: x-small;"><strong>Thais Leitão, da Agência Brasil</strong></span></p>
<p>Os cerca de 150 indígenas que desocuparam o Canteiro Belo Monte, uma das frentes de obras da Usina Hidrelétrica de Belo Monte, no Rio Xingu, no Pará, estão reunidos em assembleia na cidade de Altamira (PA) desde a manhã de hoje (10) para definir como darão prosseguimento às reivindicações. Eles cobram a presença do ministro da Secretaria-Geral da Presidência da República, Gilberto Carvalho, na região para negociar seus direitos no processo de consulta a povos tradicionais relativos aos empreendimentos hidrelétricos.</p>
<p>Valdenir Munduruku, liderança da Aldeia Teles Pires, em Jacareacanga (PA), enfatizou que a retirada dos índios na noite de ontem (9) ocorreu de forma pacífica, embora o sentimento seja de revolta em relação à reintegração de posse deferida pela Justiça, com autorização de uso da força policial.</p>
<p>Na noite de quarta-feira, o Tribunal Regional Federal da 1ª Região (TRF1) determinou a reintegração de posse do canteiro, que estava ocupado pelos manifestantes desde a quinta-feira (2), atendendo a um pedido feito no início da semana pela empresa Norte Energia, responsável pela instalação e operação da Usina Hidrelétrica de Belo Monte. No dia seguinte, a decisão foi suspensa pelo TRF1, que acatou pedido do Ministério Público Federal (MPF), contudo deu prazo de 24 horas para que os indígenas deixassem o local. Na avaliação do MPF, a ocupação ocorria de forma pacífica e a solução poderia ser alcançada sem necessidade de uso da força.</p>
<p>“Saímos da mesma forma como entramos, de forma pacífica, sem causar danos ao patrimônio ou qualquer tipo de agressão. Deixamos o canteiro porque havia essa decisão [da Justiça] e para não entrar em maiores conflitos com a polícia, mas estamos muito revoltados com a decisão judicial, porque consideramos que nossos direitos estão sendo violados”, disse, por telefone, à Agência Brasil.</p>
<p>&#8220;Achamos que o ministro Gilberto Carvalho deveria vir aqui para ouvir pessoalmente nossas reinvidicações e negociar conosco. Enviar porta-vozes não resolve, porque eles não têm autonomia para firmar compromisso, assinar nada&#8221;, acrescentou.</p>
<p>A Secretaria-Geral da Presidência da República informou, por meio de sua assessoria, que as negociações com os indígenas estão em andamento e que o governo ainda aguarda resposta a um ofício enviado pelo ministro Gilberto Carvalho na terça-feira (7) às lideranças mundurukus. No documento, ele reitera a disposição do governo federal em dialogar e propõe uma reunião de negociação, acompanhada pelo Ministério Público Federal, dentro de 15 dias, em Brasília.</p>
<p>O objetivo do encontro, segundo o ofício, será pactuar “um procedimento adequado de consulta [aos povos tradicionais], tendo como compromisso a garantia que seus direitos sejam respeitados e que suas propostas sejam incorporadas ao processo de tomada de decisão do governo no que diz respeito aos possíveis aproveitamentos hídricos na bacia do Rio Tapajós”, para a implantação de usinas hidrelétricas.</p>
<p>A Secretaria-Geral propõe, ainda, reuniões dos indígenas com os demais ministérios, para monitoramento da pauta apresentada durante a Assembleia Geral do povo Munduruku, em janeiro deste ano, além de uma reunião na cidade de Jacareacanga (PA), no prazo de um mês, coordenada pelo secretário nacional de Articulação Social, Paulo Maldos, para pactuar com as lideranças da região o procedimento de consulta às suas comunidades.</p>
<p>Valdenir Munduruku informou que os indígenas ainda estão elaborando uma resposta ao ofício. Procurada pela Agência Brasil, a empresa Norte Energia, responsável pela instalação e operação da Usina Hidrelétrica de Belo Monte, informou que deve enviar nota com posicionamento oficial sobre a desocupação do canteiro ainda hoje.</p>
<p>Mais cedo, o Consórcio Construtor Belo Monte, responsável pela construção da usina no Rio Xingu, no Pará, informou que a expectativa é que, com a desocupação, as atividades no canteiro sejam normalizadas em pelo menos em 90% ao longo desta sexta-feira, depois de terem sido paralisadas por questões de segurança, durante a ocupação. O prejuízo causado pela interrupção da produção ainda não foi calculado pelo consórcio.</p>
<p>O Canteiro Belo Monte foi ocupado na quinta-feira (2) por um grupo de aproximadamente 150 indígenas que exigem que as obras em curso sejam suspensas até que o processo de consulta prévia aos povos tradicionais, previsto na Convenção 169 da Organização Internacional do Trabalho (OIT), seja regulamentado.</p>
<p>No fim do mês passado, uma comitiva do governo federal se reuniu, em Jacareacanga (PA), com lideranças do povo Munduruku, além de representantes da prefeitura e da Câmara de Vereadores, para dialogar a respeito do processo de consulta aos povos indígenas que vivem na bacia do Rio Tapajós, sobre os projetos de empreendimentos hidrelétricos.</p>
<p>Segundo nota divulgada à época pela Secretaria-Geral da Presidência da República, outras lideranças indígenas convidadas para o debate não compareceram, exigindo, de última hora, que o encontro fosse alterado para outro lugar, algo considerado inviável pelos responsáveis.</p>
<p>Entre os participantes do encontro estava o secretário Paulo Maldos, que lembrou que a Convenção 169 já está em vigor no país e que um grupo interministerial está encarregado de regulamentar, com a participação de representantes indígenas e de populações tradicionais, o processo de consulta.</p>
<p><span style="font-size: x-small;"><strong>(Agência Brasil)</strong></span></p>
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		</item>
		<item>
		<title>Feira internacional de moda apoia marcas &#8220;verdes&#8221;</title>
		<link>http://mercadoetico.terra.com.br/arquivo/feira-internacional-de-moda-apoia-marcas-verdes/</link>
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		<pubDate>Fri, 10 May 2013 19:57:23 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Henrique Andrade Camargo</dc:creator>
				<category><![CDATA[Moda & Beleza]]></category>
		<category><![CDATA[Notí­cias]]></category>
		<category><![CDATA[Salas Temáticas]]></category>
		<category><![CDATA[marcas sustentáveis]]></category>
		<category><![CDATA[moda sustentável]]></category>
		<category><![CDATA[Negócios sustentáveis]]></category>

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		<description><![CDATA[Conheça aqui algumas delas]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><span style="font-size: x-small;"><strong>EcoD</strong></span></p>
<p><img class="aligncenter" src="http://www.ecodesenvolvimento.org/posts/2013/maio/designers-agents-feira-internacional-de-moda-apoia/images/capa-feira.jpg" alt="" width="450" height="275" /></p>
<p>Centros da moda internacional, Nova York, Paris e Los Angeles apresentam todos os anos, em meses distintos, a <span style="text-decoration: underline; color: #0000ff;"><strong><a href="http://designersandagents.com/" target="_blank">Designers &amp; Agents</a></strong></span>, uma feira internacional de varejistas que promove interação entre criadores e consumidores. O evento, que recebe cerca de 3 mil visitantes de todas partes do mundo, é considerado pioneiro no movimento do design sustentável, pois procura identificar e apoiar marcas que possuem iniciativas verdes.</p>
<p>Este ano a D&amp;A é realizada neste mês de maio, em Nova York, em junho em Los Angeles, e no mês de setembro em Paris.</p>
<p>O EcoD listou algumas marcas sustentáveis que brilharam no Designers &amp; Agents de Nova York, destacadas pelo site <span style="text-decoration: underline; color: #0000ff;"><strong><a href="http://www.ecouterre.com/10-emerging-green-designers-were-excited-to-see-at-designers-agents-new-york/designers-and-agents-fall-2013/?extend=1" target="_blank">Ecouterre</a></strong></span>, que faz cobertura do evento. Confira!</p>
<p><strong>Collina Strada</strong></p>
<p><strong><img class="aligncenter" src="http://www.ecodesenvolvimento.org/posts/2013/maio/designers-agents-feira-internacional-de-moda-apoia/images/bolsa-capa.jpg" alt="" width="450" height="275" /><br />
</strong></p>
<p>A marca nova-iorquina de acessórios e bolsas <span style="text-decoration: underline; color: #0000ff;"><strong><a href="http://www.collinastrada.com/pages/spring-2013" target="_blank">Collina Strada</a></strong></span> possui peças desenhadas por Hillary Taymour. Todas são feitas à mão e com materiais eco-conscientes.</p>
<p><strong>State</strong></p>
<p><strong><img class="aligncenter" src="http://www.ecodesenvolvimento.org/posts/2013/maio/designers-agents-feira-internacional-de-moda-apoia/images/state.jpg" alt="" width="450" height="275" /><br />
</strong></p>
<p>A marca de roupa <span style="text-decoration: underline; color: #0000ff;"><strong><a href="http://www.shop-state.com/" target="_blank">State</a></strong></span>, da Adrienne Antonson de Washington, inspira-se na vida em fazendas e faz uma abordagem cuidadosa e artesanal, por meio da utilização de materiais como algodão orgânico, materiais reciclados e fibras locais.</p>
<p><strong>Sprout Watches</strong></p>
<p><strong><img class="aligncenter" src="http://www.ecodesenvolvimento.org/posts/2013/maio/designers-agents-feira-internacional-de-moda-apoia/images/relogios-capa.jpg" alt="" width="450" height="275" /><br />
</strong></p>
<p>A marca <span style="text-decoration: underline; color: #0000ff;"><strong><a href="http://www.sproutwatches.com/" target="_blank">Sprout Watches</a></strong></span> cria relógios a partir de elementos sustentáveis, como a resina de milho, bambu, cortiça, algodão orgânico e pedras preciosas certificadas.</p>
<p><strong>Fogle England</strong></p>
<p><strong><img class="aligncenter" src="http://www.ecodesenvolvimento.org/posts/2013/maio/designers-agents-feira-internacional-de-moda-apoia/images/fogle-capa.jpg" alt="" width="450" height="275" /><br />
</strong></p>
<p>As bolsas e acessórios da <span style="text-decoration: underline; color: #0000ff;"><strong><a href="http://www.tamarafogle.com/" target="_blank">Fogle England</a></strong></span> são feitas no Reino Unido a partir de materiais reciclados, incluindo antigos sacos de farinha alemães, tenda de lona militar de Praga, colchas indianas e couro reciclados.</p>
<p><strong>Elise Ballegeer</strong></p>
<p><strong><img class="aligncenter" src="http://www.ecodesenvolvimento.org/posts/2013/maio/designers-agents-feira-internacional-de-moda-apoia/images/elise-capa.jpg" alt="" width="450" height="275" /><br />
</strong></p>
<p>A marca <span style="text-decoration: underline; color: #0000ff;"><strong><a href="http://eliseballegeer.com/?page_id=51" target="_blank">Elise Ballangeer</a></strong></span> recruta artesãos alemãs para produzir roupas em pequena escala. Cada peça é produzida localmente em Berlim e promove os valores da sustentabilidade social do setor. A produção local diminui as emissões de carbono, já que dispensa a utilização de transporte.</p>
<p><span style="font-size: x-small;"><strong>(EcoD)</strong></span></p>
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		<title>O poder do 1%</title>
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		<pubDate>Fri, 10 May 2013 19:19:27 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Henrique Andrade Camargo</dc:creator>
				<category><![CDATA[Negócios sustentáveis]]></category>
		<category><![CDATA[Notí­cias]]></category>
		<category><![CDATA[Salas Temáticas]]></category>
		<category><![CDATA[SB Rio]]></category>
		<category><![CDATA[Sustainable Brands]]></category>

