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	<title>Mercado Ético</title>
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		<title>A um ano da Copa, ganhos e perdas nas cidades-sede</title>
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		<pubDate>Fri, 17 May 2013 21:40:08 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Henrique Andrade Camargo</dc:creator>
				<category><![CDATA[Notí­cias]]></category>
		<category><![CDATA[Sociedade]]></category>
		<category><![CDATA[Brasil]]></category>
		<category><![CDATA[Copa do Mundo 2014]]></category>
		<category><![CDATA[Raquel Rolnik]]></category>

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		<description><![CDATA["Comitês populares vêm acompanhando os preparativos em todo o país e realizando manifestações para reivindicar que o processo de preparação não se constitua em um verdadeiro vale tudo"]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><span style="font-size: x-small;"><strong><span style="line-height: 19px;">Raquel Rolnik*</span></strong></span></p>
<p><a href="http://mercadoetico.terra.com.br/website/wp-content/uploads/2013/05/copa_mascote_250.jpg"><img class="alignleft size-full wp-image-72668" src="http://mercadoetico.terra.com.br/website/wp-content/uploads/2013/05/copa_mascote_250.jpg" alt="" width="250" height="168" /></a>Faltando pouco mais de um ano para a realização da Copa do Mundo no Brasil, o Comitê Popular da Copa do Rio de Janeiro divulgou hoje mais um dossiê com um balanço dos preparativos para os jogos, avaliando os impactos sociais na vida da população e denunciando violações de direitos. Desde 2010, quando foram criados, os comitês populares vêm acompanhando os preparativos em todo o país e realizando manifestações nas cidades-sede dos jogos para reivindicar que o processo de preparação da copa não se constitua em um verdadeiro “estado de exceção” em que vale tudo! De lá para cá, vemos que essas mobilizações resultaram, em vários casos, em mudanças de procedimentos.</p>
<p>No Rio de Janeiro, que certamente é a cidade onde este processo ocorre há mais tempo e de maneira mais intensa, em 2011 a prefeitura publicou um decreto estabelecendo novas diretrizes para remoções de moradores, reassentamentos e indenizações. Nesse decreto houve um reajuste das indenizações, cujo valor máximo passou de R$ 40 mil para R$ 77 mil. Uma conquista, sem dúvida. Mas muito tímida diante da situação que a cidade vive hoje. Um trabalho de final de curso do estudante Lucas Faulhaber, da Escola de Arquitetura e Urbanismo da UFF, ao mapear para onde foram os reassentados removidos das comunidades da zona sul, revela a perversidade desta situação.</p>
<p><span style="font-size: 13px; line-height: 19px;">Um exemplo de resistência é a Vila Autódromo, que desde a preparação dos jogos Pan-Americanos de 2007 resiste à remoção. Agora, cerca de 500 famílias, que moram no local há mais de 40 anos, estão ameaçadas de remoção, embora não estejam em área que vá receber qualquer empreendimento olímpico ou de mobilidade ligado à realização dos jogos. Em agosto do ano passado, os moradores entregaram à prefeitura uma proposta de urbanização que demonstra não haver incompatibilidade entre o projeto olímpico, a existência da comunidade e a preservação ambiental da Barra da Tijuca, onde está localizada, mas até hoje o diálogo não avançou. Conhecido como plano popular da Vila Autódromo, o projeto foi desenvolvido numa parceria entre a Associação de Moradores da comunidade e professores e alunos da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) e da Universidade Federal Fluminense (UFF).</span></p>
<p>Um caso semelhante está acontecendo em São Paulo. A comunidade da Vila da Paz, em Itaquera, na zona leste, apresentou em março para a prefeitura o Plano Popular Alternativo para a Vila da Paz. A comunidade está ameaçada de remoção por conta de intervenções urbanísticas como o Parque Linear do Rio Verde e de obras viárias no entorno do estádio do Itaquerão. Desenvolvido pelo Coletivo Comunidades Unidas de Itaquera, Instituto Polis e Peabiru-TCA, o plano alternativo propõe mudanças nas intervenções a fim de garantir a permanência dos moradores em condições adequadas. No momento, prefeitura e comunidade vêm se reunindo para tratar do assunto. Esperamos ver avanços.</p>
<p>Em Fortaleza, por sua vez, o número de remoções previstas já foi reduzido de 2.500 para 1.700. Na comunidade Aldaci Barbosa, próxima à rodoviária interestadual, depois de muitas mobilizações, o governo concordou em mudar o local onde seria construída a estação do Veículo Leve sobre Trilhos (VLT), que antes afetaria a comunidade, evitando um grande número de remoções. Também na comunidade Lauro Vieira Chaves, que fica perto do aeroporto Pinto Martins, muitas remoções foram evitadas. Os moradores apresentaram um plano alternativo para a passagem do VLT e, depois de muitas reuniões com os órgãos responsáveis, conseguiram modificar o projeto, reduzindo as remoções de 300 para 22. Entretanto, novas remoções em outras áreas estão sendo anunciadas, embora esta informação não esteja disponível em Fortaleza, nem em outras cidades-sede.</p>
<p>Quando uma das questões mais graves da preparação das cidades para os megaeventos é justamente a falta de informação e transparência, é importante também destacar a iniciativa do governo do Ceará de publicar uma cartilha sobre o projeto de implementação do VLT, esclarecendo a população sobre o processo de desapropriação. Por outro lado, faltou garantir espaços de participação na concepção do projeto e também na discussão e aprovação da Lei que estabeleceu as regras para a remoção e indenização das pessoas afetadas.</p>
<p>Também em Natal, 400 imóveis seriam removidos por conta de obras viárias relacionadas à preparação para a Copa do Mundo. Em fevereiro a prefeitura decidiu mudar o projeto e evitar parte das desapropriações. Outra cidade onde podemos perceber que houve avanços é Curitiba. Em dezembro de 2011, por exemplo, depois de várias mobilizações, foram suspensas as obras da trincheira, uma passagem subterrânea na comunidade São Cristóvão, em São José dos Pinhais (região metropolitana), cujo trajeto acarretaria a remoção de diversas famílias. Além disso, no final de 2012, foi retirado da matriz de responsabilidades da Copa o projeto do Corredor Metropolitano, obra viária que passaria por oito municípios, afetando mais de mil famílias em seu trajeto original, segundo cálculos da UFPR.</p>
<p>Enfim, precisamos reconhecer e comemorar estes avanços, que demonstram que a organização e mobilização são relevantes para fazer ouvir os que raramente têm acesso aos processos decisórios sobre os grandes projetos das cidades. Mas muitas violações ainda estão em curso – não apenas relacionadas à moradia – e por isso o acompanhamento permanente, a indignação e publicização das violações é fundamental.</p>
<p><strong>* Raquel Rolnik é urbanista, professora da Faculdade de Arquitetura e Urbanismo da Universidade de São Paulo e relatora especial da Organização das Nações Unidas para o direito à moradia adequada.</strong></p>
<p><strong><span style="font-size: x-small;"><strong>(Artigo publicado originalmente no <a href="http://raquelrolnik.wordpress.com/" target="_blank">blog da autora</a>)</strong></span><br />
</strong></p>
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		<title>James Hansen alerta para os riscos climáticos de explorar o petróleo das areias betuminosas e o gás de xisto</title>
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		<pubDate>Fri, 17 May 2013 21:11:26 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Henrique Andrade Camargo</dc:creator>
				<category><![CDATA[meio ambiente]]></category>
		<category><![CDATA[Notí­cias]]></category>
		<category><![CDATA[aquecimento global]]></category>
		<category><![CDATA[combustíveis fósseis]]></category>
		<category><![CDATA[energia suja]]></category>
		<category><![CDATA[James Hansen]]></category>

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		<description><![CDATA[Para ativista, reservas convencionais de combustíveis fósseis já possuem uma quantidade tão grande de carbono armazenado que não é seguro utilizá-las sem que as temperaturas médias do planeta subam mais de 2ºC.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><span style="font-size: x-small;"><strong><span style="line-height: 19px;">Fabiano Ávila, do Instituto CarbonoBrasil</span></strong></span></p>
<p><span style="font-size: 13px; line-height: 19px;"><a href="http://mercadoetico.terra.com.br/website/wp-content/uploads/2013/05/areias_betuminosas_250.jpg"><img class="alignleft size-full wp-image-72662" src="http://mercadoetico.terra.com.br/website/wp-content/uploads/2013/05/areias_betuminosas_250.jpg" alt="" width="250" height="168" /></a>Os Estados Unidos estão atravessando um boom no uso do gás natural de xisto, tecnologia que já começa a ser promovida também no Brasil apesar de suas consequências incertas para os lençóis freáticos e para o aquecimento global. Além disso, a discussão mais acalorada nos EUA atualmente é a construção do oleoduto Keystone XL, que se estenderá por milhares de quilômetros para escoar a produção de petróleo das areias betuminosas canadenses.</span></p>
<p>Em uma palestra no Reino Unido, James Hansen, um dos mais renomados climatologistas norte-americanos e que acaba de deixar a NASA para se dedicar ao ativismo climático, afirmou que se o oleoduto for construído e a exploração do petróleo das areias betuminosas e do gás de xisto continuarem crescendo na América do Norte, podemos dar adeus às chances de evitar as piores consequências das mudanças climáticas.</p>
<p>“As reservas convencionais de combustíveis fósseis já possuem uma quantidade tão grande de carbono armazenado que não é seguro utilizá-las sem que as temperaturas médias subam mais de 2ºC. Se somarmos a isso as novas reservas alternativas que estão sendo exploradas, o problema climático não terá solução”, afirmou Hansen.</p>
<p>Para o pesquisador, não existem dúvidas de que o aquecimento do planeta é resultado das emissões de gases do efeito estufa resultantes das atividades humanas.</p>
<p>“A mensagem da ciência não podia ser mais clara: não podemos investir para buscar mais combustíveis fósseis. Essas novas reservas alternativas são ainda mais intensivas em carbono do que as convencionais”, disse.</p>
<p>As declarações do pesquisador ganham peso depois dos resultados apresentados nesta quinta-feira (16) por um levantamento que analisou quase 12 mil artigos científicos entre 1991 e 2011 e concluiu que 97,1% dos estudos apontam as ações humanas como a principal causa do aquecimento global.</p>
<p>Hansen defende que uma taxa sobre as emissões é melhor do que os mercados de carbono para lidar com a crise climática.</p>
<p>“Eu sou da opinião de que é necessário colocar um preço sobre o carbono, porque a comunidade empresarial e os consumidores precisam entender que o custo está crescendo continuamente. Em um sistema de limite e comércio de emissões [cap-and-trade], o preço flutua conforme uma série de fatores […] Não queremos um mercado flutuante. Queremos que todos entendam que explorar os combustíveis fósseis ficará cada vez mais caro e que, por isso, precisam planejar suas decisões”, afirmou Hansen ao portal EurActiv em uma excelente entrevista que pode ser lida aqui.</p>
<p><span style="font-size: x-small;"><strong>(Instituto CarbonoBrasil)</strong></span></p>
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		<title>Dia Mundial da Reciclagem: Gargalos impedem avanço e deixam empresas com capacidade ociosa</title>
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		<pubDate>Fri, 17 May 2013 20:31:24 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Henrique Andrade Camargo</dc:creator>
				<category><![CDATA[meio ambiente]]></category>
		<category><![CDATA[Notí­cias]]></category>
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		<category><![CDATA[resíduos sólidos]]></category>

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		<description><![CDATA[Apenas 14% das cidades brasileiras têm coleta seletiva]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><span style="font-size: x-small;"><strong><span style="line-height: 19px;">Agência Brasil</span></strong></span></p>
<p style="text-align: center;"><a href="http://mercadoetico.terra.com.br/website/wp-content/uploads/2013/05/reciclagem_400qua.jpg"><img class="size-full wp-image-72657 aligncenter" src="http://mercadoetico.terra.com.br/website/wp-content/uploads/2013/05/reciclagem_400qua.jpg" alt="" width="400" height="336" /></a></p>
<p style="text-align: left;">A coleta seletiva ainda enfrenta gargalos para se tornar abrangente no país, como determina a Política Nacional de Resíduos Sólidos (PNRS), que entrará em vigor na segunda metade de 2014. A avaliação foi feita por André Vilhena, diretor do Compromisso Empresarial pela Reciclagem (Cempre), fórum que reúne 38 grandes empresas nacionais e multinacionais desde a Conferência das Nações Unidas sobre Meio Ambiente e Desenvolvimento, a Rio-92.</p>
<p>Vilhena destaca que um dos entraves para o avanço da coleta seletiva no Brasil é a falta de qualificação dos gestores locais responsáveis por elaborar os planos municipais de resíduos sólidos: &#8220;O envolvimento das prefeituras é o ponto de partida. Temos hoje poucos municípios fazendo a coleta seletiva e, principalmente, fazendo a coleta seletiva de forma abrangente. Para mudar isso, os gestores públicos necessitam de treinamento para que possam efetivamente implantar os programas em seus municípios&#8221;.</p>
<p>A falta de capacitação é mais grave no interior, mas também está longe do ideal nas grandes cidades: &#8220;Vamos pegar os exemplos das maiores cidades do Brasil: os programas tanto de São Paulo quanto do Rio de Janeiro são muito pouco abrangentes, precisam passar por uma reformulação e ampliação significativas. Sem dúvida alguma, no curto espaço de tempo, precisamos melhorar muito os programas de coleta seletiva nas cidades brasileiras, especialmente nas maiores&#8221;, observa Vilhena.</p>
<p><span style="font-size: 13px; line-height: 19px;">Com programas de coleta seletiva pouco organizados, a indústria recicladora padece de pouca oferta de matéria-prima e, segundo estimativas do Cempre, funciona, em média, com capacidade ociosa entre 20% e 30%. Levantamento feito pelo Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea) em 2010 já mostrava que o Brasil deixava de movimentar R$ 8 bilhões anualmente por não aproveitar o potencial do setor. De acordo com o Cempre, apenas 14% das cidades brasileiras têm coleta seletiva, sendo 86% delas no Sudeste.</span></p>
<p><strong>Impostos e informalidade</strong></p>
<p>Outro entrave para a reciclagem no Brasil, segundo Vilhena, é o peso tributário sobre o setor, que se beneficiaria de mudanças na cobrança de impostos: &#8220;De cara, deveria ser dispensado o recolhimento do ICMS [Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços] na venda de sucatas e materiais recicláveis, além de produtos com 100% de material reciclado. Poderia ser feita, a partir disso, uma redução gradativa do imposto conforme o percentual de material reciclado na composição&#8221;, defende ele, que acredita haver bitributação no caso do Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI): &#8220;em alguns setores, o produto já teve a cobrança do IPI [Imposto sobre Produtos Industrializados]. quando foi descartado, e tem o desconto de novo durante a reciclagem&#8221;.</p>
<p>Edson Freitas, da organização não governamental EccoVida, concorda com as duas análises: &#8220;muita gente prefere a informalidade por causa dos impostos. Pago uns 30% de imposto sobre minhas garrafas e ainda tenho que pagar para destinar o lixo não aproveitável. Um dos projetos que desenvolvo, de produção de telhas a partir de PET [politereftalato de etileno, utilizado na fabricação de embalagens e outros produtos], eu trouxe de Manaus, porque lá não era viável por falta de plástico selecionado&#8221;.</p>
<p>Em seu galpão, o presidente da ONG conta que processa mil toneladas de material reciclado por mês, mas a falta de oferta o impede de vender o dobro disso de matéria-prima para fábricas como a Companhia de Bebidas das Américas (Ambev), que usa suas PETs na produção de garrafas 100% recicladas, que corresponderam a 28% da produção em 2012 e devem chegar a 40% em 2013.</p>
<p style="padding-left: 30px;"><span style="font-size: x-small;"><em>No ano passado, a companhia reutilizou 60 milhões de PETs na produção, número que deve saltar para 130 milhões neste ano, com a autorização da Anvisa para o uso de material reciclável em mais três fábricas da empresa, somando seis homologadas. A produção de PET a partir de material reciclável economiza 70% de energia e reduz em 70% a emissão de gás carbônico na atmosfera. Além das PETs, a Ambev também produz, em sua fábrica de vidro, sete em cada dez garrafas desse material inteiramente com cacos reciclados, sendo 88% deles provenientes da própria cervejaria e 12% de cooperativas.</em></span></p>
<p style="padding-left: 30px;"><span style="font-size: x-small;"><em><strong><span style="line-height: 19px;">Sociedade envolvida</span></strong></em></span></p>
<p style="padding-left: 30px;"><span style="font-size: x-small;"><em>O problema da falta de material de que Freitas se queixa, no entanto, não é causado só pela escassez de planos municipais. Para Vilhena, é preciso maior envolvimento da população: &#8220;Temos que melhorar o engajamento do cidadão brasileiro nos programas de coleta seletiva, que ainda estão aquém do desejado&#8221;.</em></span></p>
<p style="padding-left: 30px;"><span style="font-size: x-small;"><em>Edson Freitas destaca que é preciso uma mudança de pensamento em relação aos materiais recicláveis: &#8220;nem chamo de lixo uma PET ou uma embalagem de papelão, porque não são lixo. Têm o mesmo valor que tinham quando o produto estava armazenado dentro delas. É só limpar que continua a ser material com valor comercial e utilidade&#8221;.</em></span></p>
<p><span style="font-size: x-small;"><strong>(Agência Brasil)</strong></span></p>
]]></content:encoded>
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		<title>Saiba como transformar camisetas infantis em gorros personalizados</title>
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		<pubDate>Fri, 17 May 2013 20:24:52 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Henrique Andrade Camargo</dc:creator>
				<category><![CDATA[Moda & Beleza]]></category>
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		<description><![CDATA[Trabalho é simples e rápido, exigindo apenas noções básicas de costura]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><span style="font-size: x-small;"><strong>CicloVivo</strong></span></p>
<p><a href="http://mercadoetico.terra.com.br/website/wp-content/uploads/2013/05/moda_gorrinhos_520.jpg"><img class="aligncenter size-full wp-image-72651" src="http://mercadoetico.terra.com.br/website/wp-content/uploads/2013/05/moda_gorrinhos_520.jpg" alt="" width="520" height="346" /></a></p>
<p>As crianças crescem muito rápido, consequentemente as roupinhas deixam de servir e, em alguns casos, ficam esquecidas no armário. A primeira opção é doá-las a alguém que precise. Porém, elas também podem ser transformadas em outras peças. A dica do blog “<span style="text-decoration: underline; color: #0000ff;"><strong><a href="http://thewinthropchronicles.blogspot.com.br/2012/01/up-cycling-t-shirt-baby-hats.html" target="_blank">The Winthrop Chronicles</a></strong></span>” é transformar as camisetas que ficaram pequenas em gorros.</p>
<p>O trabalho é bastante simples de ser feito, será necessário apenas ter noções básicas de costura. Para começar é necessário identificar as camisetas que realmente não podem ser usadas, ou porque ficaram pequenas ou porque estão manchadas ou rasgadas.</p>
<p>Os gorros podem ser feitos em dois formatos: retos ou arredondados. Para a primeira opção será usada a barra inferior da camisa, para uma touca arredondada use a gola. Antes de cortar, o gorro deve ser desenhado na camisa, deixando uma ponta comprida no topo. O ideal é fazer o desenho na parte interna, da mesma forma como ele deve ser costurado.</p>
<p>Após costurar, o gorro pode ser finalizado com um nó na ponta. Esse é o grande diferencial desta toquinha, que ganha um charme especial com este simples cuidado. <span style="text-decoration: underline; color: #0000ff;"><strong><a href="http://thewinthropchronicles.blogspot.com.br/2012/01/up-cycling-t-shirt-baby-hats.html" target="_blank">Clique aqui para ver o passo a passo completo</a></strong></span>.</p>
<p>No modelo sugerido pelo blog “<strong><span style="text-decoration: underline; color: #0000ff;"><a href="http://justdawnelle.blogspot.com.br/2012/08/double-knot-littlies-hat.html" target="_blank">Just Dawnelle</a></span></strong>”, o gorro pode ter duas “alças” superiores. Assim, são dados dois nós e a touca ganha uma nova opção de personalização e estilo. <span style="text-decoration: underline; color: #0000ff;"><strong><a href="http://justdawnelle.blogspot.com.br/2012/08/double-knot-littlies-hat.html" target="_blank">Clique aqui para ver o passo a passo</a></strong></span>.</p>
<p>Em ambos os casos é possível finalizar o artesanato com o anexo de flores ou outros enfeites infantis.</p>
<p><span style="font-size: x-small;"><strong>(CicloVivo)</strong></span></p>
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		</item>
		<item>
		<title>Casal brasileiro dá volta ao mundo a bordo de uma Kombi sustentável</title>
		<link>http://mercadoetico.terra.com.br/arquivo/casal-brasileiro-da-volta-ao-mundo-a-bordo-de-uma-kombi-sustentavel/</link>
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		<pubDate>Fri, 17 May 2013 20:15:50 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Henrique Andrade Camargo</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Projeto é a versão internacional da expedição “Histórias de Alice”, que, ao longo de dois anos, produziu uma série de estudos importantes em 400 cidades e realizou 50 workshops de foto.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><span style="font-size: x-small;"><strong><a href="http://ciclovivo.com.br/noticia/casal-brasileiro-da-volta-ao-mundo-a-bordo-de-uma-kombi-sustentavel" target="_blank">CicloVivo</a></strong></span></p>
<p style="text-align: left;"><img class="aligncenter" src="http://ciclovivo.com.br/public/img/noticias/voudekombi.png" alt="" width="383" height="208" /></p>
<p style="text-align: left;">A bordo de uma Kombi, o casal de fotógrafos Inês Calixto e Franco Hoff passou dois anos viajando pelas estradas do Brasil, a fim de fotografar e compilar dados sobre ecologia e cultura. A expedição inspirou o projeto “Vou de Kombi”, que pretende percorrer países dos cinco continentes para relatar experiências de trocas de cultura, produzindo fotografias e estudos socioambientais.</p>
<p>O projeto Vou de Kombi é a versão internacional da expedição “Histórias de Alice”, que, ao longo de dois anos, produziu uma série de estudos importantes em 400 cidades e realizou 50 workshops de foto. “Mais de quinhentas crianças foram beneficiadas pelas oficinas gratuitas de fotografias doadas pelo projeto”, afirma Inês. Além disso, o casal organizou pequenas exposições fotográficas nas comunidades visitadas.</p>
<p>A Kombi que será usada na expedição internacional servirá de moradia para o casal e foi modificada para reduzir os impactos causados pelo veículo no meio ambiente. O homemove conta com o selo “Carbon Free” para compensar as emissões de gases de efeito estufa, e o sistema de iluminação é composto por LED. A eletricidade usada pelo casal vem dos painéis solares instalados no teto do veículo.</p>
<p>O projeto Vou de Kombi depende da captação de 15 mil reais em recursos no <span style="text-decoration: underline; color: #0000ff;"><strong><a href="http://catarse.me/pt/voudekombi" target="_blank">Catarse</a></strong></span>, plataforma virtual de financiamento coletivo. Mesmo assim, o casal já está com a viagem marcada: em três de junho a expedição tem início, com saída do sul do país e primeiro destino internacional o Uruguai. De lá, o casal pretende dar a volta ao mundo – percorrendo as Américas, a Europa, a África, a Ásia e a Oceania. A expedição vai atravessar os continentes pelo mar, e deverá retornar ao Brasil em 2018.</p>
<p><span style="font-size: x-small;"><strong>(CicloVivo)</strong></span></p>
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		<title>Food Revolution Day</title>
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		<pubDate>Fri, 17 May 2013 18:51:51 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Henrique Andrade Camargo</dc:creator>
				<category><![CDATA[Notí­cias]]></category>
		<category><![CDATA[Salas Temáticas]]></category>
		<category><![CDATA[Você Sustentável]]></category>
		<category><![CDATA[alimentação saudável]]></category>
		<category><![CDATA[Jamie Oliver]]></category>
		<category><![CDATA[segurança alimentar]]></category>

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		<description><![CDATA[Mobilização mundial convida a refletir sobre hábitos alimentares e valorizar comida saudável e educação alimentar]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><span style="font-size: x-small;"><strong>Instituto Akatu</strong></span></p>
<p><a href="http://mercadoetico.terra.com.br/website/wp-content/uploads/2013/05/food_revolution_day_250.jpg"><img class="alignleft size-full wp-image-72641" src="http://mercadoetico.terra.com.br/website/wp-content/uploads/2013/05/food_revolution_day_250.jpg" alt="" width="250" height="168" /></a>Um dia de reflexão e mobilização mundial em prol da comida saudável, da educação alimentar e do desenvolvimento de habilidades para cozinhar. Essa é a proposta do <em>Food Revolution Day</em>, programado para esta sexta-feira, 17 de maio. A iniciativa, liderada pela Fundação Jamie Oliver, tem por diretriz o slogan “Cozinhe, Compartilhe e Vivencie” e propõe a realização de atividades em casas, escolas, locais de trabalho e comunidades de todo o mundo em defesa da boa alimentação e do hábito de cozinhar.</p>
<p>O Instituto Akatu apoia a ideia e fará um piquenique sustentável para marcar a data (veja aqui dicas para fazer também o seu próprio piquenique). Já o Alana está convidando para realizar uma exibição pública do documentário “Muito Além do Peso?”, da cineasta Estela Renner, que trata sobre a obesidade infantil no Brasil.</p>
<p>Para participar, você também pode promover atividades relacionadas ao tema – o <span style="text-decoration: underline; color: #0000ff;"><strong><a href="http://foodrevolutionday.com/" target="_blank">site, perfis</a></strong></span> e comunidades do<em> Food Revolution Day</em> por todo o mundo trazem uma série de sugestões e orientações, além de abrir espaço para divulgar a programação de atividades. Ou então você pode simplesmente participar dos eventos.</p>
<p><strong><span style="text-decoration: underline; color: #0000ff;"><a href="http://foodrevolutionday.com/" target="_blank">Clique aqui </a></span></strong>para acessar o mapa das atividades e conferir o que vai acontecer na sua região.</p>
<p><span style="font-size: x-small;"><strong>(Instituto Akatu)</strong></span></p>
]]></content:encoded>
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		<title>Tendência macabra: Ativistas Verdes estão enfrentando perigos mortais</title>
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		<pubDate>Fri, 17 May 2013 18:11:41 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Henrique Andrade Camargo</dc:creator>
				<category><![CDATA[meio ambiente]]></category>
		<category><![CDATA[Notí­cias]]></category>
		<category><![CDATA[ambientalistas]]></category>
		<category><![CDATA[Fred Pearce]]></category>

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		<description><![CDATA[2012 pode ter sido o ano mais violento para quem defende o meio ambiente. ]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><span style="font-size: x-small;"><strong><span style="line-height: 19px;">Fred Pearce*</span></strong></span></p>
<p><a href="http://mercadoetico.terra.com.br/website/wp-content/uploads/2013/05/velas_verdes_250.jpg"><img class="alignleft size-full wp-image-72636" src="http://mercadoetico.terra.com.br/website/wp-content/uploads/2013/05/velas_verdes_250.jpg" alt="" width="250" height="166" /></a>Onde está Sombath Somphone? A cada dia que passa, o destino de um dos mais conhecidos ativistas ambientais do Sudeste Asiático, que foi arrancado das ruas de Laos em dezembro, torna-se mais preocupante. Seu caso foi levantado pelo Departamento de Estado e por inúmeras ONGs ao redor do mundo. Mas as autoridades do Laos não ofereceram qualquer pista sobre o que aconteceu depois que Sombath foi parado em uma barreira policial em uma tarde de sábado em Vientiane, capital do país, quando ele voltava para casa. Parece cada vez mais como um seqüestro promovido pelo Estado &#8211; ou até algo pior, se as recentes evidências de assassinatos de ativistas ambientais patrocinados pelo Estado em outros países forem levadas em conta.</p>
<p>Colocar a vida em risco não é o que a maioria dos ambientalistas têm em mente quando assumem a causa da proteção da natureza e das pessoas que dela dependem para sua sobrevivência. Mas desde o Laos, passando pelas Filipinas e pelo Brasil, cresce a lista de ambientalistas que pagaram com suas vidas pelo ativismo. É um pedágio sombrio, que foi especialmente alto no ano passado.</p>
<p>Um dos casos mais terríveis ocorreu em 2012 no Rio de Janeiro no último dia da Cúpula da Terra Rio +20. Na tarde de 22 de junho, os delegados de todo o mundo &#8211; inclusive eu &#8211; estavam se preparando para ir para o aeroporto, enquanto Almir Nogueira de Amorim e seu amigo João Luiz Telles Penetra partiam para uma viagem de pesca Baía de Guanabara.  Além de pescadores, os dois homens  eram líderes da AHOMAR, a organização local de marinheiros, que eles ajudaram a estabelecer três anos antes para combater a construção, através da baía, de gasodutos de uma nova refinaria da Petrobras . Os gasodutos, segundo eles, poderia causar poluição e as obras de engenharia iriam destruir a pesca.</p>
<p>A questão que eles estavam levantando &#8211; proteger os meios de vida de pessoas que dependem de recursos naturais &#8211; estava no centro da agenda da conferência do Rio de Janeiro para o desenvolvimento sustentável. Mas alguém no Rio viu isso como uma ameaça. Dois dias depois, os corpos dos dois homens foram encontrados. Um deles na praia, as mãos e os pés atados com cordas; o outro foi encontrado no mar, estrangulado e amarrado ao barco, que tinha vários buracos no casco. Esse não foi um evento isolado. Nos três anos desde AHOMAR foi criada, dois outros ativistas foram assassinados. Até o momento ninguém foi condenado por qualquer um dos crimes. A refinaria deverá abrir no próximo ano.</p>
<p>Um mês antes de os dois pescadores brasileiros serem assassinados, um funcionário público do outro lado do mundo, que estava em campanha contra uma hidrelétrica projetada na ilha de Mindanao, no sul das Filipinas, morreu baleado. Margarito Cabal estava voltando para casa depois de visitar Kibawe, uma das 21 aldeias que devem ser inundadas pela hdrelétrica de Pulangi V, um projeto de 300 megawatts.  Quem atacou Cabal fugiu e permanece desconhecido. Nenhuma acusação seguiu adiante, mas a atenção voltou-se para as forças de segurança do governo. Segundo a Organização Mundial Contra a Tortura, uma rede internacional com sede na Suíça, que assumiu o caso, por várias semanas soldados filipinos vinham realizando operações militares em torno de Kibawe e atacaram grupos de camponeses que se opõem à barragem. Se os soldados não foram responsáveis pelo assassinato, eles certamente ajudaram a criar uma atmosfera na qual os ambientalistas eram vistos como um alvo para a violência.</p>
<p>Cabal é o décimo terceiro ambientalista morto nas Filipinas nos últimos dois anos. Sete meses antes, um missionário católico foi assassinado depois de se opor à mineração local e a projetos hidrelétricos. &#8220;A situação está ficando pior&#8221;, diz Edwin Gariguez, o chefe local da Caritas.</p>
<div class="img alignright size-full wp-image-72637" style="width:250px;">
	<a href="http://mercadoetico.terra.com.br/website/wp-content/uploads/2013/05/Chutt_Wutty_250.jpg"><img src="http://mercadoetico.terra.com.br/website/wp-content/uploads/2013/05/Chutt_Wutty_250.jpg" alt="" width="250" height="168" /></a>
	<div>Chut Wutty, um ex-soldado e ex-ativista cambojano da Global Witness</div>
</div>A situação está piorando em outras nações também. ONGs como a Human Rights Watch concordam que 2012 foi um ano crítico  para os direitos humanos também no Camboja, com ativistas contra a extração ilegal de madeira e terra sendo alvejados por pessoal de segurança do Estado e por bandidos que trabalham para empresas de exploração de recursos naturais do país. Um desses militantes era Chut Wutty, um ex-soldado e ex-ativista cambojano da Global Witness, ONG britânica que destaca as ligações entre a exploração ambiental e abusos dos direitos humanos. Quando a Global Witness foi expulsa do país há alguns anos, Wutty formou o Grupo de Proteção de Recursos Naturais para ajudar moradores cambojanos enfrentar madeireiros ilegais. Mas em abril passado, Wutty foi morto a tiros, aparentemente por um grupo de policiais militares que ele encontrou ao levar jornalistas locais para ver a ação de madeireiros ilegais no oeste do país. De acordo com um relatório do governo, o assaltante responsável pelo assassinato também foi morto no local, supostamente por um guarda florestal. Um tribunal provincial recentemente abandonou a investigação, liberando o guarda florestal. Uma das jornalistas, que fugiu para a floresta quando o tiroteio começou, diz não acreditar na versão oficial do que aconteceu, e grupos de direitos humanos também consideram-na implausível.</p>
<p>A criminalidade está no coração de grande parte da destruição das florestas no mundo. Um recente relatório do Programa de Meio Ambiente das Nações Unidas concluiu que até 90 por cento da indústria madeireira do mundo age, de uma forma ou de outra, fora da lei. Em tais circunstâncias, a violência contra aqueles que tentam proteger as florestas pode se tornar endêmica.</p>
<p>Foi assim que, em novembro passado, chegou ao ápice uma vendetta extraordinária contra uma família mexicana que tentava proteger as florestas do montanhoso sul do México das empresas madeireiras e barões da droga que querem limpar a área para o cultivo de maconha e papoula. Juventina Villa Mojica, líder da Organização Ambientalista Campesino de Petatlan, estava dirigindo fora da estrada numa encosta com seu filho, em busca de um lugar onde eles poderiam obter um sinal de telefone celular, quando homens armados os emboscaram. Nos dias anteriores, ela estava tentando organizar a evacuação de 45 famílias de sua aldeia perto de Coyuca de Catalão, no estado de Guerrero, que estava sob o cerco dos barões da droga. Por essa razão, ela tinha uma escolta policial. Mas a escolta desapareceu misteriosamente minutos antes de ela e seu filho morrerem sob uma saraivada de balas. No ano anterior, o marido de Villa e dois de seus outros filhos foram mortos em circunstâncias semelhantes. De acordo com um ativista de direitos humanos local, Manuel Olivares, mais de 20 membros das famílias dos Vilas foram mortos porque se recusaram a desistir das florestas. Apesar das promessas do governo, até agora ninguém foi preso.</p>
<p>Esses assassinatos acontecem em todo o mundo, normalmente em regiões remotas, onde é difícil estabelecer a verdade. Ela pode aparecer por acaso, quase aleatoriamente. Mas para Andy White, coordenador da ONG RIghts and Resources Initiative, que ajuda a grupos de cidadãos em luta pelo controle de seus recursos naturais, há um padrão emergente. &#8220;Como os conflitos sobre controle da terra,  florestas e minerais crescem, os ativistas que querem conter as indústrias extrativistas ficam sob pressão crescente. Às vezes, eles pagam com suas próprias vidas. &#8221;</p>
<p>A Global Witness, que mantém um registro sobre os assassinatos de ativistas sociais e ambientais, diz que a tendência é horrivelmente ascendente. Ela estima que o número de mortos entre ativistas dobrou na última década para mais de duas por semana. Brasil, Colômbia, Peru e Filipinas são os lugares mais perigosos para os ativistas, segundo a organização, que observa que, em algumas partes da África, nunca muitas mortes alcançam a atenção internacional.</p>
<p>Sombath Somphone está destinado a se juntar a eles? Este cidadão de 60 anos teve uma carreira brilhante no trabalho de desenvolvimento, incluindo consultoria para a UNESCO. Dezesseis anos atrás, ele fundou o Participatory Development Training Center (PADETC), que usa a educação para incentivar os agricultores, pescadores e outros, em particular das mulheres rurais, para participar no governo e na gestão dos recursos naturais. Sua abordagem era explicitamente budista seus 50 projetos de longo prazo incluem tudo, desde a criação de peixes à reciclagem de resíduos domésticos. O PADETC teve o reconhecimento do governo e apoio e financiamento de instituições prestígio, como a Oxfam, a União Europeia, e a Fundação McKnight, uma fundação familiar com sede em Minneapolis. Em 2005, Sombath foi citado para o Prêmio Ramon Magsaysay para ativistas sociais, muitas vezes apelidado de prêmio Nobel asiático.</p>
<p>Sombath parece um inimigo improvável de qualquer governo sensato. Ele é , no final das contas, um conciliador e pacificador, um líder comunitário mais que um ativista. No entanto, em 15 de dezembro, o jipe foi parado pela polícia nos arredores de Vientiane para o que parecia ser uma checagem de trânsito de rotina. Enquanto ele falava com os policiais, alguém apareceu em uma motocicleta e levou seu veículo embora. Momentos depois, um caminhão chegou, de onde saíram duas pessoas que o colocaram no veículo antes de ir embora. Tudo isso foi filmado por câmeras de segurança. Ele não foi visto desde então.</p>
<p>Autoridades estaduais dizem que o seqüestro não tinha nada a ver com eles, e eles não sabem nada sobre o destino de Sombath. Mas as pessoas que viram as imagens de TV dizem que é difícil entender por que a polícia não interviu &#8211; a menos que eles tivessem ordens para tanto. Elas acreditam que as autoridades devem estar envolvidas e que a razão para a súbita antipatia oficial com o gentil líder comunitário budista está em uma reunião de alto perfil que ele co-presidiu dois meses antes. O evento foi chamado Fórum dos Povos da Ásia-Europa. Isso aconteceu pouco antes do Laos ser palco de uma cimeira de chefes de Estado da Europa e Ásia. O evento foi aprovado pelo governo do Laos e reuniu cidadãos rurais para discutir seus problemas. Uma sessão era sobre grilagem de terras e alguns delegados discutiram a perda de suas terras para plantadores de borracha do Vietnã e em outros países vizinhos. Nesse ponto, as autoridades de segurança do Laos começaram a gravar o processo e depois teriam intimidado moradores e visitado suas aldeias. Vários organizadores do evento se queixaram ao governo sobre a intimidação e as ameaças e isso trouxe o assunto à atenção das agências doadoras da ONU e estrangeiras. Esses organizadores incluíram Sombath e Anne-Sophie Gindroz, o diretor local da ONG suíça Helvetas, especializada no desenvolvimento agrícola. Gindroz me disse que acreditava que a intenção do governo era usar o fórum para &#8220;identificar, monitorar e documentar tudo o que foi dito, escrito e feito&#8221; pelos indivíduos e organizações presentes. A reação irritada dos organizadores do evento evidentemente constrangiu o governo em um momento em que o mundo estava assistindo. A resposta oficial foi para escalar a disputa. Em 7 de dezembro, Gindroz se foi, acusado de conduzir uma &#8220;campanha anti-governo&#8221;, recebendo 48 horas para deixar o país. Então oito dias depois, Sombath desapareceu.</p>
<p>Desde então, outros ativistas fugiram do Laos, temendo por sua segurança. Os agricultores e moradores que participaram do fórum &#8220;estão sendo investigados até hoje&#8221;, diz Gindroz. Enquanto isso, o Departamento de Estado dos EUA pediram ao governo do Laos que localize Sombath. Esse apelo pode funcionar. Gindroz diz que o governo do Laos está longe de ser monolítico. Os linhas-duras vêem qualquer pessoas que defenda seus direitos como uma ameaça, mas existem elementos progressistas também. Se Sombath ainda está vivo, então a pressão internacional é vital para assegurar a sua libertação. Agora, ela diz: &#8220;Eu não tenho idéia de seu paradeiro e se ele é seguro ou não. Eu só tenho sérias preocupações e esperanças fortes. &#8221;</p>
<p><strong>* Fred Pearce é autor freelancer e jornalista baseado no Reino Unido. Ele atua como consultor ambiental para a revista <em>New Scientist</em>, e é autor de vários livros,  incluindo <em>When The Rivers Run Dry</em> e <em>With Speed and Violence</em>.</strong></p>
<p><strong>Publicado originalmente em Yale Environment 360 -</strong> <span style="text-decoration: underline; color: #0000ff;"><strong><a href="http://e360.yale.edu/feature/grisly_trend_green_activists_are_facing_deadly_dangers/2620/" target="_blank">http://e360.yale.edu/feature/grisly_trend_green_activists_are_facing_deadly_dangers/2620/</a></strong></span></p>
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		<title>Transformar lixo em riqueza depende primeiro do fabricante</title>
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		<pubDate>Fri, 17 May 2013 17:08:19 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Henrique Andrade Camargo</dc:creator>
				<category><![CDATA[meio ambiente]]></category>
		<category><![CDATA[Notí­cias]]></category>
		<category><![CDATA[Sociedade]]></category>
		<category><![CDATA[cidades sustentáveis]]></category>
		<category><![CDATA[resíduos sólidos]]></category>
		<category><![CDATA[Ricardo Abramovay]]></category>

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		<description><![CDATA["O principal instrumento que permitiu aos países desenvolvidos ampliar de maneira significativa a reciclagem de resíduos sólidos, desde o início do milênio, é a responsabilidade ampliada do produtor"]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><span style="font-size: x-small;"><strong><span style="line-height: 19px;">Ricardo Abramovay*</span></strong></span></p>
<p>O principal instrumento que permitiu aos países desenvolvidos ampliar de maneira significativa a reciclagem de resíduos sólidos, desde o início do milênio, é a responsabilidade ampliada do produtor (<em>Extended Producer Responsibility</em>, na expressão em inglês). Relatório recém-publicado pela agência ambiental europeia mostra que a quantidade de lixo incinerada ou mandada para aterros reduziu e que a reciclagem, no continente, passou de 23% a 35% dos resíduos, entre 2001 e 2010, um aumento muito considerável.</p>
<p>Mais que isso: a Alemanha vem conseguindo descasar a produção de riqueza da geração de lixo. Relatório do Bifa Environmental Institute mostra que, entre 2000 e 2008 (portanto, antes da crise), o PIB, em termos reais, cresceu quase dez por cento, e o volume de lixo caiu nada menos que 15%. A intensidade em lixo da vida econômica, medida decisiva para avaliar a qualidade da relação que uma sociedade mantém com seus recursos ecossistêmicos, declina mais de 22%.</p>
<p>Maior riqueza e menos lixo: como isso é possível?</p>
<p>A responsabilidade ampliada do produtor ajuda a responder essa pergunta. O conceito, que hoje se encontra no âmago das políticas europeias e é adotado também em vários Estados norte-americanos, foi usado pela primeira vez em 1990 pelo pesquisador Thomas Lindhqvist num relatório para o Ministério do Meio Ambiente da Suécia. Vale a pena citar sua própria definição: &#8220;A responsabilidade ampliada do produtor é uma estratégia de proteção ambiental para alcançar o objetivo de reduzir o impacto ambiental de um produto tornando seu fabricante responsável pelo conjunto do ciclo de vida do produto e, especialmente, por sua coleta, sua reciclagem e sua disposição final&#8221;.</p>
<p>É claro que, para que isso ocorra, o consumidor tem que fazer uma separação correta, os comerciantes devem possuir dispositivos onde alguns resíduos serão colocados, e o governo precisa organizar a coleta nos domicílios. Mas é ilusão imaginar que o avanço europeu recente na redução do lixo e na elevação da taxa de reciclagem seja apenas devido ao nível educacional da população e à eficiência das prefeituras.</p>
<p>O fundamental, e que em última análise responde pelos bons resultados europeus, é a responsabilidade do fabricante pelo conjunto do ciclo de vida do produto. No caso francês, por exemplo, já existem 19 cadeias produtivas em que vigora um ecoimposto que contribui para financiar os sistemas municipais de coleta e reciclagem. Quem produz o detrito paga antecipadamente (e cobra de seu consumidor, é claro) por dar-lhe a destinação correta. Acaba de ser aprovada uma lei segundo a qual quem compra uma cadeira paga 0,20 euros por sua reciclagem futura e 4 euros para que um colchão não acabe na rua ou num rio. É uma prática contrária à que marcou o crescimento econômico do século 20.</p>
<p>Na prática corrente até aqui, a vida econômica se organiza de maneira linear, a partir do procedimento &#8220;pega-produz-consome-joga&#8221;. Os produtos vão do berço à sepultura e, para fazer novos produtos, recorre-se novamente a matérias-primas virgens, que alimentam processos produtivos, cujos resultados são consumidos e, em seguida, jogados fora. O problema é que não existe esse &#8220;fora&#8221;.</p>
<p>A escassez e o encarecimento das matérias-primas, as possibilidades cada vez mais limitadas de encontrar espaços para aterros e os custos exorbitantes da incineração abrem caminho a que os agentes econômicos passem a tratar como fonte de riqueza os materiais até então destinados ao lixo. Relatório recente da Fundação Macarthur fala em economia circular, em oposição à economia linear do &#8220;pega-produz-consome-joga&#8221;: a economia circular é aquela em que parte crescente dos resíduos é usada como insumo na fabricação de novos produtos.</p>
<p>Numa economia circular, a própria concepção do produto, seu design, já incorpora e amplia as possibilidades de recuperação e reutilização dos materiais nele contidos. Isso revoluciona, por exemplo, a maneira como são fabricados bens eletrônicos, cujas ligas devem prever recuperação e manuseio fácil, sem o que o destino de materiais, muitas vezes raros e preciosos, acabará sendo o lixo e, pior, o lixo tóxico, já que a separação dos componentes é muito difícil. Existindo responsabilidade ampliada do produtor, o fabricante exigirá de seus engenheiros um produto que, contrariamente ao que ocorre hoje, facilite o trabalho da reciclagem e, preferencialmente, o reuso da maior parte daquilo que o integra.</p>
<p>O trabalho da Fundação Macarthur mostra que, na Grã-Bretanha, a substituição de garrafas descartáveis de cerveja pela velha prática do depósito de vasilhame permitiria, por exemplo, a redução de 20% do custo total do produto. Onze Estados norte-americanos já adotaram leis que obrigam a volta dessa prática. O consumo de cerveja &#8220;one-way&#8221;, por exemplo, pode ser mais confortável, mas, se o seu custo real estiver incorporado ao produto, caberá ao consumidor saber se deseja, de fato, pagar por ele.</p>
<p>São exemplos importantes e que oferecem lições valiosas, neste momento em que, no Brasil, se estabelecem os acordos setoriais que vão dar vida para a nossa Política Nacional de Resíduos Sólidos. Acabar com os lixões, melhorar a situação dos catadores e ampliar seu papel no interior da política são objetivos decisivos. Mas a capacidade de a PNRS diminuir a produção de lixo e ampliar a reciclagem depende, antes de tudo, de mecanismos que estimulem os fabricantes a usar menos materiais, menos energia e propiciar à sociedade maiores oportunidades de transformar lixo em riqueza. É fundamental então que fique claramente esclarecida sua responsabilidade pelos resíduos ligados aos produtos que colocam no mercado.</p>
<p><strong>* Ricardo abramovay, professor titular da FEA e do IRI/USP, pesquisador do CNPq e da Fapesp, é autor de &#8220;Muito Além da Economia Verde&#8221;, ed. Planeta Sustentável.</strong></p>
<p>twitter: @abramovay</p>
<p>e-mail: abramov@usp.br</p>
<p>Artigo originalmente publicado em: <span style="text-decoration: underline; color: #0000ff;"><strong><a href="http://www1.folha.uol.com.br/empreendedorsocial/colunas/2013/05/1278057-transformar-lixo-em-riqueza-depende-primeiro-do-fabricante.shtml" target="_blank">http://www1.folha.uol.com.br/empreendedorsocial/colunas/2013/05/1278057-transformar-lixo-em-riqueza-depende-primeiro-do-fabricante.shtml</a></strong></span></p>
<p><span style="color: #000000; font-size: x-small;"><strong>(Programa Cidades Sustentáveis)</strong></span></p>
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		<title>João Pessoa e a polêmica sobre novo espaço turístico</title>
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		<pubDate>Fri, 17 May 2013 16:52:37 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Henrique Andrade Camargo</dc:creator>
				<category><![CDATA[Notí­cias]]></category>
		<category><![CDATA[Sociedade]]></category>
		<category><![CDATA[Brasil]]></category>
		<category><![CDATA[João Pessoa]]></category>
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		<category><![CDATA[ribeirinhos]]></category>

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		<description><![CDATA[Para tocar obras de revitalização de patrimônio histórico, prefeitura quer remover comunidade ribeirinha do rio Sanhauá ]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><span style="font-size: x-small;"><strong>Comunidade Porto do Capim</strong></span></p>
<p>João Pessoa, capital da Paraíba, é linda e está em franca expansão. O desenvolvimento turístico receberá grandes investimentos através do PAC. Entre os projetos,  foi aprovada a revitalização do Porto do Capim, no Varadouro, onde a terceira cidade mais antiga do país nasceu. Ali mesmo, à beira do Rio Sanhauá vive a <span style="text-decoration: underline; color: #0000ff;"><strong><a href="https://www.facebook.com/PortoDoCapim" target="_blank">comunidade Porto do Capim</a></strong></span>, também parte do Patrimônio Histórico.</p>
<p><span style="font-size: 13px; line-height: 19px;">A polêmica foi instaurada porque a prefeitura quer retirar a comunidade ribeirinha. Organizados como movimento social, o moradores reclamam que o projeto foi aprovado sem diálogo. Em paralelo, uma equipe de jovens profissionais das áreas de História, Geografia, Arquitetura, Sociologia da Universidade Federal da Paraíba – UFPB, também não gostou do projeto da prefeitura e realizou por conta própria uma proposta alternativa que estivesse mais orientada ao viés de “cidade sustentável”.</span></p>
<p>A comunidade Porto do Capim aprovou e apresentou para a Prefeitura. No entanto, mesmo tendo sido desenvolvido nos parâmetros corretos, sobretudo pelo IPHAN, não é considerado oficial.</p>
<p><span style="font-size: 13px; line-height: 19px;">Veja as principais diferenças entre Projeto da Prefeitura X Projeto da Comunidade Porto do Capim.</span></p>
<p style="text-align: center;"><span style="font-size: 13px; line-height: 19px;"><div class="img aligncenter" style="width:432px;">
	<img src="http://babeldasartes.com.br/blog/wp-content/uploads/2013/05/porto-capim-projeto-prefeitura-540x520.jpg" alt="" width="432" height="416" />
	<div>Projeto Porto do Capim aprovado prevê retirada da comunidade e colocação de concreto em toda a área.</div>
</div></span></p>
<p style="text-align: center;"><span style="font-size: 13px; line-height: 19px;"><div class="img aligncenter" style="width:410px;">
	<img src="http://babeldasartes.com.br/blog/wp-content/uploads/2013/05/porto-do-capim-projeto-prefeitura1.jpg" alt="" width="410" height="208" />
	<div>No projeto aprovado, toda a área da comunidade será transformada em espaço para show e eventos aleém de ancoradouro para barcos e lanchas.</div>
</div><br />
</span></p>
<p><strong style="font-size: 13px; line-height: 19px;"><span style="font-size: 13px; line-height: 19px;">Projeto elaborado pela Prefeitura</span></strong></p>
<p>1) Todas as casas serão retiradas. A área onde está a comunidade será concretada e passará a ser um local para grandes eventos e shows, com quiosques, restaurantes e passeios náuticos.<br />
2) Há total destruição do mangue para garantir os espaços de lazer.<br />
3) A comunidade será transferida e dividida em duas para viverem em locais separados, distantes do rio e em apartamentos de 40m². Nesses dois terrenos haverá alguns quiosques para os moradores que já têm algum comércio na comunidade.<br />
3) Os restaurantes e quiosques do projeto da Prefeitura serão ocupados por empresários de fora da comunidade.</p>
<div class="img aligncenter" style="width:540px;">
	<img src="http://babeldasartes.com.br/blog/wp-content/uploads/2013/05/porto-do-capim-mapa-540x298.jpg" alt="" width="540" height="298" />
	<div>A área vermelha é onde está a comunidade Porto do Capim. No projeto aprovado pela Prefeitura, a comunidade é retirada e enviada (dividida em duas) para o bairro do Roger. No lugar de casas, apartamentos de 40 metros quadrados.</div>
</div>
<p>A área vermelha é onde está a comunidade Porto do Capim. No projeto aprovado pela Prefeitura, a comunidade é retirada e enviada (dividida em duas) para o bairro do Roger. No lugar de casas, apartamentos de 40 metros quadrados.</p>
<p><span style="font-size: 13px; line-height: 19px;">Projeto apresentado pelo grupo da UFPB – este é o projeto que a comunidade quer mas não é considerado oficial</span></p>
<p>1) O projeto contempla os moradores, revitalizando a área, restruturando as casas e criando espaços de socialização e ambientes turísticos com pequenas praças.<br />
2) O dinheiro que seria investido para concretar a área de lazer, seria investido na melhoria das casas e na infraestrutura do espaço, com saneamento básico, calçamento adequado à área ribeirinha e de patrimônio histórico.<br />
3) Espaço para o fortalecimento da pesca artesanal (característica histórica da comunidade), construção de equipamentos sociais (centro comunitário, posto de saúde, posto policial, etc)<br />
4) Preservação da área de mangue e apenas haveria remoção de casas que estão em situação de risco.<br />
5) O projeto garante o ancoradouro para barcos e lanchas e espaço para o lazer, mas reforça o turismo comunitário, que respeita as características do lugar e preserva o meio ambiente. “Não é predatório e nem visa apenas o lucro. Um turismo voltado a melhorar a vida da comunidade”, explica a comunidade Porto do Capim que tem página no Facebook.</p>
<p style="text-align: center;"><div class="img aligncenter" style="width:378px;">
	<img src="http://babeldasartes.com.br/blog/wp-content/uploads/2013/05/porto-do-capim-mangue-540x281.jpg" alt="" width="378" height="197" />
	<div>Projeto que a comunidade quer contemplaria os moradores. Foi desenvolvido dentro dos parâmetros de cidade sustentável por uma equipe de jovens profissionais da área de História, Geografia, Arquitetura, Sociologia.</div>
</div>
<p style="text-align: center;"><div class="img aligncenter" style="width:389px;">
	<img src="http://babeldasartes.com.br/blog/wp-content/uploads/2013/05/centro-historico-varadouro-540x351.jpeg" alt="" width="389" height="253" />
	<div>Varadouro e o Rio Sanhauá. É ali, às margens do rio que vive a comunidade Porto do Capim. Foto reproduzida do site www.circularpb.com</div>
</div>
<p><strong style="font-size: x-small; line-height: 19px;">(Comunidade Porto do Capim)</strong></p>
]]></content:encoded>
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		<title>Educação no Trânsito</title>
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		<pubDate>Fri, 17 May 2013 15:09:42 +0000</pubDate>
		<dc:creator>julio.oliveira</dc:creator>
				<category><![CDATA[Blog do Julio]]></category>
		<category><![CDATA[mobilidade urbana]]></category>
		<category><![CDATA[pateta]]></category>
		<category><![CDATA[Sociedade]]></category>
		<category><![CDATA[trânsito]]></category>
		<category><![CDATA[violência]]></category>

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		<description><![CDATA[Seu Cidão foi lá no fundo do baú e lembrou de um desenho do Pateta que diz muito sobre a violência no trânsito e a grande importância do transporte individual [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Salve Galera! O último post “<a href="http://mercadoetico.terra.com.br/blogs/blog-do-julio/"><strong>Eu não sou o Trânsito</strong></a>” repercutiu legal. Bom saber que a galera está revendo sua conduta no trânsito e fazendo uso de bicicletas e caminhadas. O transporte coletivo é que precisa melhorar. Se tivéssemos mais ônibus, mais horários e mais conforto tenho certeza que mais pessoas deixariam o carro na garagem. Vamos continuar reivindicando que um dia conseguiremos melhorar o transporte coletivo.</p>
<p>Bom, para colocar mais lenha nessa fogueira, aí vai um vídeo  que meu pai indicou. É, Seu Cidão foi lá no fundo do baú e lembrou de um desenho do Pateta que diz muito sobre a violência no trânsito e a grande importância do transporte individual. No filme ele faz dois personagens. Um sujeito tranquilo e educado fora do carro, mas quando assume o volante se transforma num cara impaciente e violento. Confiram o vídeo e vejam se não tem muitos Patetas rodando pelas ruas da cidade! Com mais educação e respeito podemos melhorar muito o trânsito na cidade. Respeito é bom e todo mundo gosta!</p>
<p><iframe width="580" height="435" src="http://www.youtube.com/embed/RMZ3bsrtJZ0" frameborder="0" allowfullscreen></iframe></p>
<p><span style="font-size: x-small;"><strong>(Blog do Julio/ Mercado Ético)</strong></span></p>
]]></content:encoded>
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		<title>Protótipo de turbina eólica promete ser divisor de águas na geração de energia</title>
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		<pubDate>Fri, 17 May 2013 14:43:20 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Henrique Andrade Camargo</dc:creator>
				<category><![CDATA[energia]]></category>
		<category><![CDATA[Notí­cias]]></category>
		<category><![CDATA[energia eólica]]></category>
		<category><![CDATA[energia renovável]]></category>
		<category><![CDATA[Inovação Tecnológica]]></category>
		<category><![CDATA[Invelox]]></category>
		<category><![CDATA[turbina eólica]]></category>

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		<description><![CDATA[Novidade pode produzir até 600% mais energia do que as turbinas tradicionais]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><span style="font-size: x-small;"><strong>Forest Comunicação</strong></span></p>
<p><span style="font-size: x-small;"><strong><a href="http://mercadoetico.terra.com.br/website/wp-content/uploads/2013/05/turbina_eolica_vertical_520.jpg"><img class="aligncenter size-full wp-image-72619" src="http://mercadoetico.terra.com.br/website/wp-content/uploads/2013/05/turbina_eolica_vertical_520.jpg" alt="" width="520" height="428" /></a><br />
</strong></span></p>
<p>A empresa norte-americana de energia eólica SheerWind acaba de lançar o INVELOX – uma turbina eólica em formato de túnel que pode produzir até 600% mais energia do que as turbinas tradicionais. A empresa afirmou, após vários testes de campo, que sua nova turbina INVELOX “supera significativamente a turbina tradicional” e poderia reduzir os custos de instalação para menos de US $ 750 por KW.</p>
<p><span style="font-size: 13px; line-height: 19px;">O sistema de energia INVELOX funciona através da captura brisas do nível do solo que são canalizada através de uma passagem que vai se afinando e acelera naturalmente o fluxo do vento. Ao contrário de outras turbinas, também minimiza o impacto ambiental e animal, e não necessita de subsídios do governo para ser rentável. Tudo isso faz da INVELOX uma solução de energia renovável potencialmente aplicável e que pode ser facilmente integrada nas operações de energia comercial.</span></p>
<p><span style="font-size: 13px; line-height: 19px;"><img class="aligncenter" src="http://www.forestcom.com.br/blog/wp-content/uploads/2013/05/SheerWind-CEO-537x358.jpg" alt="" width="537" height="358" /><br />
</span></p>
<p>A SheerWind afirma que a turbina INVELOX pode operar em velocidades de vento tão baixas quanto 1 milha por hora (1,6 km por hora), e que gerou a capacidade recorde de produção de energia de 72%. Em nota, o Dr. Daryoush Allaei, CEO da SheerWind disse: “Esta emocionante superioridade na performance sobre as turbinas eólicas tradicionais e a competitividade com gás natural e energia hidrelétrica está atraindo grande interesse de empresas de tamanho moderado; entidades governamentais, especialistas da indústria, e outros “.</p>
<p><span style="font-size: 13px; line-height: 19px;">“Nossa capacidade de operar eficientemente e eficazmente em áreas não consideradas viáveis com a energia eólica tradicional e com o baixo custo de 10 dólares por MWH faz da SheerWind um verdadeiro divisor de águas na geração de energia elétrica”.</span></p>
<p><span style="font-size: 13px; line-height: 19px;"><br />
</span><br />
<iframe width="640" height="360" src="http://www.youtube.com/embed/m7xGGt-8EnE?feature=player_embedded" frameborder="0" allowfullscreen></iframe><br />
<strong><span style="font-size: x-small;">(Forest Comunicação)</span></strong></p>
]]></content:encoded>
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		</item>
		<item>
		<title>Perdas econômicas por catástrofes naturais foram de US$ 2,5 tri desde 2000</title>
		<link>http://mercadoetico.terra.com.br/arquivo/perdas-economicas-por-catastrofes-naturais-foram-de-us-25-tri-desde-2000/</link>
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		<pubDate>Fri, 17 May 2013 14:24:58 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Henrique Andrade Camargo</dc:creator>
				<category><![CDATA[Economia]]></category>
		<category><![CDATA[Notí­cias]]></category>
		<category><![CDATA[aquecimento global]]></category>
		<category><![CDATA[eventos climáticos extremos]]></category>
		<category><![CDATA[mudanças climáticas]]></category>
		<category><![CDATA[prejuizo]]></category>

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		<description><![CDATA[Relatório pede que governos e empresas trabalhem juntos para incorporar a gestão de risco de desastres em suas estratégias de investimento]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><span style="font-size: x-small;"><strong><span style="line-height: 19px;">Jéssica Lipinski, do Instituto CarbonoBrasil</span></strong></span></p>
<p>Nesta quarta-feira (15), as Nações Unidas (ONU) apresentaram um relatório afirmando que, desde 2000, desastres naturais foram responsáveis por perdas econômicas da ordem de US$ 2,5 trilhões, o que representa 50% a mais do que era estimado.</p>
<p>O documento, intitulado <span style="text-decoration: underline; color: #0000ff;"><strong><a href="http://reliefweb.int/sites/reliefweb.int/files/resources/GAR13_Pocket_EN.pdf" target="_blank">Creating Shared Value: the Business Case for Disaster Risk Reduction</a></strong></span> (Criando Valor Compartilhado: o Caso de Negócio para a Redução do Risco de Desastres), alerta que essas perdas econômicas de catástrofes estão fora de controle, e pede que governos e empresas trabalhem juntos para incorporar a gestão de risco de desastres em suas estratégias de investimento para evitar ainda mais perdas.</p>
<p>“Os governos têm a responsabilidade pela redução do risco de desastres. Mas o nível de risco também está relacionado ao investimento do setor privado, que é responsável por 70 a 85% do investimento mundial em novas construções, indústrias e infraestruturas essenciais”, colocou Ban Ki-moon, secretário-geral da ONU, no lançamento do relatório.</p>
<p>O documento explica que a transformação da economia mundial nos últimos 40 anos levou a rápidos aumentos no risco de desastres em vários países, que buscavam negócios de baixos custos e alta produtividade em localidades propensas a desastres, sem considerar as consequências disso para as cadeias de suprimentos, o que levou a mais vulnerabilidades nessas cadeias.</p>
<p>“Em um mundo de contínuo crescimento populacional, rápida urbanização, mudanças climáticas e uma abordagem de investimentos que continuamente desconsidera o risco de desastres, esse maior potencial para perdas futuras é de grande preocupação”, observou Margareta Wahlström, representante especial do secretário-geral da ONU para Redução de Risco de Desastres.</p>
<p>“Por muito tempo, os mercados colocaram mais valor em retornos em curto prazo do que em sustentabilidade e resiliência. Finalmente estamos começando a entender que reduzir a exposição a riscos de desastres não é um custo, mas uma oportunidade de tornar esse investimento mais atrativo em longo prazo”, acrescentou Ban.</p>
<p>Um exemplo disso é a Toyota, que, devido a um terremoto no Japão, gerou menos peças de carros, impossibilitando a produção de 150 mil veículos nos Estados Unidos e causando a redução de 70% de sua produção na Índia e de 50% na China. Isso fez com que a empresa perdesse US$ 1,2 bilhão em receitas.</p>
<p>Já a Orion, que detém e opera uma das maiores redes de distribuição de eletricidade na Nova Zelândia, investiu US$ 6 milhões em proteção sísmica, o que fez com que a empresa economizasse US$ 65 milhões quando ocorreram terremotos em 2010 e 2011. Outro caso é o de pescadores no México, que economizaram cerca de US$ 35 mil cada durante o furacão Wilma em 2005 devido a investimentos preventivos.</p>
<p>O relatório aponta também que são os países em desenvolvimento, particularmente as pequenas nações insulares, e as empresas de pequeno e médio porte, os que apresentam mais chances de sofrerem grandes perdas com essas catástrofes. O grande problema é que são justamente esses países e companhias que apresentam mais dificuldades em reduzir suas vulnerabilidades.</p>
<p>Para se ter uma ideia, das 1,3 mil firmas de pequeno e médio porte de seis cidades propensas a catástrofes avaliadas pelo relatório, cerca de 75% sofreram interrupções nos negócios relacionadas aos serviços públicos de energia, telecomunicações e água interrompidos ou destruídos. No entanto, apenas uma pequena minoria delas, 14,2% no caso de empresas com menos de 100 empregados, tinham uma estratégia para gestão de crise.</p>
<p>O documento sugere ainda que os modelos de negócios em desenvolvimento urbano, negócios agrícolas e turismo costeiro, três setores importantes de investimento, são os que mais apresentam risco de desastres.</p>
<p>“O começo de uma mudança nas atitudes no setor privado precisa se transformar agora em uma abordagem mais sistemática da gestão de risco de desastres em parceria com o setor público para tornar o mundo um lugar mais seguro”, comentou Wahlström.</p>
<p>Na próxima, as Nações Unidas realizarão o evento bienal <span style="text-decoration: underline; color: #0000ff;"><strong><a href="http://www.unisdr.org/we/coordinate/global-platform" target="_blank">Plataforma Global para Redução do Risco de Desastres em Genebra</a></strong></span>, na Suíça, com o objetivo de trazer o assunto para a discussão perante a comunidade internacional.</p>
<p><span style="font-size: x-small;"><strong>(Instituto CarbonoBrasil)</strong></span></p>
]]></content:encoded>
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		</item>
		<item>
		<title>Leilão organizado por Leonardo DiCaprio arrecada R$ 72 mi para meio ambiente</title>
		<link>http://mercadoetico.terra.com.br/arquivo/em-leilao-em-prol-do-meio-ambiente-leonardo-dicaprio-arrecada-cerca-de-r-72-milhoes/</link>
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		<pubDate>Thu, 16 May 2013 18:52:55 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Henrique Andrade Camargo</dc:creator>
				<category><![CDATA[Notí­cias]]></category>
		<category><![CDATA[Salas Temáticas]]></category>
		<category><![CDATA[Você Sustentável]]></category>
		<category><![CDATA[Leonardo DiCaprio]]></category>
		<category><![CDATA[Sustentabilidade]]></category>

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		<description><![CDATA[Segundo o ator, quantia será destinada a projetos inovadores de conservação da terra e dos oceanos. ]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><span style="font-size: x-small;"><strong>EcoD</strong></span></p>
<p><a href="http://mercadoetico.terra.com.br/website/wp-content/uploads/2013/05/leonardo_dicaprio_250.jpg"><img class="alignleft size-full wp-image-72586" src="http://mercadoetico.terra.com.br/website/wp-content/uploads/2013/05/leonardo_dicaprio_250.jpg" alt="" width="250" height="168" /></a>&#8220;Por favor, façam ofertas como se o destino do planeta dependesse de nós&#8221;, apelou o ator norte-americano Leonardo DiCaprio durante leilão em prol do meio ambiente e de espécies em risco de extinção. O evento foi realizado na segunda-feira, 13 de maio, na sede da Casa Christie&#8217;s de Nova York, e arrecadou US$ 38 milhões &#8211; cerca de R$ 72 milhões.</p>
<p>O leilão, que apresentou obras de arte contemporânea, arrematou US$ 33,3 milhões na venda de 33 peças &#8211; um recorde para um evento como este, destinado à defesa do meio ambiente. Este valor vai para a Fundação Leonardo DiCaprio.</p>
<p>Cerca de US$ 5 milhões foram doados por uma pessoa não identificada e US$ 500 mil vieram de contribuições de outros participantes. Os valores serão destinados a proteção dos tigres.</p>
<p>Segundo DiCaprio, o valor arrecadado vai diretamente para apoiar projetos inovadores de conservação da terra e dos oceanos. &#8220;Estamos enfrentando um momento crítico de uma crise ambiental sem precedentes na história do homem&#8221;, destacou o ator à France Presse.</p>
<p>Um retrato do ator, feito em 2013 pela americana Elizabeth Peyton, foi leiloado por US$ 1,05 milhão. Os organizadores afirmaram que o valor está muito acima da estimativa, que varia entre US$ 400 mil e US$ 600 mil.]</p>
<p>E você, qual é a sua opinião sobre iniciativas como esta?</p>
<p><span style="font-size: x-small;"><strong>(EcoD)</strong></span></p>
]]></content:encoded>
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		</item>
		<item>
		<title>Líder de desmatamento no mundo, Brasil pode ampliar plantio no Cerrado</title>
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		<pubDate>Thu, 16 May 2013 18:48:43 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Henrique Andrade Camargo</dc:creator>
				<category><![CDATA[meio ambiente]]></category>
		<category><![CDATA[Notí­cias]]></category>
		<category><![CDATA[Brasil]]></category>
		<category><![CDATA[degradação ambiental]]></category>
		<category><![CDATA[desmatamento]]></category>

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		<description><![CDATA[Falta de gestão sustentável dos recursos naturais, poluição e a expansão urbana são algumas das ações que contribuem para esta degradação da área coberta por florestas, aponta o relatório da FAO]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><span style="font-size: x-small;"><strong>EcoD</strong></span></p>
<p><a href="http://mercadoetico.terra.com.br/website/wp-content/uploads/2013/05/cerrado_250.jpg"><img class="alignleft size-full wp-image-72592" src="http://mercadoetico.terra.com.br/website/wp-content/uploads/2013/05/cerrado_250.jpg" alt="" width="250" height="168" /></a>Esta semana o relatório da <em>Global Forest Resources Assessments</em>, indicador da Organização das Nações Unidas para Alimentação e Agricultura (FAO), mostrou que Brasil é o país no mundo com maior devastação de área verde. Foram desmatados 55,3 milhões de hectares entre 1999 e 2010. Em meio a este contexto, foi aprovado o desmatamento de 20% das áreas privadas de Cerrado para o plantio de cana-de-açúcar.</p>
<p>Em matéria do Terra, o Ministério do Meio Ambiente divulgou que há apenas 7% da Mata Atlântica original. Já o Cerrado, segundo maior bioma do País, perdeu 49,1% de seu tamanho original somente em 2010. Agora um projeto de lei, aprovado pela Comissão de Meio Ambiente do Senado, na terça-feira, 14 de maio, autoriza o plantio de cana-de-açúcar em áreas alteradas de Cerrado e da Amazônia Legal. O relator do projeto é o senador de Rondônia Acir Gurgacz (PDT) e prevê a autorização de plantio em 20% da área. O projeto segue para ser votado na Câmara dos Deputados.</p>
<p><strong>Fator em comum</strong></p>
<p>Extração ilegal de madeira é ponto em comum entre os cinco países com maior índice de desmatamento. No Brasil, o bioma mais afetado foi a Mata Atlântica, que hoje, de acordo com o Ministério do Meio Ambiente, resiste em apenas 7% de seu território original. A perda da biodiversidade e alterações no clima mundial estão entre os principais impactos por esse processo devastador, conforme diz a organização ambientalista WWF Brasil. A devastação da Amazônia, por exemplo, foi demonstrada pelo Google, que disponibilizou imagens entre 1984 e 2012.</p>
<p>Falta de gestão sustentável dos recursos naturais, poluição e a expansão urbana são algumas das ações que contribuem para esta degradação da área coberta por florestas, aponta o relatório da FAO. O ranking é sucedido pela Indonésia, Nigéria, Tanzânia e Mianmar, respectivamente.</p>
<p>Falta de gestão sustentável dos recursos naturais, poluição e a expansão urbana são algumas das ações que contribuem para esta degradação das florestas, apontam o relatório da FAO.<br />
A Indonésia perdeu 24,2 milhões de hectares devido a demanda global por celulose e óleo de palma, além da extração de madeira ilegal &#8211; que responde a cerca de 80% da produção madeireira no país. Enquanto a terceira colocada, a Nigéria, também em consequência da exploração ilegal de madeira, agricultura de subsistência e extração de lenha, perdeu 8,1 milhões de hectares de área verde por ano.</p>
<p>Tanzânia, a quarta colocada, possui predominante extração de madeira ilegal e perdeu 8,06 milhões de hectares de área verde. Ainda, principalmente pela questão da extração de madeira, Mianmar aparece com um total de 7,4 milhões de hectares perdidos nos últimos 11 anos, ficando no 5º lugar de uma fila com rumos ainda desconhecidos.</p>
<p><span style="font-size: x-small;"><strong>(EcoD)</strong></span></p>
]]></content:encoded>
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		</item>
		<item>
		<title>Expectativa de vida cresce, mas vivemos mais tempo doentes</title>
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		<pubDate>Thu, 16 May 2013 18:44:21 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Henrique Andrade Camargo</dc:creator>
				<category><![CDATA[Notí­cias]]></category>
		<category><![CDATA[Sociedade]]></category>
		<category><![CDATA[saúde]]></category>
		<category><![CDATA[velhice]]></category>

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		<description><![CDATA[Estudo avalia a importância das medidas de prevenção das doenças crônicas na contribuição para a chamada compressão da morbidade.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><span style="font-size: x-small;"><strong><span style="line-height: 19px;">Fernando Pivettim, da Agência USP</span></strong></span></p>
<p><a href="http://mercadoetico.terra.com.br/website/wp-content/uploads/2013/05/idoso_maos_250.jpg"><img class="alignleft size-full wp-image-72596" src="http://mercadoetico.terra.com.br/website/wp-content/uploads/2013/05/idoso_maos_250.jpg" alt="" width="250" height="168" /></a>Apesar do aumento da expectativa de vida da população brasileira, um estudo desenvolvido pela Faculdade de Saúde Pública (FSP) da USP aponta que os idosos estão vivendo com menor qualidade de vida, já que convivem mais tempo com doenças crônicas típicas da faixa de idade. De acordo com a pesquisa, exames e tratamentos preventivos ajudam a evitar esse processo.</p>
<p>Segundo o médico geriatra Alessandro Campolina, parte desse aumento de tempo de enfermidade se deve à falta de políticas de prevenção eficientes e voltadas para a população mais velha. Ele é o autor da pesquisa que buscou avaliar a ocorrência de um processo chamado de compressão da morbidade. Esse conceito, surgido na década de 1980, lançava a hipótese de que, com o envelhecimento das populações, os anos ganhos pelas pessoas com a melhoria dos serviços de atendimento seriam anos vividos em bom estado de saúde.</p>
<p><strong>O estudo</strong></p>
<p>Segundo o estudo-base da pesquisa, até a década de 1970 e 1980, se tinha a ideia central de que o aumento de expectativa de vida da população seria uma espécie de fracasso em termos de saúde. “Os estudiosos pensavam que, embora conseguissem fazer as pessoas viverem mais tempo, elas viviam em uma <span style="font-size: 13px; line-height: 19px;">situação de saúde pior”, explica Campolina.</span></p>
<p>A partir da década de 1980, as pesquisas passaram a contrariar as hipóteses anteriores, afirmando que a população vivia mais e em um quadro de saúde bom. A nova teoria também levantava o ponto de que a população humana apresenta um limite máximo, ainda não estabelecido com precisão, de tempo de vida. À medida que a melhoria das condições de vida vai se estabelecendo, a população tende a se aproximar cada vez mais desse limite.</p>
<p>Da mesma forma que a expectativa de vida ia sendo trazida para o limite máximo de vida da pessoa, o limiar de aparecimento de doenças crônicas, comuns na população idosa, também vai sendo empurrado.</p>
<p>“Num primeiro momento, o tempo limite máximo de aparecimento das doenças crônicas não mudaria com o aumento da expectativa de vida. Posteriormente, observou-se que o início de aparecimento das doenças também é postergado, mantendo, e talvez diminuindo, o tempo de vida da pessoa portando a doença”. A diminuição desse intervalo entre o aparecimento das doenças e a morte, a ciência dá o nome de compressão da morbidade.</p>
<p><strong>Análises em domicílio</strong></p>
<p>O projeto teve como objeto de avaliação participantes do Projeto Saúde, Bem-Estar e Envelhecimento (SABE), desenvolvido pela FSP, que acompanha idosos da cidade de São Paulo desde o ano 2000 em diversos aspectos, tais como saúde e qualidade de vida. “No estudo, nos atentamos para aspectos sociodemográficos, condições de saúde, capacidades e desempenho de atividades de vida diária pela população idosa”, ressalta Campolina.</p>
<p>A coleta dos dados era realizada por uma equipe especializada, que colhia as informações nos domicílios e traziam os dados para análise. “O interessante, do ponto de vista temporal, era comparar a população de 2000 e de 2010 para saber se houve compressão da morbidade, e os estudos mais recentes estão nos dando uma resposta negativa para essa pergunta”, completa o pesquisador.</p>
<p><strong>Prevenção e resultados</strong></p>
<p>O estudo buscou levantar a importância das medidas de prevenção das doenças crônicas na contribuição para a chamada compressão da morbidade. A conclusão é de que algumas das principais doenças crônicas que acometem a população idosa, entre elas a hipertensão arterial sistêmica, doença articular, doença cardíaca, diabetes mellitus tipo 2, doença mental, doença pulmonar crônica e doença cerebrovascular, uma vez prevenidas, contribuem de maneira significativa para a melhoria da qualidade de vida e para a longevidade dos idosos.</p>
<p>Campolina ressalta que esses métodos preventivos não são frequentemente incentivados na população mais velha, e que isso é uma visão equivocada. “A medicina ainda acredita que prevenção é sinônimo de pacientes jovens. Mas a prevenção de doenças é uma estrategia afirmativa, mesmo nos idosos, para prolongar o tempo de vida e ganhar qualidade de vida, e o estudo comprovou isso”, afirma.</p>
<p><span style="font-size: x-small;"><strong>(Agência USP)</strong></span></p>
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		<title>OMS diz que qualidade da saúde melhorou nos países pobres, mas está longe do desejado</title>
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		<pubDate>Thu, 16 May 2013 18:38:00 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Henrique Andrade Camargo</dc:creator>
				<category><![CDATA[Notí­cias]]></category>
		<category><![CDATA[Sociedade]]></category>
		<category><![CDATA[ODM]]></category>
		<category><![CDATA[ONU]]></category>
		<category><![CDATA[países em desenvolvimento]]></category>
		<category><![CDATA[países pobres]]></category>
		<category><![CDATA[saúde]]></category>

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		<description><![CDATA[Os progressos em relação à mortalidade infantil, nutrição e prevenção de doenças trouxeram resultados sobre outros índices globais, como o aumento da expectativa de vida entre a população mundial]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><span style="font-size: x-small;"><strong><span style="line-height: 19px;">Carolina Sarres, da Agência Brasil</span></strong></span></p>
<p><span style="font-size: 13px; line-height: 19px;">Os progressos feitos nos países em desenvolvimento e de menor desenvolvimento relativo para melhorar a qualidade da saúde de suas populações têm sido “dramáticos”, informou ontem (15) a Organização Mundial da Saúde (OMS), no anuário <em>World Heath Statistics 2013</em>.</span></p>
<p>De acordo com o relatório, os avanços estão relacionados à tentativa de cumprimento dos Objetivos de Desenvolvimento do Milênio (ODM) da Organização das Nações Unidas (ONU), estabelecidos em 2000. Em abril, a ONU iniciou uma contagem regressiva para os mil últimos dias antes do término da campanha, em 2015.</p>
<p>“Intensos esforços para atingir os ODM têm melhorado claramente a saúde das pessoas em todo o mundo”, disse, em nota, a diretora-geral da OMS, Margaret Chan. Para a OMS, as metas do milênio têm sido determinantes para a saúde, especialmente no sentido de reduzir a diferença entre os países mais e menos favorecidos.</p>
<p>Entre as áreas em que a organização constatou resultados positivos estão a redução de mortes materna e infantil, a melhoria da nutrição e a redução de mortes causadas pelo vírus HIV, pela tuberculose e pela malária – áreas alvo dos objetivos do milênio. Ainda assim, a organização informou que os avanços são insuficientes para atingir as metas globais até 2015.</p>
<p>Os progressos em relação à mortalidade infantil, nutrição e prevenção de doenças, segundo a OMS, trouxeram resultados sobre outros índices globais, como o aumento da expectativa de vida entre a população mundial: 70 anos, seis a mais do que em 1990.</p>
<p>Há uma diferença entre homens (expectativa de 68 anos) e mulheres (72 anos). A Europa é a região com a expectativa de vida mais alta, 76 anos, em média. A mais baixa é a da África, 56 anos, em média. No Brasil, a taxa é 76 anos.</p>
<p>Outro índice que indica o progresso da saúde é a queda da taxa de mortalidade infantil – a probabilidade de morte no primeiro ano de vida a cada mil nascimentos. Em 2011, ano base no anuário, a taxa foi 37%. Em 2000, era 51%; dez anos antes, 61%.</p>
<p>A taxa de obesidade entre pessoas com mais de 20 anos, o uso de tabaco entre adolescentes e adultos, o consumo de álcool entre adultos, o uso de preservativos por pessoas dos 15 aos 49 anos e o conhecimento da população jovem sobre HIV e aids também foram fatores considerados pela OMS.</p>
<p>Em relação aos índices verificados pela OMS no Brasil, eles são superiores à média mundial em todos os quesitos analisados como fatores de risco à saúde. O acesso da população brasileira à água potável é 97%, sete pontos percentuais a mais do que em 2000. No mundo, hoje, o acesso é 89%.</p>
<p>A taxa de mortalidade de crianças com menos de 5 anos é 16% no Brasil. Na América Latina e no Caribe, os piores índices são os do Haiti (70%), da Bolívia (51%) e da Guiana (36%). Os países da região que registram os melhores índices são Cuba (6%), Chile (9%) e Uruguai (10%).</p>
<p>No que tange às condições sanitárias, a taxa de uso no Brasil é 81%, mais do que os 75% em 2000. No mundo, o uso da rede sanitária atinge 64% da população. Em relação às crianças até os 6 meses alimentadas exclusivamente por leite materno a taxa é 40% dos bebês – em 2010, era 9%, no Brasil. No mundo, o índice é 38%.</p>
<p>Outro ponto destacado pela OMS é o acesso a medicamentos por meio do setor público. Nos países de baixa e média renda, a escassez de medicamentos faz com que a população tenha de recorrer ao setor privado, onde os preços podem ser até 16 vezes maiores.</p>
<p>De acordo com os critérios do Banco Mundial, seguidos pela OMS, países de baixa renda são os que a população tem renda per capita inferior a US$ 1.025 (pouco mais de R$ 2 mil, por ano). Os de renda média, entre U$ 1.026 e U$ 4.035 (entre R$ 2 mil e 8 mil, aproximadamente, por ano).</p>
<p>Publicado anualmente pela OMS, o anuário contém dados de 194 países. Há indicadores sobre de mortalidade, doença e saúde – incluindo expectativa de vida, doenças e mortes por doença, serviços de saúde e tratamentos, investimentos na área e fatores de risco e comportamentos que afetam a saúde.</p>
<p><span style="font-size: x-small;"><strong>(Agência Brasil)</strong></span></p>
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		<title>Ginástica por dinheiro novo</title>
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		<pubDate>Thu, 16 May 2013 18:25:39 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Henrique Andrade Camargo</dc:creator>
				<category><![CDATA[meio ambiente]]></category>
		<category><![CDATA[Notí­cias]]></category>
		<category><![CDATA[aquecimento global]]></category>
		<category><![CDATA[financiamento climático]]></category>
		<category><![CDATA[mudanças climáticas]]></category>

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		<description><![CDATA[Somente o alcance de recursos financeiros adicionais demonstraria avanço real nas iniciativas de adaptação para além do que já se caracterizou como uma rotina de políticas públicas nacionais]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><span style="font-size: x-small;"><strong><span style="line-height: 19px;">Magali Cabral, da Página 22</span></strong></span></p>
<p><span style="font-size: 13px; line-height: 19px;"><a href="http://mercadoetico.terra.com.br/website/wp-content/uploads/2013/05/dinheiro_verde_250.jpg"><img class="alignleft size-full wp-image-72569" src="http://mercadoetico.terra.com.br/website/wp-content/uploads/2013/05/dinheiro_verde_250.jpg" alt="" width="250" height="168" /></a>É plausível afirmar que os investimentos em projetos de adaptação à mudança climática são ínfimos, dada a magnitude dos impactos que alguns eventos extremos, como furacões e elevação do nível dos oceanos, podem vir a provocar na economia. Entretanto, não mente quem diz que os recursos financeiros para conter os efeitos perversos do aquecimento global já estão por toda parte, ainda que não carreguem a etiqueta da adaptação. Em meio a essa aparente contradição que ainda permeia o tema do financiamento para a adaptação no Brasil – possível reflexo das incertezas típicas das novas agendas –, uma coisa é certa: se prevalecer a inação, o custo será alto e virá com juros.</span></p>
<p>Uma questão meramente conceitual ajuda a alimentar a contradição nessa seara das finanças para adaptação. Existe, inclusive, uma série de políticas públicas históricas contribuindo para projetos dessa natureza. É o caso do combate aos efeitos da seca no Nordeste, das medidas de prevenção de tragédias em regiões serranas e costeiras, do combate às enchentes em rios que cortam grandes cidades. Há também iniciativas como o Programa Nacional de Fortalecimento da Agricultura Familiar, (Pronaf) e o Fundo Clima – que financia a juros reduzidos projetos de mitigação e adaptação à mudança climática –, ambos operados pelo Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES).</p>
<p>Visto por esse ângulo, o País estaria atuante, uma vez que aloca investimentos que concorrem fortemente para a adaptação. No entanto, há também um entendimento de que a adaptação, stricto sensu, requer medidas profundas e estruturais, capazes de aumentar e fortalecer a resiliência de ecossistemas e das populações mais vulneráveis. Nesse caso, somente o aporte de recursos financeiros adicionais – dinheiro novo – demonstraria avanço real nas iniciativas de adaptação para além do que já se caracterizou como uma rotina de políticas públicas nacionais.</p>
<p>Para o coordenador do Programa de Mudanças Climáticas e Energia do WWF, Carlos Rittl, o Brasil ainda não acordou plenamente para a necessidade de investimentos em adaptação, apesar dos sustos provocados pela sequência de eventos extremos ao longo da última década – desde o “Catarina”, em 2004, o primeiro furacão registrado no Atlântico Sul, até as duas últimas secas na Região Amazônica [1]. Para Rittl, o Brasil ainda atua de maneira emergencial, “apagando incêndios”, e deixando de lado o aumento da resiliência. Os principais planos de desenvolvimento no País ainda seriam baseados em modelos tradicionais, que não incorporam a variável de mudança climática, seja do ponto de vista de redução de emissões, seja de adaptação.</p>
<p style="padding-left: 30px;"><strong>[1] Primeira seca foi em 2005; a outra, a mais severa dos últimos 100 anos, em 2010</strong></p>
<p><a href="http://mercadoetico.terra.com.br/website/wp-content/uploads/2013/05/dinheiro_verde_B_250.jpg"><img class="alignright size-full wp-image-72570" src="http://mercadoetico.terra.com.br/website/wp-content/uploads/2013/05/dinheiro_verde_B_250.jpg" alt="" width="250" height="168" /></a>“Por enquanto, ainda não fizemos o básico, que é identificar nossas vulnerabilidades ambientais, sociais e econômicas no campo da mudança climática”, critica o dirigente da WWF. Rittl reconhece, no entanto, que o governo deu um passo importante, levando à sociedade civil os primeiros debates sobre a importância da adaptação. “Só isso já deverá ampliar a percepção de que apenas medidas de mitigação não serão suficientes para conter o ritmo e o alcance de impactos climáticos”, conclui.</p>
<p><strong>VISÃO SISTÊMICA</strong></p>
<p>De fato, a mitigação tem sido a tônica da preocupação sobre como lidar com a mudança do clima. Fábio Scarano, vice-presidente da Divisão Américas da Conservação Internacional (CI), explica que a adaptação ganhou mais e vidência na agenda climática global a partir de um estudo liderado pela pesquisadora americana Susan Solomon, publicado em 2009 na revista Proceedings of the National Academy of Sciences. O trabalho demonstrou que, se toda a emissão de CO2 decorrente de causas antrópicas cessasse, ainda assim o aquecimento global decorrente do acúmulo do gás na atmosfera prosseguiria pelos próximos 100 anos. O estudo marca uma mudança de paradigma: “Infelizmente, ultrapassamos o ponto em que mitigar seria suficiente para solucionar problemas climáticos futuros”, diz o ambientalista.</p>
<p>Fábio Scarano é também um dos autores do Painel Intergovernamental sobre Mudança do Clima (IPCC, na sigla em inglês) e tem centrado no seu capítulo a adaptação baseada em ecossistemas. Esse conceito propõe o uso de serviços ambientais e de valores do próprio ecossistema de modo a aumentar a resistência à mudança climática e também a tornar populações humanas mais resilientes a esses efeitos. Em sua opinião, o reduzido interesse ou mesmo o desconhecimento do setor de negócios sobre o tema da adaptação devem-se a uma associação intuitiva do termo ao alto custo dos investimentos em infraestrutura para lidar com impactos incertos quanto ao momento de suas ocorrências. Um exemplo disso seria a construção de diques para conter a elevação do nível do mar, como já se dá na Holanda.</p>
<p><a href="http://mercadoetico.terra.com.br/website/wp-content/uploads/2013/05/fundo_climatico_250.jpg"><img class="alignleft size-full wp-image-72571" src="http://mercadoetico.terra.com.br/website/wp-content/uploads/2013/05/fundo_climatico_250.jpg" alt="" width="250" height="168" /></a>A perspectiva da adaptação baseada em ecossistemas é que a “infraestrutura ecológica” – florestas, água, alimentos – é essencial para o bem-estar das pessoas. Assim, adaptação seria sinônimo de desenvolvimento sustentável, em que bem-estar humano e conservação da natureza são interligados e dão-se simultaneamente.</p>
<p>A ciência já demonstrou, por exemplo, que os manguezais funcionam similarmente a um dique: ambos impedem o avanço dos oceanos sobre a costa. Sem contar que os mangues fornecem abrigo e alimento à fauna marinha, sendo assim base para a economia da pesca. “O tamanho dessa economia somado aos custos da construção de um dique dão uma ideia do componente econômico do valor de um manguezal”, explica Scarano.</p>
<p>Em parte, essa lógica propõe que, se uma comunidade consegue tirar sustento de um ecossistema sem destruí-lo, talvez mereça ser remunerada pelo serviço ambiental que o meio conservado presta à sociedade. Resumindo, conservar o capital natural e em paralelo gerar melhorias na qualidade de vida é investir em adaptação.</p>
<p><strong>MODELO REATIVO</strong></p>
<p>Enquanto nos países desenvolvidos muitas empresas já começaram a modelar um perfil mais proativo perante os impactos a que estão sujeitas, na América Latina esse movimento está incipiente. Com exceção do setor agrícola – um dos mais antenados quanto aos impactos do clima –, “a maioria das empresas da região encontra-se em estágio inicial de avaliação de risco e ainda não foram capazes de quantificar os impactos setoriais”. A avaliação é do coordenador associado do pro- grama de adaptação da Convenção-Quadro das Nações Unidas sobre Mudança do Clima (UNFCCC, na sigla em inglês), Emerson Resende, que, no entanto, ressalva: “Em termos gerais, as empresas nos países desenvolvidos também estão atrasadas quanto ao entendimento da magnitude dos impactos, ao desenvolvimento de estratégias para reduzir riscos, ao aumento da resiliência e à busca de oportunidades de negócios” (ver “Empresas em ação”).</p>
<p>Ele coloca os setores de transporte, energia e turismo entre os mais vulneráveis aos desafios da mudança climática na América Latina . “Esses setores estão sujeitos a longas interrupções de seus negócios, em razão das variações drásticas do regime de chuvas, das enchentes e de períodos prolongados de estiagem.”</p>
<p><a href="http://mercadoetico.terra.com.br/website/wp-content/uploads/2013/05/sustentabilidade_250.jpg"><img class="alignright size-full wp-image-72572" src="http://mercadoetico.terra.com.br/website/wp-content/uploads/2013/05/sustentabilidade_250.jpg" alt="" width="250" height="168" /></a>Para enfrentar os desafios climáticos, a UNFCCC recomenda às empresas que sigam um esquema estratégico de adaptação, a começar por uma profunda avaliação dos riscos financeiros existentes entre o negócio e os possíveis efeitos da mudança climática. Sugere ainda que desenvolvam e instaurem planos de ação para administrar esses riscos e procurem identificar novas oportunidades no mercado.</p>
<p>Também é importante compartilhar e discutir suas estratégias com investidores, analistas e outros públicos de interesse para o plano (stakeholders). E o mais fundamental: para o sucesso das estratégias corporativas, as empresas devem considerar resultados financeiros de longo prazo. “Os líderes empresariais precisam superar a tendência a negócios com retorno de curto prazo”, aconselha Resende.</p>
<p>Uma nova ferramenta elaborada pelo Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID) e pela Bloomberg New Energy Finance, consultoria internacional na área de energia renovável e mercado de carbono, confirma a tese de que os países latino-americanos estão perdendo a corrida do enfrentamento da mudança do clima. O “climascópio”  mediu a capacidade de 26 países da América Latina e do Caribe de atrair investimentos em economia verde e o resultado é pouco animador. A região conseguiu aportar no ano passado menos de 5% dos investimentos mundiais no setor, estimados em US$ 280 bilhões. Embora no topo da lista do “climascópio”, o Brasil obteve pontuação apenas mediana: 2,6 em uma classificação de zero a 5. Grosso modo, o desempenho sinaliza ao País um longo caminho a trilhar em adaptação.</p>
<p>Gustavo Pimentel, diretor da Sitawi, organização que atua com financiamento de projetos sociais, visualiza duas opções para fomentar negócios em adaptação. Ele afirma que tradicionais financiadores, como bancos e fundos de pensão, preferem apresentar projetos rentáveis aos seus clientes e dificilmente serão proativos. Ou seja, não é boa receita esperar que eles próprios estruturem modelos de negócios em conformidade com projetos de adaptação. “A não ser que haja incentivos de políticas públicas”, adianta.</p>
<p>A outra possibilidade vislumbrada por Pimentel é tentar atrair grandes empresas privadas a partir da lógica filantrópica do Investimento Social Privado. De qualquer modo, os investimentos seriam irrisórios, dada a capacidade limitada do setor privado no papel de doador. “Se o poder público criasse um mecanismo de renúncia fiscal que atendesse aos projetos de adaptação, talvez houvesse alguma possibilidade nesse nicho”, arrisca Pimentel.</p>
<p>Mas há uma chance de que 2013 seja o ano da virada da agenda da adaptação no Brasil. A previsão é de Paula Bennati, gerente-executiva de meio ambiente e sustentabilidade da Confederação Nacional da Indústria (CNI). Embora afirme que a indústria brasileira ainda esteja engatinhando nesse quesito, ela crê que o fato de o IPCC começar a publicar o seu 5o relatório [2] será importante para o debate sobre adaptação, pois o documento virá com grande contribuição de pesquisadores e cientistas brasileiros ao tema. Outro evento relevante, previsto para setembro, também com dados sobre o estágio brasileiro em adaptação, será o lançamento da publicação do Primeiro Relatório de Avaliação Nacional (RAN1), do Painel Brasileiro de Mudanças Climáticas (PBMC).</p>
<p style="padding-left: 30px;"><span style="font-size: x-small;"><strong>[2] A previsão é de que os dados mais esperados, do Grupo de Trabalho 2, do IPCC, cujo tema é “Impactos, adaptação e vulnerabilidade”, somente sejam publicados em março de 2014.</strong></span></p>
<p><strong>O RISCO DA INAÇÃO</strong></p>
<p><a href="http://mercadoetico.terra.com.br/website/wp-content/uploads/2013/05/mudançasclimaticas_vertical.jpg"><img class="alignleft size-full wp-image-72573" src="http://mercadoetico.terra.com.br/website/wp-content/uploads/2013/05/mudançasclimaticas_vertical.jpg" alt="" width="250" height="704" /></a>O Brasil possui alguns bons exemplos para adaptação, entre eles o Fundo Amazônia e o Fundo Clima, mas que têm enfrentado problemas. O primeiro, conforme artigo publicado no portal do jornal britânico The Guardian em abril, é considerado um modelo interessante para países que buscam arranjos institucionais de modo a receber recursos das nações patrocinadoras de causas ambientais.</p>
<p>Chamou atenção o fato de doadores como Noruega e Alemanha repassarem recursos diretamente para o Ministério do Meio Ambiente (MMA) para financiar projetos do Fundo Amazônia, sem a necessidade de atravessar a burocracia de grandes instituições internacionais, como o Banco Mundial. Mas tem havido atrasos na aprovação de projetos no Brasil. Com isso, de um compromisso total de R$ 1,29 bilhão, apenas 11,4% foram aplicados, informa o jornal O Estado de S. Paulo.</p>
<p>Enquanto isso, o Fundo Clima acaba de sofrer uma debacle com a aprovação pelo Congresso Nacional em março da nova lei dos royalties do petróleo. Sua principal fonte de recursos provém da participação especial do petróleo. Na opinião de Paula Bennatti, parece remota a possibilidade de o Fundo Clima recuperá-la.</p>
<p>Segundo a gerente da CNI, a Petrobras cogita fazer contribuições ao programa, mas isso ainda não foi ratificado. Para se ter ideia do peso que o dinheiro dos royalties tinha para o Fundo Clima, dos quase R$ 29 milhões previstos para 2013, R$ 20,9 milhões serão provenientes da participação especial do petróleo. “Já é possível prever que o orçamento do fundo será muito menor em 2014”, alerta. O Conselho Empresarial Brasileiro para o Desenvolvimento Sustentável (Cebds) traz notícias mais esperançosas, não só sobre o futuro do Fundo Clima, mas também a respeito de possíveis adequações de financiamentos bancários para obras de adaptação.</p>
<p>O coordenador técnico da Câmara Temática de Energia e Mudança do Clima da entidade, Fernando Malta, informa sobre uma agenda de conversações com o setor bancário no sentido de que se reduzam as taxas de juro e a burocracia do acesso aos financiamentos para obras de adaptação à mudança climática. “Algumas obras de adaptação, por exemplo, podem inicialmente obrigar a empresa a interromper suas operações, o que significa que, além de arcar com o custo das obras e de novos equipamentos, ela também terá de prever o prejuízo de paralisar suas atividades por alguns dias”, observa Malta. Nesse caso, o investimento pode até pagar-se a longo prazo, mas o desembolso da empresa a curto prazo será maior e daí a necessidade de carência mais dilatada.</p>
<p>Segundo Malta, uma pauta sobre as formas de revitalizar o Fundo Clima poderá entrar nessa agenda de conversação, da qual também participa o Instituto Ethos. Um bom argumento para que os agentes de políticas públicas e o setor privado compartilhem essa busca por mecanismos econômico-financeiros para enfrentar os desafios da adaptação à mudança climática pode ser encontrado no estudo Economia da Mudança do Clima no Brasil: Custos e Oportunidades [3].</p>
<p style="padding-left: 30px;"><strong>[3] O trabalho foi editado e coordenado pelo economista ambiental do Banco Mundial Sergio Margulis e pela economista da Coppe/UFRJ Carolina Dubeux e contou com a participação de dezenas de pesquisadores</strong></p>
<p>A partir de uma perspectiva macroeconômica, os pesquisadores fizeram simulações do comportamento futuro da economia brasileira, no período entre 2010 e 2050, e concluíram que, conforme o cenário usado como referência, as perdas provocadas pelo impacto da mudança climática poderão variar entre R$ 719 bilhões e R$ 3,6 trilhões, a valor presente, com uma taxa de desconto de 1% ao ano.</p>
<p>“Isso equivale a jogar fora pelo menos um ano inteiro de crescimento econômico nos próximos 40 anos”, revela o estudo. Do ponto de vista social, o custo da inação será o aprofundamento das desigualdades de renda da população, principalmente nas regiões Norte e Nordeste do País, que serão as mais afetadas, em razão de sua maior vulnerabilidade.</p>
<p><em>* Colaboraram Clarice Couto e Lydia Minhoto</em></p>
<p><span style="font-size: x-small;"><strong>(Página 22)</strong></span></p>
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		<title>Por que a mídia dá tanta trela para os céticos do clima?</title>
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		<pubDate>Thu, 16 May 2013 17:27:57 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Henrique Andrade Camargo</dc:creator>
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		<category><![CDATA[Amália Safatle]]></category>
		<category><![CDATA[céticos do clima]]></category>
		<category><![CDATA[mudanças climáticas]]></category>

