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	<title>Mercado Ético &#187; mudanças climáticas</title>
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	<description>Sua plataforma global para a sustentabilidade</description>
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		<title>Mercado Ético &#187; mudanças climáticas</title>
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		<title>Perdas econômicas por catástrofes naturais foram de US$ 2,5 tri desde 2000</title>
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		<pubDate>Fri, 17 May 2013 14:24:58 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Henrique Andrade Camargo</dc:creator>
				<category><![CDATA[Economia]]></category>
		<category><![CDATA[Notí­cias]]></category>
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		<description><![CDATA[Relatório pede que governos e empresas trabalhem juntos para incorporar a gestão de risco de desastres em suas estratégias de investimento]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><span style="font-size: x-small;"><strong><span style="line-height: 19px;">Jéssica Lipinski, do Instituto CarbonoBrasil</span></strong></span></p>
<p>Nesta quarta-feira (15), as Nações Unidas (ONU) apresentaram um relatório afirmando que, desde 2000, desastres naturais foram responsáveis por perdas econômicas da ordem de US$ 2,5 trilhões, o que representa 50% a mais do que era estimado.</p>
<p>O documento, intitulado <span style="text-decoration: underline; color: #0000ff;"><strong><a href="http://reliefweb.int/sites/reliefweb.int/files/resources/GAR13_Pocket_EN.pdf" target="_blank">Creating Shared Value: the Business Case for Disaster Risk Reduction</a></strong></span> (Criando Valor Compartilhado: o Caso de Negócio para a Redução do Risco de Desastres), alerta que essas perdas econômicas de catástrofes estão fora de controle, e pede que governos e empresas trabalhem juntos para incorporar a gestão de risco de desastres em suas estratégias de investimento para evitar ainda mais perdas.</p>
<p>“Os governos têm a responsabilidade pela redução do risco de desastres. Mas o nível de risco também está relacionado ao investimento do setor privado, que é responsável por 70 a 85% do investimento mundial em novas construções, indústrias e infraestruturas essenciais”, colocou Ban Ki-moon, secretário-geral da ONU, no lançamento do relatório.</p>
<p>O documento explica que a transformação da economia mundial nos últimos 40 anos levou a rápidos aumentos no risco de desastres em vários países, que buscavam negócios de baixos custos e alta produtividade em localidades propensas a desastres, sem considerar as consequências disso para as cadeias de suprimentos, o que levou a mais vulnerabilidades nessas cadeias.</p>
<p>“Em um mundo de contínuo crescimento populacional, rápida urbanização, mudanças climáticas e uma abordagem de investimentos que continuamente desconsidera o risco de desastres, esse maior potencial para perdas futuras é de grande preocupação”, observou Margareta Wahlström, representante especial do secretário-geral da ONU para Redução de Risco de Desastres.</p>
<p>“Por muito tempo, os mercados colocaram mais valor em retornos em curto prazo do que em sustentabilidade e resiliência. Finalmente estamos começando a entender que reduzir a exposição a riscos de desastres não é um custo, mas uma oportunidade de tornar esse investimento mais atrativo em longo prazo”, acrescentou Ban.</p>
<p>Um exemplo disso é a Toyota, que, devido a um terremoto no Japão, gerou menos peças de carros, impossibilitando a produção de 150 mil veículos nos Estados Unidos e causando a redução de 70% de sua produção na Índia e de 50% na China. Isso fez com que a empresa perdesse US$ 1,2 bilhão em receitas.</p>
<p>Já a Orion, que detém e opera uma das maiores redes de distribuição de eletricidade na Nova Zelândia, investiu US$ 6 milhões em proteção sísmica, o que fez com que a empresa economizasse US$ 65 milhões quando ocorreram terremotos em 2010 e 2011. Outro caso é o de pescadores no México, que economizaram cerca de US$ 35 mil cada durante o furacão Wilma em 2005 devido a investimentos preventivos.</p>
<p>O relatório aponta também que são os países em desenvolvimento, particularmente as pequenas nações insulares, e as empresas de pequeno e médio porte, os que apresentam mais chances de sofrerem grandes perdas com essas catástrofes. O grande problema é que são justamente esses países e companhias que apresentam mais dificuldades em reduzir suas vulnerabilidades.</p>
<p>Para se ter uma ideia, das 1,3 mil firmas de pequeno e médio porte de seis cidades propensas a catástrofes avaliadas pelo relatório, cerca de 75% sofreram interrupções nos negócios relacionadas aos serviços públicos de energia, telecomunicações e água interrompidos ou destruídos. No entanto, apenas uma pequena minoria delas, 14,2% no caso de empresas com menos de 100 empregados, tinham uma estratégia para gestão de crise.</p>
<p>O documento sugere ainda que os modelos de negócios em desenvolvimento urbano, negócios agrícolas e turismo costeiro, três setores importantes de investimento, são os que mais apresentam risco de desastres.</p>
<p>“O começo de uma mudança nas atitudes no setor privado precisa se transformar agora em uma abordagem mais sistemática da gestão de risco de desastres em parceria com o setor público para tornar o mundo um lugar mais seguro”, comentou Wahlström.</p>
<p>Na próxima, as Nações Unidas realizarão o evento bienal <span style="text-decoration: underline; color: #0000ff;"><strong><a href="http://www.unisdr.org/we/coordinate/global-platform" target="_blank">Plataforma Global para Redução do Risco de Desastres em Genebra</a></strong></span>, na Suíça, com o objetivo de trazer o assunto para a discussão perante a comunidade internacional.</p>
<p><span style="font-size: x-small;"><strong>(Instituto CarbonoBrasil)</strong></span></p>
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		<title>Ginástica por dinheiro novo</title>
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		<pubDate>Thu, 16 May 2013 18:25:39 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Henrique Andrade Camargo</dc:creator>
				<category><![CDATA[meio ambiente]]></category>
		<category><![CDATA[Notí­cias]]></category>
		<category><![CDATA[aquecimento global]]></category>
		<category><![CDATA[financiamento climático]]></category>
		<category><![CDATA[mudanças climáticas]]></category>

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		<description><![CDATA[Somente o alcance de recursos financeiros adicionais demonstraria avanço real nas iniciativas de adaptação para além do que já se caracterizou como uma rotina de políticas públicas nacionais]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><span style="font-size: x-small;"><strong><span style="line-height: 19px;">Magali Cabral, da Página 22</span></strong></span></p>
<p><span style="font-size: 13px; line-height: 19px;"><a href="http://mercadoetico.terra.com.br/website/wp-content/uploads/2013/05/dinheiro_verde_250.jpg"><img class="alignleft size-full wp-image-72569" src="http://mercadoetico.terra.com.br/website/wp-content/uploads/2013/05/dinheiro_verde_250.jpg" alt="" width="250" height="168" /></a>É plausível afirmar que os investimentos em projetos de adaptação à mudança climática são ínfimos, dada a magnitude dos impactos que alguns eventos extremos, como furacões e elevação do nível dos oceanos, podem vir a provocar na economia. Entretanto, não mente quem diz que os recursos financeiros para conter os efeitos perversos do aquecimento global já estão por toda parte, ainda que não carreguem a etiqueta da adaptação. Em meio a essa aparente contradição que ainda permeia o tema do financiamento para a adaptação no Brasil – possível reflexo das incertezas típicas das novas agendas –, uma coisa é certa: se prevalecer a inação, o custo será alto e virá com juros.</span></p>
<p>Uma questão meramente conceitual ajuda a alimentar a contradição nessa seara das finanças para adaptação. Existe, inclusive, uma série de políticas públicas históricas contribuindo para projetos dessa natureza. É o caso do combate aos efeitos da seca no Nordeste, das medidas de prevenção de tragédias em regiões serranas e costeiras, do combate às enchentes em rios que cortam grandes cidades. Há também iniciativas como o Programa Nacional de Fortalecimento da Agricultura Familiar, (Pronaf) e o Fundo Clima – que financia a juros reduzidos projetos de mitigação e adaptação à mudança climática –, ambos operados pelo Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES).</p>
<p>Visto por esse ângulo, o País estaria atuante, uma vez que aloca investimentos que concorrem fortemente para a adaptação. No entanto, há também um entendimento de que a adaptação, stricto sensu, requer medidas profundas e estruturais, capazes de aumentar e fortalecer a resiliência de ecossistemas e das populações mais vulneráveis. Nesse caso, somente o aporte de recursos financeiros adicionais – dinheiro novo – demonstraria avanço real nas iniciativas de adaptação para além do que já se caracterizou como uma rotina de políticas públicas nacionais.</p>
<p>Para o coordenador do Programa de Mudanças Climáticas e Energia do WWF, Carlos Rittl, o Brasil ainda não acordou plenamente para a necessidade de investimentos em adaptação, apesar dos sustos provocados pela sequência de eventos extremos ao longo da última década – desde o “Catarina”, em 2004, o primeiro furacão registrado no Atlântico Sul, até as duas últimas secas na Região Amazônica [1]. Para Rittl, o Brasil ainda atua de maneira emergencial, “apagando incêndios”, e deixando de lado o aumento da resiliência. Os principais planos de desenvolvimento no País ainda seriam baseados em modelos tradicionais, que não incorporam a variável de mudança climática, seja do ponto de vista de redução de emissões, seja de adaptação.</p>
<p style="padding-left: 30px;"><strong>[1] Primeira seca foi em 2005; a outra, a mais severa dos últimos 100 anos, em 2010</strong></p>
<p><a href="http://mercadoetico.terra.com.br/website/wp-content/uploads/2013/05/dinheiro_verde_B_250.jpg"><img class="alignright size-full wp-image-72570" src="http://mercadoetico.terra.com.br/website/wp-content/uploads/2013/05/dinheiro_verde_B_250.jpg" alt="" width="250" height="168" /></a>“Por enquanto, ainda não fizemos o básico, que é identificar nossas vulnerabilidades ambientais, sociais e econômicas no campo da mudança climática”, critica o dirigente da WWF. Rittl reconhece, no entanto, que o governo deu um passo importante, levando à sociedade civil os primeiros debates sobre a importância da adaptação. “Só isso já deverá ampliar a percepção de que apenas medidas de mitigação não serão suficientes para conter o ritmo e o alcance de impactos climáticos”, conclui.</p>
<p><strong>VISÃO SISTÊMICA</strong></p>
<p>De fato, a mitigação tem sido a tônica da preocupação sobre como lidar com a mudança do clima. Fábio Scarano, vice-presidente da Divisão Américas da Conservação Internacional (CI), explica que a adaptação ganhou mais e vidência na agenda climática global a partir de um estudo liderado pela pesquisadora americana Susan Solomon, publicado em 2009 na revista Proceedings of the National Academy of Sciences. O trabalho demonstrou que, se toda a emissão de CO2 decorrente de causas antrópicas cessasse, ainda assim o aquecimento global decorrente do acúmulo do gás na atmosfera prosseguiria pelos próximos 100 anos. O estudo marca uma mudança de paradigma: “Infelizmente, ultrapassamos o ponto em que mitigar seria suficiente para solucionar problemas climáticos futuros”, diz o ambientalista.</p>
<p>Fábio Scarano é também um dos autores do Painel Intergovernamental sobre Mudança do Clima (IPCC, na sigla em inglês) e tem centrado no seu capítulo a adaptação baseada em ecossistemas. Esse conceito propõe o uso de serviços ambientais e de valores do próprio ecossistema de modo a aumentar a resistência à mudança climática e também a tornar populações humanas mais resilientes a esses efeitos. Em sua opinião, o reduzido interesse ou mesmo o desconhecimento do setor de negócios sobre o tema da adaptação devem-se a uma associação intuitiva do termo ao alto custo dos investimentos em infraestrutura para lidar com impactos incertos quanto ao momento de suas ocorrências. Um exemplo disso seria a construção de diques para conter a elevação do nível do mar, como já se dá na Holanda.</p>
<p><a href="http://mercadoetico.terra.com.br/website/wp-content/uploads/2013/05/fundo_climatico_250.jpg"><img class="alignleft size-full wp-image-72571" src="http://mercadoetico.terra.com.br/website/wp-content/uploads/2013/05/fundo_climatico_250.jpg" alt="" width="250" height="168" /></a>A perspectiva da adaptação baseada em ecossistemas é que a “infraestrutura ecológica” – florestas, água, alimentos – é essencial para o bem-estar das pessoas. Assim, adaptação seria sinônimo de desenvolvimento sustentável, em que bem-estar humano e conservação da natureza são interligados e dão-se simultaneamente.</p>
<p>A ciência já demonstrou, por exemplo, que os manguezais funcionam similarmente a um dique: ambos impedem o avanço dos oceanos sobre a costa. Sem contar que os mangues fornecem abrigo e alimento à fauna marinha, sendo assim base para a economia da pesca. “O tamanho dessa economia somado aos custos da construção de um dique dão uma ideia do componente econômico do valor de um manguezal”, explica Scarano.</p>
<p>Em parte, essa lógica propõe que, se uma comunidade consegue tirar sustento de um ecossistema sem destruí-lo, talvez mereça ser remunerada pelo serviço ambiental que o meio conservado presta à sociedade. Resumindo, conservar o capital natural e em paralelo gerar melhorias na qualidade de vida é investir em adaptação.</p>
<p><strong>MODELO REATIVO</strong></p>
<p>Enquanto nos países desenvolvidos muitas empresas já começaram a modelar um perfil mais proativo perante os impactos a que estão sujeitas, na América Latina esse movimento está incipiente. Com exceção do setor agrícola – um dos mais antenados quanto aos impactos do clima –, “a maioria das empresas da região encontra-se em estágio inicial de avaliação de risco e ainda não foram capazes de quantificar os impactos setoriais”. A avaliação é do coordenador associado do pro- grama de adaptação da Convenção-Quadro das Nações Unidas sobre Mudança do Clima (UNFCCC, na sigla em inglês), Emerson Resende, que, no entanto, ressalva: “Em termos gerais, as empresas nos países desenvolvidos também estão atrasadas quanto ao entendimento da magnitude dos impactos, ao desenvolvimento de estratégias para reduzir riscos, ao aumento da resiliência e à busca de oportunidades de negócios” (ver “Empresas em ação”).</p>
<p>Ele coloca os setores de transporte, energia e turismo entre os mais vulneráveis aos desafios da mudança climática na América Latina . “Esses setores estão sujeitos a longas interrupções de seus negócios, em razão das variações drásticas do regime de chuvas, das enchentes e de períodos prolongados de estiagem.”</p>
<p><a href="http://mercadoetico.terra.com.br/website/wp-content/uploads/2013/05/sustentabilidade_250.jpg"><img class="alignright size-full wp-image-72572" src="http://mercadoetico.terra.com.br/website/wp-content/uploads/2013/05/sustentabilidade_250.jpg" alt="" width="250" height="168" /></a>Para enfrentar os desafios climáticos, a UNFCCC recomenda às empresas que sigam um esquema estratégico de adaptação, a começar por uma profunda avaliação dos riscos financeiros existentes entre o negócio e os possíveis efeitos da mudança climática. Sugere ainda que desenvolvam e instaurem planos de ação para administrar esses riscos e procurem identificar novas oportunidades no mercado.</p>
<p>Também é importante compartilhar e discutir suas estratégias com investidores, analistas e outros públicos de interesse para o plano (stakeholders). E o mais fundamental: para o sucesso das estratégias corporativas, as empresas devem considerar resultados financeiros de longo prazo. “Os líderes empresariais precisam superar a tendência a negócios com retorno de curto prazo”, aconselha Resende.</p>
<p>Uma nova ferramenta elaborada pelo Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID) e pela Bloomberg New Energy Finance, consultoria internacional na área de energia renovável e mercado de carbono, confirma a tese de que os países latino-americanos estão perdendo a corrida do enfrentamento da mudança do clima. O “climascópio”  mediu a capacidade de 26 países da América Latina e do Caribe de atrair investimentos em economia verde e o resultado é pouco animador. A região conseguiu aportar no ano passado menos de 5% dos investimentos mundiais no setor, estimados em US$ 280 bilhões. Embora no topo da lista do “climascópio”, o Brasil obteve pontuação apenas mediana: 2,6 em uma classificação de zero a 5. Grosso modo, o desempenho sinaliza ao País um longo caminho a trilhar em adaptação.</p>
<p>Gustavo Pimentel, diretor da Sitawi, organização que atua com financiamento de projetos sociais, visualiza duas opções para fomentar negócios em adaptação. Ele afirma que tradicionais financiadores, como bancos e fundos de pensão, preferem apresentar projetos rentáveis aos seus clientes e dificilmente serão proativos. Ou seja, não é boa receita esperar que eles próprios estruturem modelos de negócios em conformidade com projetos de adaptação. “A não ser que haja incentivos de políticas públicas”, adianta.</p>
<p>A outra possibilidade vislumbrada por Pimentel é tentar atrair grandes empresas privadas a partir da lógica filantrópica do Investimento Social Privado. De qualquer modo, os investimentos seriam irrisórios, dada a capacidade limitada do setor privado no papel de doador. “Se o poder público criasse um mecanismo de renúncia fiscal que atendesse aos projetos de adaptação, talvez houvesse alguma possibilidade nesse nicho”, arrisca Pimentel.</p>
<p>Mas há uma chance de que 2013 seja o ano da virada da agenda da adaptação no Brasil. A previsão é de Paula Bennati, gerente-executiva de meio ambiente e sustentabilidade da Confederação Nacional da Indústria (CNI). Embora afirme que a indústria brasileira ainda esteja engatinhando nesse quesito, ela crê que o fato de o IPCC começar a publicar o seu 5o relatório [2] será importante para o debate sobre adaptação, pois o documento virá com grande contribuição de pesquisadores e cientistas brasileiros ao tema. Outro evento relevante, previsto para setembro, também com dados sobre o estágio brasileiro em adaptação, será o lançamento da publicação do Primeiro Relatório de Avaliação Nacional (RAN1), do Painel Brasileiro de Mudanças Climáticas (PBMC).</p>
<p style="padding-left: 30px;"><span style="font-size: x-small;"><strong>[2] A previsão é de que os dados mais esperados, do Grupo de Trabalho 2, do IPCC, cujo tema é “Impactos, adaptação e vulnerabilidade”, somente sejam publicados em março de 2014.</strong></span></p>
<p><strong>O RISCO DA INAÇÃO</strong></p>
<p><a href="http://mercadoetico.terra.com.br/website/wp-content/uploads/2013/05/mudançasclimaticas_vertical.jpg"><img class="alignleft size-full wp-image-72573" src="http://mercadoetico.terra.com.br/website/wp-content/uploads/2013/05/mudançasclimaticas_vertical.jpg" alt="" width="250" height="704" /></a>O Brasil possui alguns bons exemplos para adaptação, entre eles o Fundo Amazônia e o Fundo Clima, mas que têm enfrentado problemas. O primeiro, conforme artigo publicado no portal do jornal britânico The Guardian em abril, é considerado um modelo interessante para países que buscam arranjos institucionais de modo a receber recursos das nações patrocinadoras de causas ambientais.</p>
<p>Chamou atenção o fato de doadores como Noruega e Alemanha repassarem recursos diretamente para o Ministério do Meio Ambiente (MMA) para financiar projetos do Fundo Amazônia, sem a necessidade de atravessar a burocracia de grandes instituições internacionais, como o Banco Mundial. Mas tem havido atrasos na aprovação de projetos no Brasil. Com isso, de um compromisso total de R$ 1,29 bilhão, apenas 11,4% foram aplicados, informa o jornal O Estado de S. Paulo.</p>
<p>Enquanto isso, o Fundo Clima acaba de sofrer uma debacle com a aprovação pelo Congresso Nacional em março da nova lei dos royalties do petróleo. Sua principal fonte de recursos provém da participação especial do petróleo. Na opinião de Paula Bennatti, parece remota a possibilidade de o Fundo Clima recuperá-la.</p>
<p>Segundo a gerente da CNI, a Petrobras cogita fazer contribuições ao programa, mas isso ainda não foi ratificado. Para se ter ideia do peso que o dinheiro dos royalties tinha para o Fundo Clima, dos quase R$ 29 milhões previstos para 2013, R$ 20,9 milhões serão provenientes da participação especial do petróleo. “Já é possível prever que o orçamento do fundo será muito menor em 2014”, alerta. O Conselho Empresarial Brasileiro para o Desenvolvimento Sustentável (Cebds) traz notícias mais esperançosas, não só sobre o futuro do Fundo Clima, mas também a respeito de possíveis adequações de financiamentos bancários para obras de adaptação.</p>
<p>O coordenador técnico da Câmara Temática de Energia e Mudança do Clima da entidade, Fernando Malta, informa sobre uma agenda de conversações com o setor bancário no sentido de que se reduzam as taxas de juro e a burocracia do acesso aos financiamentos para obras de adaptação à mudança climática. “Algumas obras de adaptação, por exemplo, podem inicialmente obrigar a empresa a interromper suas operações, o que significa que, além de arcar com o custo das obras e de novos equipamentos, ela também terá de prever o prejuízo de paralisar suas atividades por alguns dias”, observa Malta. Nesse caso, o investimento pode até pagar-se a longo prazo, mas o desembolso da empresa a curto prazo será maior e daí a necessidade de carência mais dilatada.</p>
<p>Segundo Malta, uma pauta sobre as formas de revitalizar o Fundo Clima poderá entrar nessa agenda de conversação, da qual também participa o Instituto Ethos. Um bom argumento para que os agentes de políticas públicas e o setor privado compartilhem essa busca por mecanismos econômico-financeiros para enfrentar os desafios da adaptação à mudança climática pode ser encontrado no estudo Economia da Mudança do Clima no Brasil: Custos e Oportunidades [3].</p>
<p style="padding-left: 30px;"><strong>[3] O trabalho foi editado e coordenado pelo economista ambiental do Banco Mundial Sergio Margulis e pela economista da Coppe/UFRJ Carolina Dubeux e contou com a participação de dezenas de pesquisadores</strong></p>
<p>A partir de uma perspectiva macroeconômica, os pesquisadores fizeram simulações do comportamento futuro da economia brasileira, no período entre 2010 e 2050, e concluíram que, conforme o cenário usado como referência, as perdas provocadas pelo impacto da mudança climática poderão variar entre R$ 719 bilhões e R$ 3,6 trilhões, a valor presente, com uma taxa de desconto de 1% ao ano.</p>
<p>“Isso equivale a jogar fora pelo menos um ano inteiro de crescimento econômico nos próximos 40 anos”, revela o estudo. Do ponto de vista social, o custo da inação será o aprofundamento das desigualdades de renda da população, principalmente nas regiões Norte e Nordeste do País, que serão as mais afetadas, em razão de sua maior vulnerabilidade.</p>
<p><em>* Colaboraram Clarice Couto e Lydia Minhoto</em></p>
<p><span style="font-size: x-small;"><strong>(Página 22)</strong></span></p>
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		</item>
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		<title>Por que a mídia dá tanta trela para os céticos do clima?</title>
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		<pubDate>Thu, 16 May 2013 17:27:57 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Henrique Andrade Camargo</dc:creator>
				<category><![CDATA[meio ambiente]]></category>
		<category><![CDATA[Notí­cias]]></category>
		<category><![CDATA[Amália Safatle]]></category>
		<category><![CDATA[céticos do clima]]></category>
		<category><![CDATA[mudanças climáticas]]></category>

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		<description><![CDATA[Amalia Safatle* Independência energética. Preservação das florestas tropicais. Sustentabilidade. Empregos verdes. Cidades habitáveis. Fontes renováveis. Água e ar puros. Crianças saudáveis. Etc. É longa a lista exposta ao público por um conferencista da Cúpula Mundial do Clima. Mas eis que na plateia um cético, com fisionomia irritada, pergunta à colega sentada a seu lado: “E [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><span style="font-size: x-small;"><strong>Amalia Safatle*</strong></span><br />
Independência energética. Preservação das florestas tropicais. Sustentabilidade. Empregos verdes. Cidades habitáveis. Fontes renováveis. Água e ar puros. Crianças saudáveis. Etc. É longa a lista exposta ao público por um conferencista da Cúpula Mundial do Clima. Mas eis que na plateia um cético, com fisionomia irritada, pergunta à colega sentada a seu lado: “E se tudo isso [a mudança climática] não passar de uma brincadeira e criamos um mundo melhor por nada?”</p>
<p><img class="aligncenter" src="http://www.pagina22.com.br/wp-content/uploads/2013/05/ultima1-406x267.jpg" alt="" width="406" height="267" /></p>
<p>A descrição acima é de um <span style="text-decoration: underline; color: #0000ff;"><strong><a href="http://www.pagina22.com.br/index.php/2013/05/ultima-sem-arrependimentos/" target="_blank">cartum desenhado por Joel Pett</a></strong></span>, que ilustra o jornal americano Lexington Herald-Leader. A alfinetada retrata bem o momento em que a turma dos descrentes da mudança climática procura ganhar espaço.</p>
<p>Embora a concentração de dióxido de carbono na atmosfera tenha batido na semana passada uma marca de nada menos que 4 milhões de anos atrás – 400 partes por milhão – um feito que pertencia à época chamada de Plioceno, do período Terciário da era Cenozoica, acredite: há quem ainda duvide do aquecimento global.</p>
<p>E também tem a turma que, mesmo reconhecendo o aquecimento, não acredita que a ação antrópica desde a Revolução Industrial, período a partir do qual a humanidade passou a queimar combustíveis fósseis como nunca na história da civilização, tenha alguma participação nesse quadro. Não acha que a mão do homem seja capaz de potencializar outros possíveis fenômenos naturais causadores do aquecimento. Outra linha argumenta que a tese do aquecimento é uma conspiração ideológica ou de motivação mercadológica e política. Ou mera questão de ego acadêmico.</p>
<p>Os céticos são críticos ferozes do Painel Intergovernamental sobre Mudança Climática (IPCC, na sigla em inglês) um grupo formado por 2 mil cientistas do mundo todo. Muitos dos céticos ganham espaço na mídia chamando a atenção por suas vozes dissonantes e taxando de alarmistas e catastrofistas as previsões do IPCC. Previsões estas que eles buscam desqualificar tecnicamente, mostrando erros.</p>
<p>De fato, a ciência do clima está em construção, assim como tantas outras. Como um novíssimo capítulo da ciência, é normal que haja incertezas, erros, descobertas, conflitos, discordâncias. Isso faz parte do processo de desenvolvimento do conhecimento científico.</p>
<p>Mas daí a chamar o aquecimento global e suas perigosas consequências de “farsa” há uma distância enorme. Recentemente, estudos mostraram que existe uma diminuição no ritmo do aquecimento em relação ao aumento das emissões de dióxido de carbono. Na última década, houve uma variação menor que a prevista pelos modelos climáticos. Pronto: era tudo o que os céticos queriam.</p>
<p>Mas até mesmo a conservadora revista inglesa <em>The Economist</em> deu um show de jornalismo <span style="text-decoration: underline; color: #0000ff;"><strong><a href="http://goo.gl/32rq5" target="_blank">expondo o fato, analisando-o</a></strong></span> de forma equilibrada, ouvindo várias linhas de investigação científica e concluindo que esse não seria motivo para se descuidar do combate ao aquecimento global. Até porque variabilidades em períodos curtos (como décadas) são normais e podem não indicar uma tendência de longo prazo.</p>
<p>Além disso, pontos ainda obscuros como a medição da temperatura oceânica em diferentes níveis de profundidade, e variáveis como a influência dos aerossóis e até mesmo da cobertura de nuvens tornam ainda mais complexas as investigações e a modelagem climática como um todo.</p>
<p>Diante de dúvidas, o que é melhor fazer? Em uma curva, em que o motorista tem poucos elementos para saber o que está a sua frente, deve-se acelerar para ultrapassar ou dirigir com mais cuidado?</p>
<p>Incertezas e gaps de conhecimento são mais motivos para agir com precaução e aprofundar estudos, em vez de desqualificá-los. É o que explica reportagem “Sensibilidade Climática“, publicada em maio na revista Página22.</p>
<p>Quando trafega na contramão do bom senso é que o jornalismo se torna capaz de produzir coisas como a reportagem da revista Veja de 8 maio. Derrapagem pura. Claro que se entende a obediência da matéria à linha editorial da publicação, voltada a enlevar o consumismo de uma classe média individualista. E no entender da revista, essa história de aquecimento global faz o consumidor se sentir culpado. Mas nada justifica o desserviço público de colocar o jornalismo entre ferragens.</p>
<p>A matéria de tom vingativo, que logo se vê pelo título irônico “<span style="text-decoration: underline; color: #0000ff;"><strong><a href="http://www.pagina22.com.br/index.php/2013/05/sensibilidade-climatica" target="_blank">O Apocalipse terá de esperar</a></strong></span>“, apressa-se em conclusões duvidosas, apoia-se apenas nas fontes que servem para justificar suas teses e dá a impressão de querer tirar algo por muito tempo entalado na garganta.</p>
<p>Quase histriônica, chega ao descontrole de associar a responsabilidade humana na questão do aquecimento global com “pecado ecológico” e citar o homem de Cro-Magnon para inferir que defensores da sustentabilidade querem voltar ao tempo das cavernas – ignorando, assim, toda a inovação embutida em uma economia de baixo carbono, busca de eficiência, aumento de produtividade, tecnologias avançadas, fronteiras de conhecimento, empregos verdes, novos mercados etc. Questões desafiadoras em um cenário de limites físicos, de preocupação com o coletivo, de crescente responsabilidade socioambiental e de necessidade de adaptação a mudanças bruscas e profundas durante um minúsculo trecho da linha do tempo planetária.</p>
<p>A Veja, ao também abrir espaço para quem acredita que o aquecimento global trará benefícios à humanidade. Sem ouvir representantes da comunidade científica que é majoritariamente preocupada com os efeitos da mudança climática praticamente faz um insulto às vítimas de eventos climáticos extremos, só para citar uma das conseqüências do desequilíbrio do clima.</p>
<p>Por essas e outras, dá para ter uma dimensão de quão inconveniente pode ser a verdade climática e como certas porções da sociedade brasileira fazem de tudo para manter a cabeça em um orifício sob a terra – qualquer coisa para não abrir mão de sua zona de conforto e seguir em um mundo particular, alheio e ilusório.</p>
<p>Que o debate científico seja mais inteligente e a imprensa, um prestador de bons serviços.</p>
<p>* <strong>Amalia Safatle é j<span style="font-size: 13px; line-height: 19px;">ornalista, fundadora e editora da revista Página22, especializada em sustentabilidade.</span></strong></p>
<p><em>Texto originalmente publicado no <span style="text-decoration: underline; color: #0000ff;"><strong><a href="http://terramagazine.terra.com.br/blogdaamaliasafatle/blog" target="_blank">Terra Magazine</a></strong></span></em></p>
<p><span style="color: #000000; font-size: x-small;"><strong>(Página 22)</strong></span></p>
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		<title>Mudanças climáticas são causadas pelo homem</title>
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		<pubDate>Thu, 16 May 2013 16:19:26 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Henrique Andrade Camargo</dc:creator>
				<category><![CDATA[meio ambiente]]></category>
		<category><![CDATA[Notí­cias]]></category>
		<category><![CDATA[aquecimento global]]></category>
		<category><![CDATA[ciência climáticas]]></category>
		<category><![CDATA[mudanças climáticas]]></category>

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		<description><![CDATA[Afirmação é feita por 97,1% dos estudos]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><strong>Um levantamento com quase 12 mil artigos científicos aponta que o consenso sobre a responsabilidade das atividades humanas no aquecimento global é muito maior do que se pensa</strong><em></p>
<p><span style="font-size: x-small;"><strong><span style="line-height: 19px;">Fabiano Ávila, do Instituto CarbonoBrasil</span></strong></span></p>
<p><span style="font-size: 13px; line-height: 19px;"><a href="http://mercadoetico.terra.com.br/website/wp-content/uploads/2013/05/aquecimento_global_humano_300qua.jpg"><img class="alignleft size-full wp-image-72556" src="http://mercadoetico.terra.com.br/website/wp-content/uploads/2013/05/aquecimento_global_humano_300qua.jpg" alt="" width="300" height="304" /></a>Quando se acompanha as discussões sobre as mudanças climáticas pela imprensa, a percepção que se tem é que existe um grande racha na comunidade científica sobre o aquecimento global e a influência do homem no clima. A maior revista semanal brasileira, a Veja, trouxe inclusive uma reportagem na semana passada afirmando que é tudo uma fraude. Mas quem acompanha as negociações internacionais e o fluxo de estudos científicos tem uma visão bem diferente, pois a impressão clara é que existe um consenso sobre a realidade do aumento das temperaturas e suas causas.</span></p>
<p>Foi justamente essa impressão que foi confirmada nesta quinta-feira (16) pelo artigo <span style="text-decoration: underline; color: #0000ff;"><strong><a href="http://iopscience.iop.org/1748-9326/8/2/024024/article" target="_blank">Quantifying the consensus on anthropogenic global warming in the scientific literature</a></strong></span> (algo como, Quantificando o consenso sobre o aquecimento global antropogênico na literatura científica), publicado no periódico Environmental Research Letters.</p>
<p>Seus autores, liderados por John Cook da Universidade de Queensland, na Austrália, e fundador do portal <span style="text-decoration: underline; color: #0000ff;"><strong><a href="http://www.skepticalscience.com/" target="_blank">Skeptical Science</a></strong></span>, analisaram 11.994 artigos científicos publicados entre 1991 e 2011, e descobriram que dos quatro mil que abordam as causas das mudanças climáticas, 97,1% apontam as atividades humanas como as grandes responsáveis pelo aumento das temperaturas.</p>
<p>“Nossas conclusões mostram que existe um forte consenso científico sobre o que está causando o aquecimento global, apesar de a percepção pública ser diferente. É assustador que dada a quantidade de evidências, ainda quase metade da sociedade acredite que existe uma divisão entre os cientistas”, afirmou Cook.</p>
<p>Não é a primeira vez que uma pesquisa busca saber a posição dos climatologistas sobre o aquecimento global. Em 2009, Peter Doran e Maggie Zimmerman apontaram que <span style="text-decoration: underline; color: #0000ff;"><strong><a href="http://tigger.uic.edu/~pdoran/012009_Doran_final.pdf" target="_blank">97,4% dos 77 principais climatologistas</a></strong></span> do planeta concordavam que o aquecimento global é resultado das ações antropogênicas.</p>
<p>O novo levantamento é bem mais abrangente, envolvendo no total 29 mil pesquisadores que escreveram sobre mudanças climáticas no período de 20 anos avaliado. De todos os quase doze mil artigos, apenas 83 eram contrários à responsabilidade das atividades humanas.</p>
<p>Cook deixa claro ainda que o “racha” pode ser ainda menor, porque foi adotado um método bastante cuidadoso para avaliar os artigos.</p>
<p>“Fomos conservadores na nossa análise. Por exemplo, se um estudo simplesmente considerava que o aquecimento global irá continuar, poderíamos tê-lo classificado na categoria de apoio implícito, já que não há razão para esperar que o aquecimento continue indefinidamente se não for causado pelo homem. Entretanto, a menos que no sumário estivesse clara a causa do aumento das temperaturas, nós classificamos o artigo como ‘sem posição’”, explicou Cook no Skeptical Science.</p>
<p>Para conseguir analisar todos os artigos, a equipe contou com um grupo de voluntários de diversos países, como Estados Unidos, Nova Zelândia, Alemanha, Finlândia e Itália.</p>
<p>Também foram ouvidos muitos dos autores das pesquisas avaliadas. Mais de 8.500 e-mails foram enviados para os cientistas pedindo para que classificassem seus trabalhos conforme os critérios do levantamento, 1.200 deles foram respondidos.</p>
<p>Segundo Cook é importante dar o máximo de transparência e acesso aos resultados alcançados. “Escolhemos submeter nosso artigo à Environmental Research Letters porque é um periódico respeitado e de grande aceitação.Também fizemos isso para deixar os dados disponíveis para qualquer um.”</p>
<p>Para os autores, é necessário que esse tipo de levantamento ganhe o maior destaque possível, pois realmente existe uma grande diferença entre a posição real da comunidade científica e a percepção da sociedade.</p>
<p>“Um dos grandes fatores para esse distanciamento é a imprensa (..) Na busca por manter as reportagens ‘equilibradas’, os jornalistas dão 50% do espaço para pesquisadores céticos, o que provoca a sensação de que a comunidade científica é de fato rachada.”</p>
<p>Cook espera ajudar a mobilizar a opinião pública para pressionar os governos a agir. Para ele, não deveria existir mais perda de tempo discutindo se o aquecimento global é real, a ciência já avançou além dessa dúvida.</p>
<p>“Possivelmente a coisa mais importante para ser comunicada sobre as mudanças climáticas no momento é que existe um consenso de 97% entre os especialistas de que a humanidade está causando o aquecimento global. Vamos divulgar isso e dar fim às dúvidas sobre o consenso científico.”</p>
<p>Para divulgar os seus resultados, o <em>Skeptical Science</em> criou o Projeto Consenso, que pode ser acompanhado pelo Twiiter @ConsensusProj e pelo <span style="text-decoration: underline; color: #0000ff;"><strong><a href="https://www.facebook.com/TheConsensusProject" target="_blank">https://www.facebook.com/TheConsensusProject</a></strong></span>.</p>
<p><span style="font-size: x-small;"><strong>(Instituto CarbonoBrasil)</strong></span></p>
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		<title>Setor privado vai investir &#8220;trilhões de dólares&#8221; na prevenção de desastres</title>
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		<pubDate>Thu, 16 May 2013 11:47:41 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Henrique Andrade Camargo</dc:creator>
				<category><![CDATA[Economia]]></category>
		<category><![CDATA[Notí­cias]]></category>
		<category><![CDATA[desastres naturais]]></category>
		<category><![CDATA[eventos climáticos extremos]]></category>
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		<category><![CDATA[meio ambiente]]></category>
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		<description><![CDATA[Anúncio foi feito pelo Secretário-Geral da ONU durante o lançamento do Relatório Avaliação Global sobre Redução do Risco de Desastres, nesta quarta-feira; desastres naturais causaram perdas diretas de US$ 2,5 trilhões.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><span style="font-size: x-small;"><strong><span style="line-height: 19px;">Mônica Villela Grayley, da Rádio ONU</span></strong></span></p>
<p>O Secretário-Geral das Nações Unidas informou que o setor privado irá cooperar com uma quantia equivalente a &#8220;vários trilhões de dólares&#8221; para ajudar a prevenir os desastres em regiões consideradas de risco em todo o mundo.<br />
Segundo a ONU, os prejuízos diretos causados por desastres são de cerca de US$ 2,5 trilhões, cerca de R$ 5 trilhões.</p>
<p><strong>Parceria</strong></p>
<p>O anúncio foi feito, nesta quarta-feira, em Nova York, pelo Secretário-Geral, Ban Ki-moon, durante o lançamento do Relatório Avaliação Global sobre Redução do Risco de Desastres.</p>
<p>O documento analisou a situação de 56 países. A quantia perdida com terremotos e ciclones, por exemplo, foi de US$ 189 bilhões, somente no ano passado.</p>
<p><strong>Seguradoras e Bancos</strong></p>
<p>Já os prejuízos causados por cheias, terremotos e secas foram subestimados em pelo menos 50%. Ban também pediu uma parceria mais forte com o setor privado incluindo os bancos de investimentos e seguradoras para reduzir os riscos.</p>
<p>Segundo a ONU, as perdas econômicas causadas pelos acidentes naturais estão saindo de controle. Ban Ki-moon pediu a líderes mundiais que incorporem o gerenciamento do risco de desastres em suas estratégias de investimentos.</p>
<p>Segundo ele, os governos são responsáveis por reduzir o risco de acidentes naturais, mas o nível do risco estaria ligado na forma e no local do investimento pelo setor privado, que concentra até 85% dos investimentos em novos prédios, indústrias e na infraestrutura de cidades em todo o mundo.</p>
<p><strong>Interrupções</strong></p>
<p>O relatório foi compilado pelo Escritório da ONU de Redução de Riscos de Desastres, Unisdr na sigla em inglês.</p>
<p>Os entrevistados para a pesquisa disseram que dos 1,3 mil negócios de médio e pequeno portes em seis áreas propensas a acidentes naturais no continente americano, cerca de 75% dos pesquisados tinham sofrido interrupções nos negócios por causa de linhas elétricas, comunicações ou serviços de água danificados.</p>
<p><span style="font-size: 13px; line-height: 19px;">Mas deste total, somente 14% das empresas com menos de 100 empregados tinham um plano para gerenciamento de crises.</span></p>
<p>Na próxima semana, especialistas do setor e membros das Nações Unidas irão debater o tema num encontro em Genebra.</p>
<p><span style="font-size: x-small;"><strong>(Rádio ONU)</strong></span></p>
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		<title>Eventos climáticos forçaram a migração de 32 milhões em 2012</title>
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		<pubDate>Wed, 15 May 2013 18:29:38 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Henrique Andrade Camargo</dc:creator>
				<category><![CDATA[meio ambiente]]></category>
		<category><![CDATA[Notí­cias]]></category>
		<category><![CDATA[aquecimento global]]></category>
		<category><![CDATA[eventos climáticos extremos]]></category>
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		<category><![CDATA[migrantes climáticas]]></category>
		<category><![CDATA[mudanças climáticas]]></category>

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		<description><![CDATA[Número é quase o dobro do que o de 2011, quando a marca de migrantes atingiu 16,4 milhões de pessoas]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><span style="font-size: x-small;"><strong>Jéssica Lipinski, do Instituto CarbonoBrasil</strong></span></p>
<p><a href="http://mercadoetico.terra.com.br/website/wp-content/uploads/2013/05/flagelados_climaticos_250vert.jpg"><img class="alignleft size-full wp-image-72526" src="http://mercadoetico.terra.com.br/website/wp-content/uploads/2013/05/flagelados_climaticos_250vert.jpg" alt="" width="300" height="426" /></a>Mudar de casa ou de cidade pode representar muitas boas oportunidades em nossa vida quando essa mudança é desejada e planejada cuidadosamente, mas para as milhões de pessoas que são obrigadas a abandonar seus lares e municípios por conta de eventos climáticos, essa mudança é geralmente acompanhada pela falta de perspectivas futuras. E, segundo um novo relatório do Centro de Monitoramento de Deslocamentos Internos (IDMC), com o aumento na frequência de eventos climáticos extremos, o risco de deslocamentos só tende a aumentar.</p>
<p>O documento sugere que, no último ano, cerca de 32,4 milhões de pessoas em todo o mundo foram forçadas a deixarem suas casas e cidades devido a desastres naturais como enchentes, tempestades e terremotos, 98% relacionados ao clima. Do total de deslocamentos, 98% ocorreram em países em desenvolvimento da África e da Ásia.</p>
<p>“Trinta e dois milhões de pessoas&#8230; esse é o custo das mudanças climáticas. O impacto das mudanças climáticas não é pequeno. É isso que esses números dizem”, colocou Gordon McBean, diretor de pesquisa do Centro para Meio Ambiente e Sustentabilidade da Universidade Western Ontario, no Canadá, ao jornal Toronto Star.</p>
<p>Segundo o estudo, o número é quase o dobro do que o de 2011, quando a marca de migrantes atingiu 16,4 milhões de pessoas. Ao todo, nos últimos cinco anos (2008 a 2012), quase 144 milhões de pessoas tiveram que ser deslocadas devido a desastres naturais, algo que corresponde a mais de 70% da população brasileira.</p>
<p>O relatório indica que o país onde ocorreram mais deslocamentos em 2012 foi a Índia, que, devido a dois períodos de monções, atingiram 8,9 milhões de pessoas. Em segundo lugar ficou a Nigéria, onde enchentes forçaram seis milhões de pessoas a saírem de suas casas.</p>
<p>Em seguida aparecem China, Filipinas e Paquistão. Na contagem feita nos últimos cinco anos, os países permanecem os mesmos, só trocando a ordem: China, Índia, Paquistão, Filipinas e Nigéria. No ano passado, ocorreu o deslocamento de 35 mil pessoas no Brasil, e na classificação dos últimos cinco anos o país aparece em 15º, com quase 1,5 milhão de deslocamentos.</p>
<p>E embora mais pessoas estejam sobrevivendo aos desastres climáticos, mais estão sendo deslocadas, afirma o relatório. Isso porque além do aumento da frequência dos eventos climáticos extremos devido ao aquecimento global, o maior aumento da população está ocorrendo justamente em países onde esses deslocamentos costumam acontecer com mais frequência.</p>
<p>“A população mundial não está apenas aumentando, mas está cada vez mais atravessando o caminho do clima”, explicou Warren Mabbee, diretor do Instituto para Energia e Política Ambiental da Universidade Queen, no Canadá, ao Toronto Star.</p>
<p>O documento sugere que é papel dos governos se prevenirem e se prepararem para os deslocamentos necessários, através da quantificação do risco de desastres e do desenvolvimento de migrações voluntárias e planejadas, que sejam o menos prejudiciais possíveis.</p>
<p>Mabbee acrescenta que é preciso procurar novas formas para solucionar o problema, em vez de depender tanto das Nações Unidas para isso. “Precisamos explorar outras formas de prestar ajuda. Talvez ajudar com programas de conhecimento, para que sejamos mais fortes e resilientes. É um problema mundial”, observou o diretor.</p>
<p>Nesta segunda-feira, o economista britânico Nicholas Stern, ex-diretor de economia do Banco Mundial e autor do conhecido Relatório Stern, sobre as consequências do aquecimento global, alertou que a probabilidade é cada vez maior de que muitas pessoas tenham que migrar das suas terras natais em um futuro próximo como consequência do aumento das temperaturas.</p>
<p>“Bilhões de pessoas serão forçadas a deixar suas casas, pois seus cultivos e animais terão perecido. Porém, o problema virá quando tentarem migrar para novas terras. Isso os levará a conflitos armados com pess</p>
<p><span style="font-size: x-small;"><strong>(Instituto CarbonoBrasil)</strong></span></p>
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		<title>Pesquisadores apontam que Ártico sem gelo é uma possibilidade e que modelos subestimam a capacidade de aquecimento do CO2</title>
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		<pubDate>Mon, 13 May 2013 19:32:27 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Henrique Andrade Camargo</dc:creator>
				<category><![CDATA[meio ambiente]]></category>
		<category><![CDATA[Notí­cias]]></category>
		<category><![CDATA[aquecimento global]]></category>
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		<category><![CDATA[derretimento de geleiras]]></category>
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		<category><![CDATA[mudanças climáticas]]></category>

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		<description><![CDATA[Segundo estudo, as temperaturas na região já alcançaram no passado até 16°C no verão, cerca de 8°C mais quente do que o normal]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><span style="font-size: x-small;"><strong>Fabiano Ávila, do Instituto CarbonoBrasil</strong></span></p>
<p><a href="http://mercadoetico.terra.com.br/website/wp-content/uploads/2013/05/artico_degelo_250.jpg"><img class="alignleft size-full wp-image-72377" src="http://mercadoetico.terra.com.br/website/wp-content/uploads/2013/05/artico_degelo_250.jpg" alt="" width="250" height="168" /></a>Um estudo internacional publicado nesta semana na revista<em> Science </em>analisou os mais longos núcleos de gelo já coletados no Ártico e revelou que entre 2,2 milhões e 3,6 milhões de anos atrás a região era muito mais aquecida do que agora, apresentando inclusive uma grande cobertura florestal.</p>
<p>“Uma das nossas maiores descobertas foi a de que o Ártico era bastante quente entre o Plioceno e Pleistoceno Inferior, quando se sugere que as concentrações de dióxido de carbono na atmosfera não eram muito mais elevadas do que as atuais. Isso pode demonstrar o que nos espera no futuro próximo. Em outras palavras, a resposta do sistema terrestre às pequenas mudanças no dióxido de carbono é maior do que o apontado pelos modelos climáticos”, explicam os autores.</p>
<p>A concentração de CO2 está prestes a ultrapassar a marca das 400 partes por milhão, uma marca semelhante ao que está registrado nos núcleos de gelo da época em que o Ártico era totalmente diferente.</p>
<p>Liderados por Julie Brigham-Grette, da Universidade de Massachusetts Amherst, os pesquisadores analisaram núcleos de gelo coletados no Lago El&#8217;gygytgyn, o mais antigo lago profundo no Ártico.</p>
<p>Existente há 3,6 milhões de anos, o chamado “Lago E” foi formado quando um meteorito, provavelmente com um quilômetro de diâmetro, atingiu a Terra. Desde então, ele vem armazenando camadas de sedimentos. Os núcleos de gelo retirados desse local são cerca de 25 vezes mais longos do que os encontrados na Groenlândia, representando que abrangem um período de tempo muito maior.</p>
<p>“Registros geológicos do Ártico contêm importantes pistas sobre tempos passados, e o que estamos apresentando é o maior arquivo contínuo de informações sobre mudanças climáticas que já ocorreram na região. É como ler um livro de detetive, estamos indo de volta no tempo para reconstruir como o Ártico evoluiu. Estão faltando apenas algumas páginas aqui e ali”, explica Brigham-Grette.</p>
<p>Os pesquisadores encontraram pólen fossilizado no gelo, incluindo de espécies como o abeto de Douglas, uma conífera comum da América do Norte. Isso permitiu a conclusão de que esse tipo de vegetação já esteve presente ao redor do lago, onde hoje predomina o permafrost.</p>
<p>Segundo o estudo, as temperaturas na região já alcançaram no passado até 16°C no verão, cerca de 8°C mais quente do que as atuais, e os índices de precipitação eram três vezes maiores.</p>
<p>Citação: <span style="text-decoration: underline; color: #0000ff;"><strong><a href="http://www.sciencemag.org/content/early/2013/05/08/science.1233137.abstract?sid=ab364a14-4716-4722-b957-97836378a5af" target="_blank">Pliocene Warmth, Polar Amplification, and Stepped Pleistocene Cooling Recorded in NE Arctic Russia</a></strong></span> &#8211; DOI: 10.1126/science.1233137</p>
<p><span style="font-size: x-small;"><strong>(Instituto CarbonoBrasil)</strong></span></p>
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		<title>Com 400 ppm de CO2 na atmosfera, Stern adverte sobre migrações forçadas de bilhões de pessoas</title>
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		<pubDate>Mon, 13 May 2013 19:18:18 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Henrique Andrade Camargo</dc:creator>
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		<category><![CDATA[Notí­cias]]></category>
		<category><![CDATA[aquecimento global]]></category>
		<category><![CDATA[Christiana Figueres]]></category>
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		<category><![CDATA[mudanças climáticas]]></category>
		<category><![CDATA[Nicholas Stern]]></category>

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		<description><![CDATA[Muitos cientistas argumentam que a concentração de CO2 na atmosfera precisa ser mantida no máximo em 350 ppm para que se evite mudanças climáticas desastrosas para o planeta.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><span style="font-size: x-small;"><strong>Fernanda B. Müller, do Instituto CarbonoBrasil</strong></span></p>
<p><a href="http://mercadoetico.terra.com.br/website/wp-content/uploads/2013/05/CO2_520.jpg"><img class="aligncenter size-full wp-image-72381" src="http://mercadoetico.terra.com.br/website/wp-content/uploads/2013/05/CO2_520.jpg" alt="" width="520" height="332" /></a></p>
<p>Com a divulgação de que os níveis de dióxido de carbono (CO2) na atmosfera atingiram mais um marco perigoso, especialistas internacionais expressaram a sua preocupação com o rumo das ações para lidar com as mudanças climáticas.</p>
<p>Na quinta-feira (9), cientistas do <em>Scripps Institution of Oceanography</em>, da Universidade de San Diego, que está monitorando a estação de Mauna Loa, no Havaí, declararam que a concentração de CO2 na atmosfera chegou a 400,03 partes por milhão (ppm) – antes da era industrial, a concentração de CO2 era de apenas 280ppm.</p>
<p>Também na semana que passou, um estudo internacional publicado na revista Science alertou que da última vez em que os níveis de dióxido de carbono atingiram o patamar de 400 ppm, entre 3,6 e 2,2 milhões de anos atrás, a temperatura da terra era 8ºC mais alta e o nível dos oceanos, 40 metros maior.</p>
<p>O economista britânico Nicholas Stern, ex-diretor de economia do Banco Mundial e autor do conhecido Relatório Stern, sobre as consequências do aquecimento global, alertou que a probabilidade é cada vez maior de que muitas pessoas tenham que migrar das suas terras natais em um futuro próximo como consequência do aumento das temperaturas.</p>
<p>“Bilhões de pessoas serão forçadas a deixar suas casas, pois seus cultivos e animais terão perecido. Porém, o problema virá quando tentarem migrar para novas terras. Isso os levará a conflitos armados com pessoas que já vivem nestes locais”, lamentou Stern segundo o jornal The Guardian.</p>
<p>Nesta segunda-feira (13), as Nações Unidas também fizeram um alerta à comunidade internacional.</p>
<p>Em comunicado, a chefe da Convenção da ONU sobre Mudança Climática, Christiana Figueres, disse que &#8220;é hora de o mundo acordar e entender o que isso significa para a segurança humana, o bem estar e o desenvolvimento econômico.&#8221;</p>
<p>Para Figueres, é preciso intensificar a resposta à mudança climática por todas as partes da sociedade.</p>
<p>Muitos cientistas argumentam que a concentração de CO2 na atmosfera precisa ser mantida no máximo em 350 ppm para que se evite mudanças climáticas desastrosas para o planeta. Apesar de o montante de 400 ppm parecer apenas mais alguns números em relação às últimas medições, é um marco importante no cenário climático mundial.</p>
<p>“É importante principalmente como um marco que determina o avanço contínuo do aumento do CO2 na atmosfera”, explica James Butler, do Laboratório de Pesquisas sobre o Sistema Terrestre da NOAA.</p>
<p>O coordenador do movimento 350.org, Bill McKibben, aproveitou o anúncio para provocar os negociadores internacionais.</p>
<p>“Estamos em um território novo para os seres humanos – fazem milhões de anos desde que houve essa quantidade de carbono na atmosfera. Agora a única questão é se o aumento implacável no carbono pode será alcançado por um aumento implacável no ativismo necessário para detê-lo”.</p>
<p><span style="font-size: x-small;"><strong>(Instituto CarbonoBrasil)</strong></span></p>
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		<title>Mudanças climáticas reduzirão habitats de espécies pela metade até 2080, diz estudo</title>
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		<pubDate>Mon, 13 May 2013 19:15:07 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Henrique Andrade Camargo</dc:creator>
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		<category><![CDATA[Notí­cias]]></category>
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		<description><![CDATA[De acordo com os resultados, plantas, anfíbios e répteis serão os mais afetados]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><span style="font-size: x-small;"><strong>Jéssica Lipinski, do Instituto CarbonoBrasil</strong></span></p>
<p>Não é novidade que as consequências das mudanças climáticas causam diversos prejuízos a vários ecossistemas, mas uma nova pesquisa publicada neste domingo (12) no periódico Nature Climate Change revelou o quanto poderão ser danificados. Segundo o estudo, se nada for feito para combater as mudanças climáticas, mais da metade das plantas e um terço dos animais poderão perder grande parte de seus habitats até 2080.</p>
<p style="text-align: center;"><div class="img aligncenter" style="width:517px;">
	<img src="http://www.institutocarbonobrasil.org.br/arquivos_web/geral/lagartocostarica1.jpg" alt="" width="517" height="362" />
	<div>Foto: Fabricio Basilio</div>
</div>
<p>A análise sugere que sem a mitigação, “grandes diminuições podem ser esperadas, mesmo entre espécies comuns e disseminadas, atingindo uma redução global substancial nos serviços de biodiversidade e ecossistêmicos até o final desse século”.</p>
<p>Para chegar a essa conclusão, os cientistas envolvidos no estudo avaliaram os efeitos do aquecimento global nos habitats de 48.786 espécies de animais e plantas.</p>
<p>Os números indicam que cerca de 57% das plantas e 34% dos animais provavelmente perderão 50% ou mais de suas zonas climáticas, ou seja, os locais em que as condições climáticas são propícias para sua existência. A pesquisa diz também que apenas 4% dos animais, e nenhuma planta, se beneficiariam do aumento das temperaturas, com o ganho de habitats.</p>
<p>De acordo com os resultados, plantas, anfíbios e répteis serão os mais afetados pelo aquecimento global, já que sua capacidade de adaptação é mais lenta do que a dos outros animais e do que as transformações ocorridas em decorrência das mudanças climáticas.</p>
<p>As áreas mais afetadas serão principalmente no Hemisfério Sul. “Sem mitigação, o clima se tornará particularmente inadequado para plantas e animais na África subsaariana, América Central, Amazônia e Austrália”, afirmaram os autores.</p>
<p style="text-align: center;"><div class="img aligncenter" style="width:518px;">
	<img src="http://www.institutocarbonobrasil.org.br/arquivos_web/geral/cobra.jpg" alt="" width="518" height="345" />
	<div>Foto: Fabricio Basilio</div>
</div>
<p>A análise aponta que, consequentemente, os seres humanos também sofrerão com os efeitos dessa perda de habitats, já que dependem de muitas espécies de plantas e animais para se alimentar, desenvolver medicamentos etc.</p>
<p>“Também haverá consequências para o homem porque há espécies que são importantes para a purificação da água e do ar, para limitar as inundações e para o ciclo de alimentação”, colocou Rachel Warren, umas das principais autoras, em um comunicado sobre o estudo.</p>
<p>Os pesquisadores acreditam que os resultados finais podem até ser “conservadores demais”, pois o estudo considerou apenas a perda dos habitats em si, sem levar em conta outros fatores que poderiam até aumentar a redução dos ecossistemas, como pestes ou doenças.</p>
<p>Embora algumas análises anteriores sugiram que alguns animais, como morcegos, lebres ou gambás, possam ser mais adaptáveis a novos climas do que o estimado, outras espécies, como rãs e sapos, mostram sofrer muito mais, aparentemente por causa de doenças micológicas agravadas pelos impactos das mudanças climáticas.</p>
<p>No entanto, há cientistas não envolvidos no estudo que acreditam que é impossível chegar a estimativas sobre o efeito do aquecimento global em plantas e animais. “É muito difícil conseguir o equilíbrio entre alarmes falsos e examinar os fatos. Simplesmente não sabemos se essas avaliações estão corretas”, explicou Carsten Dormann, professor do Centro Helmholtz para Pesquisa Ambiental, na Alemanha, à Reuters.</p>
<p>Apesar da controvérsia, o estudo argumenta que há formas de diminuir essa perda de habitats, principalmente com a mitigação das emissões de dióxido de carbono, que contribuem para o aumento das temperaturas.</p>
<p>Se iniciativas forem tomadas para reduzir as emissões, as perdas de habitat podem ser diminuídas em 60% – caso as emissões caíssem a partir de 2016 – ou em 40% – se as emissões fossem reduzidas a partir de 2030.</p>
<p>“A terrível perda de biodiversidade prevista para este século mostra que o caos climático transformará fundamentalmente nosso planeta. Precisamos cortar emissões agora, antes que nossos ecossistemas sofram danos catastróficos”, declarou Shave Wolf, do Centro para Diversidade Biológica, em um comunicado sobre a pesquisa.</p>
<p><span style="font-size: x-small;"><strong>(Instituto CarbonoBrasil)</strong></span></p>
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		<title>Consulta pública sobre plano de mudanças climáticas começa em julho</title>
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		<pubDate>Mon, 13 May 2013 18:45:48 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Henrique Andrade Camargo</dc:creator>
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		<category><![CDATA[Notí­cias]]></category>
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		<category><![CDATA[meio ambinete]]></category>
		<category><![CDATA[mudanças climáticas]]></category>

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		<description><![CDATA[Em dois meses, os brasileiros vão poder apresentar sugestões para que os diversos setores da economia do país, como a indústria e o setor de transportes, reduzam as emissões de gases de efeito estufa. ]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><span style="font-size: x-small;"><strong>Carolina Gonçalves, da Agência Brasil</strong></span></p>
<p>Em dois meses, os brasileiros vão poder apresentar sugestões para que os diversos setores da economia do país, como a indústria e o setor de transportes, reduzam as emissões de gases de efeito estufa. A primeira versão revisada do Plano Nacional sobre Mudança do Clima, que deve incluir essas metas, deve ser colocada em consulta pública na internet e em encontros regionais a partir de julho.</p>
<p>“A nova versão vai trazer um grande avanço em relação ao que já está proposto no plano anterior”, garantiu Karen Cope, diretora de Licenciamento e Avaliação Ambiental da Secretaria de Mudanças Climáticas e Qualidade Ambiental, ligada ao Ministério do Meio Ambiente. Segundo ela, os planos setoriais já começaram a ser implantados.</p>
<p>Se conseguir consolidar todas as contribuições apresentadas pela população, o governo deve apresentar a versão final do plano até o fim do ano. O documento deveria ter sido concluído no ano passado.</p>
<p>O prazo para revisão estava previsto na versão original do plano, elaborado em 2008. No final de 2010, com a criação da Política Nacional sobre Mudança do Clima, o governo decidiu que o Plano Nacional sobre Mudanças Climáticas deveria incorporar os Planos Setoriais de Mitigação e Adaptação às Mudanças Climáticas. Pelo mesmo decreto que instituiu a política, o prazo para que os planos setoriais fossem apresentados era 15 de dezembro de 2011. Mas, as metas de alguns setores, como os de saúde e mineração, ainda não foram divulgadas.</p>
<p>Esta semana, representantes do Observatório do Clima e do Fórum Brasileiro de ONGs e Movimentos Sociais para o Meio Ambiente e Desenvolvimento cobraram a apresentação de planos de quatro setores. Apesar do apelo do governo pelas contribuições do grupo, as 700 organizações que formam a rede se recusam a participar do processo sem um rascunho desses textos.</p>
<p>O argumento é que não poderiam comentar o conteúdo sem ter acesso a mais informações. As organizações entregaram uma carta à ministra-chefe da Casa Civil, Gleisi Hoffmann, pedindo o texto final dos documentos que preveem metas da indústria, dos transportes, da saúde e da mineração.</p>
<p>Carlos Rittl, coordenador do Programa de Mudanças Climáticas e Energia do WWF-Brasil, que integra as duas organizações, reconhece que o Brasil avançou com o plano de 2008, mesmo que a política de mudanças climáticas só tenha sido instituída depois. Mas, segundo ele, a desarmonia nas datas dos dois documentos acabou fazendo com que não houvesse estratégia.</p>
<p>“Não é plano de ação que nos leva a um processo de desenvolvimento de baixo carbono, e não trouxe inovação. O plano não tem metas, apenas alguns objetivos específicos”, disse, destacando a redução de perda de floresta que tem avançado, conforme mostram levantamentos de satélites e operações de fiscalização e combate ao crime ambiental. Os movimentos sociais cobram documento com metas e ações precisas e claras.</p>
<p><span style="font-size: x-small;"><strong>(Agência Brasil)</strong></span></p>
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		<title>Concentração de CO2 na atmosfera ultrapassou a marca dos 400ppm na quinta-feira</title>
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		<pubDate>Fri, 10 May 2013 20:04:00 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Henrique Andrade Camargo</dc:creator>
				<category><![CDATA[meio ambiente]]></category>
		<category><![CDATA[Notí­cias]]></category>
		<category><![CDATA[aquecimento global]]></category>
		<category><![CDATA[emissão de gases do efeito estufa]]></category>
		<category><![CDATA[mudanças climáticas]]></category>

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		<description><![CDATA[Especialista diz que a ultrapassagem dessa marca é uma lembrança significante do quão rápido está sendo o aumento da concentração de gases do efeito estufa na atmosfera]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><span style="font-size: x-small;"><strong>Fabiano Ávila, do Instituto CarbonoBrasil</strong></span></p>
<p><a href="http://mercadoetico.terra.com.br/website/wp-content/uploads/2013/05/carbono_emissão_B_250.jpg"><img class="alignleft size-full wp-image-72294" src="http://mercadoetico.terra.com.br/website/wp-content/uploads/2013/05/carbono_emissão_B_250.jpg" alt="" width="250" height="168" /></a>De acordo com as medições do <em>Scripps Institution of Oceanography</em>, da Universidade de San Diego, que está monitorando a estação de Mauna Loa, no Havaí, a concentração de dióxido de carbono (CO2) na atmosfera chegou a 400,03 partes por milhão (ppm) nesta quinta-feira (9).</p>
<p>“É muito simbólico. Este é um ponto em que devemos parar e pensar sobre onde estamos e o que estamos fazendo. É uma marca que nos alerta sobre o que já vinha se construindo na nossa frente há algum tempo”, afirmou Ralph Keeling, responsável pela estação de Mauna Loa, ao jornal britânico The Guardian.</p>
<p>“A ultrapassagem dessa marca é uma lembrança significante do quão rápido – e do quão extenso – está sendo o aumento da concentração de gases do efeito estufa na atmosfera. No começo da industrialização, a concentração de CO2 era de apenas 280ppm. Esperamos que essa marca ajude a trazer uma maior conscientização sobre a realidade científica das mudanças climáticas”, declarou Rajendra Pachauri, presidente do Painel Intergovernamental sobre Mudanças Climáticas (IPCC).</p>
<p>Pesquisadores acreditam que a última vez que a concentração de CO2 esteve acima da marca dos 400ppm foi entre 3,2 milhões e cinco milhões de anos atrás, quando o planeta era muito mais quente do que hoje.</p>
<p>Segundo o IPCC, seria preciso manter a concentração em 350ppm para que as temperaturas globais não subam além de 2oC, o limite de segurança para evitar as piores consequências das mudanças climáticas.</p>
<p><span style="font-size: x-small;"><strong>(Instituto CarbnoBrasil)</strong></span></p>
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		<title>O que a mudança do clima e Gangnam Style têm em comum?</title>
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		<pubDate>Fri, 10 May 2013 15:27:34 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Henrique Andrade Camargo</dc:creator>
				<category><![CDATA[meio ambiente]]></category>
		<category><![CDATA[Notí­cias]]></category>
		<category><![CDATA[Gangnam Style]]></category>
		<category><![CDATA[meme]]></category>
		<category><![CDATA[mudanças climáticas]]></category>
		<category><![CDATA[Sociedade]]></category>

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		<description><![CDATA[Todas as dimensões estão cheias de cenários catastróficos, negatividade e conflito, o que segundo os pesquisadores explica porque o meme da mudança climática não pega na população em geral.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><span style="font-size: x-small;"><strong>Flavia Pardini, da Página 22</strong></span></p>
<p>Responda rápido: quando você pensa na mudança climática, que ideia lhe vem à cabeça?</p>
<p>Há boas chances de que tal ideia lhe tenha sido transmitida via redes sociais, na forma de uma informação, rápida, direta e que se espalha como um vírus, de pessoa para pessoa. Enfim, um meme.</p>
<p>O termo foi cunhado pelo biólogo Richard Dawkins no livro O Gene Egoísta para descrever a unidade mínima da memória. Na genética, é o gene que funciona como a unidade de transmissão de informação que se auto-reproduz, determinando a evolução de dada espécie. Para Dawkins, memes têm potencial para explicar o comportamento humano e a evolução cultural.</p>
<p>Um meme que recentemente explodiu e logo na sequência morreu foi o fenômeno coreano de Gangnam Style. Mas há memes que perduram por décadas.</p>
<p>A mudança climática, por exemplo, ocupa espaço na mídia e nas mentes humanas há pelo menos 30 anos, mas apenas 5% da população mundial reage à ideia como um fenômeno cultural real.</p>
<p>Para entender que tipo de mensagem fez com que uma parcela pequena da população se ligasse à ideia da mudança do clima enquanto a grande maioria permanece imune, o húngaro Lazlo Karafiath e o americano Joe Brewer decidiram se dedicar à “ciência de memes”.</p>
<p>Eles criaram o Climate Meme Project e, via crowdfunding, angariaram fundos para estudar a mudança climática como meme.</p>
<p>Acabaram com um conjunto de 5 mil memes que abordam a questão positiva ou negativamente e agruparam-nos em cinco dimensões –  harmonia, sobrevivência, cooperação, ímpeto e elitismo –, ou “campos de batalha” onde diferentes opiniões sobre o tema tentam espalhar ideias.</p>
<p>Todas as dimensões estão cheias de cenários catastróficos, negatividade e conflito, o que segundo os pesquisadores explica porque o meme da mudança climática não pega na população em geral.</p>
<p>“O aquecimento global não é um bom meme”, escreveram Brewer e Karafiath em um relatório. “As tentativas de comunicação dos últimos 20 anos falharam completamente. Temos que olhar para fora para encontrar memes que se espalhem mais facilmente”.</p>
<p>A conclusão, dizem, é positiva, pois significa que há – muito – espaço para encontrar e espalhar memes que funcionem em detonar a ação coletiva em relação ao clima.</p>
<p>Enquanto Brewer e Karafiath se empenham em descobrir que meme é esse, a grande maioria da população já se esqueceu do Gangnam Style e dança agora ao som do Harlem Shake.</p>
<p><span style="font-size: x-small;"><strong>(Blog De Lá Pra Cá/ Página 22)</strong></span></p>
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		<title>700 organizações cobram planos setoriais de mudanças climáticas</title>
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		<pubDate>Thu, 09 May 2013 20:58:20 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Henrique Andrade Camargo</dc:creator>
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		<category><![CDATA[Notí­cias]]></category>
		<category><![CDATA[aquecimento global]]></category>
		<category><![CDATA[mudanças climáticas]]></category>

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		<description><![CDATA[SOS Mata Atlântica Representantes do Observatório do Clima (OC) e do Fórum Brasileiro de ONGs e Movimentos Sociais para o Meio Ambiente e Desenvolvimento (FBoms) cobraram nesta quinta-feira (9) a Casa Civil para que apresente os quatro Planos Setoriais de Mitigação e Adaptação às Mudanças Climáticas, em audiência pública sobre o processo de revisão do [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><span style="font-size: x-small;"><strong>SOS Mata Atlântica</strong></span></p>
<p>Representantes do Observatório do Clima (OC) e do Fórum Brasileiro de ONGs e Movimentos Sociais para o Meio Ambiente e Desenvolvimento (FBoms) cobraram nesta quinta-feira (9) a Casa Civil para que apresente os quatro Planos Setoriais de Mitigação e Adaptação às Mudanças Climáticas, em audiência pública sobre o processo de revisão do Plano Nacional de Mudanças Climáticas na Câmara dos Deputados.</p>
<p>As duas redes reúnem cerca de 700 organizações. Segundo Carlos Rittl, coordenador do programa de Mudanças Climáticas e Energia do WWF-Brasil, que representou o OC e o FBoms no debate, afirmou que os dois grupos estão muito preocupados com o processo de revisão do Plano e que não poderiam comentar seu conteúdo sem ter acesso a mais informações. E fez a seguinte comparação: “Um artista não pode fazer uma crítica a uma obra de arte sem antes ver toda a obra. Nós não nos consideramos capazes de fazer uma reflexão sobre o conteúdo do Plano, já que não temos os elementos mínimos para isso”, concluiu.</p>
<p>Antes da audiência, as organizações protocolaram uma carta solicitando à Ministra-chefe da Casa Civil, Sra. Gleisi Helena Hoffmann, que apresente a versão final de quatro Planos Setoriais de Mitigação e Adaptação às Mudanças do Clima: da Indústria, dos Transportes, da Saúde e da Mineração [veja a carta na íntegra com as reivindicações propostas aqui]. No evento, foi ressaltada a necessidade de que a revisão do Plano Nacional seja feita de forma a transformar o documento em um plano de fato, com a inclusão de metas e ações envolvendo a postura do país com relação às mudanças no clima mundial.</p>
<p>“O Plano de 2008 foi um passo importante, mas ele foi elaborado quando ainda não tínhamos a Política de Mudanças Climáticas. Ele não é plano de ação estratégica, que nos leva a um processo de desenvolvimento de baixo carbono, e não trouxe inovação. Além disso, o Plano não tem metas, apenas alguns objetivos específicos, como acabar com a perda líquida de florestas até 2015”, afirmou Rittl.</p>
<p>O Decreto 7.390, de 9 de dezembro de 2010, que institui a Política Nacional sobre Mudança do Clima, prevê a incorporação dos Planos Setoriais de Mitigação e Adaptação às Mudanças Climáticas ao Plano Nacional sobre Mudanças Climáticas. O Decreto determinava que os Planos Setoriais fossem elaborados até 15 de dezembro de 2011. Pelo Decreto 7.643, de 15 de dezembro de 2011, esse prazo foi alterado para 16 de abril de 2012.</p>
<p>Em reunião do Fórum Brasileiro de Mudanças Climáticas (FBMC), realizado em 2013, na cidade do Rio de Janeiro, foi dado início ao processo de atualização do Plano Nacional sobre Mudança do Clima, sem que os Planos Setoriais tivessem sido concluídos.</p>
<p>Na audiência desta quinta-feira, a representante do Ministério do Meio Ambiente, Karen Cope, informou que os planos já estão concluídos e aprovados. “Eles estão aprovados e serão lançados pela Presidência da República, o que deve ser feito numa reunião da presidenta com o Fórum Brasileiro de Mudanças Climáticas. Mas o não lançamento não impediu avançar na implementação dos planos. O Plano Indústria, por exemplo, tem comissão técnica instalada e tem tido debate de altíssima qualidade”, disse.</p>
<p>Ela pediu que o OC e o Fboms revissem a posição de não comentar o conteúdo do plano. “Entendo a posição de aguardar os planos setoriais (para comentar o conteúdo). Mas não termos o subsídio e a participação de vocês será prejudicial para o processo”, afirmou.</p>
<p>A senadora Vanessa Grazziotin, que preside a Comissão Mista de Mudanças Climáticas, afirmou que formalizará pela comissão o pedido para receber o novo texto básico da atualização do Plano, que está sendo debatido no Ministério do Meio Ambiente, e os planos setoriais.</p>
<p><span style="font-size: x-small;"><strong>(SOS Mata Atlântica)</strong></span></p>
]]></content:encoded>
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		<title>Cortes em outros poluentes além do CO2 podem auxiliar clima</title>
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		<pubDate>Wed, 08 May 2013 11:10:36 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Henrique Andrade Camargo</dc:creator>
				<category><![CDATA[meio ambiente]]></category>
		<category><![CDATA[Notí­cias]]></category>
		<category><![CDATA[aquecimento global]]></category>
		<category><![CDATA[gases do efeito estufa]]></category>
		<category><![CDATA[GEE]]></category>
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		<category><![CDATA[mudanças climáticas]]></category>

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		<description><![CDATA[O mundo tem a chance de diminuir a velocidade do aumento do nível do mar e ganhar mais tempo para combater as mudanças climáticas com a redução das emissões de alguns poluentes além do dióxido de carbono]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><span style="font-size: x-small;"><strong>Tim Radford, do Climate News Network</strong></span></p>
<p>Uma ação combinada em escala planetária poderia desacelerar a elevação do nível do mar e reduzir alguns dos efeitos mais prejudiciais do aquecimento global – através da limitação não do dióxido de carbono, mas de quatro outros poluentes, de acordo com uma nova pesquisa publicada na Nature Climate Change.</p>
<p>Veerabhadran Ramanathan, do Instituto Scripps de Oceanografia nos EUA, e seus colegas argumentam que diminuindo os níveis na atmosfera dos poluentes de curta duração ozônio, metano, carbono negro e hidrofluorcarbonos, os governos poderiam reduzir temporariamente a taxa do aumento do nível do mar entre 25 e 50%.</p>
<p>Já que algumas das maiores cidades do mundo – Nova York, Bombaim, Tóquio, Amsterdã, Miami, Xangai e assim por diante – estão no nível do mar, as recompensas por reduzir as emissões seriam consideráveis.</p>
<p>“Para evitar a potencialmente perigosa elevação do nível do mar, poderíamos cortar as emissões de poluentes de curta duração mesmo se não pudermos cortar imediatamente as emissões de dióxido de carbono”, afirmou Aixue Hu, do Centro Nacional para Pesquisa Atmosférica dos EUA, um dos coautores.</p>
<p>“Essa nova pesquisa mostra que a sociedade pode reduzir significativamente a ameaça às cidades costeiras se agir rapidamente em relação a alguns poluentes.”</p>
<p>O dióxido de carbono, uma vez na atmosfera, tende a permanecer nela por séculos. O quarteto identificado pelos pesquisadores são todos poluentes de curta duração, e liberados em quantidades muito menores, mas armazenam mais calor na baixa atmosfera. A redução não seria simples.</p>
<p>Os hidrofluorcarbonos se tornaram os substitutos para a refrigeração dos notórios e agora proibidos clorofluorcarbonos, que ameaçavam a camada de ozônio estratosférico nos anos 1980.</p>
<p>Concentrações de ozônio em baixo nível tendem a se acumular nas emanações do trânsito de cidades cheias de poluição, mas podem também – como relatou o Climate Network News em janeiro – ocorrer como uma consequência do reflorestamento ou de projetos de biocombustíveis.</p>
<p>O metano, ou gás natural, é liberado tanto pela agricultura quanto pela decomposição em zonas tropicais e temperadas. Enormes reservas de metano existem naturalmente nos solos e no fundo do mar, e a liberação destas poderia ser calamitosa.</p>
<p>O carbono negro ou fuligem da queima de carvão, incêndios florestais e motores a diesel foi em janeiro identificado como o segundo maior contribuinte para o aquecimento global.</p>
<p>Há algumas décadas, os cientistas identificaram o crescimento das emissões de dióxido de carbono como o maior e mais ameaçador fator das mudanças climáticas: governos concordaram que gostariam de limitar a elevação global média das temperaturas a 2ºC, mas ainda têm que decidir um plano para grandes reduções de emissões em escala global.</p>
<p>Os pesquisadores dos EUA procuram pelas formas mais rápidas de desacelerar as piores consequências das mudanças climáticas e para isso definiram algumas das outras fontes do aquecimento.</p>
<p>Seus modelos de computador revelaram que uma forte redução na liberação desses poluentes poderia compensar a elevação das temperaturas em até 50% até 2050.</p>
<p>O nível do mar tem subido três milímetros por ano e estima-se que se eleve em até 59 centímetros nesse século. Uma ação rápida sobre os poluentes de curta duração poderia reduzir essa elevação de 22 a 42% até 2100. Se os governos também conseguirem reduzir as emissões de dióxido de carbono, o aumento do nível do mar total poderia ser diminuído em pelo menos 30% até 2100.</p>
<p>“Ainda não é tarde demais, estabilizar as concentrações de dióxido de carbono na atmosfera e reduzir as emissões de poluentes de curta duração para diminuir a taxa de aquecimento e reduzir o aumento do nível do mar”, declarou o professor Ramanathan. “O maior papel dos poluentes de curta duração [no aquecimento global] é encorajador, já que há tecnologias disponíveis para cortar drasticamente suas emissões.”</p>
<p><em>* Traduzido por Jéssica Lipinski</em></p>
<p><a href="http://www.climatenewsnetwork.net/2013/05/cuts-in-other-pollutants-can-help-climate/" target="_blank"></a><span style="text-decoration: underline; color: #0000ff;"><strong><a href="http://www.climatenewsnetwork.net/2013/05/cuts-in-other-pollutants-can-help-climate/" target="_blank">Leia o original no Climate News Network (inglês)</a></strong></span></p>
<p><span style="font-size: x-small;"><strong>(Instituto CarbonoBrasil)</strong></span></p>
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		<title>Mudanças climáticas aumentarão chuvas intensas e secas</title>
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		<pubDate>Wed, 08 May 2013 11:00:37 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Henrique Andrade Camargo</dc:creator>
				<category><![CDATA[meio ambiente]]></category>
		<category><![CDATA[Notí­cias]]></category>
		<category><![CDATA[aquecimento global]]></category>
		<category><![CDATA[eventos climáticos extremos]]></category>
		<category><![CDATA[mudanças climáticas]]></category>
		<category><![CDATA[Nasa]]></category>

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		<description><![CDATA[Novo relatório da agência norte-americana sugere que nosso planeta deverá enfrentar mais extremos climáticos; regiões temperadas apresentarão mais secas no futuro, enquanto trópicos deverão passar por mais enchentes]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><span style="font-size: x-small;"><strong>Jéssica Lipinski, do Instituto CarbonoBrasil</strong></span></p>
<p>Nesta semana, mais uma pesquisa apresentada vem para reforçar a relação entre as mudanças climáticas e o aumento na frequência de eventos extremos. Desta vez, a análise publicada foi desenvolvida pela Administração Nacional da Aeronáutica e do Espaço, a NASA, um dos centros que mais tem contribuído para o estudo das ciências climáticas nos últimos tempos.</p>
<p>Segundo o relatório da agência, as mudanças climáticas irão aumentar as chuvas de maior intensidade em certas regiões do planeta, enquanto que em outras são as secas que se tornarão mais intensas. O documento aponta que as chuvas tenderão a aumentar nos trópicos, e as regiões temperadas devem vivenciar secas mais severas.</p>
<p>Embora outros estudos anteriores já indicassem a relação entre as mudanças climáticas e os eventos extremos, a pesquisa da NASA é a primeira a mostrar como as emissões de dióxido de carbono afetam os diferentes padrões de precipitação existentes, das regiões mais secas àquelas que vivenciam tempestades torrenciais.</p>
<p>De acordo com a análise, as mudanças climáticas devem aumentar a precipitação nas regiões que já apresentam altos padrões de chuva porque o ar mais quente deverá reter mais umidade. Entretanto, nos locais mais secos, o aumento das temperaturas significará períodos mais longos em chuva.</p>
<p>Colocando em números, para cada grau Fahrenheit (0,55 graus Celsius) de aumento na temperatura média global, as chuvas extremas aumentarão em 3,9%, enquanto as chuvas leves aumentarão 1%.</p>
<p>Entretanto, estima-se que o total global de precipitação não deva mudar muito, porque as chuvas moderadas devem diminuir 1,4%. Em se tratando das regiões de seca, os modelos preveem que para cada grau Fahrenheit de aquecimento a duração de períodos sem chuva aumentará em 2,6%.</p>
<p>No Hemisfério Norte, as áreas que provavelmente serão mais afetadas são os desertos e zonas áridas do sudoeste dos Estados Unidos, o México, o norte da África, o Oriente Médio, o Paquistão e o noroeste da China. No Hemisfério Sul, as secas provavelmente se tornarão mais severas no sul da África, no noroeste da Austrália, na costa da América Central e no nordeste brasileiro.</p>
<p>“Em resposta ao aquecimento induzido pelo dióxido de carbono, o ciclo hídrico global sofrerá uma competição gigantesca por umidade, resultando em um padrão global de aumento das chuvas extremas, diminuição das chuvas moderadas, e secas prolongadas em certas regiões”, colocou William Lau, principal autor do Centro Goddard de Voos Espaciais da NASA.</p>
<p>Lau explicou, no entanto, que as secas devem afetar mais a população mundial do que as chuvas extremas, já que estas últimas devem ocorrem principalmente em áreas acima dos oceanos.</p>
<p>“Grandes mudanças nas precipitações moderadas, assim como eventos prolongados sem chuva, podem ter um grande impacto na sociedade porque eles ocorrem em regiões onde a maioria das pessoas vive. Ironicamente, as regiões de chuvas mais pesadas, exceto pela [região] da monção asiática, podem ter menor impacto na sociedade, porque geralmente ocorrem sobre o oceano”, comentou.</p>
<p>A análise dos cientistas da NASA se baseou na observação de 14 modelos climáticos que simularam períodos de 140 anos. As simulações começaram com concentrações de dióxido de carbono de cerca de 280 partes por milhão (PPM), similares aos níveis pré-industriais, e foram aumentadas em 1% ao ano. A taxa de aumento é semelhante à observada atualmente pelo Painel Intergovernamental de Mudanças Climáticas da ONU (IPCC).</p>
<p>Através da observação dos resultados dos modelos, os pesquisadores concluíram que, embora os modelos não especifiquem precisamente quanto de precipitação haverá em uma determinada localidade, eles de fato podem apontar a tendência de precipitação para as regiões.</p>
<p>“Se observarmos todo o espectro dos tipos de precipitação, vemos que todos os modelos concordam de uma maneira muito fundamental – projetando mais chuvas pesadas, menos eventos de chuvas moderadas e secas prolongadas”, concluiu Lau.</p>
<p><span style="font-size: x-small;"><strong>(Instituto CarbonoBrasil)</strong></span></p>
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		<title>Brasil tem novos negociadores para tentar acordo climático em 2015</title>
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		<pubDate>Wed, 08 May 2013 04:32:06 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Henrique Andrade Camargo</dc:creator>
				<category><![CDATA[meio ambiente]]></category>
		<category><![CDATA[Notí­cias]]></category>
		<category><![CDATA[aquecimento global]]></category>
		<category><![CDATA[Brasil]]></category>
		<category><![CDATA[José Antônio Marcondes de Carvalho]]></category>
		<category><![CDATA[mudanças climáticas]]></category>
		<category><![CDATA[negociações climáticas]]></category>

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		<description><![CDATA[O novo chefe será José Antônio Marcondes de Carvalho, atual embaixador do país na Venezuela]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><span style="font-size: x-small;"><strong>EcoD</strong></span></p>
<p>Trabalhar por um novo acordo global sobre o clima a ser fechado em 2015, capaz de incluir todos os países, inclusive os maiores poluidores do planeta (China e Estados Unidos), não parece tarefa fácil. Mas este é justamente um dos principais desafios que uma nova equipe de negociadores brasileiros terá pela frente.</p>
<p>Uma vez acertado, tamanho acordo vigoraria a partir de 2020, a fim de substituir o Protocolo de Kyoto. Segundo apurou o jornal Valor Econômico, o novo chefe dos negociadores será José Antônio Marcondes de Carvalho, atual embaixador do Brasil na Venezuela. Seu braço direito deve ser Benedicto Fonseca Filho, diretor-geral do departamento de cooperação científica, técnica e tecnológica do Ministério das Relações Exteriores, que ocupará o lugar do  embaixador André Aranha Corrêa do Lago.</p>
<p>Mas a chance de um novo acordo ser fechado em 2015 é pequena, segundo especialistas. A crise econômica jogou o tema para segundo plano na política europeia e enfraqueceu as posições de vanguarda do bloco. O indício mais forte disso é a fragilidade do mercado de créditos de carbono europeu, o único que, até agora, fazia diferença no cenário de redução de emissões de gases de efeito estufa (GEE).</p>
<p>Negociações não acompanham o ritmo de urgência que os cientistas atribuem ao tema.<br />
Em setembro será publicada a primeira parte do quinto relatório do IPCC (Painel Intergovernamental sobre Mudanças Climáticas das Nações Unidas), sobre o estado atual das mudanças do clima e os cenários futuros.</p>
<p>Certo é que limitar o aquecimento da temperatura da Terra a 2ºC até 2100, o que poderia diminuir os impactos do fenômeno, é meta que não deverá mais ser atingida. As negociações não acompanham o ritmo de urgência que os cientistas atribuem ao tema.</p>
<p>Por enquanto, o único avanço foi criar dois grupos de negociação. Um deles negocia o novo acordo, o chamado pós-2020 enquanto o outro busca o que os países podem fazer até 2020. Uma nova rodada de negociações, a 19ª Conferência das Nações Unidas sobre o Clima (COP-19), será realizada em Varsóvia, na Polônia, no final de 2013.</p>
<p>Marcondes de Carvalho deve substituir o embaixador Luiz Alberto Figueiredo Machado, subsecretário-geral de Meio Ambiente, Energia, Ciência e Tecnologia do MRE e negociador-chefe do Brasil nos processos de mudança do clima desde 2005. Segundo a matéria do Valor, Figueiredo será o próximo representante do Brasil nas Nações Unidas, em Nova York.</p>
<p><span style="font-size: x-small;"><strong>(EcoD)</strong></span></p>
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		<title>Negociações climáticas avançam, mas a passos lentos</title>
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		<pubDate>Mon, 06 May 2013 20:26:54 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Henrique Andrade Camargo</dc:creator>
				<category><![CDATA[meio ambiente]]></category>
		<category><![CDATA[Notí­cias]]></category>
		<category><![CDATA[aquecimento global]]></category>
		<category><![CDATA[mudanças climáticas]]></category>
		<category><![CDATA[negociações climáticas]]></category>