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		<description><![CDATA[E se fosse possível garantir ganhos de performance de 1% em todos os equipamentos de todo o mundo?]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><span style="text-decoration: underline; color: #0000ff;"><span style="font-size: x-small;"><strong><a href="http://www.reportsustentabilidade.com.br/sustainablebrands/pt-br/blog/o-poder-do-1" target="_blank">SB Rio</a></strong></span></span></p>
<p>E se pudéssemos garantir ganhos de performance de 1% em todos os equipamentos de todo o mundo. Só em consumo de gasolina, os ganhos globais chegariam a US$ 30 bilhões. E esse ganho em termos de emissões de gases? De quanto seria?</p>
<p>O questionamento é de Marcelo Blois, Diretor do Centro de Pesquisa Industrial Internet da GE, que coordena a equipe de P&amp;D na área de integração de sistemas, desenvolvendo pesquisas em software aplicado à Indústria nas linhas de aviação, transporte, mineração, energia e saúde.</p>
<p>Em sua palestra no segundo dia da SB Rio 2013, Blois afirmou que a sustentabilidade por si só tem valor intrínseco, mas se, ao mesmo tempo, gerar retorno, será a equação correta para que empresas invistam ainda mais em seus conceitos.</p>
<p>Para ele, a eficiência das maquinas vai melhorar os ganhos com sustentabilidade, e o caminho para isso passa por pesquisa, onde se encontra a inovação necessária para isso. “Inovação é o mote para geração de lucro para a empresa”, diz.</p>
<p><span style="font-size: x-small;"><strong>(SB Rio)</strong></span></p>
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		<title>Inovação radical</title>
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		<pubDate>Fri, 10 May 2013 19:15:05 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Henrique Andrade Camargo</dc:creator>
				<category><![CDATA[Negócios sustentáveis]]></category>
		<category><![CDATA[Notí­cias]]></category>
		<category><![CDATA[Salas Temáticas]]></category>
		<category><![CDATA[inovação]]></category>
		<category><![CDATA[SB Rio]]></category>
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		<description><![CDATA[Para provocar as mudanças necessárias que possam gerar valor compartilhado à sociedade e operar dentro da Economia Verde é preciso forte investimento em inovação e ideias criativas e disruptivas]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><span style="text-decoration: underline; color: #0000ff;"><span style="font-size: x-small;"><strong><a href="http://www.reportsustentabilidade.com.br/sustainablebrands/pt-br/blog/inova%C3%A7%C3%A3o-radical" target="_blank">SB Rio</a></strong></span></span></p>
<p>Para provocar as mudanças necessárias que possam gerar valor compartilhado à sociedade e operar dentro da Economia Verde é preciso forte investimento em inovação e ideias criativas e disruptivas. Exemplos práticos do impacto dessas práticas foram apresentados na sala sobre Tecnologia na tarde de ontem (9) do<em> Sustainable Brands Rio</em>.</p>
<p><strong>Sessão 1: Concretizando a mudança de materiais</strong></p>
<p>No encontro moderado pela diretora executiva do CEBDS Lia Lombardi, HP, Braskem, Natura e Matéria Brasil mostraram como respondem ao desafio de desenvolver novos materiais, de menor impacto e ampliar o reaproveitamento.</p>
<p>A HP, por exemplo, chegou a uma embalagem que reutiliza o papel sulfite dos testes de impressão em uma tecnologia criada pela HP Brasil e hoje utilizada pela companhia mundialmente. Os cartuchos da marca ainda utilizam quase 60% de componentes reciclados na sua composição plástica.</p>
<p>Inovação também é a base da Matéria Brasil, organização que une uma consultoria e uma empresa de design de produtos e que disponibilizou seu banco de dados sobre materiais de baixo impacto socioambiental em um sistema aberto na internet. O site oferece informações sobre classe, uso e aplicações de cada item. “Quanto mais disseminarmos informações mais teremos condições de gerar mudança. Queremos oferecer um pouco do nosso conhecimento”, afirmou Carol Piccin.</p>
<p>A Braskem produz desde 2010 o polietileno verde, um plástico proveniente da cana-de-açúcar. Além de ser uma alternativa ao petróleo, há a captura de carbono durante o processo produtivo, motivo pelo qual também é chamado é plástico verde. “Cada um 1 kg de polietileno verde capta 2.5 kg de carbono”, disse Cláudia Cappra, líder comercial de renováveis da companhia.</p>
<p>Por fim, o gerente de Tecnologias Sustentáveis da Natura, Sérgio Camargo, apresentou o resultado de uma pesquisa de seis anos da empresa para desenvolver o óleo de palma de forma mais sustentável na Amazônia. Em parceria com pequenos produtores rurais locais e Embrapa, entre outros órgãos, a palma (o dendê no Brasil) foi cultivada em um sistema combinado com outas culturas como açaí, maracujá e banana, entrou outros – algo inédito do mundo.</p>
<p><strong>Sessão 2: Tecnologia impulsiona a cocriação</strong></p>
<p>A força está no coletivo! As iniciativas apresentadas na segunda sessão temática mostraram que a cocriação gera resultados mais inovadores, de maior impacto e se multiplicam no País e no mundo na discussão moderada por Rodrigo Cunha, da Profile.</p>
<p>A diretora da empresa americana WebFilings, Liv Watson, apresentou sua plataforma aberta para gerenciar dados e elaborar os relatórios financeiros e de sustentabilidade das empresas. A tecnologia permite que as informações sejam acessadas e gerenciadas por diversos usuários de forma mais rápida e integrada que os tradicionais documentos em word e excel.</p>
<p>Além de ser importante polo de empreendedorismo e tecnologia, a Porto Digital também se destaca quando o tema é construção coletiva. O núcleo que reúne 230 empresas em Recife (PE) e congrega iniciativa privada, universidades e governo, ajudou a revitalizar a região de entorno, fomentar o desenvolvimento de jovens e gerar riqueza, emprego e renda, conforme explicou Joana Sampaio.</p>
<p>O potencial das redes foi destacado por Tomás de Lara, da Engage, que apresentou a plataforma de cocriação online Mineo. Desenvolvida em parceria com a Matéria Brasil, o espaço oferece a oportunidade a pessoas com boas ideias de se conectar e obter ajuda para desenvolver seus projetos. O diferencial da iniciativa é o critério de utilizar apenas materiais de baixo impacto socioambiental.</p>
<p>Outra iniciativa recém-criada é o MeuRio, plataforma online que ajuda pessoas ou grupos na criação de movimentos em favor de causas sociais pela internet. Entre as ferramentas, há a Panela de Pressão que oferece informações de todos os órgãos de poder e informações de contato para facilitar a cobrança. “Os investimentos que o Rio está recebendo representam uma oportunidade única para a comunidade que deve pressionar o governo para a aplicação correta”, afirma Renato Guimarães, da Purpose, criadora do MeuRio.</p>
<p><strong>Sessão 3: O poder das tecnologias disruptivas</strong></p>
<p>Experiências de inovação radical encerraram a sessão temática. TerpenOil, Brasil Kirin, Novozymes e AES Brasil apresentaram suas iniciativas de tecnologias disruptivas, ou seja, projetos com potencial de transformar as técnicas e práticas atualmente existentes no mercado.</p>
<p>São iniciativas como o sistema de despoluição do solo da TerpenOil que, além da descontaminação da área recupera o óleo então poluidor para destinação à reciclagem.</p>
<p>A marca de bebidas Brasil Kirin também está investindo significativamente para produzir energia própria com a construção de uma planta de energia eólica que será responsável por um terço do consumo da empresa.</p>
<p>Desenvolvedora de biotecnologia, as enzimas da Novozymes estão presentes hoje em produtos tão diversos como detergentes e bebidas e se apresentam como uma alternativa à tecnologia do petróleo. “As plantas podem fazer muito mais que o petróleo”, defendeu Pedro Luiz Fernandes, CEO da companhia no Brasil.</p>
<p>Por fim, a AES Brasil apresentou seu projeto piloto de instalação de um sistema inteligente de tecnologia da informação, os chamados smart grids, em Barueri (SP). A tecnologia ampliará o controle, prevenindo fraudes, dará mais agilidade ao sistema para identificar e solucionar problemas de fornecimento, entre outras vantagens.</p>
<p><span style="font-size: x-small;"><strong>(SB Rio)</strong></span></p>
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		<title>Cinco maneiras de tornar sua empresa amiga dos ciclistas</title>
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		<pubDate>Fri, 10 May 2013 19:08:00 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Henrique Andrade Camargo</dc:creator>
				<category><![CDATA[Negócios sustentáveis]]></category>
		<category><![CDATA[Notí­cias]]></category>
		<category><![CDATA[Salas Temáticas]]></category>
		<category><![CDATA[Você Sustentável]]></category>
		<category><![CDATA[bicicleta]]></category>
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		<description><![CDATA[É sempre bom lembrar que mais bicicletas nas ruas significa menos carros (o que é bom para o meio ambiente), mais atividade física (o que é bom para a saúde do ciclista) e mais disposição (o que é bom para a empresa).]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><span style="font-size: x-small;"><strong>EcoD</strong></span></p>
<p><a href="http://mercadoetico.terra.com.br/website/wp-content/uploads/2013/05/bike_rio_250.jpg"><img class="alignleft size-full wp-image-72315" src="http://mercadoetico.terra.com.br/website/wp-content/uploads/2013/05/bike_rio_250.jpg" alt="" width="250" height="170" /></a>Muita gente pensa ou já pensou em aderir às bicicletas como meio de transporte, mas sempre encontra barreiras na hora de pôr a ideia em prática. Por isso, separamos algumas dicas que podem ser aplicadas nos escritórios como forma de tornar esses lugares mais apropriados para os futuros ciclistas.</p>
<p>São cinco dicas que você pode sugerir ao seu chefe ou, se for o chefe, pensar em como torná-las viáveis. É sempre bom lembrar que mais bicicletas nas ruas significa menos carros (o que é bom para o meio ambiente), mais atividade física (o que é bom para a saúde do ciclista) e mais disposição (o que é bom para a empresa).</p>
<p><strong>1 – Locação</strong></p>
<p>Se você ainda for abrir seu negócio, procure fazê-lo em um local que seja de fácil acesso via bike. Pode ser uma locação no centro ou perto de áreas estratégicas, com ruas planas e pouco movimentadas para evitar o trânsito intenso de carros.</p>
<p>Mas se a sua empresa já possui uma locação fixa, não desanime. Confira as próximas dicas e saiba como melhorar a vida dos empregados-ciclistas.</p>
<p><strong>2 – Estacionamento</strong></p>
<p>O próximo passo para tornar sua empresa amiga dos ciclistas é providenciar um local adequado para guardar as bicicletas. O estacionamento deve ser seguro e, de preferência, em um local fechado.</p>
<p>Muitos edifícios empresariais possuem estacionamentos para carros. Converse com a administração do prédio e veja se não há como reservar um local para os ciclistas deixarem suas magrelas em segurança.</p>
<p><strong>3 – Vestiários</strong></p>
<p>Eis um dos maiores problemas quando se fala em ir pedalando para o trabalho. Pensar em chegar ao escritório suado e com os cabelos despenteados não é nem um pouco estimulante. A solução pode ser providenciar um local onde os empregados possam tomar um banho e se trocar antes de pegar no batente.</p>
<p>Não precisa ser um vestiário profissional. Um banheiro com um chuveiro e um local para deixar os capacetes e mochila com a roupa usada já está de bom tamanho. Em edifícios empresariais você ainda pode sugerir um vestiário comunitário – simplifica o processo e ainda estimula que os empregados de outros escritórios adotem o hábito.</p>
<p><strong>4 – Incentivos financeiros</strong></p>
<p>Contribua financeiramente com que adota a bicicleta como meio de transporte. Aqui no Brasil as empresas são obrigadas a pagarem pelo transporte de seus empregados – o que pode sair caro para os cofres das companhias.</p>
<p>Por isso, ao adotar a bike, os custos com transporte de empregados tende a cair drasticamente. Ainda assim, apóie que usa a magrela para ir ao trabalho. Vai sair mais barato para a empresa e mais vantajoso para os empregados.</p>
<p><strong>5 &#8211; Converse com os empregados e veja o que ele precisam</strong></p>
<p>Essa é a parte mais importante das dicas e fundamental para se ter um bom ambiente de trabalho. E quando se trata de tornar a empresa um local amigo dos ciclistas, ela se torna ainda mais significativa.</p>
<p>Por isso, reúna seu pessoal e converse com eles sobre a possibilidade de adotarem a bicicleta como meio de transporte. Veja quais as suas dúvidas e necessidades e adapte-as à realidade da empresa. Muitas vezes as pessoas só precisam saber que possuem a aprovação do chefe para mudar seus hábitos.</p>
<p><em>* Com informações do Planet Green</em></p>
<p><span style="font-size: x-small;"><strong>(EcoD)</strong></span></p>
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		<title>SB Rio mostra que profissionais de RSC não estão sós</title>
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		<pubDate>Fri, 10 May 2013 18:22:42 +0000</pubDate>
		<dc:creator>silvia.marcuzzo</dc:creator>
				<category><![CDATA[Silvia Marcuzzo]]></category>
		<category><![CDATA[responsabilidade social corporativa]]></category>
		<category><![CDATA[responsabilidade social empresarial]]></category>
		<category><![CDATA[RSC]]></category>
		<category><![CDATA[RSE]]></category>
		<category><![CDATA[SB Rio]]></category>
		<category><![CDATA[Sustainable Brands]]></category>
		<category><![CDATA[Sustentabilidade]]></category>

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		<description><![CDATA[Conferência deve se tornar novo polo para a disseminação de casos positivos em sustentabilidade empresarial]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<div class="img aligncenter size-full wp-image-72327" style="width:520px;">
	<a href="http://mercadoetico.terra.com.br/website/wp-content/uploads/2013/05/alvaro_report_520.jpg"><img src="http://mercadoetico.terra.com.br/website/wp-content/uploads/2013/05/alvaro_report_520.jpg" alt="" width="520" height="348" /></a>
	<div>Álvaro Almeida, organizador do SB Rio</div>
</div>
<p>A sustentabilidade precisa estar no meio do negócio. Para engajar o público interno, o ideal é usar a linguagem da empresa. Histórias inspiradoras ajudam muito no entendimento do quanto as coisas estão conectadas. É preciso ouvir as partes envolvidas no processo.</p>
<p>Essas foram algumas das conclusões do encerramento do <em>Sustainable Brands Rio</em>, conferência sobre marcas sustentáveis realizada na quarta e quinta-feira (dias 8 e 9), no Rio de Janeiro. A partir dessa primeira edição, o evento será realizado todo o ano na cidade maravilhosa. Segundo a organização,  mais de 80 palestrantes de 60 organizações distintas contaram como suas organizações, pequenas, médias ou gigantes, estão trabalhando no atual cenário, utilizando tecnologia, inovação e ferramentas de comunicação. Cerca de 150 empresas marcaram presença no SB Rio.</p>
<p>Boa parte dos participantes voltou mais animada para casa. Muitos perceberam que não estão sozinhos no trabalho de fomentar mudanças culturais e procedimentos para tornar o mundo um pouco melhor (mesmo que, para muitos, isso ainda soe como <em>greenwashing</em>). Nada melhor que ver, sentir e compreender o que representam os avanços desse contexto para se ter condições de fazer a lição de casa: mudanças necessárias – ou possíveis – no árduo caminho de tornar negócios mais responsáveis e justos.</p>
<p>Álvaro Almeida, da Report Sustentabilidade, promotora do evento, acredita que com a vinda da conferência para o Brasil, novas redes serão tecidas e de forma exponencial. Para ele, nesse momento há uma grande necessidade das empresas discutirem soluções para resolver problemas no seu modelo de negócio. O jornalista vem acompanhando o evento nos Estados Unidos nos últimos três anos. A intenção é transformar o Rio em um novo polo para disseminação de práticas mais sustentáveis. Almeida diz que a iniciativa não é só para se discutir problemas, mas para contribuir na disseminação de casos positivos. “É isso que as pessoas querem ouvir”, acrescenta. E conclui “é preciso convencer, mover pela prática”.</p>
<p><span style="font-size: x-small;"><strong>(Silvia Marcuzzo/Mercado Ético)</strong></span></p>
]]></content:encoded>
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		<title>10 pontos de partida para um modelo em construção</title>
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		<pubDate>Fri, 10 May 2013 18:05:14 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Henrique Andrade Camargo</dc:creator>
				<category><![CDATA[Notí­cias]]></category>
		<category><![CDATA[Sociedade]]></category>
		<category><![CDATA[brasileiros]]></category>
		<category><![CDATA[Brsail]]></category>
		<category><![CDATA[Cultura]]></category>
		<category><![CDATA[desenvolvimento]]></category>
		<category><![CDATA[política]]></category>

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		<description><![CDATA[Documento propõe reflexões sobre o Brasil e os brasileiros para que se crie um país melhor para todos]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><span style="font-size: x-small;"><strong>Refletir Brasil</strong></span></p>
<p>1. Somos um país continental, com 200 milhões de pessoas e uma natureza pródiga:<br />
Precisamos pensar como continente, importante, imponente, líder. Necessitamos elaborar um projeto de País consistente e onde todos se sintam responsáveis em seguir o planejado. O Brasil deve se tornar um exemplo de país sustentável nos vários eixos: econômico, social, cultural, ambiental.</p>
<p>2. Somos criativos, flexíveis, adaptáveis, empáticos, pacíficos:<br />
Precisamos elaborar um modelo não engessado na forma, mas firme nos valores e propósitos; que não permita brechas para desvios de conduta, corrupção, violência. Tolerância Zero para estes aspectos. A ética deve ser um objetivo a ser afirmado.</p>
<p>3. Somos alegres, afetivos, amigos, sonhadores, sensuais:<br />
Nosso modelo precisa contemplar a beleza, a leveza, o amor. Precisamos ser uma sociedade feliz. Não podemos perder o foco na realização, na concretude dos sonhos, nas metas estabelecidas do projeto de País. Temos que ser consistentes e comprometidos, profundos. No nosso modelo a mobilização social é fundamental.</p>
<p>4. Somos diversos, com multiplicidade de olhares e saberes; apreciamos as diferenças e promovemos a convergência, a harmonização:<br />
Nosso modelo deve enaltecer e fortalecer a diversidade, torná-la um potencial da sociedade brasileira. Defendemos a liberdade religiosa sem discriminação. Nosso modelo celebra a inclusão e a diversidade características da brasilidade. Seu reconhecimento permite criar um modelo inclusivo, sem preconceitos, empático, solidário, justo.</p>
<p>5. Somos coletivos, sociais, comunicativos, conectados, gostamos de gente:<br />
Convidamos para a criação de um modelo elaborado coletivamente, que permita a troca de ideias presenciais e em redes colaborativas e cooperativas entre si. Nossa sociedade deve ser “redonda” e não plana, linear. A responsabilidade é de todos. Necessitamos aprender a exercer nossa responsabilidade cidadã, compartilhada em seus diferentes níveis.</p>
<p>6. Temos uma cultura diversa, singular, sincrética e criativa em diferentes áreas:<br />
Nosso modelo deve enaltecer nossa cultura; divulgar, premiar e reconhecer nossos personagens, autores. Valorizar as culturas locais de forma persistente e buscar a internacionalização. Num mundo cada vez mais interdependente devemos avançar muito além dos nacionalismos, tendo sempre o planeta em mente e a responsabilidade sobre ele compartilhada. Temos que afirmar nosso sincretismo cultural, que mistura códigos e estilos de forma avançada e sofisticada, a ser oferecido ao mundo como referência ou inspiração.</p>
<p>7. Somos empreendedores, batalhadores, esforçados, resilientes, “tiramos leite de pedra”, “nos viramos”:<br />
Precisamos de educação formal que nos capacite para o empreendedorismo e o cooperativismo em diálogo. Deve ser um modelo que fortaleça uma economia que aponte para a inclusão e a diminuição das desigualdades. É preciso formação para aumentar nossa exigência na qualidade de produtos e serviços. Precisamos mais qualidade na formação para sermos mais produtivos.</p>
<p>8. Somos acomodados, não nos posicionamos, não reclamamos por nossos direitos:<br />
Precisa ser fortalecida a autoestima do brasileiro. Nosso modelo deve estabelecer com clareza deveres, direitos e responsabilidades. Criar canais e mecanismos para a participação popular direta e coletiva; compartilhar a informação e democratizar a comunicação no país. Nosso conceito de democracia precisa ser aprofundado e as práticas transformadas.</p>
<p>9. Não somos eficientes, eficazes e efetivos nos negócios; perdemos com facilidade o foco e os prazos; nos falta capacitação e comprometimento; não sabemos nos internacionalizar, divulgar nossa marca Brasil.<br />
Nosso modelo precisa levar em conta esta carência brasileira e dar espaço para mais capacitação nas relações internacionais, conhecimento das diferentes culturas e linguagens específicas que gerem resultados efetivos para os trabalhadores. As micros e pequenas empresas devem ter prioridade; as empresas nacionais precisam ser valorizadas, protegidas. A carga tributária precisa ser reduzida e melhor distribuída, diminuir a burocracia e desenvolver a infraestrutura. A prioridade para as empresas micros, pequenas e médias vai gerar ganhos para todos e, portanto, para o País.</p>
<p>10. Não sabemos exigir do Estado os serviços básicos de qualidade, apesar dos altos impostos:<br />
Nosso modelo de Estado hoje é caro e ineficiente. Sistemas de educação e saúde sem qualidade, segurança comprometida, infraestruturas arcaicas, transporte público insuficiente, política partidária corrompida, falta de transparência&#8230; Precisamos repensar o papel dos cidadãos e cidadãs diante do Estado, criar um novo modelo de educação cidadã. Democratizar a democracia.</p>
<p>Assim, temos muitas das características de um país “pós moderno”, de vanguarda, inovador, contudo&#8230; precisamos fortalecer nossa autoestima e a participação política para acreditar que somos capazes. Precisamos ser protagonistas do presente e do futuro que bate à nossa porta e assumir a corresponsabilidade pelo Brasil, o país que vivemos e amamos.</p>
<p><span style="font-size: x-small;"><strong>(Refletir Brasil)</strong></span></p>
]]></content:encoded>
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		</item>
		<item>
		<title>O que a mudança do clima e Gangnam Style têm em comum?</title>
		<link>http://mercadoetico.terra.com.br/arquivo/o-que-a-mudanca-do-clima-e-gangnam-style-tem-em-comum/</link>
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		<pubDate>Fri, 10 May 2013 15:27:34 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Henrique Andrade Camargo</dc:creator>
				<category><![CDATA[meio ambiente]]></category>
		<category><![CDATA[Notí­cias]]></category>
		<category><![CDATA[Gangnam Style]]></category>
		<category><![CDATA[meme]]></category>
		<category><![CDATA[mudanças climáticas]]></category>
		<category><![CDATA[Sociedade]]></category>