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		<description><![CDATA[Amalia Safatle* Independência energética. Preservação das florestas tropicais. Sustentabilidade. Empregos verdes. Cidades habitáveis. Fontes renováveis. Água e ar puros. Crianças saudáveis. Etc. É longa a lista exposta ao público por um conferencista da Cúpula Mundial do Clima. Mas eis que na plateia um cético, com fisionomia irritada, pergunta à colega sentada a seu lado: “E [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><span style="font-size: x-small;"><strong>Amalia Safatle*</strong></span><br />
Independência energética. Preservação das florestas tropicais. Sustentabilidade. Empregos verdes. Cidades habitáveis. Fontes renováveis. Água e ar puros. Crianças saudáveis. Etc. É longa a lista exposta ao público por um conferencista da Cúpula Mundial do Clima. Mas eis que na plateia um cético, com fisionomia irritada, pergunta à colega sentada a seu lado: “E se tudo isso [a mudança climática] não passar de uma brincadeira e criamos um mundo melhor por nada?”</p>
<p><img class="aligncenter" src="http://www.pagina22.com.br/wp-content/uploads/2013/05/ultima1-406x267.jpg" alt="" width="406" height="267" /></p>
<p>A descrição acima é de um <span style="text-decoration: underline; color: #0000ff;"><strong><a href="http://www.pagina22.com.br/index.php/2013/05/ultima-sem-arrependimentos/" target="_blank">cartum desenhado por Joel Pett</a></strong></span>, que ilustra o jornal americano Lexington Herald-Leader. A alfinetada retrata bem o momento em que a turma dos descrentes da mudança climática procura ganhar espaço.</p>
<p>Embora a concentração de dióxido de carbono na atmosfera tenha batido na semana passada uma marca de nada menos que 4 milhões de anos atrás – 400 partes por milhão – um feito que pertencia à época chamada de Plioceno, do período Terciário da era Cenozoica, acredite: há quem ainda duvide do aquecimento global.</p>
<p>E também tem a turma que, mesmo reconhecendo o aquecimento, não acredita que a ação antrópica desde a Revolução Industrial, período a partir do qual a humanidade passou a queimar combustíveis fósseis como nunca na história da civilização, tenha alguma participação nesse quadro. Não acha que a mão do homem seja capaz de potencializar outros possíveis fenômenos naturais causadores do aquecimento. Outra linha argumenta que a tese do aquecimento é uma conspiração ideológica ou de motivação mercadológica e política. Ou mera questão de ego acadêmico.</p>
<p>Os céticos são críticos ferozes do Painel Intergovernamental sobre Mudança Climática (IPCC, na sigla em inglês) um grupo formado por 2 mil cientistas do mundo todo. Muitos dos céticos ganham espaço na mídia chamando a atenção por suas vozes dissonantes e taxando de alarmistas e catastrofistas as previsões do IPCC. Previsões estas que eles buscam desqualificar tecnicamente, mostrando erros.</p>
<p>De fato, a ciência do clima está em construção, assim como tantas outras. Como um novíssimo capítulo da ciência, é normal que haja incertezas, erros, descobertas, conflitos, discordâncias. Isso faz parte do processo de desenvolvimento do conhecimento científico.</p>
<p>Mas daí a chamar o aquecimento global e suas perigosas consequências de “farsa” há uma distância enorme. Recentemente, estudos mostraram que existe uma diminuição no ritmo do aquecimento em relação ao aumento das emissões de dióxido de carbono. Na última década, houve uma variação menor que a prevista pelos modelos climáticos. Pronto: era tudo o que os céticos queriam.</p>
<p>Mas até mesmo a conservadora revista inglesa <em>The Economist</em> deu um show de jornalismo <span style="text-decoration: underline; color: #0000ff;"><strong><a href="http://goo.gl/32rq5" target="_blank">expondo o fato, analisando-o</a></strong></span> de forma equilibrada, ouvindo várias linhas de investigação científica e concluindo que esse não seria motivo para se descuidar do combate ao aquecimento global. Até porque variabilidades em períodos curtos (como décadas) são normais e podem não indicar uma tendência de longo prazo.</p>
<p>Além disso, pontos ainda obscuros como a medição da temperatura oceânica em diferentes níveis de profundidade, e variáveis como a influência dos aerossóis e até mesmo da cobertura de nuvens tornam ainda mais complexas as investigações e a modelagem climática como um todo.</p>
<p>Diante de dúvidas, o que é melhor fazer? Em uma curva, em que o motorista tem poucos elementos para saber o que está a sua frente, deve-se acelerar para ultrapassar ou dirigir com mais cuidado?</p>
<p>Incertezas e gaps de conhecimento são mais motivos para agir com precaução e aprofundar estudos, em vez de desqualificá-los. É o que explica reportagem “Sensibilidade Climática“, publicada em maio na revista Página22.</p>
<p>Quando trafega na contramão do bom senso é que o jornalismo se torna capaz de produzir coisas como a reportagem da revista Veja de 8 maio. Derrapagem pura. Claro que se entende a obediência da matéria à linha editorial da publicação, voltada a enlevar o consumismo de uma classe média individualista. E no entender da revista, essa história de aquecimento global faz o consumidor se sentir culpado. Mas nada justifica o desserviço público de colocar o jornalismo entre ferragens.</p>
<p>A matéria de tom vingativo, que logo se vê pelo título irônico “<span style="text-decoration: underline; color: #0000ff;"><strong><a href="http://www.pagina22.com.br/index.php/2013/05/sensibilidade-climatica" target="_blank">O Apocalipse terá de esperar</a></strong></span>“, apressa-se em conclusões duvidosas, apoia-se apenas nas fontes que servem para justificar suas teses e dá a impressão de querer tirar algo por muito tempo entalado na garganta.</p>
<p>Quase histriônica, chega ao descontrole de associar a responsabilidade humana na questão do aquecimento global com “pecado ecológico” e citar o homem de Cro-Magnon para inferir que defensores da sustentabilidade querem voltar ao tempo das cavernas – ignorando, assim, toda a inovação embutida em uma economia de baixo carbono, busca de eficiência, aumento de produtividade, tecnologias avançadas, fronteiras de conhecimento, empregos verdes, novos mercados etc. Questões desafiadoras em um cenário de limites físicos, de preocupação com o coletivo, de crescente responsabilidade socioambiental e de necessidade de adaptação a mudanças bruscas e profundas durante um minúsculo trecho da linha do tempo planetária.</p>
<p>A Veja, ao também abrir espaço para quem acredita que o aquecimento global trará benefícios à humanidade. Sem ouvir representantes da comunidade científica que é majoritariamente preocupada com os efeitos da mudança climática praticamente faz um insulto às vítimas de eventos climáticos extremos, só para citar uma das conseqüências do desequilíbrio do clima.</p>
<p>Por essas e outras, dá para ter uma dimensão de quão inconveniente pode ser a verdade climática e como certas porções da sociedade brasileira fazem de tudo para manter a cabeça em um orifício sob a terra – qualquer coisa para não abrir mão de sua zona de conforto e seguir em um mundo particular, alheio e ilusório.</p>
<p>Que o debate científico seja mais inteligente e a imprensa, um prestador de bons serviços.</p>
<p>* <strong>Amalia Safatle é j<span style="font-size: 13px; line-height: 19px;">ornalista, fundadora e editora da revista Página22, especializada em sustentabilidade.</span></strong></p>
<p><em>Texto originalmente publicado no <span style="text-decoration: underline; color: #0000ff;"><strong><a href="http://terramagazine.terra.com.br/blogdaamaliasafatle/blog" target="_blank">Terra Magazine</a></strong></span></em></p>
<p><span style="color: #000000; font-size: x-small;"><strong>(Página 22)</strong></span></p>
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		<title>Secretário aponta possibilidade de matriz 80% renovável</title>
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		<pubDate>Thu, 16 May 2013 16:57:18 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Henrique Andrade Camargo</dc:creator>
				<category><![CDATA[energia]]></category>
		<category><![CDATA[Notí­cias]]></category>
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		<description><![CDATA[Rodrigo PdGuerra, do MCTI O Ministério de Minas e Energia (MME) iniciou nesta quarta-feira (15) uma série de debates para elaborar o Plano Nacional de Energia 2050, que deve traçar os rumos da matriz energética brasileira para as próximas décadas. O secretário de Políticas e Programas de Pesquisa e Desenvolvimento do Ministério da Ciência, Tecnologia [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><span style="font-size: x-small;"><strong><span style="line-height: 19px;">Rodrigo PdGuerra, do MCTI</span></strong></span></p>
<p>O Ministério de Minas e Energia (MME) iniciou nesta quarta-feira (15) uma série de debates para elaborar o Plano Nacional de Energia 2050, que deve traçar os rumos da matriz energética brasileira para as próximas décadas. O secretário de Políticas e Programas de Pesquisa e Desenvolvimento do Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI), Carlos Nobre, participou do primeiro encontro, sobre possíveis impactos das mudanças climáticas no setor e cenários de médio e longo prazo para economia nacional.</p>
<p>Para Nobre, o país pode aumentar consideravelmente a participação de fontes renováveis em sua matriz. “Sou otimista que nós podemos, em 2050, imaginar um Brasil com 80% de energia renovável”, projetou. O índice atual é de 45,3%.</p>
<p>O secretário ressaltou o trabalho da Rede Brasileira de Pesquisas sobre Mudanças Climáticas Globais (Rede Clima), criada pelo MCTI em 2007. “Duas sub-redes em especial são relevantes para esse esforço – uma delas trata de energias renováveis e outra sobre economia”, explicou Nobre. “A de economia desenvolveu um modelo para prever como mudanças climáticas afetam agricultura e energia e a outra tem vários estudos de impactos na matriz.”</p>
<p>Membro do Painel Intergovernamental sobre Mudanças Climáticas (IPCC, na sigla em inglês), o secretário do MCTI apresentou cenários previstos pelo último e pelo próximo relatório da entidade da Organização das Nações Unidas (ONU). “Um documento especial publicado em 2011 concluía que era tecnologicamente factível imaginar em 2050 um mundo com 80% de energia renovável, mas, se olharmos o quadro atual, não há muita razão para acreditar que o planeta alcance esse patamar, em função das novas descobertas e das novas tecnologias para explorar as energias fósseis”, comentou.</p>
<p><strong>Protagonismo</strong></p>
<p>Nobre recordou a posição do Brasil como único país em desenvolvimento a estabelecer compromissos voluntários de redução e estabilização das emissões de gases de efeito estufa, no contexto da Convenção-Quadro das Nações Unidas sobre a Mudança do Clima. “Isso foi um gesto politicamente significativo do ex-presidente Lula na reunião climática de Copenhague, em 2009”, disse. “A presidenta Dilma Rousseff claramente nos deu uma direção de que o Brasil tem que ser protagonista da sustentabilidade no mundo.”</p>
<p>Na opinião do secretário, o PNE 2050 pode se inspirar em projeto de intercâmbio de modalidades de energia do norte europeu. “O sistema tenta resolver o problema da intermitência das fontes renováveis, ao interligar geração eólica do Mar do Norte, instalações offshore continental e da Grã-Bretanha, já prevendo o grande potencial das energias da maré e das ondas, e o sistema hidráulico da Noruega”, disse Nobre. “Não é impossível imaginar soluções em que nós possamos realmente explorar ao máximo o nosso potencial de energia renovável.”</p>
<p>Os debates sobre o PNE também tiveram palestras do diretor de Macroeconomia do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea), Marco Antônio Cavalcanti, e do assessor da presidência do Banco Nacional do Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) David Kupfer. Representaram o MME o secretário de Planejamento e Desenvolvimento Energético, Altino Ventura, e o coordenador-geral de Economia da Energia, Gilberto Hollauer.</p>
<p><span style="font-size: x-small;"><strong>(MCTI)</strong></span></p>
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		<title>Mudanças climáticas são causadas pelo homem</title>
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		<pubDate>Thu, 16 May 2013 16:19:26 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Henrique Andrade Camargo</dc:creator>
				<category><![CDATA[meio ambiente]]></category>
		<category><![CDATA[Notí­cias]]></category>
		<category><![CDATA[aquecimento global]]></category>
		<category><![CDATA[ciência climáticas]]></category>
		<category><![CDATA[mudanças climáticas]]></category>

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		<description><![CDATA[Afirmação é feita por 97,1% dos estudos]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><strong>Um levantamento com quase 12 mil artigos científicos aponta que o consenso sobre a responsabilidade das atividades humanas no aquecimento global é muito maior do que se pensa</strong><em></p>
<p><span style="font-size: x-small;"><strong><span style="line-height: 19px;">Fabiano Ávila, do Instituto CarbonoBrasil</span></strong></span></p>
<p><span style="font-size: 13px; line-height: 19px;"><a href="http://mercadoetico.terra.com.br/website/wp-content/uploads/2013/05/aquecimento_global_humano_300qua.jpg"><img class="alignleft size-full wp-image-72556" src="http://mercadoetico.terra.com.br/website/wp-content/uploads/2013/05/aquecimento_global_humano_300qua.jpg" alt="" width="300" height="304" /></a>Quando se acompanha as discussões sobre as mudanças climáticas pela imprensa, a percepção que se tem é que existe um grande racha na comunidade científica sobre o aquecimento global e a influência do homem no clima. A maior revista semanal brasileira, a Veja, trouxe inclusive uma reportagem na semana passada afirmando que é tudo uma fraude. Mas quem acompanha as negociações internacionais e o fluxo de estudos científicos tem uma visão bem diferente, pois a impressão clara é que existe um consenso sobre a realidade do aumento das temperaturas e suas causas.</span></p>
<p>Foi justamente essa impressão que foi confirmada nesta quinta-feira (16) pelo artigo <span style="text-decoration: underline; color: #0000ff;"><strong><a href="http://iopscience.iop.org/1748-9326/8/2/024024/article" target="_blank">Quantifying the consensus on anthropogenic global warming in the scientific literature</a></strong></span> (algo como, Quantificando o consenso sobre o aquecimento global antropogênico na literatura científica), publicado no periódico Environmental Research Letters.</p>
<p>Seus autores, liderados por John Cook da Universidade de Queensland, na Austrália, e fundador do portal <span style="text-decoration: underline; color: #0000ff;"><strong><a href="http://www.skepticalscience.com/" target="_blank">Skeptical Science</a></strong></span>, analisaram 11.994 artigos científicos publicados entre 1991 e 2011, e descobriram que dos quatro mil que abordam as causas das mudanças climáticas, 97,1% apontam as atividades humanas como as grandes responsáveis pelo aumento das temperaturas.</p>
<p>“Nossas conclusões mostram que existe um forte consenso científico sobre o que está causando o aquecimento global, apesar de a percepção pública ser diferente. É assustador que dada a quantidade de evidências, ainda quase metade da sociedade acredite que existe uma divisão entre os cientistas”, afirmou Cook.</p>
<p>Não é a primeira vez que uma pesquisa busca saber a posição dos climatologistas sobre o aquecimento global. Em 2009, Peter Doran e Maggie Zimmerman apontaram que <span style="text-decoration: underline; color: #0000ff;"><strong><a href="http://tigger.uic.edu/~pdoran/012009_Doran_final.pdf" target="_blank">97,4% dos 77 principais climatologistas</a></strong></span> do planeta concordavam que o aquecimento global é resultado das ações antropogênicas.</p>
<p>O novo levantamento é bem mais abrangente, envolvendo no total 29 mil pesquisadores que escreveram sobre mudanças climáticas no período de 20 anos avaliado. De todos os quase doze mil artigos, apenas 83 eram contrários à responsabilidade das atividades humanas.</p>
<p>Cook deixa claro ainda que o “racha” pode ser ainda menor, porque foi adotado um método bastante cuidadoso para avaliar os artigos.</p>
<p>“Fomos conservadores na nossa análise. Por exemplo, se um estudo simplesmente considerava que o aquecimento global irá continuar, poderíamos tê-lo classificado na categoria de apoio implícito, já que não há razão para esperar que o aquecimento continue indefinidamente se não for causado pelo homem. Entretanto, a menos que no sumário estivesse clara a causa do aumento das temperaturas, nós classificamos o artigo como ‘sem posição’”, explicou Cook no Skeptical Science.</p>
<p>Para conseguir analisar todos os artigos, a equipe contou com um grupo de voluntários de diversos países, como Estados Unidos, Nova Zelândia, Alemanha, Finlândia e Itália.</p>
<p>Também foram ouvidos muitos dos autores das pesquisas avaliadas. Mais de 8.500 e-mails foram enviados para os cientistas pedindo para que classificassem seus trabalhos conforme os critérios do levantamento, 1.200 deles foram respondidos.</p>
<p>Segundo Cook é importante dar o máximo de transparência e acesso aos resultados alcançados. “Escolhemos submeter nosso artigo à Environmental Research Letters porque é um periódico respeitado e de grande aceitação.Também fizemos isso para deixar os dados disponíveis para qualquer um.”</p>
<p>Para os autores, é necessário que esse tipo de levantamento ganhe o maior destaque possível, pois realmente existe uma grande diferença entre a posição real da comunidade científica e a percepção da sociedade.</p>
<p>“Um dos grandes fatores para esse distanciamento é a imprensa (..) Na busca por manter as reportagens ‘equilibradas’, os jornalistas dão 50% do espaço para pesquisadores céticos, o que provoca a sensação de que a comunidade científica é de fato rachada.”</p>
<p>Cook espera ajudar a mobilizar a opinião pública para pressionar os governos a agir. Para ele, não deveria existir mais perda de tempo discutindo se o aquecimento global é real, a ciência já avançou além dessa dúvida.</p>
<p>“Possivelmente a coisa mais importante para ser comunicada sobre as mudanças climáticas no momento é que existe um consenso de 97% entre os especialistas de que a humanidade está causando o aquecimento global. Vamos divulgar isso e dar fim às dúvidas sobre o consenso científico.”</p>
<p>Para divulgar os seus resultados, o <em>Skeptical Science</em> criou o Projeto Consenso, que pode ser acompanhado pelo Twiiter @ConsensusProj e pelo <span style="text-decoration: underline; color: #0000ff;"><strong><a href="https://www.facebook.com/TheConsensusProject" target="_blank">https://www.facebook.com/TheConsensusProject</a></strong></span>.</p>
<p><span style="font-size: x-small;"><strong>(Instituto CarbonoBrasil)</strong></span></p>
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		<title>Conanda e SDH lançam campanha contra exploração sexual de crianças e adolescentes</title>
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		<pubDate>Thu, 16 May 2013 16:10:02 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Henrique Andrade Camargo</dc:creator>
				<category><![CDATA[Notí­cias]]></category>
		<category><![CDATA[Sociedade]]></category>
		<category><![CDATA[direitos humanos]]></category>
		<category><![CDATA[exploração sexual]]></category>

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		<description><![CDATA[Paula Laboissière, da Agência Brasil O Comitê Nacional de Enfrentamento à Violência Sexual Contra Crianças e Adolescentes e a Secretaria de Direitos Humanos da Presidência da República (SDH-PR) lançaram hoje (15) a campanha &#8220;Faça bonito, proteja nossas crianças&#8221;. O objetivo é mobilizar a população para o enfrentamento da violência sexual contra crianças e adolescentes. O [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><span style="font-size: x-small;"><strong>Paula Laboissière, da Agência Brasil</strong></span></p>
<p><a href="http://mercadoetico.terra.com.br/website/wp-content/uploads/2013/05/exploracao_sexual_infantil_250.jpg"><img class="alignleft size-full wp-image-72602" src="http://mercadoetico.terra.com.br/website/wp-content/uploads/2013/05/exploracao_sexual_infantil_250.jpg" alt="" width="250" height="165" /></a>O Comitê Nacional de Enfrentamento à Violência Sexual Contra Crianças e Adolescentes e a Secretaria de Direitos Humanos da Presidência da República (SDH-PR) lançaram hoje (15) a campanha &#8220;Faça bonito, proteja nossas crianças&#8221;. O objetivo é mobilizar a população para o enfrentamento da violência sexual contra crianças e adolescentes.</p>
<p>O evento ocorre na mesma semana do Dia Nacional de Combate ao Abuso e à Exploração Sexual de Crianças e Adolescentes, lembrado no próximo sábado (18). A estimativa é que mais de 3 mil municípios em todo o país participem de mobilizações em torno da data, que incluem palestras, workshops e caminhadas.</p>
<p>Durante o lançamento da campanha, a ministra da Secretaria de Direitos Humanos, Maria do Rosário, disse que governo e sociedade civil assumiram uma causa comum que, ao longo do tempo, se transformou “em uma causa de vida”. Para ela, a população brasileira se mostra cada vez mais consciente em relação à exploração sexual de crianças e adolescentes.</p>
<p>A presidenta do Conanda, Maria Izabel da Silva, defendeu que as políticas públicas não sejam baseadas apenas no encarceramento do agressor, mas abriguem também ações preventivas por meio da educação e da sensibilização da sociedade, além de garantir atendimento integral às vítimas e às famílias.</p>
<p><span style="font-size: x-small;"><strong>(Agência Brasil)</strong></span></p>
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		<title>Obras da Copa e das Olimpíadas já causaram a remoção de 3 mil famílias no Rio</title>
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		<pubDate>Thu, 16 May 2013 16:06:44 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Henrique Andrade Camargo</dc:creator>
				<category><![CDATA[Notí­cias]]></category>
		<category><![CDATA[Sociedade]]></category>
		<category><![CDATA[Copa do Mundo]]></category>
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		<category><![CDATA[Olimpíadas 2016]]></category>
		<category><![CDATA[Rio de Janeiro]]></category>

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		<description><![CDATA[Conforme o 2º Dossiê Megaeventos e Violações de Direitos Humanos no Rio de Janeiro outras 7 mil estão ameaçadas]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><span style="font-size: x-small;"><strong>Akemi Nitahara, da Agência Brasil</strong></span></p>
<p>As obras de infraestrutura e construção de equipamentos esportivos para a Copa do Mundo de 2014 e as Olimpíadas de 2016 já causaram a remoção de 3 mil famílias na cidade e mais 7 mil estão ameaçadas. O dado consta do 2º Dossiê Megaeventos e Violações de Direitos Humanos no Rio de Janeiro, divulgado nesta quarta-feira (15) pelo Comitê Popular da Copa e Olimpíadas.</p>
<p>De acordo com Orlando Santos Junior, professor do Instituto de Pesquisa e Planejamento Urbano e Regional da Universidade Federal do Rio de Janeiro (Ippur-UFRJ), representante do comitê, a tendência de remoção verificada na primeira edição do dossiê, lançado em abril do ano passado, tende a aumentar.</p>
<p>“Pelo número de famílias ameaçadas e, ainda, pela ausência de informações sobre as grandes intervenções em curso. Por exemplo, não se tem informação sobre o traçado dos BRTs [corredor exclusivo para o tráfego rápido de ônibus], que estão sendo construídos na cidade. Então, esse número tende a crescer. É um aspecto que chama a atenção”, disse.</p>
<p>O professor destacou, ainda, a falta de transparência nos projetos, já que os sites disponíveis hoje não trazem informações “fundamentais para que haja o controle social”, como o traçado das obras e as empresas contratadas. “Então o que o comitê está propondo não é nada além do que um conjunto de medidas que objetivam, efetivamente, assegurar os direitos humanos, assegurar os direitos da população, enfim, assegurar a democracia e a participação de todos nas decisões relativas à Copa e às Olimpíadas”.</p>
<p>As famílias removidas reclamam que foram levadas para locais distantes e sem estrutura. Outras denunciam que as indenizações pagas ficaram muito abaixo do valor de mercado do imóvel onde moravam. É o caso da família de Ravel, jogador de vôlei de praia, removida da casa onde morava na comunidade Largo do Tanque, na zona oeste.</p>
<p>A mãe de Ravel, Rosilene Gonçalves da Silva, disse que a indenização paga foi muito abaixo do esperado e a família foi para um local mais perigoso. “Foi muito difícil para a gente, desgastante demais. Eles queriam dar R$ 18 mil para a gente sair de lá, sem ter como comprar outra moradia. Atualmente, a gente está na Estrada da Covanca. Não está como a gente gostaria que estivesse, ficou mais difícil para todo mundo, tem que chegar cedo, não pode chegar tarde, porque lá é próximo a uma área de risco, tem tiroteio”, declarou.</p>
<p>A Secretaria Municipal de Habitação (SMH) informou, por meio de nota, que “a prefeitura vem conduzindo os processos de reassentamento da maneira mais democrática, respeitando os direitos de cada família”, seguindo o Decreto 34.522 de 2011, que estabelece “regras claras, baseadas nos direitos humanos e na busca da moradia digna”.</p>
<p><span style="font-size: x-small;"><strong>(Agência Brasil)</strong></span></p>
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		<item>
		<title>Concurso alemão premia jovens que pesquisam soluções sustentáveis</title>
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		<pubDate>Thu, 16 May 2013 15:00:27 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Henrique Andrade Camargo</dc:creator>
				<category><![CDATA[Juventude e novas lideranças]]></category>
		<category><![CDATA[Notí­cias]]></category>
		<category><![CDATA[Salas Temáticas]]></category>
		<category><![CDATA[Alemanha]]></category>
		<category><![CDATA[desenvolvimento sustentável]]></category>
		<category><![CDATA[Green Talents]]></category>
		<category><![CDATA[juventude]]></category>
		<category><![CDATA[meio ambiente]]></category>

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		<description><![CDATA[Vencedores serão convidados para fórum científico de duas semanas na Alemanha e para uma estadia de pesquisa de até três meses em um instituto ou empresa de sua escolha; inscrições vão até 9 de junho]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><span style="font-size: x-small;"><strong>Agência FAPESP</strong></span></p>
<p>A quinta edição do concurso <em>Green Talents – International Forum for High Potentials in Sustainable Development</em>, promovido pelo Ministério da Educação e Pesquisa da Alemanha (BMBF), está com inscrições abertas até 9 de junho.</p>
<p>O concurso premiará 25 jovens cientistas de todo o mundo que busquem soluções para questões relacionadas à pesquisa de sustentabilidade. Os ganhadores terão oportunidade de conhecer e trocar opiniões com os principais especialistas da atualidade nesse campo na Alemanha.</p>
<p>Na edição de 2012, apenas um brasileiro ficou entre os vencedores: o químico Antônio Otávio de Toledo Patrocínio, então com 29 anos, professor de Química Inorgânica na Universidade Federal de Uberlândia (UFU), de Minas Gerais, com uma pesquisa sobre abordagens moleculares para a conversão de energia solar.</p>
<p>Os vencedores do concurso serão convidados para um fórum científico ao longo de duas semanas na Alemanha no segundo semestre de 2013, quando conhecerão alguns dos principais centros de desenvolvimento sustentável daquele país e poderão trocar ideias com colegas e cientistas seniores. De acordo com a organização, os jovens também poderão discutir seus trabalhos em reuniões individuais com especialistas de sua escolha.</p>
<p>No ano seguinte ao fórum – ou seja, em 2014 –, os vencedores serão convidados a retornar à Alemanha para uma estadia de pesquisa adicional de três meses em um instituto ou empresa de sua escolha.</p>
<p>No júri deste ano estão, entre outros, a professora Beate Jessel, presidente da Agência Federal da Alemanha para a Conservação da Natureza, e Marlehn Thieme, diretora do Deutsche Bank e presidente do Conselho Alemão para o Desenvolvimento Sustentável (RNE).</p>
<p>Mais informações: <span style="text-decoration: underline; color: #0000ff;"><strong><a href="http://www.greentalents.de/8.php" target="_blank">www.greentalents.de/8.php</a></strong></span></p>
<p><span style="font-size: x-small;"><strong>(Agência FAPESP)</strong></span></p>
]]></content:encoded>
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		<title>Permitir cana na Amazônia é retrocesso político e ambiental</title>
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		<pubDate>Thu, 16 May 2013 14:23:27 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Henrique Andrade Camargo</dc:creator>
				<category><![CDATA[meio ambiente]]></category>
		<category><![CDATA[Notí­cias]]></category>
		<category><![CDATA[agricultura]]></category>
		<category><![CDATA[Amazônia]]></category>
		<category><![CDATA[Cana-de-açucar]]></category>
		<category><![CDATA[meio ambinete]]></category>

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		<description><![CDATA[WWF-Brasil recomenda que esta lei não seja referendada pela Câmara dos Deputados, pois avalia que a mesma não trará benefícios reais para a região ou para o setor.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><span style="font-size: x-small;"><strong>WWF-Brasil</strong></span></p>
<p>A aprovação do Projeto de Lei 626/2011 pelo Senado, alterando o Zoneamento Agroecológico (ZAE) da cana-de-açúcar e autorizando seu plantio em áreas alteradas e nos biomas Cerrado e Campos Gerais na Amazônia Legal, é um retrocesso nas políticas de ordenamento territorial e produtiva brasileiras.</p>
<p>Por isso, o WWF-Brasil recomenda que esta lei não seja referendada pela Câmara dos Deputados, pois avalia que a mesma não trará benefícios reais para a região ou para o setor. Pelo contrário, poderá se configurar em uma política sem impacto econômico positivo para a transformação regional e com grande potencial para geração de mais impactos ambientais.</p>
<p>É necessária uma maior reflexão sobre as reais soluções para o desenvolvimento econômico sustentável da Amazônia, bem como uma política consistente para os biocombustíveis no Brasil.</p>
<p>O zoneamento original da cana-de-açúcar representou um avanço significativo quando restringiu áreas da Amazônia Legal, do Pantanal e da Bacia do Alto Paraguai para a expansão da cultura canavieira. Também foi positivo orientar sua expansão sobre regiões com melhores condições produtivas, reduzindo a pressão sobre ecossistemas conservados, por exemplo.</p>
<p>O argumento de que o zoneamento reduz a possibilidade de desenvolvimento regional é completamente equivocado. Existem alternativas econômicas e produtivas muito mais adequadas e adaptadas à Amazônia e outros biomas e suas realidades socioeconômicas. A produtividade e a eficiência produtiva da cana-de-açúcar na Amazônia não são compatíveis com a realidade do Centro-Sul e com áreas já apontadas para a expansão no zoneamento original. Tais áreas são com certeza suficientes para atender à demanda atual e às estimativas de crescimento do setor.</p>
<p>O ZAE original da cana-de-açúcar identificou 64,7 milhões de hectares aptos à produção de cana, sendo que destes, 19,3 milhões de hectares são áreas de alto potencial produtivo. A produção atual ocupa aproximadamente 9 milhões de hectares.</p>
<p>No Plano Nacional de Energia para 2030 está prevista a produção anual de 1,14 bilhões de toneladas de cana, demandando uma área de 13,9 milhões de hectares. Neste contexto, a principal justificativa para um aumento de produção de bicombustíveis é inapropriada, considerando que o ZAE de 2009 informa que o país teria uma área de 50,8 milhões hectares aptos à produção e sem considerar a área da Amazônia Legal.</p>
<p>Mesmo que projeto de lei foque em áreas abertas, de Cerrado e de Campos Gerais da Amazônia Legal, a pressão sobre o os ecossistemas naturais aumentará indiretamente pelo deslocamento de outras atividades produtivas e diretamente pela dificuldade do cumprimento das legislações vigentes. Ainda mais em um cenário de Código Florestal enfraquecido associado à baixa governança na Região Amazônica.</p>
<p>Melhorar e incentivar a produção de biocombustíveis no país é possível e deveria ser atrelado a uma política real de incentivo econômico, contrária à política atual de incentivo ao consumo de gasolina através da desoneração dos impostos e redução da competitividade do etanol.</p>
<p><span style="font-size: x-small;"><strong>(WWF Brasil)</strong></span></p>
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		<title>Conferência sobre florestas discute metas do milênio pós-2015</title>
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		<pubDate>Thu, 16 May 2013 13:05:55 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Henrique Andrade Camargo</dc:creator>
				<category><![CDATA[meio ambiente]]></category>
		<category><![CDATA[Notí­cias]]></category>
		<category><![CDATA[Sociedade]]></category>
		<category><![CDATA[agroflorestas]]></category>
		<category><![CDATA[Eduardo Mansur]]></category>
		<category><![CDATA[FAO]]></category>
		<category><![CDATA[ONU]]></category>
		<category><![CDATA[segurança alimentar]]></category>

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		<description><![CDATA[FAO disse que 870 milhões de pessoas no mundo passam fome diariamente; países tentam encontrar meios para que os sistemas agroflorestais possam contribuir para a nutrição e a segurança alimentar.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><span style="font-size: x-small;"><strong>Edgard Júnior, da Rádio ONU</strong></span></p>
<p><a href="http://mercadoetico.terra.com.br/website/wp-content/uploads/2013/05/floresta_250.jpg"><img class="alignleft size-full wp-image-72605" src="http://mercadoetico.terra.com.br/website/wp-content/uploads/2013/05/floresta_250.jpg" alt="" width="250" height="168" /></a>Os países reunidos na Conferência Internacional sobre Florestas para Nutrição e Segurança Alimentar, em Roma, debatem as Metas do Milênio pós 2015.</p>
<p><span style="font-size: 13px; line-height: 19px;">O diretor da Divisão de Manejo e Conservação de Florestas da Organização das Nações Unidas para Agricultura e Alimentação, Eduardo Mansur, falou sobre o assunto em entrevista à Rádio ONU, da capital italiana.</span></p>
<p><strong>Agenda pós 2015</strong></p>
<p><span style="font-size: 13px; line-height: 19px;">Mansur citou o trabalho da FAO no diálogo pós 2015.</span></p>
<p>&#8220;A agenda pós 2015 se baseia nos resultados dos objetivos do milênio. Um dos objetivos é, justamente, o ambiente sustentável, onde se enquadra o uso sustentável dos recursos naturais. Nós (FAO) estamos contribuindo com outras agências da ONU no tema de manejo sustentável das florestas e no manejo de áreas de montanha.&#8221;</p>
<p><span style="font-size: 13px; line-height: 19px;">No caso da preservação das montanhas, Mansur explicou que isso é muito importante por vários aspectos, incluindo a proteção dos recursos hídricos.</span></p>
<p><strong>Fome</strong></p>
<p>Segundo a FAO, 870 milhões de pessoas no mundo passam fome diariamente. Com a previsão de um aumento da população mundial para mais de 9 bilhões de pessoas até 2050, a produção agrícola global deve expandir 60% até lá para suprir a demanda de alimentos.<br />
A Conferência tem o objetivo de discutir especificamente como as florestas podem contribuir com a nutrição e a segurança alimentar.</p>
<p><span style="font-size: 13px; line-height: 19px;">Os países que participam do encontro querem explorar novas políticas que aumentem o papel das florestas, árvores e sistemas agroflorestais nesse sentido.</span></p>
<p><strong>Água Potável</strong></p>
<p><strong></strong>As matas cobrem aproximadamente um terço do planeta e servem de fonte de alimento e renda para 2 bilhões de pessoas.<br />
As florestas também são fonte de 75% da água potável produzida no mundo, sem falar que elas ajudam a regular o impacto das tempestades e enchentes e consomem parte do gás carbônico despejado na atmosfera.</p>
<p><span style="font-size: x-small;"><strong>(Rádio ONU)</strong></span></p>
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		</item>
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		<title>Setor privado vai investir &#8220;trilhões de dólares&#8221; na prevenção de desastres</title>
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		<pubDate>Thu, 16 May 2013 11:47:41 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Henrique Andrade Camargo</dc:creator>
				<category><![CDATA[Economia]]></category>
		<category><![CDATA[Notí­cias]]></category>
		<category><![CDATA[desastres naturais]]></category>
		<category><![CDATA[eventos climáticos extremos]]></category>
		<category><![CDATA[impactos socioambientais]]></category>
		<category><![CDATA[meio ambiente]]></category>
		<category><![CDATA[mudanças climáticas]]></category>

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		<description><![CDATA[Anúncio foi feito pelo Secretário-Geral da ONU durante o lançamento do Relatório Avaliação Global sobre Redução do Risco de Desastres, nesta quarta-feira; desastres naturais causaram perdas diretas de US$ 2,5 trilhões.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><span style="font-size: x-small;"><strong><span style="line-height: 19px;">Mônica Villela Grayley, da Rádio ONU</span></strong></span></p>
<p>O Secretário-Geral das Nações Unidas informou que o setor privado irá cooperar com uma quantia equivalente a &#8220;vários trilhões de dólares&#8221; para ajudar a prevenir os desastres em regiões consideradas de risco em todo o mundo.<br />
Segundo a ONU, os prejuízos diretos causados por desastres são de cerca de US$ 2,5 trilhões, cerca de R$ 5 trilhões.</p>
<p><strong>Parceria</strong></p>
<p>O anúncio foi feito, nesta quarta-feira, em Nova York, pelo Secretário-Geral, Ban Ki-moon, durante o lançamento do Relatório Avaliação Global sobre Redução do Risco de Desastres.</p>
<p>O documento analisou a situação de 56 países. A quantia perdida com terremotos e ciclones, por exemplo, foi de US$ 189 bilhões, somente no ano passado.</p>
<p><strong>Seguradoras e Bancos</strong></p>
<p>Já os prejuízos causados por cheias, terremotos e secas foram subestimados em pelo menos 50%. Ban também pediu uma parceria mais forte com o setor privado incluindo os bancos de investimentos e seguradoras para reduzir os riscos.</p>
<p>Segundo a ONU, as perdas econômicas causadas pelos acidentes naturais estão saindo de controle. Ban Ki-moon pediu a líderes mundiais que incorporem o gerenciamento do risco de desastres em suas estratégias de investimentos.</p>
<p>Segundo ele, os governos são responsáveis por reduzir o risco de acidentes naturais, mas o nível do risco estaria ligado na forma e no local do investimento pelo setor privado, que concentra até 85% dos investimentos em novos prédios, indústrias e na infraestrutura de cidades em todo o mundo.</p>
<p><strong>Interrupções</strong></p>
<p>O relatório foi compilado pelo Escritório da ONU de Redução de Riscos de Desastres, Unisdr na sigla em inglês.</p>
<p>Os entrevistados para a pesquisa disseram que dos 1,3 mil negócios de médio e pequeno portes em seis áreas propensas a acidentes naturais no continente americano, cerca de 75% dos pesquisados tinham sofrido interrupções nos negócios por causa de linhas elétricas, comunicações ou serviços de água danificados.</p>
<p><span style="font-size: 13px; line-height: 19px;">Mas deste total, somente 14% das empresas com menos de 100 empregados tinham um plano para gerenciamento de crises.</span></p>
<p>Na próxima semana, especialistas do setor e membros das Nações Unidas irão debater o tema num encontro em Genebra.</p>
<p><span style="font-size: x-small;"><strong>(Rádio ONU)</strong></span></p>
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		</item>
		<item>
		<title>Lei Áurea, 125 anos: a “reinvenção” do trabalho escravo no Brasil</title>
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		<pubDate>Wed, 15 May 2013 20:29:52 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Henrique Andrade Camargo</dc:creator>
				<category><![CDATA[Ética e trabalho]]></category>
		<category><![CDATA[Notí­cias]]></category>
		<category><![CDATA[Salas Temáticas]]></category>
		<category><![CDATA[Brasil]]></category>
		<category><![CDATA[Lei Áurea]]></category>
		<category><![CDATA[Leonardo Sakamato]]></category>
		<category><![CDATA[trabalho escravo]]></category>

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		<description><![CDATA["A cada ano, milhares de trabalhadores pobres são recrutados para trabalhar em fazendas, carvoarias, canteiros de obras e oficinas de costura e, posteriormente, submetidos a condições degradantes de serviço ou impedidos de romper a relação com o empregador"]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><span style="font-size: x-small;"><strong>Leonardo Sakamoto*</strong></span></p>
<p><a href="http://mercadoetico.terra.com.br/website/wp-content/uploads/2013/05/trabalho_escravo_250.jpg"><img class="alignleft size-full wp-image-72513" src="http://mercadoetico.terra.com.br/website/wp-content/uploads/2013/05/trabalho_escravo_250.jpg" alt="" width="250" height="167" /></a>A cada ano, milhares de trabalhadores pobres são recrutados para trabalhar em fazendas, carvoarias, canteiros de obras e oficinas de costura e, posteriormente, submetidos a condições degradantes de serviço ou impedidos de romper a relação com o empregador. Não raro, permanecem sem poder se desligar do empregador até que terminem a tarefa para a qual foram aliciados, sob ameaças que vão de torturas psicológicas a espancamentos e assassinatos. No Brasil, essa forma de exploração é chamada de trabalho análogo ao de escravo, escravidão contemporânea ou nova escravidão, prevista como crime no Código Penal (artigo 149), com pena de dois a oito anos de reclusão.</p>
<p>Sua natureza econômica difere da escravidão da Antiguidade clássica e daquela que aqui existia durante a Colônia e o Império, mas o tratamento desumano, a restrição à liberdade e o processo de “coisificação” são similares. O número de trabalhadores envolvidos é relativamente pequeno se comparado com a população economicamente ativa, porém não desprezível: de 1995 – quando o sistema de combate ao trabalho escravo contemporâneo foi criado pelo governo federal – até hoje, mais de 44 mil pessoas foram resgatadas dessa situação, de acordo com dados do Ministério do Trabalho e Emprego.</p>
<p>A produção capitalista necessita de espaços não capitalistas para se desenvolver. Em função de sua natureza, não admite limitações na aquisição de matéria-prima e na criação de mercados. Vale lembrar que ao longo de séculos, países e corporações têm ido à guerra por esse motivo. Em um curto espaço de tempo, de acordo com uma sinalização de demanda no Extremo Oriente, empreendimentos agropecuários no interior da Amazônia são capazes de se expandir sobre áreas, na maioria das vezes, ocupadas por populações que vivem sob outro modo de produção. Em questão de anos, surgem grandes fazendas de gado, lavouras de soja, algodão e cana-de-açúcar, além de carvoarias, produzindo matéria-prima e gêneros alimentícios, onde antes viviam populações indígenas, camponeses, comunidades quilombolas ou ribeirinhas.</p>
<p>Nessa expansão, podem coexistir tecnologia de ponta e formas ilegais de trabalho. O que parece contraditório na verdade expressa um processo fundamental para o desenvolvimento desses empreendimentos, acelerando sua capitalização e garantindo a capacidade de concorrência.</p>
<p style="text-align: center;"><div class="img aligncenter" style="width:480px;">
	<img src="http://envolverde.com.br/portal/wp-content/uploads/2013/05/libertado.jpg" alt="" width="480" height="360" />
	<div>Libertado da escravidão perdeu o dedo no serviço. Essa era a água que era obrigado a beber. Foto Leonardo Sakamoto</div>
</div>
<p>A utilização de trabalho escravo contemporâneo não é resquício de modos de produção arcaicos que sobreviveram provisoriamente à introdução do capitalismo, mas sim um instrumento utilizado pelo próprio capital para facilitar a acumulação em seu processo de expansão. A superexploração do trabalho, da qual a escravidão é sua forma mais cruel, é deliberadamente utilizada em determinadas regiões e circunstâncias como parte integrante e instrumento do capital. Sem ela, empreendimentos mais atrasados em áreas de expansão não teriam a mesma capacidade de concorrer na economia globalizada.</p>
<p>Há condições sociais que facilitam a disponibilização de mão de obra para essa pilhagem constante da força de trabalho. Em verdade, elas são consequências da existência do velho e bom exército de reserva de mão de obra, que resulta da progressiva redução da participação relativa do trabalho na composição do capital, mas também do processo de grilagem e expulsão de posseiros e de outras populações tradicionais de suas terras na região de fronteira agrícola amazônica – frequente durante o regime militar nas décadas de 1970 e 1980 e que se mantém ainda hoje – que serve tanto para aumentar o contingente de mão de obra para o campo e as cidades, quanto para ampliar os territórios dos empresários.</p>
<p>Isso, estruturalmente, gera um excedente alijado de meios de produção e emprego, diminuindo o valor de mercado a ser pago por um serviço. Os trabalhadores são impelidos a aceitar a oferta de serviço do “gato”, mesmo não recebendo garantias de que as promessas dadas no momento do recrutamento serão cumpridas. Baseado nesse contexto de fragilidade social, o empreendedor pode utilizar a mão de obra necessária pagando o montante que desejar. Que pode ser praticamente nada no caso do trabalho análogo ao escravo.</p>
<p>As propriedades rurais mais atrasadas do ponto de vista tecnológico tendem a compensar essa diferença por meio de uma constante redução da participação do “trabalho” no seu custo total. Simulam, dessa forma, uma composição orgânica do capital de um empreendimento mais moderno, em que a diminuição da participação do custo do trabalho se dá através do desenvolvimento tecnológico. Traduzindo para o português: há fazendeiros que retiram o couro do trabalhador para poder concorrer no mercado. Outros se aproveitam dessa alternativa não para gerar competitividade, mas para capitalizar-se durante um período de tempo (e depois trocar trabalhadores por colheitadeiras) ou aumentar sua margem de lucro.</p>
<p style="text-align: center;"><div class="img aligncenter" style="width:480px;">
	<img src="http://envolverde.com.br/portal/wp-content/uploads/2013/05/mata.jpg" alt="" width="480" height="360" />
	<div>Floresta substituída por pasto através de mão de obra escrava no Pará. Foto Leonardo Sakamoto</div>
</div>
<p>Esse processo de acumulação baseado em formas antigas de produção opera no momento de expansão do sistema, em que este consome formas exteriores para crescer. Depois, essas formas são introduzidas no próprio modo de produção, que continua seu avanço. Essa inserção não é automática, mas sim um processo que varia em tempo e intensidade, de acordo com o tipo de empreendimento e seu grau de modernização. Tal processo ocorre em três situações:</p>
<p>a) Há atividades que, por motivos técnicos – seja porque não é possível sua mecanização, seja porque a utilização de mão de obra demanda menor investimento inicial, continuam excessivamente dependentes de trabalho manual.</p>
<p>Um dos casos registrados de escravidão contemporânea está no desmatamento e limpeza de antigas áreas abandonadas para a introdução de empreendimentos agropecuários ou extrativistas. A força de trabalho é utilizada para derrubada de mata nativa, construção de cercas, plantação de pastos, produção de carvão vegetal, e catação de raízes para possibilitar o cultivo da soja e do algodão. Dessa forma, esses empreendimentos são capazes de gerar recursos já no momento de sua abertura.<br />
Um exemplo são os pecuaristas proprietários de terras na região de influência do polo siderúrgico de Carajás, no Pará, que produziam carvão vegetal a partir do desmatamento (na maior parte das vezes, ilegal), realizado para implantação ou ampliação de pastagem. O carvão era vendido a usinas siderúrgicas do Maranhão e do Pará para a produção de ferro-gusa, matéria-prima do aço, exportado principalmente para os Estados Unidos. E a área ficava limpa para a plantação de pastos. Os recursos obtidos na venda do carvão eram usados para construir infraestrutura ou comprar gado. Nessas duas etapas – de carvoejamento e de introdução da pecuária – foram, não raro, realizadas por trabalho análogo ao escravo. Há um gasto mínimo com a manutenção da mão de obra, superexplorada, enquanto a economia gerada pode viabilizar a concorrência ou aumentar o capital constante. Nesse caso, o ganho com a produção tem sido repassado a algumas usinas que aceitam a mercadoria mesmo com irregularidades.</p>
<p>b) Outra situação de escravidão contemporânea é encontrada em empreendimentos já implantados, mas que estão expandindo sua área, como as propriedades rurais em funcionamento que crescem em superfície cultivável a partir da derrubada de mata nativa, da limpeza de antigas áreas abandonadas, de mudanças de ramo de atividade econômica, entre outros contextos. Nesse caso, o trabalho escravo contemporâneo cumpre a função de motor de expansão em empreendimentos consolidados.</p>
<p>Empregadores utilizam tecnologia de ponta em uma área da produção, enquanto depreciam a mão de obra em outra. O grupo móvel de fiscalização do governo federal, responsável pela libertação de pessoas, encontrou 54 trabalhadores em condição análoga à de escravo na fazenda Peruano, em Eldorado dos Carajás, sudeste do Pará, em dezembro de 2001. Eles trabalhavam em atividades de ampliação da infraestrutura e do pasto nessa fazenda que produz gado e é considerada modelo no desenvolvimento de matrizes reprodutoras, inseminação artificial e comercialização de embriões. O proprietário era um dos maiores criadores da raça nelore do estado. Esse não é o único caso: há diversos exemplos de fazendas de soja e algodão que utilizam tecnologia de ponta na produção de grãos e fibras, enquanto a preparação de solo e a ampliação de área são feitas de forma arcaica, com baixo investimento.</p>
<p>Em uma operação de fiscalização de Sinop, no Estado de Mato Grosso, foram libertados 22 trabalhadores que estavam em situação de escravidão na produção de arroz e soja. A ação foi motivada por denúncias de maus-tratos e cerceamento da liberdade. Algumas pessoas não eram pagas há meses, recebendo apenas comida e alojamento – pequenas barracas de lona nas quais se amontoavam, em redes, famílias inteiras. A água que utilizavam era imprópria e servia ao mesmo tempo para consumo, banho e lavagem de roupa. Inicialmente, 40 pessoas haviam sido contratadas para a empreitada, mas como não suportaram as duras condições impostas, muitos fugiram antes de a fiscalização chegar. O proprietário tentou convencer os peões a voltarem para a Entre Rios durante a operação de fiscalização, afirmando que precisava dessa mão de obra para o serviço. Porém, apesar das alternativas de contratação oferecidas por ele, os trabalhadores se negaram a retornar – estavam com medo do comportamento violento e das constantes ameaças de espancamento do gerente da fazenda. Segundo os auditores do Ministério do Trabalho e Emprego, os empregados também eram constantemente ameaçados pelos dois “gatos” da fazenda que, assim como o gerente, andavam armados. De acordo com Valderez Monte, auditora fiscal e coordenadora da operação, os trabalhadores sempre ouviam o gerente dizer que “maranhense tem que apanhar mesmo de facão”.</p>
<p>Dois modos de produção atuam de forma complementar e simultânea. O modo arcaico serve ao moderno para garantir uma expansão de terras e benfeitorias, sem que seja necessário capitalizar grandes montantes de mais-valia provenientes da parte moderna, garantindo que esta mantenha sua competitividade no mercado enquanto cresce.</p>
<p>c) O mesmo vale para empreendimentos cujo processo de modernização é muito lento ou estagnou-se. Podem ser incluídos o plantio e a colheita de lavouras como café, cana-de-açúcar, pimenta-do-reino, frutas, arroz, tomate ou atividades de extração vegetal.</p>
<p>Assim, encontra-se trabalho escravo contemporâneo não apenas em atividades em área de expansão agropecuária, mas também em empreendimentos cuja modernização foi incompleta, em comparação com o restante do setor. Em outras palavras, o desenvolvimento capitalista de uma propriedade rural pode ter se estagnado e, sem aumento da produtividade do trabalho, ela deprecia o capital variável para continuar operando de forma viável.</p>
<div class="img aligncenter" style="width:600px;">
	<img src="http://envolverde.com.br/portal/wp-content/uploads/2013/05/oficina.jpg" alt="" width="600" height="434" />
	<div>Oficina de costura flagrada com mão de obra escrava em São Paulo. Foto Bianca Pyl</div>
</div>
<p>Nas regiões de fronteira agrícola encontra-se a maior incidência de trabalho escravo, mas esse tipo de exploração não está restrito à Amazônia ou ao Cerrado. Não é de se estranhar que empreendimentos com modernização incompleta utilizem mão de obra análoga à de escravo, como nas lavouras de cana-de-açúcar em Campos dos Goitacazes, Estado do Rio de Janeiro, ou em oficinas de costura e canteiros de obra no Estado de São Paulo.</p>
<p>Esses dois momentos, o moderno e o arcaico, se chocam ou se completam devido à sua proximidade física. Durante uma ação de fiscalização em uma fazenda do Mato Grosso, os auditores fiscais do trabalho presenciaram aviões pulverizando o campo com agrotóxicos enquanto os catadores de raízes ainda estavam na área, deixando-os cobertos de veneno.</p>
<p>Em empreendimentos pecuaristas, os vaqueiros recebem do proprietário da fazenda e do gerente ou preposto tratamento melhor que os peões, muitas vezes com contratos de trabalho. Isso deve-se ao fato de os vaqueiros serem profissionais especializados e depositários de confiança por parte do proprietário. Em diversas ocasiões, o grupo móvel de fiscalização encontrou vaqueiros atuando na vigilância dos trabalhadores recrutados para o trato do pasto, evitando que fugissem antes do fim do serviço.</p>
<p>A utilização de formas extremas de exploração da força de trabalho, em que os custos com a manutenção da mão de obra são insuficientes para a reprodução social ou biológica do indivíduo, é restrita a uma parcela pequena da população economicamente ativa. A incidência de trabalho análogo ao escravo tem sido pequena comparada ao universo de trabalhadores rurais. Com isso, ele não é capaz, diretamente, de reduzir os preços de produtos em nível nacional e internacional, mas sim os custos individuais de capitalistas, quando estes vendem commodities, ou seja, mercadorias com padrão e preço comuns.</p>
<p>Porém, por ser um instrumento de redução individual de custos, contribui com a viabilização da implantação de novos empreendimentos e, portanto, facilita a expansão agropecuária sobre áreas não inseridas no modo de produção. Maior número de áreas de produção significa aumento da oferta de mercadorias.</p>
<p>A acumulação primitiva, adotada como instrumento de capitalização, foi usada em larga escala na Amazônia para a implantação de fazendas durante o período da ditadura militar. E não foi devido a uma suposta ausência estatal que essa forma de exploração teve condições de se desenvolver; pelo contrário, é a ação direta de setores cúmplices ou coniventes do Estado que permite e incentiva esse laissez-faire no campo. Historicamente, esses empreendimentos têm conseguido recursos por intermédio dos governos federal, estadual e municipal, garantindo um nível de capital constante que permite sua atuação no mercado. As placas que mostram o financiamento da Superintendência do Desenvolvimento da Amazônia (Sudam), do Banco do Nordeste do Brasil (BNB) e do Banco da Amazônia (Basa), expostas nas porteiras das fazendas, provam que o Estado se faz presente na fronteira agrícola para o capital, através de incentivos fiscais, isenção de impostos, taxas e subsídios, e de infraestrutura para os produtores rurais, e que há uma política pública apoiando aquelas práticas. Hoje, há uma política federal de negar empréstimos a quem foi flagrado com trabalho escravo, mas ainda é muito pouco considerando o que é oferecido a quem traz o “progresso” à região.</p>
<p>Escravos contemporâneos e trabalhadores assalariados, elementos antigos e novos, convivem dentro do capitalismo de forma complementar e para o bem desse sistema.</p>
<p>A distribuição de terra não é a panacéia para o problema da exploração do trabalho no país, mas representa, por exemplo, uma importante mudança nessa estrutura e no modelo de expansão no campo brasileiro. A reforma agrária, ou seja, a socialização, pelo menos parcial, dos meios de produção no campo significaria um pesado golpe em um capital que, direta ou indiretamente, se aproveita do exército reserva de mão de obra disponível para superexplorá-la.</p>
<p>Erradicar o trabalho escravo contemporâneo requer uma mudança estrutural. Dado a falta de perspectivas de alteração do panorama visível, é necessário adotar uma postura pragmática. Há a possibilidade de atenuar o problema, diminuindo a incidência de trabalho escravo e mesmo de formas não contratuais de trabalho, por meio de alterações no modo de produção e na sua forma de expansão. Não se trata, aqui, de fazer uma revolução, mas garantir com que alguns dos nossos empresários que não gostam de regras sejam obrigados a segui-las, como assim fazem em outros lugares do mundo. Ou seja, para ter sucesso, tais políticas de combate ao trabalho escravo devem atingir de forma inequívoca a base econômica dessa estrutura.</p>
<p>No dia 13 de maio de 1888, com a Lei Áurea, o Estado deixou de reconhecer o direito de propriedade de uma pessoa sobre outra. Contudo, isso não significou que todas as relações passariam a ser guiadas por regras de compra e venda da força de trabalho mediante assalariamento, com remuneração suficiente para a manutenção do trabalhador e de sua família. O fim da escravidão não representou a melhoria na qualidade de vida de muitos trabalhadores, rurais e urbanos, uma vez que o desenvolvimento de um número considerável de empreendimentos continuou a se alimentar de formas de exploração semelhantes ao período da escravidão como forma de garantir uma margem de lucro maior ao empreendimento, dar-lhe competitividade para a concorrência no mercado ou possibilitar a presença de mão de obra em número suficiente.</p>
<p>Que entoemos, então, repetidas vezes o mesmo mantra: “onde há lucro com a exploração da dignidade, que sejam impostos severos prejuízos”. Para evitar que, em datas redondas como hoje, olhemos para trás com a falsa sensação de missão cumprida.</p>
<p><strong>* Leonardo Sakamoto é jornalista e doutor em Ciência Política.</strong></p>
<p><span style="font-size: x-small;"><strong>(Blog do Sakamoto)</strong></span></p>
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		<title>Art´Escama lança nova coleção neste sábado na Ilha da Pintada</title>
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		<pubDate>Wed, 15 May 2013 20:07:32 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Henrique Andrade Camargo</dc:creator>
				<category><![CDATA[Moda & Beleza]]></category>
		<category><![CDATA[Notí­cias]]></category>
		<category><![CDATA[Salas Temáticas]]></category>
		<category><![CDATA[artesanato]]></category>
		<category><![CDATA[beleza]]></category>
		<category><![CDATA[moda]]></category>
		<category><![CDATA[Porto Alegre]]></category>

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		<description><![CDATA[Modelos da comunidade irão desfilar peças que utilizam couro e escama de peixe]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><span style="font-size: x-small;"><strong>Art&#8217;Escama</strong></span></p>
<p><a href="http://mercadoetico.terra.com.br/website/wp-content/uploads/2013/05/Moda_artescama_520.jpg"><img class="aligncenter size-full wp-image-72506" src="http://mercadoetico.terra.com.br/website/wp-content/uploads/2013/05/Moda_artescama_520.jpg" alt="" width="520" height="347" /></a></p>
<p>&nbsp;</p>
<p>A Associação Art´Escama apresenta sua nova coleção em desfile neste sábado, 18 de maio, às 16h, no CTG Madrugada Campeira (Rua Salomão Pires Abrahão, 160), em Porto Alegre. As peças são idealizadas pelo grupo de mulheres moradoras da Ilha da Pintada, com a consultoria da <em>designer</em> Ritha Braga. Utilizam escamas de peixes do Delta do Jacuí e outros materiais, como cristais e couro de peixe do próprio Delta.</p>
<p>As peças serão usadas por manequins da comunidade da ilha. A programação será encerrada com uma noiva vestido modelo assinado por Ritha e Salete Lopes. O corpo utiliza couro de peixe e a saia contém bordados de flores de escamas.  A matéria-prima – extraída, lavada e tratada pelas mulheres &#8211; será aplicada nesse tipo de vestimenta, o que demonstra a versatilidade de seu uso.  A tonalidade natural dá um toque artesanal e exclusivo à peça.</p>
<p>A iniciativa quer ir além da simples promoção das peças, chamando a atenção para as potencialidades do bairro Arquipélago, que dispõe de rica sociobiodiversidade e um ambiente genuíno para os turistas. A atmosfera do desfile fará alusão a Porto Alegre. A intenção é apresentar para representantes de órgãos públicos, do comércio e do turismo o quanto a proposta pode ser expandida, a fim de mostrar outros ângulos e subprodutos da capital gaúcha.</p>
<p>A Art´Escama pretende criar peças artesanais para serem vendidas aos turistas que vierem para a Copa do Mundo no ano que vem. Já as novidades do desfile poderão ser adquiridas no evento e na loja da associação: o Armazém Ilha de Ideias, que também dispõe de produtos de outras técnicas artesanais.</p>
<p><strong>Serviço:</strong><br />
<strong>Desfile Nova Coleção Art´Escama</strong><br />
<strong>Quando:</strong> Sábado, às 16h (com previsão de início às 17h)<br />
<strong>Onde:</strong> CTG Madrugada Campeira, Rua Salomão Pires Abrahão, 160, Ilha da Pintada (estrada principal de acesso ao bairro, ao atravessar a pequena ponte antiga, logo à frente, na rotatória pegar à esquerda, fica no final da rua, sem saída). O acesso também pode ser por dos barcos de turismo com saída do Gasômetro até a Ilha da Pintada.<br />
Ingressos no local a R$ 10,00 por pessoa (com direito a participar do<em> happy hour</em>)</p>
<p><strong><span style="font-size: x-small;">(Art&#8217;Escama)</span></strong></p>
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		<title>Responsabilidade face ao futuro da espécie humana</title>
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		<pubDate>Wed, 15 May 2013 19:56:37 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Leonardo Boff</dc:creator>
				<category><![CDATA[Colunistas]]></category>
		<category><![CDATA[Leonardo Boff]]></category>
		<category><![CDATA[meio ambiente]]></category>
		<category><![CDATA[terra]]></category>

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		<description><![CDATA["Temos que realmente nos responsabilizar pelo futuro por temor e muito mais por amor à nossa própria vida"]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><a href="http://mercadoetico.terra.com.br/website/wp-content/uploads/2013/05/terra_250.jpg"><img class="alignleft size-full wp-image-72516" src="http://mercadoetico.terra.com.br/website/wp-content/uploads/2013/05/terra_250.jpg" alt="" width="250" height="168" /></a>Numa votação unânime de 22 de abril de 2009 a ONU acolheu a ideia, durante muito tempo proposta pelas nações indígenas e sempre relegada, de que a Terra é Mãe. Por isso a ela se deve o mesmo respeito, a mesma veneração e o mesmo cuidado que devotamos às nossas mães. A partir de agora, todo dia 22 de abril não será apenas o dia da Terra; mas, o dia da Mãe Terra.</p>
<p>Esse reconhecimento comporta consequências importantes. A mais imediata delas é que a Terra viva é titular de direitos. Mas não só ela, mas também todos os seres orgânicos e inorgânicos que a compõem; são, cada um a seu modo, também portadores de direitos. Vale dizer, cada ser possui valor intrínseco, como enfatiza a Carta da Terra, independentemente do uso ou não que fizermos dele. Ele tem direito de existir e de continuar a existir nesse planeta e de não ser maltratado nem eliminado.</p>
<p>Essa aceitação do conceito da Mãe Terra vem ao encontro daquilo que já nos anos 20 do século passado o geoquímico russo Wladimir Vernadsky (1983-1945), criador do conceito de biosfera (o nome foi cunhado do geólogo austríaco Eduard Suess (1831-1914)) chamava de ecologia global no sentido de ecologia do globo terrestre como um todo. Conhecemos a ecologia ambiental, a político-social e a mental. Faltava uma ecologia global da Terra tomada como uma complexa unidade total. Na esteira do geoquímico russo, recentemente James Lovelock, com dados empíricos novos, apresentou a hipótese Gaia, hoje já aceita como teoria científica: a Terra efetivamente comparece como um superorganismo vivo que se autorregula, tese apoiada pela teoria dos sistemas, da cibernética e pelos biólogos chilenos Maturana e Varela.</p>
<p>Vernadsky entendia a biosfera como aquela camada finíssima que cerca a Terra, uma espécie de sutil tecido indivisível que capta as irradiações do cosmos e da própria Terra e as transforma em energia terrestre altamente ativa. A vida se realiza aqui.</p>
<p>Nesse todo se encontra a multiplicidade dos seres em simbiose entre si, sempre interdependentes de forma que todos se autoajudam para existir, persistir e coevoluir. A espécie humana é parte deste todo terrestre, aquela porção que pensa, ama, intervém e constrói civilizações.</p>
<p>A espécie humana possui uma singularidade no conjunto dos seres: cabe-lhe a responsabilidade ética de cuidar, manter a condições que garantam a sustentabilidade do todo.</p>
<p>Como descrevemos no artigo anterior vivemos gravíssimo risco de destruir a espécie humana e todo o projeto planetário. Fundamos, como afirmam alguns cientistas, o antropoceno: uma nova era geológica com altíssimo poder de destruição, fruto dos últimos séculos que significaram um desarranjo perverso do equilíbrio do sistema-Terra. Como enfrentar esta nova situação nunca ocorrida antes de forma globalizada?</p>
<p>Temos pessoalmente trabalhado os paradigmas da sustentabilidade e do cuidado como relação amigável e cooperativa para com a natureza. Queremos agora, brevemente, apresentar um complemento necessário: a ética da responsabilidade do filósofo alemão Hans Jonas (1903-1993) com o seu conhecido Princípio Responsabilidade, seguido pelo Princípio Vida.</p>
<p>Jonas parte da triste verificação de que o projeto da tecnociência tornou a natureza extremamente vulnerável a ponto de não ser impossível o desaparecimento a espécie humana. Dai emerge a responsabilidade humana, formulada nesse imperativo: aja de tal maneira que os efeitos de tuas ações não destruam a possibilidade futura da vida.</p>
<p>Jonas trabalha ainda com outra categoria que deve ser bem entendida para não provocar uma paralisação: o temor e o medo (Furcht). O medo aqui possui um significado pedestre, um medo que nos leva instintivamente a preservar a vida e toda a espécie. Há efetivamente o temor que se deslanche um processo irrefreável de destruição em massa, com os meios diante dos quais não tínhamos temor em construir e que agora, temos fundado temor de que nos podem realmente destruir a todos. Daí nasce a responsabilidade face às novas tecnociências, como a biotecnologia e a nanotecnologia, cuja capacidade de destruição é inconcebível. Temos que realmente nos responsabilizar pelo futuro da espécie humana por temor e muito mais por amor à nossa própria vida.</p>
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		<title>“Eu vi a África além dos preconceitos”</title>
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		<pubDate>Wed, 15 May 2013 19:20:06 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Ladislau Dowbor</dc:creator>
				<category><![CDATA[Colunistas]]></category>
		<category><![CDATA[Economia]]></category>
		<category><![CDATA[Notí­cias]]></category>
		<category><![CDATA[África]]></category>
		<category><![CDATA[internacional]]></category>
		<category><![CDATA[mundo]]></category>
		<category><![CDATA[países emergentes]]></category>

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		<description><![CDATA[Economista brasileiro relata reunião em que continente articulou ampliação das mudanças que vive – ainda que Ocidente não enxergue…]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><span style="font-size: x-small;"><strong><span style="line-height: 19px;">Ladislau Dowbor*</span></strong></span></p>
<p><span style="font-size: 13px; line-height: 19px;"><a href="http://mercadoetico.terra.com.br/website/wp-content/uploads/2013/05/africa_b_300quad.jpg"><img class="alignleft size-full wp-image-72497" src="http://mercadoetico.terra.com.br/website/wp-content/uploads/2013/05/africa_b_300quad.jpg" alt="" width="300" height="300" /></a>A África continua a ser apresentada como o continente da violência e da miséria. A realidade é que ambas as avaliações são corretas, mas enganadoras. Primeiro, porque francamente não é um privilégio africano, as tensões estão se avolumando por toda a parte, e a miséria acumulada em outros continentes é imensa, sem falar da nova miséria nos Estados Unidos e na Europa. Segundo, porque ao lado da pesada herança, há um movimento pujante de transformações. Há inclusive, movimento recente, estudos científicos sobre por quê o jornalismo a respeito do continente insiste sempre na visão simplificada de pobreza e desgoverno, como se o prisma impossibilitasse uma compreensão das mudanças.</span></p>
<p>A revista <em>Economist</em> (2/3/2013) lançou um relatório especial interessante, <em>Emerging Africa</em>, referindo-se não mais a um continente desesperado, mas esperançoso (<em>A Hopeful Continent</em>). A economia está crescendo a um ritmo de quase 6% ao ano, os investimentos diretos externos subiram de 15 bilhões de dólares em 2002 para 46 bilhões em 2012. O comércio com a China saltou de 11 bilhões para 166 bilhões de dólares em uma década. Com a crise financeira mundial, muitos capitais estão fugindo da especulação ou do baixíssimo rendimento dos títulos públicos, e buscando novas oportunidades. Um continente que cresce rapidamente e pode rentabilizar investimentos atrai mais do que o marasmo dos países ricos.</p>
<p>Em termos institucionais, praticamente todos os países da região estão dotados de mecanismos democráticos, frágeis como em toda parte, mas progredindo. A base de impostos é ainda muito pequena, mas aumentando, o que permite a expansão de serviços públicos. A corrupção nos grandes contratos continua forte, mas estamos aprendendo a ver as coisas melhor, com os dados de James Henry, amplamente divulgados pelo <em>Economist</em> (16/2/2013). No mundo, são 20 trilhões de dólares em paraísos fiscais – dinheiro de drogas, evasão fiscal, tráfego de armas, corrupção – cerca de um terço do PIB mundial. As três principais praças de dinheiro ilegal são Delaware e Miami, nos Estados Unidos, e Londres. Os 28 principais bancos mundiais, os “sistemicamente significativos”, estão respondendo a processos por fraude, lavagem de dinheiro e outros crimes, e são basicamente europeus e norte-americanos. Barclays, HSBC, UBS, Goldman &amp; Sachs… O Brasil, aliás, contribui com 520 bilhões de dólares em dinheiro ilegal no exterior, 25% do PIB brasileiro, coisa que deveria deixar o STF sonhando um pouco mais alto. Não é privilégio da África, e obviamente os montantes não se comparam.</p>
<p>Confirma as novas esperanças a reunião anual conjunta da Comissão Econômica da África e da União Africana, em Abidjan, capital da Costa do Marfim, nos dias 26 e 27 de março de 2013. Presentes 54 países africanos, 40 ministros de economia, 15 presidentes de bancos centrais. Só africanos. Uma reunião sem palestras, apenas intervenções curtas de tomada de posição. Na pauta, uma visão geral que podemos chamar de África para os africanos, Africa First, uma tomada de consciência do valor que representam os seus recursos naturais, que vão do petróleo até as suas imensas reservas em solo e água, e da necessidade de repensar o conjunto dos relacionamentos para dentro e para fora do continente.</p>
<p>A ordem não é mais o “ajuste estrutural”, como foi ditado pelo FMI e países dominantes, e sim a “transformação estrutural.” Numa era de sede planetária por recursos naturais, a África se vê com muita capacidade financeira. Inicialmente utilizados para um consumo de luxo por elites, gradualmente estão sendo deslocados para lançar os fundamentos de uma nova capacidade econômica. Infraestruturas, banda larga generalizada, educação, e produção local. Em particular, está sendo discutida uma industrialização centrada no aproveitamento dos próprios recursos naturais que geraram estas capacidades financeiras. Ligar a agro-exportação ou a extração mineral a exigências de investimentos locais a jusante e a montante, dinamizando fornecedores locais e agregando valor aos produtos transformados.</p>
<p>Criou-se uma articulação entre três instituições de primeira importância, a Comissão Econômica para a África (UNECA), a União Africana (UA) e o Banco Africano de Desenvolvimento (BAD). Junta-se assim a capacidade de informação e análise, a base política e a capacidade financeira. Ou seja, criou-se, incorporando iniciativas anteriores como a NEPAD, um instrumento de orientação pan-africana das iniciativas de cada país. Isto é vital para um continente onde as infraestruturas e circuitos comerciais nasceram fragmentados e centrífugos, cada país dispondo por exemplo de uma ferrovia ligando a região de exploração de recursos com o porto de exportação, mas com quase nenhuma articulação interna. Isto é familiar para o Brasil, onde praticamente todas as capitais são portuárias, e onde nos falta ainda uma ligação decente transcontinental, no momento em que a bacia econômica do mundo está se deslocando para o Pacífico. Aliás a América Latina também pode ser vista, neste sentido, como um subcontinente oco, com um miolo relativamente vazio.</p>
<p>Foram aprovados nove eixos que deverão orientar o desenvolvimento econômico e social nesta década: apoio técnico à política macro-econômica; integração regional das infraestruturas e trocas comerciais; tecnologias para a apropriação dos recursos naturais africanos de maneira sustentável (African Mining Vision entre outros); aprimoramento e gestão em rede dos sistemas estatísticos para monitorar a formulação de políticas; desenvolvimento das capacidades institucionais; desenvolvimento de subprogramas de promoção e inclusão da mulher nas atividades econômicas e sociais; organização de subprogramas integrados para as cinco regiões que compõem o continente (Central, Norte, Sul, Leste, Oeste); investimento na capacidade de planejamento e administração nos países membros; políticas de desenvolvimento social, com particular atenção para as políticas de emprego e voltadas à juventude.</p>
<p>As propostas culminaram na aprovação oficial na reunião de Abidjan, mas haviam sido amplamente negociadas com todos os países da região. Segundo o documento aprovado, “o consenso nas visões que emergem é que tornou-se imperativo para a África usar o crescimento atual como plataforma para uma ampla transformação estrutural. Para fazê-lo, deverá empoderar-se para contar a sua própria história, e a sua política de desenvolvimento deverá colocar Africa First. Isto também significa uma contínua e estreita colaboração entre as três instituições pan-africanas, ADB, AU e ECA, para assegurar coerência e sinergia na implementação do programa.”</p>
<p>Interessante notar que havia na reunião apenas alguns convidados não africanos, dos quais dois brasileiros: Glauco Arbix, presidente da FINEP, particularmente interessante para as políticas de inovação que os africanos querem dinamizar, e eu que escrevo estas linhas, como convidado especial, pelo interesse dos ministros em ouvirem como o Brasil articula políticas econômicas e sociais. Francamente, como trabalhei sete anos em diversos países da África, tentando ampliar capacidades estatísticas e de planejamento, já tinha visto muitas reuniões “decisivas” e pouco transformadoras. Na minha compreensão e conhecimento, aqui realmente estamos assistindo a algo novo. Sobretudo porque, além de discursos e compromissos, geraram-se instituições de gestão das resoluções, não criando novas burocracias, mas articulando as três instituições que no contexto africano demonstraram a sua capacidade.</p>
<p>Presa na herança estrutural terrível do passado, peão de interesses mundiais contraditórios na guerra fria, manobrada e fragmentada por interesses neocoloniais, apropriada e corrompida por corporações transnacionais, a África não tem caminho fácil nem rápido pela frente. Mas a nova consciência do seu peso, da sua importância e dos seus direitos, no momento em que as economias dominantes estão enredadas com as suas próprias desgraças, abre sim muita esperança. É a ideia de uma África emergente.</p>
<p><strong>* Ladislau Dowbor é economista e professor titular no Departamento de Pós-Graduação da Pontifícia Universidade Católica de São Paulo (PUC-SP).</strong></p>
<p><span style="font-size: x-small;"><strong>(Outras Palavras)</strong></span></p>
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		<title>A ONU recomenda: coma insetos</title>
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		<pubDate>Wed, 15 May 2013 19:02:32 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Henrique Andrade Camargo</dc:creator>
				<category><![CDATA[Notí­cias]]></category>
		<category><![CDATA[Sociedade]]></category>
		<category><![CDATA[alimentação]]></category>
		<category><![CDATA[FAO]]></category>
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		<category><![CDATA[saúde]]></category>

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		<description><![CDATA[A FAO lançou uma campanha para estimular a criação industrial de insetos com fins alimentares, dado seu alto teor nutricional, onipresença e baixo custo.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><span style="font-size: x-small;"><strong>Regina Scharf, da Página 22</strong></span></p>
<p><span style="font-size: 13px; line-height: 19px;"><a href="http://mercadoetico.terra.com.br/website/wp-content/uploads/2013/05/gafanhoto_250.jpg"><img class="size-full wp-image-72490 alignleft" src="http://mercadoetico.terra.com.br/website/wp-content/uploads/2013/05/gafanhoto_250.jpg" alt="" width="250" height="168" /></a>A Organização das Nações Unidas para a Agricultura e a  Alimentação (FAO) lançou ontem uma campanha para estimular a criação industrial de insetos com fins alimentares, dado seu alto teor nutricional, onipresença e baixo custo. O assunto está sendo motivo de chacota nas redes sociais, mas vamos dar uma olhada sóbria nos dados apresentados pela ONU.</span></p>
<p>Cerca de 1.900 insetos já integram a dieta tradicional de um terço da população mundial. Pense na farofa de içá, feita com o abdômen da formiga tanajura, prato caipira típico do interior de São Paulo. Ou nos besouros vendidos vivos, voando dentro de sacos de plástico, em mercados mexicanos. Gabril Tchango, ministro de Florestas do Gabão, lembrou durante o evento, na sede da FAO, em Roma, que os insetos são responsáveis por 10% da proteína animal consumida naquele país da costa oeste da África.</p>
<p>Estudo recém-concluído pela FAO, em parceria com a Universidade de Wageningen, nos Países Baixos, um dos maiores centros de pesquisa do assunto, indica que os insetos mais requisitados para fins alimentares são os besouros (31%), seguidos por lagartas (18%), abelhas, vespas e formigas (14%) e gafanhotos ou grilos (13%). Uma versão em inglês do documento, “Edible insects, Future prospects for food and feed security“, que mapeia o grande potencial de mercado da entomofagia, pode ser baixada no site da organização.</p>
<p>As possibilidades são, de fato, quase  ilimitadas. Segundo a FAO, os insetos representam mais da metade do milhão de espécies já descritas no planeta. Um das poucas classes de animais que podem se beneficiar num cenário de aquecimento global, eles se reproduzem rapidamente, são ricos em proteínas, gordura e minerais e podem ser consumidos inteiros ou convertidos em complemento alimentar em pó. As várias espécies de grilos têm entre 8 e 20 miligramas de ferro por 100 gramas de peso seco, mais do que os 6 miligramas encontrados num peso equivalente de carne bovina. E criar insetos é bem mais barato. A produção de um quilo de besouros ou gafanhotos demanda dois quilos de restos de alimentos e outros resíduos orgânicos, enquanto o quilo de carne bovina requer 8 kg de ração. Eles também consomem menos água e produzem um volume menor de gases-estufa que a pecuária tradicional. Como têm sangue frio, eles não precisam do alimento para manter estável a temperatura do corpo.</p>
<p>Mas as barreiras à adoção de um cardápio à base de almôndegas de gafanhoto e confeitos de ovas de mosca não são meramente culturais. A Europa, por exemplo, proibe a comercialização de produtos alimentares à base de insetos. O diário francês Libération contou recentemente como um visitante de Burkina Faso teve apreendidos 94 quilos de cochonilha – segundo ele para consumo pessoal – ao chegar ao aeroporto em Londres. Essas dificuldades são discutidas por Arnold van Huis, uma das maiores autoridades no assunto e um dos autores do estudo publicado pela FAO, numa conferência TED, que você pode ver no vídeo ao lado, em inglês.</p>
<p>O que você acha dessa iniciativa? É uma boa estratégia para valorizar uma fonte de nutrientes negligenciada, que pode inclusive favorecer a manutenção de florestas? Ou seria uma medida desesperada de uma organização que não faz a menor ideia de como alimentar um planeta cada vez mais populoso?</p>
<p><span style="font-size: x-small;"><strong>(Blog De Lá Pra Cá/ Página 22)</strong></span></p>
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		<title>O mundo em 2030</title>
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		<pubDate>Wed, 15 May 2013 19:00:03 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Henrique Andrade Camargo</dc:creator>
				<category><![CDATA[Notí­cias]]></category>
		<category><![CDATA[Sociedade]]></category>
		<category><![CDATA[CIA]]></category>
		<category><![CDATA[Estados Unidos]]></category>
		<category><![CDATA[Ignacio Ramonet]]></category>