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		<description><![CDATA[Reunião em Bonn aponta que o novo acordo climático será mais dinâmico, possibilitando alterações futuras, porém demonstra que o ritmo das negociações ainda não é rápido o suficiente para lidar com as mudanças climáticas.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><span style="font-size: x-small;"><strong>Fabiano Ávila, do CarbonoBrasil</strong></span></p>
<p><a href="http://mercadoetico.terra.com.br/website/wp-content/uploads/2013/05/mudançasclimaticas_250.jpg"><img class="alignleft size-full wp-image-72083" src="http://mercadoetico.terra.com.br/website/wp-content/uploads/2013/05/mudançasclimaticas_250.jpg" alt="" width="250" height="168" /></a>Terminou na sexta-feira (3) a segunda rodada de negociações climáticas de alto nível do ano, um evento preparatório para a Conferência do Clima da Polônia (COP19) em novembro. O resultado da reunião dos representantes de mais de 160 países, realizada em Bonn, na Alemanha, foi considerado positivo pelas Nações Unidas, mas o avanço das negociações ainda está muito aquém do que seria necessário para mitigar as piores consequências das mudanças climáticas.</p>
<p>“Embora os países estejam no caminho para alcançar suas próprias metas, eles não estão conseguindo acompanhar as demandas da ciência”, afirmou Christiana Figueres, presidente da Convenção Quadro das Nações Unidas sobre Mudanças do Clima (UNFCCC).</p>
<p>A opinião é a mesma dos presidentes da Plataforma de Durban para Ação Aprimorada (ADP) – a base do novo tratado climático – Jayant Moreshver Mauskar e Harald Dovland. “Estamos fazendo progresso, mas temos um tempo limitado. Assim, é preciso que aceleremos nossos esforços”, declararam.</p>
<p>O novo acordo climático precisa estar pronto até 2015, para que os países tenham tempo suficiente para aprová-lo internamente até 2020, quando substituirá o Protocolo de Quioto.</p>
<p>Um dos consensos alcançados em Bonn foi a ‘flexibilização’ do novo acordo. A ideia é que o texto possa ser alterado caso haja necessidade, seja por novas condições políticas, econômicas ou científicas. É uma grande diferença com relação ao Protocolo de Quioto, no qual até hoje países como China e Brasil não têm metas de redução de emissões mesmo estando entre as nações que mais liberam gases do efeito estufa.</p>
<p>“O senso comum prevaleceu. O acordo de 2015 não pode ser talhado em pedra, não pode ser congelado no tempo”, afirmou Figueres.</p>
<p>A Climate Action Network (CAN) também aprovou a decisão. “É bem-vindo o novo dinamismo, principalmente em termos de igualdade e justiça. Mas os líderes mundiais não podem esquecer que é preciso garantir que o acordo de 2015 seja robusto o suficiente para salvar o planeta.”</p>
<p>Os representantes em Bonn também concordaram que é necessário que diversos grupos trabalhem em conjunto para lidar com as mudanças climáticas, incluindo organizações internacionais e o setor privado.</p>
<p>Além disso, ficou acordado que existem muitas oportunidades de expandir ações já em andamento de mitigação climática, principalmente para incentivar as energias renováveis e para a distribuição de ajuda financeira para os mais vulneráveis.</p>
<p>Algumas nações mais ricas sugeriram que o novo acordo possua mecanismos, talvez relacionados com o produto interno bruto per capita, que possibilitem que as nações emergentes assumam metas mais rigorosas conforme forem crescendo economicamente.</p>
<p>Os negociadores chineses, no entanto, lembraram que a renda per capita anual no seu país ainda é de apenas US$ 5 mil, enquanto nas nações mais ricas é acima de US$ 40 mil. Assim, atrelar políticas climáticas ao PIB não parece ser justo.</p>
<p>As diferenças entre a China e os Estados Unidos continuam enormes, apesar de em abril os dois países terem firmado uma parceria de cooperação climática.</p>
<p>A China defende que as nações ricas tenham metas de redução de emissões entre 25% a 40% até 2020, com relação ao nível de 1990. Por enquanto, a promessa dos EUA é de apenas 4% de corte.</p>
<p><strong>Diálogos Climáticos</strong></p>
<p>A próxima rodada para discutir o futuro acordo climático será em junho, mas já nesta semana mais um evento será realizado para debater o aquecimento global.</p>
<p>Os Diálogos Climáticos de Petersberg começaram no domingo em Berlim, na Alemanha, reunindo ministros do Meio Ambiente de 35 países.</p>
<p>“Não agir para mitigar as mudanças climáticas será muito custoso para todos nós. Esperar não é uma opção”, declarou Angela Merkel, na abertura do evento.</p>
<p>A chanceler alemã pediu por uma reformulação completa das medidas econômicas destinadas a incentivar as companhias a adotarem práticas mais amigáveis ao clima.</p>
<p>Na semana passada, Merkel já havia declarado que é preciso alterar o funcionamento do Esquema de Comércio de Emissões da União Europeia (EU ETS) para que a ferramenta continue a estimular a busca por tecnologias de baixo carbono.</p>
<p>O encontro em Berlim segue até o dia sete de maio.</p>
<p><span style="font-size: x-small;"><strong>(CarbonoBrasil)</strong></span></p>
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		</item>
		<item>
		<title>O ceticismo sobre as mudanças climáticas e as consequências para o estabelecimento de um acordo global</title>
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		<pubDate>Fri, 03 May 2013 20:15:46 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Henrique Andrade Camargo</dc:creator>
				<category><![CDATA[meio ambiente]]></category>
		<category><![CDATA[Notí­cias]]></category>
		<category><![CDATA[aquecimento global]]></category>
		<category><![CDATA[Bernhard J. Smid]]></category>
		<category><![CDATA[mudanças climáticas]]></category>
		<category><![CDATA[negociações climáticas]]></category>

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		<description><![CDATA[Bernhard J. Smid* Acontece durante esta semana, entre os dias 29 de abril e 3 de maio, a “Segunda Seção do Grupo de Trabalho Ad Hoc sobre a Plataforma de Durban para Ação Aprimorada” (em inglês, “Second Session of the Ad Hoc Working Group on the Durban Platform for Enhanced Action” – ADP2) da “Convenção [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><span style="font-size: x-small;"><strong>Bernhard J. Smid*</strong></span></p>
<p><a href="http://mercadoetico.terra.com.br/website/wp-content/uploads/2013/05/mudanças_climaticas_250.jpg"><img class="alignleft size-full wp-image-72015" src="http://mercadoetico.terra.com.br/website/wp-content/uploads/2013/05/mudanças_climaticas_250.jpg" alt="" width="250" height="168" /></a>Acontece durante esta semana, entre os dias 29 de abril e 3 de maio, a “Segunda Seção do Grupo de Trabalho Ad Hoc sobre a Plataforma de Durban para Ação Aprimorada” (em inglês, “<em>Second Session of the Ad Hoc Working Group on the Durban Platform for Enhanced Action</em>” – ADP2) da “Convenção Quadro das Nações Unidas sobre Mudanças Climáticas” (UNFCCC).</p>
<p>Neste período, representantes de 195 países e de organizações não governamentais se reúnem em Bonn, na Alemanha, para debater as diretrizes de um possível pacto climático global para 2015, o que deve entrar em vigor apenas em 2020, sendo aplicável apenas aos signatários da UNFCCC.</p>
<p>No primeiro dia das discussões, no dia 29 de abril, foi realizado um workshop para discutir o escopo, estrutura e formato do acordo de 2015, incluindo os aspectos relacionados com a aplicação dos princípios da Convenção, formas de definição e refletindo as experiências e lições aprendidas a partir de outros processos.  Em sequencia, no dia 30 de abril se discute as oportunidades de mitigação e adaptação relacionadas ao uso da terra e, neste contexto, são apresentadas e discutidas as ações e experiências do Brasil e outros países, como a Indonésia e a Bolívia, quanto aos temas relacionados à Floresta, ao uso da terra, projetos de REDD e outros assuntos pertinentes.</p>
<p>É importante destacar esse esforço que ocorre na sede da UNFCCC em Bonn, que pode ser considerado como uma reunião preliminar à  “19a Conferência das Partes das Nações Unidas” (COP19), que ocorrerá em Varsóvia, Polônia, no final de 2013.  Igualmente importante é o fato de haver pensamentos divergentes entre países sobre um mesmo tema, como é o caso da Bolívia, que não é favorável a REDD, e os Estados Unidos, que nem ao menos apoiou o “Protocolo de Kyoto”, além de sua segunda fase e outras medidas resultantes das COPs anuais.</p>
<p>Apesar de o “meio ambiente” ter sido apontado durante as campanhas eleitorais do presidente Barack Obama como sendo um de seus objetivos principais para o Segundo Mandato, este tema não tem sido trabalhado de forma adequada, parcialmente devido aos entraves enfrentados junto ao Senado. Corroborando esta afirmação, recentemente, foi disseminado um vídeo pela instituição “Organizing for Action” (OFA)**, em que alguns senadores não somente ignoram totalmente o tema, como sendo algo irreal, como outros estabelecem suas próprias teorias sobre ele.</p>
<p>Sem dúvida é uma pressão importante que a OFA está exercendo junto ao “Presidente dos EUA” e ao “Senado Norte-Americano”, particularmente no momento em que o mundo se volta para a reunião da UNFCCC, de modo que os “Estados Unidos” tenham uma política mais efetiva em relação ao meio ambiente. Evidentemente, as negociações internacionais, inclusive as metas de cada país na mitigação dos gases do efeito estufa e outros compromissos oficiais são influenciados pelas decisões e políticas adotadas por países como os Estados Unidos, que são um dos principais emissores de carbono na atmosfera. As ações do Brasil e de outros países que estabeleceram metas ambientais foram publicadas no dia 3 de abril de 2013, na internet:  <span style="text-decoration: underline; color: #0000ff;"><strong><a href="http://unfccc.int/resource/docs/2013/sbi/eng/inf12.pdf" target="_blank">http://unfccc.int/resource/docs/2013/sbi/eng/inf12.pdf</a></strong></span></p>
<p><strong>*Bernhard J. Smid possui mestrado (<em>Master of Arts</em>) em Negócios Internacionais pela Munich Business School &#8211; Alemanha (2008) e MBA em Comércio Exterior e Negociações Internacionais pela Fundação Getúlio Vargas &#8211; FGV (Brasil). Atualmente trabalha no Projeto Setorial de Promoção Comercial do Setor Lácteos (Organização das Cooperativas Brasileiras / Apex-Brasil) e é colaborador voluntário no CEIRI (Centro de Estratégia, Inteligência e Relações Internacionais)</strong></p>
<p><em>** É uma instituição sem fins lucrativos, que visa monitorar as ações do presidente Obama com base na agenda política apresentada durante a campanha eleitoral.</em></p>
<p><strong>Fontes consultadas:</strong><br />
Ver “Ministério do Meio Ambiente”:<br />
<span style="text-decoration: underline; color: #0000ff;"><strong><a href="http://www.mma.gov.br/clima/convencao-das-nacoes-unidas" target="_blank">http://www.mma.gov.br/clima/convencao-das-nacoes-unidas</a></strong></span></p>
<p>Ver “Discurso de Christiana Figueires, UNFCCC”:<br />
<span style="text-decoration: underline; color: #0000ff;"><strong><a href="http://unfccc.int/files/press/statements/application/pdf/201314011_globe_international.pdf" target="_blank">http://unfccc.int/files/press/statements/application/pdf/201314011_globe_international.pdf</a></strong></span></p>
<p>Ver “Compilação dos Principais Resultados da COP-17 sobre o Novo Protocolo De Kyoto, Salvaguardas De REDD+, Níveis de Referência, Fundo Verde Para o Clima e LULUCF”:<br />
<span style="text-decoration: underline; color: #0000ff;"><strong><a href="http://www.ipam.org.br/download/livro/Resumo-dos-resultados-da-COP-17/611&amp;sa=U&amp;ei=POV-UZmODMe72wXCk4DoBQ&amp;ved=0CBEQFjAE&amp;client=internal-uds-cse&amp;usg=AFQjCNEW6sE2UyqfwglNXGMO-6ly-gfRgw" target="_blank">http://www.ipam.org.br/download/livro/Resumo-dos-resultados-da-COP-17/611&amp;sa=U&amp;ei=POV-UZmODMe72wXCk4DoBQ&amp;ved=0CBEQFjAE&amp;client=internal-uds-cse&amp;usg=AFQjCNEW6sE2UyqfwglNXGMO-6ly-gfRgw</a></strong></span></p>
<p>Ver “Workshop on scope, structure and design of the 2015 agreement”:<br />
<span style="text-decoration: underline; color: #0000ff;"><strong><a href="http://unfccc.int/meetings/bonn_apr_2013/workshop/7488.php" target="_blank">http://unfccc.int/meetings/bonn_apr_2013/workshop/7488.php</a></strong></span></p>
<p>Ver “Especialistas criticam UNFCCC e apresentam sugestões para as negociações climáticas”:<br />
<span style="text-decoration: underline; color: #0000ff;"><strong><a href="http://www.ghgprotocolbrasil.com.br/index.php?r=noticias/view&amp;id=257718" target="_blank">http://www.ghgprotocolbrasil.com.br/index.php?r=noticias/view&amp;id=257718</a></strong></span></p>
<p>Ver “<em>Workshop on Opportunities for Mitigation and Adaptation Related to Land-Use, Programme as of 28 April</em>”:<br />
<span style="text-decoration: underline; color: #0000ff;"><strong><a href="http://unfccc.int/files/meetings/bonn_apr_2013/application/pdf/ws2_workshop_programme_landuse.pdf" target="_blank">http://unfccc.int/files/meetings/bonn_apr_2013/application/pdf/ws2_workshop_programme_landuse.pdf</a></strong></span></p>
<p>Ver “<em>Call Out Climate Deniers In Congress</em>”:<br />
<span style="text-decoration: underline; color: #0000ff;"><strong><a href="https://my.barackobama.com/page/s/combat-climate-deniers-now?source=site_20130425_cc_call_out_climate_deniers-now_hqb&amp;utm_medium=site&amp;utm_source=hqb&amp;utm_campaign=site_20130425_cc_call_out_climate_deniers-now_hqb" target="_blank">https://my.barackobama.com/page/s/combat-climate-deniers-now?source=site_20130425_cc_call_out_climate_deniers-now_hqb&amp;utm_medium=site&amp;utm_source=hqb&amp;utm_campaign=site_20130425_cc_call_out_climate_deniers-now_hqb</a></strong></span></p>
<p>Ver “<em>Obama campaign launches plan to shame climate sceptics in Congress</em>”:<br />
<span style="text-decoration: underline; color: #0000ff;"><strong><a href="http://www.guardian.co.uk/environment/2013/apr/25/obama-for-america-shame-climate-sceptics" target="_blank">http://www.guardian.co.uk/environment/2013/apr/25/obama-for-america-shame-climate-sceptics</a></strong></span></p>
<p><span style="font-size: x-small;"><strong>(CEIRI)</strong></span></p>
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		<title>Fiqueres: negociações foram produtivas, mas nenhum país está fazendo o suficiente para mitigar as mudanças climáticas</title>
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		<pubDate>Fri, 03 May 2013 19:48:46 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Henrique Andrade Camargo</dc:creator>
				<category><![CDATA[meio ambiente]]></category>
		<category><![CDATA[Notí­cias]]></category>
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		<description><![CDATA[Os representantes de 195 países, reunidos durante toda essa semana na Alemanha, debateram principalmente o conteúdo do novo acordo climático internacional, que deve estar pronto em 2015 para entrar em vigor em 2020.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><span style="font-size: x-small;"><strong>Fabiano Ávila, do Instituto CarbonoBrasil</strong></span></p>
<p>Em uma coletiva de imprensa nesta sexta-feira (3), a presidente da Convenção Quadro das Nações Unidas sobre Mudanças do Clima (UNFCCC), Christiana Figueres, declarou que a rodada de negociações climáticas em Bonn, na Alemanha, foi marcada por um tom positivo.</p>
<p>“O espírito de colaboração entre as nações foi bastante forte e as conversas foram produtivas. Os delegados estiveram muito focados, e em diversas áreas das negociações vimos avanços”, afirmou.</p>
<p>Os representantes de 195 países, reunidos durante toda essa semana, debateram principalmente o conteúdo do novo acordo climático internacional, que deve estar pronto em 2015 para entrar em vigor em 2020.</p>
<p>Para Figueres, o principal desafio está sendo acelerar as negociações. “É preciso que o processo de debate alcance a urgência que é necessária segundo os estudos científicos. Nenhum país, no momento, possui ações de adaptação e mitigação no nível que seria necessário para lidar com as mudanças climáticas.”</p>
<p>Dois exemplos de por que as negociações deveriam ser mais velozes foram dados recentemente. Na quinta-feira (2), a Organização Meteorológica Mundial afirmou que 2012 foi o nono ano mais quente desde que as medições começaram, em 1850, e o 27o ano consecutivo com temperaturas acima da média entre 1961 e 1990. Alguns dias antes a Universidade de San Diego apontou que a concentração de dióxido de carbono na atmosfera deverá ultrapassar a marca de 400ppm em maio.</p>
<p><strong>Avanços</strong></p>
<p>Apesar de ainda não terem sido apresentados oficialmente os documentos finais da rodada de negociação em Bonn, a presidente do UNFCCC adiantou alguns dos possíveis avanços.</p>
<p>Parece certo que os países optarão por um caráter dinâmico para o acordo de 2015. Isso significa que o tratado poderá ser alterado posteriormente se a realidade mundial assim exigir. O Protocolo de Quioto é um exemplo dos problemas que podem surgir quando não há muita margem para mudanças no texto. Quioto não obriga as nações em desenvolvimento a terem metas de redução de emissões, mas no decorrer dos anos os grandes emergentes, como China, índia e Brasil, passaram a ter emissões significativas e deveriam ter metas.</p>
<p>Outro consenso que começa a surgir é a unificação de métricas para os compromissos climáticos dos diferentes países. O objetivo é facilitar a medição qualitativa das ações de cada nação e assim conseguir comparar de forma correta quem está contribuindo de verdade.  Ainda não foram apresentados detalhes sobre essas métricas.</p>
<p>Mas, nesse sentido, Figueres destacou o lançamento da uma compilação atualizada de todas as Ações Nacionais Apropriadas de Mitigação (NAMAs, em inglês) que 55 países em desenvolvimento pretendem implementar.</p>
<p>Novas rodadas climáticas serão realizadas, incluindo uma em Berlim daqui a duas semanas, até a Conferência do Clima (COP 19) na Polônia em novembro.</p>
<p>Já se sabe também que a COP 20 será na América Latina e o país sede deverá ser decidido em junho ou no máximo durante a COP 19.</p>
<p><span style="font-size: x-small;"><strong>(Instituto CarbonoBrasil)</strong></span></p>
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		<title>Agência da ONU alerta sobre recorde de degelo no Ártico em 2012</title>
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		<pubDate>Thu, 02 May 2013 16:22:45 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Henrique Andrade Camargo</dc:creator>
				<category><![CDATA[meio ambiente]]></category>
		<category><![CDATA[Notí­cias]]></category>
		<category><![CDATA[aquecimento global]]></category>
		<category><![CDATA[Ártico]]></category>
		<category><![CDATA[derretimento de geleiras]]></category>
		<category><![CDATA[mudanças climáticas]]></category>

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		<description><![CDATA[Cobertura de gelo era 3,4 milhões de quilômetros quadrados, o que representa um decréscimo de 18% na comparação com 2007, ano do registro anterior]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><span style="font-size: x-small;"><strong>Renata Giraldi, da Agência Brasil</strong></span></p>
<p>A Organização Meteorológica Mundial (OMM) alertou hoje (2) para um degelo recorde no Ártico entre agosto e setembro de 2012. O alerta está no relatório anual sobre mudanças climáticas denominado <span style="text-decoration: underline; color: #0000ff;"><strong><a href="http://www.wmo.int/ebooks/WHO/Atlas_EN_web.pdf" target="_blank">Atlas da Saúde e do Clima</a></strong></span>, que faz uma relação entre como as mudanças no clima e os eventos climáticos extremos afetam a saúde das pessoas. De acordo com o documento, o ano de 2012 foi um dos nove anos mais quentes desde 1850.</p>
<p>De acordo com o estudo, as temperaturas acima da média foram observadas na maior parte das áreas terrestres do mundo e foram mais notadas na América do Norte, no Sul da Europa, na Rússia (Ocidental), em áreas do Norte da África e no Sul da América do Sul.</p>
<p>Entre agosto e setembro de 2012, a cobertura de gelo no Ártico era 3,4 milhões de quilômetros quadrados, o que representa um decréscimo de 18% na comparação com o ano de 2007, ano do registro anterior. &#8220;O aquecimento contínuo da atmosfera é um sinal preocupante&#8221;, ressaltou o secretário-geral da OMM, Michel Jaurrad.</p>
<p>Jaurrad chamou a atenção para “muitos outros extremos” registrados em 2012, como as secas e os ciclones tropicais. “A variação natural do clima sempre deu origem a estes extremos, mas as características físicas do tempo e do clima estão cada vez mais sendo moldadas pelas mudanças climáticas&#8221;, disse ele. &#8220;Por exemplo, o nível do mar aumentou 20 centímetros desde 1880. Com isso, as tempestades como o Furacão Sandy causam muitas inundações costeiras.&#8221;</p>
<p>Segundo Jarraud, o aquecimento mundial varia devido a uma série de fatores, incluindo os fenômenos meteorológicos como El Niño e La Niña – que contribuem para o aquecimento e degelo, do Oceano Pacífico, assim como para erupções vulcânicas. De acordo com ele, “o aquecimento vai continuar&#8221; em decorrência do aumento das concentrações atmosféricas de gases de efeito estufa.</p>
<p>O atlas apresenta exemplos práticos de como o uso do tempo e de informações sobre o clima podem proteger a saúde pública e está disponível em árabe, chinês, inglês, francês, russo e espanhol.</p>
<p><strong>* Com informações da OMM e da agência pública de notícias de Portugal, Lusa</strong></p>
<p><span style="font-size: x-small;"><strong>(Agência Brasil)</strong></span></p>
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		<title>Estados insulares querem compensação por inação climática</title>
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		<pubDate>Tue, 30 Apr 2013 17:28:44 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Henrique Andrade Camargo</dc:creator>
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		<description><![CDATA[As nações que fazem parte da aliança são pequenos países formados por ilhas, que, em sua maioria, estão enfrentando grandes problemas como a perda de território e de colheitas, enchentes e salinização de suas reservas hídricas]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><span style="font-size: x-small;"><strong>Jéssica Lipinski, do Instituto CarbonoBrasil</strong></span></p>
<p><a href="http://mercadoetico.terra.com.br/website/wp-content/uploads/2013/04/estados_insulares_250.jpg"><img class="alignleft size-full wp-image-71893" src="http://mercadoetico.terra.com.br/website/wp-content/uploads/2013/04/estados_insulares_250.jpg" alt="" width="250" height="168" /></a>A Aliança dos Pequenos Estados Insulares (AOSIS) afirmou nesta segunda-feira (29) durante as negociações climáticas de Bonn, na Alemanha, que, a menos que os países desenvolvidos adotem metas mais ambiciosas para reduzir as emissões de CO2 e combater as mudanças climáticas, pretende exigir uma compensação para os efeitos do fenômeno em seus estados membros.</p>
<p>As nações que fazem parte da aliança são pequenos países formados por ilhas, que, em sua maioria, estão enfrentando grandes problemas como a perda de território e de colheitas, enchentes e salinização de suas reservas hídricas devido ao avanço do nível do mar, um dos muitos impactos das mudanças climáticas.</p>
<p>Por causa dessas consequências, muitas dessas nações já estão inclusive procurando locais para se realocarem, pois suas populações correm o risco de ficar ser ter onde viver (leia mais).  Por isso, a AOSIS pede que os países desenvolvidos, maiores responsáveis pelas mudanças climáticas devido a suas emissões históricas, adotem reduções de gases do efeito estufa (GEEs) ambiciosas  a fim de manter o aumento das temperaturas abaixo dos 2ºC e conter o aquecimento global.</p>
<p>Caso isso não aconteça, os pequenos estados dizem que exigirão uma compensação financeira por todos os prejuízos sofridos. As nações desenvolvidas, entretanto, temem que seja necessário chegar a isso, já que os cálculos das emissões históricas poderiam fazer com que tivessem que pagar enormes quantias em dinheiro aos países insulares.</p>
<p>“O trabalho [...] deve ser conduzido por um senso de urgência, tendo em mente que nossa falha em agir decisivamente agora requererá uma resposta reativa e muito mais cara futuramente”, colocou a aliança em uma declaração apresentada nesta segunda-feira.</p>
<p>Esse debate, aliás, não é novo, e permeou outras edições de encontros climáticos, como a conferência em Doha. Tanta discussão e pouca ação fazem, inclusive, com que alguns países em desenvolvimento afirmem que as nações desenvolvidas tenham “atrasado as negociações climáticas em uma década”.</p>
<p>Essa declaração nada amistosa foi proferida pelo Grupo de Afinidade (LMDC), plataforma para países em desenvolvimento sobre questões climáticas, ambientais, sociais, econômicas e de igualdade. Entre seus membros estão Arábia Saudita, Bolívia, China, Equador, Filipinas, Índia e Venezuela.</p>
<p>Segundo Naderev Sano, representante do LMDC e comissário filipino de mudanças climáticas, “houve uma década perdida para as mudanças climáticas. Perdemos essa década porque países com a responsabilidade de liderar se recusaram a liderar. Enquanto eles procrastinaram, o mundo vivenciou as crescentes consequências de um clima em transformação”.</p>
<p>Sano acrescentou que se os países desenvolvidos tivessem cumprido suas obrigações, estaríamos a caminho de um regime climático justo e de sucesso, marcado pela cooperação internacional e pela equidade.</p>
<p>Rene Orellana, diretor da delegação boliviana em Bonn, concordou, observando que os compromissos exigidos dos países em desenvolvimento dependerão da capacidade de as nações desenvolvidas mostrarem sua liderança.</p>
<p>“A liderança dos países desenvolvidos precisa acontecer agora e não deve ser adiada para 2020, já que [a atual ação climática] prepara o palco para mais ações climáticas efetivas para além de 2020”, concluiu Orellana.</p>
<p>(Instituto CarbonoBrasil)</p>
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		<title>Cresce ímpeto para combater mudanças climáticas</title>
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		<pubDate>Tue, 30 Apr 2013 16:24:42 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Henrique Andrade Camargo</dc:creator>
				<category><![CDATA[meio ambiente]]></category>
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		<description><![CDATA[Relatório australiano indica que quase todas as principais economias estão adotando medidas para reduzir emissões e aumentar investimento em energias renováveis, mas destaca que esforços ainda não são o suficiente]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><span style="font-size: x-small;"><strong>Jéssica Lipinski, do Instituto CarbonoBrasil</strong></span></p>
<p><img class="alignleft" src="http://www.institutocarbonobrasil.org.br/arquivos_web/geral/mapasemissoes.jpg" alt="" width="236" height="533" />O pouco progresso visto nas últimas negociações climáticas das Nações Unidas nos faz questionar se os países estão de fato fazendo alguma coisa para combater as mudanças climáticas. Mas segundo um novo relatório do Comitê Climático da Austrália, a resposta é parcialmente positiva: nos anos recentes, os esforços das grandes economias para lidar com o aquecimento global têm crescido cada vez mais.</p>
<p>De acordo com o documento, intitulado The Critical Decade: Global Action Building on Climate Change (A Década Decisiva: Ações Globais Desenvolvidas para Mudanças Climáticas), o ímpeto para combater o aquecimento global está crescendo, e quase todas as principais economias estão adotando medidas para reduzir as emissões e aumentar os investimentos em energias renováveis.</p>
<p>O estudo ressalta, por exemplo, que atualmente 98 países se comprometeram a limitar suas emissões de gases do efeito estufa, e que o número de nações que está estabelecendo um preço para o carbono está crescendo; quatro novos esquemas iniciaram neste ano, operando agora em 35 países e 13 estados, províncias e cidades. Os 48 esquemas em desenvolvimento devem compreender cerca de 880 milhões de pessoas, ou 20% das emissões do planeta.</p>
<p>A capacidade mundial de energia renovável também está crescendo rapidamente; apenas em 2012, aumentou 15%. A capacidade de painéis solares fotovoltaicos cresceu 42%, e a de capacidade eólica, 21%, E a geração total de energias renováveis no mundo deve crescer mais de 40% entre 2011 e 2017.</p>
<p>Além disso, o apoio político tem sido um fator essencial para direcionar investimentos para o combate às mudanças climáticas e para a instalação de capacidade de energia renovável em muitos países.</p>
<p><strong>Os campeões</strong></p>
<p>Em se tratando de ações climáticas, a China e os Estados Unidos se mostraram os países que mais têm desenvolvido esforços para resolver a questão. Juntas, as duas nações produzem cerca de 37% das emissões mundiais, mas a pesquisa afirma que ambas estão a caminho de cumprir seus compromissos climáticos internacionais.</p>
<p>Nos últimos meses, por exemplo, os dois países declararam que vão fortalecer seus esforços, e em abril as nações chegaram a um acordo histórico para combater as mudanças climáticas juntos.</p>
<p>E as ações não estão sendo apenas conjuntas. A China, apesar de ser a maior emissora do mundo, está reduzindo o crescimento de suas emissões, e em 2012, o país também reduziu a intensidade de carbono – o CO2 gerado por cada unidade de PIB – de sua economia mais do que o esperado e diminuiu o crescimento da demanda de eletricidade quase pela metade. Após anos de um acentuado aumento no uso do carvão, a taxa de crescimento caiu substancialmente.</p>
<p>Os chineses também começarão a introduzir sete esquemas de comércio de emissões neste ano, que cobrirão cerca de 250 milhões de pessoas. Em alguns anos, um esquema de comércio nacional deve ser implementado, baseado no modelo dos mecanismos regionais.</p>
<p>Em se tratando de energias renováveis, o país nos últimos anos se destacou como a maior potencia mundial, tomando medidas ambiciosas para adicionar as renováveis ao seu mix energético. Entre 2005 e 2012, a China aumentou sua capacidade de geração eólica em quase 50 vezes, e a quantidade de eletricidade gerada a partir do vento em 2012 foi cerca de 36% maior do que em 2011.</p>
<p>A nova capacidade solar aumentou 75% em 2012, e a capacidade total de energia solar da China deve triplicar para mais de 21 mil gigawatts em 2015. Além disso, em 2012, o país investiu US$ 65,1 bilhões em energia limpa, 20% a mais do que em 2011. Essa quantia foi maior do que a de qualquer outro país, e representa 30% do investimento de todo o G20 no mesmo ano.</p>
<p>Os EUA, apesar de ficarem atrás da China tanto no quesito emissões quanto em ações climáticas, também estão tomando atitudes para reduzir o CO2, diz o documento. Um dos fatores que parece estar aumentando a força das políticas climáticas no país é o fato de o presidente Barack Obama ter definido sua intenção de combater as mudanças climáticas e de que os norte-americanos desempenhem um papel de liderança nesse sentido.</p>
<p>Os números também apontam para essa direção, já que as emissões dos EUA estão caindo. Segundo o estudo, as estratégias políticas, o impacto da recessão econômica e a troca do carvão para o gás contribuíram para isso.</p>
<p>Outros aspectos que estão colaborando são: o estabelecimento do esquema de comércio de emissões da Califórnia, que é a 9ª maior economia do mundo; as políticas para encorajar as energias renováveis; o aumento da capacidade de energia renovável instalada, que quase dobrou entre 2008 e 2012; e os investimentos em renováveis, que em 2012 chegaram a US$ 35,6 bilhões, ficando atrás apenas dos da China.</p>
<p>A boa notícia, é que, de acordo com a pesquisa, as ações climáticas dos dois gigantes estão estimulando os esforços globais para lidar com as mudanças climáticas. Embora os dois países não possam resolver o problema sozinhos, eles estão atuando como líderes nesse processo, incentivando outras grandes economias a investirem em energias limpas e na mitigação das emissões.</p>
<p><strong>Parece, mas não é</strong></p>
<p>Mas apesar dos números impressionantes das duas potências e seus esforços, o relatório aponta que o que está sendo feito ainda não é o suficiente para manter o aumento das temperaturas em 2ºC. O documento indica que as emissões continuam a crescer vertiginosamente, o que é um risco sério para a sociedade.</p>
<p>A pesquisa também enfatiza que essa década deve estabelecer as bases para reduzir as emissões rapidamente para quase zero até 2050, e que o quanto mais cedo isso acontecer, menos prejudicial e caro isso será.</p>
<p>“Essa é a década essencial para acelerar as ações. Todos os países, particularmente os grandes emissores como a China, os Estados Unidos e a Austrália, deve ir além em seus compromissos atuais para reduzir suas emissões mais profunda e rapidamente. Essa é a década essencial para reverter a tendência das emissões globais e estabelecer as bases globais para acelerar as reduções nas próximas décadas”, concluiu o estudo.</p>
<p><span style="font-size: x-small;"><strong>(Instituto CarbonoBrasil)</strong></span></p>
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		<title>Negociações climáticas começam com senso de urgência</title>
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		<pubDate>Mon, 29 Apr 2013 13:15:22 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Henrique Andrade Camargo</dc:creator>
				<category><![CDATA[meio ambiente]]></category>
		<category><![CDATA[Notí­cias]]></category>
		<category><![CDATA[aquecimento global]]></category>
		<category><![CDATA[mudanças climáticas]]></category>
		<category><![CDATA[negociações climáticas]]></category>

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		<description><![CDATA[Representantes de 195 países reunidos na Alemanha encaram a notícia de que o planeta está beirando um nível recorde de concentração de CO2 na atmosfera; nações mais vulneráveis cobram ações]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><span style="font-size: x-small;"><strong>Fabiano Ávila, do Instituto CarbonoBrasil</strong></span></p>
<p>“É preciso fazer mais, e mais rápido”, foi a mensagem de abertura da presidente da Convenção Quadro das Nações Unidas sobre Mudanças Climáticas (UNFCCC), Christiana Figueres, para os 195 países reunidos em Bonn, na Alemanha, para mais uma rodada de negociações climáticas que começou nesta segunda-feira (29).</p>
<p>Na semana passada, a Universidade de San Diego afirmou que a concentração de dióxido de carbono (CO2) na atmosfera poderá ficar acima das 400 partes por milhão (ppm) em boa parte do Hemisfério Norte já em maio deste ano. Será a primeira vez em mais de três milhões de anos que a barreira dos 400ppm será ultrapassada.</p>
<p>Se a concentração de CO2 continuar a subindo na taxa atual, ficará impossível manter o aumento das temperaturas abaixo dos 2oC, o recomendado para se evitar as piores consequências das mudanças climáticas.</p>
<p>Reduzir as emissões de CO2 é um dos principais assuntos a serem discutidos em Bonn, e é uma das questões em aberto no futuro acordo climático que precisa estar pronto em 2015. Ainda não se sabe quais serão as metas, quem terá que cumpri-las e se serão voluntárias ou obrigatórias.  A intenção é que esse novo acordo substitua o Protocolo de Quioto em 2020. Os cinco anos de intervalo são necessários para que cada país possa aprovar internamente o documento.</p>
<p>Porém, o avanço nas negociações tem sido muito lento. “Os governos já usaram um terço do tempo que temos para finalizar esse novo tratado. As conversas começarem em 2011 em Durban, mas pouco se progrediu desde então”, declarou Figueres.</p>
<p>O tom de urgência é compartilhado pelas nações menos desenvolvidas, conhecidas como LDCs. Em Bonn, elas reafirmaram seu compromisso de adotar metas obrigatórias para reduzir as emissões se isso facilitar as negociações.</p>
<p>No começo deste mês, o grupo, que reúne 49 nações, anunciou que espera liderar pelo exemplo e adotar uma postura proativa.</p>
<p>Ilustrando a situação crítica que os países mais vulneráveis já vivem, a Nigéria afirmou na semana passada que o impacto das mudanças climáticas na produção de alimentos é o principal fator por trás da crescente onda de insegurança no país.</p>
<p>O avanço da desertificação, a subida do nível do mar no delta do rio Níger e a diminuição acelerada do lago Chade têm provocado crises econômicas e alimentares que forçam os homens mais jovens a buscarem novas formas de se sustentar, incluindo o banditismo.</p>
<p><strong>Otimismo</strong></p>
<p>Apesar da pressão para que as negociações avancem, o ambiente em Bonn parece mais otimista do que em rodadas anteriores.</p>
<p>Uma das principais razões para isso é a nova postura dos Estados Unidos em relação às mudanças climáticas.</p>
<p>No tradicional pronunciamento Estado da União, em fevereiro, o presidente norte-americano Barack Obama declarou estar disposto a adotar nesse segundo mandato, mesmo sem o apoio do Congresso, medidas para reduzir as emissões e prometeu incentivar as fontes renováveis.</p>
<p>Outra transformação na postura norte-americana veio com a indicação de John Kerry para o cargo de Secretário de Estado. Kerry já se mostrou mais aberto a ceder nas negociações climáticas do que sua antecessora, Hillary Clinton. Inclusive, em sua recente viagem pela Ásia, o senador firmou acordos de cooperação com a China.</p>
<p>Em Bonn, também pode ser que um dos maiores obstáculos nas negociações, a capitalização do Fundo Climático Verde, comece finalmente a ser ultrapassado.</p>
<p>Estaria ganhando força a proposta do presidente equatoriano, Rafael Correa, de criar uma taxa de 3% a 5% sobre cada barril da Organização dos Países Exportadores de Petróleo (OPEC) comercializado para nações industrializadas, como Estados Unidos, Japão e União Europeia.</p>
<p>A medida tem o potencial de arrecadar até US$ 60 bilhões por ano, e já teria o apoio de quatro dos 12 países que formam a OPEC: Equador, Nigéria, Venezuela e Catar.</p>
<p>O objetivo do Fundo Climático Verde é destinar até US$ 100 bilhões por ano para ações de mitigação e adaptação climática às nações mais vulneráveis.</p>
<p>A rodada climática de Bonn prossegue até o dia três de maio.</p>
<p><span style="font-size: x-small;"><strong>(Instituto CarbonoBrasil)</strong></span></p>
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		<title>Apoiadores da campanha de Obama assumem ofensiva para cobrar ações climáticas</title>
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		<pubDate>Fri, 26 Apr 2013 18:49:49 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Henrique Andrade Camargo</dc:creator>
				<category><![CDATA[meio ambiente]]></category>
		<category><![CDATA[Notí­cias]]></category>
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		<category><![CDATA[mudanças climáticas]]></category>
		<category><![CDATA[política]]></category>

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		<description><![CDATA[Organização para Ação (OFA) quer minar força dos céticos climáticas no Congresso  dos Estados Unidos]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><span style="font-size: x-small;"><strong>Fabiano Ávila, do Instituto CarbonoBrasil</strong></span></p>
<p><a href="http://mercadoetico.terra.com.br/website/wp-content/uploads/2013/04/obama_02_250.jpg"><img src="http://mercadoetico.terra.com.br/website/wp-content/uploads/2013/04/obama_02_250.jpg" alt="" title="" width="250" height="166" class="alignleft size-full wp-image-71721" /></a>O Congresso dos Estados Unidos é marcado pela predominância de céticos climáticos que costumam criar obstáculos toda a vez que uma nova política para lidar com as emissões de gases do efeito estufa é proposta.</p>
<p>Em uma ação para tentar minar o poder desse grupo, a Organização para Ação (OFA), entidade criada para dar apoio à campanha eleitoral de Barack Obama, deu início a um movimento que pretende recolher assinaturas para demonstrar que a população norte-americana não concorda com a posição de seus representantes políticos.</p>
<p>Um vídeo foi produzido para apontar os principais céticos no Congresso, todos eles grandes lideranças do Partido Republicano. Além de aparecem negando as mudanças climáticas, eles são criticados por sugerirem teorias esdrúxulas como sendo as causas pelo aumento das temperaturas.</p>
<p><iframe width="640" height="360" src="http://www.youtube.com/embed/biUc0D6_UPA?feature=player_embedded" frameborder="0" allowfullscreen></iframe></p>
<p>O vídeo destaca ainda que 240 parlamentares classificam as mudanças climáticas como uma “fraude”.</p>
<p>“Neste momento, muitos legisladores em Washington simplesmente recusam a encarar os fatos no que diz respeito às mudanças climáticas. Nunca conseguiremos fazer um progresso real nessa questão se os congressistas não levarem o assunto a sério”, explicou Jon Carson, presidente da OFA.</p>
<p><span style="font-size: x-small;"><strong>(Instituto CarbonoBrsail)</strong></span></p>
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		<title>Concentração de CO2 na atmosfera pode ultrapassar 400ppm em maio</title>
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		<pubDate>Wed, 24 Apr 2013 20:55:57 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Henrique Andrade Camargo</dc:creator>
				<category><![CDATA[meio ambiente]]></category>
		<category><![CDATA[Notí­cias]]></category>
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		<category><![CDATA[mudanças climáticas]]></category>

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		<description><![CDATA[“Essa marca deveria ser um alerta para que todos passem a apoiar tecnologias de energia limpa e a redução das emissões de gases do efeito estufa antes que seja muito tarde para nossos filhos e netos”, afirmou Tim Lueker, oceanográfico do Scripps.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><span style="font-size: x-small;"><strong>Fabiano Ávila, do Instituto CarbonoBrasil</strong></span></p>
<p><a href="http://mercadoetico.terra.com.br/website/wp-content/uploads/2013/04/carbono_emissão_2501.jpg"><img class="alignleft size-full wp-image-71580" src="http://mercadoetico.terra.com.br/website/wp-content/uploads/2013/04/carbono_emissão_2501.jpg" alt="" width="250" height="168" /></a>A concentração de dióxido de carbono (CO2) na atmosfera poderá ficar acima das 400 partes por milhão (ppm) em boa parte do Hemisfério Norte já em maio deste ano. Será a primeira vez em mais de três milhões de anos que a barreira dos 400ppm será ultrapassada.</p>
<p>A informação vem da <em>Scripps Institution of Oceanography</em>, da Universidade de San Diego, que está monitorando a estação de Mauna Loa, no Havaí, uma das mais importantes do mundo. A estação fica propositalmente distante de qualquer grande ocupação humana para evitar a deturpação de seus dados.</p>
<p>A medição mais recente, do dia 22 de abril, mostra uma concentração de CO2 de 398.36 ppm. A tendência é que no mês que vem a barreira de 400ppm seja ultrapassada. Mesmo se isso não acontecer, os pesquisadores dão como certo que em 2014 já estaremos vivendo em um planeta acima dos 400ppm.</p>
<p>“Eu gostaria que isso não fosse verdade, mas parece que o mundo vai estourar a barreira dos 400ppm sem o menor esforço. Nesse ritmo, chegaremos a 450ppm em poucas décadas”, afirmou o geofísico Ralph Keeling, filho de uma das maiores autoridades mundiais sobre gases do efeito estufa, Charles David (Dave) Keeling.</p>
<p>Pesquisadores acreditam que a última vez que a concentração de CO2 esteve acima da marca dos 400ppm foi entre 3,2 milhões e cinco milhões de anos atrás, quando o planeta era muito mais quente que hoje.</p>
<p>Antes da Revolução Industrial a presença de CO2 estava em torno de 280ppm e em 1958, quando Keeling começou suas medições, estava em 316ppm.</p>
<p>Segundo a Scripps Institution of Oceanography, a taxa de aumento da concentração de CO2 na atmosfera é sem precedentes, não existindo nenhum outro período conhecido com um crescimento tão acelerado. Para a entidade, não existe dúvida de que isso é uma consequência da queima de combustíveis fósseis.</p>
<p>“A marca de 400ppm deveria ser um alerta para que todos passem a apoiar tecnologias de energia limpa e a redução das emissões de gases do efeito estufa antes que seja muito tarde para nossos filhos e netos”, afirmou Tim Lueker, oceanográfico do Scripps.</p>
<p>A contribuição de Dave Keeling para a ciência atmosférica foi tão relevante que a curva que mede a concentração de CO2 recebeu seu nome. O acompanhamento diário dela pode ser feito por um portal online ou pelo Twitter @keeling_curve.</p>
<p><span style="font-size: x-small;"><strong>(Instituto CarbonoBrasil)</strong></span></p>
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		<title>Brasil debate estratégias para novo ciclo de fundo ambiental</title>
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		<pubDate>Wed, 24 Apr 2013 20:50:51 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Henrique Andrade Camargo</dc:creator>
				<category><![CDATA[Economia]]></category>
		<category><![CDATA[meio ambiente]]></category>
		<category><![CDATA[Notí­cias]]></category>
		<category><![CDATA[aquecimento global]]></category>
		<category><![CDATA[financiamento climático]]></category>
		<category><![CDATA[mudanças climáticas]]></category>

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		<description><![CDATA[A cada quatro anos o fundo se recompõe e, nos próximos meses, os 182 países que o integram devem apresentar compromissos de doação e contribuir com a política de financiamento e a seleção de áreas estratégicas para o período de julho de 2014 a junho de 2018.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><span style="font-size: x-small;"><strong>Ascom do MCTI</strong></span></p>
<p>A cada quatro anos o fundo se recompõe e, nos próximos meses, os 182 países que o integram devem apresentar compromissos de doação e contribuir com a política de financiamento e a seleção de áreas estratégicas para o período de julho de 2014 a junho de 2018.</p>
<p>Segundo Raupp, o MCTI deve elaborar sua estratégica com participação das pastas do governo federal ligadas a cada prioridade. “Valorizamos muito essa colaboração. A expectativa é a de que possamos continuar com nossas atividades conjuntas”.</p>
<p>Para o próximo ciclo de quatro anos, Naoko apontou possibilidades de atuação em projetos de agricultura e no combate ao desmatamento. A diretora de Políticas e Programas Temáticos do MCTI, Mercedes Bustamante, sugeriu iniciativas em ciências oceânicas e no controle da urbanização.</p>
<p>O GEF financia projetos brasileiros há mais de 15 anos. Seus interlocutores no país são os ministérios da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI), das Relações Exteriores (MRE), do Planejamento, Orçamento e Gestão (MPOG) e do Meio Ambiente (MMA).</p>
<p>No âmbito do MCTI, a Assessoria de Captação de Recursos (Ascap) atua como ponto focal, mas as secretarias de Políticas e Programas de Pesquisa e Desenvolvimento (Seped) e de Desenvolvimento Tecnológico e Inovação (Setec) são responsáveis pelos projetos em andamento, como o Sistema de Informação sobre a Biodiversidade Brasileira (SiBBr) e outras iniciativas relacionadas a mudanças climáticas, energia e degradação do solo.</p>
<p>Participaram da reunião desta terça-feira o titular da Setec, Alvaro Prata, a assessora técnica Andrea Nunes, da Ascap, e a chefe interina da Assessoria de Assuntos Internacionais do MCTI, Bárbara Sant’Anna.<br />
O GEF</p>
<p>Composto por 182 países, em parceria com instituições internacionais, organizações não governamentais e setor privado, o mecanismo de financiamento apoia iniciativas nacionais de desenvolvimento sustentável.</p>
<p>Funciona ainda como mecanismo de financiamento das convenções das Nações Unidas sobre Mudança do Clima (UNFCCC), sobre Diversidade Biológica (CDB) e de Combate à Desertificação e Mitigação dos Efeitos da Seca (UNCCD).</p>
<p><span style="font-size: x-small;"><strong>(MCTI)</strong></span></p>
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		<title>Mudanças nas zonas climáticas colocam espécies em risco</title>
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		<pubDate>Tue, 23 Apr 2013 21:41:42 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Henrique Andrade Camargo</dc:creator>
				<category><![CDATA[meio ambiente]]></category>
		<category><![CDATA[Notí­cias]]></category>
		<category><![CDATA[aquecimento global]]></category>
		<category><![CDATA[biodiversidade]]></category>
		<category><![CDATA[mudanças climáticas]]></category>

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		<description><![CDATA[Aquecimento global deve acelerar cada vez mais a transição de determinadas regiões para novas zonas climáticas, alteração que pode ser rápida demais para que animais e plantas consigam se adaptar]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><span style="font-size: x-small;"><strong>Fabiano Ávila, do Instituto CarbonoBrasil</strong></span></p>
<div class="img alignleft size-full wp-image-71533" style="width:300px;">
	<a href="http://mercadoetico.terra.com.br/website/wp-content/uploads/2013/04/borboleta01_300qua.jpg"><img src="http://mercadoetico.terra.com.br/website/wp-content/uploads/2013/04/borboleta01_300qua.jpg" alt="" width="300" height="313" /></a>
	<div>Foto: Fabrício Basílio</div>
</div>O planeta Terra possui mais de 30 diferentes zonas climáticas, como a tundra polar ou as florestas equatoriais úmidas, e cada uma delas apresenta fatores que favorecem determinadas espécies; são animais e plantas que estão adaptados a condições específicas de precipitação e temperatura. Apesar de boa parte dos seres vivos ser capaz de se adaptar a mudanças em seu habitat, a velocidade na qual eles fazem isso tem um limite.</p>
<p>Um novo estudo publicado nesta semana na revista Nature pela Universidade do Colorado em parceria com a Administração Nacional Oceânica e Atmosférica (NOAA) dos Estados Unidos alerta justamente para o perigo de que as mudanças nas zonas climáticas estejam ficando cada vez mais velozes.</p>
<p>“Quanto mais quente fica o clima, mais rápido as zonas estão se alterando. Isso pode fazer com que fique difícil para plantas e animais se adaptarem”, afirmou Irina Mahlstein, líder do estudo e membro do Laboratório de Pesquisas de Sistemas Terrestres da NOAA.</p>
<p>Esse é um dos primeiros trabalhos a detalhar como a taxa de mudanças nas zonas climáticas está se acelerando. “Avaliar esse tipo de alteração é provavelmente uma melhor medida da ‘realidade’ dos impactos das mudanças climáticas para os seres vivos do que calcular o aumento nas temperaturas em graus ou da precipitação em centímetros”, explicou Mahlstein.</p>
<p>Os pesquisadores usaram modelos climáticos para analisar as alterações nas zonas em um período de 200 anos, entre 1900 a 2098.</p>
<p>O que eles descobriram é que para um aumento inicial de aproximadamente 1,66oC nas temperaturas (3,6oF), cerca de 5% da área terrestre muda de zona climática. Essa porcentagem sobe para 10% para os próximos 1,6oC de aquecimento.</p>
<p>Assim, os autores afirmam que até o ano de 2098 cerca de 20% da superfície do planeta terá alterado de zona climática se for confirmado o cenário de aquecimento global mais pessimista (RCP8,5) segundo o Painel Intergovernamental para as Mudanças Climáticas (IPCC) (veja o vídeo).</p>
<p><iframe width="640" height="360" src="http://www.youtube.com/embed/U9YAzrmeOGI?feature=player_embedded" frameborder="0" allowfullscreen></iframe></p>
<p>O estudo aponta que certas regiões do globo, como as altas latitudes, se transformarão mais drasticamente do que outras áreas. Na região tropical, a altitude tem um papel importante, com montanhas sofrendo alterações mais rapidamente do que as planícies.</p>
<p>No século por vir, a pesquisa sugere que as áreas ocupadas por zonas mais frias diminuirão consideravelmente. Além disso, no geral, regiões secas devem aumentar e uma grande parte da superfície terrestre passará a ter verões mais quentes.</p>
<p>Já há algum tempo estudos têm alertado para o risco de extinções causadas pelas mudanças climáticas.</p>
<p>Em 2011, um trabalho publicado no Proceeding of the National Academy of Science revelou que em torno do ano de 2100 mais de 11% das espécies do mundo estariam ameaças devido ao aquecimento global.</p>
<p>Outra pesquisa, divulgada em janeiro de 2012, alertava que as atuais modelagens não levam em conta aspectos essenciais para a compreensão dos efeitos das mudanças climáticas sobre os animais, como interações entre espécies e variações interespecíficas na sua dispersão. Assim, na realidade, uma extinção em massa é muito mais provável do que se pensa.</p>
<p><span style="font-size: x-small;"><strong>(Instituto CarbonoBrasil)</strong></span></p>
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		</item>
		<item>
		<title>Qual é a cara das mudanças climáticas?</title>
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		<pubDate>Mon, 22 Apr 2013 20:26:02 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Henrique Andrade Camargo</dc:creator>
				<category><![CDATA[meio ambiente]]></category>
		<category><![CDATA[Notí­cias]]></category>
		<category><![CDATA[Dia da Terra]]></category>
		<category><![CDATA[eventos climáticos extremos]]></category>
		<category><![CDATA[impactos ambientais]]></category>
		<category><![CDATA[impactos socioambientais]]></category>
		<category><![CDATA[mudanças climáticas]]></category>

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		<description><![CDATA[Derretimento dos polos, carbono na atmosfera e eventos climáticos extremos são sinais de que a Terra está cada vez mais cansada]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><span style="font-size: x-small;"><strong>EcoD</strong></span></p>
<p><span style="font-size: x-small;"><strong><div class="img aligncenter" style="width:450px;">
	<img src="http://www.ecodesenvolvimento.org/posts/2013/abril/dia-da-terra-qual-e-a-cara-das-mudancas-climaticas/images/diadaterra.jpg" alt="" width="450" height="275" />
	<div>Dia da Terra 2013: As faces das Mudanças Climáticas são diversas / Fotos: divulgação/EDN</div>
</div><br />
</strong></span></p>
<p>Os alertas constantes da comunidade científica sobre as mudanças climáticas nos levam a cenários que cabem a extinção de nossa espécie em um planeta hostil: o derretimento acelerado dos polos, o aumento crescente do nível do óxido de carbono na atmosfera, a ocorrência de eventos climáticos extremos, como grandes secas e enchentes igualmente devastadoras são sinais de que o nosso planeta está cada vez mais cansado da exploração de recursos a qualquer custo.</p>
<p>E é justamente a necessidade de reflexão sobre o planeta que nós vivemos e o que está acontecendo com ele que a Rede do Dia da Terra (EDN, na sigla em inglês) vem lembrar hoje. Com o tema &#8220;a cara das mudanças climáticas&#8221;, o Dia da Terra 2013 está sendo celebrado neste 22 de abril por mais de 1 bilhão de pessoas, em 192 nações.</p>
<div class="img aligncenter" style="width:450px;">
	<img src="http://www.ecodesenvolvimento.org/posts/2013/abril/dia-da-terra-qual-e-a-cara-das-mudancas-climaticas/images/diadaterra3.jpg" alt="" width="450" height="275" />
	<div>Até o Google Play e Apple Store entraram no &quot;clima&quot; e fizeram uma página especial com apps e outros itens para download / Foto: reprodução</div>
</div>
<p style="padding-left: 60px;"><span style="font-size: x-small;"><strong>A Earth Day Network (Rede do Dia da Terra, em português) foi criada com a premissa de que todas as pessoas, de todas as raças, gêneros, renda ou geografia tem o direito moral de viver em um meio ambiente saudável e sustentável. Esse movimento busca disseminar e mobilizar os cidadãos de todo mundo por meio de uma rede virtual que promovem educação, políticas públicas e campanhas de consumo consciente. Hoje a rede conta com mais de 22 mil parceiros e organizações em 192 países com mais de 1 bilhão de pessoas participando das atividades, considerado o maior movimento cívico do mundo.</strong></span></p>
<p>A data foi instituída oficialmente há mais de quatro décadas, quando um ato organizado pelo senador norte-americano Gaylord Nelson, em 1970, reuniu mais de 20 milhões de estudantes para protestar contra a poluição.</p>
<p><strong>A face</strong></p>
<p>Centenas, milhares de pessoas, anônimas e famosas, ilustram bem o tema do Dia da Terra neste ano. O rosto das mudanças climáticas é tanto o de um garotinho que vive o drama da seca mais longa do último meio século no nordeste brasileiro, quanto o da senhora chinesa enlutada pela família que perdeu no terremoto há dois dias.</p>
<p><img class="aligncenter" src="http://www.ecodesenvolvimento.org/posts/2013/abril/dia-da-terra-qual-e-a-cara-das-mudancas-climaticas/images/diadaterra4.jpg" alt="" width="450" height="275" /></p>
<p>A rede do Dia da Terra enfatiza que a face das mudanças climáticas, pode nem ser humana. &#8220;São o urso polar isolado no derretimento do Ártico, o tigre nas florestas ameaçadas da Índia, o orangotango em florestas indonésias segmentadas por incêndios cada vez mais frequentes e secas&#8221;. Pode ainda ser o nosso rosto, caro leitor: a face de quem se preocupa com a gravidade do tema e procura se mobilizar, mesmo que seja somente através de um texto, para mudar esse quadro.</p>
<p><img class="aligncenter" src="http://www.ecodesenvolvimento.org/posts/2013/abril/dia-da-terra-qual-e-a-cara-das-mudancas-climaticas/images/diadaterra0.jpg" alt="" width="450" height="275" /></p>
<p>Diante disso, o EDN lançou um projeto solicitando às pessoas ao redor do globo que enviem fotos mostrando qual é a verdade cara das mudanças climáticas. Para contribuir, envie fotos para o Twitter e Instagram usando a hashtag #FaceOfClimate para inclusão no mosaico.</p>
<p>Veja abaixo um painel digital com alguns exemplos:</p>
<p style="text-align: center;"><iframe width="450" scrolling="no" height="930" frameborder="0" src="http://www.theadvocator.com/earthday"></iframe> &nbsp;</p>
<p><span style="font-size: x-small;"><strong>(EcoD)</strong></span></p>
]]></content:encoded>
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		</item>
		<item>
		<title>Concedendo o poder às mulheres, uma tonelada de carbono por vez</title>
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		<pubDate>Mon, 22 Apr 2013 14:20:01 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Henrique Andrade Camargo</dc:creator>
				<category><![CDATA[meio ambiente]]></category>
		<category><![CDATA[Notí­cias]]></category>
		<category><![CDATA[Sociedade]]></category>
		<category><![CDATA[aquecimento global]]></category>
		<category><![CDATA[mercado de carbono]]></category>
		<category><![CDATA[mudanças climáticas]]></category>
		<category><![CDATA[mulheres]]></category>
		<category><![CDATA[questão de gênero]]></category>
		<category><![CDATA[WOCAN]]></category>

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		<description><![CDATA[Um novo padrão pretende construir um espaço no mercado voluntário de carbono para projetos que dão mais poder às mulheres]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><span style="font-size: x-small;"><strong>Gloria Gonzalez, do Ecosystem Marketplace</strong></span></p>
<p><img class="aligncenter" src="http://www.institutocarbonobrasil.org.br/arquivos_web/geral/mulheres.jpg" alt="" width="420" height="227" /></p>
<p>Buscando o empoderamento das mulheres em países em desenvolvimento, uma organização está adicionando mais um padrão ao mix do mercado de carbono, usando a renda dos créditos de carbono para melhorar seus modos de vida.</p>
<p>Jeannette Gurung, especialista em florestas e igualdade de gênero, fundou a Organização das Mulheres para Mudanças na Agricultura e Gestão dos Recursos Naturais (WOCAN, em inglês) em 2004 após concluir que ela e outras mulheres que desejavam desenvolver programas para mulheres agricultoras pobres estavam sofrendo restrições das suas próprias instituições. A WOCAN foca e trabalha com instituições para mudar suas atitudes e comportamento em relação aos conflitos de gênero nos setores de agricultura e gestão dos recursos naturais.</p>
<p>“Resumindo, a história da minha carreia tem sido uma mulher tentando integrar questões de igualdade de gênero e atividades de empoderamento das mulheres dentro de um setor que na verdade não liga muito para isto”, comentou. “É uma luta de cerca de 30 anos”.</p>
<p>A empreitada mais recente da WOCAN, divulgada nesta semana na conferência American Carbon World, em San Francisco (Estados Unidos), é a criação de um padrão de carbono para o empoderamento das mulheres. O novo padrão social certificaria os benefícios do aumento da participação das mulheres no desenvolvimento de projetos de compensação de carbono e energias renováveis, apoiando iniciativas que criam benefícios econômicos diretos e indiretos para elas.</p>
<p>“O carbono é uma ótima base para iniciar”, disse Margaret Bruce, consultora da WOCAN. “É um mercado bem estabelecido, com metodologias bem estabelecidas. Mas certamente não é limitado ao carbono.”</p>
<p>A ideia por trás do novo padrão é usar o mercado voluntário para fornecer benefícios sociais e econômicos para o empoderamento das mulheres no meio rural através de atividades de adaptação e mudanças climáticas.</p>
<p>“Compreendi que a mitigação das mudanças climáticas é uma área considerada intocável para as mulheres”, notou Gurung. “Qualquer pequena discussão sobre gênero e mudanças climáticas é limitada a aspectos de adaptação. Acho que é devido à percepção das mulheres como vulneráveis, vítimas e causas de caridade que precisam de ajuda. No meu mundo, nada pode estar mais distante da verdade. A mitigação está conectada com tecnologia, negócios e empreendedorismo, e as pessoas não associam nenhum destes termos às mulheres agricultoras pobres. Existe uma desconexão”.</p>
<p>A certificação examinará seis elementos centrais: ativos e renda – permitir o empoderamento das mulheres ao controlar seus próprios ativos – saúde, segurança alimentar, tempo e liderança. O projeto não precisa cumprir todos os elementos do padrão, mas deve alcançar 51 pontos ou mais para receber a aprovação da WOCAN.</p>
<p>As mulheres serão empoderadas, pois são as reais proprietárias destes créditos de carbono e podem usar a renda como acharem melhor, talvez para programas de alfabetização ou saúde, comentou Gurung.</p>
<p>A iniciativa recebeu apoio do Banco de Desenvolvimento da Ásia, que financiou projetos piloto no Camboja (biodigestores), Laos (melhoria de fogões) e Vietnã (gestão de resíduos). “Eles estavam relutantes”, ponderou. “Eles acham que isso é algo arriscado, mas decidiram tentar e investiram alguns milhões de dólares”.</p>
<p>O esforço, chamado ‘Incentivando Iniciativas de Mitigação das Mudanças Climáticas em Beneficio das Mulheres”, visa facilitar modos de vida mais seguros com o uso de tecnologias modernas para reduzir o tempo que elas passam na coleta de lenha e dar acesso a fontes mais limpas de energia e a condições ambientais mais seguras.</p>
<p>“Achamos isso tão excitante por que realmente pensamos que pode ser transformador para as mulheres”, enfatizou Gurung. “Elas não precisam mais ir à floresta cortá-la, o que é uma tarefa difícil e fisicamente exigente. Elas não precisam ficar em uma cozinha cheia de fumaça suja.”</p>
<p>As líderes da WOCAN não estão preocupadas com a possibilidade de “fadiga de padrões”, apesar das inúmeras iniciativas já existentes voltadas para projetos de corte de emissões através de organizações como o Gold Standard ou Verified Carbon Standard.</p>
<p>“O mercado suportará o que aguentar”, comentou Bruce. “O mercado mostrará se isso será bem recebido.”</p>
<p>Pelo contrário, Gurung tem ouvido que a organização nunca terá projetos suficientes para satisfazer a demanda dos potenciais investidores por um produto popular que combinará investimentos verdes com benefícios para as mulheres. “Isso é algo estimulante”, comemorou.</p>
<p><em>* Traduzido por Fernanda B. Muller, Instituto CarbonoBrasil</em></p>
<p><a href="http://www.ecosystemmarketplace.com/pages/dynamic/article.page.php?page_id=9688&amp;section=news_articles&amp;eod=1" target="_blank"></a><span style="text-decoration: underline; color: #0000ff;"><strong><a href="http://www.ecosystemmarketplace.com/pages/dynamic/article.page.php?page_id=9688&amp;section=news_articles&amp;eod=1" target="_blank">Leia o texto original (em inglês)</a></strong></span></p>
<p><span style="font-size: x-small;"><strong>(Instituto CarbonoBrasil)</strong></span></p>
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		<title>Últimas três décadas teriam sido as mais quentes em 1400 anos</title>
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		<pubDate>Mon, 22 Apr 2013 13:38:53 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Henrique Andrade Camargo</dc:creator>
				<category><![CDATA[meio ambiente]]></category>
		<category><![CDATA[Notí­cias]]></category>
		<category><![CDATA[aquecimento global]]></category>
		<category><![CDATA[mudanças climáticas]]></category>

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		<description><![CDATA[Grupo formado por 78 pesquisadores de 24 países reconstrói as temperaturas globais dos últimos dois milênios e afirma que um aquecimento começou no século XIX causado pelas atividades humanas]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><span style="font-size: x-small;"><strong>Fabiano Ávila, do Instituto CarbonoBrasil</strong></span></p>
<p>Depois da época do Império Romano, nosso planeta teria entrado em um processo de resfriamento global, com as temperaturas caindo pouco a pouco devido a diversos fatores naturais, que ainda estão presentes atualmente. Porém, algo aconteceu durante o século XIX que fez essa tendência de resfriamento ser alterada e as temperaturas começarem a subir. Esse “algo” teria sido a Revolução Industrial, afirma um novo estudo publicado nesta semana no periódico <em>Nature Geoscience</em>.</p>
<div class="img aligncenter" style="width:450px;">
	<img src="http://www.institutocarbonobrasil.org.br/arquivos_web/geral/pages2.jpg" alt="" width="450" height="298" />
	<div>Pesquisadores analisaram núcleos de gelo e sedimentos para traçar um histórico para as temperaturas / PAGES / T. Bauska / D. Kaufman</div>
</div>
<p>“Todas as forças naturais responsáveis pelo resfriamento do planeta ainda estão atuando, mas desde o século XIX uma nova e mais potente força entrou em ação: as atividades humanas. Não podemos entender os registros de temperatura sem levar em conta esse novo fator”, explicou Paul Filmer, da Fundação Nacional para a Ciência dos Estados Unidos.</p>
<p>O novo estudo, realizado por 78 pesquisadores de 24 países e coordenado pelo projeto Past Global Changes (PAGES), analisou registros de corais, sedimentos marinhos, cavernas e núcleos de gelo de mais de 500 locais para chegar às suas conclusões.</p>
<p>“Um aspecto importante desse consórcio de pesquisas é que contamos com especialistas regionais que estão familiarizados com as evidências das mudanças climáticas em suas localidades”, disse Darrell Kaufman, da Universidade do Arizona.</p>
<p>Os pesquisadores apontam que o planeta durante boa parte dos últimos dois milênios esteve resfriando, muito por causa da fraca atividade solar, mudanças na órbita da Terra e do grande número de erupções vulcânicas. Todas essas condições ainda são encontradas atualmente.</p>
<p>A queda nas temperaturas médias acabou subitamente por volta da metade do século XIX, sem nenhuma outra explicação, até o momento, que não seja a ação da humanidade através da Revolução Industrial.</p>
<p><img class="alignleft" src="http://www.institutocarbonobrasil.org.br/arquivos_web/geral/pages3.jpg" alt="" width="240" height="321" />O novo aquecimento que teve início apresenta velocidades diferentes entre as regiões. O Hemisfério Norte estaria aquecendo em uma taxa duas vezes mais rápida do que o Sul. A Antártica, em especial, estaria mostrando poucos sinais de aumento das temperaturas. Isso seria por causa dos oceanos que ocupam uma porção muito maior no sul e que demoram mais a reagir às mudanças de temperaturas.</p>
<p>De qualquer maneira, o estudo aponta que o período entre 1971 e 2000 teria sido o mais quente em 1400 anos.</p>
<p>“Períodos distintos, como o aquecimento medieval e a pequena era do gelo, aconteceram. Mas eles não representam um padrão para todo o globo”, afirmou Heinz Wanner, da Universidade de Bern.</p>
<p>Os pesquisadores do PAGES esperam agora que suas informações, que levaram quatro anos para serem reunidas, sirvam para novos trabalhos sobre a tendência climática do planeta.</p>
<p>Esse não foi o primeiro estudo a afirmar que após a Revolução Industrial as temperaturas começaram a subir. Em março, uma pesquisa publicada na revista Science já apontava que o globo estava em uma tendência de resfriamento até as primeiras décadas do século XX, quando, numa taxa nunca antes vista, começou uma curva ascendente das temperaturas.</p>
<p>De acordo com climatologistas, as temperaturas já teriam se elevado pelo menos 0,8 graus Celsius nos últimos 100 anos, sendo que entidades como a NASA, o Met Office e a Administração Nacional Oceânica e Atmosférica (NOAA) dos Estados Unidos reconhecem que a década entre 2000 e 2010 foi a mais quente da história.</p>
<p><span style="font-size: x-small;"><strong>(Instituto CarbonoBrasil)</strong></span></p>
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		<title>Clima altera vegetação global</title>
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		<pubDate>Fri, 19 Apr 2013 20:22:25 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Henrique Andrade Camargo</dc:creator>
				<category><![CDATA[meio ambiente]]></category>
		<category><![CDATA[Notí­cias]]></category>
		<category><![CDATA[aquecimento global]]></category>
		<category><![CDATA[florestas]]></category>
		<category><![CDATA[mudanças climáticas]]></category>

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		<description><![CDATA[Mudanças climáticas são responsáveis por mais da metade das mudanças detectadas na vegetação mundial e as atividades humanas por apenas um terço]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><span style="font-size: x-small;"><strong>Alex Kirby, do Climate News Network</strong></span></p>
<div class="img alignleft size-full wp-image-71400" style="width:250px;">
	<a href="http://mercadoetico.terra.com.br/website/wp-content/uploads/2013/04/vini_mata_atlantica_250.jpg"><img src="http://mercadoetico.terra.com.br/website/wp-content/uploads/2013/04/vini_mata_atlantica_250.jpg" alt="" width="250" height="169" /></a>
	<div>Foto: Vinicius Andrade Camargo</div>
</div>A quantidade de vegetação no mundo, e a forma como ela se espalha pelo planeta, mudaram significativamente nas últimas três décadas, afirmam pesquisadores.</p>
<p>Eles atribuem mais da metade das mudanças que detectaram aos efeitos do aquecimento do clima, com a população sendo responsável por apenas cerca de um terço das mudanças. Surpreendentemente, ainda falta a eles poder atribuir cerca de 10% das mudanças inequivocamente ao clima ou ao ser humano.</p>
<p>Eles declaram que seu trabalho representa um avanço científico, porque só recentemente passou a ser possível quantificar o quanto a variabilidade climática, a atividade humana ou uma combinação das duas são responsáveis pelo que está acontecendo.</p>
<p>Enquanto os pesquisadores, geógrafos da Universidade de Zurique, Suíça, e seus colegas da Holanda dizem que os últimos 30 anos tiveram mudanças substanciais, satélites durante esse tempo registraram como a vegetação se alterou.</p>
<p>Em um desenvolvimento impressionante e talvez inesperado, o grupo descobriu que enquanto a vegetação diminuiu ao sul do Equador, ela aumentou no Hemisfério Norte.</p>
<p>O clima é o que rege a atividade sazonal da vegetação. Nas latitudes médias úmidas, a temperatura é o fator que mais influencia o crescimento das plantas.</p>
<p>Em áreas majoritariamente secas, entretanto, é a disponibilidade de água, e, em latitudes altas, a quantidade de radiação solar que é a chave. E em qualquer lugar os humanos influenciam a vegetação de inúmeras formas – e são influenciados por ela.</p>
<p>Há evidências de que as extensões áridas do deserto do Saara já foram úmidas o suficiente para ter uma vegetação tão exuberante que o Saara era conhecido como o celeiro do norte da África.</p>
<p>Um processo inverso está ocorrendo na Groenlândia, onde o rápido aquecimento do Ártico significa que em algumas partes do sul da ilha, que já foi delimitada por gelo, vegetais agora crescerão.</p>
<p><strong>O desaparecimento de florestas</strong></p>
<p>A influência humana difundida em muitas partes do mundo é a pressão da crescente população humana e sua demanda por madeira para combustível e construção e por material vegetal para alimentação e forragem.</p>
<p>Os pesquisadores desenvolveram um modelo que pode mostrar as influências da atividade humana e da variabilidade climática na vegetação separadamente. Usando dados de satélite sobre o aumento ou declínio nos últimos 30 anos, medições climáticas e modelos, e dados sobre o tipo de cobertura de terra, eles concluíram que cerca de 54% das mudanças na vegetação global podem ser atribuídas à variabilidade climática.</p>
<p>Um dos relatórios, Relação espacial entre climatologias e mudanças na atividade da vegetação global, foi publicado no periódico Global Change Biology. O outro, Mudanças nas Tendências de Atividade da Vegetação Global, apareceu no Remote Sensing.</p>
<p>O principal declínio que eles detectaram tem acontecido no sul de Sahel, em países como Tanzânia, Zimbábue e outras partes da África Central.</p>
<p>“Supomos que isso foi causado pelo corte raso, pela transformação da floresta tropical em plantações ou por mudanças na agricultura em geral”, disse Rogier de Jong, estudante de pós-doutorado do Laboratório de Sensoriamento Remoto (RSL) da Universidade de Zurique.</p>
<p>Mas mesmo após identificar a diferença entre os hemisférios e as prováveis razões para isso, ainda há os 10% de mudança que o grupo não pôde explicar completamente tanto pela climatologia quanto pela atividade humana.</p>
<p>“Suspeitamos que isso é devido a efeitos inexplicáveis das interações entre humanos e o clima”, afirmou o diretor do RSL, Michael Schaepman.</p>
<p>Ele e seu grupo continuarão a trabalhar em um programa de investigação prioritária recém-criado em Zurique, o Global Change and Biodiversity, na tentativa de encontrar uma explicação para o que está acontecendo.</p>
<p><span style="font-size: x-small;"><strong>(Instituto CarbonoBrasil)</strong></span></p>
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		<title>Índia pede mais rapidez nas negociações climáticas e afirma que vai dobrar capacidade renovável até 2017</title>
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		<pubDate>Thu, 18 Apr 2013 20:22:05 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Henrique Andrade Camargo</dc:creator>
				<category><![CDATA[energia]]></category>
		<category><![CDATA[meio ambiente]]></category>
		<category><![CDATA[Notí­cias]]></category>
		<category><![CDATA[aquecimento global]]></category>
		<category><![CDATA[energia renovável]]></category>
		<category><![CDATA[energia solar]]></category>
		<category><![CDATA[Índia]]></category>
		<category><![CDATA[mudanças climáticas]]></category>

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		<description><![CDATA[O primeiro-ministro daquele país declarou que o objetivo de limitar o aquecimento global em no máximo 2°C não está nem perto de ser conseguido, e que, apesar disso, seu país está trabalhando para que a meta continue sendo possível.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><span style="font-size: x-small;"><strong>Fabiano Ávila, do Instituto CarbonoBrasil</strong></span></p>
<p>O primeiro-ministro da Índia declarou nesta semana que o objetivo de limitar o aquecimento global em no máximo 2°C não está nem perto de ser conseguido, e que, apesar disso, seu país está trabalhando para que a meta continue sendo possível.</p>
<p>“As negociações internacionais para minimizar os impactos das mudanças climáticas estão progredindo a uma velocidade dolorosamente devagar”, afirmou Manmohan Singh durante um evento sobre energias renováveis em Nova Deli.</p>
<p>A Índia, que junto com o Brasil, China e África do Sul forma o bloco conhecido como BASIC, que possui grande influência nas negociações climáticas sob a ONU, defende o princípio das responsabilidades comuns, porém diferenciadas.</p>
<p>“As nações industrializadas devem arcar com a maior parte do peso de qualquer medida de reduzir as emissões de gases do efeito estufa que seja criada”, disse Singh.</p>
<p>O primeiro-ministro divulgou ainda que a Índia possui o objetivo de alcançar a marca de 55GW de energias renováveis até 2017, praticamente dobrando a geração atual.</p>
<p>“Vamos dobrar nossa geração renovável dos atuais 25GW para mais de 50GW nos próximos quatro anos. Além disso, pretendemos reduzir em até 25% a intensidade energética por unidade do PIB até 2020”, declarou.</p>
<p>Uma das principais ferramentas para alcançar essas metas é a Missão Solar Nacional Jawaharlal Nehru, lançada em 2010, com a promessa de conectar 22GW de energia solar à rede indiana até 2022.</p>
<p>Singh já teria liberado US$ 1,1 bilhão em subsídios para que até março de 2017 a energia solar gere pelo menos 10GW.</p>
<p>Todo esse empenho do governo indiano sinalizaria uma nova postura em relação às negociações climáticas internacionais. Uma reportagem do jornal Times of India na semana passada afirmou que a Índia pode estar prestes a aceitar adotar metas obrigatórias de cortes nas emissões.</p>
<p><span style="font-size: x-small;"><strong>(Instituto CarbonoBrasil)</strong></span></p>
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		<title>Confira dicas para refrescar o ambiente sem ar condicionado</title>
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		<pubDate>Thu, 18 Apr 2013 15:00:22 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Henrique Andrade Camargo</dc:creator>
				<category><![CDATA[Notí­cias]]></category>
		<category><![CDATA[Salas Temáticas]]></category>
		<category><![CDATA[Você Sustentável]]></category>
		<category><![CDATA[ar condicionado]]></category>
		<category><![CDATA[meio ambiente]]></category>
		<category><![CDATA[mudanças climáticas]]></category>

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		<description><![CDATA[Para quem não conta com ar condicionado ou quer usá-lo apenas nos dias de calor mais extremo, algumas ações simples, ecologicamente corretas e econômicas podem ajudar a manter seu ambiente mais fresco]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><span style="font-size: x-small;"><strong>Paula Furlan, do Consumidor Moderno Consciente</strong></span></p>
<p><a href="http://mercadoetico.terra.com.br/website/wp-content/uploads/2013/04/aquecimento_termometro_250.jpg"><img class="alignleft size-full wp-image-71307" src="http://mercadoetico.terra.com.br/website/wp-content/uploads/2013/04/aquecimento_termometro_250.jpg" alt="" width="250" height="168" /></a>A primavera chegou ao Brasil com ares de verão e como nem todo mundo pode aproveitar a brisa do mar ou o frescor de parques arborizados, quando possível apelamos para o ar condicionado.</p>
<p>É notório quão prejudicial para o ambiente e para a saúde das pessoas o uso deste aparelhinho tão querido nos dias quentes, além disso seu consumo de energia desestabiliza qualquer orçamento.</p>
<p>Portanto, para quem não conta com um ar condicionado disponível ou quer usá-lo apenas nos casos de calor mais extremos, algumas dicas podem ajudar a manter seu ambiente mais fresco, ecologicamente correto e, é claro, econômico.</p>
<p><strong>Feche as janelas</strong></p>
<p>Pode parecer absurdo, mas em dias quentes de verão, abrir as janelas, muitas vezes, torna a sua casa mais quente, e não mais fresca. Abra as janelas apenas à noite, quando o ar é mais frio do lado de fora do que dentro, e feche-as &#8211; juntamente com persianas e cortinas &#8211; antes que o sol bata no ambiente pela manhã. Quando a noite cair, abra bem as janelas, particularmente aquelas que dão para correntes de ventos, pars que possa aproveitar a ventilação. Isso permitirá que o ar fresco da noite circule e evita que uma boa parte do calor do sol entre em casa. Você também pode colocar plantas – especialmente plantas grandes em vasos – na frente de janelas ensolaradas que possam absorver parte da energia do sol.</p>
<p><strong>Use os ventiladores estrategicamente</strong></p>
<p><img class="alignleft" src="http://consumidormoderno.uol.com.br/images/stories/ventilador.jpg" alt="" width="300" height="200" />Muitas pessoas não sabem otimizar o uso dos ventiladores. Aqui vão algumas dicas para que eles realmente refresquem o ambiente.</p>
<p>Os ventiladores de teto podem criar uma brisa agradável para refrigerar um quarto de forma significativa. Certifique-se de que você tem o ventilador na direção certa, mesmo porque ventiladores de teto também podem ser usados no inverno para criar uma corrente ascendente: no verão, você deve sentir a brisa soprando. E lembre-se, ventiladores de teto servem para refrescar pessoas e não ambientes, portanto, desligue-os quando sair do lugar. Se você estiver comprando ventiladores de teto novos, certifique-se de comprar ventiladores com certificação energética eficiente. Esta escolha pode fazer diferença no bolso a longo prazo.</p>
<p>Ventiladores de chão colocados diretamente na frente de uma pessoa, é claro, ajudam a mantê-la fresca. Borrife água nele e você pode mudar radicalmente a sua temperatura, como a água evapora fora de sua pele, seu corpo libera calor.</p>
<p>Um túnel de vento feito em casa é a terceira opção, se há uma brisa fresca, principalmente à noite, coloque um ventilador virado para um lado da sua casa recebendo o vento, e outro voltado para fora no lado oposto da casa. Você vai maximizar a potência de refrigeração da brisa natural.</p>
<p><strong>Coma alimentos gelados</strong></p>
<p><img class="alignright" src="http://consumidormoderno.uol.com.br/images/stories/picole.JPG" alt="" width="300" height="200" />Assim como tomar uma bebida gelada ajuda a refrescar, comer alimentos frios também são aliados do bem estar nos dias quentes e ajuda a manter sua temperatura interna mais baixa em dias quentes. Tente colocar na sua dieta saladas de frutas, especialmente como melancias e melões ou sopas frias. Se quiser comer algo quente, tente usar um grill ou forno de microondas, pois o uso do forno e fogão aquecerá a temperatura da cozinha e você sentirá mais calor. E lembre-se, utensílios de cozinha não são os únicos dispositivos que emitem calor, limitar o uso de eletrônicos e iluminação vai ajudar a manter sua casa com uma temperatura mais amena.</p>
<p><strong>Apague as luzes</strong></p>
<p>Enquanto a iluminação moderna, como lâmpadas fluorescentes compactas e de LED são mais eficientes, as incandescentes produzem tanto calor quanto luz. Mas, mesmo com lâmpadas que geram menos calor, apagar as luzes é sempre eficiente para economizar energia. O mesmo vale para muitos eletrônicos, então tire das tomadas quaisquer aparelhos que não precisem ficar plugados, pois mesmo em modo standby muitos permanecem quentes.</p>
<p><strong>Tome um banho frio ou vá nadar</strong></p>
<p>Pode parecer bem óbvio, mas não custa falar novamente: se você está com calor, amenize a temperatura do seu coração ao imergir em água fria. A menos que haja 100% de umidade, a evaporação da água da sua pele esfriara assim que você sair da água. Se não puder fazê-lo, use água e cubos de gelo para manter seus pulsos frios, como os vasos sanguíneos estão muito próximos à pele nesta região, o resfriamento é eficaz como se estivesse esfriando o sangue diretamente.</p>
<p><strong>Instale toldos</strong></p>
<p><img class="alignleft" src="http://consumidormoderno.uol.com.br/images/stories/retractable-awning_s600x600%281%29.jpg" alt="" width="300" height="200" />Assim como persianas e arbustos de trabalho podem ajudar a proteger a sua casa dos quentes raios do sol, toldos podem também ser uma ferramenta que ajuda a economizar dinheiro em contas de energia ao reduzir o calor que sua casa absorve. Este é um investimento que pode valer a pena e até mesmo dar um visual charmoso à casa.</p>
<p><strong>Plante árvores estrategicamente</strong></p>
<p>Sua casa fica quente porque o sol bate nela implacavelmente em dias quentes de verão. Deixe a natureza ajudar a reduzir suas contas de energia por meio do plantio de árvores nas laterais da sua casa. No verão, suas folhas largas sombrearão sua casa, enquanto no inverno, os ramos nus não vai impedir o calor do sol de chegar às suas paredes.</p>
<p><em>* Com informações do The Daily Green</em></p>
<p><span style="font-size: x-small;"><strong>(Consumidor Moderno Consciente)</strong></span></p>
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		<title>Atividade humana é responsável por aquecimento na China</title>
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		<pubDate>Tue, 16 Apr 2013 17:27:09 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Henrique Andrade Camargo</dc:creator>
				<category><![CDATA[meio ambiente]]></category>
		<category><![CDATA[Notí­cias]]></category>
		<category><![CDATA[aquecimento global]]></category>
		<category><![CDATA[China]]></category>
		<category><![CDATA[mudanças climáticas]]></category>

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		<description><![CDATA[Trabalho de cientistas chineses que confirma que emissões de gases do efeito estufa estão afetando as temperaturas no país pode levar a mais ações políticas nacionais para reverter a tendência]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><span style="font-size: x-small;"><strong>Tim Radford, do Climate News Network</strong></span></p>
<p><a href="http://mercadoetico.terra.com.br/website/wp-content/uploads/2013/04/carbono_emissão_250.jpg"><img class="alignleft size-full wp-image-71198" src="http://mercadoetico.terra.com.br/website/wp-content/uploads/2013/04/carbono_emissão_250.jpg" alt="" width="250" height="168" /></a>Cientistas chineses confirmaram que a<span style="text-decoration: underline; color: #0000ff;"><strong><a href="http://www.agu.org/news/press/pr_archives/2013/2013-12.shtml" target="_blank">s emissões de gases do efeito estufa levaram o termômetro a subir em pelo menos um país – a China</a></strong></span>.</p>
<p>Esse é, afirmam eles, o primeiro estudo a relacionar diretamente as temperaturas diárias mínimas e máximas mais quentes com as mudanças climáticas em uma única nação, ao invés de fazê-lo em uma escala global ou hemisférica.</p>
<p>“Observar de verdade uma tendência de aquecimento em uma única locação é difícil”, declarou Xuebin Zhang, do Environment Canada, em Toronto. “É como tentar ver a mudança da maré quando você está em um barco a remo subindo e descendo as ondas. Você precisa de muitos dados.”</p>
<p>Zhang e o coautor Qiuzi Han Wen, do Instituto de Física Atmosférica de Pequim, China, e outros relataram no <span style="text-decoration: underline; color: #0000ff;"><strong><a href="http://onlinelibrary.wiley.com/doi/10.1002/grl.50285/pdf" target="_blank">Geophysical Research Letters</a></strong></span> que trabalharam com muitas informações. Eles registraram as temperaturas máximas, mínimas e médias diárias de 2.416 estações meteorológicas na China entre 1961 e 2007, e decidiram procurar por quatro estatísticas reveladoras: as temperaturas mínimas e máximas diárias, e as temperaturas mínimas e máximas anuais. Eles então analisaram esse conjunto de extremos e compararam isso com modelos climáticos.</p>
<p>Eles calcularam que o dióxido de carbono e outras emissões de gases do efeito estufa provavelmente aumentaram as temperaturas anuais extremas mais quentes – a máxima diária e a mínima diária para o dia e a noite mais quentes do ano – em 0,92ºC e 1,7ºC, respectivamente.</p>
<p>Eles descobriram que as atividades humanas aumentaram as temperaturas anuais extremas mais frias – a máxima e a mínima para o dia e a noite mais frios do ano – em 2,83ºC e 4,44ºC, respectivamente.</p>
<p><strong>Aumentando a pressão</strong></p>
<p>A China é agora o maior emissor de dióxido de carbono para a atmosfera – muito à frente dos Estados Unidos – apesar de a taxa per capita das emissões da China ser muito menor do que a os EUA. O país está planejando construir outras 363 novas usinas de energia a carvão para fornecer a energia que precisa para o crescimento econômico.</p>
<p>O reconhecimento por cientistas do governo da China de que esse investimento vem a um custo humano palpável para a própria China representa um passo importante para o engajamento político.</p>
<p>“Há um aquecimento nas temperaturas extremas da China, e esse aquecimento não pode ser explicado por variações naturais”, disse Wen. “Ele só pode ser explicado por forças externas antropogênicas. Essas descobertas indicam muito claramente que as mudanças climáticas não são apenas um número abstrato para o mundo: isso é evidente em escala regional.”</p>
<p>Ele comentou que esperava que o aquecimento continuasse, já que os gases do efeito estufa na atmosfera continuam a exercer sua influência. “Isso terá implicações enormes para a China, já que as ondas de calor e seca já se tornaram um problema em nosso país.”</p>
<p>“Devemos esperar mais dificuldades para a agricultura de terras secas, já que o abastecimento de água já está em estresse, há uma demanda mais alta de energia para resfriamento, e há crescentes problemas de saúde em função do calor.”</p>
<p><em>* Traduzido por Jéssica Lipinski, do Instituto CarbonoBrasil</em></p>
<p><a href="http://www.climatenewsnetwork.net/2013/04/chinas-warming-is-from-human-causes/" target="_blank"><em></em></a><span style="text-decoration: underline; color: #0000ff;"><strong><a href="http://www.climatenewsnetwork.net/2013/04/chinas-warming-is-from-human-causes/" target="_blank">Leia o original no Climate News Network (inglês)</a></strong></span></p>
<p><span style="color: #000000; font-size: x-small;"><strong>(Instituto CarbonoBrasil)</strong></span></p>
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		<title>UNFCCC divulga compromissos dos países em desenvolvimento sobre mudanças climáticas</title>
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		<pubDate>Tue, 16 Apr 2013 17:21:25 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Henrique Andrade Camargo</dc:creator>
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		<category><![CDATA[Notí­cias]]></category>
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		<category><![CDATA[UNFCCC]]></category>

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		<description><![CDATA[Segundo o documento, o Brasil comunicou que prevê uma série de ações de mitigação culminando com a redução das emissões entre 36,1% e 38,9% abaixo do patamar previsto para o ano 2020, conforme a sua Política Nacional de Mudanças Climáticas.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><span style="font-size: x-small;"><strong>Fernanda B. Müller, do Instituto BarbonoBrasil</strong></span></p>
<p>O secretariado da Convenção Quadro das Nações Unidas sobre Mudanças do Clima (UNFCCC) está divulgando uma compilação atualizada de todas as Ações Nacionais Apropriadas de Mitigação (NAMAs, em inglês) que 55 países em desenvolvimento pretendem implementar.</p>
<p>A compilação foi preparada a pedido da 18° Conferência das Partes da UNFCCC, e engloba também: o contexto, condições e considerações relacionados às NAMAs; o apoio requisitado pelas partes para a sua preparação e implementação; as metodologias e presunções que fundamentam os compromissos, além dos setores e gases cobertos e estimativas de resultados.</p>
<p>Segundo o documento, o Brasil comunicou que prevê uma série de ações de mitigação (listadas no relatório) culminando com a redução das emissões entre 36,1% e 38,9% abaixo do patamar previsto para o ano 2020, conforme a sua Política Nacional de Mudanças Climáticas.</p>
<p><span style="font-size: x-small;"><strong>(Instituto CarbonoBrasil)</strong></span></p>
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		<title>Comunicado do G8 destaca a ameaça das mudanças climáticas</title>
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		<pubDate>Mon, 15 Apr 2013 21:03:26 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Henrique Andrade Camargo</dc:creator>
				<category><![CDATA[meio ambiente]]></category>
		<category><![CDATA[Notí­cias]]></category>
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		<category><![CDATA[países ricos]]></category>