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		<description><![CDATA[Todas as dimensões estão cheias de cenários catastróficos, negatividade e conflito, o que segundo os pesquisadores explica porque o meme da mudança climática não pega na população em geral.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><span style="font-size: x-small;"><strong>Flavia Pardini, da Página 22</strong></span></p>
<p>Responda rápido: quando você pensa na mudança climática, que ideia lhe vem à cabeça?</p>
<p>Há boas chances de que tal ideia lhe tenha sido transmitida via redes sociais, na forma de uma informação, rápida, direta e que se espalha como um vírus, de pessoa para pessoa. Enfim, um meme.</p>
<p>O termo foi cunhado pelo biólogo Richard Dawkins no livro O Gene Egoísta para descrever a unidade mínima da memória. Na genética, é o gene que funciona como a unidade de transmissão de informação que se auto-reproduz, determinando a evolução de dada espécie. Para Dawkins, memes têm potencial para explicar o comportamento humano e a evolução cultural.</p>
<p>Um meme que recentemente explodiu e logo na sequência morreu foi o fenômeno coreano de Gangnam Style. Mas há memes que perduram por décadas.</p>
<p>A mudança climática, por exemplo, ocupa espaço na mídia e nas mentes humanas há pelo menos 30 anos, mas apenas 5% da população mundial reage à ideia como um fenômeno cultural real.</p>
<p>Para entender que tipo de mensagem fez com que uma parcela pequena da população se ligasse à ideia da mudança do clima enquanto a grande maioria permanece imune, o húngaro Lazlo Karafiath e o americano Joe Brewer decidiram se dedicar à “ciência de memes”.</p>
<p>Eles criaram o Climate Meme Project e, via crowdfunding, angariaram fundos para estudar a mudança climática como meme.</p>
<p>Acabaram com um conjunto de 5 mil memes que abordam a questão positiva ou negativamente e agruparam-nos em cinco dimensões –  harmonia, sobrevivência, cooperação, ímpeto e elitismo –, ou “campos de batalha” onde diferentes opiniões sobre o tema tentam espalhar ideias.</p>
<p>Todas as dimensões estão cheias de cenários catastróficos, negatividade e conflito, o que segundo os pesquisadores explica porque o meme da mudança climática não pega na população em geral.</p>
<p>“O aquecimento global não é um bom meme”, escreveram Brewer e Karafiath em um relatório. “As tentativas de comunicação dos últimos 20 anos falharam completamente. Temos que olhar para fora para encontrar memes que se espalhem mais facilmente”.</p>
<p>A conclusão, dizem, é positiva, pois significa que há – muito – espaço para encontrar e espalhar memes que funcionem em detonar a ação coletiva em relação ao clima.</p>
<p>Enquanto Brewer e Karafiath se empenham em descobrir que meme é esse, a grande maioria da população já se esqueceu do Gangnam Style e dança agora ao som do Harlem Shake.</p>
<p><span style="font-size: x-small;"><strong>(Blog De Lá Pra Cá/ Página 22)</strong></span></p>
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		<title>MEC dará bolsas para estudantes de baixa renda, indígenas e quilombolas</title>
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		<pubDate>Fri, 10 May 2013 14:32:51 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Henrique Andrade Camargo</dc:creator>
				<category><![CDATA[Educação e sustentabilidade]]></category>
		<category><![CDATA[Notí­cias]]></category>
		<category><![CDATA[Salas Temáticas]]></category>
		<category><![CDATA[Brasil]]></category>
		<category><![CDATA[educação]]></category>
		<category><![CDATA[famílias de baixa renda]]></category>
		<category><![CDATA[indígenas]]></category>
		<category><![CDATA[Sociedade]]></category>

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		<description><![CDATA[O programa será disponibilizado a partir da próxima segunda-feira (13).]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><span style="font-size: x-small;"><strong>Mariana Tokarnia, da Agência Brasil</strong></span></p>
<p>Estudantes das universidades federais com renda inferior a 1,5 salário mínimo, de cursos com carga horária de no mínimo cinco horas diárias, poderão participar do Programa Nacional de Bolsa Permanência anunciado na última quinta-feira (9) pelo Ministério da Educação (MEC). A bolsa será R$ 400 mensais. Para estudantes indígenas e quilombolas, o valor será superior, R$ 900.</p>
<p>O programa será disponibilizado a partir da próxima segunda-feira (13). Primeiramente, as universidades terão acesso e poderão cadastrar os pró-reitores de cada área como interlocutores. A partir de então, os estudantes poderão se cadastrar, explica o secretário de Educação Superior do MEC, Paulo Speller. As bolsas serão distribuídas conforme a necessidade de cada instituto.</p>
<p>Os estudantes receberão um cartão do Banco do Brasil. A bolsa será recebida por meio dele. Segundo Speller, o cadastramento será online, com duração permanente e atualizado a cada mês pelas universidades.</p>
<p>O secretário disse que a bolsa deverá dar tranquilidade ao aluno que enfrenta dificuldades econômicas.</p>
<p><span style="font-size: x-small;"><strong>(Agência Brasil)</strong></span></p>
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		<title>Google mostra imagens do desmatamento amazônico nos últimos 28 anos</title>
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		<pubDate>Fri, 10 May 2013 14:22:15 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Henrique Andrade Camargo</dc:creator>
				<category><![CDATA[meio ambiente]]></category>
		<category><![CDATA[Notí­cias]]></category>
		<category><![CDATA[Amazônia]]></category>
		<category><![CDATA[aquecimento global]]></category>
		<category><![CDATA[desmatamento]]></category>
		<category><![CDATA[impactos ambientais]]></category>

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		<description><![CDATA[Além da floresta amazônica, foram registradas fotos que mostram a expansão costeira em Dubai, o aumento nos sistema de irrigação na Arábia Saudita, a seca do Mar Aral e do Lago Urmia, no Irã]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><a href="http://ciclovivo.com.br/noticia/google-mostra-imagens-do-desmatamento-amazonico-nos-ultimos-28-anos" target="_blank"></a><span style="font-size: x-small;"><strong><a href="http://ciclovivo.com.br/noticia/google-mostra-imagens-do-desmatamento-amazonico-nos-ultimos-28-anos" target="_blank">CicloVivo</a></strong></span></p>
<p>O Google disponibilizou uma sequência de imagens da Terra feitas a partir do satélite Landsat. A compilação, chamada de timelapse, mostra claramente as mudanças ocorridas no planeta nas últimas três décadas. Um dos destaques é o desmatamento amazônico.</p>
<p>O monitoramento começou a ser feito em 1984 e os dados disponíveis se estendem até o ano passado. Através das fotografias é possível perceber um nítido avanço no desmatamento de áreas florestadas na Amazônia em consequência da expansão agropecuária.</p>
<p>As informações coletadas e armazenadas pelo Google foram disponibilizadas em uma página na web chamada de Earth Engine. Através desse material, é possível fazer pesquisas e acessar imagens de diversas áreas da superfície terrestre, analisando as mudanças ocorridas nos últimos anos.</p>
<p>Além da floresta amazônica, foram registradas fotos que mostram a expansão costeira em Dubai, o aumento nos sistema de irrigação na Arábia Saudita, a seca do Mar Aral e do Lago Urmia, no Irã, que possuem imagens impressionantes, mostrando como as duas reservas de água quase desapareceram por completo.</p>
<p>O Google informa que continuará a disponibilizar essas ferramentas para auxiliar pesquisadores e permanecer monitorando as mudanças ocorridas na natureza. As informações ainda servem como suporte para trabalhos de conscientização, já que boa parte dos impactos gerados é consequência da ação humana.</p>
<p><span style="font-size: x-small;"><strong>(CicloVivo)</strong></span></p>
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		<title>Nobel da Paz lança centro de negócios sociais em SP</title>
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		<pubDate>Fri, 10 May 2013 14:13:47 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Henrique Andrade Camargo</dc:creator>
				<category><![CDATA[Negócios sustentáveis]]></category>
		<category><![CDATA[Notí­cias]]></category>
		<category><![CDATA[Salas Temáticas]]></category>
		<category><![CDATA[ESPM]]></category>
		<category><![CDATA[Muhammad Yunus]]></category>
		<category><![CDATA[negócios sociais]]></category>

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		<description><![CDATA[Em parceria com a ESPM, objetivo é estimular a produção de conhecimento científico sobre o tema.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><span style="font-size: x-small;"><strong>Patrícia Gomes, da Porvir</strong></span></p>
<p><a href="http://mercadoetico.terra.com.br/website/wp-content/uploads/2013/05/yunus_250.jpg"><img class="alignleft size-full wp-image-72303" src="http://mercadoetico.terra.com.br/website/wp-content/uploads/2013/05/yunus_250.jpg" alt="" width="250" height="168" /></a>O Nobel da Paz Muhammad Yunus desembarca em duas semanas no Brasil resolvido a disseminar o conceito de negócios sociais por aqui. O bengalês que ficou conhecido no mundo por defender um tipo de empresa diferente, voltada a resolver problemas sociais e cujo lucro é totalmente revertido em favor da causa, lança no próximo dia 27 um centro de pesquisa em parceria com a ESPM (Escola Superior de Propaganda e Marketing) para estimular a produção de conhecimento científico sobre o tema. O Yunus ESPM Social Business Centreserá o primeiro da América Latina dedicado a negócios sociais.</p>
<p>“O <em>Yunus ESPM Social Business Centre</em> chega ao Brasil para colocar a mão na massa. Vamos atuar em três frentes: a acadêmica, para oferecer cursos; a incubadora, para ajudar a gestar ideias; e o fomento à pesquisa de professores e alunos”, diz Rogério Oliveira, diretor do Yunus Social Business Brasil. O centro ficará em São Paulo, na Vila Mariana, mas já há a perspectiva de expansão em 2014 para o Rio de Janeiro e Porto Alegre, onde a ESPM mantém unidades.</p>
<p>Por enquanto, os cursos são de extensão. O primeiro deles, que confere um certificado internacional em negócios sociais, está organizado em torno de encontros quinzenais e tem início previsto já para o segundo semestre. Durante as aulas, os alunos serão apresentados ao conceito e aprenderão formas de desenvolver seus próprios negócios. Entre os professores estão professores brasileiros e de países como Alemanha, Chile, Letônia e França. Mais detalhes poderão ser conhecidos em breve no site do centro.</p>
<p>Além do Brasil, o Yunus mantém centros semelhantes em outros sete países: Japão, Coreia, Itália, Alemanha, Estados Unidos, França, Turquia. Cada um tem uma característica fundamental, normalmente relacionada a peculiaridades do país. “No Japão, por exemplo, o foco é estudar o impacto da tecnologia nos negócios sociais. No Brasil, será a criatividade”, afirma Oliveira.</p>
<p>De acordo com o que defende Yunus, negócios sociais são empresas que funcionam conforme a lógica de mercado, são autosuficientes financeiramente, mas têm como principal meta causar impacto social. “São negócios que trabalham apenas com a missão social. Todo o lucro é reinvestido na própria empresa para que os produtos e serviços oferecidos se aprimorem cada vez mais”, explica o diretor do Yunus Social Business Brasil.</p>
<p>O conceito vem tendo cada vez mais adeptos no Brasil. “Milhares de pessoas ao redor do mundo já foram inspiradas e impactadas pelos projetos do Yunus Social Business e, no Brasil, já existem inúmeras iniciativas voltadas ao negócio social”, diz Ismael Rocha Jr., diretor acadêmico de graduação da ESPM-SP e coordenador da ESPM Social.</p>
<p>Veja a seguir sete princípios determinados por Yunus a serem seguidos por empreendedores interessados em negócios sociais:</p>
<p>1. O objetivo do negócio é a superação da pobreza ou de um ou mais problemas que ameacem as pessoas e a sociedade. Podem ser em áreas como educação, saúde, acesso à tecnologia, meio ambiente etc. O principal objetivo não pode ser a maximização dos lucros;<br />
2. A empresa alcançará a sustentabilidade financeira;<br />
3. Os investidores recebem de volta apenas o montante investido. Não se paga nenhum dividendo além do retorno do investimento inicial;<br />
4. Quando o montante do investimento é recuperado, o lucro fica com a empresa para cobrir expansões e melhorias;<br />
5. A empresa será ambientalmente consciente;<br />
6. A força de trabalho receberá salários de mercado e desfrutará de condições de trabalho melhores que as usuais;<br />
7. Faça isso com alegria.</p>
<p>Como os negócios sociais ainda são um conceito em formação no Brasil, o termo vem sendo usado também para designar as empresas preocupadas com impacto social, mas que redistribuem o lucro entre os acionistas. O Porvir prepara uma série de matérias sobre o tema. Acompanhe nas próximas semanas.</p>
<p><span style="font-size: x-small;"><strong>(Porvir)</strong></span></p>
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		<title>SP vai pagar empresa de ônibus pela satisfação do passageiro</title>
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		<pubDate>Fri, 10 May 2013 13:42:04 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Henrique Andrade Camargo</dc:creator>
				<category><![CDATA[Notí­cias]]></category>
		<category><![CDATA[Sociedade]]></category>
		<category><![CDATA[mobilidade urbana]]></category>
		<category><![CDATA[ônibus]]></category>
		<category><![CDATA[São Paulo]]></category>
		<category><![CDATA[transporte público]]></category>