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		<description><![CDATA["Principal constatação do documento quadrianual elaborado pela CIA é o declínio do Ocidente"]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><span style="font-size: x-small;"><strong>Ignacio Ramonet*</strong></span></p>
<p><span style="font-size: 13px; line-height: 19px;">De quatro em quatro anos, no início de cada novo mandato presidencial nos Estados Unidos, o National Intelligence Council (NIC), o departamento de análise e antecipação geopolítica e econômica da Central Intelligence Agency (CIA) publica um relatório que se converte automaticamente numa referência para todas as chancelarias do mundo.</span></p>
<p>Ainda que obviamente se trate de uma visão muito parcial (a de Washington), elaborada por uma agência, a CIA, cuja principal missão é defender os interesses dos Estados Unidos, o relatório estratégico do NIC apresenta uma indiscutível utilidade porque resulta de uma posição conjunta – revista por todas as agências de segurança dos Estados Unidos – de estudos elaborados por peritos independentes de várias universidades e de muitos outros países (Europa, China, Índia, África, América Latina, mundo árabe-muçulmano etc.).</p>
<p>O documento confidencial que o presidente Barack Obama encontrou na sua mesa de trabalho na Casa Branca no passado dia 21 de janeiro, ao tomar posse do seu segundo mandato, foi publicado com o título: Global Trends 2030 &#8211; Alternative Worlds (Tendências mundiais 2030: novos mundos possíveis). Que nos diz?</p>
<p>A principal constatação é: o declínio do Ocidente. Pela primeira vez desde o século XV, os países ocidentais estão a perder poder face à subida das novas potências emergentes. Começa a fase final de um ciclo de cinco séculos de dominação ocidental do mundo. Ainda que os Estados Unidos continuem a ser uma das principais potências planetárias, perderão a sua hegemonia econômica a favor da China. E já não exercerá a sua “hegemonia militar solitária” como o faz desde o fim da Guerra Fria (1989). Caminhamos para um mundo multipolar no qual novos atores (China, Índia, Brasil, Rússia, África do Sul) têm como vocação constituir sólidos polos continentais e disputar a supremacia internacional a Washington e aos seus aliados históricos (Japão, Alemanha, Reino Unido, França).</p>
<p>Para ter uma ideia da importância e da rapidez da decadência ocidental que se avizinha, basta assinalar estes dados: a parte dos países ocidentais na economia mundial vai passar dos atuais 56% para cerca de 25% em 2030&#8230; Ou seja, em menos de vinte anos, o Ocidente perderá mais de metade da sua preponderância econômica&#8230; Uma das principais consequências disto é que os Estados Unidos e os seus aliados já não terão provavelmente os meios financeiros para assumir o papel de polícias do mundo&#8230; De tal modo que esta mudança estrutural (somada à profunda crise econômico-financeira atual) poderá conseguir o que nem a União Soviética nem a Al Qaeda conseguiram: debilitar durante muito tempo o Ocidente.</p>
<p>Segundo este relatório, a crise na Europa durará pelo menos um decênio, isto é, até 2023&#8230; E, sempre segundo este documento da CIA, não é seguro que a União Europeia consiga manter a sua coesão. Enquanto isso, se confirma a emergência da China como a segunda economia mundial e com vocação para se converter na primeira. Ao mesmo tempo, os demais países do grupo chamado BRICS (Brasil, Rússia, Índia e África do Sul) instalam-se em segunda linha competindo diretamente com os antigos impérios dominantes do grupo JAFRU (Japão, Alemanha, França, Reino Unido).</p>
<p>Em terceira linha, aparecem agora uma série de potências intermédias, com demografias em alta e fortes taxas de crescimento econômico, chamadas a se converter também em polos hegemônicos regionais e com tendência a se transformar num grupo de influência mundial, o CINETV (Colômbia, Indonésia, Nigéria, Etiópia, Turquia, Vietnã).</p>
<p>Mas de hoje a 2030, no Novo Sistema Internacional, algumas das maiores coletividades do mundo já não serão países, mas comunidades congregadas e vinculadas entre si pela internet e pelas redes sociais. Por exemplo, ‘Facebooklândia’: mais de um bilhão de usuários&#8230; Ou ‘Twitterlândia’, mais de 800 milhões&#8230; Cuja influência, na “guerra dos tronos” da geopolítica mundial, poderá revelar-se decisiva. As estruturas de poder esmaecer-se-ão graças ao acesso universal à rede e ao uso de novas ferramentas digitais.</p>
<p>A este respeito, o relatório da CIA anuncia o aparecimento de tensões entre os cidadãos e alguns governos numa dinâmica que vários sociólogos qualificam de ‘pós-políticas’ ou ‘pós-democráticas’&#8230; Por um lado, a generalização do acesso à rede e a universalização do uso das novas tecnologias permitirão à cidadania atingir altas quotas de liberdade e desafiar os seus representantes políticos (como durante as primaveras árabes ou na crise dos “indignados”). Mas, ao mesmo tempo, segundo os autores do relatório, estas mesmas ferramentas eletrônicas proporcionarão aos governos “uma capacidade sem precedentes para vigiar os seus cidadãos”.</p>
<p>“A tecnologia – acrescentam os analistas de Global Trends 2030 – continuará a ser o grande nivelador, e os futuros magnatas da internet, como poderá ser o caso do Google e do Facebook, possuem montanhas de bases de dados, e manejam em tempo real muito mais informação que qualquer governo”. Por isso, a CIA recomenda à administração dos Estados Unidos que faça frente a essa ameaça eventual das grandes corporações da internet ativando o Special Collection Service, um serviço de espionagem ultra-secreto – administrado conjuntamente pela NSA (National Security Service) e o SCE (Service Cryptologic Elements) das Forças Armadas – especializado na captação clandestina de informações de origem eletromagnética. O perigo de que um grupo de empresas privadas controle toda essa massa de dados reside, principalmente, em que poderia condicionar o comportamento em grande escala da população mundial e inclusive das entidades governamentais. Também se teme que o terrorismo jihadista seja substituído por um ciberterrorismo ainda mais surpreendente.</p>
<p>A CIA toma tão a sério este novo tipo de ameaças que, eventualmente, o declínio dos Estados Unidos não terá sido provocado por uma causa externa, mas por uma crise interna: o colapso econômico ocorrido a partir de 2008. O relatório insiste em que a geopolítica de hoje deve interessar-se por novos fenômenos que não possuem forçosamente um carácter militar. Pois, ainda que as ameaças militares não tenham desaparecido (veja-se as intimidações armadas contra a Síria ou a recente atitude da Coreia do Norte e o seu anúncio de um possível uso de armas nucleares), os perigos principais que ocorrem hoje nas nossas sociedades são de ordem não militar: mudança climática, conflitos econômicos, crime organizado, guerras eletrônicas, esgotamento dos recursos naturais&#8230;</p>
<p>Sobre este último aspeto, o relatório indica que um dos recursos que mais aceleradamente se está a esgotar é a água doce. Em 2030, cerca de 60% da população mundial terá problemas de abastecimento de água, dando lugar ao aparecimento de “conflitos hídricos”&#8230; Quanto ao fim dos hidrocarbonetos, a CIA mostra-se, pelo contrário, bem mais otimista que os ecologistas. Graças às novas técnicas de fraturação hidráulica, a exploração do petróleo e do gás de xisto está a atingir níveis excecionais. Os Estados Unidos já são autossuficientes em gás, e em 2030 sê-lo-ão em petróleo, o que embaratece os seus custos de produção manufatureira e exorta à relocalização das suas indústrias. Mas se os Estados Unidos – principal importador atual de hidrocarbonetos– deixar de importar petróleo, é de prever que os preços caiam significativamente. Quais serão então as consequências para os atuais países exportadores?</p>
<p>No mundo para que vamos, cerca de 60% das pessoas viverão, pela primeira vez na história da humanidade, nas cidades. E, como consequência da redução acelerada da pobreza, as classes médias serão dominantes e triplicar-se-ão, passando de 1.000 para 3.000 milhões de pessoas. Isto, que em si é uma revolução colossal, acarretará como sequela, entre outros efeitos, uma mudança geral nos hábitos culinários e, em particular, um aumento do consumo de carne à escala planetária. O que agravará a crise ambiental. Porque multiplicar-se-á a criação de gado, de porcos e de aves; e isso supõe um aumento do gasto de água (para produzir alimentos), de pastos, de adubos e de energia, com repercussões negativas em termos do efeito de estufa e do aquecimento global&#8230;</p>
<p>O informe da CIA anuncia também que, em 2030, os habitantes do planeta serão 8.400 milhões, mas o aumento demográfico cessará em todos os continentes menos em África, com o consequente envelhecimento geral da população mundial. Pelo contrário, o vínculo entre o ser humano e as tecnologias de prótese acelerará a criação de novas gerações de robôs e o aparecimento de super-homens” capazes de proezas físicas e intelectuais inéditas.</p>
<p>O futuro é poucas vezes previsível. Não é por isso que há que deixar de o imaginar em termos de prospetiva, preparando-nos para atuar perante diversas circunstâncias possíveis, das quais uma só se produzirá. Ainda que já tenhamos advertido que a CIA tem o seu próprio ponto de vista subjetivo sobre a marcha do mundo, condicionado pelo prisma da defesa dos interesses norte-americanos, o seu relatório tetranual não deixa de constituir uma ferramenta extremamente útil. A sua leitura ajuda-nos a tomar consciência das rápidas evoluções em curso e a refletir sobre a possibilidade de cada um de nós para intervir e para fixar o rumo. Para construir um futuro mais justo.</p>
<p><strong>*Ignacio Ramonet é jornalista e sociólogo galego.</strong></p>
<p><strong></strong><em>Artigo publicado em Le Monde Diplomatiqueem espanhol e disponível em monde-diplomatique.es. Tradução de Carlos Santos para esquerda.net</em></p>
<p><span style="font-size: x-small;"><strong>(Carta Maior)</strong></span></p>
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		<title>Instituto Ethos lança Carta de Compromisso pela Gestão Sustentável de Resíduos Sólidos</title>
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		<pubDate>Wed, 15 May 2013 18:49:51 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Henrique Andrade Camargo</dc:creator>
				<category><![CDATA[Negócios sustentáveis]]></category>
		<category><![CDATA[Notí­cias]]></category>
		<category><![CDATA[Salas Temáticas]]></category>
		<category><![CDATA[Instituto Ethos]]></category>
		<category><![CDATA[lixo]]></category>
		<category><![CDATA[Política Nacional de Resíduos Sólidos]]></category>
		<category><![CDATA[responsabilidade social corporativa]]></category>
		<category><![CDATA[responsabilidade social empresaria]]></category>
		<category><![CDATA[RSE]]></category>

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		<description><![CDATA[Documento busca a adesão voluntária de companhias em todos os setores para agilizar a implementação da PNRS entre os governos e o âmbito corporativo]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><span style="font-size: x-small;"><strong>Flávia Albuquerque, da Agência Brasil</strong></span></p>
<p>Pelo menos 62 empresas já aderiram à Carta de Compromisso pela Gestão Sustentável de Resíduos Sólidos, lançada ontem (14) pelo Instituto Ethos, na capital paulista. O documento busca a adesão voluntária de companhias em todos os setores para agilizar a implementação da Política Nacional de Resíduos Sólidos (PNRS) entre os governos e o âmbito corporativo. Entre os compromissos das empresas estão a destinação ambientalmente correta dos resíduos gerados em suas atividades, a promoção de coleta seletiva em projetos patrocinados pela empresa e o estímulo a pesquisas sobre o ciclo de vida dos produtos.</p>
<p>O gerente executivo de Políticas Públicas do Instituto Ethos, Caio Magri, explicou que para os governos a Carta pede a revisão fiscal e tributária para auxiliar na ampliação do mercado da reciclagem e da logística reversa; a criação de mecanismos eficientes para fiscalização e autuação, visando a garantia dos acordos setoriais, e o investimento para abertura de mais aterros sanitários em todo o país. “O objetivo é que essas novas políticas públicas, aqui sinalizadas, possam ser um vetor de indução de mudanças para as empresas e o mercado, contribuindo de forma decisiva para a PNRS”.</p>
<p>Magri reforçou que é preciso colocar a PNRS como um marco regulatório para todos os estados, harmonizando as políticas públicas, já que em alguns pontos há políticas locais contraditórias ou incompletas do ponto de vista da PNRS. “Precisamos de um marco regulatório que seja igual para todos e a referência e o mais avançado que nós temos é a PNRS. Há municípios, por exemplo, que têm leis de tratamento de resíduos que não incluem os catadores. Isso é um equívoco. A lei tem que ser mudada. Os estados e municípios têm que mudar a lei”.</p>
<p>O representante do Ministério do Meio Ambiente, Nei Maranhão, falou que o Brasil é assimétrico em muitos aspectos e com avanço diferenciado para a evolução das prática das políticas públicas estabelecidas pelo governo federal. “Eu acho que nossa lei de resíduos sólidos é muito inovadora porque propõe gestão compartilhada, obrigando que haja envolvimento entre consumidores, fabricantes e a cadeia de distribuição, assim como o poder público”.</p>
<p>O presidente do Instituto Ethos, Jorge Abrahão, destacou que a entidade tem tentando contribuir com a criação de espaços que propiciem o avanço das agendas e reconhecendo a importância da integração com a sociedade civil. “Somente com a combinação de esforços das empresas, aprendendo com a sociedade civil e dialogando fortemente com o governo, é que o país conseguirá vencer os desafios que existem”.</p>
<p><span style="font-size: x-small;"><strong>(Agência Brasil)</strong></span></p>
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		<title>Mercado de carbono sul-coreano será o mais ambicioso do planeta, afirma análise</title>
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		<pubDate>Wed, 15 May 2013 18:44:38 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Henrique Andrade Camargo</dc:creator>
				<category><![CDATA[Economia]]></category>
		<category><![CDATA[Notí­cias]]></category>
		<category><![CDATA[Coréia do Sul]]></category>
		<category><![CDATA[Mecanismo de Desenvolvimento Limpo (MDL)]]></category>
		<category><![CDATA[mercado de carbono]]></category>

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		<description><![CDATA[Preço da tonelada do gás pode chegar a US$ 90, muito acima dos US$ 3,89 de outros mercados]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><span style="font-size: x-small;"><strong>Fabiano Ávila, do Instituto CarbonoBrasil</strong></span></p>
<p><a href="http://mercadoetico.terra.com.br/website/wp-content/uploads/2013/05/carbono_taxa_250.jpg"><img class="alignleft size-full wp-image-72519" src="http://mercadoetico.terra.com.br/website/wp-content/uploads/2013/05/carbono_taxa_250.jpg" alt="" width="250" height="168" /></a>As consultorias <em>Bloomberg New Energy Finance</em> e <em>Ernst &amp; Young </em>divulgaram na semana passada uma análise sobre o futuro mercado de carbono da Coreia do Sul, que deverá entrar em vigor em 18 meses, e afirmaram que o preço da tonelada de carbono poderá chegar a US$ 90.</p>
<p>Trata-se de um valor muito acima dos praticados em outros mercados, como o europeu, onde o carbono segue sendo negociado na faixa dos US$ 3,89 (€ 3), e o californiano, US$ 14.</p>
<p>O preço se justificaria porque as metas de redução das emissões de gases do efeito são realmente ambiciosas, prometendo um corte de 19% até 2020 com relação ao nível de 2010.</p>
<p>Outro fator que elevaria o custo do carbono é a severa restrição ao uso de créditos estrangeiros, como os gerados pelo Mecanismo de Desenvolvimento Limpo (MDL). Cada empresa sul-coreana poderá compensar no máximo 28% de suas emissões com esses créditos.</p>
<p>“Antecipamos que o esquema de comércio de emissões da Coreia do Sul cobrirá cerca de 70% de todas as emissões do país, criando a demanda para o abatimento de mais de 200 milhões de toneladas até 2020 – praticamente o dobro dos mercados australiano e europeu”, afirma a análise.</p>
<p>As consultorias alertam que se não for criado o <em>cap-and-trade</em>, as emissões industriais do país podem subir quase 40% e as do setor elétrico, 20% até 2020.</p>
<p>O governo sul-coreano ainda está negociando com os setores empresariais os detalhes do novo esquema, mas no começo de maio o diretor interino do Ministério de Meio Ambiente, Lee Hyung Sup, afirmou que “a preparação está em curso e dentro do prazo. O cap-and-trade começará em uma versão de testes em 2014 e estará em vigor em 2015.”</p>
<p>Leia a análise South Korea&#8217;s Emissions Trading Scheme</p>
<p><span style="font-size: x-small;"><strong>(Instituto CarbonoBrasil)</strong></span></p>
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		<title>Economia verde pode ser a resposta para a crise</title>
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		<pubDate>Wed, 15 May 2013 18:37:24 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Henrique Andrade Camargo</dc:creator>
				<category><![CDATA[Economia]]></category>
		<category><![CDATA[Notí­cias]]></category>
		<category><![CDATA[economia verde]]></category>
		<category><![CDATA[meio ambiente]]></category>
		<category><![CDATA[PNUMA]]></category>

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		<description><![CDATA[As novas oportunidades de negócios relacionadas com as tecnologias de baixo carbono ajudarão a estimular o desenvolvimento sustentável do planeta, aponta relatório do Programa de Meio Ambiente das Nações Unidas]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><span style="font-size: x-small;"><strong>Fabiano Ávila, do Instituto CarbonoBrasil</strong></span></p>
<p><span style="font-size: 13px; line-height: 19px;"><a href="http://mercadoetico.terra.com.br/website/wp-content/uploads/2013/05/economia_verde_250.jpg"><img class="alignleft size-full wp-image-72522" src="http://mercadoetico.terra.com.br/website/wp-content/uploads/2013/05/economia_verde_250.jpg" alt="" width="250" height="168" /></a>Já há algum tempo o setor privado vem percebendo que falar em ‘economia verde’ não é apenas uma questão de ser amigável ao meio ambiente, mas uma nova maneira de fazer negócios que gera muitas oportunidades e ganhos.</span></p>
<p>Um novo relatório do Programa de Meio Ambiente das Nações Unidas (PNUMA), constata essa tendência, apontando que produtos e serviços sustentáveis podem estimular o crescimento econômico mundial e tirar milhões da pobreza.</p>
<p>Intitulado Economia e Comércio Verde: Tendência, Desafio e Oportunidade, o documento afirma, por exemplo, que o mercado global de baixo carbono e tecnologias de eficiência energética triplicará até 2020, chegando US$ 2,2 trilhões.</p>
<p>“Realizar a transição para a economia verde pode facilitar novas oportunidades comerciais, as quais podem ajudar a fazer o comércio mundial mais sustentável”, afirmou Achim Steiner, sub-secretário-geral e diretor executivo do PNUMA.</p>
<p>O relatório destaca que as grandes nações em desenvolvimento, incluindo o Brasil, têm tudo para serem as maiores beneficiadas por essa transição, pois são países com abundantes reservas de recursos renováveis e ambientais.</p>
<p>“O comércio de produtos e serviços ambientais é claramente uma área na qual muitos países em desenvolvimento apresentam uma vantagem competitiva. Com as políticas certas e com regimes de preços atuando, essas nações estariam muito bem posicionadas para ajudar a incentivar a transição global para uma economia mais sustentável”, explicou Steiner.</p>
<p><strong>Seis Setores</strong></p>
<p>O PNUMA analisou seis setores – agricultura, pesca, florestas, manufatura, energia renovável e turismo – considerados fundamentais para o avanço de um modelo econômico mais sustentável.</p>
<p>De acordo com o relatório, a agricultura está sob constante ameaça por causa da perda da biodiversidade e dos serviços ambientais, das mudanças climáticas e da escassez dos resíduos hídricos. Continuar com o modelo atual servirá apenas para agravar esses perigos.</p>
<p>“Por outro lado, métodos de produção mais sustentáveis melhorarão a produtividade e garantirão o futuro da atividade. Além disso, permitirão que mais agricultores tenham acesso às redes internacionais de mercadorias certificadas”, afirma o documento.</p>
<p>O mercado global de alimentos orgânicos e bebidas, por exemplo, deve crescer para US$ 105 bilhões até 2015, sendo que estava estimado em US$ 62,9 bilhões em 2011.</p>
<p>Sobre a pesca, o PNUMA alerta que as dez mais importantes espécies do setor estão sendo comercializadas em níveis muito além do que seria sustentável para manter as populações constantes.</p>
<p>“Apesar de a redução da pesca ser uma necessidade, o crescimento do comércio de produtos certificados pode melhorar os ganhos do setor ao agregar valor e aumentar a produtividade.”</p>
<p>Ainda sobre a pesca, o relatório aponta as oportunidades de aquicultura, um mercado que deve chegar a US$ 1,25 bilhão até 2015.</p>
<p>A cobertura florestal mundial está caindo e as pressões sobre as reservas devem continuar crescendo, aponta o PNUMA. Nesse sentido, uma transição para a economia verde forçaria a adoção de melhores práticas de exploração e exigiria certificados e padrões de qualidade.</p>
<p>Atualmente, a venda de produtos florestais certificados já movimenta mais de US$ 20 bilhões ao ano, um valor que cresceria exponencialmente se mais países obrigassem seus mercados internos a comprar apenas madeira com origem comprovada.</p>
<p>O documento também destaca que ferramentas como o Mecanismo de Desenvolvimento Limpo (MDL) e a redução de emissões por desmatamento e degradação, conservação, manejo florestal sustentável, manutenção e aumento dos estoques de carbono florestal (REDD+) oferecem uma grande oportunidade de crescimento sustentável para os países em desenvolvimento.</p>
<p>Sobre a manufatura, o PNUMA afirma que o setor responde por 35% do uso de energia e por mais de 20% das emissões de gases do efeito estufa mundiais, além, é claro, dos impactos da poluição. Felizmente, segundo o relatório, cada vez mais empresas estão se dando conta de que adotar práticas ambientais abre portas para novos mercados e consumidores.</p>
<p>“Entre 1999 e 2009 houve um aumento de 1500% na procura pelo ISO 14001, que certifica o gerenciamento ambiental [...] Também está sendo registrado o crescimento da adoção de estratégias de eficiência, que visam lidar com os custos da energia e matéria-prima.”</p>
<p>Como um exemplo dessas estratégias, o relatório destaca o conceito da “economia circular”, que foi adotado no plano quinquenal chinês de 2006 a 2010. Segundo essa noção, todas as empresas do país devem colocar ênfase máxima no uso eficiente dos recursos e no reaproveitamento de materiais originários de outros processos industriais.</p>
<p>Com isso, o governo chinês teria impulsionado o setor de remanufatura, ou seja, as empresas que trabalham com a reutilização de produtos usados. Os números oficiais apontam que esse setor passará a movimentar mais de US$ 6,5 bilhões em 2015, um salto gigantesco dos US$ 320 milhões registrados em 2011.</p>
<p>Sobre as energias renováveis, o PNUMA afirma que elas têm um papel fundamental para ajudar a atender a crescente demanda global, que deve aumentar em mais de 30% até 2035.</p>
<p>“A fatia das renováveis já está perto dos 20%. Com a capacidade continuando a crescer e os preços a cair, é provável que essa participação aumente rapidamente. O maior uso de fontes limpas traz benefícios econômicos, climáticos, ambientais e de saúde pública.”</p>
<p>O relatório mostra que em 2010 mais de 3,5 milhões de pessoas já estavam trabalhando direta ou indiretamente no setor de energias renováveis e que as estimativas para 2030 são de que 12 milhões estejam empregadas na área de biocombustíveis, 2,1 milhões, na eólica, e 6,3 milhões, na solar.</p>
<p>A queda dos preços desse tipo de tecnologia também é marcante, com o custo da geração solar caindo mais de 30% entre 2011 e 2012.</p>
<p>Para o turismo, o PNUMA destaca que a área que mais cresce é justamente o ecoturismo.</p>
<p>“Muitas nações em desenvolvimento podem tirar grande proveito de suas qualidades ambientais para impulsionar a indústria do turismo [...] Proteger a natureza nessas regiões é uma clara oportunidade de crescimento econômico que não deveria ser desperdiçada.”</p>
<p>De acordo com o relatório, áreas de reserva na Costa Rica, por exemplo, recebem mais de um milhão de visitantes por ano, movimentando cerca de US$ 5 milhões. No entanto, é o México que mais está tirando vantagem de suas belezas naturais, sendo que as zonas protegidas do país recebem 14 milhões de turistas anualmente, gerando mais de 25 mil empregos.</p>
<p><strong>Desafios</strong></p>
<p>Apesar de reconhecer que a transição para a economia verde está se acelerando, o PNUMA lista uma série de questões que ainda precisam ser melhoradas e incentivadas.</p>
<p>São necessários mais investimentos em infraestrutura, assistência técnica e programas de educação para facilitar a expansão das energias renováveis, por exemplo. Também para esse objetivo, seria fundamental acabar com os subsídios que são destinados anualmente para a exploração das fontes fósseis.</p>
<p>Também é preciso criar legislações nacionais que incentivem a adoção de padrões e certificações. Assim como a União Europeia baniu o comércio de madeira ilegal, outros países devem fazer o mesmo. Isso vale também para setores como a pesca e a agricultura.</p>
<p>A cooperação internacional precisa ser estimulada, a criação de redes de comércio responsável ajuda mais empresas a optarem por práticas sustentáveis. Agências como a organização mundial do comércio e entidades privadas devem promover debates sobre como melhorar o acesso das indústrias de nações em desenvolvimento que adotem modelos de baixo carbono aos crescentes mercados de consumidores conscientes nos países ricos.</p>
<p>“Estou seguro de que governantes e empresários podem encontrar inspiração nesse relatório para promover novas oportunidades que estão surgindo da transição para a economia verde”, escreveu Steiner no relatório.</p>
<p><span style="font-size: x-small;"><strong>(Instituto CarbonoBrasil)</strong></span></p>
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		<title>Eventos climáticos forçaram a migração de 32 milhões em 2012</title>
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		<pubDate>Wed, 15 May 2013 18:29:38 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Henrique Andrade Camargo</dc:creator>
				<category><![CDATA[meio ambiente]]></category>
		<category><![CDATA[Notí­cias]]></category>
		<category><![CDATA[aquecimento global]]></category>
		<category><![CDATA[eventos climáticos extremos]]></category>
		<category><![CDATA[impactos socioambientais]]></category>
		<category><![CDATA[migrantes climáticas]]></category>
		<category><![CDATA[mudanças climáticas]]></category>

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		<description><![CDATA[Número é quase o dobro do que o de 2011, quando a marca de migrantes atingiu 16,4 milhões de pessoas]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><span style="font-size: x-small;"><strong>Jéssica Lipinski, do Instituto CarbonoBrasil</strong></span></p>
<p><a href="http://mercadoetico.terra.com.br/website/wp-content/uploads/2013/05/flagelados_climaticos_250vert.jpg"><img class="alignleft size-full wp-image-72526" src="http://mercadoetico.terra.com.br/website/wp-content/uploads/2013/05/flagelados_climaticos_250vert.jpg" alt="" width="300" height="426" /></a>Mudar de casa ou de cidade pode representar muitas boas oportunidades em nossa vida quando essa mudança é desejada e planejada cuidadosamente, mas para as milhões de pessoas que são obrigadas a abandonar seus lares e municípios por conta de eventos climáticos, essa mudança é geralmente acompanhada pela falta de perspectivas futuras. E, segundo um novo relatório do Centro de Monitoramento de Deslocamentos Internos (IDMC), com o aumento na frequência de eventos climáticos extremos, o risco de deslocamentos só tende a aumentar.</p>
<p>O documento sugere que, no último ano, cerca de 32,4 milhões de pessoas em todo o mundo foram forçadas a deixarem suas casas e cidades devido a desastres naturais como enchentes, tempestades e terremotos, 98% relacionados ao clima. Do total de deslocamentos, 98% ocorreram em países em desenvolvimento da África e da Ásia.</p>
<p>“Trinta e dois milhões de pessoas&#8230; esse é o custo das mudanças climáticas. O impacto das mudanças climáticas não é pequeno. É isso que esses números dizem”, colocou Gordon McBean, diretor de pesquisa do Centro para Meio Ambiente e Sustentabilidade da Universidade Western Ontario, no Canadá, ao jornal Toronto Star.</p>
<p>Segundo o estudo, o número é quase o dobro do que o de 2011, quando a marca de migrantes atingiu 16,4 milhões de pessoas. Ao todo, nos últimos cinco anos (2008 a 2012), quase 144 milhões de pessoas tiveram que ser deslocadas devido a desastres naturais, algo que corresponde a mais de 70% da população brasileira.</p>
<p>O relatório indica que o país onde ocorreram mais deslocamentos em 2012 foi a Índia, que, devido a dois períodos de monções, atingiram 8,9 milhões de pessoas. Em segundo lugar ficou a Nigéria, onde enchentes forçaram seis milhões de pessoas a saírem de suas casas.</p>
<p>Em seguida aparecem China, Filipinas e Paquistão. Na contagem feita nos últimos cinco anos, os países permanecem os mesmos, só trocando a ordem: China, Índia, Paquistão, Filipinas e Nigéria. No ano passado, ocorreu o deslocamento de 35 mil pessoas no Brasil, e na classificação dos últimos cinco anos o país aparece em 15º, com quase 1,5 milhão de deslocamentos.</p>
<p>E embora mais pessoas estejam sobrevivendo aos desastres climáticos, mais estão sendo deslocadas, afirma o relatório. Isso porque além do aumento da frequência dos eventos climáticos extremos devido ao aquecimento global, o maior aumento da população está ocorrendo justamente em países onde esses deslocamentos costumam acontecer com mais frequência.</p>
<p>“A população mundial não está apenas aumentando, mas está cada vez mais atravessando o caminho do clima”, explicou Warren Mabbee, diretor do Instituto para Energia e Política Ambiental da Universidade Queen, no Canadá, ao Toronto Star.</p>
<p>O documento sugere que é papel dos governos se prevenirem e se prepararem para os deslocamentos necessários, através da quantificação do risco de desastres e do desenvolvimento de migrações voluntárias e planejadas, que sejam o menos prejudiciais possíveis.</p>
<p>Mabbee acrescenta que é preciso procurar novas formas para solucionar o problema, em vez de depender tanto das Nações Unidas para isso. “Precisamos explorar outras formas de prestar ajuda. Talvez ajudar com programas de conhecimento, para que sejamos mais fortes e resilientes. É um problema mundial”, observou o diretor.</p>
<p>Nesta segunda-feira, o economista britânico Nicholas Stern, ex-diretor de economia do Banco Mundial e autor do conhecido Relatório Stern, sobre as consequências do aquecimento global, alertou que a probabilidade é cada vez maior de que muitas pessoas tenham que migrar das suas terras natais em um futuro próximo como consequência do aumento das temperaturas.</p>
<p>“Bilhões de pessoas serão forçadas a deixar suas casas, pois seus cultivos e animais terão perecido. Porém, o problema virá quando tentarem migrar para novas terras. Isso os levará a conflitos armados com pess</p>
<p><span style="font-size: x-small;"><strong>(Instituto CarbonoBrasil)</strong></span></p>
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		<title>Sem-terra e Movimento LGBT fazem marcha contra a homofobia e pela reforma agrária</title>
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		<pubDate>Wed, 15 May 2013 18:05:27 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Henrique Andrade Camargo</dc:creator>
				<category><![CDATA[Notí­cias]]></category>
		<category><![CDATA[Sociedade]]></category>
		<category><![CDATA[homofobial]]></category>
		<category><![CDATA[homossexualidade]]></category>
		<category><![CDATA[LGBT]]></category>
		<category><![CDATA[Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST)]]></category>

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		<description><![CDATA[Carolina Gonçalves, da Agência Brasil Com cruzes nas mãos e ao som de baterias e gritos de ocupação, os manifestantes do Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST) chegaram em frente ao Supremo Tribunal Federal (STF), ao lado de integrantes do Movimento LGBT &#8211; Lésbicas, Gays, Bissexuais, Travestis, Transexuais e Transgêneros. Desde as 9h, os [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><span style="font-size: x-small;"><strong>Carolina Gonçalves, da Agência Brasil</strong></span></p>
<p><a href="http://mercadoetico.terra.com.br/website/wp-content/uploads/2013/05/lgbt_parada_bsb_520.jpg"><img class="aligncenter size-full wp-image-72472" src="http://mercadoetico.terra.com.br/website/wp-content/uploads/2013/05/lgbt_parada_bsb_520.jpg" alt="" width="520" height="317" /></a></p>
<p>Com cruzes nas mãos e ao som de baterias e gritos de ocupação, os manifestantes do Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST) chegaram em frente ao Supremo Tribunal Federal (STF), ao lado de integrantes do Movimento LGBT &#8211; Lésbicas, Gays, Bissexuais, Travestis, Transexuais e Transgêneros. Desde as 9h, os dois grupos, que reúnem representantes de mais de dez estados (o Pará, Minas Gerais, São Paulo, o Paraná e o Rio de Janeiro, entre outros) ocuparam três faixas da Esplanada dos Ministérios, na 4ª Marcha Nacional contra a Homofobia que seguiu até o Congresso Nacional.</p>
<p>Em alguns momentos, a manifestação ocupou todas as seis faixas da via, fazendo com que o trânsito ficasse totalmente parado por alguns minutos. Em frente ao STF, os sem-terra simularam o assassinato de trabalhadores do campo.</p>
<p>O fim da criminalização é a principal reivindicação do movimento, que também defende a reforma agrária. Francisco Moura, o Tito, do MST do Pará e da Frente de Marcha do MST nacional, disse que &#8220;a principal bandeira é sobre o massacre em Felisburgo (MG). Queremos o julgamento imediato desse e de todos os crimes&#8221;.</p>
<p>Segundo Evaldo Amorim, secretário da Associação Nacional LGBT, a manifestação foi organizada há algumas semanas, mobilizando o MST, o Movimento da Maconha e o das Mulheres. &#8220;Aqui, o foco do LGBT está na garantia dos direitos do movimento e na defesa do Estado laico. Estamos aproveitando para criticar os fundamentalistas como Feliciano e exigimos a saída dele da Comissão de Direitos Humanos&#8221;. Para Amorim, as decisões no país hoje estão pautadas por grupos religiosos.</p>
<p>A expectativa é que a manifestação prossiga até o início da tarde, quando as delegações retornam aos seus estados. A travesti Scarlet, que volta para Rui Barbosa (BA), lembrou que seu estado tem alto índice de discriminação, principalmente contra as travestis. &#8220;A cada 36 horas, um homossexual é morto na Bahia, falta a aprovação de uma lei que mude isso. As travestis são as que mais morrem, porque ficam mais expostas&#8221;.</p>
<p>Para Everton Christian Paiva, presidente da Associação Paranaense da Parada da Diversidade, que trouxe 20 pessoas para a marcha, a lei não vai acabar com a discriminação, mas pode inibir os atos de violência contra os homossexuais. &#8220;A pessoa vai pensar dez vezes antes. Já tivemos muitos avanços, até quatro anos atrás tínhamos pouco espaço. Hoje, ainda queremos a lei do casamento igualitário e o direito ao nome social das travestis&#8221;.</p>
<p>Os movimentos que participam da manifestação estimam a presença de 3 mil pessoas. A Polícia Militar acredita que os manifestantes não passem de 4 mil.</p>
<p><span style="font-size: x-small;"><strong>(Agência Brasil)</strong></span></p>
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		<title>Unicef aponta descompasso entre ensino e realidade de adolescentes</title>
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		<pubDate>Wed, 15 May 2013 17:40:51 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Henrique Andrade Camargo</dc:creator>
				<category><![CDATA[Educação e sustentabilidade]]></category>
		<category><![CDATA[Notí­cias]]></category>
		<category><![CDATA[Salas Temáticas]]></category>
		<category><![CDATA[Brasil]]></category>
		<category><![CDATA[educação]]></category>
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		<description><![CDATA[De acordo com especialista, há uma desvinculação da escola com o projeto de vida do estudante]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><span style="font-size: x-small;"><strong>Mariana Tokarnia, da Agência Brasil</strong></span></p>
<p>A coordenadora do Programa de Educação do Fundo das Nações Unidas para a Infância (Unicef) no Brasil, Maria de Salete Silva, avalia que há, no país, um descompasso entre o que é ensinado nas escolas e a realidade dos adolescentes. Para ela, isso explica o elevado índice de evasão escolar entre jovens.</p>
<p>“Por que você mata aula?”, perguntou a coordenadora a um adolescente que não queria frequentar a escola. O jovem respondeu: “Eu não mato aula, a escola que me mata”. “Que menino de 16 anos vai querer estudar em uma turma com menino de 12? O que temos que fazer é garantir que ele percorra esse fluxo aprendendo”, defendeu Salete.</p>
<p>De acordo com ela, há uma “desvinculação da escola com o projeto de vida do estudante”. “Não se trata propriamente de desinteresse, mas a vida coloca questões que não estão envolvidas com a escola”. Segundo Salete, para enfrentar esse desafio, as instituições de ensino devem trabalhar para a “construção da história de vida” e não apenas mandar estudantes para a universidade ou o mercado de trabalho.</p>
<p>Divulgada no 14º Fórum de Dirigentes Municipais de Educação da União Nacional dos Dirigentes Municipais de Educação (Undime), a publicação Fora da Escola Não Pode! – O Desafio da Exclusão Escolar indica que, entre os adolescentes que abandonam os estudos, a fase mais crítica ocorre a partir dos 15 anos de idade.</p>
<p>Segundo dados da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (Pnad) de 2011, com 6 anos, 95,4% das crianças brasileiras frequentavam a escola. Com 12 anos, a proporção de meninos e meninas que concluíram os anos iniciais do ensino fundamental no Brasil era 76,2%. A porcentagem diminui com o aumento da idade: 62,7% dos adolescentes com 16 anos concluíram o ensino fundamental. Entre os jovens de 19 anos, apenas 48,7% terminaram o ensino médio.</p>
<p>O Censo 2010 mostra que o percentual de jovens de 18 a 24 anos que não concluíram o ensino médio e que não estudavam chegava a 36,5%. Mais da metade (52,9%) abandonaram os estudos sem completar o ensino fundamental.</p>
<p>Outra questão levantada no estudo é a formação dos professores. Na educação infantil, 43,1% dos docentes não têm curso superior. Nos anos iniciais do ensino fundamental, o percentual é 31,8% e, nos anos finais, 15,8%. No ensino médio, o índice cai para 5,9%. “A qualificação dos professores é uma grande barreira para garantir a oferta de uma educação de qualidade aos estudantes brasileiros”, diz a publicação.</p>
<p>Entre grupos específicos, o estudo aponta que as crianças e os adolescentes mais atingidos pela exclusão escolar são aqueles que moram em áreas rurais, os negros, os índios, os pobres, os que estão sob risco de violência e exploração e os com deficiência. Isso indica, de acordo com a publicação, que “as desigualdades ainda existentes na sociedade brasileira impactam diretamente o sistema educacional do país”.</p>
<p>“É preciso desafiar os dirigentes a trabalharem junto com as políticas públicas, tem muitas que podem ajudar. Tem que formar professor e escola”, diz Salete.</p>
<p>O 14º Fórum Nacional dos Dirigentes Municipais de Educação da Undime vai até sexta-feira (17), na Costa do Sauípe (BA). O encontro é o primeiro depois das eleições municipais de 2012. Ao todo foram feitas mais de mil inscrições de secretários de Educação, técnicos e educadores de todo o país.</p>
<p>*A repórter viajou a convite da Undime</p>
<p>(Agência Brasil)</p>
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		<title>Novas aves da Amazônia</title>
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		<pubDate>Wed, 15 May 2013 15:03:46 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Henrique Andrade Camargo</dc:creator>
				<category><![CDATA[meio ambiente]]></category>
		<category><![CDATA[Notí­cias]]></category>
		<category><![CDATA[Amazônia]]></category>
		<category><![CDATA[biodiversidade]]></category>
		<category><![CDATA[Brasil]]></category>
		<category><![CDATA[ornitologia]]></category>

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		<description><![CDATA[Desde a segunda metade do século XIX a ornitologia brasileira não dava uma contribuição tão significativa para ampliar o conhecimento sobre a biodiversidade: 15 novas espécies]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><span style="font-size: x-small;"><strong><span style="line-height: 19px;">Marcos Pivetta, da </span><span style="line-height: 19px;">Revista Pesquisa FAPESP </span></strong></span></p>
<p><span style="font-size: 13px; line-height: 19px;"><a href="http://mercadoetico.terra.com.br/website/wp-content/uploads/2013/05/ave_amazonica_zig_koch_250.jpg"><img class="alignleft size-full wp-image-72461" src="http://mercadoetico.terra.com.br/website/wp-content/uploads/2013/05/ave_amazonica_zig_koch_250.jpg" alt="" width="250" height="168" /></a>Desde a segunda metade do século XIX a ornitologia brasileira não dava uma contribuição tão significativa para ampliar o conhecimento sobre a biodiversidade: 15 novas espécies de aves da Amazônia nacional serão formalmente descritas pela primeira vez numa série de artigos científicos previstos para serem publicados em julho num volume especial do <em>Handbook of the birds of the world</em>, da espanhola<em> Lynx Edicions</em>. Esse tomo fecha uma coleção de 17 livros que, por seu caráter enciclopédico e didático, é adotada como fonte de consulta por ornitólogos profissionais e amadores.</span></p>
<p>Os autores das descrições pertencem a três instituições nacionais de pesquisa – Museu de Zoologia da Universidade de São Paulo (MZ-USP), Instituto Nacional de Pesquisas da Amazônia (Inpa), de Manaus, e Museu Paraense Emílio Goeldi (MPEG), de Belém – e ao Museu de Ciência Natural da Universidade Estadual da Louisiania (LSUMNS), Estados Unidos.</p>
<p>Os ornitólogos não apresentavam ao mundo, de uma só vez, numa única obra, um conjunto tão numeroso de novas aves brasileiras desde 1871, quando saiu o livro Zur Ornithologie Brasiliens. Nessa obra, escrita pelo austríaco August von Pelzeln (1825-1891), foram divulgadas 40 espécies de aves coletadas pelo naturalista Johann Natterer (1787-1843), também austríaco, em suas viagens pela Amazônia brasileira.</p>
<p>Onze das novas espécies são endêmicas do Brasil e quatro podem ser encontradas também no Peru e na Bolívia. Oito ocorrem somente a oeste do rio Madeira, na parte ocidental da Amazônia; cinco habitam exclusivamente terras situadas entre esse curso d’água e o rio Tapajós, no centro da região Norte; e duas vivem apenas a leste do Tapajós, no Pará, na porção mais oriental da floresta tropical.</p>
<p>No volume especial do Handbook, os autores descrevem a morfologia (formas e estruturas), a genética e a vocalização (canto e sons) das novas espécies. Por meio de mapas específicos para cada espécie, mostram ainda seus locais de ocorrência. No entanto, até que o livro seja oficialmente publicado, o nome científico e alguns detalhes sobre a anatomia e o modo de vida das novas espécies não podem ser divulgados.</p>
<p>Dessas aves até agora desconhecidas e sem registro na literatura científica, a maior e mais espetacular é uma espécie de gralha, do gênero Cyanocorax, com cerca de 35 centímetros de comprimento, que vive apenas na beira de campinas naturais situadas em meio à floresta existente entre os rios Madeira e Purus, no Amazonas.</p>
<p>“Essa gralha está ameaçada de extinção”, diz Mario Cohn-Haft, curador da seção de ornitologia do Inpa, principal descobridor do cancão-da-campina, nome popular cunhado para a ave. “Seu hábitat está em perigo e podemos perder a espécie antes de ter tido tempo de estudá-la a fundo.”</p>
<p>Sua principal região de ocorrência é um complexo de campinas, distante 150 quilômetros ao sul de Manaus, numa área próxima à rodovia BR-319, que liga a capital amazonense a Porto Velho. A estrada está sendo reformada e os pesquisadores temem que o acesso facilitado ao local coloque em risco o hábitat da espécie.</p>
<p>“A nova gralha também ocorre numa zona de campos naturais no sul do Amazonas, próximo a Porto Velho, onde há muitos colonos do Sul do país, que a confundem com a gralha-azul [um dos símbolos do Paraná]”, diz Cohn-Haft.</p>
<p>Leia a reportagem completa em: <span style="text-decoration: underline; color: #0000ff;"><strong><a href="http://revistapesquisa.fapesp.br/2013/04/12/desafios-partilhados" target="_blank">http://revistapesquisa.fapesp.br/2013/04/12/desafios-partilhados</a></strong></span></p>
<p><span style="font-size: x-small;"><strong>(Agência FAPESP)</strong></span></p>
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		<title>Viva a Mata 2013: confira a programação</title>
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		<pubDate>Wed, 15 May 2013 14:53:58 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Henrique Andrade Camargo</dc:creator>
				<category><![CDATA[meio ambiente]]></category>
		<category><![CDATA[Notí­cias]]></category>
		<category><![CDATA[educação ambiental]]></category>
		<category><![CDATA[Mata Atlãntica]]></category>
		<category><![CDATA[preservação ambiental]]></category>
		<category><![CDATA[sos mata atlantica]]></category>
		<category><![CDATA[viva a mata]]></category>

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		<description><![CDATA[Evento terá o tema “Direitos e Deveres Ambientais” e será realizado entre os dias 24 e 26 de maio, das 9h às 18h, na Marquise do Parque Ibirapuera]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><span style="font-size: x-small;"><strong>SOS Mata Atlântica</strong></span></p>
<p><span style="font-size: 13px; line-height: 19px;">Você já sabe que a nona edição do Viva a Mata – Encontro Nacional pela Mata Atlântica terá o tema “Direitos e Deveres Ambientais”. E que evento acontecerá de 24 a 26 de maio de 2013, das 9h às 18h, na Marquise do Parque Ibirapuera, com atividades também no auditório do MAM (Museu de Arte Moderna), em São Paulo (SP). Agora é hora de conferir a programação completa do evento, que acaba de ser divulgada pela Fundação SOS Mata Atlântica.</span></p>
<p>A cenografia do evento é assinada pela empresa Candotti, que utilizará placas e cilindros de papelão para a construção dos pavilhões, prezando o reaproveitamento de materiais. O patrocínio é do Bradesco e o apoio é da Rede Globo, Rádios Eldorado e Estadão e Secretaria do Verde e do Meio Ambiente de São Paulo. Desta vez, o evento ocorre às vésperas do dia 27 de maio, quando se comemora o Dia Nacional da Mata Atlântica.</p>
<p>O evento terá pavilhões temáticos – florestas, mar, urbano, água, mudanças climáticas e propriedades sustentáveis – que reunirão atividades interativas sobre cada tema, além da exposições de ONGs que lutam pela sustentabilidade, empresas parceiras e patrocinadores. Os dois caminhões da exposição itinerante “A Mata Atlântica é Aqui” também integrarão as atividades e promoverão diversas atrações jogos e palestras: um deles ficará na Marquise do Ibirapuera e o outro, próximo ao restaurante Green, no Parque.</p>
<p>Confira a programação completa:<br />
<span style="text-decoration: underline;"><strong>Auditório – Museu de Arte Moderna</strong></span><br />
<strong>24/05 – Sexta-feira</strong></p>
<p>10h – Lançamento: Campanha pelo cumprimento do código florestal – Cumpra-se</p>
<p>12h – Lançamento: GT do Código Florestal da Assembleia Legislativa de São Paulo</p>
<p>14h – Debate: Água e Código Florestal</p>
<p>16h – Debate: Aplicação do Código Florestal</p>
<p><strong>25/05 – Sábado</strong></p>
<p>10h – Seminário: 25 anos da Constituição Federal e a Proteção dos Ecossistemas Costeiros e Marinhos</p>
<p>14h – Mesa-redonda: Consumo Consciente de Pescado</p>
<p><span style="text-decoration: underline;"><strong>Palco</strong></span><br />
<strong>24/05 – Sexta-feira</strong></p>
<p>09h – Abertura do Viva a Mata 2013</p>
<p>10h – Aula aberta de Yoga</p>
<p>11h – Música: Grupo Embatucadores</p>
<p>12h – Fantoche: Salvando a Mata Atlântica</p>
<p>13h – Oficina e música: Cantando e Brincando com os Pássaros da Mata Atlântica</p>
<p>14h – Contação de história: A lenda do Curucutú</p>
<p>15h – Vivências com a Natureza para a Proteção da Mata Atlântica</p>
<p>16h – Música: Cantos da Mata</p>
<p><strong>25/05 – Sábado</strong></p>
<p>10h – Aula aberta de ginga</p>
<p>11h – Fantoche: Salvando a Mata Atlântica</p>
<p>12h – Contação de história: Biodiversidade e o Som dos Bichos</p>
<p>14h – Teatro: Os Saltimbancos Voluntários</p>
<p>15h – Fantoche: Salvando a Mata Atlântica</p>
<p>16h – Musica: Muriqui</p>
<p><strong>26/05 – Domingo</strong></p>
<p>10h – Aula aberta de alongamento</p>
<p>11h30 – Mobilização pelo Código Florestal: Campanha Cumpra-se</p>
<p>13h – Teatro: O rio que sumiu</p>
<p>14h – Vivências com a Natureza para a Proteção da Mata Atlântica</p>
<p>15h – Contação de história: A Flauta do Amor</p>
<p>16h – Teatro musical: Semeando Em Canto</p>
<p><span style="text-decoration: underline;"><strong>Sala Exposição Itinerante</strong></span><br />
<strong>24/05 – Sexta-feira</strong></p>
<p>13h – Palestra: Vivências de Educação Socioambiental na APA Delta do Parnaíba</p>
<p>16h – Palestra: Programa Amigos do Mar</p>
<p><strong>25/05 – Sábado</strong></p>
<p>10h – Palestra: A Pegada Ecológica em São Paulo</p>
<p>11h – Palestra: Caminhos para uma Economia de Baixo Carbono</p>
<p>13h – Palestra: Novas Metodologias de Restauração de Mata Ciliares e de Reserva Legal</p>
<p>16h30 – Palestra: Tubarões no Limite</p>
<p><strong>26/05 – Domingo</strong></p>
<p>14h – Palestra: Vida Costeira e Marinha</p>
<p>16h – Roda de Conversa: Mini Documentário – Pimp My Carroça</p>
<p><span style="font-size: x-small;"><strong>(SOS Mata Atlântica)</strong></span></p>
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		<title>O poder da transformação real</title>
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		<pubDate>Wed, 15 May 2013 12:51:30 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Henrique Andrade Camargo</dc:creator>
				<category><![CDATA[Negócios sustentáveis]]></category>
		<category><![CDATA[Notí­cias]]></category>
		<category><![CDATA[Salas Temáticas]]></category>
		<category><![CDATA[Álvaro Almeida]]></category>
		<category><![CDATA[SB Rio]]></category>
		<category><![CDATA[Sustainable Brands]]></category>

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		<description><![CDATA["Antes país do futuro, o Brasil respira o espírito do nosso tempo. E vive uma transformação liderada por empresas e sociedade civil, que pautará os governantes, não o contrário"]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><span style="font-size: x-small;"><strong>Álvaro Almeida*</strong></span></p>
<p><a href="http://mercadoetico.terra.com.br/website/wp-content/uploads/2013/05/SBRIO_2503.jpg"><img class="alignleft size-full wp-image-72529" src="http://mercadoetico.terra.com.br/website/wp-content/uploads/2013/05/SBRIO_2503.jpg" alt="" width="250" height="168" /></a>O <em>Sustainable Brands Rio</em> chegou, chegando. Conseguimos transmitir pela primeira vez, aos líderes de sustentabilidade no Brasil, o espírito dessa rede que alcança cerca de 500 mil pessoas no mundo e reúne os profissionais dedicados a transformar o jeito de se fazer negócios. Ficou claro que esta não é uma comunidade para chororô e lamúrias. É um espaço para o debate construtivo de ideias, para a criação de conexões colaborativas, para aprender com a experiência concreta do concorrente, para captar tendências.</p>
<p>Tudo isso pôde ser experimentado no Rio nos dias 8 e 9 de maio. Descobrimos que os brasileiros são os consumidores mais sensíveis ao tema da sustentabilidade, segundo pesquisa das consultorias GlobeScan e SustainAbility. Também pudera, as diferenças sociais e os recursos naturais estão muito próximos de nós. Entendemos também pela incrível verve de Sílvio Meira, cientista-chefe do Porto Digital, que a performance contínua de uma organização no âmbito das pessoas, do planeta e da prosperidade é o que permite a construção da reputação em redes sociais (por meio de conexões, relacionamentos, interações, significados e conhecimento) e, consequentemente, da marca. Assim, só há marcas sustentáveis em empresas sustentáveis e isso é o que está movendo as mais de 150 empresas que compareceram à conferência.</p>
<p>Toda essa necessária evolução dos processos produtivos e dos modelos de negócios pedem inovação, o que, no final do dia, viabiliza as oportunidades da Nova Economia. E é curioso ver como as soluções podem estar ao nosso redor, na natureza, como Fred Gelli, designer e especialista em biomimética, definiu: &#8220;O maior e mais rico departamento de P&amp;D que conhecemos é a natureza&#8221;. Foi onde a TerpenOil buscou a base para a produção de soluções de limpeza 100% orgânicas, desenvolvidas em parceria com a Universidade Federal do Ceará. Essa é uma tendência clara dos novos tempos: empreender de forma colaborativa para o desenvolvimento de um negócio lucrativo, a partir de uma tecnologia inovadora que não agride a saúde das pessoas, nem o meio ambiente.</p>
<p>Inovações com a mesma pegada das que ganharam corpo na Natura há quase 10 anos, com o sucesso da linha Ekos, que transformou os ativos da biodiversidade brasileira na principal plataforma tecnológica da companhia e promoveu uma onda de transformação em todo o negócio. Ao ponto da empresa agora desenvolver e lançar um produto (apresentado em primeira mão no SB Rio) totalmente concebido para disseminar o conceito do consumo consciente nas consultoras e consumidoras.</p>
<p>Tão importante quanto buscar novas tecnologias, como mostraram gigantes do tamanho de GE e BMW, é engajar e formar arranjos que permitam o ganha-ganha. Natura, Walmart e HP nos deram exemplos de como desenvolver soluções de forma conjunta com os mais diferentes parceiros. A HP, por exemplo, apoiou o lançamento no SB Rio de uma nova empresa, a Sinctronics, que transformou a reciclagem de todos os aparelhos eletroeletrônicos em seu próprio negócio. Com isso, vai permitir que a HP e outras companhias possam ampliar a quantidade de materiais reciclados em seus novos produtos. É como disse Pedro Luiz Fernandes, CEO da Novozymes: &#8220;Não existe lixo. Lixo é o resíduo que nós maltratamos&#8221;. Constatamos que a Economia Circular emerge no Brasil.</p>
<p>No SB Rio, entendemos também que o empreendedorismo é um pilar da sustentabilidade, afinal, permite transformar o futuro. Foi o que fez Bento Koike, fundador da Tecsis, que nos últimos doze anos tornou a energia eólica possível no Brasil e no mundo. Ela é a segunda maior produtora global de pás eólicas e contribuiu ativamente para a viabilização econômica dessa fonte alternativa de energia. Realidade que possibilitou à Brasil Kirin anunciar no evento o investimento em um parque que irá suprir 1/3 da energia necessária para todas as fábricas de bebidas da companhia no Brasil. Ficou claro que o Brasil está pronto para depender menos do petróleo.</p>
<p>Antes país do futuro, o Brasil respira o espírito do nosso tempo. E vive uma transformação liderada por empresas e sociedade civil, que pautará os governantes, não o contrário. O que o nosso jovem quer das empresas e das marcas? &#8220;Propósito&#8230; e transparência&#8221;, respondeu Carla Mayumi, da Box1824, agência que analisa as tendências dos jovens de 18 a 24 anos. Há um grupo de jovens-ponte que irão hackear nossa sociedade, quebrar os códigos que não fazem mais sentido. Esses jovens estabelecem conexões, impulsionados pelo mundo em rede, e têm uma visão de coletivo. Por isso, o Coletivo, negócio social da Coca-Cola, faz tanto sentido em nossas comunidades de baixa renda e começa a inspirar outros países. Não por acaso, a força do painel de experiências do Sustainable Brands Rio 2013 esteve no conjunto dos conteúdos e apresentações. Nesse ano de estreia, o que brilhou foi o poder da proposta: apresentar casos concretos de empresas e organizações que estão transformando a forma de se fazer negócios e construindo as marcas do futuro. Feito. Que venha o SB Rio 2014.</p>
<p><strong>* Álvaro Almeida é organizador SB Rio e diretor de Planejamento da Report Sustentabilidade</strong></p>
<p><span style="font-size: x-small;"><strong>(Report Sustentabilidade)</strong></span></p>
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		<title>Qualidade e sustentabilidade</title>
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		<pubDate>Wed, 15 May 2013 12:21:53 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Henrique Andrade Camargo</dc:creator>
				<category><![CDATA[Notí­cias]]></category>
		<category><![CDATA[Você Sustentável]]></category>
		<category><![CDATA[consumo consciente]]></category>
		<category><![CDATA[newton figueiredo]]></category>
		<category><![CDATA[Sustentabilidade]]></category>

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		<description><![CDATA["A escolha do consumidor sempre será do que é melhor para ele e para sua família, seguindo critérios de comparação, benefícios e preço"]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><span style="font-size: x-small;"><strong>Newton Figueiredo*</strong></span></p>
<p>Recente pesquisa sobre respeito ao consumidor (10ª edição da Pesquisa exclusiva Shopper Experience para a revista Consumidor Moderno) identificou os pontos que consumidores consideram como relevantes ao escolher o local ou o meio para suas compras. A qualidade é o critério mais essencial seja nos produtos e serviços (33%) ou no atendimento (21%). O comprometimento com causas socioambientais pontuou apenas 3%.</p>
<p>O que isso significa? Será que o consumidor não se preocupa com essas questões? Muito pelo contrário, ao buscar mais qualidade, temos menos desperdício, mais durabilidade e economia, questões fundamentais quando estamos falando do tema sustentabilidade. Sustentabilidade permeia todas as fases do negócio e não apenas ações isoladas, vistas muitas vezes como obrigação pela empresa, ou então, como apelo de marketing pelo cliente.</p>
<p>A escolha do consumidor sempre será do que é melhor para ele e para sua família, seguindo critérios de comparação, benefícios e preço.</p>
<p>O entendimento das empresas é que precisa ser ampliado. Ao desenvolver um produto ou serviço, deve-se pensar primeiramente, em torná-lo desejado, isto é, que as pessoas queiram ter (exemplos não faltam destes produtos), depois deve-se  pensar na qualidade, na salubridade (durante a produção, uso e aplicação), sem esquecer os aspectos sociais e ambientais da empresa e da responsabilidade em sua comunicação.</p>
<p>Só assim, o discurso sairá do papel, transformando-se em prática, para ser assimilado e admirado.</p>
<p>Mas, acompanhamos que a ordem das coisas não é essa. Para parecerem sustentáveis, as empresas voltam-se ao primitivismo, oferecendo opções, seja de produtos ou serviços, rústicas, desprovidas de beleza, isto é, nada desejáveis. Esquecem-se da eficiência e da qualidade, quando também decidem adotar o discurso verde, “pelo planeta”, criando selos “ecológicos” para seus produtos, sem critérios, apenas pensando que esse será o item decisivo para a escolha do consumidor, que como vimos, quer qualidade.</p>
<p>As empresas precisam aprender com os consumidores que ser sustentável não é só ater-se ao aspecto ambiental, é pensar nos aspectos sociais e econômicos, oferecendo o que o consumidor espera ter, com lucro, ética e responsabilidade socioambiental.</p>
<p><strong>* Newton Figueiredo é fundador e presidente do Grupo SustentaX, especializado em sustentabilidade empresarial, de empreendimentos e produtos.</strong></p>
<p><span style="font-size: x-small;"><strong>(Consumidor Moderno Sustentável)</strong></span></p>
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		<title>Países lusófonos analisam plano de ação para combater tráfico humano</title>
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		<pubDate>Wed, 15 May 2013 12:09:48 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Henrique Andrade Camargo</dc:creator>
				<category><![CDATA[Notí­cias]]></category>
		<category><![CDATA[Sociedade]]></category>
		<category><![CDATA[Brasil]]></category>
		<category><![CDATA[direitos humanos]]></category>
		<category><![CDATA[Portugal]]></category>
		<category><![CDATA[tráfico de pessoas]]></category>

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		<description><![CDATA[Brasil e países de língua portuguesa vão discutir formas de combater o crime em reunião, na sede da organização em Lisboa, no fim do mês; objetivo é criar um plano de ação para as nações do bloco.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><span style="font-size: x-small;"><strong>Edgard Júnior, da Rádio ONU</strong></span></p>
<p>A Comunidade dos Países de Língua Portuguesa, Cplp, vai se reunir no fim deste mês, em Lisboa, capital de Portugal, para discutir formas de combate ao tráfico humano.</p>
<p>O Brasil e os demais integrantes do bloco lusófono vão discutir a aprovação de um plano de ação contra esse tipo de crime, a ser colocado em prática pelos países do grupo.</p>
<p><strong>Proposta</strong></p>
<p>O secretário nacional de Justiça do Brasil, Paulo Abrão Júnior, está em Nova York, participando de um encontro de alto nível nas Nações Unidas sobre o tráfico de pessoas.</p>
<p>Em entrevista à Rádio ONU, Abrão Júnior contou que se a proposta for aprovada, os países da Cplp poderão trocar informações, promover intercâmbio policial e de processamento de dados. E falou sobre a contribuição brasileira ao debate.</p>
<p>&#8220;A grande mensagem do Brasil está expressa na Campanha Coração Azul, nessa sua última edição. O lema é: Liberdade Não se Compra; Dignidade Não se Vende. A partir desses princípios e desses valores orientadores é que nós vamos dialogar com o resto do mundo. Nos países de língua portuguesa, nas últimas duas reuniões dos países da Comunidade, nós tivemos oportunidade de discutir ações concretas para engendrar um plano de ação dos países de língua portuguesa contra o tráfico de pessoas.&#8221;</p>
<p><strong>Campanhas</strong></p>
<p>Paulo Abrão Júnior afirmou que os membros do bloco poderão criar campanhas conjuntas e processos de capacitação do sistema de justiça e de polícia entre eles.</p>
<p>O secretário nacional de Justiça falou ainda sobre algumas das ações que os jovens podem realizar na internet e na participação em redes sociais para aumentar a conscientização no combate ao crime.</p>
<p><strong>Vítimas</strong></p>
<p>Paulo Abrão Júnior lembrou que eles podem partilhar informações sobre proteção às vítimas, como evitar que as pessoas sejam aliciadas por organizações criminosas e, principalmente, como denunciar os que praticam o tráfico de pessoas.</p>
<p>No Brasil, a maioria das vítimas de tráfico humano são meninas e mulheres na faixa de 14 a 29 anos.</p>
<p><span style="font-size: x-small;"><strong>(Rádio ONU)</strong></span></p>
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		<title>Abastecimento de energia advindos de Projetos Hidroelétricos depende da conservação de Florestas Tropicais</title>
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		<pubDate>Tue, 14 May 2013 20:49:23 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Henrique Andrade Camargo</dc:creator>
				<category><![CDATA[energia]]></category>
		<category><![CDATA[Notí­cias]]></category>
		<category><![CDATA[Amazônia]]></category>
		<category><![CDATA[belo monte]]></category>
		<category><![CDATA[desflorestamento]]></category>
		<category><![CDATA[desmatamento]]></category>

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		<description><![CDATA[Pesquisa mostra que, se o desmatamento continuar aumentando na Amazônia, as projeções de energia para uma das maiores usinas hidrelétricas do mundo - a Belo Monte, no Brasil - diminuirão em um terço.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><span style="font-size: x-small;"><strong>IPAM</strong></span></p>
<p><a href="http://mercadoetico.terra.com.br/website/wp-content/uploads/2013/05/amazonia_b_250.jpg"><img class="alignleft size-full wp-image-72430" src="http://mercadoetico.terra.com.br/website/wp-content/uploads/2013/05/amazonia_b_250.jpg" alt="" width="250" height="168" /></a>Uma pesquisa publicada na revista <em>Proceedings of the National Academy of Sciences</em>, mostra que a conservação das florestas da Bacia do Rio Amazonas aumentarão a quantidade de eletricidade gerada por projetos hidrelétricos na região. O estudo é o primeiro a quantificar o impacto da cobertura florestal regional sobre a produção de energia elétrica. Seus resultados revelam que as florestas tropicais são mais cruciais do que se imaginava no processo de formação de chuvas que impulsionam os fluxos fluviais, e que por fim produzem energia em áreas tropicais. A pesquisa mostra que, se o desmatamento continuar aumentando na Amazônia, as projeções de energia para uma das maiores usinas hidrelétricas do mundo &#8211; a Belo Monte, no Brasil &#8211; diminuirão em um terço.</p>
<p>&#8220;Nosso estudo mostra que os grandes avanços alcançados pelo Brasil no sentido de reduzir o desmatamento da Amazônia estão de fato ajudando a garantir o abastecimento de energia no país&#8221;, diz Claudia Stickler, a autora principal do estudo, e cientista do Instituto de Pesquisa Ambiental da Amazônia – Programa Internacional (IPAM-IP). &#8220;Mas esses esforços devem continuar lado a lado com a conservação no âmbito regional.&#8221;</p>
<p>A potencial perda de capacidade de produção devido ao desmatamento regional pode vir a dificultar os esforços brasileiros para suprir a lacuna pendente de energia elétrica no país. Mais especificamente, o estudo mostra que se o desmatamento não for controlado na Amazônia, a energia fornecida pela hidrelétrica de Belo Monte no Brasil – projetada para ser a terceira maior hidrelétrica do mundo – será reduzida em 30% abaixo das estimativas atuais do setor, um total equivalente ao consumo de energia de quatro milhões de brasileiros.</p>
<p>&#8220;Estes resultados são extremamente importantes para o planejamento energético a longo prazo&#8221;, explica um dos autores do estudo, o climatologista Marcos Costa da Universidade Federal de Viçosa no Brasil. &#8220;Estamos investindo bilhões de dólares em usinas hidrelétricas em todo o mundo. Quanto mais florestas em pé, mais água teremos nos rios, e mais energia elétrica poderemos gerar a partir desses projetos.&#8221;</p>
<p>Combinando suas especialidades em hidrologia, ecologia, ciência do uso da terra, climatologia e economia, os pesquisadores modelaram a produção de energia em diferentes níveis de desmatamento na Bacia do Rio Amazonas. Os cenários com mais florestas também produziram mais energia. Com os níveis atuais de desmatamento na região, os resultados mostram que a precipitação é cerca de 6 a 7% abaixo do que seria caso houvesse uma cobertura florestal total. E com a perda de 40% de florestas tropicais antecipada por alguns até 2050, a precipitação seria entre 11 e 15% mais baixa, resultando assim em 35 a 40% menos energia.</p>
<p><strong>Expansão hidrelétrica em florestas tropicais mundiais</strong></p>
<p>&#8220;Temos agora fortes evidências de que a capacidade brasileira de gerar eletricidade depende da conservação das florestas&#8221;, diz o co-autor Daniel Nepstad, Diretor Executivo do IPAM-IP &#8220;Esses resultados não são importantes apenas para o Brasil – a cobertura florestal pode afetar a produção de energia em áreas tropicais úmidas em toda a Amazônia, assim como na África e Sudeste da Ásia &#8221;</p>
<p>Áreas com florestas tropicais tendem a ter grandes quantidades de chuva, tornando-as locais privilegiados para projetos hidrelétricos que se aproveitam dos altos fluxos fluviais para gerar eletricidade. O Banco Mundial estima que a energia hidrelétrica não explorada nestas áreas é quase quatro vezes maior do que a capacidade já estabelecida na Europa e América do Norte &#8211; e grande parte deste potencial se encontra no coração das florestas tropicais.</p>
<p>&#8220;O Brasil, Peru, Colômbia, Congo, Vietnã e Malásia estão se voltando para a ‘energia verde’ produzida por hidrelétricas para atender as demandas de suas economias em crescimento&#8221;, diz Nepstad.</p>
<p>Embora não sejam livres de controvérsias, as hidrelétricas em geral produzem menos gases de efeito estufa do que muitas outras fontes de energia. Devido a alta tecnologia e capacidade de armazenamento, elas também são consideradas mais confiáveis e viáveis do que projetos de energia solar e energia eólica em grande escala. Somente no Brasil estão previstas mais de 45 novas usinas, e a previsão é que a usina de Belo Monte forneça 40% do crescimento na produção de eletricidade brasileira até 2019.</p>
<p>Integrando os efeitos de cobertura florestal em estimativas de energia e planejamento do uso da terra</p>
<p>O novo estudo destaca a necessidade de que os planejadores de energia hidrelétrica levem em consideração a cobertura florestal regional ao calcular o potencial de fornecimento de energia do projeto.</p>
<p>&#8220;O problema é que os projetistas de usinas normalmente ignoram os efeitos do desmatamento futuro. Ou, quando isso é levado em consideração, eles presumem que o desmatamento vai aumentar a quantidade de água que flui para as represas &#8220;, explica Stickler. &#8220;Quando nós incorporamos os efeitos do desmatamento no âmbito regional, nossos resultados mostraram exatamente o contrário.”</p>
<p>Os cientistas pedem que os responsáveis pelo planejamento de projetos de energia considerem estes resultados – e o impacto das mudanças na cobertura florestal – ao analisarem a viabilidade de projetos hidrelétricos. Eles também pedem que os tomadores de decisões políticas prestem atenção aos custos de energia associados aos esforços de desenvolvimento como a derrubada de florestas para construção de novas estradas e fazendas. E em contrapartida, que sejam considerados os benefícios energéticos gerados através de programas de apoio a agricultores e pecuaristas a fim de se reduzir o desmatamento.</p>
<p>“Nos últimos anos, o Brasil progrediu muito na luta contra o desmatamento, alcançando a diminuição das taxas de desflorestamento em 24% comparadas a média histórica&#8221;, diz Nepstad. &#8220;Mas estes números estão começando a subir de novo, e isso deveria gerar a preocupação de todos. Acabar com o desmatamento deve ser visto também como uma questão nacional de segurança energética&#8221;.</p>
<p>&#8220;Nós mostramos que as políticas que maximizam a conservação também maximizam a geração de energia. Isso não é algo apenas conceitual, temos números que comprovam isto”, acrescenta Costa. &#8220;Esta descoberta me dá esperança. O desenvolvimento sustentável não é apenas possível, mas alcançável. &#8221;</p>
<p><strong>Referência completa</strong></p>
<p>Claudia M. Stickler, Michael T. Coe, Marcos H. Costa, Daniel C. Nepstad, David G. McGrath, Livia C.P. Dias, Hermann O. Rodrigues, and Britaldo S. Soares-Filho. 2013. Dependence of hydropower energy on forests in the Amazon Basin at local and regional scales. Proceedings of the National Academy of Sciences USA. [acesso livre]</p>
<p><span style="font-size: x-small;"><strong>(IPAM)</strong></span></p>
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		</item>
		<item>
		<title>Fundo Solar promete estimular microgeração fotovoltaica</title>
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		<pubDate>Tue, 14 May 2013 20:41:22 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Henrique Andrade Camargo</dc:creator>
				<category><![CDATA[energia]]></category>
		<category><![CDATA[Notí­cias]]></category>
		<category><![CDATA[Alemanha]]></category>
		<category><![CDATA[Brasil]]></category>
		<category><![CDATA[energia fotovoltaica]]></category>
		<category><![CDATA[energia limpa]]></category>
		<category><![CDATA[energia renovável]]></category>
		<category><![CDATA[energia solar]]></category>
		<category><![CDATA[placas fotovoltaicas]]></category>

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		<description><![CDATA[Parceria com a Alemanha disponibilizará recursos para a instalação de pequenos sistemas solares, uma iniciativa que pretende diminuir os obstáculos para a popularização desse tipo de energia no Brasil]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><span style="font-size: x-small;"><strong>Fabiano Ávila, do Instituto CarbonoBrasil</strong></span></p>
<p><a href="http://mercadoetico.terra.com.br/website/wp-content/uploads/2013/05/energia_solar_b_250.jpg"><img class="alignleft size-full wp-image-72433" src="http://mercadoetico.terra.com.br/website/wp-content/uploads/2013/05/energia_solar_b_250.jpg" alt="" width="250" height="168" /></a>A Agência Nacional de Energia Elétrica (ANEEL) aprovou, em 2012, regras destinadas a reduzir as barreiras para instalação de geração distribuída de pequeno porte, que incluem a microgeração, com até 100 KW de potência, e a minigeração, de 100 KW a 1 MW. Porém, os custos e a falta de conhecimento sobre o novo sistema ainda são barreiras para quem deseja possuir em sua residência ou empresa algum tipo de geração de energia renovável.</p>
<p>Nesta segunda-feira (13), foi apresentada uma ferramenta que pode ser considerada mais um passo para facilitar a popularização da microgeração, nesse caso fotovoltaica, no Brasil.</p>
<p>O Fundo Solar, resultado da parceria entre o Instituto para o Desenvolvimento de Energias Alternativas para a América (IDEAL) e o Grüner Strom Label (Selo de Eletricidade Verde da Alemanha &#8211; GSL), tem como objetivo fornecer recursos para quem instale sistemas fotovoltaicos de até 5kW, o suficiente para atender a demanda de pequenas empresas.</p>
<p>“O potencial solar brasileiro é muito melhor do que o alemão, ainda assim a energia fotovoltaica ainda não se consolidou por aqui. Somos uma instituição criada para ajudar na mitigação das mudanças climáticas através da redução das emissões do setor de energia, assim é do nosso interesse estimular fontes renováveis onde quer que seja”, afirmou Antje Fehr, gerente de projetos e clientes do GSL.</p>
<p>Os recursos do fundo, nesse primeiro momento de R$ 65 mil, são provenientes da ASEW, uma associação de empresas públicas que atuam na área de eficiência energética e energias renováveis, e que oferecem produtos com o selo GSL.</p>
<p>“Temos que esperar os resultados iniciais, mas a ideia é sempre recapitalizar o fundo com mais recursos. Os custos altos e a falta de conhecimento são barreiras para a microgeração no Brasil, queremos melhorar essa situação”, explicou o coordenador do fundo, Peter Krenz, da Agência de Cooperação da Alemanha (GIZ).</p>
<p>Inicialmente, qualquer proprietário de uma edificação no Brasil poderá contar com o Fundo Solar, sendo que a ajuda financeira irá variar conforme a localização, o custo do projeto e a tarifa elétrica.</p>
<p>Entre os critérios para a elegibilidade estão a necessidade de o sistema fotovoltaico estar conectado à rede e participar no sistema de compensação de energia elétrica, e o uso de mão de obra de empresas capazes de provar a sua experiência ou qualificação.</p>
<p>“Estamos contentes com essa parceria e esperamos obter bons resultados. Na Alemanha, há 15 anos, dizia-se que era impossível termos uma matriz com mais de 5% de renovável, hoje são 20%. O Brasil pode, ainda com mais facilidade, tornar sua matriz mais limpa do que já é”, declarou Fehr.</p>
<p>O Fundo Solar faz parte do Ano da Alemanha no Brasil, que tem como lema “Quando ideias se encontram”. A intenção é que novas iniciativas econômicas, científicas e sociais sejam realizadas com o apoio dos dois países.</p>
<p><strong>BNDES</strong></p>
<p>O Fundo Solar foi apresentado durante o seminário Energia+Limpa, realizado na Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC). Entre os palestrantes que abordaram justamente a questão do financiamento de projetos esteve Cláudia Noel, gerente do departamento de energias renováveis do BNDES.</p>
<p>“Possuímos os recursos do Fundo Clima para ajudar novos empreendimentos em energia limpa. O problema é que só podemos auxiliar empresas, não trabalhamos com pessoas físicas. É uma limitação que estamos estudando como ultrapassar”, disse Cláudia.</p>
<p>Outro problema apontado por ela é a falta de fornecedores brasileiros.</p>
<p>“Temos apenas um fornecedor no setor solar cadastrado e somente aprovamos projetos que utilizem seus serviços. Estamos abertos a incluir mais, é claro, mas até agora nenhuma empresa da área nos procurou”, disse.</p>
<p>“Vale lembrar que o BNDES visa sempre a geração de empregos, então não aceitamos financiar projetos que importem seus equipamentos. É preciso popularizar a manufatura nacional para que possamos ajudar mais empresas interessadas na geração limpa de energia”, concluiu Cláudia.</p>
<p>Saiba mais sobre o <span style="text-decoration: underline; color: #0000ff;"><strong><a href="http://www.bndes.gov.br/SiteBNDES/bndes/bndes_pt/Areas_de_Atuacao/Meio_Ambiente/fundo_clima.html" target="_blank">Fundo Clima no BNDES</a></strong></span></p>
<p><a href="http://www.americadosol.org/fundosolar/" target="_blank"></a><span style="text-decoration: underline; color: #0000ff;"><strong><a href="http://www.americadosol.org/fundosolar/" target="_blank">Veja mais informações sobre o Fundo Solar</a></strong></span></p>
<p>Conheça também o<span style="text-decoration: underline; color: #0000ff;"><strong><a href="http://www.americadosol.org/simulador/" target="_blank"> Simulador Solar</a></strong></span> e o Guia de Microgeradores Fotovoltaicos – <span style="text-decoration: underline; color: #0000ff;"><strong><a href="http://www.americadosol.org/guiaFV/" target="_blank">Como faço para ter eletricidade solar na minha casa?</a></strong></span></p>
<p><span style="font-size: x-small;"><strong>(Instituto CarbonoBrasil)</strong></span></p>
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		<title>Você é o trânsito</title>
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		<pubDate>Tue, 14 May 2013 18:29:18 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Henrique Andrade Camargo</dc:creator>
				<category><![CDATA[Blog do Julio]]></category>
		<category><![CDATA[automóveis]]></category>
		<category><![CDATA[mobilidade urbana]]></category>
		<category><![CDATA[Sociedade]]></category>

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		<description><![CDATA[Nas médias e grandes cidades se perde muito tempo com os deslocamentos, é muito carro para pouco espaço. Pô, e o pior é que rola o maior estresse com esse negócio de ficar preso no engarrafamento [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><iframe width="580" height="326" src="http://www.youtube.com/embed/hgQNC6wydEs" frameborder="0" allowfullscreen></iframe></p>
<p>Salve moçada!  Na semana passada compartilharam no meu facebook um vídeo super bacana que fala sobre os problemas do trânsito. Nas médias e grandes cidades se perde muito tempo com os deslocamentos, é muito carro para pouco espaço. Pô, e o pior é que rola o maior estresse com esse negócio de ficar preso no engarrafamento. É buzina que não acaba mais. Mas não adianta nada buzinar, não resolveremos essa lentidão no grito kkk</p>
<p>Por outro lado, ações como optar pela bicicleta, pelo transporte coletivo ou ainda ir a pé podem ajudar muito a melhorar o trânsito. Além disso ainda faz bem para a saúde, para o bom humor, para o bolso e para o meio ambiente, pois exercitamos o corpo e reduzimos o consumo de combustível. Eu Não Sou o Trânsito é um vídeo que demonstra que pequenas atitudes com essas fazem muito a diferença. Vejam que legal!</p>
<p>Xô preguiça! Vamos gastar mais sola de sapato, andar de buzão e pedalar.</p>
<p>(Blog do Julio/ Mercado Ético)</p>
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		<title>O biopoder e os mercados financeiros</title>
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		<pubDate>Tue, 14 May 2013 18:24:46 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Henrique Andrade Camargo</dc:creator>
				<category><![CDATA[Economia]]></category>
		<category><![CDATA[Notí­cias]]></category>
		<category><![CDATA[Andrea Fumagalli]]></category>
		<category><![CDATA[crise financeira]]></category>

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		<description><![CDATA[Na visão do economista italiano, estamos diante de uma instabilidade generalizada, estrutural e existencial, que vai além da condição de trabalho para abranger toda a vida: a instabilidade da vida. Confira a entrevista]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><span style="font-size: x-small;"><strong><span style="line-height: 19px;">Graziela Wolfart, do IHU On-Line</span></strong></span></p>
<p>“A crise financeira decorre da incapacidade de estabelecer uma governança financeira estável, apesar de, ao mesmo tempo, ter confirmado a primazia das finanças sobre a política”, constata o doutor em Economia Política Andrea Fumagalli.</p>
<p>Na visão do economista italiano Andrea Fumagalli, estamos diante de uma instabilidade generalizada, estrutural e existencial, que vai além da condição de trabalho para abranger toda a vida: a instabilidade da vida. Para ele, o impacto da crise financeira acelerou este processo. “O trabalho estável tornou-se cada vez mais instável e muitas vezes os trabalhadores ficaram desempregados. Nos países onde esse processo foi silenciado pela existência de amortizadores sociais universais, houve um estreitamento das políticas de acesso. Nos países onde os amortizadores sociais são muito parciais e não existe renda mínima, houve um aumento alarmante da pobreza”. Na entrevista que concedeu por e-mail à IHU On-Line, dando continuidade aos debates levantados na edição número 416 da revista (A organização do mundo do trabalho e a modelagem de novas subjetividades, Fumagalli defende que “o impacto das novas tecnologias criou novas formas de hierarquia e controle, especialmente entre o conhecimento tácito e codificado. Através da individualização posterior da relação de emprego e a disseminação do trabalho por tempo determinado, o sistema das grandes empresas aumentou o grau de expropriação social da cooperação social, que é a base das economias de aprendizado e de rede”.</p>
<p>Doutor em Economia Política, Andrea Fumagalli (foto) é professor no Departamento de Economia Política e Método Quantitativo da Faculdade de Economia e Comércio da Università di Pavia, Itália. Dentre seus vários livros publicados, citamos: Il lavoro. Nuovo e vecchio sfruttamento (Milão: Punto Rosso, 2006) e Crisi dell’economia globale. Mercati finanziari, lotte sociali e nuovi scenari politici (Verona: Ombre corte, 2009).</p>
<p>Confira a entrevista.</p>
<p><strong>IHU On-Line –</strong><em> Como definir o mundo do trabalho diante da crise na Europa? O que mudou em relação a ele depois da crise nessa região?</em></p>
<p><strong>Andrea Fumagalli</strong> – No contexto europeu, antes da crise econômica, o mercado de trabalho se caracterizava por uma crescente desregulamentação que havia favorecido um aumento no emprego por tempo determinado.</p>
<p>Na Alemanha, as reformas do ministro social-democrata Hartz favoreceram o surgimento de um mercado de trabalho dual, com um efeito de substituição do emprego estável pelo emprego por tempo determinado.</p>
<p>Na Itália, várias intervenções legislativas (a última foi a reforma Fornero, de 2012) institucionalizaram o contrato por tempo determinado como regra geral.</p>
<p>Na Espanha, a recente “reforma laboral” aumentou a flexibilidade dos contratos por tempo determinado.</p>
<p>Estes são apenas alguns exemplos.</p>
<p>De fato, o trabalho por tempo determinado tornou-se a condição de trabalho dominante. Estamos diante de uma instabilidade generalizada, estrutural e existencial (que vai além da condição de trabalho para abranger toda a vida: a instabilidade da vida). O impacto da crise acelerou este processo. O trabalho estável tornou-se cada vez mais instável e muitas vezes os trabalhadores ficaram desempregados. Nos países onde esse processo foi silenciado pela existência de amortizadores sociais universais, houve um estreitamento das políticas de acesso. Nos países onde os amortizadores sociais são muito parciais e não existe renda mínima, houve um aumento alarmante da pobreza.</p>
<p><strong>IHU On-Line –</strong><em> Que reformas devem ser pensadas no mercado de trabalho europeu a partir da crise?</em></p>
<p><strong>Andrea Fumagalli –</strong> Foi na década de 1980 (após a derrota das lutas operárias e sociais dos anos 1970, que contribuiu para o processo de modernização da Itália e da Europa) e, especialmente, a partir dos anos 1990 o momento em que se coloca à prova uma nova governança econômica, a qual irá se manifestar concretamente nas décadas por vir: uma política econômica que podemos definir em “dois tempos”.</p>
<p>Um primeiro tempo que visa melhorar a competitividade do sistema econômico no processo de globalização como a única condição para o crescimento que, em um segundo tempo, deveria ter – nas melhores intenções reformistas – gerado os recursos para melhorar a distribuição social da renda e, portanto, o nível de demanda. As medidas para criar competitividade no contexto da cultura econômica dominante concerniam duas diretrizes: o desmantelamento do estado social e sua financeirização privada (primeiro para os pensionistas, e depois gradualmente afetando a educação e hoje a saúde) e a flexibilização do mercado de trabalho, a fim de reduzir os custos de produção e aumentar os lucros necessárias para incentivar eventuais investimentos.</p>
<p>Na Itália, os resultados foram decepcionantes: longe de incentivar a modernização do sistema de produção, esta política tem gerado insegurança, estagnação econômica, erosão gradual da renda do trabalho, especialmente após os acordos de 1992-1993 e, em seguida, o declínio da produtividade.</p>
<p>O segundo tempo nunca começou e sabemos que, sic rebus stantibus, nunca terá início. O resultado foi uma redistribuição massiva de rendimentos do trabalho para a renda e lucro, com aumento da desigualdade social e um empobrecimento progressivo dos mais pobres. A crise de hoje não começou em 2008; começou, isto sim, no início dos anos 1990.</p>
<p><strong>IHU On-Line –</strong><em> Quais os principais impactos que a revolução tecnológica provoca no mundo do trabalho? O que muda em relação aos valores dos empregados e empregadores?</em></p>
<p><strong>Andrea Fumagalli –</strong> A partir dos anos 1990 em diante, de fato houve uma revolução copernicana nos processos de valorização capitalista, que viu a produção imaterial-cognitiva ganhar cada vez mais relevância em detrimento da material-industrial.</p>
<p>Hoje, os setores com maior valor agregado são os do setor terciário avançado e as fontes de produtividade que, cada vez mais, residem na exploração das economias de aprendizado e de rede, exatamente aquelas que exigem continuidade do emprego, garantia de renda e investimento em tecnologia: em outras palavras, uma flexibilidade de trabalho que pode ser produtiva somente se houver segurança econômica (continuidade da renda) e livre acesso aos bens comuns imateriais (conhecimento, mobilidade, sociabilidade).</p>
<p>O desenvolvimento do ICT favoreceu o surgimento de uma divisão do trabalho, a cognitiva, alinhada a esta e, às vezes, foi substituída na divisão técnica do trabalho, relembrando Smith. Com base nisso, o impacto das novas tecnologias criou novas formas de hierarquia e controle, especialmente entre o conhecimento tácito e codificado. Através da individualização posterior da relação de emprego e a disseminação do trabalho por tempo determinado, o sistema das grandes empresas aumentou o grau de expropriação social da cooperação social, que é a base das economias de aprendizado e de rede.</p>
<p>A importância dos direitos de propriedade intelectual consolidou esta tendência, apesar de criar novas contradições: em particular, entre a necessidade de uma difusão livre do saber para melhor explorar as economias de aprendizado e de rede, cercando o saber como fonte de lucro e renda.</p>
<p><strong>IHU On-Line –</strong><em> Em que medida a crise financeira deixa evidente a relação existente entre a categoria econômica e a categoria política? Como isso afeta o mundo do trabalho?</em></p>
<p><strong>Andrea Fumagalli –</strong> A crise financeira decorre da incapacidade de estabelecer uma governança financeira estável, apesar de, ao mesmo tempo, ter confirmado a primazia das finanças sobre a política. Graças à emergência de cumprir os diktat impostos pela especulação financeira e mediados pelas autoridades monetárias (Banco Central, FMI), tendo um papel cada vez mais subordinado à lógica financeira (exceto a autonomia apregoada pelos bancos centrais!), foram impostas, especialmente na Europa, as políticas de austeridade que têm afetado fortemente o mundo do trabalho e a distribuição de renda. Os planos de estabilidade nacional na Europa, não por acaso em todos os países envolvidos (Portugal, Irlanda, Espanha, Grécia, Itália) – com base no orçamento equilibrado e privatização dos sistemas de bem-estar público –, são caracterizados por duas medidas comuns a todos: reforma do sistema de aposentadorias, a fim de aumentar a idade de aposentadoria (para permitir uma economia para os cofres do Estado e incentivar as pensões complementares privadas, geridas por instituições financeiras) e a reforma do mercado de trabalho, com o objetivo de torná-lo ainda mais flexível e por tempo determinado.</p>
<p><strong>IHU On-Line –</strong><em> De que maneira o estímulo ao lucro e à riqueza como marca do capitalismo impactam nas transformações recentes no mundo do trabalho?</em></p>
<p><strong>Andrea Fumagalli –</strong> No paradigma atual do biocapitalismo cognitivo, a riqueza se apresenta sobe a forma de renda, derivada de três fatores: a renda financeira, a renda territorial (gentrification) e a renda da propriedade intelectual. Estamos testemunhando a transformação da renda do lucro, quando este dá origem tanto à expropriação da cooperação social (general intellect) quanto à exploração do território. Este lucro não é simplesmente definido pela diferença entre receitas e custos, mas cada vez mais a partir da cotação financeira do capital social da empresa. São os mercados financeiros, na transição da stakeholder society à shareholder society, que definem o nível dos lucros. Ao mesmo tempo, a financeirização e a privatização dos benefícios da previdência social, da saúde e da educação provocam o aumento da participação da renda do trabalho para que sejam canalizadas de modo forçado nos mercados financeiros (fundos de pensão, seguros, etc.). São os mercados financeiros, a partir desta passagem da stakeholder society à shareholder que aumentam a dependência da renda do trabalho e a possibilidade de lucrar capital gains.</p>
<p><strong>IHU On-Line –</strong><em> Em que medida os mercados financeiros e o capitalismo cognitivo passam a ser uma forma de biopoder?</em></p>
<p><strong>Andrea Fumagalli –</strong> Isso depende do fato de que os mercados financeiros são, hoje, o coração pulsante do capitalismo cognitivo. Eles financiam a atividade de acumulação: a liquidez atraída para os mercados financeiros premia a reestruturação da produção que visa aproveitar o conhecimento e o controle de espaços externos à empresa. Em segundo lugar, na presença de mais-valias, os mercados financeiros desempenham no sistema econômico o mesmo papel que no contexto de Ford, que tinha o multiplicador de Keynes (ativado pelo deficit spending).</p>
<p>No entanto, ao contrário do multiplicador clássico de Keynes, isso leva a uma redistribuição de renda distorcida. Para que este multiplicador seja operante (&gt; 1) é necessário que a base financeira (ou seja, a extensão dos mercados financeiros) esteja constantemente em aumento e que as mais-valias amadurecidas tenham uma média superior à perda do salário médio (que, de 1975 em diante foi de cerca de 20%).</p>
<p>Por outro lado, a polarização da renda aumenta o risco de insolvência das dívidas que são a base do crescimento da mesma base financeira, diminuindo o salário médio. Aqui, então, temos a primeira contradição, cujos efeitos estão agora sob os nossos olhos.</p>
<p>Em terceiro lugar, os mercados financeiros, canalizando de forma forçada parte crescente das rendas do trabalho (liquidação e previdência, além de renda por meio do Estado social que se refletem nas instituições de tutela da saúde pública e educação), substituindo o Estado como seguradora social. Desse ponto de vista, eles representam a privatização da esfera reprodutiva da vida. É a partir dessas considerações que os mercados financeiros exercem o biopoder.</p>
<p><strong>IHU On-Line –</strong><em> Quais as consequências de um mundo do trabalho fragmentado, dividido e marcado pelo individualismo?</em></p>
<p><strong>Andrea Fumagalli –</strong> Se usássemos uma expressão sintética, poderíamos dizer que o trabalho, na sua forma material, é caracterizado hoje pelas diferenças de atributos. O conceito de desempenho no trabalho é baseado na unicidade de cada fonte de trabalho, não pode ser equiparada a uma forma tipológica, contratual, qualitativa ou dominante. Não se pode falar da diferença no singular, ou seja, de relação binária (homem/mulher, manual/intelectual, operário/empregado, etc.), mas sim de uma pluralidade de diferenças, ou de muitas: uma aglomeração aparentemente caótica de tipos de trabalho, unificada pelo desenvolvimento da relação de trabalho. São as diferenças que constituem a força-trabalho cognitiva da atual fase capitalista. E é a exploração dessas diferenças, e a sua declinação material, que determina as novas formas de relação capital/trabalho.</p>
<p>A partir deste ponto de vista as categorias tradicionais usadas para descrever o mercado de trabalho não são as mais adequadas. Adicione a isso a tendência de generalização da condição de trabalho por tempo determinado, conceitos como “trabalho”, “desemprego”, “população inativa” que perdem o seu significado e tomam outras formas. Quem hoje pode ser definido como inativo? Talvez aquele que está tão desanimado que não consegue procurar um emprego, apesar de ter necessidade, talvez dentro de uma estrutura de bem-estar baseados na família?</p>
<p><strong>O desempregado</strong></p>
<p>O que significa estar desempregado hoje? Talvez, procurando uma agência de empregos ou uma multinacional do tipo Manpower, e perguntar se existe alguma colocação e, em caso negativo, voltar para casa ou para o bar? Somente isto não basta (especialmente em tempos de grave recessão econômica). Estar desempregado, hoje, em um contexto de individualização das relações de trabalho e de prevalência de contratação individual, significa, acima de tudo, passar o tempo se preparando, enviar currículos, buscar contatos, etc.</p>
<p>O desempregado de hoje não é nada ocioso, especialmente se ele não dispõe de nenhum seguro, fato cada vez mais comum. Como resultado, hoje o desempregado desempenha uma atividade de trabalho, além de ser consumidor e um sujeito ativo no ciclo da valorização do lazer e do entretenimento. A diferença entre um empregado e um desempregado é que o primeiro é diretamente produtivo e é – de alguma forma – remunerado, enquanto o segundo é indiretamente produtivo sem ser remunerado.</p>
<p>No biocapitalismo cognitivo, o trabalho digital e relacional se alastrou mais e mais, até definir os principais modos de desempenho no trabalho. É menos importante a separação entre o homem e a máquina que regula, organiza e regulamenta o trabalho manual. No exato momento em que o cérebro e a vida se tornam parte do trabalho, incluindo a distinção entre tempo de vida e tempo de trabalho que perde o sentido e o individualismo contratual, como base da instabilidade jurídica do trabalho, isso transborda para a subjetividade dos mesmos indivíduos, afeta os seus comportamentos e se transforma em instabilidade existencial.</p>
<p>No biocapitalismo cognitivo, a insegurança no emprego é, em primeiro lugar, subjetiva, ou seja, existencial, quer dizer, generalizada. É uma condição subjetiva, uma vez que entra diretamente na percepção do indivíduo de forma diferenciada, dependendo das expectativas, do imaginário e do grau de conhecimento (cultura) possuídos. É uma condição existencial, pois é onipresente e está presente em todas as atividades dos indivíduos, não somente no âmbito estritamente profissional, e por que, após o desmantelamento gradual do welfare, a incerteza que gera não encontra nenhuma forma segura, distante do comportamento destes mesmos indivíduos. Finalmente, é condição generalizada, porque mesmo quem está em uma situação de trabalho estável e garantida está plenamente consciente de que tal situação poderia acabar a qualquer momento, como resultado de uma reestruturação ou transferência. A massa de trabalho é dessa forma direta ou psicologicamente instável.</p>
<p><strong>IHU On-Line – </strong><em>O senhor ainda defende a proposta de uma renda básica incondicionada como instrumento de recomposição social, considerando a crise no mundo do trabalho?</em></p>
<p><strong>Andrea Fumagalli –</strong> Absolutamente, especialmente em tempos de crise. A prevalência atual de economias de escala dinâmicas (aprendizagem e relacionamento) como fonte de produtividade e riqueza nos leva a crer que é prioritário pensar em um novo sistema de seguro social (neo-welfare ou commonfare) como um ponto de partida para reorganizar em um sentido progressista o mercado de trabalho.</p>
<p>Para fazer isso, devemos derrubar completamente a lógica dos dois tempos da atual política econômica.</p>
<p>O primeiro tempo deve consistir em medidas destinadas a garantir não só a estabilidade, mas também a estabilidade da renda do trabalho e segurança social, a fim de melhorar a capacidade de produção, aumentar a demanda, promover os processos de aprendizagem e rede para aumentar a produtividade, criando condições mais favoráveis para os investimentos (não precisa ser economista para entender que os investimentos são uma função da expectativa, mais sobre a demanda futura do que sobre o atual nível de lucros ou rendimentos auferidos). Com isso em mente, precisamos mais de secur-flexibility que de flex-security. Desse ponto de vista, hoje se torna cada vez mais indispensável a declinação da luta contra a insegurança na instabilidade, através do pedido de uma renda básica incondicional como um instrumento, primus inter pares, para pôr a nu as contradições da acumulação econômica.</p>
<p><strong>Renda básica</strong></p>
<p>No biocapitalismo cognitivo a renda básica é equivalente ao que representava a demanda por salários mais altos na era do capitalismo industrial de Ford. Mas, ao contrário do aumento dos salários, a introdução da renda básica teria um impacto limitado sobre os custos das empresas, uma vez que seria concedida pelas autoridades públicas locais, nacionais ou supranacionais. Em outras palavras, o financiamento da renda vai depender da existência da estrutura fiscal em vigor.</p>
<p>No biocapitalismo cognitivo, um novo pacto social poderia se basear na introdução de uma renda básica. É uma proposta aparentemente reformista, mas potencialmente subversiva, uma vez que reduz a ameaça da necessidade, levaria a processos de libertação do trabalho, estimulando alternativas na organização da produção.</p>
<p>Em outras palavras, a introdução de uma renda de base poderia ser uma ferramenta valiosa para conter e reduzir a armadilha do trabalho por tempo determinado.</p>
<p>No entanto, existe um risco de que a introdução de uma renda de base possa levar a uma redução dos salários. Por esta razão, tal medida deve ser acompanhada da introdução, na Itália, de uma lei que estabeleça o salário mínimo, ou que determine que uma hora de trabalho não possa valer menos do que um x valor, independentemente do trabalho realizado.</p>
<p>Além disso, devemos considerar que a garantia de renda diminui a ameaça individual, a dependência, o desamparo de trabalhadores e trabalhadoras em relação às empresas.</p>
<p>Exigir uma renda mínima é a premissa para que os trabalhadores temporários, os desempregados e trabalhadores com baixos salários possam desenvolver conflitos no local de trabalho. Hoje, a ameaça da demissão ou a não renovação do contrato, sem qualquer tipo de proteção, é muito forte. A renda, combinada com garantias contratuais dignas e um salário mínimo, tornaria todos menos suscetíveis às ameaças e, portanto, mais fortes. Permitiria a melhoria das suas condições de trabalho e das obrigações contratuais.</p>
<p><span style="font-size: x-small;"><strong>(IHU On-Line)</strong></span></p>
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		<item>
		<title>O automóvel depois do carrocentrismo</title>
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		<pubDate>Tue, 14 May 2013 18:19:48 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Henrique Andrade Camargo</dc:creator>
				<category><![CDATA[Notí­cias]]></category>
		<category><![CDATA[Sociedade]]></category>
		<category><![CDATA[automável]]></category>
		<category><![CDATA[cidades]]></category>
		<category><![CDATA[mobilidade urbana]]></category>
		<category><![CDATA[Ricardo Abramovay]]></category>