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		<description><![CDATA[Os ministros garantem estar comprometidos com as negociações climáticas internacionais e com os esforços para manter o aquecimento do planeta em no máximo 2ºC]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><span style="font-size: x-small;"><strong>Fabiano Ávila, do Instituto CarbonoBrasil</strong></span></p>
<p>O encontro de ministros de Relações Exteriores do G8, grupo que reúne Estados Unidos, Japão, Alemanha, Reino Unido, França, Itália, Canadá e Rússia, terminou nesta quinta-feira (11) em Londres com uma declaração formal sobre os perigos das transformações no clima para a humanidade.</p>
<p>Os ministros garantem estar comprometidos com as negociações climáticas internacionais e com os esforços para manter o aquecimento do planeta em no máximo 2ºC, o que é apontado por cientistas como o limite para evitarmos as piores conseqüências das mudanças climáticas.</p>
<p>Também falam em buscar alcançar a meta de mobilizar US$ 100 bilhões anuais para ações de mitigação e adaptação.</p>
<p><strong>Leia o comunicado completo:</strong></p>
<p><em>A mudança climática continua sendo um desafio global que, se não controlado, terá consequências dramáticas não só para o meio ambiente, mas também para a prosperidade econômica. Os ministros do G8 reconhecem as mudanças climáticas como um fator que contribui para o aumento dos riscos à economia e à segurança global.</em></p>
<p><em>O G8 concordou em considerar meios para melhor responder a esse desafio e seus riscos associados, lembrando que a política climática internacional e o desenvolvimento econômico sustentável se reforçam mutuamente. Autoridades de países do G8 vão se reunir para analisar as consequências potenciais das alterações climáticas e outros estresses ambientais e de recursos como um fator que contribui para maiores riscos de segurança em nível global, e reportar os resultados para os Ministros de Relações Exteriores.</em></p>
<p><em>Os Ministros reconheceram as medidas ambiciosas já realizadas para reduzir os gases de efeito estufa, observando que a ação precisa continuar e se intensificar como uma questão de urgência. Os Ministros continuam comprometidos em longo prazo com os esforços a fim de limitar de forma eficaz o aumento da temperatura média global abaixo de dois graus Celsius acima dos níveis pré-industriais, de acordo com a ciência.</em></p>
<p><em>O G8 permanece totalmente comprometido com o processo da UNFCCC, para alcançar, até 2015, um novo acordo sobre alterações climáticas, aplicável a todas as partes, que deverá entrar em vigor e ser implementado a partir de 2020, para aumentar a ambição de mitigação no prazo pré-2020 através de iniciativas internacionais de cooperação, tais como a Coalizão do Ar Limpo e a meta dos países desenvolvidos de mobilizar conjuntamente US$ 100 bilhões por ano até 2020, a partir de uma ampla variedade de fontes públicas e privadas, para ações de mitigação significativas.</em></p>
<p><em>Os Ministros salientaram a importância da transparência no processo da UNFCCC. A medição, notificação e verificação irá desempenhar um papel fundamental no que diz respeito à adaptação, mitigação e financiamento do clima em fluxos internacionais, a fim de medir o progresso na realização de nossos objetivos.</em></p>
<p><span style="font-size: x-small;"><strong>(Instituto CarbonoBrasil)</strong></span></p>
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		<title>China e Estados Unidos querem aumentar cooperação climática</title>
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		<pubDate>Mon, 15 Apr 2013 20:43:23 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Henrique Andrade Camargo</dc:creator>
				<category><![CDATA[meio ambiente]]></category>
		<category><![CDATA[Notí­cias]]></category>
		<category><![CDATA[aquecimento global]]></category>
		<category><![CDATA[China]]></category>
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		<category><![CDATA[mitigação climática]]></category>
		<category><![CDATA[mudanças climáticas]]></category>

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		<description><![CDATA[Em declaração conjunta, países reconhecem que os perigos das mudanças climáticas e dizem que eles precisam ser minimizados com uma iniciativa mais focada e urgente]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><span style="font-size: x-small;"><strong>Fabiano Ávila, do Instituto CarbonoBrasil</strong></span></p>
<p>O Secretário de Estado dos EUA, John Kerry, esteve em Pequim durante o último final de semana e anunciou planos para acelerar a cooperação com a China para lidar com as mudanças climáticas.</p>
<p>A visita de Kerry foi centrada nas discussões sobre a situação na Coréia do Norte, porém a declaração final do encontro com autoridades chinesas deu bastante destaque para a questão climática.</p>
<p>“Entendemos que existe um consenso científico sobre o tema (&#8230;) reconhecemos que os perigos crescentes apresentados pelas mudanças climáticas precisam ser minimizados com uma iniciativa mais focada e urgente”, afirma a declaração.</p>
<p>Segundo Yang Jiechi, conselheiro de Estado da China, “os dois lados querem fortalecer a cooperação em áreas como energia e proteção ambiental.”</p>
<p>“Acelerar os esforços conjuntos no que diz respeito à energia e ao clima será um passo significante e enviará uma mensagem positiva para a comunidade internacional”, completou Kerry.</p>
<p>China e Estados Unidos são os maiores emissores de gases do efeito estufa do planeta e, no momento, não possuem nenhuma meta obrigatória de redução de emissões.</p>
<p>O único tratado climático internacional, o Protocolo de Quioto, reconhece a China como um país em desenvolvimento, classificação que a livra de metas. Já os Estados Unidos nunca sequer assinaram Quioto.</p>
<p><span style="font-size: x-small;"><strong>(Instituto CarbonoBrasil)</strong></span></p>
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		<title>Mudança climática é uma oportunidade de negócios histórica</title>
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		<pubDate>Thu, 11 Apr 2013 17:44:23 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Henrique Andrade Camargo</dc:creator>
				<category><![CDATA[Negócios sustentáveis]]></category>
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		<description><![CDATA[Gigantes afirmam que ações de adaptação e mitigação são necessárias para proteger a sociedade e também representam novas opções para o crescimento econômico]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><span style="font-size: x-small;"><strong>Fabiano Ávila, do Instituto CarbonoBrasil</strong></span></p>
<p>Um grupo reunindo algumas das maiores empresas do planeta divulgou nesta quarta-feira (10) a &#8216;Declaração Climática&#8217;, uma carta pedindo que o governo norte-americano cumpra seu papel e tome ações com relação às mudanças climáticas. O documento não apenas reconhece o fenômeno como ameaça, mas também salienta que é uma das maiores oportunidades econômicas do século XXI.</p>
<p>“Os signatários da &#8216;Declaração Climática&#8217; têm uma mensagem clara para Washington: atue com relação às mudanças climáticas. Nós já estamos fazendo isso e é bom para nossos negócios. O custo da inação é muito alto. Legisladores devem ver as políticas climáticas pelo que elas são: uma oportunidade econômica”, afirmou Anne Kelly, diretora da coalizão Negócios pela Inovação Climática &amp; Políticas Energéticas (BICEP), que ajudou a preparar o documento.</p>
<p>Entre as empresas que assinaram a declaração estão: Adidas, Nike, Starbucks, Intel, Levi Strauss &amp; Co., IKEA, Jones Lang LaSalle, L’Oréal, North Face, Portland Trail Blazers, Timberland e Unilever. Juntas, essas companhias representam, apenas nos Estados Unidos, 475 mil postos de trabalho e movimentam aproximadamente US$ 450 bilhões.</p>
<p>A declaração critica os céticos climáticos que buscam sabotar a economia verde. “Não podemos arriscar o futuro de nossas crianças na falsa esperança de que a imensa maioria dos cientistas esteja errada.”</p>
<p>Eventos extremos recentes, como a super tempestade Sandy, afetaram muitos dos signatários do documento e foram um dos motivos para a elaboração da declaração.</p>
<p>“Desde secas, que prejudicaram a produção de algodão, ao Sandy, que causou grandes prejuízos para nossas operações, o clima afeta todos os aspectos dos nossos negócios. Como uma companhia ambientalmente sustentável, estamos tentando fazer nossa parte. Mas o setor privado não pode fazer tudo sozinho. Precisamos do apoio de uma forte legislação climática”, declarou Eileen Fisher, CEO da empresa de moda de mesmo nome.</p>
<p>Os signatários querem que o Congresso norte-americano aprove leis que promovam as energias limpas, busquem eficiência energética e limitem as emissões de carbono. Medidas que, segundo a declaração, o setor privado já está fazendo por conta própria.</p>
<p>“As empresas entendem que planejar o futuro de maneira apropriada exige investimentos hoje. Uma das coisas mais importantes que o Congresso pode fazer para estimular nossa economia e proteger nosso planeta é aprovar ainda neste ano uma legislação inteligente sobre mudanças climáticas. Nossa força de trabalho, fornecedores e consumidores estão contando conosco para liderar o caminho”, afirmou Anna Walker, diretora de assuntos governamentais da Levi Strauss &amp; Co.</p>
<p>As companhias que fazem parte da BICEP já teriam apoiado diversas políticas climáticas, como os novos padrões para o combustível automotivo e a extensão do desconto nos impostos sobre a energia eólica.</p>
<p><span style="font-size: x-small;"><strong>(Instituo CarbonoBrasil)</strong></span></p>
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		<title>&#8220;Já estamos vendo os efeitos de um clima aquecido&#8221;, afirma Schwarzenegger</title>
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		<pubDate>Wed, 10 Apr 2013 19:18:12 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Henrique Andrade Camargo</dc:creator>
				<category><![CDATA[meio ambiente]]></category>
		<category><![CDATA[Notí­cias]]></category>
		<category><![CDATA[aquecimento global]]></category>
		<category><![CDATA[arnold schwarzenegger]]></category>
		<category><![CDATA[mudanças climáticas]]></category>

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		<description><![CDATA[O ex-governador da Califórnia e astro do cinema publicou um artigo na última segunda-feira (8) no jornal Los Angeles Times alertando para o fato de que o aquecimento global já é uma realidade.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><span style="font-size: x-small;"><strong>Fabiano Ávila, do Instituto CarbonoBrasil</strong></span></p>
<p><a href="http://mercadoetico.terra.com.br/website/wp-content/uploads/2013/04/arnold_schwarzenegger_250.jpg"><img class="alignleft size-full wp-image-70968" src="http://mercadoetico.terra.com.br/website/wp-content/uploads/2013/04/arnold_schwarzenegger_250.jpg" alt="" width="250" height="167" /></a>O ex-governador da Califórnia e astro do cinema Arnold Schwarzenegger publicou um artigo na última segunda-feira (8) no jornal Los Angeles Times alertando para o fato de que o aquecimento global já é uma realidade.</p>
<p>“Eu sempre me lembrarei do dia no qual acordei e vi as notícias de que mais de 2 mil incêndios estavam acontecendo na Califórnia. Pensei que não poderia ter ouvido corretamente. Dois mil incêndios? Como isso é possível?”, afirma o começo do texto.</p>
<p>Schwarzenegger passa então a falar do rascunho da Avaliação Climática Nacional, documento produzido pelo Programa de Pesquisas sobre Mudanças Globais do governo dos Estados Unidos.</p>
<p>“Essa equipe de elite de cientistas climáticos concluiu que nossa região do país está mais quente do que jamais foi e que ficará ainda mais quente – por causa da humanidade. A última década foi a mais quente que o sudoeste dos Estados Unidos já experimentou – uma média de 2oF acima da média histórica. Os cientistas projetam uma elevação entre 6oF a 9oF se não fizermos nada. Já estamos vendo os efeitos de um clima aquecido: secas e ondas de calor que ameaçam vidas, e, claro, incêndios.”</p>
<p>Segundo o ex-governador, é dever de todos prestar atenção nos avisos da ciência.</p>
<p>“O primeiro passo para os legisladores – e para os cidadãos também – é entender a situação que encaramos, o que significa ler cuidadosamente a Avaliação Climática Nacional (&#8230;) O conhecimento desse relatório é crucial para sabermos como nos adaptar e preparar para os desastres futuros.”</p>
<p><a href="http://www.latimes.com/news/opinion/commentary/la-oe-0408-schwarzenegger-climate-report-20130408,0,6026654.story" target="_blank"></a><span style="text-decoration: underline; color: #0000ff;"><strong><a href="http://www.latimes.com/news/opinion/commentary/la-oe-0408-schwarzenegger-climate-report-20130408,0,6026654.story" target="_blank">Leia o artigo no Los Angeles Times</a></strong></span></p>
<p><span style="font-size: x-small;"><strong>(Instituto CarbonoBrasil)</strong></span></p>
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		<title>CEBDS lança estudo sobre impacto das mudanças climáticas no setor elétrico brasileiro</title>
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		<pubDate>Wed, 10 Apr 2013 19:07:33 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Henrique Andrade Camargo</dc:creator>
				<category><![CDATA[energia]]></category>
		<category><![CDATA[Notí­cias]]></category>
		<category><![CDATA[aquecimento global]]></category>
		<category><![CDATA[CEBDS]]></category>
		<category><![CDATA[impactos ambientais]]></category>
		<category><![CDATA[Marina Grossi]]></category>
		<category><![CDATA[meio ambiente]]></category>
		<category><![CDATA[mudanças climáticas]]></category>

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		<description><![CDATA["A atual estratégia de geração elétrica brasileira dissociada de uma percepção mais precisa do clima levará a um ambiente de ainda mais insegurança – energética, econômica e física”, explica a presidente do Conselho, Marina Grossi.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><span style="font-size: x-small;"><strong>CEBDS</strong></span></p>
<p>O Conselho Empresarial Brasileiro para o Desenvolvimento Sustentável (CEBDS) divulga o Estudo Sobre Adaptação e Vulnerabilidade à Mudança Climática: o caso do setor elétrico brasileiro. Desenvolvido pela entidade de maio de 2011 a abril de 2013, com o apoio da <em>Way Carbon</em>, a publicação representa um esforço do setor empresarial para aprofundar a compreensão do tema, dada a sensibilidade da energia hidroelétrica à variação climática e a sua elevada participação na matriz elétrica nacional.</p>
<p>“Os resultados do estudo mostram o impacto das mudanças climáticas no médio prazo no cenário energético nacional. A atual estratégia de geração elétrica brasileira dissociada de uma percepção mais precisa das mudanças climáticas levará a um ambiente de ainda mais insegurança – energética, econômica e física”, explica a presidente do Conselho, Marina Grossi.</p>
<p>Caso o país continue com a estratégia de priorização de usinas a fio d’água – que causam menos impacto ambiental – a longo prazo, o resultado poderá ser prejudicial, aponta a publicação. Como os eventos climáticos tendem a aumentar, a segurança energética dessas usinas irá diminuir, e teremos que recorrer cada vez mais a outras fontes como as térmicas, mais caras e poluidoras.</p>
<p>O estudo foi elaborado a partir da análise de três usinas, com as seguintes características: geração de energia em uma usina de até 30 MW de potência instalada a fio d’água; uma usina de potência instalada de até 100 MW; e uma usina de potência instalada de mais de 1.000 MW, sendo essas duas últimas com reservatório. Foram utilizados dados dos últimos 80 anos de vazão dos rios onde essas usinas estão implantadas, sendo que as mesmas estão na bacia do Paraná e na bacia Atlântico Leste/Sudeste, na região de maior concentração de consumo elétrico nacional. Na primeira usina, o estudo prevê um déficit de abril a novembro em 2050.</p>
<p>Geralmente, estudos que tratam com mudanças climáticas tem uma previsão de longo prazo. Para permitir que o estudo seja aplicado às necessidades do planejamento corporativo, foram estudados cenários a médio prazo, em 2020 e 2050.</p>
<p>Para 2020, foi analisado o impacto e a exposição de cada usina, bem como suas sensibilidades e as variações de produção. Para 2050, a análise dessas variações de produção foi feita por meio de três cenários: cenário de mudança zero, que utilizou a condição de média histórica; cenário de mudança moderada e cenário de mudança extrema. Ficou clara a importância da diversificação das fontes de energia para garantir a complementariedade da geração de energia hídrica.</p>
<p>“A inclusão da preocupação climática na agenda de planejamento e definição estratégica de expansão do setor de energia brasileiro se mostrou indispensável”, afirma Marina Grossi.</p>
<p><span style="font-size: x-small;"><strong>(CEBDS)</strong></span></p>
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		</item>
		<item>
		<title>Apertem os cintos: aquecimento global resultará em voos mais turbulentos e caros</title>
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		<pubDate>Wed, 10 Apr 2013 16:16:51 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Henrique Andrade Camargo</dc:creator>
				<category><![CDATA[meio ambiente]]></category>
		<category><![CDATA[Notí­cias]]></category>
		<category><![CDATA[aquecimento global]]></category>
		<category><![CDATA[aviação]]></category>
		<category><![CDATA[mudanças climáticas]]></category>

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		<description><![CDATA[Para evitar que a turbulência deixe os voos mais desconfortáveis e perigosos, a probabilidade de que as companhias aéreas prefiram mudar suas rotas é maior. ]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><span style="font-size: x-small;"><strong>EcoD</strong></span></p>
<div class="img aligncenter" style="width:450px;">
	<img src="http://www.ecodesenvolvimento.org/posts/2013/abril/apertem-os-cintos-aquecimento-global-resultara-em/images/cinto.jpg" alt="" width="450" height="275" />
	<div>Foto: Canadian Veggie</div>
</div>
<p>&#8220;Caros passageiros, estamos passando por uma área de turbulência. Permaneçam em seus assentos e apertem os cintos&#8221;. Caso você não costume andar frequentemente de avião, é bem possível que nunca tenha escutado frase semelhante a que inicia esta matéria. Entretanto, um estudo na revista científica <em>Nature Climate Change</em> indica que, ao menos nos voos transatlânticos, esse cenário irá mudar.</p>
<p>Os pesquisadores das Universidades britânicas de Reading e East Anglia, responsáveis pelo estudo, constataram que um aumento de duas vezes na concentração de carbono na atmosfera em relação à era pré-industrial – o que deve ocorrer até 2050, segundo a Agência Internacional de Energia – gerará um crescimento de 10% a 40% na média de turbulência no inverno dentro do corredor aéreo que liga a América do Norte e a Europa.</p>
<p>Quando se trata de turbulências de graus elevados, segundo as simulações computacionais feitas pelos cientistas, a tendência do aumento é de 40% a 170%.</p>
<p>Isso tudo acontecerá porque o aquecimento atmosféricos nessas regiões fortalecerá um fenômeno denominado &#8220;jet stream&#8221;, basicamente uma corrente veloz de ar que ocorre mesmo em condições de bom tempo, explica o estudo.</p>
<p>Para evitar que a turbulência deixe os voos mais desconfortáveis e perigosos, a probabilidade de que as companhias aéreas prefiram mudar suas rotas é maior. Os trajetos mais longos, por sua vez, demandarão mais combustível, conforto que deve ser pago no final pelo consumidor.</p>
<p><span style="font-size: x-small;"><strong>(EcoD)</strong></span></p>
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		<title>Encontro discute liberação de gás carbônico na atmosfera</title>
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		<pubDate>Tue, 09 Apr 2013 16:40:25 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Henrique Andrade Camargo</dc:creator>
				<category><![CDATA[energia]]></category>
		<category><![CDATA[Notí­cias]]></category>
		<category><![CDATA[aquecimento global]]></category>
		<category><![CDATA[emissão de carbono]]></category>
		<category><![CDATA[mudanças climáticas]]></category>

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		<description><![CDATA[Encontrar uma solução para uma das maiores causas do aquecimento global é um desafio para empresas de geração de energia e petroquímicas.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><span style="font-size: x-small;"><strong>Isabela Vieira, da Agência Brasil</strong></span></p>
<p><a href="http://mercadoetico.terra.com.br/website/wp-content/uploads/2013/04/termeletrica_250.jpg"><img class="alignleft size-full wp-image-70913" src="http://mercadoetico.terra.com.br/website/wp-content/uploads/2013/04/termeletrica_250.jpg" alt="" width="250" height="168" /></a>Encontrar uma solução para uma das maiores causas do aquecimento global &#8211;  a liberação de uma grande quantidade de gás carbônico na atmosfera  &#8211; é um desafio para empresas de geração de energia e petroquímicas. O tema foi assunto de debate nesta segunda-feira (8) no 2º Congresso Brasileiro de Gás Carbônico na Indústria do Petróleo, Gás e Biocombustíveis entre as empresas do setor e especialistas.</p>
<p>Durante a palestra, além do impacto ambiental provocado pela liberação do gás carbônico em altas concentrações com a queima de combustíveis fósseis pela indústria e pelo transporte, foi lembrado  uso benéfico do gás carbônico na produção agrícola, na produção de biocombustível de alga, no congelamento de alimentos e como anestésico em animais de frigoríficos.</p>
<p>“O  gás carbônico é um problema e também uma solução porque  tem aplicações industriais”, disse o diretor do Instituto Alberto Luiz Coimbra de Pós-Graduação e Pesquisa de Engenharia da Universidade Federal do Rio de Janeiro (Coppe-UFRJ), Luiz Pinguelli Rosa. O professor disse que o grande desafio da sociedade é isolar o gás e capturá-lo das chaminés de fábricas.</p>
<p>Produtora de petróleo e gás, a Petrobras estuda formas de diminuir a liberação do gás carbônico na extração de seus produtos por meio de investimentos nas refinarias. “Não tem como acabar com a poluição, mas tem como diminuir o impacto”, disse a consultora sênior da estatal, Glenda Rodrigues. “Porém, os custos são altos”.</p>
<p>O diretor de  Exploração e Produção da Petrobras, José Miranda Formigli Filho,  disse que a empresa vem utilizando o método de injeção de gás carbônico para aumentar a eficiência da produção no pré-sal e não desperdiçar o gás. “O  petróleo pode ficar preso no reservatório e o gás facilita a saída”, explicou Pinguelli Rosa.</p>
<p>A professora da Universidade Federal da Bahia (UFBA) Rosana Fialho acrescentou que para diminuir o impacto da liberação de gás carbônico é preciso investir em tecnologia.  Os  métodos atuais são de pouca eficiência na captura do gás nos processos industriais. “Precisamos desenvolver tecnologias alternativas e torná-las viáveis economicamente”, disse.</p>
<p><span style="font-size: x-small;"><strong>(Agência Brasil)</strong></span></p>
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		<title>Geleiras andinas atingem o menor índice em seis mil anos</title>
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		<pubDate>Mon, 08 Apr 2013 16:19:06 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Henrique Andrade Camargo</dc:creator>
				<category><![CDATA[meio ambiente]]></category>
		<category><![CDATA[Notí­cias]]></category>
		<category><![CDATA[ANDES]]></category>
		<category><![CDATA[aquecimento global]]></category>
		<category><![CDATA[impactos ambientais]]></category>
		<category><![CDATA[mudanças climáticas]]></category>

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		<description><![CDATA[A nova pesquisa, realizada na geleira Quelccaya, no Peru, analisou amostras de plantas que ficaram presas no gelo por milhares de anos.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><span style="font-size: x-small;"><strong>Jéssica Lipinski, do Instituto CarbonoBrasil</strong></span></p>
<p><span style="font-size: x-small;"><strong><img class="aligncenter" src="http://www.institutocarbonobrasil.org.br/arquivos_web/geral/andesdegelo.jpg" alt="" width="450" height="313" /></strong></span></p>
<div class="img aligncenter" style="width:450px;">
	<img src="http://www.institutocarbonobrasil.org.br/arquivos_web/geral/andesdegelo2.png" alt="" width="450" height="315" />
	<div>Geleira Quelccaya, no Peru - Uma grande camada de gelo desapareceu entre o momento da primeira fotografia, 1978, até a segunda, 2011 / Lonnie G. Thompson / Universidade Estadual de Ohio  </div>
</div>
<p>Um estudo realizado pela Universidade Estadual de Ohio revelou no último mês que o nível das geleiras andinas é o menor já atingindo nos últimos seis mil anos.</p>
<p>A nova pesquisa, realizada na geleira Quelccaya, no Peru, analisou amostras de plantas que ficaram presas no gelo por milhares de anos. Os cientistas concluíram que o derretimento da geleira, que causou a exposição das plantas, tem aproximadamente 6,3 mil anos.</p>
<p>Segundo os pesquisadores, isso demonstra que o clima na Terra vem mudando nos últimos seis milênios, aquecendo lentamente. “Se em qualquer momento dos últimos seis mil anos essas plantas tivessem sido expostas por qualquer período de cinco anos, elas teriam se deteriorado. Isso nos diz que a camada de gelo tinha que estar lá há seis mil anos”, comentou Lonnie G. Thompson, glaciologista da Universidade Estadual de Ohio, ao New York Times.</p>
<p>O estudo mostra que o clima começou a mudar mais rapidamente a partir do século XVIII. Os pesquisadores, inclusive, acreditam que as transformações possam ter contribuído para a escassez de alimentos, o que, por sua vez, pode ter sua parte em conflitos ocorridos na época, como a Revolução Francesa. “Onde há interrupção de alimentos, há más notícias para qualquer governo”, explicou Thompson em uma entrevista.</p>
<p>Mas o que os cientistas também descobriram é que as camadas de gelo acumuladas nos últimos 1,6 mil anos levaram apenas 25 anos para derreter, indicando que, nos último quarto de século, o aquecimento das temperaturas está ocorrendo em um ritmo ainda mais acelerado. Para eles, isso sugere a participação cada vez maior da ação humana no clima do planeta.</p>
<p>Atualmente, estudiosos já se mostram preocupados com a rapidez no derretimento das geleiras andinas, já que elas são a principal fonte hídrica das comunidades que habitam os Andes e região, além de alimentarem boa parte dos rios que nascem no local.</p>
<p>“Isso pode não ser tão rápido porque há muito gelo, mas podemos já estar presos a uma situação na qual estamos comprometidos a perder aquele gelo”, observou Mathias Vuille, cientista climático da Universidade Estadual de Nova York.</p>
<p><strong>Pioneirismo</strong></p>
<p>A análise é pioneira na área porque traz novas informações muito mais precisas sobre variabilidade climática, que podem ajudar pesquisadores do mundo inteiro em seus estudos sobre as atuais mudanças do clima e o papel do homem no fenômeno.</p>
<p>Através da análise de isótopos de oxigênio e hidrogênio no gelo, os estudiosos puderam descobrir a temperatura do período em que as camadas de gelo foram formadas, confirmando índices anteriores que já haviam sido registrados em outras geleiras, como as do Himalaia, no Tibete.</p>
<p>“Esses núcleos de gelo fornecem o maior registro de gelo tropical, e com maior resolução, até agora. Na verdade, depois de ter perfurado núcleos de gelo nos trópicos por mais de 30 anos, sabemos agora que esse é o registro de gelo tropical de mais alta resolução que provavelmente já foi recuperado”, concluiu Thompson.</p>
<p>“Fomos capazes de obter informações para as temperaturas de superfície do mar que remontam a muito antes de os humanos serem capazes de fazer tais medições, e muito antes de os humanos começarem a afetar o clima da Terra”, acrescentou o glaciologista.</p>
<p><span style="font-size: x-small;"><strong>(Instituto CarbonoBrasil)</strong></span></p>
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		<title>Mudanças climáticas podem aumentar frequência de grandes tempestades na Europa</title>
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		<pubDate>Thu, 04 Apr 2013 20:17:52 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Henrique Andrade Camargo</dc:creator>
				<category><![CDATA[meio ambiente]]></category>
		<category><![CDATA[Notí­cias]]></category>
		<category><![CDATA[aquecimento global]]></category>
		<category><![CDATA[Euroopa]]></category>
		<category><![CDATA[eventos climáticos extremos]]></category>
		<category><![CDATA[furacões]]></category>
		<category><![CDATA[mudanças climáticas]]></category>

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		<description><![CDATA[No futuro, os ventos criadores de furacões se tornarão mais frequentes aproximadamente no período de outono do Hemisfério Norte (agosto-outubro), em vez de no inverno, como acontece atualmente. ]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><span style="font-size: x-small;"><strong>Jéssica Lipinski, do Instituto CarbonoBrasil</strong></span></p>
<p><a href="http://mercadoetico.terra.com.br/website/wp-content/uploads/2013/04/furacao_250.jpg"><img class="alignleft size-full wp-image-70680" src="http://mercadoetico.terra.com.br/website/wp-content/uploads/2013/04/furacao_250.jpg" alt="" width="250" height="168" /></a>Um novo estudo publicado no último mês no periódico Geophysical Research Letters revelou que tempestades fortes como furacões poderão se tornar 25 vezes mais prováveis na Europa até o final o século devido às mudanças climáticas.</p>
<p>A pesquisa, desenvolvida pelo Instituto Real de Meteorologia da Holanda (KNMI), afirma que, atualmente, os furacões costumam começar a se formar no oeste do Oceano Atlântico, onde a temperatura da superfície do mar fica acima dos 27ºC. Por isso, a ocorrência do fenômeno é maior nessa região.</p>
<p>Entretanto, até o final do século, as temperaturas superficiais da parte oriental do Oceano Atlântico, mais próxima do continente europeu, devem aumentar, dando impulso ao fenômeno por mais tempo e tornando mais provável que ele chegue até o outro lado do Atlântico.</p>
<p>“Muitas simulações de modelo sugerem que a força dos furacões aumentará devido às mudanças climáticas. A área onde os furacões se desenvolvem parece se mover em direção aos polos e a umidade contida em uma atmosfera mais quente aumentará. Esses fatores podem alterar a possibilidade de que esses resquícios de furacões ainda estejam fortes o suficiente para produzir ventos com força de furacão”, comentou Rein Haarsma, do KNMI.</p>
<p>Para chegar a essa conclusão, os cientistas analisaram modelos de alta resolução, mas Haarsma reconheceu que o estudo ainda está em seus estágios iniciais, e portanto ainda não há como saber exatamente qual será a duração dos furacões.</p>
<p>No entanto, os pesquisadores já sabem que, no futuro, os ventos criadores de furacões se tornarão mais frequentes aproximadamente no período de outono do Hemisfério Norte (agosto-outubro), em vez de no inverno, como acontece atualmente. Para se ter uma ideia, estima-se que até o final do século a Europa possa passar por 17 tempestades com força de furacão por cada temporada anual.</p>
<p>“A declaração de que o clima na Europa Ocidental não mudará significativamente é questionável. Mudanças significativas no clima terão consequências para a agricultura – o aumento dos ventos durante o outono –, infraestrutura e defesa costeira”, concluiu Haarsma.</p>
<p><span style="font-size: x-small;"><strong>(Instituto CarbonoBrasil)</strong></span></p>
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		<title>Ministério da Agricultura vai incentivar produção agrícola com baixa emissão de carbono</title>
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		<pubDate>Thu, 04 Apr 2013 18:47:17 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Henrique Andrade Camargo</dc:creator>
				<category><![CDATA[meio ambiente]]></category>
		<category><![CDATA[Notí­cias]]></category>
		<category><![CDATA[aquecimento global]]></category>
		<category><![CDATA[mudanças climáticas]]></category>

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		<description><![CDATA[Estão previstos recursos financeiros e capacitação técnica para produtores rurais de sete estados brasileiros]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><span style="font-size: x-small;"><strong>BID</strong></span></p>
<p>O Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (MAPA) será beneficiado por uma doação de US$ 39,2 milhões do Departamento de Meio Ambiente, Alimentação e Assuntos Rurais (DEFRA) do Governo do Reino Unido para investir em agricultura de baixa emissão de carbono e desmatamento evitado. De acordo com o DEFRA, “este projeto faz parte do Fundo Internacional do Clima do Reino Unido”. Os recursos, assim como a execução da cooperação, serão administrados pelo Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID).</p>
<p>O projeto vai oferecer apoio financeiro não reembolsável a pequenos e médios produtores rurais de sete estados estratégicos dos biomas Amazônia (Mato Grosso, Pará e Rondônia), e mata atlântica (Bahia, Minas Gerais, Paraná e Rio Grande do Sul), para incentivar a adoção de práticas de agricultura sustentável nestas regiões.</p>
<p>O financiamento aos produtores servirá para incentivar pequenos e médios produtores a tomarem financiamentos de fontes já existentes para implantar projetos que utilizem tecnologias agropecuárias com baixas emissões de carbono e projetos de restauração através de incentivos financeiros e assistência técnica.</p>
<p>Com um papel protagonista no alcance da meta internacional de estabilização do clima, que inclui reduzir para a metade o desmatamento nos países em desenvolvimento até 2025, o Brasil abriga a maior parte dos bosques primários do mundo, assim como um quinto da água doce e cerca de 20% da biodiversidade mundial.</p>
<p>“Este projeto é um piloto para o desenvolvimento estratégico da agricultura brasileira e para o impacto ambiental positivo que visa atingir. Trata-se de um investimento no combate ao desmatamento através da agricultura sustentável e mais que uma cooperação entre ministérios, este é um projeto entre Governos” afirma Renato Brito, Coordenador Geral de Sustentabilidade Ambiental do MAPA.</p>
<p>A líder de equipe do projeto, Simone Bauch, disse que “este é um projeto emblemático para o BID tanto pelo seu tamanho, em termos de doações, quanto por sua abrangência em áreas estratégicas para mudanças climáticas”.</p>
<p>Além dos recursos financeiros, haverá investimentos em atividades de capacitação, formação de capacidade e transferência de conhecimentos a fim de melhorar a capacidade técnica de produtores para adotar medidas orientadas ao uso sustentável da terra com baixas emissões de carbono, a ordenação florestal e a proteção ambiental.</p>
<p>Espera-se com estas ações diminuir quase 11 milhões de toneladas de emissões de carbono em regiões estratégicas, assim como reduzir a pobreza e vulnerabilidade da população rural das áreas compreendidas pelo programa. A cooperação será realizada em quatro anos e os recursos são não reembolsáveis.</p>
<p><span style="font-size: x-small;"><strong>(BID)</strong></span></p>
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		<title>Maratonas devem ficar mais lentas devido ao aquecimento global</title>
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		<pubDate>Thu, 04 Apr 2013 13:43:28 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Henrique Andrade Camargo</dc:creator>
				<category><![CDATA[meio ambiente]]></category>
		<category><![CDATA[Notí­cias]]></category>
		<category><![CDATA[aquecimento global]]></category>
		<category><![CDATA[esportes]]></category>
		<category><![CDATA[impactos socioambientais]]></category>
		<category><![CDATA[mudanças climáticas]]></category>

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		<description><![CDATA[Esta é a conclusão de um estudo realizado por pesquisadores da Universidade de Boston, que fizeram projeções para os próximos 90 anos.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><span style="font-size: x-small;"><strong>CicloVivo</strong></span></p>
<p>O aquecimento global pode inverter a tendência de melhores tempos em provas de atletismo, principalmente em maratonas. Esta é a conclusão de um estudo realizado por pesquisadores da Universidade de Boston, que fizeram projeções para os próximos 90 anos.</p>
<p>Os atletas que praticam atividades físicas ao ar livre estão sempre sujeitos às variações no clima. Para os corredores, o sol é um grande inimigo o vento e as chuvas também podem afetar diretamente o desempenho nas ruas e pistas.</p>
<p>Diante destes fatos, os pesquisadores norte-americanos decidiram avaliar quais seriam os impactos do aquecimento global na performance dos maratonistas. Para chegar à conclusão foram considerados os tempos registrados nas maratonas de Boston desde 1933 até 2004.</p>
<p>Homens e mulheres foram avaliados, bem como as condições do clima nos dias em que as provas ocorreram. “Nós descobrimos que as temperaturas mais quentes e ventos contrários no dia da prova tornavam a corrida mais lenta, aumentando o tempo do vencedor”, explicou o professor Richard Primack.</p>
<p>Apesar de as mudanças tecnológicas e nos treinamentos terem colaborado para muitas quebras de recordes nos últimos anos, os cientistas alertam para uma possível mudança neste cenário. Segundo os pesquisadores, a tendência é de que as temperaturas subam 0.058ºC por ano até 2011. Isso aumentaria em 95% as chances de ocorrência de maratonas mais lentas.</p>
<p><em>* Com informações da Exame.</em></p>
<p><span style="font-size: x-small;"><strong>(CicloVivo)</strong></span></p>
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		<title>Relatório governamental alerta australianos que as mudanças climáticas já afetam o país</title>
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		<pubDate>Wed, 03 Apr 2013 15:44:36 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Henrique Andrade Camargo</dc:creator>
				<category><![CDATA[meio ambiente]]></category>
		<category><![CDATA[Notí­cias]]></category>
		<category><![CDATA[aquecimento global]]></category>
		<category><![CDATA[Austrália]]></category>
		<category><![CDATA[mudanças climáticas]]></category>

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		<description><![CDATA[Os recordes de temperaturas quentes agora são registrados três vezes mais frequentemente do que os de temperaturas frias.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><span style="font-size: x-small;"><strong>Fernanda B. Müller, do Instituto CarbonoBrasil</strong></span></p>
<p style="text-align: center;"><img class="aligncenter" src="http://www.institutocarbonobrasil.org.br/arquivos_web/geral/australiaaquecimento.jpg" alt="" width="508" height="338" /></p>
<p>Um novo relatório publicado pela Comissão Climática do governo australiano é enfático ao alertar que a vulnerabilidade do país às mudanças climáticas torna emergencial a preparação para o aumento na ocorrência de incêndios, ciclones e enchentes.</p>
<p>“As mudanças climáticas já estão aumentando a intensidade e a freqüência de muitos eventos climáticos extremos, afetando adversamente os australianos. Eventos extremos ocorrem naturalmente e recordes climáticos são quebrados de tempos em tempos. Porém, a mudança climática está influenciando para que esses fenômenos se tornem mais comuns ao redor do mundo”, reconhece o relatório.</p>
<p>Os recordes de temperaturas quentes agora são registrados três vezes mais frequentemente do que os de temperaturas frias. Nos últimos três anos, a costa leste da Austrália passou por vários eventos de chuvas fortes, resultantes das temperaturas altas recorde registradas na superfície do oceano. Estes são apenas alguns dos exemplos preocupantes citados pelo documento.</p>
<p>Por sua vez, os eventos extremos aumentarão os riscos à saúde, agricultura, infraestrutura e ambiente, sendo crucial que as comunidades, os serviços de emergência e as autoridades se preparem.</p>
<p>Além da vulnerabilidade das populações e do setor agrícola, a publicação alerta que alguns dos ecossistemas icônicos do país, como a Grande Barreira de Corais e as áreas alagadas, têm sofrido muito com as ondas de calor e o aumento do nível do mar.</p>
<p>“Agora, e nos próximos anos, apenas ações preventivas fortes podem estabilizar o clima e deter a tendência de aumento do clima extremo para os nossos filhos e netos”, coloca o relatório, acrescentando que &#8220;quanto mais rápido reduzirmos as emissões de gases do efeito estufa, maior será a diminuição da intensidade dos eventos extremos&#8221;.</p>
<p><span style="font-size: x-small;"><strong>(Instituto CarbonoBrasil)</strong></span></p>
]]></content:encoded>
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		<item>
		<title>James Hansen sai da NASA para se tornar um ativista climático</title>
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		<pubDate>Wed, 03 Apr 2013 15:32:21 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Henrique Andrade Camargo</dc:creator>
				<category><![CDATA[meio ambiente]]></category>
		<category><![CDATA[Notí­cias]]></category>
		<category><![CDATA[aquecimento global]]></category>
		<category><![CDATA[James Hansen]]></category>
		<category><![CDATA[mudanças climáticas]]></category>
		<category><![CDATA[Nasa]]></category>

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		<description><![CDATA[Ele é um dos mais renomados climatologistas norte-americanos e uma das vozes mais fortes alertando para o perigo do aquecimento global]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><span style="font-size: x-small;"><strong>Fabiano Ávila, do Instituto CarbonoBrasil</strong></span></p>
<p>Um dos mais renomados climatologistas norte-americanos e uma das vozes mais fortes alertando para o perigo do aquecimento global, James E. Hansen está se despedindo da NASA depois de 46 anos de carreira para poder se dedicar integralmente ao ativismo climático.</p>
<p>Hansen, que tem 76 anos, já participava de protestos cobrando políticas mais ambiciosas para lidar com as emissões de gases do efeito estufa, atos que não eram bem vistos pela agência espacial norte-americana.</p>
<p>“Estava claro que as pessoas na NASA ficariam muito mais felizes se eu não participasse desses eventos”, declarou.</p>
<p>Além de poder ter mais liberdade para se engajar em protestos, o pesquisador também quer agora servir de testemunha em processos legais contra o governo federal e alguns estados, que estariam faltando com sua obrigação para proteger a sociedade.</p>
<p>“Como um funcionário público, eu não podia testemunhar contra o governo”, explicou.</p>
<p>Nas últimas décadas, Hansen tem publicado estudos e artigos sobre as mudanças climáticas que são referências para toda a comunidade científica internacional. Em agosto de 2012, por exemplo, seu texto “<span style="text-decoration: underline; color: #0000ff;"><strong><a href="http://www.washingtonpost.com/opinions/climate-change-is-here--and-worse-than-we-thought/2012/08/03/6ae604c2-dd90-11e1-8e43-4a3c4375504a_story.html?hpid=z3" target="_blank">Mudanças Climáticas estão aqui – e piores do que pensávamos</a></strong></span>” (<em>Climate change is here — and worse than we thought</em>) provocou um onda de reflexão sobre o aquecimento global na sociedade norte-americana. Poucos meses mais tarde, o artigo de Hansen se mostrava correto quando ao mesmo tempo em que uma das piores secas da história flagelava o interior dos EUA, a super tempestade Sandy provocava estragos bilionários no litoral.</p>
<p>Agora que possui mais liberdade, o pesquisador afirmou que uma de suas primeiras atividades será conversar com líderes europeus para que estabeleçam taxas sobre o petróleo extraído das areias betuminosas, uma atividade que provoca grande emissões. A intenção é fazer com que o Canadá desista de seu plano de expandir a exploração dessas reservas.</p>
<p>Hansen já aproveitou para tirar todas as papas da língua que era obrigado a utilizar como membro da NASA. Segundo ele, não existem mais expressões como “muito provável” no seu vocabulário, agora é o momento de declarações diretas.</p>
<p>“É hora de parar de enrolar. Posso dizer com clareza que as evidências de que o efeito estufa já está atuando são muito fortes. Se continuarmos queimando combustíveis fósseis, estaremos garantindo que acontecerão mudanças e que deixaremos uma situação que terá que ser enfrentada pelos jovens e pelas futuras gerações (..) Percebo que existe um movimento, liderado pelos jovens, para evitar as piores consequências das mudanças climáticas e pretendo dar a ele todo o meu apoio. Na minha idade, não tenho mais a preocupação de ter uma ficha criminal”, concluiu.</p>
<p><span style="font-size: x-small;"><strong>(Instituto CarbnoBrasil)</strong></span></p>
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		<title>Pelo menos 110 países já consideram as mudanças climáticas uma questão de segurança nacional</title>
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		<pubDate>Thu, 28 Mar 2013 19:35:42 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Henrique Andrade Camargo</dc:creator>
				<category><![CDATA[meio ambiente]]></category>
		<category><![CDATA[Notí­cias]]></category>
		<category><![CDATA[aquecimento global]]></category>
		<category><![CDATA[impactos socioambientais]]></category>
		<category><![CDATA[mudanças climáticas]]></category>

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		<description><![CDATA[Brasil e Índia ainda encaram o aquecimento global como sendo apenas um problema ambiental]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><span style="font-size: x-small;"><strong>Fabiano Ávila, do Instituto CarbonoBrasil</strong></span></p>
<p style="text-align: center;"><span style="font-size: x-small;"><strong><img class="aligncenter" src="http://www.institutocarbonobrasil.org.br/arquivos_web/geral/mapaseguranca.jpg" alt="" width="476" height="326" /><br />
</strong></span></p>
<p>Uma pesquisa realizada pela <em>American Security Project</em> (ASP), uma entidade sem fins lucrativos que tem como objetivo avaliar assuntos que possam representar riscos para a segurança dos Estados Unidos, analisou as estratégias de defesa e políticas militares de 155 países e descobriu que pelo menos 110 deles já classificam as mudanças climáticas como uma questão de segurança.</p>
<p>Entre essas nações estão todas as grandes potências mundiais, como Estados Unidos, China, Rússia, Japão e a maior parte da Europa. As ausências mais significantes são a do Brasil e Índia, que ainda encaram as mudanças climáticas apenas como um problema ambiental.</p>
<p>Segundo o relatório, o Brasil argumentaria que “as implicações para a segurança relacionadas com as mudanças climáticas não são óbvias, e os impactos ambientais não ameaçam a paz internacional ou a segurança em si mesma.” A visão brasileira é compartilhada por 21% dos 155 países.</p>
<p>Para os que consideram as mudanças climáticas um risco, a justificativa vem da disputa cada vez mais acirrada por recursos naturais. Os Estados Unidos, por exemplo, em sua política quadrienal de defesa apontou que as alterações no clima “podem atuar como um catalizador para a instabilidade e para conflitos”. Já a Rússia, em sua estratégia nacional de segurança, publicada em 2009, afirma que “o aquecimento global terá um efeito negativo nas reservas mundiais de minerais, água e recursos biológicos.”</p>
<p>Dos países analisados, apenas 8% não apresentam nenhum tipo de preocupação com as mudanças climáticas, entre eles o Uruguai e o Chile. Outras 41 nações não puderam ser avaliadas por não possuírem dados disponíveis.</p>
<p>A intenção da ASP é em breve publicar o mapa online como uma ferramenta interativa, para que seja atualizado com frequência e seja utilizado como uma base de dados.</p>
<p><span style="font-size: x-small;"><strong>(Instituto CarbonoBrasil)</strong></span></p>
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		<title>Nevascas fora de época estão relacionadas com degelo do Ártico, apontam pesquisadores</title>
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		<pubDate>Wed, 27 Mar 2013 15:30:54 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Henrique Andrade Camargo</dc:creator>
				<category><![CDATA[meio ambiente]]></category>
		<category><![CDATA[Notí­cias]]></category>
		<category><![CDATA[aquecimento global]]></category>
		<category><![CDATA[meio ambinete]]></category>
		<category><![CDATA[mudanças climáticas]]></category>

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		<description><![CDATA[“O degelo está afetando as correntes de ar, que conseguem chegar mais ao sul do que antigamente”, explica Jennifer Francis, do Insituto Rutgers de Ciência Marinha e Costeira]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><span style="font-size: x-small;"><strong>Fabiano Ávila, do Instituto CarbonoBrasil</strong></span></p>
<div class="img aligncenter size-full wp-image-70365" style="width:520px;">
	<a href="http://mercadoetico.terra.com.br/website/wp-content/uploads/2013/03/nevasca_520.jpg"><img src="http://mercadoetico.terra.com.br/website/wp-content/uploads/2013/03/nevasca_520.jpg" alt="" width="520" height="390" /></a>
	<div>Foto: Henrique Andrade Camargo</div>
</div>
<p>A Europa e a América do Norte estão enfrentando nevascas que não são comuns para essa época do ano, fazendo com que muitos se perguntem: onde está o aquecimento global?</p>
<p>A resposta já foi dada algumas vezes por diversos centros de pesquisas diferentes, como o Instituto Postdam, que afirmam que o degelo do Ártico é o responsável pelas frentes frias fora de época. Nesta semana novos pesquisadores manifestaram-se favoráveis à essa teoria.</p>
<p>“O degelo está afetando as correntes de ar, que conseguem chegar mais ao sul do que antigamente. O gelo marinho está se perdendo rapidamente e já é 80% menor do que era há 30 anos”, explicou Jennifer Francis, do Insituto Rutgers de Ciência Marinha e Costeira, ao jornal The Guardian.</p>
<p>É a mesma posição de Stephen Vavrus, do Instituto Nacional de Pesquisas Climáticas da Universidade de Wisconsin-Madison. “O derretimento permite que o calor do oceano escape para a atmosfera, alterando padrões de pressão, incluindo correntes de ar gelado que sopram em direção ao sul. Assim, nós recebemos mais frio e neve mesmo com as temperaturas médias anuais sendo mais elevadas do que no passado.”</p>
<p>A teoria ganhou ainda mais força depois que uma nova análise sobre o degelo do Ártico foi apresentada nesta semana pelo Centro Nacional de Dados sobre Neve e Gelo dos Estados Unidos (NSIDC).</p>
<p>Segundo o NSIDC, a extensão de gelo marinho no Ártico atingiu seu máximo neste ano no dia 15 de março, cobrindo 15,13 milhões de quilômetros quadrados. Trata-se da sexta menor extensão desde que as medições começaram a serem feitas, há 35 anos. Além disso, as 10 menores extensões já registradas aconteceram nos últimos 10 anos.</p>
<p>A análise ainda aponta que mesmo a região do Polo Norte que costuma estar coberta com gelo mais espesso e de múltiplas camadas apresenta agora predominantemente um gelo muito mais fino. É apenas a segunda vez que isso acontece, a primeira foi em 2008.</p>
<p>“A quantidade do gelo mais espesso simplesmente colapsou. Vemos apenas resquícios dele e, até agora, não temos porque acreditar que ele vai voltar a se formar no futuro”, explicou David Titley, especialista em políticas climáticas no Ártico da marinha norte-americana.</p>
<p>Em 2012, a Unidade de Pesquisas de Potsdam do Instituto Alfred Wegener para Pesquisa Marinha e Polar já afirmava que a então queda das temperaturas na Europa estava ligada ao degelo do Ártico.</p>
<p>De acordo com os cientistas, o grande degelo está resultando em um oceano mais quente e que não consegue evitar que o calor retorne para a atmosfera. Assim, o ar sobre o oceano se aquece, principalmente entre o outono e o inverno, levando a novos padrões atmosféricos.</p>
<p>Uma das consequências desse fenômeno aparece quando a diferença de pressão entre a região continental e o Mar do Norte fica grande o suficiente para gerar ventos úmidos que sopram com força na direção dos países europeus, trazendo grandes nevascas.</p>
<p><span style="font-size: x-small;"><strong>(Instituto CarbonoBrasil)</strong></span></p>
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		<title>Seguradoras não estão preparadas para as mudanças climáticas</title>
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		<pubDate>Mon, 25 Mar 2013 20:20:21 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Henrique Andrade Camargo</dc:creator>
				<category><![CDATA[Economia]]></category>
		<category><![CDATA[Notí­cias]]></category>
		<category><![CDATA[aquecimento global]]></category>
		<category><![CDATA[impactos socioambientais]]></category>
		<category><![CDATA[mudanças climáticas]]></category>
		<category><![CDATA[seguradoras]]></category>

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		<description><![CDATA[Minoria tem estratégia de longo prazo para enfrentar impactos]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><span style="font-size: x-small;"><strong>Fabiano Ávila, do Instituto CarbonoBrasil</strong></span></p>
<p><a href="http://mercadoetico.terra.com.br/website/wp-content/uploads/2013/03/mudanças_climaticas_250.jpg"><img class="alignleft size-full wp-image-70244" src="http://mercadoetico.terra.com.br/website/wp-content/uploads/2013/03/mudanças_climaticas_250.jpg" alt="" width="250" height="168" /></a>Em 2012, os Estados Unidos foram atingidos por 11 fenômenos climáticos extremos, sendo que o maior deles, a super tempestade Sandy, provocou mais de US$ 50 bilhões em perdas econômicas. Diante de tamanho prejuízo e com climatologistas alertando que a frequência e a intensidade desse tipo de evento aumentarão nas próximas décadas porque o planeta estará mais aquecido, fica claro que as companhias seguradoras devem começar a planejar seu futuro para que não venham a quebrar. Mas não é o que elas estão fazendo.</p>
<p>O grupo Ceres, uma rede de investidores que age como uma consultoria para práticas sustentáveis de negócios, divulgou neste mês o relatório mais abrangente já realizado com o objetivo de avaliar as seguradoras nos Estados Unidos sobre a questão climática, e descobriu que apenas 23 empresas possuem algum tipo de estratégia de longo prazo.</p>
<p>“As implicações disso são profundas porque o setor de seguros é uma peça importante para o crescimento econômico. Se as mudanças climáticas colocarem em risco a disponibilidade de produtos e serviços das seguradoras, toda a economia estará em perigo”, afirmou Mindy Lubber, presidente do Ceres.</p>
<p>A pontuação criada para avaliar as companhias leva em conta 37 indicadores, que vão desde ações realizadas para prevenir custos inesperados à formação de equipes e diretorias exclusivas para lidar com as mudanças climáticas.</p>
<p>Os resultados do relatório são extremamente negativos, com a média de pontos das 184 empresas avaliadas sendo de apenas 7,3 de 50 possíveis. A situação é ainda pior ao deixar claro que são as menores seguradoras (com ativos abaixo de US$ 300 milhões) as menos preparadas, correndo assim o risco de desaparecer do mercado se realmente passarem a enfrentar uma alta nos custos devido às perdas causadas por eventos extremos.</p>
<p>“As mudanças climáticas são uma ameaça muito séria para a indústria de seguros. Para que os custos dos produtos e serviços das seguradoras se mantenham estáveis e acessíveis, as companhias precisarão se adaptar. A última coisa que queremos são empresas abandonando o mercado ou tendo que elevar drasticamente seus preços”, afirmou Mike Kreidler, comissário do estado de Washington para o setor de seguros.</p>
<p>Os estragos causados por eventos climáticos extremos já são bem familiares às seguradoras, o último trimestre de 2012 registrou uma queda recorde nos lucros do setor no que diz respeito às áreas de propriedades e contingências.</p>
<p><strong>Sugestões</strong></p>
<p>As grandes seguradoras, que atuam também no mercado global, como a Munich Re, a Allianz e a Swiss Re, aparecem entre as mais atuantes com relação às mudanças climáticas, mas mesmo elas devem buscar melhorar suas políticas climáticas, aponta o relatório.</p>
<p>O Ceres apresenta uma série de recomendações que deveriam ser seguidas pelas companhias: Tratar as mudanças climáticas como um assunto estratégico para toda a empresa, em todos os níveis; estar atualizada com as pesquisas mais recentes sobre como o clima se transformará em cada região de atuação e preparar planos para lidar com essas alterações; ajudar na divulgação de iniciativas públicas para reduzir as emissões de gases do efeito estufa e que visem dar mais resiliência contra os riscos climáticos.</p>
<p>O relatório também traz sugestões para os órgãos reguladores do setor. Uma delas seria cobrar das seguradoras a divulgação de seus dados e ações climáticos. Outra seria promover a comunicação entre as empresas e os consumidores para que, juntos, trabalhem com o objetivo de reduzir as perdas em casos de eventos extremos.</p>
<p>“Como um investidor de longo prazo, o CalSTRS está dedicado a ter certeza de que as mudanças climáticas estejam dentro das políticas de gestão de risco das empresas nas quais investimos. Ao avançarem nesse sentido, as companhias de seguro podem melhorar bastante a sua capacidade de atrair recursos”, explicou Jack Ehnes, presidente do California State Teachers’ Retirement System (CalSTRS), um dos maiores fundos de pensão do planeta.</p>
<p>O relatório <span style="text-decoration: underline; color: #0000ff;"><strong><a href="http://www.ceres.org/resources/reports/naic-report/view" target="_blank">Insurer Climate Risk Disclosure Survey 2012</a></strong></span> é gratuito.</p>
<p><span style="font-size: x-small;"><strong>(Instituto CarbonoBrasil)</strong></span></p>
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		<title>Desconstruindo ideias prontas</title>
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		<pubDate>Mon, 18 Mar 2013 20:26:09 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Henrique Andrade Camargo</dc:creator>
				<category><![CDATA[meio ambiente]]></category>
		<category><![CDATA[Notí­cias]]></category>
		<category><![CDATA[aquecimento global]]></category>
		<category><![CDATA[José Eli da Veiga]]></category>
		<category><![CDATA[mudanças climáticas]]></category>

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		<description><![CDATA[Se não se tornar efetiva a governança da mudança climática, ficará mais provável um “choque de civilizações” ]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><span style="font-size: x-small;"><strong>José Eli da Veiga*</strong></span></p>
<p><a href="http://mercadoetico.terra.com.br/website/wp-content/uploads/2013/03/polegar_250.jpg"><img class="alignleft size-full wp-image-69951" src="http://mercadoetico.terra.com.br/website/wp-content/uploads/2013/03/polegar_250.jpg" alt="" width="250" height="167" /></a>Há afirmações que costumam ser feitas como se fossem meras repetições  de certezas, ou de razoáveis consensos, quando, ao contrário, são ideias sujeitas  a contestações, ou com grande potencial de gerar controvérsias. Ninguém sairia perdendo se, em vez de peremptórias, tais afirmações fossem apresentadas como modestas preferências de respostas para certas dúvidas. Assim, ao menos se evitaria a difusão de equívocos.</p>
<p>Correspondem perfeitamente a tal contexto duas afirmações que com certeza já chegaram aos ouvidos dos leitores  de PÁGINA22: “estamos em uma crise civilizatória”; “o ser humano é egoísta”. Até dá para entender as possíveis origens dessas avaliações, mas poderia ser desastroso supor que sejam inofensivas.</p>
<p>Quantas civilizações coexistem na atualidade? Não houve coincidência alguma entre os que mais aprofundaram estudos sobre o tema. Supondo que se chegasse a algum consenso de que elas são “sete ou oito”, dele necessariamente decorreria a seguinte interrogação: a qual delas está se referindo quem afirma que haja crise civilizatória?</p>
<p>O mais provável é que esteja pensando na que decorreu da grande expansão europeia, frequentemente chamada de Ocidente. Pois então: será mesmo razoável afirmar que essa civilização está em crise? A principal justificativa para tal dúvida vem de uma simples comparação com o período 1914-1945, a “Era da Catástrofe”.</p>
<p>Com certeza houve uma crise civilizatória quando se esteve sob a ameaça de vitória do nazismo, movimento duplamente engendrado pelas disputas geopolíticas europeias e pelos impactos sociais da pior recessão econômica do capitalismo. Mas nada de parecido ocorreu a partir de então, apesar da longa lista de outras tragédias bélicas e desastres sociais causados por terremotos econômicos. Desde que, entre julho de 1944 e junho de 1945, os acordos de Bretton Woods foram firmados por 44 nações e que 51 criaram a ONU, passou-se a contar com razoável governança global, por mais criticável que seja.</p>
<p>É verdade que três ou quatro décadas depois surgiram evidências de que a inédita prosperidade obtida, principalmente durante a Era de Ouro (1948-73), começara a solapar os próprios fundamentos biogeofísicos do desenvolvimento humano.</p>
<p>Todavia, os balanços científicos disponíveis sobre as fronteiras ecológicas globais estão longe de comprovar alguma crise da civilização ocidental. Mais: se não se tornar efetiva a governança da mudança climática, ficará mais provável um “choque de civilizações” do que uma isolada crise civilizatória do chamado Ocidente.</p>
<p>Tais dúvidas nem sequer estariam sendo formuladas se o ser humano fosse apenas egoísta. Se a humanidade chegou até a ponto de poder se colocar esse tipo de problema, foi porque seu pendor à cooperação evoluiu tanto ou mais que sua propensão egoísta. São raríssimas outras espécies com capacidade cooperativa que possa chegar a ser comparável à do gênero humano.</p>
<p>Avanços da primatologia, da psicologia e da neurociência vêm mostrando que o egoísmo dos humanos não impede que também sejam seres pré-programados para estender a mão a seus semelhantes. Depois de muito estudar chipanzés, bonobos, macacos-prego, golfinhos e elefantes, Frans de Waal passou a enfatizar que os humanos andam sobre duas pernas: uma social, outra egoísta. [1]</p>
<p style="text-align: right;"><span style="font-size: x-small;"><strong>[1] Frans de Waal, A Era da Empatia: Lições da natureza para uma sociedade mais gentil. Companhia das Letras, 2010.</strong></span></p>
<p>Além disso, não faltam indícios de que os humanos se comportem simultaneamente como cooperadores condicionais e castigadores altruístas. Isto é, são tão predispostos a cooperar com os outros quanto prontos a punir os que violarem  as normas dessa cooperação, mesmo em circunstâncias nas quais tenham de assumir custos irrecuperáveis. Padrão batizado por alguns dos poucos cientistas sociais de linha evolucionária como “forte reciprocidade”. [2]</p>
<p style="text-align: right;"><span style="font-size: x-small;"><strong>[2] Entre os principais analistas desse padrão comportamental destacam-se os economistas Herbert GINTIS, Samuel BOWLES e Ernst FEHR, o antropólogo Robert BOYD e o psicólogo Joseph HENRICH, autores do artigo “Strong reciprocity and the roots of human morality”, Soc Just Res, Springer 2008.</strong></span></p>
<p>Em suma, apenas emerge a nova visão sobre a humanidade que apontará para a possível restauração de um relacionamento sustentável entre a sociedade e a  natureza. E o mesmo ocorre com seus correspondentes valores.</p>
<p><strong>*José Eli da Veiga é professor dos Programas de Pós-graduação do Instituto de Relações Internacionais da USP e (IRI/USO) do do Instituto de Pesquisas Ecológicas (IPÊ)</strong></p>
<p><span style="font-size: x-small;"><strong>(Página 22)</strong></span></p>
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		<item>
		<title>Comissão Europeia quer meta de redução de emissões de 40% até 2030</title>
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		<pubDate>Wed, 13 Mar 2013 13:39:22 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Henrique Andrade Camargo</dc:creator>
				<category><![CDATA[meio ambiente]]></category>
		<category><![CDATA[Notí­cias]]></category>
		<category><![CDATA[Comissão Européia]]></category>
		<category><![CDATA[emissão de gases do efeito estufa]]></category>
		<category><![CDATA[Europa]]></category>
		<category><![CDATA[mudanças climáticas]]></category>
		<category><![CDATA[União Européia]]></category>

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		<description><![CDATA[Diversos países são contrários a essa medida]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><span style="font-size: x-small;"><strong>Fabiano Ávila, do Instituto CarbonoBrasil </strong></span></p>
<p><a href="http://mercadoetico.terra.com.br/website/wp-content/uploads/2013/03/poluicao_250.jpg"><img class="alignleft size-full wp-image-69757" src="http://mercadoetico.terra.com.br/website/wp-content/uploads/2013/03/poluicao_250.jpg" alt="" width="250" height="171" /></a>A crise econômica que já há alguns anos vem afetando os países europeus teve como uma de suas consequências a redução das emissões de gases do efeito estufa, uma vez que houve uma queda da produção industrial.</p>
<p>Assim, a meta de reduzir em 20% as emissões até 2020 já está praticamente garantida e muitos advogam que seria necessário elevá-la para pelo menos 30%.</p>
<p>Porém, diversos países são contrários a essa medida, argumentando que 2020 está muito próximo e que uma meta mais rigorosa teria um efeito negativo para o setor industrial que ainda está tentando se recuperar.</p>
<p>Dessa forma, buscando uma luta que realmente tenha chance de ganhar, a Comissão Europeia (CE) divulgou um rascunho de proposta para uma meta de 40% de redução nas emissões até 2030. Uma iniciativa já defendida pelo presidente francês, Francois Hollande, no ano passado.</p>
<p>O documento da CE ainda precisa ser formalizado, o que deve acontecer neste mês, e depois passará por diversos comitês do Parlamento Europeu, entre eles o de Meio Ambiente e o de Indústria, antes de ser levado para votação.</p>
<p>Esse mesmo rascunho apresenta um grande apoio para a tecnologia de captura e armazenamento de carbono (CCS), afirmando que é uma saída vital para a continuidade do uso dos combustíveis fósseis.</p>
<p>“Para permitir que os combustíveis fósseis se mantenham uma parte integral do mix energético e para que a União Europeia ofereça a possibilidade de uma transição para a economia verde, a implementação do CCS em larga escala é necessária”, afirma o documento.</p>
<p>Os preços baixos do carvão, assim como dos créditos de carbono, estão deixando muito atraentes os investimentos em novas termoelétricas. Assim, a CE acredita que o melhor é incentivar o CCS, já que parece inevitável que o uso do carvão deve aumentar.</p>
<p>“Atrasos no CCS significam que no futuro os custos para descarbonização do setor elétrico serão muito mais altos. O carvão limpo é uma nova e interessante forma para fornecer energia para as indústrias europeias”, conclui o rascunho.</p>
<p><strong>Monitoramento</strong></p>
<p>Também nesta semana, o Parlamento Europeu aprovou duas novas leis que melhoram as regras de monitoramento e relato de emissões, incluindo dos setores florestal e agrícola.</p>
<p>“As novas regras ajudarão a Europa a desenvolver políticas climáticas robustas baseadas em evidências. Também facilitarão o melhor acompanhamento de nossas metas de emissão. Elas melhoram a transparência, a coordenação e a qualidade dos dados relatados, e também permitem a contabilização das emissões florestais e agrícolas de uma forma mais harmônica”, afirmou Connie Hedegaard, comissária climática da União Europeia.</p>
<p>A lei que diz respeito aos setores florestal e agrícola representa o primeiro passo para incorporar as emissões do uso da terra nas políticas climáticas da Europa. A intenção é posteriormente incluir essas atividades em programas e mecanismos, como o Esquema Europeu de Comércio de Emissões (EU ETS).</p>
<p>“Esperamos que estas novas regras sirvam de exemplo nas negociações climáticas internacionais e sejam um modelo de transparência a ser seguido em ações de outros países”, completou Hedegaard.</p>
<p><span style="font-size: x-small;"><strong>(Instituto CarbonoBrasil)</strong></span></p>
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		<item>
		<title>Dados de vulnerabilidade climática são disponibilizados online</title>
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		<pubDate>Wed, 13 Mar 2013 13:17:43 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Henrique Andrade Camargo</dc:creator>
				<category><![CDATA[meio ambiente]]></category>
		<category><![CDATA[Notí­cias]]></category>
		<category><![CDATA[adaptação às mudanças climáticas]]></category>
		<category><![CDATA[aquecimento global]]></category>
		<category><![CDATA[eventos climáticos extremos]]></category>
		<category><![CDATA[impactos socioambientais]]></category>
		<category><![CDATA[mudanças climáticas]]></category>

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		<description><![CDATA[Portal interativo aponta quais os riscos presentes em cada país, visando com isso ajudar as nações a desenvolverem estratégias para a adaptação ao aquecimento global e suas consequências]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><span style="font-size: x-small;"><strong>Jéssica Lipinski, do Instituto CarbonoBrasil </strong></span></p>
<p>As pesquisas meteorológicas têm revelado muitas informações sobre as transformações climáticas que estão ocorrendo no mundo, mas às vezes é difícil saber exatamente a quais riscos climáticos um determinado país está exposto. Visando reduzir essa lacuna, foram disponibilizadas em um portal online informações do clima de 184 países baseadas no relatório Climate Vulnerability Monitor.</p>
<p>Os dados, co-publicados pela organização não governamental espanhola DARA e pelo Fórum de Vulnerabilidade Climática –rede de países que são fortemente afetados pelas mudanças climáticas – tem como objetivo ajudar as nações a desenvolverem estratégias para a adaptação ao aquecimento global e seus impactos.</p>
<p>A primeira edição do relatório, publicada em 2010 em Cancún, no México, considerava quatro indicadores: desastres climáticos e ambientais; impactos de saúde; perda de habitat e estresse econômico. Já a segunda versão, atualizada em setembro de 2012 e transformada no portal no último mês, leva em consideração 34 indicadores, entre eles pesca, vazamentos de petróleo, secas, agricultura, doenças transmitidas por vetores.</p>
<p>Além disso, há uma seção de análise determinada ‘carbono’, focada nas implicações socioeconômicas de atividades intensivas em carbono e climaticamente inseguras. As emissões do país e sua vulnerabilidade podem ser classificadas como ‘baixas’, ‘moderadas’, ‘altas’, ‘severas’ ou agudas’.</p>
<p>Apesar de os dados climáticos do portal serem baseados em pesquisas prévias, como as da ONU, do Banco Mundial e do Painel Intergovernamental de Mudanças Climáticas (IPCC), os autores afirmam que o grande diferencial é que os dados estão especificados por país e que consideram a situação de cada nação entre 2010 e 2030, enquanto outros estudos vão mais à frente.</p>
<p>“Nosso relatório tem um desafio e um foco específicos – avaliar o impacto do desafio das mudanças climáticas em termos socioeconômicos com estimativas de impacto e vulnerabilidade para 184 países para 2010 e 2030. O ICC tem um foco muito mais amplo que vai além no futuro”, comentou Matthew McKinnon, editor do Climate Vulnerability Monitor, ao SciDev.Net.</p>
<p>O Brasil, por exemplo, é um país considerado de vulnerabilidade ‘moderada’ pelo portal, embora seu nível de emissões seja considerado ‘alto’. Em relação aos seus indicadores, o país tende a manter uma estabilidade na maioria.</p>
<p>Entretanto, a vulnerabilidade dos indicadores brasileiros de biodiversidade e poluição do ar tende a aumentar de ‘alta’ para ‘severa’, enquanto a vulnerabilidade dos indicadores aquecimento e resfriamento, produtividade laboral e água tende a aumentar de ‘moderada’ para ‘alta’, e apenas a vulnerabilidade da agricultura tende a diminuir de ‘alta’ para ‘baixa’.</p>
<p>Já países menos desenvolvidos, como Bangladesh, por exemplo, embora apresentem um nível de emissões considerado ‘moderado’, têm uma vulnerabilidade climática ‘aguda’. Em Bangladesh, a vulnerabilidade dos indicadores secas e agricultura tende a passar de ‘alta’ para ‘severa’, enquanto a da produção laboral e da pesca deve subir de ‘alta’ para ‘aguda’.</p>
<p>A vulnerabilidade de Bangladesh da corrosão deve aumentar de ‘severa’ pra ‘aguda’, do aquecimento e resfriamento e do aumento do nível do mar, de ‘moderada’ para ‘alta’, e da malária e doenças causadas por vetores, de ‘baixa’ para ‘moderada’.</p>
<p>Os países industrializados, por sua vez, como os Estados Unidos, apresentam taxas de emissão de carbono “altas’, mas vulnerabilidade climática considerada ‘baixa’. Ao contrário dos países mais pobres e dos emergentes, os industrializados tendem a apresentar quase todos os indicadores ‘baixos’, ‘moderados’, ou, no máximo, ‘altos’.</p>
<p>No caso dos EUA, a exceção fica por conta do transporte, da poluição do ar, dos riscos de ocupação, câncer de pele, agricultura e florestas, mas todos tendem a apresentar estabilidade. Apenas os indicadores biodiversidade e corrosão correm o risco de piorar, enquanto a vulnerabilidade da agricultura tende a diminuir de ‘aguda’ para ‘severa’.</p>
<p>Há ainda nações que apresentam índices positivos em ambos os aspectos, sendo considerados ‘baixos’ em emissão de carbono e em vulnerabilidade climática. É o caso da Suíça. Quase todos os seus indicadores são ‘baixos’ ou ‘moderados’, e apenas riscos de ocupação e câncer de pele são ‘severos’ ou ‘altos’. Ainda assim, o país precisa melhorar alguns indicadores como enchentes e deslizamentos, água, aquecimento e resfriamento e transporte, que tendem a piorar.</p>
<p>“O portal de dados fornecerá agora ao público, e a todas as partes interessadas, o acesso direto a todo o conjunto de informações que foi publicado no Monitor no último mês de setembro. O portal permite download e interatividade de todos os dados do Monitor, incluindo mapas-múndi e também perfis dos países”, observou McKinnon.</p>
<p>“Esperamos que com a versão online, mais pessoas acessem e usem o Monitor em nível nacional. Até agora, ele tem sido usado principalmente para informar políticas e debates em nível global”, acrescentou Saleemul Huq, participante do grupo climático do Instituto Internacional de Desenvolvimento e Meio Ambiente e membro do painel consultivo do Monitor.</p>
<p><span style="font-size: x-small;"><strong>(Instituto Carb0noBrasil)</strong></span></p>
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		<title>São Paulo não atinge meta de reduzir emissões de gás de efeito estufa</title>
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		<pubDate>Wed, 13 Mar 2013 12:58:33 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Henrique Andrade Camargo</dc:creator>
				<category><![CDATA[meio ambiente]]></category>
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		<description><![CDATA[Além de não atingir a meta para 2012, cidade ainda aumentou as emissões]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><span style="font-size: x-small;"><strong>Camila Maciel, da Agência Brasil</strong></span></p>
<p>A meta de reduzir 30% das emissões de gás de efeito estufa na capital paulista entre 2003 e 2012, conforme determina a Lei 14.933 de 1999, não foi cumprida pelo município. O Inventário Municipal de Emissões e Remoções Antrópicas de Gases de Efeito Estufa (GEE), apresentado nesta terça-feira (12) pela prefeitura, mostra que, além de não alcançar o objetivo, a cidade aumentou a emissão de gás em 2010 e 2011. Foram 16 mil gigagramas de gás carbônico equivalente a mais, o que equivale a um ano de emissões.</p>
<p>No último inventário, divulgado em 2005, mas que analisa dados referentes a 2003, as emissões somavam 15.738 gigagramas de gás carbônico equivalente. De 2009 para 2010, o total de emissão de gases saltou de 15.115 para 16.087 gigagramas de gás carbônico equivalente. Em 2011, o número chegou a 16.430 gigagramas de gás carbônico equivalente.</p>
<p>&#8220;Não é aquilo que a gente esperava, apesar de todo o esforço que se está fazendo. É importante deixar claro que a cidade de São Paulo não tem o controle sobre a maioria dessas emissões. A gente tem uma lei muito boa, mas todo esse controle, quase nenhum é nosso. É um início e, apesar de termos um aumento, mostra que a cidade está no caminho certo, que está preocupada com a questão&#8221;, avaliou o secretário municipal do Verde e do Meio Ambiente, Ricardo Teixeira.</p>
<p>O relatório mostra que a grande maioria dos gases (81,9%) são gerados pela queima de combustível e pelo gases que escapam da rede de gás natural. Esses itens compõem a categoria &#8216;energia&#8217; do inventário. Cerca de 60% do item queima de combustível, por sua vez, está relacionada ao sistema de transporte.</p>
<p>Para o secretário, esses dados reforçam a importância de aperfeiçoamentos da lei de inspeção veicular que está em discussão no município. &#8220;Você percebe que o foco principal é energético. Você tem que ter uma conscientização da população para mudar esse modelo. A inspeção veicular, que está engatinhando no Brasil, tem que ser aperfeiçoada e ser mais rigorosa. É um erro, por exemplo, só a capital fazer e a região metropolitana não&#8221;, apontou.</p>
<p>O segundo setor que mais contribui para a emissão de gases de efeito estufa, com 15,6%, é o de &#8216;resíduos&#8217;, que inclui efluentes líquidos (esgoto doméstico e efluentes industriais) e sólidos (disposição em aterros, compostagem e incineração). Os aterros são destaque nessa categoria, pois representam 14% das emissões.</p>
<p>Os gases de efeito estufa relacionados aos setores de energia e resíduos, portanto, somam quase 100% das emissões de São Paulo. &#8220;Não era muito claro até agora o perfil dessas emissões. Achava-se que era o sistema de transporte, mas não havia uma métrica que fazia essa avaliação. Agora tem. Agora é mais fácil de atacar setores específicos. Se eu trabalhar com transporte e resíduos, vamos ter altos ganhos no resultado. Temos uma ferramenta para orientação de política&#8221;. As demais categorias, que são processos industriais (2,4%) e uso da terra (0,1%), têm pequena parcela de contribuição.</p>
<p>Na comparação com Nova Iorque (EUA), São Paulo, apesar de emitir menos gases, tem uma proporção em relação ao Produto Interno Bruto (PIB) maior: são gerados mais poluentes para produzir a mesma riqueza. Na cidade americana, a relação é de 20 toneladas de gás carbônico equivalente por real. Na cidade brasileira, a proporção é de 39 toneladas de gás carbônico equivalente por real.</p>
<p>Vilela acredita que para possibilitar avaliações mais criteriosas sobre os efeitos dos gases, o período de produção do inventário, que hoje é de cinco anos, deveria ser encurtado. &#8220;Fazendo a aferição ano a ano, você avalia quais são os impactos das políticas públicas para as emissões de gás de efeito estufa e dá para estender isso também para a poluição, porque ela impacta diretamente na qualidade de vida das pessoas&#8221;, declarou.</p>
<p><span style="font-size: x-small;"><strong>(Agência Brasil)</strong></span></p>
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		<title>Especialistas criticam UNFCCC e apresentam sugestões para as negociações climáticas</title>
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		<pubDate>Tue, 12 Mar 2013 16:33:39 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Henrique Andrade Camargo</dc:creator>
				<category><![CDATA[meio ambiente]]></category>
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		<category><![CDATA[aquecimento global]]></category>
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		<category><![CDATA[Protocolo de Kyoto]]></category>
		<category><![CDATA[UNFCCC]]></category>

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		<description><![CDATA[A decepção com os resultados das conferências do clima é generalizada, apesar de muitos governos insistirem em usar palavras de impacto para tentar pintar outro cenário.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><span style="font-size: x-small;"><strong>Fabiano Ávila, do Instituto CarbonoBrasil</strong></span></p>
<p>Inúmeros relatórios e estudos vêm alertando que o aumento de 2ºC nas temperaturas globais já é inevitável devido ao impasse nas ações internacionais para cortar as emissões de gases do efeito estufa (GEEs), porém isso não vem surtindo muito efeito onde mais deveria, no principal fórum mundial de discussão sobre mudanças climáticas, a Convenção das Nações Unidas sobre Mudanças do Clima (UNFCCC).</p>
<p>A decepção com os resultados das conferências do clima é generalizada, apesar de muitos governos insistirem em usar palavras de impacto para tentar pintar outro cenário. Isso é o que concluíram especialistas renomados em um evento realizado na quinta-feira (07) na Faculdade de Economia e Administração da Universidade de São Paulo.</p>
<p>O físico membro da Academia Brasileira de Ciências José Goldemberg; o professor David Victor, diretor do Laboratório de Direito Internacional e Regulação da Universidade da Califórnia em San Diego; o ex- diretor da Agência Espacial Brasileira Luiz Gylvan Meira Filho, que participou ativamente como conselheiro do governo brasileiro na construção da UNFCCC e do Protocolo de Quioto e o Engenheiro Oswaldo Puccon, conselheiro técnico da Secretaria de Meio Ambiente de São Paulo, colocaram as possibilidades para se lidar com a questão.</p>
<p>Identificando a origem dos problemas, Goldemberg comentou que há dois pontos críticos na convenção do clima. O primeiro está logo na introdução, sendo que um dos princípios (nº3) amarra a realização das ações de precaução à sua efetividade econômica, ou seja, se não for efetivo financeiramente, não se faz. “Isto é fatal”, coloca.</p>
<p>O segundo problema é a redação de um dos principais artigos da convenção, o 2a, que trata dos compromissos dos países desenvolvidos e demais nações incluídas no Anexo I. Esse artigo abarca tantos ‘ses’ e ‘quandos’, tantas condições, que isso permite que não se cumpram os objetivos da Convenção. Segundo Goldemberg, essa seria uma das razões por George H. W. Bush ter assinado a convenção.</p>
<p>“Em 1990-1992 éramos muito ingênuos”, constatou Goldemberg, se referindo ao fato de defenderem a isenção dos países em desenvolvimento de qualquer meta concreta, pois uma das consequências foi que os Estados Unidos não ratificaram Quioto e que a China hoje é o maior emissor mundial de GEEs.</p>
<p>“Estávamos percorrendo território inexplorado”, comentou Goldemberg, ministro da Ciência e Tecnologia na época da Eco 92, considerado uma das principais peças-chave da conferência e um dos interlocutores do então presidente Fernando Collor durante as negociações da UNFCCC.</p>
<p>Ele elogiou o colega norte-americano David Victor, autor do livro ‘<em>Global Warming Gridlock: Creating More Effective Strategies for Protecting The Planet’ </em>(<em>Cambridge University Press</em>, abril de 2011), como sendo um dos poucos que trabalhou com o Protocolo de Quioto que tinha bom senso e que viu claramente desde o início que as coisas estavam indo pelo caminho errado.</p>
<p>“Ele estava nos avisando que mesmo se Quioto chegasse a ser adotado, era falho, e tenho que reconhecer que ele estava certo”.</p>
<p>Victor confirma as análises de Goldemberg e talvez seja ainda um pouco mais enfático.</p>
<p>“Até agora alcançamos muito pouco, talvez equilibrando, até zero, mas não se pode culpar ninguém, nenhum país em particular. Todos tinham seus interesses”, nota.</p>
<p>Ele cita o mesmo exemplo do Artigo 2a, que, somando 15 linhas, parece que foi escrito para “ter certeza de que ninguém vai ler tudo”. São tantas reuniões e tantos grupos de interesse analisando cada frase, que o resultado é esse impasse, critica Victor.</p>
<p>Não é novidade para quem acompanha o cenário mundial de mudanças do clima que a credibilidade do processo está sendo duramente questionada.</p>
<p>“Acho que estamos empacados no que se refere ao sistema das Nações Unidas”, critica Victor, ponderando que há muitas empresas, cidades e regiões agindo e que muitas apostam que a solução está nas tecnologias renováveis.</p>
<p><strong>O fracasso do Protocolo de Quioto</strong></p>
<p>Hoje já podemos avaliar o cumprimento do Protocolo de Quioto pelos diferentes países e a conclusão não é muito animadora.</p>
<p>Victor explica que na realidade a maioria dos países cumpriu seus compromissos, mas isso por que uma das coisas que os diplomatas sabem fazer é redigir textos que podem ser cumpridos facilmente.</p>
<p>As nações do Anexo B atingiram suas metas: a União Europeia cumpriu exatamente o que prometeu motivada pela queda da União Soviética – e ao grande efeito que isso teve sobre as emissões dos países do leste europeu – e por algumas medidas adicionais; o Japão também, comprando grandes quantidades de créditos de compensação de emissões; e a Rússia, com o colapso da sua economia, também fez o dever de casa.</p>
<p>O resultado é que o Protocolo de Quioto conseguiu que os países que tinham metas razoáveis as cumprissem, porém falhou, pois as grandes economias emergentes, como os BRICS e a Indonésia, não incluídas no Anexo B, ficaram sem metas e apresentaram uma explosão nas suas emissões nas últimas duas décadas. Mesmo assim, esses países cumpriram com Quioto.</p>
<p>“Os diplomatas nos últimos 23 anos trabalharam muito e se tornaram muito bons em negociar acordos que seus países pudessem cumprir,” enfatizou Victor, “mas não em acordos que pudessem lidar com o problema”.</p>
<p>“250 milhões de toneladas de CO2 é o que a União Europeia reduziu, equivalente às emissões de três semanas na China&#8230; 23 anos de trabalho produziram quase nada”, lamentou o pesquisador. “E as pessoas ainda ficaram orgulhosas de Doha por ter conseguido Quioto II”.</p>
<p>Segundo os dados de Victor, em 1997, 59% do total das emissões mundiais de GEEs estavam incluídas na UNFCCC. No Protocolo de Quioto, sem a assinatura dos Estados Unidos, com o abandono do Canadá, e com o crescimento acelerado da China e Índia, apenas 23% das emissões eram reguladas. Em 2011 só 13% do total mundial era limitado por Quioto.</p>
<p>Quanto ao mercado de carbono, Victor também coloca que desde o início, cientistas políticos já previam que estruturalmente não funcionaria. Como se usou o exemplo dos mercados de CFCs, criados nos Estados Unidos para lidar com o problema do buraco na camada de ozônio, se supôs que poderia funcionar, porém no caso dos GEEs os custos são muito maiores, explica.</p>
<p><strong>À frente</strong></p>
<p>Se o passado de Quioto não traz muitos resultados efetivos, o futuro acordo para lidar com as mudanças climáticas também não parece ser visto com muito entusiasmo.</p>
<p>“O tempo solidificou os pontos de vista de David sobre o Protocolo de Quioto”, colocou Gylvan, “e hoje estamos numa situação parecida com a que estávamos em 1990, quando todos tinham uma cópia da resolução da assembleia geral da ONU onde diz que temos que proteger o clima para as futuras gerações”.</p>
<p>Ele nota que 2015 – o ano que foi colocado como o limite para se definir o novo acordo climático que deve entrar em vigor até 2020 – é um bom começo, que os documentos já elaborados estão livres de frases complicadas que travam o processo e que as pessoas estão realmente dispostas a se livrar dos problemas do passado e usar as partes boas de Quioto, ignorando as ruins.</p>
<p>“Há disposição para negociar, mas as pessoas ainda não sabem o que negociar, é um processo lento que deve levar mais uns dois anos”, pondera Gylvan, adicionando que nem mesmo o documento detalhado para iniciar as negociações foi definido.</p>
<p>Victor acredita que vem por aí uma mudança na diplomacia das Nações Unidas em direção a acordos mais flexíveis, com os países individualmente trazendo suas metas para a mesa, ao contrário de um grande tratado internacional, “bagunçado, complicado” e “com metas ambiciosas”.</p>
<p>Para ele, o caminho é apostar mais nas iniciativas ‘botton up’, que sejam mais flexíveis para os BRICS. Ele acredita que se o acordo for compulsório, ou não se cumpre o prazo de 2015 ou, se for cumprido, o acordo pode ser diluído só para se ter algo feito.</p>
<p><strong>Construindo um novo regime</strong></p>
<p>“[As mudanças climáticas] talvez sejam o tópico mais difícil da agenda internacional hoje”, coloca Victor, isso porque grande parte das emissões vem de um setor complicado de lidar por estar diretamente atrelado ao crescimento, o energético, e porque os seus benefícios são desconhecidos e grande parte no futuro.</p>
<p>Mesmo se as emissões de dióxido de carbono caíssem muito, o seu tempo de residência na atmosfera é de cerca de cem anos, o que significa que ainda teremos efeitos das mudanças climáticas causadas pelos GEEs por um longo tempo.</p>
<p>Victor sugere quatro maneiras de melhorar o resultado das ações em nível internacional:</p>
<p><strong>1. </strong>Trabalhar em grupos pequenos, pois em assuntos complexos quanto maior o grupo mais difícil é de se chegar a um acordo. Como grande parte das emissões é causada por poucos países (apenas a China emite 22% do total mundial e dez países emitem 70%), “pode-se começar um acordo complicado com um pequeno grupo”, coloca Victor.</p>
<p>Essa proposta está por aí desde a década de 90, mas sempre se fala que precisa ser feita através da ONU. “Porém, controvérsias exigem consenso na ONU e alguns países simplesmente não querem avanço, por exemplo a Rússia, Ucrânia, Arábia saudita (exportador de petróleo)”, diz.</p>
<p><strong>2</strong>. Fragmentação. Victor e Keohane (2011) defendem em um artigo publicado no periódico Perspectives on Politics da Universidade de Cambridge, que um conjunto de iniciativas específicas, e não um regime integrado, poderão limitar as mudanças climáticas, a exemplo do Protocolo de Montreal – que trata apenas dos CFCs – do grupo de cidades C40 e de clubes subnacionais de ação (Fórum das Maiores Economias &#8211; MEF, G20, G8), etc.</p>
<p><strong>3.</strong> Buscar alternativas alavancadoras rápidas (Shindell ET AL 2012). Um exemplo deste item seria a mitigação do aquecimento global em curto prazo, que está sendo causado por poluentes de vida curta, como o ‘black carbon’. Isso não seria uma alternativa para mitigar as mudanças climáticas em longo prazo, mas sim em curto. “Se lidarmos só com CO2, os resultados serão vistos apenas em 2050, mas com o ‘black carbon’ é imediato”.</p>
<p><strong>4. </strong>Reconectar-se com as regras do comércio internacional.</p>
<p>Desde o início da globalização, estima-se que as emissões incorporadas nos produtos comercializados internacionalmente cresceram mais de dez vezes (fonte: Peters et al 2011), e esse número ainda é subestimado devido à ausência de dados, coloca Victor. “Se a China considerasse regras sobre o comércio talvez tivesse mais interesse em lidar com as emissões. Pode ser mais fácil de resolver dessa forma”.</p>
<p>Victor conclui que qualquer uma das estratégias será difícil, levará tempo, portanto “a quantidade de mudanças climáticas que provavelmente vamos enfrentar é muito, muito grande”.</p>
<p>Assim os países terão que apresentar estratégias de adaptação, algo que até agora tem se mostrado de forma muito tímida.</p>
<p>Em um relatório de 2012, o Climate Policy Institute estimou que as apenas US$ 14 bilhões dos US$ 364 bilhões em financiamento climático global em 2010/2011 foram direcionados para adaptação.</p>
<p>A justiça climática também será um assunto cada vez mais em pauta, já que a divisão de responsabilidades é muito clara: quem mais emite não será o mais impactado, enfatiza Victor.</p>
<p>Ele alerta que a situação está tão claramente fora de controle, que “pessoas sérias estão pensando no uso de técnicas de geoengenharia”, algo extremamente controverso e criticado internacionalmente.</p>
<p><span style="font-size: x-small;"><strong>(Instituto CarbonoBrasil)</strong></span></p>
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		<title>Terra pode alcançar novo recorde de calor</title>
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		<pubDate>Mon, 11 Mar 2013 17:21:17 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Henrique Andrade Camargo</dc:creator>
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		<category><![CDATA[Notí­cias]]></category>
		<category><![CDATA[aquecimento global]]></category>
		<category><![CDATA[mudanças climáticas]]></category>