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		<description><![CDATA[Decreto prevê uso de pesquisas e indicadores para decidir remuneração. Novo método deve buscar avaliar condições em horário de pico.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><span style="font-size: x-small;"><strong>André Monteiro, da Rede Nossa São Paulo</strong></span></p>
<p>O prefeito de São Paulo, Fernando Haddad (PT), publicou nesta quinta-feira decreto que reorganiza o transporte coletivo municipal.</p>
<p>A medida era aguardada há dois meses, pois abre caminho para a publicação do edital da nova licitação dos ônibus e peruas da cidade. Os contratos das concessionárias de ônibus, por exemplo, foram assinados há dez anos e vencem em julho. A previsão inicial da Secretaria dos Transportes era ter publicado o edital no fim de fevereiro.</p>
<p>Entre as mudanças, o decreto estabelece novas formas de remuneração das empresas de ônibus.</p>
<p>Atualmente, elas recebem pelo número de passageiros transportados, mas agora vai entrar no cálculo também:</p>
<p>1) A qualidade dos serviços ofertados, “medida por meio de indicadores de desempenho operacional e pesquisas de satisfação dos usuários”<br />
2) Investimentos realizados na frota e os de atualização tecnológica</p>
<p>Na prática, a empresa que não garantir qualidade será punida no bolso. O decreto diz que os critérios para o cálculo da remuneração final serão estabelecidos “no edital e nos contratos de concessão e permissão”.</p>
<p>Outra mudança é que o decreto abre possibilidade para outros tipos de pagamento. O texto diz que o edital a ser publicado “poderá estabelecer que a remuneração da operação em corredores será por valores fixos mensais, observada a efetiva prestação dos serviços programados”.</p>
<p>Com isso, a intenção da prefeitura é aumentar o número de veículos nos corredores de ônibus para diminuir a espera dos passageiros. A medida se articula com os projetos de eliminar o excesso de linhas nos corredores, criar linhas expressas e aumentar a velocidade do transporte público.</p>
<p>O decreto também diz que “o edital poderá prever valores diferenciados de remuneração para os serviços prestados em horário de baixa demanda”. Se implantada, por exemplo, a medida poderá estimular o aumento da frota que circula de madrugada e nos finais de semana.</p>
<p><strong>ÁREAS</strong></p>
<p>O prazo dos contratos do serviço de concessão, chamado de estrutural e formado pelos ônibus maiores, que circulam pelas principais vias, passou de 10 para 15 anos. A concessão é operada por empresas ou consórcios.</p>
<p>Já a permissão, chamado de local e formado pelas peruas e ônibus menores, que circulam nos bairros, teve prazo de validade mantido em sete anos, prorrogáveis por três. A permissão é operada por cooperativas.</p>
<p>Outra mudança é a redistribuição das áreas de atuação das empresas e cooperativas. Elas passarão de oito para três: Noroeste (formada pelas atuais áreas 1, 2 e 8), Leste (3, 4 e 5) e Sul (6 e 7).</p>
<p>A mudança vai obrigar consórcios e cooperativas a se reorganizarem para poder concorrer na licitação.</p>
<p>A área do centro expandido –perímetro formado pelas marginais Tietê, Pinheiros e avenidas Salim Farah Maluf, Bandeirantes e do Estado– não entra divisão, pois todas as empresas podem operar dentro dele.</p>
<p>A prefeitura afirma que a redistribuição “permitirá melhor controle pelo poder público e facilitará o equilíbrio financeiro entre os lotes”.</p>
<p><span style="font-size: x-small;"><strong>(Rede Nossa São Paulo)</strong></span></p>
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		<title>Governo lança estudo inédito sobre recursos hídricos fronteiriços</title>
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		<pubDate>Thu, 09 May 2013 21:11:17 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Henrique Andrade Camargo</dc:creator>
				<category><![CDATA[meio ambiente]]></category>
		<category><![CDATA[Notí­cias]]></category>
		<category><![CDATA[Brasil]]></category>
		<category><![CDATA[recursos hídricos]]></category>
		<category><![CDATA[rios]]></category>

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		<description><![CDATA[Dono de 12% de toda água doce do planeta, o país faz fronteira com dez nações com os quais divide 83 rios, em oito bacias hidrográficas comuns]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><span style="font-size: x-small;"><strong>Vladimir Platonow, da Agência Brasil</strong></span></p>
<p><a href="http://mercadoetico.terra.com.br/website/wp-content/uploads/2013/05/Brasil_fronteira_250.png"><img class="alignleft size-full wp-image-72243" src="http://mercadoetico.terra.com.br/website/wp-content/uploads/2013/05/Brasil_fronteira_250.png" alt="" width="250" height="168" /></a>Dono de 12% de toda água doce do planeta, o Brasil faz fronteira com dez países com os quais divide 83 rios, em oito bacias hidrográficas comuns. Para estudar melhor este patrimônio natural, a Secretaria de Assuntos Estratégicos (SAE) da Presidência da República lançou a primeira publicação da Série Estudos Estratégicos, intitulada Água e Desenvolvimento Sustentável – Recursos Hídricos Fronteiriços e Transfronteiriços do Brasil.</p>
<p>O trabalho foi apresentado pelo assessor de Desenvolvimento Sustentável da SAE, Bruno de Carvalho, durante o Seminário Green Rio, voltado para a produção orgânica, que começou ontem (8) e terminou hoje (9), no Jardim Botânico do Rio.</p>
<p>“O estudo trata do arcabouço legal e de tratados ratificados pelo Brasil em suas áreas de fronteira. Nós compartilhamos recursos hídricos com dez países. O objetivo é subsidiar o trabalho da Câmara Técnica de Gestão de Recursos Transfronteiriços, que vem se dedicando ao desenvolvimento de uma proposta de estratégia regional, para que se possa fazer o planejamento, gerenciamento e monitoramento dos recursos hídricos da fronteira”, disse.</p>
<p>Segundo Carvalho, o Brasil busca a formulação de uma estratégia regional para melhor utilização dos recursos hídricos. “É um estudo pioneiro, porque agrupa todas as informações históricas e legais em um documento apropriado. Esta informação estava todo pulverizada e a SAE decidiu unir os dados e subsidiar o setor.”</p>
<p>Carvalho disse que a intenção é fazer a tradução da publicação para o espanhol, para possa ser disseminada entre os demais países da região. “No Norte do Brasil estamos à jusante, ou seja, recebemos a água dos países vizinhos. E no Sul do país, estamos à montante, os países vizinhos é que recebem as nossas águas. Se não houver um esforço comum para se trabalhar esta questão, haverá um preço por isso.”</p>
<p>A publicação teve colaboração do Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (Pnud), com apoio da Secretaria de Recursos Hídricos e Ambiente Urbano do Ministério do Meio Ambiente (MMA) e da Agência Nacional de Águas (ANA). Ela pode ser lida ou baixada gratuitamente no endereço da SAE na internet: <span style="text-decoration: underline; color: #0000ff;"><strong><a href="http://www.sae.gov.br./" target="_blank">www.sae.gov.br</a></strong></span>.</p>
<p><span style="font-size: x-small;"><strong>(Agência Brasil)</strong></span></p>
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		<item>
		<title>Os empregos verdes em uma economia de baixo carbono</title>
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		<pubDate>Thu, 09 May 2013 21:05:19 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Henrique Andrade Camargo</dc:creator>
				<category><![CDATA[Economia]]></category>
		<category><![CDATA[Ética e trabalho]]></category>
		<category><![CDATA[Notí­cias]]></category>
		<category><![CDATA[Salas Temáticas]]></category>
		<category><![CDATA[economia verde]]></category>
		<category><![CDATA[empregos verdes]]></category>
		<category><![CDATA[Marcus Eduardo de Oliveira]]></category>
		<category><![CDATA[OIT]]></category>
		<category><![CDATA[trabalho]]></category>

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		<description><![CDATA["De toda sorte, os empregos verdes em uma economia de baixo carbono se insere na perspectiva de que é possível ainda salvar o planeta da agressão produtiva típica das economias modernas que anseiam a qualquer custo obterem elevadas taxas de crescimento econômico"]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><span style="font-size: x-small;"><strong>Marcus Eduardo de Oliveira*</strong></span></p>
<p><span style="font-size: x-small;"><strong></strong></span><a href="http://mercadoetico.terra.com.br/website/wp-content/uploads/2013/05/trabalho_verde_250.jpg"><img class="alignleft size-full wp-image-72247" src="http://mercadoetico.terra.com.br/website/wp-content/uploads/2013/05/trabalho_verde_250.jpg" alt="" width="250" height="168" /></a>No seu relatório anual sobre as tendências mundiais do emprego, a Organização Internacional do Trabalho (OIT) estima que, &#8220;apesar de uma recuperação moderada do crescimento da produção&#8221; esperada para este ano e para 2014, &#8220;a taxa de desemprego deverá aumentar de novo e o número de desempregados no mundo crescerá 5,1 milhões em 2013, ultrapassando 202 milhões&#8221;.</p>
<p>Contudo, esse cenário desolador da economia mundial pode ser atenuado via geração dos chamados empregos verdes a partir da transição para uma economia de baixo carbono; para uma economia que se desenvolva qualitativamente sem impactar o meio ambiente, que cresça moderadamente sem destruir os elementares serviços ecossistêmicos, que se paute na ética dos valores contidos no ideário do desenvolvimento sustentável, protegendo a flora, a fauna, reduzindo o consumo de recursos naturais, de energia e de água.</p>
<p>Para a OIT, os empregos verdes são aqueles que reduzem o impacto das empresas no meio ambiente e dos setores econômicos a níveis que sejam considerados sustentáveis, além de reduzir a necessidade de energia e matérias primas.</p>
<p>Isso somente será possível com a prática de uma nova economia que respeita o meio ambiente e reconheça a necessidade de reduzir as emissões de gases que provocam o efeito estufa, respondendo afirmativamente pela geração de empregos em áreas-chave da sustentabilidade.</p>
<p>Ainda segundo estudos elaborados pela OIT, até 2030 o Brasil deve criar cerca de 730 mil novos postos de trabalho com a implantação de projetos de economia de baixo carbono, somente no setor de energias renováveis.</p>
<p>Hoje, já contamos com mais três milhões de postos de empregos verdes, com destaque para as seguintes áreas: agroecologia, proteção de áreas de conservação, biocombustíveis e construção civil, usando nesse último caso a eficiência energética em prédios residenciais e industriais, com construções mais inteligentes que consomem no ato produtivo menos energia, água e materiais, portanto, em sintonia à ideia de &#8220;cidades sustentáveis”.</p>
<p>Dentro da perspectiva dessa nova economia que obrigatoriamente coloca no centro das decisões a questão ambiental, fazendo a interface entre a atividade econômica e as Ciências Naturais (especialmente a biologia e a ecologia), permitindo assim com que o processo econômico gire em torno dos ecossistemas, derrubando, pois, a economia neoclássica que leva em conta o meio ambiente apenas pela ótica da externalidade, há um amplo conjunto de atividades que são potencialmente geradoras desses empregos ambientalmente equilibrados e favoráveis à qualidade de vida.</p>
<p>Essas atividades necessariamente passam pela descarbonização da atividade econômica. Dentre essas, destacam-se: a agricultura orgânica (com o desenvolvimento de compostagens e adubação orgânicas &#8211; transformação de resíduos em húmus), o turismo ecológico e de aventura (englobando patrimônios culturais e as belezas naturais), a reciclagem de resíduos (com a normalização dos catadores de materiais e criação de cooperativas), o setor de energia solar, atividades de apoio à produção e manejo florestal (dados da OIT &#8211; base 2009 &#8211; apontam que esse setor emprega 12,9 milhões de trabalhadores em todo o mundo), geração e distribuição de energias renováveis, saneamento, gestão de resíduos, processamento e distribuição de gás natural, atividades paisagísticas, caça e pesca, horticultura e floricultura.</p>
<p>Especificamente no setor de transportes, cabe destacar como bons postos de empregos verdes, o marítimo de cabotagem, por navegação, de travessia, ferroviário de carga, metroferroviário de passageiros, além da construção de embarcações e estruturas flutuantes.</p>
<p>Outro setor que responde afirmativamente pela geração de vagas no mercado de trabalho é o do cultivo da cana de açúcar para produção de etanol; resguardando-se, nesse caso, os impactos negativos sobre o meio ambiente, tais como a exaustão dos solos, degradação das matas, assoreamento e a poluição dos rios.</p>
<p>De toda sorte, os empregos verdes em uma economia de baixo carbono se insere na perspectiva de que é possível ainda salvar o planeta da agressão produtiva típica das economias modernas que anseiam a qualquer custo obterem elevadas taxas de crescimento econômico.</p>
<p><strong>* Marcus Eduardo de Oliveira é economista, professor e especialista em Política Internacional pela Universidad de La Habana &#8211; Cuba</strong></p>
<p><span style="font-size: x-small;"><strong>(Adital)</strong></span></p>
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		<title>Constitucionalismo ecológico na América Latina</title>
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		<pubDate>Thu, 09 May 2013 21:02:11 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Leonardo Boff</dc:creator>
				<category><![CDATA[Colunistas]]></category>
		<category><![CDATA[constituição]]></category>
		<category><![CDATA[Leonardo Boff]]></category>
		<category><![CDATA[meio ambiente]]></category>
		<category><![CDATA[terra]]></category>
		<category><![CDATA[vida]]></category>