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		<description><![CDATA["Abandonando as formas arcaicas de fazer negócios, a indústria automobilística depara-se com o extraordinário potencial de transformação para colocar seus produtos a serviço da vida social"]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><span style="font-size: x-small;"><strong>Ricardo Abramovay*</strong></span></p>
<p><span style="font-size: 13px; line-height: 19px;"><a href="http://mercadoetico.terra.com.br/website/wp-content/uploads/2013/05/transito_nó_250.jpg"><img class="alignleft size-full wp-image-72436" src="http://mercadoetico.terra.com.br/website/wp-content/uploads/2013/05/transito_nó_250.jpg" alt="" width="250" height="168" /></a>É possível recuperar o papel revolucionário que teve o automóvel individual no desenho das cidades, na mobilidade das pessoas e na própria cultura das sociedades contemporâneas? Que os carros particulares tenham perdido este papel já é hoje lugar-comum: ineficientes sob o ângulo energético, vetores do estrangulamento na circulação, responsáveis por desenhos urbanos desumanizados, é cada vez menos óbvia a associação entre esses veículos e a liberdade à qual estiveram ligados até meados do século XX.</span></p>
<p>Optar por essa forma de deslocamento, hoje, envolve um risco crescente de ver-se preso a uma caixa fechada que favorece a emergência do que cada um de nós tem de pior e que Nilton Bonder chama de autoviolência. Além disso, os custos sociais (evidentemente, não pagos) do automóvel individual são exorbitantes: a Technische Universitat, de Dresden, estima-os em nada menos que 373 bilhões de euros anuais, só na União Europeia.</p>
<p>Será possível então que o automóvel, síntese de algumas das mais importantes inovações do século XX, volte a ter um papel fundamental na emergência de cidades sustentáveis e deixe de ser o emblema da paralisia e do desperdício material e energético a que hoje se vincula?</p>
<p>A KPMG e a Roland Berger, duas das mais importantes consultorias globais, mobilizaram suas equipes para ouvir dirigentes da indústria automobilística no mundo todo a respeito desse tema. O resultado é fascinante e mostra uma indústria com um extraordinário potencial de transformação para colocar  seus produtos a serviço da vida social que,  ao mesmo tempo, está diante de obstáculos cruciais, que a fazem persistir em formas arcaicas de fazer negócios.</p>
<p>A primeira transformação que já está  em curso foi batizada pela KPMG de “carro conectado”. As mídias digitais serão decisivas não só no funcionamento da própria máquina, mas, sobretudo, na sua ligação com as cidades, pela possibilidade de indicar onde  há congestionamentos e quais os melhores horários e trajetos para evitá-los. Na segurança dos veículos e no monitoramento dos próprios motoristas, as tecnologias da informação vão desempenhar papel cada vez mais importante. A eficiência dos motores a combustão interna pode aumentar muito em razão do uso dessas tecnologias. Novos materiais (como fibras de carbono) tornarão os carros mais leves e mais econômicos.</p>
<p>Mas há uma segunda dimensão revolucionária do carro conectado: ela já permite que a economia da partilha ocupe lugar central no uso do automóvel. O estudo da KPMG prevê que em 2026 a partilha será, por exemplo, a opção preferida de um quarto dos brasileiros que usam transporte individual, por meio de sistemas de aluguel baseados em dispositivos móveis, como os que hoje já começam a existir em várias cidades do mundo.</p>
<p>A terceira transformação, mostra a Roland Berger, é que o próprio modelo de negócio das grandes montadoras globais está ultrapassado. Companhias não automobilísticas talvez estejam mais aptas a levar adiante projetos inovadores neste setor. Empresas automobilísticas são mais rígidas e hierarquizadas e mudam com maior dificuldade que as de tecnologia da informação. O atual modelo do negócio automobilístico continua norteado pela oferta: o traço fundamental deste push model consiste em investir cada vez mais em novas fábricas, na expectativa de vender mais e mais carros.</p>
<p>O problema é que, segundo os  dois estudos, o horizonte de ampliação permanente na produção e venda de automóveis individuais choca-se contra um mercado em estado de saturação. Segundo a Roland Berger, o mundo tem capacidade para produzir 90 milhões de veículos e a demanda é de apenas 69 milhões. Os dados da KPMG são basicamente os mesmos. Ao mesmo tempo, os dois estudos revelam que, no mundo todo, o carro deixa de ser a grande aspiração de consumo das jovens gerações. E, no entanto, os investimentos para  ampliar a oferta, sobretudo nos países em desenvolvimento, não cessam de expandir.</p>
<p>Não se trata de preconizar uma sociedade sem carros. Trata-se, sim, de constatar  que os avanços recentes na conectividade e na eficiência material e energética dos automóveis só ganharão sentido se estiverem a serviço de cidades organizadas em função das pessoas. E, para isso, a indústria precisa aprender a oferecer serviços de mobilidade, e não cada vez mais carros.</p>
<p><strong>* Ricardo Abramovay é professor titular da FEA e do IRI-USP, pesquisador do CNPq e da Fapesp, e autor deMuito Além da Economia Verde, lançado na Rio+20 pela Editora Planeta Sustentável.</strong></p>
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		</item>
		<item>
		<title>Relatório do Pnuma destaca práticas sustentáveis de empresas brasileiras</title>
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		<pubDate>Tue, 14 May 2013 17:30:30 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Henrique Andrade Camargo</dc:creator>
				<category><![CDATA[Negócios sustentáveis]]></category>
		<category><![CDATA[Notí­cias]]></category>
		<category><![CDATA[Salas Temáticas]]></category>
		<category><![CDATA[economia verde]]></category>
		<category><![CDATA[meio ambiente]]></category>
		<category><![CDATA[PNUMA]]></category>

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		<description><![CDATA[Documento destaca iniciativas sustentáveis na indústria e comércio brasileiros]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><span style="font-size: x-small;"><strong><span style="line-height: 19px;">EcoD</span></strong></span></p>
<p><span style="font-size: 13px; line-height: 19px;">Abordar as oportunidades que as políticas de economia verde geram para o comércio sustentável e os incentivos que o comércio internacional podem criar para promover uma economia mais ambientalmente correta. Esse é o principal objetivo do relatório <span style="text-decoration: underline; color: #0000ff;"><strong><a href="http://www.unep.org/newscentre/Default.aspx?DocumentID=2716&amp;ArticleID=9494&amp;l=en" target="_blank">Economia Verde e Comércio — Tendências, Desafios e Oportunidades</a></strong></span>, lançado na primeira semana de maio pelo Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente (Pnuma).</span></p>
<p>O documento, que destaca iniciativas sustentáveis na indústria e comércio brasileiros, também analisa seis setores econômicos: agricultura, pesca, florestas, indústria, energia renovável e turismo.</p>
<p>O estudo ressalta a empresa brasileira de cosméticos Natura, que adotou o uso sustentável da biodiversidade como referência para inovação. O relatório lembra que a companhia desenvolveu alternativas vegetais para as matérias-primas petroquímicas, que permitiram reduzir o uso de carbono e criar uma nova linha de produtos baseados no uso sustentável da biodiversidade.</p>
<p><strong>Madeira legal</strong></p>
<p>Em 2010, relata o estudo, a empresa madeireira Rondobel, que atua no estado do Pará, se tornou a primeira companhia da América Latina a atender os princípios da organização não governamental (ONG) Rainforest Alliance, em prol da Verificação da Origem Legal (VLO), que examina se a fonte da <span style="text-decoration: underline; color: #0000ff;"><strong><a href="http://www.ecodesenvolvimento.org/dicas-e-guias/dicas/2012/janeiro/compre-madeira-de-origem-legal?tema=responsabilidade-ambiental" target="_blank">madeira é legal</a></strong></span>.</p>
<p>Em 2011, as economias em desenvolvimento representaram 35% do investimento mundial em energia limpa, sendo que os investimentos no Brasil, China e Índia, responderam por quase 60 bilhões de dólares.<br />
Em dezembro de 2011 a empresa foi auditada pela ONG Instituto de Manejo e Certificação Florestal e Agrícola (Imaflora) com base nos princípios da ONG Conselho de Manejo Florestal (FSC). Em junho de 2012, a companhia recebeu um certificado da FSC por suas atividades na floresta e na serraria.</p>
<p>Segundo o relatório, o certificado e o comprometimento da Rondobel com a sustentabilidade e a excelência ambiental abriram novos mercados para a companhia, pois, além das vendas domésticas, a empresa agora comercializa produtos para os Estados Unidos, Europa e Panamá.</p>
<p><strong>Sustentabilidade na Amazônia</strong></p>
<p>O documento também cita o programa Bolsa Amazônia, atualmente em operação na Bolívia, Brasil, Colômbia, Equador e Venezuela. A iniciativa busca a comercialização sustentável de produtos amazônicos, envolvendo comunidades rurais e as capacitando com informação.</p>
<p>De acordo com o estudo, os países em desenvolvimento com abundantes recursos renováveis estão em boa posição para capitalizar as oportunidades oferecidas por produtos “verdes” e podem assim aumentar sua participação no mercado internacional de bens e serviços sustentáveis.</p>
<p>Em 2011, as economias em desenvolvimento representaram 35% do investimento mundial em energia limpa, sendo que os investimentos no Brasil, China e Índia, responderam por quase 60 bilhões de dólares, ou 90% dos investimentos dos países em desenvolvimento.</p>
<p><a href="http://www.unep.org/greeneconomy/Portals/88/GETReport/pdf/FullReport.pdf" target="_blank"></a><span style="text-decoration: underline; color: #0000ff;"><strong><a href="http://www.unep.org/greeneconomy/Portals/88/GETReport/pdf/FullReport.pdf" target="_blank">Para ler o relatório em inglês, clique aqui.</a></strong></span></p>
<p><span style="font-size: x-small;"><strong>(EcoD)</strong></span></p>
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		</item>
		<item>
		<title>Percepção errada de moda sustentável prejudica setor</title>
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		<pubDate>Tue, 14 May 2013 17:22:44 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Henrique Andrade Camargo</dc:creator>
				<category><![CDATA[Moda & Beleza]]></category>
		<category><![CDATA[Notí­cias]]></category>
		<category><![CDATA[Salas Temáticas]]></category>
		<category><![CDATA[consumo consciente]]></category>
		<category><![CDATA[Lynda Grose]]></category>
		<category><![CDATA[moda]]></category>
		<category><![CDATA[moda sustentável]]></category>

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		<description><![CDATA[Para Lynda Grose, uma das maiores especialistas no assunto do mundo, setor ainda é confundido com moda hippie]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><span style="font-size: x-small;"><strong>EcoD</strong></span></p>
<p>Quando o assunto é moda sustentável, tem quem afirme que é &#8220;coisa de <em>hippie</em>&#8220;, ou até mesmo uma opção cara e nada <em>fashion</em>. Segundo a estilista inglesa Lynda Grose, especialista no tema há mais de duas décadas, essa é a principal razão pela qual o conceito de sustentabilidade ainda não é tão forte no mundo da alta costura, já que muitas empresas evitam ter seus produtos associados à “moda <em>hippie</em>”.</p>
<p>Em entrevista a revista Época, Grose afirmou que mais desafiador que mudar a postura dessas empresas é fazer a população repensar seus hábitos de consumo. “Não adianta utilizar materiais orgânicos nas roupas, se os consumidores as jogam fora quando não precisam mais da peça”, observou.</p>
<p><span style="font-size: 13px; line-height: 19px;">Por meio de algumas dicas a estilista mostrou como o consumidor pode contribuir. “Existem outras questões que o consumidor pode ajudar a resolver, como o uso de água e energia para a lavagem das roupas. Em países quentes como o Brasil, é impossível pensar em não lavar as roupas logo após o uso, mas podemos diminuir o uso do ferro de passar com tecidos que não amassem. Também podemos tingir roupas manchadas, em vez de descartá-las. Existem diferentes formas de ser sustentável”, exemplificou.</span></p>
<p>Grose foi uma das profissionais da área responsáveis pela criação da primeira coleção de roupas ecologicamente corretas em uma grande marca nos Estados Unidos. Ela apontou o desperdício dos materiais pela indústria e o alto consumo da população, como os principais desafios da moda atual.</p>
<p>As marcas que produzem em alta escala precisam repensar sua forma de produção, pontuou Grose, que atualmente faz consultoria para um novo projeto da Levi’s, voltado para a utilização de algodão orgânico.</p>
<p><span style="font-size: x-small;"><strong>(EcoD)</strong></span></p>
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		<title>Greenpeace lança portal para monitorar ocorrências na exploração do pré-sal</title>
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		<pubDate>Tue, 14 May 2013 17:13:08 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Henrique Andrade Camargo</dc:creator>
				<category><![CDATA[energia]]></category>
		<category><![CDATA[Notí­cias]]></category>
		<category><![CDATA[energia suja]]></category>
		<category><![CDATA[greenpeace]]></category>
		<category><![CDATA[petróleo]]></category>
		<category><![CDATA[pré-sal]]></category>

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		<description><![CDATA[A organização mapeou 102 plataformas da região do pré-sal, divididas em dois grupos: as que têm mais de 30 anos de existência, e as que ainda não atingiram essa marca, e reuniu dados como estado atual, proprietário, operador e idade de cada uma, além do histórico de acidentes]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><span style="font-size: x-small;"><strong>EcoD</strong></span></p>
<p>Em janeiro de 2013, o relatório <em>Point of no Return</em> (Caminho sem Volta), lançado pelo <span style="text-decoration: underline; color: #0000ff;"><strong><a href="http://www.greenpeace.com/" target="_blank">Greenpeace Internacional</a></strong></span>, apontou que o projeto brasileiro de exploração do pré-sal, óleo descoberto nas camadas profundas do oceano, é a nona iniciativa mais suja do planeta. Para deixar a população informada sobre o assunto, a mesma ONG desenvolveu o portal Lataria, cujo foco é o monitoramento das ocorrências na exploração da substância e o estado atual das plataformas.</p>
<p>A organização mapeou 102 plataformas da região do pré-sal, divididas em dois grupos: as que têm mais de 30 anos de existência, e as que ainda não atingiram essa marca, e reuniu dados como estado atual, proprietário, operador e idade de cada uma, além do histórico de acidentes. É possível encontrar informações sobre os poços também.</p>
<p>As plataformas mais antigas representam maior probabilidade de vazamentos. Dos 102 acidentes registrados no Brasil desde o ano 2000 na exploração petrolífera <em>offshore</em> (estrutura fixa ou flutuante, instalada em solo marinho), 62% aconteceram nas plataformas mais velhas. O objetivo da iniciativa é divulgar informações como esta e romper com a &#8220;falta de transparência da indústria do petróleo&#8221;, afirma o portal.</p>
<p>O site, que foi lançado no dia 13 de maio pelo Greenpeace Brasil, disponibiliza ao internauta <span style="text-decoration: underline; color: #0000ff;"><strong><a href="http://www.greenpeace.com.br/lataria/receba-atualizacoes/" target="_blank">documentos para download</a></strong></span> sobre as informações das plataformas.</p>
<p><a href="http://www.greenpeace.org.br/lataria" target="_blank"> </a><span style="text-decoration: underline; color: #0000ff;"><strong><a href="http://www.greenpeace.org.br/lataria" target="_blank">- Conheça o portal Lataria -</a></strong></span></p>
<p><span style="color: #000000; font-size: x-small;"><strong>(EcoD)</strong></span></p>
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		</item>
		<item>
		<title>Beber água reciclada do esgoto pode ser realidade em Londres</title>
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		<pubDate>Tue, 14 May 2013 14:08:06 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Henrique Andrade Camargo</dc:creator>
				<category><![CDATA[meio ambiente]]></category>
		<category><![CDATA[Notí­cias]]></category>
		<category><![CDATA[Água]]></category>
		<category><![CDATA[Londres]]></category>
		<category><![CDATA[recursos hídricos]]></category>

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		<description><![CDATA[De acordo com a Thames Water, em 25 anos a necessidade de água potável na cidade deve aumentar cerca de 80%]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><span style="font-size: x-small;"><strong>EcoD</strong></span></p>
<p>Já imaginou tomar água do esgoto? Parece nojento, mas depois de passar pelo sistema de depuração adequado não apenas é possível, como já é uma realidade em algumas partes do mundo, como Cingapura e Estados Unidos. A próxima a adotar a ideia será Londres. A empresa<em> Thames Water</em>, que fornece água potável para a capital inglesa, acaba de lançar uma nova estratégia de longo prazo para reciclar o esgoto e fornecer água potável para toda a população, segundo o <em>The Guardian</em>.</p>
<p><span style="font-size: 13px; line-height: 19px;">O esgoto pode ser reciclado a partir de dois processos. Um deles é conhecido como osmose inversa. O líquido é forçado contra membranas muito finas que filtram o sal e outras substâncias, mas deixam as moléculas de água passar. Além disso, o material também sofre um processo de desinfecção com radiação ultravioleta para garantir a pureza da água reciclada. Ambos processos são caros, mas os especialistas afirmam que pode sair mais em conta do que importar água, uma realidade futura caso a água potável fique escassa.</span></p>
<p>Reutilizar águas residuais não é uma novidade quando se trata da utilização desta para irrigação, por exemplo. Mas quando se fala na utilização desse recurso para o consumo humano, os pesquisadores afirmam que ainda existe uma rejeição psicológica do consumidor, o que reduz a propagação desse processo.</p>
<p>Em Londres, não foi diferente. Como previsto, o plano não agradou a todos, no entanto, o processo foi a estratégia vista pela a empresa como uma solução para a crescente demanda de abastecimento humano. De acordo com a <em>Thames Water</em>, em 25 anos a necessidade de água potável deve aumentar cerca de 80%, o que preocupa a empresa.</p>
<p>Além da reciclagem de águas residuais, a <em>Thames Water</em> também planeja passar a próxima década consertando canos com vazamentos e incentivando as pessoas a obter os seus 160 litros diários. Tudo no intuito de evitar o máximo de desperdício e garantir a existência da água potável para as gerações futuras.</p>
<p><span style="font-size: x-small;"><strong>(EcoD)</strong></span></p>
]]></content:encoded>
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		<item>
		<title>Rede social compartilha sobras de comida através da internet</title>
		<link>http://mercadoetico.terra.com.br/arquivo/rede-social-compartilha-sobras-de-comida-atraves-da-internet/</link>
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		<pubDate>Tue, 14 May 2013 14:05:03 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Henrique Andrade Camargo</dc:creator>
				<category><![CDATA[Negócios sustentáveis]]></category>
		<category><![CDATA[Notí­cias]]></category>
		<category><![CDATA[Salas Temáticas]]></category>
		<category><![CDATA[alimentação]]></category>
		<category><![CDATA[comida]]></category>
		<category><![CDATA[fome]]></category>
		<category><![CDATA[shareyourmeal]]></category>

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		<description><![CDATA[A plataforma foi criada para combater o desperdício de alimentos e propiciar a interação entre pessoas desconhecidas.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><a href="http://ciclovivo.com.br/noticia/rede-social-compartilha-sobras-de-comida-atraves-da-internet" target="_blank"></a><span style="font-size: x-small;"><strong><a href="http://ciclovivo.com.br/noticia/rede-social-compartilha-sobras-de-comida-atraves-da-internet" target="_blank">CicloVivo</a></strong></span></p>
<p>A plataforma virtual <span style="text-decoration: underline; color: #0000ff;"><strong><a href="http://www.shareyourmeal.net/" target="_blank">Shareyourmeal</a></strong></span> foi criada na Holanda para reduzir o desperdício de alimentos nas residências. O serviço na web permite que as pessoas comprem e vendam as sobras de refeições em boas condições a preços acessíveis, compartilhando a comida que seria jogada no lixo.</p>
<p>O sistema foi criado no ano passado, por um casal de Amsterdã, e já está presente em várias partes do mundo, inclusive em cidades brasileiras. A rede social conta com mais de 45 mil usuários, entre cozinheiros e compradores de comidas, que já compartilharam mais de 73 mil pratos.</p>
<p>A plataforma possui uma ferramenta de busca de refeições e alimentos, em que os usuários podem procurar os pratos disponíveis no sistema, informando os nomes e os ingredientes usados nas receitas, além da quantidade que será comprada.</p>
<p>Do outro lado do computador, os cozinheiros também precisam fornecer dados, incluindo os preços e os prazos de validade. Se o usuário encontrar os alimentos que procura, deve entrar em contato com o vendedor e buscar as refeições em um horário e local combinado. Caso os clientes cancelem a compra, as sobras de alimentos são oferecidas a outra pessoa que participa da rede.</p>
<p>De acordo com Marieke Hart, fundadora do Shareyourmeal, o serviço gratuito surgiu quando ela e seu marido sentiram um forte cheiro de comida na casa do vizinho. Segundo o casal, as refeições são um dos mais importantes meios com que as pessoas se conectam. Com informações do Catraca Livre.</p>
<p>(CicloVivo)</p>
]]></content:encoded>
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		</item>
		<item>
		<title>Operação Concutare põe em discussão o licenciamento ambiental</title>
		<link>http://mercadoetico.terra.com.br/arquivo/operacao-concutare-poe-em-discussao-o-licenciamento-ambiental/</link>
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		<pubDate>Tue, 14 May 2013 13:30:07 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Henrique Andrade Camargo</dc:creator>
				<category><![CDATA[meio ambiente]]></category>
		<category><![CDATA[Notí­cias]]></category>
		<category><![CDATA[política]]></category>
		<category><![CDATA[Rio Grande do Sul]]></category>

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		<description><![CDATA[“Divulgou-se recentemente que, nos últimos 10 anos, 13 secretários de meio ambiente ocuparam a pasta no Rio Grande do Sul. Já vínhamos denunciando que estes cargos estavam sendo utilizados como prêmio consolação para políticos que não obtinham êxito nas eleições do estado, e eram neófitos em meio ambiente”]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><span style="font-size: x-small;"><strong>IHU On-Line</strong></span></p>
<p><span style="font-size: 13px; line-height: 19px;">“Divulgou-se recentemente que, nos últimos 10 anos, 13 secretários de meio ambiente ocuparam a pasta no Rio Grande do Sul. Já vínhamos denunciando que estes cargos estavam sendo utilizados como prêmio consolação para políticos que não obtinham êxito nas eleições do estado, e eram neófitos em meio ambiente”, aponta o biólogo.</span></p>
<p>Confira a entrevista.</p>
<p><span style="font-size: 13px; line-height: 19px;">“Crime de responsabilidade na gestão pública deveria ser averiguado em todos os níveis e punido exemplarmente. Fala-se em outras situações, em crimes de responsabilidade fiscal, mas os de responsabilidade socioambiental não receberam a jurisprudência devida”. A ponderação é de Paulo Brack, ao criticar a liminar da Justiça Federal que mandou soltar todos os presos envolvidos na Operação Concutare, da Polícia Federal, acusados de fraudes, corrupção e tráfico de influência em esquemas de licenciamento ambiental na Secretaria Estadual de Meio Ambiente do e na Secretaria Municipal de Meio Ambiente de Porto Alegre. “Foi um banho de água fria a decisão da juíza, que não acatou o pedido dos delegados que coordenam os trabalhos. Eles justificaram a manutenção da prisão para que não houvesse interferência nas investigações. Lamentavelmente, este tipo de malfeitor possui um conjunto de advogados bem pagos e preparados para esquivar seus clientes nestas horas. O mais triste é que se cria uma sensação de impunidade, bem típica do Brasil”, assinala na entrevista a seguir, concedida por e-mail. Para Brack, empresários e os governos “subjugam a área ambiental”, por isso os licenciamentos são vistos como “‘balcões de licenciamento’, incrementando-se uma estrutura meramente burocrática de ‘carimbo e assinatura’ para um processo que é muitas vezes complexo”.</span></p>
<p>O biólogo também critica a nomeação do novo secretário da Secretaria Estadual de Meio Ambiente – SEMA, Neio Lúcio Fraga Pereira, anunciado na manhã de ontem (13-05-2013) pelo governador Tarso Genro. “Pegou-nos em parte com surpresa. Inicialmente, o governador havia informado que daria tempo maior para esta nomeação acontecer, o que não ocorreu. Infelizmente, o aspecto político-partidário predominou de novo”.</p>
<p>Paulo Brack (foto abaixo) é mestre em Botânica pela Universidade Federal do Rio Grande do Sul e doutor em Ecologia e Recursos Naturais pela Universidade Federal de São Carlos. Desde 2006 faz parte da Comissão Técnica Nacional de Biossegurança – CTNBio e representa o Instituto Gaúcho de Estudos Ambientais – InGá, no Conselho Estadual do Meio Ambiente do RS – Consema/RS.</p>
<p>Confira a entrevista.</p>
<p><strong>IHU On-Line –</strong><em> O que é a Operação Concutare? Quando e por que a Polícia Federal a iniciou?</em></p>
<p><span style="font-size: 13px; line-height: 19px;"><strong>Paulo Brack</strong> – A Operação Concutare, da Polícia Federal – PF, que foi deflagrada no último dia 29 de abril, reuniu cerca de 150 policiais federais para desbaratar um esquema de delitos ambientais que vinha sendo investigado há cerca de 10 meses. Trata-se de crimes que envolvem fraudes, corrupção e tráfico de influência em esquemas de licenciamento ambiental na Secretaria Estadual de Meio Ambiente e na Secretaria Municipal de Meio Ambiente de Porto Alegre. Começou com 24 indiciados por delitos como crimes contra a administração pública e lavagem de dinheiro, entre outras acusações, resultando na prisão temporária de 18 pessoas, entre elas, os respectivos secretários de Meio Ambiente. É previsto o indiciamento de mais de 50 pessoas na PF. Denúncias crescentes de técnicos dos órgãos ambientais teriam ajudado a dar as pistas para desbaratar esta rede de contravenções.</span></p>
<p><strong>IHU On-Line –</strong><em> Quais são os órgãos estaduais e municipais envolvidos na Operação Concutare?</em></p>
<p><strong>Paulo Brack</strong> – Até agora, pelo fato de que o conteúdo desta operação está sob sigilo, o que se sabe é muito pouco. Mas na Secretaria do Meio Ambiente – SEMA ficaram evidentes alguns casos de corrupção na Fundação Estadual de Proteção Ambiental Luis Roessler – Fepam, corrupção já admitida por um dos técnicos que teria recebido propinas do setor da mineração. Sabe-se também de outros funcionários, um deles já indiciado no ano passado pelo Ministério Público Estadual, por participar de esquema de facilitação de licenças em megaempreendimentos de veraneio no Litoral Norte. Outros municípios estariam com irregularidades apontadas. Em Porto Alegre, dezenas de empreendimentos urbanísticos também apresentam irregularidades e, no mínimo, o crime de responsabilidade é evidente, sobre áreas naturais, principalmente na Zona Sul. Chegou-se a levantar a possibilidade de mais de 40 empreendimentos com irregularidades, incluindo os do Litoral.</p>
<p><strong>IHU On-Line –</strong><em> Quais são as principais irregularidades envolvendo a concessão de licenças no Rio Grande do Sul?</em></p>
<p><strong>Paulo Brack</strong> – O grupo seria formado por servidores públicos, consultores ambientais e empresários. Os investigados atuam na obtenção e na expedição de concessões ilegais de licenças ambientais e autorizações minerais junto aos órgãos de controle ambiental.</p>
<p>Sobre estes fatos já havia alguns indícios de irregularidades, por exemplo, quando denunciamos ao Ministério Público Estadual e Federal, por meio do InGá, a ONG da qual faço parte. Trata-se de alguns condomínios que destruíram florestas, banhados, arroios e dunas no Litoral, principalmente nos municípios de Capão da Canoa e Xangrilá, acelerando irreversivelmente a transformação da paisagem de áreas que estão nos mapas ambientais dos governos federal e estadual como prioritárias para a conservação.</p>
<p>No caso da mineração, a alguns quilômetros de Caçapava do Sul (BR 392), verificava-se a degradação da paisagem de morros e vales devido à mineração de calcário, onde enormes nuvens brancas se espalhavam pelos céus, comprometendo a saúde dos moradores e trabalhadores do setor. Parece que se confirmou o descontrole de uma atividade que deveria ser acompanhada de perto.  As questões ligadas à extração irregular de areia do rio Jacuí já haviam sido também levantadas.</p>
<p><strong>IHU On-Line –</strong><em> O que esta operação demonstra sobre a agenda ambiental na gestão pública?</em></p>
<p><strong>Paulo Brack</strong> – O que aconteceu é uma vergonha para nós gaúchos e para a maioria dos técnicos destes órgãos, que são pessoas honestas e empenhadas em seu trabalho. Mas a realidade não é só do município ou do estado. A agenda ambiental, no Brasil e neste mundo globalizado e “competitivo”, vem sendo ou abandonada ou estrangulada deliberadamente, apesar dos gestores – alguns, inclusive, presos nesta operação.</p>
<p>Divulgou-se recentemente que, nos últimos 10 anos, 13 secretários de Meio Ambiente ocuparam a pasta no estado. Já vínhamos denunciado que estes cargos estavam sendo utilizados como prêmio consolação para políticos que não obtinham êxito nas eleições do estado, e eram neófitos em meio ambiente. Mas com o jogo das cotas partidárias, logo obtinham sua nomeação. Isso ocorreu em nível estadual e em Porto Alegre. E é comum no Brasil.</p>
<p>O que se vê é o uso partidário e a indicação massiva dos chamados cargos em comissão sem o devido requisito técnico, não raro também nos segundo e terceiro escalões. Se adicionarmos os ingredientes da corrupção agora evidenciada e do enfraquecimento paulatino dos órgãos de meio ambiente, em termos de infraestrutura, pessoal, salário e trabalho dignos, sem falar nas pressões econômicas, o resultado é um enorme desastre.</p>
<p>A população pouco sabe, pois a grande mídia esconde, protegendo os corruptores que a financiam. Mas alguém vai ter que pagar por estes danos à natureza, ao serviço público e aos bens que pertencem a todos. Crime de responsabilidade na gestão pública deveria ser averiguado em todos os níveis e punido exemplarmente. Fala-se em outras situações, em crimes de responsabilidade fiscal, mas os de responsabilidade socioambiental não receberam a jurisprudência devida. E quanto ao direito à informação, continuamos sem ele.</p>
<p><strong>IHU On-Line –</strong><em> Após dez meses de investigação da Polícia Federal, que culminou na prisão de 18 pessoas, incluindo os secretários do Meio Ambiente do Estado e de Porto Alegre, a Justiça Federal decidiu soltar os presos da Operação Concutare. Quais os limites da Justiça brasileira diante dos danos ambientais? Como o senhor vê essa decisão?</em></p>
<p><strong>Paulo Brack</strong> – Foi um banho de água fria a decisão da juíza que não acatou o pedido dos delegados que coordenam os trabalhos. Eles justificaram a manutenção da prisão para que não houvesse interferência nas investigações. Lamentavelmente, este tipo de malfeitor possui um conjunto de advogados bem pagos e preparados para esquivar seus clientes nestas horas.</p>
<p>O mais triste é que se cria uma sensação de impunidade, bem típica do Brasil. Se não ocorrer outras decisões mais fortes, e com a ajuda do silêncio ou desvio dos fatos mais importantes por parte da grande mídia aqui do Sul, que colocou a culpa na “demora nas licenças”, a transgressão ambiental tende a se reorganizar e os danos serão mantidos sem a devida responsabilização. Tomara que eu esteja errado.</p>
<p><strong>IHU On-Line –</strong><em> As discussões em torno da Operação Concutare apontam para a necessidade de investigar os casos de corrupção e julgar os envolvidos. Contudo, como repor os danos ambientais causados por causa desses casos de corrupção e concessão de licenças indevidas?</em></p>
<p><strong>Paulo Brack</strong> – O licenciamento ambiental no Brasil está sob suspeição há muito tempo. Grandes empresas e governos subjugam a área ambiental, utilizando-se até de assédio moral. Ademais, jogou-se um peso muito grande e desproporcional no licenciamento, com os tais “balcões de licenciamento”, incrementando-se uma estrutura meramente burocrática de “carimbo e assinatura” para um processo que é muitas vezes complexo.</p>
<p>Os ambientes que são alvo de licenciamento têm histórias evolutivas de milhares ou milhões de anos, e o processo atual acaba ficando desconectado de outros itens como existência de áreas prioritárias para a conservação, espécies ameaçadas, gestão de áreas protegidas, monitoramento e gestão ambiental como um todo. O próprio governo promove esta pressa antiprecaução, por exemplo, com o Programa Minha Casa Minha Vida, que dá prazos exíguos, de um mês, para análise das licenças. É praticamente a falência da gestão ambiental em detrimento de um licenciamento supostamente ágil, que favorece os setores que têm mais peso político e econômico. Para resolver isso e punir os responsáveis pela transgressão ou corrupção, só com uma intervenção mais forte e duradoura, por parte de órgãos externos, destacando aqui o MPF e MPE, como sugere a carta dos ambientalistas da Apedema e Mogdema, do dia 30-04-2013.</p>
<p><strong>IHU On-Line –</strong><em> Como alterar essa lógica de corrupção dentro dos órgãos ambientais?</em></p>
<p><strong>Paulo Brack</strong> – Primeiro, o esquema de delitos deve ser desbaratado em seu todo. Em segundo lugar, as auditorias externas públicas deveriam ser realizadas com frequência e a população deveria exigir e cobrar, apelando até para o Ministério Público, para que os governantes encarem com a prioridade devida o órgão ambiental, cumprindo metas construídas com a sociedade. As licenças necessitam de mais transparência e detalhamento de informações nas páginas eletrônicas dos órgãos respectivos. Hoje isso é muito precário ou inexistente.</p>
<p>O fortalecimento dos órgãos também é importante e a indicação de pessoas teria que considerar como condição que estes tivessem formação e trajetória ilibada na área. Mas é bom ter em conta que o sistema econômico vigente é transgressor por natureza. A “liberdade de investimentos” e o “crescimento econômico” encobrem os interesses daqueles que são insaciáveis em sua ganância de acumulação infinita em seus negócios, jogando por terra os cuidados ambientais necessários.</p>
<p><strong>IHU On-Line –</strong><em> O governo gaúcho nomeou o médico Neio Lúcio Fraga Pereira, filiado ao PCdoB, como novo secretário estadual do Meio Ambiente. O que essa nomeação significa, considerando que ele não pertence à área ambiental?</em></p>
<p><strong>Paulo Brack</strong> – A nomeação do novo secretário da SEMA, anunciada pelo governador neste dia 13 de maio, pegou-nos em parte com surpresa. Inicialmente, o governador havia informado que daria tempo maior para esta nomeação acontecer, o que não ocorreu. Infelizmente, o aspecto político-partidário predominou de novo. Ademais, as primeiras declarações dadas pelo indicado a secretário – mais um neófito na área  ambiental – foram desastrosas. Criticou a ação da Polícia Federal e elogiou supostos projetos ambientais dos antecessores que, na prática, não existem na SEMA. Por outro lado, reconhecemos a possível indicação de Nilvo Silva para a Fepam correspondendo a um perfil técnico e experiência na área. Entretanto, esperamos também que o Departamento de Florestas e Áreas Protegidas – Defap, o órgão central  da SEMA, que cuida da biodiversidade, possa ter alguém preparado para a  área, e não um outro estranho que perdeu as eleições, rompendo assim com o velho aparelhamento partidário de cargos, como vem acontecendo nas Secretarias de Meio Ambiente.</p>
<p><span style="font-size: x-small;"><strong>(IHU On-Line)</strong></span></p>
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		<title>Jovens do mundo resolvem problemas de comunidade</title>
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		<pubDate>Tue, 14 May 2013 13:21:44 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Henrique Andrade Camargo</dc:creator>
				<category><![CDATA[Juventude e novas lideranças]]></category>
		<category><![CDATA[Notí­cias]]></category>
		<category><![CDATA[Salas Temáticas]]></category>

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		<description><![CDATA[Vinícius Bopprê, do Porvir Reunir um grande número de jovens em uma comunidade, exercitar os olhos para que eles identifiquem só as coisas boas que cada um dos moradores pode oferecer para, em poucos dias, construir algo que seja um sonho comum, como um parque, uma praça ou uma ponte. Mas nem tudo fica só [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><span style="font-size: x-small;"><strong>Vinícius Bopprê, do Porvir</strong></span></p>
<p><span style="font-size: 13px; line-height: 19px;">Reunir um grande número de jovens em uma comunidade, exercitar os olhos para que eles identifiquem só as coisas boas que cada um dos moradores pode oferecer para, em poucos dias, construir algo que seja um sonho comum, como um parque, uma praça ou uma ponte. Mas nem tudo fica só no concreto. O objetivo da parceria entre a <span style="text-decoration: underline; color: #0000ff;"><strong><a href="http://www.aiesec.org.br/" target="_blank">Aiesec</a></strong></span> – plataforma internacional que visa o desenvolvimento pessoal e profissional de jovens do mundo inteiro por meio de programas de liderança – e o <span style="text-decoration: underline; color: #0000ff;"><strong><a href="http://institutoelos.org/" target="_blank">Instituto Elos</a></strong></span> é fazer com que as comunidades reconheçam seu potencial e que esses jovens aprendam na prática a resolver problemas em conjunto.</span></p>
<p>“Nosso objetivo não é fazer doação, dar nada para ninguém. É construir esse senso de que a comunidade é capaz de realizar seus próprios sonhos”, explica Paulo Farine, membro do Instituto Elos. Para isso, os dois institutos se uniram com a ideia de fazer com que esses membros da Aiesec, realizem e se apropriem do Oasis – espécie de jogo criado pelo Instituto Elos, cuja metodologia é engajar pessoas para a construção colaborativa nas comunidades.</p>
<p style="text-align: center;"><img class="aligncenter" src="http://porvir.org/wp-content/uploads/2013/05/Jovens-AIESEC-Elos-Oasis-601x275.jpg" alt="" width="421" height="193" /></p>
<p><span style="font-size: 13px; line-height: 19px;">Para Farine, uma das maiores conquistas não está propriamente nas construções, mas sim no aprendizado construído durante esses dias e, principalmente, no fato de a comunidade tomar posse daquilo que construiu. “Ela sente que é dela, que não foi ninguém que fez. A identidade de todos está ali, eles desenharam e colocaram as próprias personalidades no projeto. Por isso, eles vão ter mais cuidado e vão ajudar na manutenção.”</span></p>
<p><iframe src="http://player.vimeo.com/video/63140124?color=c9ff23" width="400" height="300" frameborder="0" webkitAllowFullScreen mozallowfullscreen allowFullScreen></iframe></p>
<p>Para acontecer, a iniciativa tem até o dia 15 deste mês para <span style="text-decoration: underline;"><strong><a href="http://catarse.me/pt/oasis" target="_blank">arrecadar fundos no Catarse</a></strong></span>.  O dinheiro não vai ser usado para a construção de nada, mas sim para trazer 20 jovens da Aiesec para São Paulo, onde vão participar de um curso intensivo de capacitação para a realização jogo. Nesse curso, eles vão vivenciar o aprendizado em uma comunidade local, onde realizarão desde o primeiro contato até a construção final. Vencida essa etapa, eles vão voltar para suas cidades para recepcionar seu novo time de 10 jovens estrangeiros com a mesma missão: capacitá-los para que eles sejam líderes e repliquem o programa em seus países.</p>
<p>E como a meta dessa turma é botar a mão na massa, todos os grupos (de brasileiros e estrangeiros) vão passar pelas sete etapas práticas do Oasis, que são</p>
<p>1 – Etapa do olhar – Os participantes vão observar todos os potenciais da comunidade e suas belezas para identificar como cada um desses aspectos pode fazer a diferença.<br />
2 – Etapa do afeto &#8211;  Depois da observação, chega a hora de se aproximar das pessoas responsáveis pela criação daquilo que foi observado para criar um vínculo de amizade e confiança.<br />
3 – Etapa do sonho – Ouvir pessoas de todas as idades para entender qual o sonho que eles têm em comum.<br />
4 – Etapa do cuidado – Cuidar do sonho, entender quais são as estratégias para realizá-lo naquele momento (a vontade de fazer “já” é fundamental).<br />
5 – Etapa do milagre – Hora de botar a mão na massa e construir, o mais rápido possível, aquilo que foi planejado.<br />
6 – Etapa da celebração – Depois de tudo concluído, é hora de fazer festa e comemorar a realização (sempre de forma colaborativa, cada um oferece aquilo que tem).<br />
7 – Etapa da reevolução – Como a roda não pode parar, é hora de discutir e entender quais os próximos projetos que precisam ser executados.</p>
<p>Além de levar aos moradores essa percepção da capacidade que têm de realizar as coisas, independentemente de parcerias ou do poder público, a comunidade cria uma noção de empreendedorismo que muda suas posturas. “Eles não vão mais procurar parceiros pedindo ajuda, eles vão oferecer a oportunidade de outras pessoas se juntarem nesse novo empreendimento. A comunidade passa a ter a real noção do poder que tem”, diz Farine.</p>
<p><span style="font-size: x-small;"><strong>(Porvir)</strong></span></p>
]]></content:encoded>
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		<title>Projetos socioambientais ganham portal de financiamento coletivo</title>
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		<pubDate>Tue, 14 May 2013 12:06:39 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Henrique Andrade Camargo</dc:creator>
				<category><![CDATA[Notí­cias]]></category>
		<category><![CDATA[Sociedade]]></category>
		<category><![CDATA[Causa Coletiva]]></category>
		<category><![CDATA[crowdfunding]]></category>
		<category><![CDATA[financiamento coletivo]]></category>
		<category><![CDATA[projetos ambientais]]></category>
		<category><![CDATA[projetos sociais]]></category>

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		<description><![CDATA[Ferramenta tem o objetivo de divulgar e viabilizar iniciativas desse tipo]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><span style="font-size: x-small;"><strong>Mercado Ético*</strong></span></p>
<p><a href="http://mercadoetico.terra.com.br/website/wp-content/uploads/2013/05/causa_coletiva_250.png"><img class="alignleft size-full wp-image-72439" src="http://mercadoetico.terra.com.br/website/wp-content/uploads/2013/05/causa_coletiva_250.png" alt="" width="250" height="168" /></a>Como bem afirma Ricardo Abramovay, professor titular da FEA e do IRI-USP, “aumentar a eficiência e reduzir a desigualdade no uso dos recursos: esses são os objetivos estratégicos de uma nova economia que tenha a ética no centro da tomada de decisões e que se apoie em um metabolismo social capaz de garantir a reprodução saudável das sociedades humanas”.</p>
<p>Foi baseado nessa premissa que Fernando Beltrame, consultor em sustentabilidade, idealizou um portal de financiamento coletivo focado exclusivamente em projetos socioambientais. Trata-se do Causa Coletiva (<span style="text-decoration: underline; color: #0000ff;"><strong><a href="http://www.causacoletiva.com" target="_blank">www.causacoletiva.com</a></strong></span>), que será lançado hoje (14), às 19h, em um evento realizado no CEU (Centro de Educação Unificado) da favela Paraisópolis, na zona sul de São Paulo.</p>
<p>Beltrame diz que há uma grande oferta e, ao mesmo tempo, necessidade de se viabilizar projetos de cunho socioambientais no Brasil. Nesse sentido, o portal oferece um ambiente onde eles sejam divulgados e, ao mesmo tempo, possam captar recursos para viabilizar sua implementação. “Porém a relação entre o portal-projeto-financiador não será apenas transacional. O Causa Coletiva possibilitará a conexão entre esses atores, de modo que os projetos sejam fontes de inspiração para outros, que gerem conteúdo relevante de fácil acesso e entendimento, além de estimular uma participação ativa”, explica ele.</p>
<p><em>* Com informações do Causa Coletiva</em></p>
<p><span style="font-size: x-small;"><strong>(Mercado Ético)</strong></span></p>
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		<title>Somos todos netos de Keynes</title>
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		<pubDate>Mon, 13 May 2013 19:48:28 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Henrique Andrade Camargo</dc:creator>
				<category><![CDATA[Ética e trabalho]]></category>
		<category><![CDATA[Notí­cias]]></category>
		<category><![CDATA[Salas Temáticas]]></category>
		<category><![CDATA[ecologia]]></category>
		<category><![CDATA[Economia]]></category>
		<category><![CDATA[Flavia Pardini]]></category>
		<category><![CDATA[humanidade]]></category>
		<category><![CDATA[impactos socioambientais]]></category>
		<category><![CDATA[John Maynard Keynes]]></category>
		<category><![CDATA[meio ambiente]]></category>
		<category><![CDATA[trabalho]]></category>

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		<description><![CDATA["Por que faz sentido, tanto do ponto de vista ecológico quanto do econômico, trabalhar menos?"]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><span style="font-size: x-small;"><strong>Flavia Pardini*</strong></span></p>
<div class="img aligncenter size-full wp-image-72374" style="width:465px;">
	<a href="http://mercadoetico.terra.com.br/website/wp-content/uploads/2013/05/keynnes_465.jpg"><img src="http://mercadoetico.terra.com.br/website/wp-content/uploads/2013/05/keynnes_465.jpg" alt="" width="465" height="332" /></a>
	<div>Em um ensaio sobre “as oportunidades econômicas para nossos netos”, escrito em 1930, o economista John Maynard Keynes previu que em 100 anos a humanidade teria solucionado “o problema econômico”.</div>
</div>
<p>Entre as medidas para mitigar a mudança climática – todas de implementação complicada –, uma poderia resultar não só em benefícios ambientais, mas em uma revolução econômica, isso sem falar em um salto na qualidade de vida.</p>
<p>Em uma época em que todos estão, sempre, atarefados, soa até herético: trabalhar menos.</p>
<p>Se decidíssemos coletivamente cortar a quantidade de horas trabalhadas em cerca de 0,5% ao ano até o fim deste século, seria possível neutralizar até a metade dos efeitos da mudança climática – em termos de aquecimento – que ainda não estão determinados por emissões passadas.</p>
<p>O cálculo, publicado recentemente pelo economista David Rosnick, do <em>think tank</em> americano<span style="text-decoration: underline; color: #0000ff;"><strong><a href="http://goo.gl/cUW9U" target="_blank"> Center for Economic and Policy Research</a></strong></span>, é mais um resultado em uma série de estudos recentes que ilustram a associação entre horas trabalhadas e emissões de gases de efeito estufa (GEE).</p>
<p>Em um deles, realizado em 2010, <strong><span style="text-decoration: underline;"><span style="color: #0000ff;">p</span></span></strong><span style="text-decoration: underline; color: #0000ff;"><strong><a href="http://goo.gl/MVd1X" target="_blank">esquisadores analisaram</a></strong></span> dados sobre trabalho, tempo de lazer e consumo  de energia em residências suecas. Concluíram que uma redução de 1% no número de horas trabalhadas pelas famílias suecas resulta em uma queda média de 0,8% no uso de energia – e consequentemente nas emissões de GEE. Ao trabalhar menos, os suecos recebem menos renda e, portanto, consomem menos.</p>
<p>Embora os benefícios ambientais pareçam claros, diminuir a jornada de trabalho teria impactos econômicos tão profundos que pouco se ouve falar no assunto.</p>
<p><strong>O PROBLEMA ECONÔMICO</strong></p>
<p>Em um ensaio sobre “as oportunidades econômicas para nossos netos”, escrito em 1930, o economista<span style="text-decoration: underline; color: #0000ff;"><strong><a href="http://goo.gl/0bfnU" target="_blank"> John Maynard Keynes</a></strong></span> previu que em 100 anos a humanidade teria solucionado “o problema econômico”.</p>
<p>“Pela primeira vez desde sua criação, o homem enfrentará seu problema real e permanente – como usar sua liberdade das preocupações econômicas, como ocupar o lazer, que a ciência e a taxa de juros composta terão conquistado para ele, para viver bem, com sabedoria e de forma agradável”.</p>
<p>A meros 17 anos da data prevista por Keynes, ao contrário, encontramo-nos em uma “<span style="text-decoration: underline; color: #0000ff;"><strong><a href="http://goo.gl/7Dz4P" target="_blank">armadilha da produtividade</a></strong></span>”, na descrição dos economistas britânicos <span style="text-decoration: underline; color: #0000ff;"><strong><a href="http://www.pagina22.com.br/index.php/2011/12/amadurecendo-economias/" target="_blank">Peter Victor</a></strong></span> e <span style="text-decoration: underline; color: #0000ff;"><strong><a href="http://www.pagina22.com.br/index.php/2012/07/prospero-mundo-novo/">Tim Jackson</a></strong></span>.</p>
<p>A produtividade do trabalho, uma das medidas mais fundamentais de sucesso econômico, é definida pela relação entre a produção, dimensionada pelo PIB, e o tempo dedicado pelos trabalhadores para que tal produção seja realizada.</p>
<p>Mais produtividade significa mais produção com menos horas trabalhadas. A busca pelo lucro, a inovação, o desenvolvimento tecnológico e o acesso a recursos materiais baratos são alguns fatores por trás do aumento contínuo  da produtividade. O fato de que cada trabalhador é capaz de produzir mais a cada ano significa que menos trabalhadores são necessários no ano seguinte para produzir a mesma quantidade.</p>
<p>Enquanto a economia cresce – ou seja, produzimos mais –, não há problema. Mas, quando não há crescimento, o resultado é desemprego – vide as economias europeias em crise. Não é à toa que o mantra dos políticos para eleger-se – e manter o status quo – é mais crescimento e empregos.</p>
<p>Reduzir a jornada de trabalho é uma das medidas sugeridas por Victor e Jackson para sairmos da armadilha da produtividade. Se cada um trabalhar menos, haverá trabalho para mais gente. A outra é investir no que eles chamam de “economia cinderela”.</p>
<p>São atividades em que a produtividade do trabalho é baixa, assim como o potencial para que ela cresça. As sementes para tal economia, dizem os autores, existem em alguns empreendimentos sociais: projetos  de energia comunitários, mercados de agricultores, cooperativas de alimentos, oficinas de reparos, jardinagem, treinamento, centros comunitários de saúde e exercício físico, entre outros.</p>
<p>Ao adotar tais medidas e desarmar a armadilha da produtividade, estaríamos também revolucionando o modelo econômico de crescimento contínuo.</p>
<p>Desacelerar os motores da produtividade é a necessidade atual mais premente, diz o antropólogo e ativista americano <span style="text-decoration: underline; color: #0000ff;"><strong><a href="http://goo.gl/aOM3I" target="_blank">David Graeber</a></strong></span>. “Nossa reação instintiva a todas as crises é assumir que a solução é que todos trabalhem mais, mas claro que essa reação é justamente o problema.”</p>
<p>Os nós que nos atam – dívidas insustentáveis nas esferas nacional, corporativa e pessoal e a aguda crise ecológica – são, em última análise, a mesma coisa, argumenta Graeber. “O que é a dívida, no fim das contas, senão a promessa de produtividade futura?”</p>
<p>O aumento do endividamento significa que, coletivamente, prometemos uns aos outros produzir cada vez mais bens e serviços no futuro, alimentando as crises que podem afetar drasticamente a humanidade.</p>
<p>Não é suficiente atacar a questão do trabalho sem agir em outras frentes para redesenhar o sistema econômico claramente. Mas, se trabalhar menos é parte da solução, nós, indivíduos, só teríamos a ganhar.</p>
<p>Finalmente, como previu Keynes, poderíamos nos dedicar ao problema humano.</p>
<p><strong>*Flavia Pardini é jornalista e fundadora da Página 22</strong></p>
<p>(Página 22)</p>
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		<title>Rio de Janeiro receberá reunião da Clinton Global Iniciative em dezembro</title>
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		<pubDate>Mon, 13 May 2013 19:44:29 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Henrique Andrade Camargo</dc:creator>
				<category><![CDATA[meio ambiente]]></category>
		<category><![CDATA[Notí­cias]]></category>
		<category><![CDATA[Sociedade]]></category>
		<category><![CDATA[Brasil]]></category>
		<category><![CDATA[Fundação Clinton]]></category>
		<category><![CDATA[Rio de Janeiro]]></category>

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		<description><![CDATA[Entidade do ex-presidente dos EUA cria e discute soluções inovadoras para os principais problemas mundiais.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><span style="font-size: x-small;"><strong>Jéssica Lipinski, do Instituto CarbonoBrasil</strong></span></p>
<p>Em dezembro deste ano, o ex-presidente dos Estados Unidos Bill Clinton pretende realizar o primeiro encontro da<em> Clinton Global Iniciative</em> (CGI) América Latina no Rio de Janeiro. A CGI é uma ação da Fundação Clinton que cria e discute soluções inovadoras para os principais problemas mundiais.</p>
<p>A reunião, que deve acontecer entre 8 e 10 de dezembro, reunirá líderes regionais e globais de diversos setores da sociedade para destacar casos de sucesso e criar oportunidades para o desenvolvimento de contatos e a criação de alianças para combater os desafios socioambientais  da América Latina. Nos dois dias de painéis de discussão e sessões de trabalho interativas, os participantes irão focar-se no desenvolvimento de soluções eficazes.</p>
<p>O anúncio da vinda do evento para o Rio de Janeiro foi feito nesta segunda-feira (6) em Nova York, onde o prefeito da cidade, Eduardo Paes, se encontrou com Clinton e a ex-secretária de Estado dos EUA, Hillary Clinton.</p>
<p>“É o momento certo para destacar as soluções mais eficazes para as empresas pertencentes a mulheres, as populações vulneráveis, e a infraestrutura na América Latina, além de trabalhar para replicar os resultados positivos nas comunidades de Porto Príncipe ao Peru. Estou ansioso para o encontro de dezembro no Rio de Janeiro e para um novo capítulo importante para CGI”, colocou o ex-presidente norte-americano.</p>
<p>Como acontece em todas as edições do evento, devem ser estabelecidas metas e planos específicos e mensuráveis para enfrentar os desafios da região. Desde 2005, os membros da CGI assumem compromissos que vão do aumento na geração de energias renováveis ao desenvolvimento da força de trabalho para a saúde global.</p>
<p>“Em 2050, a América Latina será o continente mais urbanizado do mundo, segundo a Organização das Nações Unidas. Não temos tempo a perder e o Rio de Janeiro representa a essência desse desafio global. Receber a CGI é uma oportunidade real para governo, empresas e líderes da sociedade civil trabalharem juntos na busca por soluções”, concluiu Paes.</p>
<p><span style="font-size: x-small;"><strong>(Instituto CarbonoBrasil)</strong></span></p>
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		</item>
		<item>
		<title>2ª Mostra Ecofalante de Cinema Ambiental</title>
		<link>http://mercadoetico.terra.com.br/arquivo/2%c2%aa-mostra-ecofalante-de-cinema-ambiental/</link>
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		<pubDate>Mon, 13 May 2013 19:40:04 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Henrique Andrade Camargo</dc:creator>
				<category><![CDATA[Agenda]]></category>
		<category><![CDATA[Mercado Ético recomenda]]></category>
		<category><![CDATA[cinema ambiental]]></category>
		<category><![CDATA[ecofalante]]></category>
		<category><![CDATA[meio ambiente]]></category>

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		<description><![CDATA[Evento tem entrada franca e ocorre em São Paulo entre os dias 23 e 30 de maio.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><span style="font-size: x-small;"><strong>Agência FAPESP</strong></span></p>
<p>O meio ambiente e a relação entre o homem e a natureza são os temas centrais dos filmes a serem exibidos na 2ª Mostra Ecofalante de Cinema Ambiental, que ocorre em São Paulo entre os dias 23 e 30 de maio.</p>
<p>Com entrada franca, filmes dirigidos por Akira Kurosawa, Werner Herzog e Joris Ivens, entre outros, serão exibidos em seis salas da capital (Reserva Cultural, Cine Livraria Cultura, Cinemateca Brasileira, Centro Cultural São Paulo, Galeria Olido e Cinusp Maria Antônia).</p>
<p>O festival é organizado pela organização sem fins lucrativos Ecofalante e tem apoio do governo do Estado de São Paulo. A retrospectiva histórica inclui filmes como Dersu Uzala, de Kurosawa, e Fata Morgana, de Herzog.</p>
<p>Também há uma mostra contemporânea de filmes e uma mostra infantil. A programação ainda inclui debates com diretores, críticos, pesquisadores e especialistas da área ambiental, entre outras atividades.</p>
<p><span style="font-size: x-small;"><strong>(Agência FAPESP)</strong></span></p>
]]></content:encoded>
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		</item>
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		<title>Pesquisadores apontam que Ártico sem gelo é uma possibilidade e que modelos subestimam a capacidade de aquecimento do CO2</title>
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		<pubDate>Mon, 13 May 2013 19:32:27 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Henrique Andrade Camargo</dc:creator>
				<category><![CDATA[meio ambiente]]></category>
		<category><![CDATA[Notí­cias]]></category>
		<category><![CDATA[aquecimento global]]></category>
		<category><![CDATA[Ártico]]></category>
		<category><![CDATA[derretimento de geleiras]]></category>
		<category><![CDATA[impactos ambientais]]></category>
		<category><![CDATA[mudanças climáticas]]></category>

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		<description><![CDATA[Segundo estudo, as temperaturas na região já alcançaram no passado até 16°C no verão, cerca de 8°C mais quente do que o normal]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><span style="font-size: x-small;"><strong>Fabiano Ávila, do Instituto CarbonoBrasil</strong></span></p>
<p><a href="http://mercadoetico.terra.com.br/website/wp-content/uploads/2013/05/artico_degelo_250.jpg"><img class="alignleft size-full wp-image-72377" src="http://mercadoetico.terra.com.br/website/wp-content/uploads/2013/05/artico_degelo_250.jpg" alt="" width="250" height="168" /></a>Um estudo internacional publicado nesta semana na revista<em> Science </em>analisou os mais longos núcleos de gelo já coletados no Ártico e revelou que entre 2,2 milhões e 3,6 milhões de anos atrás a região era muito mais aquecida do que agora, apresentando inclusive uma grande cobertura florestal.</p>
<p>“Uma das nossas maiores descobertas foi a de que o Ártico era bastante quente entre o Plioceno e Pleistoceno Inferior, quando se sugere que as concentrações de dióxido de carbono na atmosfera não eram muito mais elevadas do que as atuais. Isso pode demonstrar o que nos espera no futuro próximo. Em outras palavras, a resposta do sistema terrestre às pequenas mudanças no dióxido de carbono é maior do que o apontado pelos modelos climáticos”, explicam os autores.</p>
<p>A concentração de CO2 está prestes a ultrapassar a marca das 400 partes por milhão, uma marca semelhante ao que está registrado nos núcleos de gelo da época em que o Ártico era totalmente diferente.</p>
<p>Liderados por Julie Brigham-Grette, da Universidade de Massachusetts Amherst, os pesquisadores analisaram núcleos de gelo coletados no Lago El&#8217;gygytgyn, o mais antigo lago profundo no Ártico.</p>
<p>Existente há 3,6 milhões de anos, o chamado “Lago E” foi formado quando um meteorito, provavelmente com um quilômetro de diâmetro, atingiu a Terra. Desde então, ele vem armazenando camadas de sedimentos. Os núcleos de gelo retirados desse local são cerca de 25 vezes mais longos do que os encontrados na Groenlândia, representando que abrangem um período de tempo muito maior.</p>
<p>“Registros geológicos do Ártico contêm importantes pistas sobre tempos passados, e o que estamos apresentando é o maior arquivo contínuo de informações sobre mudanças climáticas que já ocorreram na região. É como ler um livro de detetive, estamos indo de volta no tempo para reconstruir como o Ártico evoluiu. Estão faltando apenas algumas páginas aqui e ali”, explica Brigham-Grette.</p>
<p>Os pesquisadores encontraram pólen fossilizado no gelo, incluindo de espécies como o abeto de Douglas, uma conífera comum da América do Norte. Isso permitiu a conclusão de que esse tipo de vegetação já esteve presente ao redor do lago, onde hoje predomina o permafrost.</p>
<p>Segundo o estudo, as temperaturas na região já alcançaram no passado até 16°C no verão, cerca de 8°C mais quente do que as atuais, e os índices de precipitação eram três vezes maiores.</p>
<p>Citação: <span style="text-decoration: underline; color: #0000ff;"><strong><a href="http://www.sciencemag.org/content/early/2013/05/08/science.1233137.abstract?sid=ab364a14-4716-4722-b957-97836378a5af" target="_blank">Pliocene Warmth, Polar Amplification, and Stepped Pleistocene Cooling Recorded in NE Arctic Russia</a></strong></span> &#8211; DOI: 10.1126/science.1233137</p>
<p><span style="font-size: x-small;"><strong>(Instituto CarbonoBrasil)</strong></span></p>
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		<title>Com 400 ppm de CO2 na atmosfera, Stern adverte sobre migrações forçadas de bilhões de pessoas</title>
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		<pubDate>Mon, 13 May 2013 19:18:18 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Henrique Andrade Camargo</dc:creator>
				<category><![CDATA[meio ambiente]]></category>
		<category><![CDATA[Notí­cias]]></category>
		<category><![CDATA[aquecimento global]]></category>
		<category><![CDATA[Christiana Figueres]]></category>
		<category><![CDATA[impactos socioambientais]]></category>
		<category><![CDATA[mudanças climáticas]]></category>
		<category><![CDATA[Nicholas Stern]]></category>

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		<description><![CDATA[Muitos cientistas argumentam que a concentração de CO2 na atmosfera precisa ser mantida no máximo em 350 ppm para que se evite mudanças climáticas desastrosas para o planeta.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><span style="font-size: x-small;"><strong>Fernanda B. Müller, do Instituto CarbonoBrasil</strong></span></p>
<p><a href="http://mercadoetico.terra.com.br/website/wp-content/uploads/2013/05/CO2_520.jpg"><img class="aligncenter size-full wp-image-72381" src="http://mercadoetico.terra.com.br/website/wp-content/uploads/2013/05/CO2_520.jpg" alt="" width="520" height="332" /></a></p>
<p>Com a divulgação de que os níveis de dióxido de carbono (CO2) na atmosfera atingiram mais um marco perigoso, especialistas internacionais expressaram a sua preocupação com o rumo das ações para lidar com as mudanças climáticas.</p>
<p>Na quinta-feira (9), cientistas do <em>Scripps Institution of Oceanography</em>, da Universidade de San Diego, que está monitorando a estação de Mauna Loa, no Havaí, declararam que a concentração de CO2 na atmosfera chegou a 400,03 partes por milhão (ppm) – antes da era industrial, a concentração de CO2 era de apenas 280ppm.</p>
<p>Também na semana que passou, um estudo internacional publicado na revista Science alertou que da última vez em que os níveis de dióxido de carbono atingiram o patamar de 400 ppm, entre 3,6 e 2,2 milhões de anos atrás, a temperatura da terra era 8ºC mais alta e o nível dos oceanos, 40 metros maior.</p>
<p>O economista britânico Nicholas Stern, ex-diretor de economia do Banco Mundial e autor do conhecido Relatório Stern, sobre as consequências do aquecimento global, alertou que a probabilidade é cada vez maior de que muitas pessoas tenham que migrar das suas terras natais em um futuro próximo como consequência do aumento das temperaturas.</p>
<p>“Bilhões de pessoas serão forçadas a deixar suas casas, pois seus cultivos e animais terão perecido. Porém, o problema virá quando tentarem migrar para novas terras. Isso os levará a conflitos armados com pessoas que já vivem nestes locais”, lamentou Stern segundo o jornal The Guardian.</p>
<p>Nesta segunda-feira (13), as Nações Unidas também fizeram um alerta à comunidade internacional.</p>
<p>Em comunicado, a chefe da Convenção da ONU sobre Mudança Climática, Christiana Figueres, disse que &#8220;é hora de o mundo acordar e entender o que isso significa para a segurança humana, o bem estar e o desenvolvimento econômico.&#8221;</p>
<p>Para Figueres, é preciso intensificar a resposta à mudança climática por todas as partes da sociedade.</p>
<p>Muitos cientistas argumentam que a concentração de CO2 na atmosfera precisa ser mantida no máximo em 350 ppm para que se evite mudanças climáticas desastrosas para o planeta. Apesar de o montante de 400 ppm parecer apenas mais alguns números em relação às últimas medições, é um marco importante no cenário climático mundial.</p>
<p>“É importante principalmente como um marco que determina o avanço contínuo do aumento do CO2 na atmosfera”, explica James Butler, do Laboratório de Pesquisas sobre o Sistema Terrestre da NOAA.</p>
<p>O coordenador do movimento 350.org, Bill McKibben, aproveitou o anúncio para provocar os negociadores internacionais.</p>
<p>“Estamos em um território novo para os seres humanos – fazem milhões de anos desde que houve essa quantidade de carbono na atmosfera. Agora a única questão é se o aumento implacável no carbono pode será alcançado por um aumento implacável no ativismo necessário para detê-lo”.</p>
<p><span style="font-size: x-small;"><strong>(Instituto CarbonoBrasil)</strong></span></p>
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		<title>Mudanças climáticas reduzirão habitats de espécies pela metade até 2080, diz estudo</title>
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		<pubDate>Mon, 13 May 2013 19:15:07 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Henrique Andrade Camargo</dc:creator>
				<category><![CDATA[meio ambiente]]></category>
		<category><![CDATA[Notí­cias]]></category>
		<category><![CDATA[aquecimento global]]></category>
		<category><![CDATA[impactos ambientais]]></category>
		<category><![CDATA[meio ambinete]]></category>
		<category><![CDATA[mudanças climáticas]]></category>

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		<description><![CDATA[De acordo com os resultados, plantas, anfíbios e répteis serão os mais afetados]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><span style="font-size: x-small;"><strong>Jéssica Lipinski, do Instituto CarbonoBrasil</strong></span></p>
<p>Não é novidade que as consequências das mudanças climáticas causam diversos prejuízos a vários ecossistemas, mas uma nova pesquisa publicada neste domingo (12) no periódico Nature Climate Change revelou o quanto poderão ser danificados. Segundo o estudo, se nada for feito para combater as mudanças climáticas, mais da metade das plantas e um terço dos animais poderão perder grande parte de seus habitats até 2080.</p>
<p style="text-align: center;"><div class="img aligncenter" style="width:517px;">
	<img src="http://www.institutocarbonobrasil.org.br/arquivos_web/geral/lagartocostarica1.jpg" alt="" width="517" height="362" />
	<div>Foto: Fabricio Basilio</div>
</div>
<p>A análise sugere que sem a mitigação, “grandes diminuições podem ser esperadas, mesmo entre espécies comuns e disseminadas, atingindo uma redução global substancial nos serviços de biodiversidade e ecossistêmicos até o final desse século”.</p>
<p>Para chegar a essa conclusão, os cientistas envolvidos no estudo avaliaram os efeitos do aquecimento global nos habitats de 48.786 espécies de animais e plantas.</p>
<p>Os números indicam que cerca de 57% das plantas e 34% dos animais provavelmente perderão 50% ou mais de suas zonas climáticas, ou seja, os locais em que as condições climáticas são propícias para sua existência. A pesquisa diz também que apenas 4% dos animais, e nenhuma planta, se beneficiariam do aumento das temperaturas, com o ganho de habitats.</p>
<p>De acordo com os resultados, plantas, anfíbios e répteis serão os mais afetados pelo aquecimento global, já que sua capacidade de adaptação é mais lenta do que a dos outros animais e do que as transformações ocorridas em decorrência das mudanças climáticas.</p>
<p>As áreas mais afetadas serão principalmente no Hemisfério Sul. “Sem mitigação, o clima se tornará particularmente inadequado para plantas e animais na África subsaariana, América Central, Amazônia e Austrália”, afirmaram os autores.</p>
<p style="text-align: center;"><div class="img aligncenter" style="width:518px;">
	<img src="http://www.institutocarbonobrasil.org.br/arquivos_web/geral/cobra.jpg" alt="" width="518" height="345" />
	<div>Foto: Fabricio Basilio</div>
</div>
<p>A análise aponta que, consequentemente, os seres humanos também sofrerão com os efeitos dessa perda de habitats, já que dependem de muitas espécies de plantas e animais para se alimentar, desenvolver medicamentos etc.</p>
<p>“Também haverá consequências para o homem porque há espécies que são importantes para a purificação da água e do ar, para limitar as inundações e para o ciclo de alimentação”, colocou Rachel Warren, umas das principais autoras, em um comunicado sobre o estudo.</p>
<p>Os pesquisadores acreditam que os resultados finais podem até ser “conservadores demais”, pois o estudo considerou apenas a perda dos habitats em si, sem levar em conta outros fatores que poderiam até aumentar a redução dos ecossistemas, como pestes ou doenças.</p>
<p>Embora algumas análises anteriores sugiram que alguns animais, como morcegos, lebres ou gambás, possam ser mais adaptáveis a novos climas do que o estimado, outras espécies, como rãs e sapos, mostram sofrer muito mais, aparentemente por causa de doenças micológicas agravadas pelos impactos das mudanças climáticas.</p>
<p>No entanto, há cientistas não envolvidos no estudo que acreditam que é impossível chegar a estimativas sobre o efeito do aquecimento global em plantas e animais. “É muito difícil conseguir o equilíbrio entre alarmes falsos e examinar os fatos. Simplesmente não sabemos se essas avaliações estão corretas”, explicou Carsten Dormann, professor do Centro Helmholtz para Pesquisa Ambiental, na Alemanha, à Reuters.</p>
<p>Apesar da controvérsia, o estudo argumenta que há formas de diminuir essa perda de habitats, principalmente com a mitigação das emissões de dióxido de carbono, que contribuem para o aumento das temperaturas.</p>
<p>Se iniciativas forem tomadas para reduzir as emissões, as perdas de habitat podem ser diminuídas em 60% – caso as emissões caíssem a partir de 2016 – ou em 40% – se as emissões fossem reduzidas a partir de 2030.</p>
<p>“A terrível perda de biodiversidade prevista para este século mostra que o caos climático transformará fundamentalmente nosso planeta. Precisamos cortar emissões agora, antes que nossos ecossistemas sofram danos catastróficos”, declarou Shave Wolf, do Centro para Diversidade Biológica, em um comunicado sobre a pesquisa.</p>
<p><span style="font-size: x-small;"><strong>(Instituto CarbonoBrasil)</strong></span></p>
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		<title>Brasil ainda tem poucos incentivos fiscais verdes</title>
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		<pubDate>Mon, 13 May 2013 19:01:16 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Henrique Andrade Camargo</dc:creator>
				<category><![CDATA[Economia]]></category>
		<category><![CDATA[Notí­cias]]></category>
		<category><![CDATA[desenvolvimento sustentável]]></category>
		<category><![CDATA[impostos verdes]]></category>
		<category><![CDATA[meio ambiente]]></category>
		<category><![CDATA[responsabilidade social corporativa]]></category>
		<category><![CDATA[responsabilidade social empresarial]]></category>
		<category><![CDATA[RSC]]></category>
		<category><![CDATA[RSE]]></category>

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		<description><![CDATA[Estudo sugere que país precisa desenvolver mais estratégias para usar taxas como um mecanismo para estimular políticas e comportamentos corporativos sustentáveis.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><span style="font-size: x-small;"><strong>Jéssica Lipinski, do Instituto CarbonoBrasil</strong></span></p>
<p>País aparece em uma das últimas posições na classificação geral do Índice de Imposto Verde, indicando que precisa desenvolver mais estratégias para utilizar impostos como uma ferramenta para incentivar uma economia sustentável</p>
<p>O Brasil é um país reconhecido internacionalmente pelo seu potencial hídrico, de matérias-primas e para gerar energia a partir de fontes renováveis, como solar e eólica. Com tudo isso, era de se esperar que nossa nação fosse uma das líderes no que se refere a investimentos fiscais em sustentabilidade, mas, segundo um novo relatório da KPMG, não é isso o que acontece.</p>
<p>De acordo com o Índice de Imposto Verde, publicado pela empresa de consultoria no final de abril, o Brasil aparece na 18ª posição na classificação geral dos 21 países que apresentam algum tipo de incentivo fiscal verde, o que sugere que nossa nação precisa desenvolver mais estratégias para usar taxas como um mecanismo para estimular políticas e comportamentos corporativos sustentáveis.</p>
<p>O levantamento da KPMG analisa como os governos estão utilizando seus sistemas fiscais para lidar com alguns dos atuais desafios socioambientais do planeta. Além do ranking geral, o índice avalia os países segundo seus incentivos em segurança, escassez de água, energia, poluição, mudanças climáticas e inovação verde, por exemplo.</p>
<p>O índice identificou mais de 200 incentivos e penalidades fiscais individuais de relevância, sendo que pelo menos 30 deles foram introduzidos nos países estudados a partir de janeiro de 2011, refletindo o ritmo acelerado dos investimentos verdes no panorama mundial.</p>
<p>A classificação está limitada aos instrumentos que fazem parte dos códigos tributários federais, embora destaque exemplos dignos de menção de penalidades e incentivos fiscais no âmbito estadual ou municipal.</p>
<p>Nos quesitos estudados, o Brasil aparece em posições irregulares, ora se destacando, ora nem sendo incluído na classificação. Em se tratando de inovações verdes, por exemplo, o país ocupa o terceiro lugar, ficando atrás apenas da Coreia do Sul e do Canadá.</p>
<p>Já nas seções de veículos verdes, eficiência de recursos materiais e manejo de resíduos, e controle de poluição e proteção de ecossistemas, nossa nação fica entre as últimas posições. E na classificação de penalidades fiscais, eficiência energética, carbono e mudanças climáticas, energias e combustíveis renováveis, construções verdes, e eficiência hídrica, o Brasil não é nem citado.</p>
<p><strong>Os donos da bola</strong></p>
<p>O documento aponta que os Estados Unidos lideram a classificação, principalmente por causa de seu programa de incentivos fiscais federais para eficiência energética, energia renovável e edificações verdes. Entretanto, considerando apenas as sanções fiscais, o país cai para o 14º lugar, o que indica que a política fiscal dos EUA é muito mais baseada nos incentivos do que nas penalidades.</p>
<p>Na verdade, em se tratando de sanções, a maior economia do mundo só fica atrás de seu vizinho Canadá e de algumas nações emergentes, como Brasil, Índia, México e Rússia. Até mesmo a China e a África do Sul, também emergentes, são consideradas mais ativas do que os dois norte-americanos na imposição de penalidades fiscais verdes.</p>
<p>O Japão também se destacou no cenário geral, ficando em segundo lugar na classificação geral. No entanto, ao contrário dos Estados Unidos, o país ocupa uma posição mais alta em sanções fiscais do que em incentivos. A nação também lidera o ranking de medidas fiscais para promover a utilização e fabricação de veículos verdes.</p>
<p>O Reino Unido aparece na terceira posição, e possui uma abordagem equilibrada entre incentivos e penalidades. As pontuações do Reino Unido que se destacaram mais estão na área de emissões de carbono e mudanças climáticas.</p>
<p>A França ocupa o quarto lugar na classificação global, e, assim como o Japão, apresenta a característica de basear sua política federal muito mais em sanções fiscais verdes do que em incentivos. O país se destacou no setor de eficiências de recursos materiais e manejo de resíduos.</p>
<p>A Coreia do Sul ficou com a quinta posição, e também possui um sistema de impostos verdes voltados mais para incentivos do que para penalidades. No quesito inovação verde, o país lidera o ranking, o que sugere que investe fortemente em pesquisa e desenvolvimento nesse setor.</p>
<p><span style="font-size: x-small;"><strong>(Instituto CarbonoBrasil)</strong></span></p>
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		<title>Consulta pública sobre plano de mudanças climáticas começa em julho</title>
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		<pubDate>Mon, 13 May 2013 18:45:48 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Henrique Andrade Camargo</dc:creator>
				<category><![CDATA[meio ambiente]]></category>
		<category><![CDATA[Notí­cias]]></category>
		<category><![CDATA[aquecimento global]]></category>
		<category><![CDATA[meio ambinete]]></category>
		<category><![CDATA[mudanças climáticas]]></category>

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		<description><![CDATA[Em dois meses, os brasileiros vão poder apresentar sugestões para que os diversos setores da economia do país, como a indústria e o setor de transportes, reduzam as emissões de gases de efeito estufa. ]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><span style="font-size: x-small;"><strong>Carolina Gonçalves, da Agência Brasil</strong></span></p>
<p>Em dois meses, os brasileiros vão poder apresentar sugestões para que os diversos setores da economia do país, como a indústria e o setor de transportes, reduzam as emissões de gases de efeito estufa. A primeira versão revisada do Plano Nacional sobre Mudança do Clima, que deve incluir essas metas, deve ser colocada em consulta pública na internet e em encontros regionais a partir de julho.</p>
<p>“A nova versão vai trazer um grande avanço em relação ao que já está proposto no plano anterior”, garantiu Karen Cope, diretora de Licenciamento e Avaliação Ambiental da Secretaria de Mudanças Climáticas e Qualidade Ambiental, ligada ao Ministério do Meio Ambiente. Segundo ela, os planos setoriais já começaram a ser implantados.</p>
<p>Se conseguir consolidar todas as contribuições apresentadas pela população, o governo deve apresentar a versão final do plano até o fim do ano. O documento deveria ter sido concluído no ano passado.</p>
<p>O prazo para revisão estava previsto na versão original do plano, elaborado em 2008. No final de 2010, com a criação da Política Nacional sobre Mudança do Clima, o governo decidiu que o Plano Nacional sobre Mudanças Climáticas deveria incorporar os Planos Setoriais de Mitigação e Adaptação às Mudanças Climáticas. Pelo mesmo decreto que instituiu a política, o prazo para que os planos setoriais fossem apresentados era 15 de dezembro de 2011. Mas, as metas de alguns setores, como os de saúde e mineração, ainda não foram divulgadas.</p>
<p>Esta semana, representantes do Observatório do Clima e do Fórum Brasileiro de ONGs e Movimentos Sociais para o Meio Ambiente e Desenvolvimento cobraram a apresentação de planos de quatro setores. Apesar do apelo do governo pelas contribuições do grupo, as 700 organizações que formam a rede se recusam a participar do processo sem um rascunho desses textos.</p>
<p>O argumento é que não poderiam comentar o conteúdo sem ter acesso a mais informações. As organizações entregaram uma carta à ministra-chefe da Casa Civil, Gleisi Hoffmann, pedindo o texto final dos documentos que preveem metas da indústria, dos transportes, da saúde e da mineração.</p>
<p>Carlos Rittl, coordenador do Programa de Mudanças Climáticas e Energia do WWF-Brasil, que integra as duas organizações, reconhece que o Brasil avançou com o plano de 2008, mesmo que a política de mudanças climáticas só tenha sido instituída depois. Mas, segundo ele, a desarmonia nas datas dos dois documentos acabou fazendo com que não houvesse estratégia.</p>
<p>“Não é plano de ação que nos leva a um processo de desenvolvimento de baixo carbono, e não trouxe inovação. O plano não tem metas, apenas alguns objetivos específicos”, disse, destacando a redução de perda de floresta que tem avançado, conforme mostram levantamentos de satélites e operações de fiscalização e combate ao crime ambiental. Os movimentos sociais cobram documento com metas e ações precisas e claras.</p>
<p><span style="font-size: x-small;"><strong>(Agência Brasil)</strong></span></p>
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		<item>
		<title>Dia da Abolição: país ainda  tem desafios, dizem negros</title>
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		<pubDate>Mon, 13 May 2013 17:05:38 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Henrique Andrade Camargo</dc:creator>
				<category><![CDATA[Notí­cias]]></category>
		<category><![CDATA[Sociedade]]></category>
		<category><![CDATA[abolição da escravatura]]></category>
		<category><![CDATA[africanos]]></category>
		<category><![CDATA[afro-brasileiros]]></category>
		<category><![CDATA[escravidão]]></category>
		<category><![CDATA[escravos]]></category>
		<category><![CDATA[negros]]></category>

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		<description><![CDATA[O presidente da Fundação Cultural Palmares, Hilton Cobra, defende as políticas de ações afirmativas instituídas pelo governo e critica a falta de espaços para projetos culturais que tratem da temática afro-brasileira.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><span style="font-size: x-small;"><strong>Heloisa Cristaldo, da Agência Brasil</strong></span></p>
<p><a href="http://mercadoetico.terra.com.br/website/wp-content/uploads/2013/05/escravidao_250.jpg"><img class="alignleft size-full wp-image-72344" src="http://mercadoetico.terra.com.br/website/wp-content/uploads/2013/05/escravidao_250.jpg" alt="" width="250" height="168" /></a>A estudante de ciências políticas do 8º semestre da Universidade de Brasília (UnB) Vanessa Machado entrou na instituição pelo sistema de cotas raciais, mesmo com nota suficiente para ser aprovada sem o sistema. Vanessa está na contramão das estatísticas, estudou em escola particular e seus pais são formados, mas ainda assim engrossa a voz do movimento negro ao não comemorar o dia de assinatura da abolição da escravatura, em 13 de maio, há 125 anos.</p>
<p>“O 13 de Maio é um marco histórico legal, representa mais do que a assinatura da princesa Isabel. Representa o grito sufocado dos negros. Mas ainda há muitos desafios, estamos longe do ideal. Pobreza tem cor e não é por acaso”, analisa a estudante.</p>
<p>O pensamento é compartilhado por frei David, presidente da Educafro, uma organização não governamental que tem a missão de promover a inclusão da população negra e pobre nas universidades públicas e particulares. Segundo ele, cerca de 40 mil estudantes passaram pelos cursinhos de pré-vestibular da rede e já concluíram o ensino superior. Além de também defender o sistema de cotas raciais, ele questiona a comemoração da data.</p>
<p>“Nenhuma sociedade do mundo deixou uma etnia quase 400 anos escravizada e resolveu [o assunto] apenas com a assinatura de um papel chamado de Lei Áurea. A desigualdade é o fruto da perversidade dos sucessivos partidos políticos que nada ou muito pouco fizeram para compensar o povo negro nestes quatro séculos de escravidão e exclusão. Daí a necessidade de políticas públicas de ação afirmativa [cotas] para negros nas universidades”, avalia.</p>
<p>O presidente da Fundação Cultural Palmares, Hilton Cobra, também defende as políticas de ações afirmativas instituídas pelo governo e critica a falta de espaços para projetos culturais que tratem da temática afro-brasileira.</p>
<p>“Arte e cultura negra ainda não são inseridas no sistema. Há muita dificuldade na captação de recursos para esses projetos. Um dia não precisaremos mais de cotas, mas elas são necessárias atualmente e representam uma vitória, uma abertura de espaços”, diz Hilton Cobra.</p>
<p>A data de assinatura da lei marca atualmente o Dia Nacional de Denúncia contra o Racismo. No país, é considerada crime de racismo a conduta discriminatória dirigida a um determinado grupo ou coletividade. A pena é imprescritível e inafiançável. O Código Penal prevê também o crime de injúria racial, que consiste em ofender a honra de alguém com a utilização de elementos referentes à raça, cor, etnia, religião ou origem.</p>
<p>“Ser negro no Brasil é sofrer preconceito diariamente. É preciso ter esse debate, falar sobre o racismo. Quando não se fala, a questão se torna invisível. Essa linha que divide o que denigre a imagem de alguém e o que não denigre é muito tênue”, diz Vanessa.</p>
<p>Para atender à população que enfrenta a situação no seu cotidiano, a Secretaria de Políticas de Promoção da Igualdade Racial criou a ouvidoria, que recebe desde 2011 denúncias contras atos de racismos e discriminação racial em todo país. Segundo informações, a pasta recebeu até hoje 710 denúncias. O canal de atendimento ao cidadão é por meio do telefone (61) 2025-7001 ou do e-mail seppir.ouvidoria@seppir.gov.br.</p>
<p><span style="font-size: x-small;"><strong>(Agência Brasil)</strong></span></p>
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		<title>E o Brasil continua a defender o amianto</title>
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		<pubDate>Mon, 13 May 2013 15:30:11 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Henrique Andrade Camargo</dc:creator>
				<category><![CDATA[meio ambiente]]></category>
		<category><![CDATA[Notí­cias]]></category>
		<category><![CDATA[amianto]]></category>
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		<description><![CDATA["É constrangedor. Contrariando parecer do Ministério do Meio Ambiente, o Brasil há poucos dias absteve-se de votar em Genebra uma resolução no âmbito da Convenção de Roterdã que obrigaria qualquer país exportador de qualquer produto baseado em qualquer variedade de amianto a informar previamente o importador sobre o conteúdo dessa carga perigosa"]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><span style="font-size: x-small;"><strong>Washington Novaes*</strong></span></p>
<p>É constrangedor. Contrariando parecer do Ministério do Meio Ambiente, o Brasil há poucos dias absteve-se de votar em Genebra uma resolução no âmbito da Convenção de Roterdã que obrigaria qualquer país exportador de qualquer produto baseado em qualquer variedade de amianto a informar previamente o importador sobre o conteúdo dessa carga perigosa. Não se tratava de proibição de exportar, apenas de informação prévia.</p>
<p>Os Ministérios brasileiros do Desenvolvimento e de Minas e Energia tomaram posição contra a resolução sob o argumento de que poderia prejudicar as exportações brasileiras da variedade crisotila, que não seria problemática, embora centenas de pareceres científicos no mundo todo digam que é tão prejudicial quanto o amianto. Por isso 66 países já baniram o uso de qualquer variedade – incluídos Alemanha, Austrália, Áustria, Bélgica, Dinamarca, Espanha, Holanda, Japão, Itália, Hungria, Grã-Bretanha e Estados Unidos; na América do Sul, Argentina, Chile e Uruguai estão entre os países que proibiram a importação. A União Europeia condena o uso. Recentemente, na Itália, dois proprietários de uma grande empresa produtora de artefatos de amianto foram condenados a 16 anos de prisão pelos danos à saúde dos trabalhadores.</p>
<p>Os ministérios que se posicionaram contra a adesão do Brasil alegam prejuízos econômicos à produção e à geração de empregos – o Brasil é o terceiro maior produtor mundial, com 306,3 mil toneladas anuais no último balanço (a Rússia é o maior), e o segundo na exportação (134,1 mil toneladas de fibras, no valor de US$ 79,9 milhões, e 49,9 mil toneladas de manufaturados, no valor de US$ 145,3 milhões). Toda a produção nacional para consumo no mercado interno está hoje concentrada na mina de Cana Brava, em Minaçu (GO), que tem vida útil prevista para quase mais 30 anos.</p>
<p>A indústria de construção civil interna consome a maior parte da produção que aqui fica, em telhas onduladas, chapas de revestimento, tubos e caixas d’água. Na indústria automobilística, o consumo está concentrado em produtos de fricção (freios, embreagens). Mas há consumo também em produtos têxteis, filtros, papel e papelão, isolantes térmicos. E o setor que produz fibras alternativas à crisotila assegura que pode atender a todo o consumo dos produtos problemáticos.</p>
<p>É, no mínimo, curiosa a posição brasileira contrária à informação prévia na exportação, pois desde 1984 a variedade nacional de amianto vem sendo questionada pelo Conselho Nacional do Meio Ambiente (Conama), que na Resolução 348 incluiu os resíduos de amianto na classe dos perigosos e passou a exigir uma advertência impressa aos consumidores, em todos os produtos, quanto ao risco do consumo. Só que a legislação “não pegou”. Dois anos depois, uma portaria do Ministério do Trabalho relacionou os perigos dos materiais a que os trabalhadores nessa área estavam expostos. A Convenção da Organização Internacional do Trabalho (OIT) sobre os mesmos riscos (n.º 162), assim como sobre a prevenção e proteção dos trabalhadores no setor, é de 1986. No Senado brasileiro há muito tempo tramita um projeto do senador Eduardo Suplicy que propõe o banimento do produto.</p>
<p>Não é só. Vários Estados brasileiros já aprovaram legislação que proíbe o uso do amianto e a exportação, entre eles São Paulo, Rio de Janeiro, Rio Grande do Sul, Pernambuco e Mato Grosso. A execução da lei, entretanto, está suspensa, à espera do julgamento de recursos dos produtores no Supremo Tribunal Federal. A alegação é de “inconstitucionalidade” dessas leis estaduais.</p>
<p>É problemático, já que a Organização Mundial de Saúde calcula que a cada ano morrem 100 mil pessoas que foram expostas aos produtos extraídos – que ela considera cancerígenos – ou seus derivados. E serão 10 milhões de pessoas até 2030, vítimas de cânceres do sistema respiratório e de membranas que recobrem os pulmões, o peritônio e o pericárdio. As mortes também podem estar associadas ao câncer de laringe e ao câncer do ovário.</p>
<p>Tudo isso tem levado os críticos do amianto/crisotila a propor o fim da extração, do transporte, da industrialização, da comercialização e da utilização do produto, em todas as suas formas, em todo o País – até porque “não há limite de tolerância seguro para a exposição e o manuseio”.</p>
<p>Já o argumento central dos defensores do amianto/crisotila está nos prejuízos que advirão para o município e a região de Minaçu, onde está a extração. Ali quase tudo depende dessa atividade – o emprego, o transporte, a comercialização, a hospedagem, etc. Em mais de três décadas de discussões e questionamentos, entretanto, nada foi feito para lá criar novas atividades substitutivas.</p>
<p>Um parecer da Unicamp, de agosto de 2010, observa que o prejuízo econômico “pode ser minimizado por meio de algumas medidas de política industrial (…) e de fomento à pesquisa de novos produtos e materiais alternativos, além dos atualmente disponíveis”. Acrescenta que “haverá quem defenda a continuidade das exportações, sob o argumento econômico de que desta forma o País continuará a contar com preciosas divisas (…). Mas o que é imperioso é colocar em evidência o fato de que o Brasil exporta amianto para outros países periféricos e com isso coloca em risco a vida de milhões de trabalhadores”. E lembra o veto da União Europeia ao amianto desde 2005.</p>
<p>A conclusão final é contundente: “Triste sina a desses países condenados a ficar à mercê de interesses econômicos mais espúrios. Mais triste ainda é o país que permite a exploração desses miseráveis, que possibilita que interesses econômicos se beneficiem da ignorância de populações de países carentes”. Observa ainda que se beneficiarão os países que desenvolvem tecnologias mais adequadas.</p>
<p>Não está no parecer, mas pode ser lembrado que a indústria produtora em Minaçu é uma das maiores financiadoras de campanhas eleitorais no País.</p>
<p><strong>* Washington Novaes é jornalista.</strong></p>
<p><em>** Publicado originalmente no site O Estado de S. Paulo.</em></p>
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		<title>Campanha &#8220;Segunda sem Carne&#8221; e livro &#8220;Merenda Vegetariana&#8221; propõem uma vida mais saudável</title>
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		<pubDate>Mon, 13 May 2013 13:33:23 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Henrique Andrade Camargo</dc:creator>
				<category><![CDATA[Educação e sustentabilidade]]></category>
		<category><![CDATA[Notí­cias]]></category>
		<category><![CDATA[Salas Temáticas]]></category>
		<category><![CDATA[meio ambiente]]></category>
		<category><![CDATA[Raquel Ribeiro]]></category>
		<category><![CDATA[segunda sem carne]]></category>
		<category><![CDATA[vegetarianismo]]></category>