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		<description><![CDATA[A previsão é dos pesquisadores da Universidade Estadual do Oregon e da Universidade Harvard]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><span style="font-size: x-small;"><strong>CicloVivo</strong></span></p>
<p><a href="http://mercadoetico.terra.com.br/website/wp-content/uploads/2013/03/aquecimento_global_250.jpg"><img class="alignleft size-full wp-image-69633" src="http://mercadoetico.terra.com.br/website/wp-content/uploads/2013/03/aquecimento_global_250.jpg" alt="" width="250" height="173" /></a>Os índices de medição registram altas temperaturas até mesmo no inverno. De acordo com um estudo recente, essa tendência pode levar a terra a atingir um recorde de calor.</p>
<p>A previsão é dos pesquisadores da Universidade Estadual do Oregon e da Universidade Harvard, nos Estados Unidos, que realizaram um estudo em que reconstruíram a temperatura média da Terra nos últimos 11,3 mil anos.</p>
<p>O intuito era compará-la aos níveis atuais. Fazendo isso, eles analisaram que a Terra está mais fria em relação à sua época mais quente desse período. Porém, também detectaram que se os modelos dos climatologistas estiverem corretos, um novo recorde será alcançado até o final do século.</p>
<p>Para estimar a temperatura global (e local) de 11 mil anos, o estudo levantou informações sobre 73 localidades ao redor do mundo, utilizou amostras de fósseis em sedimentos oceânicos e técnicas matemáticas para preencher lacunas de dados para assim recriar a variação climática da Terra.</p>
<p>Apesar de não parecer um estudo novo, os pesquisadores conseguiram apresentar os dados mais antigos de temperaturas, pois até então havia análises sobre, no máximo, dois mil anos atrás.</p>
<p>&#8220;Nós sabíamos que, em uma escala global, a Terra é mais quente hoje do que era há dois mil anos. Agora sabemos que as temperaturas são mais altas do que na maior parte dos últimos 11,3 mil anos”, afirmou o pesquisador Shaun Marcott, um dos autores.</p>
<p>O estudo não mostra a variação exata ocorrida em um tempo curto, ou seja, cada ponto apresentado nos dados é como se representasse a temperatura em um período de 120 anos. Mesmo assim, sabe-se que a alta é mais permanente nos últimos 200 anos. A preocupação é que esse aquecimento atinja um nível nunca alcançado, caso nada seja feito até 2100. A pesquisa foi publicada revista científica &#8220;Science&#8221;.</p>
<p><em>* Com informações do G1 e Folha. </em></p>
<p><span style="font-size: x-small;"><strong>(CicloVivo)</strong></span></p>
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		<title>ONU: &#8220;seca causa mais mortes que furacões, enchentes e terremotos juntos&#8221;</title>
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		<pubDate>Mon, 11 Mar 2013 17:14:52 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Henrique Andrade Camargo</dc:creator>
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		<category><![CDATA[Notí­cias]]></category>
		<category><![CDATA[Sociedade]]></category>
		<category><![CDATA[aquecimento global]]></category>
		<category><![CDATA[Brasil]]></category>
		<category><![CDATA[impactos socioambientais]]></category>
		<category><![CDATA[mudanças climáticas]]></category>
		<category><![CDATA[Nordeste]]></category>
		<category><![CDATA[seca]]></category>
		<category><![CDATA[sertão]]></category>
		<category><![CDATA[sertão adentro]]></category>

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		<description><![CDATA[Agências das Nações Unidas lançam esforço para implementação de políticas eficazes de combate ao fenômeno natural]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><span style="font-size: x-small;"><strong>Edgard Júnior, da Rádio ONU </strong></span></p>
<p>A ONU alertou que a seca causa mais mortes e deslocamentos que os furacões, as enchentes e os terremotos, juntos. Ela se transformou no mais perigoso e destrutivo fenômeno natural.</p>
<p>Por isso, três agências das Nações Unidas realizam uma reunião de alto nível sobre Política Nacional da Seca, que tem início, esta segunda-feira, em Genebra, Suíça.</p>
<p><strong>Objetivo</strong></p>
<p>O objetivo é encontrar medidas de prevenção e de políticas de manejo e de controle do problema.</p>
<p>O evento foi organizado pela Organização das Nações Unidas para Agricultura e Alimentação, FAO, pela Organização Mundial de Meteorologia, OMM, e pela Convenção da ONU para o Combate à Desertificação, Unccd.</p>
<p><strong>Clima</strong></p>
<p>O diretor-geral da FAO, José Graziano da Silva, disse que devido à mudança climática, secas mais rigorosas e mais frequentes estão tendo um impacto arrasador na segurança alimentar.</p>
<p>Segundo ele, para acabar com isso, &#8220;os governos devem criar comunidades resistentes. Não devem apenas reagir à falta da chuva, mas precisam investir a longo prazo para que quando a seca ocorra, a população e os sistemas de alimentos possam superar o problema.&#8221;</p>
<p><strong>Regiões</strong></p>
<p>As agências lembraram que as secas mais recentes atingiram duramente o nordeste do Brasil, os Estados Unidos e o México, assim como a área conhecida como Chifre da África e a região de Sahel, que inclui vários países africanos.</p>
<p>O fenômeno climático também pode ser visto com bastante intensidade na China, Índia, Rússia e em algumas áreas da europa.</p>
<p><strong>Expectativa</strong></p>
<p>O chefe da OMM, Michel Jarraud, afirmou que, como resultado da mudança climática, a expectativa é que aumentem a frequência, a intensidade e a duração das secas, causando perdas humanas e econômicas.</p>
<p>Jarraud disse que o mundo tem o conhecimento e a experiência para reduzir o impacto da seca. O que é necessário, para ele, &#8220;é uma política para implementá-los e ação.&#8221;</p>
<p><strong>Seca</strong></p>
<div class="img aligncenter size-full wp-image-69629" style="width:480px;">
	<a href="http://mercadoetico.terra.com.br/website/wp-content/uploads/2013/03/sertão_480.jpg"><img src="http://mercadoetico.terra.com.br/website/wp-content/uploads/2013/03/sertão_480.jpg" alt="" width="480" height="271" /></a>
	<div>Foto: Liliana Peixinho</div>
</div>
<p>A ONU informou que desde 1970, o território afetado pela seca mais do que dobrou. Segundo a Organização, mulheres, crianças e idosos são os mais atingidos.</p>
<p>Atualmente, 168 países sofrem com a desertificação de parte de seus territórios. A desertificação é um processo de degradação da terra que afeta a agricultura e piora com a seca.</p>
<p><strong>Leia Também</strong></p>
<p><strong><a href="http://mercadoetico.terra.com.br/arquivo/as-guerreiras-do-sertao/">As guerreiras do sertão </a></strong></p>
<p><strong><a href="http://mercadoetico.terra.com.br/arquivo/imagens-da-seca/" target="_blank">Imagens da seca</a></strong></p>
<p><strong><a href="http://mercadoetico.terra.com.br/arquivo/umbuzeiro-simbolo-de-vida-e-resistencia/" target="_blank">Umbuzeiro: símbolo de vida e resistência</a></strong></p>
<p><strong><a href="http://mercadoetico.terra.com.br/arquivo/o-velho-chico-entre-a-revitalizacao-e-a-transposicao/" target="_blank">O Velho Chico: entre a revitalização e a transposição</a></strong></p>
<p><strong><a href="http://mercadoetico.terra.com.br/arquivo/elos-de-dor-alegria-nordestina/" target="_blank">Elos de dor e alegria nordestina</a></strong></p>
<p><strong><a href="http://mercadoetico.terra.com.br/arquivo/seca-fome-fe-e-resistencia-pra-viver/" target="_blank">Seca, fé, fome e resistência</a></strong></p>
<p><strong><a href="http://mercadoetico.terra.com.br/arquivo/diario-de-estrada/" target="_blank">Diário de estrada</a></strong></p>
<p><strong><a href="http://mercadoetico.terra.com.br/arquivo/industria-da-seca-poder-politico-e-pobreza/" target="_blank">Indústria da seca, poder polítca e pobreza</a></strong></p>
<p><span style="font-size: x-small;"><strong>(Rádio ONU)</strong></span></p>
]]></content:encoded>
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		<title>Pesquisadores negam que possa haver um colapso global dos ecossistemas</title>
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		<pubDate>Fri, 08 Mar 2013 15:55:25 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Henrique Andrade Camargo</dc:creator>
				<category><![CDATA[meio ambiente]]></category>
		<category><![CDATA[Notí­cias]]></category>
		<category><![CDATA[aquecimento global]]></category>
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		<category><![CDATA[mudanças climáticas]]></category>

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		<description><![CDATA[Mas alertam para o esgotamento dos oceanos]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><span style="font-size: x-small;"><strong>Fernanda B. Müller, do Instituto CarbonoBrasil </strong></span></p>
<p>As grandes interferências das atividades humanas sobre os ecossistemas estão cada vez mais no centro dos debates e uma delas tem chamado a atenção em especial: o conceito de ‘<em>Tipping point’</em>, quando um sistema muda radicalmente e, potencialmente, de forma irreversível.</p>
<p>Um novo estudo publicado no periódico <em>Trends in Ecology and Evolution</em> defende que esse ponto, sem volta, temido por muitos conservacionistas, ainda está longe de chegar para a Terra como um todo, mas muito perto para determinados ecossistemas.</p>
<p>“Ao avaliar potenciais mecanismos e causas, concluímos que a heterogeneidade espacial de condutores e repostas, e a ausência de uma interconectividade forte entre os continentes, provavelmente induzem a mudanças relativamente suaves em escala global”, dispõe o artigo.</p>
<p>“Caracterizar uma mudança biótica global com agregados únicos é inapto”, afirmaram pesquisadores da Universidade de Adelaide (Austrália), concluindo que mudanças ecológicas ao longo de áreas amplas parecem seguir um padrão mais gradual e suave.</p>
<p>“O foco sobre os ‘<em>tipping points’ </em>planetários pode tanto desviar a atenção das vastas transformações ecológicas que já ocorreram quanto levar a um fatalismo injustificado sobre os seus efeitos catastróficos”, alertou o professor Barry Brook, principal autor do artigo e diretor de Ciência Climática da Universidade de Adelaide.</p>
<p>Entretanto, muitos ‘<em>tipping points’ </em>regionais são de grande preocupação, como o derretimento do gelo no Ártico e a ‘savanização’ da Amazônia, notam os pesquisadores.</p>
<p>“Atualmente até quatro quintos da biosfera são caracterizados por ecossistemas que localmente, ao longo de séculos e milênios, têm sido submetidos a mudanças, de uma forma ou mais, causadas pelo homem. Reconhecer essa realidade e buscar esforços em nível local e regional pode ser um caminho muito mais frutífero a seguir”, ponderou Erle Ellis, coautor e professor associado da Universidade de Maryland.</p>
<p>Os pesquisadores examinaram quatro principais causas de mudanças em ecossistemas terrestres: mudanças climáticas, mudança do uso da terra, fragmentação de habitat e perda da biodiversidade.</p>
<p><strong>Oceanos em perigo</strong></p>
<p>O artigo traz um alerta especialmente crítico para os oceanos. Ao contrário da superfície continental global, o ponto sem volta generalizado pode estar próximo para os ecossistemas marinhos devido à acidificação dos oceanos causada pela queima de combustíveis fósseis.</p>
<p>“Os ecossistemas de recifes de coral parecem ter desaparecido globalmente, simultaneamente, e de repente na transição do Triássico para o Jurássico, provavelmente devido ao aumento global na acidez e na temperatura do oceano em resposta à liberação geológica massiva de CO2 para a atmosfera”, enfatizam os cientistas.</p>
<p><span style="font-size: x-small;"><strong>(Instituto CarbonoBrasil)</strong></span></p>
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		<title>Mudanças climáticas atuais são as mais rápidas em 11 mil anos</title>
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		<pubDate>Fri, 08 Mar 2013 15:44:04 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Henrique Andrade Camargo</dc:creator>
				<category><![CDATA[meio ambiente]]></category>
		<category><![CDATA[Notí­cias]]></category>
		<category><![CDATA[aquecimento global]]></category>
		<category><![CDATA[mudanças climáticas]]></category>

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		<description><![CDATA[“É mais uma evidência de que o aquecimento global atual não é natural, mas sim o resultado do aumento das emissões de dióxido de carbono desde o início da Revolução Industrial”, afirma estudo]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><span style="font-size: x-small;"><strong>Fabiano Ávila, do Instituto CarbonoBrasil</strong></span></p>
<p><span style="font-size: x-small;"><strong><a href="http://mercadoetico.terra.com.br/website/wp-content/uploads/2013/03/aquecimento_global_C_2501.jpg"><img class="alignleft size-full wp-image-69528" src="http://mercadoetico.terra.com.br/website/wp-content/uploads/2013/03/aquecimento_global_C_2501.jpg" alt="" width="250" height="168" /></a></strong></span>O clima está sempre em transformação, e esse conceito confunde muitas pessoas, que imaginam que as mudanças climáticas atuais seriam um fenômeno inédito. O que na realidade há de inédito no clima no momento é a velocidade com a qual ele está se transformando e como a direção na qual está seguindo não faz sentido sem que seja considerada a ação humana.</p>
<p>É justamente por trazer a constatação dessas afirmações que o estudo “A Reconstrução das Temperaturas Regionais e Globais para os Últimos 11.300 Anos”, publicado nesta semana na revista Science, é tão importante.</p>
<p>Os pesquisadores, liderados por Shaun Marcott, da Universidade do Oregon, analisaram fósseis de pequenos organismos marinhos para reconstruir as temperaturas até o fim da última Era do Gelo. Trata-se da maior linha histórica para as temperaturas médias do planeta já representada.</p>
<p>Os dados apontaram que as temperaturas médias atuais são as maiores em quatro mil anos e que o globo estava em uma tendência de resfriamento até as primeiras décadas do século XX, quando, subitamente e numa taxa nunca antes vista, começou uma curva ascendente das temperaturas.</p>
<p>“É mais uma evidência de que o aquecimento global atual não é natural, mas sim o resultado do aumento das emissões de dióxido de carbono desde o início da Revolução Industrial”, afirmaram os autores.</p>
<p>Segundo o estudo, o planeta foi se aquecendo devagar depois da Era do Gelo, sendo que as temperaturas chegaram a um pico por volta de 9.500 anos atrás, quando atingiram uma elevação de cerca de 0,6ºC acima do ponto inicial.</p>
<p>Então, pelos 5.500 anos seguintes as temperaturas se mantiveram estáveis, quando por volta de 1850 começaram a cair. A queda foi de 0,7ºC. A década entre 1900 e 1910 foi a mais fria dos últimos 11.300 anos.</p>
<p>A razão pela qual o planeta aqueceu e depois começou a resfriar tem a ver com mudanças no eixo da Terra e de sua distância do sol, apontam os pesquisadores.</p>
<p>“Se formos levar em conta apenas as condições naturais, essa tendência de esfriamento deveria ter sido mantida e estaríamos agora rumando para uma nova Era do Gelo”, declarou Marcott.</p>
<p>Porém, não foi isso que aconteceu, e a partir de 1910 o que os registros apontam é um aquecimento sem precedentes e que encontra sua única explicação, até agora, nas emissões humanas.</p>
<p>“Apenas 100 anos depois da década mais fria em 11.300 anos, nós vivemos a mais quente [2000 a 2010]. Assim, em um século fomos do fim do espectro mais frio para o fim do espectro mais quente. Não há registros anteriores de uma mudança tão rápida. Mesmo as temperaturas no fim da Era do Gelo não se alteraram tão velozmente”, afirmou Marcott.</p>
<p>O pesquisador aponta que estamos com as temperaturas mais elevadas dos últimos quatro mil anos, pelo menos, e que já está quase tão quente quanto o período mais aquecido dos últimos 11 mil anos.</p>
<p><img class="alignleft" src="http://www.institutocarbonobrasil.org.br/arquivos_web/geral/Hockey_stick_chart_ipcc1.jpg" alt="" width="275" height="193" />Michael E. Mann, climatologista da Universidade da Pensilvânia e autor do famoso gráfico &#8216;taco de hockey&#8217; (ao lado), afirmou que o novo estudo “é mais um importante avanço que nos ajuda a entender as mudanças climáticas”.</p>
<p>O perigo, segundo Mann, está na velocidade das atuais transformações no clima. “Nós e outros seres vivos podemos nos adaptar a mudanças mais lentas. A taxa sem precedentes de aquecimento que estamos vendo é muito preocupante e representa uma grande ameaça para a sobrevivência de muitas espécies e coloca uma grande pressão na civilização”.</p>
<p><span style="font-size: x-small;"><strong>(Instituto CarbonoBrasil)</strong></span></p>
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		</item>
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		<title>Conhecimentos climáticos tradicionais em três dimensões</title>
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		<pubDate>Thu, 07 Mar 2013 21:12:35 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Henrique Andrade Camargo</dc:creator>
				<category><![CDATA[meio ambiente]]></category>
		<category><![CDATA[Notí­cias]]></category>
		<category><![CDATA[aquecimento global]]></category>
		<category><![CDATA[conhecimento tradicional]]></category>
		<category><![CDATA[mudanças climáticas]]></category>

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		<description><![CDATA[Uma nova arma contra a mudança climática aproveita o conhecimento local para superar a brecha de políticas públicas ineficientes]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><span style="font-size: x-small;"><strong>Peter Richards, da IPS</strong></span></p>
<p><a href="http://mercadoetico.terra.com.br/website/wp-content/uploads/2013/03/aquecimento_global_C_250.jpg"><img class="alignleft size-full wp-image-69461" src="http://mercadoetico.terra.com.br/website/wp-content/uploads/2013/03/aquecimento_global_C_250.jpg" alt="" width="250" height="168" /></a>Uma nova arma do arsenal contra a mudança climática aproveita o conhecimento local para superar a brecha de políticas e deixar que as comunidades tomem suas próprias decisões, informadas sobre como manejar os meios de sustento, os recursos naturais, a cultura e o patrimônio. “No passado, a maioria das iniciativas sobre mudança climática era vertical, gerada no âmbito do governo”, disse Martin Barriteau, diretor-executivo da Sustainable Granadines (SusGren), uma organização não governamental binacional comprometida com a conservação do entorno costeiro e marinho e com os meios de vida sustentáveis para os habitantes de Granada e São Vicente e Granadinas.</p>
<p>“Nossas comunidades, especialmente as que estão na costa, estão presenciando e se adaptando aos efeitos da mudança climática”, destacou Barriteau. E o fazem, por exemplo, por intermédio do P3DM, siglas em inglês de modelo participativo tridimensional, que funde sistemas convencionais de informação espacial com os “mapas mentais” das pessoas. Seu objetivo é produzir modelos de alívio em escala que possam ser usados junto com os aparelhos de Sistema de Posicionamento Global (GPS) e Sistemas de Informação Geográfica (GIS).</p>
<p>Os modelos participativos em três dimensões são manufaturados no âmbito das aldeias, utilizando papel e papelão em camadas. Com base em seus conhecimentos pessoais da área, os informantes mostram o uso da terra e outras características no modelo, mediante o uso de lápis, marcadores, fios e/ou pintura. Uma vez completado o modelo, é aplicado sobre ele um quadriculado em escala para transpor os dados espaciais e as referencias geográficas no GIS. Por exemplo, os modelos podem unir as comunidades em torno de áreas prioritárias como zonas inundadas, preocupações por secas, populações de peixes e proteção de mangues.</p>
<p>Os mapas também são uma ferramenta educativa para jovens e crianças. Abdon White, professor de geografia na escola secundária da Ilha União, a mais meridional das Granadinas, contou à IPS que “uma das primeiras tarefas que tivemos foi traçar as linhas do contorno e isso nos permitiu, de fato, criar o modelo P3DM da Ilha União”. No programa do Conselho de Exames do Caribe, há uma seção dedicada à leitura de mapas, e se trabalha com contornos e distâncias, o que contribui para uma melhor compreensão por parte dos alunos, acrescentou.</p>
<p>Em termos gerais, Barriteau disse que o P3DM leva “uma sensação de consciência da mudança climática a estas comunidades, com a esperança de que se empoderem para tomar decisões sobre o clima”, que depois sirvam para tomar decisões políticas informadas. A SusGren, em colaboração com o holandês Centro Técnico para a Cooperação Agrícola e Rural e com a The Nature Conservancy, reuniu membros de comunidades locais e organizações regionais e internacionais na Ilha União, para realizar um exercício de mapeamento participativo tridimensional, que começou em 28 de fevereiro e terminará amanhã.</p>
<p>Não é segredo algum que os pequenos Estados insulares em desenvolvimento, com São Vicente e Granadinas, Granada e outras ilhas do Caribe, são especialmente suscetíveis aos impactos da mudança climática e a eventos climáticos extremos, como furacões e inundações. “A estimativa é que os impactos da mudança climática no Caribe incluam aumento do nível do mar, aquecimento do oceano e mudanças nos padrões de chuvas”, afirmaram os organizações em um documento que circulou durante o painel. “Espera-se que estes tenham um impacto econômico e social significativo”, afirmaram.</p>
<p>“As ameaças da mudança climática e os eventos climáticos extremos são exacerbados pelos atuais problemas causados pelo desenvolvimento humano, incluídos um inadequado uso da terra e o desenvolvimento físico mal planejado, inadequadas práticas agrícolas em ladeiras de montes, fontes de contaminação pontual ou difusa, incluída a inadequada eliminação de dejetos sólidos”, acrescentaram. A The Nature Conservancy realiza um projeto centrado em ajudar os pequenos Estados insulares a potencializarem sua resiliência à mudança climática, recuperando e manejando de modo efetivo seus ecossistemas marinhos e costeiros, além de fortalecer a capacidade de adaptação local.</p>
<p>A nova tecnologia de mapeamento ajudará este projeto, criando capacidade local, nacional e regional para apoiar a adaptação baseada na ecologia, no empoderamento das comunidades dos locais-piloto em Granada e na Ilha União, e desenvolvendo a capacidade de organizações não governamentais e comunitárias em matéria de comunicações. Ao final do painel, espera-se que os participantes estejam em condições de discutir sobre o valor do conhecimento espacial e tradicional local, além de descrever como se pode usar o P3DM para documentar, fazer referência geográfica e visualizar esse conhecimento.</p>
<p>O modelo, de 1,2 x 2,4 metros, pertencerá à comunidade. “Toda pessoa que quiser usá-lo primeiro deverá pedir permissão à comunidade. A Sustainable Grenadines, que lidera a iniciativa na Ilha União, estará trabalhando com a comunidade local para desenvolver soluções baseadas no ecossistema, a fim de abordar os efeitos da mudança climática”, informou Barriteau. Ele acrescentou que, da iniciativa do P3DM, surgirá uma série de estratégias concretas de adaptação à mudança climática, e que espera que isto não seja visto apenas como outra “artimanha” abertamente técnica, carregada de jargões, que confunda em lugar de esclarecer.</p>
<p>“Esperamos que o P3DM coloque as comunidades na primeira linha dos assuntos da mudança climática”, enfatizou Barriteau, destacando que “um estudo da Caribsave Climate Change estima que até 2050 o aumento do nível do mar custará US$ 489 milhões a Granada. A mudança climática não será apenas custosa, mas também poderá paralisar as pequenas economias insulares”.</p>
<p>Tyrone Hall, consultor de comunicações no Centro de Mudança Climática da Comunidade do Caribe (Caricom), com sede em Belize, disse à IPS que o mapeamento tridimensional é feito em pequena escala em países do ACP (África, Caribe e Pacífico). Assim, “compartilhar nossas experiências por meio de novos meios como as redes sociais nos permite tornar público de um modo acessível nossa experiência e as lições aprendidas”, ressaltou.</p>
<p>Granada será o próximo país do Caribe a realizar o exercício P3DM, em abril. Segundo os organizadores, o problema principal que o projeto enfrentará é que as políticas para abordar os impactos da mudança climática foram criadas, majoritariamente, sem a participação efetiva das comunidades locais. “O efeito é que as respostas políticas no Caribe se produziram amplamente no plano das políticas gerais, com poucas políticas específicas”, afirmaram. “Não foram levadas em conta as considerações setoriais ou o conhecimento tradicional, os diferentes atores não participaram efetivamente, e no terreno pouco se agiu para criar resiliência”, ressaltaram.<br />
Envolverde/IPS</p>
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		<item>
		<title>China aumenta meta de corte das emissões de CO2 para 2013</title>
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		<pubDate>Wed, 06 Mar 2013 18:51:46 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Henrique Andrade Camargo</dc:creator>
				<category><![CDATA[meio ambiente]]></category>
		<category><![CDATA[Notí­cias]]></category>
		<category><![CDATA[aquecimento global]]></category>
		<category><![CDATA[China]]></category>
		<category><![CDATA[emissão de gases do efeito estufa]]></category>
		<category><![CDATA[mudanças climáticas]]></category>

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		<description><![CDATA[Em seus últimos dias como premier, Wen Jiabao incitou a próxima geração de líderes do país a lidar com dois desafios: a corrupção e a poluição.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><span style="font-size: x-small;"><strong>Fernanda B. Müller, do Instituto CarbonoBrasil </strong></span></p>
<p>O governo chinês anunciou que pretende cortar as suas emissões de dióxido de carbono e o uso de energia em 3,7% por unidade do produto interno bruto (PIB) neste ano. A meta anterior era de 3,5%.</p>
<p>Em seus últimos dias como premier da China, Wen Jiabao incitou na terça-feira a próxima geração de líderes do país a lidar com dois desafios: a corrupção e a poluição.</p>
<p>“Devemos aderir à política nacional de conservar os recursos e proteger o meio ambiente e nos engajar na promoção do desenvolvimento verde e de baixo-carbono”,declarou o premier Wen Jiabao em seu último discurso no parlamento.</p>
<p>A China se comprometeu em cortar as emissões de CO2 entre 40% e 45% até 2020 por unidade de PIB em comparação com o que era liberado em 2005.</p>
<p><strong>Taxa</strong></p>
<p>Desde 2011, quando a China revelou seu plano para os próximos cinco anos, especulações sobre a introdução de uma taxa sobre as emissões de dióxido de carbono são recorrentes.</p>
<p>Em meados de fevereiro, Jia Chen, chefe da divisão de políticas tributárias do Ministério das Finanças, reafirmou que o governo chinês pretende introduzir um conjunto de novas taxas, incluindo uma focada na liberação de dióxido de carbono. O comentário veio sem muitos detalhes adicionais.</p>
<p>Na terça-feira (05), Jia Kang, chefe de pesquisas do Ministério das Finanças, comentou em Pequim que o país eventualmente terá uma taxa de entre 5 e 10 yuan por tonelada de carbono, porém, que o assunto está sendo discutido e que “obviamente há oposição”.</p>
<p>Comentários, como do diretor geral do ministério do planejamento Su Wei, publicado no jornal Financial Times, indicam que a questão está longe de ser resolvida.</p>
<p>“O comércio de emissões definitivamente será efetivado antes”, enfatizou, se referindo aos planos do governo de ter um esquema doméstico de comércio de emissões em 2016. Sete esquemas piloto já estão sendo implantados.</p>
<p><span style="font-size: x-small;"><strong>(Instituto CarbonoBrasil)</strong></span></p>
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		</item>
		<item>
		<title>Análise reforça relação entre CO2 e aumento das temperaturas</title>
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		<pubDate>Mon, 04 Mar 2013 20:01:25 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Henrique Andrade Camargo</dc:creator>
				<category><![CDATA[meio ambiente]]></category>
		<category><![CDATA[Notí­cias]]></category>
		<category><![CDATA[aquecimento global]]></category>
		<category><![CDATA[CO2]]></category>
		<category><![CDATA[mudanças climáticas]]></category>

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		<description><![CDATA[Pesquisadores analisaram núcleos de gelo da Antártica e concluíram que o CO2 não apenas pode ter reforçado o aquecimento global que acabou com a Era do Gelo como pode também ter dado início a ele. ]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><span style="font-size: x-small;"><strong>Fabiano Ávila, do Instituto CarbonoBrasil </strong></span></p>
<p><a href="http://mercadoetico.terra.com.br/website/wp-content/uploads/2013/03/carbono_emissão_250.jpg"><img class="alignleft size-full wp-image-69275" src="http://mercadoetico.terra.com.br/website/wp-content/uploads/2013/03/carbono_emissão_250.jpg" alt="" width="250" height="168" /></a>Apesar de a maioria dos climatologistas concordar com a noção de que a concentração de dióxido de carbono (CO2) na atmosfera influencia o clima global, ainda existem aqueles que questionam o papel do gás.</p>
<p>Um estudo publicado na mais recente edição da revista <em>Science</em> promete ajudar a acabar com essas dúvidas ao revelar uma forte ligação entre a presença de CO2 e o aumento das temperaturas durante o fim da última Era do Gelo.</p>
<p>Os pesquisadores, liderados pelo francês Frederic Parrenin, do Laboratório de Glaciologia e Geofísica do Meio Ambiente da Universidade de Grenoble, analisaram núcleos de gelo da Antártica e concluíram que o CO2 não apenas pode ter reforçado o aquecimento global que acabou com a Era do Gelo como pode também ter dado início a ele.</p>
<p>“Cientistas têm dito que o CO2 foi um amplificador do aquecimento global, mas não a causa inicial. Agora, estamos dizendo que pode ter sido sim a causa”, disse Parrenin.</p>
<p>Céticos climáticos sugeriam que, como o fim da Era do Gelo, cerca de 20 mil anos atrás, se deu até 800 anos antes do aparecimento de grandes quantidades de CO2 nos núcleos de gelo, o gás não possuía grande importância para o clima. Baseados nessa noção, muitos ainda defendem que de nada adianta reduzir as emissões de CO2 atualmente, pois essa ação não teria nenhum impacto climático.</p>
<p>Porém, esse novo estudo aponta que os dados anteriores estavam incorretos e que esse “atraso de 800” na realidade não deve ter existido.</p>
<p>“Por causa desses resultados errados sobre o CO2, as pessoas interpretavam que o gás não tinha um papel fundamental na variação do clima no passado”, explicou Parrenin.</p>
<p>O estudo francês reforça informações já publicadas de que as análises anteriores de núcleos de gelo poderiam estar equivocadas.</p>
<p>No ano passado, Jeremy Shakun, da Universidade de Harvard, já havia apontado que o aumento da concentração do CO2 na atmosfera veio antes da elevação das temperaturas que levou ao fim da Era do Gelo.</p>
<p>Atualmente, a concentração de CO2 está em 400 partes milhão (ppm), já acima dos 350ppm que seria o limite para manter o aquecimento global em 2oC, o máximo aceitável segundo cientistas para se evitar as piores consequências das mudanças climáticas.</p>
<p><span style="font-size: x-small;"><strong>(Instituto CarbonoBrasil)</strong></span></p>
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		<title>Aquecimento global coloca em risco produtividade do milho</title>
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		<pubDate>Fri, 01 Mar 2013 15:36:58 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Henrique Andrade Camargo</dc:creator>
				<category><![CDATA[meio ambiente]]></category>
		<category><![CDATA[Notí­cias]]></category>
		<category><![CDATA[agricultura]]></category>
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		<category><![CDATA[mudanças climáticas]]></category>

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		<description><![CDATA[Estudo avalia que devido ao aumento do número de dias com temperaturas acima de 32°C a cultura está perdendo produtividade]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><span style="font-size: x-small;"><strong>Fabiano Ávila, do Instituto CarbonoBrasil</strong></span></p>
<p><span style="font-size: x-small;"><img class="aligncenter size-full wp-image-69187" src="http://mercadoetico.terra.com.br/website/wp-content/uploads/2013/03/milharal_520.jpg" alt="" width="520" height="347" /></span></p>
<p>Os impactos das mudanças climáticas nas diversas culturas agrícolas ainda não são completamente entendidos, mas cada vez mais pesquisadores estão estudando o assunto que é de suma importância para a segurança alimentar mundial no futuro.</p>
<p>Um dos mais recentes estudos nessa área foi publicado nesta semana no periódico <em>Global Change Biology</em> e avaliou a cultura do milho na França desde 1960 e projetou como ela se desenvolverá até 2030 em um mundo sob o aquecimento global.</p>
<p>Segundo o trabalho, que de acordo com seus autores pode ser extrapolado e utilizado como um alerta para outras regiões do planeta, quando a temperatura sobe para acima de 32°C, o milho sofre o chamado estresse de calor e não cresce como deveria.</p>
<p>Na região da França avaliada, o número de dias que ultrapassavam os 32°C na década de 1960 costumava ser de três, atualmente é de cinco e, se os modelos climáticos estiverem corretos, nas próximas décadas poderá passar de quinze.</p>
<p>“Este é um grande risco para a segurança alimentar. A produção agrícola quadruplicou desde 1960, graças a melhores tecnologias como pesticidas e fertilizantes, mas a velocidade com a qual a produtividade cresce tem ficado menor nas últimas décadas e na taxa presente pode não ser suficiente para manter os níveis de produção atuais”, afirmou Ed Hawkins, do Centro Nacional de Ciência Atmosférica da Universidade de Reading e principal autor do estudo.</p>
<p>A equipe de Hawkins descobriu que enquanto a variação de chuva pode ser amenizada com a irrigação, pouco ainda é feito para lidar com as temperaturas extremas. Por exemplo, durante a onda de calor de 2003, a produção francesa de milho caiu cerca de 20% em relação ao ano anterior.</p>
<p>Avaliando os dados levantados, os pesquisadores chegaram à conclusão de que a produtividade por acre deveria ser elevada em até 12% entre 2016 e 2035 apenas para manter os níveis atuais da safra de milho.</p>
<p>“Esse 12% de incremento é necessário no pior cenário que projetamos. Se as temperaturas não subirem tanto nas próximas décadas, pode ser que consigamos manter a safra presente com um aumento menor de produtividade”, declarou Hawkins.</p>
<p>A situação com certeza varia para outros países, mas segundo os pesquisadores a conclusão básica é similar. Os agricultores terão que se preparar para a maior frequência de dias quentes. “Os modelos climáticos apontam com relativa confiança que veremos uma alta nas temperaturas por todo o mundo, graças ao crescimento contínuo das emissões de gases do efeito estufa”, explicou o pesquisador.</p>
<p>O estudo também destaca que o problema se agrava quando fica claro que as medidas mais básicas para elevar a produtividade já foram tomadas no passado, como maior uso de máquinas e melhores fertilizantes, e que agora qualquer avanço tende a ser bem mais caro e difícil de ser conseguido.</p>
<p>Os pesquisadores reconhecem que diferentes culturas possuem tolerâncias próprias para o calor, mas que todas elas apresentam um máximo de temperatura para que sejam produtivas. Técnicas como modificação genética e uma maior seleção de sementes podem minimizar a situação, mas ainda não se sabe até que ponto essas tecnologias podem avançar.</p>
<p>“Se as mudanças climáticas continuarem a ser ignoradas, agricultores poderão ser obrigados a trocar totalmente para culturas que atualmente estão restritas apenas às partes mais quentes do planeta”, afirmou Hawkins.</p>
<p>Os impactos das mudanças climáticas na agricultura já chamaram a atenção de alguns governos. No começo deste ano o Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA) publicou um relatório afirmando que o aumento do dióxido de carbono na atmosfera, o aumento das temperaturas e a alteração na precipitação afetarão a produtividade das colheitas, já que podem mudar seus padrões de crescimento e amadurecimento.</p>
<p>O documento apontou que, só para controlar o crescimento das ervas daninhas, que se desenvolvem mais à medida que a temperatura aumenta, os investimentos na agricultura para esse fim terão que subir para US$ 11 bilhões anuais.</p>
<p>A própria ONU alerta com frequência para a ligação entre o aquecimento global e a segurança alimentar.</p>
<p>Já em 2011, a Organização das Nações Unidas para Agricultura e Alimentação (FAO) lançou o relatório “Mudança Climática, Água e Segurança Alimentar”, que recomenda a adoção de sistemas agroflorestais para ajudar a reduzir temperaturas e evaporação, além de ampliarem a retenção da água e a conservação do solo.</p>
<p>A questão é tão séria que a ONU está tentando classificar as mudanças climáticas como uma questão de segurança internacional a pedido de pequenas nações insulares e muitos países africanos. A justificativa é que por causa da queda na produção de alimentos vários conflitos civis já estão acontecendo.</p>
<p>A classificação não avançou devido à obstrução de China e Rússia, membros permanentes do Conselho de Segurança da ONU, que temem ter seu crescimento econômico afetado por possíveis leis que obriguem a redução nas emissões de gases do efeito estufa.</p>
<p><span style="font-size: x-small;"><strong>(Instituto CarbonoBrasil)</strong></span></p>
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		<title>Arquitetos e urbanistas discutem políticas para as cidades do país</title>
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		<pubDate>Thu, 28 Feb 2013 15:25:29 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Henrique Andrade Camargo</dc:creator>
				<category><![CDATA[meio ambiente]]></category>
		<category><![CDATA[Notí­cias]]></category>
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		<category><![CDATA[Plano Diretor]]></category>

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		<description><![CDATA[Preocupação principal gira em torno das adaptações climáticas]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><span style="font-size: x-small;"><strong>Akemi Nitahara, da Agência Brasil</strong></span></p>
<p>Começou nesta quarta-feira (27) no Rio de Janeiro um ciclo de debates que pretende repensar as cidades do país. Ao todo, serão feitos sete seminários de Política Urbana Quitandinha+50 (Q+50), que comemoram os 50 anos do Seminário Nacional de Habitação e Reforma Urbana, que ocorreu em 1963 no Hotel Quitandinha, em Petrópolis, na região serrana fluminense.</p>
<p>Até sexta-feira (1º), o tema Arquitetura, Cidade, Metrópole – Democratizar Cidades Sustentáveis será debatido na sede do Instituto de Arquitetos do Brasil (IAB), no Flamengo, zona sul do Rio. De acordo com a vice-presidente do IAB, Fabiana Izaga, o objetivo do ciclo de debates é discutir a política urbana e as cidades do Brasil.</p>
<p>Na mesa de abertura, O Espaço da Democracia, foram debatidos os serviços públicos que precisam ser oferecidos nas cidades. Para o físico Luis Alberto Oliveira, do Centro Brasileiro de Pesquisas Físicas, as cidades, que surgiram entre dez mil e 12 mil anos atrás, são o maior invento da história do homem, à medida que levaram a novos inventos. Mas, segundo ele, as condições propícias para o surgimento delas acabou e que, portanto, é necessário encontrar novas soluções.</p>
<p>“Não viveremos mais, nem nós nem nossos descendentes, esta continuidade estável e moderada do clima. Estamos entrando em um período de turbulência climática que, ao longo do presente século, ira se acentuar de modo significativo, se consolidando em alguns cenários possíveis. Esses cenários vão de razoavelmente desagradáveis a profundamente desastrosos”, disse.</p>
<p>Além das mudanças climáticas, Oliveira cita também o envelhecimento e a urbanização da população. “A faixa etária que mais prospera no mundo hoje são os centenários. O Brasil, em 2060, vai ter um terço de idosos. O Brasil vai ser Copacabana [bairro carioca com grande densidade de idosos]. Hoje, mais de 50% da humanidade vivem em cidades com mais de 50 mil habitantes. Então, a humanidade é mais urbana do que em qualquer outro momento. E a perspectiva é que em 2060 você tenha em torno de 80% dessa população ampliada vivendo nas cidade. Portanto, cidade não é problema, a cidade tem que ser a solução”.</p>
<p>Convidado para fazer a conferência de abertura do seminário, o arquiteto italiano Bernardo Secchi apresentou alguns dos projetos dos quais participou, como a discussão sobre o futuro da Grande Paris, de Bruxelas e também Moscou. “A questão urbana pode ser resumida nesses três pilares: ambientais, de mobilidade e de desigualdades sociais. E eles estão entrelaçados, há que se ter um pacote completo para resolver todos esses problemas”, declarou.</p>
<p>Apesar de Secchi não ter estudos sobre o Brasil, a vice-presidente do IAB, Fabiana Izaga, diz que esses temas também fazem parte da realidade brasileira. “Eu acho que são temas que a gente pode ter como principais para as cidades brasileiras: desigualdade social, e aí tem toda a questão da habitação, onde as pessoas moram; a mobilidade, o transporte público, a questão do carro, de tirar os carros das ruas, dar uma maior oferta de transporte público para as pessoas se movimentarem; e a questão ambiental, ou seja, como você equilibra crescimento com a proteção ao meio ambiente, como você tem esse enfoque mais ecológico sobre a própria cidade”.</p>
<p>Em abril, o ciclo continua no Rio Grande do Sul, com o seminário Moradia Brasileira. Em maio, São Paulo recebe os debates sobre a gestão das cidades.</p>
<p><span style="font-size: x-small;"><strong>(Agência Brasil)</strong></span></p>
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		<title>Novo relatório do IPCC sobre o clima será divulgado parcialmente este ano</title>
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		<pubDate>Tue, 26 Feb 2013 13:31:04 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Henrique Andrade Camargo</dc:creator>
				<category><![CDATA[meio ambiente]]></category>
		<category><![CDATA[Notí­cias]]></category>
		<category><![CDATA[aquecimento global]]></category>
		<category><![CDATA[IPCC]]></category>
		<category><![CDATA[mudanças climáticas]]></category>

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		<description><![CDATA[Documento confirma aumento na temperatura do planeta causado pela queima de combustíveis fósseis ]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><span style="font-size: x-small;"><strong>Vladimir Platonow, da Agência Brasil</strong></span></p>
<p>As mudanças climáticas que atingem o planeta por causa do aquecimento da atmosfera serão detalhadas no próximo relatório parcial do Painel Intergovernamental de Mudanças Climáticas (IPCC, na sigla em inglês), que será divulgado este ano. O anúncio foi feito nesta segunda-feira (25) durante a 7ª Conferência e Assembleia Geral da Rede Global de Academias de Ciências, que ocorre na capital fluminense até quarta-feira (27).</p>
<p>O diretor-geral da Coordenação de Programas de Pós-Graduação de Engenharia da Universidade Federal do Rio de Janeiro, Luiz Pinguelli, disse que o relatório abordará o Grupo de Trabalho 1 do IPCC sobre as mudanças na atmosfera. “O Grupo 1 é estritamente científico, no sentido de que trata do comportamento da atmosfera, com bases em algumas previsões de emissões. O Grupo 2 trata das consequências nos vários campos, incluindo agricultura e saúde, e o Grupo 3 é muito político, porque trata de cenários.”</p>
<p>Pinguelli, que trabalha como revisor do IPCC, informou que o próximo relatório deverá ser mais rígido nas informações, para evitar erros como os verificados no documento de 2007, quando a velocidade de derretimento das geleiras foi superestimada. “O IPCC está trabalhando com mais cuidado, visando a resultados mais robustos.”</p>
<p>O secretário de Políticas e Programas de Pesquisa e Desenvolvimento do Ministério de Ciência, Tecnologia e Inovação, Carlos Nobre, não quis adiantar o conteúdo do próximo relatório, mas frisou que as informações trazidas nos primeiros documentos, que apontavam para um aumento na temperatura do planeta, pela queima de combustíveis fósseis por ação do homem, foram confirmadas.</p>
<p>“As evidências são avassaladoras. O clima está mudando em uma velocidade que a Terra não vê há alguns milhões de anos. A velocidade em que o clima está mudando é 50 ou 100 vezes mais rápida do que quando a Terra começou a sair da última glaciação, 20 mil anos atrás, até ela atingir o equilíbrio climático recente, 12 mil anos atrás.”</p>
<p>O IPCC foi criado em 1988 pela Organização das Nações Unidas (ONU) e reúne milhares de cientistas de diversos países. Já foram publicados quatro relatórios. A divulgação completa do quinto, incluindo os trabalhos dos grupos 2 e 3, deverá ocorrer em 2014.</p>
<p><span style="font-size: x-small;"><strong>(Agência Brasil)</strong></span></p>
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		<title>NOAA: Aquecimento global pode aumentar estresse climático e prejudicar capacidade laboral</title>
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		<pubDate>Mon, 25 Feb 2013 18:00:30 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Henrique Andrade Camargo</dc:creator>
				<category><![CDATA[Ética e trabalho]]></category>
		<category><![CDATA[meio ambiente]]></category>
		<category><![CDATA[Notí­cias]]></category>
		<category><![CDATA[Salas Temáticas]]></category>
		<category><![CDATA[aquecimento global]]></category>
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		<category><![CDATA[mudanças climáticas]]></category>
		<category><![CDATA[trabalho]]></category>

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		<description><![CDATA[Segundo a análise, o atual aumento na temperatura de 0,7ºC em relação aos níveis pré-industriais já está causando uma queda no rendimento laboral de 10% durante os meses mais quentes]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><span style="font-size: x-small;"><strong>Jéssica Lipinski, do Instituto CarbonoBrasil </strong></span></p>
<p>Quando passamos por um dia de muito calor e umidade no ambiente de trabalho, é comum nos sentirmos mais cansados e menos dispostos, e é normal que nosso desempenho laboral caia. E uma nova pesquisa da Administração Nacional Oceânica e Atmosférica dos Estados Unidos (NOAA) revelou que, com as mudanças climáticas, essa sensação pode aumentar, prejudicando ainda mais nossa capacidade de trabalho.</p>
<p>Segundo a análise, o atual aumento na temperatura de 0,7ºC em relação aos níveis pré-industriais já está causando uma queda no rendimento laboral de 10% durante os meses de mais calor. E as estimativas do relatório mostram que essa queda tende a dobrar, atingido 20% até 2050, com um clima mais quente do que o atual.</p>
<p>No entanto, as previsões não param por aí: de acordo com a NOAA, se as temperaturas continuarem subindo, até 2100 a capacidade laboral pode diminuir para 63% nos meses mais quentes do ano, e até 2200, se o aquecimento global atingir os 6ºC, o rendimento laboral pode cair para apenas 39% nos verões.</p>
<p>“O planeta começará a sentir um estresse climático diferente de tudo experimentado hoje. O mundo está entrando em um ambiente muito diferente, e o impacto disso no trabalho será significativo”, comentou Ron Stouffer, coautor do estudo.</p>
<p>E enquanto em alguns lugares, como a cidade de Nova York, a capacidade laboral será reduzida ao rendimento de lugares como Bahrain, no Golfo Pérsico, em Bahrain o estresse climático tornará impossível que as pessoas exerçam certas atividades laborais, pois o clima poderá induzir a hipertermia (excesso de calor) mesmo em pessoas em repouso.</p>
<p>O estudo explica que isso ocorreria porque o excesso de calor e umidade impediria que os humanos perdessem calor, mantendo a temperatura corporal mais alta e impossibilitando a capacidade para o trabalho.</p>
<p>“Isso ilustra as consequências sombrias de um aquecimento extremo para os trópicos e as latitudes médias, onde a maioria das pessoas vive”, observou John Dunne, líder da pesquisa e oceanógrafo da NOAA.</p>
<p>Ainda assim, os pesquisadores enfatizam que tais efeitos são apenas aproximados, já que o estudo não considerou as diferenças nas populações, como idade, e como certas regiões se adaptam ao estresse climático.</p>
<p>Enquanto, por exemplo, durante uma onda de calor em 2003 70 mil pessoas morreram na Europa, em um evento similar na Índia, três mil pessoas morreram. Isso demonstra que regiões como os Estados Unidos e a Europa devem ser mais afetados pelo clima mais quente e úmido. “É muito regionalmente dependente e altamente determinado pela adaptação”, explicou Dunne.</p>
<p>Outros cientistas que não fizeram parte do estudo concordaram com as conclusões da pesquisa, acrescentando que a análise sugere que os efeitos das mudanças climáticas na economia mundial podem ser ainda maiores do que o esperado.</p>
<p>“Esse é um tipo bom e válido de mensagem irrefutável. Se [os autores do estudo] querem argumentar que há um custo econômico, acredito que eles estão em solo firme”, declarou Thomas Bernard, professor de saúde pública da Universidade do Sul da Flórida.</p>
<p>Por isso, os pesquisadores da NOAA afirmam que apenas com a limitação do aquecimento global a 3ºC é possível manter certa capacidade laboral em todas as áreas, mesmo nos meses mais quentes. E para isso, salientam os autores, é necessário encontrar uma forma de reduzir as emissões de gases do efeito estufa (GEEs), o que mesmo assim apenas diminuiria, mas não eliminaria, a perda do rendimento laboral.</p>
<p><span style="font-size: x-small;"><strong>(Instituto CarbonoBrasil)</strong></span></p>
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		<title>PNUMA lança centro para transferência de tecnologias climáticas</title>
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		<pubDate>Mon, 25 Feb 2013 17:57:31 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Henrique Andrade Camargo</dc:creator>
				<category><![CDATA[energia]]></category>
		<category><![CDATA[meio ambiente]]></category>
		<category><![CDATA[Notí­cias]]></category>
		<category><![CDATA[aquecimento global]]></category>
		<category><![CDATA[mudanças climáticas]]></category>
		<category><![CDATA[PNUMA]]></category>
		<category><![CDATA[tecnologias alternativas]]></category>

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		<description><![CDATA[A nova entidade terá como grande objetivo acelerar o intercâmbio de tecnologias de baixo carbono que podem ajudar os países em desenvolvimento a lidar com as mudanças climáticas]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><span style="font-size: x-small;"><strong>Fabiano Ávila, do Instituto CarbonoBrasil</strong></span></p>
<p><img class="alignleft" src="http://www.carbonobrasil.com/arquivos_web/geral/solarman_1.jpg" alt="" width="212" height="325" />Em um exemplo de como a transferência de tecnologias pode trazer benefícios para a saúde pública, assim como contribuir para a redução de emissões de gases do efeito estufa, lâmpadas de querosene estão sendo substituídas por alternativas solares em diversos países do continente africano com o apoio do Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente (PNUMA).</p>
<p>Justamente para multiplicar este tipo de iniciativa foi que os representantes dos países reunidos em Nairóbi, no Quênia, para a 27ª sessão do Conselho Administrativo do PNUMA e do Fórum Global de Ministros do Meio Ambiente, decidiram pela criação do Centro e Rede de Tecnologias Climáticas (Climate Technology Centre and Network &#8211; CTCN).</p>
<p>A entidade promete ajudar na transferência de tecnologias de baixo carbono, como energias alternativas e métodos agrícolas mais eficientes e resistentes à variação climática. O CTCN será um consórcio de 12 entidades, entre elas a Organização das Nações Unidas para o Desenvolvimento Industrial (UNIDO), o Instituto Asiático de Tecnologia, a Fundação Bariloche e o Laboratório Nacional de Energias Renováveis dos Estados Unidos.</p>
<p>“Inovação é o motor do desenvolvimento e substituir as tecnologias atuais por alternativas mais limpas e de baixo carbono é uma parte vital para combater as causas e os efeitos das mudanças climáticas. Sob a liderança do PNUMA, o CTCN trabalhará para acelerar o uso de novas tecnologias, melhorando as vidas de milhões de pessoas em países em desenvolvimento que já estão sofrendo com os impactos das mudanças climáticas”, afirmou Achim Steiner, diretor executivo do PNUMA.</p>
<p>“As entidades parceiras nesse consórcio já estão engajadas em cerca de 1500 atividades relacionadas com tecnologias climáticas em mais de 150 países. Juntos, essa experiência e alcance global devem ajudar a aumentar as ações de mitigação e adaptação, assim como auxiliar na transição para uma economia de baixo carbono inclusiva”, completou.</p>
<p>Entre as tarefas do novo centro está reduzir os riscos e barreiras envolvidos na aquisição de novas tecnologias, assim como dar apoio para ações de adaptação e mitigação climática.</p>
<p>O CTCN estabelecerá uma plataforma de informação para o intercâmbio de conhecimentos. Dados, relatórios e outros recursos estarão disponíveis para os países em desenvolvimento.</p>
<p>O centro deverá ainda conduzir workshops regionais e nacionais, visando ao desenvolvimento de políticas e programas para atrair investimentos.</p>
<p>Além disso, autoridades governamentais poderão procurar o CTCN em busca de aconselhamento e de apoio técnico para conseguirem por em prática planos de redução de emissões de gases do efeito estufa.</p>
<p>A entidade será o braço de implementação do Mecanismo de Tecnologia da Convenção das Nações Unidas sobre Mudanças Climáticas (UNFCCC), que foi criado na Conferência do Clima de Cancún em 2010.</p>
<p>“O mundo precisa urgentemente acelerar as ações climáticas em todos os três pilares de ação: internacional, nacional e empresarial. As novas tecnologias são essenciais para permitir que as nações em desenvolvimento possam perseguir o crescimento sustentável e expandir suas economias de uma maneira de baixo carbono e resiliente”, declarou Christiana Figueres, secretária-executiva da UNFCCC.</p>
<p><span style="font-size: x-small;"><strong>(Instituto CarbonoBrasil)</strong></span></p>
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		<item>
		<title>Influência do homem no clima contribuiu para a seca na África em 2011</title>
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		<pubDate>Fri, 22 Feb 2013 17:53:47 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Henrique Andrade Camargo</dc:creator>
				<category><![CDATA[meio ambiente]]></category>
		<category><![CDATA[Notí­cias]]></category>
		<category><![CDATA[aquecimento global]]></category>
		<category><![CDATA[mudanças climáticas]]></category>

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		<description><![CDATA[Avaliação é do Met Office, o serviço meteorológico britânico]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><span style="font-size: x-small;"><strong>Fernanda B. Müller, do Instituto CarbonoBrasil</strong></span></p>
<p>Pesquisadores do Met Office, o serviço meteorológico britânico, utilizaram técnicas avançadas para avaliar qual a probabilidade de um período atípico de secas na África ter sido influenciado por mudanças climáticas causadas pelas atividades humanas.</p>
<p>Com dois anos de secas contínuas durante o período de chuvas, o leste africano passou por muitas dificuldades no período 2010-2011, inclusive chegando a divulgar alertas de crise alimentar.</p>
<p>As modelagens utilizadas pelos pesquisadores permitiram avaliar a probabilidade de ocorrência dos padrões climáticos que levaram à seca, considerando um cenário com influência das emissões antrópicas de gases do efeito estufa no clima e outro sem este fator.</p>
<p>A conclusão é que há evidencias substanciais de que a influência humana contribuiu, pelo menos em parte, para o aumento no risco das condições secas vistas durante a temporada de chuvas em 2011. O quanto contribuiu é que segue difícil de determinar. Os pesquisadores afirmam que foi algo entre 24% e 99%, mas que ainda estão trabalhando para chegar a um percentual mais preciso.</p>
<p>A grande amplitude das estimativas de magnitude da influência humana se deve às incertezas no padrão estimado das mudanças antrópicas na temperatura da superfície do mar, notam os pesquisadores.</p>
<p>“Raramente é possível declarar que um evento é totalmente causado por mudanças climáticas antropogênicas e seriam impossíveis sem elas”, comentou Peter Stott, chefe de monitoramento e atribuição climática do Met Office.</p>
<p>Stott diz que as pesquisas, sob a Iniciativa para Atribuição de Eventos relacionados ao Clima, têm como objetivo compreender quando é possível estimar as chances de ocorrência de tipos específicos de eventos climáticos extremos e para quais tipos aprimoramentos são necessários.</p>
<p><span style="font-size: x-small;"><strong>(Instituto CarbonoBrasil)</strong></span></p>
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		<title>Desmatamento e perda de áreas úmidas no Brasil e na Indonésia geraram 45 bilhões de toneladas de CO2 em 20 anos</title>
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		<pubDate>Fri, 22 Feb 2013 15:44:03 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Henrique Andrade Camargo</dc:creator>
				<category><![CDATA[meio ambiente]]></category>
		<category><![CDATA[Notí­cias]]></category>
		<category><![CDATA[Brasil]]></category>
		<category><![CDATA[China]]></category>
		<category><![CDATA[desmatamento]]></category>
		<category><![CDATA[emissão de carbono]]></category>
		<category><![CDATA[Indonésia]]></category>
		<category><![CDATA[mudanças climáticas]]></category>

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		<description><![CDATA[No outro lado da tabela aparece a China, onde a preservação, o reflorestamento e a recuperação de 5,2 milhões de hectares de florestas resultaram no sequestro de 5,7 bilhões de toneladas de CO2e.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><span style="font-size: x-small;"><strong>Rhett A. Butler, do Mongabay</strong></span></p>
<p>A Organização das Nações Unidas para Agricultura e Alimentação (FAO) lançou uma série de estatísticas sobre as emissões de carbono originadas do desmatamento, agricultura e de outras formas do uso da terra no período entre 1990 e 2010.</p>
<p style="text-align: center;"><img class="aligncenter" src="http://www.institutocarbonobrasil.org.br/arquivos_web/geral/faostat.jpg" alt="" width="462" height="979" /></p>
<p>O conjunto de dados, que fazem parte da iniciativa chamada FAOSTAT, é baseado nas estimativas da FAO sobre a biomassa florestal, desmatamento e cobertura de culturas agrícolas. Os dados estão listados por país e região.</p>
<p>Sem surpresas, os dados sobre gases do efeito estufa mostram que os países com altas taxas de desmatamento são os que mais emitiram. A conversão florestal no Brasil lançou na atmosfera 25,8 bilhões de toneladas métricas de dióxido de carbono equivalente (CO2e) entre 1990 e 2010. Indonésia (13,1 bilhões), Nigéria (3,8 bilhões), República Democrática do Congo (3 bilhões) e Venezuela (2,6 bilhões) completam o ranking dos cinco maiores emissores.</p>
<p>No outro lado da tabela aparece a China, onde a preservação, o reflorestamento e a recuperação de 5,2 milhões de hectares de florestas resultaram no sequestro de 5,7 bilhões de toneladas de CO2e. Os Estados Unidos (1,9 bilhão) e o Vietnã (1,2 bilhão) também experimentaram uma recuperação significativa do estoque de carbono florestal, de acordo com o FAOSTAT.</p>
<p>A base de dados também estima as emissões da expansão da drenagem dos solos orgânicos para a agricultura. Neste quesito a Indonésia lidera com 5,6 bilhões de toneladas de CO2e, seguida por Estados Unidos (1,4 bilhão), Papua Nova Guiné (816 milhões), Malásia (690 milhões) e Bangladesh (612 milhões). As emissões na Indonésia, Papua Nova Guiné e Malásia são especialmente altas por causa da drenagem e conversão de áreas de turfas, ricas em carbono.</p>
<p>Somando tudo, o Brasil (25,8 bilhões de toneladas) e a Indonésia (18,7 bilhões) aparecem como os grandes emissores mundiais por uso da terra. Suas emissões combinadas durante o período de 20 anos equivalem a 134% das emissões anuais da queima de combustíveis fósseis da atualidade ou quatro vezes e meia a mais do que as emissões chinesas em 2011.</p>
<p>Enquanto a FAOSTAT apresenta diversos dados interessantes sobre os impactos climáticos de mudanças no uso da terra, a ferramenta tem um ponto fraco: pesquisadores questionam a precisão dos dados, já que muitos são fornecidos pelos próprios países. Assim, especialmente informações sobre cobertura florestal e estimativas sobre o estoque de carbono em regiões de turfas são bastante suspeitos.</p>
<p>De qualquer forma, essa base de dados é atualmente a mais abrangente série de estatísticas sobre emissões do uso da terra e ajuda pesquisadores e analistas ao ser um ponto inicial para realizar medições.</p>
<p>Estudos recentes indicaram que o desmatamento responde por cerca de 10% das emissões globais de gases do efeito estufa resultantes das emissões humanas. A agricultura e a degradação das turfeiras emitem menos, mas nem por isso uma quantidade insignificante.</p>
<p><a href="http://news.mongabay.com/2013/0222-faostat-land-use-emissions.html" target="_blank"></a><span style="text-decoration: underline; color: #0000ff;"><strong><a href="http://news.mongabay.com/2013/0222-faostat-land-use-emissions.html" target="_blank">Leia o original no Mongabay (inglês)</a></strong></span></p>
<p><span style="font-size: x-small;"><strong>(Instituto CarbonoBrasil)</strong></span></p>
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		<title>Brasil desenvolve modelo de mudanças climáticas globais</title>
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		<pubDate>Fri, 22 Feb 2013 12:17:28 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Henrique Andrade Camargo</dc:creator>
				<category><![CDATA[meio ambiente]]></category>
		<category><![CDATA[Notí­cias]]></category>
		<category><![CDATA[aquecimento global]]></category>
		<category><![CDATA[BESM]]></category>
		<category><![CDATA[Carlos Nobre]]></category>
		<category><![CDATA[ciência climática]]></category>
		<category><![CDATA[mudanças climáticas]]></category>

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		<description><![CDATA[“A opção do Brasil de enfrentar o desafio de desenvolver seu próprio sistema tem o objetivo estratégico de construir uma rede de pesquisadores capazes de atuar em todas as dimensões da construção de um modelo desta natureza”, disse Carlos Nobre, do MCTI]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><span style="font-size: x-small;"><strong>Elton Alisson, da Agência FAPESP</strong></span></p>
<p>No mundo hoje, há poucos países que lideram os avanços científicos em modelagem climática. A maioria deles – como os Estados Unidos, por exemplo – está no Hemisfério Norte. A Austrália era o único país no Hemisfério Sul que possuía essa capacidade. Após desenvolver por 30 anos modelos climáticos próprios, porém, o país abandonou seus esforços na área e optou por importar e ajudar a aprimorar um modelo do <em>Hadley Centre for Climate Prediction and Research </em>, da Grã-Bretanha.</p>
<p>Agora, o Brasil acaba de preencher essa lacuna deixada pela Austrália e se credenciou ao seleto grupo de países capazes de desenvolver um modelo, validar e simular as mudanças climáticas globais.</p>
<p>Pesquisadores de diversas instituições, integrantes do Programa FAPESP de Pesquisa em Mudanças Climáticas Globais (PFPMCG), da Rede Brasileira de Pesquisa em Mudanças Climáticas Globais (Rede Clima) e do Instituto Nacional de Ciência e Tecnologia sobre Mudanças Climáticas (INCT-MC), concluíram a versão preliminar do Modelo Brasileiro do Sistema Terrestre (<span style="text-decoration: underline; color: #0000ff;"><strong><a href="http://www.bv.fapesp.br/pt/auxilios/7061/modelo-brasileiro-sistema-climatico-global/" target="_blank">BESM, na sigla em inglês</a></strong></span>).</p>
<p>Alguns dos primeiros resultados de simulações feitas com o novo modelo foram apresentados no Workshop sobre o BESM, realizado no dia 19 de fevereiro, na FAPESP.</p>
<p>“A opção do Brasil de enfrentar o desafio de desenvolver seu próprio modelo de sistema climático global, em vez de importar um modelo pronto e aplicá-lo, foi feita com o objetivo estratégico de construir uma rede de pesquisadores capazes de atuar em todas as dimensões da construção de um modelo desta natureza, como no desenvolvimento, validação e simulação”, disse Carlos Nobre, secretário de Políticas e Programas de Pesquisa e Desenvolvimento do Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI), membro da coordenação do Programa FAPESP de Pesquisa sobre Mudanças Climáticas Globais (PFPMCG) e um dos idealizadores do BESM.</p>
<p>“Como nós temos uma comunidade científica atuante no desenvolvimento e integração dos componentes de um modelo do sistema terrestre de boa qualidade, mas ainda incipiente numericamente, não poderíamos dar um passo como o da Austrália – que tem uma enorme competência em modelagem climática e uma grande comunidade de pesquisadores especializados em todos os aspectos relacionados ao clima – de aprimorar um modelo em parceria com outro país”, explicou Nobre.</p>
<p><strong>Contribuição brasileira</strong></p>
<p>De acordo com Nobre e outros pesquisadores presentes ao evento, uma das principais contribuições do novo Modelo Brasileiro do Sistema Terrestre para os esforços internacionais de avanço das ciências climáticas, ambientais e atmosféricas será olhar para algumas questões particulares do Hemisfério Sul e representar alguns processos ambientais importantes para o Brasil e outros países da América do Sul que são considerados secundários nos modelos climáticos internacionais.</p>
<p>Entre essas questões, estão as queimadas, capazes de intensificar o efeito estufa e mudar as características de chuvas e nuvens de uma determinada região, por exemplo, e o desmatamento da Amazônia.</p>
<p>“Como é a própria comunidade científica brasileira na área de modelagem climática que desenvolve esse novo modelo do sistema terrestre, é mais lógico e até mais fácil, de certa forma, ela introduzir a modelagem desses fenômenos que são mais típicos da América do Sul”, avaliou Nobre.</p>
<p>A ideia do BESM, segundo Nobre, é ser uma plataforma aberta, em que várias hipóteses de processos que acontecem na América do Sul, no Oceano Atlântico e na Antártica, por exemplo, possam ser testadas pelos pesquisadores de áreas relacionadas às ciências climáticas e ambientais.</p>
<p>“O objetivo foi construir um modelo climático com competência brasileira que seja incorporado como uma contribuição do país para a construção de um sistema global de modelagem do sistema terrestre, como se pretende criar nos próximos anos”, disse Nobre.</p>
<p>“No futuro haverá um sistema global de modelagem do sistema terrestre por meio do qual será possível montar um modelo climático por módulos que interessem a um pesquisador para testar suas hipóteses”, estimou.</p>
<p><strong>Previsões climáticas</strong></p>
<p>O Modelo Brasileiro do Sistema Terrestre também deverá ser utilizado para a definição de políticas públicas no Brasil de adequação do país aos impactos das mudanças climáticas globais.</p>
<p>De acordo com o Relatório Especial sobre Gestão dos Riscos de Eventos Climáticos e Desastres (SREX, na sigla em inglês) – divulgado recentemente pelo Painel Intergovernamental sobre Mudanças Climáticas (IPCC) –, nas últimas décadas aumentou a frequência dos eventos climáticos extremos no mundo em função das mudanças climáticas.</p>
<p>No final de março de 2004, por exemplo, a região Sul do Brasil foi atingida pelo furacão Catarina – o primeiro de classe 1 (com ventos de 119 a 153 quilômetros por hora e elevação do nível do mar de 1,2 a 1,6 metro) registrado no país.</p>
<p>“O novo modelo também tem a finalidade de melhorar as condições de previsão de clima sazonal no Brasil”, disse Paulo Nobre, pesquisador do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe), um dos coordenadores do projeto.</p>
<p><strong>Primeiros resultados</strong></p>
<p>Segundo o pesquisador, o desenvolvimento do novo modelo possibilitou melhorar a previsão de precipitação (chuva) no Atlântico Sul e na América do Sul.</p>
<p>“É muito difícil melhorar a previsibilidade de precipitação no Atlântico Sul. Mas, como o novo modelo, houve um aumento generalizado da melhoria da previsão tanto de temperatura da superfície das águas do Atlântico Sul como da América do Sul”, afirmou.</p>
<p>Outro resultado da implementação do modelo foi a constatação de que o desmatamento da Amazônia aumenta a possibilidade de ocorrência de El Niño (fenômeno caracterizado por um aquecimento anormal das águas superficiais no oceano Pacífico Tropical, capaz de afetar o clima regional e global).</p>
<p>“Este foi um resultado antecipado que o modelo já pode verificar mesmo sendo uma versão preliminar, de baixa resolução”, disse Paulo Nobre. Segundo o pesquisador, o modelo também é capaz de prever a capacidade de formação de chuva da Zona de Convergência do Atlântico Sul (ZCAS) – uma região com uma extensa faixa e bandas de nuvens formadas desde a Amazônia, Brasil Central e Sudeste até o Oceano Atlântico – que os modelos existentes até então eram incapazes de prever.</p>
<p>O Brasil ainda passou a ter a capacidade de executar a previsão da extensão de gelo marinho do planeta.</p>
<p>“Pela primeira vez no país existe capacidade de prevermos o avanço e a retração do gelo marinho não só no Hemisfério Sul, onde existe uma grande dificuldade de realizar previsões de extensão de gelo, como em outras parte do planeta”, disse Paulo Nobre.</p>
<p>“O modelo tem previsto, por exemplo, os últimos recordes de diminuição da extensão do gelo do Ártico, o que nos dá sinais de que estamos no caminho certo”, avaliou.</p>
<p><strong>Aprimoramentos</strong></p>
<p>O novo modelo foi construído a partir da experiência em modelagem climática implementada no Brasil a partir da década de 1990 com a criação no Inpe do Centro de Previsão de Tempo e Estudos Climáticos (CPTEC).</p>
<p>A fim de desenvolver o projeto, os pesquisadores utilizaram um modelo climático acoplado (unido) de oceano e atmosfera desenvolvido pelo CPTEC há mais de uma década e introduziram nos últimos anos outros componentes, como vegetação dinâmica, hidrologia continental, ciclo de carbono dos oceanos e gelo marinho.</p>
<p>Para integrar esses diferentes componentes do modelo, os pesquisadores utilizam o <span style="text-decoration: underline; color: #0000ff;"><strong><a href="http://agencia.fapesp.br/13249" target="_blank">supercomputador Tupã</a></strong></span>, instalado no final de 2010 no CPTEC, em Cachoeira Paulista (SP), com recursos da FAPESP e do MCTI.</p>
<p>As simulações brasileiras foram submetidas ao Projeto de Intercomparação de Modelos Acoplados, Fase 5 (CMIP5, na sigla em inglês), que deverá ser utilizado pelo IPCC para balizar seu quinto Relatório de Avaliação (AR 5, na sigla em inglês), previsto para ser publicado no final de 2014.</p>
<p>“O modelo deve inaugurar a participação brasileira nos cenários globais de mudanças climáticas do CMIP5 e do AR 5”, disse Paulo Nobre.</p>
<p><span style="font-size: x-small;"><strong>(Agência FAPESP)</strong></span></p>
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		<item>
		<title>Conselho de Segurança da ONU não consegue formalizar questão climática</title>
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		<pubDate>Mon, 18 Feb 2013 17:34:34 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Henrique Andrade Camargo</dc:creator>
				<category><![CDATA[meio ambiente]]></category>
		<category><![CDATA[Notí­cias]]></category>
		<category><![CDATA[aquecimento global]]></category>
		<category><![CDATA[conselho de segurança]]></category>
		<category><![CDATA[mudanças climáticas]]></category>
		<category><![CDATA[ONU]]></category>

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		<description><![CDATA[Países em desenvolvimento não concordam com a classificação das mudanças climáticas como uma questão de segurança internacional porque o princípio de "responsabilidades comuns, mas diferenciadas" teoricamente não seria respeitado]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><span style="font-size: x-small;"><strong>Fabiano Ávila, do Instituto CarbonoBrasil</strong></span></p>
<p>Já há alguns anos as pequenas nações insulares e muitos países africanos desejam ver as mudanças climáticas serem classificadas como uma questão de segurança internacional, medida que abriria novos caminhos para financiamentos de ações de adaptação e mitigação, por exemplo.</p>
<p>A mais recente reunião do Conselho de Segurança das Nações Unidas, realizada na última sexta-feira (15), tinha na pauta justamente essa classificação. Porém, muito da força do encontro foi perdida já no seu começo.</p>
<p>Mesmo contando com a presença do Secretário-Geral da ONU, Ban Ki-moon, a reunião sobre o clima não conseguiu ser caracterizada como uma sessão oficial, pois Rússia e China se negaram a considerar o encontro mais do que um debate informal.</p>
<p>Os dois gigantes emergentes, que são membros permanentes do Conselho de Segurança, justificaram sua posição declarando que estão defendendo os interesses de mais de 100 nações em desenvolvimento.</p>
<p>Segundo russos e chineses, o Conselho de Segurança não opera sob o princípio de “responsabilidades comuns, mas diferenciadas”, que rege as negociações climáticas formais da ONU. Assim, as decisões tomadas pela entidade provavelmente prejudicariam o crescimento das nações em desenvolvimento, que poderiam acabar se vendo forçadas a adotar metas de emissões de gases do efeito estufa, por exemplo.</p>
<p>O conceito de “responsabilidades comuns, mas diferenciadas” propõe que, apesar de todos serem responsáveis pelas mudanças climáticas, são as nações industrializadas, que já emitiram décadas de gases do efeito estufa, que devem arcar com as principais medidas para limitar o aquecimento global.</p>
<p>Tony de Brum, representante das Ilhas Marshall, um pequeno Estado no meio do Oceano Pacífico, afirmou em uma coletiva de imprensa que o resultado da reunião foi frustrante e ressaltou os riscos climáticos que o seu país já enfrenta.</p>
<p>“Nossas estradas são inundadas a cada duas semanas. Temos que racionar água três vezes por semana. Estamos distribuindo kits de emergência com água para os nossos cidadãos. Não podemos mais contar com todas as nossas redes de abastecimento porque muitas estão sendo invadidas frequentemente pelo mar”, afirmou deBrum.</p>
<p><strong>Clima e Conflitos</strong></p>
<p>O diretor do Instituto Potsdam para Pesquisa de Impactos Climáticos, Hans Joachim Schellnhuber, participou do encontro como especialista convidado e explicou porque as mudanças climáticas são uma questão de segurança internacional.</p>
<p>“Alterações no clima já acarretam na perda de produtividade agrícola em muitas nações. Onde já existiam problemas de fornecimento, a tendência é que a degradação da situação agrave e multiplique os conflitos civis”, afirmou.</p>
<p>Em 2011, o Conselho de Segurança já havia concordado que “possíveis efeitos adversos das mudanças climáticas podem, no longo prazo, agravar as ameaças para a paz e segurança internacional”.</p>
<p>Tentando facilitar a visualização dessa relação, cientistas do Centro Strauss para Mudanças Climáticas e Estabilidade Política na África (CCAPS) desenvolveram no ano passado um mapa online com informações sobre clima, conflitos armados e programas de ajuda. O resultado é uma ferramenta que pode ajudar na formulação de políticas de mitigação, adaptação e de segurança.</p>
<p>Também destacando a relação entre clima e conflitos, pesquisadores norte-americanos publicaram, em 2011, um estudo na revista Nature, afirmando que o El Niño pode ter tido influência em 21% das guerra civis do mundo.</p>
<p>“Esse estudo mostra um padrão sistemático global do clima afetando os conflitos, e mostra isso ocorrendo agora mesmo. Dependemos do clima para muitas coisas”, comentou Solomon M. Hsiang, principal autor do estudo e PhD em desenvolvimento sustentável pelo Instituto da Terra da Universidade de Colúmbia, nos EUA.</p>
<p>“Se há desigualdade social, as pessoas são pobres, e há tensões subjacentes, parece possível que o clima possa ser a gota d’água. Quando as colheitas não são boas, as pessoas podem pegar em armas simplesmente para ganhar a vida”, completou o pesquisador.</p>
<p><span style="font-size: x-small;"><strong>(Instituto CarbonoBrasil)</strong></span></p>
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		</item>
		<item>
		<title>Ex-Chefe do IPCC diz: Preparem-se para um mundo 5°C mais quente</title>
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		<pubDate>Mon, 18 Feb 2013 12:55:25 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Henrique Andrade Camargo</dc:creator>
				<category><![CDATA[meio ambiente]]></category>
		<category><![CDATA[Notí­cias]]></category>
		<category><![CDATA[aquecimento global]]></category>
		<category><![CDATA[IPCC]]></category>
		<category><![CDATA[mudanças climáticas]]></category>
		<category><![CDATA[Robert Watson]]></category>

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		<description><![CDATA[Para Robert Watson, mundo perdeu a chance de manter as emissões de gases de efeito estufa abaixo do nível necessário para impedir um aumento de temperatura média superior a 2°C]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><span style="font-size: x-small;"><strong>Alex Kirby, da Rede de Notícias sobre Clima</strong></span></p>
<p>O mundo perdeu a chance de manter as emissões de gases de efeito estufa abaixo do nível necessário para impedir um aumento de temperatura média superior a 2°C, de acordo com o cientista britânico que foi chefe do <em>Intergovernmental Panel on Climate Change</em> (IPCC).</p>
<p>O cientista, professor Robert Watson, chefiou o IPCC de 1997 a 2002, quando foi pressionado a deixar seu posto pelos Estados Unidos.</p>
<p>Watson diz que há uma probabilidade de 50% de se evitar um aquecimento global superior a 3°C, comparado com o nível de temperatura no início da era industrial, mas isto significa que um aumento de 5°C também é possível, o que é mais que o aquecimento no final da última era de gelo.</p>
<p>Em um simpósio sobre prevenção global de doenças não-comunicáveis por meio de desenvolvimento econômico de baixo carbono, na Escola de Londres de Higiene e Medicina Tropical, ele disse: “Todas as promessas do mundo, que de qualquer forma tem pouca probabilidade de se realizarem, não vão nos dar um mundo com um aquecimento de apenas 2°C. Todas as evidências, na minha opinião, sugerem que estamos no caminho de um mundo de 3°C a 5°C mais quente. Algumas pessoas estão sugerindo que a saída do problema é através da geo-engenharia, intervindo no sistema de clima para moderar o aquecimento”.</p>
<p>“Estou muito, muito nervoso com isso”, ele disse. “Isto demonstra um nível de arrogância de que nós sabemos gerenciar nosso meio ambiente. Certamente precisaremos de muita pesquisa”.</p>
<p>Watson concluiu: “Existem soluções justas, que têm uma boa relação custo/eficácia, para abordar as mudanças de clima, mas há também necessidade de vontade política e uma forte liderança moral. As mudanças de políticas públicas, práticas e tecnologias necessárias não estão no cenário atual”.</p>
<p>Watson disse ao <em>Climate News Network </em><strong>(1)</strong>: “Vamos ter mais pessoas no mundo e elas serão mais afluentes, portanto, a demanda para mais energia certamente aumentará”.</p>
<p>“Parece que vamos obter imensas quantidades de gás de xisto. Isto pode ser uma ferramenta de transição útil: ele emite metade do carbono obtido do carvão. Mas isso não é uma solução de longo prazo, a não ser que você possa utilizar junto com Captura e Sequestro de Carbono (CCS) <strong>(2)</strong>. Estou otimista sobre a eficácia do CCS, mas ainda tem que ser demonstrado que ele pode funcionar, quais os custos  e penalidades consequentes”.</p>
<p>“Nós sabemos que não podemos eliminar a possibilidade de um aumento de temperatura de 5°C e precisamos começar a nos preparar para esta eventualidade”.</p>
<p>“Quando eu liderava o IPCC, nós estávamos todos bastante otimistas de que conseguiríamos um acordo global para limitar emissões, embora soubéssemos que seria difícil. Mas tínhamos a esperança de que as emissões não subiriam com a grande velocidade que assistimos agora”.</p>
<p>Um mundo 5°C mais quente hoje significa colheitas agrícolas em queda tanto nos países desenvolvidos quanto nos países em desenvolvimento, aumento do nível do mar ameaçando muitas cidades importantes e uma escassez significativa de água.</p>
<p>Maior número de espécies estariam diante da perspectiva de extinção (cada 1°C coloca cerca de 10% das espécies em risco de extinção), haveria eventos climáticos mais extremos e um risco crescente de grandes mudanças abruptas no sistema climático.</p>
<p>Watson foi destituído do comando do IPCC em 2002. O seminário “New Scientist” reportou que no ano anterior, pouco depois da posse do presidente dos Estados Unidos George W. Bush, um executivo de ExxonMobil escreveu à Casa Branca pedindo: “Agora podemos substituir Watson ao pedido dos Estados Unidos?”.</p>
<p>Watson agora é diretor do <em>Tyndall Centre for Climate Change Research </em><strong>(3)</strong>, na Universidade de East Anglia, no Reino Unido, e conselheiro científico chefe para o Governo Britânico, do departamento de Meio Ambiente, Alimentação e Assuntos Rurais.</p>
<p>Professor Andy Haines, ex-diretor da Escola de Londres de Higiene e Medicina Tropical, disse ao <em>Climate News Network</em>: “Não estamos fazendo muito progresso na área de mudanças de clima atualmente. Precisamos de mais argumentos combinando meio ambiente e saúde – cortando a queima de carvão, por exemplo, melhorando o acesso à energia limpa, andando a pé e usando bicicleta em vez de carros”.</p>
<p>“Nós precisamos olhar não somente a questão populacional, mas o modelo de consumo dos países desenvolvidos. Muitos grupos de interesse nesta área não querem entrar nesta estrada. Nós podemos mudar imputando custos às externalidades como, por exemplo, os efeitos adversos da poluição do ar”.</p>
<p>“Nós podemos abordar as desigualdades que são evidentes em áreas, como taxas de doenças do coração e nutrição. E precisamos influir nas metas de desenvolvimento sustentável das Nações Unidas para que sejam incluídos indicadores de saúde e meio ambiente”.</p>
<p>Andy disse no simpósio: “Os céticos de mudanças de clima receberam exposição demais. Os autores americanos Naomi Oreskes e Erik M. Conway explicam no seu livro ‘Mercadores de Dúvida’ a espantosa sobreposição na disseminação de desinformação entre alguns deles e membros do <em>lobby </em><strong>(4)</strong> de tabaco, que há poucos anos estavam negando qualquer relação entre tabaco e câncer”.</p>
<p><em>* Tradução: Morrow Gaines Campbell III, Vitae Civilis</em></p>
<p>________________________________</p>
<ol>
<li>Rede de Notícias sobre Clima</li>
<li><em>Carbon Capture and Sequestration</em>, Captura e Sequestro de Carbono em português. CCS é uma técnica de capturar CO² dos processos industriais e guarda-lo em depósitos subterrâneos.</li>
<li>Centro Tyndall para Pesquisa de Mudanças Climáticas</li>
<li>Grupo de interesse ou pressão</li>
</ol>
<p><span style="font-size: x-small;"><strong>(Vitae Civilis)</strong></span></p>
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		<title>Jovens mostram suas soluções para os desafios ambientais em conferência da ONU</title>
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		<pubDate>Fri, 15 Feb 2013 19:13:59 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Henrique Andrade Camargo</dc:creator>
				<category><![CDATA[Juventude e novas lideranças]]></category>
		<category><![CDATA[Notí­cias]]></category>
		<category><![CDATA[Salas Temáticas]]></category>
		<category><![CDATA[aquecimento global]]></category>
		<category><![CDATA[jovens]]></category>
		<category><![CDATA[juventude]]></category>
		<category><![CDATA[meio ambiente]]></category>
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		<category><![CDATA[PNUMA]]></category>
		<category><![CDATA[Sociedade]]></category>
		<category><![CDATA[Sustentabilidade]]></category>

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		<description><![CDATA["Governos, indústrias e demais agentes devem seguir o exemplo para garantir uma distribuição justa de recursos e uma trajetória sustentável para o mundo”, afirma o diretor executivo do Pnuma, Achim Steiner.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><span style="font-size: x-small;"><strong>EcoD</strong></span></p>
<p><a href="http://mercadoetico.terra.com.br/website/wp-content/uploads/2013/02/jovens_450.jpg"><img class="aligncenter size-full wp-image-68588" src="http://mercadoetico.terra.com.br/website/wp-content/uploads/2013/02/jovens_450.jpg" alt="" width="450" height="275" /></a></p>
<p>A Conferência Internacional da Juventude Tunza 2013 reúne, durante a terceira semana de fevereiro, cerca de 250 jovens de cem países, na sede do Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente (Pnuma), no Quênia.</p>
<p>O objetivo é que crianças e adolescentes compartilhem experiências e práticas sobre empreendedorismo, consumo e produção sustentáveis, combate ao desperdício de alimentos e outros aspectos do desenvolvimento sustentável, sob o tema Saúde e Meio Ambiente.</p>
<p>Segundo a organização, mais de 60% dos ecossistemas mundiais estão degradados, o que causa impactos negativos no acesso a água potável, alimentação saudável e saneamento básico, elementos essenciais para a saúde.</p>
<p>A exposição a compostos químicos poluentes e a inalação de fumaça proveniente de fogões improvisados também estão entre os principais problemas ambientais que causam doenças, e os jovens estão entre os que têm a saúde mais prejudicada pela degradação do meio ambiente, ainda de acordo com a ONU.</p>
<p><strong>Experiências</strong></p>
<p>As experiências dos jovens foram reunidas no documento <em>Tunza Acting for a Better World: GEO 5 for Youth</em>, lançado na abertura da conferência, em 11 de fevereiro. A publicação leva os preceitos do GEO 5 – Panorama Ambiental Global para jovens leitores e destaca exemplos simples e de baixo custo que podem ser replicados.</p>
<p>“O documento mostra que os jovens podem abrir novos caminhos na busca de soluções para os principais problemas ambientais do mundo. Governos, indústrias e demais agentes devem seguir o seu exemplo para garantir uma distribuição justa de recursos e uma trajetória sustentável para o mundo”, afirmou o diretor executivo do Pnuma e subsecretário-geral do ONU, Achim Steiner.</p>
<p><a href="http://unep.org/pdf/geo_for_youth.pdf" target="_blank"></a><span style="text-decoration: underline; color: #0000ff;"><strong><a href="http://unep.org/pdf/geo_for_youth.pdf" target="_blank">Conheça o documento na íntegra (em inglês)</a></strong></span></p>
<p><span style="font-size: x-small;"><strong>(EcoD)</strong></span></p>
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		<title>&#8221;Nunca existiu aquecimento global antropogênico&#8221;</title>
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		<pubDate>Thu, 14 Feb 2013 21:40:31 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Henrique Andrade Camargo</dc:creator>
				<category><![CDATA[meio ambiente]]></category>
		<category><![CDATA[Notí­cias]]></category>
		<category><![CDATA[antropocentrismo]]></category>
		<category><![CDATA[aquecimento global]]></category>
		<category><![CDATA[Luiz Carlos Molion]]></category>
		<category><![CDATA[mudanças climáticas]]></category>
		<category><![CDATA[Nordeste]]></category>