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		<description><![CDATA[As modernas constituições se fundam sobre o contrato social de cunho antropocêntrico. Não incluem o contrato natural que é o acordo e a reciprocidade que devem existir entre os seres humanos e a Terra viva]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>As modernas constituições se fundam sobre o contrato social de cunho antropocêntrico. Não incluem o contrato natural que é o acordo e a reciprocidade que devem existir entre os seres humanos e a Terra viva que tudo nos dá e que nós em retribuição a cuidamos e preservamos. Em razão disso seria natural reconhecer que ela e os seres que a compõem seriam portadores de direitos. Os clássicos contratualistas como Kant e Hobbes restringiam, no entanto, a ética e o direito apenas às relações entre os humanos. Somente se admitia obrigações humanas para com os demais seres, especialmente os animais, no sentido de não destruí-los ou submetê-los a sofrimentos e crueldades desnecessárias.</p>
<p>A desconsideração de que cada ser possui valor intrínseco, independente de seu uso humano, uso racional, e que é portador de direito de existir dentro do mesmo habitat comum, o planeta Terra, abriu o caminho a que a natureza fosse tratada como mero objeto a ser explorado sem qualquer consideração, em alguns casos até a sua exaustão.</p>
<p>Coube, entretanto, à América Latina, como o mostrou um notável criminalista e juiz da corte suprema da Argentina, Eugenio Raúl Zaffaroni (La Pachamama y el Humano, Ediciones Colihue 2012) desenvolver um pensamento constitucionalista de natureza ecológica no qual a Terra e todos os seres da natureza, particularmente os vivos e os animais são titulares de direitos. Estes devem ser incluídos nas constituições modernas que deixaram para trás o arraigado antropocentrismo e o paradigma do dominus, do ser humano como senhor e dominador da natureza e da Terra.</p>
<p>Os novos constitucionalistas latino-americanos ligam duas correntes: a mais ancestral, dos povos originários para os quais a Terra (Pacha) é mãe (Mama) -daí o nome de Pachamama- sendo titular de direitos porque é viva, nos dá tudo o que precisamos e, finalmente, pela razão de sermos parte dela e de pertencermos a ela. Bem como as os animais, as florestas, as águas, as montanhas e as paisagens. Todos merecem existir e conviver conosco, constituindo a grande democracia comunitária e cósmica.</p>
<p>Aliam esta ancestral tradição, eficaz, da cultura andina que vai da Patagônia à América Central à nova compreensão derivada da cosmologia contemporânea, da biologia genética e molecular, da teoria dos sistemas que entende a Terra como um superorganismo vivo que se autorregula (autopoiesis de Maturana-Varela e Capra) de forma a sempre manter a vida e a capacidade de reproduzi-la e fazê-la coevoluir. Esta Terra, denominada de Gaia, engloba todos os seres, gera e sustenta a teia da vida em sua incomensurável biodiversidade. Ela, como Mãe generosa, deve ser respeitada, reconhecida em suas virtualidades e em seus limites e por isso acolhida como sujeito de direitos –a dignitas Terrae- base para possibilitar e sustentar todos os demais direitos pessoais e sociais.</p>
<p>Dois países latino-americanos, o Equador e a Bolívia, fundaram um verdadeiro constitucionalismo ecológico; por isso estão à frente de qualquer outro país dito &#8220;desenvolvido”.</p>
<p>A Constituição de Montecristi da República do Equador de 2008 diz explicitamente em seu preâmbulo: &#8220;Celebramos a natureza, a Pacha Mama, da qual somos parte e que é vital para nossa existência”. Em seguida enfatiza que a República se propõe construir &#8220;uma nova forma de convivência cidadã, em diversidade e em harmonia com a natureza, para alcançar o bien vivir, o sumac kawsay(o viver pleno)”. No artigo 71º do capítulo VII dispõe: &#8220;a natureza ou a Pachamama, donde se reproduz e se realiza a vida, tem direito a que se respeite integralmente sua existência, a manutenção e regeneração de seus ciclos vitais, estrutura, funções e processos evolutivos; toda pessoa, comunidade, povo ou nacionalidade poderá exigir da autoridade pública o cumprimento dos direitos da natureza… o Estado incentivará as pessoas naturais e jurídicas, e aos coletivos, para que protejam a natureza e promoverá o respeito a todos os elementos que formam um ecossistema”.</p>
<p>Comovedoras são as palavras do preâmbulo da Constituição Política do Estado boliviano, aprovada em 2009: &#8220;Cumprindo o mandato de nossos povos, com a fortaleza de nossa Pachamama e graças a Deus, refundamos a Bolívia”. O artigo 33º prescreve: &#8220;as pessoas têm o direito a um meio ambiente saudável, protegido e equilibrado. O exercício deste direito deve permitir aos indivíduos e às coletividades das presentes e futuras gerações, incluídos outros seres vivos a desenvolver-se de maneira normal e permanente”. O artigo 34º dispõe: &#8220;qualquer pessoa, a título individual ou em representação de uma coletividade, está facultada a exercer ações legais em defesa do meio ambiente”.</p>
<p>Aqui temos um verdadeiro constitucionalismo ecológico que ganhou corpo e letra nas respectivas Constituições. Tais visões são antecipatórias daquilo que deverá ser para todas as constituições futuras da humanidade. Somente com tal mente e disposição, garantiremos um destino feliz neste planeta.</p>
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		<title>700 organizações cobram planos setoriais de mudanças climáticas</title>
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		<pubDate>Thu, 09 May 2013 20:58:20 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Henrique Andrade Camargo</dc:creator>
				<category><![CDATA[meio ambiente]]></category>
		<category><![CDATA[Notí­cias]]></category>
		<category><![CDATA[aquecimento global]]></category>
		<category><![CDATA[mudanças climáticas]]></category>

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		<description><![CDATA[SOS Mata Atlântica Representantes do Observatório do Clima (OC) e do Fórum Brasileiro de ONGs e Movimentos Sociais para o Meio Ambiente e Desenvolvimento (FBoms) cobraram nesta quinta-feira (9) a Casa Civil para que apresente os quatro Planos Setoriais de Mitigação e Adaptação às Mudanças Climáticas, em audiência pública sobre o processo de revisão do [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><span style="font-size: x-small;"><strong>SOS Mata Atlântica</strong></span></p>
<p>Representantes do Observatório do Clima (OC) e do Fórum Brasileiro de ONGs e Movimentos Sociais para o Meio Ambiente e Desenvolvimento (FBoms) cobraram nesta quinta-feira (9) a Casa Civil para que apresente os quatro Planos Setoriais de Mitigação e Adaptação às Mudanças Climáticas, em audiência pública sobre o processo de revisão do Plano Nacional de Mudanças Climáticas na Câmara dos Deputados.</p>
<p>As duas redes reúnem cerca de 700 organizações. Segundo Carlos Rittl, coordenador do programa de Mudanças Climáticas e Energia do WWF-Brasil, que representou o OC e o FBoms no debate, afirmou que os dois grupos estão muito preocupados com o processo de revisão do Plano e que não poderiam comentar seu conteúdo sem ter acesso a mais informações. E fez a seguinte comparação: “Um artista não pode fazer uma crítica a uma obra de arte sem antes ver toda a obra. Nós não nos consideramos capazes de fazer uma reflexão sobre o conteúdo do Plano, já que não temos os elementos mínimos para isso”, concluiu.</p>
<p>Antes da audiência, as organizações protocolaram uma carta solicitando à Ministra-chefe da Casa Civil, Sra. Gleisi Helena Hoffmann, que apresente a versão final de quatro Planos Setoriais de Mitigação e Adaptação às Mudanças do Clima: da Indústria, dos Transportes, da Saúde e da Mineração [veja a carta na íntegra com as reivindicações propostas aqui]. No evento, foi ressaltada a necessidade de que a revisão do Plano Nacional seja feita de forma a transformar o documento em um plano de fato, com a inclusão de metas e ações envolvendo a postura do país com relação às mudanças no clima mundial.</p>
<p>“O Plano de 2008 foi um passo importante, mas ele foi elaborado quando ainda não tínhamos a Política de Mudanças Climáticas. Ele não é plano de ação estratégica, que nos leva a um processo de desenvolvimento de baixo carbono, e não trouxe inovação. Além disso, o Plano não tem metas, apenas alguns objetivos específicos, como acabar com a perda líquida de florestas até 2015”, afirmou Rittl.</p>
<p>O Decreto 7.390, de 9 de dezembro de 2010, que institui a Política Nacional sobre Mudança do Clima, prevê a incorporação dos Planos Setoriais de Mitigação e Adaptação às Mudanças Climáticas ao Plano Nacional sobre Mudanças Climáticas. O Decreto determinava que os Planos Setoriais fossem elaborados até 15 de dezembro de 2011. Pelo Decreto 7.643, de 15 de dezembro de 2011, esse prazo foi alterado para 16 de abril de 2012.</p>
<p>Em reunião do Fórum Brasileiro de Mudanças Climáticas (FBMC), realizado em 2013, na cidade do Rio de Janeiro, foi dado início ao processo de atualização do Plano Nacional sobre Mudança do Clima, sem que os Planos Setoriais tivessem sido concluídos.</p>
<p>Na audiência desta quinta-feira, a representante do Ministério do Meio Ambiente, Karen Cope, informou que os planos já estão concluídos e aprovados. “Eles estão aprovados e serão lançados pela Presidência da República, o que deve ser feito numa reunião da presidenta com o Fórum Brasileiro de Mudanças Climáticas. Mas o não lançamento não impediu avançar na implementação dos planos. O Plano Indústria, por exemplo, tem comissão técnica instalada e tem tido debate de altíssima qualidade”, disse.</p>
<p>Ela pediu que o OC e o Fboms revissem a posição de não comentar o conteúdo do plano. “Entendo a posição de aguardar os planos setoriais (para comentar o conteúdo). Mas não termos o subsídio e a participação de vocês será prejudicial para o processo”, afirmou.</p>
<p>A senadora Vanessa Grazziotin, que preside a Comissão Mista de Mudanças Climáticas, afirmou que formalizará pela comissão o pedido para receber o novo texto básico da atualização do Plano, que está sendo debatido no Ministério do Meio Ambiente, e os planos setoriais.</p>
<p><span style="font-size: x-small;"><strong>(SOS Mata Atlântica)</strong></span></p>
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		<title>Como lidar com uma criança consumista?</title>
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		<pubDate>Thu, 09 May 2013 19:56:49 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Henrique Andrade Camargo</dc:creator>
				<category><![CDATA[Notí­cias]]></category>
		<category><![CDATA[Salas Temáticas]]></category>
		<category><![CDATA[Você Sustentável]]></category>
		<category><![CDATA[comunicação]]></category>
		<category><![CDATA[propaganda]]></category>
		<category><![CDATA[Reinaldo Domingos]]></category>
		<category><![CDATA[televisão]]></category>

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		<description><![CDATA["Diante de tanta publicidade na televisão, é normal que as crianças fiquem hipnotizadas e acabem querendo ter tudo o que veem pela frente, por serem livres de malícia e, portanto, vulneráveis a qualquer tipo de estímulo, ainda mais visuais"]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><span style="font-size: x-small;"><strong>Reinaldo Domingos*</strong></span></p>
<p><a href="http://mercadoetico.terra.com.br/website/wp-content/uploads/2013/05/criança_consumo_250.jpg"><img class="alignleft size-full wp-image-72250" src="http://mercadoetico.terra.com.br/website/wp-content/uploads/2013/05/criança_consumo_250.jpg" alt="" width="250" height="168" /></a>Diante de tanta publicidade na televisão, é normal que as crianças fiquem “hipnotizadas” e acabem querendo ter tudo o que veem pela frente, por serem livres de malícia e, portanto, vulneráveis a qualquer tipo de estímulo, ainda mais visuais.</p>
<p>Por isso, é difícil saber se os desejos são naturais ou se já indicam um perfil consumidor. Isto porque, na maioria das vezes as crianças são tratadas como consumidoras adultas desde cedo, já que são expostas a propagandas estimulantes. No entanto, grande parte desses desejos são imediatos, ou seja, passageiros.</p>
<p>A situação começa a ficar complicada quando o filho não consegue passar o mês com o que ganha de mesada e passa a pedir mais dinheiro, ou então começa a querer tudo que vê nas televisão ou em vitrines e quando não conseguem fazem birra.</p>
<p>Outra situação que exemplifica uma criança consumista é quando elas ganham um presente e logo deixam de lado, quebram ou esquecem em algum lugar. Se isto está ocorrendo, já é a hora em que os pais devem sentar e conversar com seus filhos. É preciso educar, financeiramente, as crianças, para que, dessa forma, elas reconheçam o valor do dinheiro e comecem a priorizar os seus sonhos.</p>
<p>Porém, é preciso também uma reflexão por parte dos pais,já que o exemplo é dado dentro de casa, isto é, se os pais não fazem um controle de suas finanças pessoais, não planejam para alcançar seus objetivos, não fazem investimentos e consomem desenfreadamente, é isso o que a criança vai aprender e, consequentemente, repetir o comportamento.</p>
<p>Também há influências externas, que, nesse caso, devem ser limitadas pelos pais. Se os hábitos e costumes da família forem positivos com relação ao uso do dinheiro, eles tendem a prevalecer na vida das crianças. Isso, certamente, evitará que elas façam parte de um grupo de pessoas endividadas na fase adulta.</p>
<p><strong>* Reinaldo Domingos é educador financeiro, presidente da DSOP Educação Financeira e da Associação Brasileira de Educadores Financeiros (Abefin), autor dos livros Terapia Financeira, Eu mereço ter dinheiro, Livre-se das Dívidas, Ter Dinheiro Não Tem Segredo, das coleções infantis O Menino do Dinheiro e O Menino e o Dinheiro, além da coleção didática de educação financeira para o Ensino Básico, adotada em diversas escolas do país.</strong></p>
<p><span style="font-size: x-small;"><strong>(Consumidor Moderno Sustentável)</strong></span></p>
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		<title>Jardim Botânico, Rio de Janeiro: mais um capitulo – infeliz – de uma questão não resolvida</title>
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		<pubDate>Thu, 09 May 2013 15:30:00 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Henrique Andrade Camargo</dc:creator>
				<category><![CDATA[Notí­cias]]></category>
		<category><![CDATA[Sociedade]]></category>
		<category><![CDATA[direito à moradia]]></category>
		<category><![CDATA[Jardim Botânico]]></category>
		<category><![CDATA[Raquel Rolnik]]></category>
		<category><![CDATA[Rio de Janeiro]]></category>