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		<description><![CDATA[Editora acredita que mudança de hábito vem com o transmitir de informação com sabedoria, mostrando que o hábito de comer carne traz vários impactos negativos para a saúde da pessoa, para os animais e para o meio ambiente.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><span style="font-size: x-small;"><strong>Tatiana Félix, da Adital</strong></span></p>
<p><a href="http://mercadoetico.terra.com.br/website/wp-content/uploads/2013/05/segunda_sem_carne_300qua.jpg"><img class="alignleft size-full wp-image-72336" src="http://mercadoetico.terra.com.br/website/wp-content/uploads/2013/05/segunda_sem_carne_300qua.jpg" alt="" width="300" height="300" /></a>Fazendo parte da campanha Segunda Sem Carne (SSC), em execução desde 2009, o livro Merenda Vegetariana, produzido pela Sociedade Vegetariana Brasileira (SVB), traz mais de 100 receitas saudáveis com base em legumes e vegetais, incentivando as pessoas a descobrirem novos sabores. Apesar de o lançamento presencial ocorrer apenas em junho, em São Paulo (SP), durante a Virada Sustentável, a obra já está disponível pela web. Para saber mais sobre a campanha e as dicas que o livro traz para uma alimentação mais saudável, a ADITAL conversou com a jornalista Raquel Ribeiro, editora da obra e coordenadora do departamento de publicações da SVB. Confira:</p>
<p><strong>Adital –</strong><em> Além das receitas vegetarianas, quais outras formas de conscientização sobre os malefícios do consumo de carne e benefícios dos vegetais o livro &#8220;Merenda Vegetariana” traz?</em></p>
<p><strong>Raquel Ribeiro</strong> &#8211; Em todos os textos de apoio procuramos valorizar os vegetais; desde o cuidado no preparo (sugerindo, por exemplo, cozinhar al dente e usar temperos sem medo) até as informações sobre os alimentos. Ressaltamos a importância do consumo de folhas verdes para garantir ferro e cálcio; assim como lembramos que a dupla arroz-com-feijão proporciona nossa dose diária de proteínas. Buscamos dar um enfoque positivo ao livro, evitando falar em &#8220;malefícios da carne” – apesar de seu consumo de fato aumentar o risco de doenças cardiovasculares, obesidade, diabetes e outras doenças. Preferimos chamar a atenção para o consumo excessivo de um quarteto perigoso: sal, açúcar, gordura e farinha branca, pois no uso destes as merendeiras costumam &#8220;pesar a mão”. Mesmo entre os vegetais usados nas receitas, mostramos que há diferenças em termos nutricionais. No capítulo &#8220;para abrir o apetite” dissemos que, por exemplo, que a batata não é tão nutritiva como o inhame ou a mandioca. E muitas vezes pode ser substituída por esses alimentos.</p>
<p><strong>Adital -</strong><em> O livro &#8220;Merenda Vegetariana” vai servir de subsídio para expandir a campanha Segunda Sem Carne (SSC). De que forma isso vai acontecer?</em></p>
<p><strong>Raquel Ribeiro &#8211; </strong>As cidades ou municípios que adotam a campanha SSC determinam – em princípio – que, toda segunda-feira, as refeições oferecidas pelo serviço público não devem conter ingredientes de origem animal. Se você simplesmente tira a carne do cardápio, a pessoa fica com a sensação de que vai comer menos e que essa proteína vai fazer falta. Em termos proteicos isso é um mito, pois a dieta do brasileiro contém bem mais proteína do que o organismo absorve – e esse excesso acaba virando em gordura. Para não dar a impressão de que a campanha tira algo do prato, enfatizamos o slogan &#8220;descubra novos sabores”. Ou seja, em vez da carne, pode ser servido um nugget de inhame, uma tapioca recheada de couve-flor, um estrogonofe de legumes ou um bolinho de lentilha. É ai que entra o livro de receitas. Toda secretaria ou instituição que tiver interesse em adotar a campanha e quiser servir refeições vegetarianas pode adquirir o livro.</p>
<p><strong>Adital &#8211; </strong><em>O foco é somente as escolas?</em></p>
<p><strong>Raquel Ribeiro -</strong> O principal foco, sim, já que a linguagem visual e as atividades são destinadas a esse público, mas nada impede que creches, universidades, hospitais, casas de detenção e qualquer outra instituição usem as receitas &#8212; ou simplesmente pais que querem ensinar hábitos alimentares saudáveis a seus filhos. Vale lembrar que os 102 pratos levam ingredientes simples, baratos e fáceis de encontrar.</p>
<p><strong>Adital – </strong><em>O hábito de comer carnes vermelhas e brancas e derivados animais está profundamente enraizado na população brasileira, que é muito ampla e diversa. Como mudar esse hábito?</em></p>
<p><strong>Raquel Ribeiro -</strong> Hábitos vão mudando com a evolução da sociedade. Antes, o brasileiro pouco usava cinto de segurança: a adoção da multa, somada a campanhas educativas mostrando que o uso do cinto evita mortes, levaram, aos poucos, as pessoas a usá-lo. Hoje qualquer criança entra no carro e, instintivamente, coloca o cinto. Acho que, passando a informação com sabedoria, mostramos que o hábito de comer carne traz vários impactos negativos para a saúde da pessoa, para os animais e para o meio ambiente. Em termos práticos, a campanha tem sido eficaz: tem gente que se sente mais leve após um dia sem carne – e se dá conta que isso foi bom; tem gente que, após conhecer a campanha, passa a contabilizar a &#8220;pegada da carne”; ou seja, o impacto ambiental da sua produção e comercialização; e tem gente que, ao se informar sobre o sofrimento que a indústria da carne (e do leite) provoca aos animais, passa a ver o bife com outros olhos. Enfim, penso que a campanha é mais um passo no longo processo de conscientização da humanidade.</p>
<p><strong>Adital -</strong><em> A adoção de uma alimentação vegetariana requer a aquisição de alimentos diferentes ou de difícil acesso e preços elevados?</em></p>
<p><strong>Raquel Ribeiro -</strong> Em principio, não, já que o maior gasto do vegetariano costuma ser na feira. Nossa dieta inclui maior quantidade de legumes, frutas e cereais (como, aliás, preconiza o Guia Alimentar do Ministério da Saúde), que são os mesmos ingredientes que o não-vegetariano compra. Como não gastamos com a compra de carne, leite e queijos, podemos nos dar ao luxo de consumir castanhas, cogumelos, palmito, alcachofra&#8230; Agora, alguns ingredientes, como o tofu e os leites vegetais são, de fato, mais difíceis de encontrar. Por isso explicamos no livro como prepará-los em casa.</p>
<p><strong>Adital –</strong><em> O lançamento do livro será na Virada Sustentável, em junho, em São Paulo. Como as pessoas poderão adquiri-lo e a partir de quando estará disponível para venda?</em></p>
<p><strong>Raquel Ribeiro &#8211; </strong>Vamos aproveitar o gancho da Virada, mas o lançamento na web já foi feito. E as encomendas podem ser feitas pelo e-mail loja@svb.org,br.</p>
<p><strong>Adital –</strong> <em>Há quanto tempo existe a campanha Segunda Sem Carne e onde ela tem sido mais difundida?</em></p>
<p><strong>Raquel Ribeiro -</strong> Em 2009, a Segunda Sem Carne foi lançada no Brasil pela Sociedade Vegetariana Brasileira, em parceria com a Secretaria do Verde e Meio Ambiente de São Paulo. Sampa foi a segunda cidade no mundo a apoiar uma campanha do tipo Um Dia Sem Carne. Desde então, outras cidades e estados aderiram, como Niterói (RJ), Curitiba (PR), Osasco (SP) e Rio de Janeiro (RJ), além do estado de São Paulo e do Distrito Federal.Em Porto Alegre, Florianópolis, Belo Horizonte, Mogi das Cruzes e outras, a negociação está em andamento.</p>
<p><strong>Adital -</strong><em> Como avaliam o desenvolvimento e os avanços da campanha?</em></p>
<p><strong>Raquel Ribeiro -</strong> Campanhas do tipo &#8220;Um Dia sem Carne” têm sua origem nos Estados Unidos, onde o movimento vegetarianismo é forte; mas a ideia somente conquistou a mídia internacional quando Ghent, cidade belga, criou a campanha Quinta sem Carne, em maio de 2009. Desde então, as escolas públicas servem almoços vegetarianos e trabalhadores municipais têm um mapa dos restaurantes vegetarianos da cidade. Dicas de receitas também foram enviadas aos mais de 1500 restaurantes da cidade e a prefeitura promove aulas de culinária ao público em geral. Esse exemplo belga nos inspira – e nos anima! – a divulgar a campanha e conquistar adeptos em todas as esferas. Estamos muito otimistas!</p>
<p><span style="font-size: x-small;"><strong>(Adital)</strong></span></p>
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		<title>75% dos quilombolas vivem na extrema pobreza</title>
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		<pubDate>Mon, 13 May 2013 13:23:50 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Henrique Andrade Camargo</dc:creator>
				<category><![CDATA[Notí­cias]]></category>
		<category><![CDATA[Sociedade]]></category>
		<category><![CDATA[Brasil]]></category>
		<category><![CDATA[desigualdade social]]></category>
		<category><![CDATA[pobreza]]></category>
		<category><![CDATA[quilombolas]]></category>
		<category><![CDATA[racismo]]></category>

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		<description><![CDATA[Além disso, apenas 207 de 2.197 comunidades reconhecidas detêm a posse da terra, o que dificulta o acesso a políticas públicas de incentivo à agricultura familiar]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><span style="font-size: x-small;"><strong>Sarah Fernandes, da Rede Brasil Atual</strong></span></p>
<p>Relatório divulgado pelo governo federal reforça a visão de que faltam muitos passos para consolidar os direitos básicos das comunidades quilombolas. Das 80 mil famílias quilombolas do Cadastro Único, a base de dados para programas sociais, 74,73% ainda viviam em situação de extrema pobreza em janeiro desde ano, segundo o estudo do programa Brasil Quilombola, lançado na segunda-feira (6) pela Secretaria de Políticas de Promoção da Igualdade Racial (Seppir). Entre cadastrados ou não, eles somam 1,17 milhões de pessoas e 214 mil famílias.</p>
<p>Um dos principais motivos para a manutenção dos quilombolas na pobreza é a dificuldade de acesso a programas de incentivo à agricultura familiar, devido à falta do título da terra, que garante a posse das famílias. Segundo o relatório, das 2.197 comunidades reconhecidas oficialmente, apenas 207 são tituladas. Apesar das dificuldades, 82,2% viviam da agricultura familiar no começo deste ano.</p>
<p>&#8220;O perfil dos quilombolas é de agricultores, extrativistas ou pescadores artesanais, mas eles têm uma limitação de acesso à terra e não conseguem ser inscritos na Declaração de Aptidão do Programa Nacional de Fortalecimento da Agricultura Familiar (Pronaf), que dá acesso a políticas públicas”, explica a coordenadora de Políticas para Comunidades Tradicionais da Seppir, Barbara Oliveira.</p>
<p>A estratégia para reverter o quadro será, segundo a coordenadora, transferir a responsabilidade de incluir os quilombolas na Declaração de Aptidão do Pronaf para o Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (Incra) até o final desse ano. O órgão também deverá ajudar a acelerar a titulação das terras, feitas em geral pelo próprio órgão ou por governos municipais e estaduais. &#8220;A partir daí eles receberão assistência técnica rural e sua produção será certificada com o selo Quilombolas do Brasil, que agrega valor ao produto”, conta Barbara. &#8220;O objetivo é fortalecer a produção”.</p>
<p><strong>Serviços</strong></p>
<p>Os quilombolas têm menos acesso aos serviços básicos, como saneamento e energia elétrica, que o restante da população, segundo o relatório: 48,7% deles vivem em casas com piso de terra batida, 55,21% não têm água encanada, 33,06% não têm banheiro e 15,07% possui esgoto a céu aberto. Ao todo, 79,29% têm energia elétrica.</p>
<p>Um dos dados que mais chama a atenção, de acordo com Barbara, é a o alto índice de analfabetos: 24,81% deles não sabem ler. A taxa de analfabetismo no país é de 9,1%, segundo a Pesquisa Nacional por Amostras de Domicílio (PNAD). &#8220;Apesar de termos conquistado uma série de programas para educação quilombola, que garantem orçamento, capacitação de professores, material didático e equipamentos, há ainda um desafio muito grande para oferecer Educação de Jovens e Adultos e para ultrapassar a educação além do ensino fundamental, garantindo inclusive acesso ao ensino médio e à universidade”, afirma.</p>
<p><span style="font-size: x-small;"><strong>(Adital)</strong></span></p>
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		<item>
		<title>São Paulo já pode parar pra ver artistas de rua</title>
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		<pubDate>Mon, 13 May 2013 12:25:20 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Henrique Andrade Camargo</dc:creator>
				<category><![CDATA[Notí­cias]]></category>
		<category><![CDATA[Sociedade]]></category>
		<category><![CDATA[artista de rua]]></category>
		<category><![CDATA[Cultura]]></category>
		<category><![CDATA[Lazer]]></category>
		<category><![CDATA[Raquel Rolnik]]></category>
		<category><![CDATA[São Paulo]]></category>

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		<description><![CDATA[PL regulamenta atividade nas ruas da cidade]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><span style="font-size: x-small;"><strong>Raquel Rolnik*</strong></span></p>
<p style="text-align: center;"><a href="http://mercadoetico.terra.com.br/website/wp-content/uploads/2013/05/artista_rua_520.jpg"><img class="size-full wp-image-72322 aligncenter" src="http://mercadoetico.terra.com.br/website/wp-content/uploads/2013/05/artista_rua_520.jpg" alt="" width="520" height="345" /></a></p>
<p>“A apresentação dos artistas de rua [...] é prática milenar que enche de alegria, sons e imagens a cidade. O município se aquece e se embeleza com a prática artística”. Este é um trecho do projeto de lei que regulamenta a atividade dos artistas de rua na cidade de São Paulo, aprovado na última terça-feira (7) na câmara municipal.</p>
<p>De acordo com o projeto, artistas poderão se apresentar em ruas, parques, praças e semáforos, até as 22h, sem necessidade de licença. As apresentações não podem obstruir a circulação de pessoas e veículos e devem ser gratuitas, sendo permitido “passar o chapéu” e comercializar produtos relacionados com a atividade (camisetas, CDs, DVDs, artesanato, livros etc). O patrocínio de empresas privadas fica proibido.</p>
<p>Esta é uma iniciativa muito bem-vinda porque valoriza o espaço público e o reconhece como lugar de expressão individual e coletiva. Além disso, a aprovação deste projeto – que ainda precisa ser sancionado pelo prefeito Fernando Haddad – é mais que oportuna. Acontece num momento de intensificação da apropriação do espaço público como nunca se viu antes na história da cidade de São Paulo.</p>
<p>A cidade que não para, e que já reprimiu com força policial seus artistas de rua, agora se abre para esta prática.</p>
<p><strong>* Raquel Rolnik é urbanista, professora da Faculdade de Arquitetura e Urbanismo da Universidade de São Paulo e relatora especial da Organização das Nações Unidas para o direito à moradia adequada</strong>.</p>
<p><span style="font-size: x-small;"><strong>(Artigo publicado originalmente no <a href="http://raquelrolnik.wordpress.com/" target="_blank">blog da autora</a>)</strong></span></p>
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		<item>
		<title>Antes de se falar em sustentabilidade é preciso ser sustentável</title>
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		<pubDate>Fri, 10 May 2013 21:11:17 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Henrique Andrade Camargo</dc:creator>
				<category><![CDATA[Negócios sustentáveis]]></category>
		<category><![CDATA[Notí­cias]]></category>
		<category><![CDATA[Salas Temáticas]]></category>
		<category><![CDATA[Christina Carvalho Pinto]]></category>
		<category><![CDATA[marcas sustentáveis]]></category>
		<category><![CDATA[SB Rio]]></category>
		<category><![CDATA[Sustainable Brands]]></category>

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		<description><![CDATA[Em uma das apresentações mais marcantes do "Sustainable Brands", Christina Carvalho Pinto defende a comunicação responsável ]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><span style="font-size: x-small;"><strong>Mercado Ético</strong></span></p>
<div class="img alignleft size-full wp-image-72311" style="width:250px;">
	<a href="http://mercadoetico.terra.com.br/website/wp-content/uploads/2013/05/christina_250.jpg"><img src="http://mercadoetico.terra.com.br/website/wp-content/uploads/2013/05/christina_250.jpg" alt="" width="250" height="168" /></a>
	<div>Christina Carvalho Pinto</div>
</div>Existe marca sustentável sem empresa sustentável?</p>
<p>Com essa pergunta, <span style="text-decoration: underline; color: #0000ff;"><strong><a href="http://mercadoetico.terra.com.br/institucional/" target="_blank">Christina Carvalho Pinto</a></strong></span>, presidente do <span style="text-decoration: underline; color: #0000ff;"><strong><a href="http://www.fulljazz.com.br" target="_blank">Grupo FullJazz</a></strong></span> e do <span style="text-decoration: underline; color: #0000ff;"><strong><a href="http://www.mercadoetico.com.br" target="_blank">Mercado Ético</a></strong></span>, deu início a uma das apresentações mais marcantes do Sustainable Brands 2013, evento realizado nos dias 8 e 9, no Rio de Janeiro. Ela participou da sessão temática Como avaliar Marcas Sustentáveis. “Acreditamos (profissionais de comunicação) em mostrar marcas em encantamento com o meio ambiente. Mas a verdade é que a comunicação deve ser o fim de um processo muito maior”, afirma ela que é grande defensora de uma publicidade mais consciente. “Comunicação é a pele. É preciso saber o que há por baixo dela. Será que temos o direito de esconder as entranhas de um ser doente?”, provoca.</p>
<p>Para Christina, é preciso sempre se perguntar o que há nos produtos. Mas é importante que esse processo, enfatiza ela, seja feito sem julgamentos. “Temos que ajudar o organismo a se tornar mais saudável, para só então trabalharmos sua divulgação”, defende. “Hoje, no mundo da propaganda, embora se fale muito em fidelização, sabemos que o que importa mesmo é a sedução do consumidor. Isso não garante continuidade. É somente o domínio do ego. A marca quer você. E você é um objeto”, explica.</p>
<p>Christina também aponta as péssimas qualidades nos relacionamentos entre empresas e seus funcionário. Segundo a presidente da FullJazz, hoje o mundo corporativo vive um momento de esquizofrenia. Há uma ambiguidade entre o que as pessoas querem e acreditam e no que fazem devido às pressões do mercado por resultados financeiros.</p>
<p>O que ela disse é simples e direto: é preciso ter responsabilidade ao vender uma ideia. Se determinado produto ou serviço não é saudável, contamina o ambiente durante seu ciclo de vida, compromete os recursos naturais ou incentiva um estilo de vida que não se alinha a um equilíbrio socioambiental, então ele não deve ser vendido como algo sustentável. Quando essa regrinha não é seguida, o que ocorre é o <em>greenwashing </em>ou a maquiagem verde, processo em que, por meios propagandísticos, atribui-se qualidades a produtos e serviços que eles de fato não têm.</p>
<p>Porém, Christina acredita no poder da mídia para reconstruir e resgatar valores, autoestima e a criatividade. “Sustentabilidade é um sentimento que vem de uma profunda apreciação pela vida. As marcas sustentáveis devem contribuir para o retorno à inteireza do ser humano, de sua ligação com a mãe Gaia”, conclui ela.</p>
<p><span style="font-size: x-small;"><strong>(Mercado Ético)</strong></span></p>
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		<title>Concentração de CO2 na atmosfera ultrapassou a marca dos 400ppm na quinta-feira</title>
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		<pubDate>Fri, 10 May 2013 20:04:00 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Henrique Andrade Camargo</dc:creator>
				<category><![CDATA[meio ambiente]]></category>
		<category><![CDATA[Notí­cias]]></category>
		<category><![CDATA[aquecimento global]]></category>
		<category><![CDATA[emissão de gases do efeito estufa]]></category>
		<category><![CDATA[mudanças climáticas]]></category>

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		<description><![CDATA[Especialista diz que a ultrapassagem dessa marca é uma lembrança significante do quão rápido está sendo o aumento da concentração de gases do efeito estufa na atmosfera]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><span style="font-size: x-small;"><strong>Fabiano Ávila, do Instituto CarbonoBrasil</strong></span></p>
<p><a href="http://mercadoetico.terra.com.br/website/wp-content/uploads/2013/05/carbono_emissão_B_250.jpg"><img class="alignleft size-full wp-image-72294" src="http://mercadoetico.terra.com.br/website/wp-content/uploads/2013/05/carbono_emissão_B_250.jpg" alt="" width="250" height="168" /></a>De acordo com as medições do <em>Scripps Institution of Oceanography</em>, da Universidade de San Diego, que está monitorando a estação de Mauna Loa, no Havaí, a concentração de dióxido de carbono (CO2) na atmosfera chegou a 400,03 partes por milhão (ppm) nesta quinta-feira (9).</p>
<p>“É muito simbólico. Este é um ponto em que devemos parar e pensar sobre onde estamos e o que estamos fazendo. É uma marca que nos alerta sobre o que já vinha se construindo na nossa frente há algum tempo”, afirmou Ralph Keeling, responsável pela estação de Mauna Loa, ao jornal britânico The Guardian.</p>
<p>“A ultrapassagem dessa marca é uma lembrança significante do quão rápido – e do quão extenso – está sendo o aumento da concentração de gases do efeito estufa na atmosfera. No começo da industrialização, a concentração de CO2 era de apenas 280ppm. Esperamos que essa marca ajude a trazer uma maior conscientização sobre a realidade científica das mudanças climáticas”, declarou Rajendra Pachauri, presidente do Painel Intergovernamental sobre Mudanças Climáticas (IPCC).</p>
<p>Pesquisadores acreditam que a última vez que a concentração de CO2 esteve acima da marca dos 400ppm foi entre 3,2 milhões e cinco milhões de anos atrás, quando o planeta era muito mais quente do que hoje.</p>
<p>Segundo o IPCC, seria preciso manter a concentração em 350ppm para que as temperaturas globais não subam além de 2oC, o limite de segurança para evitar as piores consequências das mudanças climáticas.</p>
<p><span style="font-size: x-small;"><strong>(Instituto CarbnoBrasil)</strong></span></p>
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		<title>Manifestantes deixam Belo Monte, mas mantém mobilização em Altamira</title>
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		<pubDate>Fri, 10 May 2013 19:59:56 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Henrique Andrade Camargo</dc:creator>
				<category><![CDATA[meio ambiente]]></category>
		<category><![CDATA[Notí­cias]]></category>
		<category><![CDATA[Sociedade]]></category>
		<category><![CDATA[belo monte]]></category>
		<category><![CDATA[impactos socioambientais]]></category>
		<category><![CDATA[indígenas]]></category>
		<category><![CDATA[terras indígenas]]></category>

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		<description><![CDATA[Eles cobram a presença do ministro da Secretaria-Geral da Presidência da República, Gilberto Carvalho, na região para negociar seus direitos no processo de consulta a povos tradicionais relativos aos empreendimentos hidrelétricos.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><span style="font-size: x-small;"><strong>Thais Leitão, da Agência Brasil</strong></span></p>
<p>Os cerca de 150 indígenas que desocuparam o Canteiro Belo Monte, uma das frentes de obras da Usina Hidrelétrica de Belo Monte, no Rio Xingu, no Pará, estão reunidos em assembleia na cidade de Altamira (PA) desde a manhã de hoje (10) para definir como darão prosseguimento às reivindicações. Eles cobram a presença do ministro da Secretaria-Geral da Presidência da República, Gilberto Carvalho, na região para negociar seus direitos no processo de consulta a povos tradicionais relativos aos empreendimentos hidrelétricos.</p>
<p>Valdenir Munduruku, liderança da Aldeia Teles Pires, em Jacareacanga (PA), enfatizou que a retirada dos índios na noite de ontem (9) ocorreu de forma pacífica, embora o sentimento seja de revolta em relação à reintegração de posse deferida pela Justiça, com autorização de uso da força policial.</p>
<p>Na noite de quarta-feira, o Tribunal Regional Federal da 1ª Região (TRF1) determinou a reintegração de posse do canteiro, que estava ocupado pelos manifestantes desde a quinta-feira (2), atendendo a um pedido feito no início da semana pela empresa Norte Energia, responsável pela instalação e operação da Usina Hidrelétrica de Belo Monte. No dia seguinte, a decisão foi suspensa pelo TRF1, que acatou pedido do Ministério Público Federal (MPF), contudo deu prazo de 24 horas para que os indígenas deixassem o local. Na avaliação do MPF, a ocupação ocorria de forma pacífica e a solução poderia ser alcançada sem necessidade de uso da força.</p>
<p>“Saímos da mesma forma como entramos, de forma pacífica, sem causar danos ao patrimônio ou qualquer tipo de agressão. Deixamos o canteiro porque havia essa decisão [da Justiça] e para não entrar em maiores conflitos com a polícia, mas estamos muito revoltados com a decisão judicial, porque consideramos que nossos direitos estão sendo violados”, disse, por telefone, à Agência Brasil.</p>
<p>&#8220;Achamos que o ministro Gilberto Carvalho deveria vir aqui para ouvir pessoalmente nossas reinvidicações e negociar conosco. Enviar porta-vozes não resolve, porque eles não têm autonomia para firmar compromisso, assinar nada&#8221;, acrescentou.</p>
<p>A Secretaria-Geral da Presidência da República informou, por meio de sua assessoria, que as negociações com os indígenas estão em andamento e que o governo ainda aguarda resposta a um ofício enviado pelo ministro Gilberto Carvalho na terça-feira (7) às lideranças mundurukus. No documento, ele reitera a disposição do governo federal em dialogar e propõe uma reunião de negociação, acompanhada pelo Ministério Público Federal, dentro de 15 dias, em Brasília.</p>
<p>O objetivo do encontro, segundo o ofício, será pactuar “um procedimento adequado de consulta [aos povos tradicionais], tendo como compromisso a garantia que seus direitos sejam respeitados e que suas propostas sejam incorporadas ao processo de tomada de decisão do governo no que diz respeito aos possíveis aproveitamentos hídricos na bacia do Rio Tapajós”, para a implantação de usinas hidrelétricas.</p>
<p>A Secretaria-Geral propõe, ainda, reuniões dos indígenas com os demais ministérios, para monitoramento da pauta apresentada durante a Assembleia Geral do povo Munduruku, em janeiro deste ano, além de uma reunião na cidade de Jacareacanga (PA), no prazo de um mês, coordenada pelo secretário nacional de Articulação Social, Paulo Maldos, para pactuar com as lideranças da região o procedimento de consulta às suas comunidades.</p>
<p>Valdenir Munduruku informou que os indígenas ainda estão elaborando uma resposta ao ofício. Procurada pela Agência Brasil, a empresa Norte Energia, responsável pela instalação e operação da Usina Hidrelétrica de Belo Monte, informou que deve enviar nota com posicionamento oficial sobre a desocupação do canteiro ainda hoje.</p>
<p>Mais cedo, o Consórcio Construtor Belo Monte, responsável pela construção da usina no Rio Xingu, no Pará, informou que a expectativa é que, com a desocupação, as atividades no canteiro sejam normalizadas em pelo menos em 90% ao longo desta sexta-feira, depois de terem sido paralisadas por questões de segurança, durante a ocupação. O prejuízo causado pela interrupção da produção ainda não foi calculado pelo consórcio.</p>
<p>O Canteiro Belo Monte foi ocupado na quinta-feira (2) por um grupo de aproximadamente 150 indígenas que exigem que as obras em curso sejam suspensas até que o processo de consulta prévia aos povos tradicionais, previsto na Convenção 169 da Organização Internacional do Trabalho (OIT), seja regulamentado.</p>
<p>No fim do mês passado, uma comitiva do governo federal se reuniu, em Jacareacanga (PA), com lideranças do povo Munduruku, além de representantes da prefeitura e da Câmara de Vereadores, para dialogar a respeito do processo de consulta aos povos indígenas que vivem na bacia do Rio Tapajós, sobre os projetos de empreendimentos hidrelétricos.</p>
<p>Segundo nota divulgada à época pela Secretaria-Geral da Presidência da República, outras lideranças indígenas convidadas para o debate não compareceram, exigindo, de última hora, que o encontro fosse alterado para outro lugar, algo considerado inviável pelos responsáveis.</p>
<p>Entre os participantes do encontro estava o secretário Paulo Maldos, que lembrou que a Convenção 169 já está em vigor no país e que um grupo interministerial está encarregado de regulamentar, com a participação de representantes indígenas e de populações tradicionais, o processo de consulta.</p>
<p><span style="font-size: x-small;"><strong>(Agência Brasil)</strong></span></p>
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		<title>Feira internacional de moda apoia marcas &#8220;verdes&#8221;</title>
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		<pubDate>Fri, 10 May 2013 19:57:23 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Henrique Andrade Camargo</dc:creator>
				<category><![CDATA[Moda & Beleza]]></category>
		<category><![CDATA[Notí­cias]]></category>
		<category><![CDATA[Salas Temáticas]]></category>
		<category><![CDATA[marcas sustentáveis]]></category>
		<category><![CDATA[moda sustentável]]></category>
		<category><![CDATA[Negócios sustentáveis]]></category>

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		<description><![CDATA[Conheça aqui algumas delas]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><span style="font-size: x-small;"><strong>EcoD</strong></span></p>
<p><img class="aligncenter" src="http://www.ecodesenvolvimento.org/posts/2013/maio/designers-agents-feira-internacional-de-moda-apoia/images/capa-feira.jpg" alt="" width="450" height="275" /></p>
<p>Centros da moda internacional, Nova York, Paris e Los Angeles apresentam todos os anos, em meses distintos, a <span style="text-decoration: underline; color: #0000ff;"><strong><a href="http://designersandagents.com/" target="_blank">Designers &amp; Agents</a></strong></span>, uma feira internacional de varejistas que promove interação entre criadores e consumidores. O evento, que recebe cerca de 3 mil visitantes de todas partes do mundo, é considerado pioneiro no movimento do design sustentável, pois procura identificar e apoiar marcas que possuem iniciativas verdes.</p>
<p>Este ano a D&amp;A é realizada neste mês de maio, em Nova York, em junho em Los Angeles, e no mês de setembro em Paris.</p>
<p>O EcoD listou algumas marcas sustentáveis que brilharam no Designers &amp; Agents de Nova York, destacadas pelo site <span style="text-decoration: underline; color: #0000ff;"><strong><a href="http://www.ecouterre.com/10-emerging-green-designers-were-excited-to-see-at-designers-agents-new-york/designers-and-agents-fall-2013/?extend=1" target="_blank">Ecouterre</a></strong></span>, que faz cobertura do evento. Confira!</p>
<p><strong>Collina Strada</strong></p>
<p><strong><img class="aligncenter" src="http://www.ecodesenvolvimento.org/posts/2013/maio/designers-agents-feira-internacional-de-moda-apoia/images/bolsa-capa.jpg" alt="" width="450" height="275" /><br />
</strong></p>
<p>A marca nova-iorquina de acessórios e bolsas <span style="text-decoration: underline; color: #0000ff;"><strong><a href="http://www.collinastrada.com/pages/spring-2013" target="_blank">Collina Strada</a></strong></span> possui peças desenhadas por Hillary Taymour. Todas são feitas à mão e com materiais eco-conscientes.</p>
<p><strong>State</strong></p>
<p><strong><img class="aligncenter" src="http://www.ecodesenvolvimento.org/posts/2013/maio/designers-agents-feira-internacional-de-moda-apoia/images/state.jpg" alt="" width="450" height="275" /><br />
</strong></p>
<p>A marca de roupa <span style="text-decoration: underline; color: #0000ff;"><strong><a href="http://www.shop-state.com/" target="_blank">State</a></strong></span>, da Adrienne Antonson de Washington, inspira-se na vida em fazendas e faz uma abordagem cuidadosa e artesanal, por meio da utilização de materiais como algodão orgânico, materiais reciclados e fibras locais.</p>
<p><strong>Sprout Watches</strong></p>
<p><strong><img class="aligncenter" src="http://www.ecodesenvolvimento.org/posts/2013/maio/designers-agents-feira-internacional-de-moda-apoia/images/relogios-capa.jpg" alt="" width="450" height="275" /><br />
</strong></p>
<p>A marca <span style="text-decoration: underline; color: #0000ff;"><strong><a href="http://www.sproutwatches.com/" target="_blank">Sprout Watches</a></strong></span> cria relógios a partir de elementos sustentáveis, como a resina de milho, bambu, cortiça, algodão orgânico e pedras preciosas certificadas.</p>
<p><strong>Fogle England</strong></p>
<p><strong><img class="aligncenter" src="http://www.ecodesenvolvimento.org/posts/2013/maio/designers-agents-feira-internacional-de-moda-apoia/images/fogle-capa.jpg" alt="" width="450" height="275" /><br />
</strong></p>
<p>As bolsas e acessórios da <span style="text-decoration: underline; color: #0000ff;"><strong><a href="http://www.tamarafogle.com/" target="_blank">Fogle England</a></strong></span> são feitas no Reino Unido a partir de materiais reciclados, incluindo antigos sacos de farinha alemães, tenda de lona militar de Praga, colchas indianas e couro reciclados.</p>
<p><strong>Elise Ballegeer</strong></p>
<p><strong><img class="aligncenter" src="http://www.ecodesenvolvimento.org/posts/2013/maio/designers-agents-feira-internacional-de-moda-apoia/images/elise-capa.jpg" alt="" width="450" height="275" /><br />
</strong></p>
<p>A marca <span style="text-decoration: underline; color: #0000ff;"><strong><a href="http://eliseballegeer.com/?page_id=51" target="_blank">Elise Ballangeer</a></strong></span> recruta artesãos alemãs para produzir roupas em pequena escala. Cada peça é produzida localmente em Berlim e promove os valores da sustentabilidade social do setor. A produção local diminui as emissões de carbono, já que dispensa a utilização de transporte.</p>
<p><span style="font-size: x-small;"><strong>(EcoD)</strong></span></p>
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		</item>
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		<title>O poder do 1%</title>
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		<pubDate>Fri, 10 May 2013 19:19:27 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Henrique Andrade Camargo</dc:creator>
				<category><![CDATA[Negócios sustentáveis]]></category>
		<category><![CDATA[Notí­cias]]></category>
		<category><![CDATA[Salas Temáticas]]></category>
		<category><![CDATA[SB Rio]]></category>
		<category><![CDATA[Sustainable Brands]]></category>

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		<description><![CDATA[E se fosse possível garantir ganhos de performance de 1% em todos os equipamentos de todo o mundo?]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><span style="text-decoration: underline; color: #0000ff;"><span style="font-size: x-small;"><strong><a href="http://www.reportsustentabilidade.com.br/sustainablebrands/pt-br/blog/o-poder-do-1" target="_blank">SB Rio</a></strong></span></span></p>
<p>E se pudéssemos garantir ganhos de performance de 1% em todos os equipamentos de todo o mundo. Só em consumo de gasolina, os ganhos globais chegariam a US$ 30 bilhões. E esse ganho em termos de emissões de gases? De quanto seria?</p>
<p>O questionamento é de Marcelo Blois, Diretor do Centro de Pesquisa Industrial Internet da GE, que coordena a equipe de P&amp;D na área de integração de sistemas, desenvolvendo pesquisas em software aplicado à Indústria nas linhas de aviação, transporte, mineração, energia e saúde.</p>
<p>Em sua palestra no segundo dia da SB Rio 2013, Blois afirmou que a sustentabilidade por si só tem valor intrínseco, mas se, ao mesmo tempo, gerar retorno, será a equação correta para que empresas invistam ainda mais em seus conceitos.</p>
<p>Para ele, a eficiência das maquinas vai melhorar os ganhos com sustentabilidade, e o caminho para isso passa por pesquisa, onde se encontra a inovação necessária para isso. “Inovação é o mote para geração de lucro para a empresa”, diz.</p>
<p><span style="font-size: x-small;"><strong>(SB Rio)</strong></span></p>
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		<title>Inovação radical</title>
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		<pubDate>Fri, 10 May 2013 19:15:05 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Henrique Andrade Camargo</dc:creator>
				<category><![CDATA[Negócios sustentáveis]]></category>
		<category><![CDATA[Notí­cias]]></category>
		<category><![CDATA[Salas Temáticas]]></category>
		<category><![CDATA[inovação]]></category>
		<category><![CDATA[SB Rio]]></category>
		<category><![CDATA[Sustainable Brands]]></category>

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		<description><![CDATA[Para provocar as mudanças necessárias que possam gerar valor compartilhado à sociedade e operar dentro da Economia Verde é preciso forte investimento em inovação e ideias criativas e disruptivas]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><span style="text-decoration: underline; color: #0000ff;"><span style="font-size: x-small;"><strong><a href="http://www.reportsustentabilidade.com.br/sustainablebrands/pt-br/blog/inova%C3%A7%C3%A3o-radical" target="_blank">SB Rio</a></strong></span></span></p>
<p>Para provocar as mudanças necessárias que possam gerar valor compartilhado à sociedade e operar dentro da Economia Verde é preciso forte investimento em inovação e ideias criativas e disruptivas. Exemplos práticos do impacto dessas práticas foram apresentados na sala sobre Tecnologia na tarde de ontem (9) do<em> Sustainable Brands Rio</em>.</p>
<p><strong>Sessão 1: Concretizando a mudança de materiais</strong></p>
<p>No encontro moderado pela diretora executiva do CEBDS Lia Lombardi, HP, Braskem, Natura e Matéria Brasil mostraram como respondem ao desafio de desenvolver novos materiais, de menor impacto e ampliar o reaproveitamento.</p>
<p>A HP, por exemplo, chegou a uma embalagem que reutiliza o papel sulfite dos testes de impressão em uma tecnologia criada pela HP Brasil e hoje utilizada pela companhia mundialmente. Os cartuchos da marca ainda utilizam quase 60% de componentes reciclados na sua composição plástica.</p>
<p>Inovação também é a base da Matéria Brasil, organização que une uma consultoria e uma empresa de design de produtos e que disponibilizou seu banco de dados sobre materiais de baixo impacto socioambiental em um sistema aberto na internet. O site oferece informações sobre classe, uso e aplicações de cada item. “Quanto mais disseminarmos informações mais teremos condições de gerar mudança. Queremos oferecer um pouco do nosso conhecimento”, afirmou Carol Piccin.</p>
<p>A Braskem produz desde 2010 o polietileno verde, um plástico proveniente da cana-de-açúcar. Além de ser uma alternativa ao petróleo, há a captura de carbono durante o processo produtivo, motivo pelo qual também é chamado é plástico verde. “Cada um 1 kg de polietileno verde capta 2.5 kg de carbono”, disse Cláudia Cappra, líder comercial de renováveis da companhia.</p>
<p>Por fim, o gerente de Tecnologias Sustentáveis da Natura, Sérgio Camargo, apresentou o resultado de uma pesquisa de seis anos da empresa para desenvolver o óleo de palma de forma mais sustentável na Amazônia. Em parceria com pequenos produtores rurais locais e Embrapa, entre outros órgãos, a palma (o dendê no Brasil) foi cultivada em um sistema combinado com outas culturas como açaí, maracujá e banana, entrou outros – algo inédito do mundo.</p>
<p><strong>Sessão 2: Tecnologia impulsiona a cocriação</strong></p>
<p>A força está no coletivo! As iniciativas apresentadas na segunda sessão temática mostraram que a cocriação gera resultados mais inovadores, de maior impacto e se multiplicam no País e no mundo na discussão moderada por Rodrigo Cunha, da Profile.</p>
<p>A diretora da empresa americana WebFilings, Liv Watson, apresentou sua plataforma aberta para gerenciar dados e elaborar os relatórios financeiros e de sustentabilidade das empresas. A tecnologia permite que as informações sejam acessadas e gerenciadas por diversos usuários de forma mais rápida e integrada que os tradicionais documentos em word e excel.</p>
<p>Além de ser importante polo de empreendedorismo e tecnologia, a Porto Digital também se destaca quando o tema é construção coletiva. O núcleo que reúne 230 empresas em Recife (PE) e congrega iniciativa privada, universidades e governo, ajudou a revitalizar a região de entorno, fomentar o desenvolvimento de jovens e gerar riqueza, emprego e renda, conforme explicou Joana Sampaio.</p>
<p>O potencial das redes foi destacado por Tomás de Lara, da Engage, que apresentou a plataforma de cocriação online Mineo. Desenvolvida em parceria com a Matéria Brasil, o espaço oferece a oportunidade a pessoas com boas ideias de se conectar e obter ajuda para desenvolver seus projetos. O diferencial da iniciativa é o critério de utilizar apenas materiais de baixo impacto socioambiental.</p>
<p>Outra iniciativa recém-criada é o MeuRio, plataforma online que ajuda pessoas ou grupos na criação de movimentos em favor de causas sociais pela internet. Entre as ferramentas, há a Panela de Pressão que oferece informações de todos os órgãos de poder e informações de contato para facilitar a cobrança. “Os investimentos que o Rio está recebendo representam uma oportunidade única para a comunidade que deve pressionar o governo para a aplicação correta”, afirma Renato Guimarães, da Purpose, criadora do MeuRio.</p>
<p><strong>Sessão 3: O poder das tecnologias disruptivas</strong></p>
<p>Experiências de inovação radical encerraram a sessão temática. TerpenOil, Brasil Kirin, Novozymes e AES Brasil apresentaram suas iniciativas de tecnologias disruptivas, ou seja, projetos com potencial de transformar as técnicas e práticas atualmente existentes no mercado.</p>
<p>São iniciativas como o sistema de despoluição do solo da TerpenOil que, além da descontaminação da área recupera o óleo então poluidor para destinação à reciclagem.</p>
<p>A marca de bebidas Brasil Kirin também está investindo significativamente para produzir energia própria com a construção de uma planta de energia eólica que será responsável por um terço do consumo da empresa.</p>
<p>Desenvolvedora de biotecnologia, as enzimas da Novozymes estão presentes hoje em produtos tão diversos como detergentes e bebidas e se apresentam como uma alternativa à tecnologia do petróleo. “As plantas podem fazer muito mais que o petróleo”, defendeu Pedro Luiz Fernandes, CEO da companhia no Brasil.</p>
<p>Por fim, a AES Brasil apresentou seu projeto piloto de instalação de um sistema inteligente de tecnologia da informação, os chamados smart grids, em Barueri (SP). A tecnologia ampliará o controle, prevenindo fraudes, dará mais agilidade ao sistema para identificar e solucionar problemas de fornecimento, entre outras vantagens.</p>
<p><span style="font-size: x-small;"><strong>(SB Rio)</strong></span></p>
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		<title>Cinco maneiras de tornar sua empresa amiga dos ciclistas</title>
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		<pubDate>Fri, 10 May 2013 19:08:00 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Henrique Andrade Camargo</dc:creator>
				<category><![CDATA[Negócios sustentáveis]]></category>
		<category><![CDATA[Notí­cias]]></category>
		<category><![CDATA[Salas Temáticas]]></category>
		<category><![CDATA[Você Sustentável]]></category>
		<category><![CDATA[bicicleta]]></category>
		<category><![CDATA[ciclismo]]></category>
		<category><![CDATA[mobilidade urbana]]></category>
		<category><![CDATA[Sustentabilidade]]></category>

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		<description><![CDATA[É sempre bom lembrar que mais bicicletas nas ruas significa menos carros (o que é bom para o meio ambiente), mais atividade física (o que é bom para a saúde do ciclista) e mais disposição (o que é bom para a empresa).]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><span style="font-size: x-small;"><strong>EcoD</strong></span></p>
<p><a href="http://mercadoetico.terra.com.br/website/wp-content/uploads/2013/05/bike_rio_250.jpg"><img class="alignleft size-full wp-image-72315" src="http://mercadoetico.terra.com.br/website/wp-content/uploads/2013/05/bike_rio_250.jpg" alt="" width="250" height="170" /></a>Muita gente pensa ou já pensou em aderir às bicicletas como meio de transporte, mas sempre encontra barreiras na hora de pôr a ideia em prática. Por isso, separamos algumas dicas que podem ser aplicadas nos escritórios como forma de tornar esses lugares mais apropriados para os futuros ciclistas.</p>
<p>São cinco dicas que você pode sugerir ao seu chefe ou, se for o chefe, pensar em como torná-las viáveis. É sempre bom lembrar que mais bicicletas nas ruas significa menos carros (o que é bom para o meio ambiente), mais atividade física (o que é bom para a saúde do ciclista) e mais disposição (o que é bom para a empresa).</p>
<p><strong>1 – Locação</strong></p>
<p>Se você ainda for abrir seu negócio, procure fazê-lo em um local que seja de fácil acesso via bike. Pode ser uma locação no centro ou perto de áreas estratégicas, com ruas planas e pouco movimentadas para evitar o trânsito intenso de carros.</p>
<p>Mas se a sua empresa já possui uma locação fixa, não desanime. Confira as próximas dicas e saiba como melhorar a vida dos empregados-ciclistas.</p>
<p><strong>2 – Estacionamento</strong></p>
<p>O próximo passo para tornar sua empresa amiga dos ciclistas é providenciar um local adequado para guardar as bicicletas. O estacionamento deve ser seguro e, de preferência, em um local fechado.</p>
<p>Muitos edifícios empresariais possuem estacionamentos para carros. Converse com a administração do prédio e veja se não há como reservar um local para os ciclistas deixarem suas magrelas em segurança.</p>
<p><strong>3 – Vestiários</strong></p>
<p>Eis um dos maiores problemas quando se fala em ir pedalando para o trabalho. Pensar em chegar ao escritório suado e com os cabelos despenteados não é nem um pouco estimulante. A solução pode ser providenciar um local onde os empregados possam tomar um banho e se trocar antes de pegar no batente.</p>
<p>Não precisa ser um vestiário profissional. Um banheiro com um chuveiro e um local para deixar os capacetes e mochila com a roupa usada já está de bom tamanho. Em edifícios empresariais você ainda pode sugerir um vestiário comunitário – simplifica o processo e ainda estimula que os empregados de outros escritórios adotem o hábito.</p>
<p><strong>4 – Incentivos financeiros</strong></p>
<p>Contribua financeiramente com que adota a bicicleta como meio de transporte. Aqui no Brasil as empresas são obrigadas a pagarem pelo transporte de seus empregados – o que pode sair caro para os cofres das companhias.</p>
<p>Por isso, ao adotar a bike, os custos com transporte de empregados tende a cair drasticamente. Ainda assim, apóie que usa a magrela para ir ao trabalho. Vai sair mais barato para a empresa e mais vantajoso para os empregados.</p>
<p><strong>5 &#8211; Converse com os empregados e veja o que ele precisam</strong></p>
<p>Essa é a parte mais importante das dicas e fundamental para se ter um bom ambiente de trabalho. E quando se trata de tornar a empresa um local amigo dos ciclistas, ela se torna ainda mais significativa.</p>
<p>Por isso, reúna seu pessoal e converse com eles sobre a possibilidade de adotarem a bicicleta como meio de transporte. Veja quais as suas dúvidas e necessidades e adapte-as à realidade da empresa. Muitas vezes as pessoas só precisam saber que possuem a aprovação do chefe para mudar seus hábitos.</p>
<p><em>* Com informações do Planet Green</em></p>
<p><span style="font-size: x-small;"><strong>(EcoD)</strong></span></p>
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		<title>SB Rio mostra que profissionais de RSC não estão sós</title>
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		<pubDate>Fri, 10 May 2013 18:22:42 +0000</pubDate>
		<dc:creator>silvia.marcuzzo</dc:creator>
				<category><![CDATA[Silvia Marcuzzo]]></category>
		<category><![CDATA[responsabilidade social corporativa]]></category>
		<category><![CDATA[responsabilidade social empresarial]]></category>
		<category><![CDATA[RSC]]></category>
		<category><![CDATA[RSE]]></category>
		<category><![CDATA[SB Rio]]></category>
		<category><![CDATA[Sustainable Brands]]></category>
		<category><![CDATA[Sustentabilidade]]></category>

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		<description><![CDATA[Conferência deve se tornar novo polo para a disseminação de casos positivos em sustentabilidade empresarial]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<div class="img aligncenter size-full wp-image-72327" style="width:520px;">
	<a href="http://mercadoetico.terra.com.br/website/wp-content/uploads/2013/05/alvaro_report_520.jpg"><img src="http://mercadoetico.terra.com.br/website/wp-content/uploads/2013/05/alvaro_report_520.jpg" alt="" width="520" height="348" /></a>
	<div>Álvaro Almeida, organizador do SB Rio</div>
</div>
<p>A sustentabilidade precisa estar no meio do negócio. Para engajar o público interno, o ideal é usar a linguagem da empresa. Histórias inspiradoras ajudam muito no entendimento do quanto as coisas estão conectadas. É preciso ouvir as partes envolvidas no processo.</p>
<p>Essas foram algumas das conclusões do encerramento do <em>Sustainable Brands Rio</em>, conferência sobre marcas sustentáveis realizada na quarta e quinta-feira (dias 8 e 9), no Rio de Janeiro. A partir dessa primeira edição, o evento será realizado todo o ano na cidade maravilhosa. Segundo a organização,  mais de 80 palestrantes de 60 organizações distintas contaram como suas organizações, pequenas, médias ou gigantes, estão trabalhando no atual cenário, utilizando tecnologia, inovação e ferramentas de comunicação. Cerca de 150 empresas marcaram presença no SB Rio.</p>
<p>Boa parte dos participantes voltou mais animada para casa. Muitos perceberam que não estão sozinhos no trabalho de fomentar mudanças culturais e procedimentos para tornar o mundo um pouco melhor (mesmo que, para muitos, isso ainda soe como <em>greenwashing</em>). Nada melhor que ver, sentir e compreender o que representam os avanços desse contexto para se ter condições de fazer a lição de casa: mudanças necessárias – ou possíveis – no árduo caminho de tornar negócios mais responsáveis e justos.</p>
<p>Álvaro Almeida, da Report Sustentabilidade, promotora do evento, acredita que com a vinda da conferência para o Brasil, novas redes serão tecidas e de forma exponencial. Para ele, nesse momento há uma grande necessidade das empresas discutirem soluções para resolver problemas no seu modelo de negócio. O jornalista vem acompanhando o evento nos Estados Unidos nos últimos três anos. A intenção é transformar o Rio em um novo polo para disseminação de práticas mais sustentáveis. Almeida diz que a iniciativa não é só para se discutir problemas, mas para contribuir na disseminação de casos positivos. “É isso que as pessoas querem ouvir”, acrescenta. E conclui “é preciso convencer, mover pela prática”.</p>
<p><span style="font-size: x-small;"><strong>(Silvia Marcuzzo/Mercado Ético)</strong></span></p>
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		<title>10 pontos de partida para um modelo em construção</title>
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		<pubDate>Fri, 10 May 2013 18:05:14 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Henrique Andrade Camargo</dc:creator>
				<category><![CDATA[Notí­cias]]></category>
		<category><![CDATA[Sociedade]]></category>
		<category><![CDATA[brasileiros]]></category>
		<category><![CDATA[Brsail]]></category>
		<category><![CDATA[Cultura]]></category>
		<category><![CDATA[desenvolvimento]]></category>
		<category><![CDATA[política]]></category>

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		<description><![CDATA[Documento propõe reflexões sobre o Brasil e os brasileiros para que se crie um país melhor para todos]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><span style="font-size: x-small;"><strong>Refletir Brasil</strong></span></p>
<p>1. Somos um país continental, com 200 milhões de pessoas e uma natureza pródiga:<br />
Precisamos pensar como continente, importante, imponente, líder. Necessitamos elaborar um projeto de País consistente e onde todos se sintam responsáveis em seguir o planejado. O Brasil deve se tornar um exemplo de país sustentável nos vários eixos: econômico, social, cultural, ambiental.</p>
<p>2. Somos criativos, flexíveis, adaptáveis, empáticos, pacíficos:<br />
Precisamos elaborar um modelo não engessado na forma, mas firme nos valores e propósitos; que não permita brechas para desvios de conduta, corrupção, violência. Tolerância Zero para estes aspectos. A ética deve ser um objetivo a ser afirmado.</p>
<p>3. Somos alegres, afetivos, amigos, sonhadores, sensuais:<br />
Nosso modelo precisa contemplar a beleza, a leveza, o amor. Precisamos ser uma sociedade feliz. Não podemos perder o foco na realização, na concretude dos sonhos, nas metas estabelecidas do projeto de País. Temos que ser consistentes e comprometidos, profundos. No nosso modelo a mobilização social é fundamental.</p>
<p>4. Somos diversos, com multiplicidade de olhares e saberes; apreciamos as diferenças e promovemos a convergência, a harmonização:<br />
Nosso modelo deve enaltecer e fortalecer a diversidade, torná-la um potencial da sociedade brasileira. Defendemos a liberdade religiosa sem discriminação. Nosso modelo celebra a inclusão e a diversidade características da brasilidade. Seu reconhecimento permite criar um modelo inclusivo, sem preconceitos, empático, solidário, justo.</p>
<p>5. Somos coletivos, sociais, comunicativos, conectados, gostamos de gente:<br />
Convidamos para a criação de um modelo elaborado coletivamente, que permita a troca de ideias presenciais e em redes colaborativas e cooperativas entre si. Nossa sociedade deve ser “redonda” e não plana, linear. A responsabilidade é de todos. Necessitamos aprender a exercer nossa responsabilidade cidadã, compartilhada em seus diferentes níveis.</p>
<p>6. Temos uma cultura diversa, singular, sincrética e criativa em diferentes áreas:<br />
Nosso modelo deve enaltecer nossa cultura; divulgar, premiar e reconhecer nossos personagens, autores. Valorizar as culturas locais de forma persistente e buscar a internacionalização. Num mundo cada vez mais interdependente devemos avançar muito além dos nacionalismos, tendo sempre o planeta em mente e a responsabilidade sobre ele compartilhada. Temos que afirmar nosso sincretismo cultural, que mistura códigos e estilos de forma avançada e sofisticada, a ser oferecido ao mundo como referência ou inspiração.</p>
<p>7. Somos empreendedores, batalhadores, esforçados, resilientes, “tiramos leite de pedra”, “nos viramos”:<br />
Precisamos de educação formal que nos capacite para o empreendedorismo e o cooperativismo em diálogo. Deve ser um modelo que fortaleça uma economia que aponte para a inclusão e a diminuição das desigualdades. É preciso formação para aumentar nossa exigência na qualidade de produtos e serviços. Precisamos mais qualidade na formação para sermos mais produtivos.</p>
<p>8. Somos acomodados, não nos posicionamos, não reclamamos por nossos direitos:<br />
Precisa ser fortalecida a autoestima do brasileiro. Nosso modelo deve estabelecer com clareza deveres, direitos e responsabilidades. Criar canais e mecanismos para a participação popular direta e coletiva; compartilhar a informação e democratizar a comunicação no país. Nosso conceito de democracia precisa ser aprofundado e as práticas transformadas.</p>
<p>9. Não somos eficientes, eficazes e efetivos nos negócios; perdemos com facilidade o foco e os prazos; nos falta capacitação e comprometimento; não sabemos nos internacionalizar, divulgar nossa marca Brasil.<br />
Nosso modelo precisa levar em conta esta carência brasileira e dar espaço para mais capacitação nas relações internacionais, conhecimento das diferentes culturas e linguagens específicas que gerem resultados efetivos para os trabalhadores. As micros e pequenas empresas devem ter prioridade; as empresas nacionais precisam ser valorizadas, protegidas. A carga tributária precisa ser reduzida e melhor distribuída, diminuir a burocracia e desenvolver a infraestrutura. A prioridade para as empresas micros, pequenas e médias vai gerar ganhos para todos e, portanto, para o País.</p>
<p>10. Não sabemos exigir do Estado os serviços básicos de qualidade, apesar dos altos impostos:<br />
Nosso modelo de Estado hoje é caro e ineficiente. Sistemas de educação e saúde sem qualidade, segurança comprometida, infraestruturas arcaicas, transporte público insuficiente, política partidária corrompida, falta de transparência&#8230; Precisamos repensar o papel dos cidadãos e cidadãs diante do Estado, criar um novo modelo de educação cidadã. Democratizar a democracia.</p>
<p>Assim, temos muitas das características de um país “pós moderno”, de vanguarda, inovador, contudo&#8230; precisamos fortalecer nossa autoestima e a participação política para acreditar que somos capazes. Precisamos ser protagonistas do presente e do futuro que bate à nossa porta e assumir a corresponsabilidade pelo Brasil, o país que vivemos e amamos.</p>
<p><span style="font-size: x-small;"><strong>(Refletir Brasil)</strong></span></p>
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		<title>O que a mudança do clima e Gangnam Style têm em comum?</title>
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		<pubDate>Fri, 10 May 2013 15:27:34 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Henrique Andrade Camargo</dc:creator>
				<category><![CDATA[meio ambiente]]></category>
		<category><![CDATA[Notí­cias]]></category>
		<category><![CDATA[Gangnam Style]]></category>
		<category><![CDATA[meme]]></category>
		<category><![CDATA[mudanças climáticas]]></category>
		<category><![CDATA[Sociedade]]></category>

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		<description><![CDATA[Todas as dimensões estão cheias de cenários catastróficos, negatividade e conflito, o que segundo os pesquisadores explica porque o meme da mudança climática não pega na população em geral.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><span style="font-size: x-small;"><strong>Flavia Pardini, da Página 22</strong></span></p>
<p>Responda rápido: quando você pensa na mudança climática, que ideia lhe vem à cabeça?</p>
<p>Há boas chances de que tal ideia lhe tenha sido transmitida via redes sociais, na forma de uma informação, rápida, direta e que se espalha como um vírus, de pessoa para pessoa. Enfim, um meme.</p>
<p>O termo foi cunhado pelo biólogo Richard Dawkins no livro O Gene Egoísta para descrever a unidade mínima da memória. Na genética, é o gene que funciona como a unidade de transmissão de informação que se auto-reproduz, determinando a evolução de dada espécie. Para Dawkins, memes têm potencial para explicar o comportamento humano e a evolução cultural.</p>
<p>Um meme que recentemente explodiu e logo na sequência morreu foi o fenômeno coreano de Gangnam Style. Mas há memes que perduram por décadas.</p>
<p>A mudança climática, por exemplo, ocupa espaço na mídia e nas mentes humanas há pelo menos 30 anos, mas apenas 5% da população mundial reage à ideia como um fenômeno cultural real.</p>
<p>Para entender que tipo de mensagem fez com que uma parcela pequena da população se ligasse à ideia da mudança do clima enquanto a grande maioria permanece imune, o húngaro Lazlo Karafiath e o americano Joe Brewer decidiram se dedicar à “ciência de memes”.</p>
<p>Eles criaram o Climate Meme Project e, via crowdfunding, angariaram fundos para estudar a mudança climática como meme.</p>
<p>Acabaram com um conjunto de 5 mil memes que abordam a questão positiva ou negativamente e agruparam-nos em cinco dimensões –  harmonia, sobrevivência, cooperação, ímpeto e elitismo –, ou “campos de batalha” onde diferentes opiniões sobre o tema tentam espalhar ideias.</p>
<p>Todas as dimensões estão cheias de cenários catastróficos, negatividade e conflito, o que segundo os pesquisadores explica porque o meme da mudança climática não pega na população em geral.</p>
<p>“O aquecimento global não é um bom meme”, escreveram Brewer e Karafiath em um relatório. “As tentativas de comunicação dos últimos 20 anos falharam completamente. Temos que olhar para fora para encontrar memes que se espalhem mais facilmente”.</p>
<p>A conclusão, dizem, é positiva, pois significa que há – muito – espaço para encontrar e espalhar memes que funcionem em detonar a ação coletiva em relação ao clima.</p>
<p>Enquanto Brewer e Karafiath se empenham em descobrir que meme é esse, a grande maioria da população já se esqueceu do Gangnam Style e dança agora ao som do Harlem Shake.</p>
<p><span style="font-size: x-small;"><strong>(Blog De Lá Pra Cá/ Página 22)</strong></span></p>
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		</item>
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		<title>MEC dará bolsas para estudantes de baixa renda, indígenas e quilombolas</title>
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		<pubDate>Fri, 10 May 2013 14:32:51 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Henrique Andrade Camargo</dc:creator>
				<category><![CDATA[Educação e sustentabilidade]]></category>
		<category><![CDATA[Notí­cias]]></category>
		<category><![CDATA[Salas Temáticas]]></category>
		<category><![CDATA[Brasil]]></category>
		<category><![CDATA[educação]]></category>
		<category><![CDATA[famílias de baixa renda]]></category>
		<category><![CDATA[indígenas]]></category>
		<category><![CDATA[Sociedade]]></category>

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		<description><![CDATA[O programa será disponibilizado a partir da próxima segunda-feira (13).]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><span style="font-size: x-small;"><strong>Mariana Tokarnia, da Agência Brasil</strong></span></p>
<p>Estudantes das universidades federais com renda inferior a 1,5 salário mínimo, de cursos com carga horária de no mínimo cinco horas diárias, poderão participar do Programa Nacional de Bolsa Permanência anunciado na última quinta-feira (9) pelo Ministério da Educação (MEC). A bolsa será R$ 400 mensais. Para estudantes indígenas e quilombolas, o valor será superior, R$ 900.</p>
<p>O programa será disponibilizado a partir da próxima segunda-feira (13). Primeiramente, as universidades terão acesso e poderão cadastrar os pró-reitores de cada área como interlocutores. A partir de então, os estudantes poderão se cadastrar, explica o secretário de Educação Superior do MEC, Paulo Speller. As bolsas serão distribuídas conforme a necessidade de cada instituto.</p>
<p>Os estudantes receberão um cartão do Banco do Brasil. A bolsa será recebida por meio dele. Segundo Speller, o cadastramento será online, com duração permanente e atualizado a cada mês pelas universidades.</p>
<p>O secretário disse que a bolsa deverá dar tranquilidade ao aluno que enfrenta dificuldades econômicas.</p>
<p><span style="font-size: x-small;"><strong>(Agência Brasil)</strong></span></p>
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		</item>
		<item>
		<title>Google mostra imagens do desmatamento amazônico nos últimos 28 anos</title>
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		<pubDate>Fri, 10 May 2013 14:22:15 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Henrique Andrade Camargo</dc:creator>
				<category><![CDATA[meio ambiente]]></category>
		<category><![CDATA[Notí­cias]]></category>
		<category><![CDATA[Amazônia]]></category>
		<category><![CDATA[aquecimento global]]></category>
		<category><![CDATA[desmatamento]]></category>
		<category><![CDATA[impactos ambientais]]></category>

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		<description><![CDATA[Além da floresta amazônica, foram registradas fotos que mostram a expansão costeira em Dubai, o aumento nos sistema de irrigação na Arábia Saudita, a seca do Mar Aral e do Lago Urmia, no Irã]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><a href="http://ciclovivo.com.br/noticia/google-mostra-imagens-do-desmatamento-amazonico-nos-ultimos-28-anos" target="_blank"></a><span style="font-size: x-small;"><strong><a href="http://ciclovivo.com.br/noticia/google-mostra-imagens-do-desmatamento-amazonico-nos-ultimos-28-anos" target="_blank">CicloVivo</a></strong></span></p>
<p>O Google disponibilizou uma sequência de imagens da Terra feitas a partir do satélite Landsat. A compilação, chamada de timelapse, mostra claramente as mudanças ocorridas no planeta nas últimas três décadas. Um dos destaques é o desmatamento amazônico.</p>
<p>O monitoramento começou a ser feito em 1984 e os dados disponíveis se estendem até o ano passado. Através das fotografias é possível perceber um nítido avanço no desmatamento de áreas florestadas na Amazônia em consequência da expansão agropecuária.</p>
<p>As informações coletadas e armazenadas pelo Google foram disponibilizadas em uma página na web chamada de Earth Engine. Através desse material, é possível fazer pesquisas e acessar imagens de diversas áreas da superfície terrestre, analisando as mudanças ocorridas nos últimos anos.</p>
<p>Além da floresta amazônica, foram registradas fotos que mostram a expansão costeira em Dubai, o aumento nos sistema de irrigação na Arábia Saudita, a seca do Mar Aral e do Lago Urmia, no Irã, que possuem imagens impressionantes, mostrando como as duas reservas de água quase desapareceram por completo.</p>
<p>O Google informa que continuará a disponibilizar essas ferramentas para auxiliar pesquisadores e permanecer monitorando as mudanças ocorridas na natureza. As informações ainda servem como suporte para trabalhos de conscientização, já que boa parte dos impactos gerados é consequência da ação humana.</p>
<p><span style="font-size: x-small;"><strong>(CicloVivo)</strong></span></p>
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		</item>
		<item>
		<title>Nobel da Paz lança centro de negócios sociais em SP</title>
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		<pubDate>Fri, 10 May 2013 14:13:47 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Henrique Andrade Camargo</dc:creator>
				<category><![CDATA[Negócios sustentáveis]]></category>
		<category><![CDATA[Notí­cias]]></category>
		<category><![CDATA[Salas Temáticas]]></category>
		<category><![CDATA[ESPM]]></category>
		<category><![CDATA[Muhammad Yunus]]></category>
		<category><![CDATA[negócios sociais]]></category>

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		<description><![CDATA[Em parceria com a ESPM, objetivo é estimular a produção de conhecimento científico sobre o tema.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><span style="font-size: x-small;"><strong>Patrícia Gomes, da Porvir</strong></span></p>
<p><a href="http://mercadoetico.terra.com.br/website/wp-content/uploads/2013/05/yunus_250.jpg"><img class="alignleft size-full wp-image-72303" src="http://mercadoetico.terra.com.br/website/wp-content/uploads/2013/05/yunus_250.jpg" alt="" width="250" height="168" /></a>O Nobel da Paz Muhammad Yunus desembarca em duas semanas no Brasil resolvido a disseminar o conceito de negócios sociais por aqui. O bengalês que ficou conhecido no mundo por defender um tipo de empresa diferente, voltada a resolver problemas sociais e cujo lucro é totalmente revertido em favor da causa, lança no próximo dia 27 um centro de pesquisa em parceria com a ESPM (Escola Superior de Propaganda e Marketing) para estimular a produção de conhecimento científico sobre o tema. O Yunus ESPM Social Business Centreserá o primeiro da América Latina dedicado a negócios sociais.</p>
<p>“O <em>Yunus ESPM Social Business Centre</em> chega ao Brasil para colocar a mão na massa. Vamos atuar em três frentes: a acadêmica, para oferecer cursos; a incubadora, para ajudar a gestar ideias; e o fomento à pesquisa de professores e alunos”, diz Rogério Oliveira, diretor do Yunus Social Business Brasil. O centro ficará em São Paulo, na Vila Mariana, mas já há a perspectiva de expansão em 2014 para o Rio de Janeiro e Porto Alegre, onde a ESPM mantém unidades.</p>
<p>Por enquanto, os cursos são de extensão. O primeiro deles, que confere um certificado internacional em negócios sociais, está organizado em torno de encontros quinzenais e tem início previsto já para o segundo semestre. Durante as aulas, os alunos serão apresentados ao conceito e aprenderão formas de desenvolver seus próprios negócios. Entre os professores estão professores brasileiros e de países como Alemanha, Chile, Letônia e França. Mais detalhes poderão ser conhecidos em breve no site do centro.</p>
<p>Além do Brasil, o Yunus mantém centros semelhantes em outros sete países: Japão, Coreia, Itália, Alemanha, Estados Unidos, França, Turquia. Cada um tem uma característica fundamental, normalmente relacionada a peculiaridades do país. “No Japão, por exemplo, o foco é estudar o impacto da tecnologia nos negócios sociais. No Brasil, será a criatividade”, afirma Oliveira.</p>
<p>De acordo com o que defende Yunus, negócios sociais são empresas que funcionam conforme a lógica de mercado, são autosuficientes financeiramente, mas têm como principal meta causar impacto social. “São negócios que trabalham apenas com a missão social. Todo o lucro é reinvestido na própria empresa para que os produtos e serviços oferecidos se aprimorem cada vez mais”, explica o diretor do Yunus Social Business Brasil.</p>
<p>O conceito vem tendo cada vez mais adeptos no Brasil. “Milhares de pessoas ao redor do mundo já foram inspiradas e impactadas pelos projetos do Yunus Social Business e, no Brasil, já existem inúmeras iniciativas voltadas ao negócio social”, diz Ismael Rocha Jr., diretor acadêmico de graduação da ESPM-SP e coordenador da ESPM Social.</p>
<p>Veja a seguir sete princípios determinados por Yunus a serem seguidos por empreendedores interessados em negócios sociais:</p>
<p>1. O objetivo do negócio é a superação da pobreza ou de um ou mais problemas que ameacem as pessoas e a sociedade. Podem ser em áreas como educação, saúde, acesso à tecnologia, meio ambiente etc. O principal objetivo não pode ser a maximização dos lucros;<br />
2. A empresa alcançará a sustentabilidade financeira;<br />
3. Os investidores recebem de volta apenas o montante investido. Não se paga nenhum dividendo além do retorno do investimento inicial;<br />
4. Quando o montante do investimento é recuperado, o lucro fica com a empresa para cobrir expansões e melhorias;<br />
5. A empresa será ambientalmente consciente;<br />
6. A força de trabalho receberá salários de mercado e desfrutará de condições de trabalho melhores que as usuais;<br />
7. Faça isso com alegria.</p>
<p>Como os negócios sociais ainda são um conceito em formação no Brasil, o termo vem sendo usado também para designar as empresas preocupadas com impacto social, mas que redistribuem o lucro entre os acionistas. O Porvir prepara uma série de matérias sobre o tema. Acompanhe nas próximas semanas.</p>
<p><span style="font-size: x-small;"><strong>(Porvir)</strong></span></p>
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		<title>SP vai pagar empresa de ônibus pela satisfação do passageiro</title>
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		<pubDate>Fri, 10 May 2013 13:42:04 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Henrique Andrade Camargo</dc:creator>
				<category><![CDATA[Notí­cias]]></category>
		<category><![CDATA[Sociedade]]></category>
		<category><![CDATA[mobilidade urbana]]></category>
		<category><![CDATA[ônibus]]></category>
		<category><![CDATA[São Paulo]]></category>
		<category><![CDATA[transporte público]]></category>

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		<description><![CDATA[Decreto prevê uso de pesquisas e indicadores para decidir remuneração. Novo método deve buscar avaliar condições em horário de pico.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><span style="font-size: x-small;"><strong>André Monteiro, da Rede Nossa São Paulo</strong></span></p>
<p>O prefeito de São Paulo, Fernando Haddad (PT), publicou nesta quinta-feira decreto que reorganiza o transporte coletivo municipal.</p>
<p>A medida era aguardada há dois meses, pois abre caminho para a publicação do edital da nova licitação dos ônibus e peruas da cidade. Os contratos das concessionárias de ônibus, por exemplo, foram assinados há dez anos e vencem em julho. A previsão inicial da Secretaria dos Transportes era ter publicado o edital no fim de fevereiro.</p>
<p>Entre as mudanças, o decreto estabelece novas formas de remuneração das empresas de ônibus.</p>
<p>Atualmente, elas recebem pelo número de passageiros transportados, mas agora vai entrar no cálculo também:</p>
<p>1) A qualidade dos serviços ofertados, “medida por meio de indicadores de desempenho operacional e pesquisas de satisfação dos usuários”<br />
2) Investimentos realizados na frota e os de atualização tecnológica</p>
<p>Na prática, a empresa que não garantir qualidade será punida no bolso. O decreto diz que os critérios para o cálculo da remuneração final serão estabelecidos “no edital e nos contratos de concessão e permissão”.</p>
<p>Outra mudança é que o decreto abre possibilidade para outros tipos de pagamento. O texto diz que o edital a ser publicado “poderá estabelecer que a remuneração da operação em corredores será por valores fixos mensais, observada a efetiva prestação dos serviços programados”.</p>
<p>Com isso, a intenção da prefeitura é aumentar o número de veículos nos corredores de ônibus para diminuir a espera dos passageiros. A medida se articula com os projetos de eliminar o excesso de linhas nos corredores, criar linhas expressas e aumentar a velocidade do transporte público.</p>
<p>O decreto também diz que “o edital poderá prever valores diferenciados de remuneração para os serviços prestados em horário de baixa demanda”. Se implantada, por exemplo, a medida poderá estimular o aumento da frota que circula de madrugada e nos finais de semana.</p>
<p><strong>ÁREAS</strong></p>
<p>O prazo dos contratos do serviço de concessão, chamado de estrutural e formado pelos ônibus maiores, que circulam pelas principais vias, passou de 10 para 15 anos. A concessão é operada por empresas ou consórcios.</p>
<p>Já a permissão, chamado de local e formado pelas peruas e ônibus menores, que circulam nos bairros, teve prazo de validade mantido em sete anos, prorrogáveis por três. A permissão é operada por cooperativas.</p>
<p>Outra mudança é a redistribuição das áreas de atuação das empresas e cooperativas. Elas passarão de oito para três: Noroeste (formada pelas atuais áreas 1, 2 e 8), Leste (3, 4 e 5) e Sul (6 e 7).</p>
<p>A mudança vai obrigar consórcios e cooperativas a se reorganizarem para poder concorrer na licitação.</p>
<p>A área do centro expandido –perímetro formado pelas marginais Tietê, Pinheiros e avenidas Salim Farah Maluf, Bandeirantes e do Estado– não entra divisão, pois todas as empresas podem operar dentro dele.</p>
<p>A prefeitura afirma que a redistribuição “permitirá melhor controle pelo poder público e facilitará o equilíbrio financeiro entre os lotes”.</p>
<p><span style="font-size: x-small;"><strong>(Rede Nossa São Paulo)</strong></span></p>
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		<title>Governo lança estudo inédito sobre recursos hídricos fronteiriços</title>
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		<pubDate>Thu, 09 May 2013 21:11:17 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Henrique Andrade Camargo</dc:creator>
				<category><![CDATA[meio ambiente]]></category>
		<category><![CDATA[Notí­cias]]></category>
		<category><![CDATA[Brasil]]></category>
		<category><![CDATA[recursos hídricos]]></category>
		<category><![CDATA[rios]]></category>

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		<description><![CDATA[Dono de 12% de toda água doce do planeta, o país faz fronteira com dez nações com os quais divide 83 rios, em oito bacias hidrográficas comuns]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><span style="font-size: x-small;"><strong>Vladimir Platonow, da Agência Brasil</strong></span></p>
<p><a href="http://mercadoetico.terra.com.br/website/wp-content/uploads/2013/05/Brasil_fronteira_250.png"><img class="alignleft size-full wp-image-72243" src="http://mercadoetico.terra.com.br/website/wp-content/uploads/2013/05/Brasil_fronteira_250.png" alt="" width="250" height="168" /></a>Dono de 12% de toda água doce do planeta, o Brasil faz fronteira com dez países com os quais divide 83 rios, em oito bacias hidrográficas comuns. Para estudar melhor este patrimônio natural, a Secretaria de Assuntos Estratégicos (SAE) da Presidência da República lançou a primeira publicação da Série Estudos Estratégicos, intitulada Água e Desenvolvimento Sustentável – Recursos Hídricos Fronteiriços e Transfronteiriços do Brasil.</p>
<p>O trabalho foi apresentado pelo assessor de Desenvolvimento Sustentável da SAE, Bruno de Carvalho, durante o Seminário Green Rio, voltado para a produção orgânica, que começou ontem (8) e terminou hoje (9), no Jardim Botânico do Rio.</p>
<p>“O estudo trata do arcabouço legal e de tratados ratificados pelo Brasil em suas áreas de fronteira. Nós compartilhamos recursos hídricos com dez países. O objetivo é subsidiar o trabalho da Câmara Técnica de Gestão de Recursos Transfronteiriços, que vem se dedicando ao desenvolvimento de uma proposta de estratégia regional, para que se possa fazer o planejamento, gerenciamento e monitoramento dos recursos hídricos da fronteira”, disse.</p>
<p>Segundo Carvalho, o Brasil busca a formulação de uma estratégia regional para melhor utilização dos recursos hídricos. “É um estudo pioneiro, porque agrupa todas as informações históricas e legais em um documento apropriado. Esta informação estava todo pulverizada e a SAE decidiu unir os dados e subsidiar o setor.”</p>
<p>Carvalho disse que a intenção é fazer a tradução da publicação para o espanhol, para possa ser disseminada entre os demais países da região. “No Norte do Brasil estamos à jusante, ou seja, recebemos a água dos países vizinhos. E no Sul do país, estamos à montante, os países vizinhos é que recebem as nossas águas. Se não houver um esforço comum para se trabalhar esta questão, haverá um preço por isso.”</p>
<p>A publicação teve colaboração do Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (Pnud), com apoio da Secretaria de Recursos Hídricos e Ambiente Urbano do Ministério do Meio Ambiente (MMA) e da Agência Nacional de Águas (ANA). Ela pode ser lida ou baixada gratuitamente no endereço da SAE na internet: <span style="text-decoration: underline; color: #0000ff;"><strong><a href="http://www.sae.gov.br./" target="_blank">www.sae.gov.br</a></strong></span>.</p>
<p><span style="font-size: x-small;"><strong>(Agência Brasil)</strong></span></p>
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		<title>Os empregos verdes em uma economia de baixo carbono</title>
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		<pubDate>Thu, 09 May 2013 21:05:19 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Henrique Andrade Camargo</dc:creator>
				<category><![CDATA[Economia]]></category>
		<category><![CDATA[Ética e trabalho]]></category>
		<category><![CDATA[Notí­cias]]></category>
		<category><![CDATA[Salas Temáticas]]></category>
		<category><![CDATA[economia verde]]></category>
		<category><![CDATA[empregos verdes]]></category>
		<category><![CDATA[Marcus Eduardo de Oliveira]]></category>
		<category><![CDATA[OIT]]></category>
		<category><![CDATA[trabalho]]></category>

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		<description><![CDATA["De toda sorte, os empregos verdes em uma economia de baixo carbono se insere na perspectiva de que é possível ainda salvar o planeta da agressão produtiva típica das economias modernas que anseiam a qualquer custo obterem elevadas taxas de crescimento econômico"]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><span style="font-size: x-small;"><strong>Marcus Eduardo de Oliveira*</strong></span></p>
<p><span style="font-size: x-small;"><strong></strong></span><a href="http://mercadoetico.terra.com.br/website/wp-content/uploads/2013/05/trabalho_verde_250.jpg"><img class="alignleft size-full wp-image-72247" src="http://mercadoetico.terra.com.br/website/wp-content/uploads/2013/05/trabalho_verde_250.jpg" alt="" width="250" height="168" /></a>No seu relatório anual sobre as tendências mundiais do emprego, a Organização Internacional do Trabalho (OIT) estima que, &#8220;apesar de uma recuperação moderada do crescimento da produção&#8221; esperada para este ano e para 2014, &#8220;a taxa de desemprego deverá aumentar de novo e o número de desempregados no mundo crescerá 5,1 milhões em 2013, ultrapassando 202 milhões&#8221;.</p>
<p>Contudo, esse cenário desolador da economia mundial pode ser atenuado via geração dos chamados empregos verdes a partir da transição para uma economia de baixo carbono; para uma economia que se desenvolva qualitativamente sem impactar o meio ambiente, que cresça moderadamente sem destruir os elementares serviços ecossistêmicos, que se paute na ética dos valores contidos no ideário do desenvolvimento sustentável, protegendo a flora, a fauna, reduzindo o consumo de recursos naturais, de energia e de água.</p>
<p>Para a OIT, os empregos verdes são aqueles que reduzem o impacto das empresas no meio ambiente e dos setores econômicos a níveis que sejam considerados sustentáveis, além de reduzir a necessidade de energia e matérias primas.</p>
<p>Isso somente será possível com a prática de uma nova economia que respeita o meio ambiente e reconheça a necessidade de reduzir as emissões de gases que provocam o efeito estufa, respondendo afirmativamente pela geração de empregos em áreas-chave da sustentabilidade.</p>
<p>Ainda segundo estudos elaborados pela OIT, até 2030 o Brasil deve criar cerca de 730 mil novos postos de trabalho com a implantação de projetos de economia de baixo carbono, somente no setor de energias renováveis.</p>
<p>Hoje, já contamos com mais três milhões de postos de empregos verdes, com destaque para as seguintes áreas: agroecologia, proteção de áreas de conservação, biocombustíveis e construção civil, usando nesse último caso a eficiência energética em prédios residenciais e industriais, com construções mais inteligentes que consomem no ato produtivo menos energia, água e materiais, portanto, em sintonia à ideia de &#8220;cidades sustentáveis”.</p>
<p>Dentro da perspectiva dessa nova economia que obrigatoriamente coloca no centro das decisões a questão ambiental, fazendo a interface entre a atividade econômica e as Ciências Naturais (especialmente a biologia e a ecologia), permitindo assim com que o processo econômico gire em torno dos ecossistemas, derrubando, pois, a economia neoclássica que leva em conta o meio ambiente apenas pela ótica da externalidade, há um amplo conjunto de atividades que são potencialmente geradoras desses empregos ambientalmente equilibrados e favoráveis à qualidade de vida.</p>
<p>Essas atividades necessariamente passam pela descarbonização da atividade econômica. Dentre essas, destacam-se: a agricultura orgânica (com o desenvolvimento de compostagens e adubação orgânicas &#8211; transformação de resíduos em húmus), o turismo ecológico e de aventura (englobando patrimônios culturais e as belezas naturais), a reciclagem de resíduos (com a normalização dos catadores de materiais e criação de cooperativas), o setor de energia solar, atividades de apoio à produção e manejo florestal (dados da OIT &#8211; base 2009 &#8211; apontam que esse setor emprega 12,9 milhões de trabalhadores em todo o mundo), geração e distribuição de energias renováveis, saneamento, gestão de resíduos, processamento e distribuição de gás natural, atividades paisagísticas, caça e pesca, horticultura e floricultura.</p>
<p>Especificamente no setor de transportes, cabe destacar como bons postos de empregos verdes, o marítimo de cabotagem, por navegação, de travessia, ferroviário de carga, metroferroviário de passageiros, além da construção de embarcações e estruturas flutuantes.</p>
<p>Outro setor que responde afirmativamente pela geração de vagas no mercado de trabalho é o do cultivo da cana de açúcar para produção de etanol; resguardando-se, nesse caso, os impactos negativos sobre o meio ambiente, tais como a exaustão dos solos, degradação das matas, assoreamento e a poluição dos rios.</p>
<p>De toda sorte, os empregos verdes em uma economia de baixo carbono se insere na perspectiva de que é possível ainda salvar o planeta da agressão produtiva típica das economias modernas que anseiam a qualquer custo obterem elevadas taxas de crescimento econômico.</p>
<p><strong>* Marcus Eduardo de Oliveira é economista, professor e especialista em Política Internacional pela Universidad de La Habana &#8211; Cuba</strong></p>
<p><span style="font-size: x-small;"><strong>(Adital)</strong></span></p>
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		<title>Constitucionalismo ecológico na América Latina</title>
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		<pubDate>Thu, 09 May 2013 21:02:11 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Leonardo Boff</dc:creator>
				<category><![CDATA[Colunistas]]></category>
		<category><![CDATA[constituição]]></category>
		<category><![CDATA[Leonardo Boff]]></category>
		<category><![CDATA[meio ambiente]]></category>
		<category><![CDATA[terra]]></category>
		<category><![CDATA[vida]]></category>

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		<description><![CDATA[As modernas constituições se fundam sobre o contrato social de cunho antropocêntrico. Não incluem o contrato natural que é o acordo e a reciprocidade que devem existir entre os seres humanos e a Terra viva]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>As modernas constituições se fundam sobre o contrato social de cunho antropocêntrico. Não incluem o contrato natural que é o acordo e a reciprocidade que devem existir entre os seres humanos e a Terra viva que tudo nos dá e que nós em retribuição a cuidamos e preservamos. Em razão disso seria natural reconhecer que ela e os seres que a compõem seriam portadores de direitos. Os clássicos contratualistas como Kant e Hobbes restringiam, no entanto, a ética e o direito apenas às relações entre os humanos. Somente se admitia obrigações humanas para com os demais seres, especialmente os animais, no sentido de não destruí-los ou submetê-los a sofrimentos e crueldades desnecessárias.</p>
<p>A desconsideração de que cada ser possui valor intrínseco, independente de seu uso humano, uso racional, e que é portador de direito de existir dentro do mesmo habitat comum, o planeta Terra, abriu o caminho a que a natureza fosse tratada como mero objeto a ser explorado sem qualquer consideração, em alguns casos até a sua exaustão.</p>
<p>Coube, entretanto, à América Latina, como o mostrou um notável criminalista e juiz da corte suprema da Argentina, Eugenio Raúl Zaffaroni (La Pachamama y el Humano, Ediciones Colihue 2012) desenvolver um pensamento constitucionalista de natureza ecológica no qual a Terra e todos os seres da natureza, particularmente os vivos e os animais são titulares de direitos. Estes devem ser incluídos nas constituições modernas que deixaram para trás o arraigado antropocentrismo e o paradigma do dominus, do ser humano como senhor e dominador da natureza e da Terra.</p>
<p>Os novos constitucionalistas latino-americanos ligam duas correntes: a mais ancestral, dos povos originários para os quais a Terra (Pacha) é mãe (Mama) -daí o nome de Pachamama- sendo titular de direitos porque é viva, nos dá tudo o que precisamos e, finalmente, pela razão de sermos parte dela e de pertencermos a ela. Bem como as os animais, as florestas, as águas, as montanhas e as paisagens. Todos merecem existir e conviver conosco, constituindo a grande democracia comunitária e cósmica.</p>
<p>Aliam esta ancestral tradição, eficaz, da cultura andina que vai da Patagônia à América Central à nova compreensão derivada da cosmologia contemporânea, da biologia genética e molecular, da teoria dos sistemas que entende a Terra como um superorganismo vivo que se autorregula (autopoiesis de Maturana-Varela e Capra) de forma a sempre manter a vida e a capacidade de reproduzi-la e fazê-la coevoluir. Esta Terra, denominada de Gaia, engloba todos os seres, gera e sustenta a teia da vida em sua incomensurável biodiversidade. Ela, como Mãe generosa, deve ser respeitada, reconhecida em suas virtualidades e em seus limites e por isso acolhida como sujeito de direitos –a dignitas Terrae- base para possibilitar e sustentar todos os demais direitos pessoais e sociais.</p>
<p>Dois países latino-americanos, o Equador e a Bolívia, fundaram um verdadeiro constitucionalismo ecológico; por isso estão à frente de qualquer outro país dito &#8220;desenvolvido”.</p>
<p>A Constituição de Montecristi da República do Equador de 2008 diz explicitamente em seu preâmbulo: &#8220;Celebramos a natureza, a Pacha Mama, da qual somos parte e que é vital para nossa existência”. Em seguida enfatiza que a República se propõe construir &#8220;uma nova forma de convivência cidadã, em diversidade e em harmonia com a natureza, para alcançar o bien vivir, o sumac kawsay(o viver pleno)”. No artigo 71º do capítulo VII dispõe: &#8220;a natureza ou a Pachamama, donde se reproduz e se realiza a vida, tem direito a que se respeite integralmente sua existência, a manutenção e regeneração de seus ciclos vitais, estrutura, funções e processos evolutivos; toda pessoa, comunidade, povo ou nacionalidade poderá exigir da autoridade pública o cumprimento dos direitos da natureza… o Estado incentivará as pessoas naturais e jurídicas, e aos coletivos, para que protejam a natureza e promoverá o respeito a todos os elementos que formam um ecossistema”.</p>
<p>Comovedoras são as palavras do preâmbulo da Constituição Política do Estado boliviano, aprovada em 2009: &#8220;Cumprindo o mandato de nossos povos, com a fortaleza de nossa Pachamama e graças a Deus, refundamos a Bolívia”. O artigo 33º prescreve: &#8220;as pessoas têm o direito a um meio ambiente saudável, protegido e equilibrado. O exercício deste direito deve permitir aos indivíduos e às coletividades das presentes e futuras gerações, incluídos outros seres vivos a desenvolver-se de maneira normal e permanente”. O artigo 34º dispõe: &#8220;qualquer pessoa, a título individual ou em representação de uma coletividade, está facultada a exercer ações legais em defesa do meio ambiente”.</p>
<p>Aqui temos um verdadeiro constitucionalismo ecológico que ganhou corpo e letra nas respectivas Constituições. Tais visões são antecipatórias daquilo que deverá ser para todas as constituições futuras da humanidade. Somente com tal mente e disposição, garantiremos um destino feliz neste planeta.</p>
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		<title>700 organizações cobram planos setoriais de mudanças climáticas</title>
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		<pubDate>Thu, 09 May 2013 20:58:20 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Henrique Andrade Camargo</dc:creator>
				<category><![CDATA[meio ambiente]]></category>
		<category><![CDATA[Notí­cias]]></category>
		<category><![CDATA[aquecimento global]]></category>
		<category><![CDATA[mudanças climáticas]]></category>

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		<description><![CDATA[SOS Mata Atlântica Representantes do Observatório do Clima (OC) e do Fórum Brasileiro de ONGs e Movimentos Sociais para o Meio Ambiente e Desenvolvimento (FBoms) cobraram nesta quinta-feira (9) a Casa Civil para que apresente os quatro Planos Setoriais de Mitigação e Adaptação às Mudanças Climáticas, em audiência pública sobre o processo de revisão do [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><span style="font-size: x-small;"><strong>SOS Mata Atlântica</strong></span></p>
<p>Representantes do Observatório do Clima (OC) e do Fórum Brasileiro de ONGs e Movimentos Sociais para o Meio Ambiente e Desenvolvimento (FBoms) cobraram nesta quinta-feira (9) a Casa Civil para que apresente os quatro Planos Setoriais de Mitigação e Adaptação às Mudanças Climáticas, em audiência pública sobre o processo de revisão do Plano Nacional de Mudanças Climáticas na Câmara dos Deputados.</p>
<p>As duas redes reúnem cerca de 700 organizações. Segundo Carlos Rittl, coordenador do programa de Mudanças Climáticas e Energia do WWF-Brasil, que representou o OC e o FBoms no debate, afirmou que os dois grupos estão muito preocupados com o processo de revisão do Plano e que não poderiam comentar seu conteúdo sem ter acesso a mais informações. E fez a seguinte comparação: “Um artista não pode fazer uma crítica a uma obra de arte sem antes ver toda a obra. Nós não nos consideramos capazes de fazer uma reflexão sobre o conteúdo do Plano, já que não temos os elementos mínimos para isso”, concluiu.</p>
<p>Antes da audiência, as organizações protocolaram uma carta solicitando à Ministra-chefe da Casa Civil, Sra. Gleisi Helena Hoffmann, que apresente a versão final de quatro Planos Setoriais de Mitigação e Adaptação às Mudanças do Clima: da Indústria, dos Transportes, da Saúde e da Mineração [veja a carta na íntegra com as reivindicações propostas aqui]. No evento, foi ressaltada a necessidade de que a revisão do Plano Nacional seja feita de forma a transformar o documento em um plano de fato, com a inclusão de metas e ações envolvendo a postura do país com relação às mudanças no clima mundial.</p>
<p>“O Plano de 2008 foi um passo importante, mas ele foi elaborado quando ainda não tínhamos a Política de Mudanças Climáticas. Ele não é plano de ação estratégica, que nos leva a um processo de desenvolvimento de baixo carbono, e não trouxe inovação. Além disso, o Plano não tem metas, apenas alguns objetivos específicos, como acabar com a perda líquida de florestas até 2015”, afirmou Rittl.</p>
<p>O Decreto 7.390, de 9 de dezembro de 2010, que institui a Política Nacional sobre Mudança do Clima, prevê a incorporação dos Planos Setoriais de Mitigação e Adaptação às Mudanças Climáticas ao Plano Nacional sobre Mudanças Climáticas. O Decreto determinava que os Planos Setoriais fossem elaborados até 15 de dezembro de 2011. Pelo Decreto 7.643, de 15 de dezembro de 2011, esse prazo foi alterado para 16 de abril de 2012.</p>
<p>Em reunião do Fórum Brasileiro de Mudanças Climáticas (FBMC), realizado em 2013, na cidade do Rio de Janeiro, foi dado início ao processo de atualização do Plano Nacional sobre Mudança do Clima, sem que os Planos Setoriais tivessem sido concluídos.</p>
<p>Na audiência desta quinta-feira, a representante do Ministério do Meio Ambiente, Karen Cope, informou que os planos já estão concluídos e aprovados. “Eles estão aprovados e serão lançados pela Presidência da República, o que deve ser feito numa reunião da presidenta com o Fórum Brasileiro de Mudanças Climáticas. Mas o não lançamento não impediu avançar na implementação dos planos. O Plano Indústria, por exemplo, tem comissão técnica instalada e tem tido debate de altíssima qualidade”, disse.</p>
<p>Ela pediu que o OC e o Fboms revissem a posição de não comentar o conteúdo do plano. “Entendo a posição de aguardar os planos setoriais (para comentar o conteúdo). Mas não termos o subsídio e a participação de vocês será prejudicial para o processo”, afirmou.</p>
<p>A senadora Vanessa Grazziotin, que preside a Comissão Mista de Mudanças Climáticas, afirmou que formalizará pela comissão o pedido para receber o novo texto básico da atualização do Plano, que está sendo debatido no Ministério do Meio Ambiente, e os planos setoriais.</p>
<p><span style="font-size: x-small;"><strong>(SOS Mata Atlântica)</strong></span></p>
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		<title>Como lidar com uma criança consumista?</title>
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		<pubDate>Thu, 09 May 2013 19:56:49 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Henrique Andrade Camargo</dc:creator>
				<category><![CDATA[Notí­cias]]></category>
		<category><![CDATA[Salas Temáticas]]></category>
		<category><![CDATA[Você Sustentável]]></category>
		<category><![CDATA[comunicação]]></category>
		<category><![CDATA[propaganda]]></category>
		<category><![CDATA[Reinaldo Domingos]]></category>
		<category><![CDATA[televisão]]></category>