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		<description><![CDATA[Para cientista, há um interesse econômico dos países desenvolvidos por trás das mudanças climáticas]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><span style="font-size: x-small;"><strong>IHU On-Line</strong></span></p>
<p>&#8220;O Nordeste brasileiro é uma região semiárida por natureza. Anos chuvosos são exceção e não regra. Não há que se “combater” a aridez como vem sendo tentado há 500 anos. O que deve ser feito é encontrar soluções que se adaptem à região. Não é preciso reinventar a roda&#8221;, afirma o físico.</p>
<p>Luiz Carlos Molion é um cientista polêmico e diz que o aquecimento global antropogênico nunca existiu e que, por trás deste discurso, há um interesse econômico dos países desenvolvidos. “Nunca existiu aquecimento global antropogênico (AGA). O AGA é uma farsa e, por detrás dele, só existem interesses econômicos dos países desenvolvidos. O CO2 não controla o clima global. O CO2 não é vilão, não é tóxico ou poluente. O CO2 é o gás da vida. Quanto mais CO2 tiver no ar, maior será a produtividade das plantas. E o homem depende das plantas para sobreviver”, considera.</p>
<p>Em entrevista por e-mail à IHU On-Line, o professor falou sobre a previsão de estiagem para os próximos anos no Nordeste brasileiro relacionada a mudanças climáticas no oceano Pacífico e, também, sobre projeções climáticas para o semiárido da região.</p>
<p>Formado em física, Luiz Carlos Molion possui PhD em Meteorologia pela University of Wisconsin, pós-doutorado em Hidrologia de Florestas pelo Institute of Hydrology da Wallingford e é fellow do Wissenschftskolleg zu Berlin. Pesquisador Sênior aposentado do INPE/MCT, também atua como professor associado da Universidade Federal de Alagoas, professor visitante da Western Michigan University e professor de pós graduação da Universidade de Évora, Portugal.</p>
<p>Confira a entrevista.</p>
<p><strong>IHU On Line -</strong> <em>Segundo suas pesquisas, a região do Nordeste incluída no ecossistema do semiárido terá mais nove anos de estiagem, com chuvas abaixo da média. Quais as evidências que remetem a essa projeção?</em></p>
<p><strong>Luiz Carlos Molion &#8211; </strong>Eu não afirmei que o Nordeste do Brasil terá mais nove anos de estiagem. Eu disse que existe probabilidade de os Estados da costa leste do Nordeste terem chuvas um pouco abaixo da média (10% a 20%) de longo prazo durante os próximos nove a dez anos. Essa conclusão foi resultante da análise de 60 anos de dados observados de chuva e está baseada na variação da temperatura da superfície do Oceano Pacífico.</p>
<p><strong>IHU On Line -</strong> <em>Que relações o senhor estabelece entre as mudanças climáticas no oceano Pacífico e as mudanças climáticas na região Norte e Nordeste?</em></p>
<p><strong>Luiz Carlos Molion -</strong> O clima do Nordeste responde muito bem às mudanças de temperatura da superfície do oceano Pacífico tanto na escala interanual como na escala decadal. Na escala interanual (de dois a quatro anos), é o fenômeno El Niño que, em geral, produz secas no Nordeste e excesso de chuvas no Sul/Sudeste. Na escala decadal, as temperaturas das superfícies dos oceanos ficam mais aquecidas durante 25 a 30 anos e, em seguida, se resfriam durante outros 25 a 30 anos, um ciclo total de 50 a 60 anos. Quando o Pacífico se resfriou, entre 1946 e 1976, as chuvas se reduziram no Nordeste e os Estados da costa leste tiveram chuvas abaixo da média de longo prazo durante praticamente 11 anos consecutivos. Como o Pacífico está se resfriando atualmente, por analogia, eu sugeri que devemos nos prevenir e nos preparar para o pior cenário que foi o da década de 1950. Mas, pode não acontecer, porque o clima é muito variável e complexo.</p>
<p><strong>IHU On Line -</strong> <em>Atualmente, com os períodos de estiagem acentuados, já há muitas críticas à falta de investimento no semiárido brasileiro. O que é possível vislumbrar para a região em termos climáticos diante desta projeção de chuvas abaixo da média?</em></p>
<p><strong>Luiz Carlos Molion -</strong> O Nordeste brasileiro é uma região semiárida por natureza. Anos chuvosos são exceção e não regra. Não há que se “combater” a aridez como vem sendo tentado há 500 anos. O que deve ser feito é encontrar soluções que se adaptem à região. Não é preciso reinventar a roda. Por exemplo, na Califórnia (EUA), chove apenas 200 mm/ano e é o maior pomar do mundo. Petrolina está no Nordeste e é um polo de produção de frutas, irrigado. Não se ouve falar de seca em Petrolina. Ao contrário, uma área próspera e muito rica. Então, por que não estender essa solução para o restante do Nordeste?</p>
<p><strong>IHU On Line -</strong><em> Diante desta previsão de estiagem, que alternativas vislumbra para os sertanejos?</em></p>
<p><strong>Luiz Carlos Molion -</strong> O balanço hídrico do Nordeste brasileiro é deficitário. Chove pouco e a demanda evaporativa da atmosfera é alta. A única solução é levar, aduzir água para a região. A Califórnia teve um problema sério de secas entre 1895 e 1904. Tomaram a decisão e, em 1908, o rio Colorado já tinha sido desviado para dentro do Estado e, aos poucos, construíram mais de 14 mil quilômetros de canais de irrigação. Isso fez da Califórnia, o Estado de maior renda per capita dos EUA. A primeira vez que se falou sobre levar água do rio São Francisco foi em 1847, há 165 anos. E até hoje não resolveram o problema. Não existem soluções paliativas, tem que haver soluções definitivas e estruturais. Se não se aduzir água para a região, não há como resolver o problema. E uma redução do total de chuva, ou mesmo uma mudança em seu regime mensal, pode provocar grandes impactos sociais, pois a população é muito maior hoje que há 70 anos.</p>
<p><strong>IHU On Line -</strong> <em>De acordo com sua pesquisa, percebe-se uma variabilidade climática de tempos em tempos. Como o senhor vê, a partir disso, as discussões em torno das mudanças climáticas e do aquecimento global? Esses fenômenos de fato estão mais intensos por causa da ação humana? Há algo que se possa fazer para reverter esse processo?</em></p>
<p><strong>Luiz Carlos Molion -</strong> Houve um aquecimento natural entre 1976 e 1998, devido ao aquecimento do Pacífico e frequência maior de eventos El Niño que, normalmente, aumentam a temperatura global. Mas, esse aquecimento terminou em 1998 e estamos nos dirigindo inexoravelmente para um novo, ligeiro, resfriamento global. Nunca existiu aquecimento global antropogênico (AGA). O AGA é uma farsa e, por detrás dele, só existem interesses econômicos dos países desenvolvidos. O CO2 não controla o clima global. O CO2 não é vilão, não é tóxico ou poluente. O CO2 é o gás da vida. Quanto mais CO2 tiver no ar, maior será a produtividade das plantas. E o homem depende das plantas para sobreviver. O homem sente que o clima está mais quente, porque, no Brasil, por exemplo, 85% da população vivem nas grandes cidades. E o microclima urbano tem temperaturas 5 a 6 graus mais elevados que o clima rural. O homem tem capacidade de mudar seu microclima, por exemplo, quando substitui uma floresta nativa por uma selva de pedras. Mas, o homem só manipula 7% da superfície terrestre. Portanto, não pode interferir no clima global. Ou seja, a variabilidade do clima global é natural. Não há crise climática e não há nada para fazer, a menos deixar de jogar dinheiro fora tentando reduzir emissões de CO2. Esse dinheiro poderia ser mais bem utilizado, diminuindo a pobreza e a miséria existente no mundo, reduzindo as diferenças sociais existentes.</p>
<p><strong>IHU On Line -</strong> <em>O senhor diz que ao invés de um aquecimento global antropogênico (AGA), como o previsto pelo IPCC, haverá um resfriamento global. Quais as razões e por que se fala tanto em aquecimento global?</em></p>
<p><strong>Luiz Carlos Molion -</strong> O Oceano Pacífico cobre 35% da superfície terrestre. A atmosfera (clima) é aquecida por baixo, em contato com a superfície. Quando o Pacífico se resfria, o clima global se resfria como aconteceu entre 1946 e 1976. O Pacífico já se aqueceu entre 1976 e 1998, agora está se resfriando. Portanto, vamos para um resfriamento global e não aquecimento. O AGA é uma farsa e seu objetivo é reduzir as emissões de CO2, lembram-se, o gás da vida. Como 80% da matriz energética global depende do petróleo, gás natural e carvão mineral (combustíveis fósseis), reduzir as emissões de CO2, produto da queima dos combustíveis fósseis, significa gerar menos energia elétrica, a mola propulsora do desenvolvimento mundial. Menos energia, menor desenvolvimento, o que condenaria os países pobres à pobreza eterna e os ricos continuariam ainda mais ricos, explorando os pobres. Daí, se fala muito no AGA, principalmente com uma imprensa tendenciosa e conivente.</p>
<p><strong>IHU On Line </strong>- <em>Quais os efeitos possíveis do resfriamento global, que o senhor menciona?</em></p>
<p><strong>Luiz Carlos Molion -</strong> Um resfriamento global é ruim para todos. A História está cheia de exemplos, em que a Humanidade sempre prosperou com clima quente e regrediu, e civilizações até desapareceram, com clima frio. De maneira geral, esse novo ligeiro resfriamento entre 1999 e 2030 provocará uma pequena redução de chuvas na Amazônia e no Nordeste brasileiro. Nas regiões Sul e Sudeste, os invernos serão mais frios, com uma frequência maior de geadas severas, semelhantes as que ocorreram entre 1946 e 1976. Tais geadas poderão ocorrer fora de época, antecipadas (abril/maio) ou tardias (outubro/novembro). A frequência de veranicos entre janeiro-fevereiro também deve aumentar. Ambos, geadas e veranicos, contribuíram para redução de safras agrícolas no Sul/Sudeste.</p>
<p><strong>IHU On Line </strong>- <em>A partir das suas constatações, como avalia as Conferências do Clima da ONU?</em></p>
<p><strong>Luiz Carlos Molion &#8211; </strong>Infelizmente, como a ONU insiste no AGA, digo que tais Conferências das Partes (COP) são perda de tempo e de dinheiro. Não trouxeram nada de relevante até hoje como a Rio+20. E o último exemplo, em dezembro em Doha, Qatar, mostrou bem o que produziram as anteriores. Mas, são de grande interesse dos “executivos negociadores” que são muito bem pagos, com os impostos que os cidadãos recolhem.</p>
<p><strong>IHU On Line -</strong> <em>Deseja acrescentar algo?</em></p>
<p><strong>Luiz Carlos Molion -</strong> Há muita gente contra a erroneamente chamada “Transposição do São Francisco”. O Lago de Sobradinho tem uma superfície de 4.214 quilômetros quadrados em sua cota normal de operação. Esse lago, inserido no semiárido, perde cerca de 400 cúbicos por segundo, isso mesmo, 400 mil litros por segundo, por evaporação. Para se ter uma ideia do que isso representa, o mencionado rio Colorado (EUA), que transformou o deserto da Califórnia no maior pomar do mundo,  tem uma vazão média de 520 metros cúbicos por segundo. Ou seja, o lago de Sobradinho perde um rio Colorado inteiro por evaporação para a atmosfera. Bastaria reduzir de 4 metros de altura das comportas de Sobradinho para a área do lago encolher um terço e diminuir a perda de água por evaporação em 120 metros cúbicos por segundo, que poderiam ser “transpostos” para o Nordeste brasileiro, dando, assim, uma solução definitiva ao problema secular. O lago poderia ter um “reforço” com a transposição do rio Tocantins, em Barra (BA), à montante de Sobradinho. O Tocantins funcionaria como uma “torneira” para quando o São Francisco precisasse de água, em caso de seca nas serras de Minas Gerais. Soluções existem para o problema. Mas, será que existe interesse em resolvê-lo, ou é melhor manter o povo na ignorância e na pobreza para ser mais facilmente manipulado?</p>
<p><span style="font-size: x-small;"><strong>(IHU On Line)</strong></span></p>
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		<title>União Europeia pode dedicar 20% do seu orçamento para o clima</title>
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		<pubDate>Thu, 14 Feb 2013 10:16:43 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Henrique Andrade Camargo</dc:creator>
				<category><![CDATA[meio ambiente]]></category>
		<category><![CDATA[Notí­cias]]></category>
		<category><![CDATA[adaptação às mudanças climáticas]]></category>
		<category><![CDATA[energia renovável]]></category>
		<category><![CDATA[Europa]]></category>
		<category><![CDATA[mudanças climáticas]]></category>
		<category><![CDATA[União Européia]]></category>

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		<description><![CDATA[Os investimentos serão em tecnologias de melhoria da eficiência energética, fontes renováveis e adaptação às mudanças climáticas.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><span style="font-size: x-small;"><strong>Fernanda B. Mûller, do Instituto CarbonoBrasil</strong></span></p>
<p>Na sexta-feira, o Conselho da União Europeia aprovou o seu orçamento para o período 2014 -2020 e a surpresa é que 20% dos € 960 bilhões será dedicado à ação climática diretamente ou através de políticas específicas. A palavra final ainda precisa ser dada pelo Parlamento Europeu, que votará o acordo fechado nas  próximas semanas.</p>
<p>“Hoje é um dia incrivelmente importante para a Europa e para o combate às mudanças climáticas. Os chefes de estado e governos europeus aprovaram a sugestão da Comissão para dedicar no mínimo 20% de todo o orçamento da União Europeia para gastos relacionados ao clima”, comemorou a comissária para ação climática Connie Hedegaard.</p>
<p>O orçamento, além de ser uma fonte de financiamento, ajuda no direcionamento da tomada de decisão e coordenação política, sendo uma ferramenta crucial para que a UE consiga cumprir as ações planejadas como prioritárias na luta climática.</p>
<p>Os investimentos serão relacionados a tecnologias de melhoria da eficiência energética, fontes renováveis e infraestrutura relacionada, e adaptação às mudanças climáticas.</p>
<p>“Agora a ação climática será integrada em todas as principais áreas de gasto – coesão, inovação, infraestrutura, agricultura, etc”, explicou. “Se todas as outras grandes economias assumissem compromissos similares, teria um impacto muito significativo”.</p>
<p>Porém, representando meros 1% do PIB, críticos dizem que o orçamento mostra a crise em que se encontra o bloco e alegam ainda que cortes no fundo ambiental LIFE, nas políticas de auxilio a agricultura e na ajuda internacional ao desenvolvimento tornam o planejamento menos ‘amigável climaticamente’ do que deveria ser.</p>
<p>“O resultado é um duro golpe na esperança de tornar a Política Agrícola Comum mais verde e nos investimentos para o futuro sustentável da Europa”, declarou a Birdlife Europe.</p>
<p>A parte do orçamento sobre o fundo Life “está sendo reduzida apesar da sua alocação já ser marginal”, lamentou Ariel Brunner, chefe de políticas europeias da Birdlife. O acordo do conselho europeu corta os repasses para o Life de € 3,6 bilhões (proposta da Comissão Europeia) para € 3,4 bilhões.</p>
<p>“Interesses disfarçados agora lucram com o orçamento da União Europeia, enquanto as necessidades vitais dos cidadãos são ignoradas”, comentou Brunner.</p>
<p>O Instituto para Políticas Ambientais Europeias declarou que as notícias são mistas: as ações climáticas devem receber até € 27 bilhões ao ano, porém o Life pode perder até um quarto dos seus recursos.</p>
<p>“Há um ponto de interrogação sobre a escala do futuro do programa Life”, declarou a entidade.</p>
<p><span style="font-size: x-small;"><strong>(Instituto CarbonoBrasil)</strong></span></p>
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		<title>Obama endurece discurso e afirma que vai realizar ações climáticas</title>
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		<pubDate>Wed, 13 Feb 2013 13:31:00 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Henrique Andrade Camargo</dc:creator>
				<category><![CDATA[meio ambiente]]></category>
		<category><![CDATA[Notí­cias]]></category>
		<category><![CDATA[aquecimento global]]></category>
		<category><![CDATA[Barack Obama]]></category>
		<category><![CDATA[emissão de gases do efeito estufa]]></category>
		<category><![CDATA[Estados Unidos]]></category>
		<category><![CDATA[mudanças climáticas]]></category>

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		<description><![CDATA[No tradicional pronunciamento Estado da União, o presidente norte-americano declarou estar disposto a adotar, mesmo sem o apoio do Congresso, medidas para reduzir as emissões e prometeu incentivar as fontes renováveis]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><span style="font-size: x-small;"><strong>Fabiano Ávila, do Instituto CarbonoBrasil </strong></span></p>
<p>Com o nordeste dos Estados Unidos ainda sob a neve da tempestade Nemo, o mais recente evento climático extremo a atingir a região, que mal teve tempo de se recuperar da super tempestade Sandy, o presidente norte-americano dedicou boa parte do discurso Estado da União, realizado anualmente desde 1934, para as questões climáticas e energéticas.</p>
<p><iframe width="540" height="304" src="http://www.youtube.com/embed/2iylLN7xIyU" frameborder="0" allowfullscreen></iframe></p>
<p>“Precisamos fazer mais para combater as mudanças climáticas. É verdade que um único evento não aponta uma tendência, mas o fato é que os 12 anos mais quentes da história aconteceram nos últimos 50 anos. Ondas de calor, secas, incêndios e enchentes são agora mais intensos e frequentes. Podemos escolher acreditar que a super tempestade Sandy, a mais severa seca em décadas e os piores incêndios já registrados em alguns estados são apenas incidentes bizarros ou podemos escolher acreditar no julgamento esmagador da ciência e agir antes que seja tarde demais”, afirmou Obama.</p>
<p>O discurso assumiu então o tom de um ultimato, com o presidente deixando claro que, de um jeito ou de outro, as ações de mitigação e adaptação às mudanças climáticas sairão do papel.</p>
<p>“Se o Congresso não agir em breve para proteger as futuras gerações, eu vou. Irei pedir para meu gabinete para formular ações executivas que possamos tomar, agora e no futuro, para reduzir a poluição, preparar nossas comunidades para as consequências das mudanças climáticas e acelerar a transição para fontes mais sustentáveis de energia”, declarou.</p>
<p><strong>Renováveis</strong></p>
<p>Para conseguir limitar as emissões de gases do efeito estufa e ainda promover a geração de empregos e o crescimento econômico, a grande aposta de Obama são as fontes alternativas de energia.</p>
<p>“No ano passado, a energia eólica acrescentou quase metade de toda a nova capacidade elétrica nos Estados Unidos. Países como a China estão adotando estratégias de investir em todas as fontes, nós devemos fazer o mesmo”, disse.</p>
<p>Segundo a Associação de Energia Eólica dos Estados Unidos (AWEA), o setor instalou mais 13,1GW em 2012, um recorde anual, e elevou a geração eólica do país para 60GW.</p>
<p>O discurso de Obama veio acompanhado da expansão dos créditos para desenvolvedores de iniciativas renováveis.</p>
<p>Os Departamentos de Energia e do Tesouro confirmaram que mais US$ 150 milhões estarão disponíveis na forma de redução de impostos e serão destinados para empresas promovendo energias limpas ou tecnologias de eficiência energética.</p>
<p>“Desde 2009 esse programa tem dado apoio para as companhias norte-americanas ajudarem na nossa competitividade na corrida global por fontes limpas”, afirmou Steven Chu, que deixou na última semana o cargo de Secretário de Energia.</p>
<p>No entanto, Obama ainda segue disposto a investir também nos combustíveis fósseis para reduzir a dependência dos Estados Unidos das importações.</p>
<p>“Vou encorajar mais projetos de gás natural, responsáveis pela redução no preço dos combustíveis. Mas também quero trabalhar com o Congresso para promover as pesquisas para tornar as fontes tradicionais mais limpas e garantir a proteção de nosso ar e água”, afirmou.</p>
<p>O presidente norte-americano concluiu dizendo que vai criar um Fundo de Segurança Energética com os recursos do petróleo e gás para promover a eficiência energética, principalmente nos veículos.</p>
<p><span style="font-size: x-small;"><strong>(Instituto CarbonoBrasil)</strong></span></p>
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		</item>
		<item>
		<title>Diretora do FMI diz que as próximas gerações serão &#8220;tostadas&#8221; se não lidarmos com as mudanças do clima</title>
		<link>http://mercadoetico.terra.com.br/arquivo/diretora-do-fmi-diz-que-as-proximas-geracoes-serao-tostadas-se-nao-lidarmos-com-as-mudancas-do-clima/</link>
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		<pubDate>Fri, 08 Feb 2013 12:15:09 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Henrique Andrade Camargo</dc:creator>
				<category><![CDATA[Economia]]></category>
		<category><![CDATA[meio ambiente]]></category>
		<category><![CDATA[Notí­cias]]></category>
		<category><![CDATA[aquecimento global]]></category>
		<category><![CDATA[Christine Lagarde]]></category>
		<category><![CDATA[crescimento econômico]]></category>
		<category><![CDATA[Fórum Econômico Mundial]]></category>
		<category><![CDATA[mudanças climáticas]]></category>
		<category><![CDATA[Sustentabilidade]]></category>

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		<description><![CDATA[Christine Lagarde defende um crescimento verde que respeite a sustentabilidade ambiental]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><span style="font-size: x-small;"><strong>Fernanda B. Mûller, do Instituto CarbonoBrasil</strong></span></p>
<p>Durante um discurso no Fórum Econômico Mundial (FEM) de Davos, na semana passada, a diretora-geral do Fundo Monetário Internacional (FMI), Christine Lagarde, classificou as mudanças climáticas como o maior desafio econômico do século 21.</p>
<p>Ela defendeu a continuidade do crescimento econômico, porém disse que também é preciso &#8220;um crescimento verde que respeite a sustentabilidade ambiental&#8221;.</p>
<p>&#8220;Se não agirmos em relação às mudanças climáticas, as futuras gerações serão assadas, tostadas, fritas e grelhadas&#8221;, enfatizou.</p>
<p>Outra autoridade da economia global, o presidente do Banco Mundial, Jim Yong Kim,  também destacou a crise climática recentemente. Em um artigo publicado no jornal norte-americano Washington Post, Kim afirmou que as mudanças climáticas devem estar no topo da agenda internacional, pois o aquecimento do planeta põe em risco qualquer desenvolvimento que for conseguido em outros setores, inclusive o econômico.</p>
<p>Assuntos relacionados ao aquecimento global e suas consequências ganharam bastante  ênfase na pauta do Fórum Econômico Mundial de Davos. Cerca de 30 reuniões, ou 15% do programa, abordaram o tema.</p>
<p><span style="font-size: x-small;"><strong>(Instituto CarbonoBrasil)</strong></span></p>
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		<title>Principal economista da AIE alerta para os perigos de um aquecimento global de 4°C</title>
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		<pubDate>Fri, 08 Feb 2013 12:12:32 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Henrique Andrade Camargo</dc:creator>
				<category><![CDATA[meio ambiente]]></category>
		<category><![CDATA[Notí­cias]]></category>
		<category><![CDATA[aquecimento global]]></category>
		<category><![CDATA[mudanças climáticas]]></category>

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		<description><![CDATA[Fatih Birol declarou estar frustrado pela falta de interesse do setor privado com a questão]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><span style="font-size: x-small;"><strong>Fabiano Ávila, do Instituto CarbonoBrasil</strong></span></p>
<p><a href="http://mercadoetico.terra.com.br/website/wp-content/uploads/2013/02/aquecimento_termometro_250.jpg"><img class="alignleft size-full wp-image-68415" src="http://mercadoetico.terra.com.br/website/wp-content/uploads/2013/02/aquecimento_termometro_250.jpg" alt="" width="250" height="168" /></a>Fatih Birol, economista chefe da Agência Internacional de Energia (AIE), declarou nesta quarta-feira (6), em um evento em Londres, estar frustrado pela falta de interesse do setor privado com as mudanças climáticas e alertou que as empresas não deveriam ficar tão confortáveis com a ideia de um aquecimento global de 4°C.</p>
<p>“Para a minha surpresa, muitas pessoas durante as discussões climáticas no Fórum Econômico em Davos não se mostraram preocupadas com a atual trajetória de aquecimento do planeta, que nos levará a um aumento nas temperaturas médias de pelo menos 4oC até 2100”, afirmou Birol.</p>
<p>“4°C é melhor que 6°C, mas ainda assim é horrível. Entre as implicações dessa elevação da temperatura estão o aumento drástico na frequência dos eventos climáticos extremos, a subida do nível dos mares e a acidificação dos oceanos”, completou.</p>
<p>Birol chamou os subsídios dos combustíveis fósseis de “inimigo número um” do clima.</p>
<p>“Esse tipo de subsídio representa um incentivo para o uso de combustíveis prejudiciais ao meio ambiente. Dividindo os mais de US$ 500 bilhões anuais em subsídios entre os países, isso significa que hoje existe um incentivo de US$ 110 para o consumo de cada tonelada de carbono”, explicou.</p>
<p>Porém, o economista reconheceu que o alto preço do petróleo é uma ameaça para a recuperação econômica mundial. Segundo a AIE, o preço médio do barril em 2012 foi de US$ 112, o maior já registrado.</p>
<p>“O valor tão alto do barril é um perigo, especialmente para a União Europeia, onde os custos de importação de petróleo e gás já dificultam a saída da recessão. Existe a possibilidade de que esses custos possam subir para mais de US$ 200 bilhões em 2013”, finalizou.</p>
<p><span style="font-size: x-small;"><strong>(Instituto CarbonoBrasil)</strong></span></p>
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		<title>Departamento de Agricultura dos EUA reconhece ameaça das mudanças climáticas</title>
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		<pubDate>Thu, 07 Feb 2013 17:06:01 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Henrique Andrade Camargo</dc:creator>
				<category><![CDATA[meio ambiente]]></category>
		<category><![CDATA[Notí­cias]]></category>
		<category><![CDATA[agricultura]]></category>
		<category><![CDATA[aquecimento global]]></category>
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		<category><![CDATA[impactos ambientais]]></category>
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		<description><![CDATA[Relatório mostra que o aumento do CO2 na atmosfera, o aumento das temperaturas e a alteração na precipitação afetarão a produtividade das colheitas, já que podem mudar seus padrões de crescimento e amadurecimento. ]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><span style="font-size: x-small;"><strong>Jéssica Lipinski, do Instituto CarbonoBrasil</strong></span></p>
<p>Dois novos relatórios do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA) publicados nesta terça-feira (5) sugerem que as mudanças climáticas terão efeitos muito prejudiciais na agricultura e nas florestas norte-americanas.</p>
<p>Os documentos indicam como as mudanças climáticas estão afetando as fazendas, florestas, pastagens e comunidades rurais dos EUA, pois embora as alterações climáticas sempre tenham ocorrido e tanto a agricultura e as florestas norte-americanas até agora tenham se adaptado a essas transformações, o atual ritmo e intensidade com que as variações estão ocorrendo torna impossível que esses setores acompanhem essas rápidas mudanças.</p>
<p>“Esses relatórios apresentam os desafios que a agricultura e as florestas dos EUA enfrentarão nesse século com as mudanças climáticas globais. Eles nos dão um quadro para entender as implicações das mudanças climáticas a fim de atingir nossas futuras demandas por alimento, fibras e combustível”, comentou William Hohenstein, diretor do Escritório do Programa de Mudanças Climáticas so USDA.</p>
<p>O relatório sobre agricultura, por exemplo, mostra que o aumento do dióxido de carbono na atmosfera, o aumento das temperaturas e a alteração na precipitação afetarão a produtividade das colheitas, já que podem mudar seus padrões de crescimento e amadurecimento. Além disso, as mudanças climáticas poderão também exacerbar os fatores que já prejudicam as colheitas, como ervas daninhas, insetos e doenças.</p>
<p>Para se ter uma ideia, o documento aponta que, só para controlar o crescimento das ervas daninhas, que se desenvolvem mais à medida que a temperatura aumenta, os investimentos na agricultura para esse fim terão que subir para US$ 11 bilhões anuais.</p>
<p>As temperaturas devem aumentar entre um e dois graus Celsius no país até a metade do século, embora na região central, onde se concentra a produção agrícola dos EUA, a elevação possa chegar a 2-3ºC.</p>
<p>No entanto, há ações que podem minimizar o impacto das mudanças climáticas nas colheitas, como mudar o período e o local das práticas agrícolas e usar variedades de plantas que sejam mais resistentes a secas, doenças e calor.</p>
<p>Mesmo assim, a adaptação deve se tornar cada vez mais difícil e cara depois da metade do século, já que as temperaturas devem subir ainda mais, tornando a produtividade das colheitas e dos animais ainda mais imprevisível.</p>
<p>E as alterações podem não se restringir apenas à produtividade, já que, com a aceleração do crescimento e amadurecimento das colheitas, pode haver transformações inclusive nos níveis de nutrientes e água das plantas e produtos animais.</p>
<p>Já o relatório sobre as florestas afirma que os efeitos em curto prazo mais visíveis e significativos das mudanças climáticas nos ecossistemas norte-americanos serão causados por incêndios, insetos, aumento na mortalidade de árvores, alterações nas espécies endêmicas e surgimento de espécies invasoras, redução na qualidade da água e também a combinação de outros fatores de estresse.</p>
<p>De acordo com o documento, os incêndios devem aumentar em todo o território dos Estados Unidos, causando pelo menos o dobro de queimadas até a metade do século. “Esse é o resultado conservador. Não podemos simplesmente ficar para trás e deixar essas condições naturais ocorrerem”, observou Dave Cleaves, assessor de mudanças climáticas do Serviço Florestal do USDA.</p>
<p>No caso das florestas, os autores sugerem algumas práticas para reduzir os efeitos negativos das mudanças climáticas e até tirar vantagem das novas oportunidades, como identificar iniciativas de manejo que aumentem a resistência dos ecossistemas às mudanças climáticas, desenvolver e preservar espécies de animais e plantas que sejam tolerantes às novas condições e estabelecer novas abordagens para conservar os recursos de solo e água.</p>
<p><span style="font-size: x-small;"><strong>(Instituto CarbonoBrasil)</strong></span></p>
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		<title>Quando a corrupção afeta o meio ambiente</title>
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		<pubDate>Wed, 06 Feb 2013 17:20:51 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Henrique Andrade Camargo</dc:creator>
				<category><![CDATA[meio ambiente]]></category>
		<category><![CDATA[Notí­cias]]></category>
		<category><![CDATA[Argentina]]></category>
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		<category><![CDATA[mudanças climáticas]]></category>
		<category><![CDATA[poluição]]></category>

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		<description><![CDATA[A Transparência Internacional considera que a mudança climática, as florestas e a água são tópicos cruciais para detectar casos de corrupção, sobretudo em países em desenvolvimento onde os recursos naturais são abundantes e os econômicos escassos.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><span style="font-size: x-small;"><strong>Marcela Valente, da IPS</strong></span></p>
<p><span style="font-size: 13px; line-height: 19px;"><div class="img alignleft" style="width:200px;">
	<img src="http://envolverde.com.br/portal/wp-content/uploads/2013/02/Bacia.jpg?9d7bd4" alt="" width="200" height="300" />
	<div>A Bacia Matanza-Riachuelo continua contaminada, apesar da decisão judicial sobre seu saneamento./ Foto: Malena Bystrowicz /IPS</div>
</div>Dois escândalos de corrupção, um deles originado na Espanha, alertam para a reiterada relação, na Argentina, entre o uso de investimentos irregulares, o aproveitamento espúrio de projetos de melhorias ambientais e planos que contribuem para a deterioração dos recursos naturais. A organização Transparência Internacional considera que a mudança climática, as florestas e a água são tópicos cruciais para detectar casos de corrupção, sobretudo em países em desenvolvimento onde os recursos naturais são abundantes e os econômicos escassos.</span></p>
<p>A justiça espanhola investiga um caso de corrupção que envolve Luis Bárcenas, gerente e depois tesoureiro do governante Partido Popular (PP) entre 1993 e 2009. O escândalo tem um capítulo argentino, estreitamente vinculado com o avanço sobre as florestas nativas que deveriam ser protegidas. Um dos proprietários de La Moraleja, estabelecimento agrícola de 30 mil hectares na província de Salta, é o espanhol Ángel Sanchís, tesoureiro do PP entre 1982 e 1987, e na mira da justiça de seu país por estreitos vínculos com Bárcenas.</p>
<p>A justiça espanhola informou em janeiro que Bárcenas tinha pelo menos uma conta na Suíça, no valor de US$ 29,8 milhões, da qual, segundo vazou da investigação, foram desviados fundos para uma empresa ligada a La Moraleja, e suspeita-se que também chegaram à própria fazenda, embora a família Sanchís desminta. Também no mês passado, o responsável por florestas no Greenpeace Espanha, Miguel Ángel Soto, contou que, em 2004, Sanchís pediu à organização que avalizasse seu projeto de reflorestamento com madeiras exóticas em Salta, e ofereceu “uma gratificação” em troca.</p>
<p>Soto contou que Sanchís explicou que sua propriedade na Argentina tinha apenas 12 mil hectares produtivos e que, por isso, queria desmatar e produzir, em troca, madeiras “nobres”, como teca, cerejeira e mogno. Contudo, a área era de alto valor de conservação, segundo a organização. O Greenpeace Argentina estava naquele momento fazendo intensa campanha em defesa das florestas nativas de Salta, onde a expansão da soja e de outros cultivos arrasava a floresta e a sobrevivência de povos originários da região.</p>
<p>A ação da organização ambientalista havia começado com a denúncia da venda de uma reserva provincial em Pizarro, localidade perto de La Moraleja. O então governador de Salta, o direitista Juan Carlos Romero, que visitava com frequência a fazenda, considerava que a reserva estava deteriorada. A denúncia por desmontes finalmente derivou na promulgação, em novembro de 2007, da Lei 26.331 de Orçamentos Mínimos de Proteção Ambiental das Florestas Nativas, a qual estabelece que cada província, mediante um ordenamento territorial, define áreas de alto, médio ou baixo valor de conservação, marcadas como vermelha, amarela e verde, respectivamente.</p>
<p>Hernán Giardini, encarregado da campanha do Greenpeace, disse à IPS que La Moraleja está em uma área de transição entre a floresta do Chaco, ao leste, e a selva de Yungas, a oeste, com espécies de ambas as regiões. “Resta muito pouco da floresta de transição em Salta, e justo quando termina a gestão desse governo provincial e a lei já estava aprovada, as autorizações de desmonte são multiplicadas por cinco”, inclusive em La Moraleja, que é toda zona vermelha, denunciou.</p>
<p>Segundo o Greenpeace pôde constatar, os proprietários do estabelecimento rural obtiveram autorizações para o desmonte de 5.900 hectares em dezembro de 2007, dias depois de sancionada a lei que proíbe essa prática. No mesmo ano, foi autorizado o desmatamento de 435 mil hectares nessa província. Os dados constam do informe Monitoramento de Desmatamento nas Florestas Nativas da Região do Chaco Argentino, publicado no final de 2012 pela não governamental Rede Agroflorestal Chaco Argentina, que indica que em Salta foram cortados dois milhões de hectares de florestas nativas entre 1976 e 2012.</p>
<p>“Os dados nos indicam que a Lei de Florestas não teve um impacto significativo para uma queda na taxa de desmontes em Salta nos anos imediatamente posteriores à sua sanção”, conclui o documento. Também ressalta que o mais afetado é o departamento de Anta, onde fica La Moraleja, que representa 40% do desmatamento da província. Giardini explicou à IPS que ele nunca pôde comprovar versões que surgiram de que Romero emitia autorizações em troca de dinheiro, mas conseguiu comprovar a aceleração das permissões quando a lei já era uma decisão tomada.</p>
<p>Romero governou Salta por três mandatos consecutivos (1995-2007) e atualmente é senador. Pertence à ala do governante Partido Justicialista que confronta a presidente, Cristina Fernández, que lidera o setor centro-esquerdista Frente para a Vitória.</p>
<p><strong>Bacia contaminada pela justiça</strong></p>
<p>Outro caso emblemático que envolve a corrupção na deterioração do meio ambiente é o do projeto de saneamento da bacia do rio que percorre 64 quilometres desde o nordeste da província de Buenos Aires, onde se chama Matanza, até servir de limite com a capital argentina, onde passa a se chamar Riachuelo. “A corrupção deve ser considerada uma fonte a mais de contaminação da Bacia Matanza-Riachuelo”, disse à IPS o ativista Andrés Nápoli, da Fundação Meio Ambiente e Recursos Naturais.</p>
<p>A Suprema Corte de Justiça determinou, em 2007, o saneamento da bacia, a mais contaminada do país, a mitigação dos danos e a melhoria da qualidade de vida dos moradores que vivem nas ribeiras do afluente que desemboca no Rio da Prata. Para avançar com esse plano foi criada a Autoridade da Bacia Matanza-Riachuelo, com representantes da Cidade Autônoma de Buenos Aires, de 14 distritos da província de mesmo nome e do governo nacional.</p>
<p>As organizações ambientalistas afirmam que o plano conseguiu melhorias gerais, embora ainda restem numerosas medidas para cumprir a sentença. Entretanto, no final de 2012, chegou à decepção, quando o jornal Página/12 informou sobre supostos atos de corrupção do juiz Luis Armella, encarregado de executar a sentença. A publicação dizia que familiares do magistrado criaram empresas que se beneficiavam de contratos de obras de saneamento sem licitação, alegando sua urgência.</p>
<p>O tribunal remanejou Armella e dividiu a competência entre dois novos juízes: Sergio Torres e Jorge Rodríguez. A Auditoria Geral da Nação ratificou as denúncias mediante uma investigação independente, enquanto o Conselho da Magistratura investiga se Armella deve ser destituído do cargo de juiz. “Foi uma surpresa para nós e um grande custo para a credibilidade obtida com a intervenção do tribunal”, afirmou Nápoli. A Bacia tem o estigma de contaminação, desídia e corrupção, e agora a atuação irregular de Armella parece confirmar esse destino, lamentou.</p>
<p>Nápoli recordou, por exemplo, que o Banco Interamericano de Desenvolvimento concedeu, na década de 1990, um empréstimo de US$ 250 milhões para um plano anterior de saneamento do Riachuelo, e que esse dinheiro “não teve nenhum destino” salvo o de incrementar a dívida pública da Argentina. O Greepenace Argentina jogou sal na ferida, quando, no dia 3, lançou uma campanha para denunciar que a contaminação da Bacia Matanza-Riachuelo se mantém em níveis iguais aos de cinco anos atrás e a toxicidade de sua água continua muito alta.</p>
<p><span style="font-size: x-small;"><strong>(Envolverde/IPS)</strong></span></p>
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		<title>Presidente da Comissão Europeia pede por redução de 40% nas emissões da UE até 2030</title>
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		<pubDate>Fri, 01 Feb 2013 17:59:37 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Henrique Andrade Camargo</dc:creator>
				<category><![CDATA[meio ambiente]]></category>
		<category><![CDATA[Notí­cias]]></category>
		<category><![CDATA[aquecimento global]]></category>
		<category><![CDATA[José Manuel Barroso]]></category>
		<category><![CDATA[mudanças climáticas]]></category>
		<category><![CDATA[União Européia]]></category>

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		<description><![CDATA[José Manuel Barroso admite que a meta atual de 20% de cortes até 2020 é insuficiente para conter o aquecimento global satisfatoriamente.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><span style="font-size: x-small;"><strong><span style="line-height: 19px;">Jéssica Lipinski, do Instituto CarbonoBrasil</span></strong></span></p>
<p>O atual presidente da Comissão Europeia (CE), José Manuel Barroso, declarou nesta quinta-feira (31), na Conferência R20 na Áustria, que a União Europeia tem capacidade para aumentar suas metas de redução de emissões para as próximas décadas.</p>
<p>Segundo ele, os atuais objetivos de diminuição de gases do efeito estufa (GEEs) poderiam ser aumentados para 30% até 2020 e para 40% até 2030. Para o presidente da CE, a meta atual de 20% de cortes até 2020 é insuficiente para conter o aquecimento global satisfatoriamente.</p>
<p>“Até 2030 as emissões de gases do efeito estufa precisam ser reduzidas em 40% para estarem no caminho certo em busca da meta firmada de restringir o aquecimento atmosférico a 2ºC”, comentou Barroso.</p>
<p>Ele também afirmou que o desenvolvimento de uma economia mais sustentável poderia ser uma solução para a recessão econômica que atingiu a zona do euro, já que 4,8 milhões de empregos seriam criados se a União Europeia atingisse suas metas de eficiência energética.</p>
<p>“Há argumentos econômicos claros para os ‘investimentos verdes’. Os termos ‘verde’ e ‘crescimento’ não estão em contradição. O mercado global para tecnologias verdes vale um trilhão de euros por ano, e esperamos dobrar ou mesmo triplicar até 2020”, observou o presidente da CE.</p>
<p>No entanto, aumentar essas metas de redução de emissões pode não ser tão fácil, já que muitos países do bloco, principalmente os do Leste Europeu, que dependem grandemente das fontes fósseis para gerarem sua energia, são contrários a isso, alegando que o aumento das metas pode prejudicar suas economias.</p>
<p>Mas não é apenas Barroso que defende o aumento das metas de redução e o investimento em tecnologias verdes. Outros participantes da Conferência R20 de Viena, cujo tema deste ano é ‘Implementando o Futuro de Energia Sustentável’, também apoiam a ideia.</p>
<p>No evento, o ex-governador da Califórnia Arnold Schwarzenegger, a Organização das Nações Unidas para o Desenvolvimento Industrial, o Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento, o Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente, a Assembleia das Regiões Europeias e o Fundo Sustentabilidade Nobel pretendem demonstrar, através de exemplos concretos, que a transformação do sistema de energia em nível sub-nacional é um passo essencial para uma mudança no paradigma da economia verde.</p>
<p>A conferência acontece entre os dias 31 de janeiro e 1º de fevereiro.</p>
<p><span style="font-size: x-small;"><strong>(Instituto CarbonoBrasil)</strong></span></p>
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		<title>Janeiro marcado por extremos climáticos faz australianos refletirem sobre aquecimento global</title>
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		<pubDate>Wed, 30 Jan 2013 13:56:03 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Henrique Andrade Camargo</dc:creator>
				<category><![CDATA[meio ambiente]]></category>
		<category><![CDATA[Notí­cias]]></category>
		<category><![CDATA[aquecimento global]]></category>
		<category><![CDATA[Austrália]]></category>
		<category><![CDATA[eventos climáticos extremos]]></category>
		<category><![CDATA[mudanças climáticas]]></category>

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		<description><![CDATA["Secas, ondas de calor, chuvas e ciclones ficarão mais intensos. A ciência vem dizendo isso há anos e agora estamos vendo acontecer”, aponta Jon Nott, climatologista da Universidade James Cook]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><span style="font-size: x-small;"><strong>Fabiano Ávila, do Instituto CarbonoBrasil</strong></span></p>
<p>Nas primeiras duas semanas deste ano, a Austrália enfrentou uma onda de calor com temperaturas acima dos 45°C e que resultou em milhares de incêndios, provocando dezenas de mortes e milhões em prejuízos.</p>
<p>Agora, apenas uma semana após o fim do extremo de calor, o país está sendo assolado por enchentes e chuvas torrenciais que já causaram quatro mortes e, novamente, enormes perdas econômicas.</p>
<p>Como era de se esperar, diante de um mês como foi janeiro, o tema das mudanças climáticas passou a ser o assunto do momento na Austrália, com políticos, imprensa e a própria população se engajando no debate.</p>
<p>“A frequência dos eventos extremos aumentará. Secas, ondas de calor, chuvas e ciclones ficarão mais intensos. A ciência vem dizendo isso há anos e agora estamos vendo acontecer. Com relação aos ciclones, que são a causa para as enchentes atuais, a previsão é que diminuam em quantidade, mas que fiquem mais fortes e até 20% mais úmidos”, afirmou Jon Nott, climatologista da Universidade James Cook, em uma de suas muitas aparições na mídia australiana nesta semana.</p>
<p>Outro pesquisador bastante citado é o ecologista Lesley Hughes, da Universidade Macquarie, autor da análise “A biodiversidade do Hemisfério Sul em um clima em transformação: 2050 e além”.</p>
<p>“Em 2050, podemos esperar temperaturas até 4oC acima da média, com impactos imensos para todas as formas de vida. A noção de que ainda podemos limitar esse aquecimento a apenas 2oC é uma fantasia”, declarou Hughes.</p>
<p>Entre os políticos, o consenso está longe de ser alcançado. Além das divergências em se responsabilizar as mudanças climáticas, existem grandes conflitos sobre o que fazer para deixar a Austrália mais preparada para os eventos extremos.</p>
<p>O país é um grande produtor de carvão, por isso muitos políticos, em especial os conservadores, que formam a atual oposição, são contrários a medidas do estilo de uma taxa de carbono, que aliás já está em funcionamento.</p>
<p>“Não vamos transformar este desastre [as enchentes], que prejudicou tantas propriedades, em mais um debate politicamente correto sobre mudanças climáticas. Deixem-me em paz”, declarou Barry O&#8217;Farrell, premier de Nova Gales do Sul e um dos líderes da oposição na Austrália.</p>
<p>Essa postura demonstra bem o que defendem os conservadores australianos, que preferem o governo gastando com medidas objetivas, como a construção de diques, a ações de longo prazo baseadas no que chamam de “ciência duvidosa”.</p>
<p>A líder do Partido Verde, a senadora Christine Milne, acusou a posição dos conservadores de irresponsável.</p>
<p>“Eles precisam entender que estão colocando em risco a vida das pessoas ao expor comunidades aos eventos climáticos extremos. Precisamos ser realistas sobre a situação que estamos enfrentando devido às mudanças climáticas”, afirmou Milne.</p>
<p>A primeira-ministra Julia Gillard, criadora da taxa sobre as emissões de gases do efeito estufa e do futuro mercado de carbono, convocou nesta quarta-feira eleições nacionais para o dia 14 de setembro.</p>
<p>Será o momento de os australianos decidirem se preferem um governo com políticas climáticas ambiciosas a um que negue o aquecimento global. O líder da oposição, Tony Abbott, afirmou que, se eleitos, os conservadores acabarão com a taxa sobre as emissões.</p>
<p>Para Hughes, é muito frustrante ver que tantas pessoas ainda não entenderam a urgência da situação. “Apesar do alto nível de consenso entre os cientistas sobre a real ameaça das mudanças climáticas, ainda existem aqueles que se fazem de cegos. O aquecimento global representa um risco para a humanidade, assim como para muitas espécies de animais e plantas.”</p>
<p><span style="font-size: x-small;"><strong>(Instituto CarbonoBrasil)</strong></span></p>
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		<title>Árvores amazônicas já sobreviveram a extremos climáticos, afirma estudo</title>
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		<pubDate>Mon, 28 Jan 2013 18:50:06 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Henrique Andrade Camargo</dc:creator>
				<category><![CDATA[meio ambiente]]></category>
		<category><![CDATA[Notí­cias]]></category>
		<category><![CDATA[Amazônia]]></category>
		<category><![CDATA[aquecimento global]]></category>
		<category><![CDATA[florestas]]></category>
		<category><![CDATA[IPCC]]></category>
		<category><![CDATA[mudanças climáticas]]></category>

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		<description><![CDATA[Por volta de 3 milhões de anos atrás, as temperaturas na região amazônica eram similares às que o IPCC projeta para 2100. Mesmo assim, a floresta sobreviveu.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><span style="font-size: x-small;"><strong>Fabiano Ávila, do Instituto CarbonoBrasil</strong></span></p>
<p><a href="http://mercadoetico.terra.com.br/website/wp-content/uploads/2013/01/amazonia_b_250.jpg"><img class="alignleft size-full wp-image-67830" src="http://mercadoetico.terra.com.br/website/wp-content/uploads/2013/01/amazonia_b_250.jpg" alt="" width="250" height="168" /></a>Na semana passada, a NASA alertou que já era possível ver a degradação da Floresta Amazônica causada pelo aumento da frequência das secas, o que, por sua vez, seria uma das consequências do aquecimento global.</p>
<p>Porém, agora um novo estudo afirma que as espécies que formam a floresta são muito mais antigas do que se pensava e, por isso, já teriam atravessado e sobrevivido períodos climáticos extremos.</p>
<p>Publicado no periódico  <em>Ecology and Evolution</em>, o trabalho aponta que há registros fósseis de árvores ainda existentes que chegam a 15 milhões de anos, sendo que a maioria das espécies da Amazônia estaria na faixa dos 2,6 milhões a 5,6 milhões de anos. Isso é acima da idade estimada anteriormente, que afirmava que as espécies não superavam os dois milhões de anos.</p>
<p>Segundo o estudo, durante a época chamada de Plioceno, a última fase do período Neogeno, por volta de três milhões de anos atrás, as temperaturas na região amazônica eram similares às que o Painel Intergovernamental sobre Mudanças Climáticas (IPCC) projeta para 2100. E que mesmo assim, a floresta sobreviveu.</p>
<p>“Nosso estudo proporciona uma perspectiva histórica da tolerância das árvores ao calor e demostra que muitas espécies da Amazônia moderna são o suficientemente antigas para haver sobrevivido a muitas transformações climáticas importantes”, explicou Christopher Dick, biólogo evolucionista da Universidade de Michigan e líder do estudo.</p>
<p>Uma das conclusões do trabalho é que, ao contrário do que afirmam muitas simulações atuais, a floresta sobreviveria ao aquecimento global.</p>
<p>Mas o texto deixa claro que o conjunto de perigos para a floresta, como o aumento das atividades humanas diretas, resultando em desmatamento e fragmentação, é uma ameaça real e importante para a Amazônia e deve ser evitado.</p>
<p>“As políticas de conservação devem ter como grande objetivo minimizar os impactos do homem na floresta”, concluiu Dick.</p>
<p><span style="font-size: x-small;"><strong>(Instituto CarbonoBrasil)</strong></span></p>
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		<title>Força-tarefa buscará criar políticas para combater mudanças climáticas</title>
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		<pubDate>Mon, 28 Jan 2013 16:43:23 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Henrique Andrade Camargo</dc:creator>
				<category><![CDATA[meio ambiente]]></category>
		<category><![CDATA[Notí­cias]]></category>
		<category><![CDATA[aquecimento global]]></category>
		<category><![CDATA[Estados Unidos]]></category>
		<category><![CDATA[mudanças climáticas]]></category>

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		<description><![CDATA[Ação tem como objetivo chamar a atenção do Congresso e do público para o desenvolvimento de políticas para lidar com o fenômeno]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><span style="font-size: x-small;"><strong>Jéssica Lipinski, do Instituto CarbonoBrasil</strong></span></p>
<p>O deputado Henry Waxman, da Califórnia, e o senador Sheldon Whitehouse, de Rhode Island, ambos democratas, anunciaram na última sexta-feira (24) o estabelecimento de uma força-tarefa que atuará tanto na Câmara dos Deputados quanto no Senado para enfrentar as mudanças climáticas.</p>
<p>A ação tem como objetivo chamar a atenção do Congresso e do público para o desenvolvimento de políticas para lidar com o fenômeno. O deputado e o senador, que atuam respectivamente no Comitê da Câmara de Energia e Comércio e no Subcomitê de Supervisão para o Meio Ambiente do Senado, co-presidenciarão a iniciativa, e pedem a participação de todos os congressistas norte-americanos.</p>
<p>“O Congresso e o público precisam entender que os impactos das mudanças climáticas estão saindo pior do que o esperado e nossa janela para agir está fechando. Essa ameaça não está esperando até que estejamos prontos para lidar com ela”, comentou Waxman.</p>
<p>A primeira atitude da força-tarefa foi mandar uma carta ao presidente Barack Obama, comemorando o reconhecimento das mudanças climáticas em seu discurso de posse.</p>
<p>Os congressistas pressionaram o presidente norte-americano a agir rapidamente para solucionar o problema, usando sua autoridade para criar e estimular a redução das emissões, pesquisas em energia limpa e o desenvolvimento de estratégias de mitigação.</p>
<p>“Nós no Congresso precisamos da sua liderança acima de tudo. Praticamente todos os Republicanos no Congresso se opuseram a uma legislação climática abrangente no 11º Congresso, e eles votaram para tirar da EPA [Agência de Proteção Ambiental norte-americana] a autoridade regulatória no último [ano]”, escreveram os legisladores.</p>
<p>Por enquanto, a força-tarefa está se focando na via administrativa, mas não descarta a pressão por uma nova legislação climática. Waxman também defende a criação de um imposto sobre as emissões de CO2.</p>
<p>“Acredito pessoalmente que se tentarmos colocar um preço no carbono, podemos ajudar a resolver o problema aparentemente intratável do aquecimento global e ao mesmo tempo ajudar a resolver o problema aparentemente intratável do déficit orçamentário”, opinou o deputado.</p>
<p>Os congressistas também afirmaram que mobilizar o público a tomar iniciativas é um elemento essencial do trabalho da força-tarefa. “Sabemos que uma legislação de carbono significativa não passará nesse Congresso sob o atual status quo – de um Congresso rodeado e barricado por interesses especiais de poluidores e organizações falsas criadas por poluidores para parecerem organizações científicas legítimas”, observou Whitehouse.</p>
<p>“Então um novo fator tem que ser trazido para essa equação, e isso é o entendimento óbvio, um entendimento claro e atual do público norte-americano, de que isso é algo sobre o qual temos que fazer algo a respeito. E pretendemos atingir o público norte-americano, e pretendemos atingir diferentes elementos e grupos do público, garantir que eles venham e forcem o caminho através dessas barricadas de negação”, concluiu o senador.</p>
<p><span style="font-size: x-small;"><strong>(Instituto CarbonoBrasil)</strong></span></p>
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		<title>Rússia lidera bloco de países que prometem retaliação ao Protocolo de Quioto</title>
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		<pubDate>Mon, 28 Jan 2013 16:38:19 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Henrique Andrade Camargo</dc:creator>
				<category><![CDATA[meio ambiente]]></category>
		<category><![CDATA[Notí­cias]]></category>
		<category><![CDATA[aquecimento global]]></category>
		<category><![CDATA[mudanças climáticas]]></category>

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		<description><![CDATA[Já existe uma corrente de analistas que alegam que a Rússia está tumultuando as negociações climáticas porque seria um dos países que mais terão vantagem com o aquecimento do planeta.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><span style="font-size: x-small;"><strong>Fabiano Ávila, do Instituto CarbonoBrasil</strong></span></p>
<p>Durante a última conferência do clima das Nações Unidas (COP 18), realizada no Catar em dezembro de 2012, foi aprovada a extensão do Protocolo de Quioto para até 2020, mas o texto final do documento teria pego de surpresa os negociadores de alguns países do Leste Europeu, que acabaram assumindo metas mais severas do que gostariam.</p>
<p>Ainda com a COP 18 em andamento, o principal negociador russo teria feito protestos, pedindo mais tempo para analisar o texto, mas foi ignorado e a extensão acabou aprovada. Para Oleg Shamanov, o que houve foi uma &#8220;violação absolutamente óbvia do procedimento&#8221;.</p>
<p>Neste fim de semana, representantes da Rússia, Bielorrússia, Ucrânia e Cazaquistão se encontraram e chegaram a um consenso de que é preciso adotar uma série de medidas radicais em resposta ao que aconteceu na COP 18 e ao próprio Protocolo de Quioto.</p>
<p>“Para nós, não há o menor sentido aceitar a emenda que nos foi imposta de maneira tão grosseira. Essa ação não pode ficar sem resposta. Precisamos adotar ações radicais para acabar com esse tipo de tendência negativa nas negociações internacionais, que pode inclusive acabar com todo o processo e com as chances de uma acordo climático global”, declarou Shamanov.</p>
<p>Segundo o novo texto de Quioto, do qual a Rússia não é signatária, as ex-colônias soviéticas ficaram com a meta de não ultrapassar até 2020 a quantidade de emissões de gases do efeito estufa registrada entre 2008 e 2010. Os países, no entanto, alegam que esse período abrange justamente a época mais grave da recente crise econômica, quando as emissões estavam muito abaixo do normal.</p>
<p>Ainda não foram detalhadas as retaliações que serão adotadas.</p>
<p><strong>Rússia lucra com as mudanças climáticas</strong></p>
<p>Já existe uma corrente de analistas que alegam que a Rússia está tumultuando as negociações climáticas porque seria um dos países que mais terão vantagem com o aquecimento do planeta.</p>
<p>Além das novas rotas comerciais que já começaram a se abrir por causa do degelo do Ártico, a Rússia teria um acesso muito mais fácil a toda a riqueza mineral, incluindo petróleo, presente no extremo norte.</p>
<p>De acordo com o Conselho Nacional de Inteligência dos Estados Unidos, “nenhum país terá tantos benefícios ao ver a elevação das temperaturas quanto a Rússia, que possui a maior parte de seu território apresentando temperaturas médias anuais abaixo de 0oC”.</p>
<p>Segundo o Conselho, com o degelo da chamada camada de permafrost, o solo congelado que fica na superfície de regiões como a Sibéria, ficaria até 33% mais barato extrair estanho, ouro, cobalto, cobre, níquel, diamantes e, é claro, petróleo e gás. Haveriam ainda ganhos imensos na produção agrícola.</p>
<p>Um representante do Ministério de Recursos Naturais da Rússia já teria reconhecido essa vantagem das mudanças climáticas para a sua nação. “Não estamos em pânico, o aquecimento global não é uma catástrofe para nós como é para outros países. Se prestarmos atenção, podemos até nos beneficiar dele”, disse Rinat Gizatullin à BBC.</p>
<p>A Rússia é o quarto maior emissor de gases do efeito estufa do planeta e sem o compromisso deles, qualquer acordo climático acabará não sendo forte o suficiente.</p>
<p><span style="font-size: x-small;"><strong>(Instituto CarbonoBrasil)</strong></span></p>
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		<title>Calor emitido por cidades pode alterar padrões climáticos</title>
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		<pubDate>Mon, 28 Jan 2013 16:19:47 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Henrique Andrade Camargo</dc:creator>
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		<category><![CDATA[Notí­cias]]></category>
		<category><![CDATA[aquecimento global]]></category>
		<category><![CDATA[cidades]]></category>
		<category><![CDATA[ilha de calor]]></category>
		<category><![CDATA[mudanças climáticas]]></category>

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		<description><![CDATA[Área de influência poderia se expandir a milhares de quilômetros de distância]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><span style="font-size: x-small;"><strong>Jéssica Lipinski, do Instituto CarbonoBrasil</strong></span></p>
<p><a href="http://mercadoetico.terra.com.br/website/wp-content/uploads/2013/01/aquecimento_termometro_2502.jpg"><img class="alignleft size-full wp-image-67815" src="http://mercadoetico.terra.com.br/website/wp-content/uploads/2013/01/aquecimento_termometro_2502.jpg" alt="" width="250" height="168" /></a>As ilhas de calor urbano (ICUs) são um fenômeno já bem conhecido pelos cientistas climáticos: as alterações na paisagem natural, bem como as atividades humanas, fazem com que mais calor seja produzido nas cidades, o que pode fazer com que a região seja até 5ºC mais quente do que as áreas mais distantes do perímetro urbano.</p>
<p>No entanto, uma nova pesquisa realizada por uma equipe da Instituição Scripps de Oceanografia e do Centro Nacional para Pesquisa Atmosférica dos Estados Unidos revelou que esse calor gerado nas cidades não afeta apenas a temperatura do perímetro urbano e suas proximidades, mas pode alterar sistemas climáticos a milhares de quilômetros de distância e em diferentes épocas.</p>
<p>Segundo a análise, publicada neste domingo no periódico Nature Climate Change, as mudanças causadas pelo calor gerado em áreas urbanas do Hemisfério Norte pode levar a até 1ºC de aquecimento no inverno.</p>
<p>Para chegar a essa conclusão, Guang Zhang, líder do estudo, e seus colegas analisaram o consumo de energia que gera o calor liberado no perímetro urbano. Em 2006, o consumo mundial de energia foi de 16 terawatts (16 trilhões de watts). Destes, 6,7 TW foram consumidos em 86 áreas metropolitanas no Hemisfério Norte.</p>
<p>Avaliando os padrões de consumo de energia por computador, eles calcularam que o calor emitido seria suficiente para modificar as correntes de ar e para tornar algumas regiões notavelmente mais quentes. No geral, essas mudanças têm um efeito leve, mas perceptível, nas temperaturas mundiais, aumentando-as em média em 0,1ºC.</p>
<p>“O que descobrimos é que o uso de energia de diversas áreas urbanas coletivamente pode aquecer a atmosfera remotamente, a milhares de quilometros de distância das regiões de consumo de energia. Isso é realizado através de mudanças na circulação atmosférica”, comentou Zhang.</p>
<p>De acordo com os cientistas, esse fenômeno é diferente das ICUs porque afeta as correntes de ar e fortalece os fluxos atmosféricos nas latitudes médias, enquanto as ICUs se concentram nas proximidades das cidades.</p>
<p>Apesar de não estabelecer o quanto esse fenômeno contribui na aceleração do aquecimento global, os autores declararam que o efeito do aquecimento urbano colabora para a diferença entre a elevação das temperaturas observada na prática e o aquecimento de inverno simulado por modelos usados pela ciência para análise e previsão do clima.</p>
<p>Por isso, os pesquisadores sugerem que a influência do consumo de energia também seja usada, assim como a emissão de gases do efeito estufa e de aerossóis, como uma variável dos modelos climáticos de computador.</p>
<p>“Uma estimativa melhor e mais precisa do uso global de energia baseada em informação de cidade a cidade deve ser desenvolvida para dar conta plenamente do impacto climático devido ao consumo de energia nas futuras projeções de mudanças climáticas”, concluíram.</p>
<p><span style="font-size: x-small;"><strong>(Instituto CarbonoBrasil)</strong></span></p>
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		<title>Mudanças climáticas ganham destaque em Davos</title>
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		<pubDate>Thu, 24 Jan 2013 14:40:21 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Henrique Andrade Camargo</dc:creator>
				<category><![CDATA[Economia]]></category>
		<category><![CDATA[meio ambiente]]></category>
		<category><![CDATA[Notí­cias]]></category>
		<category><![CDATA[FEM]]></category>
		<category><![CDATA[Fórum Econômico Mundial]]></category>
		<category><![CDATA[mudanças climáticas]]></category>

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		<description><![CDATA[Apesar da atual conjuntura de crise financeira, assuntos relacionados ao aquecimento global e suas consequências ganham ênfase; cerca de 30 reuniões abordarão o tema
]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><span style="font-size: x-small;"><strong>Jéssica Lipinski, do CarbonoBrasil</strong></span></p>
<p>Neste ano, cerca de 2.500 líderes globais de empresas, governos e ONGs se reunirão em Davos para mais uma edição do Fórum Econômico Mundial (Fem). Entre as pautas, assuntos costumeiros como segurança internacional e recessão econômica. No entanto, outro tema de igual importância parece estar finalmente recebendo a atenção merecida: as mudanças climáticas.</p>
<p>Cerca de 30 reuniões, ou 15% do programa do Fem, tratarão sobre as mudanças climáticas e assuntos relacionados, como resiliência ambiental, segurança alimentar e manejo de recursos naturais.</p>
<p>Não é para menos. Com os recentes acontecimentos de eventos climáticos extremos, como as secas e o furacão Sandy nos UEA, as secas e altas temperaturas na Austrália, e o derretimento recorde no Ártico e seus impactos na economia mundial, fica cada vez mais difícil negar as mudanças climáticas e seus efeitos não apenas no meio ambiente, mas também na vida do ser humano.</p>
<p>Para se ter uma ideia da gravidade da situação, um relatório lançado pelo fórum há duas semanas, baseado em uma pesquisa de mais de 1.000 especialistas da indústria, analisou 50 riscos globais em termos de impactos, probabilidade e interconexões, e classificou o aumento das emissões de gases do efeito estufa como o 3º maior risco global enfrentado atualmente.</p>
<p>O documento afirma que os eventos climáticos extremos, aliados às difíceis condições financeiras, representam uma combinação “cada vez mais perigosa” para a economia mundial.</p>
<p>“Na frente econômica, a resiliência global está sendo testada por políticas fiscais austeras. Na frente ambiental, a resiliência da Terra está sendo testada pelo aumento das temperaturas globais e eventos climáticos extremos que provavelmente se tornarão mais frequentes e severos. Um colapso grande e repentino em uma frente certamente prejudica a chance da outra de desenvolver uma solução efetiva e em longo prazo”, diz o texto.</p>
<p>Para lidar com esse impasse, John Drzik, diretor executivo do Fem, pediu que os criadores de políticas tomem medidas urgentes para combater os riscos ambientais e econômicos e sua relação.</p>
<p>“Duas tempestades – ambiental e econômica – estão a caminho de uma colisão. Se não alocarmos os recursos necessários para mitigar o crescente risco de eventos climáticos severos, a prosperidade global para futuras gerações pode ser ameaçada. Líderes políticos, líderes empresariais e cientistas precisam se unir para administrar esses riscos complexos”, comentou Drzik.</p>
<p>Nesse sentido, outro relatório, divulgado nesta segunda-feira (21) em Davos, declara que os US$ 5 trilhões anuais investidos em infraestrutura devem se tornar mais sustentáveis, a fim de estimular um desenvolvimento econômico ‘verde’.</p>
<p>De acordo com o documento, tornar a infraestrutura mais sustentável é incentivar, por exemplo, outras formas de geração de energia, como a solar e a eólica, e promover a eficiência energética em setores como a construção, a geração de energia, a indústria e os transportes. Isso, além de contribuir para um meio ambiente mais limpo, contribuiria também para um crescimento econômico maior e mais igualitário.</p>
<p>O texto indica que há alguns sinais positivos de mudanças, como o fato de que o investimento mundial em energias renováveis bateu um novo recorde em 2011, chegando a US$ 257 bilhões – uma alta de 17% em relação a 2010 – e que o investimento na mitigação e adaptação das mudanças climáticas chegou a US$ 268 bilhões no setor privado e US$ 96 bilhões no setor público em 2011, uma alta de 93% com relação a 2007.</p>
<p>No entanto, o relatório sugere que o que está sendo feito é pouco, e que ainda há muito investimento sendo feito em tecnologias e projetos poluentes e ineficientes. “Ainda há dinheiro do setor privado indo para a destruição climática”, lamentou Jake Schmidt, diretor internacional de políticas climáticas do Conselho Nacional de Defesa dos Recursos de Washington.</p>
<p>O documento mostra que, se uma pequena parcela dos investimentos vier do setor público, isso estimulará o setor privado a investir uma quantia muito maior. “Há muitos casos de sucesso no qual os governos orientam estrategicamente seus fundos públicos para mobilizar somas significativas de investimento privado para infraestrutura verde. É hora de ampliar essas soluções”, observou Thomas Kerr, diretor de Iniciativas de Mudanças Climáticas do Fem.</p>
<p>Por exemplo, o texto aponta que, se os atuais US$ 90 bilhões em gastos públicos globais contra as mudanças climáticas fossem aumentados em US$ 36 bilhões, chegando a US$ 126 bilhões, eles poderiam levar a um investimento privado de até US$ 570 bilhões anuais.</p>
<p>Além dos relatórios apresentados pelo Fem, documentos anteriores lançados por outros órgãos também estão sendo discutidos, como um texto do Pnuma que afirma que o planeta está a caminho de um aquecimento de 4ºC até 2100.</p>
<p>Outros assuntos, como a resposta do setor de seguros às mudanças climáticas, a segurança alimentar, e a necessidade de se investir em energias limpas para controlar o aquecimento global, também estão sendo abordados.</p>
<p><strong style="font-size: x-small;">(CarbonoBrasil)</strong></p>
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		<title>Companhias não conseguem &#8220;limpar&#8221; cadeia de fornecedores</title>
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		<pubDate>Wed, 23 Jan 2013 16:19:39 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Henrique Andrade Camargo</dc:creator>
				<category><![CDATA[Negócios sustentáveis]]></category>
		<category><![CDATA[Notí­cias]]></category>
		<category><![CDATA[Salas Temáticas]]></category>
		<category><![CDATA[aquecimento global]]></category>
		<category><![CDATA[cadeia de valor]]></category>
		<category><![CDATA[mudanças climáticas]]></category>
		<category><![CDATA[Sustentabilidade]]></category>

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		<description><![CDATA[Pesquisa revela maior conscientização de empresas sobre os riscos das mudanças climáticas ao utilizarem fornecedores que não adotam práticas ambientais, porém mostra dificuldades para o engajamento em ações de mitigação]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><span style="font-size: x-small;"><strong>Fernanda B. Müller, do Instituto CarbonoBrasil</strong></span></p>
<p><img class="alignleft" src="http://www.institutocarbonobrasil.org.br/arquivos_web/geral/CDP%201.jpg" alt="" width="264" height="171" />Investir na sua empresa visando contribuir com a luta global para a redução das emissões de gases do efeito estufa já é um desafio, porém, tentar lidar com a cadeia de fornecedores é um obstáculo ainda maior que diversas companhias estão tentando superar.</p>
<p>Muitas vezes, as emissões decorrentes dos fornecedores de um determinado produto são muito mais significativas do que a sua fabricação em si, portanto, olhar para as fases anteriores pode trazer muitos benefícios para a mitigação das mudanças climáticas.</p>
<p>Para lidar com essas dificuldades, o <em>Carbon Disclosure Project</em> (CDP) criou o projeto <em>Supply Chain</em> (CDP SC).</p>
<p>Em 2012, o CDP conduziu a sua quinta pesquisa anual entre as empresas que participam da iniciativa, revelando que a conscientização sobre os riscos impostos pelas mudanças climáticas em sua cadeia de fornecedores é maior do que nunca.</p>
<p>Dos questionados, 70% identificam riscos atuais ou futuros, com potencial para afetar significativamente seus negócios ou renda. Na cadeira de fornecedores, mais da metade dos riscos identificados devido à seca e precipitação extrema já afeta as operações das empresas ou devem afetar nos próximos cinco anos.</p>
<p>Os questionados afirmam que investem cada vez mais em ações que cortem suas emissões e resultem em economia, porém se percebeu uma notável brecha entre o seu desempenho e dos seus fornecedores. Apenas 38% dos fornecedores, em comparação com 92% dos membros do CDP SC, disseram ter metas para o corte nas emissões.</p>
<p><img class="alignleft" src="http://www.institutocarbonobrasil.org.br/arquivos_web/geral/CDP2.jpg" alt="" width="275" height="180" />Em se tratando de investimentos em iniciativas que cortem emissões, 27% dos fornecedores e 69% dos membros confirmaram o repasse de recursos.</p>
<p>Comparando com dados de 2011, houve um aumento de 19% para 29% na proporção de fornecedores percebendo benefícios em termos monetários e de corte de emissões. Esses 29% que cortaram emissões dizem ter economizado US$ 13 bilhões como resultado.</p>
<p>Dos que estão investindo na redução das emissões, 73% dizem acreditar que as mudanças climáticas apresentam um risco físico para suas operações, sendo que apenas 13% identifica a regulamentação como único risco.</p>
<p>Melhorar a reputação através de credenciais ‘sustentáveis’ e aumentar a compreensão da empresa sobre o comportamento relacionado à sustentabilidade dos consumidores foram os dois fatores identificados neste ano pelos questionados como principais oportunidades para a criação de valor empresarial.</p>
<p>Nesta edição, mais de seis mil fornecedores de 52 dos 54 membros do ‘<em>CDP Supply Chain</em>’ receberam questionários. As repostas chegaram a 2.415. Destes 54 membros, 22 são europeus, 19, norte-americanos e sete, latino-americanos. Entre as empresas brasileiras no CDP SC estão a Fibria Celulose, Suzano Papel e Celulose, Vale, Banco Bradesco, Braskem, Colgate Palmolive, Eletropaulo e Marfrig Alimentos.</p>
<p>“Fazer investimentos na sustentabilidade da cadeia de fornecedores é importante, mas a iniciativa também precisa vir acompanhada de esforços de melhoria de desempenho em várias áreas: gestão de informações, inserção da sustentabilidade nas atividades cotidianas; e o gerenciamento de múltiplas partes da organização mais efetivamente”, ressalta o CDP.</p>
<p>Para o futuro, o CDP aponta que seus membros devem estar conscientes da importância tanto da proteção contra os riscos quanto da valorização dos seus negócios.</p>
<p><span style="font-size: x-small;"><strong>(Instituto CarbonoBrasil)</strong></span></p>
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		<title>Ferramenta online permite a visualização do aquecimento global em sua cidade</title>
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		<pubDate>Tue, 22 Jan 2013 20:30:14 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Henrique Andrade Camargo</dc:creator>
				<category><![CDATA[meio ambiente]]></category>
		<category><![CDATA[Notí­cias]]></category>
		<category><![CDATA[aquecimento global]]></category>
		<category><![CDATA[internet]]></category>
		<category><![CDATA[mudanças climáticas]]></category>
		<category><![CDATA[Nasa]]></category>

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		<description><![CDATA[A revista NewScientist utilizou os dados mais recentes da NASA para criar um mapa interativo com informações sobre a elevação das temperaturas em todo o planeta.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><span style="font-size: x-small;"><strong>Fabiano Ávila, do Instituto CarbonoBrasil</strong></span></p>
<p style="text-align: center;"><img class="aligncenter" src="http://www.institutocarbonobrasil.org.br/arquivos_web/geral/newscietistamapagrafico.jpg" alt="" width="517" height="325" /></p>
<p>&nbsp;</p>
<p>A revista <em>NewScientist</em> utilizou os dados mais recentes da NASA para criar um mapa interativo com informações sobre a elevação das temperaturas em todo o planeta.</p>
<p>Assim, é possível conferir o quão quente foi o ano de 2012, por exemplo, nas cidades brasileiras. O Rio de Janeiro registrou uma alta de 0,42oC em relação à média do período entre 1951 e 1980. São Paulo, 1,21oC, Brasília, 1,29oC, Salvador, 0,27oC e Porto Alegre, 1,16oC.</p>
<p>Também é interessante notar a progressão do aquecimento global em cada região. No caso de Florianópolis, em 1951 a temperatura média foi 0,46oC abaixo da média entre aquele ano e 1980. Já o pico do aquecimento na capital catarinense, até agora, foi registrado em 2001, com uma alta de 1,29oC.</p>
<p><a href="http://warmingworld.newscientistapps.com/" target="_blank"></a><span style="text-decoration: underline; color: #0000ff;"><strong><a href="http://warmingworld.newscientistapps.com/" target="_blank">Confira o mapa YOUR WARMING WORLD</a></strong></span></p>
<p><span style="color: #000000; font-size: x-small;"><strong>(Instituto CarbonoBrasil)</strong></span></p>
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		<title>Fontes renováveis crescerão, mas não limitaremos o aquecimento global em 2ºC, afirma BP</title>
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		<pubDate>Mon, 21 Jan 2013 19:31:22 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Henrique Andrade Camargo</dc:creator>
				<category><![CDATA[energia]]></category>
		<category><![CDATA[meio ambiente]]></category>
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		<category><![CDATA[aquecimento global]]></category>
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		<category><![CDATA[mudanças climáticas]]></category>

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		<description><![CDATA[Segundo relatório, combustíveis fósseis ainda dominarão a produção energética mundial, o que significa que as emissões de CO2 poderão crescer 26% até 2030]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><span style="font-size: x-small;"><strong>Jéssica Lipinski, do Instituto CarbonoBrasil</strong></span></p>
<p><a href="http://mercadoetico.terra.com.br/website/wp-content/uploads/2013/01/energias_renováveis_2501.jpg"><img class="alignleft size-full wp-image-67486" src="http://mercadoetico.terra.com.br/website/wp-content/uploads/2013/01/energias_renováveis_2501.jpg" alt="" width="250" height="169" /></a>As energias renováveis e as não convencionais de petróleo e gás, como areias petrolíferas, petróleo de alta densidade e gás de xisto, devem ter o maior crescimento dentre as fontes de energia e os países emergentes devem ser os maiores responsáveis por esse aumento, sugeriu um novo relatório da BP, publicado nesta quarta-feira (16).</p>
<p>Apesar disso, os combustíveis fósseis ainda dominarão a produção energética mundial, o que significa que as emissões de CO2 poderão crescer 26% até 2030. Por essa razão, Christof Rühl, principal economista do Grupo BP, acredita que o limite de 2ºC para frear os piores efeitos das mudanças climáticas deve ser ultrapassado.</p>
<p>“Todo mundo sabe que vamos deixar escapar a meta de 2ºC”, observou ele. Mesmo assim, Rühl revelou que a análise da BP indica que o crescimento das emissões deve desacelerar nos próximos 20 anos.</p>
<p>Segundo o Energy Outlook 2030 (Panorama de Energia 2030), em duas décadas estaremos 31% mais eficientes do que atualmente, pois enquanto a economia quase dobrará (um crescimento de 97%), a demanda energética aumentará 36%, a uma média de 1,6% ao ano.</p>
<p>De acordo com o documento, as economias emergentes serão responsáveis por 93% do crescimento da demanda por energia, e metade desse crescimento virá da China e da Índia. Até 2030, o uso de energia nas economias emergentes deve ser 61% maior do que em 2011, enquanto nos países desenvolvidos o crescimento deve ser de 6%.</p>
<p>Com o crescimento dessa demanda, os países emergentes, principalmente a China e a Índia, devem se tornar cada vez mais dependentes de importações de energia. Para conter o crescimento da demanda, precisarão ser feitos investimentos em inovação para aumentar a eficiência energética e maximizar todas as formas de recursos energéticos.</p>
<p>Em relação ao petróleo, EUA e Canadá liderarão a produção, seguidos pela Rússia e pela China. No entanto, o petróleo deve ter o menor crescimento dentre todas as fontes, e a demanda deve crescer em média 0,8% ao ano. Ainda assim, isso significará um aumento na produção de 16 milhões de barris por dia. China, Índia e Oriente médio devem somar quase metade do aumento da demanda.</p>
<p>O relatório também nega que as fontes de petróleo estejam diminuindo. “O Panorama mostra que o grau uma vez aceito de sabedoria foi invertido. Medos sobre o petróleo esgotar-se – aos quais a BP nunca se submeteu – parecem cada vez mais infundados”, comentou Bob Dudley, diretor executivo do Grupo BP.</p>
<p>O carvão deve ser o combustível com o segundo menor crescimento, atrás apenas do petróleo. A demanda deve crescer em média 1,2% ao ano até 2030. E quase todo o crescimento da demanda (93%) deve vir da China e da Índia, cuja parcela do consumo mundial deve chegar a 65% em 2030, dos atuais 57%.</p>
<p>O gás natural deve ser o combustível fóssil com o crescimento mais rápido, com um aumento na demanda de 2% ao ano. Os países emergentes devem gerar cerca de 76% do crescimento da demanda.</p>
<p>A produção de energia nuclear deve aumentar cerca de 2,6% ao ano até 2030, e China, Índia e Rússia devem ser responsáveis por 88% do crescimento. A participação da energia nuclear na China, por exemplo, deve passar de 3% para 30%, e o país deve ultrapassar os EUA como maior produtor mundial em 2026.</p>
<p>O que deve se desenvolver com grande intensidade é a produção energética a partir de fontes não convencionais de petróleo, que poderá atingir 70% de crescimento até 2030. Em se tratando de gás de xisto, por exemplo, a América do Norte terá 73% da produção mundial, seguida pela China, com 8%. A oferta de gás de xisto deve suprir cerca de 37% no crescimento da demanda por gás e somar 16% da produção de gás mundial.</p>
<p>Mas as fontes que devem se desenvolver mais são as renováveis, que deverão ter uma taxa de crescimento de 7,6% ao ano, o que equivalerá a 11% do uso de energia mundial em 2030. A produção de energias renováveis por países emergentes deve chegar a 41% da geração mundial em 2030.</p>
<p>“As projeções demonstram de novo que habitamos um mercado de energia diverso e dinâmico. O futuro está cheio de oportunidades para negócios que criem empregos com tecnologias e capacidade de liderança mundial e para países que queiram trabalhar com elas”, declarou Dudley.</p>
<p><span style="font-size: x-small;"><strong>(Instituto CarbonoBrasil)</strong></span></p>
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		<title>Estudo bancado pela indústria do carvão surpreende ao reconhecer aquecimento causado pelo homem</title>
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		<pubDate>Mon, 21 Jan 2013 19:06:05 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Henrique Andrade Camargo</dc:creator>
				<category><![CDATA[meio ambiente]]></category>
		<category><![CDATA[Notí­cias]]></category>
		<category><![CDATA[aquecimento global]]></category>
		<category><![CDATA[carvão]]></category>
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		<category><![CDATA[mudanças climáticas]]></category>

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		<description><![CDATA[Segundo os autores, os resultados obtidos coincidem com os dados defendidos pelo IPCC]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><span style="font-size: x-small;"><strong>Fabiano Ávila, do Instituto CarbonoBrasil</strong></span></p>
<p><a href="http://mercadoetico.terra.com.br/website/wp-content/uploads/2013/01/carbono_emissão_2501.jpg"><img class="alignleft size-full wp-image-67489" src="http://mercadoetico.terra.com.br/website/wp-content/uploads/2013/01/carbono_emissão_2501.jpg" alt="" width="250" height="168" /></a>As indústrias Koch, que juntas formam uma das maiores entidades privadas do planeta e que estão estreitamente relacionadas aos combustíveis fósseis, são as principais doadoras mundiais para o lobby contrário à noção de que a humanidade tenha algo a ver com o aquecimento global. Os próprios irmãos Koch costumam divulgar comunicados defendendo que tudo não passa de um ciclo natural.</p>
<p>Porém, para a surpresa de muitos, um estudo custeado pelos Koch foi apresentado nesta semana e reconhece que houve um aquecimento global de 1,5oC  desde 1750 e que boa parte desse aumento nas temperaturas se deve às emissões de gases do efeito estufa resultantes das atividades humanas.</p>
<p>“As mudanças nas temperaturas podem ser explicadas como uma combinação de vulcões mais ativos e pelas emissões humanas”, escreveram os autores.</p>
<p>Realizado pela Universidade de Berkeley, o trabalho destaca ainda que apenas nos últimos 50 anos as temperaturas se elevaram 0,5oC.</p>
<p>Segundo os autores, os resultados obtidos coincidem com os dados defendidos pelo Painel Intergovernamental sobre Mudanças Climáticas (IPCC), uma das entidades que os Koch mais criticam.</p>
<p>O estudo também desmente um dos principais argumentos dos céticos climáticos, que alegam que o aquecimento é fruto da variação solar (solar forcing).</p>
<p>“Concluímos que ou a variação solar não é uma componente importante para as mudanças nas temperaturas na superfície da terra ou que os dados sobre ela são muito imprecisos para que sejam avaliados.”</p>
<p>O principal autor do estudo é o climatologista Richard Muller, fundador do projeto Temperatura da Superfície da Terra da Universidade de Berkeley (BEST), que já havia surpreendido a comunidade científica ao anunciar em julho de 2012 sua “conversão”.</p>
<p>Muller era um dos principais céticos climáticos do planeta, mas depois de outro estudo conduzido por ele mesmo acabou se convencendo que não havia mais como negar as mudanças climáticas.</p>
<p><span style="font-size: x-small;"><strong>(Instituto CarbonoBrasil)</strong></span></p>
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		<title>Amazônia mostra sinais de degradação</title>
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		<pubDate>Fri, 18 Jan 2013 16:08:57 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Henrique Andrade Camargo</dc:creator>
				<category><![CDATA[meio ambiente]]></category>
		<category><![CDATA[Notí­cias]]></category>
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		<category><![CDATA[degradação ambinetal]]></category>
		<category><![CDATA[florestas]]></category>
		<category><![CDATA[mudanças climáticas]]></category>

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		<description><![CDATA[Estudo liderado pela NASA afirma que a floresta está sofrendo com a escassez de chuvas e que já é possível visualizar alterações na região em imagens de satélite ]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><span style="font-size: x-small;"><strong>Fabiano Ávila, do Instituto CarbonoBrasil</strong></span></p>
<p style="text-align: center;"><span style="font-size: x-small;"><strong><div class="img aligncenter" style="width:552px;">
	<img src="http://www.institutocarbonobrasil.org.br/arquivos_web/geral/secamazonianasa.jpg" alt="" width="552" height="245" />
	<div>Na esquerda, a extensão da grande seca de 2005 na Amazônia ocidental durante os meses de junho, julho e agosto conforme medida pelos satélites da NASA. As áreas mais impactadas são mostradas em vermelho e amarelo. A região circulada no painel da direita mostra a extensão da floresta que se recuperaram lentamente desde 2005, com as áreas em vermelho indicando as que menos se recuperaram / NASA/JPL-Caltech/GSFC. </div>
</div><br />
</strong></span></p>
<p>Em 2005 a Amazônia passou pelo que foi batizado de “a seca do século”. Não muito depois, em 2010, outra nova grande seca aconteceu. É claro que é esperado que durante os dois fenômenos a floresta sofra consequências. Porém, o que um novo estudo publicado nesta semana pela NASA alerta é que a floresta não se recuperou entre as duas estiagens. Assim, a agência aponta que há uma tendência de degradação na região e em uma área de 600 mil quilômetros quadrados isso já pode ser visto por satélites.</p>
<p>“Nossa grande surpresa é que os efeitos da seca persistiram bem depois de 2005. Esperávamos que a floresta se recuperasse um pouco a cada ano, mas não foi o que aconteceu. A degradação estava lá quando a seca de 2010 chegou e piorou ainda mais o quadro”, afirmou Yadvinder Malhi, pesquisador da Universidade de Oxford e um dos coautores do estudo.</p>
<p>Publicado no periódico Proceedings of the National Academy of Sciences, o trabalho “Persistent effects of a severe drought on Amazonian forest canopy” (algo como, Efeitos persistentes da severa seca no dossel da floresta Amazônica), analisa mais de uma década de imagens de satélites coletadas desde 2000. As observações incluem medições da chuva e umidade, assim como dados sobre a composição e saúde do dossel da floresta.</p>
<p>Segundo os pesquisadores, a seca de 2005 causou mudanças generalizadas, como a morte e queda de galhos, especialmente entre as árvores mais antigas e maiores. Esses impactos persistiram até a nova seca em 2010, o que pode apontar uma tendência de transformação do ecossistema em longo prazo.</p>
<p>“Nossos resultados sugerem que se as secas continuarem acontecendo em intervalos de cinco ou dez anos ou, pior, aumentarem sua frequência graças às mudanças climáticas, grandes áreas da Amazônia sofrerão alterações em sua estrutura e função”, alertou Sassan Saatchi, da NASA e principal autor do estudo.</p>
<p>A causa da falta de chuvas é atribuída ao aumento da temperatura das águas do Atlântico. “É o mesmo fenômeno que contribuiu para os furacões Katrina e Rita também em 2005”, disse Saatachi. A elevação das temperaturas dos oceanos é uma das consequências mais esperadas das mudanças climáticas e está prevista nos relatórios do IPCC.</p>
<p>A taxa de secas na Amazônia durante a última década foi inédita em mais de 100 anos. Além dos grandes eventos de 2005 e 2010, a região enfrentou estiagens de menor porte praticamente todos os anos.</p>
<p>Observações das estações de monitoramento mostram que as chuvas sobre a parte sul da Amazônia diminuíram 3,2% no período entre 1970 e 1998. Análises climáticas apontam ainda que a disponibilidade de água para as plantas também caiu entre 1995 e 2005.</p>
<p>Para chegar a esses resultados, os pesquisadores utilizaram uma nova tecnologia chamada QuikScat, que é capaz de ver através de nuvens e ainda penetrar alguns metros na vegetação, possibilitando medições diárias do dossel e da presença de água. Para Saatachi, este novo estudo “pode acabar com uma controvérsia entre trabalhos anteriores, que divergiam sobre os impactos da seca na Amazônia”.</p>
<p><span style="font-size: x-small;"><strong>(Instituto CarbonoBrasil)</strong></span></p>
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		<title>Impactos da fuligem no clima são o dobro do imaginado, alerta pesquisa</title>
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		<pubDate>Thu, 17 Jan 2013 19:50:42 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Henrique Andrade Camargo</dc:creator>
				<category><![CDATA[meio ambiente]]></category>
		<category><![CDATA[Notí­cias]]></category>
		<category><![CDATA[aquecimento global]]></category>
		<category><![CDATA[carvão]]></category>
		<category><![CDATA[fuligem]]></category>
		<category><![CDATA[mudanças climáticas]]></category>

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		<description><![CDATA[Novo estudo conclui que essas partículas escuras têm efeito de aquecimento equivalente a dois terços do provocado pelo CO2, e maior do que o metano]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><span style="font-size: x-small;"><strong>EcoD</strong></span></p>
<p><a href="http://mercadoetico.terra.com.br/website/wp-content/uploads/2013/01/fuligem_250.jpg"><img class="alignleft size-full wp-image-67318" src="http://mercadoetico.terra.com.br/website/wp-content/uploads/2013/01/fuligem_250.jpg" alt="" width="250" height="168" /></a>Sabe aquela fumaça negra composta por partículas liberadas pelos motores a diesel e queima de madeira? Conhecida também como &#8220;carbono negro&#8221;, a fuligem pode ter o dobro do efeito sobre o aquecimento global em relação ao que era calculado pelos cientistas anteriormente, segundo pesquisa recente publicada no Journal of Geophysical Research-Atmospheres.</p>
<p>Segundo esses especialistas a fuligem perde apenas para o dióxido de carbono (CO2) como o mais importante agente causador de aquecimento no planeta.</p>
<p>Durante muitos anos, micropartículas de carbono negro suspensas no ar sempre foram consideradas importante fator de aquecimento da atmosfera, por absorverem luz solar. A substância também acelera o derretimento do gelo e da neve, de acordo com a pesquisa.</p>
<p>Este novo estudo conclui que essas partículas escuras têm efeito de aquecimento equivalente a dois terços do provocado pelo CO2, e maior do que o metano.</p>
<p>&#8220;A conclusão é de que o carbono negro está causando mais impacto na atmosfera&#8221;, afirmou a autora do estudo, Sarah Doherty, à BBC. &#8220;O valor na atmosfera observado no quarto relatório de avaliação [do IPCC], de 2007, era metade do que o que estamos apresentando neste relatório &#8211; o que é um pouco chocante&#8221;.</p>
<p><strong>Restrições ao diesel</strong></p>
<p>Os pesquisadores observaram que as emissões de carbono negro na Europa e América do Norte têm diminuído devido a restrições às emissões de motores a diesel. Mas elas crescem constantemente no mundo em desenvolvimento.</p>
<p>Os especialistas acreditam que reduzir seu número teria um impacto imediato sobre as temperaturas, mas não necessariamente em longo prazo.</p>
<p><span style="font-size: x-small;"><strong>(EcoD)</strong></span></p>
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		<title>As mudanças climáticas e o mito do progresso humano</title>
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		<pubDate>Thu, 17 Jan 2013 12:50:13 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Henrique Andrade Camargo</dc:creator>
				<category><![CDATA[Economia]]></category>
		<category><![CDATA[meio ambiente]]></category>
		<category><![CDATA[Notí­cias]]></category>
		<category><![CDATA[aquecimento global]]></category>
		<category><![CDATA[capitalismo]]></category>
		<category><![CDATA[Chris Hedges]]></category>
		<category><![CDATA[crise financeira]]></category>
		<category><![CDATA[mudanças climáticas]]></category>