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		<description><![CDATA["Um processo, que caminhava para o reconhecimento do direito de posse e de moradia das famílias e para projetos que conciliassem essas dimensões, terminou revertendo a situação"]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><span style="font-size: x-small;"><strong>Raquel Rolnik*</strong></span></p>
<p>No início desta semana, o Governo Federal – em um processo decisório exigido pelo TCU e que envolveu vários órgãos – se posicionou em relação ao caso da Comunidade do Horto, no Jardim Botânico do Rio de Janeiro, ameaçada de remoção. A decisão foi pela remoção de cerca de 520 famílias, algumas delas moradoras do local há décadas.</p>
<p>Um processo, que caminhava para o reconhecimento do direito de posse e de moradia das famílias e para projetos que conciliassem essas dimensões, terminou revertendo a situação. Entretanto, apesar do anúncio, a questão está longe de ser equacionada, já que, em uma situação como da Comunidade do Horto, existem direitos que devem ser contemplados previamente ao se anunciar remoções.</p>
<p>Compartilho a seguir um excelente comentário do professor Edésio Fernandes sobre o caso, publicado no Facebook no final do ano passado. A versão abaixo está reduzida, mas o texto completo está disponível aqui.</p>
<p><strong>O caso do Jardim Botânico</strong></p>
<p><em>Acho que esse caso do Jardim Botânico é muito importante e merece ser tratado de maneira sensível, articulada e crítica. Não há respostas fáceis e absolutas. Acho que qualquer solução sustentável requer uma decisão de governo que vá além dessa (falsa) dicotomia entre “ambiental” e “o social” que a mídia tem explorado (especialmente O Globo), decisão que aponte mesmo no sentido de uma política de estado para tratar de casos comparáveis hoje existentes ou que venham a aparecer.</em></p>
<p><em>Mais do que uma questão jurídica, ou mesmo política, essa discussão está se tornando uma discussão essencialmente ideológica. Para começar, de uma perspectiva jurídica não há uma situação única, homogênea, que se possa chamar de “ocupação do Jardim Botânico”. Trata-se de um processo histórico de ocupação cujas distintas etapas não podem ser tratadas juridicamente – e politicamente – da mesma maneira, sem maiores qualificações. A mídia certamente ignora essas distinções que exigem tratamento diferenciado e respostas distintas.</em></p>
<p><em>Essa situação no Jardim Botânico há muito existente somente virou um problema quando os moradores demandaram da Secretaria do Patrimônio da União (SPU) o reconhecimento do direito fundiário conferido pela Constituição Federal de 1988/Estatuto da Cidade – MP 2220/2001 – isto é, a concessão de uso especial para fins de moradia (CUEM), que é um direito real restrito que não transfere a propriedade plena do bem público. Até então, por décadas, essas pessoas e esses assentamentos viveram em um estado de limbo jurídico cheio de ambiguidades e contradições.</em></p>
<p><em>Acho que esse tipo de situação é típica do Brasil: enquanto as pessoas estão dispostas a viver em condições de ambiguidade, sem serem claramente reconhecidas como sujeitos de direito, mas dependendo de favores e benesses, tudo bem. Na hora em que se dá nome às coisas para acabar com essas ambiguidades, e na hora em que direitos sociais são demandados, aí os pactos precários se quebram e a resistência de outros grupos sociais se manifesta de maneira cada vez mais assustadora.</em></p>
<p><em>Nesse contexto, não é de hoje que o argumento ambiental tem sido usado para opor o reconhecimento de direitos sociais, especialmente fundiários e de moradia. Argumentos de outras ordens também são usados quando são convenientes – o argumento do tombamento do Jardim Botânico (sem nem entrar na questão da demarcação imprecisa) é um exemplo. Há uma serie de novas obras sendo feitas pela administração dentro mesmo do parque e poucos falam disso. O próprio presidente da Fundação Jardim Botânico diz com frequência que necessita remover as famílias para, no local, erguer equipamentos – cadê o tombamento nessas horas?</em></p>
<p><em>Acho inegável que existe uma enorme dificuldade – que na minha visão é essencialmente um problema de classe social – contra o reconhecimento dos direitos fundiários e de moradia dos pobres – especialmente quando se trata das áreas centrais das cidades. Se a CUEM for na periferia ou lá na remota Amazônia, aí os grupos sociais resistentes não se mobilizam; mas, como se trata de CUEM bem lá na cara deles, no coração da cidade e do mercado imobiliário… aí a história é outra.</em></p>
<p><em>Essa questão classista – e preconceituosa – tem se refletido com frequência também nas decisões judiciais. São vários os casos em que os juízes que ordenam a demolição de barracos de favelas não determinam a demolição de mansões dos que invadiram terras públicas com o argumento de que “não se pode ignorar o investimento financeiro feito nessas construções”. Bem, investimento por investimento, em termos relativos, o investimento nos barracos é, de muitas maneiras, superior… Mesmo no caso do Jardim Botânico, há poucos meses no espaço de uma semana duas sentenças judiciais “resolveram” os conflitos da seguinte maneira: determinando a remoção dos barracos em um assentamento informal por razões ambientais, e determinando que os moradores de dois condomínios de luxo na Gávea (em total violação do Código Florestal) fossem apenas multados e tomassem medidas de mitigação do dano ambiental…</em></p>
<p><em>Nada disso quer dizer que um erro justifica outro, que devemos ignorar o tombamento, as medidas ambientais, ou os direitos sociais fundiários e de moradia dependendo do interesse. Mas, isso significa sim que temos todos que fazer esse esforço – sensível, articulado e crítico – de ver para além das ideologias o que a ordem jurídica efetivamente diz sobre a situação.</em></p>
<p><em>Lei por lei, se há uma série de leis ambientais, há também diversas outras que tratam de patrimônio da União e um número crescente de leis que tratam da regularização fundiária. Todas são leis federais. Nenhuma dessas leis existe de maneira isolada e não pode ser aplicada sem que as demais sejam consideradas. O princípio básico constitucional é o mesmo nas quatro áreas (meio ambiente/patrimônio cultural/patrimônio da União/regularização fundiária): função social da propriedade, que não é apenas função social da propriedade privada, mas também da propriedade pública.</em></p>
<p><em>Valores ambientais não são intrinsecamente superiores a valores de moradia, e vice-versa, ambos têm a mesma raiz constitucional. O Código Florestal não vale mais do que o Estatuto da Cidade ou do que o DL 25/37 (tombamento) – e vice-versa. Uma vez aceito esse princípio, há uma série de desdobramentos.</em></p>
<p><em>No que diz respeito a esse – falso, repito – conflito entre regularização fundiária/direito de moradia e meio ambiente, a lei brasileira é clara, ou pelo menos mais clara do que nunca. Até a CF 88 e especialmente o EC/MP 2220, como se tratava de uma matéria da ação discricionária do poder público, as políticas públicas e sentenças judiciais que determinavam a remoção de ocupantes por qualquer razão (inclusive ambiental) não tinham qualquer compromisso com a necessidade de se encontrar uma solução para a questão – e o problema – de moradia dos pobres. “Remova-se”, e ficava por isso mesmo.</em></p>
<p><em>O que mudou foi que, na medida em que a lei passou a reconhecer o direto subjetivo dos ocupantes à moradia (e mesmo à terra, naqueles casos em que coube esse direito), a ação do poder público não pode mais desconsiderar esses direitos e as políticas públicas têm que levá-los em conta. Assim, se em uma mesma situação valores de “preservação ambiental” e “moradia de interesse social” estiverem envolvidos, todos os esforços têm que ser feitos para encontrar um equilíbrio entre esses dois valores.</em></p>
<p><em>Na impossibilidade dessa convivência, se o valor moradia tiver mesmo que prevalecer, trata-se de buscar também as medidas que compensem e mitiguem os danos ambientais promovidos. Mas se o valor ambiental tiver mesmo que prevalecer, isso não significa que as pessoas não tenham direitos de moradia ou mesmo direitos fundiários – os direitos continuam existindo, para serem exercidos em outros lugares através de processos negociados.</em></p>
<p><em>Remoção então não é princípio geral da política pública, pelo contrário, a permanência no local é o princípio geral; mas, a ordem jurídica aceita a remoção em caráter excepcional, desde que soluções aceitáveis sejam negociadas. A questão certamente é definir os critérios e processos decisórios para que isso possa ser feito.</em></p>
<p><a href="http://raquelrolnik.wordpress.com/2013/05/08/jardim-botanico-rio-de-janeiro-mais-um-capitulo-infeliz-de-uma-questao-nao-resolvida/" target="_blank">* Postado originalmente no blog da autora</a></p>
<p><span style="font-size: x-small;"><strong>(Raquel Rolnik)</strong></span></p>
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		<title>Projeto internacional busca desenvolver comportamento sustentável no consumidor</title>
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		<pubDate>Thu, 09 May 2013 15:09:46 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Henrique Andrade Camargo</dc:creator>
				<category><![CDATA[Negócios sustentáveis]]></category>
		<category><![CDATA[Notí­cias]]></category>
		<category><![CDATA[Salas Temáticas]]></category>
		<category><![CDATA[consumidor consciente]]></category>
		<category><![CDATA[consumo consciente]]></category>
		<category><![CDATA[SB Rio]]></category>
		<category><![CDATA[Sustainable Brands]]></category>
		<category><![CDATA[Sustentabilidade]]></category>

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		<description><![CDATA[Ideia é trabalhar os desafios e oportunidades em termos de proposição de valor, acesso a mercados e novos perfis de consumo, sustainable branding e relacionamento com os consumidores.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><span style="text-decoration: underline; color: #0000ff;"><span style="font-size: x-small;"><strong><a href="http://www.reportsustentabilidade.com.br/sustainablebrands/pt-br/sala-de-imprensa" target="_blank">SB Rio</a></strong></span></span></p>
<p>Foi lançado ontem (8), dentro da programação do evento internacional<em> Sustainable Brands Rio</em>, o projeto internacional <em>EMERGING ECONOMIES CONSUMERS BEHAVIOR CHANGE</em>. O trabalho é uma realização da <em>Eight Sustainability Platform</em>, em parceria com <em>Futerra Sustainability Communications</em>, Conselho Empresarial Brasileiro para o Desenvolvimento Sustentável (CEBDS), Instituto Akatu e <em>Sustainable Brands</em>. Ele constitui-se como uma iniciativa de construção de conhecimento e ferramentas que possam ser empregadas pelas empresas para influência no comportamento do consumidor para um consumo e estilos de vida sustentáveis, em mercados emergentes como Brasil, África do Sul, Índia e China. O escopo 1, em 2013, começa pelo mercado brasileiro.</p>
<p>Patrocinado pelo Banco Itaú e apoiado pelas empresas Dow, Nestlé, Unilever, Invepar e Pepsico, o objetivo é trabalhar os desafios e oportunidades para as empresas <em>Business to Consumers</em> (B2C) em termos de proposição de valor, acesso a mercados e novos perfis de consumo, <em>sustainable branding</em> e relacionamento com os consumidores.</p>
<p>O projeto busca a construção de ferramentas que respondam como a inovação e instrumentos de influência no comportamento podem ser adaptadas para uma nova realidade do consumidor brasileiro e como as marcas, produtos, serviços e modelos de negócio podem ser trabalhadas para responder a esses desafios e oportunidades. Ele trará soluções para empresas B2C trabalharem no engajamento de seus consumidores em mudanças de hábitos de consumo e estilos de vida sustentáveis.</p>
<p>Segundo Pablo Barros, Idealizador do projeto e Fundador da <em>Eight Sustainability Platform</em> “A influência no comportamento dos indivíduos é, de tantas respostas a serem perseguidas no rumo atual de nossa sociedade, uma das poucas que são suficientemente fortes para enfrentar o tamanho dos desafios apresentados. Optamos por começar esse trabalho através da construção de ferramentas a serem utilizadas por empresas B2C pela força das marcas, escala e penetração que tais empresas possuem e pelo retorno positivo que as empresas e marcas podem ter através do engajamento de seus consumidores.”</p>
<p>Segundo Solitaire Townsend, Co-fundadora da Futerra, “a criação de estilos de vida sustentáveis é a melhor oportunidade de negócios do século 21. O Brasil deve estar no coração desse novo mercado. É possível dividir experiências de marcas globais e também descobrir comportamentos sustentáveis únicos para o Brasil.”</p>
<p>De acordo com Marina Grossi, presidente executiva do CEBDS, “o Brasil só será mais sustentável em 2050 se mudanças significativas forem feitas até 2020. Isso é o que atesta o Visão Brasil 2050, estudo prospectivo do CEBDS lançado na Rio+20 e que propõe uma nova agenda de negócios para o país. Dos nove pilares do Visão, o primeiro trata de Valores e Comportamento. Neste pilar, grandes transformações podem ser realizadas pelo setor empresarial por meio de ações de comunicação que influenciem e engajem as pessoas para a mudança de hábitos de consumo. Assim, a forma como cada um de nós pensa, consome, produz e descarta, fonte de informação do <em>Behaviour Change</em>, é tema importantíssimo de estudo e capaz de auxiliar a alavancar as mudanças necessárias para atingir os objetivos do Visão Brasil 2050, onde todos os brasileiros vivem bem e dentro dos limites do planeta e a cultura do consumismo é substituída pelos princípios do desenvolvimento sustentável e pelos fatores de sucesso e satisfação pessoal.”</p>
<p>Segundo KoAnn Skrzyniarz, CEO do <em>Sustainable Brands,</em> “as marcas tem um papel crítico no alinhamento entre os negócios e a sociedade. Desde 2004, o <em>Sustainable Brands </em>tem apoiado marcas globais na liderança em direção a um futuro sustentável. Entender como encorajar escolhas de consumo mais sustentáveis é  crucial nesse percurso. Somos gratos em participar desse projeto e esperamos que ele traga contribuições e insights importantes nesse tema a serem compartilhados com o resto do mundo.”</p>
<p>Mais informações sobre o projeto e acesso ao <em>White Paper</em> em <span style="text-decoration: underline; color: #0000ff;"><strong><a href="http://www.eightsustainability.com/#!mudanas-de-comportamento/cc4o" target="_blank">http://www.eightsustainability.com/#!mudanas-de-comportamento/cc4o</a></strong></span></p>
<p><span style="color: #000000; font-size: x-small;"><strong>(SB Rio)</strong></span></p>
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		<title>Marcas sustentáveis ou empresas sustentáveis?</title>
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		<pubDate>Thu, 09 May 2013 14:51:10 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Henrique Andrade Camargo</dc:creator>
				<category><![CDATA[Negócios sustentáveis]]></category>
		<category><![CDATA[Notí­cias]]></category>
		<category><![CDATA[Salas Temáticas]]></category>
		<category><![CDATA[Dhaval Chadha]]></category>
		<category><![CDATA[SB Rio]]></category>
		<category><![CDATA[Sociedade]]></category>
		<category><![CDATA[Sustainable Brands]]></category>
		<category><![CDATA[Sustentabilidade]]></category>

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		<description><![CDATA[Aproveitando a SB Rio 2013, cientista social indiano faz uma reflexão sobre o papel das grandes empresas na sociedade]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><span style="font-size: x-small;"><strong>Dhaval  Chadha*</strong></span></p>
<p><a href="http://mercadoetico.terra.com.br/website/wp-content/uploads/2013/05/SBRIO_2501.jpg"><img class="alignleft size-full wp-image-72221" src="http://mercadoetico.terra.com.br/website/wp-content/uploads/2013/05/SBRIO_2501.jpg" alt="" width="250" height="168" /></a>Sustainable Brands Rio 2013. Acreditamos que é uma ótima oportunidade para refletir sobre o papel de grandes empresas em nossa sociedade. Confesso que quando eu conheci a conferência pela primeira vez, fiquei na dúvida sobre uma coisa &#8211; por que se fala apenas de brands e não de companies. É realmente possível pensar numa marca sustentável sem falar de uma empresa sustentável?</p>
<p>Pensei nisso e percebi algumas coisas. De fato, os times de marketing, branding e comunicação que tem mais interações com seu público tendem ser os protagonistas da mudança. Isso acontece tanto porque eles são os primeiros a receberem sugestões e críticas, quanto porque eles tem a responsabilidade de criar táticas e estratégias que acompanham o zeitgeist (espírito dos tempos) para manter relevância. Esse momento atual que é definido por fatorse como uma crise ambiental, desigualdade social, crescimento inédito de tecnologia e de valores emergentes da nossa sociedade, naturalmente impacta o trabalho de marketing e comunicação. Em paralelo, equipes de estratégia, operações e vendas vivem uma outra realidade. As pressões do mercado e do zeitgeist são muito menores que as preocupações de receitas, margens e dividendos para os acionistas.</p>
<p>O resultado disso é uma certa separação entre o que a empresa realmente está fazendo ou tentando fazer, com o que ela está ou está querendo comunicar. Nas décadas de 80s e 90s, chamávamos isso de greenwashing. As empresas, cientes que precisavam mudar a sua forma de atuação, criavam áreas de responsabilidade social. Entretanto, uma área de responsabilidade social parece partir da premissa que o resto da empresa é irresponsável. O próprio conceito parece ser problemático e pouco construtivo para qualquer stakeholder.</p>
<p>Desde então, temos visto vários avanços acadêmicos e o crescimento da relevância das inovações que acontecem em empresas menores. Com cada novo modelo, as grandes empresas estão sendo desafiadas a evoluir. Depois de responsabilidade social empresarial (RSE) veio sustentabilidade, e hoje os conceitos mais falados são de valor compartilhado(shared value), the green leap e capitalismo consciente (conscious capitalism).</p>
<p>Mas nas últimas conversas com algumas empresas multinacionais, tive a impressão que de fato continua um interesse muito maior em ser visto como sustentável do que de fato ser sustentável. Acredito mesmo que as grandes empresas estão avançando tanto na sua forma de pensar quanto na sua forma de atuar. Entretanto, o que anda mais rápido e de fato está mudando é a sua forma de comunicar e um oportunismo em relação aos novos modelos. Em outras palavras, estamos vivendo o shared value washing e o conscious capitalism washing muito mais do que mudanças ousadas e adequadas.</p>
<p>Vivemos em tempos excepcionais. Cientistas dizem que temos 10 anos para mudar a nossa forma de viver para não correr o risco de acabar de vez com vários recursos naturais e a capacidade do planeta de suportar a nossa espécie. Não é um mistério para ninguém que a forma em que vivemos, fazemos negócio, consumimos e organizamos as coisas, não está funcionando mais.</p>
<p>Precisamos de mudanças radicais. Precisamos re-imaginar nossa relação conosco mesmo, com o outro e com nosso ambiente e planeta. Precisamos de um esforço gigante, global e unido na direção de mudanças disruptivas e evolucionárias. Mudanças que são impulsionadas por uma nova consciência, que sejam escaláveis e que alavancam tecnologias emergentes. Precisamos criar o futuro dos negócios com base no princípio da criação de valor compartilhado: econômico, social, ambiental e simbólico.</p>
<p><strong>Dhaval Chadha</strong></p>
<p>Indiano, cientista social formado pela Harvard e futurista pela <em>Singularity University</em> (programa do Google e NASA). Dhaval é socio-fundador da Cria, uma consultoria de inovação e Pipa uma aceleradora de empresas, ambas focadas na criação de negócios de valor compartilhado. Dhaval foi Gerente de Inovação no CDI, é <em>fellow</em> da INK (sócia Indiana do TED), conselheiro da <em>Seed Stars World</em>, <em>Gifted Citizen</em> pela<em> Ciudad de las Ideas</em> e membro da rede <em>Sandbox</em>.</p>
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		<title>Desemprego entre jovens da América Latina é menor</title>
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		<pubDate>Thu, 09 May 2013 14:44:43 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Henrique Andrade Camargo</dc:creator>
				<category><![CDATA[Ética e trabalho]]></category>
		<category><![CDATA[Notí­cias]]></category>
		<category><![CDATA[Salas Temáticas]]></category>
		<category><![CDATA[América Latina]]></category>
		<category><![CDATA[desemprego]]></category>
		<category><![CDATA[juventude]]></category>
		<category><![CDATA[OIT]]></category>
		<category><![CDATA[trabalho]]></category>