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		<description><![CDATA["Diante de tanta publicidade na televisão, é normal que as crianças fiquem hipnotizadas e acabem querendo ter tudo o que veem pela frente, por serem livres de malícia e, portanto, vulneráveis a qualquer tipo de estímulo, ainda mais visuais"]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><span style="font-size: x-small;"><strong>Reinaldo Domingos*</strong></span></p>
<p><a href="http://mercadoetico.terra.com.br/website/wp-content/uploads/2013/05/criança_consumo_250.jpg"><img class="alignleft size-full wp-image-72250" src="http://mercadoetico.terra.com.br/website/wp-content/uploads/2013/05/criança_consumo_250.jpg" alt="" width="250" height="168" /></a>Diante de tanta publicidade na televisão, é normal que as crianças fiquem “hipnotizadas” e acabem querendo ter tudo o que veem pela frente, por serem livres de malícia e, portanto, vulneráveis a qualquer tipo de estímulo, ainda mais visuais.</p>
<p>Por isso, é difícil saber se os desejos são naturais ou se já indicam um perfil consumidor. Isto porque, na maioria das vezes as crianças são tratadas como consumidoras adultas desde cedo, já que são expostas a propagandas estimulantes. No entanto, grande parte desses desejos são imediatos, ou seja, passageiros.</p>
<p>A situação começa a ficar complicada quando o filho não consegue passar o mês com o que ganha de mesada e passa a pedir mais dinheiro, ou então começa a querer tudo que vê nas televisão ou em vitrines e quando não conseguem fazem birra.</p>
<p>Outra situação que exemplifica uma criança consumista é quando elas ganham um presente e logo deixam de lado, quebram ou esquecem em algum lugar. Se isto está ocorrendo, já é a hora em que os pais devem sentar e conversar com seus filhos. É preciso educar, financeiramente, as crianças, para que, dessa forma, elas reconheçam o valor do dinheiro e comecem a priorizar os seus sonhos.</p>
<p>Porém, é preciso também uma reflexão por parte dos pais,já que o exemplo é dado dentro de casa, isto é, se os pais não fazem um controle de suas finanças pessoais, não planejam para alcançar seus objetivos, não fazem investimentos e consomem desenfreadamente, é isso o que a criança vai aprender e, consequentemente, repetir o comportamento.</p>
<p>Também há influências externas, que, nesse caso, devem ser limitadas pelos pais. Se os hábitos e costumes da família forem positivos com relação ao uso do dinheiro, eles tendem a prevalecer na vida das crianças. Isso, certamente, evitará que elas façam parte de um grupo de pessoas endividadas na fase adulta.</p>
<p><strong>* Reinaldo Domingos é educador financeiro, presidente da DSOP Educação Financeira e da Associação Brasileira de Educadores Financeiros (Abefin), autor dos livros Terapia Financeira, Eu mereço ter dinheiro, Livre-se das Dívidas, Ter Dinheiro Não Tem Segredo, das coleções infantis O Menino do Dinheiro e O Menino e o Dinheiro, além da coleção didática de educação financeira para o Ensino Básico, adotada em diversas escolas do país.</strong></p>
<p><span style="font-size: x-small;"><strong>(Consumidor Moderno Sustentável)</strong></span></p>
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		<title>Jardim Botânico, Rio de Janeiro: mais um capitulo – infeliz – de uma questão não resolvida</title>
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		<pubDate>Thu, 09 May 2013 15:30:00 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Henrique Andrade Camargo</dc:creator>
				<category><![CDATA[Notí­cias]]></category>
		<category><![CDATA[Sociedade]]></category>
		<category><![CDATA[direito à moradia]]></category>
		<category><![CDATA[Jardim Botânico]]></category>
		<category><![CDATA[Raquel Rolnik]]></category>
		<category><![CDATA[Rio de Janeiro]]></category>

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		<description><![CDATA["Um processo, que caminhava para o reconhecimento do direito de posse e de moradia das famílias e para projetos que conciliassem essas dimensões, terminou revertendo a situação"]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><span style="font-size: x-small;"><strong>Raquel Rolnik*</strong></span></p>
<p>No início desta semana, o Governo Federal – em um processo decisório exigido pelo TCU e que envolveu vários órgãos – se posicionou em relação ao caso da Comunidade do Horto, no Jardim Botânico do Rio de Janeiro, ameaçada de remoção. A decisão foi pela remoção de cerca de 520 famílias, algumas delas moradoras do local há décadas.</p>
<p>Um processo, que caminhava para o reconhecimento do direito de posse e de moradia das famílias e para projetos que conciliassem essas dimensões, terminou revertendo a situação. Entretanto, apesar do anúncio, a questão está longe de ser equacionada, já que, em uma situação como da Comunidade do Horto, existem direitos que devem ser contemplados previamente ao se anunciar remoções.</p>
<p>Compartilho a seguir um excelente comentário do professor Edésio Fernandes sobre o caso, publicado no Facebook no final do ano passado. A versão abaixo está reduzida, mas o texto completo está disponível aqui.</p>
<p><strong>O caso do Jardim Botânico</strong></p>
<p><em>Acho que esse caso do Jardim Botânico é muito importante e merece ser tratado de maneira sensível, articulada e crítica. Não há respostas fáceis e absolutas. Acho que qualquer solução sustentável requer uma decisão de governo que vá além dessa (falsa) dicotomia entre “ambiental” e “o social” que a mídia tem explorado (especialmente O Globo), decisão que aponte mesmo no sentido de uma política de estado para tratar de casos comparáveis hoje existentes ou que venham a aparecer.</em></p>
<p><em>Mais do que uma questão jurídica, ou mesmo política, essa discussão está se tornando uma discussão essencialmente ideológica. Para começar, de uma perspectiva jurídica não há uma situação única, homogênea, que se possa chamar de “ocupação do Jardim Botânico”. Trata-se de um processo histórico de ocupação cujas distintas etapas não podem ser tratadas juridicamente – e politicamente – da mesma maneira, sem maiores qualificações. A mídia certamente ignora essas distinções que exigem tratamento diferenciado e respostas distintas.</em></p>
<p><em>Essa situação no Jardim Botânico há muito existente somente virou um problema quando os moradores demandaram da Secretaria do Patrimônio da União (SPU) o reconhecimento do direito fundiário conferido pela Constituição Federal de 1988/Estatuto da Cidade – MP 2220/2001 – isto é, a concessão de uso especial para fins de moradia (CUEM), que é um direito real restrito que não transfere a propriedade plena do bem público. Até então, por décadas, essas pessoas e esses assentamentos viveram em um estado de limbo jurídico cheio de ambiguidades e contradições.</em></p>
<p><em>Acho que esse tipo de situação é típica do Brasil: enquanto as pessoas estão dispostas a viver em condições de ambiguidade, sem serem claramente reconhecidas como sujeitos de direito, mas dependendo de favores e benesses, tudo bem. Na hora em que se dá nome às coisas para acabar com essas ambiguidades, e na hora em que direitos sociais são demandados, aí os pactos precários se quebram e a resistência de outros grupos sociais se manifesta de maneira cada vez mais assustadora.</em></p>
<p><em>Nesse contexto, não é de hoje que o argumento ambiental tem sido usado para opor o reconhecimento de direitos sociais, especialmente fundiários e de moradia. Argumentos de outras ordens também são usados quando são convenientes – o argumento do tombamento do Jardim Botânico (sem nem entrar na questão da demarcação imprecisa) é um exemplo. Há uma serie de novas obras sendo feitas pela administração dentro mesmo do parque e poucos falam disso. O próprio presidente da Fundação Jardim Botânico diz com frequência que necessita remover as famílias para, no local, erguer equipamentos – cadê o tombamento nessas horas?</em></p>
<p><em>Acho inegável que existe uma enorme dificuldade – que na minha visão é essencialmente um problema de classe social – contra o reconhecimento dos direitos fundiários e de moradia dos pobres – especialmente quando se trata das áreas centrais das cidades. Se a CUEM for na periferia ou lá na remota Amazônia, aí os grupos sociais resistentes não se mobilizam; mas, como se trata de CUEM bem lá na cara deles, no coração da cidade e do mercado imobiliário… aí a história é outra.</em></p>
<p><em>Essa questão classista – e preconceituosa – tem se refletido com frequência também nas decisões judiciais. São vários os casos em que os juízes que ordenam a demolição de barracos de favelas não determinam a demolição de mansões dos que invadiram terras públicas com o argumento de que “não se pode ignorar o investimento financeiro feito nessas construções”. Bem, investimento por investimento, em termos relativos, o investimento nos barracos é, de muitas maneiras, superior… Mesmo no caso do Jardim Botânico, há poucos meses no espaço de uma semana duas sentenças judiciais “resolveram” os conflitos da seguinte maneira: determinando a remoção dos barracos em um assentamento informal por razões ambientais, e determinando que os moradores de dois condomínios de luxo na Gávea (em total violação do Código Florestal) fossem apenas multados e tomassem medidas de mitigação do dano ambiental…</em></p>
<p><em>Nada disso quer dizer que um erro justifica outro, que devemos ignorar o tombamento, as medidas ambientais, ou os direitos sociais fundiários e de moradia dependendo do interesse. Mas, isso significa sim que temos todos que fazer esse esforço – sensível, articulado e crítico – de ver para além das ideologias o que a ordem jurídica efetivamente diz sobre a situação.</em></p>
<p><em>Lei por lei, se há uma série de leis ambientais, há também diversas outras que tratam de patrimônio da União e um número crescente de leis que tratam da regularização fundiária. Todas são leis federais. Nenhuma dessas leis existe de maneira isolada e não pode ser aplicada sem que as demais sejam consideradas. O princípio básico constitucional é o mesmo nas quatro áreas (meio ambiente/patrimônio cultural/patrimônio da União/regularização fundiária): função social da propriedade, que não é apenas função social da propriedade privada, mas também da propriedade pública.</em></p>
<p><em>Valores ambientais não são intrinsecamente superiores a valores de moradia, e vice-versa, ambos têm a mesma raiz constitucional. O Código Florestal não vale mais do que o Estatuto da Cidade ou do que o DL 25/37 (tombamento) – e vice-versa. Uma vez aceito esse princípio, há uma série de desdobramentos.</em></p>
<p><em>No que diz respeito a esse – falso, repito – conflito entre regularização fundiária/direito de moradia e meio ambiente, a lei brasileira é clara, ou pelo menos mais clara do que nunca. Até a CF 88 e especialmente o EC/MP 2220, como se tratava de uma matéria da ação discricionária do poder público, as políticas públicas e sentenças judiciais que determinavam a remoção de ocupantes por qualquer razão (inclusive ambiental) não tinham qualquer compromisso com a necessidade de se encontrar uma solução para a questão – e o problema – de moradia dos pobres. “Remova-se”, e ficava por isso mesmo.</em></p>
<p><em>O que mudou foi que, na medida em que a lei passou a reconhecer o direto subjetivo dos ocupantes à moradia (e mesmo à terra, naqueles casos em que coube esse direito), a ação do poder público não pode mais desconsiderar esses direitos e as políticas públicas têm que levá-los em conta. Assim, se em uma mesma situação valores de “preservação ambiental” e “moradia de interesse social” estiverem envolvidos, todos os esforços têm que ser feitos para encontrar um equilíbrio entre esses dois valores.</em></p>
<p><em>Na impossibilidade dessa convivência, se o valor moradia tiver mesmo que prevalecer, trata-se de buscar também as medidas que compensem e mitiguem os danos ambientais promovidos. Mas se o valor ambiental tiver mesmo que prevalecer, isso não significa que as pessoas não tenham direitos de moradia ou mesmo direitos fundiários – os direitos continuam existindo, para serem exercidos em outros lugares através de processos negociados.</em></p>
<p><em>Remoção então não é princípio geral da política pública, pelo contrário, a permanência no local é o princípio geral; mas, a ordem jurídica aceita a remoção em caráter excepcional, desde que soluções aceitáveis sejam negociadas. A questão certamente é definir os critérios e processos decisórios para que isso possa ser feito.</em></p>
<p><a href="http://raquelrolnik.wordpress.com/2013/05/08/jardim-botanico-rio-de-janeiro-mais-um-capitulo-infeliz-de-uma-questao-nao-resolvida/" target="_blank">* Postado originalmente no blog da autora</a></p>
<p><span style="font-size: x-small;"><strong>(Raquel Rolnik)</strong></span></p>
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		<title>Projeto internacional busca desenvolver comportamento sustentável no consumidor</title>
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		<pubDate>Thu, 09 May 2013 15:09:46 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Henrique Andrade Camargo</dc:creator>
				<category><![CDATA[Negócios sustentáveis]]></category>
		<category><![CDATA[Notí­cias]]></category>
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		<description><![CDATA[Ideia é trabalhar os desafios e oportunidades em termos de proposição de valor, acesso a mercados e novos perfis de consumo, sustainable branding e relacionamento com os consumidores.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><span style="text-decoration: underline; color: #0000ff;"><span style="font-size: x-small;"><strong><a href="http://www.reportsustentabilidade.com.br/sustainablebrands/pt-br/sala-de-imprensa" target="_blank">SB Rio</a></strong></span></span></p>
<p>Foi lançado ontem (8), dentro da programação do evento internacional<em> Sustainable Brands Rio</em>, o projeto internacional <em>EMERGING ECONOMIES CONSUMERS BEHAVIOR CHANGE</em>. O trabalho é uma realização da <em>Eight Sustainability Platform</em>, em parceria com <em>Futerra Sustainability Communications</em>, Conselho Empresarial Brasileiro para o Desenvolvimento Sustentável (CEBDS), Instituto Akatu e <em>Sustainable Brands</em>. Ele constitui-se como uma iniciativa de construção de conhecimento e ferramentas que possam ser empregadas pelas empresas para influência no comportamento do consumidor para um consumo e estilos de vida sustentáveis, em mercados emergentes como Brasil, África do Sul, Índia e China. O escopo 1, em 2013, começa pelo mercado brasileiro.</p>
<p>Patrocinado pelo Banco Itaú e apoiado pelas empresas Dow, Nestlé, Unilever, Invepar e Pepsico, o objetivo é trabalhar os desafios e oportunidades para as empresas <em>Business to Consumers</em> (B2C) em termos de proposição de valor, acesso a mercados e novos perfis de consumo, <em>sustainable branding</em> e relacionamento com os consumidores.</p>
<p>O projeto busca a construção de ferramentas que respondam como a inovação e instrumentos de influência no comportamento podem ser adaptadas para uma nova realidade do consumidor brasileiro e como as marcas, produtos, serviços e modelos de negócio podem ser trabalhadas para responder a esses desafios e oportunidades. Ele trará soluções para empresas B2C trabalharem no engajamento de seus consumidores em mudanças de hábitos de consumo e estilos de vida sustentáveis.</p>
<p>Segundo Pablo Barros, Idealizador do projeto e Fundador da <em>Eight Sustainability Platform</em> “A influência no comportamento dos indivíduos é, de tantas respostas a serem perseguidas no rumo atual de nossa sociedade, uma das poucas que são suficientemente fortes para enfrentar o tamanho dos desafios apresentados. Optamos por começar esse trabalho através da construção de ferramentas a serem utilizadas por empresas B2C pela força das marcas, escala e penetração que tais empresas possuem e pelo retorno positivo que as empresas e marcas podem ter através do engajamento de seus consumidores.”</p>
<p>Segundo Solitaire Townsend, Co-fundadora da Futerra, “a criação de estilos de vida sustentáveis é a melhor oportunidade de negócios do século 21. O Brasil deve estar no coração desse novo mercado. É possível dividir experiências de marcas globais e também descobrir comportamentos sustentáveis únicos para o Brasil.”</p>
<p>De acordo com Marina Grossi, presidente executiva do CEBDS, “o Brasil só será mais sustentável em 2050 se mudanças significativas forem feitas até 2020. Isso é o que atesta o Visão Brasil 2050, estudo prospectivo do CEBDS lançado na Rio+20 e que propõe uma nova agenda de negócios para o país. Dos nove pilares do Visão, o primeiro trata de Valores e Comportamento. Neste pilar, grandes transformações podem ser realizadas pelo setor empresarial por meio de ações de comunicação que influenciem e engajem as pessoas para a mudança de hábitos de consumo. Assim, a forma como cada um de nós pensa, consome, produz e descarta, fonte de informação do <em>Behaviour Change</em>, é tema importantíssimo de estudo e capaz de auxiliar a alavancar as mudanças necessárias para atingir os objetivos do Visão Brasil 2050, onde todos os brasileiros vivem bem e dentro dos limites do planeta e a cultura do consumismo é substituída pelos princípios do desenvolvimento sustentável e pelos fatores de sucesso e satisfação pessoal.”</p>
<p>Segundo KoAnn Skrzyniarz, CEO do <em>Sustainable Brands,</em> “as marcas tem um papel crítico no alinhamento entre os negócios e a sociedade. Desde 2004, o <em>Sustainable Brands </em>tem apoiado marcas globais na liderança em direção a um futuro sustentável. Entender como encorajar escolhas de consumo mais sustentáveis é  crucial nesse percurso. Somos gratos em participar desse projeto e esperamos que ele traga contribuições e insights importantes nesse tema a serem compartilhados com o resto do mundo.”</p>
<p>Mais informações sobre o projeto e acesso ao <em>White Paper</em> em <span style="text-decoration: underline; color: #0000ff;"><strong><a href="http://www.eightsustainability.com/#!mudanas-de-comportamento/cc4o" target="_blank">http://www.eightsustainability.com/#!mudanas-de-comportamento/cc4o</a></strong></span></p>
<p><span style="color: #000000; font-size: x-small;"><strong>(SB Rio)</strong></span></p>
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		<title>Marcas sustentáveis ou empresas sustentáveis?</title>
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		<pubDate>Thu, 09 May 2013 14:51:10 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Henrique Andrade Camargo</dc:creator>
				<category><![CDATA[Negócios sustentáveis]]></category>
		<category><![CDATA[Notí­cias]]></category>
		<category><![CDATA[Salas Temáticas]]></category>
		<category><![CDATA[Dhaval Chadha]]></category>
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		<description><![CDATA[Aproveitando a SB Rio 2013, cientista social indiano faz uma reflexão sobre o papel das grandes empresas na sociedade]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><span style="font-size: x-small;"><strong>Dhaval  Chadha*</strong></span></p>
<p><a href="http://mercadoetico.terra.com.br/website/wp-content/uploads/2013/05/SBRIO_2501.jpg"><img class="alignleft size-full wp-image-72221" src="http://mercadoetico.terra.com.br/website/wp-content/uploads/2013/05/SBRIO_2501.jpg" alt="" width="250" height="168" /></a>Sustainable Brands Rio 2013. Acreditamos que é uma ótima oportunidade para refletir sobre o papel de grandes empresas em nossa sociedade. Confesso que quando eu conheci a conferência pela primeira vez, fiquei na dúvida sobre uma coisa &#8211; por que se fala apenas de brands e não de companies. É realmente possível pensar numa marca sustentável sem falar de uma empresa sustentável?</p>
<p>Pensei nisso e percebi algumas coisas. De fato, os times de marketing, branding e comunicação que tem mais interações com seu público tendem ser os protagonistas da mudança. Isso acontece tanto porque eles são os primeiros a receberem sugestões e críticas, quanto porque eles tem a responsabilidade de criar táticas e estratégias que acompanham o zeitgeist (espírito dos tempos) para manter relevância. Esse momento atual que é definido por fatorse como uma crise ambiental, desigualdade social, crescimento inédito de tecnologia e de valores emergentes da nossa sociedade, naturalmente impacta o trabalho de marketing e comunicação. Em paralelo, equipes de estratégia, operações e vendas vivem uma outra realidade. As pressões do mercado e do zeitgeist são muito menores que as preocupações de receitas, margens e dividendos para os acionistas.</p>
<p>O resultado disso é uma certa separação entre o que a empresa realmente está fazendo ou tentando fazer, com o que ela está ou está querendo comunicar. Nas décadas de 80s e 90s, chamávamos isso de greenwashing. As empresas, cientes que precisavam mudar a sua forma de atuação, criavam áreas de responsabilidade social. Entretanto, uma área de responsabilidade social parece partir da premissa que o resto da empresa é irresponsável. O próprio conceito parece ser problemático e pouco construtivo para qualquer stakeholder.</p>
<p>Desde então, temos visto vários avanços acadêmicos e o crescimento da relevância das inovações que acontecem em empresas menores. Com cada novo modelo, as grandes empresas estão sendo desafiadas a evoluir. Depois de responsabilidade social empresarial (RSE) veio sustentabilidade, e hoje os conceitos mais falados são de valor compartilhado(shared value), the green leap e capitalismo consciente (conscious capitalism).</p>
<p>Mas nas últimas conversas com algumas empresas multinacionais, tive a impressão que de fato continua um interesse muito maior em ser visto como sustentável do que de fato ser sustentável. Acredito mesmo que as grandes empresas estão avançando tanto na sua forma de pensar quanto na sua forma de atuar. Entretanto, o que anda mais rápido e de fato está mudando é a sua forma de comunicar e um oportunismo em relação aos novos modelos. Em outras palavras, estamos vivendo o shared value washing e o conscious capitalism washing muito mais do que mudanças ousadas e adequadas.</p>
<p>Vivemos em tempos excepcionais. Cientistas dizem que temos 10 anos para mudar a nossa forma de viver para não correr o risco de acabar de vez com vários recursos naturais e a capacidade do planeta de suportar a nossa espécie. Não é um mistério para ninguém que a forma em que vivemos, fazemos negócio, consumimos e organizamos as coisas, não está funcionando mais.</p>
<p>Precisamos de mudanças radicais. Precisamos re-imaginar nossa relação conosco mesmo, com o outro e com nosso ambiente e planeta. Precisamos de um esforço gigante, global e unido na direção de mudanças disruptivas e evolucionárias. Mudanças que são impulsionadas por uma nova consciência, que sejam escaláveis e que alavancam tecnologias emergentes. Precisamos criar o futuro dos negócios com base no princípio da criação de valor compartilhado: econômico, social, ambiental e simbólico.</p>
<p><strong>Dhaval Chadha</strong></p>
<p>Indiano, cientista social formado pela Harvard e futurista pela <em>Singularity University</em> (programa do Google e NASA). Dhaval é socio-fundador da Cria, uma consultoria de inovação e Pipa uma aceleradora de empresas, ambas focadas na criação de negócios de valor compartilhado. Dhaval foi Gerente de Inovação no CDI, é <em>fellow</em> da INK (sócia Indiana do TED), conselheiro da <em>Seed Stars World</em>, <em>Gifted Citizen</em> pela<em> Ciudad de las Ideas</em> e membro da rede <em>Sandbox</em>.</p>
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		<title>Desemprego entre jovens da América Latina é menor</title>
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		<pubDate>Thu, 09 May 2013 14:44:43 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Henrique Andrade Camargo</dc:creator>
				<category><![CDATA[Ética e trabalho]]></category>
		<category><![CDATA[Notí­cias]]></category>
		<category><![CDATA[Salas Temáticas]]></category>
		<category><![CDATA[América Latina]]></category>
		<category><![CDATA[desemprego]]></category>
		<category><![CDATA[juventude]]></category>
		<category><![CDATA[OIT]]></category>
		<category><![CDATA[trabalho]]></category>

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		<description><![CDATA[Índice caiu para quase 13% no ano passado, devido ao forte crescimento econômico na região e melhoria das condições sociais e trabalhistas]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><span style="font-size: x-small;"><strong>Leda Letra, da Rádio ONU</strong></span></p>
<p>A taxa de desemprego entre os jovens da América Latina e Caribe caiu de 17,6% em 2003 para 12,9% em 2012. Os dados estão no relatório Tendência Global do Emprego para Jovens 2013, lançado nesta quarta-feira pela Organização Internacional do Trabalho, OIT.</p>
<p>A agência da ONU aponta o forte crescimento econômico da região como o motivo da queda, que levou a uma melhoria das condições sociais e trabalhistas.</p>
<p><strong>Brasil</strong></p>
<p>Mas no médio prazo, a previsão é de que o desemprego entre os jovens latinos aumente. O diretor-adjunto do escritório da OIT em Nova York, Vinícius Pinheiro, falou à Rádio ONU sobre a situação dos jovens brasileiros.</p>
<p>&#8220;No caso do Brasil, a situação é semelhante ao resto da América Latina. O Brasil teve em 2012 um índice de 13,7%, que é o menor da série histórica apresentada. Os empregos gerados têm sido de qualidade superior aos anteriores, mas o Brasil ainda continua com um nível de informalidade muito alto. A gente tem um estoque de problema que é bastante elevado e que precisa ser remediado. Investir na qualidade de emprego para os jovens no Brasil é uma prioridade fundamental.&#8221;</p>
<p>Segundo a OIT, no mundo todo, serão 73,4 milhões de jovens entre 15 e 24 anos sem emprego até o fim deste ano. São 3,5 milhões a mais desde 2007, antes da crise econômica global.</p>
<p><strong>Projeções</strong></p>
<p>As projeções da OIT para os próximos anos não são otimistas: até 2018, o índice de desemprego global entre jovens deve subir para 12,8%. A situação prevalece em economias desenvolvidas e União Europeia, no Oriente Médio e nos países da África do Norte.</p>
<p>A OIT lamenta que muitos jovens estão desistindo de procurar trabalho ou forçados a ser menos seletivos na hora de escolher um emprego. É também cada vez maior o número de jovens que aceita empregos de meio período ou temporários.</p>
<p><span style="font-size: x-small;"><strong>(Rádio ONU)</strong></span></p>
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		</item>
		<item>
		<title>Brasil adere à campanha da ONU contra tráfico de seres humanos</title>
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		<pubDate>Thu, 09 May 2013 14:38:53 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Henrique Andrade Camargo</dc:creator>
				<category><![CDATA[Notí­cias]]></category>
		<category><![CDATA[Sociedade]]></category>
		<category><![CDATA[Coração Azul]]></category>
		<category><![CDATA[direitos humanos]]></category>
		<category><![CDATA[ONU]]></category>
		<category><![CDATA[tráfico de pessoas]]></category>

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		<description><![CDATA[Iniciativa pretende aumentar a conscientização para o problema da compra e venda de pessoas; cerimônia de lançamento confirma cantora Ivete Sangalo como embaixadora da Boa Vontade no país.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><span style="font-size: x-small;"><strong>Mônica Villela Grayley, da Rádio ONU</strong></span></p>
<p><a href="http://mercadoetico.terra.com.br/website/wp-content/uploads/2013/05/coracao_azul_300.jpg"><img class="alignleft size-full wp-image-72209" src="http://mercadoetico.terra.com.br/website/wp-content/uploads/2013/05/coracao_azul_300.jpg" alt="" width="300" height="257" /></a>O Brasil oficializa, nesta quinta-feira, sua participação na campanha das Nações Unidas contra o tráfico humano, batizada de Coração Azul.</p>
<p>O objetivo é formar uma rede internacional de prevenção do crime de compra e venda de pessoas.</p>
<p><strong>Esforços Internacionais</strong></p>
<p>A campanha do Coração Azul, da ONU, já foi implementada em 10 países. No Brasil, ela será lançada pelo chefe do Escritório das Nações Unidas contra Drogas e Crime, Unodc, Yury Fedotov.</p>
<p>Nesta entrevista à Rádio ONU, durante uma viagem oficial ao Rio de Janeiro, Fedotov falou da importância do país nos esforços internacionais de combate ao crime generalizado.</p>
<p>Fedotov afirmou que o Brasil está sendo ativo nesta área. E que durante sua reunião com autoridades no Rio de Janeiro, eles discutiram como o país pode contribuir mais para a questão, aumentando a conscientização, trabalhando com as comunidades para evitar o tráfico de pessoas, e ajudar, e reabilitar as vítimas de tráfico.</p>
<p>Durante a cerimônia de lançamento da campanha, em Brasília, o chefe da agência da ONU entregará o título de embaixadora da Boa Vontade à cantora baiana, Ivete Sangalo, que ajudará em iniciativas de combate ao tráfico de seres humanos no país.</p>
<p>Ainda em Brasília, Yury Fedotov se reúne com o ministro da Justiça, José Eduardo Cardozo, e outros integrantes do governo, além de firmar com o governo brasileiro uma cooperação para fortalecimento do Unodc no país.</p>
<p><span style="font-size: x-small;"><strong>(Rádio ONU)</strong></span></p>
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		<title>Branding além do greenwashing</title>
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		<pubDate>Thu, 09 May 2013 01:50:05 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Henrique Andrade Camargo</dc:creator>
				<category><![CDATA[Silvia Marcuzzo]]></category>
		<category><![CDATA[Negócios sustentáveis]]></category>
		<category><![CDATA[SB Rio]]></category>
		<category><![CDATA[Sustainable Brands]]></category>

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		<description><![CDATA[Blogueira conta suas impressões do primeiro dia da conferência "Sustainable Brands Rio"]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<div class="img aligncenter size-full wp-image-72196" style="width:520px;">
	<a href="http://mercadoetico.terra.com.br/website/wp-content/uploads/2013/05/SB_rio_plateia_520.jpg"><img src="http://mercadoetico.terra.com.br/website/wp-content/uploads/2013/05/SB_rio_plateia_520.jpg" alt="" width="520" height="348" /></a>
	<div>Sustainable Brands Conference 2013, evento que reúne empresas, indústrias e profissionais que sabem (ou estão aprendendo) sobre a importância da sustentabilidade. / Foto: Eduardo Magalhães</div>
</div>
<p>Do <em>greenwashing</em> (maquiagem verde) ao engajamento da comunidade, do verde à policromia, do impulso à melhor opção a longo prazo. Vários lados do que está por trás de marcas que se dizem sustentáveis.  Esse é o tema do <em>Sustainable Brands Conference 2013</em>, evento que reúne empresas, indústrias e profissionais que sabem (ou estão aprendendo) sobre a importância da sustentabilidade antes, durante e no pós consumo de um produto ou serviço. O congresso teve início hoje e vai até amanhã, dia 9, no Hotel Windsor, em Copacabana, no Rio de Janeiro.</p>
<p>Essa é primeira edição da conferência no Brasil, um mercado atraente para muitas marcas de olho no crescimento do público consumidores. A diretora de sustentabilidade da SC Johnson, fabricante de inseticidas, aromatizadores de ar e produtos de limpeza, revelou em uma pesquisa que 83% dos brasileiros pagariam a mais por produtos<em> ecofriendly</em>. Kelly Semrau disse que entre os países integrantes do BRIC, o Brasil é o que está mais a frente quando o assunto é preocupação com o meio ambiente.</p>
<p>Muitas empresas ainda mostram que para elas o que importa dentro desse contexto é a diminuição da pegada ambiental.  No entanto, para aqueles que estão na busca de uma vivência e compreensão mais profunda sobre o tema, a questão é muito além do “esverdeamento”.  Envolve questões éticas, morais e está intrinsicamente relacionada ao contexto que envolve um sistema complexo, formado por pessoas e demais seres vivos do planeta e, inclusive, atinge o recanto mais sensível do corpo humano, o bolso.</p>
<p>“A sustentabilidade é uma jornada”, um longo caminho a ser percorrido, afirma a diretora de sustentabilidade da Natura, Denise Ribeiro. Ela contou o quanto a empresa aprendeu e expandiu suas ações em direção à sustentabilidade a partir da experiência com a linha EKOS, lançada em 2000. Mostrou o quanto ainda pretende evoluir para fomentar ações que mantenham a floresta em pé, seja na Amazônia ou na Mata Atlântica.</p>
<p>A indústria aproveitou a oportunidade para apresentar seu novo produto: a linha SOU. A novidade será colocada no mercado brasileiro em junho. Além da mesma embalagem, tipo refil, utilizar muito menos plástico, ocupar menos espaço e permitir a extração de até a última gota do conteúdo, os produtos têm a mesma fragrância – sabonete, creme, shampoo – o mesmo formato e a mesma base de ativos vegetais.  E o preço mais em conta que outros produtos da companhia: 6,70 reais o sabonete líquido e 10,70 o hidratante.</p>
<p>Muitas empresas ainda acham que para ser sustentável é preciso ter um departamento de sustentabilidade, usar papel reciclado, criar um departamento de inovação e um instituto com o nome do fundador, contou o designer Fred Gelli, da AgênciaTátil. Para ele é muito “chata” essa situação, um tipo de ditadura do “tribotton line”. “Torço para que o futuro não seja verde, a natureza odeia monocromia”.  Ele defende o branding integral, onde a multidisciplinariedade seja vivenciada e o fio condutor entre os setores seja o propósito, o DNA da empresa, que “transcenda os departamentos”. Gelli argumenta que só marcas vivas farão diferença na vida das pessoas e abrirão possibilidades de novos negócios.</p>
<p><span style="font-size: x-small;"><strong>(Silvia Marcuzzo/ Mercado Ético)</strong></span></p>
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		<title>Evento propõe formas de criar marcas sustentáveis</title>
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		<pubDate>Wed, 08 May 2013 18:55:26 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Henrique Andrade Camargo</dc:creator>
				<category><![CDATA[Negócios sustentáveis]]></category>
		<category><![CDATA[Notí­cias]]></category>
		<category><![CDATA[Salas Temáticas]]></category>
		<category><![CDATA[Sustainable Brands]]></category>
		<category><![CDATA[Sustentabilidade]]></category>

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		<description><![CDATA[Palestrantes falam desde mudanças no sistema econômico até relacionamento mais próximo com consumidores
 ]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><span style="font-size: x-small;"><strong>Mercado Ético</strong></span></p>
<div class="img aligncenter size-full wp-image-72186" style="width:520px;">
	<a href="http://mercadoetico.terra.com.br/website/wp-content/uploads/2013/05/fred_gelli_520.jpg"><img src="http://mercadoetico.terra.com.br/website/wp-content/uploads/2013/05/fred_gelli_520.jpg" alt="" width="520" height="348" /></a>
	<div>Para Fred Gelli, co-fundador da Tátil Design de Ideias, corporações devem assumir protagonismo em iniciativas para a sustentabilidade. / Foto: Eduardo Magalhães</div>
</div>
<p>Começou hoje (8) o Sustainable Brands Rio 2013, evento definido por seus organizadores como sendo o marco zero para profissionais de inovação, sustentabilidade e comunicação se prepararem para construir marcas cada vez melhores. Com o tema “<em>The Revolution Will Be Branded</em>” (A Revolução estará nas marcas, em tradução livre), essa primeira edição do SB no Brasil apresenta experiências de empresas nacionais e internacionais sobre como viabilizar tecnologias e negócios transformadores.</p>
<p>Com tom focado na necessidade de mudanças, palestrantes explanaram desde novas formas de se desenvolver negócios até a necessidade de reforma no sistema econômico vigente. Nesse sentido, Denise Alves, diretora de Sustentabilidade da Natura, reclama da necessidade de uma empresa ter que apresentar ao mercado relatórios trimestrais de resultados financeiros. “Isso é um desastre. Precisamos sair dessa ciranda”, defende.</p>
<div class="img aligncenter size-full wp-image-72188" style="width:520px;">
	<a href="http://mercadoetico.terra.com.br/website/wp-content/uploads/2013/05/denise_alves_520.jpg"><img src="http://mercadoetico.terra.com.br/website/wp-content/uploads/2013/05/denise_alves_520.jpg" alt="" width="520" height="300" /></a>
	<div>Denise Alves, diretora de Sustentabilidade da Natura, reclama da necessidade de uma empresa ter que apresentar ao mercado relatórios trimestrais de resultados financeiros. “Isso é um desastre. Precisamos sair dessa ciranda”, defende. / Foto: Henrique Andrade Camargo/Mercado Ético</div>
</div>
<p>Seguindo a linha de pensamento, Kelly Samrau, diretora de Sustentabilidade da SC Johnson, foi enfática ao afirmar que o sistema está quebrado. “Precisamos mudar. Precisamos de ação”, afirma.</p>
<p>Mas como alcançar essa mudança para um mundo mais sustentável?</p>
<p>Kelly acredita que a chave está nos consumidores. “É preciso fazer com que eles façam escolhas mais conscientes mostrando os benefícios de se escolher produtos melhores. Mas em vez de fazer uma comunicação que assuste as pessoas, é preciso oferecer a elas um senso de otimismo”, explica.</p>
<p>A responsabilidade das grandes corporações também entrou no debate por meio da palestra de Fred Gelli, co-fundador da Tátil Design de Ideias. “Das 100 maiores economias do mundo, 50 são empresas. Então é urgente que elas assumam o protagonismo nessa história”, defende. O empresário acredita que as corporações precisam descobrir quais são suas competências essenciais, fazendo uma conexão delas com o contexto da sociedade. Assim, segundo ele, a empresa define e redefine seu propósito para criar produtos e serviços de valor para todos.</p>
<p><span style="font-size: x-small;"><strong>(Mercado Ético)</strong></span></p>
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		<title>Máquina libera sementes para combater poluição</title>
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		<pubDate>Wed, 08 May 2013 14:28:37 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Henrique Andrade Camargo</dc:creator>
				<category><![CDATA[meio ambiente]]></category>
		<category><![CDATA[Notí­cias]]></category>
		<category><![CDATA[Inovação Tecnológica]]></category>
		<category><![CDATA[poluição]]></category>

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		<description><![CDATA[A ideia é transformar as áreas mais poluídas em zonas floridas, na busca de uma melhor qualidade do ar]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><span style="font-size: x-small;"><strong>EcoD</strong></span></p>
<p><span style="font-size: x-small;"><strong><img class="aligncenter" src="http://www.ecodesenvolvimento.org/posts/2013/maio/maquina-libera-sementes-para-combater-poluicao/images/maquina-flores.jpg" alt="" width="450" height="275" /><br />
</strong></span></p>
<p>Já existem dispositivos com sensores que alertam a presença de poluição atmosférica através de cores, sons ou mapeamento. Mas a máquina criada pelo arquiteto Michael Jantzen pretende superar as tradicionais em criatividade e inovação, graças a sua capacidade de eliminar flores nos locais mais poluídos.</p>
<p>Chamado de Eco Seed Sowing, o dispositivo movido à energia solar contém no seu interior milhares de sementes de flores. Ou seja, além de analisar a qualidade do ar, recolhendo dados e mapeando-os, oferece também o bônus de campos floridos.</p>
<p><img class="aligncenter" src="http://www.ecodesenvolvimento.org/posts/2013/maio/maquina-libera-sementes-para-combater-poluicao/images/maquina-flores2.jpg" alt="" width="450" height="275" /></p>
<p>Quando os sensores detectam altos níveis de poluição, eliminam as sementes armazenadas. A ideia é transformar as áreas mais poluídas em zonas floridas, na busca de uma melhor qualidade do ar, como afirma o arquiteto.</p>
<p>Segundo o site TreeHugger, Jantzen caracteriza as suas máquinas como &#8220;uma resposta simbólica de arte pública para a degradação ambiental&#8221;. Mas ele ressalta, que se forem realmente implementadas, elas podem ser muito mais do que isso.</p>
<p>E você, gostou da ideia?</p>
<p><img class="aligncenter" src="http://www.ecodesenvolvimento.org/posts/2013/maio/maquina-libera-sementes-para-combater-poluicao/images/maquina-flores3.jpg" alt="" width="450" height="275" /></p>
<p><span style="font-size: x-small;"><strong>(EcoD)</strong></span></p>
]]></content:encoded>
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		</item>
		<item>
		<title>Iniciativa selecionará 30 jovens para programa de imersão</title>
		<link>http://mercadoetico.terra.com.br/arquivo/iniciativa-selecionara-30-jovens-para-programa-de-imersao/</link>
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		<pubDate>Wed, 08 May 2013 12:22:40 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Henrique Andrade Camargo</dc:creator>
				<category><![CDATA[Agenda]]></category>
		<category><![CDATA[Juventude e novas lideranças]]></category>
		<category><![CDATA[Mercado Ético recomenda]]></category>
		<category><![CDATA[Notí­cias]]></category>
		<category><![CDATA[Salas Temáticas]]></category>
		<category><![CDATA[lideranças]]></category>
		<category><![CDATA[novos líderes]]></category>

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		<description><![CDATA[Plataforma é focada em inspirar e facilitar o desenvolvimento de líderes íntegros; as inscrições estão abertas]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>O processo de seleção do Programa Intento está aberto!</p>
<p>A plataforma é focada em inspirar e facilitar o desenvolvimento de líderes íntegros.</p>
<p>O Intento está procurando 30 jovens com iniciativa e potencial de impacto, determinados a protagonizar as soluções para questões complexas atuais.</p>
<p>O programa de imersão é uma oportunidade para concentrar o foco em você.</p>
<p>Com atividades corporais todas as manhãs e temas como arte, política, economia, educação, criatividade e empreendedorismo, o objetivo é que cada um possa ampliar a consciência sobre seus valores e sonhos, identificar e exercitar habilidades, traçar um plano de ação para sua carreira ou projeto pessoal, ter contato com grandes executivos, empreendedores e receber acompanhamento de consultores e <em>coaches</em>.</p>
<p>Após o programa, o participante deve ter mais claros seus propósitos de vida e carreira; estabelecer um plano de ação para cumprir com seus objetivos; ter mais consciência sobre suas ações e os impactos que elas produzem; sentir-se mais preparado para ser protagonista nas causas em que acredita e fazer parte de uma rede formada por líderes de valor, podendo aumentar seu potencial de impacto e viabilizar suas ideias e projetos.</p>
<p>Esta jornada começa por um processo de seleção, composto de 4 etapas. A data limite para se inscrever é 17 de maio, mas para sua melhor organização inicie o quanto antes. Afinal o programa começa dia 29 de junho e vai até 14 de julho!</p>
<p><a href="http://www.intento.me/?utm_source=Newsletter&amp;utm_medium=email&amp;utm_content=Christina&amp;utm_campaign=Inscreva-se" target="_blank"></a><span style="text-decoration: underline; color: #0000ff;"><strong><a href="http://www.intento.me/?utm_source=Newsletter&amp;utm_medium=email&amp;utm_content=Christina&amp;utm_campaign=Inscreva-se" target="_blank">Saiba mais aqui</a></strong></span></p>
<p><span style="font-size: x-small;"><strong>(Intento)</strong></span></p>
]]></content:encoded>
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		</item>
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		<title>Santos perde ciclovia para diminuir o trânsito e ganhar mais carros</title>
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		<pubDate>Wed, 08 May 2013 11:57:17 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Henrique Andrade Camargo</dc:creator>
				<category><![CDATA[Notí­cias]]></category>
		<category><![CDATA[Sociedade]]></category>
		<category><![CDATA[bicicletas]]></category>
		<category><![CDATA[ciclismo]]></category>
		<category><![CDATA[ciclistas]]></category>
		<category><![CDATA[ciclovia]]></category>
		<category><![CDATA[Santos]]></category>
		<category><![CDATA[São Paulo]]></category>

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		<description><![CDATA[Medida decepciona boa parte dos ciclistas da região, que já haviam perdido a pista no começo deste ano, quando foi desativada]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><span style="font-size: x-small;"><strong>CicloVivo</strong></span></p>
<p>A partir de junho, serão iniciadas as obras para retirar a ciclovia do canteiro central da praia do José Menino, em Santos, maior cidade do litoral de São Paulo. A intenção da medida é aumentar o número de carros que passam pelo local e reduzir os índices de congestionamento na divisa entre Santos e São Vicente.</p>
<p>As obras para excluir a ciclovia são coordenadas pela prefeitura de Santos, atualmente sob o comando de Paulo Alexandre Barbosa (PSDB-SP), que desativou a faixa para ciclistas em fevereiro deste ano. A via destinada a bicicletas é considerada a principal culpada pelos altos índices de congestionamento na região, que recebe milhares de veículos nos horários de pico.</p>
<p>Sem a ciclovia, o local vai ganhar uma nova faixa para automóveis na região, “desafogando” o trânsito e aumentando o número de veículos a partir dos próximos seis meses. A CET vai montar um esquema especial durante a exclusão da ciclovia, já que as obras vão intensificar mais ainda o trânsito na área, pelo menos, até agosto.</p>
<p>A retirada da ciclovia de Santos decepciona boa parte dos ciclistas da região, que já haviam perdido a pista no começo deste ano, quando foi desativada. Além da faixa para bicicletas do canteiro central da praia do José Menino, está desativada a ciclovia da Avenida Francisco Glicério, que aguarda o projeto de implantação do Veículo Leve sobre Trilhos (VLT).</p>
<p><em>* Com informações do G1.</em></p>
<p><span style="font-size: x-small;"><strong>(CicloVivo)</strong></span></p>
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		</item>
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		<title>Dois jornalistas são expulsos e um é multado por cobrirem ocupação de Belo Monte</title>
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		<pubDate>Wed, 08 May 2013 11:55:27 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Henrique Andrade Camargo</dc:creator>
				<category><![CDATA[Notí­cias]]></category>
		<category><![CDATA[Sociedade]]></category>
		<category><![CDATA[belo monte]]></category>
		<category><![CDATA[censura]]></category>
		<category><![CDATA[indígenas]]></category>
		<category><![CDATA[índios]]></category>

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		<description><![CDATA[Há quatro dias, cerca de 150 indígenas de oito povos atingidos pela construção de hidrelétricas nos rios Xingu, Tapajós e Teles Pires ocupam o principal canteiro da barragem]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><span style="font-size: x-small;"><strong>Ruy Sposati e Lunaé Parracho, do CIMI</strong></span></p>
<p>No dia internacional da liberdade de imprensa, três repórteres foram impedidos de realizar a cobertura jornalística da ocupação do canteiro de obras da Usina Hidrelétrica Belo Monte, nesta sexta-feira, 3, no Pará. Dois deles foram retirados por cerca de cem homens da Polícia Federal, Tropa de Choque, Rotam e Força Nacional, e um terceiro foi multado em mil reais. Um ativista também foi expulso do canteiro.</p>
<p>Há quatro dias, cerca de 150 indígenas de oito povos atingidos pela construção de hidrelétricas nos rios Xingu, Tapajós e Teles Pires ocupam o principal canteiro da barragem, o Sítio Belo Monte, exigindo que as obras sejam suspensas até que eles sejam ouvidos pelo governo federal.</p>
<p>Na sexta, foi negado pela Justiça Federal o pedido de reintegração de posse da Norte Energia contra os indígenas. Contudo, o Consórcio Construtor Belo Monte (CCBM) também pediu à Justiça Estadual que concedesse reintegração de posse contra não-indígenas que estivessem no canteiro. A juíza Cristina Sandoval Collier da 4a. Vara Cível de Altamira concedeu pedido, o que levou à expulsão de dois jornalistas e a aplicação de multa em um terceiro.</p>
<p>Os três jornalistas &#8211; o fotógrafo da Reuters, Lunaé Parracho, o jornalista do Conselho Indigenista Missionário, Ruy Sposati e o correspondente da Radio France Internationale (RFI) no Brasil, François Cardona &#8211; tem realizado cobertura diária dos acontecimentos que envolvem a ação dos indígenas contra a construção de grandes barragens que afetam seus territórios. A RFI publicou neste sábado uma reportagem sobre a expulsão sofrida pelo correspondente.</p>
<p><strong>CENSURA</strong></p>
<p>“Essa decisão é absolutamente sem sentido”, afirma o advogado da Sociedade Paraense de Direitos Humanos (SDDH), Sérgio Martins. “Ela é tecnicamente inconsistente. Há uma dúzia de processos aqui assim. É como se qualquer justificativa do Consórcio Construtor Belo Monte (CCBM) fosse suficiente para que a Justiça conceda liminares favoráveis a eles”, comenta.</p>
<p>Para Sérgio, a decisão da Justiça estadual foi política. “Essa ação é de 2011, na verdade. Era um interdito proibitório que a Justiça nunca extinguiu e que agora, um ano e meio depois, foi transformada em reintegração de posse. Ela visa tirar todo o apoio e solidariedade das pessoas não-indígenas, e eliminar a cobertura jornalística em campo. Foi uma decisão estritamente política, do ponto de vista judicial. ”, aponta.</p>
<p>A SDDH entrará com uma ação exigindo que seja garantido o acesso de jornalistas ao local da ocupação.</p>
<p><strong>PERIGO</strong></p>
<p>Em nova carta lançada sábado, 4, os indígenas que ocupam o canteiro se mostraram preocupados com a proibição da imprensa no local. Segundo o documento, “a cobertura jornalística ajuda muito” a  “transmitir nossa voz para o mundo”.</p>
<p>“Nosso protesto é pacífico. Estamos pedindo para sermos ouvidos. Por que eles não querem os jornalistas aqui?”, questiona o guerreiro Valdenir Munduruku. “Se alguma coisa acontecer, a responsabilidade é do governo”.</p>
<p><a href="http://ocupacaobelomonte.wordpress.com/2013/05/04/carta-no-3/" target="_blank"></a><span style="text-decoration: underline; color: #0000ff;"><strong><a href="http://ocupacaobelomonte.wordpress.com/2013/05/04/carta-no-3/" target="_blank">Leia na íntegra a carta dos indígenas</a></strong></span></p>
<p><strong>(CIMI)</strong></p>
]]></content:encoded>
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		</item>
		<item>
		<title>Cortes em outros poluentes além do CO2 podem auxiliar clima</title>
		<link>http://mercadoetico.terra.com.br/arquivo/cortes-em-outros-poluentes-alem-do-co2-podem-auxiliar-clima/</link>
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		<pubDate>Wed, 08 May 2013 11:10:36 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Henrique Andrade Camargo</dc:creator>
				<category><![CDATA[meio ambiente]]></category>
		<category><![CDATA[Notí­cias]]></category>
		<category><![CDATA[aquecimento global]]></category>
		<category><![CDATA[gases do efeito estufa]]></category>
		<category><![CDATA[GEE]]></category>
		<category><![CDATA[GEEs]]></category>
		<category><![CDATA[meio ambinete]]></category>
		<category><![CDATA[mudanças climáticas]]></category>

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		<description><![CDATA[O mundo tem a chance de diminuir a velocidade do aumento do nível do mar e ganhar mais tempo para combater as mudanças climáticas com a redução das emissões de alguns poluentes além do dióxido de carbono]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><span style="font-size: x-small;"><strong>Tim Radford, do Climate News Network</strong></span></p>
<p>Uma ação combinada em escala planetária poderia desacelerar a elevação do nível do mar e reduzir alguns dos efeitos mais prejudiciais do aquecimento global – através da limitação não do dióxido de carbono, mas de quatro outros poluentes, de acordo com uma nova pesquisa publicada na Nature Climate Change.</p>
<p>Veerabhadran Ramanathan, do Instituto Scripps de Oceanografia nos EUA, e seus colegas argumentam que diminuindo os níveis na atmosfera dos poluentes de curta duração ozônio, metano, carbono negro e hidrofluorcarbonos, os governos poderiam reduzir temporariamente a taxa do aumento do nível do mar entre 25 e 50%.</p>
<p>Já que algumas das maiores cidades do mundo – Nova York, Bombaim, Tóquio, Amsterdã, Miami, Xangai e assim por diante – estão no nível do mar, as recompensas por reduzir as emissões seriam consideráveis.</p>
<p>“Para evitar a potencialmente perigosa elevação do nível do mar, poderíamos cortar as emissões de poluentes de curta duração mesmo se não pudermos cortar imediatamente as emissões de dióxido de carbono”, afirmou Aixue Hu, do Centro Nacional para Pesquisa Atmosférica dos EUA, um dos coautores.</p>
<p>“Essa nova pesquisa mostra que a sociedade pode reduzir significativamente a ameaça às cidades costeiras se agir rapidamente em relação a alguns poluentes.”</p>
<p>O dióxido de carbono, uma vez na atmosfera, tende a permanecer nela por séculos. O quarteto identificado pelos pesquisadores são todos poluentes de curta duração, e liberados em quantidades muito menores, mas armazenam mais calor na baixa atmosfera. A redução não seria simples.</p>
<p>Os hidrofluorcarbonos se tornaram os substitutos para a refrigeração dos notórios e agora proibidos clorofluorcarbonos, que ameaçavam a camada de ozônio estratosférico nos anos 1980.</p>
<p>Concentrações de ozônio em baixo nível tendem a se acumular nas emanações do trânsito de cidades cheias de poluição, mas podem também – como relatou o Climate Network News em janeiro – ocorrer como uma consequência do reflorestamento ou de projetos de biocombustíveis.</p>
<p>O metano, ou gás natural, é liberado tanto pela agricultura quanto pela decomposição em zonas tropicais e temperadas. Enormes reservas de metano existem naturalmente nos solos e no fundo do mar, e a liberação destas poderia ser calamitosa.</p>
<p>O carbono negro ou fuligem da queima de carvão, incêndios florestais e motores a diesel foi em janeiro identificado como o segundo maior contribuinte para o aquecimento global.</p>
<p>Há algumas décadas, os cientistas identificaram o crescimento das emissões de dióxido de carbono como o maior e mais ameaçador fator das mudanças climáticas: governos concordaram que gostariam de limitar a elevação global média das temperaturas a 2ºC, mas ainda têm que decidir um plano para grandes reduções de emissões em escala global.</p>
<p>Os pesquisadores dos EUA procuram pelas formas mais rápidas de desacelerar as piores consequências das mudanças climáticas e para isso definiram algumas das outras fontes do aquecimento.</p>
<p>Seus modelos de computador revelaram que uma forte redução na liberação desses poluentes poderia compensar a elevação das temperaturas em até 50% até 2050.</p>
<p>O nível do mar tem subido três milímetros por ano e estima-se que se eleve em até 59 centímetros nesse século. Uma ação rápida sobre os poluentes de curta duração poderia reduzir essa elevação de 22 a 42% até 2100. Se os governos também conseguirem reduzir as emissões de dióxido de carbono, o aumento do nível do mar total poderia ser diminuído em pelo menos 30% até 2100.</p>
<p>“Ainda não é tarde demais, estabilizar as concentrações de dióxido de carbono na atmosfera e reduzir as emissões de poluentes de curta duração para diminuir a taxa de aquecimento e reduzir o aumento do nível do mar”, declarou o professor Ramanathan. “O maior papel dos poluentes de curta duração [no aquecimento global] é encorajador, já que há tecnologias disponíveis para cortar drasticamente suas emissões.”</p>
<p><em>* Traduzido por Jéssica Lipinski</em></p>
<p><a href="http://www.climatenewsnetwork.net/2013/05/cuts-in-other-pollutants-can-help-climate/" target="_blank"></a><span style="text-decoration: underline; color: #0000ff;"><strong><a href="http://www.climatenewsnetwork.net/2013/05/cuts-in-other-pollutants-can-help-climate/" target="_blank">Leia o original no Climate News Network (inglês)</a></strong></span></p>
<p><span style="font-size: x-small;"><strong>(Instituto CarbonoBrasil)</strong></span></p>
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		<title>Mudanças climáticas aumentarão chuvas intensas e secas</title>
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		<pubDate>Wed, 08 May 2013 11:00:37 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Henrique Andrade Camargo</dc:creator>
				<category><![CDATA[meio ambiente]]></category>
		<category><![CDATA[Notí­cias]]></category>
		<category><![CDATA[aquecimento global]]></category>
		<category><![CDATA[eventos climáticos extremos]]></category>
		<category><![CDATA[mudanças climáticas]]></category>
		<category><![CDATA[Nasa]]></category>

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		<description><![CDATA[Novo relatório da agência norte-americana sugere que nosso planeta deverá enfrentar mais extremos climáticos; regiões temperadas apresentarão mais secas no futuro, enquanto trópicos deverão passar por mais enchentes]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><span style="font-size: x-small;"><strong>Jéssica Lipinski, do Instituto CarbonoBrasil</strong></span></p>
<p>Nesta semana, mais uma pesquisa apresentada vem para reforçar a relação entre as mudanças climáticas e o aumento na frequência de eventos extremos. Desta vez, a análise publicada foi desenvolvida pela Administração Nacional da Aeronáutica e do Espaço, a NASA, um dos centros que mais tem contribuído para o estudo das ciências climáticas nos últimos tempos.</p>
<p>Segundo o relatório da agência, as mudanças climáticas irão aumentar as chuvas de maior intensidade em certas regiões do planeta, enquanto que em outras são as secas que se tornarão mais intensas. O documento aponta que as chuvas tenderão a aumentar nos trópicos, e as regiões temperadas devem vivenciar secas mais severas.</p>
<p>Embora outros estudos anteriores já indicassem a relação entre as mudanças climáticas e os eventos extremos, a pesquisa da NASA é a primeira a mostrar como as emissões de dióxido de carbono afetam os diferentes padrões de precipitação existentes, das regiões mais secas àquelas que vivenciam tempestades torrenciais.</p>
<p>De acordo com a análise, as mudanças climáticas devem aumentar a precipitação nas regiões que já apresentam altos padrões de chuva porque o ar mais quente deverá reter mais umidade. Entretanto, nos locais mais secos, o aumento das temperaturas significará períodos mais longos em chuva.</p>
<p>Colocando em números, para cada grau Fahrenheit (0,55 graus Celsius) de aumento na temperatura média global, as chuvas extremas aumentarão em 3,9%, enquanto as chuvas leves aumentarão 1%.</p>
<p>Entretanto, estima-se que o total global de precipitação não deva mudar muito, porque as chuvas moderadas devem diminuir 1,4%. Em se tratando das regiões de seca, os modelos preveem que para cada grau Fahrenheit de aquecimento a duração de períodos sem chuva aumentará em 2,6%.</p>
<p>No Hemisfério Norte, as áreas que provavelmente serão mais afetadas são os desertos e zonas áridas do sudoeste dos Estados Unidos, o México, o norte da África, o Oriente Médio, o Paquistão e o noroeste da China. No Hemisfério Sul, as secas provavelmente se tornarão mais severas no sul da África, no noroeste da Austrália, na costa da América Central e no nordeste brasileiro.</p>
<p>“Em resposta ao aquecimento induzido pelo dióxido de carbono, o ciclo hídrico global sofrerá uma competição gigantesca por umidade, resultando em um padrão global de aumento das chuvas extremas, diminuição das chuvas moderadas, e secas prolongadas em certas regiões”, colocou William Lau, principal autor do Centro Goddard de Voos Espaciais da NASA.</p>
<p>Lau explicou, no entanto, que as secas devem afetar mais a população mundial do que as chuvas extremas, já que estas últimas devem ocorrem principalmente em áreas acima dos oceanos.</p>
<p>“Grandes mudanças nas precipitações moderadas, assim como eventos prolongados sem chuva, podem ter um grande impacto na sociedade porque eles ocorrem em regiões onde a maioria das pessoas vive. Ironicamente, as regiões de chuvas mais pesadas, exceto pela [região] da monção asiática, podem ter menor impacto na sociedade, porque geralmente ocorrem sobre o oceano”, comentou.</p>
<p>A análise dos cientistas da NASA se baseou na observação de 14 modelos climáticos que simularam períodos de 140 anos. As simulações começaram com concentrações de dióxido de carbono de cerca de 280 partes por milhão (PPM), similares aos níveis pré-industriais, e foram aumentadas em 1% ao ano. A taxa de aumento é semelhante à observada atualmente pelo Painel Intergovernamental de Mudanças Climáticas da ONU (IPCC).</p>
<p>Através da observação dos resultados dos modelos, os pesquisadores concluíram que, embora os modelos não especifiquem precisamente quanto de precipitação haverá em uma determinada localidade, eles de fato podem apontar a tendência de precipitação para as regiões.</p>
<p>“Se observarmos todo o espectro dos tipos de precipitação, vemos que todos os modelos concordam de uma maneira muito fundamental – projetando mais chuvas pesadas, menos eventos de chuvas moderadas e secas prolongadas”, concluiu Lau.</p>
<p><span style="font-size: x-small;"><strong>(Instituto CarbonoBrasil)</strong></span></p>
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		<title>&#8220;Sustainable Brands&#8221; começa hoje no Rio</title>
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		<pubDate>Wed, 08 May 2013 07:15:16 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Henrique Andrade Camargo</dc:creator>
				<category><![CDATA[Negócios sustentáveis]]></category>
		<category><![CDATA[Notí­cias]]></category>
		<category><![CDATA[Salas Temáticas]]></category>
		<category><![CDATA[SB Rio]]></category>
		<category><![CDATA[Sustainable Brands]]></category>
		<category><![CDATA[Sustentabilidade]]></category>

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		<description><![CDATA[Conferência discute a construção de marcas sustentáveis ]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><span style="font-size: x-small;"><strong>Mercado Ético</strong></span></p>
<p><a href="http://mercadoetico.terra.com.br/website/wp-content/uploads/2013/05/SBRIO_250.jpg"><img class="alignleft size-full wp-image-72191" src="http://mercadoetico.terra.com.br/website/wp-content/uploads/2013/05/SBRIO_250.jpg" alt="" width="250" height="168" /></a>Mais um grande evento ligado à sustentabilidade é realizado no Rio de Janeiro. Hoje e amanhã, dias 8 e 9, a cidade recebe a primeira edição brasileira da conferência<em> Sustainable Brands</em> (SB Rio), que será realizada no hotel Windsor Atlântica, na praia de Copacabana. O evento, segundo seus organizadores, é o marco zero para profissionais de inovação, sustentabilidade e comunicação se preparem para construir marcas cada vez melhores. “Estamos muito animados por trazer o Sustainable Brands ao Rio e poder integrar a energia criativa de um mercado emergente como o brasileiro à rede SB”, celebra KoAnn Skrzyniarz, fundadora da iniciativa.</p>
<p>Com o tema central “<em>The Revolution Will Be Branded</em>” (A Revolução estará nas marcas, em tradução livre), essa primeira edição do SB no Brasil apresentará experiências de empresas nacionais e internacionais sobre como viabilizar tecnologias e negócios transformadores. Os participantes terão a chance de ouvir relatos de líderes como <em>Chris Coulter</em>, presidente da <em>GlobeScan</em>, Mark Lee, diretor executivo da <em>SustainAbility</em>, e Rafael Bemporad, sócio-fundador da BBMG. No total, serão cerca de 70 palestras com líderes empresariais e empreendedores, além de sessões temáticas, onde serão discutidos temas como inovação em rede, mudança de cultura empresarial, comunicação e empreendedorismo. “Vamos apresentar uma seleção muito impactante de casos de empresas que estão transformando seus negócios ou que são fruto da nova economia”, revela Alvaro Almeida, sócio diretor da Report Sustentabilidade, empresa responsável pela organização do evento no Brasil. Você encontra a programação completa aqui.</p>
<p><strong>Sustainable Brands</strong></p>
<p>O SB tem uma trajetória de seis anos nos Estados Unidos, onde se tornou uma referência para as empresas comprometidas com a integração da sustentabilidade a uma nova cultura de negócios. “Acompanhamos essa conferência presencialmente há três anos e acreditamos que é o ponto alto de uma rede de troca de conhecimento extremamente ativa, inovadora e comprometida com a ampliação das fronteiras dos negócios”, conta Almeida, da Report. “Entendemos que uma economia em formação, que já tem um razoável nível de engajamento ao desenvolvimento sustentável e altamente empreendedora como a brasileira necessita se conectar com essa comunidade de líderes, o que promoverá um acesso direto ao mais avançado conhecimento em sustentabilidade”, completa.</p>
<p>A plataforma SB reúne 50 mil líderes empresariais internacionais engajados na integração da sustentabilidade ao negócio por meio do trabalho de suas marcas. Criada inicialmente para conectar virtualmente lideranças globais, a iniciativa se transformou em uma rede de encontros presenciais nos EUA e, desde 2012, na Inglaterra. Neste ano, além do Brasil, a conferência será realizada também e em Istambul, na Turquia, expandindo sua capacidade de conectar lideranças ao redor do mundo.</p>
<p><strong>Sobre os organizadores</strong></p>
<p>A Report Sustentabilidade desenvolve soluções integradas de Consultoria, Comunicação e Sistematização de conhecimento, com o objetivo de criar condições para integrar a sustentabilidade à gestão e à estratégia de negócios.</p>
<p>A Sustainable Life Media é uma empresa de mídia integrada, sediada em San Francisco, nos Estados Unidos, que fornece informações, produz eventos e cultiva comunidades de interesse para facilitar a transição para uma economia próspera e sustentável.</p>
<p><span style="font-size: x-small;"><strong>(Merado Ético)</strong></span></p>
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		<title>Jogo de tabuleiro educa crianças sobre aquecimento global</title>
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		<pubDate>Wed, 08 May 2013 05:35:01 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Henrique Andrade Camargo</dc:creator>
				<category><![CDATA[Educação e sustentabilidade]]></category>
		<category><![CDATA[Notí­cias]]></category>
		<category><![CDATA[Salas Temáticas]]></category>
		<category><![CDATA[aquecimento global]]></category>
		<category><![CDATA[educação]]></category>
		<category><![CDATA[meio ambiente]]></category>
		<category><![CDATA[Sustentabilidade]]></category>

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		<description><![CDATA[Objetivo é ajudar família de ursos a irem para o centro da geleira antes que o gelo derreta]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><span style="font-size: x-small;"><strong>EcoD</strong></span></p>
<p><span style="font-size: x-small;"><strong><img class="aligncenter" src="http://www.ecodesenvolvimento.org/posts/2013/maio/jogo-de-tabuleiro-educa-criancas-sobre-aquecimento/images/GEOlino-Meltdown-3-editado.jpg" alt="" width="450" height="275" /><br />
</strong></span></p>
<p>Antes que a geleira seja aquecida e derreta, os participantes precisam reunir a família de ursos, respondendo perguntas sobre aquecimento global e preservação do meio ambiente. É assim que funciona o <em>Meltdown</em>, um jogo desenvolvido para crianças pela agência de comunicação Kolle Rebbe da Alemanha, que reúne educação ambiental e entretenimento, segundo informa o site <span style="text-decoration: underline; color: #0000ff;"><strong><a href="htp://www.Springwise.com" target="_blank">Springwise.com</a></strong></span>.</p>
<p>Ao utilizar o <em>MeltDown</em>, criado para a revista infantil GEOlino, os jogadores preenchem um molde com água e coloca-o no congelador para formar a pequena geleira. Durante o jogo as crianças precisam ajudar a família de ursos a irem para o centro da geleira antes que o gelo derreta, simulando ao aquecimento global. No entanto, até proporcionarem o  &#8220;salvamento&#8221;, os participantes respondem perguntas sobre o assunto.</p>
<p>Para comentar o papel dos jogos na educação das crianças, o EcoD ouviu a professora pesquisadora da Universidade do Estado da Bahia (Uneb) e do Senai-Cimatec Lynn Alves, especialista em jogos digitais e aprendizagem. “Os jogos possuem a capacidade de potencializar funções cognitivas que estavam em desenvolvimento, consolidam aprendizagem e ajudam a criança a lidar com regras, trabalham o convívio, o estabelecimento de metas”, afirma.</p>
<p>“Mas o jogo não é o centro de tudo, não vai transformar crianças em cidadãos críticos se a realidade dele não corrobora, se, neste caso, em que estamos falando de educação ambiental, a preservação do meio ambiente não for um tema que a família dele valorize, ou seja contrária. A criança pode entrar em conflito”, alerta a pedagoga Lynn, mestre e doutora em Educação e Comunicação pela Universidade Federal da Bahia (UFBA).</p>
<p><strong>2012: ano quente</strong></p>
<p>Em matéria recentemente publicada, mostramos que o ano de 2012 foi o nono mais quente desde 1850 (ano em que se iniciaram os registros da temperatura). Os dados foram divulgados pela Organização Meteorológica Mundial (OMM) e revelam que, mesmo com a influência de resfriamento do La Niña, a temperatura global na superfície da Terra e do oceano foi de cerca de 0,11°C acima da média de 14°C registrada entre 1961-1990.</p>
<p>Não são apenas os animais do Ártico os prejudicados com o aquecimento global. Segundo o Projeto de Monitoramento e Avaliação do Ártico divulgado em maio de 2011, o nível do mar deve ser elevado em até 1,6 metros até 2100, devido ao derretimento das geleiras. Um estudo anterior, de 2009, o Feedbacks do Clima do Ártico: Implicações Globais, divulgado pela ONG <em>World Wildlife Fund</em> (WWF), mostra que com a elevação dos níveis do mar, um quarto da população mundial pode ser afetada.</p>
<p><span style="font-size: x-small;"><strong>(EcoD)</strong></span></p>
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		<title>Brasil tem novos negociadores para tentar acordo climático em 2015</title>
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		<pubDate>Wed, 08 May 2013 04:32:06 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Henrique Andrade Camargo</dc:creator>
				<category><![CDATA[meio ambiente]]></category>
		<category><![CDATA[Notí­cias]]></category>
		<category><![CDATA[aquecimento global]]></category>
		<category><![CDATA[Brasil]]></category>
		<category><![CDATA[José Antônio Marcondes de Carvalho]]></category>
		<category><![CDATA[mudanças climáticas]]></category>
		<category><![CDATA[negociações climáticas]]></category>

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		<description><![CDATA[O novo chefe será José Antônio Marcondes de Carvalho, atual embaixador do país na Venezuela]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><span style="font-size: x-small;"><strong>EcoD</strong></span></p>
<p>Trabalhar por um novo acordo global sobre o clima a ser fechado em 2015, capaz de incluir todos os países, inclusive os maiores poluidores do planeta (China e Estados Unidos), não parece tarefa fácil. Mas este é justamente um dos principais desafios que uma nova equipe de negociadores brasileiros terá pela frente.</p>
<p>Uma vez acertado, tamanho acordo vigoraria a partir de 2020, a fim de substituir o Protocolo de Kyoto. Segundo apurou o jornal Valor Econômico, o novo chefe dos negociadores será José Antônio Marcondes de Carvalho, atual embaixador do Brasil na Venezuela. Seu braço direito deve ser Benedicto Fonseca Filho, diretor-geral do departamento de cooperação científica, técnica e tecnológica do Ministério das Relações Exteriores, que ocupará o lugar do  embaixador André Aranha Corrêa do Lago.</p>
<p>Mas a chance de um novo acordo ser fechado em 2015 é pequena, segundo especialistas. A crise econômica jogou o tema para segundo plano na política europeia e enfraqueceu as posições de vanguarda do bloco. O indício mais forte disso é a fragilidade do mercado de créditos de carbono europeu, o único que, até agora, fazia diferença no cenário de redução de emissões de gases de efeito estufa (GEE).</p>
<p>Negociações não acompanham o ritmo de urgência que os cientistas atribuem ao tema.<br />
Em setembro será publicada a primeira parte do quinto relatório do IPCC (Painel Intergovernamental sobre Mudanças Climáticas das Nações Unidas), sobre o estado atual das mudanças do clima e os cenários futuros.</p>
<p>Certo é que limitar o aquecimento da temperatura da Terra a 2ºC até 2100, o que poderia diminuir os impactos do fenômeno, é meta que não deverá mais ser atingida. As negociações não acompanham o ritmo de urgência que os cientistas atribuem ao tema.</p>
<p>Por enquanto, o único avanço foi criar dois grupos de negociação. Um deles negocia o novo acordo, o chamado pós-2020 enquanto o outro busca o que os países podem fazer até 2020. Uma nova rodada de negociações, a 19ª Conferência das Nações Unidas sobre o Clima (COP-19), será realizada em Varsóvia, na Polônia, no final de 2013.</p>
<p>Marcondes de Carvalho deve substituir o embaixador Luiz Alberto Figueiredo Machado, subsecretário-geral de Meio Ambiente, Energia, Ciência e Tecnologia do MRE e negociador-chefe do Brasil nos processos de mudança do clima desde 2005. Segundo a matéria do Valor, Figueiredo será o próximo representante do Brasil nas Nações Unidas, em Nova York.</p>
<p><span style="font-size: x-small;"><strong>(EcoD)</strong></span></p>
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		</item>
		<item>
		<title>Brasileiro vence mexicano na disputa pela direção-geral da OMC</title>
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		<pubDate>Tue, 07 May 2013 21:15:55 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Henrique Andrade Camargo</dc:creator>
				<category><![CDATA[Economia]]></category>
		<category><![CDATA[Notí­cias]]></category>
		<category><![CDATA[OMC]]></category>
		<category><![CDATA[países emergentes]]></category>

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		<description><![CDATA[Roberto Carvalho de Azevêdo teve apoio do grupo Brics (Brasil, Rússia, Índia, China e África do Sul), além dos países de língua portuguesa e de várias nações da América Latina, da Ásia e da África. ]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><span style="font-size: x-small;"><strong>Renata Giraldi, da Agência Brasil</strong></span></p>
<p>A Organização Mundial do Comércio (OMC) elegeu hoje (7) o diretor-geral da entidade. O escolhido é o embaixador brasileiro Roberto Carvalho de Azevêdo, de 55 anos. O brasileiro disputou com o mexicano Herminio Blanco, de 62 anos. O novo diretor-geral assume o cargo em 31 de agosto substituindo o francês Pascal Lamy. A eleição foi disputada até o último minuto. O número de votos obtido pelo brasileiro só deve ser revelado mais tarde.</p>
<p>Azevêdo teve apoio do grupo Brics (Brasil, Rússia, Índia, China e África do Sul), além dos países de língua portuguesa e de várias nações da América Latina, da Ásia e da África. Desde 2008, ele é representante permanente do Brasil na OMC. Azevêdo está diretamente envolvido em assuntos econômicos e comerciais há mais de 20 anos.</p>
<p>O embaixador brasileiro, que é diplomata de carreira, foi chefe do Departamento Econômico do Ministério das Relações Exteriores, Itamaraty, de 2005 a 2006, e chefiou a delegação brasileira nas negociações da Rodada Doha da OMC, sobre liberalização de mercados.</p>
<p>Ontem (6) a União Europeia e a Croácia, que têm 28 votos, fecharam o apoio ao mexicano. Mas os negociadores brasileiros mantiveram o otimismo, pois o processo eleitoral na OMC não envolve apenas o voto. É necessário negociar um acordo que agrade à maioria, eliminando ao máximo o índice de rejeição.</p>
<p>Na eleição da OMC, cada um dos 159 países que integram o órgão vota no nome de sua preferência. Para vencer, é preciso ter um mínimo de 80 votos. A escolha é feita em três etapas.</p>
<p>O processo de eleição para a OMC começou no final de março, com nove candidatos. Na segunda fase, encerrada no dia 25, ficaram cinco. No final de abril, a OMC comunicou que tinham passado à fase final apenas os candidatos brasileiro e mexicano. Os presidentes do Brasil, Dilma Rousseff, e do México, Enrique Peña Nieto, participaram diretamente das negociações, dando telefonemas e conversando com os líderes mundiais.</p>
<p><span style="font-size: x-small;"><strong>(Agência Brasil)</strong></span></p>
]]></content:encoded>
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		<item>
		<title>Países discutem lixo tóxico em reunião do Pnuma em Genebra</title>
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		<pubDate>Tue, 07 May 2013 21:12:29 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Henrique Andrade Camargo</dc:creator>
				<category><![CDATA[meio ambiente]]></category>
		<category><![CDATA[Notí­cias]]></category>
		<category><![CDATA[contaminação]]></category>

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		<description><![CDATA[Ministros de mais de 80 países vão debater regulamentação e controle de poluidores do meio ambiente; encontro termina sexta-feira.
]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><span style="font-size: x-small;"><strong>Edgard Júnior, da Rádio ONU</strong></span></p>
<p><a href="http://mercadoetico.terra.com.br/website/wp-content/uploads/2013/05/lixo_toxico_250.jpg"><img class="alignleft size-full wp-image-72136" src="http://mercadoetico.terra.com.br/website/wp-content/uploads/2013/05/lixo_toxico_250.jpg" alt="" width="250" height="168" /></a>Mais de 80 países reunidos nas Conferências das Partes, COPs, que está sendo realizada em Genebra, discutem formas para regulamentar e controlar substâncias tóxicas para o meio ambiente.</p>
<p>O encontro engloba três conferências sobre questões relacionadas a agentes poluidores, a da Basileia, de Estocolmo e de Roterdã.</p>
<p><strong>Reunião</strong></p>
<p>A reunião foi organizada pelo Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente, Pnuma.</p>
<p>A gerente de programa, Carla Valle-Klann, falou à Rádio ONU, de Genebra, sobre os objetivos dos líderes mundiais nesse encontro.<br />
&#8220;Eles pretendem discutir em mesas redondas o tema sinergias e a implementação das convenções sobre substâncias químicas e resíduos tóxicos nos níveis nacionais, regionais e globais. O objetivo principal desse encontro, o resultado desse encontro, pretende-se adotar uma declaração ministerial cobrindo todos esses temas.&#8221;</p>
<p><strong>Mercúrio</strong></p>
<p>Valle-Klann explicou ainda que a Convenção da Basileia trata da regulamentação do lixo tóxico. A de Estocolmo, cuida da obrigação dos países para implementar medidas de controle sobre substâncias químicas conhecidas como poluentes orgânicos persistentes ou POPs.</p>
<p>E, finalmente, a Convenção de Roterdã trata do comércio de agrotóxicos e de substâncias químicas perigosas feito entre as nações.<br />
O Brasil é signatário das três convenções. O mesmo acontece com Portugal, Moçambique, Guiné-Bissau e Cabo Verde. Angola e São Tomé e Príncipe firmaram a Convenção de Estocolmo. Das nações lusófonas, apenas Timor-Leste não é signatário de nenhuma delas.</p>
<p>Os representantes dos países vão discutir também a realização de uma nova conferência para lidar com o perigo do mercúrio, chamada Convenção Minamata.</p>
<p><span style="font-size: x-small;"><strong>(Rádio ONU)</strong></span></p>
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		<title>O trabalho que o trabalho dá</title>
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		<pubDate>Tue, 07 May 2013 20:58:44 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Henrique Andrade Camargo</dc:creator>
				<category><![CDATA[Ética e trabalho]]></category>
		<category><![CDATA[Notí­cias]]></category>
		<category><![CDATA[Salas Temáticas]]></category>
		<category><![CDATA[Brasil]]></category>
		<category><![CDATA[desigualdade social]]></category>
		<category><![CDATA[emprego]]></category>
		<category><![CDATA[Frei Betto]]></category>
		<category><![CDATA[trabalho doméstico]]></category>

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		<description><![CDATA["E disse a madame: Imagina, agora minha empregada é administrada pelo governo..."]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><span style="font-size: x-small;"><strong>Frei Betto*</strong></span></p>
<p><a href="http://mercadoetico.terra.com.br/website/wp-content/uploads/2013/05/domestica_filme_250.jpg"><img class="alignleft size-full wp-image-72130" src="http://mercadoetico.terra.com.br/website/wp-content/uploads/2013/05/domestica_filme_250.jpg" alt="" width="250" height="168" /></a>E disse a madame: Imagina, agora minha empregada é administrada pelo governo, com essas leis absurdas! Como se nós, patrões, não tratássemos bem essas coitadas que nascem na favela, em meio à pobreza, e têm a sorte de arranjarem um emprego em nossas famílias.</p>
<p>A Maria das Dores, por exemplo, não tinha onde cair morta. Pai bebum, mãe lavadeira, uma penca de irmãos. A menina começou aqui em casa como babá de meu filho caçula, o George. Ensinei a ela hábitos de higiene, dei uniforme branco, deixo que leve para casa o que sobra dos jantares que meu marido oferece aos clientes.</p>
<p>Pagava a ela meio salário mínimo e mais o transporte. No aniversário dela e no Natal eu dou presentes. A pobre da menina se dobra em agradecimentos, tão generosa sou com ela. Ela cuida bem do George: limpa o cocô dele, dá banho, lava e passa as roupinhas dele, jamais esquece hora das mamadeiras. Leva-o todas as manhãs para tomar sol na pracinha. E nunca se queixou de, se preciso, ficar aqui em casa além da hora combinada.</p>
<p>Às vezes eu e meu marido temos de jantar fora e a das Dores fica com a criança, põe para dormir, e depois assiste à TV, até retornarmos. Nunca reclamou de sair mais tarde um pouquinho. Agora vem o governo com essa história de 44 horas semanais, carteira assinada, pagamento de horas extras, Fundo de Garantia, multa de 40% para demissão sem causa justa etc.</p>
<p>Ora isso é coisa para trabalhador, como faz meu marido lá na empresa dele. A das Dores não é trabalhadora, é empregada. Como a Fátima, nossa cozinheira. Trabalha há nove anos conosco. É separada do marido, os dois filhos são adultos, ela dorme aqui no quartinho de empregada e só volta para a família aos domingos.</p>
<p>Nunca reclamou dessa boa vida que damos a ela. Pelo contrário, fica agradecida por dormir em um lugar seguro, confortável, com lençóis limpos, banheiro próprio, nada daquela promiscuidade da casinha em que a família dela habita na periferia, onde moram o irmão, a cunhada e quatro filhos.</p>
<p>Pra que isso de direitos trabalhistas para quem está feliz da vida? Negra retinta, se tivesse nascido há dois séculos, teria com certeza sido escrava. Agora tem seu quartinho arrumado, TV, acesso livre à geladeira da família. E come da mesma comida que prepara para nós. Quando é que aí fora ela comeria camarões flambados, suflê de frutos do mar, codornas recheadas?</p>
<p>Não sei por que o governo se mete tanto em nossas vidas! Pensa que somos um bando de escravocratas que trata mal as empregadas? Chega de burocracia. Agora vou ter que pagar, além dos salários, impostos para manter aqui a das Dores e a Fátima. Como se na velhice elas não fossem ter aposentadoria!</p>
<p>Ora, a mãe da Fátima, que trabalhou 20 anos na casa do meu sogro, ao se aposentar foi morar lá na roça onde nasceu e obteve aposentadoria rural. Precisa o governo criar ainda mais burocracia para nós, patrões, que damos emprego a quem não tem instrução, casa própria, nem onde cair morto?</p>
<p>Outro dia eu e meu marido entramos no avião e, no assento do corredor, ao nosso lado, tinha um homem mal vestido, cara de peão de fazenda, que na hora de servirem o lanchinho perguntou se era de graça&#8230; Era.</p>
<p>Nas viagens de avião em rotas nacionais já não há mais aquele glamour de outrora, os comissárias de bordo servindo uísque, vinhos, pratos quentes. Hoje misturam alhos com bugalhos, e insistem em mesclar gente de classes sociais diferentes, como se todos tivessem tido os mesmos berços.</p>
<p>Meu Deus, aonde o Brasil vai parar desse jeito!?</p>
<p><strong>* Frei Betto é escritor, autor, em parceria com Maria Stella Libanio Christo, de “Saborosa viagem pelo Brasil” (Mercuryo Jovem), entre outros livros.<a href="http://www.freibetto.org/" target="_blank">http://www.freibetto.org/</a>&gt; twitter:@freibetto.</strong></p>
<p><strong>(Brasil de Fato)</strong></p>
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		<title>Noruega pretende comprar lixo para suprir demanda energética</title>
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		<pubDate>Tue, 07 May 2013 18:31:43 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Henrique Andrade Camargo</dc:creator>
				<category><![CDATA[energia]]></category>
		<category><![CDATA[Notí­cias]]></category>
		<category><![CDATA[energia alternativa]]></category>
		<category><![CDATA[lixo]]></category>
		<category><![CDATA[Noruega]]></category>
		<category><![CDATA[resíduos sólidos]]></category>

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		<description><![CDATA[Resíduos serão encaminhados para incineradores produtores de energia]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><span style="font-size: x-small;"><strong>EcoD</strong></span></p>
<p><a href="http://mercadoetico.terra.com.br/website/wp-content/uploads/2013/05/lixo_trashed_250.jpg"><img class="alignleft size-full wp-image-72142" src="http://mercadoetico.terra.com.br/website/wp-content/uploads/2013/05/lixo_trashed_250.jpg" alt="" width="250" height="168" /></a>Enquanto em alguns países, como o Brasil, o problema está no excesso de lixo, na Noruega o problema é a escassez. De acordo com a Time, grande parte dos resíduos produzidos pela população não vão parar em aterros, mas em incineradores produtores de energia. Ou seja, a população consome energia a partir de lixo queimado. Acontece, no entanto, que este combustível está acabando.</p>
<p>O Hafslund Group, uma empresa de energia norueguesa que produz e distribui aquecimento na cidade de Oslo, anunciou que &#8220;o objetivo é substituir todos os combustíveis fósseis para os picos de carga em 2016&#8243;. A produção de energia atual nas suas instalações chega a 1.5 TWh – o suficiente para aquecer 150 mil casas.</p>
<p>Para alcançar a quantidade de energia necessária, a Noruega prepara-se para importar lixo de localidades como os Estados Unidos, uma vez que o transporte marítimo é relativamente barato.</p>
<p><strong>Tendência europeia</strong></p>
<p>Ainda segundo a Time, usar o lixo como fonte de energia está virando uma tendência na Europa e estende-se para países como a Áustria e a Alemanha. Ambos também planejam construir mais fábricas de incineração de lixo.</p>
<p>Outro exemplo está na Suécia, que possui igualmente a intenção de importar anualmente 800 mil toneladas de resíduos do resto da Europa, de modo a manter a sua produção de energia de forma eficiente.</p>
<p><strong>Problemas ambientais</strong></p>
<p>Alguns grupos ambientalistas, no entanto, acreditam que esta dependência do lixo é apenas uma solução em curto prazo para as metas ambientais, e acabam criando a necessidade de gerar mais lixo. &#8220;Há uma pressão para se produzir mais e mais resíduos desde que existe este limite de capacidade&#8221;, disse Lars Haltbrekken, presidente do grupo ambientalista mais antigo da Noruega.</p>
<p>Além disso, o uso do lixo na produção de energia contribui para desencorajar as iniciativas, cada vez mais necessárias, visando à preservação de recursos naturais, à redução do uso de embalagens que se tornam lixo e à adoção de práticas de reciclagem e compostagem.</p>
<p>Haltbrekken defende que, em uma hierarquia de objetivos ambientais, produzir menos lixo deve ser prioridade em relação à produção de energia a partir de resíduos.</p>
<p><span style="font-size: x-small;"><strong>(EcoD)</strong></span></p>
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		<title>Planos de logística sustentável: prazo é até 14 de maio</title>
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		<pubDate>Tue, 07 May 2013 18:21:05 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Henrique Andrade Camargo</dc:creator>
				<category><![CDATA[meio ambiente]]></category>
		<category><![CDATA[Notí­cias]]></category>
		<category><![CDATA[agenda ambiental]]></category>
		<category><![CDATA[logística reversa]]></category>
		<category><![CDATA[logística sustentável]]></category>
		<category><![CDATA[Negócios sustentáveis]]></category>

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		<description><![CDATA[Objetivo é estabelecer práticas de sustentabilidade e racionalização de gastos e processos na administração pública.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><span style="font-size: x-small;"><strong>Ministério do Meio Ambiente</strong></span></p>
<p>As instituições da administração pública federal têm até o dia 14 de maio para concluir a elaboração dos Planos de Gestão de Logística Sustentável. Instituída pela Instrução Normativa nº 10, de 12 de novembro de 2012, os planos são ferramentas de planejamento para estabelecer práticas de sustentabilidade e racionalização de gastos e processos na administração pública.</p>
<p>A ação está integrada ao programa Agenda Ambiental na Administração Pública (A3P), do Ministério do Meio Ambiente, que prevê ações sustentáveis no cotidiano das instituições, e integrante do Projeto Esplanada Sustentável, iniciativa criada com o propósito de incentivar os órgãos e instituições públicas federais a adotar um modelo de gestão organizacional focado na sustentabilidade ambiental e socioeconômica.</p>
<p>“Com a elaboração dos planos, a A3P vai se tornar obrigatória para esses órgãos. A meta é alcançar cerca de 30 mil prédios públicos e 600 mil servidores, que passarão a adotar medidas de economia no ambiente de trabalho”, destacou a gerente de projeto da A3P do Ministério do Meio Ambiente, Ana Carla de Almeida. Todos os órgãos e entidades da Administração Pública Federal direta, autárquica, fundacional e as empresas estatais dependentes devem elaborar o plano e publicá-los em seu portal dentro do prazo estabelecido.</p>
<p><strong>Responsabilidades</strong></p>
<p>Os planos devem especificar os objetivos, as responsabilidades dos gestores, as ações, metas e prazos de execução e os mecanismos de monitoramento e avaliação das medidas que serão implementadas. Também incluem práticas de sustentabilidade e de racionalização do uso de materiais e serviços, prevendo ações que envolvam o tema de qualidade de vida no trabalho, economia de água e energia elétrica, coleta seletiva e compras e contratações sustentáveis.</p>
<p>A Instrução Normativa Nº 10 prevê, ainda, que o órgão faça a atualização do inventário de bens e materiais, assim como a identificação daqueles que podem ser substituídos por outros de menor impacto ambiental. Os gestores também serão responsáveis por aplicar a metodologia de implementação e avaliação do plano, promover ações de divulgação, conscientização e capacitação.</p>
<p><strong>Nova atitude</strong></p>
<p>A Agenda Ambiental na Administração Pública (A3P) estimula a reflexão sobre a responsabilidade socioambiental e a mudança de atitude no ambiente de trabalho. Ações como imprimir nos dois lados da folha, utilizar um copo retornável para beber água, realizar compras públicas sustentáveis que priorizem critérios ambientais, dentre outras, exemplificam essa mudança. Atualmente, mais de 178 instituições participam do programa.</p>
<p>O Ministério do Meio Ambiente apoia tecnicamente os órgãos interessados em implementar o programa e promove o Prêmio Melhores Práticas da A3P como incentivo e reconhecimento do esforço das instituições. O programa, criado em 2005, também prevê a sensibilização e capacitação dos servidores, a gestão adequada dos recursos naturais utilizados e dos resíduos gerados, além da promoção da melhoria da qualidade de vida no ambiente de trabalho.</p>
<p><span style="font-size: x-small;"><strong>(MMA)</strong></span></p>
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		<title>Fotografia e consumo</title>
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		<pubDate>Tue, 07 May 2013 16:28:25 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Henrique Andrade Camargo</dc:creator>
				<category><![CDATA[Blog do Julio]]></category>
		<category><![CDATA[consumismo]]></category>
		<category><![CDATA[consumo]]></category>
		<category><![CDATA[indaiatuba]]></category>
		<category><![CDATA[Sustentabilidade]]></category>