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		<description><![CDATA["Sociedades continuam fazendo coisas que são realmente estúpidas"]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><span style="font-size: x-small;"><strong>Chris Hedges*</strong></span></p>
<p><a href="http://mercadoetico.terra.com.br/website/wp-content/uploads/2013/01/chris_hedges_250.jpg"><img class="alignright size-full wp-image-67344" src="http://mercadoetico.terra.com.br/website/wp-content/uploads/2013/01/chris_hedges_250.jpg" alt="" width="250" height="168" /></a>Clive Hamilton em seu &#8220;Réquiem por uma Espécie: Por que resistimos à verdade sobre a mudança climática&#8221;, descreve um alívio sombrio que vem de aceitar que a &#8220;catastrófica mudança climática é praticamente certa&#8221;. Esta obliteração de &#8220;falsas esperanças&#8221;, diz ele, exige um conhecimento intelectual e um conhecimento emocional. O primeiro é atingível. O segundo, por significar que aqueles que amamos, incluindo os nossos filhos, estão quase certamente fadados à miséria, insegurança e sofrimento dentro de poucas décadas, senão de alguns anos, é muito mais difícil de adquirir. Aceitar emocionalmente um desastre iminente, atingir a compreensão visceral que a elite do poder não vai responder de forma racional à devastação do ecossistema, é tão difícil de aceitar como nossa própria mortalidade. A luta existencial mais difícil do nosso tempo é a de ingerir esta terrível verdade &#8211; intelectualmente e emocionalmente &#8211; e continuar a resistir às forças que estão nos destruindo.</p>
<p>A espécie humana, liderada por europeus e euro americanos brancos, tem sido um alvoroço de 500 anos de conquistas, saques, pilhagens, explorações e poluições da Terra, bem como matando as comunidades indígenas que estavam no caminho. Mas o jogo acabou. As forças técnicas e científicas que criaram uma vida de luxo sem precedentes &#8211; bem como inigualável poder militar e econômico &#8211; para as elites industriais agora são nossa desgraça. A mania de expansão econômica e de exploração incessante tornou-se uma maldição, uma sentença de morte. Mas assim como nossos sistemas econômicos e ambientais desvendam-se, após o ano mais quente em 48 estados desde que a manutenção de registros começou há 107 anos, não temos a criatividade emocional e intelectual para desligar o motor do capitalismo global. Juntamos-nos a uma máquina do fim do mundo que tritura tudo em seu caminho, como o projeto de relatório do Comitê Consultivo Nacional do Clima e Desenvolvimento ilustra. Ilustração por Mr. Fish.</p>
<p>Civilizações complexas têm o mau hábito de destruírem-se. Antropólogos, incluindo Joseph Tainter em &#8220;O Colapso das Sociedades Complexas&#8221;, Charles L. Redman em &#8220;Impacto Humano em Ambientes Antigos&#8221; e Ronald Wright, em &#8220;Uma Breve História do Progresso&#8221; estabeleceram os padrões familiares que levam ao colapso do sistema. A diferença desta vez é que, quando descermos, todo o planeta irá conosco. Não haverá, com este colapso final, novas terras para explorar, nem novas civilizações para conquistar, nem novos povos para subjugar. A longa luta entre a espécie humana e a Terra terminará com os remanescentes da espécie humana aprendendo uma dolorosa lição sobre a ganância desenfreada e a autoadoração.</p>
<p>&#8220;Há um padrão no passado da civilização após civilização desgastando suas boas-vindas da natureza, superexplorando seu ambiente, super expandindo-se, super povoando&#8221;, disse Wright quando fiz contato com ele por telefone em sua casa em British, Columbia, Canadá. &#8220;Eles tendem a entrar em colapso pouco depois de chegarem ao seu período de maior esplendor e prosperidade. Esse padrão vale para uma série de sociedades, entre eles os romanos, os antigos maias e os sumérios do que é hoje o sul do Iraque. Há muitos outros exemplos, incluindo sociedades de menor escala como a Ilha de Páscoa. As mesmas coisas que fazem com que as sociedades prosperem no curto prazo, especialmente novas maneiras de explorar o ambiente, tais como a invenção da irrigação, levam ao desastre no longo prazo por causa de complicações imprevistas.</p>
<p>Isto é o que eu chamei de &#8220;armadilha do progresso&#8221; em &#8220;Uma Breve História do Progresso&#8221;. Temos colocado em movimento uma máquina industrial de tal complexidade e tal dependência em expansão que não sabemos como fazer com menos ou mudar para um estado de equilíbrio em termos de nossas demandas da natureza. Nós temos falhado em controlar o número de humanos. Eles triplicaram durante minha vida. E o problema é muito pior pelo crescente espaço entre ricos e pobres, a concentração de riqueza garante que nunca tem o suficiente para todos. O número de pessoas em extrema pobreza, hoje, é cerca de dois bilhões, maior do que toda a população do mundo no início de 1900. Isso não é progresso”.</p>
<p>&#8220;Se continuarmos a não tomar conta das coisas de uma forma ordenada e racional, iremos a algum tipo de catástrofe, mais cedo ou mais tarde&#8221;, ele disse. &#8220;Se tivermos sorte, será grande o suficiente para nos despertar em todo o mundo, mas não grande o suficiente para nos eliminar. Isso é o melhor que podemos esperar. Devemos transcender a nossa história evolutiva. Nós somos caçadores da Idade do Gelo, de barba feita e vestindo um terno. Nós não somos bons pensadores para longo prazo. Nós gostaríamos de desfiladeiro sim nos de mamutes mortos conduzindo um rebanho de um penhasco que descobrir como conservar o rebanho para que ele possa alimentar a nós e aos nossos filhos para sempre. Isto é a transição que nossa civilização tem que fazer. E nós não estamos fazendo isso.&#8221;</p>
<p>Wright, que em seu romance &#8220;Um Romance Científico&#8221; pinta um retrato de um mundo futuro devastado pela estupidez humana, cita &#8220;arraigados interesses políticos e econômicos&#8221; e uma falha da imaginação humana, como os dois maiores obstáculos à mudança radical. E todos nós, que usamos combustíveis fósseis, que nos sustentamos através da economia formal, diz ele, estamos em Sociedades capitalistas modernas, Wright argumenta em seu livro &#8220;O que é a América?: Uma Breve História da Nova Ordem Mundial&#8221;, derivam de invasores Europeus, a pilhagem das culturas indígenas das Américas do 16 ao século 19, juntamente com o uso de escravos africanos como uma força de trabalho para substituir os nativos.</p>
<p>Os números desses nativos caíram mais de 90% por causa da varíola e outras pragas que não existiam antes. Os espanhóis não conquistaram nenhuma das principais sociedades até a varíola os atingir; de fato, os astecas os venceram de primeira. Se a Europa não foi capaz de aproveitar o ouro das civilizações asteca e inca, se não tivesse sido capaz de ocupar a terra e adotar culturas altamente produtivas do Novo Mundo para uso em explorações agrícolas europeias, o crescimento da sociedade industrial na Europa teria sido muito mais lento. Karl Marx e Adam Smith chamaram atenção para o fluxo de riqueza das Américas como tendo feito a Revolução Industrial e possível o início do capitalismo moderno. Foi o estupro das Américas, ressalta Wright, que acionou a orgia de expansão europeia. A Revolução Industrial também equipou os europeus com sistemas de armas tecnologicamente avançados, criando mais subjugação e pilhagem, tornando a expansão possível.</p>
<p>&#8220;A experiência de 500 anos relativamente fáceis de expansão e colonização, a constante assunção de novas terras, levou ao mito capitalista moderno que você pode expandir para sempre&#8221;, disse Wright. &#8220;É um mito absurdo. Nós vivemos neste planeta. Nós não podemos deixá-lo e ir para outro lugar. Temos que trazer nossas economias e demandas da natureza dentro dos limites naturais, mas nós tivemos 500 anos em que os europeus, euro americanos e outros colonos invadiram o mundo e o dominaram. Esta execução de 500 anos fez com que a situação parecesse não só fácil, como normal. Nós acreditamos que as coisas vão sempre ficar maior e melhor. Temos que entender que este longo período de expansão e prosperidade era uma anomalia. Ele raramente aconteceu na história e nunca vai acontecer de novo. Temos que reajustar nossa civilização inteira para viver em um mundo finito. Mas nós não estamos fazendo isso, porque nós estamos carregando bagagem demais, versões míticas demais da história deliberadamente distorcidas e um sentimento profundamente arraigado de que ser moderno é ter mais. Isto é o que os antropólogos chamam uma patologia ideológica, uma crença autodestrutiva que leva sociedades a se destruírem e queimarem. Estas sociedades continuam fazendo coisas que são realmente estúpidas, porque elas não podem mudar sua maneira de pensar. E é aí que nós estamos&#8221;.</p>
<p>E, enquanto o colapso se torna palpável, se a história humana é um guia, nós como sociedades passadas em perigo vamos recuar em que os antropólogos chamam de &#8220;cultos de crise.&#8221; A impotência que sentiremos do caos ecológico e econômico irá desencadear delírios mais coletivos, como a crença fundamentalista em um deus ou deuses que vão voltar à Terra e nos salvar.</p>
<p>&#8220;Sociedades em colapso muitas vezes acreditam que se certos rituais são realizados todas as coisas ruins vão embora&#8221;, disse Wright. &#8220;Há muitos exemplos disso ao longo da história. No passado, estes cultos de crise aconteceram entre as pessoas que haviam sido colonizadas, atacadas e mortas por pessoas de fora, que perderam o controle de suas vidas. Eles veem nesses rituais a capacidade de trazer de volta o mundo passado, o que enxergam como uma espécie de paraíso. Eles procuram voltar ao modo de como as coisas eram. Cultos de crise espalharam-se rapidamente entre as sociedades americanas nativas no século 19, quando os búfalos e os índios estavam sendo mortos, por fuzis e pistolas, armas de fogo. As pessoas passaram a acreditar, como aconteceu no <em>Ghost Dance</em>, que se fizessem as coisas certas, o mundo moderno, que era intolerável, &#8211; o arame farpado, as ferrovias, o homem branco, a metralhadora &#8211; desapareceria&#8221;.</p>
<p>&#8220;Nós todos temos a mesma fiação psicológica básica&#8221;, disse Wright. &#8220;Isso nos faz muito mal em planejamento de longo prazo e nos leva a apegar-nos a ilusões irracionais, quando confrontado com uma ameaça séria. Olhe para a crença da extrema direita de que se o governo desaparecesse, o paraíso perdido da década de 1950 iria voltar. Olhe para a forma de como estamos deixando a exploração de petróleo e gás seguir em frente, quando sabemos que a expansão da economia do carbono é suicida para os nossos filhos e netos. Os resultados já podem ser sentidos. Quando se chega ao ponto onde grande parte da Terra experimenta quebra de safra ao mesmo tempo, teremos fome e colapsos em massa. Isso é o que está por vir se não lidarmos com as mudanças climáticas.”</p>
<p>&#8220;Se falharmos neste grande experimento, esta experiência de macacos se tornarem inteligentes o suficiente para assumir o comando do seu próprio destino, a natureza não se importará e dirá que foi divertido por um tempo deixar os macacos executar o laboratório, mas no final foi uma má ideia”, disse Wright.</p>
<p><strong>* Chris Hedges é colunista para Truthdig.com. Hedge se formou em Harvard Divinity School e foi durante quase duas décadas correspondente estrangeiro para o New York Times. Ele é o autor de muitos livros, incluindo: A Guerra É Aquela Força Que Nos Dá Sentido, O Que Todos Deveriam Saber Sobre Guerra, e Fascistas Americanos: A Direita Cristã e a Guerra na América. Seu livro mais recente é Império da Ilusão.</strong></p>
<p><strong> </strong></p>
<p><span style="font-size: x-small;"><strong>(Carta Maior)</strong></span></p>
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		<title>EUA afirmam que 2015 pode ser última chance para acordo climático</title>
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		<pubDate>Wed, 16 Jan 2013 18:17:43 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Henrique Andrade Camargo</dc:creator>
				<category><![CDATA[meio ambiente]]></category>
		<category><![CDATA[Notí­cias]]></category>
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		<category><![CDATA[mudanças climáticas]]></category>
		<category><![CDATA[negociações climáticas]]></category>

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		<description><![CDATA["Devemos estar prontos para pensar de forma diferente das negociações climáticas passadas e criar uma estrutura flexível”, comentou o negociador climático do país, Todd Stern, na Cúpula Mundial de Energia do Futuro em Abu Dhabi.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><span style="font-size: x-small;"><strong>Jéssica Lipinski, do Instituto CarbonoBrasil</strong></span></p>
<p>O principal negociador climático dos Estados Unidos, Todd Stern, declarou nesta terça-feira (15) que as negociações para criar um acordo de mitigação de emissões para 2015 podem ser a última chance para limitar o aquecimento global.</p>
<p>Para isso, segundo Stern, a Plataforma de Durban, que visa compreender todos os países em um acordo para reduzir os gases do efeito estufa (GEEs) e que deve ser firmada até 2015 para entrarem vigor até 2020, precisa ser um tratado ambicioso, flexível e ter uma abordagem que redefina as responsabilidades de cada nação.</p>
<p>“A negociação da Plataforma de Durban pode ser a última e melhor chance para a UNFCCC criar um regime que pode alterar o curso das mudanças climáticas. Devemos estar prontos para pensar de forma diferente das negociações climáticas passadas e criar uma estrutura flexível”, comentou ele na Cúpula Mundial de Energia do Futuro em Abu Dhabi.</p>
<p>O negociador climático dos EUA enfatizou que é importante que a Plataforma de Durban coloque metas de redução de emissões para todos os países e não apenas os desenvolvidos, como fez o Protocolo de Quioto. Os norte-americanos nunca ratificaram o protocolo, alegando que grandes poluidores emergentes, como a China, a Índia, o Brasil, a Coreia e o México, não estavam incluídos no tratado.</p>
<p>“Não vamos arar os mesmos sulcos mais uma vez: 2015 não é 1992 – e 2030 será diferente. Simplesmente não podemos enfrentar as mudanças climáticas com a teoria de que todos os compromissos devem vir dos países desenvolvidos”, observou.</p>
<p>Ele ressaltou ainda que atualmente os países emergentes são responsáveis por 55% das emissões de GEEs e essa porcentagem deve aumentar para 65% até 2030, por isso seria injusto essas nações não terem metas de redução.</p>
<p>Mas apesar de não ter dado detalhes sobre as metas, Stern observou que deve haver diferenciação entre os grandes emergentes e as nações menos desenvolvidas do mundo, como Burquina Fasso e Yemen, cuja contribuição para as mudanças climáticas são pequenas e cujos recursos para lidar com elas são poucos.</p>
<p>“Em Durban, concordamos em negociar um novo acordo com força jurídica e ‘aplicável para todas as Partes’ – em contraste com o Protocolo de Quioto, cujas obrigações reais eram aplicáveis apenas aos países desenvolvidos. Então isso foi um momento marcante. Agora temos que executar”, concluiu.</p>
<p><span style="font-size: x-small;"><strong>(Instituto CarbonoBrasil)</strong></span></p>
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		<title>NASA e NOAA indicam 2012 como um dos dez anos mais quentes</title>
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		<pubDate>Wed, 16 Jan 2013 18:14:28 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Henrique Andrade Camargo</dc:creator>
				<category><![CDATA[meio ambiente]]></category>
		<category><![CDATA[Notí­cias]]></category>
		<category><![CDATA[aquecimento global]]></category>
		<category><![CDATA[mudanças climáticas]]></category>

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		<description><![CDATA[A temperatura média do ano passado ficou 0,57°C acima da média do século XX, as agências alertam ainda que o aquecimento global está se acelerando e que a partir de agora cada década será mais quente do que a anterior]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><span style="font-size: x-small;"><strong>Fabiano Ávila, do Instituto CarbonoBrasil</strong></span></p>
<p><object width="530" height="298"><param name="movie" value="http://www.youtube.com/v/NnjTnUm9t-0?version=3&amp;hl=pt_BR&amp;rel=0" /><param name="allowFullScreen" value="true" /><param name="allowscriptaccess" value="always" /><embed type="application/x-shockwave-flash" width="530" height="298" src="http://www.youtube.com/v/NnjTnUm9t-0?version=3&amp;hl=pt_BR&amp;rel=0" allowfullscreen="true" allowscriptaccess="always"></embed></object></p>
<p>As duas principais agências norte-americanas de monitoramento climático, a NASA e a Administração Oceânica e Atmosférica Nacional (NOAA), divulgaram nesta terça-feira (15) suas análises de 2012 e informaram que trata-se de um dos dez anos mais quentes já registrados.</p>
<p>Já havia sido apontado que o ano passado foi o mais quente da história dos Estados Unidos, e agora, as agências afirmam que globalmente a temperatura média de 2012 ficou 0,57°C acima da média do século XX.</p>
<p>Segundo a NOAA, isso faz de 2012 o décimo ano mais quente já registrado. Para a NASA, foi o nono mais quente.</p>
<p>“Um ano a mais de números não é em si mesmo significante. O que importa é que a década como um todo foi mais quente do que a anterior, e a anterior foi mais quente do que a que veio antes. O planeta está aquecendo”, afirmou Gavin Schmidt, climatologista da NASA.</p>
<p>O ano de 2012 foi o 36o consecutivo com temperaturas acima da média. O recorde de marca de máximo de aquecimento está com 2010, que apresentou uma anomalia de 0,66°C. Os 12 anos do século XXI estão todos entre os 14 mais quentes já registrados.</p>
<p>Para os oceanos, a temperatura média ficou 0,45°C acima da média histórica. Isso mesmo levando em conta que 2012 foi marcado pelo fenômeno La Niña, que esfria a temperatura das águas.</p>
<p>De acordo com a NOAA, há indícios de que o aquecimento do planeta está se acelerando. A partir de 1880, cada década apresentou uma elevação de 0,06°C nas temperaturas anuais. Esse valor subiu para 0,16°C após 1970.</p>
<p>A NASA destaca o fator da concentração dos níveis de dióxido de carbono na atmosfera como o grande diferencial. “Em 1880 a concentração era de 285 partes por milhão (ppm), em 1960 já era de 315ppm e atualmente está em 390ppm”, aponta o comunicado da agência.</p>
<p><strong>Extremos</strong></p>
<p><strong><div class="img alignleft" style="width:226px;">
	<img src="http://www.carbonobrasil.com/arquivos_web/geral/sandynasa.jpg" alt="" width="226" height="151" />
	<div>Super tempestade Sandy atinge costa leste norte-americana / NASA</div>
</div></strong></p>
<p>A NOAA fez uma lista dos dez principais eventos climáticos extremos ocorridos em 2012, sendo que a seca no Nordeste brasileiro aparece em oitavo lugar.</p>
<p>O mais marcante de todos os fenômenos, segundo a NOAA, foi o recorde de menor extensão do gelo marinho do Ártico. No dia 16 de setembro, imagens de satélite do Centro Nacional de Dados de Neve e Gelo (NSIDC) dos Estados Unidos mostraram que a capa de gelo ficou com 3,42 milhões de km2.</p>
<p>Em segundo aparece a seca no verão que afetou importantes regiões agrícolas mundiais, causando a elevação nos preços dos alimentos. Produtores na Rússia, Ucrânia e Estados Unidos estão entre os que mais sofreram.</p>
<p>A super tempestade Sandy ficou com o terceiro lugar. Causando 185 mortes pelos países nos quais passou e bilhões em prejuízos, o fenômeno teria ganho uma força descomunal graças ao aquecimento acima da média das águas do Oceano Atlântico.</p>
<p>A falta de chuva em 2012 no Brasil causou a pior seca em cinco décadas, afetando cerca de quatro milhões de pessoas. O suprimento de água foi prejudicado em mais de mil municípios e a geração energética brasileira, altamente dependente das hidroelétricas, deve continuar comprometida pelos próximos meses.</p>
<p>“Algumas temporadas ainda serão mais frias do que a média, mas percebemos que a frequência de extremos de calor está crescendo. São esses extremos que mais impactam nas pessoas e na vida no planeta”, concluiu James Hansen, diretor do Instituto Goddard para Estudos Espaciais da NASA.</p>
<p><span style="font-size: x-small;"><strong>(Instituto CarbonoBrasil)</strong></span></p>
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		<title>Temperaturas extremas em continentes distintos marcam início de 2013</title>
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		<pubDate>Tue, 15 Jan 2013 16:05:35 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Henrique Andrade Camargo</dc:creator>
				<category><![CDATA[meio ambiente]]></category>
		<category><![CDATA[Notí­cias]]></category>
		<category><![CDATA[aquecimento global]]></category>
		<category><![CDATA[eventos climáticos extremos]]></category>
		<category><![CDATA[mudanças climáticas]]></category>

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		<description><![CDATA[Essa também foi a tendência registrada ao longo de 2012, quando os Estados Unidos registraram o ano mais quente de sua história.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><span style="font-size: x-small;"><strong>EcoD</strong></span></p>
<p><a href="http://mercadoetico.terra.com.br/website/wp-content/uploads/2013/01/aquecimento_termometro_250.jpg"><img class="alignleft size-full wp-image-67142" src="http://mercadoetico.terra.com.br/website/wp-content/uploads/2013/01/aquecimento_termometro_250.jpg" alt="" width="250" height="168" /></a>Era agosto de 2012, quando o diretor do Instituto Goddard de Estudos Espaciais da Nasa (agência espacial dos Estados Unidos), James Hansen, atribuíra a onda de calor no Texas em 2011, a da Rússia em 2010 e a da Europa em 2003 ao aquecimento global causado pelas emissões de gases estufa provenientes da ação humana. “É pior do que pensávamos”, alertou o especialista, à época.</p>
<p>Agora, o ano de 2013 mal começou, e as temperaturas extremas já batem na porta de países situados em diferentes regiões do mundo, como Austrália, Índia e China, segundo informam as agências internacionais.</p>
<p>Na Austrália, que enfrenta uma das situações mais críticas de sua história, várias cidades quebraram recordes de calor, com temperaturas oscilando entre 42,2ºC (regiões da Tasmania), 48ºC (Centro) e 50ºC em outras localidades, o que fez com que o país da Oceania já tenha registrado oito dos 20 dias mais quentes desde que as medições começaram a ser feitas na nação.</p>
<p>O calor na Autrália é tamanho, que até mesmo abastecer o carro com gasolina está difícil. O combustível evapora antes de chegar no tanque.</p>
<p>Só para se ter ideia, o Escritório de Meteorologia Australiano precisou adicionar novas cores em sua escala de temperatura, que não previa registros acima de 50ºC – agora, a régua possui também as cores roxo escuro e magenta, para designar as temperaturas entre 51ºC e 54ºC.</p>
<p>“Sabemos que, com o passar do tempo e como resultado da mudança climática, vamos ter mais eventos e condições de clima extremos”, avaliou a primeira-ministra australiana, Julia Gillard, ao mencionar o aquecimento global como culpado pelo fenômeno.</p>
<p><strong>Ásia gelada</strong></p>
<p>Ao mesmo tempo em que a Austália arde sob o calor recorde, algumas regiões da Ásia sofrem com o frio extremo. A China, por exemplo, enfrenta o pior inverno em 28 anos – em algumas localidades, como a Manchúria, já é a maior onda de frio em 40 anos. Segundo a agência de notícias estatal Xinhua, o instituto de clima do país acredita que temperatura extrema seja resultante das mudanças climáticas.</p>
<p>Situação semelhante a dos chineses, vivem os indianos. Nova Delhi registrou a temperatura mais fria em 44 anos. O recorde de frio já causou a morte de 175 pessoas no país.</p>
<p>O início de ano marcado por temperaturas extremas nesses países segue uma tendência registrada ao longo de 2012, quando os Estados Unidos registraram o ano mais quente de sua história.</p>
<p><span style="font-size: x-small;"><strong>(EcoD)</strong></span></p>
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		<title>Legisladores internacionais se reúnem em Londres para debater políticas climáticas</title>
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		<pubDate>Mon, 14 Jan 2013 19:43:19 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Henrique Andrade Camargo</dc:creator>
				<category><![CDATA[meio ambiente]]></category>
		<category><![CDATA[Notí­cias]]></category>
		<category><![CDATA[aquecimento global]]></category>
		<category><![CDATA[mudanças climáticas]]></category>
		<category><![CDATA[politicas ambientais]]></category>

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		<description><![CDATA[No evento será apresentado um relatório que indica que, das 33 nações participantes do GLOBE, 32 criaram ou estão criando legislações significativas ligadas ao tema.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><span style="font-size: x-small;"><strong>Jéssica Lipinski, do Instituto CarbonoBrasil</strong></span></p>
<p>Representantes de 33 países, incluindo o Brasil, se encontrarão nesta semana na Cúpula Global de Legislação Climática (GLOBE) para discutir sobre as melhores formas de reduzir as emissões de gases do efeito estufa (GEEs) e estimular o desenvolvimento de uma economia verde.</p>
<p>O objetivo do evento, que será realizado entre os dias 14 e 15 em Londres, é debater sobretudo políticas nacionais de combate às mudanças climáticas, e como tais políticas podem ajudar a cumprir as metas firmadas nos acordos internacionais, como a nova fase do Protocolo de Quioto e o tratado que o substituirá, a ser definido em 2015.</p>
<p>“Legislações domésticas são essenciais porque são o eixo entre a ação e os acordos internacionais. Em nível nacional, está claro que quando os países adotam políticas de energia limpa, os investimentos seguem isso. Em nível internacional está igualmente claro que a legislação doméstica abre o espaço político para acordos internacionais e facilita a ambição geral”, afirmou Christiana Figueres, secretária-executiva da UNFCCC.</p>
<p>No evento será apresentado um relatório que indica que, das 33 nações participantes do GLOBE, 32 criaram ou estão criando legislações climáticas nacionais significativas. E segundo o documento, destas, 18 estão fazendo um progresso significativo.</p>
<p>O relatório aponta também que os países emergentes estão exercendo um papel muito importante na criação dessas políticas nacionais, e que embora a prioridade e a abordagem das políticas varie de nação para nação, os resultados são similares: aumento na segurança energética, maior eficiência de recursos, um crescimento de baixo carbono etc.</p>
<p>Entre os exemplos estão o México,com uma lei que tem como meta reduzir 30% das emissões do país até 2020; a Coreia do Sul, que criou um esquema do comércio de emissões; Bangladesh, que aprovou o Ato de Energia Renovável e Sustentável; e a China, que está desenvolvendo sua legislação de mudanças climáticas.</p>
<p>John Gummer, presidente da GLOBE , vê o progresso das legislações nacionais com otimismo. “A maré está começando a mudar decisivamente no combate às mudanças climáticas, o desafio material que define este século. Esse é um desenvolvimento transformador que está ocorrendo em todo e cada continente”, declarou.</p>
<p>Entretanto, os participantes do evento admitem que as emissões ainda estão aumentando em um nível muito mais rápido do que o necessário para manter o aquecimento global em 2ºC, e que mais esforços precisam ser feitos para que os acordos internacionais tenham alguma relevância.</p>
<p>“Progresso substancial está sendo feito. Precisamos de mais, mas é esse progresso que será fundamental para definir se 2015 é um limite que atravessaremos ou um obstáculo em que tropeçaremos”, observou Barry Gardiner, vice-presidente da GLOBE.</p>
<p><strong>(Instituto CarbonoBrasil)</strong></p>
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		</item>
		<item>
		<title>Cortar emissões reduziria em até 65% os efeitos das mudanças climáticas</title>
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		<pubDate>Mon, 14 Jan 2013 19:39:58 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Henrique Andrade Camargo</dc:creator>
				<category><![CDATA[meio ambiente]]></category>
		<category><![CDATA[Notí­cias]]></category>
		<category><![CDATA[aquecimento global]]></category>
		<category><![CDATA[emissão de carbono]]></category>
		<category><![CDATA[mudanças climáticas]]></category>
		<category><![CDATA[poluição]]></category>

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		<description><![CDATA[Primeiro estudo a avaliar profundamente os benefícios de limitar as emissões de gases do efeito estufa afirma que a produção de alimentos estaria entre as áreas que mais sairiam ganhando com políticas nesse sentido]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><span style="font-size: x-small;"><strong>Fabiano Ávila, do Instituto CarbonoBrasil</strong></span></p>
<p><a href="http://mercadoetico.terra.com.br/website/wp-content/uploads/2013/01/carbono_emissão_250.jpg"><img class="alignleft size-full wp-image-67103" src="http://mercadoetico.terra.com.br/website/wp-content/uploads/2013/01/carbono_emissão_250.jpg" alt="" width="250" height="168" /></a>Ainda não é um consenso que as emissões de gases do efeito estufa resultantes das atividades humanas são um dos principais fatores que impulsionam o aquecimento global, e, até por isso, não existem grandes estudos sobre quais seriam os benefícios de cortá-las drasticamente. Tentando acabar com essa lacuna, pesquisadores britânicos e alemães se uniram e chegaram à conclusão de que um maior controle sobre a liberação de gases traria ganhos imensos para a sociedade.</p>
<p>Publicado na edição atual do periódico Nature Climate Change, o novo estudo aponta que impor limites severos às emissões poderia evitar entre 20% e 65% dos efeitos negativos das mudanças climáticas até 2100.</p>
<p>O trabalho, conduzido pela Universidade de Reading em parceria com o Met Office, Tyndall Centre, Instituto Postdam e contando ainda com o apoio de outras universidades, destaca que fazer as emissões atingirem seu máximo já em 2016 &#8211; e não em 2030 como sugerem as estimativas atuais &#8211; e a partir daí reduzi-las em uma taxa anual de 5% adiaria as piores consequências do aquecimento global e traria grandes benefícios para a produção de alimentos e para o combate a enchentes e secas.</p>
<p>“É claro que reduzir as emissões não evitará todos impactos das mudanças climáticas, mas nossa pesquisa mostra que essa decisão pode nos comprar tempo para fazer com que as construções, os sistemas de transportes e a agricultura sejam mais resilientes ao aquecimento global”, explicou Nigel Arnell, diretor do Instituto Walker para Pesquisa Climática da Universidade de Reading.</p>
<p>No caso da produção de alimentos, por exemplo, se nada for feito, a cultura mundial do trigo pode ter sua produtividade reduzida em 20% já em 2050. Porém, se os cortes de emissões forem adotados, visando manter o aumento das temperaturas em 2°C, essa queda de produtividade só seria vista em 2100. Assim, teríamos tempo para implementar novas tecnologias que exerçam um papel decisivo para evitar que isso ocorra completamente.</p>
<p>“Cortar as emissões nos dará tempo para nos adaptarmos. Podemos conseguir várias décadas a mais para trabalhar do que teremos se nada for feito. Nosso estudo é bastante otimista nesse sentido, mostrando que se quisermos podemos reduzir de forma significativa os impactos das mudanças climáticas nas pessoas”, completou Arnell.</p>
<p>Ainda segundo o estudo, políticas de redução de emissões evitariam que até 68 milhões de pessoas sofram com a escassez de água já em 2050, e que até 161 milhões saiam do cenário de alto risco de enchentes.</p>
<p>“Podemos evitar muitos dos piores impactos das mudanças climáticas se trabalharmos juntos para manter as emissões baixas. Esta pesquisa nos ajuda a quantificar os benefícios de limitar o aquecimento global em apenas 2°C e mostra como é vital que os países se comprometam nas negociações climáticas da ONU e garantam um acordo com poder de lei até 2015”, afirmou Edward Davey, Secretário de Estado para a Energia e Mudanças Climáticas do Reino Unido.</p>
<p>A pesquisa considera que sem políticas para as emissões, as temperaturas médias subirão entre 4°C a 5°C até o fim do século, colocando quase um bilhão de pessoas em um cenário de pouco acesso à água e 330 milhões sob o risco de inundações.</p>
<p><a href="http://www.nature.com/nclimate/journal/vaop/ncurrent/full/nclimate1793.html" target="_blank"></a><span style="text-decoration: underline; color: #0000ff;"><strong><a href="http://www.nature.com/nclimate/journal/vaop/ncurrent/full/nclimate1793.html" target="_blank">Acesse o estudo na Nature Climate Change</a></strong></span></p>
<p><span style="color: #000000; font-size: x-small;"><strong>(Instituto CarbonoBrasil)</strong></span></p>
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		<title>Estudo mostra economia e meio ambiente em rota de colisão</title>
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		<pubDate>Fri, 11 Jan 2013 11:06:44 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Henrique Andrade Camargo</dc:creator>
				<category><![CDATA[Economia]]></category>
		<category><![CDATA[meio ambiente]]></category>
		<category><![CDATA[Notí­cias]]></category>
		<category><![CDATA[aquecimento global]]></category>
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		<category><![CDATA[Sociedade]]></category>

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		<description><![CDATA[Principal causa seria uma percepção distorcida do aquecimento global, mesmo com os eventos climáticos extremos.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><span style="font-size: x-small;"><strong>Rolf Wenkel, da Agência Deutsche Welle</strong></span></p>
<p><a href="http://mercadoetico.terra.com.br/website/wp-content/uploads/2013/01/balanca250.jpg"><img class="alignleft size-full wp-image-67066" src="http://mercadoetico.terra.com.br/website/wp-content/uploads/2013/01/balanca250.jpg" alt="" width="250" height="168" /></a>Aumento do abismo entre ricos e pobres, endividamento estatal e prejuízos causados pelas mudanças climáticas indicam que o mundo enfrenta riscos crescentes, alerta relatório do Fórum Econômico Mundial.</p>
<p>O relatório Riscos Globais 2013, produzido pelo Fórum Econômico Mundial, é resultado de uma pesquisa de opinião que envolveu mais de mil especialistas em economia, política, ciência e sociedade. A maioria deles apontou a grave disparidade econômica como o risco mais provável de se manifestar no decorrer dos próximos dez anos.</p>
<p>As consequências mais graves seriam desencadeadas por uma eventual crise financeira sistêmica. Entre cinco maiores riscos citados tanto pelo impacto como pela probabilidade estão os desequilíbrios fiscais crônicos e a escassez no abastecimento de água.</p>
<p><strong>Duas tormentas</strong></p>
<p>Depois de um ano com eventos climáticos extremos e devastadores – da tempestade tropical Sandy às inundações na China –, o aumento das emissões de gases causadores do efeito estufa é mencionado pelos pesquisados como o terceiro risco global mais provável. Para os especialistas, a conseqüência mais grave da próxima década será a falta de adaptação às mudanças climáticas – considerada um perigo para o meio ambiente.</p>
<p>“A lista de riscos globais apresenta um sinal de alerta a respeito de nossos principais sistemas”, disse Lee Howell, diretor do Fórum Econômico Mundial e um dos editores do relatório.</p>
<p>“O mundo passa atualmente por duas tormentas”, disse John Drzik, presidente do grupo de consultoria empresarial Oliver Wyman. “Nós vemos uma tormenta ecológica e uma econômica – e as duas estão em rota de colisão. Se nós não investirmos em medidas para prevenir o crescente risco de eventos climáticos graves, o bem-estar global das futuras gerações estará em perigo.”</p>
<p><strong>Perigos interligados</strong></p>
<p>Os riscos socioeconômicos considerados urgentes levaram à redução dos esforços para controlar as mudanças climáticas. Segundo o estudo, a principal causa seria uma percepção distorcida do aquecimento global – mesmo com os eventos climáticos extremos.</p>
<p>No setor de saúde, os editores do relatório alertam para uma falsa sensação de segurança promovida pelos avanços da medicina. “Um dos meios mais efetivos e utilizados para proteger a vida humana – o uso de compostos antibacterianos e antimicrobianos (antibióticos) – pode não ter mais a mesma eficácia no futuro próximo”, diz trecho do estudo.</p>
<p>Reação digital em cadeia</p>
<p>Em todos os ramos da comunicação – da imprensa à internet – sempre foi difícil antever como a tecnologia vai transformar a sociedade. A democratização do acesso à informação, de modo geral, é considerada positiva.</p>
<p>Contudo, os editores do estudo advertem para conseqüências desestabilizadoras e imprevisíveis como, por exemplo, as revoltas causadas pelo filme anti-islâmico “Inocência dos Muçulmanos”, postado no YouTube. Ao passo em que a tradicional função de controle da mídia desaparece, aumenta o perigo de reações em cadeia como essas.</p>
<p>Em duas semanas, o relatório Riscos Globais 2013 será discutido no Fórum Econômico Mundial, em Davos, na Suíca – de 23 a 27 de janeiro. Para isso, são esperados novamente influentes economistas, cientistas e políticos – entre eles a chanceler federal alemã, Angela Merkel, e o primeiro-ministro russo, Dmitri Medvedev. Eles planejam discutir possibilidades de fortalecer o sistema econômico contra os riscos globais e, ao mesmo tempo, restringir os impactos das catástrofes ambientais.</p>
<p>(DW)</p>
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		<title>2012 foi o ano mais quente já registrado nos Estados Unidos</title>
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		<pubDate>Wed, 09 Jan 2013 15:46:14 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Henrique Andrade Camargo</dc:creator>
				<category><![CDATA[meio ambiente]]></category>
		<category><![CDATA[Notí­cias]]></category>
		<category><![CDATA[aquecimento global]]></category>
		<category><![CDATA[Estados Unidos]]></category>
		<category><![CDATA[mudanças climáticas]]></category>

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		<description><![CDATA[A temperatura média no país foi de 12,9ºC, 1,77ºC superior à média do século e 0,55ºC acima do recorde anterior, registrado em 1998]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><span style="font-size: x-small;"><strong>Fabiano Ávila, do Instituto CarbonoBrasil</strong></span></p>
<p style="text-align: center;"><div class="img aligncenter" style="width:441px;">
	<img src="http://carbonobrasil.com.br/arquivos_web/geral/mapatempeua.jpg" alt="" width="441" height="358" />
	<div>Em vermelho os estados que registraram recorde de temperatura e em laranja os muito acima da média histórica / NOAA</div>
</div>
<p>A temperatura média em 2012 no território contínuo dos Estados Unidos foi de 12,9ºC, 1,77ºC superior à média do século e 0,55ºC acima do recorde anterior, registrado em 1998. Além disso, o ano foi o segundo mais marcado por eventos climáticos extremos, como tempestades e secas.</p>
<p>Quem divulgou esses dados foi a Administração Oceânica e Atmosférica Nacional (NOAA), que informou ainda que a primavera de 2012 foi a mais quente da história e que a falta de chuvas chegou a afetar 61% dos EUA.</p>
<p>“Os números são consistentes com o que esperamos ver em um mundo sob o aquecimento global, mas não provam o fenômeno. As mudanças climáticas tiveram influência para os resultados, assim como variações locais. É impossível determinar qual dos dois fatores foi mais importante”, afirmou Jake Crouch, cientista climático do NOAA.</p>
<p>“Porém, o que projetamos é que essas temperaturas elevadas ocorrerão no futuro. Os Estados Unidos estão aquecendo e devem continuar a ver essa tendência”, completou.</p>
<p>Todos os estados dos EUA apresentaram uma temperatura média acima do normal histórico. Sendo que para 19 deles, 2012 foi o ano mais quente já registrado e em outros 26, o ano passado figura entre os 10 mais quentes.</p>
<p>De acordo com o Índice de Extremos Climáticos, que leva em conta os eventos fora do comum e mudanças drásticas na precipitação e na temperatura, o ano passado só fica atrás de 1998 como o mais marcado por fenômenos extremos.</p>
<p>No total, 11 desastres climáticos superaram a marca de US$ 1 bilhão em prejuízos, com destaque para a super tempestade Sandy, que varreu a costa leste norte-americana, incluindo Nova York, e a seca que afetou todo o chamado “cinturão do milho”, causando a alta dos alimentos em todo planeta.</p>
<p>“Acredito que, infelizmente, 2012 pode ser o novo &#8216;normal&#8217;. É exatamente o tipo de ano que esperamos ver diante do acelerado aquecimento global. Precisamos nos preparar, antecipar as tempestades e secas que ficarão mais intensas e frequentes daqui para a frente”, declarou à CNN Daniel Lashof, diretor do programa climático da ONG Conselho de Defesa dos Recursos Naturais.</p>
<p>Em um comunicado, Angela Anderson, diretora da União dos Cientistas Preocupados, reforçou a necessidade de reduzir as emissões de gases do efeito estufa, que seriam os principais responsáveis pelo aquecimento do planeta.</p>
<p>“Quanto mais tempo demorarmos para cortar as emissões, mais grave ficará o problema climático. O presidente Barack Obama prometeu que lidar com as mudanças climáticas seria uma de suas prioridades no segundo mandato, mas ele precisa transformar suas palavras em ações”, concluiu.</p>
<p><a href="http://www.ncdc.noaa.gov/sotc/" target="_blank"><span style="text-decoration: underline; color: #0000ff;"><strong>Veja mais detalhes do NOAA sobre o clima nos Estados Unidos</strong></span></a></p>
<p><span style="font-size: x-small;"><strong>(Instituto CarbonoBrasil)</strong></span></p>
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		<title>Aquecimento global até 2017 será menor que o previsto anteriormente, revê Met Office</title>
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		<pubDate>Wed, 09 Jan 2013 15:21:41 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Henrique Andrade Camargo</dc:creator>
				<category><![CDATA[meio ambiente]]></category>
		<category><![CDATA[Notí­cias]]></category>
		<category><![CDATA[ciência climática]]></category>
		<category><![CDATA[mudanças climáticas]]></category>
		<category><![CDATA[UK-Met-Office]]></category>

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		<description><![CDATA[Mas  projeções de longo prazo do órgão continuam as mesmas]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><span style="font-size: x-small;"><strong>EcoD</strong></span></p>
<p><a href="http://mercadoetico.terra.com.br/website/wp-content/uploads/2013/01/clima450.jpg"><img class="aligncenter size-full wp-image-66970" src="http://mercadoetico.terra.com.br/website/wp-content/uploads/2013/01/clima450.jpg" alt="" width="450" height="275" /></a></p>
<p>Em vez de a temperatura média ser elevada em 0,54ºC até 2017, como havia previsto o centro nacional de meteorologia britânico (Met Office), tal aumento deverá ser de 0,43ºC, segundo revisão do órgão anunciada na terça-feira, 8 de janeiro.</p>
<p>O centro afirma que a mudança foi feita porque foi usado um novo tipo de modelo de computador, que utiliza parâmetros diferentes. Se a nova previsão se mostrar correta, a temperatura média global teria permanecido praticamente a mesma por cerca de duas décadas.</p>
<p>De acordo com informações da BBC, os novos dados reabriram uma polêmica no mundo científico, uma vez que um dos principais argumentos utilizados por críticos que não concordam com a tese do aquecimento global é o de que não há evidências suficientes para a constatação de uma mudança significativa nas temperaturas mundiais.</p>
<p>Para os céticos, uma aparente estabilização do aquecimento global representa um sinal de que os alertas sobre a ameaça do aquecimento global foram exagerados.</p>
<p><strong>Longo prazo</strong></p>
<p>No entanto, o Met Office procurou ressaltar que o novo projeto é resultado de um trabalho experimental e que ele não altera as projeções de longo prazo do órgão.</p>
<p>As previsões são baseadas em uma comparação com a média de temperatura global no período entre 1971 e 2000.</p>
<p>Cientistas climáticos do Met Office e de outros centros vêm tentando entender o que está acontecendo no período mais recente. A explicação mais óbvia baseia-se em uma variação natural, com ciclos de mudanças na atividade solar, na temperatura e nos movimentos dos oceanos.</p>
<p><span style="font-size: x-small;"><strong>(EcoD) </strong></span></p>
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		<title>Fórum Econômico Mundial alerta que riscos climáticos são ameaça crescente</title>
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		<pubDate>Wed, 09 Jan 2013 15:00:38 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Henrique Andrade Camargo</dc:creator>
				<category><![CDATA[Economia]]></category>
		<category><![CDATA[Notí­cias]]></category>
		<category><![CDATA[aquecimento global]]></category>
		<category><![CDATA[mudanças climáticas]]></category>

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		<description><![CDATA[O Relatório Riscos Globais 2013 aponta que as condições financeiras difíceis, aliadas com os frequentes eventos climáticos extremos, representam uma combinação “cada vez mais perigosa” para a economia global.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><span style="font-size: x-small;"><strong>Jéssica Lipinski, do Instituto CarbonoBrasil</strong></span></p>
<p><a href="http://mercadoetico.terra.com.br/website/wp-content/uploads/2013/01/clima250.jpg"><img class="alignleft size-full wp-image-66955" src="http://mercadoetico.terra.com.br/website/wp-content/uploads/2013/01/clima250.jpg" alt="" width="250" height="168" /></a>O Fórum Econômico Mundial lançou nesta terça-feira (8) um relatório baseado em uma pesquisa de mais de 1000 especialistas da indústria, governos e academia que analisa 50 riscos globais em termos de impactos, probabilidade e interconexões. O Relatório Riscos Globais 2013 aponta que as condições financeiras difíceis, aliadas com os frequentes eventos climáticos extremos, representam uma combinação “cada vez mais perigosa” para a economia global.</p>
<p>De um modo geral, a oitava edição do documento sugere que o mundo corre cada vez mais risco à medida que os impasses econômicos enfraquecem a capacidade de se enfrentar os desafios ambientais.</p>
<p>O relatório ressalta que a grande diferença de renda, seguida pelos desequilíbrios fiscais, são os dois maiores riscos globais, mas o aumento das emissões de gases do efeito estufa aparece logo em seguida, como o 3º maior risco geral.</p>
<p>Rainer Egloff, da seguradora Swiss Re, declarou ao BusinessGreen que as mudanças climáticas também contribuem para outros riscos identificados pelos participantes da pesquisa, como preocupações com a oferta de alimentos e água e riscos relacionados à saúde.</p>
<p>“O estresse contínuo do sistema econômico global está posicionado para absorver a atenção dos líderes no futuro próximo. Enquanto isso, o sistema ambiental da Terra está simultaneamente ficando sob crescente estresse. Os futuros choques simultâneos de ambos os sistemas podem desencadear a ‘tempestade global perfeita’, com consequências potencialmente insuperáveis”, afirma o texto.</p>
<p>“Na frente econômica, a resiliência global está sendo testada por políticas fiscais austeras. Na frente ambiental, a resiliência da Terra está sendo testada pelo aumento das temperaturas globais e eventos climáticos extremos que provavelmente se tornarão mais frequentes e severos. Um colapso grande e repentino em uma frente certamente prejudica a chance da outra de desenvolver uma solução efetiva e em longo prazo”, acrescenta.</p>
<p>Para lidar com esse impasse, John Drzik, diretor executivo do Fórum Econômico Mundial, pediu que os criadores de políticas tomem medidas urgentes para combater os riscos ambientais e econômicos e sua relação.</p>
<p>“Duas tempestades – ambiental e econômica – estão a caminho de uma colisão. Se não alocarmos os recursos necessários para mitigar o crescente risco de eventos climáticos severos, a prosperidade global para futuras gerações pode ser ameaçada. Líderes políticos, líderes empresariais e cientistas precisam se unir para administrar esses riscos complexos”, comentou Drzik.</p>
<p>No entanto, Egloff chamou a atenção para a dificuldade de fazer com que criadores de políticas e empresas se comprometam com riscos climáticos. “O relatório argumenta que temos evidências das mudanças climáticas e a necessidade urgente de investir no combate ao problema, mas também temos problemas econômicos urgentes que estão absorvendo a atenção dos líderes políticos”, observou.</p>
<p>“Estamos vendo a tomada de decisões frequentemente ir em outra direção e como resultado há um grande risco de que a decisão de agir sobre as mudanças climáticas seja adiada”, concluiu.</p>
<p><span style="font-size: x-small;"><strong>(Instituto CarbonoBrasil)</strong></span></p>
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		</item>
		<item>
		<title>Mato Grosso sanciona Lei que cria sistema estadual de redução de emissões de gases do efeito estufa</title>
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		<pubDate>Wed, 09 Jan 2013 14:44:44 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Henrique Andrade Camargo</dc:creator>
				<category><![CDATA[meio ambiente]]></category>
		<category><![CDATA[Notí­cias]]></category>
		<category><![CDATA[aquecimento global]]></category>
		<category><![CDATA[mato grosso]]></category>
		<category><![CDATA[mudanças climáticas]]></category>

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		<description><![CDATA[Publicada pelo Diário Oficial, Lei nº 9878 cria e regulamenta o sistema de REDD+ no Estado. ]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><span style="font-size: x-small;"><strong>IPAM</strong></span></p>
<p>A Lei nº 9878 publicada nesta segunda-feira (07) pelo Diário Oficial cria o Sistema Estadual de Redução de Emissões por Desmatamento e Degradação Florestal (REDD+), que inclui Conservação, Manejo Florestal Sustentável e Aumento dos Estoques de Carbono Florestal no Estado de Mato Grosso.</p>
<p>O sistema de REDD+ inclui na contabilidade das emissões de gases de efeito estufa as emissões evitadas com a redução do desmatamento e a degradação florestal. Assim, é considerado um dos principais mecanismos de incentivo econômico para a redução do desmatamento no mundo, já que dá valor real à floresta mantida em pé.</p>
<p>A discussão da proposta de lei começou com a instituição do Grupo de Trabalho REDD, do qual IPAM faz parte, em março de 2009, no âmbito do Fórum Mato-grossense de Mudanças Climáticas. O grupo trabalhou durante dois anos na elaboração da proposta, que foi debatida em consultas públicas e recebeu propostas de modificações pela internet. Ao todo foram 171 proposições analisadas até a versão final da minuta ser validada pelo Fórum.</p>
<p>Custos e Benefícios para Implementação de um Sistema de REDD+ em MT: estudo realizado pelo IPAM</p>
<p>Um estudo realizado pelo IPAM, em 2012, com a colaboração com a Secretaria de Estado do Meio Ambiente (SEMA- MT), Instituto Centro de Vida (ICV) e Grupo de Trabalho de REDD (GTREDD-MT) teve como um dos objetivos realizar um levantamento dos principais custos que o estado teria para implementar o sistema de REDD+ no estado num período de 10 anos. Além disso, identificou as principais fontes de recursos para implementar e manter o sistema.</p>
<p>O estudo, apresentado inicialmente no seminário “REDD+ em Mato Grosso: Rumo à implementação”, que aconteceu em 23 de agosto de 2012 em Cuiabá, foi solicitado pela própria Secretaria com a função de subsidiar o governo estadual na decisão sobre a implementação de um sistema estadual de REDD+*. Os principais resultados do estudo integram sumário executivo, disponível para download.</p>
<p>Apesar da lentidão das negociações no âmbito da ONU, o mecanismo de REDD+ continua evoluindo, principalmente em projetos subnacionais, e recursos já estão disponíveis. Austrália, Japão e o Estado da Califórnia (EUA), entre outros, já investem em países em desenvolvimento que comprovarem reduções de emissões por desmatamento. No Brasil, a Noruega foi a primeira a investir no Fundo Amazônia, com aporte total de US$ 1 bilhão. Até novembro de 2012 foram 30 os projetos contratados pelo Fundo, com apoio total de R$ 315,2 milhões.  De acordo com o estudo, apesar de seu ótimo desempenho, o Mato Grosso não foi tão bem sucedido na captação de recursos de REDD+ quanto outros estados amazônicos, apesar de ter reduzido drasticamente seu desmatamento nos últimos anos; o Estado do Amazonas liderou a captação e o Acre ficou em segundo lugar na obtenção de recursos.</p>
<p>De acordo com a análise, REDD+ como política pública tem um potencial considerável na geração de incentivos para promover uma transição do tradicional modelo de desenvolvimento rural para aquele de baixas emissões, sendo que esse novo modelo traz diversos benefícios: maior acesso a mercados; maior acesso a investimento e recursos públicos e privados; e menores riscos de seca (em estados amazônicos), assim como incêndios e inundações.</p>
<p>Segundo Andrea Azevedo, uma das autoras do estudo, se faz urgente um suporte financeiro direto aos estados desenvolvendo programas de REDD+, com pagamentos baseados no desempenho, e que sejam capazes de financiar as atividades iniciais necessárias à implementação de programas de REDD+ no âmbito estadual. “Uma vez implementado o sistema, o custo operacional não é alto se comparado ao preço do carbono”, diz. “Espera-se que a estratégia nacional possa ajudar a resolver esse problema e realmente ajudar no fortalecimento dos sistemas estaduais de REDD+.”</p>
<p><span style="font-size: x-small;"><strong>(Instituto CarbonoBrasil)</strong></span></p>
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		<title>Crise nas alturas andinas</title>
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		<pubDate>Thu, 20 Dec 2012 12:41:39 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Henrique Andrade Camargo</dc:creator>
				<category><![CDATA[meio ambiente]]></category>
		<category><![CDATA[Notí­cias]]></category>
		<category><![CDATA[Água]]></category>
		<category><![CDATA[ANDES]]></category>
		<category><![CDATA[aquecimento global]]></category>
		<category><![CDATA[mudanças climáticas]]></category>
		<category><![CDATA[recursos hídricos]]></category>

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		<description><![CDATA[A água doce proporcionada pelas geleiras andinas está em perigo por causa do aquecimento global]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><span style="font-size: x-small;"><strong>Stephen Leahy, da Terramérica</strong></span></p>
<div class="img aligncenter size-full wp-image-66742" style="width:530px;">
	<a href="http://mercadoetico.terra.com.br/website/wp-content/uploads/2012/12/andes_mendoza_henrique_5301.jpg"><img src="http://mercadoetico.terra.com.br/website/wp-content/uploads/2012/12/andes_mendoza_henrique_5301.jpg" alt="" width="530" height="182" /></a>
	<div>Foto: Henrique Andrade Camargo</div>
</div>
<p>As áreas montanhosas dos países andinos fornecem água às cidades do litoral, abrigam biodiversidade e são barreiras naturais, mas o aquecimento global ameaça estas regiões, habitadas por milhões de pessoas. “O retrocesso das geleiras é nítido, e algumas comunidades dizem que o clima está mudando. As precipitações estão mais instáveis, e nas cidades da costa há problemas de abastecimento de água”, resumiu ao Terramérica o ministro peruano do Meio Ambiente, Antonio Brack.</p>
<p>No Peru, Equador, Chile e na Bolívia as geleiras são a fonte principal de água doce, e seu derretimento causa, entre outras consequências, menor disponibilidade para as cidades de vales e zonas costeiras. A superfície total dos gelos montanhosos peruanos caiu 22% nos últimos 35 anos, com redução do volume de água de 12%, segundo o Conselho Nacional do Meio Ambiente do país.</p>
<p>Diante das ameaças que pairam sobre as alturas, as nações da região criaram o Consórcio para o Desenvolvimento Sustentável da Ecorregião Andina (Condesan), vinculado à Aliança para as Montanhas, criada em 2002. Até agora, 50 países, 16 organizações intergovernamentais e 107 organizações da sociedade civil formam a Aliança, apoiada pela Organização das Nações Unidas para a Agricultura e a Alimentação (FAO).</p>
<p>“Estamos executando programas para prevenir incêndios nos páramos, conservar os mangues e melhorar a administração dos sistemas de água fresca”, descreveu ao Terramérica o vice-ministro de Mudança Climática do Ministério do Meio Ambiente do Equador, Marco Chiu. A proteção das áreas montanhosas foi um tema de destaque da 16ª Conferência das Partes (COP 16) da Convenção Marco das Nações Unidas sobre Mudança Climática, que terminou no dia 10, em Cancún, no México.</p>
<p>Nas regiões secas de Argentina, Chile, Peru e Ásia central, onde há pouca chuva, as geleiras em retrocesso causarão um impacto muito maior na disponibilidade de água do que na Europa ou em regiões da Ásia. Isto é o que afirma o informe “As Geleiras de Alta Montanha e a Mudança Climática: Desafios para os Meios de Vida Humanos e a Adaptação”, apresentado em Cancún pelo Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente (Pnuma).</p>
<p>Desde 2008, o Equador executa um programa de adaptação e uso da água, com 13 planos-piloto em seis províncias, apoiado pelo Fundo para o Meio Ambiente Mundial (GEF) e o Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (Pnud). Por sua vez, o Peru está prestes a aprovar um plano para de adaptação à mudança climática, que obterá validade legal em janeiro e se somará à estratégia nacional aprovada em 2003.</p>
<p>Desde 2008, Colômbia, Equador, Peru e Bolívia desenvolvem um Projeto de Adaptação ao Impacto do Retrocesso Acelerado de Geleiras nos Andes Tropicais (PRAA), com apoio do Banco Mundial. “Todas as regiões foram afetadas. As comunidades estão desinformadas. Deve existir um processo de apropriação dos estudos para participar da tomada de decisões”, disse ao Terramérica a indígena quéchua Tarcila Rivera, coordenadora do Enlace Continental de Mulheres Indígenas, presente na COP 16, junto com Antonio Brack e Marco Chiu.</p>
<p>Declarado em 2002 pelas Nações Unidas como Dia Internacional das Montanhas, o 11 de dezembro desta vez foi dedicado aos povos indígenas e às minorias que habitam estas áreas altas. “Há debilidades nos dados, medições insuficientes, pouca experiência e ferramentas metodológicas insuficientes para calcular a vulnerabilidade. O plano deve ser aquele que nos oriente para o que vamos fazer contra a mudança climática”, disse ao Terramérica o peruano Edwin Mansilla, coordenador da Unidade Operacional de Mudança Climática do Governo Regional de Cusco.</p>
<p>Esta região de quase 72 mil quilômetros quadrados, habitada por 1,1 milhão de pessoas, possui um quarto das geleiras peruanas, das quais 30% derreteram, segundo a administração regional. As comunidades se preocupam com a situação da água e o cuidado dos bofedais, mangues de altitude que fornecem alimento às alpacas (Vicugna pacos). Estes mamíferos nativos dos Andes são fonte de renda para os habitantes dessas áreas devido à lã que fornecem para fabricar tecidos e roupas.</p>
<p>“Os conhecimentos tradicionais indígenas devem ser reconhecidos e aplicados, porque os povos sobrevivem com estes saberes”, disse Rivera. A análise do Pnuma sugere melhorar os padrões de precipitação e efeitos sobre a disponibilidade de água, em particular nas regiões de montanha da Ásia e América Latina.</p>
<p><span style="font-size: x-small;"><strong>(Envolverde/IPS)</strong></span></p>
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		<title>Registros naturais confirmam aquecimento global</title>
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		<pubDate>Wed, 19 Dec 2012 15:22:54 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Henrique Andrade Camargo</dc:creator>
				<category><![CDATA[meio ambiente]]></category>
		<category><![CDATA[Notí­cias]]></category>
		<category><![CDATA[aquecimento global]]></category>
		<category><![CDATA[mudanças climáticas]]></category>

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		<description><![CDATA[Estudo analisa núcleos de gelo, corais, formações em cavernas e sedimentos marinhos e conclui que o aumento das temperaturas nos últimos 130 anos apontado por medições é também visto na natureza]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><span style="font-size: x-small;"><strong>Fabiano Ávila, do Instituto CarbonoBrasil</strong></span></p>
<p><a href="http://mercadoetico.terra.com.br/website/wp-content/uploads/2012/12/aquecimento_termometro_250.jpg"><img class="alignleft size-full wp-image-66682" src="http://mercadoetico.terra.com.br/website/wp-content/uploads/2012/12/aquecimento_termometro_250.jpg" alt="" width="250" height="168" /></a>Diversos institutos de pesquisa climática, universidades e órgãos governamentais realizam a mensuração diária das temperaturas e mesmo com esses dados sendo semelhantes e apontando o aquecimento do planeta no último século, muitos ainda desconfiam dos números apresentados. Essas pessoas alegam, por exemplo, que as estações de medição estão localizadas em centros urbanos, assim, o aquecimento encontrado seria apenas um reflexo do efeito estufa local.</p>
<p>O recém-publicado estudo “Aquecimento Global: um Registro Independente dos Últimos 130 Anos”, presente na última edição do periódico Geophysical Research Letters (necessário ter cadastro para acessar), ajuda a acabar com esse tipo de dúvida ao constatar que diversos registros naturais demonstram que podemos confiar nas medições.</p>
<p>Realizado por uma equipe de pesquisadores da Administração Nacional Oceânica e Atmosférica dos Estados Unidos (NOAA) e das universidades da Carolina do Sul, Colorado e de Berna, na Suíça, o trabalho analisou dados coletados em núcleos de gelo, corais antigos, cavernas e camadas de sedimentos em lagos e oceanos e chegou à conclusão de que o mesmo aquecimento apontado pelas medições é também vislumbrado na natureza.</p>
<p>“Observando somente elementos paleoclimáticos, é possível concluir que a tendência de aquecimento da superfície global é confirmada por evidências independentes. Estamos convencidos de que nos últimos 130 anos houve sem dúvidas um aumento das temperaturas”, declarou David Anderson, chefe do setor de paleoclimatologia do NOAA e principal autor do estudo.</p>
<p>Para chegar a esse resultado, os pesquisadores analisaram 173 conjuntos de dados que refletem mudanças nas temperaturas entre 1730 a 1995. Para garantir que o estudo fosse realmente independente de instrumentos, foram utilizados apenas dados “brutos” dos registros naturais, sem a usual reconstrução de temperaturas, processo que obrigatoriamente passa por medições com termômetros.</p>
<p>O crescimento dos corais, a presença de conchas em sedimentos e até o comportamento geológico de cavernas, tudo isso é impactado por mudanças nas temperaturas. Assim, é possível, por exemplo, acompanhar as taxas de isótopos de oxigênio em esqueletos de corais para se medir a variação climática.</p>
<p>“A correlação entre os dados paleoclimáticos e o registro de temperaturas possui implicações essenciais para a ciência climática e destaca a importância das pesquisas paleoclimáticas. Trabalhos como esse aumentam nosso entendimento do clima global ao estender nosso conhecimento de uma forma independente e objetiva”, disse Thomas Karl, diretor do Centro de Dados Climáticos do NOAA.</p>
<p>O estudo destacou ainda que os registros naturais demonstram que o aquecimento global nos últimos 15 anos avaliados (1980 a 1995) foi significantemente mais rápido do que a tendência de longo prazo (1880 a 1995).</p>
<p>Novembro de 2012</p>
<p>Agora que podemos ter mais confiança nos termômetros, assustam ainda mais os dados divulgados nesta semana pelo próprio NOAA.</p>
<p>Segundo a mais recente atualização do State of the Climate, novembro de 2012 foi o 333° mês consecutivo no qual as temperaturas globais ficaram acima da média para o último século. Além disso, foi o quinto novembro mais quente desde 1880.</p>
<p>A temperatura média terrestre em novembro ficou 1,13°C acima da média do século XX e a dos oceanos, 0,5°C.</p>
<p>Para o período entre janeiro e novembro, foi registrada uma temperatura 0,96°C acima da média histórica, fazendo deste período o quinto mais quente desde que começaram as medições.</p>
<p>Os dados do NOAA são coerentes com os apresentados pela Organização Meteorológica Mundial (OMM) há algumas semanas, que apontavam uma temperatura média de 14,45°C em 2012, quase meio grau acima da média entre 1961 e 1990.</p>
<p>Se seguir neste ritmo, 2012 deve ser o nono ano mais quente da história, mesmo sofrendo forte influência do fenômeno La Niña, que provoca a queda das temperaturas.</p>
<p><span style="font-size: x-small;"><strong>(Instituto CarbonoBrasil)</strong></span></p>
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		<title>COP 18: A inexplicável irrelevância</title>
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		<pubDate>Mon, 17 Dec 2012 19:44:38 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Henrique Andrade Camargo</dc:creator>
				<category><![CDATA[meio ambiente]]></category>
		<category><![CDATA[Notí­cias]]></category>
		<category><![CDATA[Catar]]></category>
		<category><![CDATA[COP18]]></category>
		<category><![CDATA[Doha]]></category>
		<category><![CDATA[mudanças climáticas]]></category>
		<category><![CDATA[negociações cimáticas]]></category>
		<category><![CDATA[Reinaldo Canto]]></category>

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		<description><![CDATA["É bem difícil aceitar que o nítido e incontestável agravamento dos problemas climáticos mundiais seja acompanhado por tão poucas ações efetivas para enfrentá-los"]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><span style="font-size: x-small;"><strong>Reinaldo Canto*</strong></span></p>
<p>É bem difícil aceitar que o nítido e incontestável agravamento dos problemas climáticos mundiais seja acompanhado por tão poucas ações efetivas para enfrentá-los. Isso é o que podemos constatar quanto aos resultados da Conferência do Clima, a COP 18, realizada nas duas últimas semanas em Doha, Catar.</p>
<p>Os representantes dos cerca de 193 países presentes ao encontro chegaram a demonstrar alívio com o acordo que definiu a revalidação do Protocolo de Kyoto até 2020. O documento tinha encerramento previsto para o final de 2012, mas, mesmo tendo alcançado resultados insatisfatórios, o mundo concluiu que pior seria ficar sem o protocolo. Bem ou mal, Kyoto é o único acordo internacional que define a obrigatoriedade dos países desenvolvidos reduzirem as suas emissões de gases de efeito estufa.</p>
<p style="text-align: center;"><div class="img aligncenter" style="width:420px;">
	<img src="http://www.cartacapital.com.br/wp-content/uploads/2012/12/COP-18.jpg" alt="" width="420" height="220" />
	<div>Ao mesmo tempo que a atmosfera aquece a cada ano, as conferências climáticas se tornam mais frias e pouco producentes. E isso também vale para a COP 18. / Foto: Karim Jaafar/AFP</div>
</div>
<p>O retrocesso foi evitado, mas temos realmente algo a comemorar? Nas palavras do economista britânico Nicholas Stern, a resposta é não. Segundo ele, caminhamos para um aumento da temperatura entre 3º e 5º C, o que vai trazer consequências muito negativas para a vida no planeta.</p>
<p>Diversas organizações que estiveram no Catar, como o Greenpeace e o WWF, demonstraram insatisfação e pessimismo diante da pouca ambição demonstrada pelas lideranças mundiais. “Baseados no que vimos aqui, não é possível ser otimista num futuro próximo”, afirmou o diretor-executivo do Greenpeace Internacional, Kumi Naidoo.</p>
<p>Nesse segundo período do Protocolo de Kyoto, os países da União Europeia, Austrália e alguns outros – 36 nações entre as mais industrializadas do mundo -, se comprometem a reduzir suas emissões. Juntos, respondem por 15% das emissões globais. Seguem de fora os maiores contribuintes do aquecimento global: Estados Unidos, China, Brasil e Índia. Para piorar o novo acordo, Japão, Rússia, Nova Zelândia e Canadá decidiram não aceitar o compromisso.</p>
<p>O que estava longe de ser considerado bom ficou ainda pior.</p>
<p>No que se refere ao financiamento dos 100 bilhões de dólares anuais para compor um fundo climático de apoio aos países em desenvolvimento, mais uma vez nada foi decidido. Tudo permanece como estava, ou seja, totalmente indefinido. A crise internacional é a desculpa da vez para deixar tudo como está para ver como é que fica.</p>
<p><strong>O que esperar dos próximos encontros?</strong></p>
<p>Em matéria de decisões importantes as últimas conferências se equivalem, mas em relação à sua representatividade, há muitas diferenças. Da COP 15 realizada em 2009 na Dinamarca para cá, parece que as discussões climáticas vêm perdendo gradativamente seu espaço nas agendas dos países.</p>
<p style="text-align: center;"><div class="img aligncenter" style="width:420px;">
	<img src="http://www.cartacapital.com.br/wp-content/uploads/2012/12/polui%C3%A7%C3%A3o.jpg" alt="" width="420" height="220" />
	<div>Foto: Christopher Craig/Flickr</div>
</div>
<p>Em Copenhague, estiveram os principais líderes mundiais. Já nos encontros seguintes, escalões inferiores dotados de pouca autonomia para tomar decisões representaram seus governos.</p>
<p>Será que no ritmo em que estamos, em alguns anos as conferências do clima serão representadas por grupos de escoteiros de cada país*? Esses jovens possivelmente teriam um senso maior de urgência na tomada de decisões que contribuíssem para reduzir os riscos crescentes à raça humana, mas infelizmente não estariam autorizados a tomar as decisões que todos gostaríamos que se tornassem realidade.</p>
<p>Tudo faz crer que muitas COPs serão realizadas até que sejamos contemplados com ações efetivas de combate às mudanças climáticas. Mas ao que parece, são poucas as chances de que elas ocorram da maneira mais fácil e menos dolorosa. Vamos acompanhar!</p>
<p><em>Aos politicamente corretos, um esclarecimento: o intuito da citação não é o de ofender os valorosos escoteiros que exercem uma importante missão na formação dos nossos jovens, mas por outro lado, não seria adequado assumirem funções diplomáticas no lugar de autoridades nacionais. </em></p>
<p><strong>* Reinaldo Canto é jornalista especializado em Sustentabilidade e Consumo Consciente e pós-graduado em Inteligência Empresarial e Gestão do Conhecimento. Passou pelas principais emissoras de televisão e rádio do País. Foi diretor de comunicação do Greenpeace Brasil, coordenador de comunicação do Instituto Akatu pelo Consumo Consciente e colaborador do Instituto Ethos. Atualmente é colaborador e parceiro da Envolverde, professor em Gestão Ambiental na FAPPES e palestrante e consultor na área ambiental.</strong></p>
<p><span style="font-size: x-small;"><strong>(Carta Maior)</strong></span></p>
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		<title>Brasil precisa investir mais em C&amp;T para superar desafio das mudanças climáticas</title>
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		<pubDate>Mon, 17 Dec 2012 13:35:18 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Henrique Andrade Camargo</dc:creator>
				<category><![CDATA[meio ambiente]]></category>
		<category><![CDATA[Notí­cias]]></category>
		<category><![CDATA[aquecimento global]]></category>
		<category><![CDATA[Brasil]]></category>
		<category><![CDATA[impactos socioambientais]]></category>
		<category><![CDATA[mudanças climáticas]]></category>
		<category><![CDATA[Vulnerabilidade climática]]></category>

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		<description><![CDATA[Mais grave ainda é a falta de estudos sobre vulnerabilidades ambientais, sociais e econômicas]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><span style="font-size: x-small;"><strong>EcoD</strong></span></p>
<p>&#8220;O Brasil está muito distante de uma situação ideal de investimento em pesquisa de alto nível para produção de novas tecnologias e inovação, ou para estudos no campo das vulnerabilidades e adaptação, na área de mudanças climáticas&#8221;. A conclusão consta no Informe sobre o Estado e Qualidade das Políticas Públicas sobre Mudanças Climáticas e Desenvolvimento no Brasil, elaborado pela Plataforma Climática Latino-Americana (PCL), organização que teve o apoio da Fundação Avina.</p>
<p>Segundo a publicação, que também avaliou outros nove países latino-americanos a respeito das políticas públicas sobre mudanças climáticas, a iniciativa privada pouco investe nessas áreas. &#8220;Isso pode prejudicar o país em termos de competitividade no mercado internacional e também não permite uma contribuição maior dos brasileiros para soluções mais duradouras e eficazes para a remediação do problema das mudanças climáticas no nível planetário, podendo prejudicar muito a economia e a sociedade brasileira.&#8221;</p>
<p>De acordo com o estudo, mais grave ainda é a falta de estudos sobre vulnerabilidades ambientais, sociais e econômicas decorrentes das mudanças climáticas, que poderiam impactar especialmente as populações mais vulneráveis, pois costumam habitar justamente as áreas mais sujeitas aos graves impactos das alterações climáticas, por sua precariedade de infraestrutura, em locais mais sujeitos a deslizamentos, secas, falta de saneamento básico, dentre outros fatores potencializadores de desastres ambientais ou impactantes em termos de saúde pública.</p>
<p><strong>Desafio brasileiro</strong></p>
<p>&#8220;A falta de produção científica também impacta a formulação de políticas públicas que depende de informação de qualidade e relevante para tomada de decisão. Deve impactar também a orientação de fluxos financeiros, bem como os investimentos privados em desenvolvimento de tecnologias&#8221;, pontua o informe.</p>
<p>Autores como o economista José Eli da Veiga acreditam que o desafio Brasil nos próximos anos consiste em investir em Ciência, Tecnologia e Inovação para não ficar dependente das soluções que surgirão em outros países, e que para tanto, deveríamos usar todos os recursos que seriam investidos no pré-sal para investir em Ciência e Tecnologia.</p>
<p><a href="http://www.intercambioclimatico.com/wp-content/uploads/Vers%C3%A3o_Final_SPVS_PCL_23maio2012.docx" target="_blank"></a><span style="text-decoration: underline; color: #0000ff;"><strong><a href="http://www.intercambioclimatico.com/wp-content/uploads/Vers%C3%A3o_Final_SPVS_PCL_23maio2012.docx" target="_blank">- Baixe o estudo na íntegra -</a></strong></span></p>
<p><span style="color: #000000; font-size: x-small;"><strong>(EcoD)</strong></span></p>
]]></content:encoded>
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		<title>Documento &#8220;vazado&#8221; destaca evidências das mudanças climáticas</title>
		<link>http://mercadoetico.terra.com.br/arquivo/documento-vazado-destaca-evidencias-das-mudancas-climaticas/</link>
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		<pubDate>Mon, 17 Dec 2012 13:03:33 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Henrique Andrade Camargo</dc:creator>
				<category><![CDATA[meio ambiente]]></category>
		<category><![CDATA[Notí­cias]]></category>
		<category><![CDATA[aquecimento global]]></category>
		<category><![CDATA[céticos do clima]]></category>
		<category><![CDATA[emissão de gases do efeito estufa]]></category>
		<category><![CDATA[IPCC]]></category>
		<category><![CDATA[mudanças climáticas]]></category>

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		<description><![CDATA[Apesar de ainda ser um trabalho em andamento, o quinto relatório do IPCC apresenta dados preocupantes e aponta que a concentração de CO2 na atmosfera é a grande responsável pelo aquecimento global]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><span style="font-size: x-small;"><strong>Fabiano Ávila, do Instituto CarbonoBrasil</strong></span></p>
<p>Quando o blog <em>Watts Up With That</em> divulgou, sem autorização, uma cópia do próximo relatório do Painel Intergovernamental sobre Mudanças Climáticas, sua intenção era enfraquecer a entidade e toda a tese de que o aquecimento do planeta se deve às emissões de gases do efeito estufa resultantes das atividades humanas.</p>
<p>Foi um tiro no pé. Pois, apesar de o autor do blog, Alec Rawls, se esforçar para destacar alguns pontos que teoricamente dariam suporte para suas próprias teorias contrárias à participação do homem nas mudanças climáticas, uma análise mais calma do relatório mostra justamente o oposto: as evidências de que o clima está se transformando são inequívocas e é extremamente provável que isso seja culpa nossa.</p>
<p>Segundo o documento, as temperaturas médias globais vêm subindo desde o começo do século XX e esse aquecimento foi particularmente acelerado depois dos anos 1970. Cada uma das últimas três décadas foi significantemente mais quente do que todas as outras desde 1850.</p>
<p>A temperatura combinada da terra e do mar teria sofrido um aumento de 0,8°C no período de 1901 a 2010 e de cerca de 0,5°C entre 1979 e 2010.</p>
<p>“Existem evidências consistentes de que há um aumento na rede de energia do sistema terrestre graças a um desequilíbrio. É virtualmente certo que isso é causado por atividades humanas, fundamentalmente pelo aumento das concentrações de dióxido de carbono (CO2)”, afirma o relatório.</p>
<p>O IPCC aponta que o CO2 é a principal causa das mudanças climáticas, muito mais relevante para o aquecimento do que outros fatores naturais. A concentração atual de CO2 na atmosfera é a maior em 800 mil anos.</p>
<p>O documento identifica também que houve mudanças nos eventos climáticos extremos, mas salienta que o nível de confiança sobre o que mudou varia conforme o tipo de fenômeno e com a região onde ele ocorre.</p>
<p>Para a questão do aumento das chuvas intensas, por exemplo, as estatísticas apontam que existe um crescimento da sua frequência desde 1950. Porém, com relação às secas, é mais difícil observar uma tendência em longo prazo, devido às inconsistências geográficas.</p>
<p>O relatório registra ainda que os oceanos avançaram entre 2,8 mm e 3,6 mm ao ano desde 1993. A elevação pôde ser acompanhada nos últimos dois séculos, sendo que se acelerou depois de 1900.</p>
<p>“Desde 1970, o aquecimento e a expansão oceânica e o degelo foram os contribuintes dominantes do aumento do nível do mar, juntos explicando 80% do avanço observado”, afirma o relatório.</p>
<p>A previsão é de que o mar suba entre 0,29 metros e 0,82 metros até 2100.</p>
<p>O IPCC destaca que é grande a confiança nos modelos climáticos atuais e que eles conseguem simular com precisão os múltiplos cenários previstos. Vários aspectos climáticos, como precipitações em larga escala, comportamento do gelo do Ártico e temperaturas oceânicas, seriam bem representados nessas ferramentas.</p>
<p>Esse tipo de conclusão é possível graças a simulações realizadas que podem ser comparadas com dados reais. Por exemplo, cientistas conseguem realizar um experimento no qual um modelo recria a flutuação da temperatura terrestre nos últimos 50 anos e depois comparam os resultados com o que se sabe realmente ter acontecido.</p>
<p>“O ponto mais interessante do &#8216;vazamento&#8217; do relatório é a revelação do quão grande é o sentimento de negação entre os céticos climáticos. Se eles são capazes de distorcer um documento da forma que fizeram, imagine como são malucas as interpretações que fazem das evidências científicas”, afirmou à rede ABC Steven Sherwood, pesquisador da Universidade de Nova Galês do Sul e membro do IPCC.</p>
<p><span style="font-size: x-small;"><strong>(Instituto CarbonoBrasil)</strong></span></p>
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		</item>
		<item>
		<title>Participe do projeto Global Power Shift</title>
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		<pubDate>Thu, 13 Dec 2012 21:10:28 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Henrique Andrade Camargo</dc:creator>
				<category><![CDATA[meio ambiente]]></category>
		<category><![CDATA[Notí­cias]]></category>
		<category><![CDATA[350.org]]></category>
		<category><![CDATA[350ppm]]></category>
		<category><![CDATA[aquecimento global]]></category>
		<category><![CDATA[ativismo]]></category>
		<category><![CDATA[mudanças climáticas]]></category>

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		<description><![CDATA[Organização pretende criar movimento climático internacional]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><span style="font-size: x-small;"><strong>350.org</strong></span></p>
<p>O prazo necessário para resolver a crise climática está acabando e precisamos de vontade política. 2015 parece ser o ano crítico em que devemos agir rapidamente para termos alguma possibilidade de limitar o aquecimento global a menos de 2 ºC, sem falar nas 350 partes por milhão que, segundo os cientistas, é o limite seguro de CO2 na atmosfera. O movimento climático internacional tem que gerar um nível de pressão política sem precedentes para a ação climática. Precisamos de uma demonstração massiva e constante de força que perturbe o status quo e prenda a imaginação pública.</p>
<p>O <span style="text-decoration: underline; color: #0000ff;"><strong><a href="http://globalpowershift.org/" target="_blank">Global Power Shift (GPS)</a></strong></span> começará com um encontro internacional de cerca de 500 líderes climáticos do mundo todo, em sua maioria jovens, em Istambul &#8211; Turquia, entre os dias 10 a 17 de junho de 2013. O evento será um catalisador para a mudança, uma oportunidade única para  reforçar os laços comunitários com um programa dinâmico focado em compartilhar e desenvolver habilidades, capacidades, e estratégias para levar os movimentos sociais, ambientais e climáticos a um novo patamar no mundo inteiro.</p>
<p><strong>No Global Power Shift estaremos:</strong></p>
<ul>
<li>Compartilhando e desenvolvendo habilidades para organizar movimentos e coordenar campanhas de impacto.</li>
<li>Preparando-nos para organizarmos uma conferência Power Shift no Brasil depois do evento inicial na Turquia.</li>
<li>Construindo alinhamento político, análise e teoria da mudança.</li>
<li>Compartilhando experiências e aprendizagem sobre diferentes desafios enfrentados pelos movimentos climáticos, sociais e ambientais em diferentes países/regiões.</li>
<li>Formulando estratégias para superar esses desafios.</li>
<li>Reforçando a cooperação e colaboração regional e internacional.</li>
<li>Após o encontro global, organizaremos eventos nacionais em um país depois do outro, inclusive no Brasil.</li>
</ul>
<p>O encontro nacional será uma oportunidade para ampliar ou lançar uma campanha climática nacional visando uma maior consciência e compromisso político que possa influenciar as eleições de 2014 e a posição do Brasil nas negociações internacionais. Os grupos locais irão, por sua vez, educar o público sobre as realidades e soluções para as mudanças climáticas, implementarão projetos e campanhas para essas soluções e começarão a recrutar mais pessoas para uma ação global massiva  em 2014 e 2015.</p>
<p>Dessa maneira, de 2013 em diante, juntos, começaremos a criar a mudança no poder global (<em>global power shift</em>) de que nosso planeta precisa para enfrentar de forma eficaz à crise climática.</p>
<p>A organização do Global Power Shift foi iniciada e é liderada pela <span style="text-decoration: underline; color: #0000ff;"><strong><a href="http://www.350.org" target="_blank">350.org</a></strong></span>, um movimento climático internacional formado por jovens e co-fundada pelo autor ambientalista Bill McKibben. Estamos formando parcerias com uma ampla variedade de colaboradores de todos os movimentos climáticos jovens e do movimento climático em geral não apenas para nos prepararmos para o lançamento global do evento em Istambul em 2013, mas também para organizar eventos de mudança de poder nacionais e novas mobilizações de campanhas em todo o mundo ao longo de 2013.</p>
<p><strong>ENVOLVA-SE</strong></p>
<p>Se você quer se envolver nesta iniciativa, o melhor a fazer é se inscrever para participar do encontro na Turquia, clique aqui!  As inscrições para o Global Power Shift serão aceitas até dia 16 de dezembro (com grande possibilidade de serem prorrogadas até o começo de janeiro). Observação: o encontro em Istambul será realizado principalmente em inglês.</p>
<p>Se você é parte de um grupo, rede ou organização que deseja participar, por favor, verifique as seguintes opções.</p>
<p>O Global Power Shift é o ponto de partida para uma nova fase do movimento climático global. Primeiro, centenas de líderes climáticos de todo o mundo se reunirão em Istambul para criar laços comunitários e prepararem-se para um ano de novas ações e estratégias para o movimento. Depois, durante todo o resto de 2013, o mundo assistirá a uma onda de eventos e mobilizações nunca antes vista.</p>
<p>Se seu grupo, organização ou rede deseja ser parte deste esforço, seguem aqui algumas formas de participar!</p>
<p><strong>1- Ajude-nos a divulgar a mensagem sobre o Global Power Shift!</strong><br />
Fale sobre o GPS com a sua equipe e com as suas redes e faça com que as pessoas também falem sobre ele! Esta é uma excelente oportunidade de criar um momento para o movimento climático global e gerar um burburinho vai ajudar isso a acontecer. Algumas ideias para conseguir que isso ocorra incluem:</p>
<ul>
<li>Envie um e-mail ou boletim que informe as pessoas sobre o GPS e encoraje-as a se inscreverem para participar do evento na Turquia.</li>
<li>Curta a página do <span style="text-decoration: underline; color: #0000ff;"><strong><a href="http://www.facebook.com/GlobalPowerShift?ref=ts&amp;fref=ts" target="_blank">GPS no Facebook</a></strong></span> e compartilhe-a com sua rede.</li>
<li>Siga o <span style="text-decoration: underline; color: #0000ff;"><strong><a href="https://twitter.com/350gps" target="_blank">GPS no Twitter</a></strong></span> e tuíte sobre o GPS para os seus seguidores.</li>
<li>Ou, o que é ainda melhor, inclua a história do GPS de forma geral nas suas conversas e estratégias de mídias sociais durante os próximos meses.</li>
<li>Se o seu grupo não está preparado para se unir ao evento na Turquia, por favor, considere participar de alguma das formas especificadas acima em âmbito nacional quando a delegação que tiver ido para a Turquia voltar para casa.</li>
</ul>
<p><strong>2- Ajude-nos a criar um grupo excelente!</strong><br />
O evento inicial do GPS na Turquia será o palco de um dos eventos mais interessantes para o movimento climático global e, para garantir que o evento seja um poderoso catalisador para a mudança, precisamos mobilizar as pessoas certas para participar.</p>
<p>Os recursos são limitados assim como os lugares físicos disponíveis para participar. Como parceiro, você pode nos ajudar a identificar os mais proeminentes líderes climáticos de todo o mundo que devem estar presentes em nosso evento de Istambul. Agradecemos sua ajuda para desenvolver planos de mobilização nacional e suas recomendações de uma equipe de alto nível para o evento global. Os líderes que você recomendar podem vir de seu próprio grupo ou organização também, mas visamos recrutar equipes diversas de cada país e o ideal seria incluir representantes de mais de uma organização. (Por favor, observe que todos os participantes devem passar pelo processo de inscrição e seleção, mas teremos consideração especial pelos participantes recomendados pelos nossos parceiros!)</p>
<p><strong>3- Seja um grupo líder de organizadores de eventos nacionais!</strong><br />
Parte fundamental da estratégia do GPS é a série de eventos e mobilizações nacionais posteriores que estamos planejando ao longo de 2013 e mais adiante. Em todos os países organizaremos eventos nacionais ou regionais e/ou mobilizações. Dependendo do tamanho do país anfitrião, os encontros reunirão de centenas a milhares de ativistas e colaboradores.</p>
<p>As conferências nacionais serão oportunidades para ampliar ou lançar campanhas climáticas nacionais e capacitar participantes de todo o país para voltarem para casa preparados para liderar grupos de ação local. Os grupos locais irão, por sua vez, educar o público sobre as realidades e soluções para as mudanças climáticas, implementarão projetos e campanhas para essas soluções e começarão a recrutar mais pessoas uma ação global massiva em 2014 e 2015.</p>
<p>Como colaborador, você trabalhará como redes nacionais e regionais, convocadas através do GPS e equipe, para organizar nacionalmente, o que pode incluir: mobilização de suporte local, recursos, montagem de uma equipe, planejamento de um programa, projeto de uma programação, desenvolvimento de um plano de campanha e mais.</p>
<p><strong>4- Junte-se à equipe de organização para os eventos nacionais e regionais!</strong><br />
Se seu grupo quer se envolver, mas não está preparado para assumir plena responsabilidade de liderar o processo de organizar um evento nacional ou regional, não tem problema! Você pode colaborar com outros grupos e integrar-se à equipe de apoio de cada país para apoiar na organização de eventos e campanhas nacionais.</p>
<p><strong>5- Apoie nossos esforços de arrecadação de fundos para o Global Power Shift!</strong><br />
Estamos tentando garantir que o dinheiro não seja um obstáculo para as pessoas que participarão do GPS na Turquia. Então, se seu grupo ou organização é capaz de mobilizar recursos, talvez você possa nos ajudar a financiar o GPS.</p>
<p>Como colaborador você pode ajudar com os custos relacionados a delegações específicas vindas de um determinado país, por exemplo, com bolsas de viagem, custos de vistos, etc. Ou você pode contribuir com o orçamento geral que será distribuído para as áreas que mais precisam.</p>
<p><strong>6- Apoie a mobilização de recursos para os eventos nacionais posteriores!</strong><br />
Já estamos começando a planejar diferentes eventos, mobilizações e campanhas nacionais posteriores e toda a ajuda possível é muito bem-vinda! Se o seu grupo ou organização pode apoiar a mobilização dos recursos (financeiros e em espécie) que precisaremos para os diferentes eventos nacionais, por favor, entre em contato!</p>
<p><strong>7- Conecte-nos com os oradores de destaque dentro das suas redes!</strong><br />
Um grande componente de nosso Global Power Shift são as conversas inspiradoras lideradas por oradores de destaque. Se você está ligado a uma rede de pessoas inspiradoras e oradores de destaque, talvez você possa colaborar conosco para identificá-los e recrutá-los.</p>
<p><span style="font-size: x-small;"><strong>(Instituto CarbonoBrasil)</strong></span></p>
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		<title>Mudança climática é pior do que se pensava</title>
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		<pubDate>Thu, 13 Dec 2012 12:25:57 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Henrique Andrade Camargo</dc:creator>
				<category><![CDATA[meio ambiente]]></category>
		<category><![CDATA[Notí­cias]]></category>
		<category><![CDATA[aquecimento global]]></category>
		<category><![CDATA[James Hansen]]></category>
		<category><![CDATA[meio ambinete]]></category>
		<category><![CDATA[mudanças climáticas]]></category>
		<category><![CDATA[Nasa]]></category>

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		<description><![CDATA[Para cientista da Nasa, ainda há tempo para agir e evitar o pior, mas estamos desperdiçando um tempo precioso. "O futuro é agora. E ele é quente"]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><span style="font-size: x-small;"><strong>James Hansen*</strong></span></p>
<p>Em declaração perante o Senado naquele caloroso verão de 1988, adverti aos senadores sobre o tipo de futuro que as mudanças climáticas trariam para nós e nosso Planeta. Apresentei um cenário sombrio das consequências no aumento progressivo da temperatura impulsionado pela dependência da raça humana dos combustíveis fósseis. Mas preciso confessar: fui bastante otimista.</p>
<p>Minhas projeções sobre o aumento global da temperatura se confirmaram. Mas falhei quando não percebi que a velocidade do aumento na média da temperatura poderia influir na ampliação da ocorrência de eventos climáticos extremos.</p>
<p>Numa nova análise sobre as variações de temperatura das últimas seis décadas (publicada em 29 de Março), meus colegas e eu revelamos um aumento impressionante na frequência de verões extremamente quentes, gerando consequências profundas e preocupantes para nosso futuro, mas também para nosso presente.</p>
<p>Não se trata de um modelo climático ou de uma previsão, mas sim de observações das ocorrências climáticas que já ocorreram. Nossa análise mostra que não é mais razoável dizer que o aquecimento global aumentará as possibilidades de haver climas extremos, nem repetir o aviso de que qualquer evento particular possa ser diretamente associado às mudanças climáticas. Ao contrário, nosso estudo aponta que, em relação aos eventos extremos de um passado bem recente, não há outra razão se não a mudança climática.</p>
<p>A onda de calor mortal que castigou a Europa em 2003, a feroz canícula russa em 2010 e a seca catastrófica no Texas e em Oklahoma ano passado, cada um desses eventos pode ser atribuído às mudanças climáticas. E assim que os dados forem reunidos ainda essa semana, o mesmo acontece em relação a esse verão extremamente quente o qual os EUA sofrem agora. Esses eventos climáticos não são apenas simples exemplos do que poderá ocorrer. Eles são causados pelas mudanças climáticas. As chances de que uma variação natural foi responsável por esses extremos são minúsculas, praticamente inexistentes. Contar com essa chance é como pedir demissão do seu trabalho e jogar na loteria todos os dias para pagar as contas.</p>
<p>Há vinte quatro anos introduzi o conceito de “dado climático” para tentar distinguir o desenvolvimento das mudanças climáticas em longo prazo das variações diárias do clima. Alguns verões são quentes, outros frios. Alguns invernos brutais, outros temperados. Essa é a variação natural. Porém enquanto o clima esquenta, a variação natural se altera. Num clima normal sem o aquecimento global, dois lados da figura de um dado representariam um clima mais frio do que o normal; dois lados seriam um clima normal e os dois lados restantes representariam um clima mais quente que o normal. Ao jogar o dado repetidamente, estação após estação, os resultados apresentariam certa proporcionalidade na variação climática ao longo do tempo.</p>
<p>Mas quando se insere a variável do aquecimento global, as probabilidades mudam. Terminaria com apenas um lado mais frio do que o normal, um lado normal, e quatro lados com o clima mais quente do que o normal. Mesmo com as mudanças climáticas, ocasionalmente haverá verões com clima mais frio que o normal ou um inverno tipicamente frio. Mas não deixe que isso te engane.</p>
<p>Nosso novo estudo revisado por colegas pesquisadores, publicado pela National Academy of Sciences, mostra claramente que enquanto a temperatura média do planeta aumenta progressivamente devido ao aquecimento global (acima de 1,5° Fahrenheit no século passado), temperaturas extremas vêm ocorrendo com muito mais frequência e intensidade no mundo todo. Quando expusemos as informações num gráfico, temperaturas frias extremas, e mais, os extremos de calor incomum estão se alterando de modo que ambas tornaram-se mais comuns e severas.</p>
<p>A mudança é tão dramática que agora uma das faces do dado representa um clima onde há maior frequência das altas temperaturas extremas. Tais eventos costumavam ser extremamente raros. Medidas elevadas da temperatura cobriam aproximadamente de 0.1% a 0.2% do globo no período base de nosso estudo, de 1951 a 1980. Nas últimas três décadas, enquanto a temperatura média cresceu lentamente, as temperaturas extremas se agudizaram e agora representam 10% das ocorrências no Planeta.</p>
<p>Esse é o mundo que modificamos e agora temos que viver nele; um mundo no qual as ondas de calor como a de 2003, na Europa, que mataram 50.000 pessoas e secas, como a de 2011 no Texas, que causaram mais de 5 bilhões de dólares em prejuízos. Tais eventos, como apontam nossos estudos, ocorrerão com frequência e intensidade cada vez maiores. Ainda há tempo para agir e evitar o pior, mas estamos desperdiçando um tempo precioso. Podemos enfrentar o desafio das mudanças climáticas com uma taxa gradativamente crescente sobre a captura de carbono derivada das empresas de combustíveis fósseis, com 100% desse dinheiro sendo restituído a todos os residentes legais baseado na renda per capita. Este processo estimularia inovações e criaria uma robusta economia com energias limpas e milhões de novos empregos. Esta é uma simples, honesta e efetiva solução.</p>
<p>O futuro é agora. E ele é quente.</p>
<p><strong>* James Hansen, diretor do Instituto Goddard para Estudos Espaciais da NASA.</strong></p>
<p><span style="font-size: x-small;"><strong>(Eco 21)</strong></span></p>
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		<title>ONG chama atenção para o lado humano do clima</title>
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		<pubDate>Wed, 12 Dec 2012 18:52:57 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Henrique Andrade Camargo</dc:creator>
				<category><![CDATA[meio ambiente]]></category>
		<category><![CDATA[Notí­cias]]></category>
		<category><![CDATA[aquecimento global]]></category>
		<category><![CDATA[Bangladesh]]></category>
		<category><![CDATA[Environmental Justice Foundation]]></category>
		<category><![CDATA[flagelados climáticos]]></category>
		<category><![CDATA[migrantes climáticas]]></category>
		<category><![CDATA[mudanças climáticas]]></category>