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		<description><![CDATA[Índice caiu para quase 13% no ano passado, devido ao forte crescimento econômico na região e melhoria das condições sociais e trabalhistas]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><span style="font-size: x-small;"><strong>Leda Letra, da Rádio ONU</strong></span></p>
<p>A taxa de desemprego entre os jovens da América Latina e Caribe caiu de 17,6% em 2003 para 12,9% em 2012. Os dados estão no relatório Tendência Global do Emprego para Jovens 2013, lançado nesta quarta-feira pela Organização Internacional do Trabalho, OIT.</p>
<p>A agência da ONU aponta o forte crescimento econômico da região como o motivo da queda, que levou a uma melhoria das condições sociais e trabalhistas.</p>
<p><strong>Brasil</strong></p>
<p>Mas no médio prazo, a previsão é de que o desemprego entre os jovens latinos aumente. O diretor-adjunto do escritório da OIT em Nova York, Vinícius Pinheiro, falou à Rádio ONU sobre a situação dos jovens brasileiros.</p>
<p>&#8220;No caso do Brasil, a situação é semelhante ao resto da América Latina. O Brasil teve em 2012 um índice de 13,7%, que é o menor da série histórica apresentada. Os empregos gerados têm sido de qualidade superior aos anteriores, mas o Brasil ainda continua com um nível de informalidade muito alto. A gente tem um estoque de problema que é bastante elevado e que precisa ser remediado. Investir na qualidade de emprego para os jovens no Brasil é uma prioridade fundamental.&#8221;</p>
<p>Segundo a OIT, no mundo todo, serão 73,4 milhões de jovens entre 15 e 24 anos sem emprego até o fim deste ano. São 3,5 milhões a mais desde 2007, antes da crise econômica global.</p>
<p><strong>Projeções</strong></p>
<p>As projeções da OIT para os próximos anos não são otimistas: até 2018, o índice de desemprego global entre jovens deve subir para 12,8%. A situação prevalece em economias desenvolvidas e União Europeia, no Oriente Médio e nos países da África do Norte.</p>
<p>A OIT lamenta que muitos jovens estão desistindo de procurar trabalho ou forçados a ser menos seletivos na hora de escolher um emprego. É também cada vez maior o número de jovens que aceita empregos de meio período ou temporários.</p>
<p><span style="font-size: x-small;"><strong>(Rádio ONU)</strong></span></p>
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		<title>Brasil adere à campanha da ONU contra tráfico de seres humanos</title>
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		<pubDate>Thu, 09 May 2013 14:38:53 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Henrique Andrade Camargo</dc:creator>
				<category><![CDATA[Notí­cias]]></category>
		<category><![CDATA[Sociedade]]></category>
		<category><![CDATA[Coração Azul]]></category>
		<category><![CDATA[direitos humanos]]></category>
		<category><![CDATA[ONU]]></category>
		<category><![CDATA[tráfico de pessoas]]></category>

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		<description><![CDATA[Iniciativa pretende aumentar a conscientização para o problema da compra e venda de pessoas; cerimônia de lançamento confirma cantora Ivete Sangalo como embaixadora da Boa Vontade no país.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><span style="font-size: x-small;"><strong>Mônica Villela Grayley, da Rádio ONU</strong></span></p>
<p><a href="http://mercadoetico.terra.com.br/website/wp-content/uploads/2013/05/coracao_azul_300.jpg"><img class="alignleft size-full wp-image-72209" src="http://mercadoetico.terra.com.br/website/wp-content/uploads/2013/05/coracao_azul_300.jpg" alt="" width="300" height="257" /></a>O Brasil oficializa, nesta quinta-feira, sua participação na campanha das Nações Unidas contra o tráfico humano, batizada de Coração Azul.</p>
<p>O objetivo é formar uma rede internacional de prevenção do crime de compra e venda de pessoas.</p>
<p><strong>Esforços Internacionais</strong></p>
<p>A campanha do Coração Azul, da ONU, já foi implementada em 10 países. No Brasil, ela será lançada pelo chefe do Escritório das Nações Unidas contra Drogas e Crime, Unodc, Yury Fedotov.</p>
<p>Nesta entrevista à Rádio ONU, durante uma viagem oficial ao Rio de Janeiro, Fedotov falou da importância do país nos esforços internacionais de combate ao crime generalizado.</p>
<p>Fedotov afirmou que o Brasil está sendo ativo nesta área. E que durante sua reunião com autoridades no Rio de Janeiro, eles discutiram como o país pode contribuir mais para a questão, aumentando a conscientização, trabalhando com as comunidades para evitar o tráfico de pessoas, e ajudar, e reabilitar as vítimas de tráfico.</p>
<p>Durante a cerimônia de lançamento da campanha, em Brasília, o chefe da agência da ONU entregará o título de embaixadora da Boa Vontade à cantora baiana, Ivete Sangalo, que ajudará em iniciativas de combate ao tráfico de seres humanos no país.</p>
<p>Ainda em Brasília, Yury Fedotov se reúne com o ministro da Justiça, José Eduardo Cardozo, e outros integrantes do governo, além de firmar com o governo brasileiro uma cooperação para fortalecimento do Unodc no país.</p>
<p><span style="font-size: x-small;"><strong>(Rádio ONU)</strong></span></p>
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		<title>Branding além do greenwashing</title>
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		<pubDate>Thu, 09 May 2013 01:50:05 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Henrique Andrade Camargo</dc:creator>
				<category><![CDATA[Silvia Marcuzzo]]></category>
		<category><![CDATA[Negócios sustentáveis]]></category>
		<category><![CDATA[SB Rio]]></category>
		<category><![CDATA[Sustainable Brands]]></category>

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		<description><![CDATA[Blogueira conta suas impressões do primeiro dia da conferência "Sustainable Brands Rio"]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<div class="img aligncenter size-full wp-image-72196" style="width:520px;">
	<a href="http://mercadoetico.terra.com.br/website/wp-content/uploads/2013/05/SB_rio_plateia_520.jpg"><img src="http://mercadoetico.terra.com.br/website/wp-content/uploads/2013/05/SB_rio_plateia_520.jpg" alt="" width="520" height="348" /></a>
	<div>Sustainable Brands Conference 2013, evento que reúne empresas, indústrias e profissionais que sabem (ou estão aprendendo) sobre a importância da sustentabilidade. / Foto: Eduardo Magalhães</div>
</div>
<p>Do <em>greenwashing</em> (maquiagem verde) ao engajamento da comunidade, do verde à policromia, do impulso à melhor opção a longo prazo. Vários lados do que está por trás de marcas que se dizem sustentáveis.  Esse é o tema do <em>Sustainable Brands Conference 2013</em>, evento que reúne empresas, indústrias e profissionais que sabem (ou estão aprendendo) sobre a importância da sustentabilidade antes, durante e no pós consumo de um produto ou serviço. O congresso teve início hoje e vai até amanhã, dia 9, no Hotel Windsor, em Copacabana, no Rio de Janeiro.</p>
<p>Essa é primeira edição da conferência no Brasil, um mercado atraente para muitas marcas de olho no crescimento do público consumidores. A diretora de sustentabilidade da SC Johnson, fabricante de inseticidas, aromatizadores de ar e produtos de limpeza, revelou em uma pesquisa que 83% dos brasileiros pagariam a mais por produtos<em> ecofriendly</em>. Kelly Semrau disse que entre os países integrantes do BRIC, o Brasil é o que está mais a frente quando o assunto é preocupação com o meio ambiente.</p>
<p>Muitas empresas ainda mostram que para elas o que importa dentro desse contexto é a diminuição da pegada ambiental.  No entanto, para aqueles que estão na busca de uma vivência e compreensão mais profunda sobre o tema, a questão é muito além do “esverdeamento”.  Envolve questões éticas, morais e está intrinsicamente relacionada ao contexto que envolve um sistema complexo, formado por pessoas e demais seres vivos do planeta e, inclusive, atinge o recanto mais sensível do corpo humano, o bolso.</p>
<p>“A sustentabilidade é uma jornada”, um longo caminho a ser percorrido, afirma a diretora de sustentabilidade da Natura, Denise Ribeiro. Ela contou o quanto a empresa aprendeu e expandiu suas ações em direção à sustentabilidade a partir da experiência com a linha EKOS, lançada em 2000. Mostrou o quanto ainda pretende evoluir para fomentar ações que mantenham a floresta em pé, seja na Amazônia ou na Mata Atlântica.</p>
<p>A indústria aproveitou a oportunidade para apresentar seu novo produto: a linha SOU. A novidade será colocada no mercado brasileiro em junho. Além da mesma embalagem, tipo refil, utilizar muito menos plástico, ocupar menos espaço e permitir a extração de até a última gota do conteúdo, os produtos têm a mesma fragrância – sabonete, creme, shampoo – o mesmo formato e a mesma base de ativos vegetais.  E o preço mais em conta que outros produtos da companhia: 6,70 reais o sabonete líquido e 10,70 o hidratante.</p>
<p>Muitas empresas ainda acham que para ser sustentável é preciso ter um departamento de sustentabilidade, usar papel reciclado, criar um departamento de inovação e um instituto com o nome do fundador, contou o designer Fred Gelli, da AgênciaTátil. Para ele é muito “chata” essa situação, um tipo de ditadura do “tribotton line”. “Torço para que o futuro não seja verde, a natureza odeia monocromia”.  Ele defende o branding integral, onde a multidisciplinariedade seja vivenciada e o fio condutor entre os setores seja o propósito, o DNA da empresa, que “transcenda os departamentos”. Gelli argumenta que só marcas vivas farão diferença na vida das pessoas e abrirão possibilidades de novos negócios.</p>
<p><span style="font-size: x-small;"><strong>(Silvia Marcuzzo/ Mercado Ético)</strong></span></p>
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		</item>
		<item>
		<title>Evento propõe formas de criar marcas sustentáveis</title>
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		<pubDate>Wed, 08 May 2013 18:55:26 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Henrique Andrade Camargo</dc:creator>
				<category><![CDATA[Negócios sustentáveis]]></category>
		<category><![CDATA[Notí­cias]]></category>
		<category><![CDATA[Salas Temáticas]]></category>
		<category><![CDATA[Sustainable Brands]]></category>
		<category><![CDATA[Sustentabilidade]]></category>

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		<description><![CDATA[Palestrantes falam desde mudanças no sistema econômico até relacionamento mais próximo com consumidores
 ]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><span style="font-size: x-small;"><strong>Mercado Ético</strong></span></p>
<div class="img aligncenter size-full wp-image-72186" style="width:520px;">
	<a href="http://mercadoetico.terra.com.br/website/wp-content/uploads/2013/05/fred_gelli_520.jpg"><img src="http://mercadoetico.terra.com.br/website/wp-content/uploads/2013/05/fred_gelli_520.jpg" alt="" width="520" height="348" /></a>
	<div>Para Fred Gelli, co-fundador da Tátil Design de Ideias, corporações devem assumir protagonismo em iniciativas para a sustentabilidade. / Foto: Eduardo Magalhães</div>
</div>
<p>Começou hoje (8) o Sustainable Brands Rio 2013, evento definido por seus organizadores como sendo o marco zero para profissionais de inovação, sustentabilidade e comunicação se prepararem para construir marcas cada vez melhores. Com o tema “<em>The Revolution Will Be Branded</em>” (A Revolução estará nas marcas, em tradução livre), essa primeira edição do SB no Brasil apresenta experiências de empresas nacionais e internacionais sobre como viabilizar tecnologias e negócios transformadores.</p>
<p>Com tom focado na necessidade de mudanças, palestrantes explanaram desde novas formas de se desenvolver negócios até a necessidade de reforma no sistema econômico vigente. Nesse sentido, Denise Alves, diretora de Sustentabilidade da Natura, reclama da necessidade de uma empresa ter que apresentar ao mercado relatórios trimestrais de resultados financeiros. “Isso é um desastre. Precisamos sair dessa ciranda”, defende.</p>
<div class="img aligncenter size-full wp-image-72188" style="width:520px;">
	<a href="http://mercadoetico.terra.com.br/website/wp-content/uploads/2013/05/denise_alves_520.jpg"><img src="http://mercadoetico.terra.com.br/website/wp-content/uploads/2013/05/denise_alves_520.jpg" alt="" width="520" height="300" /></a>
	<div>Denise Alves, diretora de Sustentabilidade da Natura, reclama da necessidade de uma empresa ter que apresentar ao mercado relatórios trimestrais de resultados financeiros. “Isso é um desastre. Precisamos sair dessa ciranda”, defende. / Foto: Henrique Andrade Camargo/Mercado Ético</div>
</div>
<p>Seguindo a linha de pensamento, Kelly Samrau, diretora de Sustentabilidade da SC Johnson, foi enfática ao afirmar que o sistema está quebrado. “Precisamos mudar. Precisamos de ação”, afirma.</p>
<p>Mas como alcançar essa mudança para um mundo mais sustentável?</p>
<p>Kelly acredita que a chave está nos consumidores. “É preciso fazer com que eles façam escolhas mais conscientes mostrando os benefícios de se escolher produtos melhores. Mas em vez de fazer uma comunicação que assuste as pessoas, é preciso oferecer a elas um senso de otimismo”, explica.</p>
<p>A responsabilidade das grandes corporações também entrou no debate por meio da palestra de Fred Gelli, co-fundador da Tátil Design de Ideias. “Das 100 maiores economias do mundo, 50 são empresas. Então é urgente que elas assumam o protagonismo nessa história”, defende. O empresário acredita que as corporações precisam descobrir quais são suas competências essenciais, fazendo uma conexão delas com o contexto da sociedade. Assim, segundo ele, a empresa define e redefine seu propósito para criar produtos e serviços de valor para todos.</p>
<p><span style="font-size: x-small;"><strong>(Mercado Ético)</strong></span></p>
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		</item>
		<item>
		<title>Máquina libera sementes para combater poluição</title>
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		<pubDate>Wed, 08 May 2013 14:28:37 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Henrique Andrade Camargo</dc:creator>
				<category><![CDATA[meio ambiente]]></category>
		<category><![CDATA[Notí­cias]]></category>
		<category><![CDATA[Inovação Tecnológica]]></category>
		<category><![CDATA[poluição]]></category>

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		<description><![CDATA[A ideia é transformar as áreas mais poluídas em zonas floridas, na busca de uma melhor qualidade do ar]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><span style="font-size: x-small;"><strong>EcoD</strong></span></p>
<p><span style="font-size: x-small;"><strong><img class="aligncenter" src="http://www.ecodesenvolvimento.org/posts/2013/maio/maquina-libera-sementes-para-combater-poluicao/images/maquina-flores.jpg" alt="" width="450" height="275" /><br />
</strong></span></p>
<p>Já existem dispositivos com sensores que alertam a presença de poluição atmosférica através de cores, sons ou mapeamento. Mas a máquina criada pelo arquiteto Michael Jantzen pretende superar as tradicionais em criatividade e inovação, graças a sua capacidade de eliminar flores nos locais mais poluídos.</p>
<p>Chamado de Eco Seed Sowing, o dispositivo movido à energia solar contém no seu interior milhares de sementes de flores. Ou seja, além de analisar a qualidade do ar, recolhendo dados e mapeando-os, oferece também o bônus de campos floridos.</p>
<p><img class="aligncenter" src="http://www.ecodesenvolvimento.org/posts/2013/maio/maquina-libera-sementes-para-combater-poluicao/images/maquina-flores2.jpg" alt="" width="450" height="275" /></p>
<p>Quando os sensores detectam altos níveis de poluição, eliminam as sementes armazenadas. A ideia é transformar as áreas mais poluídas em zonas floridas, na busca de uma melhor qualidade do ar, como afirma o arquiteto.</p>
<p>Segundo o site TreeHugger, Jantzen caracteriza as suas máquinas como &#8220;uma resposta simbólica de arte pública para a degradação ambiental&#8221;. Mas ele ressalta, que se forem realmente implementadas, elas podem ser muito mais do que isso.</p>
<p>E você, gostou da ideia?</p>
<p><img class="aligncenter" src="http://www.ecodesenvolvimento.org/posts/2013/maio/maquina-libera-sementes-para-combater-poluicao/images/maquina-flores3.jpg" alt="" width="450" height="275" /></p>
<p><span style="font-size: x-small;"><strong>(EcoD)</strong></span></p>
]]></content:encoded>
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		</item>
		<item>
		<title>Iniciativa selecionará 30 jovens para programa de imersão</title>
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		<pubDate>Wed, 08 May 2013 12:22:40 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Henrique Andrade Camargo</dc:creator>
				<category><![CDATA[Agenda]]></category>
		<category><![CDATA[Juventude e novas lideranças]]></category>
		<category><![CDATA[Mercado Ético recomenda]]></category>
		<category><![CDATA[Notí­cias]]></category>
		<category><![CDATA[Salas Temáticas]]></category>
		<category><![CDATA[lideranças]]></category>
		<category><![CDATA[novos líderes]]></category>