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		<description><![CDATA[Vocês já pararam para pensar como uma foto pode fazer com que tenhamos novos olhares sobre as relações de consumo? ]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>E aí galera! Vocês já pararam para pensar como uma foto pode fazer com que tenhamos novos olhares sobre as relações de consumo? Em Indaiatuba (SP) vai rolar uma oficina de fotografia que busca encontrar respostas para essa pergunta. A atividade faz parte do projeto Indaiatuba Sustentável, veja o site <span style="text-decoration: underline; color: #0000ff;"><strong>www.indaiatubasustentavel.com.br</strong></span> e curtam no Face <span style="text-decoration: underline; color: #0000ff;"><strong><a href="http://www.facebook.com/indaiatubasustentavel" target="_blank">fb.com/indaiatubasustentavel</a></strong></span>. Vão rolar outras oficinas, shows, fórum e exposição fotográfica do Araquém Alcântara, sou fã do cara!</p>
<p style="text-align: center;"><img class="aligncenter" src="http://www.conexaosocial.org.br/blogdojulio/wp-content/uploads/2013/05/blog-julio1.jpg" alt="" width="414" height="161" /></p>
<p>Hoje muita gente tem como fotografar graças aos aparelhos celulares. Na minha escola o povo registra de tudo. Tá na hora de usar a criatividade e usar esse recurso para outras coisas bacanas. Vejam que legal esse ensaio da fotógrafa francesa Stephanie de Rouge. Ela fotografou as geladeiras das pessoas. É um bom retrato do modo como nos alimentamos. Será que podemos comer melhor, com mais qualidade, de forma mais saudável e gastando menos dinheiro?</p>
<p><span style="text-decoration: underline;"><strong><a href="http://plushblush.updateordie.com/2013/01/24/o-que-tem-na-sua-geladeira/" target="_blank">plushblush.updateordie.com/2013/01/24/o-que-tem-na-sua-geladei</a></strong><span style="color: #0000ff;"><strong>ra/</strong></span></span></p>
<p>Que foto você faria para provocar um novo olhar sobre o consumo? Experimente, o desafio está lançado!</p>
<p style="text-align: center;"><div class="img aligncenter" style="width:434px;">
	<img src="http://www.conexaosocial.org.br/blogdojulio/wp-content/uploads/2013/05/In-Your-Fridge-4-e1359059674558.png" alt="" width="434" height="323" />
	<div> FONTE IMAGEM: PLUSHBLUSH.UPDATEORDIE.COM/2013/01/24/O-QUE-TEM-NA-SUA-GELADEIRA/</div>
</div>
<p style="text-align: left;"><span style="font-size: x-small;"><strong>(Blog do Julio/ Mercado Ético)</strong></span></p>
]]></content:encoded>
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		<title>Cariocas produzem óculos de luxo com madeira que vem do lixo</title>
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		<pubDate>Tue, 07 May 2013 16:18:17 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Henrique Andrade Camargo</dc:creator>
				<category><![CDATA[Moda & Beleza]]></category>
		<category><![CDATA[Notí­cias]]></category>
		<category><![CDATA[Salas Temáticas]]></category>
		<category><![CDATA[moda]]></category>
		<category><![CDATA[óculos reciclados]]></category>
		<category><![CDATA[recclagem]]></category>

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		<description><![CDATA[Produto foi desenvolvido por estudantes de design da PUC do Rio de Janeiro ]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><a href="http://ciclovivo.com.br/noticia/cariocas-produzem-oculos-de-luxo-com-madeira-que-vem-do-lixo" target="_blank"></a><span style="font-size: x-small;"><strong><a href="http://ciclovivo.com.br/noticia/cariocas-produzem-oculos-de-luxo-com-madeira-que-vem-do-lixo" target="_blank">CicloVivo</a></strong></span></p>
<p><a href="http://mercadoetico.terra.com.br/website/wp-content/uploads/2013/05/moda_oculos_madeira_reciclada_520.jpg"><img class="aligncenter size-full wp-image-72114" src="http://mercadoetico.terra.com.br/website/wp-content/uploads/2013/05/moda_oculos_madeira_reciclada_520.jpg" alt="" width="520" height="347" /></a></p>
<p>Um grupo formado por estudantes de <em>design </em>da Pontifícia Universidade Católica do Rio de Janeiro apostou na madeira descartada como matéria-prima para a fabricação de óculos de luxo. O material é coletado pelas ruas do Rio e ganha uma nova utilidade.</p>
<p>Apelidados de Zerezes, os óculos mesclam uma alternativa ecologicamente correta para a fabricação de novos produtos com um olhar diferenciado sobre a capital fluminense e os itens que, por vezes, acabam de tornando parte da cidade.</p>
<p>Em entrevista concedida ao jornal O Globo, os jovens designers explicam que o projeto modificou a forma como veem o Rio de Janeiro. Hoje, eles sempre estão atentos às caçambas espalhadas por diferentes bairros à procura de boa madeira.</p>
<p>Mesmo sendo itens que seriam descartados, os pedaços de madeira coletados do lixo se tornam artigos caros. Para que isso fosse possível, eles contaram com o apoio da empresa Matéria Brasil, que possibilitou um aumento expressivo na produção. Assim, os pedaços de madeira passam por uma série de maquinários, até se tornarem placas cortadas e coladas na forma dos óculos.</p>
<p>O lixo reserva excelentes matérias-primas. É comum o grupo encontrar sucupira, ipê, pinho de riga, jacarandá, peroba, entre outras espécies de madeira. Para promover ainda mais a sustentabilidade, os designers criaram um “selo de origem”. Assim sendo, os óculos feitos com a madeira do lixo, sempre têm em suas hastes o nome da rua em que o material foi encontrado.</p>
<p>Atualmente a empresa comercializa sua linha de óculos em lojas de marcas que carregam o mesmo conceito de inovação e moda, entre elas estão: Farm, Coletor, Novo Desenho, Addict, entre outras. A coleção também está disponível através da página da Zerezes no Facebook. O preço médio dos óculos completos é de R$ 395.</p>
<p>Veja o vídeo abaixo e entenda  como os óculos são fabricados.</p>
<p><iframe src="http://player.vimeo.com/video/43248451?title=0&amp;byline=0&amp;portrait=0&amp;badge=0&amp;color=ffffff" width="400" height="300" frameborder="0" webkitAllowFullScreen mozallowfullscreen allowFullScreen></iframe></p>
<p><strong><span style="font-size: x-small;">(CicloVivo)</span></strong></p>
]]></content:encoded>
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		</item>
		<item>
		<title>Folha artificial aproveita o sol e a água para gerar energia limpa</title>
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		<pubDate>Tue, 07 May 2013 15:43:49 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Henrique Andrade Camargo</dc:creator>
				<category><![CDATA[energia]]></category>
		<category><![CDATA[Notí­cias]]></category>
		<category><![CDATA[energia limpa]]></category>
		<category><![CDATA[folha artificial]]></category>
		<category><![CDATA[inovação]]></category>
		<category><![CDATA[Inovação Tecnológica]]></category>
		<category><![CDATA[tecnologia]]></category>

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		<description><![CDATA[Aparelho é capaz de separar as moléculas de água em oxigênio e hidrogênio, para utilizá-las como combustível limpo.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><a href="http://ciclovivo.com.br/noticia/folha-artificial-aproveita-o-sol-e-a-agua-para-gerar-energia-limpa" target="_blank"></a><span style="font-size: x-small;"><strong><a href="http://ciclovivo.com.br/noticia/folha-artificial-aproveita-o-sol-e-a-agua-para-gerar-energia-limpa" target="_blank">CicloVivo</a></strong></span></p>
<div class="img alignleft size-full wp-image-72108" style="width:250px;">
	<a href="http://mercadoetico.terra.com.br/website/wp-content/uploads/2013/05/folha_artificial2_250.jpg"><img src="http://mercadoetico.terra.com.br/website/wp-content/uploads/2013/05/folha_artificial2_250.jpg" alt="" width="250" height="167" /></a>
	<div>A folha artificial é feita essencialmente a partir de uma célula solar de silício, que possui diferentes materiais catalíticos ligados a ela. | Foto: Divulgação</div>
</div>A “<em>Artificial Leaf</em>” ou “Folha Artificial” é uma tecnologia desenvolvida por pesquisadores do Instituto de Tecnologia de Massachusetts (MIT), nos EUA. A proposta da criação é ter um equipamento simples que forneça energia a partir da água e da luz, imitando as propriedades naturais de uma folha.</p>
<p>O conceito básico para este projeto foi desenvolvido em 2011, desde então ele tem passado por diversas melhorias. A folha artificial é feita essencialmente a partir de uma célula solar de silício, que possui diferentes materiais catalíticos ligados a ela. Por causa disso, a tecnologia é capaz de separar as moléculas de água em oxigênio e hidrogênio, para utilizá-las como combustível limpo.</p>
<p>O mais interessante deste sistema é que ele também é eficiente mesmo quando a água utilizada não é pura. O catalisador empregado nele separa e descarta as bactérias, para que somente a água, sem as impurezas, seja aproveitada.</p>
<p>Os três principais materiais usados na fabricação da folha artificial são baratos e abundantes: silício, cobalto e níquel.  Isso transforma a tecnologia em uma opção barata e eficiente para a produção de energia limpa, principalmente para países em que as redes de energia e a água são de difícil acesso.</p>
<p>Para tornar a folha ainda mais eficiente, os pesquisadores querem aplicar também o sistema que converte o hidrogênio em combustível líquido, aplicado em geradores para carros e casas.</p>
<p><span style="font-size: x-small;"><strong>(CicloVivo)</strong></span></p>
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		<title>Proteção das áreas marinhas como garantia da sustentabilidade</title>
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		<pubDate>Tue, 07 May 2013 15:29:55 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Henrique Andrade Camargo</dc:creator>
				<category><![CDATA[meio ambiente]]></category>
		<category><![CDATA[Notí­cias]]></category>
		<category><![CDATA[Brasil]]></category>
		<category><![CDATA[oceanos]]></category>
		<category><![CDATA[opluição]]></category>
		<category><![CDATA[pesca]]></category>
		<category><![CDATA[pesca ilegal]]></category>
		<category><![CDATA[Ronaldo Francini Filho]]></category>

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		<description><![CDATA[“Infelizmente algumas áreas protegidas contra a pesca sofrem com a qualidade da água, que está declinando muito rapidamente na costa brasileira”, lamenta o biólogo.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><span style="font-size: x-small;"><strong>IHU On-Line</strong></span></p>
<p><a href="http://mercadoetico.terra.com.br/website/wp-content/uploads/2013/05/oceano_250.jpg"><img class="alignleft size-full wp-image-72148" src="http://mercadoetico.terra.com.br/website/wp-content/uploads/2013/05/oceano_250.jpg" alt="" width="250" height="168" /></a>“Estamos vivendo um momento em que nunca foi tão difícil criar uma unidade de conservação, principalmente marinha. Infelizmente a conservação do meio ambiente tem sido vista como um entrave ao desenvolvimento”. A constatação é de Ronaldo Francini Filho, que se dedica ao estudo da preservação das áreas marinhas e apoia a criação de uma legislação para preservar tais regiões. Segundo ele, menos de “5% das áreas marinhas brasileiras são protegidas, e algumas delas são consideradas protegidas apenas no nome, como as Áreas de Proteção Ambiental – APAs estaduais, que foram criadas na década de 1980 para permitir o licenciamento estadual e não mais federal e, para que com isso, os governos estaduais pudessem barganhar com as empresas que gostariam de explorar a área costeira dos estados”.</p>
<p>Na entrevista a seguir, concedida por telefone, o biólogo informa que a “maior parte das APAs estaduais não apresenta plano de manejo, e nenhum tipo de fiscalização. Também existem as áreas integralmente protegidas, onde a pesca e qualquer tipo de atividade extrativista é proibida, mas essas correspondem a menos de 1% na costa brasileira”. Para ele, as atividades comerciais em larga escala e o implemento dos portos no país “são os principais responsáveis pela oposição, inclusive dentro do governo, para a criação de áreas protegidas no Brasil e para a manutenção das áreas protegidas hoje”.</p>
<p>Ronaldo Francini Filho (foto abaixo) é graduado em Ciências Biológicas pela Universidade de São Paulo, mestre e doutor em Ciências (Zoologia) pela mesma universidade. É professor efetivo do curso de graduação em Ecologia da Universidade Federal da Paraíba – UFPB.</p>
<p>Confira a entrevista.</p>
<p><strong>IHU On-Line –</strong><em> Em que consiste a proposta da Lei Mar? Como vê a iniciativa de criar uma legislação para preservar as áreas marinhas brasileiras?</em></p>
<p><strong>Ronaldo Francini Filho</strong> – Existem legislações para a preservação de alguns ecossistemas brasileiros, como a Mata Atlântica. Nesse sentido, a Lei Mar tem os mesmos moldes das demais leis que foram criadas para preservar outros ecossistemas. Essa lei ainda está sendo discutida por diversos atores que têm interesse no ecossistema marinho, mas a intensão é de que ela seja criada o quanto antes, uma vez que se percebe um avanço da degradação deste ecossistema.</p>
<p><strong>IHU On-Line – </strong><em>Qual a importância dos oceanos para os serviços ambientais?</em></p>
<p><strong>Ronaldo Francini Filho</strong> – Os oceanos oferecem uma série de serviços que são utilidades para a vida humana, tais como processos que geram o ar que respiramos, os peixes que comemos, os fármacos consumidos, que são produzidos a partir de uma série de organismos marinhos como esponjas e corais. Há ainda um universo microbiológico dentro dos organismos marinhos, os quais estão sendo pesquisados para se saber quais são os benefícios em relação a uma série de doenças. Por enquanto estamos perdendo essa biodiversidade e esse potencial farmacológico de compostos bioativos.</p>
<p><strong>IHU On-Line – </strong><em>Pode explicar o que é a Amazônia Azul?</em></p>
<p><strong>Ronaldo Francini Filho</strong> – Amazônia Azul é um termo cunhado pela Marinha do Brasil de forma estratégica para chamar atenção ao tamanho do ecossistema marinho, que se estende ao longo de oito mil quilômetros da costa brasileira. Então, trata-se de uma zona econômica enorme, que é ainda maior que a Amazônia Verde. O termo foi cunhado como uma forma de chamar atenção para esse ecossistema, apesar das críticas recebidas. De todo modo, ele serve para que se preste mais atenção nesse grande ecossistema, o qual fornece serviços que fazem com que se tenha sustentabilidade no longo prazo.</p>
<p><strong>IHU On-Line</strong><em> – Que percentual das áreas marinhas é protegido no país? Quais são as áreas marinhas protegidas atualmente e quais precisam de proteção?</em></p>
<p><strong>Ronaldo Francini Filho – </strong>Menos de 5% das áreas marinhas brasileiras são protegidas, e algumas delas são consideradas protegidas apenas no nome, como as Áreas de Proteção Ambiental – APAs estaduais, que foram criadas na década de 1980 para permitir o licenciamento estadual e não mais federal e, para que com isso, os governos estaduais pudessem barganhar com as empresas que gostariam de explorar a área costeira dos estados.</p>
<p>Então, a maior parte das APAs estaduais não apresenta plano de manejo e nenhum tipo de fiscalização. Também existem as áreas integralmente protegidas, onde a pesca e qualquer tipo de atividade extrativista é proibida, mas essas correspondem a menos de 1% na costa brasileira. Precisamos lembrar que o Brasil foi o primeiro signatário da Convenção da Biodiversidade, comprometendo-se em criar, até 2012, 20% de áreas protegidas. O país está muito aquém, enquanto outros cumpriram suas metas.</p>
<p><strong>IHU On-Line</strong> – <em>Por que o percentual de áreas protegidas ainda é muito pequeno? Desde quando a preservação é um tema que aparece na política ambiental do Estado brasileiro? Como o Brasil se posiciona diante das discussões acerca da preservação dos oceanos?</em></p>
<p><strong>Ronaldo Francini Filho</strong> – Em alguns países foram criadas áreas protegidas como na Austrália. Esse processo envolve a comunicação entre todos os atores envolvidos nas áreas protegidas, incluindo os setores turístico, de pescador, científico, da Marinha e de empresas interessadas no ramo. Esse é um processo relativamente lento. A criação desses espaços precisa de articulação e vontade política.</p>
<p>Estamos vivendo um momento em que nunca foi tão difícil criar uma unidade de conservação, principalmente marinha. Infelizmente a conservação do meio ambiente tem sido vista como um entrave ao desenvolvimento. Precisamos mudar esse paradigma. A sociedade necessita se organizar, e a questão da preservação das áreas marinhas é importante porque milhares de pessoas dependem da preservação dessas áreas. As áreas protegidas são incluídas como áreas de manejo, porque já sabemos que com a proteção acabamos incrementando os estoques pesqueiros nas adjacências das áreas não protegidas. Então, quando se protege uma região, há um incremento na pesca, ao contrário do que se pensa.</p>
<p><strong>IHU On-Line</strong><em> – O que gera mais impacto ambiental nas áreas marinhas brasileiras?</em></p>
<p><strong>Ronaldo Francini Filho</strong> – A pesca é ilegal, sem dúvida. Falta fiscalização em áreas muito importantes, como os parques nacionais de Abrolhos e Fernando de Noronha. Infelizmente algumas áreas protegidas contra a pesca sofrem de outro problema: a qualidade da água, que está declinando muito rapidamente na costa brasileira. Isso faz com que ocorram eventos de mortalidade em massa de corais e outros organismos importantes para o ecossistema como um todo. Com isso a atividade pesqueira começa a cair. Então, precisamos nos preocupar tanto com a questão da pesca quanto com a qualidade da água.</p>
<p><strong>IHU On-Line</strong><em> – A exploração de petróleo ainda causa muito impacto nos oceanos?</em></p>
<p><strong>Ronaldo Francini Filho</strong> – Sim, sem dúvida. A atividades comerciais em larga escala, que geralmente favorecem uma pequena parcela da população, a exploração de petróleo, a exploração mineral de calcário e o implemento dos portos no Brasil são os principais responsáveis pela oposição, inclusive dentro do governo, para a criação de áreas protegidas no Brasil e para a manutenção das áreas protegidas hoje. Existem propostas da Agência Nacional de Petróleo – ANP para a criação de blocos de petróleo adjacentes ao Parque Nacional Marinho de Abrolhos. Então, realmente são coisas que não levam em consideração a sustentabilidade e a conservação marinha. Precisamos encontrar um meio-termo entre o crescimento econômico, o desenvolvimento, e a conservação do meio ambiente ou, do contrário, o Brasil irá acabar como a China.</p>
<p><strong>IHU On-Line</strong><em> – Como vê a proposta de uma governança global dos oceanos?</em></p>
<p><strong>Ronaldo Francini Filho</strong> – A governança global faz parte de uma das estratégias para tentar vincular a conservação em escala global, uma vez que, muitas vezes, a conservação não pode ser só em escala local. Temos os problemas relacionados às espécies migradoras, como tartarugas, tubarões. Então, há um estoque que é conservado em um país e que vai ser repescado em outro. É preciso elaborar acordos globais para conseguir manejar esses recursos e conservá-los em escala global. Claro que as medidas mais efetivas nas últimas décadas têm sido implementadas em escalas locais, as quais estão, de alguma maneira, inseridas dentro desse contexto global.</p>
<p><span style="font-size: x-small;"><strong>(IHU On-Line)</strong></span></p>
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		<title>A desigualdade incita o protesto social na América Latina</title>
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		<pubDate>Tue, 07 May 2013 15:26:16 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Henrique Andrade Camargo</dc:creator>
				<category><![CDATA[Notí­cias]]></category>
		<category><![CDATA[Sociedade]]></category>
		<category><![CDATA[América Latina]]></category>
		<category><![CDATA[cidadania]]></category>
		<category><![CDATA[corrupção]]></category>
		<category><![CDATA[PNUD]]></category>

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		<description><![CDATA[Relatório da ONU revela que tensões sociais, institucionais e culturais são numerosas, em comparação com outras regiões]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><span style="font-size: x-small;"><strong>PNUD</strong></span></p>
<p>Os países da América Latina com o maior número de protestos sociais são os que também apresentam maiores desigualdades socioeconômicas e cujos governos possuem capacidade limitada para lidar com perturbações, de acordo com relatório do Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD).</p>
<p>O relatório intitulado “O Protesto social na América Latina” revela que as tensões sociais, institucionais e culturais na América Latina são numerosas, em comparação com outras regiões, e se caracterizam por um alto grau de participação cidadã.</p>
<p>Segundo o relatório, Bolívia, Peru e Argentina foram os países com o maior número de protestos sociais (mais de 200 cada um), enquanto aqueles com os mais baixos níveis de manifestações do gênero foram Costa Rica, Chile e El Salvador, com uma média de 58 conflitos cada. O relatório examinou mais de 2.300 protestos sociais na região por meio do monitoramento de 54 jornais em 17 países, entre outubro de 2009 e setembro de 2010.</p>
<p>&#8220;As democracias, ao contrário dos regimes autoritários, permitem que o protesto seja uma ferramenta construtiva para as demandas sociais dos cidadãos&#8221;, disse Heraldo Muñoz, subsecretário-geral das Nações Unidas e diretor regional do PNUD para América Latina e Caribe, destacando que esses conflitos são parte de um processo político. &#8220;Se são gerados através do diálogo e da negociação, e suas causas estão dirigidas, os protestos apresentam grandes oportunidades para as transformações profundas e para uma sociedade mais solidária e justa na América Latina.&#8221;</p>
<p>Os conflitos sociais na América Latina também têm causado graves rupturas institucionais e crises em matéria de governança democrática, como foi o caso do golpe de Estado em Honduras, em junho de 2009. O estudo salienta que este tipo de tensão, que atinge um nível máximo de radicalização e de crise de governança, não tem sido regra na região nos últimos anos. A maior parte dos protestos sociais inclui declarações, manifestações e greves, que raramente alcançam o ponto de confrontos violentos e de caos. As demandas dos cidadãos normalmente variam de questões de trabalho, saúde e educação a direitos humanos e as questões ambientais, como o controle dos recursos naturais.</p>
<p>O relatório também aponta que, além de avançar na na redução da pobreza e da desigualdade na última década, a América Latina também ajudou a ampliar o acesso à tecnologia para milhões de pessoas na região. Assim, elas têm se tornado cada vez mais educadas e interligadas a nível regional e internacional, também através das redes sociais. Acesso à Internet e telefonia móvel, por exemplo, estão contribuindo positivamente para protestos sociais, proporcionando novos espaços públicos que incentivam a participação cidadã. Estas ferramentas são também cada vez mais importantes para os grupos historicamente marginalizados, incluindo os povos indígenas.</p>
<p>Quase 60% das organizações e pessoas envolvidas nos protestos sociais na América Latina tinham presença na Web, com valores que variam de 100% de presença na internet na Costa Rica para 15% na Bolívia, de acordo com o relatório. A internet e outras tecnologias da comunicação permitem que os movimentos sociais interajam e difundam as suas mensagens através de vídeos (como os zapatistas no México) e levantem fundos, por exemplo.</p>
<p>O relatório analisa os protestos sociais na Argentina, Bolívia, Brasil, Chile, Colômbia, Costa Rica, El Salvador, Equador, Guatemala, Honduras, México, Panamá, Paraguai, Peru, República Dominicana, Uruguai e Venezuela.</p>
<p>O estudo “O Protesto social na América Latina” foi preparado pela equipe do PNUD de Assessoria Político-Estratégica para o Desenvolvimento (PAPEP)</p>
<p><span style="text-decoration: underline; color: #0000ff;"><strong><a href="http://www.papep-undp.org/drupal/sites/default/files/PAPEP/cuaderno_1_la_protesta_social_en_america_latina_.pdf" target="_blank">Clique aqui</a></strong></span> para baixar &#8220;O protesto social na América Latina” (em espanhol) <span style="text-decoration: underline; color: #0000ff;"><strong><a href="http://www.undp.org/content/dam/undp/library/crisis%20prevention/Understanding%20Social%20Conflict%20in%20Latin%20America%202013%20ENG.pdf" target="_blank">e aqui, para baixar</a></strong></span> o documento Noções de Conflitos Sociais na América Latina (em inglês).</p>
<p><strong style="font-size: x-small;">(PNUD)</strong></p>
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		<title>Relatório da ONU pede mais investimentos em cidades sustentáveis</title>
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		<pubDate>Tue, 07 May 2013 14:49:49 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Henrique Andrade Camargo</dc:creator>
				<category><![CDATA[meio ambiente]]></category>
		<category><![CDATA[Notí­cias]]></category>
		<category><![CDATA[cidades sustentáveis]]></category>
		<category><![CDATA[desenvolvimento sustentável]]></category>
		<category><![CDATA[infraestrutura verde]]></category>

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		<description><![CDATA[Documento sugere que investir em infraestruturas sustentáveis pode diminuir a degradação ambiental, reduzir a pobreza e a emissão de gases do efeito estufa.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><span style="font-size: x-small;"><strong>Leda Letra, da Rádio ONU </strong></span></p>
<p><a href="http://mercadoetico.terra.com.br/website/wp-content/uploads/2013/05/cidade_sustentavel_250.jpg"><img class="alignleft size-full wp-image-72145" src="http://mercadoetico.terra.com.br/website/wp-content/uploads/2013/05/cidade_sustentavel_250.jpg" alt="" width="250" height="167" /></a>Um relatório lançado em 17 de abril por duas agências das Nações Unidas sugere que investir em infraestruturas sustentáveis pode diminuir a degradação ambiental, reduzir a pobreza e a emissão de gases que causam o efeito estufa.</p>
<p>O estudo foi produzido pelo Painel Internacional para Manejo de Recursos Sustentáveis, ou Painel de Recursos, que faz parte do Programa da ONU para o Meio Ambiente, Pnuma. O Programa da ONU para Assentamentos Humanos, ONU-Habitat, também participou do estudo, lançado em Nairóbi, no Quênia.</p>
<p><strong>Crescimento</strong></p>
<p>Cerca de três quartos dos recursos naturais do mundo são consumidos em cidades. A estimativa é que 70% da população global estará vivendo em áreas urbanas até 2050.</p>
<p>Curitiba (na foto), no Paraná, foi um dos 30 casos analisados. A cidade é elogiada no relatório por iniciativas públicas de reciclagem e manejo do lixo. Com o programa &#8220;Câmbio Verde&#8221;, cada 4 kg de materiais recicláveis podem ser trocados por 1 kg de alimentos.</p>
<p>O estudo nota que os benefícios atingem tanto comunidades mais pobres, que têm acesso a uma dieta mais equilibrada, quanto agricultores locais, que têm uma demanda mais estável da produção.</p>
<p><strong>Economia</strong></p>
<p>Recebe destaque ainda uma iniciativa da Austrália, que instalou medidas para eficiência de energia em prédios públicos. Com isso, o país reduziu em 40% suas emissões de carbono.</p>
<p>A Cidade do Cabo, na África do Sul, é citada por ações em projetos de habitação de baixa renda, com o uso de energia eficiente e sistema solar para a água aquecida. Com as mudanças, houve economia de 6,5 mil toneladas de carbono por ano, queda de 75% nas doenças respiratórias, menor custo de água quente para famílias pobres e criação de &#8220;empregos verdes&#8221;.</p>
<p>De acordo com o relatório, o custo global estimado em uma transição para cidades sustentáveis é de US$ 40 trilhões, entre 2000 e 2030.</p>
<p><strong>Inovação</strong></p>
<p>O cálculo é feito com base nos gastos para a construção de novas estruturas, principalmente em países em desenvolvimento e reformas de prédios e casas em países desenvolvidos.</p>
<p>O diretor-executivo do Pnuma, Achim Steiner, ressaltou que &#8220;existem oportunidades únicas para que as cidades liderem ações de economia verde, por meio de uma maior produção de recursos e da inovação&#8221;.</p>
<p><strong>Arquitetos e Engenheiros</strong></p>
<p>Na opinião de Steiner, falta uma &#8220;visão holística sobre o futuro dos centros urbanos&#8221;. Já o diretor do ONU-Habitat, Joan Clos, lembrou que &#8220;cidades antigas terão de substituir infraestruturas ineficientes&#8221; e é preciso questionar que tipo de cidades do futuro estão sendo planejadas por arquitetos e engenheiros.</p>
<p>O estudo faz diversas recomendações a governos e planejadores urbanos, incluindo maior investimento em infraestruturas que estimulem a baixa emissão de carbono.</p>
<p><a href="http://www.unep.org/resourcepanel/portals/24102/pdfs/Cities-Full_Report.pdf" target="_blank"></a><span style="text-decoration: underline; color: #0000ff;"><strong><a href="http://www.unep.org/resourcepanel/portals/24102/pdfs/Cities-Full_Report.pdf" target="_blank">Acesse aqui o relatório completo em inglês.</a></strong></span></p>
<p><span style="font-size: x-small;"><strong>(Rádio ONU)</strong></span></p>
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		<title>O que é (e o que não é) sustentabilidade</title>
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		<pubDate>Tue, 07 May 2013 14:43:38 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Henrique Andrade Camargo</dc:creator>
				<category><![CDATA[meio ambiente]]></category>
		<category><![CDATA[Notí­cias]]></category>
		<category><![CDATA[aquecimento global]]></category>
		<category><![CDATA[cidades]]></category>
		<category><![CDATA[Oded Grajew]]></category>
		<category><![CDATA[recursos naturais]]></category>
		<category><![CDATA[Sociedade]]></category>
		<category><![CDATA[Sustentabilidade]]></category>

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		<description><![CDATA["Nos últimos anos, intensificou-se a discussão a respeito do aquecimento global e do esgotamento dos recursos naturais. São preocupações legítimas e inquestionáveis, mas que geraram distorção no significado de sustentabilidade, restringindo-o às questões ambientais"]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><span style="font-size: x-small;"><strong>Oded Grajew*</strong></span></p>
<p>Embora em voga, o conceito de sustentabilidade ainda é pouco compreendido tanto por quem fala sobre ele quanto por quem o ouve.</p>
<p>Nos últimos anos, intensificou-se a discussão a respeito do aquecimento global e do esgotamento dos recursos naturais. São preocupações legítimas e inquestionáveis, mas que geraram distorção no significado de sustentabilidade, restringindo-o às questões ambientais.</p>
<p>Não é só isso. A sustentabilidade está diretamente associada aos processos que podem se manter e melhorar ao longo do tempo. A insustentabilidade comanda processos que se esgotam. E isso depende não apenas das questões ambientais. São igualmente fundamentais os aspectos sociais, econômicos, políticos e culturais.</p>
<p>A sustentabilidade e a insustentabilidade se tornam claras quando traduzidas em situações práticas.</p>
<p>Esgotar recursos naturais não é sustentável. Reciclar e evitar desperdícios é sustentável.</p>
<p>Corrupção é insustentável. Ética é sustentável. Violência é insustentável. Paz é sustentável.</p>
<p>Desigualdade é insustentável. Justiça social é sustentável. Baixos indicadores educacionais são insustentáveis. Educação de qualidade para todos é sustentável.</p>
<p>Ditadura e autoritarismo são insustentáveis. Democracia é sustentável. Trabalho escravo e desemprego são insustentáveis. Trabalho decente para toos é sustentável.</p>
<p>Poluição é insustentável. Ar e águas limpos são sustentáveis. Encher as cidades de carros é insustentável. Transporte coletivo e de bicicletas é sustentável.</p>
<p>Solidariedade é sustentável. Individualismo é insustentável.</p>
<p>Cidade comandada pela especulação imobiliária é insustentável. Cidade planejada para que cada habitante tenha moradia digna, trabalho, serviços e equipamentos públicos por perto é sustentável.</p>
<p>Sociedade que maltrata crianças, idosos e deficientes não é sustentável. Sociedade que cuida de todos é sustentável.<br />
Dados científicos mostram que o atual modelo de desenvolvimento é insustentável e ameaça a sobrevivência inclusive da espécie humana.</p>
<p>Provas não faltam. Destruímos quase a metade das grandes florestas do planeta, que são os pulmões do mundo. Liberamos imensa quantidade de dióxido de carbono e outros gases causadores de efeito estufa, num ciclo de aquecimento global e instabilidades climáticas.</p>
<p>Temos solapado a fertilidade do solo e sua capacidade de sustentar a vida: 65% da terra cultivada foram perdidos e 15% estão em processo de desertificação.</p>
<p>Cerca de 50 mil espécies de plantas e animais desaparecem todos os anos e, em sua maior parte, em decorrência de atividades humanas.</p>
<p>Produzimos uma sociedade planetária escandalosa e crescentemente desigual: 1.195 bilionários valem, juntos, US$ 4,4 trilhões &#8211;ou seja, quase o dobro da renda anual dos 50% mais pobres. O 1% de mais ricos da humanidade recebe o mesmo que os 57% mais pobres.</p>
<p>Os gastos militares anuais passam de US$ 1,5 trilhão, o equivalente a 66% da renda anual dos 50% mais pobres.<br />
Esse cenário pouco animador mostra a necessidade de um modelo de desenvolvimento sustentável. Cabe a nós torná-lo possível.</p>
<p><strong>* Oded Grajew, 68, empresário, é coordenador da secretaria executiva da Rede Nossa São Paulo e presidente emérito do Instituto Ethos. É idealizador do Fórum Social Mundial.</strong></p>
<p><span style="font-size: x-small;"><strong>(Folha de S. Paulo)</strong></span></p>
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		<title>Ciclistas se organizam pelo País para Dia de ir de bike ao trabalho: 10 de maio</title>
		<link>http://mercadoetico.terra.com.br/arquivo/ciclistas-se-organizam-pelo-pais-para-dia-de-ir-de-bike-ao-trabalho-10-de-maio/</link>
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		<pubDate>Tue, 07 May 2013 14:28:54 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Henrique Andrade Camargo</dc:creator>
				<category><![CDATA[Notí­cias]]></category>
		<category><![CDATA[Sociedade]]></category>
		<category><![CDATA[bicicleta]]></category>
		<category><![CDATA[ciclismo]]></category>
		<category><![CDATA[mobilidade urbana]]></category>

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		<description><![CDATA[O evento, que cairá numa sexta-feira, é inspirado no Bike To Work Day, realizado anualmente em várias partes do mundo]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><span style="font-size: x-small;"><strong>Programa Cidades Sustentáveis</strong></span></p>
<p>O projeto Bike Anjo e parceiros vão realizar em 10 de maio o Dia de Ir deBike ao Trabalho, dentro da campanha “De Bike ao Trabalho”, que incentiva o uso da bicicleta como um possível, saudável e inteligente meio de transporte. O evento, que cairá numa sexta-feira, é inspirado no <em>Bike To Work Day</em>, realizado anualmente em várias partes do mundo para promover a bicicleta como opção de transporte para o trabalho.</p>
<p>O movimento começou nos Estados Unidos, em 1956, organizado pela League of American Bicyclists. No Brasil, não há um início oficial, mas 2013 será o primeiro ano de ação em âmbito nacional com a rede do Bike Anjo &#8211; a campanha foi lançada no dia 1º de maio, Dia do Trabalho, e contará com iniciativas durante todo o mês.</p>
<p>Nessa 1ª edição no Brasil, parceiros locais de todo o país estão se mobilizando para organizar atividades, como oficinas de aprendizagem para iniciantes no mundo da bicicleta, café da manhã para quem for de bicicleta ao trabalho e campanhas de adesão de empresas para estimular o uso da bicicleta por seus funcionários. Empresas, organizações e governo também podem inscrever iniciativas e se tornarem &#8220;organizações amigas do ciclista&#8221;. Mais inormações e adesões no site <span style="text-decoration: underline; color: #0000ff;"><strong><a href="debikeaotrabalho.org" target="_blank">debikeaotrabalho.org</a></strong></span>.</p>
<p>O objetivo das campanhas de incentivo ao uso de bicicleta, como esta, é oferecer uma possibilidade diante das poucas opções de transporte, que têm feito os brasileiros – independentemente de classe social &#8211; perderem cada vez mais tempo no trânsito. Condição que gera, segundo ressaltam os organizadores do 10 de maio, &#8220;estresse e menos qualidade de vida, em um ciclo vicioso cada vez mais difícil de apaziguar&#8221;.</p>
<p>Eles citam estatísticas: <span style="text-decoration: underline; color: #0000ff;"><strong><a href="http://ultimosegundo.ig.com.br/brasil/2012-12-19/um-milhao-de-pessoas-passa-mais-de-duas-horas-no-transito-para-ir-ao-trabalho.html" target="_blank">um milhão de pessoas passam mais de duas horas no trânsito para ir ao trabalho</a></strong></span>; <span style="text-decoration: underline; color: #0000ff;"><strong><a href="http://vejasp.abril.com.br/materia/congestionamento-faz-com-que-motoristas-gastem-mais" target="_blank">São Paulo perde no trânsito cerca de R$ 33,5 bilhões por ano, ou quase 10% do seu PIB (pesquisa de 2008)</a></strong></span>; <span style="text-decoration: underline; color: #0000ff;"><strong><a href="http://colunistas.ig.com.br/guilhermebarros/2010/07/15/rio-de-janeiro-perde-r-12-bilhoes-por-ano-com-engarrafamentos/" target="_blank">o Rio de Janeiro perde R$ 12 bilhões por ano no trânsito (pesquisa de 2010)</a></strong></span>; e <span style="text-decoration: underline; color: #0000ff;"><strong><a href="http://www.em.com.br/app/noticia/gerais/2012/11/25/interna_gerais,331931/engarrafamentos-fazem-do-transito-de-bh-o-pior-proporcionalmente-entre-as-grandes-capitais.shtml" target="_blank">entre as grandes capitais, Belo Horizonte tem o pior trânsito</a></strong></span>.</p>
<p>&#8220;Diante dessa realidade, a bicicleta aparece como uma boa opção de transporte sustentável, uma vez que é um veículo limpo, eficiente e que melhora a qualidade de vida do cidadão. Porém, é necessário que haja incentivos e estímulos para uma prática segura desse meio de transporte, bem como um melhor convívio no trânsito&#8221;, afirmam os organizadores do 10 de maio.</p>
<p><span style="font-size: x-small;"><strong>(Programa Cidades Sustentáveis)</strong></span></p>
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		<title>Mais empresas lucram com sustentabilidade</title>
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		<pubDate>Mon, 06 May 2013 20:41:56 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Henrique Andrade Camargo</dc:creator>
				<category><![CDATA[Negócios sustentáveis]]></category>
		<category><![CDATA[Notí­cias]]></category>
		<category><![CDATA[Salas Temáticas]]></category>
		<category><![CDATA[meio ambiente]]></category>
		<category><![CDATA[negócios verdes]]></category>
		<category><![CDATA[Sustentabilidade]]></category>

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		<description><![CDATA[Preferência do consumidor estimula mudanças]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><span style="font-size: x-small;"><strong>José Alberto Gonçalves Pereira, da Página 22</strong></span></p>
<p><a href="http://mercadoetico.terra.com.br/website/wp-content/uploads/2013/05/negocios_verdes_520.jpg"><img class="aligncenter size-full wp-image-72079" src="http://mercadoetico.terra.com.br/website/wp-content/uploads/2013/05/negocios_verdes_520.jpg" alt="" width="520" height="269" /></a></p>
<p>A evolução da sustentabilidade como fonte de vantagem competitiva e lucro tem sido acompanhada desde 2010 pela sondagem anual conjunta realizada com milhares de executivos e gerentes em todo o mundo pela <em>MIT Sloan Management Review</em> e o <em>The Boston Consulting Group</em>. Em 2011, a pesquisa descobriu companhias que acreditavam que a sustentabilidade é necessária para torná-la competitiva.</p>
<p>O estudo de 2012 detectou que a sustentabilidade já havia se tornado elemento permanente das agendas de muitas companhias e uma fonte de lucro para algumas. Na sondagem divulgada em fevereiro, a parcela das empresas que relataram lucro associado à sustentabilidade alcançou 37% dos respondentes (23% em 2011). Aferição ainda mais sobressalente na pesquisa deste ano, 48% das empresas modificaram seus modelos de negócio em decorrência das oportunidades geradas pelas ações de sustentabilidade – um salto de 20% na comparação com o levantamento anterior.</p>
<p>Participaram da sondagem mais de 2.631 executivos, gerentes e formadores de opinião de todo o mundo e de uma gama variada de indústrias. Outra revelação da pesquisa foi que 52% das companhias consultadas atribuíram sua reformulação no modelo de negócio à preferência do consumidor por produtos e serviços sustentáveis. O trabalho pode ser baixado em bit.ly/VJnWc0.</p>
<p><img class="aligncenter" src="http://pagina22.com.br/wp-content/uploads/2013/04/grafico.jpg" alt="" width="500" height="597" /></p>
<p><span style="font-size: x-small;"><strong>(Página 22)</strong></span></p>
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		<title>Altos impostos e falta de incentivo do governo limitam veículos elétricos no país</title>
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		<pubDate>Mon, 06 May 2013 20:32:01 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Henrique Andrade Camargo</dc:creator>
				<category><![CDATA[Economia]]></category>
		<category><![CDATA[energia]]></category>
		<category><![CDATA[meio ambiente]]></category>
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		<category><![CDATA[automóveis]]></category>
		<category><![CDATA[carro elétrico]]></category>

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		<description><![CDATA[Hoje, existem apenas 200 automóveis elétricos circulando pelas ruas brasileiras]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><a href="http://ciclovivo.com.br/noticia/altos-impostos-e-falta-de-incentivo-do-governo-limitam-veiculos-eletricos-no-brasil" target="_blank"></a><span style="font-size: x-small;"><strong><a href="http://ciclovivo.com.br/noticia/altos-impostos-e-falta-de-incentivo-do-governo-limitam-veiculos-eletricos-no-brasil" target="_blank">CicloVivo</a></strong></span></p>
<p><a href="http://mercadoetico.terra.com.br/website/wp-content/uploads/2013/05/carro_eletrico_250.jpg"><img class="alignleft size-full wp-image-72073" src="http://mercadoetico.terra.com.br/website/wp-content/uploads/2013/05/carro_eletrico_250.jpg" alt="" width="250" height="168" /></a>Existem apenas 200 automóveis elétricos circulando pelas ruas brasileiras. De acordo com a Associação Brasileira de Veículos Elétricos (ABVE), a frota permanece baixa em consequência da falta de apoio e incentivo governamental. Os carros desse tipo são comercializados com altos impostos, o que inviabiliza a sua popularização.</p>
<p>Apesar de serem bastante comuns no exterior, os veículos elétricos ainda não deslancharam no Brasil. A indústria nacional não fabrica aqui esses modelos e, quando eles chegam ao mercado, o IPI (Imposto sobre Produto Industrializado) chega a 25%. Para se ter noção de quão abusivos são essas taxas, o presidente da ABVE, Pietro Erber, explica que um modelo automotivo de luxo e de grande potência é comercializado no Brasil com IPI de 15%.</p>
<p>Para Erber, o grande empecilho para que os carros elétricos sejam mais comuns nas ruas brasileiras é o alto preço. Os modelos que seguem este padrão são vendidos, em média, a R$ 120 mil ou até R$ 130 mil. “A primeira coisa a ser feita é reduzir os impostos. Eu não vejo que no Brasil o governo dê grandes incentivos”, falou o presidente da ABVE, em declaração à Deutsche Welle. Existem apenas sete estados brasileiros que isentam os veículos elétricos do Imposto sobre a Propriedade de Veículos Automotores (IPVA): Ceará, Maranhão, Pernambuco, Piauí, Rio Grande do Norte, Rio Grande do Sul e Sergipe.</p>
<p>Outro fator decisivo para que a frota elétrica brasileira aumente é a estruturação das cidades para receber este tipo de veículos. No Brasil existe apenas um eletroposto de recarga rápida, que está localizado dentro da Universidade de São Paulo (USP).</p>
<p>Os veículos elétricos, que incluem outros modelos além dos carros, podem ser considerados importantes aliados na luta pela redução das emissões de gases de efeito estufa. Pesquisadores da Universidade do Rio de Janeiro garantem que os combustíveis fósseis são responsáveis pela emissão de 80% dos poluentes emitidos na atmosfera.</p>
<p><span style="font-size: x-small;"><strong>(CicloVivo)</strong></span></p>
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		<title>Negociações climáticas avançam, mas a passos lentos</title>
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		<pubDate>Mon, 06 May 2013 20:26:54 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Henrique Andrade Camargo</dc:creator>
				<category><![CDATA[meio ambiente]]></category>
		<category><![CDATA[Notí­cias]]></category>
		<category><![CDATA[aquecimento global]]></category>
		<category><![CDATA[mudanças climáticas]]></category>
		<category><![CDATA[negociações climáticas]]></category>

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		<description><![CDATA[Reunião em Bonn aponta que o novo acordo climático será mais dinâmico, possibilitando alterações futuras, porém demonstra que o ritmo das negociações ainda não é rápido o suficiente para lidar com as mudanças climáticas.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><span style="font-size: x-small;"><strong>Fabiano Ávila, do CarbonoBrasil</strong></span></p>
<p><a href="http://mercadoetico.terra.com.br/website/wp-content/uploads/2013/05/mudançasclimaticas_250.jpg"><img class="alignleft size-full wp-image-72083" src="http://mercadoetico.terra.com.br/website/wp-content/uploads/2013/05/mudançasclimaticas_250.jpg" alt="" width="250" height="168" /></a>Terminou na sexta-feira (3) a segunda rodada de negociações climáticas de alto nível do ano, um evento preparatório para a Conferência do Clima da Polônia (COP19) em novembro. O resultado da reunião dos representantes de mais de 160 países, realizada em Bonn, na Alemanha, foi considerado positivo pelas Nações Unidas, mas o avanço das negociações ainda está muito aquém do que seria necessário para mitigar as piores consequências das mudanças climáticas.</p>
<p>“Embora os países estejam no caminho para alcançar suas próprias metas, eles não estão conseguindo acompanhar as demandas da ciência”, afirmou Christiana Figueres, presidente da Convenção Quadro das Nações Unidas sobre Mudanças do Clima (UNFCCC).</p>
<p>A opinião é a mesma dos presidentes da Plataforma de Durban para Ação Aprimorada (ADP) – a base do novo tratado climático – Jayant Moreshver Mauskar e Harald Dovland. “Estamos fazendo progresso, mas temos um tempo limitado. Assim, é preciso que aceleremos nossos esforços”, declararam.</p>
<p>O novo acordo climático precisa estar pronto até 2015, para que os países tenham tempo suficiente para aprová-lo internamente até 2020, quando substituirá o Protocolo de Quioto.</p>
<p>Um dos consensos alcançados em Bonn foi a ‘flexibilização’ do novo acordo. A ideia é que o texto possa ser alterado caso haja necessidade, seja por novas condições políticas, econômicas ou científicas. É uma grande diferença com relação ao Protocolo de Quioto, no qual até hoje países como China e Brasil não têm metas de redução de emissões mesmo estando entre as nações que mais liberam gases do efeito estufa.</p>
<p>“O senso comum prevaleceu. O acordo de 2015 não pode ser talhado em pedra, não pode ser congelado no tempo”, afirmou Figueres.</p>
<p>A Climate Action Network (CAN) também aprovou a decisão. “É bem-vindo o novo dinamismo, principalmente em termos de igualdade e justiça. Mas os líderes mundiais não podem esquecer que é preciso garantir que o acordo de 2015 seja robusto o suficiente para salvar o planeta.”</p>
<p>Os representantes em Bonn também concordaram que é necessário que diversos grupos trabalhem em conjunto para lidar com as mudanças climáticas, incluindo organizações internacionais e o setor privado.</p>
<p>Além disso, ficou acordado que existem muitas oportunidades de expandir ações já em andamento de mitigação climática, principalmente para incentivar as energias renováveis e para a distribuição de ajuda financeira para os mais vulneráveis.</p>
<p>Algumas nações mais ricas sugeriram que o novo acordo possua mecanismos, talvez relacionados com o produto interno bruto per capita, que possibilitem que as nações emergentes assumam metas mais rigorosas conforme forem crescendo economicamente.</p>
<p>Os negociadores chineses, no entanto, lembraram que a renda per capita anual no seu país ainda é de apenas US$ 5 mil, enquanto nas nações mais ricas é acima de US$ 40 mil. Assim, atrelar políticas climáticas ao PIB não parece ser justo.</p>
<p>As diferenças entre a China e os Estados Unidos continuam enormes, apesar de em abril os dois países terem firmado uma parceria de cooperação climática.</p>
<p>A China defende que as nações ricas tenham metas de redução de emissões entre 25% a 40% até 2020, com relação ao nível de 1990. Por enquanto, a promessa dos EUA é de apenas 4% de corte.</p>
<p><strong>Diálogos Climáticos</strong></p>
<p>A próxima rodada para discutir o futuro acordo climático será em junho, mas já nesta semana mais um evento será realizado para debater o aquecimento global.</p>
<p>Os Diálogos Climáticos de Petersberg começaram no domingo em Berlim, na Alemanha, reunindo ministros do Meio Ambiente de 35 países.</p>
<p>“Não agir para mitigar as mudanças climáticas será muito custoso para todos nós. Esperar não é uma opção”, declarou Angela Merkel, na abertura do evento.</p>
<p>A chanceler alemã pediu por uma reformulação completa das medidas econômicas destinadas a incentivar as companhias a adotarem práticas mais amigáveis ao clima.</p>
<p>Na semana passada, Merkel já havia declarado que é preciso alterar o funcionamento do Esquema de Comércio de Emissões da União Europeia (EU ETS) para que a ferramenta continue a estimular a busca por tecnologias de baixo carbono.</p>
<p>O encontro em Berlim segue até o dia sete de maio.</p>
<p><span style="font-size: x-small;"><strong>(CarbonoBrasil)</strong></span></p>
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		<title>Chile busca energia em vulcões e gêiseres</title>
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		<pubDate>Mon, 06 May 2013 20:15:32 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Henrique Andrade Camargo</dc:creator>
				<category><![CDATA[energia]]></category>
		<category><![CDATA[Notí­cias]]></category>
		<category><![CDATA[Chile]]></category>
		<category><![CDATA[energia geotérmica]]></category>
		<category><![CDATA[energia limpa]]></category>
		<category><![CDATA[energia renovável]]></category>

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		<description><![CDATA[País possui 20% dos vulcões ativos no planeta]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><span style="font-size: x-small;"><strong>Marianela Jarroud, da IPS</strong></span></p>
<p>O Chile é um dos países com maior potência para desenvolver a energia geotérmica na América Latina. Contudo, sem incentivos para os investimentos, ainda não passou da fase exploratória. Uma aliança estratégica com a Nova Zelândia busca mudar esse cenário. A energia calórica do interior da Terra, em zonas de água de alta pressão, sistemas de vapor e de água ou rochas quentes, é transmitida por condução térmica para a superfície. A força gerada pelo vapor é aproveitada para movimentar uma turbina capaz de mover um gerador elétrico.</p>
<p>O território longo e estreito deste país sul-americano se estende por 4.270 quilômetros pelas partes baixas da cordilheira dos Andes, a maior cadeia vulcânica da Terra, segundo um centro especializado da Universidade do Chile. Este país “tem 10% dos vulcões do mundo, o que, em termos geológicos, é um potencial interessante”, disse ao Terramérica o especialista da Associação Chilena de Energia Geotérmica (Achegeo), Gonzalo Salgado.</p>
<p>O território faz parte do Cinturão de Fogo do Pacífico, que na América inclui Peru, Equador, Colômbia, América Central, México e partes de Argentina, Bolívia, Estados Unidos e Canadá. Esse cordão vulcânico possui territórios virgens para a exploração desta energia, explicou Salgado. A geotermia é um caminho para o autoabastecimento energético deste país, que atualmente importa 70% de sua energia. “As soluções (para a dependência energética) são múltiplas: é preciso falar de eficiência energética e de muitas coisas, mas evidentemente a geotermia é um dos insumos que ajudaria a resolver este problema”, afirmou Salgado.</p>
<p>Segundo relatório do Centro de Energias Renováveis do Ministério de Energia, em 2012 as fontes renováveis não convencionais representaram uma capacidade instalada de 5% da matriz elétrica nacional. Em uma comparação, as energias renováveis contribuíram com 77% do fornecimento elétrico da Nova Zelândia em 2011. O governo chileno pretende chegar a 10% em 2024, embora o Congresso legislativo discuta um projeto de lei para elevar essa meta a 15% ou mesmo 20%.</p>
<p>O Chile foi pioneiro em estudar o potencial geotérmico. A primeira exploração foi em 1907 no El Tatio, um campo de gêiseres no norte do país, e em 1931 se materializou a perfuração de dois poços nessa região. No final da década de 1960, o governo, apoiado por fundos internacionais, realizou explorações mais sistemáticas em El Tatio, que, no entanto, acabaram suspensas. Em 2008, a empresa Geotérmica do Norte iniciou uma exploração na Quebrada do Zoquete, a poucos quilômetros de El Tatio.</p>
<p>Em setembro do ano seguinte, uma coluna de vapor de água de 60 metros de altura se levantou de um dos poços onde a empresa extraía e reinjetava fluidos geotérmicos para avaliar o potencial energético do setor. Esta anomalia, que se manteve por mais de três semanas, levou o governo a revogar a permissão. Apesar do alarme provocado na população, que na época demonstrava interesses na energia geotérmica, Salgado garantiu que o episódio “não afetou o desenvolvimento” desta energia.</p>
<p>Luis Mariano Rendón, diretor da Ação Ecológica, disse ao Terramérica que, embora toda geração de energia tenha efeitos daninhos, “a geotermia é uma forma de geração de relativo baixo impacto” que o Chile deve aproveitar. O mais relevante seria a disponibilidade de água, que poderia limitar sua exploração em regiões áridas, detalhou.</p>
<p>Estudos da Universidade do Chile estimam que este país poderia gera 16 mil megawatts (MW) de energia geotérmica, enquanto a capacidade elétrica instalada é de 16.970 MW e a demanda máxima gira em torno dos nove mil MW, segundo dados oficiais de fevereiro de 2012. No momento, há 76 concessionárias vigentes para a exploração de geotermia em todo o país, 42 em trâmites e 24 em análises. Porém, não é produzido um único MW desta fonte.</p>
<p>Diante desta realidade, a Achegeo organizou, nos dias 11 e 12 do mês passado, o II Congresso Internacional de Geotermia, no qual se debateu legislação, mercado elétrico, aspectos ambientais e a necessidade de ser implantado no Chile um seguro de perfuração frustrada. “O que falta é a exploração profunda”, para a qual se exige este tipo de seguro, que seria um incentivo “concreto e tangível” para o investimento, argumentou Salgado.</p>
<p>Para potencializar o desenvolvimento geotérmico, o Chile anunciou uma aliança estratégica com a Nova Zelândia, onde essa fonte fornece 15% da eletricidade. A central elétrica Wairakei, construída em 1957 no centro da Ilha Norte, foi a primeira usina geotérmica do mundo que operou com vapor úmido, e hoje continua funcionando.</p>
<p>“Nos últimos sete anos foram desenvolvidos na Nova Zelândia sete projetos que somam 550 MW. Graças a eles, todos de sucesso, foi possível conseguir bastante conhecimento e experiência”, informou ao Terramérica o presidente da Geothermal New Zealand, Bernard Hill, cuja empresa atua como consultora e agência de promoção internacional desta fonte. Segundo Hill, o Chile é o segundo país com maior potencial geotérmico depois da Indonésia.</p>
<p>“A indústria geotérmica mundial é pequena, por isso as pessoas envolvidas se conhecem. O Chile é visto como um lugar importante para a geotermia, e isto se materializa no número de empresas que estudam investir aqui”, afirmou Andrea Blair gerente de desenvolvimento de negócios da GNS Science, outra firma neozelandesa dedicada a fornecer informação científica ao setor.</p>
<p>As empresas da Nova Zelândia buscam desenvolver um apoio mútuo, que inclua a transferência de conhecimento tecnológico com o Chile, disse Blair ao Terramérica. “Ninguém conhece melhor o Chile do que os próprios chilenos, e nós conhecemos muito bem o que é o desenvolvimento geotérmico, por isso trabalhamos juntos para podermos conseguir êxito nos projetos”, ressaltou.</p>
<p>Além da ciência e da tecnologia, a Nova Zelândia pode contribuir com sua própria experiência de relação com os povos indígenas na hora de pensar um projeto. “Deve-se ter um compromisso genuíno com as comunidades e tentar compreender qual é o ponto de vista do outro, saber do que necessitam, o que querem e manter uma discussão transparente a todo o momento”, explicou Blair. “Na Nova Zelândia os maoris são parte do projeto e muitas vezes também recebem lucros”, acrescentou.</p>
<p>Essa realidade contrasta com a do Chile, onde vários planos foram paralisados pela justiça devido à oposição de comunidades nativas que exigem a aplicação do Convênio 169 da Organização Internacional do Trabalho sobre consulta aos povos indígenas. Já na Nova Zelândia, “antes de desenvolver o projeto, a empresa deve ir conversar com o dono da terra, que quase sempre é um indígena, e se este não estiver de acordo o projeto não seguirá”, finalizou Blair.</p>
<p>LINKS</p>
<p><a href="http://www.tierramerica.info/nota.php?lang=port&amp;idnews=3214" target="_blank"></a><span style="text-decoration: underline; color: #0000ff;"><strong><a href="http://www.tierramerica.info/nota.php?lang=port&amp;idnews=3214" target="_blank">Geotermia chilena ferve em El Tatio</a></strong></span></p>
<p><a href="http://ipsnoticias.net/nota.asp?idnews=93457" target="_blank"></a><span style="text-decoration: underline; color: #0000ff;"><strong><a href="http://ipsnoticias.net/nota.asp?idnews=93457" target="_blank">Governo estuda demanda contra empresa geotérmica – 2009, em espanhol</a></strong></span></p>
<p><a href="http://www.achegeo.cl/index.php" target="_blank"></a><span style="text-decoration: underline; color: #0000ff;"><strong><a href="http://www.achegeo.cl/index.php" target="_blank">Associação Chilena de Energia Geotérmica, em espanhol</a></strong></span></p>
<p><a href="http://www.cega.ing.uchile.cl/" target="_blank"></a><span style="text-decoration: underline; color: #0000ff;"><strong><a href="http://www.cega.ing.uchile.cl/" target="_blank">Centro de Excelência em Geotermia dos Andes da Universidade do Chile, em espanhol e inglês</a></strong></span></p>
<p><a href="http://www.achegeo.cl/congreso2013/" target="_blank"></a><span style="text-decoration: underline;"><span style="color: #0000ff;"><strong><a href="http://www.achegeo.cl/congreso2013/" target="_blank">II Congresso Internacional de Geotermia, em espanhol</a></strong></span></span></p>
<p><a href="http://www.geothermalnewzealand.com/" target="_blank"></a><span style="text-decoration: underline; color: #0000ff;"><strong><a href="http://www.geothermalnewzealand.com/" target="_blank">Geothermal New Zealand, em inglês</a></strong></span></p>
<p><em>* Artigo produzido para o Terramérica, projeto de comunicação apoiado pelo Banco Mundial Latin America and Caribbean, realizado pela Inter Press Service (IPS) e distribuído pela Agência Envolverde.</em></p>
<p><strong> </strong></p>
<p><span style="font-size: x-small;"><strong>(Terramérica) </strong></span></p>
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		<title>BC quer evitar uso de recursos públicos para socorrer bancos em crise</title>
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		<pubDate>Mon, 06 May 2013 18:02:27 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Henrique Andrade Camargo</dc:creator>
				<category><![CDATA[Economia]]></category>
		<category><![CDATA[Notí­cias]]></category>
		<category><![CDATA[Banco Central]]></category>
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		<category><![CDATA[crise financeira]]></category>
		<category><![CDATA[sistema financeiro]]></category>

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		<description><![CDATA[Segundo o chefe de gabinete da Diretoria de Organização do Sistema Financeiro, Maurício Moura, a entidade quer que os recursos para o salvamento das instituições financeiras saiam, em primeiro lugar, de seus acionistas ]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><span style="font-size: x-small;"><strong>Kelly Oliveira, da Agência Brasil</strong></span></p>
<p>O Banco Central (BC) quer que o dinheiro público seja o último recurso usado para  manter a estabilidade do sistema financeiro em casos de quebra de bancos importantes para o setor. Para isso, o BC está elaborando um anteprojeto de lei, em discussão no Seminário Internacional sobre Regimes de Resolução no Sistema Financeiro Brasileiro hoje (6) e amanhã (7).</p>
<p>A proposta ainda será discutida com a Comissão de Valores Mobiliários (CVM), a Superintendência de Seguros Privados (Susep) e o Ministério da Fazenda para, então, ser enviada ao Congresso Nacional.</p>
<p>Segundo o chefe de gabinete da Diretoria de Organização do Sistema Financeiro, Maurício Moura, a proposta prevê que os recursos para o salvamento das instituições financeiras devem vir, em primeiro lugar, dos acionistas dos bancos. Casos esses recursos são sejam suficientes, o dinheiro pode vir de títulos de dívida subordinada (usada para reforçar o capital dos bancos) convertidos em ações. “O anteprojeto não veta a utilização de recursos públicos, mas será sempre a última alternativa”, disse.</p>
<p>Moura explicou que as regras previstas no anteprojeto serão válidas apenas para instituições que podem gerar problemas sistêmicos para o setor. Ou seja, grandes instituições financeiras ou aquelas  que tenham “interconectividade” relevante com outros bancos. Também está nessa lista algum banco que preste serviço não oferecido por outras instituições.</p>
<p>Segundo ele, a proposta também prevê que a liquidação de ativos dos bancos quebrados seja feita de forma mais rápida do que ocorre atualmente. “O credor terá acesso mais rápido aos seus recursos.”</p>
<p>Moura acrescentou que permanecem as regras atuais de intervenção do BC e liquidação extrajudicial de instituições financeiras com problemas financeiros, mantendo a indisponibilidade de bens de controladores e administradores. Também serão mantidos os inquéritos administrativos e a participação do Ministério Público para apurar responsabilidades.</p>
<p>De acordo com Moura, a ideia é adequar a regulação brasileira ao padrão internacional, aprovado pelos países do G20 (que representa as maiores economias do mundo).</p>
<p>Segundo o presidente do BC, Alexandre Tombini, há quase uma década a instituição vem estudando a possibilidade de reformulação ampla da lei de resolução bancária brasileira, com o objetivo de criar um arcabouço legal mais moderno e alinhado ao contexto econômico e financeiro atual. De acordo com ele, em 2009, já havia um anteprojeto praticamente pronto, mas o BC decidiu recuar para acompanhar e participar da discussão internacional gerada pela crise financeira de 2008. A ideia foi incorporar “lições aprendidas” com a crise internacional.</p>
<p>De acordo com Tombini, também foram incorporadas lições do dia a dia vivenciadas nos últimos dois anos no Brasil, principalmente em relação ao processo conduzido pelo BC para mitigar vulnerabilidades identificadas no sistema financeiro do país. “Considero que esse processo foi bem-sucedido, com início, meio e fim”.</p>
<p><a href="http://agenciabrasil.ebc.com.br/galeria/2013-05-06/seminario-internacional-sobre-regimes-de-resolucao-no-sistema-financeiro-brasileiro" target="_blank"></a><span style="text-decoration: underline; color: #0000ff;"><strong><a href="http://agenciabrasil.ebc.com.br/galeria/2013-05-06/seminario-internacional-sobre-regimes-de-resolucao-no-sistema-financeiro-brasileiro" target="_blank">Veja aqui a galeria de fotos.</a></strong></span></p>
<p><span style="font-size: x-small;"><strong>(Agência Brasil)</strong></span></p>
]]></content:encoded>
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		<title>Desmatamento na Amazônia atinge área de 175 km² entre março e abril</title>
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		<pubDate>Mon, 06 May 2013 17:59:03 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Henrique Andrade Camargo</dc:creator>
				<category><![CDATA[meio ambiente]]></category>
		<category><![CDATA[Notí­cias]]></category>
		<category><![CDATA[Amazônia]]></category>
		<category><![CDATA[degradação ambiental]]></category>
		<category><![CDATA[desmatamento]]></category>

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		<description><![CDATA[No mesmo período de 2012, o desmatamento foi de 292 km²]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><span style="font-size: x-small;"><strong>Carolina Gonçalves, da Agência Brasil</strong></span></p>
<p><a href="http://mercadoetico.terra.com.br/website/wp-content/uploads/2013/05/desmatamento_amazonia_250.jpg"><img class="alignleft size-full wp-image-72061" src="http://mercadoetico.terra.com.br/website/wp-content/uploads/2013/05/desmatamento_amazonia_250.jpg" alt="" width="250" height="166" /></a>O desmatamento e a degradação de florestas na Amazônia atingiram uma área de quase 175 quilômetros quadrados (km²) nos meses de março e abril deste ano. O levantamento de alertas foi divulgado hoje (6) pelo Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe), responsável pelo Sistema de Detecção de Desmatamentos em Tempo Real, conhecido como Deter. No mesmo período de 2012, o sistema detectou desmatamento de 292 km² – quase o dobro da área identificada este ano.</p>
<p>Mato Grosso continua liderando o ranking da derrubada de árvores na região, com 83,57 km² de devastação nos dois meses analisados &#8211; respondendo por 47% do total.</p>
<p>Pelas informações do órgão, as áreas de alerta nos estados do Acre, do Amazonas, de Mato Grosso, do Pará, de Rondônia, de Roraima e de Tocantins foram identificadas mesmo com uma cobertura de nuvens em quase 50% do território investigado no período. Entre novembro e abril, período em que as chuvas são mais constantes na Amazônia, as imagens ficam relativamente comprometidas. Essa é a justificativa utilizada pelo Inpe para não comparar resultados entre diferentes meses.</p>
<p>Os técnicos do instituto afirmam que a limitação meteorológica e a resolução relativa de captação de imagens &#8211; de 250 metros, permitindo captar apenas áreas maiores que 25 hectares -, são compensadas pela frequência de informações repassadas aos órgãos de fiscalização, como o Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama).</p>
<p>“A menor resolução dos sensores usados pelo Deter é compensada pela capacidade de observação diária, que torna o sistema uma ferramenta ideal para informar rapidamente aos órgãos de fiscalização sobre novos desmatamentos”, destacou em nota a assessoria do Inpe.</p>
<p>As imagens captadas pelos satélites utilizados pelo instituto permitem a visualização de áreas de corte raso, quando há a retirada completa da floresta nativa em uma área, e de evidências de degradação pela extração de madeira ou incêndios florestais, que tipificam o processo de desmatamento na região.</p>
<p>O presidente do Ibama, Volney Zanardi Junior, vai detalhar ainda hoje (6) os dados divulgados pelo Inpe. A principal preocupação das autoridades responsáveis pelo combate aos crimes ambientais na região é explicar à população que nem todo alerta é uma comprovação de que há desmatamento.</p>
<p>Nos últimos balanços divulgados, o governo vem destacando um esforço para integrar informações nacionais e estaduais. A derrubada de árvores em determinadas áreas pode ter a licença dos órgãos ambientais locais, o que deixaria de configurar crime.</p>
<p><span style="font-size: x-small;"><strong>(Agência Brasil)</strong></span></p>
]]></content:encoded>
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		<title>Rei da Noruega visita aldeia Yanomami</title>
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		<pubDate>Mon, 06 May 2013 17:43:30 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Henrique Andrade Camargo</dc:creator>
				<category><![CDATA[meio ambiente]]></category>
		<category><![CDATA[Notí­cias]]></category>
		<category><![CDATA[Sociedade]]></category>
		<category><![CDATA[Brasil]]></category>
		<category><![CDATA[índios]]></category>
		<category><![CDATA[Noruega]]></category>
		<category><![CDATA[rei Harald V]]></category>
		<category><![CDATA[terras indígenas]]></category>

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		<description><![CDATA[Harald V aceitou o convite de Davi Yanomami e passou quatro dias na comunidade Watoriki (Demini), a 150 Km de Boa Vista (RR). O monarca classificou a experiência como sendo maravilhosa]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><span style="font-size: x-small;"><strong>Marcos Wesley, do ISA</strong></span></p>
<p>O desejo do rei Harald V era ter uma experiência de vida em uma comunidade indígena de floresta tropical, presenciar o cotidiano das pessoas que ali vivem e dele participar. A realização deste sonho viabilizou-se com o convite que Davi Yanomami lhe enviou para participar da festa de comemoração de 20 anos da homologação da Terra Indígena Yanomami, realizada em outubro de 2012 na aldeia Watoriki. Por uma questão de agenda, a visita só foi possível agora em abril e sua organização obedeceu a um padrão de baixo perfil.</p>
<p><iframe width="520" height="295" src="http://www.youtube.com/embed/eL8px5ShAGQ?feature=player_embedded" frameborder="0" allowfullscreen></iframe></p>
<p>Atender ao desejo do rei de visitar uma comunidade yanomami com uma comitiva mínima e sem colocar em risco sua segurança, exigiu um empenho especial do Castelo e da Embaixada Norueguesa em Brasília.</p>
<p>O governo brasileiro, por meio do Itamaraty, da Funai e da Polícia Federal, foi sensível e deu todo o apoio necessário, atuando para que, durante a visita, a segurança do monarca fosse garantida, com respeito à sua privacidade, pois não se tratava de uma visita oficial.</p>
<p style="text-align: center;"><div class="img aligncenter" style="width:540px;">
	<img src="http://www.socioambiental.org/sites/blog.socioambiental.org/files/styles/imagem-grande/public/nsa/davi_yanomami_mostrando_ao_rei_harald_v_como_sao_as_rocas_yanomami_-_marcos_wesleyisa_0.jpg?itok=Y9ChLiJ3" alt="" width="540" height="360" />
	<div> Davi Yanomami mostra ao rei Harald as roças yanomami | Marcos Wesley-ISA</div>
</div>
<p>A comitiva do rei foi composta por seguranças do Castelo Real e representantes da organização civil Fundação Rainforest da Noruega, que apoia os Yanomami em projetos de Educação há mais de 15 anos com recursos do governo norueguês, e um representante do Instituto Socioambiental (ISA) que atua junto aos Yanomami há 17 anos e que ajudou na comunicação como intérprete entre o yanomami e o português.</p>
<p><strong>Convivência na aldeia</strong></p>
<p style="text-align: center;"><img class="aligncenter" src="http://www.socioambiental.org/sites/blog.socioambiental.org/files/styles/galleryformatter_slide/public/nsa/rei_harald_v_e_davi_yanomami_dando_as_maos_-_marcos_wesleyisa.jpg?itok=asHadMPm" alt="" width="560" height="350" /></p>
<p>O rei Harald chegou a comunidade Watoriki, do líder Yanomami Davi Kopenawa, na manhã do dia 22 de abril, onde foi recepcionado pelas 190 pessoas que ali vivem. Durante os quatro dias que ficou na aldeia, dormiu em rede, comeu caça com beiju, ouviu histórias dos antigos, viu o que os Yanomami cultivam em suas roças e como se relacionam com a floresta. Os Yanomami também lhe contaram sobre as preocupações com a ambição dos brancos pelos minérios que estão sob a terra e que resulta na invasão e degradação da floresta pelo garimpo ilegal. Também manifestaram temor com relação ao projeto de legalização da mineração em Terras Indígenas que tramita no Congresso Nacional. Os Yanomami reafirmaram que para eles somente a floresta em pé interessa e faz sentido.</p>
<p>No último dia da visita (25), houve troca de presentes simbolizando a amizade entre o rei Harald V e Davi Kopenawa. O rei deu a Davi um álbum com fotos pessoais, mostrando seus familiares, sua casa, seu barco, seu cachorro. Davi deu ao rei um bracelete tradicional dos Yanomami que simboliza a beleza e a força dos pajés.</p>
<p><img class="aligncenter" src="http://www.socioambiental.org/sites/blog.socioambiental.org/files/styles/galleryformatter_slide/public/nsa/davi_yanomami_com_o_rei_harald_v_comentando_as_pressoes_sobre_a_floresta_amazonica_-_marcos_wesley-isa.jpg?itok=nnSb7L-i" alt="" width="700" height="438" /></p>
<p><span style="font-size: x-small;"><strong>(ISA)</strong></span></p>
]]></content:encoded>
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		<title>Barbosa diz que Justiça pune de forma desigual ricos e pobres</title>
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		<pubDate>Mon, 06 May 2013 15:09:42 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Henrique Andrade Camargo</dc:creator>
				<category><![CDATA[Notí­cias]]></category>
		<category><![CDATA[Sociedade]]></category>

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		<description><![CDATA[Débora Zampier, da Agência Brasil O presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), ministro Joaquim Barbosa, disse hoje (3), em debate na Costa Rica, que um dos fatores da impunidade no país é o tratamento desigual dado pela Justiça. Segundo ele, há diferença na condução de ações envolvendo pessoas com maior poder aquisitivo, com dinheiro para [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><span style="font-size: x-small;"><strong>Débora Zampier, da Agência Brasil</strong></span></p>
<p>O presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), ministro Joaquim Barbosa, disse hoje (3), em debate na Costa Rica, que um dos fatores da impunidade no país é o tratamento desigual dado pela Justiça. Segundo ele, há diferença na condução de ações envolvendo pessoas com maior poder aquisitivo, com dinheiro para pagar bons advogados, e aquelas relacionadas aos  &#8220;pobres, negros e pessoas sem conexões&#8221;.</p>
<p>&#8220;As pessoas são tratadas de forma diferente de acordo com seu status, sua cor de pele e o dinheiro que têm. Tudo isso tem um papel enorme no sistema judicial e especialmente na impunidade&#8221;, disse Barbosa. O ministro está em San José participando de um evento sobre liberdade de imprensa promovido pela Unesco.</p>
<p>Segundo o ministro, no país prevalece uma proximidade antiética entre advogados poderosos e juízes, o que acaba desequilibrando a prestação de Justiça. &#8220;Essa pessoa poderosa pode contratar um advogado poderoso com conexões no Judiciário, que pode ter contatos com juízes, sem nenhum controle do Ministério Público ou da sociedade. E depois vêm as decisões surpreendentes: uma pessoa acusada de cometer um crime é deixada em liberdade&#8221;, argumentou.</p>
<p>Mesmo apontando essa falha, que considera existir não só no Brasil e na América Latina, mas no mundo todo, Barbosa disse que o Judiciário brasileiro é confiável, forte e independente do Legislativo e do Executivo. &#8220;Os juízes são respeitados pela maioria das pessoas&#8221;, analisou.</p>
<p>O presidente do Supremo também justificou a demora da resposta do Judiciário brasileiro devido ao complexo sistema recursal do país, que admite até quatro instâncias para analisar a mesma questão. Ele também falou dos problemas da prerrogativa de foro, que permite aos políticos e determinadas autoridades serem julgados por tribunais superiores, e não pela Justiça de primeiro grau.</p>
<p><span style="font-size: x-small;"><strong>(Agência Brasil)</strong></span></p>
]]></content:encoded>
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		<title>Pesquisa da USP mostra desinteresse de alunos em seguir o magistério</title>
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		<pubDate>Mon, 06 May 2013 14:37:52 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Henrique Andrade Camargo</dc:creator>
				<category><![CDATA[Educação e sustentabilidade]]></category>
		<category><![CDATA[Notí­cias]]></category>
		<category><![CDATA[Salas Temáticas]]></category>
		<category><![CDATA[educação]]></category>
		<category><![CDATA[educação pública]]></category>
		<category><![CDATA[Escolas públicas]]></category>
		<category><![CDATA[magistério]]></category>
		<category><![CDATA[professores]]></category>

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		<description><![CDATA[A baixa remuneração do magistério, as más condições de infraestrutura das escolas e o desprestígio social da profissão estão entre os motivos apontados pelos estudantes para a falta de interesse]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><span style="font-size: x-small;"><strong>Yara Aquino, da Agência Brasil</strong></span></p>
<p>Uma pesquisa feita na Universidade de São Paulo (USP) mostra que metade dos alunos de licenciatura nas áreas de matemática e física não pretende ou tem dúvidas quanto a seguir a carreira de professor de educação básica. Dos que cursam licenciatura em física, 52% não pretendem ser professores ou tem dúvidas. Em matemática, o percentual é 48%. A pesquisa ouviu um total de 512 estudantes recém-ingressantes da USP, incluindo também alunos de pedagogia e medicina.</p>
<p>A pesquisa Atratividade do Magistério para a Educação Básica: Estudo com Ingressantes de Cursos Superiores da USP, da pedagoga e mestre em educação pela Faculdade de Educação da USP Luciana França Leme selecionou as duas disciplinas de licenciatura em função da escassez de professores nas áreas de exatas. A estimativa do Ministério da Educação (MEC) é que o déficit de professores nas áreas de matemática, física e química seja de cerca de 170 mil.</p>
<p>A baixa remuneração do magistério, as más condições de infraestrutura das escolas e o desprestígio social da profissão estão entre os motivos apontados pelos estudantes para a falta de interesse em seguir a carreira. Segundo a pedagoga, a dificuldade de implementar em sala de aula o ensino da matemática e da física e a concorrência com profissões como as do mercado financeiro também afastam das salas de aula quem se forma nessas áreas.</p>
<p>“Pesquisados disseram que escolheram o curso porque gostam de matemática e física. Mas gostar é uma coisa, outra é o ensino dessas matérias que engloba habilidade como o pensar a matemática, as ciências, e saber ensinar a matemática e verificar como o aluno está aprendendo”, destacou. “Outro fator é o mercado de trabalho. Um aluno formado na USP, nessas disciplinas, pode trabalhar com pesquisa, pós-graduação, no mercado financeiro. A profissão de docente acaba concorrendo com outras opções”, disse Luciana França Leme. A questão de gênero também é apontada pela pesquisadora. “Física e matemática tem muitos alunos homens e as mulheres seguem mais a carreira de professor.”</p>
<p>Na avaliação da pesquisadora, reverter esse quadro de desinteresse pelo magistério requer um plano de atratividade com metas claras e de longo prazo. “É importante uma articulação de vários fatores, igualar os salários com os de profissionais com a mesma formação, reconhecimento e fortalecimento profissional, e despertar o interesse pela profissão ao longo da vida estudantil”, disse.</p>
<p>A carência de professores nas áreas de exatas como matemática, física, química e biologia é uma preocupação do Ministério da Educação (MEC) que elabora um programa para, desde o ensino médio, atrair os estudantes a seguirem o magistério nessas áreas. O programa terá oferta de bolsas de auxílio e parceria com universidades, como adiantou o ministro da Educação, Aloizio Mercadante, ao participar de audiência pública na Câmara dos Deputados, em abril.</p>
<p><span style="font-size: x-small;"><strong>(Agência Brasil)</strong></span></p>
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		<title>Palestras para quem deseja trabalhar na ONU explicam atividades desenvolvidas pelo órgão</title>
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		<pubDate>Mon, 06 May 2013 13:35:27 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Henrique Andrade Camargo</dc:creator>
				<category><![CDATA[Agenda]]></category>
		<category><![CDATA[Mercado Ético recomenda]]></category>
		<category><![CDATA[mundo]]></category>
		<category><![CDATA[ONU]]></category>
		<category><![CDATA[paz]]></category>
		<category><![CDATA[Sociedade]]></category>

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		<description><![CDATA[Profissionais da organização irão contar suas experiências em várias áreas, principalmente nas missões de paz em países que vivem momentos de conflito]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><span style="font-size: x-small;"><strong>Renata Giraldi, da Agência Brasil</strong></span></p>
<p>Durante quatro dias, os interessados em disputar uma vaga na Organização das Nações Unidas (ONU) poderão assistir a palestras de profissionais, que contarão suas experiências em várias áreas principalmente nas missões de paz em países que vivem momentos de conflito. Dos brasileiros que atuaram nas Nações Unidos, um dos destaques foi o carioca Sérgio Vieira de Mello, de 55 anos, morto em 2003.</p>
<p>Durante 34 anos, Vieira de Mello foi funcionário da ONU e por dois anos alto comissão das Nações Unidas para os Direitos Humanos (2002-2003). Mas em 2003, ele e mais 21 pessoas morreram em Bagdá, no Iraque, vítimas de um ataque à sede das Nações Unidas atribuído à Al Qaeda. Elogiado internacionalmente, o brasileiro era considerado um negociador habilidoso e respeitado por diferentes correntes ideológicas.</p>
<p>Construir uma carreira no exterior inclui a oportunidade de conhecer o mundo e estar envolvido em processo de paz e direitos humanos, no caso das Nações Unidas. Mais detalhes das atividades poderão ser obtidos nos seminários que ocorrerão em Brasília, Salvador e Porto Alegre. As inscrições devem ser feitas antecipadamente.</p>
<p>Em Brasília, os seminários ocorrerão nos dias 13 e 14 deste mês, no Palácio do Itamaraty, Auditório Wladimir Murtinho. As inscrições poderão ser feitas pelo link: <span style="text-decoration: underline; color: #0000ff;"><strong><a href="https://docs.google.com/forms/d/1TkEJWKbE-8ZuZiyygkec3EbNEotPrmmN1uWF4U7" target="_blank"><a href="https://docs.google.com/forms/d/1TkEJWKbE-8ZuZiyygkec3EbNEotPrmmN1uWF4U72g8Q/viewform">https://docs.google.com/forms/d/1TkEJWKbE-8ZuZiyygkec3EbNEotPrmmN1uWF4U72g8Q/viewform</a></a></strong></span>. Para se inscrever em mais de uma palestra, basta preencher novamente o formulário, clicando mais uma vez no link.</p>
<p>Em Porto Alegre, os seminários serão nos dias 15 e 16, e as inscrições poderão ser feitas pelo e-mail eresul@itamaraty.gov.br. Em Salvador, os seminários ocorrerão nos dias 16 e 17 e as inscrições nos e-mails: palestraonu.universitarios@gmail.com e palestraonu.profissionais@gmail.com. Todas as inscrições são gratuitas. Dúvidas poderão ser esclarecidas pelo e-mail: inscricoesonubrasilia@itamaraty.gov.br.</p>
<p><span style="font-size: x-small;"><strong>(Agência Brasil)</strong></span></p>
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		<item>
		<title>Presidente da Autoridade Pública Olímpica passeia pela Baía de Guanabara e não gosta do que vê</title>
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		<pubDate>Mon, 06 May 2013 13:31:02 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Henrique Andrade Camargo</dc:creator>
				<category><![CDATA[meio ambiente]]></category>
		<category><![CDATA[Notí­cias]]></category>
		<category><![CDATA[baia de guanabara]]></category>
		<category><![CDATA[cidade maravilhosa]]></category>
		<category><![CDATA[Olimpíadas 2016]]></category>
		<category><![CDATA[poluição]]></category>
		<category><![CDATA[Rio de Janeiro]]></category>

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		<description><![CDATA[Sujeira na sede das Olimpíadas de 2016 é ponto de preocupação na Cidade Maravilhosa]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><span style="font-size: x-small;"><strong>Cristina Indio do Brasil, da Agência Brasil</strong></span></p>
<p>Um passeio pela Baía de Guanabara, na escuna Nogueira da Gama, da Marinha do Brasil, serviu para o presidente da Autoridade Pública Olímpica (APO), Márcio Fortes, observar na última sexta-feira (3) as condições da água do local que receberá as competições de vela dos Jogos Olímpicos de 2016. Durante uma hora e 20 minutos, Fortes apontou para os integrantes dos grupos de Sustentabilidade e de Saneamento da APO lugares onde se podia ver a poluição, com lixo ou com óleo.</p>
<p>A avaliação foi a segunda feita pelo presidente da APO. Na primeira, acompanhado do biólogo Mário Moscatelli, Fortes sobrevoou, de helicóptero, a Baía de Guanabara e não gostou do que viu. Agora, segundo ele, a situação foi um pouco melhor, mas fez a ressalva de que as condições da poluição dependem da maré.</p>
<p>&#8220;A visão do alto é bem diferente de sair pelo mar onde se perde a perspectiva. Do alto você vê as manchas de óleo, a quantidade de lixo depositada em diversas áreas, sobretudo nas margens quando a maré está baixa. A qualidade da água se pode sentir do alto, e é possível ver como a poluição avança. Eu hoje não vi muito lixo, mas isso também depende da maré alta ou baixa. Hoje até que estava razoavelmente limpo. A qualidade a gente só pode sentir do alto, de helicóptero, mas se a gente for olhar as margens próximas à Marina da Glória ou no Caju, é inacreditável&#8221;, disse ressaltando que ficou assustado com a quantidade de lixo.</p>
<p>Segundo Fortes, as duas avaliações vão gerar um relatório que será encaminhado ao governo federal para discussão das soluções emergenciais a fim de diminuir a poluição da baía. &#8220;O Programa de Despoluição da Baía de Guanabara vem de muito tempo, vem da década de 1990, e os resultados não foram os esperados. Então, temos que pensar agora em soluções que tragam para as competições uma qualidade de água desejável e ausência de lixo”, declarou.</p>
<p>O passeio normalmente é feito no rebocador Laurindo Pitta, mas como ele passa por manutenção, está sendo usada a escuna Nogueira da Gama. A viagem é uma das atrações turísticas do Rio de Janeiro. O ponto de partida é o Centro Cultural da Marinha, na Praça XV, no centro do Rio. Para Márcio Fortes, o fato de levar tantos turistas para conhecer a Baía de Guanabara, o passeio também acaba deixando evidente as condições ambientais do local. &#8220;O turista constata que o poder público tem que fazer alguma coisa para combater a questão e sobretudo a presença de lixo na Baía de Guanabara&#8221;, disse.</p>
<p><span style="font-size: x-small;"><strong>(Agência Brasil)</strong></span></p>
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		<title>Dilma: Brasil terá 3 milhões de empreendedores individuais</title>
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		<pubDate>Mon, 06 May 2013 13:24:59 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Henrique Andrade Camargo</dc:creator>
				<category><![CDATA[Economia]]></category>
		<category><![CDATA[Notí­cias]]></category>
		<category><![CDATA[Brsail]]></category>
		<category><![CDATA[Dilma Rousseff]]></category>
		<category><![CDATA[microempreendendor]]></category>
		<category><![CDATA[trabalho]]></category>

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		<description><![CDATA[Segundo a presidente, iniciativa melhora renda e contribui para a geração de emprego no país.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><span style="font-size: x-small;"><strong>Thais Leitão, da Agência Brasil</strong></span></p>
<p>O número de microempreendedores individuais vai chegar, nos próximos dias, a 3 milhões, de acordo com a presidenta Dilma Rousseff. Segundo ela, o Microempreendedor Individual (MEI), além de melhorar renda dos que aderem ao programa, contribui para a geração de emprego no país.</p>
<p>De acordo com a Lei Complementar 128/2008, que criou condições especiais para que o trabalhador informal legalize sua atividade, é considerado microempreendedor individual quem trabalha por conta própria e se formaliza como pequeno empresário. “[Essas pessoas] estão aproveitando todas as facilidades que o programa oferece para formalizar seu negócio, sendo a maior delas o pagamento reduzido de impostos. Com isso, além de melhoram a própria renda, eles também contribuem para a geração de emprego no país, porque podem contratar ajudantes”, ressaltou Dilma, ao acrescentar que até agora 120 mil empregos foram criados por esses pequenos negócios.</p>
<p>No programa semanal Café com a Presidenta, Dilma destacou que, ao se inscrever no programa, o microempreendedor recebe um número de Cadastro Nacional de Pessoa Jurídica (CNPJ) podendo, então, emitir nota fiscal. Isso lhe permite comprar direto dos fornecedores e vender seus produtos e serviços para o governo. Além disso, com o CNPJ, a abertura de contas bancárias é facilitada e o acesso ao crédito é mais barato. “Tudo isso ajuda a melhorar o negócio, porque reduz os custos e aumenta as vendas”, enfatizou.</p>
<p>A presidenta lembrou ainda que a adesão programa garante uma redução de mais de 50% no valor mensal de contribuição para a Previdência. Os microempreendedores individuais contribuem com 5% do salário mínimo, o que equivale a R$33,90 em valores atuais, e garantem os benefícios do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS), como licença maternidade, auxílio doença e aposentadoria.</p>
<p>Ela lembrou que, para facilitar o acesso ao crédito, foram alteradas regras do Programa de Operações de Microcrédito Produtivo Orientado (Crescer), que concede financiamento, por meio de bancos públicos, de até R$ 15 mil a microempreendedores individuais. Desde o fim de maio, a taxa de juros passou de 8% para 5%. Além disso, é cobrada taxa de abertura de crédito de 1%.</p>
<p>A presidenta ressaltou que podem aderir ao programa donos de pequenos negócios que faturam anualmente até R$ 60 mil. O registro é feito pela internet www.portaldoempreendedor.gov.br. Ela destacou que se houver expansão do negócio e o empreendimento mudar de perfil, o apoio de programas de incentivo à atividade será mantido.</p>
<p>“Mais de 50 mil microempreendedores individuais já se tornaram microempresários, mas não perderam nosso apoio”, disse. “Atualmente quase 11 milhões de brasileiros e brasileiras trabalham com carteira assinada em micro e pequenas empresas que optaram pelo Supersimples. Somados aos 3 milhões de microempreendedores individuais, temos 14 milhões de trabalhadores ganhando a vida nos pequenos negócios”, acrescentou.</p>
<p><span style="font-size: x-small;"><strong>(Agência Brasil)</strong></span></p>
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		<title>Conheça os principais inimigos das árvores nas zonas urbanas</title>
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		<pubDate>Fri, 03 May 2013 20:38:13 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Henrique Andrade Camargo</dc:creator>
				<category><![CDATA[meio ambiente]]></category>
		<category><![CDATA[Notí­cias]]></category>
		<category><![CDATA[Salas Temáticas]]></category>
		<category><![CDATA[Você Sustentável]]></category>
		<category><![CDATA[árvores]]></category>
		<category><![CDATA[cidades]]></category>
		<category><![CDATA[meio ambinete]]></category>

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		<description><![CDATA[Além de serem importantes elementos para compor a paisagem das cidades, é comprovado que as árvores das praças, parques e calçadas aumentam a qualidade de vida das pessoas. Saiba como preservá-las]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><span style="font-size: x-small;"><strong>CicloVivo</strong></span></p>
<p><a href="http://mercadoetico.terra.com.br/website/wp-content/uploads/2013/05/arvore_sampa_250.jpg"><img class="alignleft size-full wp-image-72011" src="http://mercadoetico.terra.com.br/website/wp-content/uploads/2013/05/arvore_sampa_250.jpg" alt="" width="250" height="168" /></a>Conhecer as principais ameaças que as árvores da zona urbana estão expostas é um bom começo para preservá-las. Muitas vezes, as irregularidades nas plantas são bem perceptíveis, e pode ser fácil pedir que as autoridades competentes façam reparos nas árvores.</p>
<p>Além de serem importantes elementos para compor a paisagem das cidades, é comprovado que as árvores das praças, parques e calçadas aumentam a qualidade de vida das pessoas, melhorando não só o ar e equilibrando temperaturas, mas também estabelecendo uma relação mais ampla do homem com a natureza, além de promover maior interação entre as pessoas. É preciso ficar atento aos inimigos mais perceptíveis que ameaçam as árvores na zona urbana:</p>
<p><strong>Fique de olho na fiação elétrica</strong><br />
Em primeiro lugar, os galhos das árvores que servem como “caminho” para a rede elétrica precisam estar podados, para que as folhas não atrapalhem os fios de alta tensão que passam por ali.</p>
<p>Outra estratégia é perceber se a árvore está equilibrada: caso esteja com peso distribuído de forma irregular, este pode ser um dos fatores que levem a árvore a cair, mesmo fora da época de fortes chuvas. O problema se agrava quando ocorre a queda da árvore que está muito próxima da fiação da rede elétrica, podendo acontecer uma interrupção no abastecimento de energia.</p>
<p><strong>Tome cuidado com o cimento</strong><br />
O material de construção é um dos maiores inimigos para o crescimento das árvores nas zonas urbanas: além de empobrecer o solo, o cimento ainda sufoca as raízes das plantas, diminuindo a capacidade de sustentação e fazendo com que as árvores fiquem mais baixas e mais frágeis.</p>
<p><strong>Fungos à vista</strong><br />
Os fungos se alastram nas árvores não só por influência do clima úmido, mas também por podas mal feitas e por pregos inseridos nos troncos e galhos, que são portas de entrada para cogumelos e outras espécies. Se as autoridades responsáveis não forem acionadas a tempo, os fungos invadem o interior das árvores, deixando-as fracas e doentes.</p>
<p>Ao observar irregularidades em alguma árvore na zona urbana, procure sempre o órgão responsável pela gestão ambiental de sua cidade. Em São Paulo, pode ser acionado o serviço “Respeite as Árvores”, mantido pela prefeitura, tanto pelo telefone 3396-3285, quanto pelo email respeiteasarvores@prefeitura.sp.gov.br.</p>
<p>Na capital paulista, a poda sem autorização da prefeitura pode render uma multa de até 10 mil reais, dependendo da espécie e do tipo da árvore.</p>
<p><em>* Com informações da Folha de S. Paulo.</em></p>
<p><span style="font-size: x-small;"><strong>(CicloVivo)</strong></span></p>
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		<title>O ceticismo sobre as mudanças climáticas e as consequências para o estabelecimento de um acordo global</title>
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		<pubDate>Fri, 03 May 2013 20:15:46 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Henrique Andrade Camargo</dc:creator>
				<category><![CDATA[meio ambiente]]></category>
		<category><![CDATA[Notí­cias]]></category>
		<category><![CDATA[aquecimento global]]></category>
		<category><![CDATA[Bernhard J. Smid]]></category>
		<category><![CDATA[mudanças climáticas]]></category>
		<category><![CDATA[negociações climáticas]]></category>