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		<description><![CDATA[Relato mostra que pessoas em Bangladesh já sofrem com os impactos do aquecimento ]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><span style="font-size: x-small;"><strong>Fabiano Ávila, do Instituto CarbonoBrasil</strong></span></p>
<p><a href="http://mercadoetico.terra.com.br/website/wp-content/uploads/2012/12/flagelados_climaticos_250vert.jpg"><img class="alignleft size-full wp-image-66345" src="http://mercadoetico.terra.com.br/website/wp-content/uploads/2012/12/flagelados_climaticos_250vert.jpg" alt="" width="300" height="426" /></a>Muitas vezes ficamos centrados nos estudos científicos sobre o clima e em números de variação de temperatura ou nos bilhões de dólares em prejuízos que este ou aquele fenômeno causaram e perdemos um pouco a real noção dos impactos das mudanças climáticas na vida das pessoas.</p>
<p>É com a intenção de chamar a atenção para esta realidade que a ONG britânica Environmental Justice Foundation (EJF) lançou no Dia dos Direitos Humanos (10 de dezembro) o relatório &#8220;A Nation Under Threat&#8221; (Uma Nação Ameaçada), que detalha como milhões de pessoas em Bangladesh já sofrem com as consequências das mudanças climáticas.</p>
<p>O documento aponta, por exemplo, que depois de afetadas por desastres naturais, a recuperação nas áreas rurais demora muito para acontecer, sendo que as taxas de desemprego seguem altas por até 18 meses.</p>
<p>As mudanças climáticas também têm tornado cada vez mais difícil a sobrevivência pela agricultura, uma vez que a imensa maioria dos produtores de Bangladesh não possui acesso a tecnologias modernas de plantio. Assim, qualquer chuva ou seca um pouco mais intensa causa a perda total das lavouras.</p>
<p>Outro dilema, que, segundo a EJF, é o maior desafio atual para os direitos humanos e para o desenvolvimento econômico é a intrusão de água salgada nas fontes potáveis. Muitas comunidades rurais estariam se tornando insustentáveis porque não possuem mais acesso à água para o consumo e para irrigação.</p>
<p>Todos esses problemas se somam e são os principais fatores para a migração de pessoas das áreas rurais para as urbanas. A capital, Daca, apresenta uma taxa de crescimento populacional de 966% nos últimos 30 anos.</p>
<p>Para piorar, as pessoas que vão para as cidades acabam tendo que viver de forma marginal, em periferias perigosas do ponto de vista da criminalidade e da saúde pública. Também são geralmente áreas de risco para desastres naturais. Barracos que mal podem ser chamados de casas se amontoam perto de rios que enchem ou em morros que desmoronam na primeira chuva mais forte.</p>
<p>“Nós fomos para casa e vimos que não havia restado nada. Não havia uma única residência na qual as pessoas poderiam morar. Somente as casas construídas aproveitando a proteção de árvores ficaram de pé, porém não estavam habitáveis. Todas as casas de pau-a-pique se foram”, disse Ataur Rahman, descrevendo o cenário após mais um ciclone assolar o país.</p>
<p><strong>COP 18</strong></p>
<p>Apesar de na Conferência do Clima de Doha (COP 18), que terminou no último sábado (8), os países mais ricos terem concordado em incluir no texto final que é preciso começar a liberar recursos para os mais vulneráveis se recuperarem dos impactos das mudanças climáticas, pouco de concreto foi feito.</p>
<p>“As negociações não foram ambiciosas o suficiente. Os delegados falharam ao não criar um caminho para facilitar a ajuda para os países mais pobres que já sofrem com as mudanças climáticas”, declarou Steve Trent, diretor do EJF.</p>
<p>O relatório sobre Bangladesh destaca que uma resposta mais sofisticada e coordenada da comunidade internacional é necessária. Segundo o documento, seria fundamental passar a olhar as mudanças climáticas como um drama humano, com o mesmo interesse que é dado para questões envolvendo os direitos humanos.</p>
<p>“Nossas falhas para lidar com as mudanças climáticas possuem um grande impacto na segurança alimentar, saúde pública e bem-estar, que são direitos essenciais de todas as pessoas. Os refugiados climáticos não possuem nenhum tipo de reconhecimento ou proteção. Precisamos identificar áreas e populações em risco climático e estudar como as estruturas ligadas aos direitos humanos podem ajudar”, afirmou Trent.</p>
<p>Esta visão é compartilhada por Rizwana Hasan, da Associação dos Advogados de Direito Ambiental de Bangladesh. “A mudança climática é um fenômeno que vem agravar problemas já existentes. A comunidade internacional deve buscar um novo conjunto de leis para lidar com esse desafio e com os refugiados, que vão aumentar ainda mais no futuro.”</p>
<p>“Acredito que toda a questão das mudanças climáticas costumava parecer algo difícil de entender, algo distante da realidade e por isso era ignorada. Mas estamos vendo sinais cada vez mais evidentes de seus impactos e temos que nos tornar mais conscientes e responsáveis pelo bem das futuras gerações”, concluiu a atriz Ashley Jensen, apoiadora da EFF.</p>
<p><span style="font-size: x-small;"><strong>(Instituto CarbonoBrasil)</strong></span></p>
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		</item>
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		<title>&#8220;Estado do Mundo&#8221; para jovens destaca que qualidade de vida não depende do consumismo</title>
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		<pubDate>Wed, 12 Dec 2012 18:27:45 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Henrique Andrade Camargo</dc:creator>
				<category><![CDATA[Juventude e novas lideranças]]></category>
		<category><![CDATA[Notí­cias]]></category>
		<category><![CDATA[Salas Temáticas]]></category>
		<category><![CDATA[desenvolvimento sustentável]]></category>
		<category><![CDATA[juventude]]></category>
		<category><![CDATA[mudanças climáticas]]></category>
		<category><![CDATA[O Estado do Mundo]]></category>

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		<description><![CDATA[Publicação quer estimular o público juvenil a liderar uma transformação cultural em prol da adoção de um novo estilo de vida socialmente mais justo, ambientalmente mais sustentável e economicamente viável]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><span style="font-size: x-small;"><strong>EcoD</strong></span></p>
<p><a href="http://mercadoetico.terra.com.br/website/wp-content/uploads/2012/12/planeta_povo_250.jpg"><img class="alignleft size-full wp-image-66327" src="http://mercadoetico.terra.com.br/website/wp-content/uploads/2012/12/planeta_povo_250.jpg" alt="" width="250" height="168" /></a>“Atenção! Você está de posse de um material muito perigoso, um documento subversivo”, avisa, logo de início, a publicação <span style="text-decoration: underline; color: #0000ff;"><strong><a href="http://www.ecodesenvolvimento.org/conteudo/biblioteca/guiasefolhetos/ter-mais-ou-viver-melhor/view" target="_blank">Ter mais ou viver melhor?</a></strong></span>. Voltado para o público juvenil, o documento lançado no Brasil pelo Worldwatch Institute (WWI) em parceria com o Instituto Akatu e a Unescocat (Unesco &#8211; Catalunha), é uma versão mais leve e adaptada do <span style="text-decoration: underline; color: #0000ff;"><strong><a href="http://www.ecodesenvolvimento.org/posts/2012/junho/biblioteca-estado-do-mundo-2012?tag=economia-e-politica" target="_blank">relatório &#8220;O Estado do Mundo&#8221;</a></strong></span>, divulgado anualmente pela WWI.</p>
<p>A ideia é estimular os jovens a liderar uma transformação cultural em prol da adoção de um novo estilo de vida socialmente mais justo, ambientalmente mais sustentável e economicamente viável. Portanto, “subverter” a ordem estabelecida, que prioriza o consumismo.</p>
<p>A linguagem informal e direta, além das páginas recheadas de fotos e diagramação dinâmica, estabelecem a ponte necessária com o público-alvo ao longo de suas 33 páginas, para informar sobre os impactos positivos e negativos dos padrões atuais de consumo. O documento tenta ainda incutir no jovem a ideia de que, geralmente, a qualidade de vida não está atrelada a ter mais dinheiro ou posses materiais.</p>
<p><em><strong>“Analisando o ciclo de vida (ACV) dos produtos que compramos e aumentando a vida útil dos que já temos, reduzimos o impacto negativo do nosso consumo e despertamos os jovens para a análise do ciclo de vida, ‘ACV Teens’, tornando-os protagonistas na construção de ciclos inteligentes de consumo sustentável”, afirma Eduardo Athayde, diretor do Worldwatch Institute – Brasil.</strong></em></p>
<p>O documento traz ainda relatos de mudanças culturais em diferentes grupos e comunidades por todo o mundo, que reformularam a produção e o consumo de bens e serviços em seu cotidiano e, assim, conseguiram atingir resultados bastante positivos em termos de adoção de comportamentos mais sustentáveis.</p>
<p>Mais do que exemplos inspiradores, esses casos são experiências que podem e devem ser replicadas no Brasil, envolvendo toda a sociedade nesse debate. “Cada pessoa é importante para dar sua contribuição individual, e para servir de exemplo e mobilizar seus amigos, familiares e conhecidos. Só assim se poderá caminhar para um mundo mais sustentável”, destaca Helio Mattar, diretor-presidente do Instituto Akatu.</p>
<p><a href="http://www.ecodesenvolvimento.org/conteudo/biblioteca/guiasefolhetos/ter-mais-ou-viver-melhor/view" target="_blank"> </a><span style="text-decoration: underline; color: #0000ff;"><strong><a href="http://www.ecodesenvolvimento.org/conteudo/biblioteca/guiasefolhetos/ter-mais-ou-viver-melhor/view" target="_blank">Conheça a publicação em nossa biblioteca</a></strong></span></p>
<p><span style="font-size: x-small;"><strong>(EcoD)</strong></span></p>
]]></content:encoded>
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		</item>
		<item>
		<title>CoP18 não consegue assegurar condições mínimas para manter aumento da temperatura abaixo dos 2°C</title>
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		<pubDate>Wed, 12 Dec 2012 11:28:59 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Henrique Andrade Camargo</dc:creator>
				<category><![CDATA[meio ambiente]]></category>
		<category><![CDATA[Notí­cias]]></category>
		<category><![CDATA[aquecimento global]]></category>
		<category><![CDATA[COP18]]></category>
		<category><![CDATA[mudanças climáticas]]></category>
		<category><![CDATA[negociações climáticas]]></category>
		<category><![CDATA[países emergentes]]></category>
		<category><![CDATA[países ricos]]></category>

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		<description><![CDATA[Conferência foi marcada pelo choque direto entre países desenvolvidos e em desenvolvimento que resultou em um documento fraco, que apenas permite a continuidade das conversas.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><span style="font-size: xx-small;"><strong>Vitae Civilis</strong></span></p>
<p>O clima de confiança e otimismo parcialmente restabelecido em Cancun e Durban, após o estrondoso fracasso da CoP15, em Copenhague, foi novamente abalado em Doha. A CoP18, que se encerrou no último sábado, um dia após a data prevista pelo calendário oficial, foi marcada pelo choque direto entre países desenvolvidos e em desenvolvimento que resultou em um documento fraco, que apenas permite a continuidade das conversas.</p>
<p>Anunciado como grande vitória da CoP18, o segundo período de compromisso do Protocolo de Quioto não conseguiu arrancar metas mais elevadas de corte nas emissões dos gases causadores do efeito estufa – apenas o compromisso de rever, em 2014, tais números.  Como para manter o aumento da temperatura media da Terra abaixo dos dois graus centígrados, fundamental para diminuir riscos e impactos  de eventos climáticos extremos, é preciso que a partir de 2015 comece a haver redução real nas emissões, este cronograma nos coloca em uma trajetória bastante arriscada.  Ainda mais quando se leva em conta que a permissão para levar os créditos de carbono não usados no primeiro período de compromisso – o chamado ‘hot air’- permite abatimentos apenas contábeis, ou seja, que não foram realizados na prática.  O ‘hot air’ refere-se à possibilidade de alguns países, notadamente Rússia e outros que participavam da antiga União Sovietica, negociar “créditos de emissão de gases” pelo nível de emissão de referencia em 1990, padrão global, sendo que nesses países as emissões diminuíram em virtude das transformações econômicas.  Desta forma, negocia-se crédito entre países industrializados mas de emissões que já contribuíram para o aquecimento do planeta, por um lado, e que permitirão colocar ainda mesma quantidade de gases na atmosfera com base nos créditos negociados.  A União Européia, junto com Austrália, Noruega e Suíça, declararam que não usarão créditos que não sejam gerados no segundo período do Protocolo, comprovando como o documento carece de força e ambição.</p>
<p>O Protocolo de Quioto terá pouca efetividade no atual cenário das emissões: com a saída de Japão, Rússia, Nova Zelândia  e a não ratificação pelo Canadá e Estados Unidos, os países que o assinaram respondem por apenas 15% das emissões mundiais.  Ainda assim, ele é considerado a principal vitória da CoP18, pois se trata do único instrumento legalmente vinculante existente: sem ele, este conceito seria perdido e, com ele, a referência à distinção entre os que historicamente nos colocaram na atual situação de risco, por emitirem gases de efeito estufa desde o início da Revolução Industrial, e os que há pouco tempo conseguiram acesso a tais tecnologias para promover o desenvolvimento de seus países.  Esta distinção, aliás, promete ser o principal palco de disputas de 2013, em diante, junto com a questão financeira.  Neste quesito, a CoP18 conseguiu ser pior que qualquer outra: em 2009, houve o compromisso voluntário com um fundo de curto prazo de US$ 30 bilhões, operacionalizado até este ano, e com um fundo até 2020 de US$ 100 bilhões ao ano.   A dotação feita em Doha alcançou apenas € 7 bilhões para os próximos dois anos, cifra inferior à que vinha sendo investida em clima nos últimos anos e muito aquém das necessidades dos países menos desenvolvidos.  E os textos não conseguem garantir que os números subam, ao invés de decrescer – um ponto crítico para assegurar o sucesso de futuras negociações e para garantir que a promessa feita na CoP15 seja cumprida.</p>
<p>“Desde 1992, a ciência tem se tornado mais certa e as negociações climáticas, mais incertas”, afirma Morrow Gaines Campbell III, especialista sênior em negociações climáticas do Vitae Civilis e co-chair do board da Climate Action Network, rede global de mais de 700 ONGs que trabalham para promover a ação governamental e individual para limitar as mudanças climáticas induzidas pelo homem a níveis ecologicamente sustentáveis.</p>
<p>O Vitae Civilis – Instituto para o Desenvolvimento, Meio Ambiente e Paz acompanha as questões climáticas desde antes da Rio-92. Fundado em 1989, atua com o objetivo de contribuir para a construção de sociedades sustentáveis, mediante o apoio à implementação participativa de políticas públicas integradas. O nome Vitae Civilis, que em latim significa “para a sociedade civil”, reforça a orientação do Instituto em servir ao fortalecimento da cidadania e das organizações da sociedade.</p>
<p><span style="font-size: x-small;"><strong>(Aviv)</strong></span></p>
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		<title>Previsões do IPCC de 1990 se confirmaram, afirma análise</title>
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		<pubDate>Tue, 11 Dec 2012 20:10:22 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Henrique Andrade Camargo</dc:creator>
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		<category><![CDATA[Notí­cias]]></category>
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		<category><![CDATA[IPCC]]></category>
		<category><![CDATA[mudanças climáticas]]></category>

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		<description><![CDATA[Grupo internacional de cientistas comparou as estimativas projetadas há 20 anos e constatou que índice de acertos é notável]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><span style="font-size: x-small;"><strong>Fabiano Ávila, do Instituto CarbonoBrasil</strong></span></p>
<div class="img alignleft" style="width:239px;">
	<img src="http://www.carbonobrasil.com/arquivos_web/geral/capaipcvc1990.jpg" alt="" width="239" height="970" />
	<div>Capas dos relatórios de 1990 do Painel Intergovernamental sobre Mudanças Climáticas.</div>
</div>Muitas vezes acusado de alarmista, o Painel Intergovernamental sobre Mudanças Climáticas (IPCC) sempre enfrentou críticas pela maneira como realiza seus trabalhos e apresenta seus resultados. Porém, isso pode ser coisa do passado, agora que já se pode comparar as previsões feitas pela entidade com a realidade climática.</p>
<p>Foi o que fez um grupo de cientistas do Laboratório Nacional Lawrence Berkeley, dos Estados Unidos, em conjunto com pesquisadores de diversas universidades. O que esse grupo constatou é que o relatório de 1990 do IPCC está correto na maioria absoluta de suas estimativas. A análise foi publicada nesta semana no periódico Nature Climate Change.</p>
<p>“Descobrimos que as previsões iniciais do IPCC são muito boas e que o clima está respondendo às concentrações de gases do efeito estufa da forma com que cientistas projetavam já em 1990”, afirmou David Frame, diretor do Instituto de Pesquisas em Mudanças Climáticas da universidade de Victoria, na Nova Zelândia.</p>
<p>“A precisão das estimativas de 20 anos atrás é ainda mais notável porque na época os pesquisadores dependiam de modelos computacionais bem mais simples do que os de hoje”, salientou Dáithí Stone, do Laboratório Nacional Lawrence Berkeley.</p>
<p>Há 20 anos, o IPCC estimou que as temperaturas médias globais iriam subir entre  0.35˚C  e 0.75˚C até 2010 e hoje vivemos em um planeta 0.39˚C mais quente. Para 2030, a previsão é que o aquecimento seja de 0,7˚C a 1,5˚C.</p>
<p>É importante destacar que o IPCC, estabelecido em 1988 pelas Nações Unidas, não realiza pesquisas originais. O que os milhares de cientistas da entidade fazem é analisar o que está sendo produzido pelos centros de pesquisa climática em todo o mundo e sintetizar esses dados para que possam ser apresentados para a sociedade e, em especial, para os governos.</p>
<p>Cada relatório do IPCC leva pelo menos cinco anos para ser produzido, sendo que já foram divulgados estudos em 1990, 1995, 2001 e 2007. Neste último ano, a entidade recebeu, junto com o vice-presidente norte-americano Al Gore, o prêmio Nobel da Paz.</p>
<p>Porém, o IPCC sempre foi alvo de muitas criticas, principalmente por suas escolhas de que pesquisas fariam parte dos relatórios.</p>
<p>Assim, em 2011, uma reforma foi realizada na instituição e foram adotados novos procedimentos, como a obrigatoriedade dos autores de trabalhos selecionados para compor os relatórios de detalharem afiliações, fontes de financiamento e ligações que podem influenciar os resultados das pesquisas.</p>
<p>Também se definiu que  revistas, jornais, blogs e redes sociais não são fontes aceitáveis de informação e que estudos de ONGs e de ativistas climáticos podem ser utilizados desde que cientificamente e tecnicamente válidos.</p>
<p>Segundo Penny Wheton, uma das autoras do terceiro relatório do IPCC, é muito gratificante ver  o trabalho da entidade validado por análises independentes e que isso pode facilitar a aceitação dos alertas climáticos pela comunidade internacional, principalmente pelos governos.</p>
<p>“O que o IPCC tem dito há anos está se tornando realidade, evidências suportam isso. O que faremos com nossas emissões daqui para frente é o que vai definir se teremos um aquecimento de 2˚C ou de 5˚C até o final do século”, afirmou Wheton.</p>
<p>Cientistas alertam que manter o aumento das temperaturas abaixo de 2˚C é essencial para evitar as piores consequências das mudanças climáticas.</p>
<p><span style="font-size: x-small;"><strong>(Instituto CarbonoBrasil)</strong></span></p>
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		<title>Conferência da ONU estende Protocolo de Quioto até 2020</title>
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		<pubDate>Mon, 10 Dec 2012 12:10:54 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Henrique Andrade Camargo</dc:creator>
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		<category><![CDATA[Protocolo de Kyoto]]></category>

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		<description><![CDATA[Medida evita um grande retrocesso na luta contra as mudanças climáticas.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><span style="font-size: x-small;"><strong>BBC Brasil</strong></span></p>
<p><a href="http://mercadoetico.terra.com.br/website/wp-content/uploads/2012/12/cop18_2502.jpg"><img class="alignleft size-full wp-image-66159" src="http://mercadoetico.terra.com.br/website/wp-content/uploads/2012/12/cop18_2502.jpg" alt="" width="250" height="166" /></a>Delegados de quase 200 países reunidos em Doha, no Catar, na 18ª Conferência das Nações Unidas sobre Mudança Climática (COP18) concordaram no último sábado (8) em estender o Protocolo de Quioto até 2020, evitando um grande retrocesso na luta contra as mudanças climáticas.</p>
<p>O acordo mantém o protocolo como o único plano legal obrigatório para o combate ao aquecimento global. Porém, determina metas obrigatórias apenas para os países em desenvolvimento, cuja parcela de responsabilidade pela emissão de gases de efeito estufa é menos de 15%.</p>
<p>Os Estados Unidos – atualmente o segundo maior emissor de gases do mundo, atrás somente da China – nunca ratificaram o protocolo original, de 1997, cujo primeiro período de compromisso expira no fim deste ano.</p>
<p>O encontro de 12 dias em Doha tentava um acordo para um tratado mais amplo a partir de 2015. O eventual novo tratado seria aplicado a todos os países e substituiria o Protocolo de Quioto.</p>
<p><span style="font-size: x-small;"><strong>(Agência Brasil)</strong></span></p>
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		<title>O legado de Doha</title>
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		<pubDate>Mon, 10 Dec 2012 12:04:50 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Henrique Andrade Camargo</dc:creator>
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		<description><![CDATA[ Assumiu-se despudoradamente que simplesmente manter as conversas é o resultado a ser atingido.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><span style="font-size: x-small;"><strong>Vitae Civilis</strong></span></p>
<p><img class="alignleft size-full wp-image-66223" src="http://mercadoetico.terra.com.br/website/wp-content/uploads/2012/12/cop18_logo_2503.jpg" alt="" width="250" height="168" /></p>
<p>Mais uma Conferência das Partes sobre Mudanças do Clima se encerra sem os resultados necessários para que o aumento da temperatura média do planeta fique abaixo dos dois graus centígrados. Doha faz parte de um legado de incertezas e incompetências.</p>
<p>Cada vez mais impotente diante dos interesses econômicos da ordem atual, as Nações Unidas se desdobram em ações de marketing e de cunho simbólico. Assumiu-se despudoradamente que simplesmente manter as conversas é o resultado a ser atingido. Desde 2009, todo o trabalho dos negociadores tem gerado apenas o alargamento do cronograma para um acordo final. Estamos perigosamente nos aproximando do ponto a partir do qual não há volta: se as emissões dos gases causadores do efeito estufa não começarem a diminuir a partir de 2015, teremos fracassado: no futuro, seremos reconhecidos como a geração que condenou seus filhos e netos.</p>
<p>Nunca tão poucos jornalistas cobriram uma CoP. Nunca ela recebeu tão pouco espaço no noticiário. O emocionado discurso do representante das Filipinas, na véspera do que deveria ser o último dia das negociações, foi usado pela BBC em matéria sobre o tufão que castigou seu país &#8211; e para que, didaticamente, a repórter explicasse que tufões não podem ser relacionados com as mudanças do clima. Desde a CoP15, a opinião pública tem se afastado do processo, cada vez amplamente classificado como &#8220;inútil&#8221;, gerando um hiato extremamente útil a quem quer comprometer e esvaziar as negociações. Nunca foi tão fácil às nações desenvolvidas voltar atrás em compromissos assumidos, notadamente na ajuda financeira aos países em desenvolvimento. A constatação de que são estes últimos os mais prejudicados pelo aquecimento global e de que foram eles que assumiram as maiores metas de mitigação não causa qualquer constrangimento e as nações desenvolvidas seguem despudoradamente seu caminho de omissões.</p>
<p>Em 2013, teremos nova uma nova rodada de negociações. Até lá, a sociedade civil organizada tem o desafio de encontrar novas formas de participar e influenciar um processo que evidentemente foi dominado pelas atuais forças econômicas. Ate lá, precisamos rapidamente encontrar meios para trazer novamente a opinião pública para o debate para chegarmos em Varsória fortalecidos em nossa representação. Até lá, precisamos intensificar nossa ação com nosso governo. Porque, na hora da derradeira decisão, quem é consultado não está nas salas ou corredores da CoP. Precisamos destravar internamente os nós que travam as negociações, levando o governo a alinhar de fato suas políticas de desenvolvimento aos desafios das mudanças climáticas. Enquanto houver incoerência entre o que se anuncia nas Conferências e o que se faz dentro de casa, tanto no Brasil, como nos demais países que integram a Convenção, ela não entregará os resultados que precisamos para salvaguardar a Vida neste planeta.</p>
<p><span style="font-size: x-small;"><strong>(Vitae Civilis)</strong></span></p>
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		<title>ONGs soam alerta de desastre nas discussões climáticas</title>
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		<pubDate>Fri, 07 Dec 2012 19:53:27 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Henrique Andrade Camargo</dc:creator>
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		<category><![CDATA[ONGs]]></category>

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		<description><![CDATA[Entidades ressaltaram que os países ricos têm 24 horas para fechar um acordo urgente que reflita a escala da emergência que a humanidade está enfrentando]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><span style="font-size: x-small;"><strong>Fernanda B. Muller, do Instituto CarbonoBrasil</strong></span></p>
<p>Nesta quinta-feira (6), as ONGs internacionais ActionAid, Christian Aid, Friends of the Earth, Greenpeace, Oxfam e WWF organizaram uma coletiva de imprensa para divulgar a sua declaração conjunta dizendo que as negociações da Conferência do Clima (COP18), que termina na sexta-feira, estão a beira de um desastre.</p>
<p>Na companhia de Yeb Sano, comissário de Mudanças climáticas das Filipinas, país que está lutando para se recuperar do tufão Bopha, do presidente do Grupo Africano de Negociadores, Emmanuel Dlamnini, e do presidente do Grupo dos Países Menos Desenvolvidos, Pa Ousman, as ONGs ressaltaram que os países ricos têm 24 horas para fechar um acordo urgente que reflita a escala da emergência que a humanidade está enfrentando.</p>
<p>O acordo deve incluir o aumento do financiamento público para lidar com as mudanças climáticas a partir de 2013, maiores cortes nas emissões e um mecanismo para lidar com perdas e danos, explicou o WWF.<br />
&#8220;As milhões de pessoas que já enfrentam enchentes e fome não podem aceitar o fracasso. O povo africano não pode aceitar o fracasso e nem os europeus. Pedimos a todos os governos que rejeitem um &#8216;acordo&#8217; pelo bem do acordo, se não contribuir para  acabar com a emergência planetária&#8221;, disse Asad Rehman, porta-voz da Friends of The Earth.</p>
<p>&#8220;Passamos anos trabalhando para garantir que teremos leis climáticas elaboradas pelo que a ciência exige, não apenas o que os políticos estão querendo oferecer. Os países ricos precisam carregar o peso pesado fazendo os cortes necessários nas emissões de carbono e fornecendo recursos para aqueles afetados pelas mudanças climáticas&#8221;, ressaltou Mohamed Adow, conselheiro sênior de mudanças climáticas da Christian Aid.</p>
<p>(Instituto CarbonoBrasil)</p>
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		<title>A poucas horas do fim, saiba como andam as negociações em Doha</title>
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		<pubDate>Fri, 07 Dec 2012 03:23:17 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Henrique Andrade Camargo</dc:creator>
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		<description><![CDATA[A principal expectativa gira em torno da prorrogação do Protocolo de Kyoto, que expira no dia 31 deste mês.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><span style="font-size: x-small;"><strong>EcoD</strong></span></p>
<p>A cerca de 24 horas para o encerramento da 18ª Conferência das Partes das Nações Unidas sobre Mudanças Climáticas (COP18), listamos o que há de principal nas negociações que estão sendo travadas desde o dia 26 de novembro em Doha, no Catar. A principal expectativa gira em torno da prorrogação do Protocolo de Kyoto, que expira no dia 31 deste mês.</p>
<p>Enquanto você lê este texto e os governantes de 195 países discutem tomando cafézinho, em uma sala com ar-condicionado, milhares de emissões de gases de efeito estufa são emitidas, sem controle, na atmosfera. E o mundo esquenta&#8230;</p>
<p><strong>Prorrogação do Protocolo de Kyoto</strong></p>
<p>Um resultado mais concreto das negociações travadas até aqui é esperado para esta sexta-feira (7), justamente, o dia do encerramento da COP-18. A tendência é que haja um acordo &#8211; para tanto, é preciso concordância unânime, conforme as regras da ONU. A questão é: qual acordo?</p>
<p>Boa parte dos países desenvolvidos, como Estados Unidos, Rússia, Canadá e Japão se recusam a participar do segundo período de Kyoto. Mesmo um &#8220;Kyotinho&#8221;, que seria uma versão reduzida do tratado, ainda não tem um prazo de vigência acertado, ou seja, se iria até 2017 ou 2020.</p>
<p><strong>&#8220;Hot air&#8221; (emissões excedentes)</strong></p>
<p>Um dos principais entraves das negociações da COP18 começou a ser superado entre a noite e a madrugada de quinta-feira (6). Os países finalmente chegaram a um rascunho robusto da extensão do Protocolo de Kyoto, especialmente em seu ponto mais polêmico: o chamado hot air.</p>
<p>Rússia, Polônia e Ucrânia, que emitiram menos gases-estufa do que poderiam na primeira etapa do compromisso, fizeram pressão para carregar as emissões excedentes na liberação de carbono a segunda fase do acordo, o que desagradou a maioria das delegações, até porque a diminuição se deu por conta da recessão econômica que assolou a região, e não por esforços próprios.</p>
<p>Apesar da relutância, esses governos devem conseguir levar algum crédito para a próxima etapa do acordo, embora ele seja muito menor do que essas nações pretendiam inicialmente. A proposta brasileira para o impasse (favorita para ser adotada) é que este &#8220;bônus de emissões&#8221; não ultrapasse 2,5% da meta parevista para o período inicial de Kyoto. E ainda exige que o estado em questão não tenha se retirado ou cancelado a participação no acordo.</p>
<p><strong>Pacto climático para todos</strong></p>
<p>Uma das grandes pendengas das discussões mundiais sobre o clima é o velho duelo entre países desenvolvidos e os em desenvolvimento. Os governos emergentes culpam os mais ricos em relação as mudanças climáticas, uma vez que eles se industrializaram há mais tempo e têm melhores condições de combater o problema. Ao mesmo tempo, essas nações mais industrializadas acusam as emergentes (sobretudo China, Índia e Brasil) de emitirem cada vez mais gases-estufa.</p>
<p><strong>Jovens protestam em Doha. Cobram &#8220;financiamentos para o futuro&#8221;</strong></p>
<p>Como o Protocolo de Kyoto só prevê metas de redução obrigatórias para os países desenvolvidos, uma ideia ganhou peso na COP-18 é a de um pacto global climático, que incluíria todas as nações, e que deve entrar em vigor em 2020.</p>
<p><strong>Financiamento para as florestas</strong></p>
<p>Discutido há várias COPs, mas reconhecido oficialmente na COP-10, em Cancún (México, 2010), o mecanismo de Redução de Emissões por Desmatamento e Degradação (Redd) tem a simpatia da maioria dos países. Ele estabelece que, em troca de compensações financeiras, áreas de florestas tropicais naturais sejam preservadas. O problema é a forma de implantação.</p>
<p>O grupo dos países ricos afirmou que pretendia aumentar a liberação de verbas para as iniciativas de Redd, mas pediu, em compensação, medidas de verificação por um grupo internacional independente. Essa verificação, por sua vez, foi considerada exagerada pelo Brasil e pelas outras nações do G77, que defendem um monitoramento mais doméstico. Segue a indefinição. Pior: segundo os bastidores de Doha, ela deve perdurar até meados de 2013, quando será realizada uma reunião em Bonn, na Alemanha.</p>
<p><strong>Noruega doa US$ 180 milhões ao Brasil</strong></p>
<p>O governo da Noruega anunciou na quinta-feira (6) a liberação de 1 bilhão de coroas norueguesas (cerca de US$ 180 milhões) para a preservação da Amazônia.</p>
<p>O anúncio foi feito após uma reunião da ministra do Meio Ambiente do Brasil, Izabella Teixeira, e de seu colega norueguês, Bard Vegar Solhiel. Segundo a ministra, o dinheiro está prestes a ser entregue ao BNDES (Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico).</p>
<p>A verba da Noruega faz parte de um acordo bilateral assinado em 2008 que prevê a liberação de financiamento de US$ 1 bilhão até 2015, em repasses anuais condicionados aos bons resultados brasileiros na conservação da floresta amazônica.</p>
<p>O repasse atual é referente à taxa de desmatamento do período entre julho de 2010 e junho de 2011, que ficou em 6.418 quilômetros quadrados, o que representou o terceiro recorde de consecutivo de redução do desmatamento.</p>
<p>Até o momento, o total repassado chegou a cerca de US$ 600 milhões. O dinheiro irá para o Fundo da Amazônia, uma iniciativa do governo federal para financiar projetos de conservação no bioma.</p>
<p><span style="font-size: x-small;"><strong>(EcoD)</strong></span></p>
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		<title>De Doha a Dacar, a insegurança alimentar é a norma</title>
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		<pubDate>Thu, 06 Dec 2012 19:54:50 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Henrique Andrade Camargo</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Enquanto os problemas alimentares do Catar se devem às características de seu próprio território, os países da África lutam contra a esse mal devido à pobreza e aos erráticos padrões climáticos]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><span style="font-size: x-small;"><strong>Mantoe Phakathi, da IPS</strong></span></p>
<p><a href="http://mercadoetico.terra.com.br/website/wp-content/uploads/2012/12/alimentos_blured_250.jpg"><img class="alignleft size-full wp-image-66088" src="http://mercadoetico.terra.com.br/website/wp-content/uploads/2012/12/alimentos_blured_250.jpg" alt="" width="250" height="168" /></a>O Catar talvez seja um dos países mais ricos do mundo, mas tem algo em comum com as nações da África: a insegurança alimentar. Esta nação petrolífera do Golfo importa 90% de seus alimentos, porque sua terra é seca e não pode ser cultivada. “A comida é muito cara aqui”, disse à IPS um taxista de Doha, natural de Gana e que pediu para não ser identificado. “Aqui, um litro de petróleo é mais barato do que a água”, acrescentou o motorista, que passou os últimos dias transportando delegados da 18ª Conferência das Partes (COP 18) da Convenção Marco das Nações Unidas sobre Mudança Climática, que começou no dia 26 de novembro e terminará amanhã, na capital do Catar.</p>
<p>Enquanto os problemas alimentares do Catar se devem às características de seu próprio território, os países da África lutam contra a insegurança alimentar devido à pobreza e aos erráticos padrões climáticos, que reduziram drasticamente a produção agrícola nos últimos anos. Assim explicou à IPS Emmanuel Seck, gerente de programas da organização Environment and Development Action in the Third World, que tem sua sede em Dacar.</p>
<p>Vários países africanos se esforçam para aproveitar seus vastos recursos de terras para melhorar sua produção de alimentos, enquanto nações do Golfo, como o Catar, bem como economias emergentes como a China, optam por arrendar ou comprar terrenos na África, detalhou Seck. Segundo um informe apresentado este ano pelo independente Oakland Institute, dos Estados Unidos, investidores desse país e da Europa lideram a aquisição de terras no resto do mundo.</p>
<p>Enquanto isso, países do Sul em desenvolvimento, como a Suazilândia, estão alinhando suas políticas para fornecer alimentos ao Catar. “Temos uma vasta terra virgem em nosso país, e podemos usá-la para produzir alimentos para esse país, e assim impulsionar nossa economia”, disse à IPS o chefe da missão técnica da Suazilândia na COP 18, Mbuso Dlamini. Este pequeno reino africano, porém, é incapaz de produzir alimentos básicos suficientes para seus próprios cidadãos, tendo que importar da vizinha África do Sul. O produto com o qual obtém mais divisas é o açúcar.</p>
<p>Segundo o último informe do não governamental e internacional Worldwatch Institute, dos 70,2 milhões de hectares de terras arrendadas ou compradas em todo o mundo durante a última década, 34,3% se encontram na África. O Catar e outros países do golfo adquiriram em conjunto 6,4 milhões de hectares em países com economias pobres.</p>
<p>O ideal parece ser um equilíbrio que garanta que as comunidades pobres dependentes da agricultura de subsistência não sejam expulsas de suas terras para dar lugar a projetos de governos estrangeiros e companhias multinacionais. Foi o que disse à IPS o diretor do Programa de Pesquisa sobre Mudança Climática, Agricultura e Segurança Alimentar do Consórcio CGIAR, Bruce Campbell.</p>
<p>“Os países devem adotar mecanismos para garantir que o arrendamento de terras não marginalize as comunidades”, afirmou o diretor desta aliança mundial de organizações de pesquisa. Campbell explicou que o arrendamento não é necessariamente uma má ideia, se as pessoas que antes se dedicavam à agricultura de subsistência puderem encontrar novos empregos.</p>
<p>O especialista disse que as chamadas “Diretrizes voluntárias sobre a governança responsável da posse da terra, da pesca e das florestas no contexto da segurança alimentar nacional”, da Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura (FAO), poderiam ajudar a alcançar esse equilíbrio.</p>
<p>Emma Limenga, pesquisadora tanzaniana da Universidade de Dar es Sallam, alertou os governos africanos sobre o perigo de ceder terras por longos períodos. O habitual é que os acordos de arrendamento durem 99 anos, mas a especialista disse que isso poderia afetar a segurança alimentar das próximas gerações. “Recomendamos que as futuras gerações não sejam responsáveis pelas decisões que tomamos hoje”, afirmou à IPS.</p>
<p>Segundo Limenga, “um acordo de arrendamento entre dez e 20 anos é algo razoável”. Também disse que não é necessariamente contra a prática de alugar terras. “Algumas comunidades nem mesmo estão cultivando devido aos padrões climáticos erráticos, e o acesso a empregos ajuda as pessoas a comprarem comida”, afirmou.</p>
<p>Por seu lado, o diretor executivo da organização não governamental Centre d’Actions e de Realisations Internationales, Burger Patrice, disse à IPS que a pobreza na África não deve ser uma desculpa para “a concentração de terras”. Acrescentou que a reabilitação de áreas secas poderia ser uma solução para a insegurança alimentar. “As terras secas são resultado das variações climáticas de muitos anos, por isso é mais barato reabilitar a terra com o uso de fertilizantes e da agricultura ecológica do que deixar que continue se deteriorando”, apontou Patrice.</p>
<p>“Está dentro dos interesses de países como o Catar começar a produzir seus próprios alimentos, porque de certa forma ficarão sem petróleo e não poderão se dar ao luxo dos altos custos de importar suas necessidades básicas”, alertou. Patrice lamentou que as negociações em Doha marginalizem o tema vital do uso da terra, e afirmou que a comunidade internacional não dá a atenção que merece a Convenção das Nações Unidas de Luta Contra a Desertificação.</p>
<p><span style="font-size: x-small;"><strong>(Envolverde/IPS)</strong></span></p>
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		<title>Uma digressão para entender os impasses da COP 18, em Doha</title>
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		<pubDate>Thu, 06 Dec 2012 13:11:44 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Henrique Andrade Camargo</dc:creator>
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		<description><![CDATA["Países como Canadá, EUA, Japão, Austrália, Nova Zelândia, entre outros, não querem firmar um segundo termo do Protocolo de Quioto"]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><span style="font-size: x-small;"><strong>Iara Pietricovsky*</strong></span></p>
<p><a href="http://mercadoetico.terra.com.br/website/wp-content/uploads/2012/12/cop18_2501.jpg"><img class="alignleft size-full wp-image-66099" src="http://mercadoetico.terra.com.br/website/wp-content/uploads/2012/12/cop18_2501.jpg" alt="" width="250" height="166" /></a>Países como Canadá, EUA, Japão, Austrália, Nova Zelândia, entre outros, não querem firmar um segundo termo do Protocolo de Quioto.</p>
<p>O mundo, e em especial os brasileiros, ainda guardam na memória o acontecimento de um dos mais importantes eventos deste século, a Conferência das Nações Unidas para o Desenvolvimento Sustentável, conhecida como a Rio+20, realizada na cidade do Rio de Janeiro, em junho deste ano. Foi um processo que mobilizou organizações da sociedade civil e movimentos sociais nos âmbitos local, nacional, regional e global. Da mesma forma, movimentou governos e o setor empresarial corporativo, maior ganhador neste processo todo, lamentavelmente. A lógica financeira e comercial prevaleceu.</p>
<p>Paralelo à Ri0+20 oficial, no parque do Flamengo da linda cidade do Rio de Janeiro, aconteceu outro evento oriundo de processos sociais, de maior sucesso e efetividade, a Cúpula dos Povos. Este reuniu os setores democráticos da sociedade civil organizada e conseguiu, numa tentativa profunda de reorganização do campo político envolvido, construir agendas de comum acordo. O documento final apresentou propostas alternativas e a Cúpula estabeleceu um diálogo com o processo oficial e com a sociedade mais ampla. Foi incomparavelmente mais responsável em sua missão que a Cúpula Oficial, que em contrapartida produziu um documento pífio, com poucos avanços e alguns retrocessos, além da evidente privatização do sistema multilateral internacional.</p>
<p>A Rio+20 aconteceu 20 anos após um dos ciclos mais ricos de reafirmação de marcos jurídicos internacionais no âmbito dos direitos humanos: a Rio 92, também realizada na cidade do Rio de Janeiro, foi o começo de um Ciclo de Conferências sobre Desenvolvimento e meio ambiente, direitos sociais, mulheres, população, financiamento e racismo da Organização das Nações Unidas (ONU), que a despeito do auge do neoliberalismo no mundo, aprofundou Acordos Internacionais primordiais para a democracia e ampliou o campo dos direitos fundamentais envolvendo os aspectos, econômicos, culturais, sociais, ambientais, sexuais, além daqueles conceitos amplamente já reconhecido que são os direitos políticos e civis. Em 20 anos a compreensão e as interpretações do que são os direitos coletivos e individuais ficaram mais claros e com capacidade de aplicação real nos fóruns internacionais assim como nos planos nacionais, (Ex: as novas constituições da maior parte dos países na América do Sul expressam a incorporação destes direitos).</p>
<p>Também foi nesta década de 90, que paralelo ao aprofundamento dos Direitos, o mundo neoliberal e capitalista, mais propriamente em 1994/95 trouxe à agenda regional e global o debate sobre a ALCA (Área de Livre Comércio das Américas) e todo o ciclo da Rodada de Doha no âmbito da Organização Mundial do Comércio (OMC). Na contra mão do que se defendia no marco dos Direitos Humanos e entre os movimentos da sociedade civil organizada. Os governos, cada vez mais capturados pela lógica provada do Estado mínimo e da supervalorização da iniciativa privada começaram a abrir frentes de negociação numa lógica de subordinação dos países em desenvolvimento aos chamados países desenvolvidos e centrais do capitalismo, Europa e EUA especialmente e do grande capital financeiro.</p>
<p>Essa lógica dominou a agenda em meados dos 90 e no caso da América do Sul, com os novos governos de esquerda, foi possível suspender o debate dobre a ALCA, porém, transformando a OMC num espaço de decisão dos rumos do mundo, numa lógica de mercantilização generalizada. A aposta é que esse ciclo se encerraria em Hong Kong, com a anuência de importantes países do sul, inclusive Brasil, que apostou e ainda aposta suas fichas no espaço multilateral da OMC. Entretanto, esta também parece que sucumbiu, como consequência de sucessivas crises e tensões políticas e econômicas. Hoje, ficou reduzida a uma instituição secundária no cenário internacional e segue, neste momento, em estado letárgico, porém ajudando a lógica de mercantilização.</p>
<p>O século XXI vem precedido de uma das manifestações populares mais importantes contra a lógica da comercialização do mundo que foi a Batalha de Seatlle, nos EUA, contra o livre comércio. Reação a supervalorização da OMC como organização de poder daquele momento no mundo. Ali começou uma série de manifestações contrárias à lógica da comercialização nos padrões hegemônicos e que continuou em diferentes formatos de expressão social, antiglobalista, em diversas partes do Planeta. Podemos citar a formação do Fórum Social Mundial, Conferência dos Povos, Enlaçando Alternativas, Campanha Contra a Dívida Externa, entre outros. Assim como manifestações nas ruas contra OM, mais recentemente, contra sistemas opressivos, antidemocráticos, contra o domínio do mundo financeiro sobre o destino dos países e de seus povos, bem como demonstrações contra as decisões no âmbito das conferências internacionais relativas à mudança climática ou outros temas ambientais (Copenhague e Rio+20).</p>
<p>A partir 2008, com o aprofundamento das crises políticas e econômicas, pipocam eclosões no norte da África por déficit democrático e por causa da crise econômica nos países do norte, tais como Espanha, Grécia, Portugal, EUA entre outros. Agora era o norte desenvolvido que entrava em profunda tensão e se mostrava frágil e incapaz de apresentar soluções. Essa era uma crise política e comercial, mas fundamentalmente uma crise do sistema financeiro. O desequilíbrio econômico que se iniciou nos EUA com a falência das instituições financeiras, antes tidas como sólidas e críveis. Uns chamam de crise do capitalismo e outros de crise civilizatória. Na verdade, parece mais uma crise que rearticula o capitalismo para introdução de uma nova onda de acumulação, agora fundamentado na exploração da natureza, inaugurando a onda verde, ou o ciclo da economia verde. Haja vista amaneira agressiva que a lógica corporativa e do capital vai penetrando nas instituições, tradicionalmente dominadas pelos Estados Nacionais e pelo caráter multilateral, como é o caso da ONU e suas instituições vinculadas.</p>
<p>Nessa luta do Armageddon (entre o bem e o mal, resta saber onde está um e o outro) a ONU, abre o novo milênio com uma proposta reducionista chamada as &#8220;Metas do Milênio”. Acordo esse de baixa intensidade, considerado o possível para ser atingido, até 2015, por todos os países. Já sabemos que essas metas não serão alcançadas e o mundo em crise coloca em cheque o pouco que se logrou em redução de pobreza e resolução das desigualdades.</p>
<p>Essas metas foram uma redução radical de todo os esforços realizados durante o chamado Ciclo Social das Nações Unidas, incluindo os acordos sobre a questão ambiental e suas convenções de clima e de biodiversidade, obtidas na Rio 92. Algumas organizações da sociedade civil acreditavam que pelo menos havia, pela primeira vez, metas definidas, mesmo que reduzindo o escopo daquilo que já tinha sido acordado e assinado pela maioria dos países membros da ONU.</p>
<p>Para outros, foi uma agenda de resistência e construção crítica. Entretanto, uma coisa parecia clara: os setores que buscavam alternativas ao capitalismo selvagem ou contra o próprio capitalismo estavam perdendo terreno. O que podemos dizer é que o Século XXI veio reduzindo direitos, impondo uma lógica financista e comercial em níveis nunca antes imaginados pela mente humana. E é nesse ponto que parece que nos encontramos agora.</p>
<p>É neste contexto que conferências e debates como a Rio+20, ou as Conferências das Partes sobre Mudança Climática, (COP 18) ou Biodiversidade, estão sendo realizadas e suas decisões adiadas, na melhor das hipóteses. Na vida real, vemos retrocessos e países sem vontade política para assumir os compromissos já firmados, quem diria compromissos mais audaciosos.</p>
<p>Passaram-se cinco meses da Rio+20, nos encontramos com a Conferência das Partes 18, acontecendo na capital do Catar, Doha. Quem chega nesta cidade não acredita nem um pouco que a lógica frenética do crescimento a todo custo vai mudar. Quem entra nesta cidade não pode acreditar que esta conferência terá resultados audaciosos, muito menos, alguma definição. Doha é uma cidade em frenética construção de prédios, usando a mão de obra de países como Índia. Indonésia, Bangladesh, Marrocos, Filipinas etc. É um ponto de encontro de gente de todos os lugares do mundo sem uma personalidade própria. Muçulmanos mesclados e cortados pelo mundo ocidental cristão. Esta foi minha primeira impressão.</p>
<p>Quais são os temas fundamentais desta conferência sobre clima? Entre outros, definição final sobre a adoção (ou não) de um segundo termo do Protocolo de Quioto. Neste Protocolo os países ricos deverão assumir a redução das emissões de efeito estufa. Esse Protocolo é importante porque é vinculante e tem consequências importantes para o futuro; a Cooperação de Longo prazo sobre o Plano de Bali, de 2007. Resoluções ainda precisam ser tomadas sobre a redução das emissões de gazes de efeito estufa; financiamento efetivo e com capacidade de ajudar os países em desenvolvimento com adaptação, mitigação; transferência tecnológica, e; Integrar os EUA aos Acordos.</p>
<p>Os impasses e as resoluções desta COP estão intrinsecamente ligadas às definidas pelo Rio+20 e os caminhos que serão apresentados também começam a revelar aspectos preocupantes. Passada a primeira semana de trabalhos, nada avançou, relativos a estes temas mais fundamentais. Países como Canadá, EUA, Japão, Austrália, Nova Zelândia, entre outros, não querem firmar um segundo termo do Protocolo de Quioto. Decisões sobre o financiamento de longo prazo, que substituirá o atual mecanismo ainda não saíram do papel. Esta semana estão chegando os ministros e chefes de Estado e assim esperamos que algumas decisões sejam tomadas. O que sairá daqui será tímido, mesmo que os debates de encerrem para uma nova retomada no próximo ano e temo que em níveis pouco ambiciosos.</p>
<p>A questão é que em Doha, sequer contamos com uma sociedade civil local consciente capaz de manifestar-se publicamente. Poucos sabem o que está acontecendo nesta cidade, lamentavelmente os que aqui estão carregam uma desilusão sobre os processos, que neste 2012 encerram um longo ciclo iniciado no início dos anos 90, com a Rio 92. Neste sentido, resta-nos pensar com mais profundidade não só os processos como nossas estratégias. Sem medo de sermos, em algum momento, felizes.</p>
<p><strong>* Iara Pietricovsky, é antropóloga, membro do colegiado de gestão do Inesc e do Comitê Facilitador da Sociedade Civil Brasileira para a Rio+20</strong></p>
<p><span style="font-size: x-small;"><strong>(Adital)</strong></span></p>
<p><span style="font-size: x-small;"><strong> </strong></span></p>
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		<title>Em Doha, Ban Ki-moon diz a governos que clima precisa de cooperação abrangente</title>
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		<pubDate>Wed, 05 Dec 2012 20:03:50 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Henrique Andrade Camargo</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Secretário-Geral discursou a ministros do Meio Ambiente e disse que desafios do aquecimento global afetam todas as áreas governamentais e de decisão política. ]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><span style="font-size: x-small;"><strong>Eleutério Guevane, da Rádio ONU</strong></span></p>
<p><a href="http://mercadoetico.terra.com.br/website/wp-content/uploads/2012/12/ban_ki_mon_250.jpg"><img class="alignleft size-full wp-image-66036" src="http://mercadoetico.terra.com.br/website/wp-content/uploads/2012/12/ban_ki_mon_250.jpg" alt="" width="250" height="167" /></a>O Secretário-Geral da ONU afirmou que é &#8220;essencial que os países trabalhem em conjunto e não em grupos fechados&#8221; para enfrentar os desafios da mudança climática. Ban Ki-moon fez a declaração, nesta quarta-feira, durante encontro ministerial na Conferência sobre o tema, Doha, no Catar.</p>
<p>O evento, realizado à margem da COP 18, que termina esta sexta-feira, teve a participação de ministros do Meio Ambiente.</p>
<p><strong>Consciência</strong></p>
<p>Falando à Rádio ONU, de Doha, a ministra da Agricultura, do Mar, do Ambiente e do Ordenamento do Território de Portugal, Assunção Cristas, disse que as negociações afetam o desenvolvimento.</p>
<p>&#8220;Estamos num tempo em que é preciso passar dessa consciência coletiva para ação concreta. Isso não é fácil porque há países, motivações diferentes com ritmos diferentes. Há com certeza um direito para o desenvolvimento dos países e eles invocam-no muitas vezes mas o que penso que neste momento é o mais importante é sabermos que é um direito de todos os povos, podemos trabalhar para ele, mas hoje o desenvolvimento pode ser feito de forma sustentável.&#8221;</p>
<p><strong>Secas</strong></p>
<p>O Brasil foi citado por Ban Ki-moon, juntamente com vários países desenvolvidos e emergentes, pela ocorrência de secas que levaram à alta de preços de mercado com consequências econômicas, políticas e de segurança.</p>
<p>No evento de duas semanas, 195 Estados-Partes da Convenção da ONU sobre as Mudanças Climáticas debatem a nova fase do Protocolo de Kyoto, a ser implementada a partir de 2013.</p>
<p><span style="font-size: x-small;"><strong>(Rádio ONU)</strong></span></p>
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		<title>A sociedade e os jovens são marginalizados em Doha</title>
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		<pubDate>Wed, 05 Dec 2012 18:10:56 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Henrique Andrade Camargo</dc:creator>
				<category><![CDATA[Juventude e novas lideranças]]></category>
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		<description><![CDATA[Não aos cartazes, não aos folhetos, não às manifestações, exceto em locais autorizados e bem distantes da sede das negociações]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><span style="font-size: x-small;"><strong>Stephen Leahy, da IPS</strong></span></p>
<p><a href="http://mercadoetico.terra.com.br/website/wp-content/uploads/2012/12/cop18_250.jpg"><img class="alignleft size-full wp-image-66028" src="http://mercadoetico.terra.com.br/website/wp-content/uploads/2012/12/cop18_250.jpg" alt="" width="250" height="166" /></a>Beatrice Yeung, jovem delegada às conversações climáticas da Organização das Nações Unidas (ONU), viajou de Hong Kong à capital do Catar para transmitir a mensagem de sua geração: “Vivemos no mundo que vocês estão criando para nós”. Porém, teve a entrada proibida. A IPS conversou com Yeung fora da “zona de segurança” no Centro Nacional de Convenções do Catar, onde a polícia da ONU ordenou a este jornalista que não tirasse fotografias. Sem motivos óbvios, a segurança é muito rígida na 18ª Conferência das Partes (COP18) da Convenção Marco das Nações Unidas sobre Mudança Climática, que termina na próxima sexta-feira.</p>
<p>E, o que é pior, o contingente de participantes da sociedade civil, muito menor que o habitual, é submetido a uma série de restrições. Não aos cartazes, não aos folhetos, não às manifestações, exceto em locais autorizados e bem distantes da sede das negociações. Também foi reduzido pela metade, ficando em apenas um minuto, o tempo destinado à oratória das organizações da sociedade civil nos casos em que é permitido fazê-lo nas sessões oficiais.</p>
<p>“Estou frustrada e desiludia”, disse Yeung à IPS. “Estive na COP 15 em Copenhague (2009), no Fórum Climático Infantil e fiquei realmente comovida com o que ouvi de meninos e meninas do mundo em desenvolvimento sobre seu convívio com a mudança climática”. Yeung completará 18 anos dentro de um mês, por isso teve a entrada proibida. “Para mim foi uma surpresa total saber que havia uma regra que proíbe menores”, afirmou.</p>
<p>A jovem foi uma ativa participante na muito maior Conferência das Nações Unidas sobre Desenvolvimento Sustentável, a Rio+20, realizada em junho. Fez parte da delegação juvenil chamada Estudantes sobre Gelo, comprometidos com as regiões polares. Eles escreveram um documento expondo sua posição, realizaram um encontro lateral oficial e prepararam um resumo de uma página com sugestões de políticas.“No Rio pude falar diretamente com os delegados de países”, afirmou Yeung. Alguns delegados na Rio+20 deram as boas-vindas à participação juvenil e à oportunidade de conhecer jovens informados e comprometidos, acrescentou.</p>
<p>Segundo a canadense Trudi Zundel, que estuda no College of the Atlantic, nos Estados Unidos, “a sociedade civil é vista cada vez mais como inconveniente, e está sendo afastada deste processo. Já é muito difícil participar aqui sem ter um papel oficial. Agora a sociedade civil, junto com os meios de comunicação, são relegados aos cantos mais distantes deste edifício gigante”, disse Zundel à IPS. O Centro Nacional de Convenções do Catar, de US$ 1,4 bilhão, ocupa 40 mil metros quadrados em três níveis e conta com 57 salas de reuniões, três auditórios, um teatro com 2.300 lugares e muito mais.</p>
<p>Inicialmente, Zundel foi proibida de entrar na COP18 porque havia participado de um “protesto não aprovado” no dia final da conferência anterior, realizada em Durban, no ano passado, e foi expulsa. Apesar de assinar uma declaração prometendo não participar de nada semelhante em Doha, exigiram que Zundel passasse por uma entrevista individual com o chefe de segurança das Nações Unidas. “Tive que convencê-lo de que não voltaria a fazer isso”, contou à IPS. E conseguiu.</p>
<p>O mesmo não aconteceu com Anjali Appadurai, outra estudante do College of the Atlantic, também canadense. Foi ela que, no encerramento da COP 17 em Durban, pronunciou o célebre discurso “Get it done” (Façamos), que atraiu a atenção da Al Jazeera, do The New York Times, do The Guardian e Democracy Now, entre outros meios de comunicação. Appadurai também participara do “protesto não aprovado” em Durban, e assinou uma declaração prometendo não fazer isso de novo.</p>
<p>Após uma semana de petições e uma “enxurrada” de mensagens enviadas por organizações da sociedade civil no Twitter, foi readmitida no dia 3. “As organizações da sociedade civil e os jovens são marginalizados aqui”, afirmou à IPS. Aparentemente, ela está sendo vigiada, e a Secretaria da Convenção Marco a obrigou a emendar um twitter no qual agradecia o apoio das pessoas. “Meu twitter agradecia às pessoas por terem pressionado a Secretaria em meu nome. Eles não gostaram da sugestão de que exercer pressão ajudara na minha readmissão”, explicou.</p>
<p>A Secretaria organiza e dirige as COP anuais, junto com o país anfitrião. A intimidação e o castigo, combinados com a aplicação rígida das regras, prejudica seriamente a relação entre esse órgão e as organizações da sociedade civil, disse Appadurai, que foi delegada juvenil em duas COPs anteriores. “Nós representamos o público mais amplo. Nossa contribuição deveria ser valorizada, mas não está sendo nesta COP”, afirmou.</p>
<p>Na semana passada, os jovens tiveram a oportunidade de expressar suas preocupações a Christinana Figueres, secretária executiva da Convenção Marco. Dessa reunião especial Yeung foi autorizada a participar. “Figueres não deu uma resposta clara sobre o motivo de não se permitir menores de 18 anos de participar aqui. Simplesmente tentamos injetar a voz dos jovens neste processo”, ressaltou. As reuniões da COP são importantes, mas Yeung disse que aprendeu “a dura lição de que os dirigentes do mundo não liderarão neste assunto. Devemos nós mesmos criar as soluções”, afirmou.</p>
<p>Jane Nurse, estudante germano-canadense do College of the Atlantic também participou do encontro no qual Figueres sugeriu que os jovens deveriam “ser mais criativos e usar o poder das mídias sociais”. “Achei isso muito condescendente. Precisamos estar aqui para nos reunirmos cara a cara com os delegados dos países”, afirmou Nurse à IPS. Os delegados juvenis também se reuniram com Mary Robinson, primeira mulher presidente da Irlanda e ex-alta comissária da ONU para os direitos humanos.</p>
<p>Segundo Nurse, “ela nos perguntou por que não estávamos irritados com a falta de avanços e urgência aqui. Nós estamos com raiva, mas se a demonstramos nos expulsam”. Apesar de estarem profundamente decepcionados pela falta de progressos, os jovens querem participar das COPs para tentar influenciar, porque aqui se molda seu futuro, destacou.</p>
<p>Os protestos e as interações pessoais com os representantes dos países são importantes para dar poder a alguns delegados e para impactar outros. Os delegados estão isolados dentro da COP, completamente afastados da realidade e de todo senso de urgência. E ficam totalmente envolvidos em seus jogos políticos, afirmou a jovem. “Continuarei trabalhando para tentar ter acesso a isto aqui com menos de 18 anos. O clima é um assunto de justiça intergerações”, disse Yeung. “Os jovens veem a urgência. Nossos líderes não”, enfatizou.</p>
<p>(Envolverde/IPS)</p>
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		<title>Secretário-geral da ONU cita seca no Brasil ao pedir resultados concretos na Conferência do Clima</title>
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		<pubDate>Tue, 04 Dec 2012 18:19:42 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Henrique Andrade Camargo</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Segundo Ban Ki-moon, ninguém "deve se iludir", pois o aquecimento global é uma ameaça à economia, à segurança e ao bem-estar das crianças e das gerações futuras.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><span style="font-size: x-small;"><strong>Rádio ONU</strong></span></p>
<p>As recentes secas no Brasil, na Ucrânia e na Índia foram mencionadas pelo secretário-geral da ONU, Ban Ki-moon, em discurso proferido na terça-feira, 4 de dezembro, durante a 18ª Conferência das Nações Unidas sobre Mudanças Climáticas (COP18), em Doha, no Catar. Na ocasião, a ONU classificou de &#8220;crise&#8221; a situação atual das alterações bruscas do clima enfrentadas pelo mundo.</p>
<p>Segundo Ki-moon, ninguém &#8220;deve se iludir&#8221;, pois o aquecimento global é uma ameaça a todos, à economia, à segurança e ao bem-estar das crianças e das gerações futuras. Ele lembrou que cerca de 1,5 bilhão de pessoas são afetadas pela degradação do solo. E as geleiras estão derretendo a níveis jamais vistos.</p>
<p>Ao mencionar o furacão Sandy, que atingiu Manhattan e outras áreas da costa nordeste americana, o secretário-geral da ONU lembrou que houve enchentes também em Pequim, em Moçambique, na Colômbia e na Austrália, entre outros países.</p>
<p><strong>Brasil, Ucrânia e Índia</strong></p>
<p>No discurso, Ki-moon lembrou também a seca no Brasil, na Ucrânia e na Índia que dizimou grande parte das colheitas globais.</p>
<p>Para as Nações Unidas, nenhum país está livre dos efeitos das mudanças climáticas, seja ele rico ou pobre.</p>
<p>Ao afirmar que as emissões de dióxido de carbono (CO2) estão nos níveis mais altos, o secretário-geral da ONU ressaltou que o mundo está em uma luta contra o tempo para permanecer abaixo da marca de 2ºC, conforme acordado com a comunidade científica internacional e governo dos países.</p>
<p>Para Ki-moon, o mundo tem a responsabilidade de gerar resultados concretos em Doha, por meio de um acordo ambicioso para depois de 2015. Ele defendeu a continuação do Protocolo de Kyoto, que prevê o limite das emissões de gases, e avanços em longo prazo para financiar o combate às mudanças climáticas, além de outras propostas. Firmado em 1997, no Japão, o polêmico tratado expira em 31 de dezembro.</p>
<p>A COP18 segue até a sexta-feira, 7 de dezembro, na capital do Catar.</p>
<p><span style="font-size: x-small;"><strong>(Rádio ONU)</strong></span></p>
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		<title>Brasil é o sexto país mais afetado por catástrofes naturais, diz relatório</title>
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		<pubDate>Tue, 04 Dec 2012 18:15:14 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Henrique Andrade Camargo</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Estudo mostra que, em 2011, mais de mil brasileiros morreram em função dos eventos climáticos extremos.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><span style="font-size: x-small;"><strong>CicloVivo</strong></span></p>
<p><a href="http://mercadoetico.terra.com.br/website/wp-content/uploads/2012/12/enchente_b_250.jpg"><img class="alignleft size-full wp-image-65957" src="http://mercadoetico.terra.com.br/website/wp-content/uploads/2012/12/enchente_b_250.jpg" alt="" width="250" height="168" /></a>Um relatório divulgado durante a COP18 indica os dez países mais afetados por desastres naturais. O Brasil ocupa o sexto lugar no documento, que lista o número de mortes e o prejuízo causado pelas catástrofes.</p>
<p>Tempestades, enchentes e furacões são os principais desastres naturais que têm assolado o mundo nos últimos anos. Consequências diretas do aquecimento global, estas catástrofes poderiam ser evitadas com os esforços de toda a população, principalmente dos grandes empresários de cada país, que ainda sofrem para reduzir as emissões dos gases efeito estufa, responsáveis por aumentar a intensidade do aquecimento do planeta.</p>
<p>O relatório Indicador de Risco Climático Global 2013 foi preparado pela entidade alemã Greenwatch,e apresentado durante a COP18, conferência que reúne os representantes da economia internacional para determinar os acordos de desenvolvimento sustentável que serão cumpridos nos próximos anos.</p>
<p>Embora o Brasil ainda não tenha o compromisso de reduzir suas emissões, o país aparece em sexto lugar no relatório alemão.  O estudo apurou que, em 2011, mais de mil brasileiros morreram em função dos eventos climáticos extremos. O documento também indica que os prejuízos causados por desastres climáticos custaram US$ 4,7 bilhões ao Governo Federal no ano passado.</p>
<p>Os principais eventos climáticos extremos registrados no Brasil são as enchentes e alagamentos.  A Tailândia ocupa o primeiro lugar do ranking, já que passou por mais catástrofes. Foram registrados 892 mortos e um prejuízo de 75,5 milhões de dólares relacionados aos eventos climáticos extremos. Logo atrás vem o Camboja, que perdeu 247 pessoas e R$ 1 milhão em catástrofes climáticas. O Sri Lanka ocupa a última posição no documento, com 106 mortos e um prejuízo total de R$ 602 milhões. Com informações da Exame.com</p>
<p>(CicloVivo)</p>
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		<title>EUA estabelece condições para novo acordo climático</title>
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		<pubDate>Tue, 04 Dec 2012 13:01:15 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Henrique Andrade Camargo</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Principal foco do país está nas negociações do que é chamada de Plataforma de Durban, que define as bases do novo tratado que deve estar pronto até 2015 para entrar em vigor em 2020]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><span style="font-size: x-small;"><strong>Fabiano Ávila, do Instituto CarbonoBrasil</strong></span></p>
<p><span style="font-size: x-small;"><strong></strong></span>Uma das razões pelas quais os Estados Unidos nunca gostaram do Protocolo de Quioto é o fato de o tratado não obrigar as nações em desenvolvimento a possuírem metas. Assim, na visão norte-americana, Quioto é prejudicial para a economia dos países ricos por colocar suas empresas em uma situação de desvantagem com relação a companhias chinesas, indianas e brasileiras.</p>
<p>Este é um &#8216;erro&#8217; que os EUA não vão deixar acontecer no próximo acordo climático global, que é uma das discussões chave na Conferência do Clima de Doha (COP18), que termina nesta semana no Catar.</p>
<p>“Não podemos traçar uma linha dividindo o planeta e dizer que se você está em determinado lado não precisa cumprir obrigações, enquanto o outro lado tem que cumprir todas elas. O novo acordo precisa ser construído sobre capacidades nacionais e não ideologias”, declarou o enviado especial norte-americano Todd Stern em sua primeira coletiva de imprensa na COP 18.</p>
<p>As negociações do que é chamada de Plataforma de Durban (ADP, em inglês), que define as bases do novo tratado que deve estar pronto até 2015 para entrar em vigor em 2020, é o principal foco dos EUA na COP 18.</p>
<p>Nesta terça-feira (4), primeiro dia com a presença de ministros de Estado em Doha, Stern deixou claro quais são as condições fundamentais para que os EUA votem a favor do acordo.</p>
<p>A primeira é que todos os signatários, ricos ou emergentes, devem possuir metas de redução de gases do efeito estufa, entre outras obrigações. A segunda é que as diferentes responsabilidades respeitem as capacidades de cada país. Por exemplo, apesar de ambas serem consideradas nações em desenvolvimento, a China deveria assumir compromissos muito mais ambiciosos do que a Costa Rica.</p>
<p>“Reconhecemos que existem diferenças entre as nações, assim como é colocado no Protocolo de Quioto. Porém, é preciso identificar essas diferenças com base no mundo real, de forma pragmática”, destacou Stern.</p>
<p>O enviado norte-americano afirmou ainda que acredita que avanços serão alcançados em Doha e que o novo acordo estará pronto até 2015.</p>
<p>“Nossos representantes no ADP estão confiantes e possuem um bom relacionamento com todas as partes. Se mantivermos o alto nível das conversas e quem sabe até aumentarmos o engajamento, teremos sucesso”, disse.</p>
<p><strong>Quioto</strong></p>
<p>A chegada dos ministros aparentemente também ajudou a movimentar as negociações sobre o futuro do Protocolo de Quioto.</p>
<p>A secretária-executiva da Convenção das Nações Unidas sobre Mudanças Climáticas (UNFCCC), Christiana Figueres, declarou que está confiante de que o segundo período de compromissos de Quioto já está garantido.</p>
<p>“Acredito que veremos os negociadores aqui em Doha apresentarem um texto no qual constará que desde o dia 1º de janeiro de 2013 estaremos sob o segundo período”, disse.</p>
<p>A fala de Figueres ganhou ainda mais força depois que a comissária de ação climática da União Europeia, Connie Hedegaard, garantiu que o bloco assumirá em 28 dias suas obrigações com o segundo período de Quioto e que espera que o tratado vigore por mais sete anos, até 2020, como defendem os países emergentes, incluindo o Brasil.</p>
<p>Porém, Hedegaard se disse preocupada com o que farão as nações que não estão no Protocolo ou que não possuem metas, como os Estados Unidos e a China.</p>
<p>“As emissões europeias caíram 18% desde 1990, enquanto as norte-americanas subiram 10,8% com uma liberação per capita de 17,2 toneladas anuais. Para piorar, os chineses já possuem uma emissão per capita de 6,6 toneladas anuais, comparável à dos europeus, de 7,3 toneladas”, afirmou, citando dados divulgados nesta segunda-feira pelo Global Carbon Project (GDP).</p>
<p>“Todos temos a obrigação de sermos mais ambiciosos, porque estamos nos movendo muito, muito rápido na direção errada”, completou.</p>
<p><span style="font-size: x-small;"><strong>(Instituto CarbonoBrasil)</strong></span></p>
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		<title>EUA dizem avançar nos cortes de emissões de GEE</title>
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		<pubDate>Tue, 04 Dec 2012 12:33:30 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Henrique Andrade Camargo</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Muitos cientistas consideram o plano insuficiente para evitar os piores danos do aquecimento global.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><span style="font-size: x-small;"><strong>Mercado Ético</strong></span></p>
<p>É controverso, mas os Estados Unidos afirmaram nesta segunda-feira (3), como mostra reportagem da agência de notícias Reuters, que estão avançando rumo ao cumprimento da sua meta de redução de emissões de gases do efeito estufa até 2020. Segundo o negociador climático do norte-americano, Todd Stern, o &#8220;progresso&#8221; se deve em grande parte à adoção de regras mais rígidas para as emissões dos veículos e ao uso da energia renovável. O plano do governo Obama é reduzir as emissões do país em 17% até 2020, tendo como base os níveis de 2005.</p>
<p>Muitos cientistas consideram o plano insuficiente para evitar os piores danos do aquecimento global, já que essa meta equivale a um corte de 3 a 4% nas emissões em relação aos níveis de 1990. Um estudo lançado em 2007 por cientistas da ONU indicava que os países ricos precisariam reduzir suas emissões entre 25 e 40% até 2020, em relação aos níveis de 1990, para evitar as piores consequências do aquecimento global, como secas, inundações, ondas de calor e elevação do nível dos mares.</p>
<p><em>* Com informações da Reuters</em></p>
<p><span style="font-size: x-small;"><strong>(Mercado Ético)</strong></span></p>
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		<title>Os negadores das mudanças climáticas encontram uma radical à altura: a Natureza!</title>
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		<pubDate>Tue, 04 Dec 2012 12:14:13 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Henrique Andrade Camargo</dc:creator>
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		<category><![CDATA[Alexandre Costa]]></category>
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		<category><![CDATA[céticos do clima]]></category>
		<category><![CDATA[ciência climática]]></category>
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		<description><![CDATA["Apesar de suas imperfeições, do olhar fragmentado e de sua aparência geralmente obscura para o grande público, são as contribuições parciais, os pequenos avanços e retrocessos, que pavimentam o caminho para sólidas conclusões científicas"]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><span style="font-size: x-small;"><strong>Alexandre Costa*</strong></span></p>
<div class="img alignleft size-full wp-image-65912" style="width:250px;">
	<a href="http://mercadoetico.terra.com.br/website/wp-content/uploads/2012/12/furacao_sandy_250.jpg"><img src="http://mercadoetico.terra.com.br/website/wp-content/uploads/2012/12/furacao_sandy_250.jpg" alt="" width="250" height="168" /></a>
	<div>Furacão Sandy</div>
</div>O título alternativo deste artigo bem poderia conter “o IPCC é fichinha” ou, de forma mais inclusiva, “Cientistas do Clima somos fichinha”. Isto porque, de fato, o embate entre nós e os negadores está longe de ser justo.</p>
<p>O debate científico se dá em Conferências e Congressos e, principalmente, por meio da literatura com revisão. São necessários vários meses para um artigo científico (que não raro sintetiza resultados de anos de trabalho), após, às vezes, múltiplas idas e vindas de revisões, finalmente ser publicado (suas conclusões sendo geralmente restritas a um pequeno aspecto da ciência e, por ter de necessariamente ser apresentada de forma técnica, acessível a um público muito restrito de especialistas da própria área).  Apesar de suas imperfeições (erros em artigos científicos podem, sim, ocorrer), do olhar não raro fragmentado, e de sua aparência geralmente obscura para o grande público, são – particularmente hoje em dia – as contribuições parciais, os pequenos avanços e retrocessos, que pavimentam o caminho para sólidas conclusões científicas.</p>
<p>A clareza de entendimento em torno da mudança climática atual, do papel antrópico determinante e do risco envolvido foi fruto dessa acumulação de evidências. Apoiando-se em conhecimentos mais fundamentais da Física, da Química, da Astronomia, da Biologia, da Geologia e das interfaces entre elas, e sobre uma colossal quantidade de dados, análises, modelos de diversos níveis de complexidade é que a Ciência do Clima erigiu seu edifício. Nesse contexto, quando as peças se encaixam, a quantidade (as múltiplas informações parciais, mas convergentes) se transforma em qualidade (a “Big Picture”), no quebra-cabeça montado, demonstrado várias e várias vezes nos relatórios de avaliação do IPCC.</p>
<p>Por outro lado, os negadores não seguem as regras do debate e do método científicos. Pelo contrário, atacam-nos, sem cerimônia. É possível fazer qualquer afirmação tresloucada em um blog, em uma palestra, em um “debate” (desses que mais parecem debate eleitoral) ou em uma aparição na mídia. A liberdade para mentir, fantasiar, tergiversar nesses casos é quase infinita e para quem tem compromisso com a verdade científica, é difícil dar conta até de uma pequena parcela dessas mentiras, falsificações e tergiversações. Explicar porque determinada afirmação é falsa dá muito mais trabalho do que fazê-la. Desnudar inveracidades, desmistificar o “cherry-picking” (o ato de escolher um dado entre mil que aparentemente serve de base para uma dada afirmação), localizar sofismas não é trivial no pouco tempo ou espaço que se tem nesse terreno. É desse terreno que os negadores gostam. É por meio dele, e não de um debate verdadeiramente científico e honesto, que eles tentam envenenar a opinião pública e os tomadores de decisão.</p>
<p>Deveriam se envergonhar. Mas não! Nesse terreno, um negador que seja um orador (ou escritor) talentoso, cujo semblante não trema, mesmo quando faz afirmações obviamente mentirosas como “o efeito estufa não existe” ou “os modelos de clima não consideram as correntes oceânicas”, deita e rola.</p>
<p>Poucos cientistas, portanto, terminam por entrar nessa arena de gládio, para encararem o vale-tudo dos negadores. Individualmente, nada se ganha ao fazê-lo, pelo contrário. Perde-se tempo e energia que poderia estar sendo dedicada à pesquisa e à produção científica (que infelizmente é avaliada segundo métricas quantitativas que nem sempre refletem a real contribuição à ciência). Há também os cientistas que acham que não é seu papel popularizar a ciência ou sequer combater a pseudo-ciência e a anti-ciência junto ao público. Por fim, há um fator que não se deve desprezar. Pela virulência dos ataques e pelo grau acentuado de desonestidade dos negadores, muitos dos meus pares simplesmente preferem não lutar no terreno deles. É preciso, realmente, muito estômago!</p>
<p>Mas felizmente, os negadores têm um adversário à altura, que não precisa, como nós, caminhar sobre ovos! Um adversário duro, bruto, que vai direto ao assunto, que não se intimida, que não faz juízo de valor, que não tem ideologia. É esse adversário, e não o IPCC e o restante da comunidade da Ciência do Clima, quem tem feito o contraponto mais cristalino aos negadores. Chama-se Natureza! Esta não tem de se preocupar em testar múltiplas vezes suas próprias hipóteses, nem em revisar, em um processo lento, uma análise sobre suas próprias leis. Ela simplesmente é. Simplesmente se comporta de acordo com suas próprias regras. Simplesmente faz! E bate duro na negação!</p>
<p style="text-align: center;"><img class="aligncenter" src="https://fbcdn-sphotos-c-a.akamaihd.net/hphotos-ak-ash3/s720x720/182815_400526219989276_457502601_n.jpg" alt="" width="504" height="420" /></p>
<p>Chequemos, portanto, o que a Natureza nos tem afirmado. No que diz respeito às projeções do IPCC de temperatura, feitas quando da preparação do seu 4° relatório, estas têm-se confirmado de forma bastante clara, como mostra a Figura ao lado.</p>
<p>A região cinza nessa Figura representa a faixa de projeções do conjunto do IPCC (de tal modo que 95% das previsões se encontra dentro dela). A linha preta é a média delas. As linhas coloridas representam observações da temperatura média global, de acordo com 3 centros de pesquisa. Baixa atividade solar e ocorrência mais frequente de La Niñas (situação em que o Pacífico Equatorial esfria) nos últimos anos podem ter diminuído a velocidade do aquecimento verificada nos anos 90, mas o que assusta é que, em condições como as dos últimos anos, nós deveríamos ter observado um resfriamento do sistema terrestre! Ou seja, ficamos com o nó na garganta, esperando o que pode vir no próximo período em que uma maior atividade solar coincidir com uma maior frequência de El Niños (quando o Pacífico Equatorial se aquece)… Tudo indica que, neste caso, ao invés de aumentarem num ritmo um pouco abaixo, mas próximo ao da média do conjunto dos modelos do IPCC, as temperaturas voltem a mostrar um aumento pronunciado.</p>
<p style="text-align: center;"><img class="aligncenter" src="http://www.skepticalscience.com/pics/RFC12_Fig1.jpg" alt="" width="467" height="323" /></p>
<p>Existe outra figura, talvez ainda mais relevante (ao lado) e que reforça essa idéia. Nela, percebe-se uma grande variação de ano a ano na temperatura média global (linha vermelho clara), mas segundo uma metodologia de remoção do ruído produzido pela combinação de El Niño, vulcanismo e variabilidade solar (produzindo a linha destacada em vermelho), percebe-se a concordância plena entre o conjunto de modelos do IPCC e as observações (veja que, descontado o El Niño forte de 1997-1998 e as La Niñas fortes de 2007-2008 e 2011-2012, os pontos mais distantes se aproximam da curva central, com sua tendência absolutamente clara de aquecimento.</p>
<p>Mas na verdade, mesmo que tivéssemos observado uma constância nas temperaturas ou mesmo um ligeiro resfriamento nos últimos anos, isso não poderia servir de argumento para os negadores! La Niñas e sol pouco ativo deveriam ter servido para resfriar o planeta, o que obviamente não aconteceu em função da contribuição antrópica.</p>
<div class="img alignleft" style="width:180px;">
	<img src="https://fbcdn-photos-a.akamaihd.net/hphotos-ak-ash3/538272_400526679989230_604381532_a.jpg" alt="" width="180" height="108" />
	<div>Representação simplificada da contribuição antrópica para a mudança de temperatura</div>
</div><div class="img alignright" style="width:180px;">
	<img src="https://fbcdn-photos-a.akamaihd.net/hphotos-ak-snc7/600165_400526453322586_1385856699_a.jpg" alt="" width="180" height="108" />
	<div>Representação idealizada da variação “puramente natural” de temperatura (oscilação simples)</div>
</div>
<p>&nbsp;</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>As figuras que mostro ao lado são para explicar, de forma didática, a sobreposição dessas duas contribuições (natural e humana). Os processos naturais, a princípio, poderiam ser considerados cíclicos, ou quase cíclicos. Há muitos ciclos, de diferentes frequências e uma boa dose de “caos” (que dá um cara de aleatoriedade a alguns processos climáticos), mas por simplicidade, assumiremos uma oscilação simples, com a temperatura subindo durante alguns anos, descendo nos anos seguintes, depois voltando a subir, e assim por diante, como na figura acima, à esquerda. Mas existe a contribuição do homem, que é obviamente de aquecimento (como já discuti, acumular CO2 e outros gases de efeito estufa na atmosfera não tem como produzir outra coisa!). Isso seria representado por uma curva ascendente, isto é, com a temperatura sempre subindo. Como a contribuição antrópica tem-se acelerado, um gráfico da contribuição “puramente humana” poderia ter a aparência da curva em vermelho.</p>
<p style="text-align: center;"><div class="img aligncenter" style="width:368px;">
	<img src="https://fbcdn-sphotos-h-a.akamaihd.net/hphotos-ak-ash3/556572_400526893322542_780746105_n.jpg" alt="" width="368" height="240" />
	<div>Representação do resultado da sobreposição dos efeitos natural e antrópico, indo de um estado dominado pelo fator natural até um estado dominado pelo fator antrópico</div>
</div>
<p>Somando as duas contribuições, isto é, a “natural”, representada pela primeira curva e a “antrópica”, pela segunda, o que se verifica é algo bastante interessante, ilustrando em parte o que já se viu e em parte o que se deve esperar no futuro (figura ao lado). No começo (faixa azul), o sinal humano é muito pequeno e as oscilações naturais dominam por inteiro. No período imediatamente posterior, as oscilações naturais ainda se destacam, mas o sinal humano cresce, tornando-se discernível, mesmo sendo ainda relativamente pequeno. Em seguida (faixa laranja), temos algo como aumentos acelerados de temperatura, alternados com períodos de poucas variações. No meu ponto de vista, estamos ainda nessa fase, mas duas coisas devem ser ditas. No próximo ciclo em que o sinal humano e o sinal natural estiverem ambos contribuindo para o aquecimento (como no local indicado pela seta, em nossa caricatura abaixo), deveremos experimentar um aquecimento mais acelerado do sistema climático do que aquele verificado nos anos 90. Mais ainda! No período posterior (faixa vermelha), o sinal antrópico tende a ser dominante! Isso é representado pelo final do gráfico, em que mesmo quando tivermos condições naturais (sol menos ativo, ocorrência maior de La Niñas), o aquecimento praticamente não desacelera!</p>
<p>Mas são outros componentes do sistema climático terrestre que, por sofrerem menos influência de oscilações naturais de alta frequência do que a atmosfera, têm-se mostrado ainda mais veementes ao “negarem a negação”.</p>
<p style="text-align: center;"><div class="img aligncenter" style="width:520px;">
	<img src="http://www.global-warming-forecasts.com/resources/sea-level-increase.png" alt="" width="520" height="412" />
	<div>Comparação das projeções de elevação do nível do mar dos modelos do IPCC com observações. Fonte:http://www.global-warming-forecasts.com/resources/sea-level-increase.png</div>
</div>
<p style="text-align: center;"><div class="img aligncenter" style="width:518px;">
	<img src="https://fbcdn-sphotos-a-a.akamaihd.net/hphotos-ak-snc7/s720x720/599119_400527816655783_40067523_n.jpg" alt="" width="518" height="401" />
	<div>Comparação das projeções de degelo do Ártico dos modelos do IPCC com observações. Fonte: http://www.realclimate.org/images/seaice11.jpg</div>
</div>
<p>Comparemos primeiro as projeções de elevação do nível do mar com o que tem acontecido na realidade. É fácil verificar que apenas o modelo mais “pessimista” ou “catastrofista” (não gosto desses juízos de valor) tem acompanhado a realidade (vide figura ao lado. As observações (representadas pelas linhas vermelha – marégrafos – e azul – satélite) estão sistematicamente acima da faixa cinza, que contém a maioria das projeções de modelos. Outro processo que tem mostrado uma realidade pior do que a das projeções do último relatório do IPCC é a do degelo do Ártico, como mostrado na Figura ao lado. O degelo real (linha vermelha) tem sido mais acelerado do que qualquer projeção dos modelos (várias outras linhas). Ainda que, nesses dois casos, outros processos que não o aquecimento global antrópico possam ter contribuído para acelerar as mudanças (elevação do nível do mar e degelo) para além das piores projeções feitas pelo IPCC, a Natureza tem falado alto. A humanidade, ridiculamente, faz ouvidos moucos.</p>
<p>Um dos paleoclimatologistas mais respeitados do mundo e um cientista de atuação inspiradora e contangiante, o Prof. Richard Alley, da Pennsylvania State University, costuma colocar a questão de forma muito simples. A realidade pode, sim, não ser tão ruim quanto a apresentada pelo IPCC que é baseada, como mostrei num <span style="text-decoration: underline; color: #0000ff;"><strong><a href="http://oquevocefariasesoubesse.blogspot.com.br/2012/11/a-negacao-das-mudancas-climaticas-e-seu.html" target="_blank">texto anterior</a></strong></span>, em estimativas médias de várias quantidades, processos e fenômenos. Mas é fundamental dizer que existe a mesma chance de ser ainda pior e se o que mostrei podem não ser indícios totalmente claros nesse sentido, deveriam ao menos servir de alerta! Não agir para reduzir globalmente as emissões de gases de efeito estufa é, em tais condições, uma postura de total irracionalidade, irresponsabilidade e desprezo para com os direitos e aspirações das gerações futuras!</p>
<p><strong>* Alexandre Costa é Ph.D. em Ciências Atmosféricas e professor titular da Universidade Estadual do Ceará.</strong></p>
<p><span style="font-size: x-small;"><strong>(EcoDebate)</strong></span></p>
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		<title>A COP… (escolha um número qualquer) caminha para o fracasso</title>
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		<pubDate>Tue, 04 Dec 2012 12:00:23 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Henrique Andrade Camargo</dc:creator>
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		<description><![CDATA["Sério, alguém realmente esperava um resultado diferente?"]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><span style="font-size: x-small;"><strong>Henrique Cortez*</strong></span></p>
<p>OK, a COP18, em Doha, caminha para um fracasso, mas e daí? Essa foi a regra de todas as conferências das Nações Unidas sobre mudanças climáticas. E, sério, alguém realmente esperava um resultado diferente?</p>
<p>A COP17, a título de exemplo, chegou a duas decisões ‘marcantes’: 1) decidiu que a COP18 seria no Qatar, de 26 de novembro e 7 de dezembro de 2012 e 2) que iniciaria as discussões sobre um acordo global vinculante, a ser definido até 2015, com metas obrigatórias de corte de emissão de gases de efeito estufa, para entrar em vigor logo após 2020.</p>
<p>Em Durban, o Protocolo de Kyoto foi ‘prorrogado’, pelo menos, até 2017, considerando o novo acordo global vinculante pós-2020. Segundo a Agência Reuters, há um ano, a chefe de assuntos para o clima da ONU, Christiana Figueres, reconheceu que a redação final do texto legal sobre um futuro acordo, era ambígua: “O que isso significa ainda não foi decidido.”</p>
<p>O Fundo Verde, a ser constituído com até 100 bilhões de dólares ao ano até 2020, para combater as mudanças climáticas em países pobres, em tese saiu do papel, mas não foi definido qual será, efetivamente, a forma de constituição e como e com quanto os países irão contribuir para o fundo. Ou seja, continua, até agora na COP18, um consenso oco.</p>
<p>Este conjunto de (in)decisões, na COP17, foi denominado “Plataforma de Durban para Ação Aumentada”.</p>
<p>Voltando à COP18, como em COPs anteriores, mais uma vez as delegações decidiram nada decidir de importante e ‘empurraram’ a decisão de redução das emissões para o futuro. Fracassou, como era esperado e nós, ambientalistas, temos uma boa parte da responsabilidade nos continuados fracassos porque insistimos em acreditar que estes convescotes climáticos tem alguma razão de ser.</p>
<p>Mais uma vez, gigantescas delegações, somando mais de 11 mil pessoas, reuniram-se, reuniram-se, e, em termos realmente práticos, nada além disto.</p>
<p>O caos climático é um fato e suas consequências são crescentes e para isto não precisamos de tantas COPs que nada significam e nada resolvem. Chega de turismo climático.</p>
<p>Ora, 5 países são responsáveis por 50% das emissões e os 20 maiores emissores respondem por 77,4% das emissões globais.</p>
<p style="text-align: center;"><div class="img aligncenter" style="width:505px;">
	<img src="http://www.ipam.org.br/uploads/galerias/emissores_de_co2.jpg" alt="" width="505" height="334" />
	<div>Quem são os grandes emissores de gases de efeito estufa? Fonte: IPAM</div>
</div>
<p>As COPs, portanto, são apenas turísticas porque o essencial, a ser decidido por apenas 10 países, pode ser perfeitamente discutido e resolvido por videoconferência.</p>
<p>O jornalista e militante ambientalista, George Monbiot, acertadamente, define que a luta contra o aquecimento global é uma luta contra nós mesmos. É exatamente esta batalha que estamos perdendo.</p>
<p>Os diplomatas e dirigentes de tantos países apenas são tão omissos quanto as populações dos países que representam. Nós e nossos países somos favoráveis a tudo, desde que o tudo apenas se refira aos outros, pessoas e países.</p>
<p>Sofreremos as terríveis consequências do aquecimento global, porque não somos capazes de reconhecer que nosso padrão de consumo é insustentável e não temos coragem de assumir que nosso modelo de desenvolvimento é predatório e injusto. Quanto mais protelamos as decisões, mais agravamos o desastre que se anuncia.</p>
<p>Se nossa irresponsabilidade continuar sem limites, acabaremos com a natureza tal como ainda conhecemos. Mas a história do planeta demonstra que a natureza encontrará uma alternativa, porque, mesmo com vários episódios de extinções maciças, a natureza sempre recomeçou.</p>
<p>Ainda não é um cenário apocalíptico, mas quase.</p>
<p>As mais recentes pesquisas confirmam que sem uma vigorosa redução de emissões de gases de efeito estufa, não será mais possível atingir o compromisso firmado em 2010, de evitar que a temperatura no mundo suba mais que dois graus Celsius (°C) até 2020. Resumindo, perdemos a batalha contra o aquecimento.</p>
<p>Em todo caso, nem tudo está perdido e uma catástrofe climática ainda pode ser evitada. Se perdemos a batalha contra o aquecimento, ainda assim, podemos vencer a guerra contra as suas piores consequências.</p>
<p>Precisamos vencer a luta contra nós mesmos ou muito perderemos. Muito mais do que apenas o nosso perdulário e irresponsável padrão de consumo.</p>
<p>Mas, enquanto isto, chega de turismo climático.</p>
<p>* Henrique Cortez é jornalista, coordenador editorial do Portal EcoDebate</p>
<p>(EcoDebate)</p>
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		<title>Conferência entra na semana decisiva</title>
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		<pubDate>Mon, 03 Dec 2012 20:32:37 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Henrique Andrade Camargo</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Renovação de "Kyotinho" ainda segue incerta]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><strong><span style="font-size: x-small;">EcoD</span></strong></p>
<p><a href="http://mercadoetico.terra.com.br/website/wp-content/uploads/2012/12/cop18_logo_250.jpg"><img class="alignleft size-full wp-image-65881" src="http://mercadoetico.terra.com.br/website/wp-content/uploads/2012/12/cop18_logo_250.jpg" alt="" width="250" height="168" /></a>&#8220;O que vier de Doha não será no nível de ambição que precisamos&#8221;. O resumo da 18ª Conferência das Nações Unidas sobre Mudanças Climáticas (COP18) foi feito por Christiana Figueres, secretária-executiva da ONU. Esta segunda-feira, 3 de dezembro, marca o início da semana decisiva da cúpula realizada no Catar, mas ainda é incerta a renovação do Protocolo de Kyoto, que expira no dia 31 do mesmo mês &#8211; hoje o único acordo internacional de proteção climática em vigor.</p>
<p>Durante a COP17, em 2011, na África do Sul, os governos de quase 200 países concordaram em renovar o Protocolo de Kyoto até 2017 ou 2020 agora na COP18, além de definirem as metas de redução de emissões dos gases de efeito estufa. Também em Durban ficou acertada a criação de um acordo similar que incluíria nações desenvolvidas e em desenvolvimento, a partir de 2015, para entrar em vigor até 2020.</p>
<p>Nos bastidores de Doha, o acordo que estenderia o Protocolo de Kyoto já tem sido chamado de &#8220;Kyotinho&#8221;. Explica-se. Só a União Europeia e a Austrália, responsáveis por cerca de 15% das emissões globais de carbono, concordaram em participar com ações concretas de redução de emissões. Canadá e Japão, que participaram da primeira etapa, já avisaram que não vão aderir ao novo período.</p>
<p>Hoje, o maior impasse para a extensão é puxado por Rússia, Polônia e Ucrânia. Esses países emitiram menos do que poderiam na primeira fase de Kyoto e agora querem levar essas &#8220;sobras&#8221; no potencial de emissões, o chamado hot air, para a segunda fase do acordo, o que desagrada boa parte dos negociadores, pois tal medida em nada contribuíria para o objetivo de limitar o aumento da temepratura global nas próximas décadas.</p>
<p>Mesmo que tenha um alcance limitado, a extensão das metas de Kyoto é importante na construção do futuro pacto global para redução de emissões.</p>
<p>Especialistas temem que um fracasso nessa negociação influencie negativamente o futuro acordo, que ainda nem foi rascunhado, mas é ameaçado pela prioridade dada à crise econômica mundial.</p>
<p><strong>Protocolo de Kyoto</strong></p>
<p>Criado em 1997, no Japão, o acordo comprometeu as nações desenvolvidas a reduzir suas emissões de gases-estufa em 5,2%, entre 2008 e 2012, em comparação aos níveis de 1990.</p>
<p>O tratado, porém, já foi criado com ausências importantes. Os Estados Unidos, maior poluidor per capita do planeta, não ratificaram o pacto, e nações em desenvolvimento como China, Índia e Brasil, que hoje respondem por boa parte das emissões mundiais, não tinham metas imediatas.</p>
<p>A COP18 segue até o dia 7 de dezembro. Na terça-feira (4), os ministros de Meio Ambiente chegam a Doha para participar da cúpula de alto nível, uma semana após os negociadores de mais de 190 países terem adiantado os diálogos.</p>
<p><span style="font-size: x-small;"><strong>(EcoD)</strong></span></p>
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		<title>Negociadores veem financiamento climático com certo otimismo</title>
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		<pubDate>Mon, 03 Dec 2012 19:14:19 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Henrique Andrade Camargo</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Apesar das divergências sobre os fundos para ajudar os países em desenvolvimento a lidarem com as mudanças climáticas, discussões em nível ministerial podem levar a novas decisões sobre o financiamento climático]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><span style="font-size: x-small;"><strong>Jéssica Lipinski, do Instituto CarbonoBrasil</strong></span></p>
<p><a href="http://mercadoetico.terra.com.br/website/wp-content/uploads/2012/12/economia_verde_c_1701.jpg"><img src="http://mercadoetico.terra.com.br/website/wp-content/uploads/2012/12/economia_verde_c_1701.jpg" alt="" title="" width="170" height="114" class="alignleft size-full wp-image-65894" /></a>Os passos lentos com que estão andando as negociações climáticas podem parecer levar a um beco sem saída, mas há quem veja uma luz no fim do túnel na 18ª Conferência das Partes (COP 18), que termina nesta semana em Doha, no Catar. Com a chegada de ministros de diversas delegações ao evento, alguns negociadores veem aumentarem as chances de soluções para o financiamento climático a países em desenvolvimento. Resta saber se os tomadores de decisão construirão um caminho mais resiliente às mudanças climáticas ou se deixarão tal estrada inacabada.</p>
<p>Apesar do silêncio dos países desenvolvidos, como os Estados Unidos, a respeito de suas propostas de financiamento climático, há um sentimento crescente de que possa haver um acordo firme nesta segunda semana de negociações, e há rumores de que grandes somas de dinheiro sejam prometidas nesta terça e quarta-feira (4 e 5).</p>
<p>“Os EUA já têm a Iniciativa Climática Global, que já está no orçamento dos EUA e já é financiamento climático internacional, então por que não apresentar esses números aqui”, comentou Brandon Wu, analista político do ActionAid EUA.</p>
<p>“Os países em desenvolvimento estão dizendo que o financiamento é uma questão decisiva nessa COP. Precisamos ver esse dinheiro, então uma promessa como essa mudaria imediatamente o tom das negociações”, acrescentou Wu.</p>
<p>No entanto, o analista afirmou que não acredita na apresentação de um roteiro sobre como as nações em desenvolvimento chegarão aos US$ 100 bilhões por ano prometidos ao Fundo Climático Verde (GCF) até 2020, proposta sugerida pela China. “Não teremos um roteiro e isso é o que tranquilizaria mais os países em desenvolvimento.”</p>
<p>A UE se mostrou mais moderada a respeito de novos fundos, declarando que antes de fazer novas promessas gostaria de ver mais bases estabelecidas, mas afirmou que o financiamento climático de emergência não acabará em 2013.</p>
<p>“Reconheço que há uma questão de como reafirmamos às pessoas de que nosso financiamento continuará. Demos essa reafirmação e esperamos que tenha sido ouvida. Mas não vejo um acordo sendo possível com metas quantificadas”, disse Paul Watkinson, negociador financeiro do bloco.</p>
<p>Mas com a atual crise financeira, surge a dúvida de como os países desenvolvidos arrecadarão o dinheiro para auxiliar as nações em desenvolvimento a se adaptarem às mudanças climáticas.</p>
<p>“Não é tanto dinheiro comparado ao que há nos orçamentos nacionais. Comparado com o que leva para quebrar um banco, com o que leva para ajudar uma cidade a se recuperar de um furacão, o dinheiro está lá e há muitas ideias para gerar novo dinheiro, como taxas sobre a aviação, navegação e transações financeiras”, sugeriu Wu.</p>
<p>Além disso, Charlene Watson, pesquisadora do Instituto de Desenvolvimento Ultramarino, enfatizou que não se trata apenas da quantia que é repassada aos países em desenvolvimento, mas antes de como esse valor é aplicado em ações de mitigação dos efeitos das mudanças climáticas, como enchentes, secas e tempestades. Watson lembrou também que há estudos sendo feitos a fim de apontar como investir melhor esse financiamento.</p>
<p>“Há uma necessidade de distinguir entre ter dinheiro e usar o dinheiro efetivamente e isso é um equilíbrio entre gastá-lo rápido e gastá-lo bem. O fato de que essa pesquisa está sendo feita e que há muito trabalho sendo colocado nisso deveria dar aos doadores um pouco de tranquilidade.”</p>
<p>Mas mesmo com o clima de otimismo no discurso das nações desenvolvidas, os países mais pobres não estão se mostrando muito animados com as negociações climáticas, e afirmaram que não acreditam que essa semana trará as garantias de financiamento e redução de emissões que eles buscam.</p>
<p>“Em termos de tomada de ações, não temos visto progresso concreto nas questões que são importantes para garantir a sobrevivência de todos os nossos membros”, observou Sai Navoti, principal negociador da Aliança dos Pequenos Estados Insulares (AOSIS), bloco de 43 nações insulares.</p>
<p>“Quantas COPs teremos que suportar para voltarmos a nossos eleitores e dizermos: no próximo ano aumentaremos a ambição para reduzir as emissões? No próximo ano veremos financiamento. No próximo ano salvaremos o clima. Sem mais próximos anos”, concluiu Navoti.</p>
<p><span style="font-size: x-small;"><strong>(Instituto CarbonoBrasil)</strong></span></p>
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		<title>Depois de Copenhague, nenhuma COP foi, assim, uma COOOP</title>
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		<pubDate>Fri, 30 Nov 2012 19:58:40 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Henrique Andrade Camargo</dc:creator>
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		<description><![CDATA[É preciso resgatar o espírito da COP15 para que a agenda da mitigação climática caminhe de fato. ]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Era dezembro de 2009 e a cidade de Copenhague, na Dinamarca, recebia líderes de todo o mundo para a 15a Conferência das Partes das Nações Unidas. Para quem acompanhou de fora, como eu, a impressão era de que certas horas aquilo se tratava mais de um desfile de ricos e famosos do que propriamente uma negociação climática. Mas apesar dos exageros – o evento foi chamado por alguns ativistas de “circo ridículo” (leia mais em <span style="text-decoration: underline; color: #0000ff;"><strong><a href="http://mercadoetico.terra.com.br/arquivo/conferencia-climatica-ou-desfile-de-ricos-e-famosos/" target="_blank">Conferência climática ou desfile de ricos e famosos?</a></strong></span>) – a atmosfera parecia fantástica. Havia uma real esperança de que decisões sérias fossem tomadas na ocasião.</p>
<p><a href="http://mercadoetico.terra.com.br/website/wp-content/uploads/2012/11/cop15_lula_500.jpg"><img class="aligncenter size-full wp-image-65840" src="http://mercadoetico.terra.com.br/website/wp-content/uploads/2012/11/cop15_lula_500.jpg" alt="" width="520" height="231" /></a></p>
<p>Essa expectativa era alimentada por campanhas de ONGs ambientalistas, em especial o Greenpeace e o TicTacTicTac. Cartazes com o rosto envelhecido de presidentes (Veja o Lula na imagem acima) enfatizavam que a hora de tomar decisões era aquela, caso contrário iriam lamentar a chance perdida. Havia também um videoclipe fantástico em que músicos, celebridades e personalidades do mundo cantavam uma versão de <em>Beds Are Burning,</em> da extinta banda australiada Midnight Oil. O objetivo era dar visibilidade para o problema que estava sendo tratado naquele momento. E como deu!</p>
<p><object width="500" height="281"><param name="movie" value="http://www.youtube.com/v/aBTZOg6l6cA?version=3&amp;hl=pt_BR&amp;rel=0" /><param name="allowFullScreen" value="true" /><param name="allowscriptaccess" value="always" /><embed type="application/x-shockwave-flash" width="500" height="281" src="http://www.youtube.com/v/aBTZOg6l6cA?version=3&amp;hl=pt_BR&amp;rel=0" allowfullscreen="true" allowscriptaccess="always"></embed></object></p>
<p>A esperança com relação àquela COP era tão grande, que o mundo ficou chocado quando, no fim das contas, nada de concreto foi definido. Na verdade, até chegou-se a um documento de compromissos não vinculativos (o que na prática quer dizer que, se der, pode ser que as nações façam alguma coisa), mas não foi unânime. O Acordo de Copenhague, fechado somente entre o Basic – grupo formado por Brasil, África do Sul, Índia e China -, os Estados Unidos e a União Europeia dizia que os países ricos se “comprometiam” a doar US$ 30 bilhões até este ano para um fundo de luta contra o aquecimento global e, também, em cortar 80% de suas emissões até 2050 e em até 20% ao final de 2020.</p>
<p>O desânimo causado pela COP15 foi tanto, que a nuvem negra da descrença seguiu para as COPs 16 (em Cancun, no México) e 17 (em Durban, na África do Sul). Alguns entraves parecem eternos, como a questão da responsabilidade histórica que teriam os países ricos, o fundo climático e a transferência de tecnologia. No fim, tudo se resume a uma briga de interesses entre países desenvolvidos, emergentes e pobres.<br />
As coisas não fogem do roteiro nesta COP18. A diferença parece ser o maior desinteresse global pelas negociações climáticas. Como aponta a reportagem <span style="text-decoration: underline; color: #0000ff;"><strong><a href="http://www.vitaecivilis.org.br/index.php/br/temas/clima/contribuicoes-do-vitae-civilis-ao-debate/vitae-civilis-na-cop-18/noticias-da-cop-18/419-cop18-onde-estamos" target="_blank">COP18: onde estamos</a></strong></span>, publicada pela organização Vitae Civilis, “o menor número de jornalistas presentes, o menor espaço no noticiário diário, a menor quantidade de tweets e posts sobre o assunto sinalizam que não foi desta vez que o clima subiu na agenda de prioridades da sociedade”.</p>
<p>É preciso resgatar o espírito da COP15 para que a agenda da mitigação climática caminhe de fato.</p>
]]></content:encoded>
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		</item>
		<item>
		<title>Ainda é possível manter aquecimento global abaixo dos 2°C</title>
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		<pubDate>Fri, 30 Nov 2012 16:33:02 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Henrique Andrade Camargo</dc:creator>
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		<category><![CDATA[eventos climáticos extremos]]></category>
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		<description><![CDATA[Estudo mostra que custos para evitar um aquecimento são muito inferiores aos que seriam necessários para lidar com os prejuízos dos eventos climáticos extremos ]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><span style="font-size: x-small;"><strong>Fabiano Ávila, do Instituto CarbonoBrasil</strong></span></p>
<p><a href="http://mercadoetico.terra.com.br/website/wp-content/uploads/2012/11/mudançasclimaticas_250.jpg"><img class="alignleft size-full wp-image-65821" src="http://mercadoetico.terra.com.br/website/wp-content/uploads/2012/11/mudançasclimaticas_250.jpg" alt="" width="250" height="168" /></a>Os países ainda podem limitar o aquecimento global a 2°C, ponto que os cientistas estimam ser crucial para evitar as piores consequências das mudanças climáticas.</p>
<p>É o que afirma o novo levantamento do<em> Climate Action Tracker </em>(CAT), um projeto administrado pelo Instituto Postdam,<em> Climate Analytics</em> e Ecofys, que foi divulgado na Conferência do Clima de Doha (COP18) nesta quinta-feira (29).</p>
<p>Batizado de <em>2° be or not 2° be</em>, o documento destaca que uma redução mundial de 15% das emissões até 2020 com relação ao nível atual é o que precisa ser feito.</p>
<p>“Mas devemos agir agora e não esperar até 2020”, declarou Bill Hare, presidente da Climate Analytics, questionando o fato de que muitos países querem um acordo climático em vigor só no fim da década.</p>
<p>O CAT examinou 11 nações e as políticas de seis delas foram consideradas inadequadas: China, Estados Unidos, União Europeia, Rússia, Canadá e Austrália.</p>
<p>No caso dos Estados Unidos e do Canadá, não apenas as políticas são inadequadas como ainda assim não serão cumpridas as tímidas metas estabelecidas por elas.</p>
<p>Já o Brasil aparece como possuindo políticas medianas, mas não está claro se o país alcançará suas metas. As emissões brasileiras são muito influenciadas por mudanças no uso da terra, o que torna difícil a mensuração correta.</p>
<p>Apenas o Japão e a Coreia do Sul apresentam legislações que foram consideradas suficientes.</p>
<p>O CAT destaca que os custos para evitar um aquecimento de mais de 2°C são muito inferiores aos que depois serão necessários para lidar com os prejuízos dos eventos climáticos extremos que ficarão mais intensos e frequentes.</p>
<p><span style="font-size: x-small;"><strong>(Instituto CarbonoBrasil)</strong></span></p>
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		<title>Impasses e insatisfação marcam primeira semana da Conferência Climática</title>
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		<pubDate>Fri, 30 Nov 2012 16:28:36 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Henrique Andrade Camargo</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Países em desenvolvimento e nações industrializadas ainda não conseguiram superar diferenças ]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><span style="font-size: x-small;"><strong>Fabiano Ávila, do Instituto CarbonoBrasil</strong></span></p>
<p><a href="http://mercadoetico.terra.com.br/website/wp-content/uploads/2012/11/cop18_logo_2502.jpg"><img class="alignleft size-full wp-image-65816" src="http://mercadoetico.terra.com.br/website/wp-content/uploads/2012/11/cop18_logo_2502.jpg" alt="" width="250" height="168" /></a>O único consenso até agora na Conferência do Clima de Doha (COP18), que teve início na segunda-feira (26), é que ninguém está feliz.</p>
<p>A linha chamada de Long term Cooperative Action (LCA), que engloba questões como financiamento climático e transferência de tecnologias limpas, está estagnada e diversos países, incluindo a China, já alertaram que progressos nessa linha são obrigatórios para que haja boa vontade nas outras.</p>
<p>Para piorar, o negociador chefe da Comissão Europeia afirmou nesta quinta-feira (29) que será preciso mais um ano para que o Fundo Climático Verde entre em funcionamento.</p>
<p>“Existem um zilhão de coisas que precisam ser definidas. As negociações provavelmente continuarão por mais um ano antes que possamos ver o Fundo estabelecido. Estou sendo realista. Mesmo um prazo para o fim de 2013 ou o começo de 2014 parece apertado”, declarou Artur Runge-Metzger.</p>
<p>Os grandes países emergentes estão alinhados ao G77, cobrando a liberação de recursos que já foram prometidos e sugeriram um plano para que US$ 60 bilhões sejam disponibilizados nos próximos três anos.</p>
<p>A resposta das nações industrializadas não foi negativa, mas tampouco sinalizou que vão realmente aceitar essa proposta.</p>
<p>“Muitos estados europeus estão enfrentando uma situação econômica difícil domesticamente, mas mesmo assim estamos trabalhando para que até €500 milhões sejam disponibilizados às nações mais vulneráveis para as mudanças climáticas no ano que vem”, afirmou Runge-Metzger.</p>
<p>Diante deste impasse, muitos estão pedindo por uma intervenção do presidente da COP,  Al Attiyah, que tem o poder de reorganizar as discussões.</p>
<p>“Este é um verdadeiro desafio para o presidente, que até agora não se destacou ajudando a encontrar consensos. Attiyah precisa se engajar e costurar um acordo no LCA se quisermos progredir nessa conferência”, afirmou Liz Gallagher, analista política da ONG E3G.</p>
<p>Quem não está nada contente com o papel da organização da COP 18 são os Estados Unidos. Em uma reportagem do jornal Times of India, o principal negociador norte-americano, Jonathan Pershing, aparece criticando duramente o país sede sem saber que estava sendo gravado.</p>
<p>“Estamos muito preocupados com a visão do Catar de promover sessões de cinco horas nas quais é discutido de tudo e no fim não se apegar a nada. Se você dividir essas horas pelo número de países que devem falar, tudo o que se consegue são dois minutos para cada um.”</p>
<p>“Não existe muita chance de progresso em uma estrutura dessas. Precisamos encontrar uma maneira diferente para que nossos políticos entendam o que está sendo tratado e qual é o foco a ser dado”, completou.</p>
<p><strong>Ministros</strong></p>
<p>Essa preocupação com a chegada dos políticos é geral. Na próxima terça-feira (4), começa a fase ministerial da COP 18 e as delegações precisam deixar toda a parte técnica encaminhada até lá.</p>
<p>“Se não conseguirmos um texto no LCA, não teremos nenhum progresso na Plataforma de Durban [que trata do novo acordo climático]. Por causa dessa conexão, muitos países acreditam que a COP 18 pode fracassar”, afirmou Gallagher.</p>
<p>Para a comissária de ação climática da União Europeia, Connie Hedegaard, o fundamental é que a COP 18 seja uma ponte entre o Protocolo de Quioto e a Plataforma de Durban.</p>
<p>“Espero que quando deixarmos Doha, estejamos do outro lado da ponte. Uma ponte que será construída pela UE e por outras nações que concordaram com um novo período de compromissos sob o Protocolo de Quioto”, disse.</p>
<p>Já para a negociadora chefe da Costa Rica, Monica Araya, a insistência em se debater Quioto pode colocar em risco o novo acordo climático.</p>
<p>“Estamos perdendo a noção de quanto Durban foi importante na história das negociações. Se não progredirmos na Plataforma de Durban aqui em Doha, corremos o risco de ficarmos sem tempo para terminar o tratado até 2015”, declarou.</p>
<p>O novo tratado climático, que substituirá o Protocolo de Quioto, precisa estar pronto até 2015 para que todos os países possam analisá-lo e aprová-lo em suas assembleias nacionais até 2020.</p>
<p>Por sua vez, a ministra do Meio Ambiente do Brasil, Izabella Teixeira, chegará em Doha tendo a continuidade de Quioto como a prioridade máxima.</p>
<p>“O que buscamos é que tenha um caminho que assegure Quioto e o compromisso legalmente vinculante dos países envolvidos em relação à redução das emissões de gases de efeito estufa. Muitos países desenvolvidos fizeram sua parte e reduziram emissões, como [os da] União Europeia, que é a favor de um segundo período [do protocolo]. Mas tem países emissores, como Estados Unidos, que nunca ratificaram Quioto”, afirmou Izabella para a Agência Brasil.</p>
<p>“Para o Brasil, esse [o Protocolo de Quioto] é o único acordo que define o compromisso vinculante na questão climática para os países desenvolvidos. Tirar Quioto da mesa deixa um vácuo, até que você tenha um acordo geral”, completou a ministra, que embarca para Doha neste domingo (2).</p>
<p>Quem definiu bem o que está sendo a COP 18 foi Nigel Brunel, da empresa especializada em mercados de carbono OMFinancial.</p>
<p>“Doha não passa de uma disputa amarga entre nações ricas e não tão ricas sobre a mesma coisa de sempre. As nações ricas não são ambiciosas o suficiente com relação às metas futuras e as economias em desenvolvimento não se comprometem apesar de terem as emissões que mais crescem no mundo. Vamos ser diretos aqui: estas negociações não são nada além de uma perda de tempo e todos envolvidos só estão interessados em sua própria agenda. É como um navio com 195 capitães, com todos querendo ir em direções diferentes. É uma piada de mau gosto. Enquanto nós ficamos esperando que burocratas incompetentes apareçam com um plano, o planeta aquece e fica à beira das mudanças climáticas irreversíveis. O que as pessoas falham em perceber, é que todos os nossos ovos estão na mesma cesta – só temos um planeta.”</p>
<p><span style="font-size: x-small;"><strong>(Instituto CarbonoBrasil)</strong></span></p>
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		<title>Onde precisamos chegar</title>
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		<pubDate>Fri, 30 Nov 2012 15:44:26 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Henrique Andrade Camargo</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Estamos no meio de uma janela de oportunidade, aberta em Durban, na COP17 em 2011, para construir um novo patamar de negociações.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><span style="font-size: x-small;"><strong>Vitae Civilis</strong></span></p>
<p>Estamos no meio de uma janela de oportunidade, aberta em Durban, na COP17 em 2011, para construir um novo patamar de negociações. Para tanto, é fundamental manter a confiança das partes e o espírito de diálogo – algo impossível de se alcançar sem que promessas do passado sejam equacionadas. Por isso, a COP18 tem uma importante lição de casa: encerrar os atuais capítulos, sabendo que eles não terminam a história, mas sim iniciam uma nova etapa nesta novela também conhecida como Negociações Climáticas.</p>
<p>Isso significa que até o dia 7 de dezembro, os países que participam da Convenção Quadro da ONU para Mudanças Climáticas precisam:</p>
<p><cite>* Ratificar um segundo período de comprometimento com o Protocolo de Quioto, sem incorporar créditos de carbono excedentes da primeira fase para assegurar que toda redução nesta nova fase é real, e com metas mais ambiciosas.</cite></p>
<p><cite>* Obter compromissos compatíveis de redução nas emissões por parte dos países desenvolvidos que não participam do Protocolo, notadamente os Estados Unidos, que nunca participaram desse sistema e que, em 2009, apresentaram metas pífias, comparadas com as que foram prometidas pelos demais países.</cite></p>
<p><cite>* Ampliar o número de países em desenvolvimento que apresentaram metas voluntárias de redução nas emissões, especialmente o Catar, país anfitrião da CoP e que pode ser um exemplo para as nações árabes, produtoras de petróleo.</cite></p>
<p><cite>* Concordar que o pico das emissões somadas de todos os países, ou seja, seu ponto mais alto, deve ocorrer até 2015, o que implica em metas de redução muito mais ambiciosas, especialmente para países industrializados para o curto prazo.  Aliás, ao contrário do calendário que está em negociação, não podemos esperar até 2015 por um novo acordo com novas metas: o curto prazo é fundamental para tentarmos manter o aumento da temperatura média do planeta abaixo dos 2 graus centígrados!  Quanto mais demorarmos, maiores as chances de não conseguirmos – e igualmente maiores serão as perdas e danos sociais, ambientais e econômicos.</cite></p>
<p><cite>* Criar um fundo de curto prazo para esse período crítico de trabalho, entre 2013 e 2015, que permita aos países em desenvolvimento implantar ações de adaptação e mitigação que contribuam tanto para a redução das emissões como para o aumento de sua resiliência às mudanças climáticas que já estão acontecendo.</cite></p>
<p><cite>* Avançar no desenvolvimento de fontes inovadoras de financiamento público para mitigação das emissões e apoio às ações de adaptação às mudanças do clima e concordar com processos e critérios que assegurem a adequação dos compromissos financeiros.</cite></p>
<p><cite>* Operacionalizar o Fundo Verde do Clima, o Standing Committee, o registro de Ações Nacionais Adequadas de Mitigação (NAMAs), o Comitê de Adaptação, o Comitê Executivo de Tecnologia e o Centro e Rede de Tecnologia Climática, incluindo a capitalização do Fundo Verde e dos mecanismos de tecnologia.</cite></p>
<p>Ufa! Tem muito trabalho reservado para a última semana da COP18!</p>
<p><span style="font-size: x-small;"><strong>(Vitae Civilis)</strong></span></p>
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		<title>Ativistas promovem primeira passeata no Catar neste sábado</title>
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		<pubDate>Fri, 30 Nov 2012 15:40:02 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Henrique Andrade Camargo</dc:creator>
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		<category><![CDATA[ONGs]]></category>