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		<description><![CDATA[Plataforma é focada em inspirar e facilitar o desenvolvimento de líderes íntegros; as inscrições estão abertas]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>O processo de seleção do Programa Intento está aberto!</p>
<p>A plataforma é focada em inspirar e facilitar o desenvolvimento de líderes íntegros.</p>
<p>O Intento está procurando 30 jovens com iniciativa e potencial de impacto, determinados a protagonizar as soluções para questões complexas atuais.</p>
<p>O programa de imersão é uma oportunidade para concentrar o foco em você.</p>
<p>Com atividades corporais todas as manhãs e temas como arte, política, economia, educação, criatividade e empreendedorismo, o objetivo é que cada um possa ampliar a consciência sobre seus valores e sonhos, identificar e exercitar habilidades, traçar um plano de ação para sua carreira ou projeto pessoal, ter contato com grandes executivos, empreendedores e receber acompanhamento de consultores e <em>coaches</em>.</p>
<p>Após o programa, o participante deve ter mais claros seus propósitos de vida e carreira; estabelecer um plano de ação para cumprir com seus objetivos; ter mais consciência sobre suas ações e os impactos que elas produzem; sentir-se mais preparado para ser protagonista nas causas em que acredita e fazer parte de uma rede formada por líderes de valor, podendo aumentar seu potencial de impacto e viabilizar suas ideias e projetos.</p>
<p>Esta jornada começa por um processo de seleção, composto de 4 etapas. A data limite para se inscrever é 17 de maio, mas para sua melhor organização inicie o quanto antes. Afinal o programa começa dia 29 de junho e vai até 14 de julho!</p>
<p><a href="http://www.intento.me/?utm_source=Newsletter&amp;utm_medium=email&amp;utm_content=Christina&amp;utm_campaign=Inscreva-se" target="_blank"></a><span style="text-decoration: underline; color: #0000ff;"><strong><a href="http://www.intento.me/?utm_source=Newsletter&amp;utm_medium=email&amp;utm_content=Christina&amp;utm_campaign=Inscreva-se" target="_blank">Saiba mais aqui</a></strong></span></p>
<p><span style="font-size: x-small;"><strong>(Intento)</strong></span></p>
]]></content:encoded>
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		<title>Santos perde ciclovia para diminuir o trânsito e ganhar mais carros</title>
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		<pubDate>Wed, 08 May 2013 11:57:17 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Henrique Andrade Camargo</dc:creator>
				<category><![CDATA[Notí­cias]]></category>
		<category><![CDATA[Sociedade]]></category>
		<category><![CDATA[bicicletas]]></category>
		<category><![CDATA[ciclismo]]></category>
		<category><![CDATA[ciclistas]]></category>
		<category><![CDATA[ciclovia]]></category>
		<category><![CDATA[Santos]]></category>
		<category><![CDATA[São Paulo]]></category>

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		<description><![CDATA[Medida decepciona boa parte dos ciclistas da região, que já haviam perdido a pista no começo deste ano, quando foi desativada]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><span style="font-size: x-small;"><strong>CicloVivo</strong></span></p>
<p>A partir de junho, serão iniciadas as obras para retirar a ciclovia do canteiro central da praia do José Menino, em Santos, maior cidade do litoral de São Paulo. A intenção da medida é aumentar o número de carros que passam pelo local e reduzir os índices de congestionamento na divisa entre Santos e São Vicente.</p>
<p>As obras para excluir a ciclovia são coordenadas pela prefeitura de Santos, atualmente sob o comando de Paulo Alexandre Barbosa (PSDB-SP), que desativou a faixa para ciclistas em fevereiro deste ano. A via destinada a bicicletas é considerada a principal culpada pelos altos índices de congestionamento na região, que recebe milhares de veículos nos horários de pico.</p>
<p>Sem a ciclovia, o local vai ganhar uma nova faixa para automóveis na região, “desafogando” o trânsito e aumentando o número de veículos a partir dos próximos seis meses. A CET vai montar um esquema especial durante a exclusão da ciclovia, já que as obras vão intensificar mais ainda o trânsito na área, pelo menos, até agosto.</p>
<p>A retirada da ciclovia de Santos decepciona boa parte dos ciclistas da região, que já haviam perdido a pista no começo deste ano, quando foi desativada. Além da faixa para bicicletas do canteiro central da praia do José Menino, está desativada a ciclovia da Avenida Francisco Glicério, que aguarda o projeto de implantação do Veículo Leve sobre Trilhos (VLT).</p>
<p><em>* Com informações do G1.</em></p>
<p><span style="font-size: x-small;"><strong>(CicloVivo)</strong></span></p>
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		<title>Dois jornalistas são expulsos e um é multado por cobrirem ocupação de Belo Monte</title>
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		<pubDate>Wed, 08 May 2013 11:55:27 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Henrique Andrade Camargo</dc:creator>
				<category><![CDATA[Notí­cias]]></category>
		<category><![CDATA[Sociedade]]></category>
		<category><![CDATA[belo monte]]></category>
		<category><![CDATA[censura]]></category>
		<category><![CDATA[indígenas]]></category>
		<category><![CDATA[índios]]></category>

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		<description><![CDATA[Há quatro dias, cerca de 150 indígenas de oito povos atingidos pela construção de hidrelétricas nos rios Xingu, Tapajós e Teles Pires ocupam o principal canteiro da barragem]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><span style="font-size: x-small;"><strong>Ruy Sposati e Lunaé Parracho, do CIMI</strong></span></p>
<p>No dia internacional da liberdade de imprensa, três repórteres foram impedidos de realizar a cobertura jornalística da ocupação do canteiro de obras da Usina Hidrelétrica Belo Monte, nesta sexta-feira, 3, no Pará. Dois deles foram retirados por cerca de cem homens da Polícia Federal, Tropa de Choque, Rotam e Força Nacional, e um terceiro foi multado em mil reais. Um ativista também foi expulso do canteiro.</p>
<p>Há quatro dias, cerca de 150 indígenas de oito povos atingidos pela construção de hidrelétricas nos rios Xingu, Tapajós e Teles Pires ocupam o principal canteiro da barragem, o Sítio Belo Monte, exigindo que as obras sejam suspensas até que eles sejam ouvidos pelo governo federal.</p>
<p>Na sexta, foi negado pela Justiça Federal o pedido de reintegração de posse da Norte Energia contra os indígenas. Contudo, o Consórcio Construtor Belo Monte (CCBM) também pediu à Justiça Estadual que concedesse reintegração de posse contra não-indígenas que estivessem no canteiro. A juíza Cristina Sandoval Collier da 4a. Vara Cível de Altamira concedeu pedido, o que levou à expulsão de dois jornalistas e a aplicação de multa em um terceiro.</p>
<p>Os três jornalistas &#8211; o fotógrafo da Reuters, Lunaé Parracho, o jornalista do Conselho Indigenista Missionário, Ruy Sposati e o correspondente da Radio France Internationale (RFI) no Brasil, François Cardona &#8211; tem realizado cobertura diária dos acontecimentos que envolvem a ação dos indígenas contra a construção de grandes barragens que afetam seus territórios. A RFI publicou neste sábado uma reportagem sobre a expulsão sofrida pelo correspondente.</p>
<p><strong>CENSURA</strong></p>
<p>“Essa decisão é absolutamente sem sentido”, afirma o advogado da Sociedade Paraense de Direitos Humanos (SDDH), Sérgio Martins. “Ela é tecnicamente inconsistente. Há uma dúzia de processos aqui assim. É como se qualquer justificativa do Consórcio Construtor Belo Monte (CCBM) fosse suficiente para que a Justiça conceda liminares favoráveis a eles”, comenta.</p>
<p>Para Sérgio, a decisão da Justiça estadual foi política. “Essa ação é de 2011, na verdade. Era um interdito proibitório que a Justiça nunca extinguiu e que agora, um ano e meio depois, foi transformada em reintegração de posse. Ela visa tirar todo o apoio e solidariedade das pessoas não-indígenas, e eliminar a cobertura jornalística em campo. Foi uma decisão estritamente política, do ponto de vista judicial. ”, aponta.</p>
<p>A SDDH entrará com uma ação exigindo que seja garantido o acesso de jornalistas ao local da ocupação.</p>
<p><strong>PERIGO</strong></p>
<p>Em nova carta lançada sábado, 4, os indígenas que ocupam o canteiro se mostraram preocupados com a proibição da imprensa no local. Segundo o documento, “a cobertura jornalística ajuda muito” a  “transmitir nossa voz para o mundo”.</p>
<p>“Nosso protesto é pacífico. Estamos pedindo para sermos ouvidos. Por que eles não querem os jornalistas aqui?”, questiona o guerreiro Valdenir Munduruku. “Se alguma coisa acontecer, a responsabilidade é do governo”.</p>
<p><a href="http://ocupacaobelomonte.wordpress.com/2013/05/04/carta-no-3/" target="_blank"></a><span style="text-decoration: underline; color: #0000ff;"><strong><a href="http://ocupacaobelomonte.wordpress.com/2013/05/04/carta-no-3/" target="_blank">Leia na íntegra a carta dos indígenas</a></strong></span></p>
<p><strong>(CIMI)</strong></p>
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		<title>Cortes em outros poluentes além do CO2 podem auxiliar clima</title>
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		<pubDate>Wed, 08 May 2013 11:10:36 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Henrique Andrade Camargo</dc:creator>
				<category><![CDATA[meio ambiente]]></category>
		<category><![CDATA[Notí­cias]]></category>
		<category><![CDATA[aquecimento global]]></category>
		<category><![CDATA[gases do efeito estufa]]></category>
		<category><![CDATA[GEE]]></category>
		<category><![CDATA[GEEs]]></category>
		<category><![CDATA[meio ambinete]]></category>
		<category><![CDATA[mudanças climáticas]]></category>

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		<description><![CDATA[O mundo tem a chance de diminuir a velocidade do aumento do nível do mar e ganhar mais tempo para combater as mudanças climáticas com a redução das emissões de alguns poluentes além do dióxido de carbono]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><span style="font-size: x-small;"><strong>Tim Radford, do Climate News Network</strong></span></p>
<p>Uma ação combinada em escala planetária poderia desacelerar a elevação do nível do mar e reduzir alguns dos efeitos mais prejudiciais do aquecimento global – através da limitação não do dióxido de carbono, mas de quatro outros poluentes, de acordo com uma nova pesquisa publicada na Nature Climate Change.</p>
<p>Veerabhadran Ramanathan, do Instituto Scripps de Oceanografia nos EUA, e seus colegas argumentam que diminuindo os níveis na atmosfera dos poluentes de curta duração ozônio, metano, carbono negro e hidrofluorcarbonos, os governos poderiam reduzir temporariamente a taxa do aumento do nível do mar entre 25 e 50%.</p>
<p>Já que algumas das maiores cidades do mundo – Nova York, Bombaim, Tóquio, Amsterdã, Miami, Xangai e assim por diante – estão no nível do mar, as recompensas por reduzir as emissões seriam consideráveis.</p>
<p>“Para evitar a potencialmente perigosa elevação do nível do mar, poderíamos cortar as emissões de poluentes de curta duração mesmo se não pudermos cortar imediatamente as emissões de dióxido de carbono”, afirmou Aixue Hu, do Centro Nacional para Pesquisa Atmosférica dos EUA, um dos coautores.</p>
<p>“Essa nova pesquisa mostra que a sociedade pode reduzir significativamente a ameaça às cidades costeiras se agir rapidamente em relação a alguns poluentes.”</p>
<p>O dióxido de carbono, uma vez na atmosfera, tende a permanecer nela por séculos. O quarteto identificado pelos pesquisadores são todos poluentes de curta duração, e liberados em quantidades muito menores, mas armazenam mais calor na baixa atmosfera. A redução não seria simples.</p>
<p>Os hidrofluorcarbonos se tornaram os substitutos para a refrigeração dos notórios e agora proibidos clorofluorcarbonos, que ameaçavam a camada de ozônio estratosférico nos anos 1980.</p>
<p>Concentrações de ozônio em baixo nível tendem a se acumular nas emanações do trânsito de cidades cheias de poluição, mas podem também – como relatou o Climate Network News em janeiro – ocorrer como uma consequência do reflorestamento ou de projetos de biocombustíveis.</p>
<p>O metano, ou gás natural, é liberado tanto pela agricultura quanto pela decomposição em zonas tropicais e temperadas. Enormes reservas de metano existem naturalmente nos solos e no fundo do mar, e a liberação destas poderia ser calamitosa.</p>
<p>O carbono negro ou fuligem da queima de carvão, incêndios florestais e motores a diesel foi em janeiro identificado como o segundo maior contribuinte para o aquecimento global.</p>
<p>Há algumas décadas, os cientistas identificaram o crescimento das emissões de dióxido de carbono como o maior e mais ameaçador fator das mudanças climáticas: governos concordaram que gostariam de limitar a elevação global média das temperaturas a 2ºC, mas ainda têm que decidir um plano para grandes reduções de emissões em escala global.</p>
<p>Os pesquisadores dos EUA procuram pelas formas mais rápidas de desacelerar as piores consequências das mudanças climáticas e para isso definiram algumas das outras fontes do aquecimento.</p>
<p>Seus modelos de computador revelaram que uma forte redução na liberação desses poluentes poderia compensar a elevação das temperaturas em até 50% até 2050.</p>
<p>O nível do mar tem subido três milímetros por ano e estima-se que se eleve em até 59 centímetros nesse século. Uma ação rápida sobre os poluentes de curta duração poderia reduzir essa elevação de 22 a 42% até 2100. Se os governos também conseguirem reduzir as emissões de dióxido de carbono, o aumento do nível do mar total poderia ser diminuído em pelo menos 30% até 2100.</p>
<p>“Ainda não é tarde demais, estabilizar as concentrações de dióxido de carbono na atmosfera e reduzir as emissões de poluentes de curta duração para diminuir a taxa de aquecimento e reduzir o aumento do nível do mar”, declarou o professor Ramanathan. “O maior papel dos poluentes de curta duração [no aquecimento global] é encorajador, já que há tecnologias disponíveis para cortar drasticamente suas emissões.”</p>
<p><em>* Traduzido por Jéssica Lipinski</em></p>
<p><a href="http://www.climatenewsnetwork.net/2013/05/cuts-in-other-pollutants-can-help-climate/" target="_blank"></a><span style="text-decoration: underline; color: #0000ff;"><strong><a href="http://www.climatenewsnetwork.net/2013/05/cuts-in-other-pollutants-can-help-climate/" target="_blank">Leia o original no Climate News Network (inglês)</a></strong></span></p>
<p><span style="font-size: x-small;"><strong>(Instituto CarbonoBrasil)</strong></span></p>
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