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		<description><![CDATA[Bernhard J. Smid* Acontece durante esta semana, entre os dias 29 de abril e 3 de maio, a “Segunda Seção do Grupo de Trabalho Ad Hoc sobre a Plataforma de Durban para Ação Aprimorada” (em inglês, “Second Session of the Ad Hoc Working Group on the Durban Platform for Enhanced Action” – ADP2) da “Convenção [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><span style="font-size: x-small;"><strong>Bernhard J. Smid*</strong></span></p>
<p><a href="http://mercadoetico.terra.com.br/website/wp-content/uploads/2013/05/mudanças_climaticas_250.jpg"><img class="alignleft size-full wp-image-72015" src="http://mercadoetico.terra.com.br/website/wp-content/uploads/2013/05/mudanças_climaticas_250.jpg" alt="" width="250" height="168" /></a>Acontece durante esta semana, entre os dias 29 de abril e 3 de maio, a “Segunda Seção do Grupo de Trabalho Ad Hoc sobre a Plataforma de Durban para Ação Aprimorada” (em inglês, “<em>Second Session of the Ad Hoc Working Group on the Durban Platform for Enhanced Action</em>” – ADP2) da “Convenção Quadro das Nações Unidas sobre Mudanças Climáticas” (UNFCCC).</p>
<p>Neste período, representantes de 195 países e de organizações não governamentais se reúnem em Bonn, na Alemanha, para debater as diretrizes de um possível pacto climático global para 2015, o que deve entrar em vigor apenas em 2020, sendo aplicável apenas aos signatários da UNFCCC.</p>
<p>No primeiro dia das discussões, no dia 29 de abril, foi realizado um workshop para discutir o escopo, estrutura e formato do acordo de 2015, incluindo os aspectos relacionados com a aplicação dos princípios da Convenção, formas de definição e refletindo as experiências e lições aprendidas a partir de outros processos.  Em sequencia, no dia 30 de abril se discute as oportunidades de mitigação e adaptação relacionadas ao uso da terra e, neste contexto, são apresentadas e discutidas as ações e experiências do Brasil e outros países, como a Indonésia e a Bolívia, quanto aos temas relacionados à Floresta, ao uso da terra, projetos de REDD e outros assuntos pertinentes.</p>
<p>É importante destacar esse esforço que ocorre na sede da UNFCCC em Bonn, que pode ser considerado como uma reunião preliminar à  “19a Conferência das Partes das Nações Unidas” (COP19), que ocorrerá em Varsóvia, Polônia, no final de 2013.  Igualmente importante é o fato de haver pensamentos divergentes entre países sobre um mesmo tema, como é o caso da Bolívia, que não é favorável a REDD, e os Estados Unidos, que nem ao menos apoiou o “Protocolo de Kyoto”, além de sua segunda fase e outras medidas resultantes das COPs anuais.</p>
<p>Apesar de o “meio ambiente” ter sido apontado durante as campanhas eleitorais do presidente Barack Obama como sendo um de seus objetivos principais para o Segundo Mandato, este tema não tem sido trabalhado de forma adequada, parcialmente devido aos entraves enfrentados junto ao Senado. Corroborando esta afirmação, recentemente, foi disseminado um vídeo pela instituição “Organizing for Action” (OFA)**, em que alguns senadores não somente ignoram totalmente o tema, como sendo algo irreal, como outros estabelecem suas próprias teorias sobre ele.</p>
<p>Sem dúvida é uma pressão importante que a OFA está exercendo junto ao “Presidente dos EUA” e ao “Senado Norte-Americano”, particularmente no momento em que o mundo se volta para a reunião da UNFCCC, de modo que os “Estados Unidos” tenham uma política mais efetiva em relação ao meio ambiente. Evidentemente, as negociações internacionais, inclusive as metas de cada país na mitigação dos gases do efeito estufa e outros compromissos oficiais são influenciados pelas decisões e políticas adotadas por países como os Estados Unidos, que são um dos principais emissores de carbono na atmosfera. As ações do Brasil e de outros países que estabeleceram metas ambientais foram publicadas no dia 3 de abril de 2013, na internet:  <span style="text-decoration: underline; color: #0000ff;"><strong><a href="http://unfccc.int/resource/docs/2013/sbi/eng/inf12.pdf" target="_blank">http://unfccc.int/resource/docs/2013/sbi/eng/inf12.pdf</a></strong></span></p>
<p><strong>*Bernhard J. Smid possui mestrado (<em>Master of Arts</em>) em Negócios Internacionais pela Munich Business School &#8211; Alemanha (2008) e MBA em Comércio Exterior e Negociações Internacionais pela Fundação Getúlio Vargas &#8211; FGV (Brasil). Atualmente trabalha no Projeto Setorial de Promoção Comercial do Setor Lácteos (Organização das Cooperativas Brasileiras / Apex-Brasil) e é colaborador voluntário no CEIRI (Centro de Estratégia, Inteligência e Relações Internacionais)</strong></p>
<p><em>** É uma instituição sem fins lucrativos, que visa monitorar as ações do presidente Obama com base na agenda política apresentada durante a campanha eleitoral.</em></p>
<p><strong>Fontes consultadas:</strong><br />
Ver “Ministério do Meio Ambiente”:<br />
<span style="text-decoration: underline; color: #0000ff;"><strong><a href="http://www.mma.gov.br/clima/convencao-das-nacoes-unidas" target="_blank">http://www.mma.gov.br/clima/convencao-das-nacoes-unidas</a></strong></span></p>
<p>Ver “Discurso de Christiana Figueires, UNFCCC”:<br />
<span style="text-decoration: underline; color: #0000ff;"><strong><a href="http://unfccc.int/files/press/statements/application/pdf/201314011_globe_international.pdf" target="_blank">http://unfccc.int/files/press/statements/application/pdf/201314011_globe_international.pdf</a></strong></span></p>
<p>Ver “Compilação dos Principais Resultados da COP-17 sobre o Novo Protocolo De Kyoto, Salvaguardas De REDD+, Níveis de Referência, Fundo Verde Para o Clima e LULUCF”:<br />
<span style="text-decoration: underline; color: #0000ff;"><strong><a href="http://www.ipam.org.br/download/livro/Resumo-dos-resultados-da-COP-17/611&amp;sa=U&amp;ei=POV-UZmODMe72wXCk4DoBQ&amp;ved=0CBEQFjAE&amp;client=internal-uds-cse&amp;usg=AFQjCNEW6sE2UyqfwglNXGMO-6ly-gfRgw" target="_blank">http://www.ipam.org.br/download/livro/Resumo-dos-resultados-da-COP-17/611&amp;sa=U&amp;ei=POV-UZmODMe72wXCk4DoBQ&amp;ved=0CBEQFjAE&amp;client=internal-uds-cse&amp;usg=AFQjCNEW6sE2UyqfwglNXGMO-6ly-gfRgw</a></strong></span></p>
<p>Ver “Workshop on scope, structure and design of the 2015 agreement”:<br />
<span style="text-decoration: underline; color: #0000ff;"><strong><a href="http://unfccc.int/meetings/bonn_apr_2013/workshop/7488.php" target="_blank">http://unfccc.int/meetings/bonn_apr_2013/workshop/7488.php</a></strong></span></p>
<p>Ver “Especialistas criticam UNFCCC e apresentam sugestões para as negociações climáticas”:<br />
<span style="text-decoration: underline; color: #0000ff;"><strong><a href="http://www.ghgprotocolbrasil.com.br/index.php?r=noticias/view&amp;id=257718" target="_blank">http://www.ghgprotocolbrasil.com.br/index.php?r=noticias/view&amp;id=257718</a></strong></span></p>
<p>Ver “<em>Workshop on Opportunities for Mitigation and Adaptation Related to Land-Use, Programme as of 28 April</em>”:<br />
<span style="text-decoration: underline; color: #0000ff;"><strong><a href="http://unfccc.int/files/meetings/bonn_apr_2013/application/pdf/ws2_workshop_programme_landuse.pdf" target="_blank">http://unfccc.int/files/meetings/bonn_apr_2013/application/pdf/ws2_workshop_programme_landuse.pdf</a></strong></span></p>
<p>Ver “<em>Call Out Climate Deniers In Congress</em>”:<br />
<span style="text-decoration: underline; color: #0000ff;"><strong><a href="https://my.barackobama.com/page/s/combat-climate-deniers-now?source=site_20130425_cc_call_out_climate_deniers-now_hqb&amp;utm_medium=site&amp;utm_source=hqb&amp;utm_campaign=site_20130425_cc_call_out_climate_deniers-now_hqb" target="_blank">https://my.barackobama.com/page/s/combat-climate-deniers-now?source=site_20130425_cc_call_out_climate_deniers-now_hqb&amp;utm_medium=site&amp;utm_source=hqb&amp;utm_campaign=site_20130425_cc_call_out_climate_deniers-now_hqb</a></strong></span></p>
<p>Ver “<em>Obama campaign launches plan to shame climate sceptics in Congress</em>”:<br />
<span style="text-decoration: underline; color: #0000ff;"><strong><a href="http://www.guardian.co.uk/environment/2013/apr/25/obama-for-america-shame-climate-sceptics" target="_blank">http://www.guardian.co.uk/environment/2013/apr/25/obama-for-america-shame-climate-sceptics</a></strong></span></p>
<p><span style="font-size: x-small;"><strong>(CEIRI)</strong></span></p>
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		<title>Pernambuco destina 100% dos royalties do pré-sal para educação, ciência, tecnologia e inovação</title>
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		<pubDate>Fri, 03 May 2013 20:07:26 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Henrique Andrade Camargo</dc:creator>
				<category><![CDATA[Educação e sustentabilidade]]></category>
		<category><![CDATA[Notí­cias]]></category>
		<category><![CDATA[Salas Temáticas]]></category>
		<category><![CDATA[Brasil]]></category>
		<category><![CDATA[educação]]></category>
		<category><![CDATA[Pernambuco]]></category>
		<category><![CDATA[Royalties do pré-sal]]></category>

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		<description><![CDATA[Estado pode chegar a receber R$ 350 milhões provenientes de novas jazidas]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><span style="font-size: x-small;"><strong>Mariana Tokarnia, da Agência Brasil</strong></span></p>
<p>O governador de Pernambuco, Eduardo Campos, sancionou na segunda-feira (30) lei que destina 100% dos recursos dos royalties do pré-sal para educação, ciência, tecnologia e inovação. De acordo com o site do governo do estado, Pernambuco recebe cerca de R$ 15 milhões por ano provenientes da distribuição dos royalties. Com a concessão de novas jazidas a serem exploradas, o valor deve chegar a R$ 350 milhões. A Lei 14.960/13 impossibilita que os recursos ganhem outros destinos.</p>
<p>O governador escolheu evento da União Nacional dos Estudantes (UNE) no início do ano para assinar a lei e enviá-la para tramitação na Assembleia Legislativa do Estado de Pernambuco. Na ocasião, o governador disse que a intenção era que o estado servisse de exemplo para que o Congresso Nacional aprovasse a Medida Provisória (MP) 592/12 para que a destinação dos recursos para os setores fosse nacional.</p>
<p>A MP perde a validade no dia 12 de maio. Nesta segunda-feira (30), a presidenta Dilma Rousseff disse que enviará ao Congresso Nacional nova proposta sobre o uso integral dos royalties do petróleo da camada pré-sal na área da educação.</p>
<p><span style="font-size: x-small;"><strong>(Agência Brasil)</strong></span></p>
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		<title>Estados Unidos nega que pesticidas tenham relação com extermínio de abelhas</title>
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		<pubDate>Fri, 03 May 2013 19:51:01 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Henrique Andrade Camargo</dc:creator>
				<category><![CDATA[meio ambiente]]></category>
		<category><![CDATA[Notí­cias]]></category>
		<category><![CDATA[abelhas]]></category>
		<category><![CDATA[agrotóxicos]]></category>
		<category><![CDATA[pesticidas]]></category>

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		<description><![CDATA[O Departamento de Agricultura e a Agência de Proteção Ambiental (EPA) divulgaram um relatório afirmando que a culpa principal da queda das populações de abelhas é do ácaro parasita Varroa destructor]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><span style="font-size: x-small;"><strong>EcoD</strong></span></p>
<p>Quatro dias após a Comissão Europeia aprovar a suspensão por dois anos de três pesticidas neonicotinóides (tioametoxam, imidacloprid e clotianidin) que foram considerados perigosos para a população de abelhas, o governo dos EUA afirmou que não há nenhuma relação clara entre os agrotóxicos e a exterminação dos insetos, segundo o jornal britânico The Guardian.</p>
<p>O Departamento de Agricultura e a Agência de Proteção Ambiental (EPA) divulgaram um relatório afirmando que a culpa principal da queda das populações de abelhas é do ácaro parasita Varroa destructor. Segundo o administrador da agência, Bob Perciasepe, o declínio da saúde das abelhas é um problema complexo, causado por uma combinação de fatores de estresse, como os vírus, bactérias, genética e nutrientes pobres.</p>
<p>A EPA pede mais pesquisas para verificar o nexo de causalidade entre o uso de pesticidas e as mortes de abelhas.</p>
<p><strong>Europa</strong></p>
<p>Os pesticidas serão suspensos na União Europeia a partir de dezembro. O comissário europeu para a Saúde e Defesa do Consumidor, Tonio Borg, afirmou que as abelhas são vitais para o ecossistema do continente, contribuindo com mais de 22 mil milhões de euros anuais para a agricultura europeia.</p>
<p>Quinze Estados-membros da UE votaram a favor da suspensão, oito foram contrários e quatro preferiram abstiver-se. Foram a favor: Espanha, Alemanha, França, Bélgica, Bulgária, Dinamarca, Estónia, Chipre, Letônia, Luxemburgo, Eslovênia, Malta, Holanda, Polônia e Suécia. Já Reino Unido, Itália, Portugal, República Checa, Áustria, Hungria, Romênia e Eslováquia foram contrários sob o argumento de que a medida prejudicará a produção de alimentos</p>
<p>A decisão ocorreu após a Autoridade Europeia para Segurança Alimentar (AESA) solicitar a suspensão dos neonicotinóides depois que uma análise detectou que os pesticidas representam uma série de riscos às abelhas.</p>
<p><span style="font-size: x-small;"><strong>(EcoD)</strong></span></p>
]]></content:encoded>
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		<title>Fiqueres: negociações foram produtivas, mas nenhum país está fazendo o suficiente para mitigar as mudanças climáticas</title>
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		<pubDate>Fri, 03 May 2013 19:48:46 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Henrique Andrade Camargo</dc:creator>
				<category><![CDATA[meio ambiente]]></category>
		<category><![CDATA[Notí­cias]]></category>
		<category><![CDATA[aquecimetno global]]></category>
		<category><![CDATA[Christiana Figueres]]></category>
		<category><![CDATA[mudanças climáticas]]></category>
		<category><![CDATA[negociações climáticas]]></category>

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		<description><![CDATA[Os representantes de 195 países, reunidos durante toda essa semana na Alemanha, debateram principalmente o conteúdo do novo acordo climático internacional, que deve estar pronto em 2015 para entrar em vigor em 2020.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><span style="font-size: x-small;"><strong>Fabiano Ávila, do Instituto CarbonoBrasil</strong></span></p>
<p>Em uma coletiva de imprensa nesta sexta-feira (3), a presidente da Convenção Quadro das Nações Unidas sobre Mudanças do Clima (UNFCCC), Christiana Figueres, declarou que a rodada de negociações climáticas em Bonn, na Alemanha, foi marcada por um tom positivo.</p>
<p>“O espírito de colaboração entre as nações foi bastante forte e as conversas foram produtivas. Os delegados estiveram muito focados, e em diversas áreas das negociações vimos avanços”, afirmou.</p>
<p>Os representantes de 195 países, reunidos durante toda essa semana, debateram principalmente o conteúdo do novo acordo climático internacional, que deve estar pronto em 2015 para entrar em vigor em 2020.</p>
<p>Para Figueres, o principal desafio está sendo acelerar as negociações. “É preciso que o processo de debate alcance a urgência que é necessária segundo os estudos científicos. Nenhum país, no momento, possui ações de adaptação e mitigação no nível que seria necessário para lidar com as mudanças climáticas.”</p>
<p>Dois exemplos de por que as negociações deveriam ser mais velozes foram dados recentemente. Na quinta-feira (2), a Organização Meteorológica Mundial afirmou que 2012 foi o nono ano mais quente desde que as medições começaram, em 1850, e o 27o ano consecutivo com temperaturas acima da média entre 1961 e 1990. Alguns dias antes a Universidade de San Diego apontou que a concentração de dióxido de carbono na atmosfera deverá ultrapassar a marca de 400ppm em maio.</p>
<p><strong>Avanços</strong></p>
<p>Apesar de ainda não terem sido apresentados oficialmente os documentos finais da rodada de negociação em Bonn, a presidente do UNFCCC adiantou alguns dos possíveis avanços.</p>
<p>Parece certo que os países optarão por um caráter dinâmico para o acordo de 2015. Isso significa que o tratado poderá ser alterado posteriormente se a realidade mundial assim exigir. O Protocolo de Quioto é um exemplo dos problemas que podem surgir quando não há muita margem para mudanças no texto. Quioto não obriga as nações em desenvolvimento a terem metas de redução de emissões, mas no decorrer dos anos os grandes emergentes, como China, índia e Brasil, passaram a ter emissões significativas e deveriam ter metas.</p>
<p>Outro consenso que começa a surgir é a unificação de métricas para os compromissos climáticos dos diferentes países. O objetivo é facilitar a medição qualitativa das ações de cada nação e assim conseguir comparar de forma correta quem está contribuindo de verdade.  Ainda não foram apresentados detalhes sobre essas métricas.</p>
<p>Mas, nesse sentido, Figueres destacou o lançamento da uma compilação atualizada de todas as Ações Nacionais Apropriadas de Mitigação (NAMAs, em inglês) que 55 países em desenvolvimento pretendem implementar.</p>
<p>Novas rodadas climáticas serão realizadas, incluindo uma em Berlim daqui a duas semanas, até a Conferência do Clima (COP 19) na Polônia em novembro.</p>
<p>Já se sabe também que a COP 20 será na América Latina e o país sede deverá ser decidido em junho ou no máximo durante a COP 19.</p>
<p><span style="font-size: x-small;"><strong>(Instituto CarbonoBrasil)</strong></span></p>
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		<title>Empresas não reportam emissões corretamente</title>
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		<pubDate>Fri, 03 May 2013 19:40:59 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Henrique Andrade Camargo</dc:creator>
				<category><![CDATA[Negócios sustentáveis]]></category>
		<category><![CDATA[Notí­cias]]></category>
		<category><![CDATA[Salas Temáticas]]></category>
		<category><![CDATA[meio ambiente]]></category>
		<category><![CDATA[pegada ambiental]]></category>

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		<description><![CDATA[Apenas 37% das companhias estariam apresentando seus dados de forma completa]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><span style="font-size: x-small;"><strong>Jéssica Lipinski, do Instituto CarbonoBrasil</strong></span></p>
<p><a href="http://mercadoetico.terra.com.br/website/wp-content/uploads/2013/05/carbono_emissão_250.jpg"><img class="alignleft size-full wp-image-72018" src="http://mercadoetico.terra.com.br/website/wp-content/uploads/2013/05/carbono_emissão_250.jpg" alt="" width="250" height="168" /></a>Atualmente, é cada vez mais comum que firmas dos mais variados setores façam relatórios sobre sua pegada ambiental e suas emissões de carbono; seja por vontade própria ou pressão dos clientes, as empresas mostram ter cada vez mais consciência das consequências que suas ações têm para o clima.</p>
<p>Mas será que essa transparência em relação às práticas empresariais é verdadeira? Será que as companhias estão realmente reportando todas as suas emissões de CO2 nos documentos elaborados? Infelizmente, uma pesquisa da Environmental Investment Organisation (EIO) sugere que não, e que a maioria das firmas que faz o detalhamento de suas emissões ainda o faz de maneira incorreta e/ou incompleta.</p>
<p>O novo relatório, intitulado Environmental Tracking – Carbon Rankings (Acompanhamento Ambiental – Classificação de Carbono), indica que o nível de divulgação das emissões de gases do efeito estufa (GEEs) entre as 800 maiores empresas do mundo é surpreendentemente baixo.</p>
<p>Segundo o documento, apenas 37% delas estão reportando dados completa e corretamente, adotando princípios básicos do reporte de GEEs, e apenas 21% das firmas têm seus dados verificados externamente.</p>
<p>De todas elas, apenas uma – a companhia alemã de produtos químicos BASF – reporta as emissões de toda a sua cadeia de suprimentos, incluindo viagens de negócios, transporte, distribuição e investimentos, o que a colocou no primeiro lugar do ranking da EIO.</p>
<p>Entre as dez primeiras empresas melhor colocadas estão a canadense BCE, a singapuriana Telecom, a espanhola Telefónica, a britânica BT Group e a alemã Deutsche Telekom. Já entre as piores estão as norte-americanas Phillips 66, Edison International e First Energy e a russa Lukoil, a maioria firmas de petróleo e gás natural.</p>
<p>Em se tratando de países, a Itália e a Espanha dividem o primeiro lugar de nações com mais companhias que reportam completamente suas emissões, com 62%, sendo que 54% são, além disso, verificadas.</p>
<p>Em último lugar ficou Hong Kong, com reporte de 11% das empresas, sendo 9% verificados. O Brasil não aparece em uma posição privilegiada, estando em 16º de 22 posições, com 21% de suas companhias fazendo o reporte completo e 12% fazendo o reporte completo com verificação.</p>
<p>Classificando por continente, o ranking é o seguinte: 35% das firmas europeias reportam suas emissões de forma pública, completa e verificada, 16,67% o fazem de forma pública, completa e não verificada, 34,33%, de forma pública e incompleta e 14% não o fazem.</p>
<p>Entre as norte-americanas, 13% reportam suas emissões de forma pública, completa e verificada, 24,57% o fazem de forma pública, completa e não verificada, 22,33%, de forma pública e incompleta e 40% não o fazem.</p>
<p>Na região da Ásia-Pacífico, 12,33% reportam suas emissões de forma pública, completa e verificada, 14,33% o fazem de forma pública, completa e não verificada, 41,67%, de forma pública e incompleta e 31,67% não o fazem.</p>
<p>Por fim, no BRICS (Brasil, Rússia, Índia, China e África do Sul), 11,04% reportam suas emissões de forma pública, completa e verificada, 7,69% o fazem de forma pública, completa e não verificada, 20,4%, de forma pública e incompleta e 60,87% não o fazem.</p>
<p>“À medida que o mundo se desloca em direção a um modelo de baixo carbono, é extremamente importante que tenhamos acesso a uma base de dados confiável, consistente e comparável de emissões de gases do efeito estufa das maiores companhias do mundo”, colocou Sam Gill, CEO da EIO.</p>
<p>“Isso deve ser um alerta para as companhias. [...] Grandes quantidades de emissões não estão sendo contabilizadas. Não só isso poderia ser uma fonte imensurável de risco para as companhias, mas também significa que não estamos vendo todo o quadro em termos de emissões corporativas”, acrescentou Gill.</p>
<p>O documento enfatiza que, apesar de cada vez mais empresas estarem medindo e reportando seu desempenho ambiental em seus relatórios anuais, a falta de um padrão internacionalmente aceito faz com que o conteúdo desses reportes varie amplamente, o que muitas vezes mostra-se insuficiente para rastrear as reais emissões das firmas.</p>
<p>“Se muitas pessoas começassem a investir em índices de acompanhamento ambiental, a força coletiva do dinheiro indexado [...] poderia alterar a demanda das ações das empresas. Já que os coeficientes de ponderação dentro de um índice são ligados à posição da companhia na classificação de carbono, o preço das ações começaria a se deslocar de acordo com as emissões”, explicou o CEO da EIO.</p>
<p>“Pela primeira vez, seguir um curso ambientalmente prejudicial de ação seria contra os interesses da companhia e de seus acionistas”, concluiu ele.</p>
<p><span style="font-size: x-small;"><strong>(Instituto CarbonoBrasil)</strong></span></p>
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		<title>Unesco alerta que 90% dos crimes contra jornalistas ficam impunes</title>
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		<pubDate>Fri, 03 May 2013 18:34:09 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Henrique Andrade Camargo</dc:creator>
				<category><![CDATA[Notí­cias]]></category>
		<category><![CDATA[Sociedade]]></category>
		<category><![CDATA[comunicação]]></category>
		<category><![CDATA[jornalismo]]></category>
		<category><![CDATA[liberdade de imprensa]]></category>
		<category><![CDATA[Unesco]]></category>

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		<description><![CDATA[Estimativa é de que, durante a última década, mais de 600 jornalistas tenham sido assassinados em todo o mundo]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><span style="font-size: x-small;"><strong>Paula Laboissière, da Agência Brasil</strong></span></p>
<p>No Dia Mundial da Liberdade de Imprensa, lembrado hoje (3), a Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (Unesco) informou que, quase toda semana, registra a morte de mais de um jornalista em decorrência da atividade profissional. Além disso, em média, um entre dez crimes contra jornalistas é levado aos tribunais e punido.</p>
<p>Este ano, o principal evento que marca a data está programado para amanhã (4) na Costa Rica – uma conferência internacional que discute temas como a garantia da segurança de jornalistas e profissionais da mídia, o combate à impunidade de crimes contra a liberdade de imprensa, além da segurança online. No encontro devem ser examinadas as dificuldades e os obstáculos que impedem as investigações de ataques contra a liberdade de imprensa, os meios de superá-los e as melhores práticas na luta contra a impunidade.</p>
<p>A estimativa da Unesco é que, durante a última década, mais de 600 jornalistas tenham sido assassinados em todo o mundo. Apenas no ano passado, o órgão condenou o assassinato de 121 profissionais da mídia.</p>
<p>“Garantir a segurança dos jornalistas tornou-se uma prioridade, e a Unesco liderou a elaboração do Plano de Ação das Nações Unidas sobre a Segurança dos Jornalistas e a Questão da Impunidade”, destacou o órgão. O pacote de ações prevê que as agências da Organização das Nações Unidas (ONU) e seus parceiros trabalhem juntos para criar um ambiente de trabalho mais seguro para os jornalistas. A versão em português do plano está disponível no site <span style="text-decoration: underline; color: #0000ff;"><strong><a href="http://www.segurancadejornalistas.org" target="_blank">www.segurancadejornalistas.org</a></strong></span>.</p>
<p><span style="font-size: x-small;"><strong>(Agência Brasil)</strong></span></p>
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		<title>Medidas de proteção já salvaram mais de 180 mil mulheres no país, diz ministra</title>
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		<pubDate>Fri, 03 May 2013 18:29:17 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Henrique Andrade Camargo</dc:creator>
				<category><![CDATA[Notí­cias]]></category>
		<category><![CDATA[Sociedade]]></category>
		<category><![CDATA[mulheres]]></category>
		<category><![CDATA[violência contra a mulher]]></category>
		<category><![CDATA[violência doméstica]]></category>

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		<description><![CDATA[Carolina Gonçalves, da Agência Brasil A expedição de medidas de proteção de urgência para mulheres em situação de risco de violência já salvou mais de 180 mil pessoas no país, segundo levantamento feito pelo Conselho Nacional de Justiça (CNJ). Para a ministra da Secretaria de Política para as Mulheres, Eleonora Menicucci, esse número pode dobrar nos [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><span style="font-size: x-small;"><strong>Carolina Gonçalves, da Agência Brasil</strong></span></p>
<p><a href="http://mercadoetico.terra.com.br/website/wp-content/uploads/2013/05/mulher_violencia_250.jpg"><img class="alignleft size-full wp-image-72021" src="http://mercadoetico.terra.com.br/website/wp-content/uploads/2013/05/mulher_violencia_250.jpg" alt="" width="250" height="168" /></a>A expedição de medidas de proteção de urgência para mulheres em situação de risco de violência já salvou mais de 180 mil pessoas no país, segundo levantamento feito pelo Conselho Nacional de Justiça (CNJ). Para a ministra da Secretaria de Política para as Mulheres, Eleonora Menicucci, esse número pode dobrar nos próximos anos.</p>
<p>“Quanto mais rápido o juiz expedir a medida, mais mulheres são salvas”, disse a ministra em entrevista ao programa Bom Dia, Ministro, produzido pela Empresa Brasil de Comunicação (EBC). A medida protetiva estabelece obrigações e regras a serem seguidas pelo agressor no intuito de socorrer a vítima, como uma distância mínima de segurança e o afastamento da casa – nos casos em que o agressor mora com a vítima.</p>
<p>O recurso definido a partir de depoimentos, sem a necessidade de uma audiência com as partes, tem funcionado como complemento às ações de combate à violência contra a mulher praticada no país.</p>
<p>A principal bandeira do governo federal tem sido a Lei Maria da Penha, que cria mecanismos para coibir a violência doméstica e familiar contra a mulher. Recentemente, algumas parcerias firmadas com os governos estaduais possibilitaram a criação de um novo programa intitulado Programa Mulher, Viver sem Violência. Eleonora Menicucci lembrou que a iniciativa, lançada há pouco mais de um mês, terá um investimento inicial de R$ 265,8 milhões para a construção de centros chamados Casa da Mulher Brasileira em todas as 27 capitais.</p>
<p>“As casas serão construídas com dinheiro da União e a contraparte dos estados será disponibilizar recursos humanos”, disse a ministra acrescentando que também foram feitos acordos com outras instituições como o Conselho Nacional de Justiça e a Procuradoria-Geral da União. O local contará com serviços públicos integrados de segurança, justiça, saúde, assistência social, acolhimento, abrigamento e orientação para o trabalho, emprego e renda. “Nesses locais as mulheres vão poder contar com os serviços da Delegacia de Defesa das Mulheres, com defensoria pública, IML (Instituto Médico-Legal) e com atendimento psicossocial permanente”, explicou.</p>
<p>Apenas Pernambuco ainda não fechou o acordo porque já mantém um programa estadual nos mesmos moldes, mas a ministra garantiu que as negociações estão em andamento e o estado também será incluído na lista.</p>
<p>Entre janeiro a dezembro de 2012, os mais de 88 mil relatos de violência registrados na Central de Atendimento à Mulher (Ligue 180) mostraram que, a cada hora, dez mulheres foram vítimas de maus tratos no período.</p>
<p><span style="font-size: x-small;"><strong>(Agência Brasil)</strong></span></p>
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		<title>Pesquisadores da USP desenvolvem cimento ecoeficiente</title>
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		<pubDate>Fri, 03 May 2013 17:55:10 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Henrique Andrade Camargo</dc:creator>
				<category><![CDATA[Educação e sustentabilidade]]></category>
		<category><![CDATA[Notí­cias]]></category>
		<category><![CDATA[Salas Temáticas]]></category>
		<category><![CDATA[cimento ecológico]]></category>
		<category><![CDATA[inovação]]></category>
		<category><![CDATA[USP]]></category>

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		<description><![CDATA[Nova formulação do produto permite redução de emissões de CO2 pela indústria cimenteira, aumenta a eficiência e diminui a concentração do produto na composição de concreto e argamassa]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><span style="font-size: x-small;"><strong>Elton Alisson, da Agência FAPESP</strong></span></p>
<p><a href="http://mercadoetico.terra.com.br/website/wp-content/uploads/2013/05/cimento_ecoeficiente250.jpg"><img class="alignleft size-full wp-image-72024" src="http://mercadoetico.terra.com.br/website/wp-content/uploads/2013/05/cimento_ecoeficiente250.jpg" alt="" width="250" height="168" /></a>Uma tecnologia desenvolvida por pesquisadores da Escola Politécnica da Universidade de São Paulo (Poli-USP) pode auxiliar a indústria cimenteira a atingir dois objetivos: dobrar a produção de cimento para atender a demanda mundial e diminuir a pegada de carbono, uma vez que o setor é um dos que mais emitem dióxido de carbono (CO2) na atmosfera.</p>
<p>Os pesquisadores criaram uma formulação que substitui grande parte do material responsável pela emissão de CO2 na fabricação do produto, diminuindo a concentração de material reativo produzido a altas temperaturas na composição de cimentos e, consequentemente, na de concretos e argamassas de revestimento, mantendo a resistência dos materiais.</p>
<p>A tecnologia foi testada em laboratório e despertou o interesse de empresas, que analisam a viabilidade do uso em escala na fabricação do material – o segundo mais produzido e consumido no mundo, atrás apenas dos alimentos.</p>
<p>“Em alguns experimentos em laboratório conseguimos reduzir em mais de 70% a quantidade de ligante [fração do cimento com capacidade de reagir com água] em concretos de alta resistência com um produto feito com a formulação”, disse Vanderley Moacyr John, professor do Departamento de Engenharia de Construção Civil da Escola Politécnica da USP e um dos coordenadores do projeto. “Recentemente, conseguimos adaptar a formulação para concretos de mais baixa resistência com metade do ligante usado em um produto convencional.”</p>
<p>De acordo com o pesquisador, que conduziu um projeto com apoio da FAPESP, o cimento tradicional – chamado Portland – é composto basicamente por argila e calcário – materiais extraídos de jazidas, posteriormente moídos e que, quando fundidos em fornos a 1,5 mil graus Celsius, se transformam em pequenas bolotas de clínquer. Esses grãos de clínquer são misturados e moídos com gipsita – a matéria-prima do gesso – até virarem cimento.</p>
<p>Para produzir uma tonelada de clínquer, no entanto, a indústria cimenteira emite entre 800 e mil quilos de dióxido de carbono, incluindo aí o CO2 gerado pela decomposição do calcário e pela queima do combustível fóssil para manter os fornos em funcionamento.</p>
<p>A fim de diminuir as emissões de CO2 na produção de clínquer, nas últimas décadas as indústrias cimenteiras começaram a substituir parte do material por escória de alto-forno – um resíduo da siderurgia – e, mais recentemente, por cinza volante – resíduo de termelétricas a carvão.</p>
<p>O problema dessas duas soluções, contudo, é que a indústria do aço – também altamente emissora de CO2 – e a geração de cinza volante não crescem na mesma velocidade das cimenteiras, inviabilizando as estratégias no longo prazo. “As estratégias utilizadas hoje para mitigar as emissões de CO2 pela indústria cimenteira são insuficientes”, avaliou John.</p>
<p>“Como a escala de produção de cimento é de 3,5 bilhões de toneladas por ano e estima-se que a produção global desse material chegará a 5,5 bilhões anuais até 2050, as indústrias cimenteiras poderão ser responsáveis por até 30% do total das emissões mundiais de CO2, superando muitos países isoladamente”, disse.</p>
<p><strong>Pó de calcário</strong></p>
<p>Segundo o professor da Poli-USP, por causa dessas limitações, a indústria cimenteira também usa desde a década de 1970 outro material candidato a substituir parcialmente o clínquer na formulação de cimento: o filler de calcário cru (pó de calcário).</p>
<p>O filler é uma matéria-prima que dispensa tratamento térmico (calcinação) – processo que, na fabricação de cimento, é responsável por mais de 80% do consumo energético e 90% das emissões de CO2.</p>
<p>A quantidade de filler na fórmula do cimento, contudo, era limitada a, no máximo, 10% no Brasil e em até 30%, em algumas situações, na Europa. Isso porque o calcário é moído junto com o cimento e, como não há controle do tamanho das partículas do material, seu limite de adição é baixo.</p>
<p>Por meio de tecnologias de controle de granulometria de partículas, já usadas em indústrias como a alimentícia e farmacêutica, os pesquisadores da Poli demonstraram em laboratório que combinando granulometrias de pó de calcário é possível aumentar para 70% a proporção do material e diminuir para 30% a quantidade de clínquer na composição do cimento.</p>
<p>“Atualmente, o teor de filler no cimento comercializado no mundo é de 6% e, no Brasil chega, no máximo, a 10%. Já na Europa, em algumas situações, uma tonelada de cimento tem 700 quilos de clínquer e 300 quilos de filler [incluindo outros tipos de filler, além do de calcário cru]”, comparou Bruno Damineli, um dos autores da pesquisa e que realiza pós-doutorado na Poli no âmbito do projeto.</p>
<p>“Demonstramos que é possível inverter essa composição e produzir uma tonelada de cimento com 300 quilos de clínquer e 700 quilos de pó de calcário”, disse.</p>
<p>Além de um padrão controlado do tamanho de grãos, segundo o pesquisador, as partículas de filler de pó de calcário e clínquer precisam receber aditivos químicos dispersantes, como policarboxilatos, que impedem que elas se aglomerem e formem grumos na água.</p>
<p>Como consequência disso, o dispersante reduz a quantidade de água e de cimento necessário para misturar à areia e pedra para produzir e desempenhar o papel de “cola” no concreto usado na indústria da construção civil.</p>
<p>“Os cimentos menos eficientes de modo geral apresentam grumos. Por causa disso são menos reativos e eficientes e requerem uma quantidade muito maior de água para fluir, porque são mais porosos”, explicou Rafael Pileggi, professor da Poli e um dos autores do projeto.</p>
<p>“Como o cimento com mais filler moído precisa de pouca água para fluir, é possível fazer um concreto pouco poroso e mais resistente do que o convencional”, disse Pileggi.</p>
<p>Os pesquisadores também obtiveram resultados semelhantes com outros produtos à base de cimento. Por meio do projeto realizado atualmente com apoio da FAPESP, o grupo de pesquisadores da Poli observou que também se pode reduzir o teor de cimento em argamassa de revestimento (reboco), mantendo a resistência de aderência do material.</p>
<p>“Constatamos que é possível reduzir a quantidade de cimento de argamassa pelo cimento com maior teor de filler moído e que a resistência do material não cai. Estamos demonstrando que a resistência não depende do cimento”, disse John.</p>
<p><strong>Viabilidade técnica</strong></p>
<p>A nova formulação de filler com granulometria controlada, combinada com o uso de dispersantes, abre a janela para produção de cimento com até 70% do material em sua composição, sem perder e até mesmo aumentar a confiabilidade do produto. Dessa forma, a tecnologia permitiria à indústria dobrar a produção de cimento, sem a necessidade de construir mais fornos ou produzir mais clínquer.</p>
<p>O grande desafio, no entanto, é viabilizar a tecnologia na escala da indústria cimenteira e de forma competitiva. “A tecnologia para moer partículas com granulometria controlada já existe, mas nunca ninguém a operou na escala da indústria cimenteira”, afirmou John.</p>
<p>“Será preciso produzir entre 2 e 3 bilhões de toneladas de filler com partículas com tamanho controlado e mais finas do que talco”, comparou.</p>
<p>Segundo os pesquisadores, vários materiais podem ser usados para produzir filler. O pó de calcário, no entanto, atualmente é o melhor candidato para substituir parcialmente o clínquer na formulação de cimento porque oferece menores riscos à saúde do que outros fillers biopersistentes.</p>
<p>Há outros grupos tentando utilizar quartzo finamente moído para essa finalidade. Entretanto, se usado de forma descontrolada, o material pode ser aspirado e causar silicose.</p>
<p>“Não é qualquer material finamente moído que pode ser utilizado para esse fim. É preciso levar em conta questões como a segurança do trabalhador da indústria da construção”, disse Damineli.</p>
<p>A tecnologia desenvolvida pelos pesquisadores da USP despertou o interesse de empresas como a InterCement, a holding para negócios de cimento do grupo Camargo Corrêa. A empresa financia a reforma de um prédio no Departamento de Construção Civil da Poli para sediar um centro de pesquisa em construção sustentável. Coordenado pelos professores John e Pileggi, o centro de pesquisa deverá iniciar suas atividades ainda este ano e, entre outras atividades, deverá avançar no desenvolvimento do cimento ecoeficiente.</p>
<p><span style="font-size: x-small;"><strong>(Agência FAPESP)</strong></span></p>
]]></content:encoded>
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		<title>Metrô de São Paulo terá arte urbana sobre animais ameaçados</title>
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		<pubDate>Fri, 03 May 2013 17:49:22 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Henrique Andrade Camargo</dc:creator>
				<category><![CDATA[Agenda]]></category>
		<category><![CDATA[Mercado Ético recomenda]]></category>
		<category><![CDATA[arte]]></category>
		<category><![CDATA[biodiversidade]]></category>
		<category><![CDATA[São Paulo]]></category>
		<category><![CDATA[SOS Maa Atlântica]]></category>

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		<description><![CDATA[A Fundação SOS Mata Atlântica realiza, de 3 a 21 de maio, a exposição A Mata Atlântica é o Bicho, no Espaço Cultural da Estação Brás do Metrô . Visite!]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><span style="font-size: x-small;"><strong>SOS Mata Atlântica</strong></span></p>
<p><img class="aligncenter" src="http://www.sosma.org.br/wp-content/uploads/2013/04/Soldadinho-de-Araripe-por-Ciro-Albano.jpg" alt="" width="387" height="333" /></p>
<p>A Fundação SOS Mata Atlântica realiza, de 3 a 21 de maio, a exposição A Mata Atlântica é o Bicho, no Espaço Cultural da Estação Brás do Metrô de São Paulo. Serão oito painéis grafitados pelo artista Gejo, com animais que só existem na Mata Atlântica ou estão  ameaçados de extinção. O objetivo é sensibilizar o público para a importância da conservação da Mata Atlântica e iniciar as comemorações para o Dia Nacional da Mata Atlântica (27 de maio).  No dia 23 de maio as peças seguirão para exposição na 9ª edição do <span style="text-decoration: underline; color: #0000ff;"><strong><a href="http://www.sosma.org.br/13950/direitos-e-deveres-ambientais-sera-o-tema-do-viva-a-mata-2013/" target="_blank">Viva a Mata – Encontro Nacional pela Mata Atlântica</a></strong></span>. O evento, que este ano terá o tema Direitos e Deveres Ambientais, acontecerá de 24 a 26 de maio, das 9h às 18h, na Marquise do Parque Ibirapuera e no auditório do MAM (Museu de Arte Moderna), em São Paulo/SP.</p>
<p>Confira alguns trabalhos do artista Gejo, responsável pelos painéis que irão compor a exposição:</p>
<p style="text-align: center;"><img class="aligncenter" src="http://www.sosma.org.br/wp-content/uploads/2013/04/banner_exposicao-1024x354.jpg" alt="" width="368" height="127" /></p>
<p>Conheça os animais que serão apresentados:</p>
<p><strong>Aranha-armadeira</strong><br />
Nome científico: <em>Phoneutria bahiensis</em>.<br />
Espécie endêmica: só existe na Mata Atlântica</p>
<p><strong>Mico-leão-dourado</strong><br />
Nome científico: Leontopithecus rosalia<br />
Espécie corre perigo de extinção</p>
<p><strong>Muriqui</strong><br />
Nome científico: <em>Brachyteles hypoxanthus</em><br />
Endêmico: só existe na Mata Atlântica<br />
Espécie criticamente em perigo de extinção</p>
<p><strong>Sapo-cururu</strong><br />
Nome científico: <em>Chaunus ictericus</em><br />
Endêmico: só existe na Mata Atlântica</p>
<p><strong>Tucano-de-bico-verde</strong><br />
Nome científico: <em>Ramphostos dicolorus</em><br />
Endêmico: só existe na Mata Atlântica</p>
<p><strong>Soldadinho-de-araripe</strong><br />
Nome científico: <em>Antilophia bokermanni</em><br />
Endêmico: só existe na Mata Atlântica<br />
Espécie criticamente em perigo de extinção</p>
<p><strong>Peixe anual</strong><br />
Nome científico: <em>Austrolebias wolterstorffi</em><br />
Bioma: Mata Atlântica e Pampa<br />
Espécie criticamente em perigo de extinção</p>
<p><strong>Tartaruga-de-pente</strong><br />
Nome científico: <em>Eretmochelys imbricata</em><br />
Bioma: Marinho<br />
Espécie corre perigo de extinção</p>
<p><span style="font-size: x-small;"><strong>(SOS Mata Atlântica)</strong></span></p>
]]></content:encoded>
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		<item>
		<title>Alternativas que substituem o açúcar refinado</title>
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		<pubDate>Fri, 03 May 2013 14:13:24 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Henrique Andrade Camargo</dc:creator>
				<category><![CDATA[Notí­cias]]></category>
		<category><![CDATA[Salas Temáticas]]></category>
		<category><![CDATA[Você Sustentável]]></category>
		<category><![CDATA[açúcar]]></category>
		<category><![CDATA[alimentação saudável]]></category>
		<category><![CDATA[mel]]></category>
		<category><![CDATA[rapadura]]></category>
		<category><![CDATA[saúde]]></category>

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		<description><![CDATA[Produtos como rapadura e mel podem adoçar seus alimentos de forma mais saudável]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><span style="font-size: x-small;"><strong>Taba Benedicto, do Consumidor Moderno Consciente</strong></span></p>
<p><a href="http://mercadoetico.terra.com.br/website/wp-content/uploads/2013/05/mel_250.jpg"><img class="alignleft size-full wp-image-72031" src="http://mercadoetico.terra.com.br/website/wp-content/uploads/2013/05/mel_250.jpg" alt="" width="250" height="168" /></a>Apesar da preferência do consumidor pelos mais diversos tipos de doce, ingerir em excesso açúcar refinado é prejudicial à saúde, já que o pâncreas, glândula responsável pela insulina, fica sobrecarregado. A insulina é o hormônio responsável pela transformação de açúcar em glicose, e ela em excesso é energia não consumida que vira gordura. Entre o malefícios da gordura estão às doenças cardiovasculares, obesidade, diabetes e hipertensão arterial, dentre outras.</p>
<p>Existem alternativas saudáveis para se driblar a ingestão de açúcar refinado e com isso prevenir algumas doenças.</p>
<p><strong>Rapadura</strong></p>
<p>A alternativa mais saudável para a substituição do açúcar. Sua fabricação de forma tradicional dispensa qualquer processo de industrialização e o uso de embalagens elaboradas. É possível usar suas raspas para adoçar bebidas ou ingerir ela em forma de doce.</p>
<p><strong>Mel</strong></p>
<p>Rico em carboidratos, vitaminas do complexo B e minerais, o material fabricado pelas abelhas é composto de frutose e glicose. Possui ação contra fungos e bactérias além de combater problemas estomacais.  Ele substitui bem o açúcar na hora das receitas.</p>
<p><strong>Açúcar Orgânico</strong></p>
<p>Apesar de não sofrer com a inserção de aditivos químicos, o consumo de açúcar orgânico deve ser controlado. Seu uso em excesso pode causar glicemia.</p>
<p><strong>Açúcar Mascavo</strong></p>
<p>Vendido a granel, o açúcar mascavo é obtido das primeiras extrações da cana. Rico em cálcio, fósforo, potássio e magnésio, ele é menos calórico que o açúcar refinado e é uma boa alternativa para adoçar bebidas e ser utilizado em receitas.</p>
<p><span style="font-size: x-small;"><strong>(Consumidor Moderno Consciente)</strong></span></p>
]]></content:encoded>
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		<title>Sono invertido: os riscos para quem trabalha à noite e dorme durante o dia</title>
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		<pubDate>Fri, 03 May 2013 14:08:23 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Henrique Andrade Camargo</dc:creator>
				<category><![CDATA[Notí­cias]]></category>
		<category><![CDATA[Salas Temáticas]]></category>
		<category><![CDATA[Você Sustentável]]></category>
		<category><![CDATA[saúde]]></category>
		<category><![CDATA[trabalho]]></category>

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		<description><![CDATA[Devido à alteração do relógio biológico, as pessoas ficam mais propensas a desenvolver doenças cardiovasculares, distúrbios hormonais, digestivos, neuropsicológicos, problemas na visão, fadiga crônica e alteração no comportamento]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><span style="font-size: x-small;"><strong>Paula Furlan, do Consumidor Moderno Consciente</strong></span></p>
<p><a href="http://mercadoetico.terra.com.br/website/wp-content/uploads/2013/05/insonia_250.jpg"><img class="alignleft size-full wp-image-72034" src="http://mercadoetico.terra.com.br/website/wp-content/uploads/2013/05/insonia_250.jpg" alt="" width="250" height="168" /></a>Um tradicional ditado popular afirma que a noite foi feita para dormir e, claro, uma grande parcela da população ainda segue esta regra. No entanto, para atender o crescimento da demanda de produção e serviços, a abertura de postos de trabalho com horários pouco convencionais vem se tornando cada dia mais comum.</p>
<p>Segundo os últimos dados divulgados pelo Instituto do Sono em São Paulo, com dados do Ministério do Trabalho, cerca de 15 milhões de brasileiros trabalham durante a noite. E um dos principais atrativos é o adicional noturno, que representa um acréscimo legal de 20% na renda mensal do trabalhador.</p>
<p>Mas será que quem troca o dia pela noite sabe que esta mudança pode, ao longo do tempo, também comprometer a sua saúde? Devido a alteração do relógio biológico, causada principalmente pela irregularidade nos períodos de sono, as pessoas ficam muito mais propensas a desenvolver doenças cardiovasculares, distúrbios hormonais, digestivos, neuropsicológicos, problemas na visão, fadiga crônica, alteração no comportamento, dentre outros.</p>
<p>De acordo com a consultora do sono, Renata Federighi, a inversão no horário do sono pode ser um elemento prejudicial à saúde, sobretudo, quando o indivíduo não possui uma rotina. “Biologicamente, somos programados para dormir à noite. Existem fatores que predispõem o corpo a dormir neste período, como a ausência da luz, a queda da temperatura do corpo e a produção da melatonina – hormônio capaz de regular o sono. Se a inversão é necessária para fins profissionais, a recomendação é manter a disciplina e dormir sempre no mesmo horário”, alerta.</p>
<p>Ela ainda ressalta que é durante o sono que o organismo realiza o processo de regeneração celular e recupera as energias essenciais para o equilíbrio do corpo e da mente. “O sono da noite possui maior qualidade que o sono diurno, mais suscetível a interferências externas. No entanto, independente de ele ser noturno ou diurno, alguns processos hormonais precisam ser realizados por completo para que a saúde não seja comprometida e a pessoa não fique predisposta, por exemplo, à obesidade, devido a dificuldade de ação da leptina (o hormônio da saciedade), e ao diabetes, pela maior resistência à ação da insulina”.</p>
<p>A consultora dá algumas dicas que podem minimizar os prejuízos à saúde causados pela vida profissional noturna:</p>
<p>• Durma sempre nos mesmos horários, mesmo nos dias de folga, para que o relógio biológico não fique ainda mais afetado;</p>
<p>• Procure ambientes tranquilos e sem claridade para não afetar o desenvolvimento do sono. Feche janelas e cortinas, e mantenha o ambiente arejado, pois o calor atrapalha ainda mais o sono;</p>
<p>• Utilize travesseiros que garantam uma boa postura e ainda ajudam a evitar a transpiração.</p>
<p>• Mantenha uma alimentação equilibrada, com horários regulares e alimentos saudáveis, ricos em fibras, muitas frutas e pouca gordura. Também é importante fazer as três refeições principais e, antes de dormir, fazer uma refeição leve;</p>
<p>• Evite o consumo de refrigerantes com cafeína, café, chá preto ou mate durante o trabalho noturno e, principalmente, antes de dormir;</p>
<p>• Praticar exercícios físicos regulares, manter o peso e evitar o consumo excessivo de álcool e cigarros também são medidas importantes.</p>
<p><span style="font-size: x-small;"><strong>(Consumidor Moderno Consciente)</strong></span></p>
]]></content:encoded>
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		<item>
		<title>OMS afirma que 270 mil pedestres morrem em acidentes nas ruas por ano</title>
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		<pubDate>Fri, 03 May 2013 13:41:01 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Henrique Andrade Camargo</dc:creator>
				<category><![CDATA[Notí­cias]]></category>
		<category><![CDATA[Sociedade]]></category>
		<category><![CDATA[saúde]]></category>
		<category><![CDATA[trânsito acidente]]></category>

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		<description><![CDATA[Organização quer que governos adotem ações concretas para melhorar a segurança dos pedestres.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><span style="font-size: x-small;"><strong>Edgard Júnior, da Rádio ONU</strong></span></p>
<p>A Organização Mundial da Saúde alertou que 270 mil pedestres morrem todos os anos em acidentes nas ruas e estradas do mundo inteiro.</p>
<p>Segundo a OMS, isso representa 22% do 1,24 milhão de mortes no trânsito registradas anualmente. A agência da ONU pediu aos governos que adotem ações concretas para melhorar a segurança dos pedestres.</p>
<p><strong>Campanha</strong></p>
<p>A OMS lança de seis a 12 de maio, a campanha &#8220;Segunda Semana Global da ONU para Segurança nas Estradas&#8221;, com eventos em quase 70 países.</p>
<p>O objetivo é chamar a atenção das autoridades para as necessidades dos pedestres, gerar medidas de proteção e contribuir com a meta da &#8220;Década Global para a Segurança nas Estradas&#8221;. O programa visa salvar 5 milhões de vidas entre 2011 e 2020.</p>
<p><strong>Mortes</strong></p>
<p>O diretor da OMS responsável pelo setor, Etienne Krug, afirmou que 5 mil pedestres morrem nas ruas, por semana, em todo o mundo. Ele explicou que isso acontece porque suas necessidades estão sendo ignoradas há décadas.</p>
<p>Krug disse que as autoridades devem repensar uma forma de organizar o sistema de transportes para garantir a segurança das pessoas que caminham.</p>
<p><strong>Fatalidades</strong></p>
<p>Segundo a OMS, o índice de pedestres mortos nas ruas é maior na África, 38%, e menor no sudeste da Ásia, com 12%. Mas em alguns países, como El Salvador e Libéria, essa proporção chega a quase dois-terços das fatalidades ocorridas em acidentes de trânsito.<br />
O Brasil é considerado um dos países com as melhores leis de trânsito do mundo. Mesmo assim o país registra um número alto de mortes em acidentes nas ruas e estradas.</p>
<p>Segundo o Relatório da OMS, &#8220;Estado Global sobre a Segurança nas Estradas&#8221;, o Brasil teve 36,5 mil acidentes de trânsito, com mais de 43 mil mortes. Isso corresponte a uma taxa de 22,5 mortes para cada 100 mil habitantes.</p>
<p>O resultado coloca o Brasil no mesmo nível de Angola, Botsuana, Gabão e Líbano, e atrás dos vizinhos, Argentina, Colômbia, Paraguai e Uruguai.</p>
<p><strong>Desempenhos</strong></p>
<p>Os melhores desempenhos em termos de segurança foram registrados em países europeus, cuja taxa chegou a 3 mortes por 100 mil habitantes, na Suécia, até os Estados Unidos, com 11,4.</p>
<p>Os piores resultados foram em nações como República Dominicana, Venezuela, África do Sul, Nigéria, Irã, Iraque e Tailândia.</p>
<p><strong>Lusófonos</strong></p>
<p>Entre os países lusófonos, Guiné-Bissau teve o pior resultado com um índice de 31,2 mortes por 100 mil habitantes, seguida de Angola, Brasil, Cabo Verde, São Tomé e Príncipe, Timor-Leste, Moçambique e Portugal.</p>
<p>A OMS diz que existem várias formas para melhorar a segurança dos pedestres.</p>
<p>A organização sugere a adoção e a aplicação de leis para reduzir a velocidade, combater o motorista que dirige embriagado, evitar o uso de telefones celulares e outras formas de distração.</p>
<p>Segundo a OMS é necessário criar calçadas, passarelas ou outros tipos de infraestrutura que separem os pedestres dos carros, como também criar áreas somente para pessoas em grandes centros urbanos, restringindo o acesso de automóveis.</p>
<p><span style="font-size: x-small;"><strong>(Rádio ONU)</strong></span></p>
]]></content:encoded>
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		</item>
		<item>
		<title>Os efeitos colaterais do tal progresso</title>
		<link>http://mercadoetico.terra.com.br/arquivo/os-efeitos-colaterais-do-tal-progresso/</link>
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		<pubDate>Thu, 02 May 2013 19:50:21 +0000</pubDate>
		<dc:creator>reinaldo.canto</dc:creator>
				<category><![CDATA[Reinaldo Canto]]></category>
		<category><![CDATA[desenvolvimento sustentável]]></category>
		<category><![CDATA[meio ambiente]]></category>
		<category><![CDATA[PIB]]></category>
		<category><![CDATA[poluição atmosférica]]></category>
		<category><![CDATA[progresso]]></category>

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		<description><![CDATA[Chegará o dia, esperemos que não seja muito tarde, em que será preciso equilibrar o tal progresso baseado no aumento do lucro e nos ganhos imediatos com os reais interesses das pessoas e levando em conta os limites ambientais. ]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><a href="http://mercadoetico.terra.com.br/website/wp-content/uploads/2013/05/aquecimento_global_C_250.jpg"><img class="alignleft size-full wp-image-71969" src="http://mercadoetico.terra.com.br/website/wp-content/uploads/2013/05/aquecimento_global_C_250.jpg" alt="" width="250" height="168" /></a>Infelizmente ainda existem muitas dificuldades e resistências para que possamos analisar criticamente o chamado modelo de desenvolvimento. Questionar o crescimento determinado pelos critérios tradicionais estabelecidos pelo Produto Interno Bruto – PIB, invariavelmente,  são contestados como conversa de ambientalistas ou de quem é contra o país.</p>
<p>Já ouvi o economista Eduardo Giannetti da Fonseca afirmar que, se fossem contabilizadas as perdas em recursos naturais da China, o real crescimento da potência asiática, que avançava na casa dos dois dígitos em anos recentes, seria infinitamente menor.</p>
<p>Pois, se é mais difícil para muitos compreenderem o valor dos fundamentais serviços ambientais que a natureza do planeta nos oferece, talvez questões que impliquem na redução da qualidade de vida, possam ser mais fáceis de entender para ouvidos moucos e conservadores.</p>
<p>A poluição atmosférica é um desses fatores conhecidos de nós brasileiros, principalmente daqueles moradores das grandes metrópoles. Só em São Paulo, esse tipo de poluição é responsável pela morte de 4 mil pessoas por ano e também responde por milhares de internações graças a um ar cada vez mais carregado de partículas comprometedoras à saúde humana.</p>
<p>Neste período do ano muita gente sofre bastante com a piora na qualidade do ar. A dificuldade na dispersão dos poluentes afeta crianças e idosos em maior número, mas outras faixas etárias também são impactadas.</p>
<p>O maior responsável nas grandes cidades, claro, é o nefasto escapamento dos carros a soltar seus gases poluentes para serem consumidos livremente por nossos pulmões. E, por mais que muitos resistam à ideia de limitar o número de veículos a circular pela cidade dando prioridade ao transporte público, mas sim investir e implantar tecnologias menos poluentes, a realidade se mostra mais forte. É verdade que um carro deste século XXI polui muito menos que um veículo dos anos 70 do século passado, nem por isso respiramos um ar melhor. Simplesmente porque existem mais carros hoje do que no passado.</p>
<p><strong>Situação piora sem solução no horizonte</strong></p>
<p>Na semana passada foram divulgadas novas informações que comprometem ainda mais a saúde dos paulistas. A poluição por ozônio bateu um novo recorde na Região Metropolitana de São Paulo chegando ao pior nível em 10 anos. Para o professor Paulo Saldiva, coordenador do Laboratório de Poluição Atmosférica da USP, “o ozônio está fora de controle” (Estadão, 23/04). Segundo o pesquisador, a péssima qualidade dos nossos combustíveis, associado a poucas chuvas e temperaturas mais altas, criaram um ambiente propício à piora na qualidade do ar.</p>
<p>Chegará o dia, esperemos que não seja muito tarde, em que será preciso equilibrar o tal progresso baseado no aumento do lucro e nos ganhos imediatos com os reais interesses das pessoas e levando em conta os limites ambientais.  Afinal, o verdadeiro progresso não deve se basear meramente no aumento do poder de consumo, mas em elementos que possibilitem melhorar a qualidade de vida de vida de todos. Respirar um ar limpo, beber água pura e ter uma alimentação saudável devem preceder quaisquer fatores econômicos.</p>
]]></content:encoded>
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		</item>
		<item>
		<title>Camisa pode ser usada durante 100 dias sem precisar de lavagem</title>
		<link>http://mercadoetico.terra.com.br/arquivo/camisa-pode-ser-usada-durante-100-dias-sem-precisar-de-lavagem/</link>
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		<pubDate>Thu, 02 May 2013 19:40:25 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Henrique Andrade Camargo</dc:creator>
				<category><![CDATA[Moda & Beleza]]></category>
		<category><![CDATA[Notí­cias]]></category>
		<category><![CDATA[Salas Temáticas]]></category>
		<category><![CDATA[moda]]></category>
		<category><![CDATA[moda sustentável]]></category>

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		<description><![CDATA[Novo tecido proveniente da lã seria seis vezes mais resistente que o algodão e combateria naturalmente o odor e as rugas]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><a href="http://ciclovivo.com.br/noticia/camisa-pode-ser-usada-durante-100-dias-sem-precisar-de-lavagem" target="_blank"></a><span style="font-size: x-small;"><strong><a href="http://ciclovivo.com.br/noticia/camisa-pode-ser-usada-durante-100-dias-sem-precisar-de-lavagem" target="_blank">CicloVivo</a></strong></span></p>
<p><span style="font-size: x-small;"><strong><a href="http://mercadoetico.terra.com.br/website/wp-content/uploads/2013/05/moda_cotton_soft_520.jpg"><img class="aligncenter size-full wp-image-71964" src="http://mercadoetico.terra.com.br/website/wp-content/uploads/2013/05/moda_cotton_soft_520.jpg" alt="" width="520" height="358" /></a><br />
</strong></span></p>
<p>A empresa norte-americana Wool&amp;Prince desenvolveu uma camisa que pode ser usada sem lavar por até cem dias. O tecido da peça foi desenvolvido a partir de lã que, segundo a empresa, oferece conforto, praticidade, durabilidade e economia.</p>
<p>A ideia para a criação surgiu a partir de uma análise sobre as camisas tradicionais, que são usadas diariamente por pessoas em todo o mundo. Por causa da constância entre o uso e a lavagem, as peças acabando tendo uma vida útil pequena, de dois a três anos.</p>
<p>Após seis meses de pesquisa e testes, a<em> Wool&amp;Prince</em> desenvolveu o <em>Cotton-Soft</em>, um tecido proveniente da lã, seis vezes mais resistente que o algodão e que combate naturalmente o odor e evita as rugas, portanto não precisa ser passada.</p>
<p>Para comprovar a eficiência da criação, a empresa selecionou 15 homens que realizaram as mais diversas atividades utilizando a camisa. Um dos sócios no negócio também fez o teste e usou a peça durante cem dias, mesmo que ele explique que esse longo período de uso sem lavagem, seja algo opcional e não uma regra.</p>
<p>O consulto Aaron Flack, que foi selecionado como “cobaia”, exaltou a praticidade da camisa. Segundo ele, por vários dias ele a deixou guardada no fundo de sua bolsa e, sempre que precisava utilizá-la, a peça estava pronta para o uso, sem rugas.</p>
<p>Sobre a questão do odor, a empresa garante que a lã reduz as chances de o odor pegar na roupa por ser mais eficiente na absorção e evaporação do suor. Em consequência desses benefícios, os ciclos de lavagem são reduzidos, em comparação às camisas tradicionais e o desgaste da peça também é menor.</p>
<p><span style="font-size: x-small;"><strong>(CicloVivo)</strong></span></p>
]]></content:encoded>
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		</item>
		<item>
		<title>Brasileira vence competição internacional com projeto de “casa do futuro”</title>
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		<pubDate>Thu, 02 May 2013 19:19:07 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Henrique Andrade Camargo</dc:creator>
				<category><![CDATA[meio ambiente]]></category>
		<category><![CDATA[Negócios sustentáveis]]></category>
		<category><![CDATA[Notí­cias]]></category>
		<category><![CDATA[Salas Temáticas]]></category>
		<category><![CDATA[Você Sustentável]]></category>

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		<description><![CDATA[Projeto une mobilidade, sustentabilidade e tecnologia.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><a href="http://ciclovivo.com.br/noticia/brasileira-vence-competicao-internacional-com-projeto-de--casa-do-futuro-" target="_blank"></a><span style="font-size: x-small;"><strong><a href="http://ciclovivo.com.br/noticia/brasileira-vence-competicao-internacional-com-projeto-de--casa-do-futuro-" target="_blank">CicloVivo</a></strong></span></p>
<p><span style="font-size: x-small;"><strong><a href="http://mercadoetico.terra.com.br/website/wp-content/uploads/2013/05/casa_sustentavel_B_520.jpg"><img class="aligncenter size-full wp-image-71959" src="http://mercadoetico.terra.com.br/website/wp-content/uploads/2013/05/casa_sustentavel_B_520.jpg" alt="" width="520" height="346" /></a><br />
</strong></span></p>
<p>A arquiteta Betina Gomes desenvolveu o projeto de uma residência que une mobilidade, sustentabilidade e tecnologia. Com ele, a gaúcha ganhou o prêmio A<em>’Design Award &amp; Competition</em> na categoria Design de Arquitetura, Construção e Estrutura, na Semana de Design de Milão, na Itália.</p>
<p>Feita em um contêiner, com apenas 32 metros quadrados, a casa possui banheiro, quarto, sala de jantar, escritório, sala de estar, home theater e uma pista de dança. Todos os ambientes podem ser transformados acionando um comando por meio de um smartphone, tablet ou notebook.</p>
<p>A iluminação, toldos, persianas e os painéis deslizantes que mudam os cômodos da casa podem ser controlados através de um aplicativo no dispositivo móvel. Uma pista de dança com painéis de LED no teto, por exemplo, é capaz de ser transformada em um quarto de casal em apenas dois minutos.</p>
<p>Para reduzir os custos de energia elétrica, foram instaladas placas solares. Além da energia solar, que é também utilizada para aquecimento de água, há iluminação em LED e eletrodomésticos de baixo consumo.</p>
<p>Já para minimizar o gasto de água, foi implementado um sistema que reaproveita a água da chuva para as descargas do vaso sanitário. Além de um software de automação que indica o consumo de água, eletricidade e gás para evitar desperdícios e apontar possíveis problemas nas tubulações.</p>
<p>A “casa do futuro” foi projetada, principalmente, para quem precisa de mobilidade. A arquiteta sugere que as empresas recorram ao projeto para criar espaços fora dos centros urbanos e também pela rede hoteleira que precisa abrigar participantes de grandes eventos, como a Copa do Mundo e as Olimpíadas.</p>
<p>Uma casa custa R$ 580 mil e é montada em 120 dias. Betina afirma que a estrutura montada pode ser transportada com a ajuda de um caminhão ou até mesmo em um navio, caso o morador tenha a necessidade de mudar do local instalado. Com informações do Techtudo.</p>
<p><span style="font-size: x-small;"><strong>(CicloVivo)</strong></span></p>
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		<title>Brasil conseguirá tirar toda a população da pobreza extrema, afirma representande do Pnud</title>
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		<pubDate>Thu, 02 May 2013 19:13:14 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Henrique Andrade Camargo</dc:creator>
				<category><![CDATA[Notí­cias]]></category>
		<category><![CDATA[Sociedade]]></category>
		<category><![CDATA[Brasil]]></category>
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		<category><![CDATA[Economia]]></category>
		<category><![CDATA[pobrea]]></category>

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		<description><![CDATA[Em 2012, 35% das pessoas subiram de nível social, enquanto 14% caíram.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><span style="font-size: x-small;"><strong>EcoD</strong></span></p>
<p>O representante do Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (Pnud), Jorge Chediek, declarou que o Brasil conseguirá tirar toda a população da pobreza extrema. A afirmação foi realizada após o conhecimento sobre o estudo Vozes da Nova Classe Média, divulgado no dia 29 de abril, pela Secretaria de Assuntos Estratégicos (SAE) da Presidência da República. Segundo ele, as políticas do governo brasileiro para a nova classe média também influenciarão a Organização das Nações Unidas (ONU).</p>
<p>&#8220;Vemos que políticas públicas sociais e econômicas farão com que o Brasil atinja o resultado de 100% de redução da pobreza extrema. E a ONU tem um compromisso assumido de combate à pobreza. Pensamos muito nisso, mas [pensamos] pouco no ponto de chegada, que é a classe média. É muito útil o Brasil estar pensando neste ponto de chegada&#8221;, apontou o representante do Pnud à Agência Brasil.</p>
<p>Ministro da SAE e presidente do Instituto de Pesquisa Econômica e Aplicada (Ipea), Marcelo Neri disse que &#8220;o fim da miséria é apenas o começo&#8221;. Segundo ele, a desigualdade teve uma &#8220;queda espetacular&#8221;, após o índice de Gini ter caído de 0,64 para 0,54 nos últimos dez anos. Esse índice, pelo qual zero representa a igualdade total de renda, é um dos mais usados para comparações socioeconômicas entre países.</p>
<p>&#8220;Em 2012, mesmo com [baixo crescimento do PIB] o chamado Pibinho, 35% das pessoas subiram [de nível social], enquanto 14% caíram. Isso mostra que o país vive mais prosperidade e oportunidade, e menos desigualdade&#8221;, acrescentou o ministro Marcelo Neri, após apontar a Carteira de Trabalho como maior símbolo da classe média.</p>
<p>Para Jorge Chediek, os números apresentados pelo estudo &#8220;são impressionantes&#8221;. Ele avalia que a formalização do emprego foi fundamental para os bons resultados. &#8220;O que mais melhorou a situação do país foi a criação de empregos. [Também] por isso é muito importante conhecer a classe média&#8221;, acrescentou.</p>
<p><strong>Estudo</strong></p>
<p>O estudo Vozes da Nova Classe Média mostra a contribuição do empreendedor para a expansão da nova classe média brasileira. Tem como um dos destaques o aumento na formalização dos empregos. Entre as conclusões que se pode tirar com base no estudo está a de que 40% dos postos de trabalho disponíveis foram gerados a partir de pequenos negócios.</p>
<p>Dos 15 milhões de novas vagas abertas entre 2001 e 2011, 6 milhões foram criadas pelos empreendimentos de pequeno porte. Além disso, 95% delas são empregos formais. Ainda de acordo com o estudo, 39% do total de remunerações do país estão relacionadas a pequenos empreendedores – volume que supera os R$ 500 bilhões por ano.</p>
<p>- Leia o estudo na íntegra (em PDF) -</p>
<p>(EcoD)</p>
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		<title>O Brasil está na contramão energética?</title>
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		<pubDate>Thu, 02 May 2013 19:10:16 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Henrique Andrade Camargo</dc:creator>
				<category><![CDATA[energia]]></category>
		<category><![CDATA[Notí­cias]]></category>
		<category><![CDATA[Brasil]]></category>
		<category><![CDATA[energia limpa]]></category>
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		<category><![CDATA[petróleo]]></category>

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		<description><![CDATA[País é o 10º mais atrativo em renováveis, mas investe pouco na área]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><span style="font-size: x-small;"><strong>EcoD</strong></span></p>
<p><a href="http://mercadoetico.terra.com.br/website/wp-content/uploads/2013/05/energia_linha_transmissão_250.jpg"><img class="alignleft size-full wp-image-71948" src="http://mercadoetico.terra.com.br/website/wp-content/uploads/2013/05/energia_linha_transmissão_250.jpg" alt="" width="250" height="168" /></a></p>
<p>As fontes de energia renováveis são mesmo a aposta do futuro. O mercado de investimentos na área está tão aquecido que a <em>Bloomberg New Energy Finance</em> revisou as projeções para o setor e chegou a expectativa de um crescimento de 230%. Com isso, o investimento anual passaria dos US$ 268,7 bilhões, em 2012, para US$ 630 bilhões por ano em 2030.</p>
<p>Porém, o entusiasmo do mercado com as renováveis não acha eco no governo brasileiro. Embora seja o 10º país do mundo mais atrativo no setor, segundo o Índice de Atratividade de Energias Renováveis, da consultoria Ernst &amp; Young, o Brasil ainda prefere direcionar os investimentos energéticos em projetos como a exploração do pré-sal.</p>
<p style="padding-left: 30px;"><span style="font-size: x-small;"><strong>No cenário descrito pelo relatório, a perspectiva é que 70% de todas as novas usinas de geração de energia elétrica serão de fontes renováveis – principalmente solar e eólica, embora o cálculo também considere as grandes hidrelétricas. Apesar da perspectiva positiva, esse crescimento ainda não será suficiente para que as renováveis ultrapassem os combustíveis fósseis em relação às usinas já instaladas, geralmente subsidiadas.</strong></span></p>
<p>Lançado em novembro de 2012, o relatório O Setor Elétrico Brasileiro e a Sustentabilidade indica que o potencial da energia solar e eólica no Brasil tem sido menosprezado nas políticas públicas do setor energético. O documento revelou que, com as tecnologias atuais de energia solar, seria possível atender a 10% da demanda atual de energia elétrica utilizando menos de 5% da área urbanizada do Brasil. No caso da energia eólica, o potencial inexplorado chega a 300 gigawatts (GW), quase três vezes o total da capacidade instalada atualmente no país.</p>
<p>No entanto, não há indicativos de mudança nesse cenário tão cedo. No dia 23 de abril, a presidente Dilma Rousseff afirmou a jornalistas que “não tem milagre”: ou se constrói novas hidrelétricas ou aumenta-se a participação das termelétricas na distribuição de energia. Programas de eficiência energética e redução de demanda ou perspectivas de investimentos em outras fontes renováveis sequer foram citados no discurso.</p>
<p><strong>Marrons</strong></p>
<p><a href="http://mercadoetico.terra.com.br/website/wp-content/uploads/2013/05/petroleo_plataforma_250.jpg"><img class="alignright size-full wp-image-71949" src="http://mercadoetico.terra.com.br/website/wp-content/uploads/2013/05/petroleo_plataforma_250.jpg" alt="" width="250" height="166" /></a>Segundo a diretora-geral da Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP), Magda Chambriard, o desafio do setor é dobrar em dez anos a produção de petróleo e gás natural e as reservas provadas do país, atualmente da ordem de 15 bilhões. A indústria brasileira do petróleo já concentra 63% dos investimentos feitos pelo país no setor energético. Ela afirma que, na próxima década, serão necessários investimentos de cerca de US$ 400 bilhões somente na área de serviços para atender ao setor.</p>
<p>A exploração do pré-sal deve emitir mais de 330 milhões de toneladas de CO2 por ano, quantidade equivalente ao total de emissões da África do Sul. Além disso, há especialistas que acreditam que não seja tão vantojosa assim, uma vez que concorrência no setor petroleiro está mais acirrada com a exploração bem mais barata do gás xisto no Canadá e a provável construção da Keystone XL.</p>
<p>Outras medidas governamentais demonstram que o país ainda não está sintonizado com a necessidade de adoção de uma economia de baixo carbono. É o caso da implantação de medidas como a redução de impostos para automóveis, sem exigir em contrapartida a melhoria da eficiência energética destes. Em agosto do ano passado, a Petrobras chegou a anunciar que iria investir 12% dos US$ 13,5 bilhões destinados à Área de Gás e Energia para expandir sua capacidade de geração termoelétrica.</p>
<p><strong>&#8220;Limpas&#8221;</strong></p>
<p><a href="http://mercadoetico.terra.com.br/website/wp-content/uploads/2013/05/energias_renováveis_500.jpg"><img class="aligncenter size-full wp-image-71950" src="http://mercadoetico.terra.com.br/website/wp-content/uploads/2013/05/energias_renováveis_500.jpg" alt="" width="500" height="222" /></a></p>
<p>Muito embora a energia nuclear esteja em retrocesso em todo mundo devido aos riscos de acidentes radioativos, o Brasil irá investir R$ 850 milhões no setor, que ainda prevê a construção de um reator que produzirá energia limpa para utilização medicinal.</p>
<p>Em meados de abril, o ministro da Ciência, Tecnologia e Inovação, Marco Antonio Raupp, chegou a declarar que a reativação do programa nuclear brasileiro para fins pacíficos é um dos principais programas da pasta, do qual ele “não abre mão”.</p>
<p>A grande “menina dos olhos” do governo federal na área energética, entretanto, continua sendo as hidrelétricas. De acordo com o Observatório de Investimentos na Amazônia, há 30 usinas hidrelétricas planejadas ou em construção na Amazônia. Além disso, está em discussão a construção de mais 87 Pequenas Centrais Hidrelétricas (PCHs) na Bacia do Alto Paraguai.</p>
<p style="padding-left: 30px;"><span style="font-size: x-small;"><strong>Somente no PAC II, estão previstos investimentos da ordem de R$ 94,14 bilhões para construção de hidrelétricas na região – R$ 67,38 bilhões para obras em andamento (Jirau, Santo Antônio, Belo Monte, Santo Antônio do Jari, Colider, Teles Pires, Estreito, Ferreira Gomes) e R$ 26,78 bilhões em novos projetos (São Luiz do Tapajós, Jatobá, São Manoel, Sinop).</strong></span></p>
<p>Segundo pesquisadores, as pequenas hidrelétricas podem afetar profundamente o sistema hidrológico na América do Sul. A hipótese é que as obras podem ameaçar a conectividade do planalto, onde nasce o Rio Paraguai e seus afluentes, e a planície inundada do Pantanal , por onde as águas desses rios escoam, dificultando o fluxo migratório de peixes e outras espécies aquáticas e semiaquáticas.</p>
<p><strong>Futuro?</strong></p>
<p><a href="http://mercadoetico.terra.com.br/website/wp-content/uploads/2013/05/energia_eolica_250.jpg"><img class="alignleft size-full wp-image-71951" src="http://mercadoetico.terra.com.br/website/wp-content/uploads/2013/05/energia_eolica_250.jpg" alt="" width="250" height="168" /></a>Há perspectivas positivas na área energética brasileira, contudo. Os investimentos privados em energia renovável no Brasil cresceram 8% em 2011, saltando para US$ 7 bilhões. Grande parte disso é devido ao vasto potencial da energia eólica, principalmente no Nordeste brasileiro, onde novas avaliações indicam que a força eólica é duas vezes maior que a demonstrada no mapa de vento hoje.</p>
<p>A Bahia lidera os investimentos eólicos no país, com R$6,5 bilhões até 2014 e cinco mil empregos. A tendência é que, até 2020, 10% da energia baiana seja gerada a partir do vento.</p>
<p>No início de abril, o presidente do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), Luciano Coutinho, assinou um termo de cooperação destinando R$3 bilhões para o desenvolvimento de inovações na área energética do país.</p>
<p>O recurso faz parte do Plano Inova Energia, que pretende estimular o setor privado a buscar inovações por meio de quatro linhas: redes inteligentes, que distribuem a energia de maneira mais eficiente; melhoria na transmissão de longa distância em alta tensão; energias alternativas, como a solar e termossolar; e desenvolvimento de dispositivos eficientes para veículos elétricos, que possam contribuir para a redução na emissão de poluentes nas cidades.</p>
<p>A soma ainda é modesta se compararmos aos números envolvidos nos outros setores, mas representa um pontapé inicial em uma área até então menosprezada: a eficiência. De acordo com o engenheiro Walfredo Schindler, coordenador de uma coleção de estudos na área, somente a modernização das hidrelétricas poderiam agregar até 3,2 GW de potência adicionais, “com impacto zero e custo reduzido”, quase a potência média da Usina de Belo Monte (4 GW). “Tal atitude pode garantir uma energia extra a baixo custo e sem nenhum impacto ambiental”, disse.</p>
<p>Segundo estudo da Associação Brasileira das Empresas de Serviços de Conservação de Energia (Abesco), cerca de 10% dos 430 terawatt-hora (TWh) consumidos no país a cada ano são desperdiçados, volume superior ao consumido pelo total da população do estado do Rio de Janeiro, que alcança cerca de 36 TWh.</p>
<p><span style="font-size: x-small;"><strong>(EcoD)</strong></span></p>
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		<title>Morar próximo da natureza torna as pessoas mais felizes</title>
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		<pubDate>Thu, 02 May 2013 18:42:28 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Henrique Andrade Camargo</dc:creator>
				<category><![CDATA[Notí­cias]]></category>
		<category><![CDATA[Salas Temáticas]]></category>
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		<description><![CDATA[Estudo do Centro Europeu para Meio Ambiente e Saúde Humana constata que quem mora próximo da natureza tem mais qualidade de vida ]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><span style="font-size: x-small;"><strong>EcoD</strong></span></p>
<p><span style="font-size: x-small;"><strong><a href="http://mercadoetico.terra.com.br/website/wp-content/uploads/2013/05/felicidade_bosque_520.jpg"><img class="aligncenter size-full wp-image-71944" src="http://mercadoetico.terra.com.br/website/wp-content/uploads/2013/05/felicidade_bosque_520.jpg" alt="" width="520" height="346" /></a><br />
</strong></span></p>
<p>Se estresse e tristeza são sentimentos que volta e meia aparecem em sua vida, talvez tudo que você precisa seja se mudar para um lugar mais “verde”. Um estudo produzido pelo Centro Europeu para Meio Ambiente e Saúde Humana, publicado em abril, constata que quem mora próximo da natureza tem mais qualidade de vida e, portanto, são mais felizes, do que quem mora nas grandes cidades.</p>
<p>A pesquisa foi baseada em dados de mais de 10 mil pessoas que se mudaram para áreas verdes, coletados entre 1991 e 2008. Os pesquisadores concluíram que, após a mudança, as pessoas demonstraram menor cansaço mental, menores índices de depressão e mais qualidade de vida.</p>
<p>Os cientistas compararam ainda o impacto da transição com outros fatores que incrementam o bem-estar das pessoas. Assim, morar próximo da natureza representa ter um terço da felicidade que se sente ao se casar, por exemplo. Assim, nenhuma surpresa ao ver que as melhores cidades para se viver são também as mais verdes.</p>
<p><span style="font-size: x-small;"><strong>(EcoD)</strong></span></p>
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		<title>Desafios da segurança alimentar no Brasil</title>
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		<pubDate>Thu, 02 May 2013 18:38:35 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Henrique Andrade Camargo</dc:creator>
				<category><![CDATA[meio ambiente]]></category>
		<category><![CDATA[Notí­cias]]></category>
		<category><![CDATA[Sociedade]]></category>
		<category><![CDATA[agricultura]]></category>
		<category><![CDATA[agricultura orgânica]]></category>
		<category><![CDATA[Brasil]]></category>
		<category><![CDATA[segurança alimentar]]></category>

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		<description><![CDATA[Cida de Oliveira e Sarah Fernandes, da Rede Brasil Atual Um novo modelo de produção de alimentos, baseado na agroecologia, sem o uso de sementes transgênicas, agrotóxicos e fertilizantes químicos, em pequenas propriedades familiares, e a regulação do abastecimento e distribuição são os maiores desafios para a segurança alimentar no Brasil. - É inadmissível continuarmos [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><span style="font-size: x-small;"><strong>Cida de Oliveira e Sarah Fernandes, da Rede Brasil Atual</strong></span></p>
<p>Um novo modelo de produção de alimentos, baseado na agroecologia, sem o uso de sementes transgênicas, agrotóxicos e fertilizantes químicos, em pequenas propriedades familiares, e a regulação do abastecimento e distribuição são os maiores desafios para a segurança alimentar no Brasil.</p>
<p>- É inadmissível continuarmos líderes no ranking do consumo de agrotóxicos, financiando esse setor com a isenção de impostos e ainda termos de ouvir declarações como as da senadora Kátia Abreu, da bancada ruralista, de que o pobre precisa comer, sim, comida com agrotóxico porque é mais barato – disse Vanessa Schottz, técnica da ONG Federação dos Órgãos para Assistência Social e Educacional (Fase) e secretária executiva do Fórum de Soberania e Segurança Alimentar e Nutricional (FBSSAN), completando, em seguida: – Em vez disso, precisamos democratizar o acesso à terra, regionalizar a distribuição de alimentos saudáveis e apoiar feiras livres, que permitem que alimentos mais frescos e baratos cheguem à mesa da população.</p>
<p>Para discutir esses e outros temas relacionados aos impactos e desafios do atual sistema, integrantes do FBSSAN de todo o país, redes, movimentos sociais e outras instâncias estratégicas vão se reunir em seu sétimo encontro nacional, de 4 a 6 de junho, em Porto Alegre. A programação inclui painéis para discutir a crise alimentar, a dimensão pública do abastecimento, oficinas temáticas sobre agricultura urbana, normas sanitárias para a produção familiar e artesanal, agrotóxicos e transgênicos, além de rodas de conversa para o debate público sobre as dimensões estratégicas de luta pela comida.</p>
<p>- Discutir os alimentos que estamos comendo ou não é estratégico. Da mesma maneira que avançamos na construção do marco legal do Direito Humano à Alimentação e no fortalecimento e institucionalização de políticas públicas estratégicas, ainda persistem ameaças a esse direito – disse Vanessa.</p>
<p>Em fevereiro de 2010, o alimento foi incluído no rol dos direitos constitucionais pela emenda constitucional 64, fruto de um abaixo-assinado liderado pelo Conselho Nacional de Segurança Alimentar e Nutricional (Consea), com mais de 50 mil assinaturas. Com a aprovação da proposta, a soberania alimentar e nutricional passou a ser um dever do Estado, e não mais política de governo.</p>
<p>Outra conquista é a Lei 11.947, de 2009, conhecida como lei da alimentação escolar, que determina a utilização de, no mínimo, 30% dos recursos repassados pelo Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação (FNDE) para alimentação escolar, na compra de produtos da agricultura familiar e do empreendedor familiar rural ou de suas organizações. Têm prioridade os assentamentos de reforma agrária, as comunidades tradicionais indígenas e comunidades quilombolas. A compra dos alimentos deve ser feita, sempre que possível, no mesmo município das escolas.</p>
<p>Segundo o Fórum, o modelo de abastecimento e distribuição de alimentos, cada vez mais controlado pelo agronegócio, pela indústria e cadeia de supermercados, acelera o processo de ‘commoditização’ e artificialização dos alimentos, de empobrecimento da base alimentar e no aumento do preço dos alimentos.</p>
<p>Vanessa lembra um estudo da Organização das Nações Unidas para a Alimentação e Agricultura (FAO) segundo o qual, apesar de toda a diversidade vegetal brasileira, a base da alimentação está em três alimentos: trigo, soja e milho.</p>
<p>- Todos são produzidos de maneira mecanizada, em grandes extensões de terra, no sistema de monocultura, com uso de agrotóxicos, e entram na industrialização da maioria dos alimentos consumidos.<br />
Outras grandes questões, segundo ela, é se há uma crise alimentar ou é o próprio sistema alimentar que está em crise; quais são as causas principais, de que maneira essa crise se expressa no Brasil, se as políticas públicas respondem ou não aos desafios impostos por esse sistema.</p>
<p>- É muito importante que a sociedade civil entenda, debata e critique os impactos do atual sistema alimentar sobre a soberania e segurança alimentar da população brasileira – disse.</p>
<p>Neste mês, estão sendo realizadas as etapas estaduais, como a de Goiás, que ocorreu no último final de semana. Na avaliação da professora do Departamento de Nutrição da Universidade Federal de Goiás e presidenta do Conselho de Segurança Alimentar daquele estado, Dulce Cunha, o Brasil avançou muito no combate à fome. Mas ressalvou:<br />
- Ainda existem bolsões de pobreza onde há pessoas sem acesso à qualidade diária mínima de nutrientes. E também não avançamos no sentido de garantir a alimentação como um direito humano. Basta ver que o Brasil é o que mais consome agrotóxicos ao mesmo tempo em que a obesidade infantil vem aumentando muito – disse.</p>
<p>Segundo ela, é necessário uma leitura crítica do sistema de produção e abastecimento, bem como pensar estratégias para assegurar a soberania alimentar nacional do Brasil.</p>
<p>- A ideia é ir além da garantia de acesso de todos ao alimento. A alimentação tem de ser entendida como um direito humano, assegurando que as pessoas tenham alimentos de qualidade produzidos sem venenos e que respeitem os hábitos alimentares regionais e a idade dos indivíduos.</p>
<p>O Fórum Brasileiro de Soberania e Segurança Alimentar e Nutricional (FBSSAN) foi criado em 1998. Reúne organizações, redes, movimentos sociais, instituições de pesquisa, profissionais da saúde, nutrição, direitos humanos, agroecologia, agricultura familiar, economia solidária e de educação popular na luta pelo Direito Humano à Alimentação Adequada (DHAA) e pela soberania alimentar.</p>
<p><span style="font-size: x-small;"><strong>(Canal Ibase)</strong></span></p>
]]></content:encoded>
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		<title>A pé se vai longe</title>
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		<pubDate>Thu, 02 May 2013 18:26:23 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Henrique Andrade Camargo</dc:creator>
				<category><![CDATA[Negócios sustentáveis]]></category>
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		<description><![CDATA[Projeto tem  o objetivo de melhorar o relacionamento dos cidadãos com sua cidade por meio do conhecimento e experimentação das ruas.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><span style="font-size: x-small;"><strong>Thaís Herrero, da Página 22</strong></span></p>
<p>De tanto argumentar com muitas pessoas sobre a importância de andar a pé para conhecer a cidade, os amigos e moradores de São Paulo Edson Silva, Letícia Sabino, Renata Eschiletti e Victor Mendes decidiram organizar caminhadas guiadas. E fundaram o SampaPé, com o objetivo de melhorar o relacionamento dos cidadãos com sua cidade por meio do conhecimento e experimentação das ruas.</p>
<p>Desde agosto de 2012, eles levaram 12 turmas a bairros como Bexiga, Pinheiros, Capão Redondo e Ipiranga e tiveram cerca de 350 participantes, entre paulistanos e turistas de todas as idades.</p>
<p>Além de conhecer os pontos mais movimentados e importantes de cada lugar, a equipe do SampaPé conta a história e as curiosidades dos bairros. Em março, depois de uma votação na internet, foram à Penha, na Zona Leste. “É um bairro riquíssimo em histórias e com um passado que deveria ser mais divulgado e valorizado. É uma pena considerarmos “exótica” a ida até lá. Deveria ser natural”, diz Letícia. Ela conta que na Cidade do México um dos bairros mais visitados é Coyoacán, mesmo sendo afastado do centro da capital mexicana, porque soube valorizar o seu passado colonial. “Vejo a Penha exatamente da mesma forma, e com esse potencial”, diz.</p>
<p>O “carrocentrismo” e o medo da violência, segundo ela, são as principais razões por ter tornado a cidade pouco convidativa aos pedestres.</p>
<p>As ações do SampaPé vão além dos passos dados. No site sampape.com.br, é possível encaminhar denúncias de calçadas irregulares a vereadores e ao projeto Guardiões das Calçadas, da deputada federal Mara Gabrilli (PSDB). Segundo Letícia, o canal “Desembucha!”, que faz parte do site, ainda é pouco aproveitado pelas pessoas – que, mesmo gostando de reclamar, não estão acostumadas a usar um canal oficial de comunicação com o poder público.</p>
<p><span style="font-size: x-small;"><strong>(Página 22)</strong></span></p>
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