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		<description><![CDATA[Eles querem que os negociadores climáticos adotem medidas urgentes que permitam o combate ao aquecimento global]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><span style="font-size: x-small;"><strong>Vitae Civilis</strong></span></p>
<p>Acontece neste sábado, 1º de dezembro, a primeira marcha da sociedade civil da história recente do Catar. Milhares de ativistas das nações árabes irão às ruas, claramente inspirados tanto pela marcha dos 100 mil, de Copenhague, como pela Primavera Árabe, para exigir que os negociadores da COP18 adotem medidas urgentes que permitam o combate às mudanças climáticas. Também pedirão os negociadores de seus países (Qatar, Mauritânia, Marrocos, Jordânia, Líbia, Tunísia, Palestina, Líbano, Iraque, Argélia, Sudão, Oman, Egito, Bahrain e Emirados Árabes Unque idos) apresentem metas de redução de emissões.</p>
<p>A marcha tem apoio de ONGs regionais e internacionals, como IndyACT, OASIS Doha, 350.org, Climate Action Network e da campanha TckTckTck, assim como de jovens que participaram da Primavera Árabe e que agora se organizam no recém-criado Arab Youth Climate Movement (AYCM). Ela deve ter início no Corniche Park, em Doha, às 8h00 da manhã, no horário local. Acesse, neste final de semana, a página do AYCM no Facebook para ver as fotos desta iniciativa histórica.</p>
<p><span style="font-size: x-small;"><strong>(Vitae Civilis)</strong></span></p>
]]></content:encoded>
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		<item>
		<title>Negociadores preparam terreno para ministros</title>
		<link>http://mercadoetico.terra.com.br/arquivo/negociadores-preparam-terreno-para-chegada-de-ministros/</link>
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		<pubDate>Fri, 30 Nov 2012 15:05:00 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Henrique Andrade Camargo</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Representantes de quase 200 nações devem definir qual a meta de redução de emissões de cada país desenvolvido]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><span style="font-size: x-small;"><strong>Agência Brasil</strong></span></p>
<div class="img aligncenter" style="width:450px;">
	<img src="http://www.ecodesenvolvimento.org/posts/2012/novembro/negociadores-preparam-terreno-para-chegada-de/images/delegados-t.jpg" alt="" width="450" height="275" />
	<div>Por enquanto, as negociações na COP-18 seguem no nível técnico / Fotos: iisd.ca</div>
</div>Há quatro dias, negociadores de países em desenvolvimento e de economias desenvolvidas buscam acordos para reduzir as emissões de gases de efeito estufa a fim de evitar que o aquecimento do planeta continue produzindo grandes tragédias mundiais, como as enchentes e extremas secas que o mundo tem presenciado nos últimos anos.</p>
<p>Até o último dia da 18ª Conferência das Nações Unidas sobre Mudanças Climáticas (COP18), realizada em Doha, no Catar, os representantes de quase 200 nações devem definir qual a meta de redução que cada país desenvolvido terá que cumprir nos próximos anos.</p>
<p>“Há um entendimento entre os países em desenvolvimento [G-77 e a China] de que é importante termos um segundo período de compromissos do Protocolo de Kyoto”, explicou a ministra brasileira do Meio Ambiente, Izabella Teixeira, que embarca para Doha no domingo, 2 de dezembro.</p>
<p>Por enquanto, as negociações na COP18 seguem no nível técnico. Especialistas tentam alinhavar os principais pontos do debate sobre mudanças climáticas para que os ministros, a partir do dia 4 de dezembro, façam os últimos ajustes e assinem um documento final com os compromissos que vão valer a partir de janeiro de 2013.</p>
<p><strong>Metas tímidas</strong></p>
<p>A impressão dos observadores é que as metas para o próximo período tendem a ser muito tímidas. Além de pontos polêmicos que estão longe de conclusões entre os negociadores, países como o Canadá, os Estados Unidos e a Nova Zelândia já declararam que não vão assumir compromissos obrigatórios.</p>
<div class="img aligncenter" style="width:450px;">
	<img src="http://www.ecodesenvolvimento.org/posts/2012/novembro/negociadores-preparam-terreno-para-chegada-de/images/ativistas-t.jpg" alt="" width="450" height="275" />
	<div>Ativistas ambientais, representantes da sociedade civil organizada, também participam da COP18</div>
</div>
<p>Segundo Izabella Teixeira, a ausência desses países pode trazer alguma dificuldade política na definição dos novos caminhos para evitar que a temperatura do planeta suba além de 2 graus Celsius (ºC) nos próximos anos.</p>
<p><strong>Renovação de Kyoto</strong></p>
<p>Esse limite de aquecimento é um compromisso firmado entre as economias desenvolvidas e em desenvolvimento para minimizar os prejuízos provocados pelas mudanças do clima. Segundo a ministra, a delegação brasileira vai buscar a conclusão do tratado.</p>
<p>“O que buscamos é que tenha um caminho que assegure Kyoto e o compromisso legalmente vinculante dos países envolvidos em relação à redução das emissões de gases de efeito estufa. Muitos países desenvolvidos fizeram sua parte e reduziram emissões, como [os da] União Europeia, que é a favor de um segundo período [do protocolo]. Mas tem países emissores, como Estados Unidos, que nunca ratificaram Kyoto”, lembrou Izabella.</p>
<p>Ao afastar o pessimismo de alguns especialistas que colocam em dúvida a conclusão dos debates em Doha, a ministra destacou que, “para o Brasil, esse [o Protocolo de Kyoto] é o único acordo que define o compromisso vinculante na questão climática para os países desenvolvidos”. “Tirar Kyoto da mesa deixa um vácuo, até que você tenha um acordo geral”, ressaltou ela, ao mencionar a Plataforma Durban, acordada por todos os países em 2011. Pelo acordo, tanto economias desenvolvidas quanto as de países em desenvolvimento terão compromissos obrigatórios com a redução das emissões a partir de 2020.</p>
<p><span style="font-size: x-small;"><strong>(Agência Brasil)</strong></span></p>
]]></content:encoded>
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		</item>
		<item>
		<title>Rússia e Polônia lideram impasse sobre emissões excedentes de gases de efeito estufa</title>
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		<pubDate>Fri, 30 Nov 2012 12:12:54 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Henrique Andrade Camargo</dc:creator>
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		<category><![CDATA[Notí­cias]]></category>
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		<category><![CDATA[CO2]]></category>
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		<category><![CDATA[emissão de gases do efeito estufa]]></category>
		<category><![CDATA[mudanças climáticas]]></category>

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		<description><![CDATA[Mundo pode ter que absorver um excedente de mais de 13 bilhões de toneladas de CO2]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><strong style="font-size: x-small;">Carolina Gonçalves, da Agência Brasil</strong></p>
<p><a href="http://mercadoetico.terra.com.br/website/wp-content/uploads/2012/11/carbono_2501.jpg"><img class="alignleft size-full wp-image-65771" src="http://mercadoetico.terra.com.br/website/wp-content/uploads/2012/11/carbono_2501.jpg" alt="" width="250" height="168" /></a>Além das emissões de gases de efeito estufa previstas em função de atividades industriais e econômicas, por exemplo, o mundo pode ter que absorver um excedente de mais de 13 bilhões de toneladas de gás carbônico. O volume de emissões extras vem de uma espécie de sobra dos países desenvolvidos e de economias em transição econômica, como as antigas repúblicas soviéticas e os países do Leste Europeu.</p>
<p>Essas economias cumpriram as metas do primeiro período de compromisso do Protocolo de Quioto, emitindo menos do que o limite permitido. A margem que conquistaram por ter emitido menos, nos últimos anos, foi resultado da recessão enfrentada por essas economias que reduziu o ritmo das fábricas, mantendo os níveis de poluição atmosférica abaixo do estipulado.</p>
<p>A decisão sobre o uso desse excedente a partir de agora tem sido uma das principais preocupações dos observadores brasileiros que acompanham as negociações da Conferência das Nações Unidas sobre Mudança Climática. A COP18, como é conhecido o evento, reúne, desde o último dia 26, especialistas de mais de 190 países em Doha, no Catar, na busca por soluções para manter a elevação da temperatura do planeta abaixo dos 2 graus celsius (ºC) – valor definido como ideal para reduzir os impactos do aquecimento global, como as enchentes e secas extremas.</p>
<p>Há quatro dias, negociadores da Rússia, Ucrânia e Polônia têm pressionado as delegações de outros países para garantir que o uso do excedente dessas emissões seja autorizado para o segundo período do Protocolo de Quioto. O novo tratado deve começar a partir de janeiro do próximo ano, quando expira o prazo das atuais metas que têm sido cumpridas pelos países para reduzir emissões de gases nocivos ao planeta.</p>
<p>“Estão jogando duro para poder ‘carregar’ seu excedente para o segundo período”, disse o coordenador do programa de mudanças climáticas e energia do WWF Brasil, Carlos Rittl, que acompanha as negociações no Catar. Ele destacou que esse movimento tem contribuído para que as metas de redução de emissões de outros países sejam mais “tímidas”.</p>
<p>A intenção dos três países é usar o excedente para atingir suas metas ou vender esse excedente para outros países. Do outro lado da mesa, negociadores de países em desenvolvimento e alguns países europeus estão tentando evitar que essa autorização seja um resultado da COP18. “Com a urgência do problema das mudanças climáticas, isso tornaria praticamente impossível evitar que o aquecimento global passe dos 2°C, o que traria consequências catastróficas para todos os países”, explicou Carlos Rittl.</p>
<p>O embate em torno dessas emissões mostra como as negociações ainda estão distantes de uma conclusão. Nessa fase da conferência, os especialistas tentam chegar a um texto mais consensual, que será analisado a partir do próximo dia 4 de dezembro por ministros dos quase 200 países representados na COP18.</p>
<p>Aliado às polêmicas, o novo tratado não terá o compromisso dos Estados Unidos, do Canadá, da Russia, do Japão e da Nova Zelândia. E a União Européia, que chegou a sinalizar que aumentaria sua meta de redução das emissões em 30%, recuou em função da crise econômica e tem sinalizado a intenção de manter o atual patamar de redução de 20% também para os próximos anos.</p>
<p>“O risco maior na negociação é de termos um segundo período muito pouco efetivo em termos de redução de emissões”, avaliou Rittl. “Há muitos riscos nessa negociação, nada de aumento de ambição em metas e em financiamento climático, muitos assuntos sem soluções fáceis. Mas negociação só termina no último minuto”, acrescentou, otimista, lembrando que as negociações ainda prosseguem por mais oito dias no Catar.</p>
<p><span style="font-size: x-small;"><strong>(Agência Brasil)</strong></span></p>
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		<title>Relatório da ONU aponta 2012 como nono ano mais quente desde 1850</title>
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		<pubDate>Thu, 29 Nov 2012 15:46:09 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Henrique Andrade Camargo</dc:creator>
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		<description><![CDATA[As altas temperaturas foram acompanhadas pela fusão sem precedentes de gelo do mar Ártico e extremos climáticos que afetaram muitas partes do mundo.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><span style="font-size: x-small;"><strong>ONU Brasil</strong></span></p>
<p><a href="http://mercadoetico.terra.com.br/website/wp-content/uploads/2012/11/aquecimento_global_250.jpg"><img class="alignleft size-full wp-image-65750" src="http://mercadoetico.terra.com.br/website/wp-content/uploads/2012/11/aquecimento_global_250.jpg" alt="" width="250" height="173" /></a>Este ano entrou para os recordes como o nono em temperaturas mais altas desde 1850, apesar do efeito do La Niña, um fenômeno meteorológico que deveria ter uma influência de resfriamento sobre a atmosfera da Terra, diz um novo relatório das Nações Unidos divulgado nesta quarta-feira (28). As altas temperaturas foram acompanhadas pela fusão sem precedentes de gelo do mar Ártico e extremos climáticos que afetaram muitas partes do mundo.</p>
<p>Os resultados estão entre os destaques do Comunicado Provisório sobre o Estado Global do Clima em 2012 da Organização Metereológica Mundial (OMM), que fornece um resumo anual do tempo e eventos climáticos ao redor do mundo.</p>
<p>O documento foi lançado hoje na Conferência de Mudança Climática da ONU, em Doha, no Catar, onde centenas de representantes de governos, organizações internacionais e da sociedade civil estão reunidos para discutir maneiras de reduzir as emissões globais de carbono e o aquecimento global. As atualizações e valores finais do relatório de 2012 serão lançados em março.</p>
<p>“A mudança climática está ocorrendo diante de nossos olhos, e continuará ocorrendo como resultado das concentrações de gases de efeito estufa na atmosfera, que têm aumentado constantemente e alcançaram novamente novos recordes “, afirmou o Secretário-Geral da OMM, Michel Jarraud.</p>
<p>Eventos extremos notáveis foram observados em todo o mundo durante o período de janeiro a outubro de 2012, afirma o relatório, incluindo ondas de calor na América do Norte e Europa, a seca nos Estados Unidos, China, Brasil e partes da Rússia e da Europa Oriental, inundações na região do Sahel , Paquistão e China, e neve e frio extremo na Rússia e na Europa Oriental.</p>
<p>Além disso, a bacia do Atlântico também sofreu uma temporada de furacões acima da média pelo terceiro ano consecutivo, com um total de 19 tempestades e 10 furacões, o principal deles sendo o Sandy, que causou estragos em todo o Caribe e na costa leste dos EUA. O Leste da Ásia também foi severamente impactado por tufões poderosos, o maior sendo o Sanba, que atingiu as Filipinas, o Japão e a Península Coreana.</p>
<p><span style="font-size: x-small;"><strong>(ONU Brasil)</strong></span></p>
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		<title>Derretimento de permafrost deve intensificar mudanças climáticas</title>
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		<pubDate>Thu, 29 Nov 2012 15:36:32 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Henrique Andrade Camargo</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Se isso ocorrer de fato, as marés podem sofrer alteração, o nível dos oceanos deve subir, as correntes migratórias de animais serão modificadas e as infraestruturas costeiras serão prejudicadas]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><span style="font-size: x-small;"><strong>Jéssica Lipinski, do Instituto CarbonoBrasil</strong></span></p>
<p><a href="http://mercadoetico.terra.com.br/website/wp-content/uploads/2012/11/permafrost_250.jpg"><img class="alignleft size-full wp-image-65756" src="http://mercadoetico.terra.com.br/website/wp-content/uploads/2012/11/permafrost_250.jpg" alt="" width="250" height="168" /></a>Um novo estudo do Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente (PNUMA) apresentado nesta terça-feira (27) revelou que o derretimento do permafrost poderia contribuir com até 40% das emissões de gases do efeito estufa (GEEs), aumentando ainda mais a previsão de aquecimento global para o futuro.</p>
<p>Segundo a pesquisa, o permafrost, grossas camadas de gelo permanente que armazenam grandes quantidades de matéria orgânica, contém cerca de 1,7 mil gigatoneladas de carbono, o dobro do que há atualmente na atmosfera. A análise diz que, caso essas camadas de gelo derretam, os GEEs provenientes dessa matéria orgânica podem ser liberados para a atmosfera, contribuindo para o aquecimento global.</p>
<p>De acordo com o relatório, o derretimento do permafrost emitiria de 43 a 135 gigatoneladas de dióxido de carbono até 2100 e de 246 a 415 gigatoneladas de CO2 até 2200, o que faria com que a meta de elevação das temperaturas de 2ºC fosse facilmente ultrapassada.</p>
<p>“A liberação de dióxido de carbono e metano pelo aquecimento do permafrost é irreversível: uma vez que a matéria orgânica descongele e apodreça, não há forma de colocá-la de volta no permafrost”, alertou Kevin Schaefer, principal autor do relatório do Centro de Dados de Neve e Gelo da Universidade do Colorado.</p>
<p>O documento indica que tal derretimento poderá ter sérias implicações tanto para os ecossistemas como para estruturas criadas para o ser humano, já que, por exemplo, o derretimento do permafrost pode alterar marés, elevar o nível dos oceanos, modificar correntes migratórias de animais, prejudicar cidades e infraestruturas costeiras etc.</p>
<p>“O permafrost é uma das chaves para o futuro do planeta porque contém grandes estoques de matéria organiza congelada que, se descongelada e liberada para a atmosfera, amplificaria o atual aquecimento global e nos impulsionaria para um mundo mais quente. Seu potencial impacto no clima, ecossistemas e infraestrutura foi negligenciado por tempo demais”, comentou Achim Steiner, diretor executivo do PNUMA.</p>
<p>“Esse relatório procura comunicar aos negociadores do tratado climático, legisladores e público geral as implicações de continuar a ignorar os desafios do aquecimento do permafrost”, acrescentou Steiner.</p>
<p>Para tentar reverter ou ao menos minimizar esse problema, o texto recomenda que o Painel Intergovernamental de Mudanças Climáticas (IPCC) realize mais estudos para especificar qual o real impacto do derretimento do permafrost nas mudanças climáticas. Essas pesquisas devem ser publicadas durante o próximo ano.</p>
<p>A análise pede também que novos planos de adaptação sejam estabelecidos. “O descongelamento do permafrost representa uma mudança física dramática com impactos enormes nos ecossistemas e infraestruturas humanas. As nações precisam desenvolver planos para avaliar os riscos, custos e estratégias de mitigação para proteger a infraestrutura humana nas regiões de permafrost mais vulneráveis ao degelo”, declarou Schaefer.</p>
<p>Além disso, o relatório sugere também que o derretimento do permafrost seja considerado em um novo tratado climático global para substituir o Protocolo de Quioto, discussão que está ocorrendo atualmente em Doha, no Catar.</p>
<p>“As metas de emissões antropogênicas no tratado de mudanças climáticas precisam levar em conta essas emissões ou arriscamos ultrapassaram a meta de aquecimento máximo de 2ºC”, disse Schaefer.</p>
<p>No entanto, chegar a um acordo quanto aos cortes de emissões de países desenvolvidos e em desenvolvimento pode ser difícil, já que ainda há incertezas sobre o futuro do Protocolo de Quioto, e as nações não conseguem chegar a um consenso sobre a redução de emissões em um novo acordo climático. Ambos os lados afirmam que o outros deveriam ter metas mais rígidas para a mitigação das mudanças climáticas.</p>
<p>“Apenas os países desenvolvidos estão obrigados legalmente pelo Protocolo de Quioto e suas emissões são apenas 26% [das emissões globais]. Se continuarmos assim, apenas um quarto do mundo estará obrigado legalmente e três quartos dos países estarão obrigados a nada”, observou Masahiko Horie, do grupo de negociação do Japão.</p>
<p>“Se os países ricos, que têm os meios financeiros, têm tecnologia, têm uma população estável, já têm uma grande classe média, pensam que não podem reduzir [as emissões] e trabalhar para combater as mudanças climáticas, como eles podem pensar que os países em desenvolvimento podem fazê-lo? É por isso que o Protocolo de Quioto tem que ser mantido. Se o retirarmos, teremos o que as pessoas chamam de Velho Oeste. Você não vai obter as reduções [de emissões] necessárias”, concluiu André Corrêa do Lago, líder da delegação brasileira.</p>
<p>(Instituto CarbonoBrasil)</p>
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		<title>Aumenta consenso de que a humanidade é a principal responsável pelas mudanças climáticas</title>
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		<pubDate>Thu, 29 Nov 2012 15:23:01 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Henrique Andrade Camargo</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Marcados por eventos climáticos extremos e por estudos reveladores, os últimos 12 meses registraram uma transformação na opinião pública.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><span style="font-size: x-small;"><strong>Fabiano Ávila, do Instituto CarbonoBrasil</strong></span></p>
<p><a href="http://mercadoetico.terra.com.br/website/wp-content/uploads/2012/11/mudanças_climaticas_2501.jpg"><img class="alignleft size-full wp-image-65723" src="http://mercadoetico.terra.com.br/website/wp-content/uploads/2012/11/mudanças_climaticas_2501.jpg" alt="" width="250" height="168" /></a>Aproveitando a Conferência do Clima de Doha (COP18), autoridades estão sendo mais corajosas em suas declarações com relação às mudanças climáticas.</p>
<p>Primeiro foi o secretário-geral da Organização Meteorológica Mundial (OMM), Michel Jarraud, quem afirmou com todas as letras que o fenômeno é resultante das atividades humanas.</p>
<p>Agora é a vez de o presidente do Painel Intergovernamental de Mudanças Climáticas (IPCC), Rajendra Pachauri, dizer que o próximo relatório da entidade elevará ainda mais o grau de certeza de nossa influência no aquecimento global.</p>
<p>“Temos uma quantidade substancial de informações que diminuem lacunas que existiam, aumentando assim o nível de certeza de nossas descobertas”, afirmou Pachauri em entrevista para a agência Reuters.</p>
<p>Vale destacar que o último relatório do IPCC, de 2007, já apontava para uma probabilidade de pelo menos 90% de que as atividades humanas são a principal causa das mudanças climáticas.</p>
<p>Participando de um evento paralelo na COP 18, Pachauri reforçou um discurso que fez cinco anos atrás.</p>
<p>“Quando eu tive o privilégio em 2007 de aceitar o Prêmio Nobel em nome do IPCC, eu fiz uma pergunta retórica: &#8216;Estarão aqueles responsáveis pelas decisões internacionais sobre as mudanças climáticas dispostos a ouvir a voz da ciência?&#8217; Eu não sei se nossa voz hoje é mais alta, mas com certeza é mais clara graças aos nossos novos conhecimentos”.</p>
<p>Em outubro, discutindo os impactos da super tempestade Sandy, o secretário-geral das Nações Unidas, Ban Ki-moon, também responsabilizou as emissões de gases do efeito estufa resultantes de processos industriais e de geração de energia como sendo a causa do aquecimento global.</p>
<p>“Essa pode ser uma verdade que incomoda, mas é uma que não podemos ignorar. Os melhores cientistas do mundo estão nos alertando há anos sobre isso. Não podemos mais olhar para o outro lado, persistindo com o nosso atual estilo de vida. Essa deve ser uma das principais lições do Sandy”, afirmou.</p>
<p>“Nosso desafio é claro e urgente: precisamos reduzir as emissões de gases do efeito estufa, aumentar a adaptação climática para nos prevenir de eventos climáticos ainda mais severos que o Sandy e alcançar um acordo climático global até 2015”, completou.</p>
<p><strong>Queda do ceticismo</strong></p>
<p>O ano de 2012 pode ser considerado o início do fim do ceticismo climático. Marcados por eventos climáticos extremos e por estudos reveladores, os últimos 12 meses registraram uma transformação na opinião pública.</p>
<p>Mesmo nos Estados Unidos, onde a população sempre se mostrou contrária à teoria das mudanças climáticas, uma pesquisa de opinião realizada entre agosto e setembro revelou que cerca de 74% dos norte-americanos acreditam que o aquecimento global está afetando o clima. Isso que o levantamento foi realizado antes da super tempestade Sandy atingir a costa leste do país.</p>
<p>Este ano também viu a mudança de postura do principal cientista cético do planeta.</p>
<p>O pesquisador Richard Muller, fundador do projeto Temperatura da Superfície da Terra da Universidade de Berkeley (BEST), escreveu um artigo no jornal New York Times intitulado “A conversão de um cético das mudanças climáticas”, no qual diz ter mudado de ideia devido aos resultados de um estudo conduzido por ele próprio que comprovaria que não apenas o planeta está aquecendo, como também é possível responsabilizar as atividades humanas pelo fenômeno.</p>
<p>Apesar de ser provável que sempre existirão céticos &#8211; que acabam ajudando os governos a adiar ações climáticas -, estamos caminhando para um maior consenso sobre nosso papel no clima. Uma hora será inevitável aceitar as mudanças climáticas, pois os eventos extremos serão tão frequentes e intensos que não adiantará mais esconder a cabeça na areia.</p>
<p>É como disse Ana Deysi Lopez, do Ministério de Meio Ambiente de El Salvador, em uma entrevista meses atrás para o Instituto CarbonoBrasil: “A realidade nos golpeou. As perdas, econômicas e de vidas, causadas por fenômenos climáticos extremos aumentaram muito nos últimos anos. Diante dos números, não há mais dúvidas de que o governo precisa agir.”</p>
<p><span style="font-size: x-small;"><strong>(Agência Brasil)</strong></span></p>
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		<title>Países emergentes criticam falta de ambição em Doha</title>
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		<pubDate>Thu, 29 Nov 2012 15:20:49 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Henrique Andrade Camargo</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Nações mais ricas não estariam comprometidas e negociador chinês alerta que se avanços não forem alcançados com relação ao financiamento climático e Quioto, as discussões sobre um novo acordo climático podem ser interrompidas]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><span style="font-size: x-small;"><strong>Fabiano Ávila, do Instituto CarbonoBrasil</strong></span></p>
<p>Os grandes emergentes elevaram o tom dos discursos na Conferência do Clima das Nações Unidas (COP 18), que está em andamento em Doha, no Catar. Segundo Brasil e China, os países industrializados, em especial os Estados Unidos e a União Europeia (UE), chegaram às negociações com propostas muito modestas e não estão comprometidos em cortar significantemente as suas emissões de gases do efeito estufa e nem em ajudar as nações mais vulneráveis.</p>
<p>A grande decepção dos emergentes se dá no debate sobre o futuro do Protocolo de Quioto e nas discussões em torno do que é chamado de Long term Cooperative Action (LCA), que trata do financiamento climático e da transferência de tecnologias limpas.</p>
<p>O chefe da delegação chinesa, Su Wei, declarou que o avanço da Plataforma de Durban, que é a base do novo acordo climático que promete entrar em vigor em 2020, só vai acontecer depois que o LCA e Quioto estiverem resolvidos.</p>
<p>“Se não conseguirmos um acordo para as questões de curto prazo, eu não posso imaginar que vamos negociar o que ainda está distante”, afirmou Wei ao portal RTCC.</p>
<p>A China critica sobretudo a falta de ambição da UE e dos EUA, que não estão trazendo nenhuma novidade para a mesa de negociações.</p>
<p>“A UE já está muito próxima de alcançar sua meta de corte de 20% nas emissões até 2020 e o esperado seria que o bloco elevasse esse objetivo. Mas percebemos que não há esse interesse e estamos preocupados com o que vai acontecer nos próximos oito anos em termos de políticas climáticas europeias”, disse Wei em uma coletiva de imprensa.</p>
<p>“Entendemos que os EUA tiveram outras prioridades durante os primeiros quatro anos do governo Obama, mas neste segundo mandato esperávamos que o país apresentasse mais coragem na COP 18. Queremos que os norte-americanos abracem contribuições reais para a redução das emissões”, completou.</p>
<p>Os  brasileiros também não estão felizes com o andamento das negociações e o embaixador  André Corrêa do Lago afirmou na terça-feira (27) que “se os países ricos, que têm os meios financeiros, têm tecnologia, têm uma população estável, já têm uma grande classe média, pensam que não podem reduzir [as emissões] e trabalhar para combater as mudanças climáticas, como eles podem pensar que os países em desenvolvimento podem fazê-lo? É por isso que o Protocolo de Quioto tem que ser mantido. Se o retirarmos, teremos o que as pessoas chamam de Velho Oeste. Você não vai obter as reduções [de emissões] necessárias”.</p>
<p>O Brasil aproveitou os números da queda do desmatamento para mostrar que está contribuindo, já a posição chinesa nesse sentido é bem mais fraca.</p>
<p>O governo de Pequim garante que entre 2006 e 2010 o consumo de energia por unidade do produto interno bruto (PIB) no país caiu 19,1%, o que seria o equivalente a cortar a emissão de 1,46 bilhão de toneladas de dióxido de carbono (CO2). Além disso, teria evitado a emissão de 730 milhões de toneladas de GEEs anualmente graças aos milhares de projetos do Mecanismo de Desenvolvimento Limpo (MDL) que possui.</p>
<p>Porém, a China se nega a adotar limite para suas emissões enquanto não melhorar a renda per capita de sua população.</p>
<p>“Para podermos erradicar a pobreza precisamos crescer, e, por isso, é claro que as nossas emissões continuarão a subir por mais algum tempo. Mas estamos trabalhando para que elas cheguem a seu pico o mais breve possível e que passem a cair rapidamente em seguida”, declarou Wei.</p>
<p>Antes de a COP 18 começar, Wei afirmou que as emissões crescerão até que a China alcance um produto interno bruto (PIB) per capita cinco vezes maior do que o atual. Segundo ele, não seria justo nem racional que o país reduzisse suas emissões absolutas quando seu PIB per capita é de US$ cinco mil, enquanto o dos países desenvolvidos é de entre US$ 40 mil e US$ 50 mil.</p>
<p><span style="font-size: x-small;"><strong>(Instituto CarbonoBrasil)</strong></span></p>
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		<item>
		<title>Maior poluidor per capita, Catar apresenta comprometimentos ambientais</title>
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		<pubDate>Wed, 28 Nov 2012 17:00:15 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Henrique Andrade Camargo</dc:creator>
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		<description><![CDATA[País está entre os mais vulneráveis às consequências dos efeitos do clima: 90% do alimento consumido ali é importado e cerca de 40% das residências estão localizadas praticamente no nível do mar]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><span style="font-size: x-small;"><strong>Fernando Beltrame*</strong></span></p>
<div class="img aligncenter" style="width:450px;">
	<img src="http://www.ecodesenvolvimento.org/posts/2012/novembro/executivo-do-qatar-sede-da-cop-18-apresenta-os/images/fahad.jpg" alt="" width="450" height="275" />
	<div>Fahad bin Mohammed al-Attiyah durante o discurso que defendeu as ações ambientais do Catar. / Foto: sallie_shatz/COP-18</div>
</div>
<p>Executivo da organização da COP18/CMP8 Doha e presidente do programa nacional de segurança alimentar, Fahad bin Mohammed al-Attiyah iniciou seu discurso reforçando a preocupação do país com as mudanças climáticas e que o governo está preparado para tomar decisões no sentido de reduzir o seu impacto ambiental e fomentar projetos sustentáveis.</p>
<p>De acordo com um estudo realizado pela ONG britânica Carboun, o Catar é o país com a maior emissão de carbono per capita, 55,4 toneladas de dióxido de carbono por pessoa, cerca de dez vezes a média global. Na região, o país-sede da COP18 é seguido por Kuwait, Emirados Árabes Unidos e Bahrein.</p>
<p>Segundo Fahad, o Catar é um dos países mais vulneráveis às consequências dos efeitos extremos do clima, uma vez que 90% do alimento consumido no país é importado e entre 35% a 40% das residências do país estão localizadas em Doha, uma cidade plana e praticamente no nível do Golfo.</p>
<div class="img aligncenter" style="width:450px;">
	<img src="http://www.ecodesenvolvimento.org/posts/2012/novembro/executivo-do-qatar-sede-da-cop-18-apresenta-os/images/cop18-quatar-1.jpg" alt="" width="450" height="275" />
	<div>O lobby do Centro de Convenções Nacional do Qatar. / Foto: iisd.ca</div>
</div>
<p>Brevemente, al-Attiyah ressaltou que a proteção com o meio ambiente é um do quatro pilares do Catar Nacional Vision 2030 (QNV 2030). Um dos principais objetivos do programa é conscientizar a população quanto à sustentabilidade e buscar o equilíbrio entre as necessidades essenciais e a preservação ambiental.</p>
<div class="img aligncenter" style="width:450px;">
	<img src="http://www.ecodesenvolvimento.org/posts/2012/novembro/executivo-do-qatar-sede-da-cop-18-apresenta-os/images/cop18-quatar02.jpg" alt="" width="450" height="275" />
	<div>Vista geral do plenário da COP-18. / Foto: iisd.ca</div>
</div>
<p><strong>Movimentação dos corredores da COP-18</strong></p>
<p>Durante o segundo dia do evento, o executivo informou que 12.000 dos 17.600 inscritos já chegaram a capital do Catar. A COP-18 disponibilizou 450 ônibus para as delegações, espalhados por 36 pontos. Ao todo, 700 organizações não governamentais se inscreveram, sendo 30 delas locais.</p>
<p>Durante toda a semana, o Catar irá apresentar seus projetos e planos para atingir seus objetivos ambientais.</p>
<p><strong>*Fernando Beltrame está em Doha e é diretor da Eccaplan Consultoria em Sustentabilidade.</strong></p>
<p><span style="font-size: x-small;"><strong>(EcoD)</strong></span></p>
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		</item>
		<item>
		<title>“Países-ilha” cobram prorrogação de Protocolo de Kyoto</title>
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		<pubDate>Wed, 28 Nov 2012 12:33:29 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Henrique Andrade Camargo</dc:creator>
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		<category><![CDATA[Protocolo de Kyoto]]></category>

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		<description><![CDATA[Novo acordo pode valorizar a luta contra o aquecimento global.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><span style="font-size: x-small;"><strong>CicloVivo</strong></span></p>
<p style="text-align: center;"><span style="font-size: x-small;"><strong><div class="img aligncenter size-full wp-image-65642" style="width:500px;">
	<a href="http://mercadoetico.terra.com.br/website/wp-content/uploads/2012/11/cop18_negociações_500.jpg"><img src="http://mercadoetico.terra.com.br/website/wp-content/uploads/2012/11/cop18_negociações_500.jpg" alt="" width="500" height="331" /></a>
	<div>Nem todas as nações concordam com as obrigações estipuladas no Protocolo de Kyoto. | Foto: Divulgação/Flickr</div>
</div><br />
</strong></span></p>
<p>As discussões sobre a prorrogação do Protocolo de Kyoto têm divergido opiniões dos representantes mundiais que participam da Conferência da ONU sobre Mudanças Climáticas (COP18), em Doha, no Qatar. Os principais favoráveis ao acordo são os “países-ilha”, altamente vulneráveis ao aumento do nível do mar.</p>
<p>Nesta terça-feira (27), o discurso da Aliança dos Pequenos Estados Insulares (Aosis, da sigla em inglês) foi enfático na cobrança de ações e compromissos efetivos para com a redução das emissões de gases de efeito estufa. O grupo é formado por 44 países e está disposto a trabalhar para que o compromisso saia do papel.</p>
<p>“Por sete anos, os países industrializados falam, falam e falam de seus compromissos para reduzir suas emissões de gases de efeito estudo após a primeira fase do Protocolo, de 2008 a 2012. Mas, chega um ponto em que você tem que trabalhar. E essa hora chegou.” A fala da representante da Aosis demonstra a insatisfação com o modelo atual de comprometimento, principalmente por parte das nações desenvolvidas.</p>
<p>A substituição do Protocolo de Kyoto, por um modelo que prorrogasse o compromisso e entrasse em vigor para todos em países em 2020 foi prometido em 2011. No entanto, nem todas as nações concordam com as obrigações estipuladas no acordo. Os Estados Unidos, por exemplo, não assinaram o protocolo atual, o Canadá abandonou o pacto e Rússia e Japão já afirmaram não participarem da segunda etapa de Kyoto. Em contrapartida, a Austrália já anunciou que reduzirá 5% das emissões, enquanto a UE pretende alcançar a redução de 20% dos GEE que liberam na atmosfera.</p>
<p>As discussões sobre a prorrogação do compromisso são o principal foco das COP18, que conta com a participação de representantes de 190 países. Um acordo positivo, que estimule a criação de novas metas de contenção das emissões mundiais de gases de efeito estufa deve valorizar a luta mundial contra o aquecimento global.</p>
<p><em>* Com informações das agências internacionais.</em></p>
<p><span style="font-size: x-small;"><strong>(CicloVivo)</strong></span></p>
]]></content:encoded>
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		</item>
		<item>
		<title>Ambientalistas defendem importância da conferência para &#8220;pavimentar caminho&#8221;</title>
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		<pubDate>Tue, 27 Nov 2012 17:01:09 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Henrique Andrade Camargo</dc:creator>
				<category><![CDATA[meio ambiente]]></category>
		<category><![CDATA[Notí­cias]]></category>
		<category><![CDATA[ambientalistas]]></category>
		<category><![CDATA[aquecimento global]]></category>
		<category><![CDATA[COP18]]></category>
		<category><![CDATA[mudanças climáticas]]></category>
		<category><![CDATA[negociações climáticas]]></category>

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		<description><![CDATA[A pouca expectativa em torno de um resultado concreto do evento não deve contaminar as negociações a serem travadas no encontro pela redução dos impactos das mudanças climáticas.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><span style="font-size: x-small;"><strong>Agência Brasil</strong></span></p>
<p><a href="http://mercadoetico.terra.com.br/website/wp-content/uploads/2012/11/sustentabilidade_caminho_500.jpg"><img class="aligncenter size-full wp-image-65600" src="http://mercadoetico.terra.com.br/website/wp-content/uploads/2012/11/sustentabilidade_caminho_500.jpg" alt="" width="473" height="312" /></a></p>
<p>A pouca expectativa em torno de um resultado concreto da 18ª Conferência das Nações Unidas para o Clima (COP18) não deve contaminar as negociações a serem travadas no encontro pela redução dos impactos das mudanças climáticas. Para as organizações ambientais que vão acompanhar os debates, do dia 26 de novembro a 7 de dezembro em Doha (Catar), o evento tem que servir, ao menos, para “pavimentar o caminho” rumo às futuras propostas e metas a serem assumidas pelos países.</p>
<p>“Doha talvez tenha uma COP com atração diferente da [conferência do ano passado] de Durban [na África], mas não dá para ser uma conferência com menos importância. Esta COP tem uma relevância muito grande para dar resposta à emergência do clima. A cada ano, vemos efeitos climáticos mais extremos, como secas, enchentes e grandes tempestades”, alertou Carlos Ritll, coordenador do programa de mudanças climáticas e energia do WWF-Brasil.</p>
<p>Assim como outras organizações da sociedade civil, o WWF terá representantes acompanhando as discussões. Como não têm direito a manifestações dentro das plenárias, onde os negociadores internacionais vão discutir metas e compromissos, os observadores vão aproveitar os corredores do evento e encontros paralelos com as delegações dos mais de 190 países para apontar caminhos e soluções possíveis para os temas mais complexos.</p>
<p>Assim como a maioria dos negociadores e especialistas, os ambientalistas também acreditam que o resultado mais concreto da COP-18 será a definição da segunda rodada de compromissos do Protocolo de Kyoto, com metas obrigatórias assumidas pelos países desenvolvidos para reduzir as emissões de gases de efeito estufa, que começam a valer no dia 1º de janeiro de 2013. Mas o temor é que os impasses em torno de questões polêmicas, como os cálculos e permissões para essas emissões, atrasem os acordos.</p>
<p>“Existem alguns aspectos na mesa de negociação que são complexos. Esperamos que haja boa vontade para que os impasses não atrapalhem”, ressaltou Ritll.</p>
<p><strong>Crise financeira</strong></p>
<p>A recessão econômica enfrentada pelos países do Leste Europeu, que pegaram grande volume de empréstimos desde que abandonaram o regime comunista na década de 1990, fez com que essas economias reduzissem significativamente o ritmo de produção econômica.</p>
<p>As dívidas, somadas à última crise financeira mundial (2008), levou à menor industrialização e, como consequência, o volume de emissões de gases de efeito estufa ficou bem abaixo da média estipulada para os países desenvolvidos.</p>
<p>Esse cenário faz com que esses países tenham um excedente, ou seja, dispõem de um limite acima do permitido para as emissões, o que possibilita uma margem maior de retomada das atividades econômicas para não travar o desenvolvimento. A polêmica é se, diante dos alertas da ciência em relação às mudanças climáticas, o uso do excedente deve ou não ser liberado pela comunidade internacional agora. “Defendemos que o Leste Europeu não use esse excedente, e sim tente comercializar. Isto significaria, na conta global, que os países em desenvolvimento reduzam menos”, calculou Ritll.</p>
<p><strong>Discussões e impasses</strong></p>
<p>Os observadores também alertam para discussões com poucas chances de avanços, entre elas, os mecanismos de financiamento e inovadores. Os temas estão no topo das preocupações dos negociadores dos países desenvolvidos e das nações pobres. Os ricos temem ter que se comprometer com o aporte de recursos no mesmo momento em que enfrentam uma crise econômica mundial.</p>
<p>Já as delegações dos países em desenvolvimento esperam pelo dinheiro para conseguirem combater o desmatamento ou adotar melhorias sanitárias que impactam na queda dos gases de efeito estufa. “A gente sabe que muitos países vão usar, como argumento, a crise para se isentar de colocar mais recursos. Mas há discussões que podem avançar, como mecanismos para emissões de transporte aéreo e marítimo de carga”, disse.</p>
<p>As organizações defendem ainda que o foco no tratado de Kyoto “não seja desculpa para não ter avanços importantes nos outros temas. “A emergência não nos deixa margem para perda de tempo,” acrescentando que é fundamental manter o que já foi acertado na Plataforma de Durban, que ainda está em construção, mas prevê metas obrigatórias para todos os países a partir de 2020.</p>
<p><span style="font-size: x-small;"><strong>(EcoD)</strong></span></p>
]]></content:encoded>
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		<title>Países devem pensar juntos para garantir sobrevivência da espécie humana</title>
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		<pubDate>Tue, 27 Nov 2012 16:54:05 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Henrique Andrade Camargo</dc:creator>
				<category><![CDATA[meio ambiente]]></category>
		<category><![CDATA[Notí­cias]]></category>
		<category><![CDATA[aquecimento global]]></category>
		<category><![CDATA[Catar]]></category>
		<category><![CDATA[COP18]]></category>
		<category><![CDATA[Doha]]></category>
		<category><![CDATA[mudanças climáticas]]></category>
		<category><![CDATA[negociações climáticas]]></category>
		<category><![CDATA[Sergio Besserman]]></category>

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		<description><![CDATA[O temor é que os impasses em torno de questões polêmicas, como os cálculos e permissões para essas emissões, atrasem os acordos.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><span style="font-size: x-small;"><strong><br />
EcoD</strong></span></p>
<p><span style="font-size: x-small;"><strong><div class="img aligncenter" style="width:450px;">
	<img src="http://www.ecodesenvolvimento.org/posts/2012/novembro/cop18-paises-devem-pensar-coletivamente-para/images/humanidade1.jpg" alt="" width="450" height="275" />
	<div>Mudanças Climáticas causam eventos mais potentes: logo após a passagem do Furacão Sandy, um temporal deixou 54 mortos e destruiu 70% das plantações no Sul do Haiti. / Foto: UN Photo/Logan Abassi</div>
</div></strong></span></p>
<p>O que está em jogo neste momento em Doha, no Catar, onde quase 200 países se reúnem para a 18ª Conferência das Nações Unidas sobre Mudanças Climáticas (COP18), não é exatamente a salvação do planeta.</p>
<p>Sim, se o aumento da temperatura global não for freado, e chegar aos 4º Celsius a mais até 2060, como prevê um relatório recém-lançado do Banco Mundial, o cenário será aterrorizador. Porém, não será o suficiente para destruir a Terra, mas sim os seres humanos.</p>
<p><cite>- Com 4°C a mais, os níveis dos mares mundiais subirão de 0,5 a 1 metro até 2100 (com o acréscimo de 15% a 20% nos Trópicos), inundando diversas cidades e ilhas;<br />
- A água marinha se tornará tão ácida que exterminará os recifes de corais, o que comprometerá toda a vida marinha uma vez que é os corais possuem a base da cadeia alimentar;<br />
- O Mediterrâneo, o norte da África, o Oriente Médio e os Estados Unidos terão ondas de calor mais fortes, ficando até 6°C mais quentes;<br />
- A seca aumentará de 15,4% da área plantada no mundo para cerca de 44%; o fluxo de grandes rios como o Amazonas, Danúbio e Mississipi pode reduzir de 20% a 40%, causando problemas de abastecimento, transportes e irrigação. Por outro lado, outros como o Nilo e o Ganges, podem crescer até 20%, causando inundações.<br />
O economista Sérgio Besserman, lembra que, apesar de todo nosso aparato científico-tecnológico, a humanidade não possui força suficiente para destruir o planeta.</cite></p>
<p>“O nosso tempo é um. O da natureza é completamente diferente. Se a humanidade existisse na época da extinção dos dinossauros, nossa chance de sobrevivência seria zero. Mas, de qualquer forma, pouco mais de 5 milhões de anos depois a natureza se recupera”, afirmou Besserman, durante palestra no Agenda Bahia, evento que realizado dia 13 de novembro, em Salvador.</p>
<div class="img aligncenter" style="width:450px;">
	<img src="http://www.ecodesenvolvimento.org/posts/2012/novembro/cop18-paises-devem-pensar-coletivamente-para/images/humanidade3.jpg" alt="" width="450" height="275" />
	<div>O economista Sérgio Besserman disse que é &quot;um crime&quot; cidades costeiras não se prepararem para elevação do nível do mar / Foto: Raíza Tourinho/EcoD</div>
</div>
<p>Presidente da câmara técnica de desenvolvimento sustentável e coordenador de clima da prefeitura do Rio de Janeiro, Sérgio Besserman lembra que estamos prestes a testemunhar mudanças com consequências desconhecidas, a exemplo da extinção de 30% das espécies de seres vivos, a grande maioria não devidamente conhecida pela ciência, proporcionando riscos, como mandar para o espaço seres que poderiam fornecer a cura do câncer ou da AIDS.</p>
<p>As mudanças climáticas podem causar efeitos em cascatas, de acordo com ele, como o derretimento do solo congelado da Sibéria, detentor de cinco vezes mais metano do que o que emitimos nos últimos séculos.</p>
<p>No Brasil, Besserman destacou que cidades costeiras, como São Luís, no Maranhão, estão na lista para serem seriamente atingidas pelo aumento do nível do mar, porém não possuem planejamento de mitigação. &#8220;São Luís não se preparar para isso é um crime&#8221;, disse. No cenário mais otimista, a ONU projeta o surgimento de mais de 255 milhões refugiados ambientais em todo mundo, segundo conta.</p>
<p>O planeta vai se ajustar a tragédia ambiental iminente no tempo dele, enquanto nós precisaremos nos adaptar desde já, para Besserman. Assim, estamos diante da extinção provável da humanidade enquanto espécie, e não da destruição do planeta, como alguns crêem.</p>
<p>O pesquisador assinalou que estamos em um momento “decisivo” da história da humanidade e precisamos de uma revolução, não só tecnológica, como comportamental. “Nós não agimos coletivamente, ainda nos dividimos como israelenses e palestinos. Como humanos que somos, teremos que ser diferentes, o que nunca fomos: a humanidade”, ressaltou, questionando a capacidade do ser humano de pensar a longo prazo.</p>
<p>Agir em nome da coletividade significa, na maior parte das vezes, abrir mão de luxos individuais. É o caso da redução do consumo de carne vermelha de três a quatro vezes por dia para três ou quatro vezes ao ano, o que, segundo ele, resolveria de 10% a 15% o problema climático global.</p>
<p><strong>Esperança</strong></p>
<p><object width="560" height="315"><param name="movie" value="http://www.youtube.com/v/B11kASPfYxY?version=3&amp;hl=pt_BR&amp;rel=0" /><param name="allowFullScreen" value="true" /><param name="allowscriptaccess" value="always" /><embed type="application/x-shockwave-flash" width="560" height="315" src="http://www.youtube.com/v/B11kASPfYxY?version=3&amp;hl=pt_BR&amp;rel=0" allowfullscreen="true" allowscriptaccess="always"></embed></object></p>
<p>É esse desafio, de agir em prol do futuro da nossa espécie independentemente das nuances regionais, que encaram agora as delegações dos mais de 190 países reunidos em Doha. Como bem ilustra o vídeo acima (vale a pena parar um minutinho para assisti-lo), há duas décadas que as ações para mitigar as mudanças esbarram nos interesses nacionais.</p>
<p>No primeiro dia da COP18, 26 de novembro, o diretor do programa de clima e energia do Instituto de Recursos Mundiais, Jonathan Pershing, afirmou que a urgência do debate o deveria inserir automaticamente nos debates de outros fóruns, como o do G20, o que na prática não acontece.</p>
<p>“Às vezes, dá a impressão de que esperam que os países em desenvolvimento liderem o movimento. Mas se os países desenvolvidos não são ambiciosos, como esperar ambição dos países em desenvolvimento?”, discorreu o embaixador brasileiro André Côrrea do Lago, durante coletiva na COP-18, revelando a ainda existência do impasse entre as nações mais ricas e as que querem ainda crescer a qualquer custo.</p>
<div class="img aligncenter" style="width:450px;">
	<img src="http://www.ecodesenvolvimento.org/posts/2012/novembro/cop18-paises-devem-pensar-coletivamente-para/images/humanidade2.jpg" alt="" width="450" height="275" />
	<div>COP-18 decidirá pela sobrevida ou não do protocolo de Quioto / Foto: UN Photo/UNFCCC/Jan Golisnki</div>
</div>
<p>A esperança mais concreta é que a COP18 defina a segunda rodada de compromissos do Protocolo de Kyoto, acordo que expira no próximo 31 de dezembro, com metas obrigatórias assumidas pelos países desenvolvidos para reduzir as emissões de gases de efeito estufa. Mas o temor é que os impasses em torno de questões polêmicas, como os cálculos e permissões para essas emissões, atrasem os acordos.</p>
<p>“Vejo esta COP como o fechamento de um capítulo e o começo de outro”, disse Lago. Virada de página que a proximidade do prazo para o término do Protocolo de Quioto não deixa dúvidas. Resta agora saber se o tom das próximas linhas estará afinado com as páginas restantes do livro.</p>
<p><span style="font-size: x-small;"><strong>(EcoD)</strong></span></p>
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		</item>
		<item>
		<title>Primeiro dia da conferência discute urgência em combater aquecimento global</title>
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		<pubDate>Tue, 27 Nov 2012 16:23:53 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Henrique Andrade Camargo</dc:creator>
				<category><![CDATA[meio ambiente]]></category>
		<category><![CDATA[Notí­cias]]></category>
		<category><![CDATA[aquecimento global]]></category>
		<category><![CDATA[Catar]]></category>
		<category><![CDATA[COP18]]></category>
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		<category><![CDATA[mudanças climáticas]]></category>

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		<description><![CDATA[Em Doha, o alerta é para os perigos para a humanidade caso a temperatura média do planeta suba acima dos 2°C]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><span style="font-size: x-small;"><strong>Eleutério Guevane, da Rádio ONU</strong></span></p>
<div class="img alignleft size-full wp-image-65607" style="width:250px;">
	<a href="http://mercadoetico.terra.com.br/website/wp-content/uploads/2012/11/aquecimento_global_NASA_250.jpg"><img src="http://mercadoetico.terra.com.br/website/wp-content/uploads/2012/11/aquecimento_global_NASA_250.jpg" alt="" width="250" height="168" /></a>
	<div>Foto: Nasa</div>
</div>No primeiro dia da Conferência da ONU sobre Mudanças Climáticas, COP 18, governos discutiram a urgência em combater o aquecimento global. São mais de 190 países reunidos na cidade de Doha, no Catar, até o dia 7 de dezembro.</p>
<p>A secretária-executiva da Convenção sobre Mudanças Climáticas, Unfccc, destacou uma série de relatórios de agências da ONU sobre o aumento do clima.</p>
<p><strong>Quioto</strong></p>
<p>Christiana Figueres ressaltou a urgência em evitar que a temperatura média do planeta suba mais de 2° Celsius.</p>
<p>Ela disse que o nível de ações até agora não é suficiente e que as portas para mudar o quadro estão fechando rápido.</p>
<p>Entre outros objetivos da COP 18 está garantir um segundo termo para o Protocolo de Quioto, que expira no fim do ano. O acordo internacional prevê que os países industrializados reduzam a emissão de gases que causam o efeito estufa. A segunda fase do Protocolo deve começar em 1 de janeiro de 2013.</p>
<p><strong>Transportes</strong></p>
<p>Na Conferência no Qatar, também será implementado o programa &#8220;PaperSmart&#8221; da ONU, buscando evitar a impressão de material e distribuir cópias digitais de documentos aos participantes do evento.</p>
<p>Outra medida busca reduzir a poluição causada pelo tráfego. Uma frota de ônibus vai levar participantes dos locais de hospedagem ao Centro de Convenções do Catar e a algumas atrações turísticas da cidade. Os veículos são a gás natural ou híbridos.</p>
<p><span style="font-size: x-small;"><strong>(Rádio ONU)</strong></span></p>
]]></content:encoded>
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		</item>
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		<title>Financiamento climático não está sendo cumprido</title>
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		<pubDate>Tue, 27 Nov 2012 15:17:46 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Henrique Andrade Camargo</dc:creator>
				<category><![CDATA[meio ambiente]]></category>
		<category><![CDATA[Notí­cias]]></category>
		<category><![CDATA[aquecimento global]]></category>
		<category><![CDATA[Catar]]></category>
		<category><![CDATA[COP18]]></category>
		<category><![CDATA[Doha]]></category>
		<category><![CDATA[financiamento climático]]></category>
		<category><![CDATA[fundo climático]]></category>
		<category><![CDATA[mudanças climáticas]]></category>
		<category><![CDATA[negociações climáticas]]></category>

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		<description><![CDATA[Pesquisas revelam ainda que boa parte do pouco dinheiro liberado está sob a forma de empréstimos]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><span style="font-size: x-small;"><strong>Jéssica Lipinski, do Instituto CarbonoBrasil</strong></span></p>
<div class="img alignleft size-full wp-image-65546" style="width:250px;">
	<a href="http://mercadoetico.terra.com.br/website/wp-content/uploads/2012/11/enchente_b_250.jpg"><img src="http://mercadoetico.terra.com.br/website/wp-content/uploads/2012/11/enchente_b_250.jpg" alt="" width="250" height="168" /></a>
	<div>Financiamento internacional poderia ajudar milhares de desalojados por eventos climáticos extremos / Foto: Oxfam</div>
</div>Entre os muitos assuntos que serão discutidos na 18ª Conferência das Partes (COP 18), que está ocorrendo em Doha, Catar, estão as possíveis formas de financiamento climático para ajudar as nações mais pobres com as mudanças climáticas. Nesse sentido, dois novos estudos mostram que a situação atual desses fundos não é nada favorável: apesar das muitas promessas, pouco foi efetivamente entregue, e em condições não tão benéficas para os países que mais sofrem e sofrerão com o aquecimento global.</p>
<p>De acordo com os relatórios, um do Comitê de Oxford de Combate à Fome (Oxfam) e outro do Instituto Internacional para Meio Ambiente e Desenvolvimento (IIED), os fundos emergenciais para as mudanças climáticas prometidos por União Europeia, Austrália, Canadá e Estados Unidos em 2009 para o final deste ano eram da ordem de US$ 30 bilhões, e esses países se comprometeram também a levantar US$ 100 bilhões até 2020.</p>
<p>Entretanto, os documentos mostram que apenas US$ 23,6 bilhões, ou 78% desse valor, foram entregues, e muito dessa quantia não era uma ajuda “nova e adicional”, mas fundos que seriam destinados a auxílios já existentes. Além disso, a pesquisa do Oxfam sugere que do financiamento emergencial, apenas 23% foi destinado a isso através de fundos multilaterais.</p>
<p>“Apenas 43% foi dado como doação; a maior parte foi em empréstimos que os países em desenvolvimento terão que repagar em diferentes níveis de interesse. Além disso, apenas 21% dos fundos foram destinados a apoiar programas de adaptação para ajudar comunidades a se protegerem sozinhas dos efeitos das mudanças climáticas”, diz o estudo do Oxfam.</p>
<p>A pesquisa do IIED indica igualmente que a maioria dos países não conseguiu cumprir suas promessas para o financiamento, além de que os fundos não são transparentes. Segundo o relatório, apenas a Noruega e o Japão contribuíram com a participação prometida no financiamento.</p>
<p>A Noruega foi o país que mais atingiu seus compromissos, dando 492% de sua participação – 100% como subsídios e nada como empréstimos; entretanto, como o país não apresentou nenhum relatório sobre esses fundos no último ano, ficou em último lugar no quesito transparência.</p>
<p>O Japão também excedeu suas promessas, dando 291% de sua parte. Outros países que também cumpriram boa parte de seu compromisso foram o Canadá e a Nova Zelândia, ambos com cerca de 80%. O Canadá e o Japão, no entanto, deram apenas 25% e 21%, respectivamente, como doação; o resto foi prometido como empréstimos.</p>
<p>Apesar de japoneses e noruegueses terem ficado em primeiro e segundo lugares no quesito financiamento, em se tratando de transparência a Suíça saiu na frente. Foram considerados nesse aspecto a quantidade de financiamento realmente transferida, a clareza nas informações, como os países definiram as finanças novas e adicionais e quão acessíveis os fundos estavam para as nações em desenvolvimento.</p>
<p>“Já passou da hora de alcançar princípios duradouros com financiamentos climáticos novos, adicionais, previsíveis e adequados”, declarou o documento do IIED.</p>
<p>“Os países em desenvolvimento estão caminhando para a beira de um precipício nas finanças climáticas sem qualquer certeza sobre como eles serão apoiados para se adaptarem às mudanças climáticas após 2012. Há um perigo real de que o financiamento climático seja reduzido em 2013, em um momento em que precisa ser ampliado”, alertou Tim Gore, assessor político de mudanças climáticas do Oxfam.</p>
<p>Para resolver a questão, os estudos pedem que os governos considerem novas formas de arrecadar dinheiro para os fundos, para que esse financiamento não concorra com o auxilio a outros problemas como a saúde e a educação. Uma sugestão é um esquema para reduzir as emissões da navegação, ou novas taxas para transações financeiras a fim de gerar renda para o Fundo Climático Verde.</p>
<p>“Se os líderes vierem a Doha sem nenhum dinheiro, o Fundo Climático Verde arrisca ficar como uma concha vazia pelo terceiro ano consecutivo”, concluiu Gore.</p>
<p><span style="font-size: x-small;"><strong>(Instituto CarbonoBrasil)</strong></span></p>
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		</item>
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		<title>EUA afirma que merece mais crédito por sua política climática</title>
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		<pubDate>Mon, 26 Nov 2012 20:30:47 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Henrique Andrade Camargo</dc:creator>
				<category><![CDATA[meio ambiente]]></category>
		<category><![CDATA[Notí­cias]]></category>
		<category><![CDATA[aquecimento global]]></category>
		<category><![CDATA[Catar]]></category>
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		<category><![CDATA[Estados Unidos]]></category>
		<category><![CDATA[mudanças climáticas]]></category>
		<category><![CDATA[negociações climáticas]]></category>

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		<description><![CDATA[“Estamos fazendo um esforço enorme para frear o aquecimento global e para ajudar as nações mais vulneráveis”, afirma negociador daquele país]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><span style="font-size: x-small;"><strong>Fabiano Ávila, do Instituto CarbonoBrasil</strong></span></p>
<p>Na primeira coletiva de imprensa dos Estados Unidos na Conferência do Clima de Doha (COP 18), que começou nesta segunda-feira (26), o negociador Jonathan Pershing declarou que as iniciativas norte-americanas para lidar com as mudanças climáticas não têm sido reconhecidas pelos demais países.</p>
<p>“Estamos fazendo um esforço enorme para frear o aquecimento global e para ajudar as nações mais vulneráveis”, afirmou Pershing.</p>
<p>Segundo o negociador, a administração Obama aumentou a eficiência de combustíveis para carros e caminhões, se comprometeu a ajudar no financiamento climático e apresentou uma legislação para limitar as emissões de gases do efeito estufa (GEEs) &#8211; que no momento está estagnada no Senado.</p>
<p>Pershing também confirmou que o país buscará a meta anunciada em Copenhague, em 2009, de reduzir suas emissões em 17% até o fim da década, com relação ao nível de 2005.</p>
<p>“Mas é claro que precisamos fazer mais, assim como toda a comunidade internacional. É necessário evitar as piores consequências das mudanças climáticas”, completou.</p>
<p>De acordo com dados do Instituto de Energias Renováveis da Alemanha (IWR), os Estados Unidos estão de fato reduzindo suas emissões, mas com 6 bilhões de toneladas de GEEs liberadas em 2011 ocupam o segundo lugar entre os maiores emissores absolutos do planeta, ficando atrás apenas da China.</p>
<p><strong><span style="font-size: x-small;">(Instituto CarbonoBrasil)</span></strong></p>
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